A ciência não tem o direito de se afastar da ética

A ciência não tem o direito de se afastar da ética

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Quantos avanços maravilhosos! Quantas descobertas incríveis! Tudo isso, porém, não dá à ciência o direito de se afastar da ética

Não quero fazer uma leitura fundamentalista da Bíblia, mas nosso mundo está cada vez mais parecido com a cena descrita nas primeiras páginas do livro do Gênesis. No centro do jardim do Paraíso, havia uma árvore de frutos saborosos e tentadores, mas Deus havia proibido Adão e Eva de comer daqueles frutos. Diz a Sagrada Escritura que era a árvore do conhecimento. Muitos imaginam que aquele fruto proibido seja o sexo ou o poder. A Bíblia fala diferente. A origem dos nossos pecados, na verdade, estaria no mau uso do saber.

A tentação do saber

A ciência, hoje, continua querendo recuperar o paraíso perdido. Quantos avanços maravilhosos! Quantas descobertas incríveis! Impossível pensar a vida sem a energia elétrica, o rádio, a TV, a internet, o celular… Porém, tudo isso não dá à ciência o direito de se afastar da ética. Também a ciência precisa ter sua consciência, mas a tentação do saber continua sendo muito grande. Anos atrás, o jornal britânico The Independent estampou na primeira página: “o super-rato”. Cientistas norte-americanos criaram um rato modificado geneticamente, o qual era capaz de fazer coisas incríveis! Ele é muito melhor que “pobres ratos normais” criados por Deus!

As conclusões dessas pesquisas foram publicadas no periódico científico Journal of Biological Chemistry. O tal super-roedor pode correr seis quilômetros a 20 metros por minuto. Corre cinco horas sem parar. Come 60% mais que os ratos normais e não engorda. Pode ter vida sexual ativa por três anos a mais. Percebeu a tentação? Alguém pode estar pensando: “Que maravilha! Vamos aplicar isso aos humanos!”. Aí é que mora o perigo: a indústria farmacêutica dorme sonhando com os cifrões de dinheiro que essa pesquisa pode representar.

Quem segura a mão da ciência?

A todo momento, vemos atletas famosas devolvendo suas medalhas por terem feito uso de algum anabolizante. Pior que isso é o que acontece com atletas como a velocista americana Florence Grift Joyner, falecida aos 40 anos por efeito desses medicamentos potencializadores da capacidade humana. Podemos dizer, então, que essa química também potencializa dores. Nas academias de ginástica, a tentação é muito grande! Por que malhar três horas por dia, se, com um “remedinho”, o sujeito fica musculoso com uma hora de esteira, três vezes por semana? O culto ao corpo agradece. O espelho confirma a mentira. É o homem brincando de Deus, como lá no começo da Bíblia. É o fim do paraíso da normalidade.

Precisamos aprender a conviver com as descobertas desse novo milênio sem acreditar em “milagres de barro”. Uma simples injeção em um embrião de rato, há quatro anos, criou uma espécie “superpoderosa” de roedores. Certamente, esse tipo de injeção já está próxima de algum embrião humano. A tentação é grande. Quem segura a mão da ciência? Seria censura? Brincar de Deus pode não dar certo.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

 

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