A vocação universal: à santidade – Uélisson Santos*

A vocação universal: à santidade – Uélisson Santos*

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O mês de agosto é um lindo mês, pois a Igreja recorda e reza pelas vocações. É sabido que nenhuma vocação se sobrepõe a outra, porque todas elas são importantes e, por assim dizer, as vocações são como uma linda árvore que possui diversos galhos. Cada galho “representa uma vocação”, o interessante é que todos estes galhos saem de uma única árvore: a Igreja.

É importante para que uma vocação seja realmente autêntica que ela seja livre, desejada por Deus e confirmada pela Igreja, nossa mãe.
Contudo, existe uma vocação que abraça todos os estados de vida e que é apresentada no capítulo V da Constituição Dogmática Lumen Gentuim, do Concílio Vaticano II e tem como título: “A vocação de todos à santidade na Igreja”. Nesta constituição, a Igreja orienta e exorta que a hierarquia, todos os estados de vida e até o simples fiel que foi batizado recentemente, todos são chamados a santidade (Cf. Lumen Gentium, 39). Porquanto, também o apóstolo São Paulo ensinava a comunidade dos efésios que o Pai nos abençoou com toda benção espiritual nos céus em Cristo e “Ele nos escolheu nele antes da fundação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis sob seu olhar, no amor” (Ef 1, 3-4).

Chamados a santidade

O próprio Deus deseja que todos seus filhos possam almejar e conquistar, por esforço pessoal e pela graça do Espírito Santo, aquilo que perderam dramaticamente no paraíso: a santidade original (Cf. CIC, p.399) e a ser santos com Ele é Santo.
Não obstante, mesmo tendo perdidas a santidade e justiça originais, garante o Catecismo da Igreja Católica que “a natureza humana não se encontra totalmente ferida”, mas pelos méritos do sacramento do batismo recebemos as graças vindas de Cristo e somos reorientados ao coração amoroso do Pai e convidados a purificar nossos corações dos maus instintos e procurar o amor de Deus acima de tudo.

Para alcançar esta perfeição e santidade, a Igreja através de sua Doutrina Sagrada (conforme CIC, p.2013-2015) coloca alguns passos concretos para o crescimento da santidade:
1- Empreguem os fiéis as forças recebidas segundo a medida em que as dá Cristo, a fim de que, seguindo as Suas pisadas e conformados à Sua imagem, obedecendo em tudo à vontade de Deus, se consagrem com toda a alma à glória do Senhor e ao serviço do próximo. Assim crescerá em frutos abundantes a santidade do Povo de Deus, como patentemente se manifesta na história da Igreja, com a vida de tantos santos.
2- Cada fiel busque o progresso espiritual tendo em vista a união cada vez mais íntima com Cristo. Esta união chama-se “mística”, porque participa no mistério de Cristo pelos sacramentos, “os santos mistérios”, e, n’Ele, no mistério da Santíssima Trindade.
3- O caminho desta perfeição passa pela cruz. Não há santidade sem renúncia e combate espiritual. O progresso espiritual implica a ascese e a mortificação, que conduzem gradualmente a viver na paz e na alegria das bem-aventuranças.

Por fim, a santidade consiste em desempenharmos bem a nossa missão no cotidiano, a vivermos a vigilância e a sobriedade quando não existir ninguém por perto e somente a minha consciência, a aceitarmos com alegria tudo que a providencia amorosa do Pai nos dará.

A recompensa vem de Deus

O Céu será a grande recompensa para aqueles que viverem concretamente a santidade de vida. Somos convocados a combater o bom combate, a terminar nossa corrida e a guardar a fé, pois: “coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Cor 2,9). Podemos dizer que tais bens Deus tem preparado para os que buscam a santidade. (Fonte: Canção Nova)

*Candidato às ordens sacras na Comunidade Canção Nova

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