Arcebispos

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Dom João Justino Medeiros Silva nasceu em Juiz de Fora (MG), em 22 de dezembro de 1966, filho de Justino Emílio de Medeiros Silva e Maria de Lourdes Medeiros Silva. Ingressou no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio em 1984, onde cursou Filosofia e teologia. Foi ordenado sacerdote em 13 de dezembro de 1992 e nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte pelo Papa Bento XVI, no dia 21 de dezembro de 2011. Recebeu a ordenação episcopal no dia 11 de fevereiro de 2012, na Catedral de Santo Antônio, em Juiz de Fora (MG). No dia 22 de fevereiro de 2017, dom João Justino foi nomeado arcebispo coadjutor para a Arquidiocese de Montes Claros pelo papa Francisco e empossado no dia 13 de maio.

Na Arquidiocese de Juiz de Fora, exerceu o ministério de pároco-solidário na Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Benfica e Paróquia do Bom Pastor e vigário paroquial na Paróquia de São Pedro. Foi formador no Centro Vocacional Nossa Senhora da Conceição, professor e coordenador do curso de Teologia do CES/ITAS, vice-reitor e reitor do seminário Arquidiocesano.

Em 2010, foi vigário episcopal para a Cultura, Educação e Juventude; secretário do Colégio de Consultores e; assessor da Comissão Episcopal Pastoral da CNBB. Foi perito da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Foi secretário da Organização dos seminários e Instituições do Brasil (OSIB) do regional leste II da CNBB. É professor visitante do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário de Caratinga (MG). Atualmente, dom João Justino é presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Comissão Episcopal Especial para os Bens Culturais da CNBB. Além de membro da Comissão de Cultura e Educação do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), e responsável pelas pastorais de Educação e Cultura no Cone Sul.

Dom João Justino é graduado em Pedagogia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF) e em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e mestrado e doutorado em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma.

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Muitas vezes temos que assumir falhas e enfrentar dificuldades em várias circunstâncias da vida e por vários motivos. Isso nos traz sensação de insegurança. Ficamos perplexos e até não sabemos o que fazer. Há quem fuja de tomar decisão, compromisso ou responder a convites ou mesmo responsabilizar-se por atitudes ou falhas, partindo para válvulas de escape. Surgem daí atitudes irresponsáveis, não se assumindo obrigações de ofício ou responsabilidades devidas, como o pagamento de dívidas e outras vicissitudes.

A precaução e a defesa pessoal são próprias de quem se coloca em proteção de sua pessoa. Mas, a defesa pessoal deve ser proporcional aos valores vivenciados da ética e da responsabilidade moral perante os fatos e até os delitos, mesmo não sendo dolosos. A melhor forma de defesa é a que promove a verdade e a honra pessoal, que não pode estar sediada na falsidade. Mesmo com o receio da punição, quem tem altivez moral supera o medo e mostra a grandeza de caráter, sabendo rever-se para melhorar a própria conduta, com a humildade de assumir o passado com vontade de acertar melhor o próprio comportamento. Então se  convive com mais dignidade em relação aos outros. Trabalhar para diminuir a pena em relação aos erros não significa falsear a verdade dos mesmos. Até a ação advocatícia não pode ser a de inocentar quem é delituoso e sim de  proteger seus direitos e diminuir sua  pena dentro da ética e da lei.

Quem não teme nem falseia a verdade supera o medo do castigo com a atitude e coerência de se apresentar como pessoa de bem e de convivência na honestidade. A falta de penalização promove a delituosidade de modo progressivo. A correção da pena é pedagógica e necessária, mesmo para pequenos delitos.

Apesar de o medo ser próprio de quem vive o fator emocional humano, a fé ajuda até o equilíbrio emocional diante de fatores de risco e insegurança. O profeta Jeremias lembra que os perseguidores enganosos não terão vez diante de Deus, que “salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus” (Jeremias20,13). Mesmo se o ser humano não tem misericórdia, Deus, no entanto, mostra porque veio, assumindo nossa natureza humana, justamente para nos dar vida nova. Mesmo nas maiores falhas Ele mostra a necessidade de mudança. Basta assumirmos nossos erros, querendo colocar todo o esforço para superá-los. Assim Ele está disposto a nos perdoar. A parábola do filho pródigo é de grande ensinamento sobre isso.

O maior medo que devemos ter é o de quem  possa nos roubar o que nos leva ao objetivo maior da vida, que é a da salvação eterna. Mas a vida presente é muito importante para isso. Se quisermos misericórdia, temos também de ser misericordiosos e lutarmos para superar todo mecanismo de morte e agressão à vida. Quando damos de nós pela promoção da vida na convivência humana e com a natureza, superamos qualquer medo, pois ninguém vai nos roubar ou impedir a vida de doação, que é base para a consecução da vida eterna prometida por Aquele que ressuscitou dentro os mortos!

Dom José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros (MG)

Já está disponível em Montes Claros, o livro “Para rezar os Salmos no Tempo Pascal e na Festa de Pentecostes”, do arcebispo coadjutor da Arquidiocese de Montes Claros, dom João Justino de Medeiros Silva.

O propósito da obra, segundo dom João Justino, é ajudar as pessoas a viver o tempo pascal em sintonia com o salmo da liturgia da Missa diária.  “Colocamos em suas mãos, amigo leitor (…), na esperança de que a oração e a meditação dos Salmos bíblicos sejam alimento para sua vida de fé, para sua espiritualidade. (…) Por experiência própria, posso dizer que nos Salmos encontramos uma fonte inesgotável de diálogo com o Senhor”, ressaltou dom João Justino, na introdução do livro.

Os recursos obtidos com a publicação serão revertidos para as obras da Catedral Cristo Rei, em Belo Horizonte e da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, em Montes Claros. O livro pode ser adquirido na secretaria da Catedral ao custo de R$ 10. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone: (38) 3221-5028.

Na última quarta-feira, 22 de fevereiro, o Papa Francisco nomeou como Arcebispo coadjutor da Arquidiocese de Montes Claros Dom João Justino de Medeiros Silva.

A posse do Arcebispo Coadjutor será no dia 13 de maio, na Festa do Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima, às 9 horas, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida.

Toda a Igreja particular de Montes Claros acolheu com muito carinho a notícia da vinda de Dom João para a Arquidiocese, que muito irá contribuir junto ao pastoril de Dom José Alberto Moura, que em 2018 fará 75 anos e de acordo com o Código de Direito Canônico deverá apresentar a sua renúncia..

Mensagens de internautas de várias cidades não param de chegar nas redes sociais da Catedral, desejando felicitações ao novo Bispo.

Dom João Justino de Medeiros Silva é doutor e mestre em Teologia, pela Universidade Gregoriana de Roma. Ingressou no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio em 1984 onde cursou Filosofia e Teologia. Gradou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora e em Pedagogia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF). Foi perito da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB. Na Arquidiocese de Juiz de Fora, foi Vigário Episcopal para a Cultura, Educação e Juventude e secretário do Colégio de Consultores. Foi professor e coordenador do curso de Teologia do CES/JF. Em 2004, tornou-se reitor do Seminário Arquidiocesano de Juiz de Fora (MG). Na cidade mineira, também foi pároco-solidário na Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Benfica e Paróquia do Bom Pastor. Também foi Vigário Paroquial na Paróquia de São Pedro.

Filho do casal Justino Emílio de Medeiros Silva e Maria de Lourdes Medeiros Silva, dom João Justino nasceu no dia 22 de dezembro de 1966 em Juiz de Fora (MG). Foi ordenado padre em 13 de dezembro de 1992. O Papa Bento XVI o nomeou bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte no dia 21 de dezembro de 2011. Dom João Justino recebeu a ordenação episcopal no dia 11 de fevereiro de 2012, na Catedral de Santo Antônio, em Juiz de Fora (MG).

Mensagem de dom João Justino ao Arcebispo Dom José Alberto Moura e a todos da Arquidiocese de Montes Claros

Prezado Dom José Alberto Moura, com sentimento de gratidão ao Papa Francisco por confiar-me a missão de Arcebispo Coadjutor de Montes Claros, apresento a minha saudação fraterna ao senhor e a todo Povo de Deus da Arquidiocese de Montes Claros. Acolhi com serenidade e disposição missionária o envio da Igreja: “Sai” de Belo Horizonte e “vai” para Montes Claros. Com fé, respondo: Eis-me aqui. Envia-me para dar testemunho da luz.

Com especial gratidão à Arquidiocese de Belo Horizonte, na pessoa de seu Arcebispo Metropolitano, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, que me acolheu como bispo auxiliar, olho para Montes Claros com o coração cheio de esperança: uno-me, agora, a todos para juntos trilharmos os caminhos nessa centenária Igreja.

Quero saudar, especialmente, cada presbítero e diácono, consagrado e consagrada, religioso e religiosa, vocacionado e vocacionada, leigo e leiga. Votos de paz a todos: as comunidades e às famílias, às crianças e pessoas idosas, aos jovens, enfermos, agentes de pastorais, ministros e ministras, catequistas, movimentos eclesiais, associações e novas comunidades. Espero e desejo começar, tão logo, a visitar as comunidades, lugar da experiência da fé, para encontrá-los.

Vou de coração aberto para escutar cada um de vocês. Quero acolher todas as pessoas, primeiras destinatárias da minha missão. Vou de mãos estendidas para somar minhas forças às de vocês na ação evangelizadora. Sigo com a disposição para caminhar junto com Dom José Alberto Moura e com toda a Igreja de Montes Claros, na comunhão e na fraternidade.

Estendo minha saudação a todas as autoridades dos municípios que integram a Arquidiocese de Montes Claros. Saúdo, também, os irmãos membros de outras comunidades cristãs e de diferentes tradições religiosas. No espírito da missão de Jesus Cristo, trabalhemos juntos “para que todos tenham vida” (Jo 10,10).
Peço que rezem por este pastor que já está em profunda comunhão com o Arcebispo Metropolitano na condução da Igreja de Montes Claros. Nossa Senhora, Mãe da Igreja, me acompanhe. Que a oração nos dê a compreensão necessária para o exercício de nosso ministério. Contem comigo. Sei que poderei contar com vocês. Brevemente estaremos juntos.

Com meu fraterno abraço.

+ João Justino de Medeiros Silva
Nomeado Arcebispo Coadjutor de Montes Claros
Belo Horizonte, 22 de fevereiro de 2017, Festa da Cátedra de São Pedro

Fonte: http://arquimoc.com

O Papa Francisco nomeou nesta quarta-feira, dia 22 de fevereiro, o bispo auxiliar dom João Justino de Medeiros Silva para a Arquidiocese de Montes Claros. Dom João será arcebispo coadjutor.

O arcebispo dom Walmor agradece dom João Justino pela dedicação à Arquidiocese de Belo Horizonte. “A Arquidiocese de Montes Claros, com a nomeação do Papa Francisco, ganha um dedicado e entusiasmado servidor que, exemplarmente, testemunha o Evangelho de Jesus Cristo. Vamos juntos pedir a Deus que continue a iluminar o ministério de dom João Justino nessa nova missão”.

Dom João Justino de Medeiros Silva é doutor e mestre em Teologia, pela Universidade Gregoriana de Roma. Ingressou no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio em 1984 onde cursou Filosofia e Teologia. Gradou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora e em Pedagogia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF). Foi perito da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB. Na Arquidiocese de Juiz de Fora, foi Vigário Episcopal para a Cultura, Educação e Juventude e secretário do Colégio de Consultores. Foi professor e coordenador do curso de Teologia do CES/JF. Em 2004, tornou-se reitor do Seminário Arquidiocesano de Juiz de Fora (MG). Na cidade mineira, também foi pároco-solidário na Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Benfica e Paróquia do Bom Pastor. Também foi Vigário Paroquial na Paróquia de São Pedro.

Filho do casal Justino Emílio de Medeiros Silva e Maria de Lourdes Medeiros Silva, dom João Justino nasceu no dia 22 de dezembro de 1966 em Juiz de Fora (MG). Foi ordenado padre em 13 de dezembro de 1992. O Papa Bento XVI o nomeou bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte no dia 21 de dezembro de 2011. Dom João Justino recebeu a ordenação episcopal no dia 11 de fevereiro de 2012, na Catedral de Santo Antônio, em Juiz de Fora (MG).
Mensagem de dom João Justino a Dom Walmor e a todos da Arquidiocese de Belo Horizonte

Prezado Dom Walmor, ao ser anunciada, hoje, minha nomeação como Arcebispo Coadjutor de Montes Claros, vem logo em meu coração o sentimento de gratidão por tudo o que vivi e aprendi nestes cinco anos de ministério episcopal. Servir ao Povo de Deus na Arquidiocese de Belo Horizonte, como bispo auxiliar, foi uma enorme dádiva para que eu compreendesse de modo profundo os horizontes da missão da Igreja. Mais uma vez o senhor foi meu formador: em Juiz de Fora, me ensinou a ser padre. Nestes últimos anos, me ensinou a ser bispo, servidor do Povo de Deus, nesta querida Igreja de Belo Horizonte. Conviver com o senhor e com os irmãos bispos – Dom Joaquim Mol, Dom Edson Oriolo, Dom Wilson Angotti e Dom Luiz Gonzaga – foi especial oportunidade de crescimento. Sinto-me abençoado por esta experiência que agora se conclui com o envio da Igreja: “Sai” de Belo Horizonte e “vai” para Montes Claros. Respondo, na serenidade e na fé: Eis-me aqui. Envia-me para dar testemunho da luz.

A minha gratidão se estende, especialmente, à Região Episcopal Nossa Senhora da Piedade, onde pude acompanhar bem de perto a vida das comunidades na atenção ao clero e aos leigos. Em todos os lugares por onde passei sempre fui muito bem acolhido e ouvido. Na memória agradecida guardarei as melhores lembranças da generosidade, da benevolência e da hospitalidade fraterna das pessoas da Rensp, como carinhosamente chamamos a Região Episcopal. Gratidão ao padre José Marcilon da Silva que esteve ao meu lado como Vigário Episcopal nestes cinco anos. Votos de abençoada missão ao padre Marcelo Carlos da Silva, SSS, novo Vigário Episcopal da Rensp.

Expresso minha gratidão, também, às Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, aos membros e colaboradores dos serviços arquidiocesanos, a exemplo da Secretaria Geral, Cúria da Rensp, Chancelaria, Tribunal Eclesiástico, Vicariato Episcopal para a Ação Pastoral, CAMENC, SAVC, Pastoral Presbiteral, SAJ, SAV, Assessoria de Comunicação e Marketing, SACEJ, todos os servidores da Mitra Arquidiocesana e Instituições vinculadas à Arquidiocese.

Agora que o Projeto de Evangelização “Proclamar a Palavra” está dando os seus primeiros passos, levarei comigo o aprendizado dos processos participativos e comunitários que aqui pude viver.

Chegue ao coração de cada bispo, padre, diácono, consagrado e consagrada, religioso e religiosa, vocacionado e vocacionada, leigo e leiga a minha gratidão pelos caminhos que percorremos juntos. Confio que me acompanhará a Mãe da Piedade, cujo manto se estende por todas as terras mineiras. Conto com a amizade e a oração de todos.

+ João Justino de Medeiros Silva
Nomeado Arcebispo Coadjutor de Montes Claros
Belo Horizonte, 22 de fevereiro de 2017, Cátedra de São Pedro Apóstolo

Fonte: Arquidiocese de BH

Saber trabalhar para dominar o desejo de vingança é saber domar nossos instintos para nosso próprio benefício e também do semelhante. Até para usar bem da inteligência a pessoa que deseja tirar a vida do outro vai pensar bem nas consequências para si mesmo: a prisão, o “carimbo” ou a marca de criminoso para toda a vida, a consciência pesada, a discriminação… além do grande pecado diante de Deus e dos homens.

O desarmamento pessoal do impulso de querer fazer justiça com as próprias mãos exige um rito, uma ascese ou exercitação, para não se deixar levar por um impulso emotivo momentâneo. No dito popular encontramos o dado de sabedoria que ensina a pessoa a contar até dez antes de tomar decisão precipitada. Na ascese cristã encontramos muitos meios para nos conter e, ao invés de retaliarmos ou nos vingarmos, vamos nos lembrar do ensinamento de Jesus: “perdoar… até aos inimigos… fazer o bem a quem nos odeia…”(Mateus 5,43.44). Já entre os antigos judeus havia o ensinamento: “Não tenhas no coração ódio contra teu irmão” (Levítico 19,17). A oração é outra fonte de paz e de força para o entendimento, a misericórdia e o perdão.

Quando há a sublimação dos impulsos instintivos, a pessoa promove mais o entendimento, o diálogo na família, na comunidade e em toda a convivência humana. Promove-se o armistício entre facções, comunidades e nações. As guerras não terão mais cabimento. Até se diz no ditado popular: “Mais vale um mau acordo do que uma boa demanda”. O desgaste é menor, com menos prejuízo tensional e vivencial.

Por outro lado, a ascese para o desarmamento de ânimo é vista na atitude da humildade. Ela leva a pessoa a perceber que não é melhor dos que os outros. Se esses erraram e erram, também nós erramos ou estamos sujeitos ao erro, talvez de modo pior do que os outros. O próprio Jesus adverte aos que queriam apedrejar a mulher adúltera: “Quem não tiver pecado atire a primeira pedra”. Nessa perspectiva o apóstolo Paulo lembra: “Ninguém se iluda: se algum de vós pensa que é sábio nas coisas deste mundo, reconheça sua insensatez, para se tornar sábio de verdade; pois a sabedoria deste mundo é insensatez diante de Deus” (1 Coríntios 3,18).

Jesus é o maior exemplo de vida e de ensinamento sobre o desarmamento de ânimo para o trato com o semelhante. Ele podia ter usado o poder que tinha para aniquilar seus opositores. Ao invés de condenar os inimigos ele ensina: “Vós ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’. Eu, porém, vos digo, não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda!’” (Mateus 5, 38-39). Até do alto da cruz Ele pede perdão ao Pai pelos algozes dizendo que eles não sabem o que fazem (Cf. Lucas 23,34).

É evidente que precisamos trabalhar e ajudar a tirar as causas dos ódios e dos entendimentos. Precisamos, porém, começar a fazê-lo com a nossa própria exercitação nesta prática. Se todos colaborarem para isso, teremos um mundo de menos agressões e desentendimentos!

Alguns minutos de reflexão e observação são suficientes para perceber a importância e a necessidade de ser justo. O poder judiciário faz parte da organização da sociedade que envolve milhares de pessoas e imensas estruturas. O curso de Direito é um dos mais procurados e as vagas existentes são muitas. Cada dia são julgados processos e novos são iniciados com o objetivo de restabelecer a justiça. Tudo isto revela a importância do valor de ser justo, da justiça. Ao mesmo tempo, a quantidade de processos revela a ausência de justiça nas relações entre as pessoas, entre pessoas e instituições e vice-versa.

Ser justo é um valor. É uma virtude cardeal. Diz o Catecismo da Igreja Católica que “a virtude é uma disposição habitual e firme de fazer bem. Permite à pessoa não só praticar atos bons, mas dar o melhor de si”. São Paulo recomenda aos filipenses: “Quanto ao mais, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, digno de respeito ou justo, puro, amável ou honroso, com tudo o que é virtude ou louvável” (Filipenses 4,8).

Ser justo faz parte da identidade humana. Conforme a antropologia cristã, a justiça não é uma simples convenção humana, porque o que é “justo” não é originalmente determinado pela lei, mas pela identidade profunda do ser humano. Podemos dizer que as leis são um desdobramento da lei natural.

O homem justo se distingue pela correção habitual de seus pensamentos e pela retidão de sua conduta para com o próximo. Age dentro da medida, em conformidade com a norma, na ordem justa. Realiza a justiça que consiste na vontade constante e firme de dar aos outros o que lhe é devido. Respeita os direitos de cada um e estabelece nas relações humanas a harmonia que promove a equidade em prol das pessoas e do bem comum.

O homem justo não se preocupa apenas que os direitos entre as pessoas sejam respeitados, mas que a justiça chegue a todas as pessoas para satisfazerem as suas necessidades. Ajuda a criar uma ordem justa entre todos os membros da sociedade. A mentalidade contemporânea, em geral, é mais propensa a reivindicar direitos do que promover a ordem justa.

O homem justo deseja a justiça social para a realização do bem comum, onde cada membro da sociedade e as instituições possam realizar a sua missão conforme sua vocação. Se é verdade que as pessoas são diferentes e únicas, também é verdade que todas são iguais, pois tem a mesma dignidade e os mesmos direitos e deveres.

A sentença de Jesus é bem incisiva: “Quem é fiel nas pequenas coisas será fiel também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas será injusto também nas grandes” (Lc 16, 10). Diariamente, vêm à tona denúncias de grandes injustiças, de desvios, de propinas que a maioria da população não consegue dimensionar. Não podemos esquecer as pequenas injustiças e as pequenas falcatruas que vão adormecendo a consciência da pessoa justa. Tantas vezes, as pequenas injustiças são a porta de entrada para as grandes injustiças.

Fonte: CNBB

No íntimo do ser humano há tendências para a prática do bem ou do mal. A noção do bem, solidificada com a vontade de se pautar por um caminho de busca de um ideal pautado por valores éticos, morais e religiosos, leva a pessoa a alcançar sua realização humana na busca e conquista deste ideal elevado. Ao contrário, se ela se deixar levar por saciar os desejos instintivos desenfreados e opostos àqueles da boa consciência, sua realização e felicidade se tornam efêmeras e de um vazio existencial. A felicidade do ser humano não tem consistência duradoura se não se basear no fundamento da justiça, que traz o equilíbrio da vontade humana pautada pela divina.

Deus não nos criou para a infelicidade, mas nos deixa a liberdade para optarmos ou não em realizar seu projeto de vida para nós. A consciência reta, formada na valorização da ética natural e na vivência dos valores apresentados pelo Criador, já inerentes à natureza e plenificado pela revelação do seu Filho vindo até nós de modo humano, leva-nos a praticar a justiça do Reino. Esta nos impulsiona a vivermos na retribuição do amor de Deus, que nos dá gratuitamente o dom da vida. Se desfizermos dessa justiça, desfazemos nossa realização humana. Pervertemos a consciência da retidão moral. Erramos,  injustiçamos  a nós mesmos, o semelhante, a família, o desenvolvimento de toda a ordem e não usamos nossos recursos para a promoção da vida, da dignidade humana e da justiça social. A Bíblia nos ensina: “Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir… (Deus) não mandou a ninguém agir como ímpio e a ninguém deu licença de pecar” (Eclesiástico 15, 18.21).

Se todos ouvissem a proposta divina, já percebida na consciência bem formada e na revelação de Cristo, seríamos mais solidários, justos, compassivos e altruístas. Superaríamos a concentração de recursos exagerados nas mãos de poucos para promovermos mais justiça na terra. Seriam banidas a fome, as armas e as guerras. A formação com famílias melhor estruturadas e assistidas, a educação de melhor qualidade, a saúde melhor encaminhada e a segurança mais estruturada, todo tipo de benefício social seria mais democratizado. Aconteceria, de fato, a inclusão social mais justa e a cidadania haveria de modo extensivo a todos. Deus quer o bem de todos, mas respeita nossa vontade e ação para usarmos a inteligência e todos os recursos que Ele nos dá para fazermos nossa parte. Assim, faríamos deste planeta um lugar de verdadeira justiça em que reinem o amor e a fraternidade. Para isso, precisamos da sabedoria que não provém simplesmente de nossas capacidades humanas e sim da sabedoria de Deus, como lembra o apóstolo Paulo (Cf. 1 Coríntios 2,6-10).

A sabedoria divina nos é dada para sabermos obedecer ao Criador, na prática da justiça e da caridade. Quem as praticar e assim ensinar aos outros “será considerado grande no reino dos céus” (Mateus 5,19). Não se trata simplesmente de um ensinamento religioso, mas também autenticamente humano. Hoje precisamos demais de promover o que realmente nos humaniza, com o exercício das virtudes do altruísmo e da promoção do respeito à dignidade humana. Assim colaboramos com o bem comum e nos tornamos felizes porque damos de nós pelo bem do semelhante e de toda a sociedade. Afinal, marcamos presença de qualidade aqui na terra e nos realizamos porque usamos dos dons de Deus para amar e servir, mesmo à custa de nos sacrificarmos pela promoção da justiça humana permeada com a divina.

Fonte: CNBB

Dom José Alberto Moura, Arcebispo de Montes Claros, celebrou a tradicional missa do Dia de Finados no cemitério do Bomfim, nesta quarta-feira, 2, às 16h30, para a comemoração dos fiéis defuntos.

Com a presença dos Padres Valdomiro Soares Machado (Frei Valdo) e Wagner Eduardo Dias, e do Diácono João, Dom José lembrou da saudade que temos dos entes queridos, mas da certeza de céu para todos aqueles que creram em Jesus Cristo.

Dezena de fiéis estiveram presentes rezando pelos mortos.

O corpo de Dom Geraldo, que faleceu ontem, 14 de maio, pela manhã, chegou na Catedral Nossa Senhora Aparecida, às 23 horas, trazido da Matriz de Nossa Senhora da Conceição e São José em carreata.

Durante toda a noite e início da manhã, várias missas de corpo presente foram celebradas na Igreja Mãe, por diversos Padres da Arquidiocese.

A primeira celebração foi presidida pelo Pároco da Catedral Frei Valdo, e concelebrada pelos Vigários Padre Wagner e Frei Ary.

E a última, hoje, 15 de maio, às 9hs, teve como presidente o Arcebispo de Montes Claros, Dom José Alberto Moura, e como concelebrantes Dom Jorge Alves Bezerra, Bispo de Paracatu; Dom Leonardo de Miranda Pereira, Bispo Emérito de Paracatu; Dom Hugo van Steeklenburg, Bispo Emérito de Almenada; e mais de 80 Padres da Arquidiocese de Montes Claros e outras Dioceses.

Além do Clero, estiveram presentes familiares, autoridades,  religiosos, religiosas, e também  uma multidão de fiéis que lotou a Praça Pio XII, para dar o seu último adeus a Dom Geraldo.

Depois da Celebração, o corpo saiu em cortejo em direção à Cripta, onde Dom Geraldo foi sepultado.

A Cripta da Catedral ficará aberta durante todo este mês de maio, para que os fiéis possam visitar o túmulo de Dom Geraldo.

Com a modernidade e as facilidades de comunicação pelas redes sociais, assim que o nosso Arcebispo Emérito Dom Geraldo Majela de Castro faleceu, na manhã desta quinta-feira (14), às 6h10, aos 84 anos, em decorrência de complicações da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), o que ocasionou a falência múltipla dos órgãos, rapidamente as notícias se espalharam e percebeu-se claramente o quanto Dom Geraldo era querido e amado por um grande número de fiéis, e a sua grande importância, não só para a Igreja Católica, mas também para todo o Norte de Minas.

O que não faltaram foram palavras de pesar, consternação, homenagens, admiração, gratidão e respeito pelo religioso.

Confira aqui, algumas notas:

http://www.cnbb.org.br/imprensa-1/sala-de-imprensa/notas-e-declaracoes-3/16507-nota-de-pesar-pelo-falecimento-de-dom-geraldo-majela-de-castro

http://noticias.cancaonova.com/morre-dom-geraldo-majela-de-castro-aos-84-anos/

http://jornalmontesclaros.com.br/2015/05/14/montes-claros-governador-de-minas-emite-nota-de-pesar-pelo-falecimento-de-dom-geraldo.html

https://m.facebook.com/camaramoc/posts/814040365312599

https://m.facebook.com/photo.php?fbid=625181364282896

http://www.acimoc.com.br/site/noticias/279//*/nota-de-pesar.html

http://unimontes.br/index.php/component/content/article/42-destaques-principais/14175-2015-05-14-15-40-30

http://g1.globo.com/mg/grande-minas/noticia/2015/05/portador-de-ela-arcebispo-emerito-de-montes-claros-morre-aos-83-anos.html

http://montesclaros.com/noticias.asp?codigo=72317

 

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Com a Santa Missa presidida por Frei Valdo (Padre Valdomiro Soares Machado), Pároco da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida de Montes Claros, iniciou-se a...