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Pope Francis greets a man as he visits a first aid camp set up on the occasion of the World Day of the Poor in front of Saint Peter's square in Rome, Italy November 16, 2017. Osservatore Romano/Handout via Reuters

Vaticano, 17 Nov. 17 / 12:00 pm (ACI).- Não podiam acreditar que era o próprio Papa Francisco. Emocionados e em estado de choque ficaram alguns médicos e enfermeiros voluntários que atendem nestes dias pobres e sem-tetos em um pequeno hospital improvisado ao lado da Praça de São Pedro por ocasião do Dia Mundial dos Pobres que será celebrado no próximo domingo.

O Dia Mundial dos Pobres foi organizado com a colaboração do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, que também é responsável pelo pequeno hospital de campanha, onde o Papa fez uma visita surpresa.

Os necessitados que desejarem podem ir ao local realizar exames de sangue ou ter uma consulta com médicos especialistas, ginecologistas, dermatologistas ou cardiologistas. Depois da consulta, caso precisem, oferecerão a cada um deles continuar o seu tratamento.

Francisco deixou o Vaticano e chegou ao hospital no seu carro Fiat. Ele desceu e saudou o sorridente os pobres que estavam no local naquele momento, assim como os médicos, especialistas, enfermeiros e voluntários que atendem no local durante algumas horas.

 

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Utilidade pública: 9 fatores de risco e uma pergunta

Muitos de nós nos sentimos impotentes quando se trata de reconhecer um suicídio.

“Isso é tão trágico”.

“Que desperdício de uma bela vida”.

“Por que ele não nos falou sobre isso?”

Muitas vezes, estamos totalmente perdidos em como lidar com o suicídio, um assunto profundamente devastador.

Mas estamos muito mal informados pra discutir isso de forma substancial. O que é compreensível, pois a maioria de nós não é treinada em serviços psiquiátricos e faz o melhor para lidar com as próprias dificuldades na vida.

Descobrir como resolver o problema do suicídio parece estar acima de nossa autoridade.

É importante que cada um de nós se comprometa a ser melhor em falar sobre isso e quebrar certos tabus.

A verdade é que cada um de nós pode ter um amigo suicida neste momento que não está nos contando sobre isso.

Eles não nos contam porque sabem que vivem em um mundo cruel, mal preparado para ajudá-los sem julgá-los.

A principal razão que impede as pessoas que pensam em acabar com a própria vida de falar sobre o suicídio é o medo de serem rotuladas como frágeis e problemáticas pelo resto da vida.

É preciso muita coragem para falar sobre o desejo de se suicidar, especialmente quando você está passando por isso.

Toda pessoa apresenta risco de suicídio. O suicídio não tem rosto.

Mães, pais, jovens, pastores, artistas, o pensamento de acabar com a vida pode enraizar-se na mente de todos.

Mas existem alguns grupos que são mais propensos ao suicídio do que outros.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, lésbicas, gays e bissexuais têm quatro vezes mais probabilidade de tentar se suicidar do que pessoas heterossexuais.

25% dos jovens transgêneros relataram terem tentado tirar a própria vida.

O que algumas pessoas não sabem é que se livrar dessa ideia e aprender a curtir a vida não é uma opção para aqueles que estão verdadeiramente deprimidos.

Por que o suicídio começa a parecer uma opção viável?

John Gibson, um pastor cujo nome foi lançado recentemente como parte do hack de Ashley Madison (onde muitas pessoas foram expostas por criarem contas com a intenção de traírem seus cônjuges) cometeu suicídio em agosto.

“Ele falava sobre a depressão. Ele falava sobre ter seu nome lá, e ele me disse que estava muito, muito triste. O que sabemos sobre ele é que ele devotou a vida à outras pessoas, e ele o fez de graça, misericórdia e perdão para todos. Mas de alguma forma, ele não conseguia estender isso para si mesmo”.– Christi Gibson, sobre o suicídio de seu marido, John.

Jody Nelson, um assistente social clínico em Lansing, Michigan, explica parte do porquê uma pessoa pode se sentir atraída pelo suicídio:

“Uma pessoa suicida muitas vezes vê o suicídio como uma solução pura, limpa e autônoma para seu estado emocional de desespero. O suicídio nunca é puro. Nunca é limpo. E nunca verdadeiramente autônomo. As pessoas suicidas não são capazes de ver ou prever as consequências de seu ato na vida das pessoas ao redor. Sua própria doença faz com que seja impossível para eles enxergarem isso.”

Ele nos aconselha a conhecer os fatores de risco:

1. Depressão. Isolamento. Perdas.

2. Grandes mudanças de vida (e, às vezes, apenas algumas pequenas como começar ou parar de tomar certos medicamentos).

3. Tentativas de suicídio anteriores. Abuso de substâncias.

4. Comportamentos irracionais ou instáveis.

5. Dificuldades financeiras.

6. Acesso a meios de cometer o ato.

7. Intenção suicida.

8. Uma história de suicídio na família.

9. Conexões a outras pessoas que morreram por suicídio.

Jody Nelson diz que, se percebermos esses sinais, devemos perguntar diretamente a pessoa algo do tipo:

“Eu notei que você esteve particularmente para baixo ultimamente. Você está pensando em se machucar?”

Isso não fará com que alguém que não tenha tendências suicidas passe a considerar a ideia de repente.

O que isso fará, caso alguém esteja pensando em suicidar-se, é fazê-lo atravessar uma parede que está o mantendo isolado e, de repente, aliviar parte dos sentimentos acumulados, com os quais ele esteve lidando sozinho.

Uma pessoa com depressão e sentimentos suicidas é muitas vezes grata por encontrar alguém com quem possa falar francamente sobre o que está pensando.

E caso alguém responda que sim, escute-o e converse com ele. Mas também leve-o a emergência, leve-o até lá, vá com ele. Dessa forma, eles terão acesso ao acompanhamento adequado.

Em seguida, fique de olho e acompanhe a situação. Continue conversando come ele, pois ele vai tentar minimizar a situação. Quem não faria isso?

É por isso que é importante para nós falar sobre isso publicamente e agora.

Quando aprendermos a falar sobre o suicídio de forma mais produtiva e demonstrarmos publicamente que estamos tentando entender um pouco melhor do que costumávamos, abriremos portas caso alguém em nosso círculo esteja pensando em se suicidar.

Devemos demonstrar que não iremos julgar nossos amigos e pessoas amadas – apenas amá-los.

Compartilhe esse conteúdo com seus amigos e ajude a quebrarmos alguns tabus sobre o suicídio.

Quanto mais pessoas aprenderem a lidar com isso, melhor.

Divulgue essa causa, é importante!

 

(via Awebic)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Uma oração guiada em texto: pelas crianças, adolescentes e adultos que sofrem traumas

Quero, em meu nome e em nome de cada um desses filhos que trazem traumas profundos da infância, fazer uma consagração ao Espírito Santo.

Pedimos, Senhor, que Tu nos faças fiéis na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando e respeitando-Te todos os dias da nossa vida. Espírito Santo, consagramo-nos a Ti e somos Teus escravos, queremos ser possuídos pelo Teu Espírito Santo, para sermos livres de toda possessão do mal.

Cura na infância

Senhor, eu estendo minhas mãos sobre a vida de cada um desses filhos e filhas, e peço a cura pela primeira infância, pois muitas crianças são deixadas na creche desde muito novinhas, e sentem o trauma da separação de seus pais.

Cura-as de todo medo e trauma causado nesse período de ausência dos pais e de pessoas da família, pela convivência com estranhos, e cura esses filhos e filhas que sofrem e sentem a ausência dos seus pais e falta do afeto.

Rezemos pelas crianças adotadas e que testemunharam a violência

Rezemos pelos filhos que foram colocados para adoção. Quantos homens e mulheres, que, hoje, não conseguem se realizar, ter alegria e paz, porque foram colocados para adoção! Para muitas dessas crianças, falta a referência do amor de pai e mãe que as geraram. Assim curai todos esses traumas.

Senhor, intercedei por aquelas crianças que sofreram, por aquelas que, ainda quando eram pequenas, no mundo havia muita gritaria, violência, briga dos pais. Quantos filhos presenciaram seus pais se espancando, porque chegaram alcoolizados em casa! Curai aqueles que cresceram vivendo e vendo o pai e a mãe alcoólatras, quebrando a casa, batendo uns nos outros e, muitas vezes, sendo agredidos! Que todas as feridas de violência desses filhos, que foram humilhados quando crianças na escola, na catequese, e hoje sofrem e tem dificuldade de relacionamento e querem ficar fechados, sejam curadas.

Elimina, Jesus, a violência desse lar e de todos esses traumas do início da infância e adolescência que marcaram a vida desses filhos e geraram neles feridas profundas no corpo e na alma.

Lavai, Senhor, com a Água Viva do Teu Espírito Santo, a mente e o coração desses Teus filhos e filhas. Tirai todos esses pensamentos de morte provenientes da infância e do início da vida deles. Curai-os, Senhor!

Também, Senhor, olhai por todos aqueles que sofrem os traumas de perda de filhos e daquelas crianças que perderam seus colegas de escola e amigos, porque seus pais tiveram de mudar para outra cidade.

Batizai-as no Espírito Santo

Quebrai, Deus, toda essa opressão da mente e do coração desses filhos e libertai-os do sentimento de incapacidade, medo, culpa e inferioridade, por causa dessas feridas da infância.

Também curai aqueles traumas de crianças, as quais, na infância, passaram por acidentes, doenças e processos cirúrgicos, tendo de passar por UTIs, permanecendo em incubadoras, fazendo tratamentos pesados; por isso, hoje, sentem um medo profundo, possuem feridas na mente e na alma. Curai todos eles, agora, desses traumas, e os batizai no Espírito Santo, para que nenhuma ação do mal do passado faça-os prisioneiros. Batizai-os, agora, Senhor, para que esses filhos possam nascer de novo, não mais da carne, mas no Teu Espírito.

Eu coloco, entre cada um de vocês e sua infância, a cruz de Cristo. Digo-lhes que já não haverá mais comunicação daquelas feridas do passado na sua vida presente. Pelo Sangue de Jesus e por Suas chagas, você é curado e libertado.

(Via Canção Nova)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, ensina o estilo nativo da evangelização, apontando para seu filho.

O que há de novo na evangelização proposta pelo papa Francisco por meio de sua encíclica Evangelii Gaudium pode ser expresso por meio de uma tradição latino-americana a ele tão cara: a experiência que utiliza é o de Maria como “Nossa mãe”; É, aliás, uma experiência religiosa emocional, dada a título de beleza mais típica do povo simples, que segue principalmente através da verdade, mais típica da teologia, para chegar a Deus.

Francisco propõe Maria como modelo, referindo-se a “um estilo Mariano na atividade evangelizadora da igreja; Porque sempre que olharmos para Maria voltamos a acreditar no revolucionário da ternura e afeição” (EG 288).

Não é surpreendente o fato de parecer essa linguagem teológica- existencial do Papa Francisco atrair mais a atenção que, ao associar a ternura de Maria, você queira destacar uma dimensão tipicamente feminina evangelização: de fato, ele nunca se cansa de repetir que a Igreja é mulher, de uma maneira, neste momento, o Papa Francisco vai além de seus antecessores. Não feminismos no papel de Maria, há a plenitude do papel da mulher.

Evangelização com espírito é animar, habitar e enviar pelo Espírito Santo para poder anunciar a verdade do amor com a beleza que salva (EG 261; 265). Aqueles que evangelizam precisam invocá-lo constantemente “e, portanto,” a igreja precisa desesperadamente de um “Pulmão de oração”, “Precisamos nos cultivar um interior do espaço que conceder o sentido cristão para o compromisso e a atividade “(EG 280; 262).

O sopro do espírito se comunica em oração e ação, entrelaçando a invocação e a compaixão e derrama o amor e a ternura de Deus em nos corações enviando-os para anunciar sua boa nova de amor e misericórdia.

Maria Mãe da esperança, aproximando-se, acompanha com carinho, anda com seus filhos. Essas são algumas das ações que expressam a proximidade de Deus e seu espírito em Maria. Os espaços marianos dão um sabor do conjunto de experimentos religiosos que as comunidades têm do manifesto de Maria. É uma autêntica Mariologia inculturada na vida de cada comunidade. A devoção mariana é coberta de várias características culturais e torna-se um caminho de inculturação do Evangelho.

A atividade evangelizadora carrega, além disso, o selo estilo de mãe “porque sua alma é a ternura e afeição” (EG 288). Maria, cheia do Espírito Santo (cf. Lc 1,28), demonstra a dança de ternura e o afeto sobre a visita a sua prima Isabel (1, 39ss), em sua intercessão nas Bodas de Caná (Jo 2), aos pés da Cruz com seu Filho (19, 25ss), a oração perseverante com as mulheres e os discípulos (Atos 1,14).

Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, ensina o estilo nativo da evangelização, apontando para seu filho: “Jesus é o modelo desta opção que nos leva ao coração da aldeia de evangelizar” (EG 269).

E essa criança que é “nascida de mulher” (Gl 4,4) “leva a” isso, porque você não quer andar sem uma mãe, e a comunidade lê “naquela imagem maternal todos os mistérios do Evangelho” (EG 285). O Espírito que incentivou a evangelização leva os fiéis com estilo maternal, ternura e compaixão, para que estes possam viver tudo isso como Maria.

Assim, a evangelização torna-se capaz de falar a “língua materna” como Maria. A visitação é um ícone da dança da evangelização: anúncio da misericórdia e a ternura de Deus.

Esse estilo materno na evangelização é inseparável de Maria, que é mãe e como tal ícone de ternura e afeição. Também se pode dizer que o estilo materno na evangelização é inseparável do Espírito, Vida, Dom e Conforto de Deus. Finalmente, este estilo materno, que é chamado para todos os batizados, é particularmente manifestado na vida de mulheres.

Em Evangelii gaudium, este estilo maternal está ligado à ternura e ao amor de Maria; todos os batizados são chamados a vivê-la: leigos, consagrados e sacerdotes, mas as mulheres têm um carisma peculiar de ternura. A este respeito, poder-se-ia esperar que “uma presença mais incisiva das mulheres na” Igreja “representam um aprofundamento do estilo maternal da evangelização (EG 103), até onde isto envolve uma nova tarefa dentro do processo de conversão apostólica, que é o chamado da igreja para ir”.

O estilo mariano na atividade evangelizadora da Igreja (EG 288) é o modelo exaltado pelo Papa. Sua proximidade, carinho, solicitude e presença em todas as ocasiões sempre apontando para o seu Filho são características singulares de quem deseja adentrar o seguimento de Jesus.

Roberto Ednísio, teólogo, postulante da CAL

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Vaticano, 16 Nov. 17 / 09:50 am (ACI).- Milhares de pessoas em situação de exclusão e pobres participarão da Missa celebrada pelo Papa Francisco por ocasião do primeiro Dia Mundial dos Pobres em Roma, no domingo, 19 de novembro.

Depois da celebração da Eucaristia, 1500 pessoas participarão de um almoço de comemoração na Sala Paulo VI junto com o Santo Padre, enquanto outras 2500 pessoas serão recebidas em diferentes seminários e colégios católicos de Roma para participar também de um almoço.

Os necessitados serão acompanhados pelas pessoas das associações voluntárias de Roma, Lazio e diversas dioceses do mundo, que se encontrarão na Basílica de São Pedro para participar da Missa.

Servirão aos pobres 40 diáconos da Diocese de Roma e cerca de 150 voluntários das paróquias das dioceses.

Este Dia foi organizado com a colaboração do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização com Cáritas, a Comunidade de Santo Egídio, a Ordem de Malta, Novos Horizontes, a Comunidade de João XXIII, a Associação Fratello 2016, Opere Antoniane de Roma, ACLI Roma e os Grupos de Voluntariado.

O cardápio que será servido na Sala Paulo VI será preparado pelo restaurante ‘Al Pioppeto’, com diferentes pratos tradicionais da cozinha italiana.

A Banda de Música da Gendarmaria Vaticana e o coral ‘Le Dolci Note’ animarão o almoço.

A celebração do Dia Mundial dos Pobres surgiu a partir de um grande desejo do Papa Francisco, depois do encerramento do Jubileu da Misericórdia, com o objetivo de que toda a comunidade cristã se sinta chamada a ajudar os pobres, os fracos, os homens e mulheres cuja dignidade foi desrespeitada.

Fonte: http://www.acidigital.com/

O “sinal da cruz” é uma verdadeira e poderosa oração: faça-o e se recorde de Quem habita dentro de ti

No dia do nosso Batismo, o ministro diz: “Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Nesse momento a Trindade divina começa a habitar em nós.

É o próprio nome de Deus que recordamos toda vez que fazemos em nós mesmos o sinal da cruz, explicava Bento XVI em um discurso sobre Santíssima Trindade.

“Fazemo-lo antes da oração, para que… nos ponha espiritualmente em ordem; concentre em Deus pensamentos, coração e vontade; depois a oração, para que permaneça em nós o que Deus nos doou… Ele abraça todo o ser, corpo e alma,… e tudo se torna consagrado em nome do Deus uno e trino”, dizia o teólogo Romano Guardini.

“No sinal da cruz e no nome do Deus vivente está portanto contido o anúncio que gera a fé e inspira a oração”, escreveu Bento XVI.

O papa emérito indicava ainda que fizéssemos nossa esta oração de Santo Ilário de Poitiers:

“Conserva incontaminada esta fé reta que está em mim e, até ao meu último respiro, dá-me igualmente esta voz da minha consciência, para que eu permaneça sempre fiel ao que professei na minha regeneração, quando fui batizado no Pai, no Filho e no Espírito Santo”.

Faça o sinal da cruz, acalme-se, ordene-se espiritualmente e concentre em Deus os seus pensamentos, o seu coração, seus sofrimentos e dificuldades. E então peça a proteção da Santíssima Trindade para prosseguir bem o seu dia.

† Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém! – a ser deve ser feito com a maior reverência, consciência, fé e amor, pois expressa nossa fé no Mistério da Santíssima Trindade, cerne da fé cristã, Deus em si mesmo. Deve ser feito com a mão direita, levando-a da testa à barriga, e do ombro esquerdo ao direito.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

 

“Peço-te mãos que trabalhem honradamente e com entusiasmo para satisfazer as minhas necessidades e da minha família”

Pai Celestial, ao entrar em meu local de trabalho, desejo invocar Tua presença, para que eu possa te dar graças por este novo dia. Peço a Tua paz, a Tua graça, a Tua misericórdia e a Tua perfeita harmonia para esta empresa. Peço que Tu abençoes tudo o que se fala, pensa, decida e faça dentro destas paredes.

Abençoa meus projetos, minhas ideias e tudo o que eu fizer, para que até mesmo os menores sucessos sejam testemunhos de Tua glória.

Abençoa, Senhor, meus chefes, colegas, companheiros e todas as pessoas que vão se relacionar comigo neste dia.

Renova minhas forças, para que eu possa fazer o meu trabalho da melhor forma possível.

Neste dia, Senhor, peço-te um coração generoso para atender com amabilidade as pessoas e não ser indiferente às necessidades delas.

Peço-te olhos para enxergar melhor os que me cercam.

Peço-te uma boca que sorria com frequência, que diga frases otimistas e que se cale para rumores e palavras ofensivas.

Peço-te mãos que trabalhem honradamente e com entusiasmo para satisfazer as minhas necessidades e da minha família.

Peço-te uma mente aberta a todas as ideias, para pensar bem dos outros e compreender os que pensam diferentemente de mim.

Especialmente, Senhor, dá-me uma fé profunda para que eu acredite na Tua palavra e uma vontade forte de agir corretamente e fazer o bem.

Senhor, quando eu estiver confuso, guia-me; quando eu me sentir fraco, fortalece-me; quando eu estiver cansado, enche-me com a luz do Espírito Santo.

Peço-te que, neste dia, o trabalho que eu farei esteja de acordo com a Tua palavra e os Teus mandamentos. E peço-te que, quando eu terminar o trabalho de hoje, o Senhor possa me conduzir com segurança até a minha casa.

Amém.

Oração originalmente publicada por webcatolicodejavier.org, traduzida e adaptada ao português por Aleteia

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Meu cônjuge precisa saber de tudo?

A Igreja ensina que o pecador está obrigado a contar os seus pecados ao sacerdote na confissão, para que Deus o perdoe mediante um sincero arrependimento, mas não obriga que um cônjuge, que cometeu alguma falta, conte ao outro o seu erro. Isso depende da decisão de cada um, da necessidade do outro saber do fato cometido, especialmente para ajudá-lo a vencer o tipo de queda em que caiu ou também para a união do casal.

Há cônjuges maduros que estão preparados para receber uma notícia desagradável, sem se abalar profundamente e sem prejudicar a família, mas há outros que não têm a mesma maturidade e podem perder a paz. Tudo isso precisa ser analisado e, se necessário, ser objeto de um bom aconselhamento. O mais importante, portanto, é que quem errou logo se arrependa e se confesse diante de Deus e do seu ministro, para receber o perdão e a paz de consciência. Revelar ou não ao outro o seu erro deve ser objeto de reflexão e bom aconselhamento. Não é um decisão sempre fácil, por isso é necessário pedir ajuda.

O pecado do adultério

No caso do grave pecado de adultério, quando foi apenas um falta sem que houvesse um caso que se repetisse, alguns sacerdotes orientam que o culpado não conte ao cônjuge o seu erro, para evitar que haja uma separação do casal e o prejuízo para os filhos. Há cônjuges que aceitam perdoar a queda do outro, mediante um arrependimento sincero declarado e o desejo de não mais repetir o erro. No entanto, há cônjuges que não aceitariam dar o perdão ao culpado, mesmo diante de um pedido de perdão e arrependimento, e buscam a separação. É por isso que algum sacerdote pode aconselhar o pecador a não contar seu pecado ao outro, mas isso é uma decisão do cônjuge culpado.

Para uma reflexão mais aprofundada sobre essa questão, é bom lembrar que o Catecismo diz que a Igreja pode perdoar qualquer pecado se a pessoa se arrepender e quiser mudar de vida:

§982. “Não há pecado algum, por mais grave que seja, que a Santa Igreja não possa perdoar. Não existe ninguém, por mau e culpado que seja, que não deva esperar com segurança a seu perdão, desde que seu arrependimento seja sincero.” Cristo, que morreu por todos os homens, quer que, em Sua Igreja, as portas do perdão estejam sempre abertas a todo aquele que recua do pecado”.

O que diz o Código de Direito Canônico da Igreja?

É interessante refletir também sobre o que diz o Código de Direito Canônico da Igreja quando fala da separação de um casal por causa do adultério:

Cânon. 1151- “Os cônjuges têm o dever e o direito de manter a convivência conjugal, a não ser que uma causa legítima os escuse. Cânon. 1152 – § 1. Embora se recomende vivamente que o cônjuge, movido pela caridade cristã e pela solicitude do bem da família, não negue o perdão ao outro cônjuge adúltero e não interrompa a vida conjugal; no entanto, se não tiver expressa ou tacitamente perdoado sua culpa, tem o direito de dissolver a convivência conjugal, a não ser que tenha consentido no adultério, lhe tenha dado causa ou tenha também cometido adultério.

§ 2. Existe perdão tácito se o cônjuge inocente, depois de tomar conhecimento do adultério, continuou espontaneamente a viver com o outro cônjuge com afeto marital; presume-se o perdão, se tiver continuado a convivência por seis meses, sem interpor recurso à autoridade eclesiástica ou civil.

§ 3. Se o cônjuge inocente tiver espontaneamente desfeito a convivência conjugal, no prazo de seis meses, proponha a causa de separação à competente autoridade eclesiástica, a qual, ponderadas todas as circunstâncias, veja se é possível levar o cônjuge inocente a perdoar a culpa e a não prolongar para sempre a separação.

A Igreja sempre espera que o perdão supere o ódio e a reconciliação aconteça mesma no caso de um adultério ocorrido. Evidentemente, com o devido arrependimento e mudança de vida. É sempre uma mostra de grandeza de alma saber perdoar, mesmo quando a pessoa foi ferida gravemente na sua intimidade.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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O Papa Francisco foi presenteado nesta quarta-feira com um modelo especial da marca de automóveis de luxo Lamborghini, de cor branca, que será leiloado para financiar projetos humanitários, informou o Vaticano.

O pontífice benzeu o carro e assinou o capô, diante de diretores da marca presentes no Vaticano. O automóvel será vendido pela casa Sotheby’s.

O preço do modelo gira em torno de 200 mil euros, mas se espera que o carro do Papa seja arrematado por um valor mais alto.

O Papa determinou que o dinheiro arrecadado seja usado para financiar um projeto de reconstrução de residências, locais de culto e infraestrutura pública na planície de Nínive, Iraque, a fim de ajudar os cristãos que fugiram da guerra a recuperar “suas raízes e sua dignidade”, indicou a Santa Sé.

O Lamborghini do Papa também irá financiar uma associação italiana que ajuda vítimas de redes de prostituição, bem como duas associações italianas atuantes na África, entre elas um grupo internacional de cirurgiões.

O Papa, que costuma receber presentes curiosos, já havia leiloado, com fins de caridade, uma motocicleta Harley Davidson.

(AFP)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Tudo por causa de três Missas que foram rezadas pela alma dele

No século 17, uma moça de luto se aproximou do abade beneditino Millán de Mirando no mosteiro de Nossa Senhora de Montserrat. Ela implorou para que ele rezasse três Missas em intenção de seu pai, que tinha falecido há pouco tempo.

A jovem estava totalmente convencida de que essas Missas acelerariam o caminho do pai em direção ao céu, libertando-o das dores do purgatório. Movido pela fé da menina, o abade rezou a primeira Missa no dia seguinte.

Durante a celebração, a jovem permaneceu ajoelhada e, quando olhava para cima, via seu pai “ajoelhado e cercado por chamas assustadoras” e localizado no andar de baixo do altar. O sacerdote foi alertado para este fenômeno milagroso e instruiu a garota a colocar um pedaço de papel onde seu pai estava ajoelhado. Todos viram que o papel imediatamente começou a pegar fogo, embora ninguém pudesse ver o pai da criança. Isso representava que o pai estava sendo purificado pelas chamas do purgatório.

Uma segunda Missa foi rezada pelo repouso da alma e, novamente, a menina viu o pai. Desta vez, ele subiu e estava ao lado do celebrante,  “vestindo um terno vibrantemente colorido”. Nesta fase, seu pai ainda se encontrava no purgatório, mas não estava mais cercado pelas chamas.

Na terceira Missa, a menina pode ver seu pai pela última vez. Ele estava “vestido com um terno branco”. E, no fim da celebração, aconteceu algo extraordinário. A garota disse: “Meu pai está indo embora e subindo para o céu!”

Então, ela nunca mais se preocupou com a alma do querido pai, pois teve a certeza de que ela tinha alcançado as portas do Paraíso.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

“Senhor, estende tua mão e completa a obra que tu começaste”

Ó, Deus eterno, Pai de infinita bondade, que instituíste o matrimônio para propagar a espécie humana e povoar o céu, e que destinaste nosso sexo para esta tarefa, querendo que nossa fecundidade fosse uma das marcas de tua bênção, eu me coloco suplicante diante de Ti, que amo e adoro.

Quero Te agradecer pela criança que trago no ventre. Senhor, estende tua mão e completa a obra que tu começaste.

Que tua Providência esteja comigo, por meio de uma contínua assistência à frágil criatura que Tu me confiaste até a hora de sua chegada ao mundo. Neste momento, Deus de minha vida, ajuda-me e ampara minha fraqueza com tua mão poderosa. Recebe, então, meu filho e guarda-o até que ele entre, através do Batismo, para o seio da Igreja, tua esposa.

Ó, salvador da minha alma, que durante tua vida mortal tanto amaste as crianças e tantas vezes as tomaste nos braços, toma também a minha criança, a fim de que, tendo a ti como pai, ela possa santificar o teu nome e participar do teu reino. Eu consagro meu/minha filho(a) com todo meu coração e o(a) entrego ao teu amor infinito.

Tua justiça contemplou Eva e todas as mulheres que nascem dela com grandes dores. Eu aceito, Senhor, todos os sofrimentos que me destinas neste momento e te suplico, humildemente, pela Virgem Imaculada, que o meu momento de dar à luz seja abençoado para mim e para esta criança que me darás.

E vós, bem-aventurada Virgem, Santíssima Mãe de Nosso Salvador, honra e glória de nosso sexo, intercedei junto ao vosso Divino Filho, a fim de que Ele atenda, em sua infinita misericórdia, minha humilde oração.

Peço-vos, pelo amor virginal que tivestes por José, vosso santo esposo, e pelos méritos infinitos do nascimento do vosso Divino Filho.

Santos Anjos encarregados de velar por mim e pelo(a) meu (minha) filho (a), protejam-nos e conduzam-nos, a fim de que, através de sua ajuda, possamos um dia chegar à glória da qual vocês gozam e louvar ao nosso Senhor comum, que vive e reina por todos os séculos dos séculos. Amém.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Nossa Senhora da Conceição Aparecida nos ensina que, mesmo diante das tribulações, precisamos rezar

No dia 16 de maio de 1978, a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sofreu um atentado. Após uma queda de energia elétrica, aproveitando-se da situação, um jovem perturbado mentalmente quebrou o vidro do nicho onde ela se encontrava, na Basílica Velha de Aparecida. Assustado ao ser abordado pelos seguranças, deixou a imagem cair no chão, a qual fica reduzida em mais de duzentos pedaços.

Dentre os pedaços da imagem que restaram, as mãos postas em oração permaneceram intactas. A imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida traz a todos um convite à vida de oração. Muitos encontram-se emocional, espiritual e psicologicamente despedaçados. Foram atingidos pelas trevas do medo, da enfermidade, do luto, da tristeza, da depressão, traição, desconfiança, raiva e violência, do abandono, da falta de , do desemprego e da falta de sentido na vida. Em meio a todas essas situações, a alma se encontra despedaçada, em migalhas; e, à primeira vista, parece que nunca mais poderá ser reconstruída.

Processo de restauração da alma

O processo de restauro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi delicado e exigiu um minucioso trabalho, assim nos relata Maria Helena Chartuni em seu livro ‘A história de dois restauros’, publicado pela Editora Santuário. Quando nossa alma se encontra em milhões de pedaços, é necessário passar por um delicado processo de restauração espiritual e humana. E Nossa Senhora Aparecida nos ensina que o processo para restaurar a alma despedaçada passa pela vida de oração.

Suas mãos postas, em sentido orante em meio aos mais de duzentos pedaços, no dia do atentado, indica-nos que a oração pode restaurar um coração despedaçado pelas tempestades da vida. Quando o Arcanjo Gabriel anuncia a Maria que Izabel estava no sexto mês de gravidez, ele diz: “…pois nada é impossível para Deus!”. A confiança em Deus é essencial para que Ele restaure, com perfeição, a história de uma vida despedaçada. A oração nos une Àquele que tem o poder de transformar um coração fragmentado em uma obra de amor.

Todo processo de restauração deixa marcas que não são apagadas com o tempo. Contudo, essas marcas são sinais de que Deus trabalhou na alma com uma ternura misericordiosa, ajuntando os pedaços que impediam a alma de ser plenamente feliz. Cicatrizes da alma são sinais de feridas curadas com o bálsamo da misericórdia divina.

Confiança em Jesus Cristo

As mãos preservadas de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, no dia em que a imagem sofreu o atentado, são um convite permanente a confiarmos em Jesus Cristo nosso Salvador e colocarmos nossa vida nas mãos de Seu Divino Filho. Jesus conhece o coração de cada pessoa e sabe das dores que despedaçam a alma humana. Por meio da oração, adentramos no Santuário de Sua infinita misericórdia e somos levados aos Seus cuidados pelas mãos maternais da Virgem Maria, para que Seu Filho cuide de nossa alma e restaure em vida nova o que as trevas outrora despedaçaram.

Não tenhamos medo de nos deixar restaurar por Jesus. Ele é o único que pode devolver ao nosso coração a paz interior que, por vezes, sofre inúmeros atentados diários, roubando-nos o direito de sermos plenamente felizes.

Que Maria, a Senhora de Aparecida, que confiou plenamente em Deus,  ensine-nos a buscar, na oração, o caminho da restauração misericordiosa, permanente e diária de nossa alma em Cristo.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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BOGOTÁ, 13 Nov. 17 / 04:00 pm (ACI).- O Papa Francisco enviou uma carta comovente escrita a mão para um soldado que ele conheceu na Colômbia, o qual ficou com deficiência devido à guerra, a fim de agradecer o seu gesto no aeroporto de Bogotá e dizer-lhe que a foto que foi tirada durante este encontro foi colocada ao lado da imagem da Virgem, “no pequeno altar que tenho no meu escritório” no Vaticano.

A carta do Pontífice é dirigida ao infante da marinha profissional Edwin Restrepo, que há 13 anos está usando cadeira de rodas, depois de pisar em uma mina próxima ao município de Zambrano (Bolívar) em uma operação de registro e controle.

Edwin perdeu alguns membros do corpo e ficou cego. Entretanto, lutou para aprender a ler com o método Braille e, depois de terminar o ensino médio, começou a carreira de advogado. Além disso, aprendeu a caminhar novamente com a sua nova prótese.

Assim, Edwin teve um breve encontro com o Papa Francisco no aeroporto de Catam, Bogotá, em 10 de setembro deste ano, antes do Pontífice ir para Villavicencio, durante a sua visita apostólica à Colômbia.

A carta do Papa tem a data de 16 de outubro e foi lida e entregue ao soldado em 9 de novembro por Dom Suescún Mutis, Bispo Castrense.

Antes de ouvir a carta, Edwin recordou que durante este encontro ele pediu para que Francisco rezasse por cada soldado e policial colombiano. “Fazer a guerra não é fácil e fazer a paz é muito mais difícil. Estamos em um processo de reconciliação”, comentou.

Em sua carta, o Santo Padre escreve: “Caro Irmão, não conheço o seu nome, mas não esqueci o gesto espontâneo que teve no último dia 10 de setembro no aeroporto de Catam antes da minha partida a Villavicencio”.

O Pontífice se referiu ao boné militar que Edwin lhe deu. “Esse gesto tocou o meu coração e não entreguei o meu boné de soldado ao meu assistente (como costumo fazer com as coisas que me dão de presente), mas quis levá-lo comigo, como uma lembrança e símbolo de entrega e amor à Pátria, e assim ficou registrado na foto”, escreveu Francisco.

O Papa disse a Edwin Restrepo que “esse boné de soldado me acompanhou durante a viagem: muitas vezes pensei em você e nos seus companheiros que foram feridos por ter lutado pelo seu povo”.

Assim, o Papa conta que quando voltou para Roma não conseguiu se “desapegar dele” e o colocou ao lado da foto e da notícia que saiu em L’Osservatore Romano), “junto com a imagem da Virgem, em cima do pequeno altar que está no meu escritório e diante do qual eu frequentemente rezo. Assim, cada vez que rezo lá, rezo por você, pelos seus companheiros caídos e feridos e pela Colômbia”.

“Através do Senhor Bispo Fabio Suescún Mutis, envio, como lembrança, estas fotografias. E mais uma vez eu digo obrigado! Obrigado pelo seu gesto, obrigado pelo seu amor pela pátria. E, por favor, peço para que não se esqueça de rezar por mim. Que Jesus o abençoe e a Santíssima Virgem cuide de você. Fraternalmente. Francisco”, conclui o texto.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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O que é autoestima?

A vida da gente é cíclica. Há temporadas em que tudo dá muito certo, em outros momentos as coisas não vão tão bem. Saber distinguir e entender cada fase da vida nos ajuda a conduzir, com sabedoria e maturidade, as decisões dia a dia. Um aspecto bastante importante para equilibrar a mente e o coração em ambas fases é a autoestima.

Autoestima é a avaliação que uma pessoa faz de si mesma. É um gostar de si e cuidar-se física e espiritualmente. Quando tudo vai bem, é bastante fácil a autoestima estar elevada, pois se recebem elogios, os resultados do trabalho são atingidos, um amor é correspondido. Quando, no entanto, nossa vida de realizações e sucessos está em “baixa temporada”, é comum que a autoestima fique abalada.

Pode aparecer o sentimento de culpa por aquilo que não foi feito. A rejeição de seus valores e sua essência, até mesmo uma dificuldade de acreditar que a sua vida tem algum propósito. Penso que uma vida com propósito claro e de acordo com seus valores auxilia muito para que a autoestima não se abale.

Você já parou para pensar qual é o seu propósito neste mundo?

Por que será que você nasceu, cresceu, estuda, trabalha, namora ou busca um namorado, talvez até já se casou e teve filhos, ou está buscando a maternidade? Sua vida não foi criada por Deus para que você seja só mais um na multidão. Acredite: mesmo que esteja passando por dificuldades, cada problema e desafio deve ser encarado como uma nova chance de amadurecimento, de crescimento espiritual, de aprimoramento do seu ser.

As cruzes, como dizemos no Cristianismo, estarão em nossa vida até que a gente morra, e não é por causa delas que devemos ter uma avaliação ruim de nós mesmos. Ao contrário, o cristão sabe que a cruz faz parte da vida, e, em vez de se entregar à tristeza e dor, às reclamações ou ao sentimento de incapacidade, de derrota, de mal querer a si mesmo, a gente precisa pedir ao Espírito Santo a graça de ser sábio em todas as decisões do dia, com autoestima e ânimo para encarar todas as situações, por piores que sejam.

Como cuidar da autoestima?

Eu penso que para ter uma autoestima adequada, é importante ocupar muito bem a nossa cabeça com boas leituras, um serviço digno e entregue sempre com a melhor qualidade possível, e ter, no seu círculo de amigos, outras pessoas que tenham valores similares aos seus. Não é se encastelar apenas com quem pensa exatamente como você, mas ter entre os seus vários amigos, aqueles que o reconhecem como alguém importante, admiram e que você também nutre certa admiração.

Não perca tempo cercando-se de gente que só abre a boca para criticar e falar de suas falhas. Reconheça que você as tem e procure melhorar também a partir do exemplo de vida de pessoas que você admira, sem abalar a sua autoestima com críticas negativas de quem, às vezes, nem conhece ou respeita seus valores e sua verdade.

O outro extremo também é ruim: autoestima acima do adequado, quando nos consideramos melhor que os outros em tudo e passamos a menosprezar as pessoas. Tem até um ditado que diz: melhor negócio do mundo seria comprar alguém pelo que ela vale e vender pelo que ela pensa que vale.

Garantir a autoestima, portanto, exige equilíbrio para compreender que temos um valor imenso, fomos criados à imagem e semelhança de Deus, e podemos fazer deste mundo, a partir da nossa casa, um lugar melhor, apenas pela nossa presença, que seja luz e edifique a vida dos outros.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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Amar não é se apoderar do outro para se satisfazer, mas se dar a ele para o completar

O que leva muitos casamentos ao fracasso é a noção falsa que se tem do amor hoje. Há, no ar, uma caricatura do amor.

Se eu lhe der uma nota de R$ 100,00 falsa, você não a aceitará, pois ela não vale nada, e ainda poderá ser incriminado por causa dela. Se você construir uma casa usando cimento falsificado, ela poderá desabar sobre sua cabeça. Se você levar para o casamento um amor falso, ele certamente desabará, pois o cimento da união é o amor. Para mostrar bem claro o que é amar, vamos iniciar mostrando o que não é amar.

Compreender o que é o amor

Se você treme de paixão diante de uma menina e lhe diz “eu te amo”, esteja certo de que você está mentindo, pois essa tremedeira é sinal de que você quer saciar o seu ego desejoso de prazer. Isso não é amor, é paixão carnal, é egoísmo. Se você está encantada com a beleza dele e se desdobra em declarar o seu amor, saiba que isso também não é ainda amor, pois amor não é pura emoção nem sentimento. Amar é muito mais do que isso, pois não é satisfazer a si mesmo, mas ao outro.

Quando você disser a alguém “eu te amo”, esteja certo de que você não quer a sua própria satisfação ou felicidade, mas a do outro. Cuidado com as caricaturas do amor, porque são falsas e não podem fazer a felicidade do casal. Todo jovem tem sede de amar, mas, muitas vezes, o seu amor é mascarado e se apresenta falso e perigoso.

Amar não é se apoderar do outro para se satisfazer, mas é se dar a ele para o completar. Para isso, é preciso que você renuncie, esqueça de si mesmo. Você corre o risco de, insatisfeito, querer, apaixonadamente, agarrar aquilo que lhe falta, e isso não é amar. Assim, o amor morre nas suas mãos. Você só começará a compreender o que é o amor quando a sua vontade de fazer o bem ao outro for maior do que a sua necessidade de tomá-lo só para si, para satisfazer-se.

Amar de verdade

São necessários oito anos para formar um médico, 10 anos para defender uma tese de doutorado. Para amar de verdade, precisamos de uma longa preparação, porque somos egoístas. Sabemos que a pressa é a inimiga da perfeição. Há um provérbio chinês que nos ensina: tudo aquilo que quisermos construir sem contar com o tempo, ele mesmo se incumbirá de destruir.

Se você pintar uma parede que ainda está molhada, vai perder o serviço e a tinta. Se você tirar a comida do fogo antes de cozinhá-la, você vai comê-la ainda crua. Se você não aprender, de verdade, a amar, poderá construir um lar oscilante e de paredes frágeis, as quais poderão não suportar o peso do telhado. As paixões sensíveis da adolescência não são o autêntico amor, mas a perturbação de um jovem que encontra, diante de si, os encantos e a novidade da masculinidade ou da feminilidade.

Amar é doar-se

É difícil entender que aqueles que quiserem construir um lar sobre esse chão de emoções estarão construindo uma casa sobre a areia. Muitos casamentos desabaram, porque foram realizados “às cegas”, sem preparação para que houvesse harmonia, sem o aprendizado do amor. “Amar é dar-se”, ensina-nos Michel Quoist. É dar-se a si mesmo e ao outro para completá-lo e construí-lo.

Para que você possa, verdadeiramente, dar-se a alguém, precisa primeiro “possuir-se”. Ninguém pode dar o que não possui. Se você não se possui, se não tem domínio de si mesmo, como então quer dar-se a alguém? Como quer amar?

A aspiração mais profunda do homem é amar, é a sua razão de ser, mas há muitos mal-entendidos sobre o amor.

O amor é, hoje, uma palavra tão mal usada, tão gasta, que é preciso ser redefinida para ser autêntica.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/