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O uso responsável da riqueza em prol do bem comum está no coração do Evangelho e não deve ser manipulado como bandeira ideológica

Durante a Missa celebrada na Casa Santa Marta na manhã desta quinta-feira, 24, o Papa Francisco lamentou as manipulações que identificam como “comunistas” aqueles que pregam o espírito cristão de pobreza no sentido de desprendimento material. Em suas palavras, “a pobreza está no centro do Evangelho” e não deve ser manipulada como bandeira de ideologias sócio-políticas.

Em sua homilia, o Papa nos exortou a “tomar distância das riquezas, porque estas nos foram oferecidas por Deus para doá-las aos outros“, e advertiu contra as riquezas “apodrecidas”, recordando as palavras de Jesus àqueles que se apegam aos bens materiais: “Ai de vós!“.

O Santo Padre observou que, muitas vezes, quando um sacerdote faz uma pregação contra os apegos materiais, “no dia seguinte aparece nos jornais: ‘Aquele padre é comunista!’. Mas a pobreza está no centro do Evangelho. A pregação sobre a pobreza está no centro da pregação de Jesus: ‘Bem-aventurados os pobres’ é a primeira das Bem-aventuranças!”.

Francisco disse que a pobreza “é a carteira de identidade com a qual Jesus se apresenta quando volta ao seu vilarejo, a Nazaré”. Na sinagoga, Ele anunciou:

“O Espírito está sobre mim. Fui enviado para anunciar o Evangelho, a Boa Nova aos pobres, o alegre anúncio aos pobres”.

Apesar disso, de acordo com o Papa, “sempre tivemos na história esta fraqueza de tentar deixar de lado esta pregação sobre a pobreza, acreditando que se trata de algo social, político. Não! É Evangelho puro, é Evangelho puro”.

O Papa ressaltou que quando Jesus clama contra os “ricos”, ele não se refere a quem tem dinheiro e o usa com solidariedade, responsabilidade e a serviço do bem comum, mas sim àqueles que fizeram das riquezas “uma idolatria”. Jesus destacou: “Não se pode servir a dois senhores. Ou você serve a Deus ou às riquezas”.

Quando se atribui uma “categoria de senhorio às riquezas, se vai contra o primeiro mandamento: amar a Deus com todo o coração”. Além disso, a idolatria das riquezas também atenta “contra o segundo mandamento, porque destrói a relação harmoniosa entre nós, homens: ‘estragamos a vida’, ‘estragamos a alma’”.

O Papa enfatizou sobre as riquezas idolatradas:

“Elas nos tiram a harmonia com os irmãos, o amor ao próximo, nos tornam egoístas. Também aqui, na Itália, para salvar os grandes capitais, deixam as pessoas sem trabalho. Isto vai contra o segundo mandamento. E quem faz isto: ‘Ai de vós!’. Não [sou] eu [que digo], é Jesus. Ai de vocês que exploram as pessoas, que exploram o trabalho, que pagam de maneira informal, que não pagam a contribuição para a aposentadoria, que não dão férias. ‘Ai de vós!’”

Francisco prosseguiu:

“Fazer ‘economias’, fraudar o que se deve pagar, o salário, é pecado, é pecado! ‘Não, padre, eu vou à missa todos os domingos e participo daquela associação católica e sou muito católico e faço a novena disso…’ Mas você não paga? Essa injustiça é pecado mortal. Você não está nas graças de Deus. Não sou eu que estou dizendo, é Jesus, é o apóstolo Tiago. Por isso as riquezas nos afastam do segundo mandamento, do amor ao próximo”.

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A partir de matéria da agência ACI Digital

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Quando parecia que todo o sacrifício tinha sido por nada, tudo se transformou de modo surpreendente

Outro dia, observei uma formiga que carregava uma enorme folha com sacrifício. Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga esmoreceu na sua tarefa. Até que, finalmente, ela chegou perto de um buraco, que devia ser a sua casa.

A folha era muito maior que a boca do buraco. Então, ela entrou sozinha.

Pensei: “Coitada, tanto sacrifício para nada”!

Mas, de repente, do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços. Em pouco tempo, a grande folha se transformou em muitas pequenas partes, que puderam, todas, ser levadas para dentro do buraco.

Imediatamente pensei nas minhas experiências: “Quantas vezes me desanimei diante das dificuldades?

Se a formiga tivesse olhado só para o tamanho da folha, talvez nem tivesse começado a carregá-la.

Naturalmente, eu transformei a minha reflexão em oração e pedi a nosso Senhor:

  • que me desse a tenacidade daquela formiga, para “carregar” todas as tarefas do dia-a-dia;
  • que me desse a perseverança da formiga, para não me desanimar com os tropeços e quedas;
  • que eu pudesse ter a inteligência da formiga, para dividir o fardo que às vezes parece grande demais;
  • que eu tivesse a humildade da formiga, para partilhar com os outros o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário.

Pedi ao Senhor a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada, mesmo quando, pelo tamanho da carga, eu não consigo ver com nitidez o caminho a percorrer.

E agradeci ao Senhor por ter colocado aquela formiga em meu caminho para me transmitir este ensinamento de perseverança.

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Autor desconhecido, adaptado de artigo do blog Almas Castelos

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Há 120 anos uma carmelita de 24 anos revolucionou sua vida de oração. Sim, a sua!

Para o senso comum do século 21, a vida de uma religiosa deve estar longe de um testemunho revolucionário. Passados mais de 120 anos da morte de Teresinha de Lisieux e, com tudo o que já foi dito sobre ela, o que a vida da carmelita pode ainda trazer de novidade para um livro?

As Edições Shalom lançam “Teresinha, a santa revolucionária”, de Vicente Tomaz, na certeza de que quem vive o Evangelho guarda sempre a boa nova.

Segundo o autor, o livro traz o mérito de apresentar uma síntese de grandes autores especializados na vida e na doutrina teresiana, como François-Marie Lethèl, Hans Urs von Balthasar, Conrad de Meester, Guy Gaucher, no intuito de evidenciar os aspectos fundamentais da espiritualidade de santa Teresinha.

“Teresinha tinha o ímpeto de uma revolucionária”, diz o autor. “Ela entrou no Carmelo aos 15 anos, após sua grande ousadia de ir ao Papa Leão 13 pedir a permissão para ingressar na vida religiosa”. Por outro lado, a carmelita revela seu grande dom da simplicidade. “Ela descomplica tudo”, afirma Vicente. “Talvez isso explique a devoção pela santa alcançar proporção mundial. Em todo lugar de fé católica, vê-se sua presença. “Sua simplicidade oferece a todos um caminho acessível para a santidade, chamado pequena via”.

Com esta proposta, o livro apresenta a vida da carmelita francesa, uma jovem falecida aos 24 anos, apaixonada por Deus e pela humanidade, por meio de uma linguagem acessível e conteúdo de grande valor teológico.

O livro mostra a experiência de Teresa com o amor divino, que leva a uma adesão aos planos de Deus, revela também as características e as práticas da pequena via, caminho da santidade possível até mesmo para as almas mais imperfeitas, e também a compaixão missionária desta grande santa. Sua vida permanece sendo uma grande luz que ilumina a muitos!

Vicente Tomaz participa do lançamento no Congresso de Jovens Shalom, dias 1 e 2 de junho, no Expo Barra Funda, em São Paulo, onde encontra mais de 3 mil jovens do Brasil e do exterior. O autor é formado em Filosofia e Teologia. Nasceu em São Paulo (SP), em 1981. Ingressou na Comunidade Católica Shalom em 2003. A carmelita francesa é, para ele, uma amiga e mestra espiritual, que o acompanha desde as suas primeiras experiências com Deus na adolescência e que a cada dia o ensina a amar mais a Jesus e a humanidade.

FICHA TÉCNICA

Teresinha, a santa revolucionária

Vicente Tomaz

160 páginas

Edições Shalom

Para comprar: https://livrariashalom.org/teresinha-a-santa-revolucionaria

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Muitos que se acham perfeitos estão na verdade mergulhados em soberba e auto-engano: como reconhecer esta armadilha?

Este texto é um extrato adaptado de um clássico da espiritualidade católica, escrito no século XVI pelo pe. Lorenzo Scúpoli: “O Combate Espiritual”. A leitura desta obra foi vivamente recomendada por São Francisco de Sales. O trecho a seguir nos dá relevantes conselhos e alertas sobre a verdadeira perfeição cristã e sobre o quanto podemos nos enganar no caminho rumo a ela…

*Muitos, sem pensar, julgam que ela consiste na austeridade de vida, no castigo da carne, nos cilícios, nos açoites, nas longas vigílias, nos jejuns, em outras penitências e fadigas corporais.Outras pessoas, mulheres especialmente, pensam ter chegado a grande perfeição quando rezam muito, ouvem muitas missas e longos ofícios, frequentam as Igrejas e a Sagrada Comunhão.Outros, ainda, e entre eles certamente muitos religiosos de convento, chegaram à conclusão de que a perfeição consiste na frequência ao coro, no silêncio, na solidão e na disciplina.E assim variam as opiniões e uns colocam a perfeição nisto e outros naquilo.A verdade, porém, é muito outra. Tais ações são, às vezes, meios de adquirir o espírito, e, às vezes, frutos do espírito. Não se pode, porém, dizer que somente nestas coisas consiste a perfeição cristã e o verdadeiro espírito.Sem dúvida são poderosíssimos meios para o espírito, quando deles nos utilizamos com discrição. Dão força à nossa alma contra a nossa maldade e fragilidade; fortalecem-na contra os assaltos e as insídias do inimigo; alcançam-nos auxílios espirituais, tão necessários aos servos de Deus, máxime aos que principiam.Estas práticas são também fruto do espírito nas pessoas espirituais que castigam o corpo por ter este ofendido o Criador e recolhem-se longe do mundo para se dedicarem ao serviço divino e não ofenderem em nada o Senhor. Dedicam-se ao culto divino e às orações, meditam a Vida e a Paixão de Nosso Senhor, não por curiosidade e gosto sensível, mas para conhecerem sempre mais a maldade do pecado, a bondade e misericórdia de Deus, e mais se inflamarem no amor divino e no ódio ao pecado. Seguem com grande abnegação e com sua cruz às costas o Filho de Deus e frequentam os santos sacramentos para a glória de sua Divina Majestade, para mais se unirem com Deus e para adquirirem novas forças contra o inimigo.Se, porém, põem todo o fundamento de sua virtude nas ações exteriores, estas ações, não por serem defeituosas, mas pelo defeito de quem as usa, serão às vezes a causa de sua ruína – até mais que os próprios pecados. Pois estas almas apenas prestam atenção às suas ações, largam o coração às suas inclinações naturais e ao demônio oculto. Este, reparando já estar aquela alma fora do caminho, deixa que ela continue com deleites naqueles exercícios e a embala com o pensamento das delícias do paraíso. A alma logo se convece de já estar nos coros angélicos e de possuir a Deus em si mesma. Embevecendo-se em altas meditações, em curiosos e deleitantes pensamentos, e, quase esquecida do mundo e das criaturas, pensa estar no terceiro céu.Está, porém, envenenada e longe da perfeição. Pela vida e pelos costumes destas pessoas, muito facilmente poderemos deduzi-lo.Querem sempre, nas coisas pequenas e nas grandes, ser os preferidos. Querem que a sua opinião e a sua vontade sejam sempre respeitadas. Não reparam nos próprios defeitos e observam e criticam os defeitos do outros. Querem que os outros façam deles excelente juízo e se comprazem nisto. Mas, se tocam de leve em sua reputação, ou se falam da devoção que exibem, logo se alteram e muito se inquietam.E se Deus, para levá-los ao conhecimento verdadeiro deles mesmos e ir à estrada da perfeição, lhes manda trabalhos e enfermidades ou permite perseguições (que nunca vêm sem a vontade divina), então se descobre a base falsa da sua devoção. Vê-se que têm o interior corrompido pela soberba, porque, nas diversas circunstâncias, sejam alegres ou tristes, não se humilham perante a vontade divina, respeitando os justos e secretos juízos de Deus, nem se abaixam, a exemplo de Jesus Cristo. Estes estão em grave perigo de cair, porque têm o olhar interno obscurecido. É com este olhar que contemplam a si mesmos e as suas obras externas boas, atribuindo-se muitos graus de perfeição. E, ensoberbecidos, julgam os outros.A não ser um auxílio extraordinário de Deus, nada os converterá. Por isso, mais facilmente se converte e se dá ao bem o pecador manifesto que o oculto e coberto com o manto das virtudes aparentes.Vês, pois, claramente, que a vida espiritual, como declarei acima, não consiste nestas coisas.A virtude outra coisa não é senão o conhecimento da bondade e grandeza de Deus e da nossa nulidade e inclinação ao mal; o amor de Deus e o ódio do nosso próprio pecado; a sujeição não somente a Ele, mas, por Seu amor, a todos os Seus filhos; o desapropriamento da nossa vontade e o acatamento total de Suas divinas disposições; por fim, querer e fazer tudo isso para a glória de Deus, para o Seu agrado e porque Ele quer e merece ser amado.Esta é a lei do amor, expressa pela mão de Deus nos corações de Seus servos fiéis. Esta é a negação de nós mesmos, que Ele exige de nós. Este é o jugo suave e o ônus leve. Esta é a obediência a que nosso divino Redentor e Mestre nos chama com Sua voz e com Seu exemplo.Se aspiras a tanta perfeição, deves fazer contínua violência a ti mesmo, para combateres generosamente e aniquilar todas as tuas vontades, grandes e pequenas. Para isso é necessário que, com grande prontidão de ânimo, te aparelhes para esta batalha, pois só é coroado o soldado valoroso.Este combate é difícil, mais que nenhum outro, pois combatemos contra nós mesmos. Por maior, porém, que seja a batalha, mais gloriosa, e mais cara a Deus será a vitória. Se tratares de sufocar todos os teus apetites desordenados, teus desejos e vontades, mesmo muito pequenos, maior serviço farás a Deus do que se te flagelares até o sangue, jejuares mais que os antigos eremitas e anacoretas, converteres milhares de almas, guardando vivos, voluntariamente, alguns destes apetites.Naturalmente, o Senhor aprecia mais a conversão das almas do que a mortificação de uma pequenina vontade. Apesar disto, não deves querer nem obrar senão aquilo que o Senhor restritamente quer de ti. E, sem dúvida, Ele mais se compraz em que te canses em mortificar as tuas paixões do que em O servires em algum trabalho, por grande e necessário que seja, guardando viva em ti, advertida e voluntariamente, alguma paixão.Agora que vês em que consiste a perfeição cristã e como, para a conquistar, é preciso empenhar uma contínua e duríssima guerra contra ti mesmo, necessitas de quatro coisas como armas seguríssimas e muito necessárias para vencer nesta batalha espiritual. São as seguintes: a desconfiança de ti mesmo, a confiança em Deus, o exercício e a oração.

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Extrato adaptado de “O Combate Espiritual”, clássico da espiritualidade católica, de D. Lorenzo Scúpoli

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Papa Francisco inicia catequese sobre o sacramento da Crisma

Apesar do mau tempo, milhares de fiéis participaram com o Papa Francisco da Audiência Geral desta quarta-feira (23/05).

Na Praça S. Pedro, os peregrinos ouviram o Pontífice iniciar um novo ciclo de catequeses, desta vez dedicado ao sacramento da Crisma, também chamado Confirmação, quando os fiéis recebem o dom do Espírito Santo.

Aos seus discípulos, Jesus confiou uma grande missão: ser sal da terra e luz do mundo. “São imagens que nos levam a pensar no nosso comportamento, porque seja a carência, seja o excesso de sal comprometem o alimento, assim como a falta ou excesso de luz impedem de ver”, disse o Papa, acrescentando que somente o Espírito de Cristo nos dá o sabor e a luz que clareia o mundo.

Este dom é recebido justamente no Sacramento da Confirmação. “Confirmação porque confirma o Batismo e reforça a sua graça; assim também “Crisma” porque recebemos o Espírito mediante a unção com o “crisma” – óleo consagrado pelo Bispo – termo que remete a “Cristo”, o Ungido pelo Espírito.

Renascer para a vida divina no Batismo é o primeiro passo, explicou o Papa, depois é preciso se comportar como filhos de Deus, ou seja, conformar-se ao Cristo que atua na santa Igreja.

“Sem a força do Espírito Santo não podemos fazer nada. Assim como toda a vida de Jesus foi animada pelo Espírito, assim também a vida da Igreja e de cada seu membro está sob a guia do mesmo Espírito.”

Francisco ressaltou o modo com o qual Jesus se apresenta na sinagoga de Nazaré, a sua a carteira de identidade, isto é, Ungido pelo Espírito. «O Espírito do Senhor está sobre mim; por isso me consagrou com a unção e me enviou a levar aos pobres o alegre anúncio » (Lc 4,18).

O “Respiro” do Cristo Ressuscitado enche de vida os pulmões da Igreja. Pentecostes é para a Igreja aquilo que para Cristo foi a unção do Espírito recebida no Jordão, isto é, o impulso missionário a viver a vida pela santificação dos homens, a glória de Deus.

No momento de fazer a unção, explicou ainda Francisco, o bispo diz estas palavras: “Receba o Espírito Santo que lhe foi confiado como dom”.

“É o grande dom de Deus”, finalizou o Pontífice. “Todos nós temos o Espírito dentro, o Espírito está no nosso coração, na nossa alma. E o Espírito nos guia para que nos tornemos sal e luz na medida certa aos homens. O testemunho cristão consiste em fazer somente e tudo aquilo que o Espírito de Cristo nos pede, concedendo-nos a graça de o realizar.”

(Vatican News)

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REDAÇÃO CENTRAL, 24 Mai. 18 / 06:00 am (ACI).- Hoje, dia 24 de maio, a Igrejacomemora a Santíssima Virgem Maria sob a advocação de “Maria, Auxílio dos Cristãos”.

A seguir, confira alguns dados que talvez não conhecia sobre Nossa Senhora Auxiliadora:

1. Maria era chamada de “Auxiliadora” pelos primeiros cristãos

Os primeiros cristãos na Grécia, Egito, Antioquia, Éfeso, Alexandria e Atenas costumavam chamar a Santíssima Virgem Maria de “Auxiliadora”, em grego é “Boeteia”, e significa “a que traz auxílios vindos do céu”.

O primeiro Padre da Igreja que chamou a Virgem Maria de “Auxiliadora” foi São João Crisóstomo no ano 345 em Constantinopla. O santo disse: “Tu, Maria, é o auxilio potentíssimo de Deus”. Também foi reconhecida com este nome por Proclus no ano 476 e por Sebas de Cesária em 532.

2. Maria Auxiliadora intercedeu nas batalhas de Lepanto e Viena

Em 1572, o Papa São Pio V, depois da vitória do exército cristão sobre os turcos muçulmanos na batalha de Lepanto, ordenou celebrar no dia 7 de outubro a festa do Santo Rosário e que nas Ladainhas fosse invocada “Maria Auxílio dos cristãos”. Naquele ano, Nossa Senhora livrou prodigiosamente toda a cristandade da destruição de um exército maometano de 282 barcos e 88.000 soldados.

Em 1683, os turcos atacaram Viena durante o pontificado de Inocêncio XI. Sob o comando do rei da Polônia, João Sobieski, com um exército inferior derrotou o exército turco confiando na ajuda de Maria Auxiliadora. Pouco tempo depois, fundaram a Associação de Maria Auxiliadora, que atualmente está em mais de 60 países.

3. A festa nasceu durante a Revolução Francesa

A história do estabelecimento da festa de Nossa Senhora Auxiliadora remete há alguns anos depois da Revolução Francesa, a qual havia realizado um grande golpe à Igreja.

O Papa Pio VII foi preso no Palácio de Fontainebleau pelo imperador francês Napoleão Bonaparte e dedicou as suas orações à Maria Santíssima “Auxílio dos Cristãos”, para que protegesse a Igreja.

As preces do Papa foram ouvidas e, em 181, Napoleão assinou a sua abdicação. Em 1815, quando a Igreja tinha recuperado a sua posição e poder espiritual, o Papa instituiu a festa de Nossa Senhora Auxiliadora no dia 24 de maio, para perpetuar a memória do seu retorno a Roma depois do seu cativeiro na França.

4. A festa de Nossa Senhora Auxiliadora é celebrada na Ucrânia desde o século XI

O nome “Auxiliadora” foi dado à Virgem Maria na Ucrânia desde 1030 por ter libertado aquela região da invasão de tribos pagãs. Desde então, a Igreja Ortodoxa nesse país celebra a festa de Nossa Senhora Auxiliadora no dia 1º de outubro.

5. Maria Auxiliadora apareceu a São João Bosco

São João Bosco foi um grande propagador do amor a esta devoção mariana, porque a própria Virgem Maria apareceu a ele em 1860 e assinalou o lugar em Turim (Itália) onde queria que fosse construído um templo em sua homenagem. Do mesmo modo, pediu para ser homenageada com o título de “Auxiliadora”.

Em 1863, São João Bosco começou a construção da igreja com alguns centavos, mas com a intercessão da Santíssima Virgem Maria, em 9 de junho de 1868, apenas 5 anos depois, foi realizada a consagração do templo.

O Santo costumava dizer: “Cada tijolo deste templo corresponde a um milagre da Santíssima Virgem Maria”. A partir daquele Santuário, começou a espalhar pelo mundo a devoção a Maria sob o título de Auxílio dos Cristãos.

6. Três Papas eram devotos de Nossa Senhora Auxiliadora

O Papa São João XXIII cultivou uma especial devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, cuja imagem tirada de um número do Boletim Salesiano, estava na parede perto da sua cama. Ele a proclamou Padroeira do Concílio com o título de Auxilium Christianorum, Auxilium Episcoporum, e em 28 de maio de 1963, gravemente doente, abençoou com profunda emoção as duas coroas destinadas ao quadro da Auxiliadora na Basílica do Sagrado Coração de Roma.

Por sua parte, São João Paulo II costumava visitar a igreja de Santo Estanislau Kostka dos Salesianos, em Cracóvia, entre os anos 1938 e 1944, e muita vez rezou na capela de Nossa Senhora Auxiliadora. Nesta igreja, no dia 3 de novembro de 1946, celebrou uma das suas primeiras missas como sacerdote.

O Papa Francisco, durante sua visita apostólica a Turim em 2015, por ocasião dos 200 anos do nascimento do fundador dos salesianos, São João Bosco, contou que durante a sua infância foi educado em um colégio salesiano e aprendeu a amar Nossa Senhora Auxiliadora:

“Eu lá (em um colégio salesiano) aprendi a amar a Virgem, os salesianos me formaram na beleza, no trabalho, e acredito que este é um carisma deles, me formaram na afetividade e isso era uma característica de Dom Bosco”, assegurou.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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A Igreja vive do “Hálito” divino, do constante “Sopro” do Ressuscitado.

Para se entender o que aconteceu após Pentecostes, é necessário compreender ao menos um elemento fundamental, mesmo que com poucas palavras, sobre a pessoa do Espírito Santo. O teólogo Ratzinger, ao comentar a passagem de Jo 20,22, constata que o Espírito é comunicado pelo Filho aos discípulos, e que para recebê-Lo é necessário estar muito próximo de Jesus; próximo ao ponto de sentir o seu “respiro”, ao ponto de receber o “Hálito” do Ressuscitado”¹. Podemos então concluir que o Espírito é a vida de Jesus Cristo, a sua respiração. O “Sopro” que “sai” de dentro de Jesus entra nos discípulos, constituindo-se deste modo a “Vida”, o “Respiro” daqueles que crêem em Jesus. Deste modo, o princípio que animou a vida terrena do Filho de Deus é também o princípio vital da Igreja.

Nos discípulos

Os discípulos “percebem” esta “Vida do Ressuscitado” imediatamente no dia de Pentecostes: o medo se transforma em vigor, a apatia em audácia, os complexos pessoais dos discípulos em parresia, ou seja, em liberdade interior e em confiança no anúncio da verdade de Cristo (cf. At 2). Porém, é necessário notar que não se trata somente de uma mudança comportamental, mas sim essencial. A vida dos discípulos não será mais a mesma. Paulo expressa este fato com uma fórmula sintética e eficaz: “vivo eu não, vive Cristo em mim” (Gal 2,22). Há nos discípulos, a partir de então, um novo princípio de vida que não anula a biologia ou a psiquê, mas as eleva, colocando o homem inteiro a serviço de Cristo. Como podemos constatar isto? Ao olharmos os discípulos, particularmente nos Atos dos Apóstolos, vemos que eles realizam aquilo que Cristo realizou, com o grande diferencial de que, enquanto Cristo realiza as suas obras por própria potência, os discípulos o fazem em Sua potência, em seu nome. Assim, vemos que Cristo realizou curas (Mc 2) e os discípulos também realizaram (cf. At 3,6). Cristo operou a ressurreição e os discípulos fizeram o mesmo (cf. At 20,10), por vezes imitando – até mesmo – alguns dos Seus gestos (cf. Mc 5,41; At 9,41). Como Cristo anunciou a palavra da salvação assim também o fazem seus apóstolos. Como Jesus Cristo interpretou o Antigo Testamento a luz de sua vida, assim também os seus discípulos o interpretam à luz de Cristo (cf. Lc 24,27; At 8,35). Como Cristo morreu perdoando os que o matavam e em ato de confiança no Pai (cf. Lc 23,34.46), assim também Estevão, na hora da morte, se confia ao Senhor e perdoa os que atentam contra a sua vida (cf. At 7,59-60). Enfim, poderíamos continuar relatando as formas com as quais a vida de Cristo se reproduziu na Igreja primitiva, desde a oração até a perseguição. Porém, estes dados já deixam claro o quanto a Igreja não vive de uma vida própria, mas sim da Vida de cristo, nas várias fases de Seus mistérios².

Nos dias de hoje

Nos enganaríamos se pensássemos que o Espírito Santo desceu sobre os discípulos em Pentecostes e que – pelo fato de já ter sido infundido na Igreja – sua presença se tornou estática na Igreja.  Se assim o fosse a Igreja deixaria de existir; Ela (Igreja) vive do “Hálito” divino, do constante “Sopro” do Ressuscitado. De fato, se analisássemos os Sacramentos da Igreja, veríamos que estes são fruto da intervenção do Espírito, cada vez que são ministrados. Ele é tão íntimo à Igreja ao ponto de ser considerado como que a sua alma. Por meio desta imagem, podemos dizer que «como a alma é perfeição, princípio último e raiz fundamental de todas as realidades e as ações do organismo humano, assim também o Espírito sustenta, guia, santifica todos os componentes eclesiais e lhes dá a força de agir»³; razão esta pela qual a Vida de Cristo se realiza realmente em seu corpo, a Igreja.

Esta relação entre Cristo e Espírito, na vida da Igreja, deve ser sempre sublinhada para a plena compreensão do mistério salvífico. «Cristo é sempre o princípio originário superior do ser e do operar na Igreja, enquanto o Espírito é o seu princípio interior de vida. Todas as operações divinas na Igreja (Sacramentos, Palavra, carismas, dons e frutos) são fruto de uma ação conjunta entre Cristo e o Espírito. Em outras palavras, são ações de Cristo cabeça, o Crucificado-Ressuscitado, que Sopra o Espírito como alma da Igreja»[4].

Um outro aspecto que manifesta uma ação fundamental do Espírito é a unidade da Igreja. Tal unidade não é simplesmente “intensiva”, ou seja, um progressivo crescimento da comunhão dos que crêem, introduzindo-os juntos na vida da Santíssima Trindade; esta é também “extensiva”, ou seja, católica: a oração de Cristo em Jo 17, para que “todos sejam um”, é o desígnio do Pai que abraça em Cristo pelo Espírito todos os homens. Por isso, é ainda o Espírito Santo que move a Igreja, sem descanso, na missão e no diálogo com o mundo[5], para que todos entrem nesta mesma unidade salvífica.

Se tivéssemos que dizer em poucas palavras o que o Espírito realizou e realiza  após Pentecostes, poderíamos simplesmente dizer: o Espírito realizou e continua a realizar a Igreja. Ela é ambiente onde a Palavra de Cristo é transmitida, a salvação atualizada, os santos formados, a graça derramada, a fé plantada, a esperança renovada e a amor de Cristo, derramado por meio deste mesmo Espírito – dia após dia – no coração dos que crêem (cf. Rm 5,5).

Elton da Silva Alves,

missionário e teólogo da Comunidade Católica Shalom.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Peçamos a intercessão da Virgem Maria

“Santa Mãe de Deus e da Igreja, Nossa Senhora de Guadalupe, fostes escolhida pelo Pai e pelo Filho, através do Espírito Santo. Sois a Mulher vestida de Sol que dá à luz a Cristo, enquanto Satanás, o Dragão Vermelho, espera para devorar, vorazmente, Vosso Filho. Assim também, Herodes procurou destruir Vosso Filho, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, para isso massacrando tantas crianças inocentes. O mesmo se faz hoje com o aborto, matando tantas crianças inocentes não-nascidas, e explorando tantas mães em seu ataque contra a vida humana e contra a Igreja, o Corpo de Cristo.

Mães dos Inocentes, louvamos a Deus em Vós, pelo dom que Vos deu em Vossa Imaculada Conceição, Vossa remissão preventiva contra todo pecado; vossa plenitude de graça, vossa Maternidade Divina e da Igreja, vossa Perpétua Virgindade e Vossa Assunção em corpo e alma ao Céu.

Ó, Cheia de Graças, Auxílio dos Cristãos, Refúgios dos Pecadores, Consoladora dos Aflitos, pedimos-vos, protegei todas as mães dos nascituros e os filhos que estão em seus ventres. Rogamos a Vós para que, por Vosso auxílio, termine o holocausto do aborto. Abrandai os corações para que a vida seja reverenciada!”.

Intercessão da Virgem Maria

“Mãe Santíssima, rogamos ao Vosso Doloroso e Imaculado Coração por todas as mães e todas as crianças não-nascidas para que possam viver em plenitude aqui na terra e, pelo Preciosíssimo Sanguederramado por Vosso Filho, possam ter a vida eterna com Ele no céu. Rogamos igualmente, ao Vosso Doloroso e Imaculado Coração, por todos os abortistas, os que apoiam o aborto, para que se convertam e aceitem Vosso Filho, Jesus Cristo, como Seu Senhor e Salvador. Defendei-nos a todos na batalha contra Satanás e os espíritos malignos nessas trevas atuais.

Desejamos que as inocentes crianças não-nascidas, que morreram sem Batismo, sejam salvas. Pedimos-Vos que alcanceis esta graça por elas, contrição, reconciliação e o perdão de Deus para seus pais e seus assassinos.

Que seja revelado, mais uma vez, na história do mundo, o poder do Amor Misericordioso de Jesus. Que Ele ponha fim ao mal. Que Ele transforme as consciências. Que o Vosso Doloroso e Imaculado Coração revele a todos a luz da esperança. Que Cristo Rei reine sobre nós, sobre nossas famílias, cidades, estados, nações e sobre toda a humanidade.

Ó clemente, ó amável, ó doce Virgem Maria, ouvi nossas súplicas e aceitai este brado de nossos corações!”

Nossa Senhora de Guadalupe, Protetora dos Nascituros, rogai por nós!

 

(via Canção Nova)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Vaticano, 22 Mai. 18 / 10:00 am (ACI).- “Não é pecado criticar o Papa aqui”, assegurou o Santo Padre diante dos bispos italianos durante o discurso de abertura da Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI).

O Pontífice quis falar abertamente ante os bispos e compartilhar três principais preocupações sobre a Igreja na Itália: a crise de vocações, a pobreza evangélica e a redução e anexação das dioceses.

“Pensei, depois de agradecer por todo o trabalho que fazem, que é muito, em compartilhar com vocês três de minhas preocupações, mas não para nos batermos, e sim para dizer que essas coisas me preocupam… vocês verão. E dar-lhes a palavra, que que me dirijam todas as palavras, suas ansiedades, críticas – não é pecado criticar o Papa aqui! Não é pecado. Pode-se fazer – e inspirações que levam no coração”, foram as palavras do Santo Padre.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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Descubra o que realmente está acontecendo atrás de seus sintomas e então você pode agir

A chave para tratar a síndrome de burnout (esgotamento no trabalho) efetivamente é detectá-la em seus estágios iniciais. Quanto mais cedo você identificar e lidar com o problema, mais cedo você poderá mantê-lo sob controle e resolvê-lo.

A iniciativa de tratar a síndrome pode vir do próprio trabalhador ou da empresa ou instituição onde ele trabalha. Consequentemente, é importante que haja uma boa comunicação entre as duas partes.

Não devemos esquecer que a maneira mais eficaz de tratar esta síndrome é eliminar suas causas e não apenas tratar os sintomas negativos que decorrem dessas causas.

A maioria das causas de esgotamento está relacionada a uma organização interna pobre por parte da empresa – principalmente, formas impróprias de lidar com funcionários. Isso significa problemas materiais (trabalho excessivo, desorganização etc.) e de forma (a maneira de se comunicar com pessoas na organização). 

Vejamos a seguir algumas formas eficazes de tratar os sintomas externos de esgotamento.

Elementos de tratamento

Em primeiro lugar, as técnicas de relaxamento – como meditações guiadas ou ouvir música relaxante – foram amplamente demonstradas como efetivas para reduzir a ansiedade e melhorar a forma como os trabalhadores enfrentam síndrome de burnout. Na verdade, esse tipo de prática ajudará o trabalhador a enfrentar os problemas de uma forma muito mais positiva e produtiva.

Em segundo lugar, não devemos esquecer o lado físico do problema. O estresse e o desgaste tendem a criar tensão muscular em certas áreas do corpo, como os ombros e o pescoço, o que, no longo prazo, pode levar a contrações musculares, hérnia de disco e outros tipos de lesões, o que agrava a situação.

Consequentemente, é importante fazer alongamentos adequados e exercícios antiestresse como parte da rotina diária de cada um (e, mesmo assim, como parte da rotina do local de trabalho, quando possível).

Em terceiro lugar, a prática habitual de algum esporte (desde que seja adaptada à condição física do trabalhador) tem demonstrado reduzir significativamente os efeitos do estresse sobre o organismo de uma pessoa. Os esportes nos mantêm ativos e melhoram a saúde do coração, músculos e ossos, além de nos ajudar a desconectar dos nossos problemas enquanto estamos envolvidos no exercício.

Em quarto lugar, conhecer e usar estratégias assertivas – assertividade é a habilidade social de afirmar-se segundo os próprios direitos e expressar pensamentos, sentimentos e crenças de maneira direta, clara, honesta e apropriada ao contexto, de modo a não violar o direito das outras pessoas – pode ser uma excelente maneira de combater e prevenir o esgotamento.

A assertividade é um comportamento intermediário entre passividade e agressão (características típicas das pessoas que sofrem de burnout), focada no gerenciamento adequado das emoções e na comunicação adequada com os outros.

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Alguns exemplos de estratégias assertivas incluem:
  • 1.

    Tratar a si mesmo e aos outros com respeito

  • 2.

    Ser educado, mas firme

  • 3.

    Ser direto e honesto com os outros

  • 4.

    Saber expressar respeitosamente aos outros o que nos preocupa ou nos desagrada

  • 5.

    Saber falar e ouvir sem perder a paciência

  • 6.

    Ser capaz de controlar as emoções

  • 7.

    Ver as críticas dos outros como uma oportunidade para melhorar

Estilo de vida

Além disso, não podemos esquecer os enormes benefícios que a ajuda profissional pode nos fornecer. A psicoterapia, seja individual ou em grupo, pode ajudar os trabalhadores a desenvolver mecanismos eficazes para lidar com situações que causam estresse e ansiedade.

Por último, viver um estilo de vida saudável pode ajudar a combater o estresse e síndrome de burnout; isso inclui, entre outras coisas, medidas como evitar o tabaco e o álcool e dormir o suficiente.

Fonte: https://pt.aleteia.org

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Da parte do orante cumpre atenção na oração, isto é, a aplicação da mente naquilo que se fala.

Há condições básicas para que se faça uma boa oração, quer por parte do conteúdo, quer com relação ao orante. No que tange o conteúdo se requer que se peçam coisas boas para si e para os outros. Solicitam-se graças sobrenaturais, na medida em que possam cooperar na própria santificação e salvação eterna, e também benefícios temporais. Cristo não colocou limites ao ordenar que sempre se rezasse, mas deixou esta diretriz: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo” (Mt 6,33).

Bens necessários para a vida são, por exemplo a saúde, o dinheiro para o próprio sustento e da família, o êxito nos negócios, mas em tudo visando a glória de Deus. O Onisciente Senhor é quem sabe o que é melhor para cada um e nossos pedidos devem se submeter à sua sabedoria infinita. Daí uma total conformidade com Sua vontade santíssima. Não se deve solicitar ao Criador graças segundo os critérios mesquinhos dos gostos pessoais, dos caprichos próprios.Entretanto, quando o Onipotente julga não dever atender algum pedido específico, ainda que plausível, é certo que concederá, contudo,maiores dons do que os que foram relacionados numa visão meramente humana. Uma ótima prece é solicitar a Deus que, com Sua ciência e onipotência, tudo guie, governe e assista nas precisões da alma e do corpo, abençoando as ocupações diárias, os negócios, seja na prosperidade, seja na adversidade, na saúde e na doença, nas provações interiores e exteriores.

Da parte do orante cumpre atenção na oração, isto é, a aplicação da mente naquilo que se fala. À atenção se opõem as distrações, que devem ser pronta e energicamente rechaçadas. Distrações deliberadamente aceitas são uma falta de respeito a Deus. Este dá uma audiência ao fiel e cumpre se tratem com Ele de uma maneira digna os negócios importantes da própria perfeição espiritual e temporal. Nas orações vocais a atenção pode ser verbal, procurando pronunciar devagar as palavras, mas pode ser atenção espiritual ou mística, estando o pensamento elevado para o Ser Supremo. É colocar todo cuidado, todo esforço, toda a mente,todo o coração e forças interiores para fazer com a devida atenção as preces para que não se receba a reprimenda de Jesus: “Este povo somente me honra com os lábios; seu coração, porém, está longe de mim” (Mt15,8). Uma vez detectada a distração é, calmamente, a repelir, pois Deus sabe que foi uma fraqueza própria do ser humano e não uma ofensa a Ele. Ajuda a atenção na oração a preparação remota e próxima, o recolhimento dos sentidos, da imaginação e demais potências. Deixar de lado as preocupações e negócios externos, mas se colocar com fé na presença de Deus.

A tudo isto se acrescente a humildade. O fiel é mendigo da bondade e misericórdia divinas e deve orar como o publicano e não como o fariseu da parábola que Jesus narrou “O fariseu, em pé, orava no seu interior desta forma: Graças te dou, ó Deus, que não sou como os demais homens:ladrões, injustos e adúlteros; nem como o publicano que está ali. O publicano, porém, mantendo-se à distância, não ousava sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador! “Digo-vos: este voltou para casa justificado, e não o outro. Pois todo o que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado” (Lc 18, 11-14). A prece deve ser também com confiança: “Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, afim de alcançar misericórdia e achar a graça de um auxílio oportuno”(Hb 4,16).

É preciso ainda sinceridade: “O Senhor se aproxima dos que o invocam, daqueles que o invocam com sinceridade” (Sl 144,18). Enfim, é necessária a perseverança recomendada por Jesus diversas vezes, como ao narrar a parábola do Juiz a quem tanto uma viúva insistia para que se lhe fizesse justiça que a acabou atendendo. São Lucas mostrou bem a intenção do Mestre divino: “parábola sobre o dever de eles orarem sempre sem desfalecer” (Lc 18,1 e ss). Quem assim ora, infalivelmente,se salvará.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Você sabe qual é o significado do abraço no contexto bíblico?

Já parou para pensar que dificilmente uma pessoa te abraça? Há quem se contente com um “tudo bem?”, outros com um “oi” e não passa disso. Já pensou se com todas as pessoas que encontrássemos tivéssemos a bondade de cumprimentá-la com um abraço ou, se preferir, um amasso?

No contexto bíblico, o abraço significa misericórdia. Vale recordar aqui o abraço do Pai no filho pródigo. As mazelas, as decepções, os pecados, a arrogância, a precariedade, a soberba, se dissolveran no abraço do Pai misericordioso.

Não tenho dúvida de que aquele sujeito sem nome (pode ser eu ou você) que pegou a parte da herança e partiu para o mundo contemplou a verdade interpretada por Martha Medeiros: “Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve”. O abraço esmagante do Pai devolveu ao filho desgraçado o dom da vida, da eternidade.

abraço, segundo alguns especialistas, faz bem para a saúde psíquica e física. Ele tem o poder de aumentar os níveis de uma substância chamada oxitocina, que tem a particularidade de reduzir os estados de stress e ansiedade, aumentando a felicidade e o bem estar das pessoas. Pessoas com um nível elevado de oxitocina têm a probabilidade de desenvolverem um comportamento maior de ligação entre as pessoas. Você sabia disto?

Mário Quintana faz questão de aludir o abraço a um laço. Diz ele: “Meu Deus! Como é engraçado! Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço… uma fita dando voltas. Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço”.

Penso que, nos tempos hodiernos, nossos casais precisam se abraçar. Precisam encostar um coração no outro (Rita Apoena). Já imaginou acalmar os corações atribulados por uma discussão, encostando um coração no outro? Corações atribulados se entendem e se acalmam no compasso da vida, que se renova dentro de um abraço.

Certa vez, havia um casal de idade mediana nas dependências de uma Praça. Eles viram quando ali estava uma menina, baixinha, com cabelos de fios dourados, muito pacífica. Passavam-se minutos e minutos, e ela ali persistia. Quando menos esperavam, salta de um ônibus um menino com trajes de viajante, mochilas nas costas, e apressadamente se direciona até a menina. Em fração de segundos, um atracou o outro num abraço, e os dois ficaram por um bom tempo sem trocar palavras. Certamente fazia muito tempo que o casal de namorados não se encontrava.

O normal seria que eles trocassem belas saudações, nobres palavras, ricas frases. Mas eles optaram pelo abraço. Pois o abraço permitia que eles se sentissem. Quando vemos uma sociedade (famílias, grupos, religiões) machucada, triste, sem rumo, sem esperança, nós podemos dizer que estamos vendo (e vivenciando) uma sociedade que perdeu a capacidade de se sentir. O poeta português Fernando Pessoa já dizia: “quem sente muito, cala; quem quer dizer quanto sente, fica sem alma nem fala, fica só, inteiramente”!

Já Drummond se atreve dizer que “se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis”.

Traduzindo: amar não é teoria, é sentir.  Abraçar é amar. Abraçar é discursar sem palavras. Abraçar é poder entrar no outro sem pisar no seu terreno. Abraçar é ser mais gente. Abraçar é uma forma de teologar… pois até Deus quis morar no abraço!

 

Por Vinícius Figueira e Fernanda Venturim Vantil, via A12

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Se a Igreja se esquece que é mãe, torna-se tristemente uma Igreja de solteirões, que vivem no isolamento, incapazes de amor

“A Igreja é feminina”, “é mãe” e quando falta esta identidade ela se torna “uma associação beneficente ou um time de futebol”; quando “é uma Igreja masculina”, infelizmente se torna “uma Igreja de solteirões”, “incapaz de amor, incapaz de fecundidade”.

Foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada nesta segunda-feira (21/05), na capela da Casa Santa Marta, dia em que a Igreja recorda a Beata Virgem Maria, Mãe da Igreja. Esta memória é celebrada pela primeira vez, este ano, após a publicação em 3 de março passado, do decreto “Ecclesia Mater” da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

O Papa Francisco quis que esta memória fosse celebrada na segunda-feira depois de Pentecostes para “favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos pastores, nos religiosos e fiéis, como também a genuína piedade mariana”.

Na homilia, o Santo Padre ressaltou que nos Evangelhos, Maria sempre é indicada como “Mãe de Jesus”, não “a Senhora” ou “a viúva de José”: a sua maternidade percorre toda a Sagrada Escritura, desde a Anunciação até o fim. Uma especificidade que os Padres da Igreja entenderam rapidamente, bem que alcança e cinge a Igreja.

“A Igreja é feminina, porque é igreja, esposa: é feminina. É mãe, dá à luz. Esposa e mãe. E os Padres vão além e dizem: ‘A sua alma também é esposa de Cristo e mãe’. Nessa atitude de Maria, que é Mãe da Igreja, neste comportamento podemos entender essa dimensão feminina da Igreja que, quando não existe, a Igreja perde a verdadeira identidade e se torna uma associação beneficente ou um time de futebol ou qualquer outra coisa, mas não a Igreja.”

Somente uma Igreja feminina poderá ter “comportamentos de fecundidade”, segundo as intenções de Deus, que “quis nascer de uma mulher para nos ensinar este caminho de mulher”.

“O importante é que a Igreja seja mulher, que tenha esta atitude de esposa e mãe. Quando nos esquecemos disso, é uma Igreja masculina, sem esta dimensão, e se torna tristemente uma Igreja de solteirões, que vivem no isolamento, incapazes de amor, incapazes de fecundidade. Sem a mulher, a Igreja não vai adiante, porque ela é mulher. Esta atitude de mulher vem de Maria, porque Jesus quis assim.”

Uma das virtudes que mais distingue uma mulher, observou o Papa Francisco, é a ternura, como Maria que “deu à luz seu filho primogênito, o enfaixou e o colocou numa manjedoura”: cuidar, com mansidão e humildade são as qualidades fortes das mães”.

“Uma Igreja que é mãe segue o caminho da ternura. Conhece a linguagem da sabedoria do carinho, do silêncio, do olhar cheio de compaixão, que tem gosto de silêncio. E, também, uma alma, uma pessoa que vive essa pertença à Igreja, sabendo que também é mãe, deve seguir o mesmo caminho: uma pessoa afável, terna, sorridente e cheia de amor”.

(Vatican News)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Padre que trabalha com orientação matrimonial compartilha as melhores técnicas para os casais resolverem os problemas juntos

Conheci muitos casamentos felizes, mas nunca um compatível. O objetivo do casamento é lutar contra o instante em que a incompatibilidade torna-se inquestionável, e sobreviver a ele. Pois um homem e uma mulher, tais como são, são incompatíveis.” (G.K. Chesterton. O que há de errado com o mundo)

Os conflitos conjugais são uma realidade séria. De simples desacordos a grandes conflitos, todo casal tem discussões. Não se deixe enganar pelos “casais perfeitos” do Facebook e do Instagram. As pessoas não vão postar aspectos negativos de suas vidas. Alguns casais afirmam que nunca tiveram uma diferença de opinião durante toda a sua vida conjugal. Isso é realmente possível? É difícil acreditar que Deus já fez duas pessoas tão parecidas em todos os sentidos que suas opiniões coincidiram em tudo!

Um conflito deve ser resolvido antes que fique fora de controle. Mesmo as pequenas divergências, se não forem resolvidas, podem infeccionar por anos e um dia explodir como um vulcão.

Algumas brigas nunca terminam, elas duram anos, enquanto outras parecem desaparecer sem chegar a uma conclusão, aprofundando assim o ressentimento.

O primeiro choque geralmente ocorre algumas semanas ou meses após o casamento, quando percebemos que nosso cônjuge “perfeito” não é tão perfeito assim, e começamos a nos irritar com pequenas “imperfeições” em sua personalidade. Isso é perfeitamente normal e deve ser trabalhado.

Esta lista ajudará você a trabalhar algumas situações de conflito em seu casamento.

1. Desentenda, mas supere

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  • Não evite brigas a qualquer custo. Desentendimentos são uma parte saudável do relacionamento e todo casal os tem. O que é mais importante é como você briga. Quando houver um conflito, supere-o, para não permitir que uma briga destrua seu amor. Sempre tendo em mente que seu cônjuge não é seu inimigo. Trabalhar seus desentendimentos fará de vocês um casal mais forte.

2. Não fique em silêncio

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  • Quando há uma briga, é importante se comunicar e falar sobre isso. Recusar-se a falar com a outra pessoa só vai piorar a situação. É claro que, no começo, você pode ficar em silêncio para mostrar que está com raiva, mas não prolongue esse silêncio por muito tempo. Quando seu cônjuge vier até você depois de algum tempo e disser que quer falar sobre isso, não recuse. Não importa o que aconteça, não vá dormir com raiva. “Não deixe o sol se pôr em sua raiva. Ir para a cama com raiva fará você pensar mais e desenterrar ainda mais problemas. Você não estará feliz automaticamente na manhã seguinte.

3. Lembre-se você mesmo: “eu não sou perfeito(a)”

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  • Muitos conflitos surgem quando um cônjuge constantemente culpa a outra pessoa por tudo que está errado. Nenhum marido e nenhuma esposa são perfeitos. Estar ciente de que os dois não são perfeitos irá ajudá-los a encontrar uma solução. O casamento implica ser flexível e abrir espaço para a personalidade do seu cônjuge. No coração de todo conflito está o eu, o ego. O verdadeiro problema é que, mesmo dentro do casamento, quero que minha liberdade irrestrita faça o que me agrada, esperando, ao mesmo tempo, a aprovação incondicional do meu cônjuge. Em outras palavras, quero ser o sol com meu cônjuge orbitando a minha volta como um planeta dedicado.

4. Peça a um amigo(a) para mediar

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  • Nos casos em que a questão se tornar séria, peçam a um amigo(a) em comum (uma pessoa em quem ambos confiam e que seja objetiva e neutra) para mediar entre os dois. Pode ser um amigo confidente da família, um membro da família ou até mesmo um padre. Pode haver momentos em que ir juntos para aconselhamento matrimonial seja, talvez, inevitável. Não se recuse a ir mesmo se você acha que o outro é que tem culpa. O objetivo da mediação é ajudar os dois a resolver seus problemas, não para determinar quem foi o culpado. Lembre-se de que, afinal, você ama seu cônjuge, quer permanecer casado(a) e a outra pessoa provavelmente sente o mesmo por você.

5. Não faça ameaças

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  • Não diga coisas ofensivas quando estiver zangada(o), o que pode causar uma divisão permanente entre você e seu cônjuge. Não ameace o divórcio, nem saia de casa ou qualquer outra coisa. Faça um acordo para nem mesmo mencionar essa palavra em seu casamento, não importa o quão ruim seja a discussão ou a situação (supondo que não haja abuso ou infidelidade). Quando você está se sentindo completamente furiosa(o), apenas se afaste por um momento, e dê à sua mente e coração tempo para soltar o vapor.

6. Não traga o passado

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  • Mantenha sua conversa fixa no problema atual. Não tente expor todas as outras circunstâncias quando estiver insatisfeita(o) com seu cônjuge. Muitas coisas no passado são apenas isso, história, e nada pode ser feito sobre isso. Manter uma lista de erros do passado não ajuda seu relacionamento. Você pode ficar para sempre infeliz no passado ou pode decidir ser feliz no futuro.

7. Não lave sua roupa suja em público

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  • Lembre-se de que, por mais que você esteja chateada(o), seu cônjuge merece seu respeito e proteção em público. Não fale sobre seus problemas na frente dos outros, e, pior ainda, não reclame do seu cônjuge com seus parentes e amigos. E nunca brigue na frente de seus filhos. Seja a fortaleza de seu cônjuge em público, não importa se você tiver desentendimentos em casa.

8. Pare de ver pornografia

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  • Se um dos cônjuges estiver consumindo pornografia, isso pode representar uma séria ameaça ao seu relacionamento. A pornografia separa o sexo do amor e cria uma distância emocional entre marido e mulher. O maior consumo de pornografia pode levar a uma diminuição da intimidade no casamento e a uma menor satisfação sexual, chegando ao ponto de impotência. Pode ser o primeiro passo para iniciar um relacionamento extraconjugal. Sem mencionar que o cônjuge provavelmente verá isso como infidelidade emocional. Ver pornografia nunca substituirá a intimidade entre marido e mulher e, de fato, irá destruí-la. Portanto, pressione o botão delete e instale softwares que bloqueiam conteúdo pornográfico em seus dispositivos eletrônicos.

9. Peça desculpas

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  • Quando você sabe que cometeu um erro, não deixe que o orgulho atrapalhe você a pedir desculpas. Muitas vezes, as palavras mais amorosas em um casamento não são “eu te amo”, mas “por favor, desculpe-me”. Ter a humildade de admitir que você estava errada(o) e pedir perdão quebra barreiras entre você e seu cônjuge e ajuda a reconstruir seu relacionamento. Alguns pensam que pedir desculpas é um sinal de fraqueza. Algumas pessoas têm medo de perder o contato com as pessoas que amam se admitirem suas falhas. Mas o oposto é verdadeiro; ser honesto sobre si mesmo, realmente fará você ganhar mais respeito do outro.

10. Tire um tempo para você

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  • Em casos extremos, onde há abuso emocional ou físico, ou infidelidade contínua, não é errado tirar um tempo e se separar do seu cônjuge por um período de tempo. Na verdade, é provavelmente a coisa certa a fazer. Muitas vezes, o cônjuge que errou só chega a uma profunda compreensão de seus defeitos quando o outro sai de casa. No entanto, este passo deve ser tomado com extrema prudência. Geralmente é um último recurso. Também não pense em “divórcio” imediatamente. Muitos conflitos são curados com o tempo. Separação, não divórcio, é o melhor passo nessas circunstâncias.

O amor não é um mero sentimento, pois amar exige uma firme decisão. Você tem que trabalhar a si mesma(o) ao invés de ficar tentando mudar o outro. Mas esse trabalho deve ser feito em conjunto, com a graça de Deus e através da oração.

Penso muitas vezes nas bodas de Caná. O primeiro vinho deixou-os felicíssimos: é o enamoramento. Mas não dura até ao fim: deve aparecer um segundo vinho, isto é, deve ferver e crescer, amadurecer. Um amor definitivo que se torne realmente «segundo vinho» é mais lindo, é melhor do que o primeiro vinho. E é isto que devemos procurar”. – Papa Bento XVI

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Confira na íntegra a pregação de Emmir Nogueira no Congresso de Jovens Shalom de 2013 sobre os dons do Espírito Santo.

Vamos agora falar uma partezinha bem pequenininha daquilo que nos faz evangelizar como Jesus evangelizou. Vamos falar do Espírito Santo.

“Pai, em nome de Jesus nós te pedimos o Teu Espírito Santo. Vê Senhor a nossa sede. Vê Senhor o nosso desejo, a nossa necessidade de nos enchermos do Teu Espírito para vivermos uma vida nova, uma vida no Espírito, uma vida de graça, uma vida de caridade. Dá-nos o Teu Espírito Santo. Senhor envia Teu Espírito Santo sobre aqueles mais necessitados, sobre aqueles que talvez estejam passando por momentos difíceis, sobre aqueles que não creem, sobre aqueles que precisam de uma experiência renovada com Jesus Ressuscitado. Envia Senhor, o Teu Espírito Santo, toca os corações, transforma Senhor, vidas, dá-nos vida nova, vida no Espírito, arranca-nos Senhor da vida na carne, arranca-nos Senhor da vida de nós mesmos, mas faz com que a gente se ofereça a Ti pelo Espírito Santo para uma vida nova, para uma vida de caridade, para uma vida de doação a Ti”.

Vamos abrir em 1 Cor 13. “Ih Emmir, isso aqui já vimos no seminário”. Ótimo, vamos ver outra vez! 1 Cor 13 é o famoso hino à caridade, é uma das passagens mais lindas da bíblia, aonde São Paulo nos explica o que é o amor, mas não o amor humano, mas o amor divino, o amor do Espírito Santo, o amor que o Espírito Santo derrama sobre nós.

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria! A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança. Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido. Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém, a maior delas é a caridade”.

Um dia eu estava aqui, nesse ginásio, há muitos anos atrás, e pregava sobre o poder do Espírito Santo. Deus me deu uma Palavra de Ciência no meio da pregação de que havia aqui nesse ginásio um jovem que tinha tido um acidente de bicicleta, e que teria sido socorrido, mas ele nunca mais tinha se sentido bem. Ele havia perdido sua bicicleta e nunca mais tinha vivido fora da angústia, do medo, da depressão. E Deus, naquele momento, dava a esse jovem a graça da cura. Eu estava mais ou menos aqui quando caiu dali, voou literalmente dali, um rapaz aqui. Como aquele rapaz conseguiu chegar aqui até hoje eu não sei, e não quero saber, mas era ele que tinha tido o acidente de bicicleta, que vivia dentro de casa há vários meses sem fazer nada, sem conseguir fazer nada, vivia na angústia, na depressão, vivia de médico em médico. Esse menino ria, louvava a Deus, dava graças a Deus, tinha sido curado. Num ginásio mais cheio do que aqui hoje, Jesus tinha visto a dor dele, Jesus tinha visto a necessidade dele. Ele estava perdido e foi encontrado. Esse rapaz depois deu o testemunho e foi acompanhado.

Meus queridos, nós temos a mania de achar que Coríntios 12 diz uma coisa e o 13 diz outra coisa. Coríntios 12 nos fala sobre os dons do Espírito Santo ou carismas. A propósito dos dons do Espírito não quero que vocês sejam ignorantes. As pessoas falam um monte de coisas, mas não dizem essa frase de São Paulo: eu não quero que vocês sejam uns ignorantes sobre os dons do Espírito Santo. Por isso que eu comecei logo com esse caso aqui bem estranho, para vocês verem que tudo é possível. Então não quero que vocês sejam ignorantes, mas quero eu vocês saibam o que é o dom do Espírito.

“A propósito dos dons do Espírito, não quero que vocês sejam ignorantes. Sabeis que quando éreis gentios, éreis irresistivelmente arrastados para os ídolos mudos. Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo”.

Então existe um só Espírito, que se manifesta de várias formas. É tão simples de entender isso! Este Espírito Santo vai se manifestar de acordo com a sua necessidade. Os dons do Espírito se manifestam quando você vai socorrer outra pessoa, quando você vai fazer um ato de caridade a outra pessoa. Jesus usou os dons do Espírito, e Ele é o próprio Espírito, usou os dons do Espírito na Sua evangelização imensamente, e o Senhor nos deu há alguns anos um novo Pentecostes para a Igreja, e olha só! Eu e você, nós somos responsáveis por este tempo histórico em que Jesus derrama os dons do Espírito com prodigalidade, ou seja, com generosidade.

Eu não posso dizer: “Bom, Jesus, eu sou batizado, sou do grupo de oração, evangelizo na minha paróquia, mas eu não quero os teus dons não”. Tá doido? Você está dizendo a Jesus que você não quer Ele mesmo, que não quer evangelizar como Ele evangelizou. Eu sou Jesus, está vindo uma cega, eu passo por ela e nem ligo? Eu posso rezar por essa pessoa. Como é que eu vou dizer que eu vou evangelizar uma cega sem pelo ao menos rezar para que ela fosse curada? O quê que Jesus fazia quando encontrava um cego? Fazia várias coisas, mas Ele não deixava de fazer uma coisa: rezar para que o cego fosse curado. É porque Jesus queria ser star? Não! Jesus curava os cegos porque Ele amava os cegos, e porque o Pai nos criou todos para ser felizes, saudáveis, para ver, e Jesus curou o cego também para mostrar que Ele era luz do mundo, que Ele vinha fazer todos verem. Com um ato da cura da cegueira Jesus evangelizava. Jesus dizia: “eu amo a ceguinha como eu amo você. Eu amo você e faço qualquer coisa por você. Eu sou a luz do mundo, eu vim para que você também veja. Eu tenho poder”. Essa cega vai amar Jesus loucamente. Ela entendeu tudo. Ela entendeu que Jesus é a luz do mundo, que veio para fazer uma nova criação. Ela entendeu que Jesus veio para dar a ela o amor do Pai. Isso é evangelização.

Eu estou no metrô, vejo uma pessoa que me deu o lugar dela e ficou em pé e vou evangelizar.

– Oi?
– Oi!
– Obrigada por me dar o seu lugar. Você deve ser uma moça muito santa, né?
– De jeito nenhum!
– O quê que tu anda fazendo?
– Ontem fui para uma boate, fiquei com uns cinco meninos.
– Estou vendo que você está perdida, viu?
– Você sabe que jesus Cristo é o salvador de todas as pessoas, que morreu e ressuscitou, (kerigma, kerigma, kerigma), só um minutinho! (Deus é amor é a primeira palestra), Deus te ama, Deus te ama! Mas Deus não quer que você fique com cinco não (isso é pecado e salvação), você precisa para se libertar disso rezar três terços por dia, faz quanto tempo que não se confessa?
– Nem lembro!
(valha-me Deus, ela vai me contaminar, dai-me Senhor a tua proteção, dai-me a tua proteção, eu estou morrendo de medo)

Eu vou evangelizar essa menina assim? Nunca! Antes de evangelizar eu vou pedir a Deus uma palavra para essa pessoa que me deu o lugar dela, mas que está aqui se balançando no metrô. E eu vou pedir a Jesus uma palavra: dá-me Espírito Santo uma palavra, para eu chegar para essa menina e atingir direto o coração dela. Eu não sei se ela vai descer na próxima parada, se ela não vai descer, eu não sei nada, eu a estou vendo pela primeira vez, e eu peço ao Senhor uma palavra. Olhando para ela eu vou dizer:

– Tudo bom? Parece que você está com uma dorzinha no coração. Está com um olharzinho triste, ontem você fez alguma coisa que não foi muito legal, não foi?
– Como é que você sabe?
– Ah, depois eu te conto. E aí, você ficou foi? E agora está se sentindo horrível.
– Foi. Demais, um vazio muito grande no meu coração.
– Eu vou parar ali no McDonalds, vamos lá tomar um sorvete comigo?
– Vamos.

Pronto. Eu comecei a minha evangelização. Ela foi tocada no coração naquilo que ela precisava ser tocada. Eu ganhei a menina sem blá blá blá.

Um dia eu estava no supermercado e uma mulher estava comprando farinha. Eu também queria comprar a farinha, e a mulher pegava um saco, e pegava outro e outro, e eu esperando para pegar a minha farinha. E Jesus me falou claro: vai e toca o coração dela. Só que Jesus às vezes não dá muita explicação. Ele diz isso e cala a boca, e aí você tem de “meter as caras”, como se diz, porque amar é arriscado. Amar é arriscado! Eu poderia ter chegado para aquela mulher e ela ter me chamado de doida. Já ouvi isso tantas vezes. E eu cheguei para ela e disse assim: “é, na vida a gente tem de fazer escolhas muito difíceis”. Eu estava falando da farinha, mas essa mulher olhou para mim com os olhos cheio d’água e disse assim: “sabe que o que você está me dizendo vem de Deus?”, e eu disse: “eu sei, a senhora está fazendo alguma escolha difícil?”, e aí ela me contou que estava entre o divórcio ou não, porque estava apaixonada por um senhor fora do casamento e estava querendo se separar do marido dela. Nós conversamos ali no supermercado, eu rezei por ela, a convidei para ir ao Shalom, pedi para que ela ligasse para o meu celular, porque eu não sou idiota de pedir o celular dela, porque ela vai me dar o número errado. E então conseguimos depois entrar um pouco em contato e a mulher não se separou, e voltou a comungar, voltou para a Igreja, deixou o adultério. Já imaginou se eu não tivesse falado a ela que era difícil escolher a farinha, que eram escolhas difíceis na vida? Mas tinha de ir na palavra de ciência que Jesus me deu.

Voltando para Coríntios 12, vamos ver quais são os dons do Espírito Santo que São Paulo cataloga, porque tem muito mais, o Espírito é Deus, é infinito, não tem como ser catalogado.

“Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Diversos modos de ação, mas o mesmo Deus. Cada um recebe o dom para a utilidade de todos. A um o Espírito dá uma palavra de sabedoria, a outro a palavra de ciência, segundo o mesmo Espírito. A outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro, a graça de curar as doenças, no mesmo Espírito; a outro, o dom de milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como lhe apraz”.

O que significa isso? Significa que se eu ou qualquer pessoa for no meio de vocês, com o coração aberto ao Espírito Santo, e aberto a amar vocês, aberto a tirar vocês de uma situação difícil, através de uma palavra de ciência, de sabedoria, de cura, de fé, de milagres, seja o que for, o Espírito vai agir, porque Deus te ama, Deus te ama! Deus te cura, te salva, te transforma, te converte, porque Deus te ama. E alguém lá em cima deste lado aqui está pensando assim: “ih, graças a Deus que eu estou aqui em cima que essa mulher não vem aqui”.

Existiriam tantas histórias bonitas para contar, por exemplo, a sabedoria, uma palavra de sabedoria! Uma palavra de sabedoria é algo que Deus nos dá para ajudar alguém a direcionar a sua vida. Sabe aquela mulher da farinha? Ali houve uma palavra de ciência, que eu disse como é difícil fazer escolhas na vida, e houve uma palavra de sabedoria, que veio da boca dela e não da minha, ‘eu estou sem saber se eu escolho o meu amante ou o meu marido’. Mas esta palavra de sabedoria abriu a porta para que eu entrasse na vida dela. Quem de vocês precisa de uma palavra de sabedoria, levante a mão! Você não vai deixar o seu irmão precisando de uma palavra de sabedoria, ou vai? Coloque a sua mão na cabeça do irmão que precisa de uma palavra de sabedoria e reze! Tem alguém aqui, uma mulher, que vive com outra mulher, e pergunta a Jesus como vai fazer para sair dessa situação, e Jesus dá então a palavra de sabedoria que é sair imediatamente desse relacionamento e se sustentar com a confissão e o terço. Há um rapaz que está pensando em sair de casa, o relacionamento com o seu pai é muito, muito difícil, e o Senhor te diz: eu te ungi para amar, e eu te dou o amor que o meu filho tem na cruz pelo teu pai e por ti mesmo, eu sei que tu foste ferido, mas o meu filho também foi, transforma o teu sofrimento em amor ao teu pai, não fuja da cruz, não fuja da cruz, fica na tua casa.

Vocês entenderam? Deus dá um direcionamento para você. A vontade de Deus para o nosso irmão é que ele não fuja da cruz. É uma palavra de sabedoria. Veio através de uma profecia, mas não interessa. Foi a palavra de sabedoria que ele precisava, “não fuja da cruz, eu ungi você para carregar a cruz como eu ungi o meu filho, não fuja!”. Pronto. Ele seguindo esse caminho vai estar até o fim no caminho certo. Essa foi uma palavra de sabedoria.

A primeira palavra é a de sabedoria. “A um o Espírito dá a palavra de sabedoria”, ou seja, o que é que a pessoa precisa saber? Meus irmãos, na faculdade, no colégio, na turma, na lanchonete, quando conversamos com os nossos amigos, como nós precisamos de palavras de sabedoria, não é verdade? Às vezes o cara vem com uma história que teus cabelos ficam todos em pé, você vai dar uma resposta humana?

Dinâmica:

 Estamos conversando em uma lanchonete.

– Ah Emmir, você não sabe o que foi que aconteceu. Sabe que agora meus pais vão se separar e porque o meu pai se apaixonou por um homem.

(e agora? O que eu digo para essa criatura?)

– E a minha mãe está muito triste, com depressão, eu não sei nem mais o que fazer, porque eu ia viajar, ia morar em outro lugar, mas agora não sei mais o que fazer. Não sei o que dizer para o meu pai, porque ele não aceita o que eu digo, está sendo muito difícil.

O que você diria para essa infeliz, porque é uma infeliz. Ela precisa ser amada, precisa do amor de Deus. O que você diria? Sabe o que você diria para ela? Não vale nada, a não ser que venha do coração de Deus. Tipo assim:

– Olha, a última vez que eu pesquisei na internet sobre um caso parecido com o seu, num site de psicologia, o que Deus me disse é que você estaria com o seu ser profundo muito abalado, e o seu inconsciente iria fazer submergir algumas coisas.

Nada disso! Ou eu dou para ela uma palavra de sabedoria ou eu acabo de engolir meu sanduíche numa boa, e fico calada. Mas enquanto ela falava Deus me deu uma palavra de sabedoria, vamos ver como é diferente?

– Quer um suco de laranja? Toma um suquinho. (essa não é a palavra de sabedoria, mas é uma palavra materna, que é importante mesmo se você é homem). Minha linda sabe o que Deus estava me dizendo enquanto você estava falando? Lembra aquela passagem da bíblia que diz assim “faça aos outros o que você gostaria que fizessem com você”, se lembra dessa palavra? Pois é isso o que você deve fazer com os seus pais.

Pronto. Calou a mulher. Ela provavelmente iria falar mais. Mas reze e faça aos outros o que você gostaria que fizessem com você. A palavra de sabedoria muitas vezes vem da palavra de Deus, Deus te lembra duma palavra da bíblia. É uma palavra de sabedoria. Isso aqui é caridade ou é exibicionismo? Isso aqui é caridade. Eu estou vivendo a caridade numa das maneiras que Jesus viveu a caridade, para atingir o seu povo.

Versículo 10: a outro o dom de falar em línguas e a outro o dom de interpretar. Estamos num grupo de oração, estou coordenando o grupo. “Canta aí pessoal. “Esse grupo de oração é chatíssimo, não aguento mais, não acontece nada. As músicas são repetidas, toda vida é a mesma coisa. Eu chego aqui ruim e saio pior. Nada acontece nesse grupo de oração, nada muda, é tudo igual, não venho mais, vou para a praça, vou ver um filme, ficar no meu facebook, na internet, é muito melhor. Nada acontece, dormi três vezes hoje”. Porque que nada acontece? Porque Deus não age? Você não deixa Deus agir, você não dá chance para os dons do Espírito Santo, e aí você entra e sai igual, entra com dor de cabeça e sai com diverticulite, entra com diverticulite e sai com câncer, entra com câncer e sai morto, porque nada muda, nada se faz, porque ninguém está interessado em você, todo mundo está interessado em si mesmo, então é sair o mais rápido possível.

Mas eu sou a pastora do grupo, e de repente alguém profetiza em línguas. “Ai meu Deus, ainda mais essa! Esse menino é muito espiritualista. Jesus diz a ele mesmo o que ele disse por que eu não estou a fim de saber não”. “E Jesus manda Nossa Senhora dizer: Filhos meus, eu vos amo de todo o coração”. A oração em línguas, a profecia em línguas, ela precisa ser interpretada, não é traduzida, é interpretada! Tradução é assim: “I love you”, eu te amo. Mas quando o Espírito profetiza em línguas você não precisa dar uma tradução, mas uma interpretação, e eu não posso fazer isso aqui porque seria um desrespeito ao Espírito Santo, mas ouse. Vou contar para vocês um caso.

Uma vez eu estava numa oração, num retiro, e alguém profetizou em línguas. Naquela época era muito comum, como é muito comum, por exemplo, na oração do Conselho do Shalom, a oração dos Assistentes, a oração em que participamos “com gosto”. Havia uma freirinha chamada irmã Edeutrate, do Juazeiro. Ela estava lá sentadinha e alguém profetizou em línguas. Ninguém traduziu. A Edeutrate começou a chorar um pranto que vocês não imaginam. Quando acabou a oração, ela levantou e disse: “eu peço perdão pelo escândalo que eu dei, mas aquela pessoa que profetizou, profetizou no dialeto da cidadezinha da montanha aonde eu nasci. Somente 100 mil pessoas falam esse dialeto no mundo, e Deus, através dessa profecia, me deu a resposta que eu precisava para o rumo da minha evangelização. Eu vou fundar um hospital”. E fundou. Entenderam? Isso é uma oração em que você não entra e sai na mesma.

Outra coisa linda sobre o dom de línguas! Nós éramos 25 pessoas brasileiras, do Shalom, e estávamos viajando em Israel. Lá, começamos a orar e a cantar em línguas, e o guia disse assim: “vocês sabem que vocês estão falando aramaico? Vocês estão pedindo a Deus a paz para Israel”. Sabe o quê que esse homem fez? Desviou a rota do ônibus e foi, de noite, silenciosamente, para a fronteira da Síria, do Líbano e de Israel, aonde nasce o rio Jordão. Se os países inimigos fecham o Rio Jordão Israel morre de sede, é o único rio de Israel. Essa fronteira é a mais protegida, ou era naquela época, do Estado de Israel. E nós fomos lá, entramos no escuro, sem acender lanterna, nada, nada, fomos para a nascente do Jordão. O guia nos tinha dito no ônibus que queria que rezássemos lá a mesma oração que tínhamos rezado no ônibus, paz para Israel. Ficamos numa situação muito difícil, porque não sabíamos o que tínhamos dito, mas rezamos bem baixinho e Deus disse muitas das coisas que estamos vendo acontecer, inclusive com a Síria, por exemplo, e Deus disse que iria intervir e interviu através da Igreja. Vejam como é poderosa a intervenção do Espírito Santo na vida de uma comunidade que reza!

Uma língua é uma linguagem. Ontem vocês assistiram Lolek. O Lolek usa a linguagem da dança, da arte, do canto, projeções, que é uma visão, uma linguagem. A interpretação de línguas é a interpretação de todas essas linguagens, as visões, os sons, a memória, a linguagem do corpo, tudo isso são maneiras que Deus usa para te falar através da tua memória, da tua imaginação, dos teus afetos. Eu sinto que Deus está agora tocando com o amor Dele uma pessoa muito fechada. É um sentimento, mas é uma linguagem. A interpretação da linguagem que Deus usa para falar com você.

Aconteceu uma coisa. Eu não sei se é de Deus, se é do demônio ou se é de mim. Quem aqui já viveu esse dilema? “Eu estou vendo que aquele cara ali está a fim de caminhar comigo, mas eu não sei de é de Deus, se é do demônio ou se é de mim mesma”. Eu preciso fazer esse discernimento. Vou fazer medicina, odontologia ou matemática? Vou para o Shalom, o Show ou ficar em casa? Eu não sei o que eu faço da minha vida, preciso de um discernimento! Sabe onde é que você vai encontrar essa palavra de discernimento? No seu grupo de oração! Nada de teoria, mas ação de Deus.

Claro que você não pode fazer um discernimento só com uma palavra! Você precisa orar, escutar a Deus, olhar para a sua história de vida, mas em um momento Deus vai lhe dar uma palavra de discernimento.

Vocês sabem como foi que eu entrei no Shalom? Eu era casada (sou), e tinha na cabeça, há 31 anos atrás, que uma vida comunitária era só para gente solteira, só para celibatário, que não tinha lugar para o matrimônio dentro de uma comunidade. Isso faz 31 anos e hoje a Igreja não é mais assim. Então na minha cabeça eu tinha assim: “eu vou com esses meninos até eles começarem a Comunidade, e quando eles começarem eu pulo fora, porque eu vou atrapalhar e não ajudar”. Morta de triste, acabada, mas eu achava que era esse o meu dever, ir com eles até começarem a comunidade e depois, quando eu fosse atrapalhar porque eu era casada, eu sairia da comunidade. Esse era o meu plano, na minha cabeça. Em 82 foi a fundação. 83 foi àquela época em que o Moysés, o Patchelli e o Ricardo Sá fizeram a sua experiência de morarem juntos, e eu disse: “bom, vou sair”, e passei o ano de 84 indo só às reuniões do Conselho e às coisas mais importantes da Comunidade. Em fevereiro de 85 os cinco primeiros estavam fazendo as suas primeiras promessas, e eu estava chorando em casa, porque não podia nem ir, nem a minha presença lá seria bem entendida, vamos dizer assim, pelas pessoas que não eram da Comunidade.

Pouco depois, em março, abril, eu tive um sonho profético, que é um tipo de linguagem que Deus usa para nos dar discernimento, sabedoria, ciência, assim como as visões, assim como a nossa imaginação, como os nossos afetos, a nossa memória. São linguagens que Deus usa e Deus usou essa linguagem do sonho, e o sonho era o seguinte: no sonho, nós andávamos no deserto, eu e Moysés na frente e um monte de gente atrás, aquela poeira levantando, e o Moysés dizia assim: “Emmir, está aqui o seu nome”, e eu dizia: “não, só vejo aqui hieróglifos”. E nós andávamos para um hospital, e eu estava doente. No hospital, o Moysés pegou um elevador e eu fiquei lá embaixo. E eu dizia chorando: “não acredito que esse menino vai me deixar, quem está doente sou eu”. E aí ele voltou com o elevador para me pegar. Eu entrei no elevador e ele disse: “e agora você está vendo o seu nome?”, e eu dizia que sim. O sonho continua, é comprido, mas de manhã eu vi que o sonho era profético. Eu vi que Deus havia me dado uma profecia e uma palavra de discernimento através do sonho. Era vontade de Deus, era de Deus, não era a minha vontade, não era a vontade do inimigo, era vontade de Deus que eu, casada com dois filhos naquela época, entrasse no Shalom, e eu obedeci. Quando eu fui rezar Deus me disse: “isso aqui é o que eu quero para você com relação ao Shalom”, e Deus me orientou, me deu o discernimento que eu precisava, mas aí eu fui falar com o Moysés, ele me deixou de castigo um mês fazendo discernimento, respondendo a 120 perguntas. Eu fui respondendo, cheguei para ele e disse: “Moysés, tá aqui, eu quero entrar na comunidade”, e ele: “ah, seja bem vinda e tal”, mas tem uma coisa: eu quero entrar na Comunidade de Vida. Ele me acolheu e disse: “você entendeu. As comunidades novas são lugares para os casais, para os sacerdotes, para os celibatários, para uma família. Nós somos uma nova família”. Foi a primeira vez que eu o ouvi dizer essa expressão para mim.

Deu para entender? É bom viver assim? Reze. Faça sua Lectio Divina, se abra aos outros.

A palavra de ciência é a mais normal, é muito comum. Estou vendo um dos meninos que estão aqui na minha frente e Deus está me mostrando que um deles vai ser padre, na primeira fileira. Pronto! Isso é uma palavra de ciência, e se eu encontrar esse menino mais tarde eu vou dizer: “meu filho, foi você mesmo”.

Você sabe que a ciência pode vir através de qualquer linguagem. Às vezes você sabe que Deus quer dizer uma coisa para uma pessoa, mas você não sabe o que é! Já aconteceu isso com vocês? Você não sabe o que é. O quê que você tem de fazer? Tem de meter as caras. Vou contar uma coisa para vocês.

O uso dos dons do Espírito Santo, a abertura para os dons do Espírito Santo é um ato de caridade, é um ato de amor. Todo amor tem risco. Todo amor tem risco! Se não for arriscado não é amor. Tem segurança total? Não! O amor traz um risco e você tem de estar disposto a quebrar a cara. “Jesus está me dizendo que você, Emanuel, é um menino muito querido. Mas o meu nome é João Carlos. Desculpe viu? Foi mal!”. Quebrei a cara? Quebrei, mas eu fiz o que eu precisava fazer: sair do meu lugar, do meu comodismo e amei essa criatura que eu pensava que se chamava Emanuel, mas que se chama João Carlos. “Deus está me dizendo que o seu terceiro filho vai ser um menino muito santo. ‘Eu sou celibatário’. Foi mal viu, foi mal”. O quê que acontece? Eu meti a cara e quebrei a cara, mas gente, faz 36 anos que eu recebi o batismo no Espírito Santo e sabe quando isso me aconteceu? Uma única vez e eu rezo pelas pessoas em qualquer situação: elevador, hospital, supermercado, ônibus, avião, em tudo quanto é lugar! Eu vivo para evangelizar e eu não sou burra de evangelizar com a minha palavra que não vai em canto nenhum, então eu tenho de sair de mim num ato de amor por aquela pessoa.

Vou contar para vocês uma história em que eu me arrisquei e essa história é conhecida, acho que a maioria já conhece, mas é uma história que eu gosto muito. Fui para o supermercado às seis horas da manhã porque não tinha café, e assim que eu entrei, não ia nem pegar carrinho, e Jesus disse: “pegue o carrinho”, e eu pensei: “já sei que vem, já sei, já sei, meu Deus Jesus, a quem eu tenho que ir, porque os meninos têm de sair às sete horas para a escola, a quem você me manda?”. E Jesus disse: na seção de hortifruti, um senhor que está comprando couve. Peguei o café, fiz a volta, fui até o hortifruti e tinha um senhor comprando couve, e agora Jesus? “Te vira!”. E aí eu disse: “ah, o senhor está comprando couve?”, e aí Deus me mostrou o fígado dele com um tumor dentro. E aí eu disse; “o senhor já ouviu falar que couve é bom para o fígado?”, e até hoje eu não sei se é ou não é, e ele disse: “é mesmo?”, e eu: “por quê? O senhor tem algum problema no seu fígado?”, e aí ele foi me contar a história de que tinha recebido o diagnóstico, que estava com um nódulo no fígado, mas que não sabia se era benigno ou maligno, e a história correndo e eu vendo meus filhos tendo de ir para a escola. E eu disse: “dá licença, eu vou rezar pelo senhor”, e coloquei a mão na barriga dele e comecei a rezar pelo fígado dele. Ele olhou para mim, mas eu não tive tempo de explicar nada, meus filhos tinham de ir para a escola. Eu rezei, disse a ele que fosse ao Shalom e, infelizmente, esse aí eu perdi de vista. Mas vocês entendem que você se arrisca, mas é preciso se arriscar.

“Emmir, no grupo de oração todo mundo se conhece, vão pensar que eu estou dando indireta”. É verdade, vão pensar mesmo, mas alguém vai ser curado, você precisa da fé.

Profecia. Tem grupo que só tem línguas e profecia, mas não tem cura, não tem milagres, não tem fé, e a profecia quando é verdadeira mesmo, vai lá, pá! Tem gente que diz assim: “Deus está me falando que pode ser que aqui tenha alguma pessoa que Ele queira mandar como missionário para a África”, isso lá é profecia! “Eu te digo meu filho a resposta ao teu coração. Oferece-te como missionário para a África hoje”. Isso é profecia. E isso muda a vida das pessoas, se for de Deus. Isso é profecia, é Deus que diz alguma coisa ao Seu povo.

Vou contar para vocês duas coisas que aconteceram no Castelão. Castelão, Queremos Deus, cem mil pessoas, lotado. Eu estava no palco, Jesus saiu a não sei quantos metros, no fim do campo, Jesus saiu e Deus me deu uma palavra de ciência e uma profecia. Palavra de ciência: Jesus está passando agora na frente de uma senhora chamada Maria do Carmo que está com uma blusa azul e branca, você não ia colocar essa blusa hoje, mas na última hora trocou de blusa. Ciência, tá? Profecia: Jesus está lhe dizendo: minha filha vai confessar-te, porque há 23 anos você não se confessa. E aí olharam para mim e pensaram: “ih, endoidou mais ainda, vai ser um problema!”. Passou o Santíssimo, passou, passou, e quando Ele chegou a outro local, Deus deu outra palavra: tem aqui uma mulher que perdeu o pai, que não se conforma de tê-lo perdido porque considera erro médico, e para você saber que é você, no enterro do seu pai chovia muito, você chorava muito e sentia a diferença da água fria nas suas costas e as lágrimas quentes no seu rosto, e Deus está lhe dizendo… E essa daqui eu não posso contar. Isso foi em janeiro.

Em fevereiro, Padre Antônio entra na sala VIP: “Emmir, tu não sabe quem foi se confessar comigo agora! Aquela mulher que você falou no Castelão!”, eu nem me lembrava! E ele disse: “aquela Maria do Carmo, que estava com uma blusa azul e branca, que fazia 23 anos que não se confessava”. Vocês entenderam? É ou não é um ato de caridade que Deus fez com essa Maria do Carmo? Claro que é!

 Essa história do Castelão faz uns quatro anos, e aí na semana passada passou uma pessoa por mim num desses encontros, me abraça e diz assim: “sabe aquela jovem do enterro do pai?”, e aí ela contou todos os detalhes e disse que era ela e que eu tinha dito exatamente o acontecido no enterro, e “aí eu acreditei no amor de Deus por mim e fui capaz de…” Que era o que Deus tinha a mandado fazer. Eu arrisquei minha cara? Arrisquei, na frente de cem mil pessoas e mais não sei quantas pela televisão, para mostrar que eu creio no amor de Deus, que o amor de Deus age hoje, o amor de Deus age aqui. Façam a mesma coisa, usem os carismas.

Fé e milagres. Eu e Padre Leonardo fomos chamados às pressas. Uma senhora muito amiga minha que trabalha no Hemoce e sempre estava no Halleluya, me ligou porque a filha dela estava morrendo e precisava de um padre para dar a Unção dos Enfermos. Fui feito louca, eu já morava no Aquiraz, foi um sufoco. Eu não sabia nem o que a menina tinha. Depois eu soube que ela tinha feito uma cirurgia no seio, redutora, se eu não me engano, e uma cirurgia plástica abdominal, só que ela teve infecção. O pai e a mãe são médicos. Quando estávamos nos aproximando da Unimed, eu, a Ana Sílvia e o Padre Léo, recebi um telefonema do meu filho que também é médico, e disse: “mamãe, não adianta mais, ela acabou de morrer”, e eu disse: “meu filho eu estou há um quarteirão. Diga a ele que segure as pontas porque eu estou chegando”. E ele disse: “mamãe você não entendeu, ela morreu”. Enfim, nós entramos nesse hospital feito louco, passamos para a UTI, e eu ligando para a mãe dela que chorava, e eu pedi para abrir as portas. Corríamos feito louco, vocês não podem imaginar! Ao chegar lá todos choravam e a menina em cima da cama. O Padre Léo chegou, deu a Unção dos Enfermos. Simplesmente isso. E ela abriu os olhos e disse: “mãe!”. Isso aconteceu aqui em Fortaleza, na Unimed, os pais dela moram aqui e deram permissão para que eu contasse esse testemunho. A menina está muito bem, está acabando o curso de medicina, linda, feliz, só ficou a cicatriz, mas também vocês não querem que Deus cure até cicatriz.

Meus queridos eu espero que através dessas historinhas, desses atos de fé, quê que houve ali? Eu fiz um ato de fé, meu filho disse que não tinha mais ponta para segurar, que ela tinha morrido, mas eu tinha de fazer um ato de fé. Eu estava a 100 metros do hospital e fizemos um ato de caridade e Deus operou um milagre. É isso que nós somos chamados a anunciar ao mundo quando nós vamos evangelizar.

Não vá evangelizar com a sua cabeça, evangelize com o coração de Deus, evangelize com os dons do Espírito Santo. Queira quebrar a cara por amor a Deus, queira ser ridículo por amor a Deus, queira ser espicaçado por amor a Deus, porque vale a pena. Não desista.

Diz assim comigo: “Senhor eu me comprometo a fazer a Tua vontade sempre, a levar sempre o Teu amor, mesmo com muitos riscos, mesmo com medo, mesmo tremendo dentro das calças, porque eu te amo e eu sei que o Teu amor está disponível para todos os homens”.

*Mantido o tom coloquial

Transcrição de Irlanda Aguiar

Fonte: https://www.comshalom.org/

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