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Pope Francis and Sweden's Catholic bishop Anders Arborelius arrive to Malmo arena for a Catholic mass in Sweden on Nov. 1, 2016. Photo courtesy of TT News Agency via Reuters/Emil Langvad

A reunião aconteceu na biblioteca do papa e durou 57 minutos, a mais longa de Francisco com um chefe de Estado

O papa Francisco recebeu nesta terça-feira (26) o presidente francês, Emmanuel Macron, que fez sua primeira visita à Santa Sé, um encontro que se concentrou, em especial, na questão do imigrantes.

A reunião aconteceu na biblioteca do papa e durou 57 minutos, a mais longa de Francisco com um chefe de Estado, ou de governo. Seu antecessor, François Hollande, teve um encontro de 35 minutos, enquanto o ex-presidente americano Barack Obama conversou por 50 minutos com o sumo pontífice, e o atual, Donald Trump, por meia hora.

O presidente francês não bateu, porém, o recorde absoluto de seu predecessor François Mitterrand, que teve um tête-à-tête de 1h15 com João Paulo II.

Macron e Francisco falaram de laicidade, do diálogo inter-religioso, da Europa, do clima e dos imigrantes, assim como de “temas sociais”, informou o Eliseu, que descreveu uma “troca muito livre e muito intensa”.

Ao final do encontro privado, sua mulher, Brigitte, e o restante da delegação francesa, incluindo o ministro do Interior, Gérard Collomb, e o das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, uniram-se a ambos.

O presidente francês ofereceu ao papa uma edição em italiano de 1949 do “Journal d’un curé de campagne”, de Georges Bernanos, ardoroso escritor católico. Em troca, recebeu uma medalha de bronze de São Martinho, símbolo da generosidade do século IV.

“É a vocação dos governos proteger os pobres… e tutti siamo poveri (‘e todos somos pobres’, em tradução literal do italiano)”, lembrou-lhe Francisco.

Antes do encontro, Macron teve um café da manhã com a comunidade de fiéis católicos Santo Egídio, muito envolvida na acolhida de imigrantes e organizadora de “corredores humanitários” que levam refugiados sírios para a Europa.

“O presidente Macron mencionou os corredores humanitários como modelo de política de imigração legal, sobretudo, para as pessoas que precisam de proteção humanitária”, comentou, após a conversa, o ex-ministro italiano e fundador da comunidade, Andrea Riccardi.

– Questão migratória

Macron protagoniza uma disputa diplomática com as novas autoridades italianas, em particular com o ministro do Interior, Matteo Salvini, líder da Liga (extrema direita), que defende a linha-dura com os imigrantes que tentam chegar à costa do país, cruzando o Mediterrâneo. Salvani critica a arrogância e o egoísmo da França no tema migratório.

O papa interpela regularmente os dirigentes da União Europeia sobre os imigrantes, alegando que têm a obrigação de “acolher, acompanhar, abrigar e integrar”, segundo ele. Na semana passada, considerou que é necessário “investir de maneira inteligente para lhes dar trabalho e educação” em seus países de origem.

O laicismo na França também fez parte da conversa entre Macron e Francisco.

Em um discurso no início de abril na Conferência Episcopal da França, Macron disse querer “reparar” o “vínculo” entre a Igreja católica e a República francesa, “danificado” nos últimos anos, em particular desde a autorização para adoção de crianças por parte de casais homossexuais em 2013.

Este discurso despertou várias críticas na França, enquanto o episcopado classificou como um discurso que refunda as relações entre os católicos e a República.

“A França deveria dizer que as religiões também fazem parte da cultura”, afirma o papa.

Batizado na fé católica aos 12 anos, ex-aluno de um colégio jesuíta – onde conheceu sua esposa, que foi sua professora -, Macron se define hoje como “agnóstico”.

(AFP)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Esses lembretes e canais da graça de Deus podem acompanhar você aonde quer que você vá, em meio às tantas atividades do cotidiano!

Os sacramentais estão entre as práticas religiosas menos compreendidas de modo adequado pelos católicos.

Eles fazem parte da vida na Igreja desde o início do cristianismo, mas são vistos por muita gente, de forma errônea, como uma espécie de “superstição”. De fato, ao longo dos séculos, muitos católicos têm usado os sacramentais de modo supersticioso por falta de compreensão do seu verdadeiro sentido: em vez de instrumentos da graça de Deus, eles são tratados como objetos “mágicos”, coisa que não são.

Os sacramentais servem para enriquecer a nossa vida espiritual, não para prejudicá-la. Eles foram instituídos pela Igreja para incentivar em nós um relacionamento cada vez mais profundo com Cristo e para nos ajudar a focar na santificação de cada parte da nossa vida, inclusive nas mais singelas e cotidianas. Os sacramentais são extensões dos sete sacramentos e nos ajudam a enxergar e acolher a graça de Deus no nosso dia-a-dia.

Um lugar onde os sacramentais são especialmente poderosos é o lar: se os usarmos com espírito de fé, os sacramentais podem nos distanciar de perigos espirituais e nos inspirar a viver uma vida santa, dedicada a Deus na prática de cada dia.

Mas não é só em casa que podemos usá-los: também é recomendável conservar sacramentais junto a nós em nosso carro, no local de trabalho e até dentro da bolsa, da pasta, da mochila ou mesmo do bolso!

É o caso dos seguintes:

Água benta

shutterstock

É suficiente uma pequena garrafinha, que seja fácil e prática para transportar no dia-a-dia: peça que o seu pároco abençoe a água para você.

A água benta tem o duplo significado de nos lembrar do nosso batismo e simbolizar a limpeza espiritual. É usada inclusive em exorcismos: o diabo não suporta a água benta porque é inteiramente impuro, imundo para toda a eternidade. Ela evoca a água que fluiu do lado de Cristo, símbolo do batismo, e traz à mente o dia da derrota do diabo: a crucificação de Cristo para nos redimir do pecado e nos oferecer a salvação.

Um antigo costume era fixar recipientes com água benta em algumas paredes da casa: podiam ser simples copos de louça, em cuja água benta cada morador da casa tocava antes de fazer o Sinal da Cruz, acolhendo assim a bênção de Deus. Era frequente que esses recipientes simples, porém dignos, estivessem fixados perto das portas, de modo que as pessoas recorressem a eles ao saírem e retornarem à casa, ou dentro dos quartos dos membros da família, como convite a se manterem sempre puros e próximos de Deus. A água benta também ficava sempre ao alcance quando se desejava de modo especial afastar as influências do maligno.

O Crucifixo

Oleg Golovnev/Shutterstock

É um dos sacramentais mais simples para se levar consigo. Um pequeno crucifixo sempre presente no seu cotidiano pode ser um poderoso lembrete do grande amor que Deus tem por você, além de ser um sinal visível de fé para os seus colegas e amigos que tiverem a oportunidade de ver que você o conserva com devoção, naturalidade e simplicidade (sem pretender se exibir, é claro).

Um crucifixo perto de nós nos diversos ambientes mundanos do dia-a-dia pode ser um meio da graça para sacudir a nossa consciência quando nos sentimos tentados, seja por futilidades aparentemente banais, seja por atos abertamente prejudiciais à nossa saúde psicológica e espiritual. O olhar do Cristo crucificado voltado ao nosso olhar nos chama de volta à verdade!

De preferência, peça a um sacerdote para abençoar o crucifixo para você!

O Rosário

HOLY SOULS IN PURGATORY ROSARY

Rosary of the Month | YouTube

Oferecida por Maria Santíssima durante uma aparição em 1214 a São Domingos de Gusmão, a oração do rosário é uma contemplação dos mistérios da vida de Jesus, em união com Nossa Senhora, enquanto recitamos, em séries, o Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Glória com o auxílio de uma corrente de contas ou nós, que também recebe o nome de “rosário”.

O termo vem de “rosa” e representa a oferta de rosas espirituais a Nossa Senhora. Já o nome “terço” se refere à oração de apenas uma das três partes do tradicional rosário completo, formado por três conjuntos de mistérios: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. São João Paulo II acrescentou ainda os Luminosos, mas o termo “terço” continuou a ser usado mesmo assim.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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REDAÇÃO CENTRAL, 27 Jun. 18 / 05:00 am (ACI).- Diante das diversas manifestações de fé testemunhadas durante a Copa do Mundo Rússia 2018, o Arcebispo de Juiz de Fora (MG), Dom Gil Antônio Moreira, ressaltou que a competição vem mostrando que o coração humano deseja algo maior e que vai além da vitória, o que se encontra em Deus.

“São sinais inequívocos de que, além das disputas esportivas, além do desejo legítimo de ganhar o título e levar a taça, há no coração humano algo maior, mais importante, duradouro e invencível, que é Deus”, expressou o Prelado em artigo intitulado ‘Fé na Copa do Mundo’.

Dom Gil Moreira indicou que “não raras vezes” na competição assiste-se “expressões de fé e gestos de oração que aparecem nas telas da mídia”. Entretanto, ressalta, “certamente, muitas não são focalizadas e tantas são guardadas apenas no segredo da mente e no silêncio do coração”.

O Arcebispo citou alguns exemplos, como o momento em que, no dia 18 de junho, a seleção do Panamá, “que estreava no campeonato mundial, mesmo tendo sido derrotada pela Bélgica por três a zero, se ajoelha para rezar em ação de graças”. Este gesto foi repetido pela mesma equipe no dia 24 de junho, quando perdeu por 6 a 1 para a Inglaterra.

Sobre este “gesto bonito”, Dom Gil afirmou que o fez recordar “uma frase escrita numa quadra de futsal, na cidade de Divinópolis, onde, adolescente, fazia meu curso ginasial”. A inscrição dizia “Mais importante que vencer é competir”.

“Entendi, diante do gesto eloquente do time do Panamá, que competir já é vitória, pois estar ali é sinal de que se encontra entre os melhores do mundo. E quando vi que jogaram bem, mas não conseguiram fazer nenhum gol, concluí que mais vale a vitória da honra que o sucesso nas disputas, e que mais alto que as recompensas humanas, está a fé que nos faz superar momentos de eventuais derrotas no caminhar da vida”, observou o Prelado.

Segundo ele, “muitas coisas que parecem derrota, muitas vezes vão se revelar como vitória mais à frente”. “Quem é cristão entenderá bem isto, pois em Cristo tal fato se evidenciou inconteste”, sublinhou.

O Arcebispo se referiu ainda ao episódio também ao final do jogo entre Bélgica e Panamá, em que seus respectivos jogadores Romelu Lukaku e Fidel Escobar se ajoelharam no meio de campo para rezar.

“Certamente – assinalou – aqueles atletas receberam educação religiosa de suas famílias, e no coração percebem, desde a infância, que Deus está e deve estar sempre em primeiro lugar em tudo”.

Nesse sentido, reforçou que “nada pode, de fato, se antepor a Deus em nossa vida e nem em nossas competições”.

Para o Prelado, “reveste-se de sacralidade também o gesto de solidariedade praticado pela Islândia”, que publicou uma foto de sua equipe com uma camisa estampada com o nome de do goleiro nigeriano Carl Ikene, o qual não pôde “ir à Copa da Rússia por causa de um câncer, contra o qual está lutando com pesados tratamentos”.

Dom Gil assinalou, então, que “São Paulo Apóstolo se serviu desta realidade para expressar sua firme convicção, ao fim do jogo da vida”.

“Escrevendo a Timóteo – citou –, professa: ‘Combati o bom combate, terminei minha corrida, guardei a fé. Desde agora, me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia, não somente a mim, mas também a todos os que tiverem esperado com amor a sua volta’”.

Assim, concluiu o Arcebispo, “também através das copas, Deus se manifesta carinhosamente aos seus filhos”.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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O “horarium” deveria ser parte essencial da vida de oração de todo o mundo

A regularidade na oração é uma das dificuldades mais árduas que nos surgem no caminho do crescimento espiritual. Há dias em que nos sentimos repletos de grande fervor e rezamos durante uma hora inteira sem distrações, mas, ao nos levantarmos no dia seguinte, esse fogo já se apagou e o nosso horário conturbado acaba dificultando que nos recolhamos com calma em qualquer momento da jornada.

Assim, a nossa vida de oração se torna esporádica, no melhor dos casos, e nem sabemos quando vamos nos aquietar para rezar de novo.

Para solucionar esse problema comum e proporcionar mais consistência à vida de oração, as comunidades religiosas criaram já nos início da cristandade o horarium. Esta palavra latina, que significa “horário” em geral, adquire neste contexto o sentido específico de horário para a oração. É uma tradição com profundas raízes bíblicas.

No Antigo Testamento

O rei Davi, a quem se creditam os Salmos, proclamou: “De tarde, de manhã, ao meio-dia, gemo e me lamento, mas Ele escutará o meu clamor” (Salmo 55, 18).

O profeta Daniel também parecia ter um horário específico de oração: três vezes por dia ele se punha de joelhos, invocando e louvando o seu Deus (cf. Daniel 6, 11).

O próprio povo judeu começou a tradição de rezar três vezes ao dia, de manhã, à tarde e à noite.

No início do cristianismo

Os cristãos também reconheceram desde os primórdios a necessidade de deixar de lado as demais atividades para se dedicarem à oração em vários momentos específicos do dia, de modo a garantirem que a oração estivesse integrada ao seu horário cotidiano.

Os apóstolos de Jesus haviam continuado, inicialmente, a observar as tradições judaicas, mantendo as orações nas horas designadas. Com o tempo, no entanto, deixou de parecer suficiente rezar três vezes ao dia, já que bem se podia, como exortara São Paulo aos tessalonicenses, “orar sem cessar”.

Além de transformar todos os seus atos em oferecimento a Deus, eles sabiam que é importante dedicar momentos “exclusivos” a ficar com o Pai à vontade, sem outras distrações e preocupações.

Os sinos das igrejas, por exemplo, recordavam esse compromisso e convidavam todo o povo a uma pausa para o recolhimento.

Inspirando-se em passagens como a que diz “Sete vezes ao dia eu te louvo pelos teus retos juízos” (cf. Salmo 119, 164), São Bento criou um horário rigoroso de oração para os seus monges, que interrompiam todas as demais atividades ao longo do dia para rezar nas horas indicadas.

Em nosso dia-a-dia

Em tempos como os nossos, quando os horários estão mais apertados do que nunca, manter um horarium é muito importante para nos enraizarmos cada dia mais na vida espiritual e respeitarmos a prioridade merecida pela oração. Os momentos e a duração dependem de cada um, mas o importante é integrar a oração ao horário do dia-a-dia. Se for para citar um exemplo, 10 minutos por dia poderiam ser um bom ponto de partida para quem ainda não está acostumado a parar para se recolher e conversar com Deus. Esse tempo irá aumentando conforme se cresce na relação com Ele. São Francisco de Sales reforçava o quanto essa pausa é fundamental com esta frase que dispensa explicações:

“Cada um de nós precisa de meia hora de oração por dia, a não ser que esteja ocupado. Nesse caso, precisamos de uma hora”.

É verdade que todas as nossas atividades podem (e devem) ser oferecidas a Deus como oração viva, mas também é verdade que é vital dedicar momentos específicos do dia para conversar de coração a coração com Ele, sem qualquer outra distração. Assim fomentamos uma relação mais profunda e nos abrimos melhor às graças que nosso Pai deseja oferecer à nossa liberdade.

Fonte: https://pt.aleteia.org

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Pope Francis gives Communion at the end of the first mass of his visit to Cuba in Havana's Revolution Square, on Sunday

Vaticano, 25 Jun. 18 / 05:00 pm (ACI).- O Papa Francisco convidou a “considerar a qualidade ética e espiritual da vida em todas as suas fases” e recordou que “há uma vida humana concebida, uma vida em gestação, uma vida que nasceu, uma vida pequena, uma vida de adolescente, uma vida adulta, uma vida envelhecida e consumada, e existe a vida eterna”.

O Santo Padre fez esta afirmação durante o seu discurso aos participantes da XXIV Assembleia Geral da Pontifícia Academia para a Vida, na qual, como assinalou o Papa, “o tema da vida humana estará dentro do amplo contexto do mundo globalizado em que vivemos hoje”.

Francisco foi além e assegurou que “existe a vida que é família e comunidade, uma vida que é invocação e esperança. Com também existe a vida humana frágil e doente, ofendida, marginalizada, descartada. É sempre vida humana”.

Por isso, sublinhou a importância de comprometer-se com a vida em todos os contextos, porque, “quando entregamos as crianças à privação, os pobres à fome, os perseguidos à guerra, os idosos ao abandono, não fazemos nós mesmos o trabalho ‘sujo’ da morte? De onde vem o trabalho sujo da morte? Vem do pecado”. “Excluindo o outro do nosso horizonte, a vida se fecha em si mesma e se torna bem de consumo”.

Deste modo, manifestou a necessidade de cultivar uma visão global da bioética que desative “a cumplicidade com o trabalho sujo da morte, sustentado pelo pecado”.

“Esta bioética não se moverá a partir da doença e da morte para decidir o sentido da vida e definir o valor da pessoa. Mas, pelo contrário, se moverá a partir da profunda convicção da dignidade irrevogável da pessoa humana, assim como Deus ama, a dignidade de cada pessoa, em cada fase e condição da sua existência, na busca de formas de amor e de cuidado com que se deve tratar a sua vulnerabilidade e fragilidade”.

Assim, em primeiro lugar, essa bioética global “será uma modalidade específica para desenvolver a perspectiva da ecologia integral”.

“Em segundo lugar, uma visão integral da pessoa, trata-se de articular com mais claridade todas as ligações e as diferenças fundamentais da vida humana universal e que nos envolvem a partir do nosso corpo”.

O Papa destacou a necessidade de “prosseguir com um discernimento meticuloso das complexas diferenças fundamentais da vida humana: do homem e da mulher, da paternidade da maternidade, da filiação e da fraternidade, a sociabilidade e também de todas as diferentes idades da vida”.

“A Bioética Global, portanto, requer um discernimento profundo e objetivo do valor da vida pessoal e comunitária, que deve ser protegida e promovida também nas condições mais difíceis. Também devemos afirmar com força que sem o apoio adequado de uma proximidade humana responsável, nenhuma regulamentação jurídica e nenhuma ajuda técnica são suficientes para garantir condições e contextos que correspondam à dignidade da pessoa”.

Por último, assinalou que “a cultura da vida deve direcionar com mais seriedade o olhar à ‘questão séria’ do seu destino final”.

“É preciso nos interrogarmos mais profundamente sobre o destino último da vida, capaz de restaurar a dignidade e significado ao mistério das suas afeições mais profundas e sagradas. A vida do homem, encantadora e frágil, remete além de si mesma: nós somos infinitamente mais do que aquilo que podemos fazer para nós mesmos”, assegurou.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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O rancor é um veneno – mas quem decide se vai tomá-lo ou não é você

Quando nos machucam, nossa reação imediata é não querer perdoar quem fez isso conosco. Nós nos sentimos ofendidos, decepcionados e, em alguns casos, com profundas dores. Mas essa reação tão comum e natural também tem suas dificuldades.

É verdade que, a curto prazo, manter o rancor pode impedir que o dano continue; e é por isso que geralmente não perdoamos de primeira a pessoa que nos causou dor. Mas se continuarmos a guardar rancor de uma pessoa por muito tempo, é como se estivéssemos mentalmente presos em uma situação que não existe mais. Isso nos causará todos os tipos de sentimentos intensos, que podem chegar a nos provocar um sofrimento desnecessário.

Dois dos estados mais negativos que a mente pode manter, e que ocorrem por não saber perdoar a tempo, são o ódio e a raiva. Sêneca descreveu o ódio e a raiva como as mais terríveis e frenéticas de todas as emoções. Em muitas ocasiões, os danos que nos causam são muito maiores do que os possíveis benefícios que podem nos trazer ao continuarmos guardando o rancor.

No entanto, perdoar aquele que nos prejudicou não é tão simples quanto desejar fazer isso. Uma vez que aceitamos os efeitos prejudiciais de manter o ódio, e queremos aprender a perdoar as pessoas que no passado nos causaram dor, a seguinte pergunta é evidente: como podemos conseguir isso?

Silhueta de mulher com paisagem ao fundo

Se alguém encontra uma pessoa ferida por uma flecha, não dedica tempo para se perguntar de onde veio ou para analisar de que tipo de madeira é feita; pelo contrário, irá se concentrar em tentar extraí-la imediatamente para minimizar as lesões. Deveríamos fazer o mesmo com o sofrimento, eliminando-o o quanto antes, sem dar mais espaço para que continue nos prejudicando. A seguir, descreveremos algumas das razões mais poderosas para começar a praticar o perdão.

Perdoar é um sinal de força

Na mentalidade ocidental, a paciência e a tolerância são considerados valores importantes até certo ponto. No entanto, quando alguém nos fere, responder com paciência e tolerância parece transmitir fraqueza e passividade. Esta é uma das principais razões pelas quais é tão difícil para nós perdoar os outros.

Como essas duas virtudes são componentes indispensáveis ​​das emoções, como perdão ou amor, não deveríamos vê-las como sinal de fraqueza. Pelo contrário, poderíamos começar a entendê-las mais como um sinal de força, que vem de uma profunda capacidade de nos manter firmes em nossos valores.

Responder a uma situação dolorosa com paciência e tolerância é um sinal de força emocional e nos ajudará a chegar mais perto do perdão do que uma reação de raiva e ódio. Além disso, enfrentar uma situação difícil com essa atitude envolve exercer um controle significativo sobre nossos sentimentos, o que significa ter uma boa autoestima e inteligência emocional.

“Perdoar só se aprende na vida quando, por sua vez, precisamos que nos perdoem muito”.

Pessoa dando flor a outra

O perdão é a água que extermina os incêndios da alma

A teoria U nos ensina que não podemos viver o futuro com o fardo do passado em nossas costas. Despedir-se amistosamente do que já aconteceu, perdoando os erros dos outros e os seus próprios, abre um espaço para novas oportunidades.

Como aponta Otto Scharmer, criador da Teoria U, “A energia segue a atenção. Por isso não devemos focar nossa atenção no que tentamos evitar, mas no que pretendemos que aconteça”.Por exemplo, uma pessoa que está ressentida pelas decepções do passado irá procurar, sem perceber, esses mesmos resultados em todas as suas ações e relacionamentos, porque está ancorada ao ciclo do que aconteceu, e não ao novo que pode ocorrer.

A teoria U diz, entre outras coisas, que enquanto não nos desprendemos dos velhos medos e preconceitos (para o qual utiliza a expressão do inglês let it go), não vamos deixar espaço para que nada realmente novo aconteça em nossa vida (let it come). Se não abandonarmos o lastro do passado, não haverá espaço para que a vida para nos surpreenda com novas experiências.

Como vemos, perdoar alguém quando este nos machucou pode ser muito difícil. Precisamente por essa razão, é fundamental que entendamos as razões pelas quais vale a pena aprender a fazer isso. Lembre-se de que está em suas mãos deixar ir o passado, se libertando assim de uma pesada carga emocional que não lhe permite avançar.

“O perdão nos permite ser felizes e aproveitar a vida, já que errar é humano.”
Fonte: https://pt.aleteia.org/

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A Igreja, nos primeiros séculos, ministrava numa única celebração, para os adultos e crianças, três sacramentos:Batismo, Crisma e Eucaristia. Para os adultos havia uma preparação de três anos, o catecumenato. Na vigília pascal o catecúmeno recebia os sacramentos.

22 junho 2018

Muitos são os documentos e citações que narram o Batismo nos primeiros séculos. Vamos conhecer algumas citações importantes dos Padres da Igreja, que nos esclarecem muitas coisas

Tertuliano(+ 220) escreveu no século III o Tratado sobre o Batismo, que fornece informações importantes. Ensina que “os catecúmenos deviam invocar Deus comorações fervorosas, com jejuns, genuflexões e vigílias” (c. 20). O ministro, o bispo, na vigília pascal, benzia a água; o catecúmeno renunciava ao demônio; a seguir, o ministro perguntava: “Crês em Deus Pai?”. Após a resposta afirmativa do catecúmeno, mergulhava-o na água; interrogava ainda: “Crê em Deus Filho?” e “Crês em Deus Espírito Santo?”,seguindo-se a cada resposta um mergulho na água. Depois o neófito era ungido com óleo e recebia a imposição das mãos, pela qual se comunicava o Espírito Santo.

  1. Hipólito de Roma (+ 235) descreveu sobre o Batismo, com detalhes, em sua Tradição Apostólica:

“Ouçam os catecúmenos a palavra durante três anos… escolhidos os que receberão o Batismo, sua vida será examinada: se viveram com dignidade enquanto catecúmenos, se honraram as viúvas, se visitaram os enfermos, se só praticaram boas ações… Aproximando-se o dia em que serão batizados, exorcize o bispo cada um… Jejuem na véspera do Sábado os que receberão o Batismo… Ordene-se a todos que rezem e se ajoelhem; impondo-se sobre eles as mãos, exorcizará o bispo todos os espíritos estranhos para que fujam e não tornem jamais; ao terminar o exorcismo, sopre-lhes no rosto. Depois de marcar-lhes com o sinal da cruz a fronte, os ouvidos e as narinas, ele os fará levantar-se… Ao cantar do galo, reze-se primeiro sobre a água, na fonte ou derramando-se do alto… Em caso de necessidade usa-se a água que se encontrar… Os batizados despirão as suas roupas, batizando-se primeiro as crianças. Todos os que puderem falar por si mesmos, falem. Os pais ou alguém da família, falem pelos que não puderem falar por si. Batizem-se os homens e finalmente as mulheres… ” (nº 38 a 51).

Esta longa descrição de como era ministrado o Batismo, e que continua, mostra que este sacramento era ministrado na madrugada do domingo, após um dia inteiro de orações, leituras e jejum; a preparação era longa, com anos de instrução e exorcismos (não de possessos); batizavam crianças que ainda não tinham idade para falar; a unção do óleo após o Batismo equivale ao sacramento da Crisma.

  1. Justino Mártir, ano 151, I Apologia 61:

“Os que são batizados por nós são levados para um lugar onde haja água e são regenerados da mesma forma como nós o fomos. É em nome do Pai de todos e Senhor Deus, e de Nosso Senhor Jesus Cristo, e do Espírito Santo que recebem a loção na água. Este rito foi-nos entregue pelos Apóstolos”.

Didaquè – A Doutrina dos Apóstolos (ano 100):

“Quanto ao batismo, batizai assim: depois de terdes ensinado o que precede, batizai em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, em água corrente; se não existe água corrente, batize-se em outra água. Se não puder ser em água fria, faze em água quente. Se não tens bastante, de uma ou de outra, derrama água três vezes sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Antes do Batismo, jejuem: o que batiza, o que é batizado e outras pessoas”(n.30).

Aqui se vê claramente que desde o primeiro século a Igreja já ministrava o Batismo por efusão (derramamento de água) e não apenas por imersão (mergulho na água).

  1. Ireneu(140-202):

“Jesus veio salvar a todos os que através dele nasceram de novo [pelo batismo] de Deus: os recém nascidos, os meninos, os jovens, os velhos”.

“O batismo nos concede a graça do novo nascimento em Deus Pai por meio do seu Filho no Espírito Santo.Pois os que têm o Espírito de Deus são conduzidos ao Verbo, isto é, ao Filho;mas o Filho os apresenta ao Pai, e o Pai lhes concede a incorruptibilidade.Portanto, sem o Espírito Santo não é possível ver o Filho de Deus, e, sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, pois o conhecimento do Pai é o Filho,e o conhecimento do Filho de Deus se faz pelo Espírito Santo”. (Dem. 7)

Orígenes – bispo de Alexandria (184-285):

“A Igreja recebeu dos Apóstolos a Tradição de dar o batismo também aos recém-nascidos”. (Ep. Ad. Rom.LV, 5,9)

 

S.Cipriano, bispo de Cartago (210-258):

“Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças”. (Carta a Fido)

Aqui podemos ver que a Igreja desde os primórdios batizou os recém nascidos.

SantoHilário (310-367):

“Tudo o que aconteceu com Cristo dá-nos a conhecer que, depois na imersão na água, o Espírito Santo voa sobre nós do alto do Céu e que, adotados pela Voz do Pai,nos tornamos filhos de Deus”. (Mat. 2)

O Concílio de Cartago (ano 418), que condenou o pelagianismo, rejeitou a posição “daqueles que negam que se devam batizar as crianças recém-nascidas do seio materno”. (Cânon2, DS,223)

O Concílio de Florença (ano 1442), exigiu que fosse administrado o batismo aos recém nascidos “o mais depressa que se possa fazer comodamente”.  (DS. 1349)

Por que batizar as crianças?

A razão teológica pela qual a Igreja batiza crianças é que o Batismo não é como uma matricula em um clube, mas é um renascer para a vida nova de filhos de Deus, que acontece mesmo que a criança não tome conhecimento do fato. Este renascer da criança a faz herdeira de Deus. A partir do Batismo a graça trabalha em seu coração (cf. 1 Jo 3,9), como um princípio sobrenatural. Elas não podem professar a fé, mas são batizadas na fé da Igreja a pedido dos pais.

Santo Agostinho explicava bem isto:

“As crianças são apresentadas para receber a graça espiritual, não tanto por aqueles que as levam nos braços (embora, também por eles, se são bons fiéis),mas sobretudo pela sociedade espiritual dos santos e dos fiéis… É a Mãe Igreja toda, que está presente nos seus santos, a agir, pois é ela inteira que os gera a todos e a cada um ” (Epist. 98,5).

Nenhum pai espera o filho chegar à idade adulta para lhe perguntar se ele quer ser educado, ir para a escola, tomar as vacinas, etc. Da mesma forma deve proceder com os valores espirituais. Se amanhã, esta criança vier a rejeitar o seu Batismo, na idade adulta, o mal lhe será menor, da mesma forma que se na idade adulta renegasse os estudos ou as vacinas que os pais lhe propiciaram na infância.

A Bíblia dá indícios de que a Igreja sempre batizou crianças. Na casa do centurião Cornélio (“com toda a sua casa”; At 10,1s.24.44.47s); a negociante Lídia de Filipos (At 16,14s); o carcereiro de Filipos (16,31-33), Crispo de Corinto (At 18,8); a família de Estéfanas (1Cor 1, 16).

Orígenes de Alexandria (? 250) e S.Agostinho (430), atestam que “o costume de batizar crianças é tradição recebida dos Apóstolos”.

Santo Irineu de Lião (?202) considera óbvia a presença de “crianças e pequeninos”entre os batizados (Contra as heresias II 24,4). Um Sínodo da África, sob São Cipriano de Cartago (?258) aprovou que se batizasse crianças “já a partir do segundo ou terceiro dia após o nascimento” (Epist. 64).

O Concílioregional de Cartago, em 418, afirmou:

“Também os mais pequeninos que não tenham ainda podido cometer pessoalmente um pecado, são verdadeiramente batizados para a remissão dos pecados, a fim de que, mediante a regeneração, seja purificado aquilo que eles têm de nascença” (Cânon 2,DS,223).

No Credo do Povo de Deus, o PapaPaulo VI afirmou:

“O Batismo deve ser ministrado também às criancinhas que não tenham podido ainda tornar-se culpadas de qualquer pecado pessoal, a fim de que elas, tendo nascido privadas da graça sobrenatural, renasçam pela água e pelo Espírito Santo para a vida divina em Cristo Jesus” (nº 18).

A Bíblia sugere o batismo de todos, o que inclui as crianças

Atos 2,38-39: “Disse-lhes Pedro: ‘Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos que estão longe – a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar’.”

Atos 16,15:”Depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou-nos dizendo: ‘Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali’. E nos constrangeu a isso.”

Atos 16,33:”Tomando-os o carcereiro consigo naquela mesma noite, lavou-lhes os vergões; então logo foi batizado, ele e todos os seus.”

Atos 18,8:”Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados.”

1 Coríntios 1,16: “Batizei também a família de Estéfanas; além destes, não sei se batizei algum outro”.

O Batismo é necessário a todos, inclusive às crianças

João 3,5: “Jesus respondeu: ‘Em verdade, em verdade, te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus’.”

Romanos 6,4: “De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressurgiu dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.”

“Todos pecaram” em razão do pecado de Adão, inclusive as crianças

Romanos 3,23: “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”

Romanos 5,12.19: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Pois como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um, muitos serão feitos justos.”

Salmo 51[52],5: “Certamente em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe.”

A Circuncisão (em geral realizada em crianças, cf. Gênesis 17,12), foi substituída pelo Batismo

Colossenses 2,11-12: “Nele também fostes circuncidados com a circuncisão não feita por mãos no despojar do corpo da carne, a saber, a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados com ele no batismo, nele também ressurgistes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos.”

As criançaspodem crer

Marcos 9,42: “E quem escandalizar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado ao mar”

Lucas 1,41-44: “Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre, e Isabel foi cheia do Espírito Santo. Exclamou ela em alta voz:’Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. De onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? Ao chegar-me aos ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre.”

Salmo 22[23],9-10:”Contudo, tu me tiraste do ventre; tu me preservaste, estando eu ainda aos seios de minha mãe. Sobre ti fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre da minha mãe.”

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Uma história que nos ensina a confiar cegamente no plano que Deus tem para nós

Quando eu era pequeno, minha mãe costumava coser muito. Eu me sentava perto dela e perguntava que estava fazendo. Ela me respondia que estava bordando.

Sendo eu pequeno, observava de baixo o seu trabalho, por isso eu reclamava dizendo-lhe que só via uns fios feios. Ela sorria, olhava para baixo e dizia:

– Filho, vai brincar lá fora um tempinho e, quando eu tiver terminado o bordado, te colocarei no meu colo e você o verá de cima.

Eu me questionava por que ela usava alguns fios escuros e por que me pareciam tão desordenados quando vistos de onde eu estava. Mais tarde escutava a sua voz dizendo-me:

– Filho, vem, senta no meu colo.

Eu o fazia imediatamente e me surpreendia e me emocionava ao ver a formosa flor ou o belo entardecer no bordado. Não podia acreditar; de baixo só via alguns fios enrolados. Então minha mãe me dizia:

– Meu filho, de baixo se vê confuso e desordenado, porém você não percebia que por cima havia um plano. Eu tinha um desenho lindo. Agora olha da minha posição, veja como está bonito.

Muitas vezes, ao longo dos anos, eu olhei para o céu dizendo:

– Pai, o que estás fazendo?

Ele me respondia:

– Estou bordando a tua vida.

Então eu replicava:

– Mas se vê tão confuso, é uma desordem. Os fios parecem tão escuros, por que não são mais brilhantes?

O Pai parecia dizer-me:

– Meu filho, ocupa-te do teu trabalho confiando em Mim. Um dia te trarei ao céu e te porei sobre meu colo, então verás o plano desde a minha posição. Então entenderás…

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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U.S. President Donald Trump stands next to Pope Francis during a private audience at the Vatican, May 24, 2017. REUTERS/Evan Vucci/Pool - RTX37CFZ

Vaticano, 20 Jun. 18 / 12:00 pm (ACI).- O Papa Francisco criticou duramente a política migratória de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, porque é “imoral”, advertiu de um inverno demográfico na Europa e negou novamente o sacerdócio feminino.

Em uma entrevista à agência Reuters, o Pontífice respondeu desta maneira à polêmica suscitada há alguns dias pela decisão de separar as famílias de migrantes na fronteira dos Estados Unidos com o México, deixando muitas crianças enjauladas e separadas de seus pais.

Em concreto, assegurou que a medida de Trump é “contrária aos nossos valores” e que é “imoral”. “Não é fácil, mas os populismos não é a solução”, afirmou.

Francisco assegurou estar de acordo com os bispos dos Estados Unidos, que rechaçaram esta política migratória, e acrescentou na entrevista que os populismos “estão criando uma psicose”. Além disso, alertou sobre “um grande inverno demográfico”, sobretudo na Europa. Sem imigração, “a Europa será esvaziada”, ​​acrescentou.

Entretanto, o Papa recordou que o problema já existia antes de Trump ser presidente dos Estados Unidos: “Na época de Obama celebrei uma Missa em Ciudad Juarez (México), na fronteira, e da outra parte concelebraram 50 bispos, no estádio havia muitas pessoas. Nesse então, já havia este problema, não é só no mandato de Trump, mas também dos governos anteriores”.

Fenômeno Migratório na Europa

Sobre o caso do navio “Aquarius”, que na Europa provocou uma enorme polêmica, principalmente na Itália e na Espanha, e que transportava 629 imigrantes, o Papa expressou: “Eu acho que você não pode recusar as pessoas que entram. Você tem que recebê-los, ajudá-los, cuidar deles, acompanhá-los e depois ver onde estabelecê-los, mas por toda a Europa”.

O Pontífice se referia ao rechaço do novo governo da Itália de acolher os refugiados do navio, que finalmente chegou a Valência (Espanha), depois de negarem o seu acesso à Itália.

“A Europa foi feita pela imigração. Vemos isso atualmente. (…) A história atual é que há pessoas pedindo ajuda. (…) A Itália e a Grécia foram corajosas e generosas ao receber estas pessoas. No Oriente Médio, a Turquia, o Líbano e a Jordânia também foram corajosos”.

“Em um determinado momento, todos deveremos fazer isso, né? As pessoas fogem da guerra ou da fome. Falemos sobre a fome. Na África, por que há fome? Porque no nosso inconsciente coletivo há um lema que diz que a África deve ser explorada. Muitas vezes quando vão à África é para explorá-la. Falei sobre isso com Merkel e ela concorda que devemos investir na África, mas investir ordenadamente e oferecer trabalho, não se deve ir para explorá-la”, declarou na entrevista.

“Quando um país dá a independência a um país africano, mas do solo para cima – o subsolo não é independente – e depois se lamenta porque os africanos famintos vêm para cá, há injustiça nisso!”.

“A Europa deve realizar um trabalho de educação e investir na África para evitar a imigração nas suas raízes. Alguns governos estão pensando bem, e depois se necessita prepará-los como puderem, mas criar a psicose não é um remédio. E também há um problema. Nós enviamos de volta ao remetente as pessoas que vêm. Eles acabam nas prisões dos traficantes”.

Portanto, “o populismo não resolve, o que resolve é a acolhida, o estudo, a preparação, a prudência, porque a prudência é uma virtude do governo e o governo se colocar de acordo. Eu posso receber certo número e organizá-los. Há um tráfico de escravidão, os governos devem entender, mas não é fácil a acolhida, a educação, integrá-los o quanto puderem, e não se pode buscar uma única solução. A primeira solução é investir no lugar quando não há guerra”, disse o Papa.

Na entrevista, realizada pelo jornalista Philip Pullella, Francisco também falou sobre o seu Pontificado. Questionado sobre as críticas que recebe, assegurou rezar por aqueles que falam “coisas feias” dele.

Mulheres na igreja

Explicou que o futuro da Igreja está “na rua” e revelou que quer nomear outras mulheres como responsáveis pelos escritórios da Santa Sé, porque elas são mais capazes de resolver conflitos, embora isso não deva levar ao “machismo com saia”.

“Concordo que deve haver mais mulheres na Cúria. Para colocar uma mulher como vice-diretora da Sala de Imprensa tive que lutar”, disse o Papa fazendo referência a Paloma García Ovejero, nomeada por ele em julho de 2016.

“Entre os candidatos que estou escolhendo para o cargo de Prefeito na Secretaria de Comunicação, também há uma mulher, mas ela não está disposta porque tem outros compromissos. São poucas, devemos colocar mais mulheres”, afirmou sobre o tema.

“Tenho a experiência de Buenos Aires. Primeiro criava um conselho com os conselheiros sacerdotes sobre um tema que precisávamos resolver, mas depois discutia o mesmo tema com um grupo misto e o resultado era muito melhor. As mulheres têm uma capacidade de entender as coisas, uma visão diferente. Também tive uma experiência nas prisões. Eu visitei muitas prisões, as prisões que estão sob a direção de uma mulher parecem que eram melhores”.

“Eu acho que também aconteceria isso na Cúria, inclusive embora algumas pessoas tenham dito que haveria mais fofoca, mas eu acho que não, porque os homens também são fofoqueiros”, disse na entrevista.

Sacerdócio feminino

Sobre o sacerdócio feminino, disse o mesmo que já explicou em outras ocasiões: “João Paulo II foi claro e fechou a porta, e eu não volto em relação a isso. Era algo sério, não um capricho”.

“Existe a tentação de ‘funcionalizar’ a reflexão sobre as mulheres na Igreja, que devem fazer isso, que tem que ser aquilo outro. Não, a dimensão da mulher vai além das funções. É algo maior. Voltemos a Hans Urs Von Balthasar, que concebe a Igreja com dois princípios: o princípio petrino, que é masculino, e o princípio mariano, que é feminino, e não há Igreja sem mulheres”.

“Com a ordem sagrada não se pode, porque dogmaticamente não cabe”, acrescentou. “Não devemos reduzir a presença da mulher na Igreja à funcionalidade. Não, é uma coisa que o homem não pode fazer. O homem não pode ser a esposa de Cristo. É a mulher, a Igreja, a esposa de Cristo”.

Sobre este tema, também explicou que, “no Cenáculo Maria parece ser mais importante do que os Apóstolos. Sobre isso, deve-se trabalhar e não cair, digo com respeito, em uma atitude feminista”.

“Na Igreja, há funções diversas, também a mulher pode ser chefe de um Dicastério. Isso tem uma função, mas deve ter mais do que a função. É outra dimensão de unidade, de acolhida, de esposa. A Igreja é esposa”, reforçou.

Além disso, assegurou que fisicamente está bem, apesar de continuar com dor nas pernas causadas por problemas nas costas. Voltou a dizer que em um futuro, poderia renunciar por razões de saúde, como fez Bento XVI em 2013, embora “neste momento, não me passa pela mente”.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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Ele acreditava que o esporte poderia unir o mundo

A Copa do Mundo da FIFA é um dos eventos esportivos internacionais mais esperados e estima-se que dezenas de milhões de telespectadores assistam à edição de 2018. O que poucos sabem é que um católico francês criou este campeonato.

Trata-se de Jules Rimet, nascido em 14 de outubro de 1873 na aldeia francesa de Theuley. Quando era criança, ele foi coroinha na igreja local e, aos dez anos, mudou-se para Paris, pois a sua família estava procurando uma oportunidade de ter uma melhor qualidade de vida em meio à crise econômica.

Segundo informou o ‘Catholic Herald’, em 1891 quando o Papa Leão XIII lançou a sua encíclica “Rerum Novarum”, o jovem Rimet e seus amigos se sentiram questionados pela preocupação do Pontífice ante a miséria na qual viviam as classes trabalhadoras e pela falta de reformas trabalhistas.

Inspirados pelo texto, o rapaz e seus companheiros fundaram uma organização para oferecer assistência social e médica aos mais pobres. Mesmo já tendo se tornado um exitoso advogado, Rimet continuou fazendo obras de caridade.

O jovem francês também adorava os esportes e tinha a firme convicção de que eles uniam as pessoas, independentemente da raça e da classe social. Aos 24 anos, fundou um clube esportivo chamado “Red Star”.

Em 1904, o advogado francês ajudou a fundar a Fédération Internationale de Football Association (Federação Internacional de Futebol ou FIFA). Quis organizar um campeonato internacional, mas o início da Primeira Guerra Mundial atrasou os seus planos.

Rimet participou da frente de batalha durante quatro anos e foi premiado com a Cruz de Guerra, uma condecoração militar francesa concedida aos que se destacaram por seus atos de heroísmo.

Rimet se tornou presidente da FIFA em 1921 e permaneceu durante 33 anos no cargo, o período de mandato mais longo na história da federação. Seus ideais sobre o esporte o motivaram a criar, em 1928, a Copa do Mundo, que foi disputada dois anos depois pela primeira vez no Uruguai. Jules Rimet levou à América do Sul o troféu que recebeu o seu nome até 1970, quando o desenho da taça foi modificado para o que é entregue atualmente.

O advogado católico liderou a FIFA até 1954 e, em 1956, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz, por ter fundado a Copa do Mundo.

Rimet faleceu na França em 1956, aos 83 anos.

No livro “Uma História do Futebol em 100 Objetos”, Yves Rimet, seu neto, recordava-o como um “humanista e idealista, que acreditava que o esporte podia unir o mundo. Comparado com as pessoas da sua época, ele percebeu que, para ser realmente democrático e envolver as massas, o esporte internacional deveria ser profissional”.

Em entrevista ao jornal ‘The Independent’ em 2006, Yves afirmou que o seu avô “ficaria decepcionado ao ver que, atualmente, o futebol se converteu em um negócio dominado pelo dinheiro. Essa não era a sua visão”.

(ACI Digital)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Deus é misericordioso, mas saibamos que Ele também é justo, e estejamos bem atentos para não considerar apenas uma metade de Deus

Da misericórdia de Deus muito se fala, mas pouco de Sua justiça. Abusa-se da misericórdia divina, para, assim, se continuar numa vida pecaminosa, apenas fazendo um propósito: Mais para o fim da vida farei uma confissão e Deus me perdoará. Mas, e se o fim da vida for amanhã…? O inferno está cheio de bons propósitos, disse um santo. É o próprio demônio que nos engana, incutindo-nos uma falsa idéia de misericórdia para ofendermos ainda mais a Deus e tornarmo-nos indignos de Seu perdão.

Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja, Príncipe dos Moralistas, adverte-nos a respeito desse grande perigo para a nossa vida espiritual, num sermão no qual demonstra que abusar da misericórdia de Deus é desprezar sua bondade.

ABUSAR DA MISERICÓRDIA DE DEUS É DESPREZAR SUA BONDADE

Pode ser que haja no meio de vós, meus irmãos, alguém que se encontre com a alma carregada de pecados e que — longe de pensar em se livrar deles pela confissão e penitência — não cessa de cometer novos pecados, se sobrecarregando ainda mais . Este, certamente, abusa da misericórdia divina; pois, a que fim nosso Deus tão bom deixa que este pecador viva senão para que se converta e, por conseqüência, escape da desgraça de perder a alma?

Ele mereceu as severas censuras que o Apóstolo dirigiu ao povo judeu impenitente: “Porventura desprezas as riquezas da bondade, da paciência e da longanimidade de Deus? Ignoras que Sua bondade te convida à penitência? Mas que na tua dureza e coração impenitente, acumulas para ti um tesouro de ira no dia da ira e da manifestação do justo juízo de Deus” (Rom II, 4-5). Eu quero vos afastar, meus irmãos, desse funesto abuso, e vos preservar da desgraça de cair na morte eterna do inferno. A esse propósito, chamo vossa atenção para a seguinte verdade: Quando uma alma abusa da misericórdia divina, a misericórdia divina está bem próxima de a abandonar…
Misericórdia e justiça divinas: infinitas

Santo Agostinho observa que, para enganar os homens, o demônio emprega ora o desespero, ora a confiança.Após o pecado, o demônio nos mostra o rigor da justiça de Deus para que desconfiemos de Sua misericórdia. Entretanto, antes do pecado, o demônio nos coloca diante dos olhos a grande misericórdia de Deus, a fim de que o receio dos castigos, devidos aos pecados, não nos impeça de satisfazer nossas paixões. …Essa misericórdia sobre a qual vós cantais para poder pecar, dizei-me, quem vo-la prometeu? Não Deus, certamente, mas o demônio, obstinado em vos perder. Cuidado!, diz São João Crisóstomo, de dar ouvidos a este monstro infernal que vos promete a misericórdia celeste…“Deus é cheio de misericórdia, eu pecarei e em seguida confessar-me-ei”. Eis aí a ilusão, ou antes, a armadilha que o demônio usa para arrastar tantas almas para o inferno! …

Nosso Senhor, aparecendo um dia a Santa Brígida, queixou-Se: “Eu sou justo e misericordioso, mas os pecadores não querem ver senão minha misericórdia” (Ego sum justus et misericors; peccatores tantum misericordem me existimant. – Rev. 1. I. c. 5). “Não duvideis, diz São Basílio, que Deus é misericordioso, mas saibamos que Ele também é justo, e estejamos bem atentos para não considerar apenas uma metade de Deus”. Uma vez que Deus é justo, é impossível que os ingratos escapem do castigo… Misericórida! Misericórdia! Sim, mas para aquele que teme a Deus, e não para aquele que abusa da paciência divina.

(Sermons de S. Alphonse de Liguori, Analyses, commentaires, exposé du système de sa prédication, par le R.P. Basile Braeckman, de la Congrégation du T.S. Rédempteur, Tome Second. Jules de Meester-Imprimeur-Editeur, Roulers, pp. 55-60)

Marcus Moreira Lassance Pimenta

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Nada substitui um pai na vida de uma criança – eis como cultivar esse vínculo importante

Antes de ter filhos, uma mulher me disse que achava que seu trabalho como mãe era ajudar seu filho a se tornar um homem bom, capaz de ser futuramente um pai e marido amoroso. Eu sempre me lembrei disso, especialmente porque todos os meus três filhos são meninos. Eu rezo por minhas possíveis futuras noras. Na verdade, eu sempre me lembro delas, especialmente quando estou tentando quebrar um hábito irritante de um dos meus filhos (por exemplo, deixar toalhas molhadas no chão do banheiro) e os provoco que suas esposas me agradecerão por consertar o “problema” agora.

Mas esse trabalho não é só meu. Criar uma casa e um estilo de vida em que meus filhos possam ver o comportamento de seu pai como modelo para eles é a melhor maneira de criá-los para serem bons homens. Aqui estão algumas maneiras de facilitar esse relacionamento especial entre pai e filho.

Compartilhar prazeres simples

Encontre algo que pai e filho possam desfrutar juntos, e aproveite a oportunidade para tirar um tempo para você.

Meu marido, por exemplo, usa algumas atividades como uma oportunidade para ensinar aos rapazes a responsabilidade pelo natureza.

Mostrar humildade

Admitir que você cometeu um erro ou agiu de forma errada é difícil. Meu marido faz questão de pedir desculpas aos meninos quando ele é impaciente com eles. Ele vai adiante e pede ajuda para ser melhor no futuro. Mostrar vulnerabilidade e humildade, e assumir a responsabilidade, ensina os meninos a reconhecer suas ações, mesmo as más ações e os erros. Também deixa claro que todo mundo erra às vezes, e que não há problema em pedir desculpas e pedir ajuda para melhorar – e que é especialmente correto fazer isso com seu pai.

Ensinar esse comportamento ajuda nossos filhos a entender que isso é um sinal de força, não de fraqueza. Meu marido também se certifica de rezar diante de nossos rapazes e com eles, ensinando-lhes boas orações para rezar ao enfrentar um dilema específico, pedindo aos anjos e santos que rezem conosco e por nós pela ajuda e orientação de Deus.

E falando de força…

Ser defensor dos indefesos

Há muita conversa entre pai e filho em nossa casa sobre como proteger os fracos, defender os que não têm poder e torcer pelos que estão perdendo. Especialmente em uma situação escolar, é crucial defender e proteger o garoto vulnerável de coisas como provocação e bullying. Nunca é bom conseguir risos à custa dos outros, especialmente se você fizer isso para desviar a atenção negativa de si mesmo. Use sua força para defender os outros ao invés de promover seus próprios interesses. Vá mais longe e ajude aqueles que fazem você se sentir um pouco desconfortável.

Tirar um momento de meninos

Às vezes, desejamos a companhia de pessoas do nosso próprio sexo. Acredite em mim, como a única dama da casa, eu entendo. Nem sempre (papai também precisa de uma pausa), mas muitas vezes meu marido incluirá nossos filhos em uma atividade que ele está fazendo com seus amigos do sexo masculino. Isso dá aos nossos garotos uma visão de como a amizade de um adulto pode parecer e permite que eles passem tempo com outros homens além do pai e dos professores.

Sou especialmente grata pelos padres do círculo de amigos do meu marido. É muito fácil para uma criança pensar no padre como uma pessoa “diferente”. Especialmente quando você só o vê apenas uma vez por semana na Missa. Gastar tempo brincando, jogando futebol, comendo ou limpando a garagem com os amigos padres do papai humaniza a vocação e mantém a cabeça e o coração dos meus filhos abertos a possibilidade de que eles possam ter uma vocação religiosa própria.

Amor e carinho

Meu marido adora abraçar. Eu? Não muito. Mas é claro que, como mãe, eu tenho garotos presos em mim praticamente o tempo todo e eu amo isso. Meu marido expressa seu amor e carinho pelos meninos tanto com abraços e beijos quanto com palavras amorosas. A coisa especial sobre o elogio dele é que, em vez de se concentrar apenas em conquistas, ele reconhece os esforços feitos na busca de metas. Eles podem se sentir orgulhosos mesmo quando eles não ganham, pois o elogio do pai mostrou que o esforço valeu a pena, e não apenas aparecer ou participar, eles aprendem que não há valor em tentar coisas em que eles não podem facilmente ter sucesso, que há valor naquelas buscas, e papai estará esperando por eles com um grande abraço.

Meu marido também se certifica de mostrar seu amor por mim perto dos meninos e demonstra as maneiras certas de tratar as mulheres. Ele se certifica de que os meninos me vejam como uma pessoa inteira e não apenas alguém que serve copos de leite e os ajuda a encontrar seus brinquedos perdidos. Ver nós dois felizes e apaixonados dá a eles uma profunda sensação de segurança de que seus pais se amam e de que podem confiar neles. Eles veem que o trabalho de um homem é ser um bom homem e que devem amar sua esposa e filhos com tudo o que ele tem.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Na missa na Casa Santa Marta, o Papa recorda que as ditaduras começam com a comunicação caluniosa. Basta pensar na perseguição dos judeus no século passado. Um horror que acontece também hoje.

Para destruir instituições ou pessoas, se começa a falar mal. A esta “comunicação caluniosa”, o Papa Francisco dedicou a homilia na missa na Casa Santa Marta.

A sua reflexão parte da história de Nabot narrada na Primeira Leitura, no Livro dos Reis. O rei Acab deseja a vinha de Nabot e lhe oferece dinheiro. Aquele terreno, porém, faz parte da herança dos seus pais e, portanto, rejeita a proposta. Então Acab fica aborrecido “como fazem as crianças quando não obtêm o que querem: chora.

A sua esposa cruel, Jezabel, aconselha o rei a acusar Nabot de falsidade, a matá-lo e assim tomar posse de sua vinha. Nabot – notou o Papa – é portanto um “mártir da fidelidade à herança” que tinha recebido de seus pais: uma herança que ia além da vinha, “uma herança do coração”.

Os mártires condenados com as calúnias

Para Francisco, a história de Nabot é paradigmática da história de Jesus, de Santo Estevão e de todos os mártires que foram condenados usando um cenário de calúnias. Mas é também paradigmática do modo de proceder de tantas pessoas de “tantos chefes de Estado ou de governo”. Começa com uma mentira e, “depois de destruir seja uma pessoa, seja uma situação com aquela calúnia”, se julga e se condena.

Como as ditaduras adulteram a comunicação

“Também hoje, em muitos países, se usa este método: destruir a livre comunicação”.

Por exemplo, pensemos: há uma lei da mídia, da comunicação, se cancela aquela lei; se concede todo o aparato da comunicação a uma empresa, a uma sociedade que faz calúnia, diz falsidades, enfraquece a vida democrática. Depois vêm os juízes a julgar essas instituições enfraquecidas, essas pessoas destruídas, condenam e assim vai avante uma ditadura. As ditaduras, todas, começaram assim, adulterando a comunicação, para colocar a comunicação nas mãos de uma pessoa sem escrúpulo, de um governo sem escrúpulo.

A sedução dos escândalos

“Também na vida cotidiana é assim”, destacou o Papa: se quero destruir uma pessoa, “começo com a comunicação: falar mal, caluniar, dizer escândalos”:

E comunicar escândalos é um fato que tem uma enorme sedução, uma grande sedução. Seduz-se com os escândalos. As boas notícias não são sedutoras: “Sim, mas que belo o que fez!” E passa… Mas um escândalo: “Mas você viu! Viu isso! Você viu o que aquele lá fez? Esta situação… Mas não pode, não se pode ir avante assim!” E assim a comunicação cresce, e aquela pessoa, aquela instituição, aquele país acaba na ruína. No final, não se julgam as pessoas. Julgam-se as ruínas das pessoas ou das instituições, porque não se podem defender.

A perseguição dos judeus

“A sedução do escândalo na comunicação leva justamente ao ângulo, isto é “destrói” assim como aconteceu a Nabot, que queria somente “ser fiel à herança dos seus antepassados” e não vendê-la. Neste sentido, também é exemplar a história de Santo Estevão, que faz um longo discurso para se defender, mas aqueles que o acusavam preferem lapidá-lo ao invés de ouvir a verdade. “Este é o drama da avidez humana”, afirma o Papa. Tantas pessoas são, de fato, destruídas por uma comunicação malvada:

Muitas pessoas, muitos países destruídos por ditaduras malvadas e caluniosas. Pensemos por exemplo nas ditaduras do século passado. Pensemos na perseguição aos judeus, por exemplo. Uma comunicação caluniosa, contra os judeus; e acabavam em Auschwitz porque não mereciam viver. Oh… é um horror, mas um horror que acontece hoje: nas pequenas sociedades, nas pessoas e em muitos países. O primeiro passo é se apropriar da comunicação, e depois da destruição, o juízo e a morte.

Reler a história de Nabot

O Apóstolo Tiago fala precisamente da “capacidade destrutiva da comunicação malvada”. Em conclusão, o Papa exorta a reler a história de Nabot no capítulo 21 do Primeiro Livro dos Reis e a pensar em “tantas pessoas destruídas, em tantos países destruídos, em tantas ditaduras com ‘luvas brancas’” que destruíram países.

Fonte: https://www.comshalom.org

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Para recordar e compartilhar

A oração do Terço (ou Rosário) é uma oração milenar da igreja. Somente um coração puro, humilde e de fé compreende o valor desta oração. Ela é destinada aos que buscam ter um coração puro como de uma criança.

Muitos têm dúvidas sobre algumas orações das orações recitadas no terço ou mesmo não descobriram ainda a riqueza que é esta oração. Por isso, preparamos este artigo explicando de forma bem didática como rezar o terço e o texto das orações.

 

como-rezar-o-terco

A partir da cruz, siga as orações na sequência indicada

  • Inicia-se segurando pela cruz, com a oração do Creio
  • Reza-se um Pai-Nosso, seguido de três Ave-Maria (Cada Ave-Maria é precedida de uma oração. Vide orações abaixo)
  • Recita-se: Glória ao Pai, ao Filho…
  • O terço possui 5 dezenas. A cada dezena contempla-se o mistério, seguido de 1 Pai-Nosso e 10 Ave-Maria
  • Ao final de cada dezena reza-se Glória ao Pai seguido da jaculatória Oh! meu bom Jesus… (vide orações abaixo)
  • Ao concluir as 5 dezenas, reza-se os agradecimentos

Orações do Santo Terço

Orações do Santo Terço na sequência da oração.

Oferecimento do Terço

Divino Jesus, eu vos ofereço este terço (Rosário) que vou rezar, contemplando os mistérios de nossa Redenção. Concedei-me, pela intercessão de Maria, vossa Mãe Santíssima, a quem me dirijo, as graças necessárias para bem rezá-lo para ganhar as indulgências desta santa devoção.

Creio em Deus Pai

Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo poderoso, donde há de vir julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.

Pai Nosso

Pai Nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossa ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave Maria

Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus. Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

  • A primeira Ave-Maria em honra a Deus Pai que nos criou [Ave-Maria…]
  • A segunda Ave Maria a Deus Filho que nos remiu: [Ave-Maria…]
  • A terceira Ave Maria ao Espírito Santo que nos santifica: [Ave-Maria…]
  • Amém.

Glória ao Pai

  • Glória ao Pai, ao Filho e o Espírito Santo. Como era no princípio, agora é sempre. Amém.

Oh! Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem. Amém.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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WASHINGTON DC, 18 Jun. 18 / 05:00 pm (ACI).- A doutora Karin Öberg, astrofísica católica da Universidade de Harvard, analisou a possibilidade da existência de vida extraterrestre, em um evento que reuniu mais de 70 acadêmicos e especialistas dos Estados Unidos.

A conferência de três dias foi organizada pelo Thomistic Institute e pela Sociedade de Cientistas Católicos, e reuniu especialistas de Harvard, Princeton, Yale, Chicago e do prestigiado Massachusetts Institute of Technology (MIT). As palestras foram sobre neurociência, física, cosmologia, biologia e filosofia.

Em sua palestra, Öberg falou sobre os exoplanetas – aqueles que estão fora do Sistema Solar – e a possibilidade de vida extraterrestre.

Segundo informações da CNA – agência em inglês do Grupo ACI –, a também cofundadora da Sociedade de Cientistas Católicos disse que “a grande descoberta científica dos últimos 10 ou 20 anos é o achado de que os planetas são muito comuns em torno de outras estrelas”.

Isso significa, explicou a especialista, que “cada estrela que vemos no céu é o seu próprio sistema solar, então isso causa uma mudança na cosmologia em que vivemos”. Isso obviamente provoca a seguinte pergunta: “Existem sistemas com vida como a Terra?”.

Em declarações à CNA, a astrofísica disse que seria “muito interessante” descobrir inclusive vida não racional, porque isso “nos ensinaria algo sobre o fato de como se transforma da matéria inanimada à animada, que atualmente se entente muito pouco”.

“Acho que, do ponto de vista espiritual, o que emociona as pessoas é a possibilidade de outros seres inteligentes que potencialmente poderiam viver em um destes mundos”, acrescentou.

Öberg indicou que, “deste modo, entram em um dos mais controversos e emocionantes pontos de encontro da pesquisa científica sobre se pode ou não existir vida inteligente extraterrestre e o que podemos deduzir das Escrituras ou dos ensinamentos da Igreja sobre a possibilidade da sua existência. Que tipo de extraterrestres seria compatível com a interpretação das Sagradas Escrituras?”.

Os estudos de Oberg pretendem descobrir como a química e a física interagem durante a formação das estrelas e dos planetas para modelar as composições orgânicas dos planetas nascentes.

Por outro lado, o diretor do Thomistic Institute, Pe. Dominic Legge, comentou que “a perspectiva típica contemporânea assume que existe uma grande tensão entre a ciência e a fé. Na nossa perspectiva, isso é uma ilusão. Não há conflito, mas se requer um trabalho cuidadoso em algumas destas questões”.

O tema da possibilidade de vida extraterrestre não é novo entre os católicos. Em 2012, o então diretor do Observatório Astronômico do Vaticano, o jesuíta argentino José Gabriel Funes, afirmou que, embora haja uma grande probabilidade de que exista vida fora da Terra, isso não muda a visão cristã do universo. “Não vejo nenhuma dificuldade para a fé católica”, explicou.

Funes disse, então, ao Grupo ACI que, se há vida extraterrestre, “nós, católicos não precisamos mudar a nossa visão do universo”, pois “Deus, em sua liberdade, poderia ter criado outras criaturas também inteligentes e que podem fazer parte da criação”.

Segundo Pe. Funes, estes seres “poderiam se relacionar com Deus, assim como nós” e a existência deles não se oporia à existência de Jesus Cristo.

O sacerdote explicou que tudo isso pode ser uma probabilidade. Considerando que o universo é formado por cem bilhões de galáxias e, “se dividirmos as galáxias pela população mundial, a cada pessoa teria 14 galáxias, cada uma destas galáxias são formadas por cem bilhões de estrelas”.

É possível, então, “que cada uma destas estrelas tenha planetas que giram em torno de outras estrelas, como fazem ao redor do sol. E, portanto, seria possível a existência de vida no universo”.

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