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REDAÇÃO CENTRAL, 31 Mai. 18 / 08:00 am (ACI).- Durante séculos, a Igreja e os santos animaram os fiéis ao amor a Eucaristia. Há inclusive algumas pessoas que entregam sua vida para protegê-la. Hoje, Solenidade de Corpus Christi, apresentamos 10 coisas que todo cristão deveria saber em relação a este grande milagre:

1. Jesus, reunido com seus apóstolos durante a Última Ceia, instituiu o sacramento da Eucaristia: “Tomai e comei; isto é meu corpo…” (Mt, 26, 26-28). Desta maneira fez com que os apóstolos participassem do seu sacerdócio e mandou que fizessem o mesmo em memória dele.

2. A palavra Eucaristia, derivada do grego eucharistía, significa “Ação de graças” e se aplica a este sacramento porque nosso Senhor deu graças ao seu Pai quando a instituiu; além disso, porque o Santo Sacrifício da Missa é a melhor maneira de dar graças a Deus pela Sua Bondade.

3. O Concílio de Trento define claramente: “No Santíssimo Sacramento da Eucaristia está contido verdadeira, real e substancialmente o Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, junto a sua Alma e Divindade. Em realidade Cristo se faz presente integralmente”.

4. Na Santa Missa, os bispos e sacerdotes transformam realmente o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo durante a consagração.

5. A Comunhão é receber Jesus Cristo sacramentado na Eucaristia. A Igreja manda comungar pelo menos uma vez ao ano, em estado de graça, e recomenda a comunhão frequente. É muito importante receber a Primeira Comunhão quando a pessoa chega ao uso da razão, com a devida preparação.

6. O jejum eucarístico consiste em deixar de comer qualquer alimento ou bebida ao menos uma hora antes da Sagrada Comunhão, exceto água e remédios. Os doentes e seus cuidadores podem comungar embora tenham tomado algo na hora imediatamente antes.

7. A pessoa que comunga em pecado mortal comete um pecado grave chamado sacrilégio. Aqueles que desejam comungar e estão em pecado mortal não podem receber a Comunhão sem antes receber o sacramento da Penitência, pois para comungar não basta o ato de contrição.

8. Frequentar a Santa Missa é um ato de amor a Deus que deve brotar naturalmente de cada cristão. E também é uma obrigação guardar os domingos e festas religiosas de preceito, salvo quando impedido por uma causa grave.

9. A Eucaristia no Sacrário é um sinal pelo qual nosso Senhor está constantemente presente em meio do seu povo e é alimento espiritual para doentes e moribundos. Devemos prestar sempre nosso agradecimento, adoração e devoção à real presença de Cristo reservado no Santíssimo Sacramento.

10. No Vaticano, a Solenidade de Corpus Christi é celebrada na quinta-feira depois da Solenidade da Santíssima Trindade. Mas, em várias dioceses é comemorado no domingo posterior.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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Ao visitar o local, o fiel pode até alcançar a indulgência plenária

A escadaria por onde Jesus subiu para ser julgado é o lugar mais venerado de Roma. E uma placa de mármore sobre o altar da capela que fica depois da escadaria é testemunha. Nela, está escrito: “NON EST IN TOTO SANCTIOR ORBE LOCUS” (Não existe lugar mais santo em todo mundo).

Estamos falando da Scala Sancta ou Scala Pilati, localizada no complexo dos Palácios Lateranos, que fica perto da Basílica de São João de Latrão (a catedral do Papa). São 28 degraus de mármore que pertenciam ao palácio de Pôncio Pilatos e, como muitas das relíquias sagradas de Jesus, foram levadas de Jerusalém a Roma por Santa Helena no ano 326. O Papa Sixto V, em 1589, pediu para que a escadaria fosse construída na entrada da capela papal, a Sancta Santorum, onde está até hoje.

O acesso é livre e os peregrinos só podem subir a Escada Santa de joelhos. Há outra escadaria de uso normal para quem deseja acessar o piso superior e visitar a capela Sancta Sanctorum. Para isso, é preciso pagar 3,50 euros).

Ao longo dos anos, a escadaria foi modificada várias vezes. Em 1753, foi coberta com madeira, deixando algumas aberturas para que o mármore ficasse exposto e pudesse ser tocado pelos fiéis. As paredes das laterais têm afrescos com cenas da Paixão de Jesus.

A capela funcionou como oratório particular dos papas até o período do Renascimento e é testemunha de um milênio de história do pontificado romano.

O nome de Sancta Santorum foi dado devido às inúmeras relíquias de santos que ela abriga. As relíquias se encontram embaixo do altar e estão protegidas por uma enorme estrutura de ferro. Em 1905, conseguiram abrir a estrutura para examinar a coleção de relicários de ouro, prata, marfil e madeira preciosa. Cofres, cruzes, tecidos bordados e pergaminhos de valores inestimáveis foram transferidos para os Museus Vaticanos.

Enfim, o fiel pode receber a indulgência parcial ou plenária se subir a Escada Santa. Os requisitos habituais para isso devem ser seguidos.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Pope Francis attends his general audience in Saint Peter's Square at the Vatican, on November 16, 2016. Photo courtesy of Reuters/Alessandro Bianchi *Editors: This photo may only be republished with RNS-POPE-CARDINALS, originally transmitted on November 17, 2016.

“A liberdade é a condição para poder caminhar olhando a luz à frente”

Nos momentos de provação não voltar aos esquemas do mundo, que tiram a liberdade. É preciso, pelo contrário, permanecer no caminho para a santidade. Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa celebrada na manhã desta terça-feira (29/05) na Casa Santa Marta, inspirando-se na primeira leitura (1Pd 1,10-16) do dia, na qual Pedro exorta a caminhar para a santidade.

E o chamado à santidade, que é o chamado normal, é o chamado a viver como cristão, isto é, viver como cristão é o mesmo que dizer “viver como santo”. Tantas vezes nós pensamos na santidade como algo extraordinário, como ter visões ou orações elevadíssimas… ou alguns pensam que ser santo significa ter uma cara de santinho. Não! Ser santos é outra coisa. É caminhar no que o Senhor nos diz sobre a santidade. E, o que é caminhar na santidade? E Pedro diz: “ponde toda a vossa esperança na graça que vos será oferecida na revelação de Jesus Cristo”.

“Caminhar para a santidade” consiste portanto no caminhar para aquela graça que vem ao encontro, caminhar para a esperança, estar em tensão rumo ao encontro com Jesus Cristo.

É como quando se caminha em direção à luz: tantas vezes não se vê bem o caminho porque a luz nos ofusca. “Mas não erramos – observa o Papa – porque vemos a luz e conhecemos o caminho”.

Quando, ao invés disso, se caminha com a luz nas costas, se vê bem a estrada, mas na realidade, porém, diante de nós existe a sombra, não luz.

Para caminhar para a santidade, depois, é necessário “ser livres e sentir-se livres”. O Papa adverte porém que existem tantas coisas que escravizam. Por isso Pedro exorta a não conformar-se aos desejos “do tempo da vossa ignorância.” Também Paulo na Primeira leitura aos Romanos diz: “não conformai-vos”, que significa “não entrem nos esquemas”:

Esta é a tradução correta destes conselhos – não entrem nos esquemas do mundo, não entrem nos esquemas, no modo de pensar mundano, no modo de pensar e de julgar que o mundo oferece a você, porque isso tira sua liberdade”. E para andar na santidade, devemos ser livres: a liberdade de andar olhando a luz, de seguir em frente. E quando voltamos, como diz aqui, ao modo de viver que tínhamos antes do encontro com Jesus Cristo ou quando nós voltamos aos padrões do mundo, perdemos a liberdade.

No livro do Êxodo vemos, de fato, como tantas vezes o povo de Deus não quis olhar para frente, para a salvação, mas voltar atrás. Lamentavam-se e “imaginavam a bela vida que passavam no Egito”, onde comiam cebolas e carne, destaca Francisco.

“Nos momentos de dificuldade, o povo volta atrás”, “perde a liberdade”: é verdade que comiam coisas boas, mas na “mesa da escravidão”.

Nos momentos de provação, sempre temos a tentação de olhar para trás, de olhar para os esquemas do mundo, para os padrões que tínhamos antes de iniciar o caminho da salvação: sem liberdade. E sem liberdade não se pode ser santos. A liberdade é a condição para poder caminhar olhando a luz à frente. Não entrar nos esquemas da mundanidade: caminhar em frente, olhando para a luz que é a promessa, na esperança; essa é a promessa como o povo de Deus no deserto: quando olhavam para frente, iam bem; quando vinha a nostalgia porque não podiam comer as coisas boas que lhes davam lá, erravam e esqueciam que lá não tinham liberdade.

O Senhor, portanto, chama à santidade de todos os dias. E há dois parâmetros para saber se estamos no caminho para a santidade: antes de tudo, se olhamos para a luz do Senhor na esperança de encontrá-lo e, depois se, quando chegam as provações, olhamos em frente e não perdemos a liberdade, refugiando-nos nos esquemas mundanos que “prometem tudo e não te dão nada”.

“Sejam santos porque eu sou santo”, é o mandamento do Senhor. Francisco recorda isso ao concluir, exortando a pedir a graça de entender bem o que é o caminho da santidade: “um caminho de liberdade, mas em tensão de esperança rumo ao encontro com Jesus”. E entender bem também o que é ir em direção aos “esquemas mundanos que todos nós tínhamos antes do encontro com Jesus”.

(Vatican News)

fonte: https://pt.aleteia.org/

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Quem nunca caiu nas mãos arrebatadoras da “preguiça”?

Hoje em dia, está muito fácil cair na preguiça, no ócio e até na negligência. São tantas as distrações desnecessárias que temos ao alcance das mãos! Nosso smartphone está sempre por perto e disposto a nos distrair, sempre com uma notificação, uma mensagem de WhatsApp, um e-mail, um joguinho etc.

É só ouvir o barulhinho da notificação e a gente, sem perceber, dá mais atenção a isso do que deveria, perdendo, assim, um instante precioso de nossa vida.

São João Bosco lembra o que alguns pais da Igreja já disseram: “A preguiça é a mãe de todos os vícios”, pois enfraquece a nossa atenção e abre a porta a outros vícios que nos oprimem.

O contrário da preguiça são a diligência, a presteza, a constância, a atividade, o trabalho, a responsabilidade. E, embora não pareça, vencer a preguiça é muito fácil. Só é preciso tomar a decisão e colocar em prática estes simples conselhos que os santos nos dão:

1

Estabelecer metas e prioridades

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“Cuida da ordem para que a ordem não cuide de ti” – Agostinho de Hipona.
Estabeleça metas diárias, semanais e anuais para tudo, inclusive (por que não?) para a vida. Trate de cumpri-las. Seja organizado e, se vir que não consegue, reavalie as metas e estabeleça outras (talvez mais realizáveis). Uma boa organização com metas pode ajudar a erradicar a preguiça.

2

Minimizar grandes tarefas

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“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”  – São Francisco de Assis.
Às vezes, nos deparamos com coisas tão difíceis de fazer que passamos a evitá-las, dizendo: “eu nunca vou conseguir”. A estratégia, neste ponto, consiste em dividir uma grande tarefa em várias partes, empregando ciclos para realizá-las. Siga o conselho de São Francisco: comece aos poucos.

3

Ter disciplina

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“Para manter uma lâmpada acesa temos que continuar a colocar azeite nela” – Madre Teresa de Calcutá.
Estabeleça horários para tudo e trate de segui-los. Isso ajuda a melhorar a disciplina e a não cair na preguiça.

4

Treinar

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“Tem paciência com todas as coisas, principalmente contigo mesmo” – São Francisco de Sales.
Imite os grandes atletas. Se você falhar, tente novamente. Não desista até conseguir.

5

Eliminar distrações

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“As distrações na vida podem ser internas ou externas. Se alguém está distraído em seu interior, é mais provável e possível que fique em condições de maior fragilidade exterior” – São João Paulo II.
As distrações devem ser combatidas desde o seu interior para evitar que elas sejam exteriorizadas.

6

Ser entusiasta com os outros

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“O amor perfeito tem esta força: fazer-nos esquecer de nossa própria alegria para alegramos a quem amamos” – Santa Teresa de Ávila.
O fato de deixarmos o egoísmo e nos aproximarmos de quem está ao nosso lado também nos ajuda a evitar a preguiça.

7

Viver o presente

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“Faça tudo por amor e para o amor, fazendo bom uso do tempo presente. E não estará ansioso com o futuro” – São Francisco de Sales.
Deixe de lado a procrastinação e não postergue as obrigações. “Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”.

8

Não se sobrecarregar de responsabilidades

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Procure o suficiente, procure o que basta. E não queira mais. O que passar disso é opressão, não alívio. Isso derruba, em vez de levantar” – Santo Agostinho.
Não tente fazer milhares de coisas ao mesmo tempo. O “multitasking” está cientificamente comprovado que não funciona. É melhor fazer uma coisa bem feita do que dez capengas. Assim, você não cairá no esgotamento.

9

Descanso não é preguiça

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“…porque o descanso não é fazer nada: é se distrair nas atividades que exigem menos esforços”- São Josemaria Escrivá.
Não confunda com preguiça o descanso depois de uma árdua tarefa, de uma meta alcançada. Precisamos e merecemos descansar para recarregar as energias e continuar produzindo.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

 

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LOS ANGELES, 29 Mai. 18 / 06:00 pm (ACI).- Em sua nova coluna semanal, o Arcebispo de Los Angeles, Dom José Gomez, explicou por que a Virgem Mariaé o caminho mais rápido e seguro para chegar ao seu filho Jesus.

O Prelado afirmou que Maria “faz parte da missão dele desde o princípio, desde o momento que ela disse ‘sim’ ao anjo, e que ele foi concebido sob o seu Imaculado Coração, pelo poder do Espírito Santo”.

“Na grande história da salvação, o Pai enviou o seu Filho único para nascer de uma mulher. Jesus vem a nós através de Maria, e nós vamos a Jesus através de Maria”, destacou.

O Prelado recordou que a Virgem Maria criou Jesus, estava presente quando Ele transformou a água em vinho nas Bodas em Caná, seguiu-o, escutou os seus ensinamentos, testemunhou os seus milagres e, sobretudo, “ficou de pé ao lado da cruz, para que Ele não morresse sozinho”.

Depois da ressurreição de Jesus, indicou Dom Gomez, Maria “se tornou o coração materno” da Igreja, pois ela acompanhou os primeiros cristãos em sua perseverança, como lemos nos Atos dos Apóstolos.

Nesse sentido, o Arcebispo de Los Angeles assinalou que atualmente a Virgem Maria “ainda nos acompanha, compartilhando nossas alegrias e esperanças, ajudando-nos em todos os desafios que a nossa vida cotidiana nos apresenta. Ela ainda nos abre os braços com amor e ternura, para nos oferecer consolo e orientação”.

“E assim como aconteceu com os primeiros discípulos, Jesus quer que vocês levem Maria aos seus lares, suas casas, suas vidas e seus corações. Ele quer que vocês a amem como uma mãe. Ele quer que vocês sintam o amor que ela tem por vocês. E Ele quer que amem Maria, como Ele a amou”, afirmou.

Por isso, “assim como ela ajudou Jesus a crescer, a missão de Maria agora é nos ajudar a crescer como filhos e filhas de Deus. E ela tem muito a nos ensinar!”.

Dom Gomez indicou que “os santos sabem que nós vamos a Jesus do mesmo modo que Ele veio a nós: através de Maria”.

“Então, amem a Maria como mãe! Peçam-lhe que seja uma mãe para vocês e que nunca os abandone! Peçam-lhe que interceda por vocês e que os ajude a crescer na fé e a fazer a vontade de Deus”, concluiu.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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O único dia do ano em que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas

A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas.

Nesta festa, os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.

A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.

Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.

O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.

Em 11/08/1264 o Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, onde prescreveu que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. O Papa era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata Cornilon e havia percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos.

Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas, chamada de “Lírio das Catedrais”. Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em todo o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.

Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.

Começaram assim as grandes procissões eucarísticas, as adorações solenes, a Bênção com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram e todo o mundo católico.

Todos os católicos reconhecem o valor da Eucaristia. Podemos encontrar vários testemunhos da crença da real presença de Jesus no pão e vinho consagrados na missa desde os primórdios da Igreja.

Mas, certa vez, no século VIII, na freguesia de Lanciano (Itália), um dos monges de São Basílio foi tomado de grande descrença e duvidou da presença de Cristo na Eucaristia. Para seu espanto, e para benefício de toda a humanidade, na mesma hora a Hóstia consagrada transformou-se em carne e o Vinho consagrado transformou-se em sangue. Esse milagre tornou-se objeto de muitas pesquisas e estudos nos séculos seguintes, mas o estudo mais sério foi feito em nossa era, entre 1970/71 e revelou ao mundo resultados impressionantes:

A Carne e o Sangue continuam frescos e incorruptos, como se tivessem sido recolhidos no presente dia, apesar dos doze séculos transcorridos.

O Sangue encontra-se coagulado externamente em cinco partes; internamente o sangue continua líquido.

Cada porção coagulada de sangue possui tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso, não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas.

São Carne e Sangue humanos, ambos do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas característico de 95% dos judeus.

Todas as células e glóbulos continuam vivos.

A carne pertence ao miocárdio, que se encontra no coração (e o coração sempre foi símbolo de amor!).

Mesmo com esse milagre, entre os séculos IX e XIII surgiram grandes controvérsias sobre a presença real de Cristo na Eucaristia; alguns afirmavam que a ceia se tratava apenas de um memorial que simbolizava a presença de Cristo. Foi somente em junho de 1246 que a festa de Corpus Christi foi instituída, após vários apelos de Santa Juliana que tinha visões que solicitavam a instituição de uma festa em honra ao Santíssimo Sacramento. Em outubro de 1264 o papa Urbano IV estendeu a festa para toda a Igreja. Nessa festa, o maior dos sacramentos deixados à Igreja mostra a sua realidade: a Redenção.

A Eucaristia é o memorial sempre novo e sempre vivo dos sofrimentos de Jesus por nós. Mesmo separando seu Corpo e seu Sangue, Jesus se conserva por inteiro em cada uma das espécies. É pela Eucaristia, especialmente pelo Pão, sinal do alimento que fortifica a alma, que tomamos parte na vida divina, nos unindo a Jesus e, por Ele, ao Pai, no amor do Espírito Santo. Essa antecipação da vida divina aqui na terra mostra-nos claramente a vida que receberemos no Céu, quando nos for apresentado, sem véus, o banquete da eternidade.

O centro da missa será sempre a Eucaristia e, por ela, o melhor e o mais eficaz meio de participação no divino ofício. Aumentando a nossa devoção ao Corpo e Sangue de Jesus, como ele próprio estabeleceu, alcançaremos mais facilmente os frutos da Redenção!

(via Prof. Felipe Aquino)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Conheça 9 práticas espirituais que podem enriquecer seu cotidiano

1. Oferecimento de Obras

É a oração recomendada para fazer logo ao acordar. Os santos nos ensinam que, se queremos amar a Deus sobre todas as coisas, o primeiro pensamento do dia deve ser para Deus. Com essa oração, nós agradecemos a Deus mais um dia de vida e oferecemos a Ele tudo aquilo que faremos ao longo do dia.

2. Leitura do Santo Evangelho

É a leitura dos livros da Bíblia que narram a vida de Jesus: Mateus, Marcos, Lucas e João. Essa leitura é fundamental, pois é através dela que vamos conhecer e amar Jesus Cristo, vamos entender a fonte de toda a sabedoria humana e espiritual, vamos aprender, olhando para Jesus, o modo de nos comportarmos em cada situação da vida. Tempo recomendado: 5 minutos por dia.

3. Leitura Espiritual

É a leitura de algum livro espiritual: sobre a vida de santos, textos que aprofundam algum aspecto da fé, que explicam alguma virtude cristã etc. Essa leitura é fundamental, pois nos ajudará a sempre progredir na vida espiritual, a entender cada vez mais a Deus e também os seus mistérios. Tempo recomendado: 10 minutos por dia.

4. Angelus (Anjo do Senhor)

É a oração antiquíssima que se reza a Nossa Senhora ao meio-dia. Tem o objetivo de pôr Nossa Senhora no centro do nosso dia e da nossa vida.

5. Oração Mental

É a oração em que paramos um momento do dia para conversar com Deus. É diferente da conversa que estabelecemos com Ele ao longo do dia. Na oração mental, nós paramos TUDO para estar a sós com Ele. Sem ela, não temos ocasião para aprender tudo o que Deus tem a nos ensinar nem para intensificar nossa sintonia e nosso amor por Ele. É o momento de desabafar, encontrar consolo e luz. Tempo recomendado: 15 minutos por dia.

6. Visita ao Santíssimo

É a breve visita que fazemos a Jesus, que se encontra no sacrário das igrejas.

7. Terço, mas melhor ainda o Rosário

É a oração tão conhecida e amada por Nossa Senhora.

8. Três Ave-Marias antes de se deitar

É uma oração antiquíssima da igreja em que pedimos pela pureza do nosso coração e de todas as pessoas.

9. Exame de Consciência

É o momento no fim do dia em que repassamos as nossas ações e vemos o que fizemos de bom, de ruim e o que podemos fazer no dia seguinte para melhorar.

Garanto a todos que, se conseguirem incorporar pouco a pouco essas orações, o progresso espiritual será inimaginável!

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Você sabe o que o seu anjo da guarda faz por você no dia a dia?

“Como podem os Anjos estar longe, quando nos foram dados por Deus para ajudar-nos? Eles não se apartam de nós, embora aquele que é assaltado pelas tentações, pense que estão longe.” ( Santo Ambrósio )

Aprendendo mais sobre os Anjos

Como tenho aprendido nos últimos tempos sobre a realidade angélica! Fico surpreendido com tamanha bondade de Deus quando criou e pensou na realidade dos Anjos em nosso meio.

São tantos e tão profundos ensinamentos da realidade sobre os Anjos, que num único artigo não conseguiria eu comentar tudo, mas acredito que no futuro outros artigos virão…

A primeira realidade que quero despertar você é: Deus na sua infinita Misericórdia, e sabendo de nossa constante fraqueza, não quis nos deixar sós e desamparados, e destinou para cada um de seus filhos quando nascem um Anjo, que chamamos de Anjo da Guarda. Este Anjo que nos é dado tem uma missão de suma importância, que é nos levar para a Eternidade com Deus. Pois sabemos que cada um de nós nascemos para a eternidade, mas nossa vida e Deus dirão se será uma eternidade com Deus, ou uma eternidade sem Deus!

De qualquer forma, ao nosso lado está o nosso Anjo da Guarda.

Corremos o risco de sempre associar a imagem do nosso Anjo da Guarda, àquelas gravuras em que geral vemos pintadas de “anjinhos” bonitinhos, “coloridinhos” e “frágeis”. Que erro tremendo cometemos quando transferimos esta imagem para o nosso relacionamento pessoal com ele, pois acabamos de alguma forma acreditando que o nosso Anjo não é tão forte e poderoso.

Muito pelo contrário, nosso Anjo é um Anjo poderoso, um Anjo experimentado nas coisas de Deus e nos mistérios de Deus. O meu Anjo da Guarda e o seu Anjo da Guarda viram Satanás ser expulso do céu quando se rebelou contra Deus, foram testemunhas “oculares”! O nosso Anjo da Guarda viu todas estas coisas acontecerem e inclusive passaram pela prova de escolher ou não por Deus! Isso é muito lindo de ser pensado e meditado…

Mas você pode estar pensando: mas o meu Anjo da Guarda não foi criado quando eu nasci??

A resposta é não! Todos os Anjos que precisariam por vontade de Deus serem criados já foram criados quando Deus criou os Anjos. É como se num único ato Deus criasse os milhares de Anjos que existem até hoje. Deus não criou depois em outro momento e não cria mais Anjos hoje em dia!

Todos eles foram criados e todos foram colocados à prova! E se eu e você temos um Anjo da Guarda, é porque ele passou na prova.

Os Anjos são classificados em classes e hierarquias, e é como se existissem Anjos de uma “classe” que sempre quando um filho de Deus nasce, estes Anjos são destinados a ser um Anjo da Guarda. Assim aconteceu comigo e com você!

A Palavra de Deus diz que: “Na ressurreição, os homens não terão mulheres nem as mulheres, maridos; mas serão como os anjos de Deus no céu” (Mt 22,30).
E o ensinamento de São Tomas de Aquino sobre os Anjos nos diz que não somente seremos como os Anjos, mas que seremos admitidos dentro de uma Hierarquia angélica. Não terá uma classe de almas de humanos que hoje vivem como anjos, não, nós seremos destinados à uma das classes de hierarquias angelicas no céu.

São João da Cruz nos ensina assim: “Os Anjos são os nossos pastores, eles não só levam a Deus nossas mensagens, como nos trazem também as de Deus. Eles alimentam nossas almas com suaves inspirações e comunicações divinas. Deus se vale deles para se comunicar conosco. Como bons pastores, protegem-nos e defende-nos contra os lobos, ou seja, os demônios.”

Santo Hilário fala assim: “Os Anjos nos ajudam em nossa luta para nos mantermos fortes contra os poderes do mal. (…) Os puros espíritos foram enviados para o resgate da raça humana. Na verdade, pela nossa fraqueza, se os Anjos não viessem em nosso socorro, não poderíamos resistir aos ataques dos espíritos malignos.”

E para encerrar, uma frase linda que não quer nos levar a comodidade e nem inspirar a ser nos preguiçosos, mas pode ser uma via de grande auxílio em nosso caminho espiritual, e assim nos ensina São João Maria Vianney: “Se você está impossibilitado de orar, enconda-se atrás de seu bom Anjo e encarregue-o de rezar no seu lugar”.

Espero que cada um de nós retome com determinação o nosso relacionamento com nosso Anjo da Guarda, pois temos muito para aprender deste pastor e amigo fiel!

(via Livres de todo mal)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Relato emocionante de uma mãe que redescobriu a fé depois de saber que estava gerando um bebê PIG (Pequeno para a Idade Gestacional)

Você tem fé? Sempre teve?

Pois preciso te contar que eu sempre tive… mas que a minha renasceu com a maternidade!

Desde que me descobri grávida, rezava a Deus para que, em primeiro lugar, me presenteasse com uma criança perfeita e saudável porque era naquele momento que se iniciavam as novas descobertas, exames e ultrassons.

Nos primeiros ultrassons e exames até a 12ª semana, tudo ótimo e tudo normal; inclusive é na 12ª semana em que se descarta, ou não, a vinda de uma criança sindrômica.

Pois bem, a partir de então, o próximo ultrassom viria com 16 ou 20 semanas (a critério do médico) para medidas, sexo e morfologia.

O meu veio na 16ª Semana com a descoberta do sexo: UMA MENINA! Meu sonho de infância sendo realizado e, nesse caso, o do marido também. Nada mais maravilhoso para coroar uma criança perfeita.

Porém, foi a partir dos seguintes que minha fé aumentou! Porque quem crê, seja em Deus, Oxalá ou qualquer outro nome que seja dado a algo que te eleve a um patamar de crença; acredita sem questionar… e eu, infelizmente, ainda não era assim…

Fazia ultrassons a cada 4 semanas e sempre ouvia do médico: ‘olha, está tudo bem, mas você está gerando um bebê PIG’. Bebê PIG? Como assim? É claro, o primeiro médico do ultrassom já me explicou que bebê PIG é aquele “Pequeno para Idade Gestacional”, o que quer dizer para a mãe que seu bebê é menor do que deveria ser e pesa menos do que deveria pesar.

E eu fazia o que diante disto? Chorava… da saída da sala do médico até chegar na minha casa! E chorava ao lembrar e rezava e chorava.

Nesse meio tempo até a 38ª. semana, minha ginecologista, excelente médica e muito humana, sempre me dizia: ‘criança que não cresce dentro vai crescer muito mais do lado de fora”.

Até que na noite das 37 semanas e 5 dias, o bebê parou de mexer, nem um chute, silêncio total. Liguei para a médica que imediatamente me pediu uma cardiotocografia – CTG – (é um método biofísico não invasivo de avaliação do bem estar fetal. Consiste no registro gráfico da frequência cardíaca fetal e das contrações uterinas) de urgência. Mas espera, eu já tinha feito uma com 32 semanas e o resultado estava bom. Outra agora?

Fui ao hospital realizar o tal exame. Feito! Aparentemente tudo normal. Peguei o resultado e, curiosa, comparei com o anterior: estava diferente! Apresentava umas quedas que não existiam no último. Tirei duas fotos e encaminhei para a médica (Santa Tecnologia) seguida de uma resposta virtual ressoante: venha ao meu consultório amanhã pela manhã, não se preocupe.

Minhas orações, como de costume, começaram conversando com minha filha e com Deus. Eu tinha fé que ele não me abandonaria.

No dia seguinte, no consultório, ela me diz que o exame estava ok, porém apresentava algumas quedas de respiração; indicativo de que o feto poderia estar começando a sofrer e então, faríamos a cesárea no dia seguinte.

Naquela hora eu pensei: “Meu Deus me ajude e ajude minha filha, pois nós já precisamos uma da outra. Não me abandone e eu não te abandonarei!” Acreditei Nele e na minha médica e, no dia seguinte às 13 horas estávamos lá, prontas para nos conhecer.

Minha menininha nasceu! Um pacotinho RUIVO (essa foi a maior surpresa), com 2,385 kg e 43 cm, linda, perfeita e saudável.

Desde então, eu rezo em pé na beirada de seu berço todas as noites pelo tempo que for necessário para a chegada do seu sono. Minhas orações se fortaleceram e se fortalecem a cada dia. Eu acredito em um Deus que me dá forças, me dá paz e me socorre. Eu confio sem questionar e aceito os desafios que me são impostos.

Acredito que Deus nos dá a oportunidade de sermos mães para aumentar a nossa fé em tudo. Mães são pessoas melhores. Eu me considero uma pessoa muito melhor hoje: sou mais humana, mais paciente e estou formando uma cidadã. Como não carregar muito mais amor por tudo?

E você, como anda a sua fé?

Por Fernanda Paganini (professora e mãe da Maria Luiza), via Mamães da Vida Real 

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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O uso responsável da riqueza em prol do bem comum está no coração do Evangelho e não deve ser manipulado como bandeira ideológica

Durante a Missa celebrada na Casa Santa Marta na manhã desta quinta-feira, 24, o Papa Francisco lamentou as manipulações que identificam como “comunistas” aqueles que pregam o espírito cristão de pobreza no sentido de desprendimento material. Em suas palavras, “a pobreza está no centro do Evangelho” e não deve ser manipulada como bandeira de ideologias sócio-políticas.

Em sua homilia, o Papa nos exortou a “tomar distância das riquezas, porque estas nos foram oferecidas por Deus para doá-las aos outros“, e advertiu contra as riquezas “apodrecidas”, recordando as palavras de Jesus àqueles que se apegam aos bens materiais: “Ai de vós!“.

O Santo Padre observou que, muitas vezes, quando um sacerdote faz uma pregação contra os apegos materiais, “no dia seguinte aparece nos jornais: ‘Aquele padre é comunista!’. Mas a pobreza está no centro do Evangelho. A pregação sobre a pobreza está no centro da pregação de Jesus: ‘Bem-aventurados os pobres’ é a primeira das Bem-aventuranças!”.

Francisco disse que a pobreza “é a carteira de identidade com a qual Jesus se apresenta quando volta ao seu vilarejo, a Nazaré”. Na sinagoga, Ele anunciou:

“O Espírito está sobre mim. Fui enviado para anunciar o Evangelho, a Boa Nova aos pobres, o alegre anúncio aos pobres”.

Apesar disso, de acordo com o Papa, “sempre tivemos na história esta fraqueza de tentar deixar de lado esta pregação sobre a pobreza, acreditando que se trata de algo social, político. Não! É Evangelho puro, é Evangelho puro”.

O Papa ressaltou que quando Jesus clama contra os “ricos”, ele não se refere a quem tem dinheiro e o usa com solidariedade, responsabilidade e a serviço do bem comum, mas sim àqueles que fizeram das riquezas “uma idolatria”. Jesus destacou: “Não se pode servir a dois senhores. Ou você serve a Deus ou às riquezas”.

Quando se atribui uma “categoria de senhorio às riquezas, se vai contra o primeiro mandamento: amar a Deus com todo o coração”. Além disso, a idolatria das riquezas também atenta “contra o segundo mandamento, porque destrói a relação harmoniosa entre nós, homens: ‘estragamos a vida’, ‘estragamos a alma’”.

O Papa enfatizou sobre as riquezas idolatradas:

“Elas nos tiram a harmonia com os irmãos, o amor ao próximo, nos tornam egoístas. Também aqui, na Itália, para salvar os grandes capitais, deixam as pessoas sem trabalho. Isto vai contra o segundo mandamento. E quem faz isto: ‘Ai de vós!’. Não [sou] eu [que digo], é Jesus. Ai de vocês que exploram as pessoas, que exploram o trabalho, que pagam de maneira informal, que não pagam a contribuição para a aposentadoria, que não dão férias. ‘Ai de vós!’”

Francisco prosseguiu:

“Fazer ‘economias’, fraudar o que se deve pagar, o salário, é pecado, é pecado! ‘Não, padre, eu vou à missa todos os domingos e participo daquela associação católica e sou muito católico e faço a novena disso…’ Mas você não paga? Essa injustiça é pecado mortal. Você não está nas graças de Deus. Não sou eu que estou dizendo, é Jesus, é o apóstolo Tiago. Por isso as riquezas nos afastam do segundo mandamento, do amor ao próximo”.

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A partir de matéria da agência ACI Digital

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Quando parecia que todo o sacrifício tinha sido por nada, tudo se transformou de modo surpreendente

Outro dia, observei uma formiga que carregava uma enorme folha com sacrifício. Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga esmoreceu na sua tarefa. Até que, finalmente, ela chegou perto de um buraco, que devia ser a sua casa.

A folha era muito maior que a boca do buraco. Então, ela entrou sozinha.

Pensei: “Coitada, tanto sacrifício para nada”!

Mas, de repente, do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços. Em pouco tempo, a grande folha se transformou em muitas pequenas partes, que puderam, todas, ser levadas para dentro do buraco.

Imediatamente pensei nas minhas experiências: “Quantas vezes me desanimei diante das dificuldades?

Se a formiga tivesse olhado só para o tamanho da folha, talvez nem tivesse começado a carregá-la.

Naturalmente, eu transformei a minha reflexão em oração e pedi a nosso Senhor:

  • que me desse a tenacidade daquela formiga, para “carregar” todas as tarefas do dia-a-dia;
  • que me desse a perseverança da formiga, para não me desanimar com os tropeços e quedas;
  • que eu pudesse ter a inteligência da formiga, para dividir o fardo que às vezes parece grande demais;
  • que eu tivesse a humildade da formiga, para partilhar com os outros o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário.

Pedi ao Senhor a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada, mesmo quando, pelo tamanho da carga, eu não consigo ver com nitidez o caminho a percorrer.

E agradeci ao Senhor por ter colocado aquela formiga em meu caminho para me transmitir este ensinamento de perseverança.

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Autor desconhecido, adaptado de artigo do blog Almas Castelos

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Há 120 anos uma carmelita de 24 anos revolucionou sua vida de oração. Sim, a sua!

Para o senso comum do século 21, a vida de uma religiosa deve estar longe de um testemunho revolucionário. Passados mais de 120 anos da morte de Teresinha de Lisieux e, com tudo o que já foi dito sobre ela, o que a vida da carmelita pode ainda trazer de novidade para um livro?

As Edições Shalom lançam “Teresinha, a santa revolucionária”, de Vicente Tomaz, na certeza de que quem vive o Evangelho guarda sempre a boa nova.

Segundo o autor, o livro traz o mérito de apresentar uma síntese de grandes autores especializados na vida e na doutrina teresiana, como François-Marie Lethèl, Hans Urs von Balthasar, Conrad de Meester, Guy Gaucher, no intuito de evidenciar os aspectos fundamentais da espiritualidade de santa Teresinha.

“Teresinha tinha o ímpeto de uma revolucionária”, diz o autor. “Ela entrou no Carmelo aos 15 anos, após sua grande ousadia de ir ao Papa Leão 13 pedir a permissão para ingressar na vida religiosa”. Por outro lado, a carmelita revela seu grande dom da simplicidade. “Ela descomplica tudo”, afirma Vicente. “Talvez isso explique a devoção pela santa alcançar proporção mundial. Em todo lugar de fé católica, vê-se sua presença. “Sua simplicidade oferece a todos um caminho acessível para a santidade, chamado pequena via”.

Com esta proposta, o livro apresenta a vida da carmelita francesa, uma jovem falecida aos 24 anos, apaixonada por Deus e pela humanidade, por meio de uma linguagem acessível e conteúdo de grande valor teológico.

O livro mostra a experiência de Teresa com o amor divino, que leva a uma adesão aos planos de Deus, revela também as características e as práticas da pequena via, caminho da santidade possível até mesmo para as almas mais imperfeitas, e também a compaixão missionária desta grande santa. Sua vida permanece sendo uma grande luz que ilumina a muitos!

Vicente Tomaz participa do lançamento no Congresso de Jovens Shalom, dias 1 e 2 de junho, no Expo Barra Funda, em São Paulo, onde encontra mais de 3 mil jovens do Brasil e do exterior. O autor é formado em Filosofia e Teologia. Nasceu em São Paulo (SP), em 1981. Ingressou na Comunidade Católica Shalom em 2003. A carmelita francesa é, para ele, uma amiga e mestra espiritual, que o acompanha desde as suas primeiras experiências com Deus na adolescência e que a cada dia o ensina a amar mais a Jesus e a humanidade.

FICHA TÉCNICA

Teresinha, a santa revolucionária

Vicente Tomaz

160 páginas

Edições Shalom

Para comprar: https://livrariashalom.org/teresinha-a-santa-revolucionaria

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Muitos que se acham perfeitos estão na verdade mergulhados em soberba e auto-engano: como reconhecer esta armadilha?

Este texto é um extrato adaptado de um clássico da espiritualidade católica, escrito no século XVI pelo pe. Lorenzo Scúpoli: “O Combate Espiritual”. A leitura desta obra foi vivamente recomendada por São Francisco de Sales. O trecho a seguir nos dá relevantes conselhos e alertas sobre a verdadeira perfeição cristã e sobre o quanto podemos nos enganar no caminho rumo a ela…

*Muitos, sem pensar, julgam que ela consiste na austeridade de vida, no castigo da carne, nos cilícios, nos açoites, nas longas vigílias, nos jejuns, em outras penitências e fadigas corporais.Outras pessoas, mulheres especialmente, pensam ter chegado a grande perfeição quando rezam muito, ouvem muitas missas e longos ofícios, frequentam as Igrejas e a Sagrada Comunhão.Outros, ainda, e entre eles certamente muitos religiosos de convento, chegaram à conclusão de que a perfeição consiste na frequência ao coro, no silêncio, na solidão e na disciplina.E assim variam as opiniões e uns colocam a perfeição nisto e outros naquilo.A verdade, porém, é muito outra. Tais ações são, às vezes, meios de adquirir o espírito, e, às vezes, frutos do espírito. Não se pode, porém, dizer que somente nestas coisas consiste a perfeição cristã e o verdadeiro espírito.Sem dúvida são poderosíssimos meios para o espírito, quando deles nos utilizamos com discrição. Dão força à nossa alma contra a nossa maldade e fragilidade; fortalecem-na contra os assaltos e as insídias do inimigo; alcançam-nos auxílios espirituais, tão necessários aos servos de Deus, máxime aos que principiam.Estas práticas são também fruto do espírito nas pessoas espirituais que castigam o corpo por ter este ofendido o Criador e recolhem-se longe do mundo para se dedicarem ao serviço divino e não ofenderem em nada o Senhor. Dedicam-se ao culto divino e às orações, meditam a Vida e a Paixão de Nosso Senhor, não por curiosidade e gosto sensível, mas para conhecerem sempre mais a maldade do pecado, a bondade e misericórdia de Deus, e mais se inflamarem no amor divino e no ódio ao pecado. Seguem com grande abnegação e com sua cruz às costas o Filho de Deus e frequentam os santos sacramentos para a glória de sua Divina Majestade, para mais se unirem com Deus e para adquirirem novas forças contra o inimigo.Se, porém, põem todo o fundamento de sua virtude nas ações exteriores, estas ações, não por serem defeituosas, mas pelo defeito de quem as usa, serão às vezes a causa de sua ruína – até mais que os próprios pecados. Pois estas almas apenas prestam atenção às suas ações, largam o coração às suas inclinações naturais e ao demônio oculto. Este, reparando já estar aquela alma fora do caminho, deixa que ela continue com deleites naqueles exercícios e a embala com o pensamento das delícias do paraíso. A alma logo se convece de já estar nos coros angélicos e de possuir a Deus em si mesma. Embevecendo-se em altas meditações, em curiosos e deleitantes pensamentos, e, quase esquecida do mundo e das criaturas, pensa estar no terceiro céu.Está, porém, envenenada e longe da perfeição. Pela vida e pelos costumes destas pessoas, muito facilmente poderemos deduzi-lo.Querem sempre, nas coisas pequenas e nas grandes, ser os preferidos. Querem que a sua opinião e a sua vontade sejam sempre respeitadas. Não reparam nos próprios defeitos e observam e criticam os defeitos do outros. Querem que os outros façam deles excelente juízo e se comprazem nisto. Mas, se tocam de leve em sua reputação, ou se falam da devoção que exibem, logo se alteram e muito se inquietam.E se Deus, para levá-los ao conhecimento verdadeiro deles mesmos e ir à estrada da perfeição, lhes manda trabalhos e enfermidades ou permite perseguições (que nunca vêm sem a vontade divina), então se descobre a base falsa da sua devoção. Vê-se que têm o interior corrompido pela soberba, porque, nas diversas circunstâncias, sejam alegres ou tristes, não se humilham perante a vontade divina, respeitando os justos e secretos juízos de Deus, nem se abaixam, a exemplo de Jesus Cristo. Estes estão em grave perigo de cair, porque têm o olhar interno obscurecido. É com este olhar que contemplam a si mesmos e as suas obras externas boas, atribuindo-se muitos graus de perfeição. E, ensoberbecidos, julgam os outros.A não ser um auxílio extraordinário de Deus, nada os converterá. Por isso, mais facilmente se converte e se dá ao bem o pecador manifesto que o oculto e coberto com o manto das virtudes aparentes.Vês, pois, claramente, que a vida espiritual, como declarei acima, não consiste nestas coisas.A virtude outra coisa não é senão o conhecimento da bondade e grandeza de Deus e da nossa nulidade e inclinação ao mal; o amor de Deus e o ódio do nosso próprio pecado; a sujeição não somente a Ele, mas, por Seu amor, a todos os Seus filhos; o desapropriamento da nossa vontade e o acatamento total de Suas divinas disposições; por fim, querer e fazer tudo isso para a glória de Deus, para o Seu agrado e porque Ele quer e merece ser amado.Esta é a lei do amor, expressa pela mão de Deus nos corações de Seus servos fiéis. Esta é a negação de nós mesmos, que Ele exige de nós. Este é o jugo suave e o ônus leve. Esta é a obediência a que nosso divino Redentor e Mestre nos chama com Sua voz e com Seu exemplo.Se aspiras a tanta perfeição, deves fazer contínua violência a ti mesmo, para combateres generosamente e aniquilar todas as tuas vontades, grandes e pequenas. Para isso é necessário que, com grande prontidão de ânimo, te aparelhes para esta batalha, pois só é coroado o soldado valoroso.Este combate é difícil, mais que nenhum outro, pois combatemos contra nós mesmos. Por maior, porém, que seja a batalha, mais gloriosa, e mais cara a Deus será a vitória. Se tratares de sufocar todos os teus apetites desordenados, teus desejos e vontades, mesmo muito pequenos, maior serviço farás a Deus do que se te flagelares até o sangue, jejuares mais que os antigos eremitas e anacoretas, converteres milhares de almas, guardando vivos, voluntariamente, alguns destes apetites.Naturalmente, o Senhor aprecia mais a conversão das almas do que a mortificação de uma pequenina vontade. Apesar disto, não deves querer nem obrar senão aquilo que o Senhor restritamente quer de ti. E, sem dúvida, Ele mais se compraz em que te canses em mortificar as tuas paixões do que em O servires em algum trabalho, por grande e necessário que seja, guardando viva em ti, advertida e voluntariamente, alguma paixão.Agora que vês em que consiste a perfeição cristã e como, para a conquistar, é preciso empenhar uma contínua e duríssima guerra contra ti mesmo, necessitas de quatro coisas como armas seguríssimas e muito necessárias para vencer nesta batalha espiritual. São as seguintes: a desconfiança de ti mesmo, a confiança em Deus, o exercício e a oração.

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Extrato adaptado de “O Combate Espiritual”, clássico da espiritualidade católica, de D. Lorenzo Scúpoli

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Papa Francisco inicia catequese sobre o sacramento da Crisma

Apesar do mau tempo, milhares de fiéis participaram com o Papa Francisco da Audiência Geral desta quarta-feira (23/05).

Na Praça S. Pedro, os peregrinos ouviram o Pontífice iniciar um novo ciclo de catequeses, desta vez dedicado ao sacramento da Crisma, também chamado Confirmação, quando os fiéis recebem o dom do Espírito Santo.

Aos seus discípulos, Jesus confiou uma grande missão: ser sal da terra e luz do mundo. “São imagens que nos levam a pensar no nosso comportamento, porque seja a carência, seja o excesso de sal comprometem o alimento, assim como a falta ou excesso de luz impedem de ver”, disse o Papa, acrescentando que somente o Espírito de Cristo nos dá o sabor e a luz que clareia o mundo.

Este dom é recebido justamente no Sacramento da Confirmação. “Confirmação porque confirma o Batismo e reforça a sua graça; assim também “Crisma” porque recebemos o Espírito mediante a unção com o “crisma” – óleo consagrado pelo Bispo – termo que remete a “Cristo”, o Ungido pelo Espírito.

Renascer para a vida divina no Batismo é o primeiro passo, explicou o Papa, depois é preciso se comportar como filhos de Deus, ou seja, conformar-se ao Cristo que atua na santa Igreja.

“Sem a força do Espírito Santo não podemos fazer nada. Assim como toda a vida de Jesus foi animada pelo Espírito, assim também a vida da Igreja e de cada seu membro está sob a guia do mesmo Espírito.”

Francisco ressaltou o modo com o qual Jesus se apresenta na sinagoga de Nazaré, a sua a carteira de identidade, isto é, Ungido pelo Espírito. «O Espírito do Senhor está sobre mim; por isso me consagrou com a unção e me enviou a levar aos pobres o alegre anúncio » (Lc 4,18).

O “Respiro” do Cristo Ressuscitado enche de vida os pulmões da Igreja. Pentecostes é para a Igreja aquilo que para Cristo foi a unção do Espírito recebida no Jordão, isto é, o impulso missionário a viver a vida pela santificação dos homens, a glória de Deus.

No momento de fazer a unção, explicou ainda Francisco, o bispo diz estas palavras: “Receba o Espírito Santo que lhe foi confiado como dom”.

“É o grande dom de Deus”, finalizou o Pontífice. “Todos nós temos o Espírito dentro, o Espírito está no nosso coração, na nossa alma. E o Espírito nos guia para que nos tornemos sal e luz na medida certa aos homens. O testemunho cristão consiste em fazer somente e tudo aquilo que o Espírito de Cristo nos pede, concedendo-nos a graça de o realizar.”

(Vatican News)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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