Catequese

REDAÇÃO CENTRAL, 16 Dez. 17 / 05:00 am (ACI).- Em muitas famílias, costuma-se colocar a árvore de Natal em um lugar visível da casa e enfeitá-la com luzes, estrelas e presentes. Mas, o que significa para um cristão preparar sua árvore? Conheça a mensagem que traz este símbolo e como abençoá-lo em família.

ÁRVORE nos traz à memória a árvore do Paraíso (cf. Gn 2,9-17) de cujo fruto comeram Adão e Eva, desobedecendo a Deus. A árvore, então, nos lembra da origem de nossa desgraça: o pecado. Também nos recorda que o menino que vai nascer de Santa Maria é o Messias prometido que vem nos trazer o dom da reconciliação.

As LUZES nos recordam que o Senhor Jesus é a luz do mundo que ilumina nossas vidas, nos tirando das trevas do pecado e nos guiando em nosso peregrinar para a Casa do Pai.

ESTRELA. Em Belém, há mais de dois mil anos, uma estrela se deteve sobre o lugar onde estava o Menino Jesus, com Maria e José. Este acontecimento gerou uma grande alegria nos Reis Magos (cf. Mt 2, 9-10), quando viram este sinal. Também hoje, uma estrela coroa nossa árvore nos recordando que o acontecimento do nascimento de Jesus trouxe a verdadeira alegria a nossas vidas.

Os PRESENTES colocados aos pés da árvore simbolizam aqueles dons com os quais os Reis Magos adoraram o Menino Deus. Além disso, recordam-nos que Deus Pai tanto amou o mundo que entregou (como um presente) seu único Filho para que todo o que Nele crer tenha vida eterna.

Bênção da Árvore de Natal

Todos (fazendo o sinal da Cruz): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

O pai da família: Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo.

Todos: Bendito seja o Senhor pelos séculos. Amém.

LEITURA

(Um dos presentes lê o seguinte texto da Sagrada Escritura)

Escutemos com atenção a leitura do profeta Isaías (Is 60,13):

“A glória do Líbano virá sobre ti, com o cipreste, o abeto e o pi­nheiro, para adornar o lugar do meu san­tuário, e mostrar a glória do trono em que me sento”.

ORAÇÃO DE BÊNÇÃO

(Em seguida o pai da família, com as mãos postas, diz a oração de bênção)

Oremos: Bendito seja, Senhor e nosso Pai, que nos concede recordar com fé, nestes dias de Natal, os mistérios do nascimento do Senhor Jesus. Conceda-nos a todos que adornamos esta árvore e a enfeitamos com luzes, com a alegria celebrar o Natal. Que possamos viver também à luz dos exemplos da vida plena de seu Filho e sermos enriquecidos com as virtudes que resplandecem em tua santa infância. A Ele a glória pelos séculos dos séculos.

Todos: Amém.

Todos (fazendo o sinal da Cruz): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Fonte: http://www.acidigital.com/

Entenda por que os grupos do Terço dos Homens está ganhando cada vez mais participantes nas paróquias

lgo novo tem acontecido nas paróquias. De modo até tímido, temos visto os chamados grupos de Terço dos Homens começarem e, aos poucos, angariarem cada vez mais varões, podendo, em não poucos casos, chegarem a mil, mil e quinhentas, duas mil pessoas para a oração do Santo Terço.

O mais importante é que, essa oração, tem transformado a vida de muitos homens, tirado muitos dos vícios, pornografia, adultério e seitas secretas; devolvendo-os à companhia da família e à frequência dos sacramentos da Igreja. Por isso achei importante escrever um livro que descrevesse todas essas maravilhas.

A obra retrata o que vem a ser o Terço dos Homens, a origem do movimento em nosso país, como acontecem essas conversões e o que se passa no íntimo desses homens. No entanto, não me contentei em falar somente do Terço dos Homens sob o aspecto da vida de oração e seus efeitos, mas vi uma ótima oportunidade de falar também de vida, de assuntos de interesse masculino, e ofertar alguma literatura que pudesse dar um norte ao homem de hoje, como é pedido pelo movimento Mãe Rainha três vezes admirável de Schoenstatt – de quem veio o principal impulso, nesses últimos tempos, para a propagação do Terço dos Homens –, em que um dos pilares dos grupos de Terço é a formação humana para os homens.

Tenho percebido que, a partir da oração do Rosário, os homens têm se convertido, voltado aos sacramentos e, a partir disso, buscado um sentido maior para a vida deles; daí vem a segunda parte do título do livro: ‘A grande missão masculina’.

Mas qual é essa grande missão?

Vou relatar, brevemente aqui, quatro características das quais Deus pensou para o homem em sua origem, desde quando formou o ser masculino, a fim de que, esse chegue a concretizar sua missão neste mundo.

Acolhedor – Deus fez o homem primeiro que a mulher. Por quê? Para ele ser maior que ela? Não! Para que, a partir do que Ele criou, preparar-lhe o ambiente. O homem é como o anfitrião da mulher.

Podemos ver essa imagem também na cultura judaica. Quando um casal estava prometido em casamento, sabemos, pela tradição, que a obrigação de construir a casa era do homem e, no dia do casamento, ele ia buscar, com os seus amigos (cf. Jo 3,29), a noiva, que o esperava na casa de seus pais junto com as virgens (cf. Mt 25,1). Portanto, a mulher foi dada ao homem, o Senhor a apresentou a ele (cf. Gn 2,22). Temos de ver as mulheres de forma diferente da que o mundo nos propõe; temos de vê-las pela ótica do Senhor, ou seja, como Deus as vê. A partir daí, conseguiremos enxergar a riqueza daquela que compartilhará nossa vocação esponsal.

Portanto, se um homem não respeita, não acolhe nem tem cuidado com a mulher, se ele a enxerga como objeto de sua satisfação, está agindo fora de sua própria essência, pois está desobedecendo ao sentido de sua existência e, consequentemente, não se realizará enquanto pessoa, não será feliz.

Você já viu algum homem feliz ou de bem com a vida, que usa ou expõe uma mulher, que a tortura psicologicamente, a agride verbal ou fisicamente?

Condutor – O homem deve “Chamar para si a responsabilidade de guiar sua esposa e seus filhos pelos caminhos corretos e santos para chegarem ao Céu. […] Conduzir aqui não significa ser opressor, invasor, centrado em si mesmo, que faz com que todos sigam seu pensamento. Mas simboliza o sacrifício de si próprio para o bem-estar do outro. Muitas vezes, aquele que vai à frente numa viagem, é o que se dispõe a colocar-se primeiro diante dos riscos, justamente para assegurar a vida daqueles que vêm atrás. Ele motiva e estimula quando necessário, mas está atento aos seus e ao ritmo diferente de cada um. Certa vez, lendo um livro de espiritualidade, encontrei uma representação do que é isso:[..] ‘Quando meu pai colocou o anel no dedo da minha mãe, e o padre os declarou marido e mulher, Nosso Senhor entregou ao meu pai um cajado, que parecia um pauzinho curvo de Luz, tratava-se de uma graça que Deus dá ao homem. É um dom de autoridade de Deus Pai, para esse homem guiar o pequeno rebanho que são os filhos, que nascem desse matrimônio, e também para defender o matrimônio’ (Lv. O livro da vida! Da ilusão à verdade. POLO, Glória. Goiânia: América Ltda, 2009. p. 40)”.

Paternidade – A mais profunda vocação do homem é ser pai. Ele nasce e se desenvolve para isso. O homem, com tudo o que lhe pertence – seus dons, talentos e habilidades, todo seu conhecimento, prática e técnica que adquire, tudo o que desenvolve durante sua vida –, só encontrará plena realização se canalizar tudo para o exercício da sua paternidade.

Geralmente, é a figura paterna quem ensina o filho a andar de bicicleta – segura-o para não cair, soltando-o quando vê que ele já adquiriu certo equilíbrio, ainda que o pequeno não confie em si mesmo. A criança experimenta o prazer de ser desafiada pelas ocasiões da existência e alcançar pequenas vitórias pessoais. Também é o pai quem, na maioria das vezes, brinca pedindo ao filho que pule de alguma altura para segurá-lo no colo. Dificilmente, veremos uma mãe brincando assim!

Tudo isso vai sendo registrado na cabecinha da criança como: “Você é capaz”, “Eu acredito em você”, “Existe alguém junto com você, alguém que o olha, mesmo quando você se sente sozinho no desafio”.

Na pré-adolescência ou juventude, também é comum que seja o pai a ensinar como o mundo funciona ou até mesmo ensinar um ofício ao seu filho. Jesus aprendeu a ser carpinteiro com seu pai José.

Se um pai não gosta de trabalhar, é adúltero ou cultiva vícios, seu filho seguirá seu exemplo ou entrará em “pé de guerra” contra ele.

Enfrentamento – “O substrato básico do ser humano está na feminilidade, e o sexo masculino, para se desenvolver, precisa surgir por meio de um esforço”. Isso é verdadeiro biológica, psíquica e espiritualmente. Todo homem precisa de uma luta.

Biológico, pois o embrião inicialmente é feminino. Se seguir de forma linear, ou seja, conforme já vem acontecendo o desenvolvimento do embrião desde sua fecundação, nascerá então uma menina. Para que surja um menino, é preciso que ocorra uma revolução química. Não que não haja as propriedades masculinas, o cromossomo Y está ali, mas precisa acontecer essa revolução.

Psíquico, porque tanto o menino quanto a menina são criados pela mãe; consequentemente, ficam mais tempo com ela. As meninas estão em harmonia com a mãe e se desenvolvem femininas. O menino precisa se afastar do mundo da mãe e, ao afastar-se, torna-se homem.

Espiritual, porque “o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher”.

Desde pequenos, buscamos autenticar nossa masculinidade – competimos entre nós, desafiamo-nos, impomos condições, ritos de passagem para sermos aceitos e aprovarmos o outro.

Todo homem precisa ter por que lutar. O prêmio final, a vitória será a consequência do que adquirirmos durante a batalha. Portanto, a grande missão masculina é sermos acolhedores, condutores e paternos, enfrentarmos o mundo como linha de frente.

Que grande graça é o Terço dos Homens! A partir da oração simples, mas feita com o coração, ele pode revelar e autenticar todas essas características que Deus já depositou em nós.

Não canso de repetir que esse movimento é iniciativa de Nossa Senhora, a mulher que gerou Jesus e quer formar; gerar em nós características; infundir em nós o mesmo Espírito de Seu Filho divino. Cristo é o modelo do homem que frequenta o Terço dos Homens.

Por Sandro Arquejada, via Canção Nova

Em reflexões belíssimas e simples sobre a cena de Belém, ele nos destaca a maravilha de contemplar a esperança!

Na última catequese semanal antes do Natal de 2016, o Papa Franciscofalou da esperança e destacou a importância de contemplarmos o presépio.

É que, ao falar de esperança, costumamos pensar em algo que não é visível, já que aquilo que esperamos vai além das nossas perspectivas imediatas. Só que o Natal de Cristo nos fala de uma esperança visível e compreensível, porque se fundamenta em Deus:

“Ele entra no mundo e nos dá a força de caminhar com Ele, em Jesus, rumo à plenitude da vida. Para o cristão, esperar significa a certeza de estar no caminho com Cristo rumo ao Pai, que nos aguarda. Esta esperança, trazida pelo Menino Jesus, proporciona um destino bom para o presente: a salvação da humanidade e as bem-aventuranças para quem se entrega a Deus misericordioso. Como resume São Paulo, ‘Na esperança fomos salvos’. Eu caminho na esperança ou a minha vida inteira é parada, fechada? Meu coração está numa gaveta fechada ou aberta à esperança que me faz caminhar, com Jesus?”

Francisco então fez um vínculo entre esta reflexão e o presépio, onde se aguarda a chegada do Menino Jesus:

Belém

“Pequena aldeia da Judeia, Belém não é uma capital e, por isso, foi preferida pela Providência Divina, que adora agir através dos pequenos e humildes. Jesus nasce no lugar onde a esperança de Deus e a do homem se encontram”.

Maria

O Papa nos convidou a olhar para Maria, Mãe da esperança, que, com o seu “sim”, abriu a Deus a porta do nosso mundo. Escolhida por Ele, acreditou na Sua palavra.

José

A seu lado, José também acreditou na palavra do anjo: aquele Menino nascido na manjedoura vinha do Espírito Santo. Em Jesus estava a esperança para todos os homens, porque, mediante o Filho, Deus salvaria a humanidade da morte e do pecado.

Os pastores

Representam os humildes e os pobres, que, naquele Menino, veem a realização das promessas e esperam a salvação de Deus para cada um deles.

“Quem confia nas próprias seguranças, principalmente materiais, não aguarda a salvação de Deus. Já os pequenos esperam nele e se alegram quando reconhecem naquele Menino o sinal indicado pelos anjos”.

O coro dos anjos

Anuncia, do alto, o grande desígnio que aquele Menino realiza: “Glória a Deus no alto dos céus e paz na terra aos homens por Ele amados”. A esperança cristã se expressa no louvor e no agradecimento a Deus, que inaugurou seu Reino de amor, justiça e paz,

Parar e olhar

“Por isso é importante olhar o presépio. Parar um pouco e olhar. E ver quanta esperança existe nestas pessoas”.“Cada ‘sim’ ao Jesus que vem é uma semente de esperança. Bom Natal de esperança a todos!”.

Presépio por etapas

Confira como ir colocando os elementos do presépio pouco a pouco ao longo do Advento, participando da espera pelo Menino Jesus. Ainda há tempo!

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Já parou para pensar que foi a Virgem Santíssima que deu um dos primeiros passos para a salvação do mundo?

Ezequiel, profetizando sobre Maria diz: “O Senhor disse-me: este pórtico ficará fechado. Ninguém o abrirá, ninguém aí passará, porque o Senhor Deus de Israel, aí passou; ele permanecerá fechado. O príncipe, entretanto, enquanto tal, poderá aí assentar-se para tomar sua refeição diante do Senhor.”

Agora isso está cumprido. Não apenas por Nosso Senhor vir de sua carne e ser seu Filho, mas, além disso, por ela ter tido um lugar na economia da Redenção; está cumprido em seu espírito e vontade, bem como em seu corpo.
Eva teve uma parte na queda do homem, embora fosse Adão nosso representante, cujo pecado nos fez pecadores. Foi Eva quem tudo iniciou ao tentar Adão! A Escritura diz: “A mulher, vendo que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e mui apropriado para abrir a inteligência, tomou dele, comeu e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente.”
Convinha, em seguida, pela misericórdia de Deus, que como a mulher iniciou a destruição do mundo, assim também a mulher deveria iniciar sua recuperação.
Como Eva abriu o caminho para o ato fatal do primeiro Adão, assim Maria deveria abrir o caminho para a grande realização do segundo Adão: justamente Nosso Senhor Jesus Cristo, que veio para salvar o mundo, morrendo na cruz por ele.
Por isso, Maria é chamada pelos Santos Padres uma segunda e melhor Eva, por ter dado o primeiro passo para a salvação da humanidade, a qual Eva levou à ruína.
Como e quando Maria tomou parte, e a parte inicial, na restauração do mundo? Foi quando o anjo Gabriel veio a ela anunciar a grande honra que lhe cabia como sua parte.
São Paulo nos exorta: “Oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus.”
E assim, no que diz respeito à Santíssima Virgem, era o desejo de Deus que ela aceitasse, voluntariamente e com pleno entendimento,
ser a Mãe de Nosso Senhor, não sendo um mero instrumento passivo, cuja maternidade não teria nenhum mérito e nenhuma recompensa.
Não era um destino fácil estar tão intimamente próxima do Redentor dos homens, como foi vivenciado mais tarde, quando ela padeceu com Ele. Portanto, ponderando bem as palavras do anjo, antes de dar-lhe sua resposta, primeiro ela pergunta se tão grande serviço implicaria na perda daquela virgindade, sobre a qual ela tinha feito seus votos.
Quando o anjo lhe respondeu que não, então, com pleno consentimento de um coração cheio, cheio do amor de Deus para com ela, e por sua própria humildade, ela disse: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.”
E foi por essa aceitação que ela se tornou “A Porta do Céu”.
Fonte: Livro: “Rosa Mística – Meditações sobre a Ladainha de Nossa Senhora”, Cardeal John Henry Newman. Ed. Cultor de Livros
Via ADF 
Fonte: https://pt.aleteia.org/

Cidade do México, 15 Dez. 17 / 05:00 am (ACI).- Em um artigo publicado há um ano pelo Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME), o Pe. Robert Havens fez quatro recomendações importantes para que o tempo do Advento, que prepara o caminho para a celebração do Natal no dia 25 de dezembro, não seja um tempo perdido devido ao “estresse” das festas e ao materialismo.

Em seu texto, intitulado “Que não te roubem o Advento”, o Pe. Havens, diretor de desenvolvimento institucional da Cáritas da Arquidiocese do México, sublinhou que o Natal “é tão importante, que não podemos ‘digerir’ da noite para o dia. Ninguém prepara um casamento uma noite antes. Como seres humanos, necessitamos de tempo para perceber o que virá, a fim de celebrá-lo corretamente”.

“Um Advento bem vivido assegura um Natal lindo e alegre. Que não perca o seu Advento!”, exortou.

Os quatro conselhos do Pe. Robert Havens para que “não te roubem o Advento” são os seguintes:

1. “Perceber que o Natal se celebra a partir da Véspera de Natal, quando celebramos a chegada de Cristo”, aconselhou o sacerdote.

O Pe. Havens assinalou que, embora “não haja nada de ruim nas pré-festas que fazem parte da nossa cultura, estas não devem ser confundidas com o verdadeiro Natal”.

“Antecipar a celebração do Natal sempre nos deixará vazios, sem a verdadeira alegria. Em um mundo de luzes e decorações, temos que perceber que ‘ainda não!’”, encorajou.

2. O Pe. Robert Havens assinalou que a segunda chave é “fazer um momento de silêncio a cada dia” do Advento.

“Não tem que ser muito tempo: podem ser três minutinhos, por exemplo. Mas três minutinhos inteiros nos quais eu me retiro, faço silêncio e lembro que Cristo virá no Natal. Cristo virá no Natal!”.

“Se você consegue fazer isto diariamente, sua experiência do Natal neste ano será muito diferente e muito especial”, assegurou.

3. Uma terceira “ajuda para viver bem o Advento”, disse o sacerdote, “é fazer com que este seja um tempo de preparação pessoal, como fazemos durante a Quaresma”.

“Com atos de sacrifício e melhora pessoal, posso ‘limpar’ o presépio do meu coração, onde chegará o Menino Jesus no dia 24”.

Como exemplos de pequenos atos de sacrifício, o Pe. Havens indicou “ficar uma tarde sem escutar rádio, um café sem açúcar, uma Missa durante a semana, um sorriso para uma pessoa ‘difícil’, dar mais dinheiros ao pobre: todas estas são maneiras de ‘varrer o presépio’ para que esteja digno em sua pobreza para o Rei que chegará”.

4. “Finalmente, os símbolos e práticas externas também podem nos ajudar a tornar o Advento um tempo de preparação”, disse o diretor de desenvolvimento institucional da Cáritas da Arquidiocese do México.

“Ter uma coroa do Advento em nossa sala ou local de trabalho e acender as velas correspondentes durante algumas horas durante o dia, nos recorda que o Senhor ainda não chegou”, assinalou.

O Pe. Havens aconselhou também a “ler um versículo do capítulo 1 ou 2 do Evangelho de São Lucas na hora de acendê-la”.

“Outra prática é montar o nosso presépio gradualmente, acrescentando uma peça ou uma decoração a cada dia do Advento; mas apenas nos dias em que nos esforçamos para viver bem o nosso Advento”, disse.

Fonte: http://www.acidigital.com/

Você sabe o que o Papa Francisco chama de “psicologia do túmulo”?

Estamos num epicentro de uma grande transformação da modernidade para hipermodernidade como alguns sociólogos afirmam. Uma teoria atrelada ao estilo de vida que temos, a aceleração de informações, a ansiedade gerada por tanta violência, exigência midiática da perfeição corporal, sucesso, numa espécie de formatação onde todos precisam se enquadrar e tudo isso trouxe incidências na formação da subjetividade do sujeito.

Vemos o mercado orquestrando a ruptura desse indivíduo em sua relação com a sua comunidade, relação essa que é fundamental e referencial na constituição do sujeito, pois somos seres sociais enquanto somos convencidos que cada um é isolado em si mesmo, ou seja, centrado no sucesso individual, conforto, dinheiro e ser bem sucedido.

Diante de tudo isso, constatamos que o cristão está envolto nesse mundanismo e se perdendo com tantas distrações, onde buscam viver para si, construindo seus planos e projetos indiferentes ao pobre, ao que sofre e à vida missionária, a qual Jesus nos chama viver, perde-se, esvanece-se causando uma ruptura desfocada da identidade do sujeito.

Vivem a fé como algo desvinculado de sua identidade, buscando-a para aliviar suas dores ou um mero protocolo de cumprimento de tarefa vazia de sentido e cheia de mecanicismo, transformando a vida cristã em momento isolado de relaxamento e obrigações sem compromisso com a evangelização e sem encontro com o outro.

A igreja é constantemente bombardeada por alguns intelectuais que geram desconfiança ao que é anunciado suscitando insegurança, sentimento de inferioridade em alguns cristãos e na tentativa de serem aceitos escondem sua identidade cristã. Com essa postura relativista o cristão ao invés de anunciar o evangelho passa a questionar-se, a desconfiar de sua missão, esmorece, desacreditando na transformação do mundo e se fecha em si (Evangelii Gaudium, 79).

Papa Francisco (Evangelii Gaudium, 83), vem nos falar sobre a “psicologia do túmulo”, onde o cristão está paralisado em si como uma múmia, desenganado com a realidade, com a igreja e consigo vive sufocado em suas exacerbadas atividades não lhe restando tempo para vida missionária, levando-o a escuridão e a um cansaço que só corroe, destrói a alma e o adoece. Esse adoecimento consiste na falta de sentido, a ação vazia, motivações inadequadas, projetos irrealizáveis, vaidade, dureza de coração na aceitação do fracasso, críticas ou não aceitação da cruz.

A igreja não é formada só pelo papa, bispos, padres, diáconos… nós também somos igreja. Como igreja somos chamados a ser sal e luz para o mundo, levar a todos o evangelho de Jesus Cristo, anunciar a Sua paz, Seu amor e sermos canais dessa misericórdia para os que sofrem e não conhecem a Cristo.

Quando Jesus disse: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15), Ele não disse isso somente para os seus discípulos que estavam diante Dele, mas também convida a nós a sermos seus evangelizadores, sermos seus atuais discípulos e dar continuidade do anúncio de sua misericórdia.

Nesse ano do laicato, principalmente, não devemos nos acomodar e esperar que tudo caia do céu, mas sermos conscientes que toda transformação é consequência de nossa ação evangelizadora e que a vida de oração é nosso combustível para vivermos com parresia a vontade de Deus.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMADO, Joel Portella; FERNANDES, Leonardo Agostini (org.). Evangelii Gaudium em questão: Aspectos bíblicos, teológicos e pastorais. São Paulo: Paulinas. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2014.

ARAÚJO, Renata Castelo Branco; O sofrimento psíquico na pós-modernidade: uma discussão acerca dos sintomas atuais na clínica psicológica; Disponível em: http://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0311.pdf; Acesso em 29/09/2017.

FRANCISCO, Papa. Exortação Apostólica Evangelii Gaudium sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual. São Paulo: Paulinas, 2013.

Fonte: https://www.comshalom.org/

Como a história dos pastorinhos pode inspirar a valorização da infância

“Fátima e os três pastorinhos” (Edições Loyola, no Brasil), ou “Lúcia. A vida da pastorinha de Fátima” (Editora Lucerna, em Portugal), é a biografia oficial para crianças da grande mensageira escolhida por Nossa Senhora, nas suas Aparições em Portugal, há precisamente um século atrás.

Thereza Ameal, a autora escolhida pela Causa de Canonização da Irmã Lúcia, conta-nos como foi escrever este livro.

Aleteia – Como surgiu esta obra?

Thereza Ameal – Tudo começou quando, em 2005, coordenei o livro de contos infantis “Nossa Senhora na História de Portugal”. Nessa altura, ofereci um exemplar à Irmã Lúcia, que morreria nesse ano já quase com 100 anos de idade. Ela gostou muito, foi talvez o último livro que leu, e a obra ficou guardada no Carmelo.

Quando, no âmbito do seu processo de beatificação, foi decidido fazer uma biografia oficial para dar a conhecer a sua vida e levar a Mensagem de Fátima às crianças e jovens, lembraram-se de mim.

Aleteia – Qual foi a sua reação?

Thereza Ameal – Quando as Irmãs Carmelitas me fizeram este desafio, eu senti só uma enorme alegria, uma grande honra, e aceitei sem hesitar. Mas depois, quando comecei a pensar em termos práticos neste projeto, fiquei em pânico. A verdade é que escrever este livro foi uma autêntica aventura.

Aleteia – Quais foram as maiores dificuldades com que se deparou?

Thereza Ameal – Foram muitas!

Para começar, o tamanho. Era preciso escrever um livro que passasse o essencial de uma vida de quase 100 anos, e dar a conhecer uma personalidade extraordinária, de forma muito concisa, porque um livro para crianças e jovens não pode ser muito grande.

Mas sobretudo, era necessário transmitir a Mensagem de Fátima, de forma teologicamente correta (a obra recebeu o Imprimatur), e sem omitir nada, numa linguagem fácil e atraente. Ora isso é muito difícil!

Imagine o que é falar de oração, penitência, sacrifício, reparação, obediência, às crianças de hoje em dia, tão protegidas de tudo o que são dificuldades…

Mais difícil ainda, falar das visões do inferno, algo completamente fora de moda! Atualmente, até muitos católicos preferem esquecer esse tema.

Ou explicar a importância da conversão da Rússia a crianças e jovens nascidos depois da queda do Muro de Berlim…

Aleteia – E tudo isso tinha que ser contado em linguagem atraente, fácil e alegre.

Thereza Ameal – Precisamente! Todos os dias eu rezava ao Espírito Santo, e pedia a intercessão de Nossa Senhora e da Irmã Lúcia. Tinha sempre sobre a minha mesa uma fotografia dela, que dedicou grande parte da sua vida a escrever, não só as suas “Memórias”, mas milhares de cartas; e nos momentos mais complicados, olhava para a sua imagem e gemia: “Por favor, eu não consigo, escreve tu!”. E não há dúvida que ela ajudava.

Aleteia – E como foi contar a vida de uma irmã carmelita? Para além do tempo das Aparições, não parece haver muito que contar.

Thereza Ameal – Na verdade, a Lúcia teve uma vida longa e verdadeiramente extraordinária. Não só em criança, nos seus encontros e diálogos com o Anjo e com Nossa Senhora, mas também depois. Acho que é melhor não contar tudo, mas posso dizer que para mim a sua vida foi uma grande descoberta. Antes de entrar no Carmelo, durante 25 anos ela foi Doroteia, esteve na Guerra Civil de Espanha, passou por grandes aventuras. Aliás, foi em Espanha que ela teve a Aparição em que Nossa Senhora lhe pediu que instituísse a devoção dos Primeiros Sábados.

Aleteia – Mas depois foi 50 anos carmelita.

Thereza Ameal – À partida não era fácil falar da sua opção pela vida contemplativa, que até muitos adultos não entendem, mas através das irmãs carmelitas que viveram com ela, descobri muitas facetas da sua personalidade. São conhecidas a sua a sua espantosa fortaleza e obediência à vontade de Deus e da Igreja, o seu “sim” constante. Mas foi com enorme surpresa que descobri a sua alegria e sentido de humor, que penso que estão bem presentes na biografia.  Apesar de falar de coisas tão sérias, acho que o livro é também muito divertido.

Aleteia – O fato do livro ser todo ilustrado, também ajuda muito a leitura.

Thereza Ameal – O Pedro Rocha e Mello fez um trabalho fantástico. Todas as páginas têm ilustrações que não só alegram e tornam o livro mais leve, como ajudam a visualizar toda uma época. Ele estudou ao pormenor cada detalhe: como eram as casas, as cores das roupas, tudo… A sua ilustração do Milagre do Sol baseia-se numa fotografia da época e é verdadeiramente extraordinária.

Aleteia – Por que a história de Lúcia e dos pastorinhos continua a conquistar os corações ainda hoje?

Thereza Ameal – Penso que por um lado, há este anseio em todos os corações por coisas grandes, por algo maior que nós. É um apelo do Céu. E também o fato dos protagonistas serem Maria, uma Mãe, e três crianças pequenas e simples com quem qualquer um se pode identificar. A vida dos três pastorinhos é um grande apelo à santidade. Todos nós, por vezes nos sentimos demasiado pequenos e fracos para ser santos, mas se eles conseguiram, então, com a ajuda de Deus, nós também podemos. Acho que essa é uma das mensagens que eles nos querem transmitir, é um desafio alegre e confiante.

Aleteia – Como a história dos pastorinhos pode inspirar a valorização da infância e o amor às crianças?

Thereza Ameal – Toda a vida destes três primos está repassada de amor. A forma como foram educados em famílias muito unidas e afetuosas, foi essencial para a sua formação espiritual. O amor do pai e da mãe da Terra são a melhor escola para abrir o coração ao amor de Deus. E esta escolha do Senhor pelos mais pequeninos, que Ele chama e nos dá como exemplo constantemente, são a melhor forma de Deus valorizar as crianças, que Ele não infantiliza, mas a quem confia até grandes missões, como esta de viver e transmitir uma Mensagem ao Mundo inteiro!

Fonte: https://pt.aleteia.org/

ROMA, 05 Dez. 17 / 08:50 am (ACI).- Quando pensamos em um santo, talvez em um primeiro momento não consideramos que essa pessoa seja ousada, empunhe um machado, um martelo ou que derrube árvores como os carvalhos. Entretanto, existe um santo assim, conhecido como São Bonifácio.

Este santo nasceu na Inglaterra por volta do ano 680. Bonifácio ingressou em um monastério beneditino antes de ser enviado pelo Papa para evangelizar os territórios que pertencem a atual a Alemanha. Primeiro foi como um sacerdote e depois eventualmente como bispo.

Sob a proteção do grande Charles Martel (conhecido como Carlos Magno), Bonifácio viajou por toda a Alemanha fortalecendo as regiões que já tinham abraçado o cristianismo e levou a luz de Cristo àqueles que ainda não o conheciam.

A respeito deste santo, o Papa Bento XVI disse no ano 2009 que “seu incansável trabalho, seu dom para a organização e seu caráter flexível, amigável e forte” foram fundamentais para o sucesso das suas viagens.

O escritor Henry Van Dyke o descreveu assim, em 1897, em seu livro The First Christmas Tree, (A primeira árvore de natal): “Que pessoa tão boa! Que boa pessoa! Era branco e magro, mas reto como uma lança e forte como um cajado de carvalho. Seu rosto ainda era jovem; sua pele suave estava bronzeada pelo sol e pelo o vento. Seus olhos cinzas, limpos e amáveis, brilhavam como o fogo quando falava das suas aventuras e das más ações dos falsos sacerdotes aos quais enfrentou”.

Aproximadamente no ano 723, Bonifácio viajou com um pequeno grupo de pessoas na região da Baixa Saxônia. Ele conhecia uma comunidade de pagãos perto de Geismar que, no meio do inverno, realizavam um sacrifício humano (onde a vítima normalmente era uma criança) a Thor, o deus do trovão, na base de um carvalho o qual consideravam sagrado e que era conhecido como “O Carvalho do Trovão”.

Bonifácio, acatando o conselho de um irmão bispo, quis destruir o Carvalho do Trovão não somente a fim de salvar a vítima, mas também para mostrar àqueles pagãos que ele não seria derrubado por um raio lançado por Thor.

O Santo e seus companheiros chegaram à aldeia na véspera de Natal, bem a tempo para interromper o sacrifício. Com seu báculo de bispo na mão, Bonifácio se aproximou dos pagãos que estavam reunidos na base do Carvalho do Trovão e lhes disse: “Aqui está o Carvalho do Trovão e aqui a cruz de Cristo que romperá o martelo do Thor, o deus falso”.

O verdugo levantou um martelo para matar o pequeno menino que tinha sido entregue para o sacrifício. Mas, o Bispo estendeu seu báculo para impedir o golpe e milagrosamente quebrou o grande martelo de pedra e salvou a vida deste menino.

Logo, dizem que Bonifácio disse ao povo: “Escutai filhos do bosque! O sangue não fluirá esta noite, a não ser que piedade se derrame do peito de uma mãe. Porque esta é a noite em que nasceu Cristo, o Filho do Altíssimo, o Salvador da humanidade. Ele é mais justo que Baldur, maior que Odim, o Sábio, mais gentil do que Freya, o Bom. Desde sua vinda, o sacrifício terminou. A escuridão, Thor, a quem chamaram em vão, é a morte. No profundo das sombras de Niffelheim ele se perdeu para sempre. Desta forma, a partir de agora vocês começarão a viver. Esta árvore sangrenta nunca mais escurecerá sua terra. Em nome de Deus, vou destruí-la”.

Então, Bonifácio pegou um machado que estava perto dele e, segundo a tradição, quando o brandiu poderosamente ao carvalho, uma grande rajada de vento atingiu o bosque e derrubou a árvore, inclusive as suas raízes. A árvore caiu no chão, quebrou-se em quatro pedaços.

Depois deste acontecimento, o Santo construiu uma capela com a madeira do carvalho, mas esta história foi muito além das destruições da poderosa árvore.

O “Apóstolo da Alemanha” continuou pregando ao povo alemão que estava assombrado e não podia acreditar que o assassino do Carvalho de Thor não tivesse sido ferido por seu deus. Bonifácio olhou mais à frente onde jazia o carvalho e assinalou um pequeno abeto e disse: “Esta pequena árvore, este pequeno filho do bosque, será sua árvore santa esta noite. Esta é a madeira da paz…É o sinal de uma vida sem fim, porque suas folhas são sempre verdes. Olhem como as pontas estão dirigidas para o céu. Terá que chamá-lo a árvore do Menino Jesus; reúnam-se em torno dela, não no bosque selvagem, mas em seus lares; ali haverá refúgio e não haverá ações sangrentas, mas presentes amorosos e gestos de bondade”.

Desta forma, os alemães começaram uma nova tradição nessa noite, a qual foi estendida até os nossos dias. Ao trazer um abeto a seus lares, decorando-o com velas e ornamentos e ao celebrar o nascimento do Salvador, o Apóstolo da Alemanha e seu rebanho nos mostraram o que hoje conhecemos como a árvore de Natal.

Fonte: http://www.acidigital.com/

VATICANO, 03 Dez. 17 / 10:30 am (ACI).- Poucas horas depois de voltar da sua viagem à Mianmar e Bangladesh, o Papa Francisco presidiu a oração do Ângelus da janela do Palácio Apostólico do Vaticano, e pediu para que os fieis se preparem para o Natal e estejam vigilantes para acolher Deus.

No primeiro domingo de Advento, o Pontífice explicou que “é o tempo que nos é dado para acolher o Senhor que vem ao nosso encontro, para verificar o nosso desejo de Deus, para olhar em frente e preparar-nos para o retorno de Cristo”, que vem a nós de diversas maneiras, como na festa de Natal que recorda sua vinda histórica, mas também sempre que estivermos “dispostos a recebê-lo”.

Francisco comentou que as leituras da liturgia do dia nos convidam a vigilantes e atentos. “A pessoa atenta, mesmo em meio ao barulho do mundo, não se deixa tomar pela distração ou pela superficialidade, mas vive de maneira plena e consciente, com uma preocupação voltada antes de tudo aos outros”.

“A pessoa atenta, também se preocupa com o mundo, buscando combater a indiferença e a crueldade presente nele”, mas também alegrando-se pelos tesouros de beleza que também existem e devem ser cuidados”.

O Pontífice também sublinhou que a pessoa vigilante é aquela que não “se deixa dominar pelo sono do desencorajamento, da falta de esperança, da desilusão” e ao mesmo tempo, “rejeita a solicitação de tantas vaidades de que o mundo está cheio e por trás das quais, às vezes, são sacrificados tempo e serenidade pessoal e familiar”.

Finalmente, nos convidou a não continuar a “vagar perdidos em nossos pecados e em nossas infidelidades” e a não buscar “a nossa felicidade em outro lugar”, mas sim a percorrer “o bom caminho, o caminho de fé, o caminho do amor”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

Pope Francis and Sweden's Catholic bishop Anders Arborelius arrive to Malmo arena for a Catholic mass in Sweden on Nov. 1, 2016. Photo courtesy of TT News Agency via Reuters/Emil Langvad

Vaticano, 04 Dez. 17 / 12:37 pm (ACI).- Em uma mensagem dirigida aos bispos, sacerdotes, religiosos e fiéis de todo o mundo por ocasião do Dia Mundial de Oração pelas Vocações, a ser celebrado em 22 de abril de 2018, o Papa Francisco recordou que “a nossa vida e a nossa presença no mundo são fruto duma vocação divina” e por isso é necessário um processo de discernimento para ajudar a descobri-la.

Durante a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos dedicada aos jovens, “particularmente à relação entre jovens, fé e vocação”, a ser realizado em outubro do próximo ano, o Pontífice refletiu sobre três conceitos: escuta, discernimento e vida.

“Na diversidade e especificidade de cada vocação, pessoal e eclesial, trata-se de escutar, discernir e viver esta Palavra que nos chama do Alto e, ao mesmo tempo que nos permite pôr a render os nossos talentos, faz de nós também instrumentos de salvação no mundo e orienta-nos para a plenitude da felicidade”, assinalou o Santo Padre.

Escutar

Francisco afirmou que “o chamado do Senhor não possui a evidência própria de uma das muitas coisas que podemos ouvir, ver ou tocar na nossa experiência diária”. Destacou que “Deus vem de forma silenciosa e discreta, sem Se impor à nossa liberdade. Assim pode acontecer que a sua voz fique sufocada pelas muitas inquietações e solicitações que ocupam a nossa mente e o nosso coração”.

Por isso, é preciso “preparar-se para uma escuta profunda da sua Palavra e da vida, prestar atenção aos próprios detalhes do nosso dia-a-dia, aprender a ler os acontecimentos com os olhos da fé e manter-se aberto às surpresas do Espírito”.

O Pontífice explicou que, para ouvir esse chamado do Senhor, é necessário abrir-se, sair de si mesmo. “Se permanecermos fechados em nós mesmos, nos nossos hábitos e na apatia de quem desperdiça a sua vida no círculo restrito do próprio eu, perdendo a oportunidade de sonhar em grande e tornar-se protagonista daquela história única e original que Deus quer escrever conosco”.

Entretanto, reconheceu que essa atitude de escuta “é cada vez mais difícil, imersos como estamos numa sociedade rumorosa, na abundância frenética de estímulos e informações que enchem a nossa jornada”. Deste modo, convidou à contemplação, “a refletir com serenidade sobre os acontecimentos da nossa vida e realizar um profícuo discernimento, confiados no desígnio amoroso de Deus a nosso respeito”.

Discernir

“Cada um de nós – explicou o Papa Francisco – só pode ??descobrir a sua própria vocação somente através do discernimento espiritual”. Insistiu que “a vocação cristã tem sempre uma dimensão profética”.

O Santo Padre afirmou que “hoje temos grande necessidade do discernimento e da profecia, de superar as tentações da ideologia e do fatalismo e de descobrir, no relacionamento com o Senhor, os lugares, instrumentos e situações através dos quais Ele nos chama. Todo cristão deveria poder desenvolver a capacidade de «ler por dentro» a vida e individuar onde e para quê o está a chamar o Senhor a fim de ser continuador da sua missão”.

Viver

Na mensagem, Francisco destacou a necessidade de assumir a vocação: “A vocação é hoje! A missão cristã é para o momento presente! E cada um de nós é chamado – à vida laical no matrimônio, à vida sacerdotal no ministério ordenado, ou à vida de especial consagração – para se tornar testemunha do Senhor, aqui e agora”.

“O Senhor continua chamando para segui-lo”, assegurou. “Não podemos esperar para ser perfeitos para dar como resposta o nosso generoso ‘eis-me aqui’, nem assustar-nos com as nossas limitações e pecados, mas acolher a voz do Senhor com coração aberto, discernir a nossa missão pessoal na Igrejae no mundo e, finalmente, vivê-la no ‘hoje’ que Deus nos concede”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

Conheça as razões profundas deste importante tempo litúrgico

Este foi o maior acontecimento da História: o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Dignou-se a assumir a nossa humanidade, sem deixar de ser Deus. Somos convidados a esperar Jesus que vem no Natal e que vem no final dos tempos.

O Natal de Jesus se aproxima, então devemos esperar o Salvador com a mesma expectativa que o esperaram os Patriarcas, os Profetas, a Virgem Maria, São José, os reis Magos, o velho Simeão: “Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra. Por que os meus olhos viram a vossa salvação” (Lc 2,29).

Os Profetas anunciaram a vinda do Senhor com riqueza de detalhes: Nascerá da tribo de Judá, em Belém, a cidade de Davi. Seu Reino não terá fim… Maria O esperou com zelo materno e O preparou para a missão terrena.

“Mas tu, (Belém), Éfrata, embora o menor dos clãs de Judá, de ti sairá para mim Aquele que será dominador em Israel” (Mq 5,1).

Isaias indicou o seu sinal: “Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma Virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco” (Is 7,14).

Sofonias faz o povo se alegrar: “Canta de alegria cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo coração, cidade de Jerusalém. O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, Ele está no meio de ti… O Senhor teu Deus está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; Ele exultará de alegria em tí, movido por amor” (Sof 3,14-18).

Malaquias indica o precursor que prepararia o seu povo para sua chegada: “Eis que envio o meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará a seu tempo o Dominador… Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o Dia do Senhor, dia grande e terrível” (Mal 3,1-4.23-24).

Isaias fala de sua grandeza e da beleza do Reino messiânico:

“Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor. (Sua alegria se encontrará no temor ao Senhor.) Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer; mas julgará os fracos com equidade, fará justiça aos pobres da terra, ferirá o homem impetuoso com uma sentença de sua boca, e com o sopro dos seus lábios fará morrer o ímpio. A justiça será como o cinto de seus rins, e a lealdade circundará seus flancos. Então o lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino pequeno os conduzirá; a vaca e o urso se fraternizarão, suas crias repousarão juntas, e o leão comerá palha com o boi. A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da áspide. Não se fará mal nem dano em todo o meu santo monte, porque a terra estará cheia de ciência do Senhor, assim como as águas recobrem o fundo do mar. Naquele tempo, o rebento de Jessé, posto como estandarte para os povos, será procurado pelas nações e gloriosa será a sua morada” (Is 11, 1-10).

Isaías exortou o seu povo a ter ânimo porque Ele vem:

“Dizei àqueles que têm o coração perturbado: Tomai ânimo, não temais! Eis o vosso Deus! Ele vem. Eis que chega a retribuição de Deus: ele mesmo vem salvar-vos. Então se abrirão os olhos do cego. E se desimpedirão os ouvidos dos surdos; então o coxo saltará como um cervo, e a língua do mudo dará gritos alegres. Porque águas jorrarão no deserto e torrentes, na estepe” (Is 35,1-6).

“Porque um Menino nos nasceu, um filho nos foi dado, Ele recebeu o poder sobre seus ombros, e lhe foi dado este Nome: Conselheiro – Maravilhoso, Deus – Forte, Pai – Eterno e Príncipe – Da – Paz” (Is 9,5).

Então, a Igreja nos ajuda a preparar o coração para a sua chegada. Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Nas duas últimas semanas, lembrando a espera dos profetas e de Maria, nós nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus em Belém.

A cada domingo acende-se uma das velas, que representam as várias etapas da salvação. As velas acesas simbolizam nossa fé, nossa alegria. Elas são acesas em honra de Jesus que vem a nós. Deus, a grande Luz, “a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo” (Jo 1,9), nós O esperamos com luzes, porque O amamos e também queremos ser, como Ele, Luz. Simbolizam as grandes etapas da salvação em Cristo: A vermelha que simboliza o perdão a Adão e Eva e a nossa fé. A verde, representa a esperança dos Patriarcas. A rosa (roxo claro), simboliza a alegria do rei Davi, o rei que simboliza o Messias. A branca simboliza os Profetas, que anunciaram um reino de paz e de justiça que o Messias traria.

“É o tempo favorável, o dia da salvação”, de se arrepender dos nossos pecados e preparar o coração para o encontro com o Senhor. A celebração do Advento exige a mudança de mentalidade, correção de tudo que está na contramão do Evangelho em vista à busca da santificação pessoal.

É uma oportunidade de meditarmos em nossa fé; nossa opção religiosa por Jesus Cristo; nosso amor e compromisso com a Santa Igreja Católica.

Dois aspectos marcam o tempo do Advento: a preparação próxima para o Natal e a lembrança viva do retorno glorioso de Cristo. Jesus alertou: “Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas só o Pai” (Mt 24,36). Peregrina nesta terra, a Igreja aguarda a vinda triunfal do “Dia do Senhor!” (1 Cor 1,8;5,5).

O Papa Bento XVI disse que: “O Advento nos chama a aproximar-nos, quase na ponta de pés, da gruta de Belém, onde se realizou o acontecimento que mudou o curso da história: o nascimento do Redentor”. “Mas a pergunta é: a humanidade do nosso tempo espera ainda um Salvador? Tem-se a impressão de que muitos consideram Deus fora dos seus interesses. Aparentemente não precisam d’Ele; vivem como se Ele não existisse e, ainda pior, como se fosse um “obstáculo” a superar para se realizarem a si mesmos. Também entre os crentes temos a certeza há quem se deixa atrair por quimeras aliciantes e distrair por doutrinas desviantes que propõem atalhos ilusórios para obter a felicidade”.“Sem dúvida, falsos profetas continuam a propor uma salvação a “baixo preço”, que termina sempre por gerar violentas desilusões”.

Celebrando cada ano este mistério, a Igreja nos exorta a renovar continuamente a lembrança de tão grande amor de Deus para conosco. A vinda de Cristo não foi proveitosa apenas para os seus contemporâneos, mas que a sua eficácia é comunicada a todos nós se, mediante a fé e os sacramentos, e orientar nossa vida de acordo com os seus ensinamentos.

A Igreja deseja ainda ardentemente fazer-nos compreender que o Cristo, assim como veio uma só vez a este mundo, revestido da nossa carne, também está disposto a vir de novo, a qualquer momento, para habitar espiritualmente em nossos corações com a profusão de suas graças, se não opusermos resistência.

Santo Irineu (†200) disse que: “Com a vinda de Cristo, Deus torna-se visível aos homens”. São Máximo, bispo de Turim, dizia: “Enquanto estamos para acolher o Natal do Senhor, revistamo-nos com vestes nítidas, sem mancha. Falo da veste da alma, não da do corpo. Vistamo-nos não com vestes de seda, mas com obras santas! As vestes vistosas podem cobrir os membros mas não embelezam a consciência”.

Nascendo entre nós, que o Menino Jesus não nos encontre distraídos ou comprometidos simplesmente a embelezar com iluminações as nossas casas. Ao contrário, preparemos na nossa alma e nas nossas famílias uma habitação digna onde Ele se sinta acolhido com fé e amor.

(via Prof. Felipe Aquino)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Foto por Canção Nova

Conheça o simbolismo de cada um dos seus elemento e veja como viver na sua família esta tradição que nos prepara para a chegada de Jesus!

No tempo litúrgico do Advento, as famílias católicas se dedicam à santa preparação para o Nascimento de Jesus.

Um dos elementos mais belos e densos de significado neste período de preparação para o Natal é a Coroa do Advento. A seguir, explicamos os seus elementos, o simbolismo de cada um deles e como você pode viver na sua família esta preciosa tradição espiritual!

O que é a coroa do Advento:

É uma coroa feita de ramos verdes, na qual são colocadas 4 velas: geralmente, três velas são roxas e uma é rosa. Os ramos verdes podem ser intercalados, opcionalmente, por uma fita vermelha e por maçãs, também vermelhas. Nas casas, o costume é colocar a coroa sobre uma mesinha ou sobre um tronco de árvore. Nas igrejas, não se costuma colocá-la em cima do altar, mas junto ao ambão ou ao lado de uma imagem ou ícone de Nossa Senhora, por exemplo. A coroa do Advento é considerada, tradicionalmente, como “o primeiro anúncio do Natal”.

Os ramos verdes:

A coroa do Advento é feita de ramos verdes, que, seguindo as origens europeias dessa tradição, devem ser de plantas que conservam a folhagem durante o ano inteiro, inclusive no gélido inverno do hemisfério Norte. Desta forma, o significado é a continuidade da vida. O verde também representa a esperança.

A forma circular:

Simboliza a eternidade de Deus, que não possui início nem fim. Representa também, pela participação em Deus, a imortalidade do cristão, bem como a vida eterna em Cristo.

As maçãs e a fita vermelha:

As maçãs representam o jardim do Éden, evocando Adão e Eva, o pecado original e a expulsão do paraíso, bem como o permanente anseio do ser humano de voltar a ele; portanto, recorda-se a necessidade da vinda do Salvador, Jesus Cristo, para nos redimir. Já a fita vermelha significa precisamente o amor de Deus que nos resgata e nos envolve, bem como a nossa resposta de amor ao Senhor.

Em alguns lugares, também são usados pinhões e nozes para ornamentar a coroa, representando-se com eles a vida e a ressurreição.

As quatro velas (ou cinco!):

Representam as quatro semanas do Advento. Veja logo abaixo a explicação sobre as cores dessas velas. Também pode ser colocada uma quinta vela, no centro da coroa, maior do que as outras e na cor branca, para representar Jesus.

As cores das velas:

Embora possam ser usadas velas de cor natural, o tradicional é usar três velas roxas e uma rosa. A cor roxa é a própria do Advento e recorda a vigilância na espera do Cristo que vem. Já a vela rosa deve ser acesa no terceiro domingo do Advento, chamado de “Domingo Gaudete”A palavra “gaudete”, em latim, significa “alegrai-vos“. Essa vela procura evocar a alegria de termos chegado à metade do Advento, o que recorda que já está bem próximo o Santo Natal do Salvador. Quanto à quinta vela, que é opcional e que seria branca, veja a explicação no próximo parágrafo.

A progressiva iluminação da coroa:

Representa a espera que marcou a primeira vinda do Cristo e também a espera da Sua segunda vinda. No primeiro domingo do Advento (que neste ano será este dia 3 de dezembro), acende-se a primeira vela e reza-se a oração de bênção, em família (veja a oração logo abaixo). Da mesma foram, acende-se a cada domingo uma vela a mais. Também é possível colocar uma vela branca e maior do que as outras no centro da coroa: ela simboliza Jesus Cristo e só é acesa na noite de Natal, 24 de dezembro.

A oração de bênção da coroa do Advento:

Senhor,
a terra se alegra nestes dias,
e tua Igreja transborda de gozo
diante do teu Filho, nosso Senhor,
que chega como luz esplendorosa,
para iluminar os que jazem nas trevas
da ignorância, da dor e do pecado.

Repleto de esperança em tua vinda,
teu povo preparou esta coroa
e a enfeitou com carinho.

Neste tempo de Advento,
de preparação para a vinda de Jesus,
nós te pedimos, Senhor, que,
enquanto cresce a cada dia
o esplendor desta coroa,
com novas luzes,
que Tu nos ilumines
com o esplendor daquele que,
por ser a Luz do mundo,
iluminará toda escuridão.
Ele que vive e reina
pelos séculos sem fim.

Amém.

Fonte: Aletéia

Uma catequista e mãe separou conselhos preciosíssimos que vão ajudar nesta missão

Na catequese, com qualquer idade e em qualquer época, tenho observado que as crianças que mais sabem o que estão fazendo ali e que participam são aquelas que os pais frequentam junto a Igreja, que praticam em casa  atos de devoção e confirma, cada vez mais, a importância da presença da família não só na formação escolar ou profissional, mas principalmente (e especialmente) na religiosidade. Como mãe, fui tendo experiências, ouvindo outras mães com filhos maiores, de famílias numerosas, que trabalham fora e dentro de casa, padres, escritores e resumi algumas dicas que tem me ajudado e talvez possa ser útil para você ou para alguém que conheça.

  1. Reze com os filhos em momentos que fazem parte do hábito diário da família. Exemplo: antes das refeições, antes de sair de casa, antes de dormir, etc. Que a oração seja um hábito da família assim como escovar os dentes e tomar banho são hábitos de higiene fundamentais. Dica: Reze sempre a mesma oração.
  2. Reze de forma pausada. Sem pressa. Permita que a criança entenda palavra por palavra do que esta dizendo. Para que não seja uma sentença decorada, mas que tenha sentido.
  3. Nos momentos de dificuldade ou estresse (sabe quando o alho queimou, o gás acabou, o carro não quer pegar…) ao invés de falar palavrões ou ainda como “que saco”, “que droga”, “que porcaria”, invente jaculatórias espontâneas: Nossa Senhora da Paciência, socorrei-me! Santa Gianna Beretta, intercedei por mim! Nossa Senhora das mães dos filhos agitados, dai-me sabedoria!
  4. Tenha pela casa ou no local do trabalho uma imagem de Nossa Senhora, um crucifixo, ou até mesmo na tela inicial do celular uma imagem que te faça lembrar o sentido sobrenatural na formação dos filhos. Isso ajudará a colocar os filhos e a família sempre na presença de Deus.
  5. Frequente em família a Igreja! Mesmo que sempre tenha olhares desagradáveis para o barulho das crianças. É verdade que temos que formar as crianças para se comportarem (Essas dicas da Fanpage Feminilidade, Fertilidade, Maternidade e Vida em Família, são sensacionais), mas a família participar junta é a melhor maneira de formar nas crianças a importância da religião.
  6. Conte histórias bíblicas para as crianças, pode ser antes de dormir. Tem uma Bíblia da Editora Paulinas que se chama Bíblia para Crianças em Rimas, com as histórias e e desenho de uma forma que ajuda os filhos a gravarem as histórias e recontá-las depois.

 

Por Rafaela Campos, via Sempre Família 

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, ensina o estilo nativo da evangelização, apontando para seu filho.

O que há de novo na evangelização proposta pelo papa Francisco por meio de sua encíclica Evangelii Gaudium pode ser expresso por meio de uma tradição latino-americana a ele tão cara: a experiência que utiliza é o de Maria como “Nossa mãe”; É, aliás, uma experiência religiosa emocional, dada a título de beleza mais típica do povo simples, que segue principalmente através da verdade, mais típica da teologia, para chegar a Deus.

Francisco propõe Maria como modelo, referindo-se a “um estilo Mariano na atividade evangelizadora da igreja; Porque sempre que olharmos para Maria voltamos a acreditar no revolucionário da ternura e afeição” (EG 288).

Não é surpreendente o fato de parecer essa linguagem teológica- existencial do Papa Francisco atrair mais a atenção que, ao associar a ternura de Maria, você queira destacar uma dimensão tipicamente feminina evangelização: de fato, ele nunca se cansa de repetir que a Igreja é mulher, de uma maneira, neste momento, o Papa Francisco vai além de seus antecessores. Não feminismos no papel de Maria, há a plenitude do papel da mulher.

Evangelização com espírito é animar, habitar e enviar pelo Espírito Santo para poder anunciar a verdade do amor com a beleza que salva (EG 261; 265). Aqueles que evangelizam precisam invocá-lo constantemente “e, portanto,” a igreja precisa desesperadamente de um “Pulmão de oração”, “Precisamos nos cultivar um interior do espaço que conceder o sentido cristão para o compromisso e a atividade “(EG 280; 262).

O sopro do espírito se comunica em oração e ação, entrelaçando a invocação e a compaixão e derrama o amor e a ternura de Deus em nos corações enviando-os para anunciar sua boa nova de amor e misericórdia.

Maria Mãe da esperança, aproximando-se, acompanha com carinho, anda com seus filhos. Essas são algumas das ações que expressam a proximidade de Deus e seu espírito em Maria. Os espaços marianos dão um sabor do conjunto de experimentos religiosos que as comunidades têm do manifesto de Maria. É uma autêntica Mariologia inculturada na vida de cada comunidade. A devoção mariana é coberta de várias características culturais e torna-se um caminho de inculturação do Evangelho.

A atividade evangelizadora carrega, além disso, o selo estilo de mãe “porque sua alma é a ternura e afeição” (EG 288). Maria, cheia do Espírito Santo (cf. Lc 1,28), demonstra a dança de ternura e o afeto sobre a visita a sua prima Isabel (1, 39ss), em sua intercessão nas Bodas de Caná (Jo 2), aos pés da Cruz com seu Filho (19, 25ss), a oração perseverante com as mulheres e os discípulos (Atos 1,14).

Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, ensina o estilo nativo da evangelização, apontando para seu filho: “Jesus é o modelo desta opção que nos leva ao coração da aldeia de evangelizar” (EG 269).

E essa criança que é “nascida de mulher” (Gl 4,4) “leva a” isso, porque você não quer andar sem uma mãe, e a comunidade lê “naquela imagem maternal todos os mistérios do Evangelho” (EG 285). O Espírito que incentivou a evangelização leva os fiéis com estilo maternal, ternura e compaixão, para que estes possam viver tudo isso como Maria.

Assim, a evangelização torna-se capaz de falar a “língua materna” como Maria. A visitação é um ícone da dança da evangelização: anúncio da misericórdia e a ternura de Deus.

Esse estilo materno na evangelização é inseparável de Maria, que é mãe e como tal ícone de ternura e afeição. Também se pode dizer que o estilo materno na evangelização é inseparável do Espírito, Vida, Dom e Conforto de Deus. Finalmente, este estilo materno, que é chamado para todos os batizados, é particularmente manifestado na vida de mulheres.

Em Evangelii gaudium, este estilo maternal está ligado à ternura e ao amor de Maria; todos os batizados são chamados a vivê-la: leigos, consagrados e sacerdotes, mas as mulheres têm um carisma peculiar de ternura. A este respeito, poder-se-ia esperar que “uma presença mais incisiva das mulheres na” Igreja “representam um aprofundamento do estilo maternal da evangelização (EG 103), até onde isto envolve uma nova tarefa dentro do processo de conversão apostólica, que é o chamado da igreja para ir”.

O estilo mariano na atividade evangelizadora da Igreja (EG 288) é o modelo exaltado pelo Papa. Sua proximidade, carinho, solicitude e presença em todas as ocasiões sempre apontando para o seu Filho são características singulares de quem deseja adentrar o seguimento de Jesus.

Roberto Ednísio, teólogo, postulante da CAL

Fonte: https://www.comshalom.org/

O “sinal da cruz” é uma verdadeira e poderosa oração: faça-o e se recorde de Quem habita dentro de ti

No dia do nosso Batismo, o ministro diz: “Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Nesse momento a Trindade divina começa a habitar em nós.

É o próprio nome de Deus que recordamos toda vez que fazemos em nós mesmos o sinal da cruz, explicava Bento XVI em um discurso sobre Santíssima Trindade.

“Fazemo-lo antes da oração, para que… nos ponha espiritualmente em ordem; concentre em Deus pensamentos, coração e vontade; depois a oração, para que permaneça em nós o que Deus nos doou… Ele abraça todo o ser, corpo e alma,… e tudo se torna consagrado em nome do Deus uno e trino”, dizia o teólogo Romano Guardini.

“No sinal da cruz e no nome do Deus vivente está portanto contido o anúncio que gera a fé e inspira a oração”, escreveu Bento XVI.

O papa emérito indicava ainda que fizéssemos nossa esta oração de Santo Ilário de Poitiers:

“Conserva incontaminada esta fé reta que está em mim e, até ao meu último respiro, dá-me igualmente esta voz da minha consciência, para que eu permaneça sempre fiel ao que professei na minha regeneração, quando fui batizado no Pai, no Filho e no Espírito Santo”.

Faça o sinal da cruz, acalme-se, ordene-se espiritualmente e concentre em Deus os seus pensamentos, o seu coração, seus sofrimentos e dificuldades. E então peça a proteção da Santíssima Trindade para prosseguir bem o seu dia.

† Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém! – a ser deve ser feito com a maior reverência, consciência, fé e amor, pois expressa nossa fé no Mistério da Santíssima Trindade, cerne da fé cristã, Deus em si mesmo. Deve ser feito com a mão direita, levando-a da testa à barriga, e do ombro esquerdo ao direito.

Fonte: https://pt.aleteia.org/