Catequese

Uma maneira rápida de se conectar profundamente com Deus

De forma solene, sem pressa, e com a maior devoção e respeito:
† Pelo sinal da Santa Cruz
† Livrai-nos Deus, Nosso Senhor
† Dos nossos inimigos
† Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
QUANDO ACORDAR
Acordar e fazer o sinal da Cruz, oferecer o coração a Deus, dizendo: “Meu Deus, eu vos dou o meu coração e a minha alma.” Também lembrando que aquele dia pode ser o último da nossa vida”. (Catecismo de São Pio X. 969-970)
QUANDO FOR DORMIR
Antes de adormecer, fazer o sinal da Cruz, pensando que se pode morrer naquela noite, e oferecer o coração a Deus, dizendo: “Meu Senhor e meu Deus, eu vos dou todo o meu coração. Trindade Santíssima, concedei-me a graça de bem viver e de bem morrer. Jesus, Maria e José eu Vos encomendo a minha alma”. (Catecismo de São Pio X. 982)
Caso tenha pesadelos recorrentes, fazer o sinal da cruz com água benta, e pedir a intercessão do anjo da guarda para que vele nosso descanso.
ANTES E DEPOIS DAS REFEIÇÕES
Antes da refeição convém fazer o sinal da Cruz, estando de pé, e dizer com devoção: “Senhor, abençoai-nos a nós e ao alimento que vamos tomar, para nos conservarmos no vosso santo serviço”. (Catecismo de São Pio X. 975)
Depois da refeição, convém fazer o sinal da Cruz, e dizer: “Senhor, eu vos dou graças pelo alimento que me destes; fazei-me digno de participar da mesa celeste”. (Catecismo de São Pio X. 976)
AO PASSAR POR UMA IGREJA
Fazer o sinal da cruz por respeito a Nosso Senhor Jesus que está presente no sacrário.
Também se deve fazer pois assim professamos publicamente nossa fé.
AO PASSAR POR UM CEMITÉRIO
Se faz o sinal da cruz pedindo a misericórdia pelas almas que estão no purgatório, e para lembrar que um dia também nós morreremos, e portanto devemos sempre buscar os caminhos de Deus.
AO SER TENTADO
Quando nos vemos atormentados por alguma tentação, devemos fazer o sinal da Cruz, evitando porém que as outras pessoas, pelos sinais externos, suspeitem da tentação. (Catecismo de São Pio X. 977)
SAINDO OU CHEGANDO
Ao sair de casa para pedir que Nosso Senhor guie nossos caminhos, evitando todo tipo de mal físico ou espiritual
Ao chegar, como agradecimento por nos ter livrado de tantos males que nem sequer imaginamos.
AO PASSAR POR UM ACIDENTE
Fazer o sinal da cruz ao passar por um acidente para que Nosso Senhor conceda a saúde aos que se machucaram, ou conceda descanso aos que faleceram.NA MISSA

Durante a Santa Missa, o sinal da cruz tem um significado litúrgico. É feito antes da proclamação do Evangelho.
A cruz na testa lembra que o Evangelho deve ser entendido, estudado, conhecido. Nos lábios, lembra que o Evangelho deve ser proclamado, anunciado. No peito, à altura do coração, nos indica que o Evangelho deve ser vivido (cf. ”Os Sacramentos” – Prof. Felipe Aquino)
Fonte: https://pt.aleteia.org/

Há duas versões para a origem desta prece, que é uma das mais belas do tesouro da Igreja

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia! Vida, doçura, esperança nossa, salve!

Salve-Rainha é uma das mais belas orações cristãs. Mas qual é a sua origem?

Não há certeza completa, pois dois autores costumam ser apontados: o monge beneditino Hermano Contracto, segundo alguns historiadores, e, segundo outros, o bispo de Le Puy, dom Ademar de Monteuil.

Versão 1: o monge Hermano Contracto

O religioso beneditino a teria escrito por volta de 1050, no mosteiro de Reichenau, no Sacro Império Romano-Germânico. Na época, os povos da Europa central enfrentavam calamidades naturais, epidemias, miséria, fome e a contínua ameaça dos nômades do Leste, que invadiam os povoados, saqueavam e matavam.

Hermano Contracto sofria de deformações físicas que o levavam a caminhar e a escrever com grande dificuldade. Acredita-se que essas características fossem de nascença. Segundo a tradição, ao constatar seu raquitismo, a mãe, Miltreed, o consagrou a Maria e o educou na devoção a ela. Apesar da deficiência física, chegou a ser mestre dos noviços na ordem beneditina.

Foi entre sofrimentos e esperanças que o monge teria composto a Salve Rainha – exceto a tríplice invocação final (“Ó clemente! Ó piedosa! Ó doce Virgem Maria!”), que foi acrescentada mais de um século depois, por São Bernardo de Claraval.

Versão 2: dom Ademar de Monteuil

O bispo de Le Puy era membro do Concílio de Clermont, o sínodo que determinou a realização da primeira cruzada a fim de defender os peregrinos que iam à Terra Santa e cujas viagens vinham se tornando cada vez mais perigosas. Dom Ademar participou da primeira cruzada como legado apostólico e teria composto a Salve Rainha como hino dos cruzados.

Tal como na versão que atribui a composição ao monge Hermano Contracto, a Salve Rainha terminava nas palavras “…e, depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre“.

O acréscimo de São Bernardo

A Salve-Rainha já tinha se popularizado fazia décadas entre os cristãos.

Na véspera do Natal de 1146, São Bernardo de Claraval, enviado à Alemanha como legado papal, entrava solenemente na cidade de Spira depois de uma viagem memorável, da qual foram relatados numerosos milagres. O bispo, o clero e o povo foram ao encontro do santo e o conduziram, ao toque dos sinos e com sagrados cânticos, até o imperador e os príncipes germânicos, que o receberam com todas as honras devidas ao enviado pontifício.

Enquanto o coro entoava a Salve-Rainha, o abade São Bernardo ficou profundamente comovido e, acabado o canto, prostrando-se três vezes, acrescentou a cada vez uma das aclamações, enquanto caminhava até o altar sobre o qual brilhava a imagem de Maria.

A tríplice invocação passou a partir de então a fazer parte da oração.

A Salve-Rainha em latim

Salve, Regina, mater misericordiae!
Vita, dulcedo et spes nostra, salve!
Ad te clamamus, exsules filii Evae.
Ad te suspiramus, gementes et flentes
in hac lacrimarum valle.Eia, ergo, advocata nostra,
illos tuos misericordes oculos
ad nos converte.
Et Iesum, benedictum fructum ventris tui,
nobis post hoc exsilium ostende.
O clemens! O pia! O dulcis Virgo Maria.Ora pro nobis, Sancta Dei Genetrix,
ut digni efficiamur promissionibus Christi.Amen.

A Salve-Rainha em português

Salve, Rainha, Mãe de Misericórdia!
Vida, doçura e esperança nossa, salve!
A vós bradamos, os degredados filhos de Eva;
a vós suspiramos, gemendo e chorando
neste vale de lágrimas.Eia, pois, advogada nossa,
Esses vossos olhos misericordiosos
a nós volvei
e, depois desse desterro,
mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre.
Ó clemente! Ó piedosa! Ó doce Virgem Maria!Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo.Amém.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

VATICANO, 19 Fev. 18 / 07:00 pm (ACI).- O Penitenciário Mor do Vaticano, Cardeal Mauro Piacenza, afirmou que este dicastério, o mais antigo da Cúria Romana, é o “Tribunal da Misericórdia” da Igreja.

Assim indicou o Purpurado em entrevista à ACI Stampa – agência italiana do Grupo ACI – por ocasião do simpósio “Penitência e Penitenciaria no tempo do Jansenismo: Cultura, Teologia e prática”, realizado em Roma nos dias 15 e 16 de fevereiro.

O objetivo do evento, explicou o Purpurado, “não é simplesmente recordar ideias do passado distante, mas dar pistas que interpelem a consciência dos cristãos de hoje. Acredito que os temas discutidos poderão contribuir para redescobrir a importância do sacramento da Reconciliação para cada um de nós”.

O Cardeal explicou na entrevista que “o jansenismo era uma corrente de pensamento que surgiu da conhecida obra Augustinus do bispo holandês Cornelius Jansen”, o qual viveu entre 1585 e 1638, mais conhecido como Jansênio.

“Jansênio considerava que o homem está intrinsecamente e irremediavelmente corrompido pelo pecado” e que “Deus teria predestinado toda criatura ao inferno ou ao paraíso; e que Cristo teria morrido somente pelos predestinados”.

O Cardeal explicou que esta doutrina, “anulando a liberdade do homem e levando ao extremo o papel da graça, levou a uma aproximação rigorosa no plano da moral”.

Diante desta situação, a atitude do Magistério “foi impedir o rigorismo jansenista, levando novamente à misericórdia divina e à bondade paterna de Deus sempre disposta a perdoar”.

“Nesse sentido, coloca-se o que a Penitenciaria Apostólica realiza, sempre fiel ao seu mandato de ser, na Igreja e para a Igreja, o ‘Tribunal da Misericórdia’”, sublinha o Purpurado italiano.

O Cardeal Piacenza recordou que o Papa Bento XIV assinalava que a Penitenciaria “era o lugar onde todos os fiéis, de todos os lugares da terra, poderiam encontrar reparação aos males espirituais e conseguir um remédio rápido para as suas feridas, fornecido em segredo e gratuitamente”.

Em fevereiro de 2016, o Regente da Penitenciaria Apostólica, Dom Krzysztof Nykiel, explicou que este organismo do Vaticano é “o primeiro dos tribunais apostólicos, cuja competência é exclusivamente na jurisdição interna, ou seja, no âmbito íntimo da relação entre Deus e o pecador”.

Além de se encarregar da regulamentação da concessão de indulgências aprovadas pelo Papa, a Penitenciaria está relacionada aos crimes puníveis com a excomunhão reservada à Santa Sé, como a profanação da Eucaristia, a violação do segredo de confissão ou a consagração de um bispo sem mandato pontifício.

Em seu discurso, o Regente explicou que a Penitenciaria não é “um lugar de detenção” nem “uma espécie de prisão da Igreja”.

O seu propósito “é facilitar os fiéis no caminho de reconciliação com Deus e com a Igreja, conscientes de que a reconciliação, realizada por Cristo e através do Espírito Santo, normalmente ocorre por meio da mediação eclesial”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

Vamos conferir nas Sagradas Escrituras algumas citações

Começamos a viver a Quaresma, tempo de penitência e de preparação para a Páscoa da Ressurreição.

O início da Quaresma é marcado pela quarta-feira de cinzas. A partir de então, começaremos a ouvir falar de “cinzas” e “pó” várias vezes durante esses quarenta dias que deveriam ser de recolhimento, reflexão e penitência.

Não é de agora que, em certas situações, estes dois termos são lembrados nos meios religiosos, mesmo antes do cristianismo. O costume de se usar vestes penitenciais e de cobrir a cabeça com cinzas, exprimindo dor, luto e em sinal de penitência, já era comum na antiguidade.

Vamos conferir nas Sagradas Escrituras algumas citações. Depois, quando recebermos as cinzas na quarta-feira, lembremos que assim agindo estaremos nos ligando a um costume milenar, uma tradição encampada pela Igreja e que expressa uma verdade que muitas vezes teimamos em tentar esquecer: “Tu es pó e em pó te hás de tornar”. Pois, “Deus formou o homem com o pó da terra” (Gn 2, 7).

– Abraão confessa a Deus sua consciência de ser limitado e frágil: “Apesar de eu ser apenas pó e cinza, atrevo-me, Senhor, a convosco falar” (Gn 18, 27). E isso se prolonga por toda a história de Israel;

– Assim diz o Salmo 17: “pó e cinza são todos os homens” (Sl 17, 32);

– O salmo 104 ensina: “Todos morrem e voltam ao pó” (Sl 104, 29)

– E no livro do Eclesiastes lemos: “…todos caminham na mesma direção e meta: todos saíram do pó e todos voltarão ao pó” (Ecl 3, 20);

– Implorando os israelitas o auxílio Divino contra Holofernes, puseram “cinza sobre a cabeça” (Jdt 4, 16).

– E ainda encontramos no livro de Jó: “arrependo-me no pó e na cinza.” (Jó 42, 6).

– Nosso Senhor Jesus Cristo, referindo-se às cidades de Corazin e Betsaida, fez alusão a esse costume do mundo oriental: “Se em Tiro e Sidônia tivessem sido realizados os milagres que em vós se realizaram, há muito tempo se teriam convertido, vestindo-se de cilícios e cobrindo-se de pó” (Mt 11, 21).

 Emílio Portugal Coutinho

Fonte: https://www.comshalom.org/

REDAÇÃO CENTRAL, 14 Fev. 18 / 04:00 am (ACI).- A Igreja Católica inicia hoje, com a Quarta-feira de Cinzas, o tempo litúrgico da Quaresma no qual, durante 40 dias e através da vivência do jejum, da oração e da esmola, os fiéis se preparam para a Semana Santa em que se atualizam os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.

Neste tempo, os fiéis estão chamados à conversão pessoal, exortação que durante a imposição das Cinzas o celebrante expressa com as palavras: “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

Do mesmo modo, com a expressão “Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás”, recorda-se a fragilidade da vida humana e que a morte é um destino inevitável.

Na Roma antiga, os fiéis começavam com uma penitência pública o primeiro dia de Quaresma no qual eram salpicados com cinzas. Atualmente os fiéis são marcados com uma cruz na testa com as cinzas obtidas ao queimar as palmas usadas no domingo de Ramos do ano anterior.

Em sua mensagem para a Quaresma deste ano, apresentada no dia 6 de fevereiro e intitulada “Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos”, o Papa Francisco lançou um convite a “a empreender com ardor o caminho da Quaresma, apoiados na esmola, no jejum e na oração”.

“Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões, para podermos recomeçar a amar”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

As cinzas, sinal de penitência pelos nosso pecados, pelos do próximo e lembrança da nossa pequenez

Caro(a) irmão(ã), com a Quarta-feira de Cinzas iniciamos o tempo da Quaresma, quarenta dias em preparação à Páscoa do Senhor, maior solenidade cristã.

Nossa proposta, nesta reflexão, é falar das cinzas. No entanto, antes, cremos ser oportuno lembrar algo muito importante: São Bento de Núrsia, falecido no século VI, ensinava que seus monges deveriam viver, em toda a vida, uma penitência quaresmal. Como sabia, contudo, que isso era difícil, recomendava a cada religioso que redobrasse as penitências – sem exageros (com o aval do superior) –, no tempo da Quaresma (Santa Regra, 49), a fim de pedir perdão pelos próprios pecados e também pela falha dos demais seres humanos. Isso é belo e serve para nós hoje: devemos batalhar, com a graça divina, na própria santificação e na salvação do mundo inteiro.

Aqui entra o tema desta reflexão: as cinzas, sinal de penitência pelos nosso pecados, pelos do próximo e lembrança da nossa pequenez. Sim, para os judeus, no Antigo Testamento, ela representa o que é passageiro (cf. Jó 13,12) e sem valor (cf. Gn 18,27; Is 44,20; Eclo 40,3; Lm 3,16). É também um sinal de luto tomar cinza sobre a cabeça (cf. 2 Sm 13,19; Is 61,3; Mt 11,21), sentar-se sobre ela (cf. Jo 2,8; Jn 3,6) ou revolver-se nela (cf. Jer 6,26; Lm 3,16; Ez 27,30). Dá ainda ideia de aflição (Sl 102,10).

No entanto, vale lembrar o seguinte: a cinza recebida na Quarta-feira, início da Quaresma, é um sinal expressivo, mas externo da verdadeira penitência, que deve ser interior (no coração), a despertar em cada um de nós o decidido arrependimento dos pecados e o consequente desejo da Confissão Sacramental. Só ela apaga o pecado grave.

É nesse contexto que entra a fala penitencial do Profeta Joel (2,13): “Rasgai os vossos corações, e não as vossas roupas, retornai a Javé vosso Deus, porque ele é bondoso e misericordioso, lento para a ira e cheio de amor, e se compadece da desgraça”.

Santo tempo quaresmal!

 

Vanderlei de Lima é eremita na Diocese de Amparo.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Uma boa preparação para a 1ª Comunhão NÃO requer decorar muitas orações, nem muitas respostas do catecismo…

Há uma acentuada preocupação de melhorar a Preparação para a Primeira Comunhão.

Muito justa e necessária, até agora; no entanto, ela tem sido muito frágil.

O resultado é que centenas de crianças fazem a Primeira Comunhão e encerram aí a vida cristã, que apenas devia ter começado.

Não lhes damos, assim:

• uma verdadeira noção da vida cristã;
• o senso de Deus, para cuja glória vivemos;
• a responsabilidade dos deveres cristãos;
• um conhecimento vivo dos caminhos a trilhar;
• a iniciação nos grandes hábitos cristãos;
• o desejo da Eucaristia.

Não as preparamos de modo que se possa ter alguma garantia de perseverança, sem a qual, diz Cristo, não é possível a salvação: “Quem perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt. 10, 22).

Por isso, o remédio é uma boa preparação, que urge dar agora, mais do que nunca, sob pena de continuar esse desolador resultado, e, o que é pior, em proporções cada vez maiores.

A boa preparação de uma criança para a Comunhão, não requer:

• saber de cor muitas respostas do catecismo
• saber de cor muitas orações
• saber os nomes dos principais mistérios da fé;

— Mas requer que a criança:

• saiba realmente (não repetir palavras e frases que não compreende) as principais verdades da Religião, de modo proporcionado à sua capacidade;
• esteja iniciada conscientemente nos grandes hábitos da vida cristã:

• estado de graça
• orações diárias
• Missa de preceito
• desejo de cumprir os Mandamentos
• fé viva
• obediência à Igreja

• tenha o senso de Deus e de Cristo;
• conheça e deseje a Eucaristia;
• tenha disposição para perseverar na vida cristã, depois da Primeira Comunhão.

A boa preparação deve ser:
• preocupada em formar o cristão, mais do que em dar-lhe noções;
• vital, para infundir hábitos para toda a vida cristã;
• prática, a fim de que a doutrina aprendida se traduza em atos;
• longa, para que esses atos se consolidem em hábitos;
• orientada para um ideal que só se extinguirá com a vida.

Só assim conseguiremos formar cristãos verdadeiros de consciência reta e sensível, responsáveis diante de Deus, capazes de agir de modo pessoal e espontâneo; de refletir, de julgar com critérios cristãos; de controlar as paixões; de orientar para Deus toda a sua vida.

Uma preparação assim foi sempre necessária, e mais ainda o é em nossos dias, quando são tantas as influências contra a fé e a vida cristã, e quando a própria ação da família só raramente contribui para oferecer à criança o ambiente de que ela precisa para o seu crescimento sobrenatural.

Quando a criança tem um lar cristão, e vai aprendendo dia a dia a ser cristã, do modo mais eficiente possível, à luz do exemplo dos pais e irmãos, pela força irresistível do ambiente, pondo alicerces profundos à vida espiritual, bastará uma preparação próxima de dois ou três meses porque se tem a certeza de que a formação cristã irá continuar, garantindo assim a perseverança.

Quando, porém, a pobre criança vem de um lar descristianizado, ou desses cristãos de nome, sem raízes, sem senso cristão, sem hábitos religiosos, não vejo como seja possível realizar em menos de um ano a formação que dê esperança de iniciação séria na vida cristã e de perseverança nela.

Como hoje em dia a norma não é, infelizmente, o lar de bons cristãos, façamos a formação de dois anos, ficando a mais curta para as exceções, ou, seja, para os filhos de famílias verdadeiramente cristãs, que mercê de Deus, existem.

(via Filhos de Sião)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Cultura católica ao alcance de todos

Paróquia, define-a o Direito canônico, é a comunidade dos fiéis submetida ao pároco, ou por outra, é o território sobre o qual se estende a jurisdição do pároco.

Nos primeiros séculos da Igreja não existiam as paróquias; existiam apenas os bispados ou Dioceses administradas pessoalmente pelos bispos, legítimos sucessores dos Apóstolos.

Assim, podemos dizer que cada diocese constituía uma única paróquia cuja matriz era a catedral, única Igreja, então que possuía a pia batismal. Os bispos, nas suas catedrais, acercavam-se de sacerdotes auxiliares para o serviço do culto e administração dos sacramentos.

Com a propagação da fé, formaram-se núcleos numerosos de fiéis nas grandes cidades e nas aldeias. Daí, a necessidade de se construírem templos para comodidade desses fiéis, que nem sempre podiam recorrer facilmente ao bispo devido à distância que os separava da sede diocesana.

Para essas igrejas, os bispos enviavam sacerdotes, por turno, para fazerem o serviço ministerial, regressando depois à sede do bispado. Nas igrejas rurais porém, forçoso foi confiar-se a sacerdotes determinados a sua administração marcando-lhes um território ou comarca, para o exercício da sua jurisdição. Esse território ou comarca é o que chamamos “paróquia”.

Pelos fins do século IV é que apareceram as primeiras paróquias na Itália e em Alexandria. Santo Athanasio, na sua segunda Apologia, diz que no seu tempo havia dez igrejas paroquiais em Maréctis da diocese de Alexandria.

A paróquia é, portanto, uma instituição venerada pela sua antiguidade. Ela está para o reino espiritual que chamamos Igreja, como as comarcas civis estão para a nação: é a célula viva do organismo da Igreja; é a família espiritual que, unida a outras, forma a sociedade espiritual.

Para sermos patriotas é necessário que votemos o nosso amor e a nossa dedicação não só à pátria em sua generalidade (quase abstrata e especulativa), mas também – e mais praticamente – aquele torrão da Pátria onde floriu o nosso berço, ou nos acolheu depois, adotando-nos como filhos.

Igualmente, para sermos católicos, como é nosso estrito dever, é preciso que o nosso amor e a nossa dedicação à Igreja se evidenciem, tanto em relação à Igreja no seu conjunto, na sua catolicidade, como na mínima porção do seu admirável organismo, na paróquia.

Tudo quanto possa concorrer para o progresso espiritual da paróquia, e mesmo material, deve interessar sobremodo os paroquianos. Estes devem ter verdadeiras e santas emulações para verem sempre a sua paróquia na vanguarda das demais.

A igreja matriz deve ser o expoente da fé e da piedade dos paroquianos. Todas as funções realizadas na matriz devem ser bastante concorridas e revestir-se de grande pompa.

Os sacramentos devem ser, de preferência, recebidos na matriz, para maior edificação dos fiéis. A matriz deve estar sempre provida de tudo quanto há de melhor para o esplendor do culto; mas para isso devem dispor de recursos fornecidos pelos paroquianos e pelo pároco.

A missão da Igreja católica apostólica romana no mundo

A Igreja, comunidade santa convocada pela Palavra, tem como uma de suas principais tarefas a de pregar o evangelho (cf. Lumen gentium, 25). Evangelizar é necessariamente anunciar com alegria o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o Reino e o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus (cf. Evangelii nuntiandi, 22).

Toda evangelização parte do mandato de Cristo a seus apóstolos e sucessores, desenvolve-se na comunidade dos batizados, no seio de comunidades vivas que compartilham a sua fé e se orienta ao fortalecimento da vida de adoção filial em Cristo, que se expressa principalmente no amor fraterno. Só uma Igreja evangelizada é capaz de evangelizar. (Fonte: “Santo Domingo” nº 23)

A missão da Igreja particular

As Igrejas particulares têm como missão prolongar para as diversas comunidades “a presença e a ação evangelizadora de Cristo” (Puebla, 224), já que são “formadas à imagem da Igreja universal nas quais e, a partir das quais, existe uma só e única Igreja Católica” (Lumen gentium, 23).

A Igreja particular é chamada a viver o dinamismo de comunhão-missão, “a comunhão e a missão estão profundamente unidas entre si; compenetram-se e se implicam mutuamente, ao ponto de a comunhão representar, ao mesmo tempo, a fonte e o fruto da missão… sempre é o único e idêntico Espírito que convoca e une a Igreja e que a envia a pregar o Evangelho até os confins da terra” (Christifidelis laici, 32).

A Igreja particular, conforme o seu ser e a sua missão, por congregar o povo de Deus de um lugar ou região, conhece de perto a vida, cultura, os problemas de seus integrantes e é chamada a gerar ali, com todas as suas forças, sob a ação do Espírito, a nova evangelização, a promoção humana, a inculturação da fé (cf. Redemptoris missio, 54). (Fonte: “Santo Domingo” nº 33)

A missão da paróquia

A paróquia, comunidade de comunidades e movimentos, acolhe as angústias e esperanças dos homens, anima e orienta a comunhão, participação e missão. “Não é principalmente uma estrutura, um território, um edifício, é a família de Deus, como uma fraternidade animada pelo Espírito de unidade”… “A paróquia se funda sobre uma realidade teológica porque ela é uma comunidade eucarística”… “A paróquia é comunidade de fé, e uma comunidade orgânica… na qual o pároco, que representa o bispo diocesano, é o vínculo hierárquico com toda a Igreja particular” (Christifideles laici, 26).

Se a paróquia é a Igreja que se encontra entre as casas dos homens, ela vive e trabalha profundamente inserida na sociedade humana e intimamente solidária com suas aspirações e dificuldades.

A paróquia tem a missão de evangelizar, de celebrar a liturgia, de fomentar a promoção humana, de fazer progredir a inculturação da fé nas famílias, nos grupos e movimentos apostólicos, e através deles, em toda a sociedade. A paróquia, comunhão orgânica e missionária, é assim uma rede de comunidades.

(Via Padre Félix)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

A castidade é tudo amar sem nada possuir, eliminando o risco de trair o amor no que ele tem de mais belo: ser um sinal eterno de pertença filial a Deus.

22 de Janeiro de 2018

A grande mentira contada milhões de vezes no seio da sociedade é que as criaturas tem valor absoluto e trazem felicidade em si mesmas e que o prazer vivido na relação entre as criaturas é suficiente para realizar plenamente o homem! Porém, isso é apenas mais uma miragem vendida nos comerciais, rotulada nas garrafas, estampada nas vitrines e que pouco a pouco vai instigando os desejos e manobrando a moral humana na direção desta terra de ninguém chamada idolatria.Bismarck, famoso ditador alemão, dizia que uma mentira dita um milhão de vezes, torna-se verdade. A técnica de massificar o engano e diluir a verdade é uma das estratégias adotadas pelos formadores de opinião para induzir a sociedade ao consumo dos apelos hedonistas e introduzir o coração do homem nas sendas dos seus próprios impulsos cegos e egoístas, em propostas lisonjeiras mas interesseiras, enganadoras e volúveis, que atrás de si deixam o vazio e a frustração1.

Perdida nesta realidade onde se pretende excluir Deus e na qual os principais critérios por que se rege a existência são o poder, o ter ou o prazer2a sociedade vai naufragando de paixão em paixão e encontra-se tão envolvida que passou a odiar a verdade por amor àquilo que toma como verdadeiro3.

Sabemos que a felicidade é a alegria que provém da verdade e, por isso, nenhuma proposta de vida construída sobre a mentira pode realizar o homem. Na busca pela verdade, gerações e gerações fortemente influenciadas pelas promessas de encontrar felicidade no amor estilo “self-service” e “fast-food” olham frustradas para suas vidas e se interrogam: o que deu errado na minha busca pela felicidade? Será que é verdadeiro este amor que me apresentaram? Se é verdadeiro, porque permanece o vazio, a depressão, a desilusão, os vícios, as feridas, a escravidão, as insatisfações, a falta de sentido e a tristeza? Porque parece que algo está errado? Porque não consigo me satisfazer com coisas e pessoas? Será que o amor é uma mentira ou mentiram para mim a respeito do amor?

Estas perguntas sempre surgem no coração de homens e mulheres que procuram encontrar a felicidade somente no amor pelas coisas e pessoas. Assim, vivem à espera de uma retribuição do amor que as sacie mas que nenhuma criatura pode dar e que só encontra resposta eficaz no lugar onde o amor foi total, a Cruz de Cristo.

Ali, revela-se aos homens a verdade essencial do amor, ou seja, que ele cresce e realiza-se na medida que é dado. Na cruz, Deus assume o lugar do homem e ensina o homem a amar a Deus e ao próprio homem.

Mas o que a cruz tem a ver com a castidade? Muito simples. A castidade supõe o amor ordenado, educado, integral, vivido segundo os planos de Deus, então, a única e verdadeira escola capaz de educar o amor do homem para a castidade é a Cruz, ou seja, a oferta total de si mesmo a Deus em favor dos outros.

Se o homem geme e anseia por realizar-se no amar, somente na vivência da castidade ele pode lançar-se todo no amor de Deus sem reservas, cálculos, posses, reservas, misturas, rasuras e ponderações. É o casto amor que, vivido segundo os planos de Deus, sempre encontra resposta proporcional à sua busca e protege o amor do homem de possuir ou entregar-se ao que não lhe sacia plenamente.

Por isso, a castidade é bandeira a ser erguida diante de um mundo que aprisiona o amor nas grades do prazer, tratando-o como mercadoria barata que se pode comprar e vender, desvinculando-o daquilo que o faz verdadeiramente amor, ou seja, ser entrega total. A castidade é tudo amar sem nada possuir, eliminando o risco de trair o amor no que ele tem de mais belo: ser um sinal eterno de pertença filial a Deus.

Portanto, a castidade ultrapassa os atos e revela a liberdade interior daqueles que são incapazes de permitir que haja qualquer elemento de divisão entre o seu coração e o coração de Deus. A castidade, portanto, é um antídoto eficaz que anula o efeito do veneno da idolatria, colocando o homem frente a frente com o verdadeiro sentido amor, ou seja, a cruz.

Ser casto é amar tanto a Deus que, sabendo que num determinado ambiente vou ofendê-lo, vou amar mais aos outros do que a Ele, dou meia volta e vou pra casa! Ser casto é não criar substitutos para Deus. É fazer como São Francisco que se jogava numa roseira para não pecar, é fazer como São Thomas de Aquino que pegou um lenha em brasa na lareira para espantar a mulher que tentava seduzí-lo, ou como Santa Teresinha que aos três anos de idade rezava um mistério do terço quando sentia vontade de pecar.

Quando nos expomos deliberadamente a situações de pecado, quando dialogamos com ele, pesamos os prós e contras e temos justificativas para cometê-lo e soluções para suas consequências, estamos nos dividindo! Estamos abrindo para o pecado um espaço que deve ser ocupado por Deus. Estamos renunciando a cruz e abrindo mão da castidade.

Portanto, a castidade é uma batalha para manter-se no caminho do amor integral, na via que faz os verdadeiros homens, no Calvário, lugar de colher os alegres frutos da cruz, que não dependem de estações, são eternos, jamais apodrecem e sempre saciam os que deles se deliciam.

Fonte: https://www.comshalom.org/

No último domingo (07/01), a Igreja no Brasil celebrou uma das datas mais especiais para a tradição católica: a Solenidade da Epifania do Senhor, o momento em que o Menino Jesus recém-nascido foi revelado ao mundo, na pessoa dos três Reis Magos.

Até os mais desatentos são capazes de perceber que as folias de Reis e as celebrações a eles dedicadas são muito famosas no Brasil e, particularmente, no norte de Minas Gerais: não só a figura, mas também os gestos dos Reis Magos despertam muita admiração junto aos fiéis católicos. Mas por quê?

Talvez seja pelo fato de que se tratavam de três homens – cujos nomes em latim são Gaspar, Baltazar e Belquior – que saíram de tão longe para ver o Senhor. De fato, como informa Jacopo de Varazze[1], esses homens vinham dos confins da Pérsia e da Caldeia, onde corre o rio de Sabá, montados em dromedários, até Jerusalém, numa viagem que durou treze dias. Só mesmo alguém muito determinado para realizar uma expedição longa, cansativa e insegura em busca do Menino-Deus.

Talvez toda essa admiração provenha do fato de que se deixaram guiar por uma estrela, que apareceu no Oriente e os conduziu até Belém. Conforme Fulgêncio, discípulo de Santo Agostinho, esta estrela era diferente das outras em localização, porque estava suspensa num espaço próximo à terra; em brilho, porque possuía um fulgor maior que as demais; e em movimento,  porque, ao contrário das outras, que seguem uma rota circular, esta ia em movimento progressivo, à frente dos magos mostrando-lhes o caminho.

Talvez, ainda, essa identidade criada com a figura de Santos Reis se deva ao gesto de oferecer presentes ao Pequenino Rei: ouro, incenso e mirra (cf. Mt 2,11). Quem sabe, no fundo, este gesto tenha sido uma representação de todos nós, cristãos, que nos alegramos com o nascimento do Filho de Deus e com a sua presença em nosso meio.

Quando entregaram ouro, os Reis ofereceram-lhe o nosso amor; quando entregaram incenso, ofereceram-lhe as nossas preces elevadas com fé; quando entregaram mirra, ofereceram-lhe a nossa esperança de que um dia o sofrimento tenha um fim, a dor seja extinta e a morte seja vencida.

Por estes, e por outros também válidos motivos, que nos levam a celebrar com tanta alegria esta festa, digamos juntos: “Vivam os Santos Reis!”.

Deus abençoe a todos.

Padre Wagner Eduardo Dias

Vigário Paroquial da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida

Montes Claros – Minas Gerais.

 

[1] VARAZZE, Jacopo de, Arcebispo de Gênova. Legenda Áurea: Vidas de Santos. São Paulo: Companhia das Letras. p. 149-156.

É assim que terminamos o ano exaustos. Vamos fazer diferente?

Muitos de nós vivemos como se o sentido da vida fosse cumprir todo o check list de tarefas diárias.  Trabalhamos muito, ficamos acordados até tarde, tentamos responder a todos os e-mails e, ainda assim, terminamos o dia com aquele velho sentimento de culpa. Não deu tempo de telefonar para uma pessoa querida. De dar aquela mão no job que seu primo/amigo/vizinho pediu. De se alimentar direito. De voltar a praticar aquele esporte, um ato de caridade, uma gentileza.

O ano termina como se tivesse começado ontem. Como passou tão rápido? No dia a dia, supervalorizamos nossas “emergências” e nos desgastamos com estresses cotidianos que, no fim das contas, não eram tão importantes assim. Alguém que te fechou no trânsito. Uma pessoa que criticou uma atitude sua. Que importância essas coisas terão no futuro? É assim que terminamos o ano exaustos. Vamos fazer diferente?

Em 2018, seja o seu melhor amigo.

É você quem mais convive com você, então, trate-se bem. Não dê tanta atenção ao tipo de estresse que não acrescenta em nada ao seu propósito de vida. Depois, seja cauteloso e fique atento a seus humores, a maneira como responde às pessoas em dias que não acorda bem. É importante provar quem está certo? É realmente necessário falar disso na hora do jantar? Decida: vale o desgaste emocional?

Em 2018, escolha suas batalhas.

No próximo ano, haverá pessoas que ainda irão te criticar, porque você continuará encontrando pessoas com pontos de vista diferentes dos seus e que, simplesmente, discordam de você. Grande coisa! Aceite o comentário que vier e, se alguma vez for injusto, o que isso muda? Resista à necessidade de se defender o tempo todo. Não entre nesse campo de guerra.

Em 2018, quebre seus espelhos e olhe para fora.

A dica é do Papa Francisco, e cai muito bem para começar um novo ano! Procure se interessar, verdadeiramente, pela maneira como as pessoas vivem, agem e sentem. Saia de si e busque entender o universo delas, a partir do olhar delas, e então substitua seus preconceitos pelo sentimento de compaixão.

Antes de julgar alguém, antes de falar sobre aquele jeito diferente de alguém, reflita que talvez seja apenas dessa maneira que tal pessoa, dentro de seu contexto histórico e cultural, consegue enxergar as coisas. Pratique a empatia. Outro ganho é que você se sentirá menos frustrado. Você vai descobrir que tudo bem, as pessoas não precisam corresponder às suas expectativas.

Em 2018, seja grato.

Gratidão é poesia que nasce da alma, faz nosso ser florescer e nossa vida sorrir. Sejamos gratos pelas pessoas que cruzaram nosso caminho e nos permitiram conhecer um pouco mais sobre elas e até sobre nós. Sejamos gratos pela oportunidade de estarmos vivos.  De sermos pessoas melhores ano após ano. Sejamos mais gratos a Deus, que tem nos abraçado com ternura, como filhos.

Em 2018, viva a generosidade

Aprecie a sua vida no tempo presente, e, onde estiver, esteja presente. Desligue um pouco esse celular. Desacelere. Seja um bom ouvinte. Deixe o seu amigo terminar de falar, ele ainda nem completou a frase. Deixe a sua avó contar aquela mesma história que você sabe de cor. Olhe nos olhos das pessoas enquanto elas falam. Conecte-se com elas. Faça um elogio. Abra seu coração para as menores sutilezas e não tenha medo de sorrir, inclusive, para desconhecidos.

Santa Teresa de Calcutá disse certa vez que na vida não podemos fazer grandes coisas, apenas pequenas coisas com grande amor!

Amemos!

Fonte: www.comshalom.org

Clouse-up of female hands writing in notebook
– Próxima segunda-feira eu começo!
– Próximo ano eu começo!
– 2018 promete!

Essas são frases que sempre ouço nas últimas semanas de dezembro. Compram-se cadernos novos, canetas novas; têm-se aquele gostinho (e cheirinho) de “tudo novo de novo” e, com o gostinho, vêm também os propósitos de ano novo que fazemos, desejando melhorar o que foi ruim e consertar aquilo que foi péssimo!

Nós desejamos uma vida melhor, é verdade. Todos nós temos o desejo de ser felizes, de ter paz, saúde e dinheiro no bolso. São esses os desejos mais ouvidos depois do “Deus te abençoe”!

Alguns projetos que você já pensou certamente foram esses: Ficar mais próximo de Deus, crescer na vida de oração, estudar mais, aprender uma língua, começar a academia, fazer caminhadas, perder 10 quilos, fazer cursos de especialização para melhorar minha posição no trabalho, ter mais tempo com minha família, servir na Igreja, doar meus cabelos para o Instituto do Câncer, entre outros…

E o que raios acontece que depois de alguns meses, vários dos nossos projetos vemos frustrados? Por que desistimos tão facilmente?  Por que, depois de pouco tempo, relativizamos nossos projetos e dizemos “Eh, esse realmente é muito difícil, quem sabe próximo ano”?

Ora, vamos conversar um pouco sobre alguns motivos que nos levam ao fracasso:

  1. Nós pensamos alto demais – Colocamos metas inalcançáveis nos nossos PVPs¹.
    Seja devido a falta de tempo, a complexidade da meta ou a impossibilidade real de se fazer tantas coisas, em meio aos afazeres do dia-a-dia. Sabe qual a consequência disso? É óbvio que não vamos conseguir cumprir o impossível. O caminho então já está trilhado: frustração e fracasso.
  2. Não temos uma determinada determinação – Vontade fraca.
    Nós olhamos para propósitos gerais ou olhamos para os propósitos dos nossos amigos ou de qualquer site por aí (com exceção do comshalom.org 🙂 ), admiramos e fazemos deles os nossos projetos. Não saíram, contudo, de dentro de nós, revisão de vida e vida de oração, mas de fora, lá onde a grama do vizinho sempre é mais verde! Eis o caminho já previsto: frustração e fracasso.
  3. Fazemos projetos que não são da vontade de Deus – Vontade própria apenas.
    Quando dizemos que o que não for de Deus caia por terra, de fato, cai mesmo! Ao escolhermos projetos que não são da vontade de Deus, nos centralizamos em nós mesmos e não conseguimos ver os outros e nem os sonhos de Deus para nossas vidas. Ficamos míopes e tentamos em vão conseguir aquilo que não vai nos preencher. E qual é o caminho? Frustração e fracasso.

Como poderemos sair dessa armadilha? Como fazer que 2018 seja um ano diferente, que veremos, de fato, o quanto nós crescemos e atingimos nossos objetivos?

  1. Dividir aquelas metas inalcançáveis em vários pedaços menores.
    Não adianta fazer um propósito assim: “Em 2018 vou me esforçar para ir à missa todos os dias, ou não me chamo… Bonitão das Tapiocas!” Que tal, em vez disso, “No mês de Janeiro, me programarei para ir à missa todos os dias e ao final de cada semana, anotarei os motivos que não consegui ir para melhorar em Fevereiro”? O caminho aqui é inverso. Ao invés de me frustrar, colherei frutos de pequenos esforços, me sentirei realizado e motivado a me lançar mais ainda para o futuro. Realização e motivação!
  2. Honestidade em escolher propósitos que venham de dentro de nós. Precisa ser de dentro pra fora! Se não vier de dentro de nós, será artificial demais. Dentro de nós encontramos a força, o sentido, a violência de coração para manter-nos firmes na meta estipulada. Realização e motivação!
  3. Pôr tudo diante de Deus e, em oração, contemplar os planos Dele para nós.
    Dessa forma, fica irresistível não lutar pelos nossos propósitos. Deus quer que meus planos aconteçam! Ele é o primeiro que deseja nos ver crescer! Ele ama nossos planos, que também são Dele. Realização e motivação!
  4. Renunciar aos planos que, certamente, nos afastarão de Deus, ou que simplesmente, por mais belos que sejam, não são de Sua vontade.

De que adianta ganhar o mundo inteiro e vir a perder a própria vida? (Mc 8, 36). Não vale à pena escolher o que não nos trará união com Deus. Para isso são necessárias uma vida de oração autêntica e a busca de pessoas de confiança, mais maduras na fé, que nos ajudem a discernir de onde vêm os nossos planos. Realização e motivação!

Ainda, para termos um projeto de vida, precisamos de um modelo. E qual será nosso modelo? Aqueles que, apesar de bem sucedidos, só pensam em si mesmos? Os atores, atrizes da grande velha mídia que, apesar de corpos belos, apoiam mentalidades contra o evangelho? Pelo contrário, Jesus e Maria devem ser nossos primeiros modelos, logo após deles os santos, cujas vidas tão próximas da nossa realidade, nos ensinam a seguir a Cristo e, claro, também são modelo para nós aqueles irmãos, ao nosso lado, que testemunham o evangelho e vivem virtudes heroicas no cotidiano da vida.

Precisamos lembrar também que a vida não é rígida, mas dinâmica. Nossos projetos de vida não são verdade absoluta e podem ser adaptados conforme à realidade se apresenta a nós. Estejamos abertos, então, a mudanças e adaptações. Em tudo isso, devemos estipular períodos de avaliação de cada projeto, revisando-os pessoalmente e também com uma pessoa mais experiente, buscando sempre meios para recomeçar e continuar a caminhar.

Dessa forma, enfim, contemplaremos um ano realmente novo, onde as coisas antigas terão passado e teremos nascido de novo em Cristo. Feliz 2018!

¹PVP – Projeto de Vida Pessoal: 

Fonte: www.comshalom.org

A passagem de um ano para o outro no Brasil é marcada pelas confraternizações em famílias, as festas em praias e a queima de fogos de artifício, celebrando a chegada do novo ano civil. Mas outra marca deste momento são as diversas superstições que cercam o imaginário popular brasileiro visando realizações e conquistas. O sucesso será alcançado, de acordo com esses costumes, caso sejam ingeridos determinados alimentos, dependendo da cor da roupa ou de gestos que devem ser repetidos após a meia noite. Para os cristãos, o que significa esta prática?

O Catecismo da Igreja Católica alerta para as superstições e a idolatria. O parágrafo 2111 afirma ser a superstição “um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe”. Elas podem afetar o culto prestado ao verdadeiro Deus: “por exemplo, quando atribuímos uma importância de algum modo mágico a certas práticas”.

O arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer, em artigo publicado no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), chama atenção para “o ser cristão”: “Pode haver cristãos, que vivem como se o Batismo nada tivesse modificado em suas vidas: vivem como se não fossem cristãos. Ou pode haver aqueles que procuram praticar a religião apenas de forma exterior e ritual, sem que a orientação de sua vida e seu comportamento sejam impregnados por Cristo e pelo seu Evangelho”.

Segundo o cardeal, o ser cristão manifesta-se na vida “conforme Cristo” ou “segundo o Espírito de Cristo”, citando expressões de São Paulo. O apóstolo, na carta aos Gálatas, exortou os fiéis que eram tentados a tornar novamente às práticas da Lei Mosaica, como se nelas, em vez de Cristo, estivessem a sua segurança e salvação.

Dom Odilo continuou destacando que a liberdade dos cristãos está em viver livres do temor, “confiantes em Deus”. Também recordando os livros paulinos, salienta: “Paulo vai logo às consequências: ‘não se deixem escravizar novamente!’.

E o diz em dois sentidos: não abandonar a graça imensa da fé em Cristo, para submeter-se de novo a práticas que escravizam e tiram a soberana liberdade de filhos de Deus, mediante uma religião do temor, ou uma religião feita apenas de práticas humanas, sem contar com a graça de Deus e a ação do Espírito de Cristo; ou então, deixar-se escravizar pelas paixões humanas desordenadas e pelos vícios.

As práticas e paixões humanas que escravizam um considerável número de católicos que recorrem a tais costumes, às vezes até com sincretismo religioso, dão força de solução e de poder, a energias desconhecidas, poderes misteriosos e, no caso a maus acontecimentos, a espíritos malfazejos.

“O ser cristão, portanto, aparece numa forma nova de viver que, de um lado, é graça de Deus e, de outro, fruto do esforço coerente para orientar a vida para Deus, conforme o exemplo e o ensinamento de Cristo”, ensina dom Odilo. O viver cristão, conclui, é “uma proposta de ‘vida nova’, orientada pelo Espírito de Cristo”. Segundo o cardeal, isso requer a superação dos vícios e das práticas contrárias a Deus e ao próximo, ou contra a própria dignidade; ao mesmo tempo, a vida cristã floresce em todo tipo de belas virtudes, que tornam o viver nobre e santo.

Fonte: http://cnbb.net.br/

Vinte e três missionários foram assassinados em 2017: é o que afirma o relatório anual de fim de ano publicado pela agência Fides, da Congregação para a Evangelização dos Povos.

Segundo a divisão continental, pelo oitavo ano consecutivo, o número mais elevado se registra na América, onde foram mortos 11 agentes pastorais (8 sacerdotes, 1 religiosos e 2 leigos), seguido pela África, onde foram mortos 10 agentes pastorais (4 sacerdotes, 1 religiosa e 5 leigos); na Ásia foram assassinados 2 agentes pastorais (1 sacerdote e 1 leigo).

Segundo dados coletados pela agência missionária, de 2000 a 2016 foram mortos no mundo 424 agentes pastorais, dos quais cinco bispos.

Agentes pastorais mortos de modo violento

Já de há  muito, o elenco anual da Fides não diz respeito somente aos missionários ad gentes(além-fronteiras), mas busca registrar todos os agentes pastorais mortos de modo violento, não expressamente “por ódio à fé”.

Por isso se prefere não usar o termo “mártires”, a não ser em seu significado etimológico de “testemunhas”, para não entrar no mérito do juízo que a Igreja poderá eventualmente dar sobre alguns deles, e que procuramos em todo caso documentar nesse mesmo contexto anual.

Mortos em contextos onde falta respeito pela vida e todo e qualquer direito humano

Muitos agentes pastorais foram mortos durante tentativas de assalto ou furto, perpetradas inclusive com ferocidade, em contextos de pobreza econômica e cultural, de degradação moral e ambiental, onde a violência e vilipêndio assumem  forma de comportamento, na ausência total de respeito pela vida e por todo e qualquer direito humano.

Em todas as latitudes sacerdotes, religiosas e leigos partilham com o povo a mesma vida diária, levando o valor específico de seu testemunho evangélico como sinal de esperança.

Muitos agentes pastorais são vítimas de violência por causa da fé

Os assassinados são a ponta do iceberg, vez que é longo o elenco de agentes pastorais, ou de simples católicos, agredidos, espezinhados, ameaçados, bem como de estruturas católicas a serviço de toda a população assaltadas, vandalizadas ou saqueadas.

Deve-se, além disso, acrescentar a longa lista de muitos, dos quais jamais se terá notícia ou dos quais jamais se conhecerão os nomes, que em todos os cantos do planeta sofrem e pagam com a vida sua fé em Jesus Cristo.

Raramente os assassinos de padres ou religiosas são identificados ou condenados

O relatório destaca a condenação do mandante do assassinato do missionário jesuíta espanhol Vicente Canas, morto no Brasil em 1987. No primeiro processo, realizado –quase vinte anos depois – em 2006, os imputados foram absolvidos por falta de provas; o novo processo, de 29 e 30 de novembro, levou à condenação do mandante, único sobrevivente dos imputados.

(Agência Fides, Vatican News)

Reflexões do bispo auxiliar de Los Angeles, Robert Barron

É difícil entender a existência de um Deus infinitamente bom e um inferno também eterno. O bispo auxiliar de Los Angeles, Robert Barron, um dos líderes mais tecnológicos que a Igreja tem, conhecido por sua forte presença nas redes sociais, admite que “muitos cristãos que aceitam com agrado as doutrinas sobre o céu e o inferno acham os ensinamentos sobre o purgatório extravagantes e arbitrários, sem fundamento bíblico”.

“Deus não envia ninguém ao inferno, mas as pessoas escolhem ir para lá livremente. As portas do inferno estão sempre fechadas a chaves e por dentro”, disse o escritor Lewis. “Se há seres humanos no inferno, é porque eles insistiram claramente nisso”, escreve Barron, no livro Catolicismo(recentemente lançado em espanhol). O autor é doutor em Teologia, mestre em Filosofia e bispo auxiliar desde 2015.

Monsenhor Barron considera que “não podemos declarar com total certeza que alguém – nem sequer Judas ou Hitler – tenha escolhido trancar definitivamente a porta ao amor divino”. E prossegue: “A liturgia nos motiva a rezar por todos os mortos e, como a lei da oração é a lei da fé, precisamos nos agarrar à esperança da salvação”.

Purgatório

Para muitos cristãos, o purgatório aparece como um resíduo da Idade Média, um ensinamento supersticioso e supérfluo, sem claro suporte bíblico. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas imperfeitamente purificados, mesmo conhecendo sua eterna salvação, depois da morte passam por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do céu. A Igreja chama de ‘purgatório’ esta purificação final dos eleitos” (CIC 1030-1031).

Sem dúvida, a palavra purgatório não está na escritura, “mas também não estão Encarnação e Trindade”, declara Barron. No entanto, pode-se argumentar que as sementes da ideia do purgatório estão sim no livro de Macabeus (II Macabeus 12, 44-46).

O Céu

O Céu nunca teve boa fama entre os pensadores. Marx e Freud apontam a existência do céu como “sinal de ingenuidade”.

O bispo Barron acredita que “parte da inteligência da tradição católica reside no fato de não  rejeitar nada”. Tudo o que se trata em um compêndio sobre Catolicismo (Deus, Jesus, Igreja, Sacramentos, Liturgia…) “está aí para nos levar para o Céu”, recorda o bispo norte-americano.

O Céu é, portanto, o destino e o sentido que alimenta tantos crentes. Ele tem sido imaginado de muitas maneiras: vida, luz, paz, banquete de núpcias, vinho do Reino, casa do Pai, Jerusalém celeste, paraíso (CIC 1027).

“Muitos cristãos são mais platônicos do que bíblicos ao conceber o fim da vida espiritual com a saída deste mundo e a partida para o céu”, aponta Barron. Ele ainda sugere “pensar no céu como uma espécie de jogo”, com muitos participantes em torno de um objetivo comum e com todas as suas capacidades e energias totalmente empenhadas.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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