Formação

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Pope Francis will deliver the majority of his remarks in Spanish during his U.S. tour

“Se o amor de Cristo está em mim – disse o Papa – posso doar-me plenamente ao outro”

“Quando vamos à Missa é como se fôssemos a um Calvário. (…) Cada celebração da Eucaristia é um raio daquele sol sem ocaso que é Jesus ressuscitado”.

Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco deu prosseguimento ao ciclo de catequeses sobre a Missa, falando sobre a “Missa, memorial do mistério pascal de Cristo”.

Mas, essencialmente, o que é a Missa? – perguntou Francisco aos cerca de 15 mil fiéis presentes na Praça São Pedro à uma temperatura de 10°C.

“A Missa é o memorial do Mistério pascal de Cristo. Ela nos torna partícipes na sua vitória sobre o pecado e a morte e dá significado pleno a nossa vida” – respondeu – ressaltando, que para compreender o seu valor, devemos antes de tudo entender o significado bíblico de “memorial”. E explicou:

“Este não é somente a recordação – o memorial não é somente uma recordação – não é somente uma recordação dos acontecimentos do passado, mas o memorial os torna de certo modo presentes e atuais. Precisamente assim Israel entende a sua libertação do Egito: toda vez que é celebrada a Páscoa, os acontecimentos do Êxodo tornam-se presentes na memória dos fiéis para que conformem a própria vida a eles”.

“Jesus, com sua paixão, morte, ressurreição e ascensão ao Céu, levou a Páscoa ao seu cumprimento”, completou.

Assim, a Missa “é o memorial da sua Páscoa, de seu “êxodo”, que realizou por nós, para nos fazer sair da escravidão e nos introduzir na terra prometida da vida eterna. Não é somente uma recordação, não, é mais do que isto: é fazer presente o que aconteceu há 20 séculos”.

Assim, “a Eucaristia nos leva sempre ao ápice da ação de salvação de Deus: o Senhor Jesus, fazendo-se pão partido por nós, derrama sobre nós toda a sua misericórdia e o seu amor, como fez na cruz, renovando o nosso coração, a nossa existência e o nosso modo de nos relacionarmos com Ele e com os irmãos”:

“Cada celebração da Eucaristia é um raio daquele sol sem ocaso que é Jesus ressuscitado. Participar da Missa, em particular no domingo, significa entrar na vitória do Ressuscitado, ser iluminados pela sua luz, aquecidos pelo seu calor. Por meio da celebração eucarística, o Espírito Santo nos torna partícipes da vida divina que é capaz de transfigurar todo o nosso ser mortal. Na sua passagem da morte à vida, do tempo à eternidade, o Senhor Jesus nos leva com Ele para fazer a Páscoa. Na Missa se faz Páscoa. Nós, na Missa, estamos com Jesus, morto e ressuscitado e Ele nos leva para frente, para a vida eterna. Na Missa nos unimos a Ele. Antes ainda, Cristo vive em nós e nós vivemos n’Ele (…). Assim pensava São Paulo”.

O seu sangue – completa o Santo Padre – “nos liberta da morte e do medo da morte”:

“Nos liberta não somente do domínio da morte física, mas da morte espiritual que é o mal, o pecado, que toma conta de nós cada vez que caímos vítima do pecado nosso ou dos outros. E então a nossa vida é sujada, perde a beleza, perde o significado, esmorece”.

Cristo, pelo contrário “nos dá a vida novamente; Cristo é a plenitude da vida, e quando enfrentou a morte, a aniquilou para sempre”:

“A Páscoa de Cristo é a vitória definitiva sobre a morte, porque Ele transformou a sua morte em supremo ato de amor. Morreu por amor. E na Eucaristia, Ele quer nos comunicar este seu amor pascal, vitorioso. Se o recebemos com fé, também nós podemos amar verdadeiramente Deus e o próximo, podemos amar como Ele nos amou, dando a vida”.

E “se o amor de Cristo está em mim – sublinhou o Papa – posso doar-me plenamente ao outro, na certeza interior de que mesmo que o outro me fira, eu não morrerei. Caso contrário, deverei defender-me”:

“Os mártires deram a sua vida justamente por esta certeza da vitória de Cristo sobre a morte. Somente se experimentamos este poder de Cristo, o poder de seu amor, somos realmente livres para nos doar sem medo”.

E esta é a Missa – enfatizou o Papa – entrar nesta paixão, morte, ressurreição, ascensão de Jesus:

“E quando vamos à Missa é como se fôssemos a um Calvário, é a mesma coisa. Mas pensem: se vamos ao Calvário – pensemos usando a imaginação –  naquele momento, nós sabemos que aquele homem ali é Jesus. Mas, nós nos permitiremos ficar conversando, tirar fotografias, fazer um pouco o espetáculo? Não! Porque é Jesus! Nós, certamente estaremos em silêncio, no choro, e também na alegria de sermos salvos. Quando nós entramos na Igreja para celebrar a Missa, pensemos isto: entro no Calvário, onde Jesus dá a sua vida por mim, e assim desaparece o espetáculo, desaparecem as conversas, os comentários, e estas coisas que nos distanciam disto que é tão bonito que é a Missa, o triunfo de Jesus”.

Penso que agora esteja mais claro – disse Francisco ao concluir – como a Páscoa nos torna presente e atuante cada vez que celebramos a Missa, isto é, o sentido de memorial”.

(Rádio Vaticano)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Detone os “(des)contos do vigário”: só nós podemos extinguir absurdos como aquele ar-condicionado de R$ 18.500,00…

Se a tal da Black Friday foi apelidada no Brasil de BLACK FRAUDE, não é apenas por causa da conhecida propensão nacional a fazer piadinhas sobre tudo e mais um pouco: foi é por “mérito” do grande número de absurdos cometidos por lojas, mesmo.

Um dos casos mais aberrantes nos anais da “Black Fraude” brasileira foi protagonizado por uma das maiores redes de supermercados do país: anunciando um desconto de 90% num aparelho de ar-condicionadotipo “Split”, de 12.000 BTUs, com a tecnologia “Inverter”, a rede o oferecia, no seu site, por R$ 1.799,90. Não, esse não era o valor normal sobre o qual seria aplicado depois o “superdesconto”: era o próprio valor já “promocional”. Ou seja, se esse aparelho estivesse mesmo 90% mais barato, ele teria custado originalmente a bagatela de R$ 18.498,90!

Ora, o caro leitor já viu algum aparelho de ar-condicionado residencial, de 12.000 BTUs, que custasse quase R$ 18.500,00?

Conforme os resultados de buscas em sites de comparação de preços, como o Buscapé, o tipo de aparelho anunciado naquelas “extraordinárias” condições é vendido normalmente por algo entre R$ 1.400,00 e R$ 2.300,00, aproximadamente – o que quer dizer que, mesmo fora de datas promocionais, já seria possível comprá-lo mais barato que no site com “90% de desconto”…

Esta “oferta” faz parte da triste “coletânea” reunida neste artigo do popular site de denúncias Reclame Aqui.

Sim, há casos em que podem ter ocorrido erros nos sites de vendas, sem intenções desonestas (o que suaviza, mas não isenta as lojas envolvidas de responderem por esses erros).

No entanto, há também casos de pilantrices descaradas que devem ser denunciadas sem dó.

Atenção ao golpe clássico

golpe mais frequente perpetrado por bandidos que atuam como comerciantes é simples: antes da suposta “promoção”, eles lustram muito bem a própria cara com óleo de peroba e em seguida aumentam o preço do produto a tal ponto que ele chega perto de dobrar – ou supera de uma vez os 100% de aumento. Assim, na “Black Fraude” (ou em qualquer outra data “promocional”), basta anunciar um desavergonhado “desconto” de 50% e pronto: o comerciante corrupto conseguiu a proeza de aumentar a quantidade de vendas e até a margem de lucro ao mesmo tempo em que granjeou popularidade com uma “sensacional promoção”!

Foi esta “mágica”, aliás, o que rendeu o impagável slogan que resume boa parte das fantasias de “desconto” nesta última sexta-feira de novembro: “Tudo pela metade do dobro”.

É verdade que, legalmente, essas práticas podem, em muitos casos, nem sequer constituir crime: se um comerciante quer vender uma tampinha de garrafa por R$ 1.500,00, não há nada que o impeça – e quem não quiser pagar, que simplesmente compre a tampinha de garrafa em outra loja. A questão se torna mais complexa quando a um preço exorbitante é aplicado (e anunciado!) logo em seguida um suposto “descontão” que induz o consumidor a fazer um julgamento parcial e errôneo, a comprar o produto por causa dessa fachada promocional enganosa e, em decorrência dessa indução, a lesar o próprio bolso. Entra aqui a recorrente discussão ética: nem tudo o que é legal é moralmente aceitável.

Este é o passo que realmente nos fará progredir: superar o mero legalismo e adotar finalmente critérios éticos.

Enquanto isso…

O fato de que muitos consumidores estejam acordando e se mostrando menos trouxas não é garantia de que os picaretas vão ficar todos honestos na Black Friday deste ano – exatamente do mesmo jeito que uma quantidade preocupante de governantes, parlamentares, magistrados, empresários, funcionários públicos e funcionários privados continuam, apesar da Operação Lava-Jato e similares, roubando e atesourando de milhares a milhões de reais, euros e dólares em caixas de papelão, malas, cuecas e contas bancárias que “não são deles”, além de legislarem, sentenciarem e governarem em causa própria à custa dos brasileiros, que, seja como contribuintes, seja como consumidores, ainda pagam o dobro do dobro e não levam a metade da metade.

As coisas estão melhorando? Estão. É importante reconhecer. Mas ainda falta muita estrada para chegarmos à civilização – e não chegaremos enquanto nós próprios não fecharmos os atalhos e descaminhos do dia-a-dia.

Nesta sexta-feira, aumente em 200% a sua taxa de atenção e intolerância aos picaretas. Se você flagrar uma pilantragem, salve a imagem da tela, tire fotos, filme, reúna provas e detone a desonestidade nas redes sociais e nos sites de defesa do consumidor. Combater a injustiça que lesa o próximo é um dever de consciência cristã que não admite omissão.

Um dia funcionarão em nosso país mecanismos como consciência, ética e vergonha na cara – tenho certeza disso. Mas, por enquanto, se o que funciona ainda é o mecanismo do prejuízo no bolso, que ele seja aplicado sem nenhum desconto.

Na hora de ser implacável contra a ganância estafadora, lembre-se de que temos um exemplo nada menos que divino: Jesus Cristo expulsou do templo os mercadores desavergonhados na base da chicotada.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Nem toda solidão deve ser sarada ou contida

Vivemos, atualmente, o vazio existencial marcado por grandes avanços tecnológicos, científicos e pelo acelerado alargamento dos meios de comunicação, gerando uma crescente solidão humana. Faz com que a comunicação, o contato e o enlaçamento entre as pessoas encontrem-se preocupantemente comprometidos e consumidos pelo estilo de vida individualista preponderante na sociedade atual.

O mau uso das redes sociais virtuais está destruindo as redes sociais reais que construímos durante toda nossa história. O que deveria aproximar os que estão longe está distanciando quem está perto e a solidão só cresce deixando um vazio. Com isso surge a necessidade de tamponar essa falta que levará ao comportamento de compensação ligado ao consumo, ao excesso, como comprar e comer de forma desproporcional e desfreada, numa tentativa de preencher o que está vazio.

Pode-se falar também da solidão não geográfica ou “solidão acompanhada”, ou seja, onde o indivíduo encontra-se em meio ao convívio social, mas mesmo assim se sente só, invisível, desconectado. Sente-se incompreendido, não se vincula ao outro, numa ausência afetiva tão profunda que gera um grave sofrimento psíquico levando esse indivíduo ao acometimento de sérios transtornos, como a depressão.

Nessa solidão o comportamento do sujeito pode se tornar superficial e inconstante, egocêntrico, individualista e narcisista e no desejo de tamponar seu vazio, de forma obsessiva, mantém relações com trocas constantes de parceiros, indiferença a dor do outro, aos acontecimentos ao seu redor até chegar ao ponto de não compreender o seu existir.

É fatídico que em algum momento de nossa vida a solidão surja por decorrência de ocupações no trabalho, cuidado dos filhos recém chegados, doenças, viagens, por momentos que se faz necessário um período de afastamento e recolhimento, mas é fundamental a atenção para o seu encerramento, não deixando que se cronifique.

O bom uso da solidão traz grandes transformações na vida sujeito. Uma solidão necessária que permite ao homem a parar de fugir de si mesmo e estar frente a frente da solidão que lhe faz bem. Aproveitar esse período como um tempo de reordenação de si, seus pensamentos, sua vida. A autorreflexão leva ao autoconhecimento e com isso a capacidade de ordenar os desejos e filtrar as diversas vozes interiores que tanto causam inquietações.

A vida de oração é uma abençoada solidão que permite reservar algumas horas por dia para estar com Deus e nesse momento de entrega, louvor e silêncio para-se para um momento de introspecção, olhar para quem é, o que está fazendo e quais escolhas estão reverberando em sua vida. Com um olhar que não se encerra em si, mas que transcende, como nos ensina Santo Agostinho: “Não vá fora, entra em ti mesmo, no homem interior habita a verdade” e é justamente aí que se encontra Deus.

Uma solidão abençoada que desintoxica a mentalidade mundana, que cura os afetos desordenados, que gera um tempo de escuta, discernimento vocacional, estado de vida e vontade de Deus para própria vida. Descoberta de potencialidades antes nem percebidas e que através do silêncio muito se dirá sobre si.

Percebe-se claramente que nem toda solidão deve ser sarada ou contida, pois tem a solidão boa que ressignifica o existir, proporciona o encontro conosco e é essa que deve ser vivida, então, aproveite e faça seu retiro pessoal, busque estar na solidão que te leva para o encontro contigo e com Deus.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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“Se ele sofre, por que não faz nada?”

Quantas vezes você e eu dissemos algo como: “Mas que coisa horrível! Não é possível que, com essa, Deus não faça nada!” Após cada notícia de terremoto, enchente, tsunami, escândalos de pedofilia, assassinato em massa, tráfico de crianças, sites ensinando o passo a passo da pedofilia, corrupções políticas deslavadas, populações dizimadas pela fome, milhões de abortos praticados impunemente a cada dia, pessoas inocentes incendiadas por brincadeira, surgem perguntas perturbadoras: “Por que Deus não faz alguma coisa para acabar com isso?”, “Onde está Deus que não vê isso?”

Deus vê, sim. Deus “chora” e sofre como Jesus chorou e sofreu pela dureza de coração de Jerusalém. Sua dor é imensa. Ele não é indiferente à nossa condição, pois, em Jesus, tem um coração humano, com os mesmos bons sentimentos que o nosso, só que muito mais pungentes, pois ele é Deus, puríssimo, perfeitíssimo. O pecado não o tocou, não o recobriu com sua couraça de pedra dura.

“Se ele sofre, por que não faz nada?” A questão é que ele espera. Deus espera. Há uma frase preciosa do Pe. Libânio: A esperança é a fé no amor. Assim Deus espera. Ele nos ama, nos dá seu amor para que tenhamos forças para amar com o amor dele. Conhece seu plano de amor para cada um de nós e confia na correspondência ao amor com amor. Crê em nossa conversão para o amor, para ele. Por isso, espera.

De nossa parte, também nós cremos no amor de Deus. Também cremos que ele pode fazer qualquer coisa por amor a nós. Também esperamos a manifestação do seu amor diante daquilo que nos faz sofrer, questiona e escandaliza.

Essa esperança que vem da fé no amor é chamada de “paciência histórica”. Deus espera a ação do amor humano, no qual crê. Nós esperamos a ação do amor de Deus, porque cremos nele. Se Deus não cresse no amor humano, dado gratuitamente por ele, não creria em sua própria ação redentora! Se nós não crêssemos no amor de Deus por nós e por todos os homens, não esperaríamos que “ele fizesse alguma coisa”.

A questão é que nós temos pressa. Não aguentamos mais conviver com tanta sujeira, tantas catástrofes, tanta bandalhice. Deus, porém, tem mais pressa do que nós. Ele mesmo disse pela boca de Jesus: “Vim trazer fogo à terra e o quanto gostaria que já tivesse se espalhado, que fosse mantido aceso”. Como se vê, Deus também tem pressa. Ocorre que seu amor é maior que sua pressa e ele, pacientemente, espera. Espera que tenhamos reações de amor e não de ódio. De humilde paciência ao invés de arrogante revolta. Espera que ajamos como nos ensina o Evangelho. Espera porque não quer perder nenhum de nós. Um sequer!

Nós também esperamos. Algumas vezes, porque pensamos não ter jeito mesmo. Balançamos a cabeça, dizemos alguma coisa entre os dentes e continuamos nossa vida. Outras vezes, procuramos fazer algo, pois entendemos que a responsabilidade é da humanidade inteira. Por fim, esperamos porque cremos no amor de Deus e confiamos que ele sabe melhor que nós o que fazer.

No ano de 2010, o povo chileno deu-nos dois impressionantes testemunhos de esperança. O primeiro, no terremoto avassalador do início do ano. O outro, já no segundo semestre, com os mineiros presos a centenas de metros de profundidade. Em que esperaram as vítimas? Porque esperaram? Porque acreditavam no amor. No amor de seus irmãos, sempre solidários com os terremotos que sofrem a cada vinte anos. Criam no amor que os buscaria entre os escombros ou no fundo da mina. A fé no amor resultou em esperança e amor, esperança e fé resultaram na salvação – dos escombros do terremoto e da imensa e impenetrável rocha sobre o exíguo refúgio.

Assim, também, para nós. A fé no amor de Deus gera a esperança e amor. Esperança e fé resultam na salvação da morte eterna. A salvação, essa, só o Amor feito homem nos pode dar.

Maria Emmir Nogueira

escritora e cofundadora da Comunidade Católica Shalom

Arquivo Formação Shalom (20 de dezembro de 2010)

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Vaticano, 22 Nov. 17 / 12:00 pm (ACI).- O Papa Francisco erigiu uma nova Diocese no Brasil, a de Cruz das Almas (BA), desmembrada da Arquidiocese de Salvador, e nomeou como seu primeiro Bispo Dom Antônio Tourinho Neto, até então Bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife (PE).

A nova Diocese desmembrada da Arquidiocese de Salvador será composta pelos municípios de Cabaceiras do Paraguaçu, Cachoeira, Cruz das Almas, Governador Mangabeira, Maragogipe, Muritiba, Santo Amaro, São Félix, Sapeaçu e Saubara.

Em uma nota por meio da qual anunciou o desmembramento, a Arquidiocese de Salvador afirma que “a criação desta Diocese é um antigo sonho dos fiéis do Recôncavo Baiano”.

“Agradecemos ao Santo Padre por ter acolhido o antigo desejo do povo do Recôncavo, felicitamos os fiéis da nova Diocese e pedimos que todos elevem preces aos céus pelo povo da nova Diocese e, particularmente pelo seu Bispo Diocesano”, acrescenta a nota assinada pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

Com uma área de 2.409 km², a nova Diocese de Cruz das Almas abrange uma população de 324.392 pessoas, das quais, 191.228 são católicas. Possui16 paróquias, 19 sacerdotes diocesanos, 7 diáconos permanentes, 4 seminaristas e 18 religiosas.

A instalação da nova Diocese acontecerá no dia 28 de janeiro, às 10h, na Matriz da Paróquia Nossa do Bom Sucesso.

Primeiro Bispo

Dom Antônio Tourinho Neto é natural de Jequié (BA), tendo nascido em 9 de janeiro de 1964. Estudou Filosofia na Universidade Católica de Salvador (1982-1984) e Teologia no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio de Janeiro (1985-1988). Possui pós-graduação em Direito Canônico pelo Pontifício Instituto Superior de Direito Canônico do Rio de Janeiro.

Foi ordenado sacerdote em 20 de janeiro de 1990, incardinado na Diocese de Jequié. Em 12 de novembro de 2014, foi nomeado Bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife, tendo recebido a ordenação episcopal em 17 de janeiro de 2015.

Em uma carta de saudação à nova Diocese de Cruz das Almas, Dom Tourinho Neto agradeceu “imensamente a Arquidiocese de São Salvador da Bahia pela generosidade em doar uma parte do seu território para que se constituísse uma nova Diocese em terras baianas”.

Também recomendou seu “episcopado e a nova Diocese a Nossa Senhora do Bom Sucesso, excelsa Padroeira de Cruz das Almas”.

“Irei como pastor desta porção do Povo de Deus, tendo em vista um princípio: fazer-me servo por amor, pois creio que ‘o amor vence tudo’”, afirmou.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Depois deste relato, como não admirar ainda mais os padres?

Esses dias acompanhei o Padre Gabriel Vila Verde e o Padre Antônio Rebouças, ambos do estado da Bahia, em uma missão de dois dias aqui no Estado de Pernambuco. Confesso que, ao final da “minha parte ” na missão, eu estava completamente exausta, mas a parte deles continuou e eles foram até o fim.

Como alguns de vocês talvez saibam, o Padre Gabriel é conhecido nas redes sociais e eu fique bastante surpresa quando eu tentei poupá-lo do assédio das pessoas por perceber o seu extremo cansaço e ele respondeu: “Minha filha, eu quero atender todos que queiram se confessar”, ou quando eu disse que era melhor não divulgar que ele estaria em determinado lugar e em determinado horário porque iria encher de gente e ele respondeu: “A alegria de um Padre é estar perto das pessoas. Deixe que venham.”

Eu percebi que em muitos momentos ele e o Padre Antônio estavam indo além das suas forças e isso me levou a conversar sobre o assunto com outros Sacerdotes. Para minha surpresa, constatei que ir além das forças é algo que está para o Sacerdócio como escovar os dentes ou pentear o cabelo está para qualquer um de nós, ou seja, eles fazem (em silêncio) todos os dias.

Uma pesquisa de 2008 da ISMA Brasil¹ (organização de pesquisa e tratamento do estresse), apontou que:

A vida sacerdotal é uma das profissões mais estressantes.

Naquele ano, 448 dos 1.600 padres e freiras entrevistados, ou seja 28%, se sentiam “emocionalmente exaustos”. O percentual de clérigos nessa situação era superior ao de policiais (26%), executivos (20%) e motoristas de ônibus (15%) que se declararam exaustos emocionalmente.

Após a missa celebrada na cidade de Santa Cruz do Capibaribe (PE), ocasião na qual já acumulávamos duas noites mal dormidas e, no mínimo, uns 600 km de estrada, sem contar com a viagem de avião que os Padres fizeram, o cansaço já tinha despertado vários sentimentos em mim, como um botão que vai ligando coisas como irritabilidade, impaciência, dificuldade de raciocínio.

Eu tinha ido para o hotel com o Fillipp Cabral que servia conosco naquela ocasião. Tínhamos descansado cerca de uma hora, no ar condicionado, olhando as redes sociais e chupando balas de hortelã, enquanto nós descansávamos, os Padres celebravam a Santa Missa e, após a celebração, mesmo tendo atendido confissões anteriormente, se formava uma nova fila para confissões e esta era imensa. Após os Padres darem conta desta primeira fila, muitas outras pessoas os cercaram na saída da igreja. Cada um daqueles fieis traziam seus problemas, cada um levava um conselho, um afago, um encaminhamento. Eu observava tudo do alto da minha impaciência, mas não pude deixar de pensar em:

Quem ouvirá os problemas daqueles dois sacerdotes que haviam acabado de ouvir os problemas de tanta gente?

Como eles fazem para “descarregar” tanta coisa pesada ouvida consecutivamente? Quantas vezes estamos prontos e afiados para julgar e acusar os sacerdotes diante de qualquer falha? Quantas vezes nos escondemos diante desta máquina maravilhosa que é o computador para condená-los sem nos lembrar de quantas vezes eles nos absolveram de nossas culpas e aliviaram nossas dores com a linda frase “Vá em paz e que o senhor vos acompanhe”?

Em abril de 2012, a Revista Isto É publica uma intrigante matéria intitulada “Padres no Div┲ e traz o dado de que A Fazenda da Esperança, presente no Brasil e em outros dez países, tem nos dependentes de drogas o seu público-alvo, mas cerca de 3% de seus pacientes são religiosos. Mas o que levaria um Sacerdote ao alcoolismo? A falta da fé? Ele ser fraco? Não ter certeza de sua vocação? Nada disso, penso que o justo a dizer é que estes caminhos são trilhados pelo fato de serem humanos e, muitas vezes, pela falta de humanidade nossa (leigos) em relação a eles.

Antes desta missão eu ainda não tinha atentado para o fato de que o Sacerdote não é um “Super Herói” e não devemos esperar que ele fosse. Antes destes dias eu não tinha parado para pensar que o meu sacerdote precisa do meu sorriso, do meu carinho, dos meus dons tanto quanto eu preciso dos dele e que é justo que haja esta troca.

Olhe com carinho para o seu Sacerdote, esteja atento às suas necessidades e não entregue unicamente aos céus a responsabilidade de cuidar daquele que optou por cuidar de você. Lembre-se que a dor que dói em você e em mim, também dói nele.

Cada sacerdote é um presente de Deus!

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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A Bíblia nos apresenta a importância de Nossa Senhora para a Igreja

Sagrada Escritura, que para nós é fonte da Revelação de Deus, fala de Maria. A partir da Sagrada Escritura, vamos entender o papel da Mãe de Jesus na Igreja.

Nós lemos, na Carta aos Hebreus (1,1-2), que Deus, depois de ter falado muitas vezes e de muitos modos pelos profetas, falou-nos, nestes nossos dias, que são os últimos, por meio de Seu Filho. Isso mostra que a Revelação Divina foi progressiva. Esse “progresso” pode ser percebido também com referência à figura de Maria no plano da salvação.

Vamos ver isso na leitura e na meditação dos evangelhos. Marcos é o evangelista mais antigo, que escreve antes da destruição de Jerusalém do ano 70 d.C. Em seguida, temos os evangelhos de Mateus e Lucas; por último, no fim do primeiro século, aparece o Evangelho de João.

O Evangelho de Marcos se concentra, particularmente, na Paixão de Cristo, com uma ampla introdução sobre Sua vida pública, mas não fala nada da infância de Jesus. Neste Evangelho, Maria aparece apenas como a “Mãe de Jesus” no meio dos parentes (3,31-35; 6,3).

Maria, presença forte na infância de Jesus

Já Mateus e Lucas falam também da infância de Jesus. Mateus ressalta mais a figura de José, descendente de Abraão e Davi, o “esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo” (1,16). Logo depois, fala do nascimento virginal de Jesus, como cumprimento da profecia de Isaías (7,14). Maria aparece, em seguida, como protagonista, juntamente com Jesus e José, na cena dos Magos e na fuga para o Egito. Mateus ressalta o papel de Maria que, como Mãe, cuida do Filho, junto a José, que nunca é chamado de “pai”.

Logo em seguida, aparece o evangelista Lucas, que é o teólogo de Maria. Ele é o evangelista que mais fala dela, não só para apresentar fatos da sua vida, mas para a apontar como figura do verdadeiro discípulo e do verdadeiro crente. Ela é a primeira “cristã”, o “modelo dos cristãos”.

Maria, pois, é aquela que acolhe a Palavra de Deus. Trata-se da cena da “Anunciação”, a qual, mais propriamente, deveríamos chamar de “vocação de Maria”. Ressalta-se que, em toda a Bíblia, Maria é a única que recebe o título de “cheia de graça”. Ou melhor, ficando com a tradução literal do termo grego utilizado por Lucas: KECHARITOMENE (κεχαριτωμένη), que quer dizer: “Tu que já estás cheia de graça”.

Diante desse chamado, Maria se considera a “serva do Senhor”, totalmente disponível diante do plano de Deus. Eis o modelo do crente e do discípulo.

Maria modelo de discípula

Maria acredita na Palavra de Deus. Trata-se do episódio da visitação a Isabel. Nessa ocasião, Isabel proclama a bem-aventurança de Maria, “aquela que acreditou” (1,45). E aparece o primeiro cântico na boca de Maria: O Magnificat (Minha alma engrandece o Senhor: 1,46-56). Aliás, é interessante ressaltar a presença dela nos outros dois cânticos de Lucas: O Benedictus (“Bendito seja o Senhor Deus de Israel), proclamado por Zacarias, pai de João Batista; e o Nunc dimittis (“Agora, Senhor, podeis deixar ir em paz vosso servo”) de Simeão, quando Maria e José apresentam o menino Jesus de 40 dias no templo.

Esses cânticos, que tiveram Maria como protagonista (o Magnificat) ou como testemunha (o Benedictuse o Nunc dimittis), tornaram-se, hoje, na Liturgia das Horas, a oração da Igreja.

Maria medita a Palavra de Deus no seu coração. Para Lucas, ela é aquela que acolhe a Palavra de Deus, acredita n’Aquele que falou e a guarda no seu coração, meditando-a. Essa é a atitude de Maria, depois da visita dos pastores (2,19) e do reencontro com Jesus, com 12 anos de idade, no Templo (2,51). Mas a mesma expressão se encontra quando Jesus responde à mulher que proclamava: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram” (11,27). Vamos continuar lendo: “Mas ele respondeu: “Felizes, antes, os que ouvem a palavra de Deus e a observam” (11,28). Interessante, a esse respeito, é o comentário que fez Santo Agostinho. “Mãe e discípula ao mesmo tempo”, e acrescentava com ousadia que ser discípula para Ela foi mais importante do que ser Mãe, nestes termos: “Santa Maria fez a vontade do Pai e a fez totalmente, por isso foi mais importante para Maria ter sido discípula do que Mãe de Cristo” (Sermão 72A,7).

Maria caminha na fé

Sim, porque ela vivia de fé e não de “visão”. Como nós, Ela caminhava, a cada dia, em situações frequentemente inexplicáveis, mas sempre confiando em Deus. Essa é atitude dela, por exemplo, quando, por três dias, ficou procurando o filho que tinha permanecido no Templo sem avisar a ela e a José. Ela pergunta, depois: “Filho, por que fizeste isso conosco? Teu pai e eu te procurávamos, cheios de aflição!” (2,48). E eles “não compreenderam o que lhes dizia” (2,50). Maria medita nessas palavras, apesar de ainda não as compreender. Caminha na fé, confia em Deus. Ela também, somente depois da Páscoa, “depois de três dias” ( (2,46), vai compreender estas palavras.

Por fim, temos o evangelista João. Ele volta ainda mais atrás: “No princípio era o Verbo” (1,1). Esse “Verbo se fez carne” (1,14). Ele se coloca num outro nível da narração, com o seguinte objetivo teológico: apresenta os fatos da vida terrena de Jesus como o sinal da revelação do Pai: suas páginas querem descer na profundidade para colher o mistério. Por exemplo, a partir da água que pede para a Samaritana, é anunciada uma “fonte de água corrente para a vida eterna” (4,14). Ou, antes de ressuscitar Lázaro, Ele afirma: “Eu sou a ressurreição e a vida” (11,25).

No caso de Maria, João nunca a indica com o seu nome, mas ela é a “Mãe de Jesus”, que aparece em Caná (2,1) e aos pés da Cruz (19,25).

As núpcias são o sinal do encontro entre Deus e Seu povo, e o vinho é sinal de alegria e amor. Maria, em Caná da Galileia, é chamada de “mãe”: é o seu papel. Ela é a “Mulher”, símbolo de Israel, esposa de Deus. No relato das bodas de Caná, não se fala da noiva. Trata-se de um esquecimento? Não. A esposa é apresentada na figura da mãe. “A minha hora ainda não chegou” (2,4), diz Jesus. Trata-se da hora da morte-ressurreição-dom do Espírito. Mas aqui Jesus já antecipa o que será completado na hora da Cruz.

Maria reage às palavras de Jesus, mostrando, com os fatos, que existe uma relação entre ela e o Messias, e convida os servos nestes termos: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (2,5). Trata-se do convite explícito para acolher a novidade apresentada por Cristo. E o vinho de ótima qualidade é o sinal da graça, da Nova Aliança e das novas núpcias. Maria, pois, aqui aparece como representante do povo fiel, Esposa de Deus, que escancara os braços para acolher a Novidade. Os discípulos, por sua vez, souberam reconhecer no sinal do vinho a “Glória”, (2,11), quer dizer a presença poderosa e operante de Deus em Jesus. Por isso acreditaram n’Ele (2,11).

No momento da Cruz, chegou a “hora”; e aparece novamente a “Mulher”, “de pé”, junto à cruz (19,25-27). E está presente o discípulo que Jesus amava. Nenhum dos dois é chamado pelo nome, mas com uma palavra que aponta, respectivamente, para o papel deles. A “Mãe” precede, representa a origem; o “discípulo” apreende, segue e continua. A Mãe representa o passado, e o discípulo o futuro; a Mãe é o Israel fiel, e o discípulo é o novo povo fiel que Jesus ama. Sim, trata-se de Maria e João, mas se trata, no símbolo, dessas duas grandes realidades da história da salvação. Na hora decisiva, Jesus chama a Mãe de “Mulher” e lhe entrega o “discípulo”. Trata-se do momento da passagem da aliança e da acolhida do novo filho. Ao discípulo, Jesus entrega a Mãe. A partir daquele momento, “o discípulo a acolhe” (19,27). Temos aqui o fundamento da maternidade espiritual de Maria para cada discípulo do Cristo e da herança espiritual do antigo Israel, que agora é entregue à Igreja. À Mãe e ao discípulo, misteriosamente unidos, o Messias entrega Seu Espírito, a sua vida, a vida mesma de Deus. “Inclinou a cabeça e entregou o Espírito” (19,30).

Maria nos Atos dos Apóstolos

Somente uma vez Lucas fala de Maria depois da Ascensão: “Todos perseveravam unânimes na oração, junto com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus” (Atos 1,14).

Dois termos significativos: a perseverança e a concórdia. Nessa perfeita caridade, Maria está presente, partícipe da perseverança, da concórdia e oração. Continuando com a visão de Lucas, anteriormente indicada, pode-se afirmar que Maria é o modelo do discípulo e do crente que persevera na fé, vive em concórdia com os irmãos e em comunhão com o Senhor por meio da oração confiante.

Aqui também Maria é apresentada como a Mãe da Igreja. Eis o seu papel.

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Muitos falsos pastores usam e abusam do nome de Deus

Não tomar o nome de Deus em vão. Isso não é apenas um conselho ou uma recomendação, é mandamento de Deus.

O povo do Antigo Testamento radicalizava: nem ousava pronunciar o nome que Deus, revelou a Moisés na Sarça Ardente. Enquanto que, hoje, usa-se o nome de Deus para justificar guerras e ataques terroristas.

Existem pessoas que, de maneira menos violenta, mas igualmente pecaminosa, usam o nome de Deus para conseguirem seus objetivos. Lembro-me daquela mãe, que dizia à filha dela que Deus lhe tinha revelado que ”aquele rapaz não era o ideal para ela”. Isso é colocar o nome de Deus em vão. E, ainda, há muitos falsos ”pastores” enganando o rebanho deles, para conseguirem lucro fácil: usam e abusam do nome de Deus.

Antes de dizer que: “Deus lhe disse, que revelou, que apareceu” – pense duas vezes. Podemos ter visões, mas isso não significa que Ele apareceu. Podemos ter ”locuções”, mas isso não significa que Ele falou. Costumamos criar Deus à nossa imagem e semelhança, invertendo a ordem da criação. No fundo essa atitude de ”fingimento espiritual”, esconde uma grande presunção.

Não esqueçamos que o coração de Jesus se revela manso e humilde. A mansidão e a humildade são características marcantes da pessoa verdadeiramente piedosa. Deus nos deu liberdade para sermos ”gente”. Vamos deixar Deus ser Deus.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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Francisco recordou ainda as populações que vivem uma dolorosa pobreza por causa da guerra e dos conflitos

Para seguir adiante e crescer no caminho da vida é preciso não ter medo: é preciso ter confiança. Foi a exortação do Santo Padre no Angelus, ao meio-dia deste domingo (19/11), 1º Dia Mundial dos Pobres. O Papa partiu do Evangelho dominical (Mt 25,14-30), que nos traz a parábola dos talentos, para convidar-nos  a não desperdiçar os dons que Deus nos deu.

Referindo-se ao comportamento do terceiro servo que por medo de seu senhor enterrou o talento que lhe fora confiado, ressaltou que este servo não tem com seu patrão uma relação de confiança, mas de medo dele, e isso o paralisa. O medo imobiliza sempre e muitas vezes leva a escolhas equivocadas. Francisco afirmou que esta parábola nos faz entender como é importante ter uma ideia verdadeira de Deus.

“Não devemos pensar que Ele seja Senhor inclemente, duro e severo que quer nos punir. Se dentro de nós há esta imagem equivocada de Deus, então nossa vida não poderá ser fecunda, porque viveremos no medo e isso não nos levará a nada de bom. Somos chamados a refletir para descobrir qual é verdadeiramente nossa ideia de Deus.”

Já no Antigo Testamento ele se revelou como “Deus misericordioso e compassivo, lento à ira e rico de amor e de fidelidade” , lembrou o Pontífice. E Jesus sempre nos mostrou que Deus não é um Senhor severo e intolerante, mas um Pai repleto de amor, de ternura, um Pai cheio de bondade. Portanto, podemos e devemos ter uma imensa confiança n’Ele”, acrescentou.

“Jesus nos mostra a generosidade e a solicitude do Pai em muitos modos: com a sua palavra, com seus gestos, com seu acolhimento a todos, especialmente para com os pecadores, os pequenos e os pobres – como hoje nos recorda também o 1º dia Mundial dos Pobres –; mas também com suas advertências, que revelam seu interesse a fim de que não desperdicemos inutilmente nossa vida. Efetivamente, é sinal de que Deus tem grande estima por nós: essa consciência nos ajuda a ser pessoas responsáveis em toda nossa ação.”

Portanto, a parábola dos talentos nos chama a uma responsabilidade pessoal e a uma fidelidade que se torna também capaz de colocar-nos novamente a caminho em novas estradas, sem “enterrar o talento”, ou seja, os dons que Deus nos confiou, e dos quais nos pedirá conta, acrescentou.

Após a oração mariana, o Papa lembrou aos presentes na Praça São Pedro que este sábado foi proclamado Beato em Detroit, nos EUA, Francisco Solano, sacerdote da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.

“Humilde e fiel discípulo de Cristo, distinguiu-se por um incansável serviço aos pobres. Seu testemunho ajude sacerdotes, religiosos e leigos a viver com alegria a união entre anúncio do Evangelho e amor aos pobres”, frisou Francisco.

“Foi o que quisemos evocar com o Dia Mundial dos Pobres, celebrado este domingo, que em Roma e nas dioceses do mundo se expressa em muitas iniciativas de oração e de partilha. Faço votos de que os pobres estejam no centro de nossas comunidades não somente em momentos como este, mas sempre; porque eles estão no coração do Evangelho, neles encontramos Jesus que nos fala e nos interpela através de seus sofrimento se de suas necessidades.”

Francisco recordou também as populações que vivem uma dolorosa pobreza por causa da guerra e dos conflitos, renovando à comunidade internacional um veemente apelo a fazer todo esforço possível em favor da paz, em particular no Oriente Médio.

“Dirijo um pensamento especial ao querido povo libanês e rezo pela estabilidade do país, a fim de que possa continuar sendo uma ‘mensagem’ de respeito e convivência para toda a região e para o mundo inteiro”, afirmou ainda.

“Rezo também pelos homens, as pessoas da tripulação do submarino militar argentino desaparecido”, acrescentou o Pontífice recordando por fim, este domingo, o Dia de recordação das vítimas das estradas, instituído pela Onu, exortando os motoristas à prudência e ao respeito pelas normas de trânsito, qual primeira forma de tutela para si e para os outros.

(Rádio Vaticano)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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É preciso ter atenção para não confundir período de melancolia ou luto com depressão.

Sente-se triste na maior parte do dia ou quase todos os dias? Perdeu o prazer ou interesse em atividades rotineiras? Sentimento de desesperança? Está perdendo ou ganhando peso de forma acelerada? Sente-se cansado e fraco o tempo todo? Dificuldade de se concentrar ou tomar decisões? Dorme demais ou está há dias sem dormir à noite? Sente-se inútil e culpado? Tem pensamentos frequentes de morte ou suicídio? Caso você esteja sentindo alguns desses sintomas, mesmo sem ter passado por um processo de luto, possivelmente você se encontra com depressão.

Esse transtorno está assolando pessoas no mundo inteiro, consumindo e destruindo a alegria e o sentido da vida de quem por ele é afligido. A depressão acomete, ao longo da vida, mais as mulheres do que os homens, e quanto mais cedo for diagnosticada e tratada, menor será a chance de cronificação. Os episódios depressivos podem ser classificados como: leve, moderado e grave.

  • Na depressão leve os sintomas recorrentes são humor deprimido, perda de interesse em algumas atividades que antes fazia com prazer, falta de energia e mais dois sintomas característicos do transtorno citado anteriormente, mas apesar disso o sujeito continua com suas funções rotineiras.
  • Na moderada o sujeito apresenta até sete sintomas, alguns em grande intensidade e com isso apresenta grande dificuldade de manter sua rotina.
  • Na depressão grave o sujeito apresenta uma média de oito a dez sintomas, alguns em grande intensidade somados a uma grande agitação ou retardo psicomotor, e em alguns casos associados a psicose, alucinações e delírios, na qual existe um maior risco de suicídio.

É importante ressaltar que somente nos episódios de depressão moderada e grave é que o paciente deverá ser tratado com medicação passada pelo psiquiatra, juntamente com o acompanhamento psicológico. No episódio de depressão leve o tratamento será dado somente com psicoterapia.

Durante várias etapas da vida passamos por sofrimentos, perdas, dores que deixam marcas em nossa história e dependendo de como essas marcas são registradas, influenciarão a formação da nossa identidade. Algumas pessoas conseguem refletir sobre suas dores, ressignificar sua vida, enquanto outras não lidam com a mesma desenvoltura, podendo adoecer e entrar num estado de perda do controle de si e da sua própria vida.

Para essas pessoas, a visão sobre a vida se restringe ao “agora”, o futuro já não existe, torna-se inalcançável, os pensamentos são cristalizados pela cegueira da dor, o corpo pesa, a mente pára, o sabor já não existe, nem na comida, nem na vida e para sair dessa situação, elas não dependem só da força de vontade, mas também de recursos externos que servirão de apoio, estímulo e esperança de transformação.

É preciso ter atenção para não confundir período de melancolia ou luto com depressão. Melancolia surge muitas vezes diante de acontecimentos que nos causam dor e sofrimento, mas conseguimos superar e depois de um período ela desaparece. O luto surge diante de uma perda em que é inevitável o sofrimento e é preciso que esse período seja respeitado, pois é um momento de elaboração psíquica a fim de assimilar a transitoriedade da vida. Já a depressão permanece constante ou oscilante, com motivo aparente ou implícito, mas permanece e o sujeito que se permite ser tratado aprenderá a lidar com ela e controlar seus sintomas (PINHEIRO; QUINTELLA; VERZMAN, 2010).

A vida comunitária, a vivência da fé e o apoio familiar são pontos cruciais no apoio ao tratamento da depressão. O estímulo para retornar ao convívio social, religião, esportes que antes praticava, ou seja, o retorno da rotina e autonomia sobre sua vida são essenciais para a recuperação e estabilidade do paciente. Vejamos como cada elemento pode ser crucial.

Na vida comunitária encontramos no outro palavras de conforto, escuta amorosa, a descoberta de que muitos também passam ou passaram pelo mesmo sofrimento e nesse encontro descobrimos forças para enxergar novos caminhos, novas saídas. Não se faz mais necessário viver só, pois o amor dos amigos, a vida de oração, o apoio, a acolhida trazem um novo sentido.

A vivência da fé origina esperança! Crer em algo além do homem, além do tangível traz a confiança e segurança de transformação e essa escolha revigora todo e qualquer sofrimento. A fé que Deus existe e que é misericórdia, onde Seu amor por nós é imensurável ressignifica o que outrora não tinha significado. Aprende-se a ofertar a vida através da evangelização daqueles que sofrem e esse contato é transformador para ambas as partes quando se esquece um pouco das próprias dores para tratar as feridas no próximo.

A vida espiritual ensina a autorreflexão, bem como a pensar no que somos, nas escolhas da nossa vida, num processo de autoconhecimento e transformação. Essa vivência auxilia no tratamento como um processo de aceitação do que está acontecendo e a concordância em deixar-se cuidar.

Observa-se na conduta de algumas pessoas a necessidade de anular o tratamento, seja interrompendo abruptamente a medicação ou desistindo da psicoterapia, como se a depressão dependesse somente da fé. Cuidado!

A psicoterapia é indispensável no apoio à ressignificação dessa dor, pois o sujeito reencontrar-se-á com seu eu e na resiliência dará um novo sentido a sua vida. Nos casos mais graves a medicação será de extrema eficácia e eficiência na estabilização e controle dos sintomas. É crucial compreender que um tratamento não precisa eliminar o outro e que isso não tornará sua fé menor, pois todos (religião, psicoterapia e psiquiatria) servirão como uma rede de apoio que auxiliará no controle dos sintomas da depressão.

Joice Rocha

Estudante de Psicologia

Postulante de segundo ano da CAL

Fonte: https://www.comshalom.org/

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BALTIMORE, 16 Nov. 17 / 05:00 pm (ACI).- O presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), Cardeal Daniel DiNardo, incentivou a “amar e proteger a vida humana inocente desde o momento que Deus a cria” e assegurou que “a civilização começa no ventre”.

Em sua mensagem aos bispos dos Estados Unidos, em 13 de novembro, durante a Assembleia Geral da USCCB de 2018, o Cardeal DiNardo os encorajou a se unirem ao Papa Francisco para apoiar uma reforma migratória integral, promover políticas pró-vida que respeitem a dignidade humana e mantenham as famílias unidas.

As palavras do Cardeal foram recebidas com aplausos pelos participantes da Assembleia, que aconteceu em Baltimore, Estado de Maryland, nos dias 13 e 14 de novembro. Em 2017, a USCCB completa cem anos, tendo surgido em 1917 como o National Catholic War Council.

O Cardeal DiNardo recordou que naquela época os bispos estavam lidando com desafios importantes, como uma migração em massa vinda do outro lado do Atlântico.

“Os bispos naquela época sabiam que tais desafios só poderiam ser enfrentados com uma administração unificada de todos os recursos da Igreja”.

O presidente da USCCB assinalou que atualmente “estamos vivendo um tempo de desafio semelhante”, pois os bispos guiam “um rebanho variado. As pessoas olham, falam e inclusive pensam diferentemente umas das outras”.

Entretanto, este desafio não deve ser visto com medo, pois “o medo não é de Deus. Deus não divide; Deus une. E Deus, que é amor, nos criou para amar”.

“O amor não é ingênuo, nem é irritável, ressentido ou grosseiro”.

Em seguida, o Cardeal DiNardo refletiu sobre como a Igreja pode servir melhor “aos doentes, aos nascituros, aos pobres, aos imigrantes, aos refugiados, aos desempregados e aos subempregados”.

“Como pessoas de fé, qual será a nossa contribuição?”, perguntou e logo depois assinalou que “gostaria de responder diretamente: nossa contribuição é sempre testemunhar o Evangelho”.

“Meus irmãos, sigamos o nosso Santo Padre cada vez mais de perto, seguindo em frente para estar com o nosso povo em todas as circunstâncias da vida pastoral”, encorajou.

O Cardeal também pediu aos bispos norte-americanos que se “fortaleçam e aprendam desses cem anos que passaram” e “recordem sempre ao nosso povo e a nós mesmos que com Deus todas as coisas são possíveis”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Entenda por que a gentileza é uma virtude que pode tornar seus dias mais felizes

Atitude simples, a gentileza costuma passar desapercebida na rotina corrida que as pessoas levam. Pode ser o ato de segurar a porta para quem vem logo atrás, repartir o sanduíche no café da tarde da empresa ou mobilizar amigos para arrecadarem roupas aos necessitados no inverno. Ser gentil está diretamente ligado à felicidade não só do que recebe, mas também daquele que oferece. E essa virtude é tão importante que desde o ano 2000, 13 de novembro foi designado como o Dia Mundial da Gentileza.

Sonja Lyubomirsky, professora da Universidade de Stanford, diz que a relação entre felicidade e gentileza funciona como um mecanismo para a sustentabilidade da felicidade a longo prazo. Portanto, uma pessoa gentil, mantém melhores relações sociais, de trabalho e principalmente familiares. Inclusive, é em casa que se inicia a formação de um indivíduo gentil, já que é observando os exemplos em sua família, que as crianças desenvolvem maior empatia e generosidade. “Não temos estudos fechados que digam que há uma predisposição genética, mas sabemos que as crianças aprendem com um espelho do que têm em casa”, explica Graciela Sanjutá Soares Faria, coordenadora do curso de Psicologia do UniBrasil Centro Universitário.

Mas se não houve essa percepção durante a infância e a pessoa acabou crescendo sem uma referência de gentileza, e já adulto ela se percebe sendo intolerante e mesmo indiferente, Graciela aconselha a autoanálise. Segundo ela, é importante que o indivíduo olhe para si e reconheça que há um ciclo de raiva ou ódio, que precisa ser quebrado. “Veja se você é cordial e agradável, ou se é facilmente irritável. Pergunte a pessoas próximas a você, como elas te veem”, explica a especialista. Graciela diz que é preciso estar disposto a ser gentil e para alcançar esse objetivo é preciso se propor a isso diariamente.

Gentileza no trabalho

Um bom aliado na formação do senso de gentileza nas pessoas, acredite, é o local de trabalho. Isso porque, é ali que o indivíduo passa boa parte de seu dia e são as influências deste espaço que contribuem para sua saúde mental. Por esse motivo, os atos de gentileza e cuidado são fundamentais para que o clima organizacional seja bom. Percebendo isso, muitas empresas já têm em seu calendário anual, ações de voluntariado que estimulam as virtudes em seus funcionários, como é o caso do Mc Donald’s, que há 15 anos promove o Programa Bom Vizinho.

Gabriella Backes, de 20 anos, é anfitriã do restaurante do Shopping Curitiba e embaixadora do programa Bom Vizinho, no local.  O programa é um incentivo ao espírito solidário das equipes formadas por funcionários voluntários que desenvolvem ações em benefício da comunidade. Para ela, esse estímulo é muito importante para mostrar aos funcionários outras realidades e isso que ajuda eles a valorizarem o que têm dentro e fora da empresa. A ação é mensal e os funcionários participantes estão sempre motivados em ajudar.  “Nós arrecadamos itens para doação, fazemos plantio de mudas de árvores e outros atos de voluntariado, e todos procuram fazer sempre seu melhor”, conta.

Esses atos de bondade em grupo são essenciais para a transformação do local de trabalho, já que os funcionários são parte da construção do clima organizacional. E o que eles adquirem dentro do ambiente em que passam a maior parte de seu dia, consequentemente é levado para sua vida pessoal. Se alguém é cordial e agradável, inevitavelmente vai receber as mesmas atitudes em troca. “As tarefas são feitas com prazer e o profissional fica bem ali. Ele é gentil e recebe gentilezas em troca, e esse é um círculo virtuoso”, avalia a especialista. Além disso, ela reforça o que Gabriella vê na prática no programa Bom Vizinho: o incentivo ao voluntariado contribui para a ampliação da visão de universo e a valorização de conquistas pessoais. “É como se as pessoas se tornassem mais gratas pelo que as cerca”, afirma Graciela.

 

(via Sempre Família)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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VATICANO, 19 Nov. 17 / 10:00 am (ACI).- “Amar o pobre significa lutar contra todas as pobrezas, espirituais e materiais”, afirmou o Papa Francisco durante a Missa por ocasião do 1º. Dia Mundial dos Pobres instituído pelo mesmo Pontífice.

Na manhã de hoje, Francisco presidiu uma Eucaristia em que muitos pobres participaram e também disse que “Nos pobres manifesta-se a presença de Jesus, que, sendo rico, se fez pobre”.

“Por isso neles, na sua fragilidade, há uma força salvífica. E, se aos olhos do mundo têm pouco valor, são eles que nos abrem o caminho para o Céu, são o nosso passaporte para o paraíso”.

Ao comentar o Evangelho do dia, o qual nos traz a parábola dos talentos, pediu “reconhecer” que somos “talentosos aos olhos de Deus”.

“É por isso que ninguém pode ser considerado inútil, ninguém pode acreditar que é tão pobre que não possa dar algo aos outros. Nós fomos escolhidos e abençoados por Deus, que deseja dar-nos os seus dons, muito mais do que o pai ou a mãe querem para os seus filhos. E Deus, aos olhos de Quem nenhum filho pode ser descartado, confia uma missão a cada um”.

Francisco expressou que “muitas vezes também nos parece não ter feito nada de mal e com isso nos contentamos, presumindo que somos bons e justos. Mas, assim, corremos o risco de nos comportar como o servo mau: também ele não fez nada de mal, não estragou o talento, aliás, guardou-o bem na terra”.

O Santo Padre também disse que “não é fiel a Deus quem se preocupa apenas em conservar, em manter os tesouros do passado”.

Nesse sentido, “a omissão é também o grande pecado contra os pobres”. “É olhar para o outro lado quando o irmão está em necessidade, é mudar de canal, logo que um problema sério nos indispõe, é também indignar-se com o mal mas sem fazer nada. Deus, porém, não nos perguntará se sentimos justa indignação, mas se fizemos o bem”.

Segundo o Bispo de Roma, que denunciou o pecado da “indiferença” em relação aos pobres, “a verdadeira fortaleza” não é “punhos cerrados e braços cruzados, mas mãos operosas e estendidas aos pobres, à carne ferida do Senhor”.

Portanto, “para nós, é um dever evangélico cuidar deles, que são a nossa verdadeira riqueza; e fazê-lo não só dando pão, mas também repartindo com eles o pão da Palavra, do qual são os destinatários mais naturais”.

“Para mim, o que conta na vida? Onde invisto? Na riqueza que passa, da qual o mundo nunca se sacia, ou na riqueza de Deus, que dá a vida eterna?”, perguntou.

“Diante de nós, está esta escolha: viver para ter na terra ou dar para ganhar o Céu. Com efeito, para o Céu, não vale o que se tem, mas o que se dá, e ‘quem amontoa para si’ não é ‘rico em relação a Deus’”.

O Santo Padre sublinhou que “isso nos fará bem, aproximar-nos de quem é mais pobre do que nós, tocará a nossa vida. E nos ajudará recordar o que conta verdadeiramente: amar a Deus e ao próximo”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

Uma catequista e mãe separou conselhos preciosíssimos que vão ajudar nesta missão

Na catequese, com qualquer idade e em qualquer época, tenho observado que as crianças que mais sabem o que estão fazendo ali e que participam são aquelas que os pais frequentam junto a Igreja, que praticam em casa  atos de devoção e confirma, cada vez mais, a importância da presença da família não só na formação escolar ou profissional, mas principalmente (e especialmente) na religiosidade. Como mãe, fui tendo experiências, ouvindo outras mães com filhos maiores, de famílias numerosas, que trabalham fora e dentro de casa, padres, escritores e resumi algumas dicas que tem me ajudado e talvez possa ser útil para você ou para alguém que conheça.

  1. Reze com os filhos em momentos que fazem parte do hábito diário da família. Exemplo: antes das refeições, antes de sair de casa, antes de dormir, etc. Que a oração seja um hábito da família assim como escovar os dentes e tomar banho são hábitos de higiene fundamentais. Dica: Reze sempre a mesma oração.
  2. Reze de forma pausada. Sem pressa. Permita que a criança entenda palavra por palavra do que esta dizendo. Para que não seja uma sentença decorada, mas que tenha sentido.
  3. Nos momentos de dificuldade ou estresse (sabe quando o alho queimou, o gás acabou, o carro não quer pegar…) ao invés de falar palavrões ou ainda como “que saco”, “que droga”, “que porcaria”, invente jaculatórias espontâneas: Nossa Senhora da Paciência, socorrei-me! Santa Gianna Beretta, intercedei por mim! Nossa Senhora das mães dos filhos agitados, dai-me sabedoria!
  4. Tenha pela casa ou no local do trabalho uma imagem de Nossa Senhora, um crucifixo, ou até mesmo na tela inicial do celular uma imagem que te faça lembrar o sentido sobrenatural na formação dos filhos. Isso ajudará a colocar os filhos e a família sempre na presença de Deus.
  5. Frequente em família a Igreja! Mesmo que sempre tenha olhares desagradáveis para o barulho das crianças. É verdade que temos que formar as crianças para se comportarem (Essas dicas da Fanpage Feminilidade, Fertilidade, Maternidade e Vida em Família, são sensacionais), mas a família participar junta é a melhor maneira de formar nas crianças a importância da religião.
  6. Conte histórias bíblicas para as crianças, pode ser antes de dormir. Tem uma Bíblia da Editora Paulinas que se chama Bíblia para Crianças em Rimas, com as histórias e e desenho de uma forma que ajuda os filhos a gravarem as histórias e recontá-las depois.

 

Por Rafaela Campos, via Sempre Família 

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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REDAÇÃO CENTRAL, 18 Nov. 17 / 08:00 am (ACI).- Pe. Doriam Rocha Vergara, um dos sacerdotes exorcistas mais jovens do mundo, decidiu revelar quais são as maiores tentações que enfrenta diariamente no exercício do seu ministério.

Em conversa com o Grupo ACI em 9 de novembro, assegurou que as tentações o perseguem especificamente no prazer, no poder e no ter.

1. Tentação do dinheiro

“Eu tenho a tentação do dinheiro. Meus irmãos sacerdotes pensam que eu sou o padre rico. Que tudo o que eu toco transformo em dinheiro. As pessoas pensam que eu sou rico”, disse o sacerdote.

2. Tentação das mulheres

Pe. Doriam afirma que há muitas mulheres que, por ser jovem e pela sua maneira de falar, pensam que é “diferente dos outros homens”.

“Isso desperta uma grande admiração e querer chegar a namorar com o Pe. Doriam. Normalmente são mulheres muito bonitas e muito formosas”, manifestou.

3. Tentação da desobediência

“Tentações de desobediência, rebeldia e soberba que muitas vezes tiram a glória de Deus. Quando um bispo me diz que não posso ir a certo lugar, por exemplo. Entretanto, nunca o desrespeitei”, assegurou o Pe. Doriam.

4. Tentação de reconhecimento e fama

O sacerdote indica que isso acontece quando um canal lhe “oferece visibilidade ou uma editora quer começar a receber os seus escritos”.

“Com relação ao tema do exorcismo não pode haver fama”, afirmou.

5. Tentações em sua família

“A família pensa que você é o solucionador de todos os problemas. Tanto emocionais quanto econômicos”, indicou o padre.

6. Tentação da soberba

Finalmente, Pe. Doriam manifestou que outra tentação que ele tem “é tornar-se uma pessoa que faz ‘mágicas’. De ter dons para curar, libertar, etc”.

A superação das tentações

Para superar as tentações, Pe. Doriam explicou que às vezes tem que fazer “autoexorcismos”, ou seja, orações que os exorcistas rezam para se protegerem.

Do mesmo modo, assegurou que não assiste televisão no seu quarto, não tem computador, não toma bebidas alcoólicas nem consome tabaco, e tem uma exigente vida de oração. Entre as orações estão: o Santo Rosário, o Santo Ofício, Laudes, Ângelus, Oração da Divina Misericórdia, Vésperas e Completas.

Finalmente, Pe. Doriam assegurou que o mais importante para ele é celebrar a Eucaristia diariamente.

“Não há um só dia na minha vida que não celebro a Eucaristia, com as pessoas ou sozinho. Ao lado do meu quarto, tenho uma capela, um oratório onde está o Santíssimo e a presença da Santíssima Virgem Maria”, destacou.

Fonte: http://www.acidigital.com/