Formação

O Papa Francisco concluiu sua série de audiências esta sexta-feira (22/09) recebendo os responsáveis nacionais pelas migrações, que participam do encontro promovido pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa.

A audiência foi a ocasião para o Pontífice reafirmar a missão da Igreja diante dos fluxos migratórios maciços: amar Jesus Cristo particularmente nos mais pobres e abandonados, e entre eles certamente estão os migrantes e refugiados.

“Não escondo a minha preocupação diante dos sinais de intolerância, discriminação e xenofobia que se verificam em várias regiões da Europa. Com frequência, esses sinais são motivados pela desconfiança e pelo temor em relação ao outro, ao diferente, ao estrangeiro. Preocupa-me ainda mais a triste constatação de que as nossas comunidades católicas na Europa não estão isentas dessas reações de defesa e rejeição, justificadas por um ‘dever moral’ de preservar a identidade cultural e religiosa originária.”

O Papa recordou que a Igreja se propagou em todos os continentes graças à “migração” de missionários, e que hoje percebe uma “profunda dificuldade” das Igrejas na Europa diante da chegada dos migrantes. Para Francisco, essa dificuldade espelha os limites dos processos de unificação europeia e da aplicação concreta da universalidade dos direitos humanos.

Do ponto de vista estritamente eclesiológico, a chegada de inúmeros irmãos oferece às Igrejas locais uma oportunidade a mais de realizar plenamente a própria catolicidade e uma nova fronteira missionária.

Além disso, o encontro com migrantes e refugiados de outras confissões e religiões é um “terreno fecundo para o desenvolvimento de um diálogo ecumênico e inter-religioso sincero e enriquecedor”.

Por fim, o Papa citou a sua Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado do próximo ano, na qual indica a resposta pastoral aos desafios migratórios em quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar.  Na mesma Mensagem, também se enfatiza a importância dos Pactos Globais, que as nações do mundo se empenharam em redigir até o final de 2018, nos quais a Santa Sé está preparando uma contribuição especial. Francisco concluiu com uma exortação:

“Que a voz da Igreja seja sempre tempestiva e profética e, sobretudo, seja precedida por um trabalho coerente e inspirado nos princípios da doutrina cristã.”

Radio Vaticano

Fonte: http://www.comshalom.org/

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A Bíblia não é o único caminho de salvação, mas nenhum católico interessado no seu progresso espiritual pode permitir-se ignorar as Sagradas Escrituras

Aliimentamos a nossa alma com a Palavra Encarnada de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, presente na Sagrada Eucaristia. E também nutrimos a nossa mente e o nosso coração com a Palavra de Deus que nos foi entregue pelos patriarcas, profetas e Apóstolos que escreveram os livros da Bíblia. O que eles nos dão é palavra de Deus. Ainda que não tivessem necessariamente que perceber o que ocorria, Deus inspirou os autores dos livros bíblicos para que escrevessem o que escreveram. E, ao escrevê-lo, Deus preservou-os do erro por um ato especial da sua providencia.

Depois, por um novo ato da sua providência, fez que os livros escritos sob a sua inspiração se conservassem através de milhares de anos e de gerações sucessivas. Finalmente, pela infalível autoridade da sua Igreja, indicou quais, de entre todos os livros aparentemente sagrados, foram os únicos realmente inspirados por Ele.

Note como a Tradição Apostólica também é importante:

“Foi a Tradição Apostólica que levou a Igreja a decidir quais os escritos que deviam ser contados na lista dos livros santos. Esta lista integral é chamada “Cânon” das Escrituras. Comporta, para o Antigo Testamento, 46 (45, se contar Jeremias e as Lamentações como um só) escritos, e, para o Novo, 27” (n. 120; cf. também os ns. 121-7).

Esta é a Bíblia (da palavra grega biblion, que significa “o livro”). Contém setenta e três divisões ou “livros”, conforme são chamados, alguns dos quais são omitidos em certas edições protestantes da Bíblia. Escrita por autores diferentes (todos inspirados por Deus), a Bíblia começa pelo livro do Gênesis, atribuído ao patriarca Moisés, e termina com o livro do Apocalipse, escrito pelo Apóstolo São João. Poderíamos dizer que Deus teve muito trabalho para nos dar a Bíblia e, naturalmente, espera que a leiamos.

Se alguma organização, dessas que existem para pesquisar a opinião pública, fizesse um levantamento entre as famílias católicas para saber quantas têm e quantas usam a Bíblia, os resultados poderiam ser surpreendentes. Já que não se fez tal pesquisa (pelo menos que eu saiba), só podemos fazer conjeturas: penso que são bem poucos os lares católicos em que há uma Bíblia, e que são menos ainda aqueles em que é lida.

A Bíblia na Liturgia

A Igreja faz um uso muito amplo da Bíblia na sua liturgia. Muitas partes da Santa Missa e do ritual dos sacramentos, grande parte da Liturgia das Horas e de outros ritos oficiais foram tirados da Bíblia. A Bíblia é também um livro precioso para a pregação sacerdotal: a maioria dos sermões ou homilias não são senão comentários a alguma verdade básica contida na Sagrada Escritura.

Precisamos ler a Palavra de Deus regularmente

À vista de todos estes fatos – mas especialmente tendo em conta que a Bíblia é a palavra inspirada por Deus -, é de se estranhar que não haja mais católicos que leiam a Bíblia regularmente, para seu enriquecimento pessoal e para seu progresso espiritual.

Não nos admira muito que os protestantes nos superem na propagação e no uso da Bíblia: para o protestante, a Bíblia é tudo; para nós, é apenas uma parte do nosso ambiente religioso, mas é uma parte muitíssimo importante, de modo que, se a descuramos, perdemos uma grande riqueza espiritual.

Dizemos – e assim cremos – que a essência da vida cristã está no esforço por reproduzirmos em nós a imagem de Cristo. O nosso fim é fazermo-nos semelhantes a Cristo. Queremos aprender a ver a vida como Ele vê, e não viver aos nossos dias de m modo fragmentário, com a vida de família, o trabalho que nos obtém o pão, o descanso, as responsabilidades sociais e as relações pessoais frequentemente em conflito entre si. A nossa semelhança com Cristo dar-nos-á a chave para alcançarmos essa unidade de vida, para vivermos uma vida coerente, como Cristo julga, falar e agir como Cristo falaria e agiria. Esta semelhança com Cristo preencherá o nosso molde pessoal e modificar-se-á de acordo com as nossas características individuais, numa gloriosa diversidade de formas; mas o princípio fundamental e unificador será sempre a semelhança com Cristo, que jamais se poderá deixar de notar;

Não podemos moldar-nos segundo a imagem de Cristo se não o conhecemos bem. Para conhecê-lo, o melhor caminho é o Evangelho. Melhor que a imagem de segunda mão que possamos extrair de sermões e livros de espiritualidade, é a imagem sem aditivos que d’Ele nos dão os quatro evangelistas. Depois, nas epístolas de Paulo, Pedro, Judas Tadeu, Tiago e João encontraremos os ensinamentos de Cristo desenvolvidos, especialmente a doutrina sobre a lei da caridade.

Voltando ao Antigo Testamento, encontraremos nos seus livros históricos o grandioso plano de Deus para a salvação do homem, que veremos manifestar-se lentamente ao longo de muitos séculos. Nos livros proféticos, veremos Cristo vir até nós como uma sombra que se projeta sobre a parede de uma casa. Nos livros sapienciais, acharemos os princípios de uma conduta e uma vida virtuosa que Deus incutiu na humanidade através de longos períodos de experiência humana. Tudo isto e mais encontraremos na Bíblia, se a lermos regularmente, na atitude de reverência e oração que a palavra de Deus exige.

É importante verificar se estamos lendo uma versão autorizada da Bíblia

Devemos, evidentemente, ler uma versão autorizada da Bíblia. Não é que haja duas Bíblias, a “católica” e a “protestante”, a “boa” e a “má”. Há uma só Bíblia, a que Deus inspirou e foi escrita livro após livro, século após século, em hebreu antigo e em grego. Os frágeis manuscritos originais permanecem há muito, mas ainda se conservam cópias manuscritas que remontam aos primeiros tempos do Cristianismo de São Jerônimo (a chamada “Vulgata”), derivam as traduções modernas para as línguas da atualidade. São as versões em língua vernácula da Bíblia.

Se for traduzida para uma língua moderna por um perito ou peritos bíblicos, e depois aprovada pelo Papa e pelos bispos de um país como tradução adequada, então essa tradução chama-se versão aprovada ou autorizada. Isto significa que essa versão está livre de erros na medida em que as coisas humanas o podem estar. Um católico só pode ler essas versões aprovadas. Mesmo uma tradução da Bíblia feita por um escriturista católico só pode ser utilizada pelos católicos depois de uma aprovação oficial da Igreja. Vemos, pois, que, à hora de escolhermos uma Bíblia, não se trata de optar por uma católica contra outra protestante, mas por uma versão aprovada contra outra que não tem aprovação. Convém, por isso, certificar-se de que se trata de uma versão aprovada, antes de comprá-la.

Mas interessa muito que a tenhamos e leiamos. Se ainda não o fizemos, comecemos hoje!

(Retirado do livro: “A Fé Explicada”. Leo Trese. Ed. Quadrante. Via Felipe Aquino)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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O Papa afirma que os padres pedófilos “traíram o seu chamado e abusaram dos filhos de Deus”

Ao receber em audiência a Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores, o Papa Francisco reiterou nesta quinta-feira, no Vaticano, a política de “tolerância zero em todos os níveis aos abusos” perpetrados por membros do clero contra menores.

O Santo Padre afirmou que, “quando a consciência chega tarde, os meios para resolver o problema chegam tarde”, reconhecendo que as autoridades da Igreja demoraram, em muitos casos, para reagir diante do escândalo aberrante dos abusos sexuais. No entanto, ele reconheceu também o papel crucial dos católicos corajosos que enfrentaram o problema com veemência: “Deus suscitou homens profetas na Igreja” para desmascarar o escândalo “e encará-lo de frente“.

Francisco disse ainda que é preciso criar mais consciência na Igreja contra este crime e foi muito claro ao afirmar que, “se há provas de um abuso, isto é suficiente para não aceitar recursos“, já que a pessoa que pratica esse crime “é doente” e, quando se arrepende e é perdoada, “após dois anos cai de novo“. Quem é condenado por esse delito pode pedir a chamada “graça” ao Papa, ou seja, uma espécie de indulto – mas Francisco assegurou, taxativo: “Jamais assinarei a graça“.

Implacável, o Papa prosseguiu:

O escândalo do abuso sexual é verdadeiramente uma ruína terrível para toda a humanidade e afeta muitas crianças, jovens e adultos vulneráveis em todos os países e em todas as sociedades. Também para a Igreja tem sido uma experiência muito dolorosa. Sentimos vergonha pelos abusos cometidos por ministros consagrados, que deveriam ser os mais dignos de confiança“.

Definindo os abusos sexuais como “um pecado horrível” e em total contradição com os ensinamentos de Cristo e da Igreja, o Papa finalizou:

“Reitero hoje, mais uma vez, que a Igreja, em todos os níveis, responderá com a aplicação das mais firmes medidas a todos aqueles que traíram o seu chamado e abusaram dos filhos de Deus”.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Você já se irritou com seu marido, mas decidiu manter tudo guardado dentro de você?

Talvez você não quisesse começar uma discussão ou colocar ainda mais distância entre vocês dois. Ou você estava com medo de que, se dissesse alguma coisa, ele apenas tentaria justificar, até mesmo fazendo observações prejudiciais. Talvez você tenha ficado em silêncio porque foi assim que você foi educada. Você queria que ele se sentisse bem consigo mesmo. Você acha que precisa proteger o ego masculino dele.

Conheço muitas histórias de mulheres que sofreram em seus casamentos por anos. E, por anos, fecharam os olhos, engoliram a raiva e ficaram com os sentimentos feridos, ou por causa das crianças, ou porque ficavam esperando que o marido abrisse os olhos e percebesse, ou porque eles tinham muitas coisas para fazer. E durante todo esse tempo seus casamentos não eram o que elas queriam que fossem.

Aqui está a questão: é melhor dizer algo do que esperar que ele descubra isso e faça mudanças por conta própria. Ele não vai descobrir. Uma parceria em um casamento não significa que você precisa manter artificialmente uma atmosfera agradável ou que você tenha que forçar mudanças na outra pessoa – que pode não saber como mudar ou mesmo se quer mudar.

Talvez ele grite com as crianças por causa do estresse no trabalho, ou ele se feche em sua dor depois de perder o pai. Sua barriga grande e o hábito de ficar na frente da TV nem sempre significam preguiça. Isso pode significar que ele tem dificuldades em lidar com alguns sentimentos e que ele os suprime ao invés de lidar com eles.

Você não está lá para agradá-lo. Então, ao invés de ser uma “boa esposa”, seja você mesmo. Vocês dois se beneficiarão.

O silêncio é o irmão do desamparo, cria uma armadilha nos sentimentos desagradáveis das pessoas. Talvez você veja o seu marido como alguém que a deixa cansada ou que faz você se sentir feia e mal-humorada. De repente, não há energia suficiente, novidade e flerte em seu relacionamento. As coisas que o aborreceram e que você nunca falou podem explodir durante uma grave crise, muitas vezes durante a terapia, ou mesmo na sala do tribunal.

Às vezes é tarde demais, porque a soma total desses pequenos momentos de silêncio é muito grande. Torna-se um grande silêncio e, então, você simplesmente não quer falar nada. É por isso que é bom parar e resolver problemas quando eles surgem, não depois de terem acumulado ao longo dos anos.

A verdade pode ser difícil. A honestidade que vem do fundo do coração precisa ser trazida e apresentada de uma maneira que o outro possa aceitar. A coragem de falar sobre coisas difíceis pode construir a proximidade e a confiança. Não ameace. Não humilhe. Não zombe. Você não quer machucá-lo ou causar dor.

Se você é desagradável, você irá desencorajar mais do que motivar seu parceiro. Uma voz ligeiramente elevada, uma impaciência sarcástica e um tom de voz ditatorial são sinais pobres de sua força. Eles apenas mostram uma falta de sensibilidade.

Fale o que está te incomodando sem ser desagradável. O objetivo não é criar uma cena, mas simplesmente falar. Veja que, por trás desses comportamentos irritantes, há uma sensação de tristeza, um desânimo. Que talvez ele tenha os mesmos pensamentos dolorosos que você, e também não sabe mostrar isso. Ele também pode estar bloqueado.

Quando você simplesmente desiste de falar, a frustração prolongada não desaparecerá. Haverá outra e irá se somar às anteriores, e vocês se afastarão cada vez mais um do outro.

Quando você sente falta dessas poucas palavras sinceras, faladas em um contexto seguro, pode ser difícil lidar com isso mais tarde. Você pode acabar sentindo que algo se desfez ou que ambos se retiraram em suas próprias decepções pessoais.

Agora é a hora de cuidar de todos esses sentimentos separados de forma consciente e madura, na forma de uma conversa, não como um monólogo de um lado e silêncio do outro. Ou como duas vítimas silenciosas do destino.

Você pode começar a reconstruir seu casamento, mesmo depois de muitos anos juntos. Mas, desta vez, que haja espaço para vocês dois, para que ambos se sintam bem juntos. Para isso, você não precisa de muitas palavras nem de conversas profundas. A bondade simples é suficiente.

Quando você sente que não sabe como começar e nem como alcançá-lo, você pode começar perguntando o que o incomoda.

Sabe-se que o amor é cego, mas o casamento restaura sua visão. Isso é verdade para mulheres e homens.

Aleteia

Fonte: http://www.comshalom.org/

Experimente essa maneira inteligente de quebrar um problema difícil em partes gerenciáveis

Não, eu não sou uma boa ajudante em casa. Eu até já tentei, mas nunca consegui ajudar uma criança frustrada a resolver um problema. Talvez seja porque a matemática da sexta série esteja além dos meus conhecimentos ou porque dá o que fazer para eu entender exatamente o problema.

Meu filho sempre diz: “Eu não consigo entender isso! Não sei por que não consigo, não consigo! Eu não entendo nada disso”. E esse seu falatório é um atendado à minha paciência. Eu tento explicar o problema, mas raramente consigo. Então, tento motivá-lo, dizendo: “Você consegue! Continue tentando. Não desista”. Quando essa estratégia não dá certo, eu recorro ao verdadeiramente inevitável: “Pule esse problema, vá para o próximo e pergunte ao papai quando ele chegar em casa”.

Eu sei que essa não é a melhor atitude, porque o papai chega tarde e geralmente está cansado. De qualquer maneira, ele sempre ajuda, mas fica tarde para ele e para as crianças. Por isso, quando eu li esta publicação da Military Wife & Mom, que prometeu me revelar a frase de um gênio que inspiraria meu filho a continuar tentando, fiquei morrendo de vontade de experimentar.

Agora, quando eu vejo as crianças choramingando, dizendo “não consigo” ou “quero desistir”, eu adoro dizer “Mostre-me a parte mais difícil”, porque essa parte dá aos pais ou professores muitas informações úteis.

Isso ajuda você a descobrir qual parte é fácil e qual parte é especialmente difícil para a criança. Também ajuda a criança a reconhecer qual é o seu maior desafio e a quebrá-lo, transformando- o em um desafio menor.

Eu não percebi, até ler a publicação, que é exatamente isso que meu marido faz. Ele se senta e diz alguma coisa parecida com o “mostre-me a parte difícil”. Às vezes, ele pergunta “onde você está empacando, qual é a parte difícil?”. Mas ele, intuitivamente, sabe quebrar o problema e deixar nosso filho falar sobre a solução primeiro. Muitas vezes, eles entendem o problema só depois que começam a resolvê-lo (e eu achava que fosse algum tipo de mágica do papai).

Na verdade, não é mágico – é apenas uma forma de quebrar um problema difícil em partes gerenciáveis. É o mesmo que eu faço quando tenho um problema. Na verdade, é a mesma estratégia que eu uso para realizar qualquer tarefa, desde a limpeza da casa até o equilíbrio do orçamento. Não posso fazer tudo de uma só vez – ninguém pode. Então eu o divido em partes e vou resolvendo tudo até que as partes se somam a um todo completo.

Definitivamente, a frase “Mostra-me a parte mais difícil” será útil tanto para mim quanto para as crianças. Vamos aplicá-la em tudo: desde quando tivermos que tirar os tapumes protetores de furacão até quando precisarmos limpar a geladeira.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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A aridez espiritual nos ajuda na conquista da humildade

A vida espiritual também é permeada por secura, tempo de aridez, falta de gosto, solidão e desânimo. Nesses períodos, somos privados das consolações sensíveis e espirituais, e isso, mesmo que não entendamos, favorece nosso crescimento na vida de oração e na prática das virtudes.

Apesar de muitos esforços e de disciplina na vida espiritual, a pessoa não sente gosto pela oração; ao contrário, experimenta-se nela o cansaço, o desânimo, a ausência da presença de Deus, como se Ele tivesse se esquecido de nós e o tempo parecesse não ter fim.

Poderíamos dizer que a fé e a esperança estão adormecidas. A alma parece estar envolta numa espécie de torpor. É um tempo penoso quando não se experimenta a alegria. Também, neste tempo, Deus trabalha em nós. Jesus mesmo disse que “o Seu Pai continua trabalhando”.

O Senhor age sempre a nosso favor e, como já dizia o apóstolo Paulo, “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus”(Rm 8,28).

Este tempo de seca nos ajuda a nos desprendermos de tudo o que não proclama o senhorio de Jesus em nossa vida, ensina-nos e educa a buscar Deus por aquilo que Ele é, não por aquilo que Ele pode nos oferecer.

Santa Elizabete da Trindade, grande mística carmelita, dizia: “É preciso deixar tudo para abraçar Aquele que é o Tudo”.

A aridez espiritual nos ajuda na conquista da humildade, faz-nos entender que tudo vem de Deus e em tudo dependemos d’Ele. O amor do Pai para conosco é puramente gratuidade.

Esse tempo penoso nos faz compreender que Ele é o Senhor dos dons e os distribui segundo a maneira que lhe apraz. Não somos nós que devemos ditar as ordens para Deus, Ele é o Senhor, Ele é Deus, Ele é livre e nós somos seus servos. Assim, o Senhor nos purifica. Sofre-se muito, mas este é um sofrimento redentor.

Aprendemos a servir ao Senhor sem gosto para fazê-lo. Aprendemos a buscá-Lo em todos os momentos, aprendemos que nossos olhos devem estar fixos n’Ele. Assim, Deus robustece nossa fé, impele-nos a não desistir na busca da prática do bem e nos ensina o caminho da constância, como ocorreu com Santa Teresa, a qual, durante anos, teve dúvidas da presença de Jesus na Eucaristia, mas, nem por isso, deixou de fazer a Adoração Eucarística.

É por meio desse exercício que se fortifica a virtude. Costumo dizer para os meus filhos na Canção Nova: “10% é inspiração e 90% é transpiração”.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Fonte: https://padrejonas.cancaonova.com/

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O pecado

Se formos ao Dicionário da Língua Portuguesa e pesquisarmos o significado de pecado, encontraremos a seguinte definição: “Violação de um preceito religioso. Desobediência a qualquer norma ou preceito; falta, erro”. É essa a definição mais comum sobre o pecado. Somos formados e educados como se Deus e Sua Igreja fossem uma “escola militar”, onde quem não cumpre as “regras” é castigado. Esse é um tema importante para o homem, pois fala diretamente da sua conduta, das suas escolhas e da sua esperança. Por isso, não basta ir ao dicionário para entender algo profundo assim, precisamos recorrer à Palavra de Deus e à Doutrina da Igreja.

Comecemos recordando a narrativa da criação do homem em Gênesis 1,27: “Deus criou o homem a sua imagem, a imagem de Deus o criou”. É importante termos, bem claro, esse pequeno trecho da criação, para entendermos o pecado de forma mais profunda.

Inocência original

Deus nos criou puros, pois somos a imagem e semelhança d’Ele. São João Paulo II, em sua segunda catequese sobre a Teologia do Corpo, usa, pela primeira vez, o termo “inocência original”. O Santo conclui que, antes do “pecado original”, o homem vivia na sua perfeita forma, ou seja, na originalidade do que Deus quis para ele. O gênero humano era puro. O pecado, fruto de uma escolha livre do próprio homem, arrancou-o do estado de “inocência original” e colocou nele a marca do “pecado original”.

Para entendermos bem o que é pecado, também precisamos entender quem é Deus e quem somos nós. Não podemos esquecer que Deus é Trino: Pai, Filho e Espírito Santo, Ele é relação.

Deus nos criou para nos relacionarmos

A palavra “pessoa” tem origem no termo grego Prosopon, que significa algo como “um rosto voltado para outro rosto”, ou seja, uma relação. Deus nos criou para nos relacionarmos. Logo no início, Ele colocou Adão em convívio com toda a criação (cf. Gn 2,8); Ele não quis que o ser humano estivesse só (cf. Gn 2,18); e, a todo instante, o Senhor se mantinha em plena relação com o homem (cf. Gn 2,1-25).

Se ser pessoa é ter “relação”, o que é o pecado? Pecado é uma falência da relação, é não amar, é um ato de livre escolha, que traz várias consequências para nós, sendo a maior delas a ruptura da relação com Deus. Portanto, pecado não é um código que transgredimos, mas uma relação que destruímos com nosso próximo, com nós mesmos e com Deus.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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Compaixão não é um sentimento de pena, dó, afeição emocional. É um estado mental da consciência e compreensão de que os outros têm direito de serem feliz. Pela compaixão sentimos satisfação pelo bem-estar dos outros e passamos a viver o altruísmo. O outro é o centro. É a compaixão que nos leva à generosidade e à capacidade de empatia e de consideração pelo bem-estar dos outros com o propósito de não prejudicar, não agredir.

É a compaixão que nos faz agir com gentileza e afeto humanos. Da compaixão brota o espírito de reconciliação que é o respeito pelos direitos e opiniões alheias. Compaixão é um sentimento e uma atitude que encerra compreensão e ternura. Compreendemos as pessoas que erram, porque elas também são feridas desde longa data, são pessoas machucadas, condicionadas pelo seu passado. Erram sem opção, agem emocionalmente, sentem-se impotentes diante de tantos condicionamentos. A compaixão é capaz de compreender as circunstâncias do agir alheio errado, e não se deixar condicionar só pela ofensa recebida. A compaixão leva em conta a fraqueza do agressor, a causalidade de sua situação, a fraqueza inerente a cada pessoa humana. Compaixão é compreensão.

A ética da compaixão não se rege pela aparência das pessoas. Não olha o rosto, mas o coração, não olha a ofensa, mas as raízes e causas que levam as pessoas a ofender seu semelhante. Daí que a compaixão nos faz próximos dos outros, atentos a seus interesses, prontos a perdoar e tolerar, sempre levando em consideração o bem-estar e a felicidade dos outros. A compaixão nos dá um coração de mãe, atitude de respeito e empatia pelo próximo, como também sabe ter paciência e tolerância.

Para alcançarmos a compaixão precisamos de muita espiritualidade e forte disciplina interior, muita coragem. Mas este é o endereço da felicidade e o caminho da paz interior. Um dos primeiros sinais da compaixão é a paciência, a serenidade diante das adversidades e humilhações. Quanto menos alguém se preocupa consigo mesmo, sofre menos e terá mais paz interior. A compaixão supõe a humildade, que é a consciência do nosso húmus, nosso barro e ao mesmo tempo a satisfação pelo bem dos outros, a alegria pelo sucesso alheio, até de nossos inimigos. Humildade é o esvaziamento de si que não é autodesvalorização, mas aceitação do nosso lado fraco, de nossas sombras e feridas.

É a compaixão que nos confere felicidade, paz interior, realização pessoal e sentido da vida. Quanto mais compaixão, menos sofrimento e mais vida. Enfim, a compaixão é a suprema emoção, é a bem-aventurança, a bênção que faz a vida bela e digna de ser vivida. Por força da compaixão nossa opção pelos pobres é duradoura, intrépida e prazerosa.

 

Dom Orlando Brandes

Fonte: http://www.comshalom.org/

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Entenda bem: tristeza e depressão não são sinônimos

Muitas pessoas dizem que estão deprimidas quando, na verdade, querem dizer que estão tristes. A palavra “depressão” é, atualmente, utilizada como sinônimo de tristeza. Na verdade, tristeza não tem nada a ver com depressão, apesar de ser um dos sintomas dessa enfermidade. Enquanto uma é sinal de saúde, a outra é uma doença que requer tratamento adequado.

Para você entender melhor, a tristeza é um sentimento momentâneo, com um motivo conhecido, e é saudável e importante, pois ajuda na elaboração das perdas ou dos sofrimentos ocasionais, permitindo uma reorganização interna, necessária para a superação da situação enfrentada. A tristeza pode surgir por diversos motivos, pelo acontecimento de algo ruim ou não agradável, pela lembrança de momentos difíceis já vivenciados, pela vivência de perdas (emprego, entes queridos ou qualquer tipo de perda), fazendo com que a pessoa se sinta profundamente angustiada e desmotivada.

Mas esse é um sentimento passageiro e se prolonga por um período curto de tempo (cerca de 2 meses), no qual esse quadro vai diminuindo gradativamente, e a vida vai retomando o ritmo normal. Se isso não acontece, ou seja, se a tristeza começar a impedir o “funcionamento” normal do cotidiano, a persistir com o tempo e surgir sentimentos como apatia, indiferença, falta de prazer pela vida; então, pode ser o início de uma depressão.

É importante você entender que a tristeza e a depressão não são defeitos de caráter e personalidade, assim como não são sinais de fraqueza nem mesmo de falta de fé. O sentimento de tristeza é inerente à condição humana e a depressão é uma doença que precisa ser levada a sério e devidamente tratada, para que não se torne uma doença crônica ou grave, e para que não tenha recorrências futuras.

Depressão é uma doença, que, graças a Deus, tem tratamento. Seguindo os passos indicados pelos médicos, acompanhada de psicoterapia, atividades físicas e a busca de uma vida de oração, a pessoa poderá recuperar-se plenamente.

Sintomas da depressão

O principal sintoma da depressão é a queda de energia, e não a tristeza. É a energia vital da pessoa que está deprimida. Com isso, se a pessoa não tem o sintoma da tristeza, muitas vezes, sente dificuldade de identificar a doença, buscando outras justificativas para os outros sintomas apresentados, e só buscando o tratamento tardiamente, o que pode agravar o quadro.

Para o diagnóstico da depressão, são necessários, pelo menos, cinco dos seguintes sintomas durante um período de duas semanas:

– Humor deprimido na maior parte do dia, sentimento de tristeza, melancolia, vazio sem causa aparente. Em crianças e adolescentes, pode aparecer um humor irritável;

– Acentuada diminuição do interesse ou prazer em quase todas as atividades do dia e perda de interesse pela vida;

– Perda ou ganho significativo de peso sem estar de dieta ou diminuição ou aumento do apetite;

– Insonia ou hipersonia em quase todas as noites;

– Agitação ou retardo psicomotor (observável pelos outros) em quase todas as atividades do dia. A pessoa se sente pesada, lenta ou com uma agitação improdutiva;

– Fadiga ou perda de energia em quase todas as atividades do dia;

– Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva e inadequada;

– Diminuição da capacidade de concentração ou indecisão em quase todas as atividades diárias.

Causas da depressão

As causas da depressão ainda não são bem identificadas. Acredita-se que fatores genéticos e ambientais (perdas e eventos estressantes) influenciam o desencadeamento da doença. Por isso, recomenda-se que, ao se perceber esses sintomas, procure-se o médico imediatamente para o correto diagnóstico e para se dar início ao tratamento.

Entenda bem: tristeza e depressão não são sinônimos. A tristeza é um sentimento difícil, doloroso, mas é necessário para a superação das dificuldades, sendo inclusive, sinal de saúde. O mesmo não se pode dizer da depressão que, caso não seja tratada, pode comprometer toda a saúde física e mental do indivíduo.

Fonte: https://www.cancaonova.com/

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Há momentos em que, se houvesse uma estrada que levasse para lugar nenhum, sem dúvida, estaríamos viajando por ela. Justificativas não nos faltariam. Muitas vezes, achamos que ninguém tem paciência conosco, que estão sempre a nos cobrar alguma coisa e que são todos chatos.

Podemos pensar que não temos amigos fiéis, que o namoro não progride, os relacionamentos familiares se tornaram delicados e instáveis, e, na escola ou faculdade, falta-nos estímulo. Quem dera se, em tais situações, pudéssemos “derreter”. Temos a impressão de que o mundo ruiu ou que o “cano da descarga” está sobre nossa cabeça. Parece que os amigos e as pessoas mais próximas se afastaram.

Que “ave de mau agouro” posou sobre nossos ombros, trazendo tanta coisa ruim?

Influenciados por essa sensação de injustiça e incompreensão, não percebemos o nosso próprio comportamento, o qual, lentamente, poderia ter se transformado. A começar por nossas conversas, por menores que sejam esses momentos, o teor do diálogo sempre se esbarra nas críticas, lamúrias etc. Se tivéssemos a capacidade de julgar alguma coisa, o mundo estaria condenado pelas injustiças das quais achamos ter sido vítimas.

Pode ser que todo esse sentimento negativo seja o resultado do nosso próprio temperamento. Sem perceber, podemos ter nos transformado em pessoas inflexíveis e irredutíveis aos novos conceitos. É difícil aceitar essa ideia, mas ninguém gosta de estar junto de alguém que considera somente suas ideias válidas, sua opinião é a que deverá ser acolhida, sempre tem a razão. Amigos, namorados e vizinhos que puderem se afastar de tais pessoas, seguramente o farão, reservando-se manter poucos contatos. Outras, com as quais os vínculos de responsabilidade são mais profundos, poderão apenas se tolerar.

Tenha a coragem de mudar

De nossa parte, pois nos sentimos injustiçados, cabe a retomada da vida com a coragem de admitir a necessidade de mudança, esforçando-nos para que sejamos diferentes a partir de uma profunda e honesta reflexão. Essas mudanças podem ser pequenas, mas de grande impacto, como a disponibilidade do sorriso, a docilidade e presteza em ajudar e, se necessário, o empenho em buscar a convivência, mesmo que possa nos exigir um esforço sobrenatural.

Por melhores que sejam os momentos já vividos, não estamos isentos de outros amargos. Contudo, esses momentos de retomada de consciência acontecem quando temos a capacidade de processar e assimilar essa situação; muito embora, ao fazê-lo, tenhamos a impressão de que não seremos capazes de sobreviver no dia seguinte. As pequenas mudanças ocorridas em nossa vida, certamente, serão refletidas em nosso convívio social e, de maneira muito especial, em nossa família.

Canção Nova

Fonte: http://www.comshalom.org/

Realmente está prejudicando meus filhos tentar dar-lhes a infância mais incrível de todos os tempos

Eu não sei sobre você, mas acho difícil dizer “não” aos meus filhos. Às vezes é porque eu odeio decepcioná-los, particularmente quando eles estão passando por um momento difícil na escola ou com amigos. Às vezes é porque eu queria poder dizer “sim” e me sinto culpada de não poder. Mas, na maioria das vezes, é porque simplesmente não quero lidar com isso.

Você sabe o que quero dizer… o choramingo, a súplica, o choro. As intermináveis e intermináveis ​​​​negociações. E o pior de tudo, a pergunta: “Por que você é tão , mamãe?”.

É por isso que eu estremeci quando eu li esta publicação na Scary Mommy, recordando-me de forma útil a minha culpa pelos filhos mimados.

“Você está fazendo o seu melhor porque quer que eles sejam felizes. Você está muito envolvida porque quer saber o que está acontecendo na vida deles. Você quer que eles se sintam especiais e importantes. Você nunca chegou atrasada para buscá-los. Você agenda, organiza e sugere atividades. Você gira em torno deles como um helicóptero. Você faz um milhão de perguntas. Você quer que suas vidas sejam incríveis e enriquecidas. Você não quer que eles se decepcionem. Sempre”.  

“Mas, você está cometendo erros, e eu também. E agora nossos filhos são mimados”.

É, a verdade dói.

A verdade é: eu faço todas essas coisas até certo ponto. Mas eu tento e me certifico de que eles têm atividades para fazer e amigos para brincar e projetos para preencher seu tempo, mesmo quando essas atividades e amigos e projetos atrapalhem toda a minha agenda. Às vezes eu digo “não, é impossível hoje, porque eu tenho muito coisa para fazer”, mas então eu costumo me sentir culpada e encontro uma maneira de fazer o que eles pedem.

Como resultado, meus filhos se queixam. Muito. Eles ficam desapontados com pequenas coisas porque sabem que eu odeio decepcioná-los.

Mas aqui está o problema – a vida implica frustrações. Simplesmente é assim. Ela não é sempre incrível e enriquecedora – na verdade, muitas vezes não é. Isso é o que torna as partes impressionantes e enriquecedoras tão especiais. Ao não prepará-los para lidar com a realidade da frustração, não os preparo para lidar com a realidade da vida.

Realmente está prejudicando meus filhos tentar dar-lhes a infância mais incrível de todos os tempos. Esse não é o meu trabalho. Meu trabalho como mãe é ajudar a formá-los como seres humanos plenos, que enfrentarão com coragem e cabeça erguida o que a vida lhes propor.

Isso significa ensinar-lhes que a vida dá trabalho. Isso significa dar-lhes tarefas e responsabilidades, e cobrá-los nisso, então eles aprendem a se orgulhar de um trabalho bem feito.

Significa ensinar-lhes que a vida não se curva em torno das suas mínimas vontades e caprichos. Eles têm que aprender que a vida está cheia de limites.

E todas essas lições exigem que eu me torne a mãe que sabe dizer não e estabelecer limites, com firmeza. A mãe que sabe o seu lugar, e perante a qual os filhos sabem que espernear é perda de tempo.

Eles podem pensar que eu sou a mãe limitadora agora, e eles podem até pensar isso por muitos anos. Mas quando eles crescerem vão perceber a mamãe não era má; ela realmente estava tentando cumprir sua tarefa, para o próprio bem deles.

Então, da próxima vez que seus filhos se irritarem por você não ser uma fada que atende a todos os pedidos, não se preocupe. Você não está sendo uma mãe cruel, mas simplesmente uma boa mãe, e um dia eles ainda vão agradecer por isso.

(PS: Obrigada, mãe!)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

15/05/2013 Città del Vaticano, piazza San Pietro, udienza generale del Mercoledì di papa Francesco

“O perdão de Deus é o sinal de seu amor transbordante por cada um de nós”

O Papa Francisco dedicou a sua reflexão que precede a oração mariana do Angelus ao perdão, inspirando-se na passagem de Mateus proposta pela liturgia do dia.

“Perdoar setenta vezes sete, ou seja, sempre”, é a resposta de Jesus a Pedro ao ser questionado por ele sobre quantas vezes deveria perdoar. Se para ele perdoar sete vezes uma mesma pessoa já parecia ser muito, “talvez para nós pareça muito fazê-lo duas vezes”, observou o Papa.

Jesus ilustra a sua exortação com a parábola do “rei misericordioso e do servo perverso, que mostra a incoerência daquele que antes foi perdoado e depois se recusa a perdoar”:

“A atitude incoerente deste servo é também a nossa quando recusamos o perdão aos nosso irmãos. Enquanto o rei da parábola é a imagem de Deus que nos ama com um amor tão rico de misericórdia, que nos acolhe, nos ama e nos perdoa continuamente”.

Com o nosso Batismo – recordou o Santo Padre – Deus nos perdoou de uma “dívida insolvível”, e continua a nos perdoar “assim que mostramos um pequeno sinal de arrependimento”. E Francisco nos dá um conselho quando temos dificuldade em perdoar:

“Quando somos tentados a fechar o nosso coração a quem nos ofendeu e nos pede desculpa, nos recordemos das palavras do Pai celeste ao servo perverso: “eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?”.

“Alguém que tenha experimentado a alegria, a paz e a liberdade interior que vem do ser perdoado pode, por sua vez, abrir-se à possibilidade de perdoar”, sublinhou Francisco, que recordou que “na oração do Pai Nosso, Jesus quis inserir o mesmo ensinamento desta parábola. Colocou em relação direta o perdão que pedimos a Deus com o perdão que devemos conceder aos nossos irmãos: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido”:

“O perdão de Deus é o sinal de seu amor transbordante por cada um de nós; é o amor que nos deixa livres para nos afastar, como o filho pródigo, mas que espera a cada dia o nosso retorno; é o amor contínuo do pastor pela ovelha perdida; é a ternura que acolhe todo pecado que bate à sua porta. O Pai celeste é pleno de amor e quer oferecê-lo, mas não o pode fazer se fechamos o nosso coração ao amor pelos outros”.

Ao concluir, o Papa pede que “a Virgem Maria nos ajude a sermos sempre mais conscientes da gratuidade e da grandeza do perdão recebido de Deus, para nos tornarmos misericordiosos como Ele, Pai bom, lento para a ira e grande no amor”.

(AFP)

Se um relacionamento com um amigo ou um membro da família parece sem inspiração, sem graça ou desanimado, talvez isso tenha algo a ver com você

Recentemente, eu estava em um funeral onde um homem elogiou seu pai. Ele comentou quão grato ele era por ter tido tempo de estar ao lado de seu pai no hospital durante a última semana de sua vida, e que foi capaz de dizer-lhe coisas que não havia dito por um longo tempo. “Não é que nós não nos amávamos”, disse ele. “Mas eu nunca realmente tinha lhe dito claramente o quanto eu o amava, o quanto ele significava para mim e quão bom pai ele tinha sido”.

Essas palavras me fizeram pensar. Por que nós hesitamos em dizer às pessoas o que realmente sentimos? Nós deixamos de dizer aos nossos pais, filhos ou cônjuge quão gratos e felizes nos sentimos por eles estarem em nossas vidas. Será que ficamos envergonhados, não sabemos como dizer o que queremos dizer, preocupados com a resposta, ou com a reciprocidade dos nossos sentimentos?

Alguma vez você já enviou um texto ou e-mail para alguém e depois ficou ansioso esperando uma resposta? Você sabe … você clica em “enviar” e, em seguida, passa o resto da tarde verificando seu celular. Há algo estranho em expor um pouco de si mesmo para o mundo ver, sem saber se você vai receber uma resposta positiva – ou pior, ser totalmente ignorado.

Para mim, a tensão desse momento é a principal razão pela qual as pessoas não se comunicam mais claramente umas com as outras. Nós nos preocupamos se o que dissermos não será correspondido, então vamos com calma. E, claro, o que dizemos revela um pouco sobre quem somos, por isso nossa preocupação é o medo da rejeição, não apenas de nossas palavras, mas de nós mesmos.

Portanto, é compreensível ver que reprimimos nossas emoções, nos mantemos longe da vulnerabilidade e não dizemos palavras carregadas de sentimento. Ainda assim, eu não sei como isso nos leva a uma vida feliz, porque sem o risco, sem ser ferido pelo outro, nós nunca faremos as conexões humanas que tornam a vida tão significativa.

Quando somos capazes de colocar de lado nossas inibições sobre a rejeição e dizemos honestamente às pessoas o quanto elas significam para nós e como somos gratos, isso pode mudar completamente um relacionamento. Nós não experimentamos o mundo como indivíduos separados, mas em solidariedade, mutuamente experimentando um vínculo juntos, como uma fonte de força. Se um relacionamento com um amigo ou um membro da família parece sem inspiração, sem graça ou desanimado, talvez isso tenha algo a ver com você. Algumas simples palavras honestas de apreço podem levar as coisas para um curso totalmente novo.

Infelizmente, essa mudança de perspectiva muito frequentemente só acontece quando um ente querido está gravemente doente ou morrendo. De repente, vemos o quanto essa pessoa significa para nós e quanto vamos sentir sua falta. Pessoalmente, eu não quero esperar tanto tempo. Eu quero ver as pessoas aqui e agora com novos olhos. É bom lembrar que as palavras são necessárias – as pessoas não sabem magicamente como eu me sinto em relação a elas.

Padre Tom, com quem eu trabalho, tem um hábito que eu admiro tremendamente. Todo ano ele faz um retiro espiritual e escreve notas sobre as pessoas em sua vida, dizendo-lhes quão grato ele é. Como seu colaborador e amigo, mesmo sabendo que a nossa relação é importante para ele, por alguma razão ler suas mensagens me toca, talvez porque ele esteja disposto a dar o primeiro passo e ser vulnerável. Ele não está disposto a deixar palavras importantes não ditas, mesmo sabendo que pode não receber nada em troca. Por causa de seu esforço, temos uma amizade mais forte.

O que me impressionou tanto sobre o homem do funeral era que ele não tomou esses últimos momentos com seu pai para ser reconhecido. Ele percebeu que era uma oportunidade especial. Nós provavelmente não devemos empurrar nossas relações em território emocionalmente vulnerável, mas há um tempo para tudo, e esses momentos virão para todos nós se tivermos a coragem de reconhecê-los e agir sobre eles. No final, ele nos pediu para encontrar alguém e expressar o nosso apreço. Este é um bom conselho. Afinal, se este tipo de honestidade é bom para a alma, e precisamos dizer e ouvir antes de morrer, enquanto ainda estamos vivos, e quanto antes fizermos isso melhor.

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The logo of social networking website Twitter is seen displayed on the screen of an iPhone smartphone.

Os bons modos na internet desta senhora de 86 anos farão você sorrir

É uma das primeiras lições que as crianças aprendem na vida: o poder das palavras mágicas “por favor” e “obrigado”. Mas, à medida que crescemos e utilizamos diariamente, elas podem começar a parecer um pouco superficiais – estamos verdadeiramente gratos pelo 80º e-mail de um colega de trabalho? Estamos realmente gratos quando dizemos por favor quando finalizamos nosso pedido em um restaurante? Talvez não.

Maskot | Getty Images

Como resultado, muitas vezes esquecemos do poder dessas pequenas gentilezas. E talvez até nos esqueçamos de adicionar esse rápido “por favor”, especialmente em um mundo que se move na velocidade das mensagens de texto. A simples elegância social está cada vez mais distante nos dias de hoje.

Então, na semana passada, quando a avó britânica de 86 anos, May Ashworth, fez uma pesquisa incrivelmente educada em seu navegador do Google, causou uma pequena onda de cortesia, prazer e gratidão na internet.

O neto da Sra. Ashworth, Ben, descobriu seu pedido de busca quando ele foi visitá-la. A avó, querendo uma conversão de um número romano para o número arábico, digitou: “Por favor, traduza estes números romanos MCMXCVIII, obrigada”. A octogenária acreditava que sua pesquisa na internet estava sendo enviada para uma pessoa real na sede do Google. Achando isso muito divertido, Ben tirou uma foto da tela do seu computador e ‘tweetou’ seu educado pedido.

Em troca, o Google UK agradeceu Ben dizendo: “Em um mundo de bilhões de pesquisas, a sua nos fez sorrir. Ah, e a resposta é 1998”, acrescentou. “Obrigado”. E a conta oficial do Google no Twitter enviou seu próprio tweet: “Querida Vovó, não é necessário nos agradecer (e colocou um emoji sorridente)”.

Ela fez os leitores em todos os lugares sorrirem e nos lembrou que, mesmo em um mundo de tecnologia rápida, os bons costumes seguem um longo caminho. Especialmente quando lamentamos a crescente falta de educação dos outros – quando as pessoas passam sem te agradecer enquanto você segura a porta, ou quando nossos próprios filhos não nos agradecem por suas refeições ou pela roupa limpa. Agradecimentos não fazem as manchetes de notícias todos os dias, mas fazem a diferença.

Então quem sabe hoje, para homenagear a Sra. Ashworth, todos nós possamos ser um pouquinho mais gentis.

Fonte: Aleteia.com

Não se trata de ensinar-lhes a apreciar coisas, mas a compreender a conexão entre felicidade e amor

A gratidão é expressa através de um simples gesto ou palavra. Mostra nossa apreciação e amor pelos outros. Sem gratidão somos incapazes de reconhecer quão ricamente abençoados somos e, portanto, nos tornamos terrivelmente insatisfeitos e infelizes. Essencialmente, a gratidão é uma forma de amor. O filósofo romano Cícero disse: “A gratidão não é somente a maior das virtudes; é também mãe de todas as outras”.

Como mãe, o que mais desejo para os meus filhos é a felicidade. No entanto, rezo pelo tipo de felicidade que não vem apenas do sucesso ou das riquezas mundanas. Rezo por uma felicidade que vem de saber que eles são amados e que são abençoados por isso. Com este desejo, vem a tarefa de ensinar-lhes como alcançar essa felicidade, e isso só é alcançado através da gratidão. Aqui estão seis dicas simples que você pode começar a usar hoje para garantir aos seus filhos uma vida de felicidade enquanto contam suas bênçãos:

  1. Nunca desista de lembrar seus filhos de dizer por favor e obrigado

Isso pode ser simples. Não sei quantas vezes por dia lembro aos meus pequeninos: “Como você pede algo? O que você diz quando você recebe alguma coisa?”. Pode certamente ser tedioso. Mas a gratidão é como um músculo. Você deve exercitar para que ele possa se tornar mais forte. Lembre-os de dizer “por favor” e “obrigado” nos cenários não tão óbvios e logo se tornará uma disposição que eles trarão à vida todos os dias. Não se trata apenas de ser educado, é realmente apreciar os outros e quem eles são. Eu lembro os meus filhos de agradecer a sua professora quando eles saem da escola, o carteiro, homem que retira o lixo. Se você lembrá-los pelas pequenas coisas, eles vão se lembrar de coisas maiores.

  1. Ajude-os a selecionar seus brinquedos e peça-lhes que escolham alguns para doar aos necessitados

No começo, estava um pouco relutante com essa ideia. Tinha medo de que não cooperassem; afinal, estamos falando sobre dois meninos pequenos e seus brinquedos! É desnecessário dizer que eu fiquei agradavelmente surpreendida. Meus dois filhos fizeram com entusiasmo. Houve algumas discussões sobre este carro de brinquedo e este dinossauro, mas, no final, eles escolheram livremente alguns bons brinquedos para serem distribuídos.

Aproveitei esta oportunidade para explicar o quão abençoado foram e como os outros não são tão afortunados. Se você quiser dar um passo adiante, se possível, leve-os com você para o lugar onde irá doar os brinquedos. Permitir que as crianças sigam uma tarefa do começo ao fim não só lhes dá satisfação, mas a torna memorável. Eles podem muito bem pedir para fazê-lo novamente.

  1. Reze em voz alta e agradeça a Deus por suas bênçãos e depois peça-lhes que façam o mesmo

Esteja preparado para ouvir seus pequenos recitarem todos os tipos coisas para as quais eles são gratos, como seu brinquedo tigre de borracha, a girafa e assim por diante. Isso requer muita paciência e perseverança. No entanto, é uma ótima maneira de ensinar as crianças a agradecer por tudo.Rezar alto tem um grande impacto em toda a família. Cada membro pode ouvir que eles são uma benção para os outros. À medida que envelhecem, eles esquecerão sua zebra de brinquedo e nomearão todos e cada um dos membros da família e amigos. Sim, a gratidão também pode ajudá-lo a desenvolver a virtude da paciência.

  1. Deixe-os ficar entediados!

Eu sei. Este é, de longe, o mais assustador. Vivemos numa época em que tudo está agendado e cronometrado. Quem tem tempo para o tédio? O tédio é mal visto; se você está entediado, você não está sendo produtivo. Mas as crianças precisam de tédio. Elas precisam experimentar a frustração desse sentimento para que elas possam apreciar o momento presente. É nesses momentos de absoluto tédio que a criatividade das crianças é desencadeada; a sua imaginação ganha vida. Qual a melhor forma de agradecer as pequenas coisas da vida, como os insetos nas pedras, os girinos, tortas de lama e fingir ser animais selvagens em uma selva? O tédio leva à beleza do agora e a todos os graus variados de gratidão.

  1. Atrase as gratificações

Só podemos agradecer o que temos agora. Não há melhor maneira de ajudar as crianças a descobrir o que elas têm agora do que atrasar a gratificação. Atualmente, temos acesso fácil a praticamente qualquer coisa. Nós sabemos disso, nossos filhos sabem disso, e nossa cultura garante que saibamos disso. Ser apreciativo pelo que mantem a tentação do egoísmo e da ganância. Não permitir que nossos filhos sempre tenham o que querem, quando quiserem, pode ser o ímpeto para que descubram como eles já são ricos de muitas maneiras. Com um pouco de gentileza e um pouco de retenção, isso pode se transformar em outra lição de vida que é tão boa quanto o ouro.

  1. Finalmente, leve-os para servir os pobres ou visitar os doentes

Há uma razão pela qual Jesus enfatizou essas duas ações. O contato com os menos afortunados do que nós nos leva ao contato com o próprio Jesus. Quando nos encontramos com aqueles que têm menos, nos lembramos do tanto que temos. Essa é uma ótima maneira de mostrar de forma prática e poderosa a gratidão dos nossos filhos. Seja voluntário em uma cozinha que fornece alimentos para os necessitados ou visite crianças doentes em um hospital e leve seus filhos junto com você. Não fique pensando que eles ficarão traumatizados. Deixe-os ver que em seu simples gesto de serviço, eles podem ser uma benção para os outros. Os corações gratos daqueles que são pobres, por sua vez, darão aos nossos filhos corações gratos.

Fonte: aleteia.org

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