Formação

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O Papa aproveita um relato anedótico para fazer uma afirmação contundente: “Um fofoqueiro faz a mesma coisa que um terrorista”

No seu encontro desta última segunda-feira, dia 19, com os jovens que participam da reunião pré-sinodal sobre a juventude, o Papa Francisco contou uma história que, por sua vez, ele próprio tinha ouvido de um cardeal a respeito de um sacerdote e uma paroquiana fuxiqueira.A anedota contada pelo Papa diz o seguinte:

“[O sacerdote] era de um grande senso de humor e tinha na paróquia uma mulher muito fofoqueira, que falava de todos e de tudo. E ela morava tão perto da igreja que, da janela do quarto dela, até podia ver o altar.Ela ia à Missa todos os dias, e, depois, passava as outras horas do dia andando pela paróquia e falando dos outros.Um dia ela ficou doente e ligou para o padre para dizer: ‘Padre, estou de cama, com uma gripe muito forte. Por favor, o senhor pode trazer a comunhão para mim?’. Então o sacerdote respondeu: ‘Não se preocupe. Com a língua grande que você tem, você consegue chegar da sua janela até o tabernáculo’”.

Depois de relatar esse caso, que poderia parece uma grosseria de parte do sacerdote, Francisco explicou o quanto o vício da fofoca é incomparavelmente mais feio, mais grave, mais destruidor e mais pecaminoso que o humor ferino utilizado pelo padre naquele momento:

“Menciono o tema da fofoca porque, para mim, é uma das coisas mais feias nas comunidades cristãs. Sabiam que a fofoca é terrorismo? A fofoca é um terrorismo? Sim, porque um fofoqueiro faz a mesma coisa que um terrorista: ele chega, fala com uma pessoa, joga a bomba da fofoca, destrói e vai embora”.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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O que é? Como surgiu? Qual seu objetivo? Como se reza? A recitação da Via-Sacra dá indulgências?

O que é a Via-Sacra?

É um piedoso exercício em que meditamos o doloroso caminho que Jesus percorreu desde o pretório de Pilatos até ao Calvário, onde foi crucificado e morreu pela nossa Redenção.

Como surgiu a prática deste exercício?

A origem deste santo exercício é devida ao Coração amante e desolado da SS. Virgem. Esta pobre Mãe, depois da Ascensão de Jesus ao Céu, tinha por único consolo banhar de lágrimas o caminho que o seu querido Jesus tinha regado com o seu sangue divino… – Os fiéis imitaram o exemplo de Maria, e de todas as partes do mundo afluíram, à custa de mil perigos e incômodos, a Jerusalém, para venerar os santos lugares e ganhar as indulgências concebidas pelos Sumos Pontífices. – Mas a Igreja, Mãe piedosa, para poupar incômodos a seus filhos e lhes facilitar os meios de santificação, concedeu as mesmas indulgências de Jerusalém aos que visitassem as catorze Cruzes ou Estações da Via-Sacra, devidamente eretas.

Qual é o objetivo desta devoção?

O fim desta devoção é exercitar nas almas os sentimentos – de gratidão e amor para com Nosso Senhor Jesus Cristo, que tanto sofreu por nós, de contrição dos nossos pecados, que foram a causa dos sofrimentos do Salvador, de imitação dos exemplos de heroicas virtudes, que Jesus nos deixou na sua Paixão e Morte. Não admira, pois, que este Exercício agrade tanto ao nosso amável Redentor e produza, nas almas que o praticam, abundantes frutos de santidade.

Indulgências anexas à Via-Sacra

Concede-se indulgência plenária ao fiel que fizer o exercício da Via-Sacra piedosamente. Com o piedoso exercício da Via-Sacra renova-se a memória das dores que sofreu o divino Redentor no caminho do pretório de Pilatos, onde foi condenado à morte, até o monte Calvário, onde morreu na cruz para a nossa salvação. Para ganhar a indulgência plenária, determina-se o seguinte:

– O piedoso exercício deve-se realizar diante das estações da via-sacra, legitimamente eretas.

– Requerem-se catorze cruzes para erigir a via-sacra; junto com as cruzes, costuma-se colocar outras tantas imagens ou quadros que representam as estações de Jerusalém.

– Conforme o costume mais comum, o piedoso exercício consta de catorze leituras devotas, a que se acrescentam algumas orações vocais. Requer-se piedosa meditação só da Paixão e Morte do Senhor, sem ser necessária a consideração do mistério de cada estação.

– Exige-se o movimento de uma para a outra estação. Mas se a via-sacra se faz publicamente e não se pode fazer o movimento de todos os presentes ordenadamente, basta que o dirigente se mova para cada uma das estações, enquanto os outros ficam em seus lugares.

– Os legitimamente impedidos poderão ganhar a indulgência com uma piedosa leitura e meditação da Paixão e Morte do Senhor ao menos por algum tempo, por exemplo, um quarto de hora.

– Assemelham-se ao piedoso exercício da via-sacra, também quanto à aquisição da indulgência, outros piedosos exercícios, aprovados pela competente autoridade: neles se fará memória da Paixão e Morte do Senhor, determinando também catorze estações.

– Entre os orientais, onde não houver uso deste exercício, os Patriarcas poderão determinar, para lucrar esta indulgência, outro piedoso exercício em lembrança Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Como se reza a Via-Sacra?

Existem muitos modelos de meditações. Aqui deixamos apenas uma sugestão:

Oração preparatória

Meu Senhor Jesus Cristo, que seguistes, com amor infinito, o Caminho doloroso do Calvário, e aí morrestes, num patíbulo de infâmia, dai-me a graça de Vos acompanhar e de unir as minhas lágrimas ao vosso Sangue precioso… Tenho ardente desejo de consolar o vosso Coração, tão bom e tão amargurado pelos nossos pecados, e de me associar à vossa dolorosa Paixão e Morte… Quem me dera sofrer e morrer por Vós, que sofrestes e morrestes por mim!… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos… Dignai-Vos, meu querido Senhor, conceder-me as Indulgências com que o vosso Vigário enriqueceu este santo exercício, e recebei-as em satisfação dos meus pecados e em sufrágio das almas do Purgatório. – Ó Maria, Rainha dos Mártires, dai-me o amor e o sofrimento com que acompanhastes ao Calvário o vosso inocentíssimo Filho… Amém.

ESTAÇÃO I

Jesus condenado à morte

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus está diante de Pilatos… A que estado O reduziram!… A cabeça coroada de espinhos…; a face banhada em sangue…; todo o corpo lacerado…; os ombros cobertos com um pedaço de púrpura…; as mãos atadas… Inspira compaixão o amabilíssimo Jesus!… Todavia Pilatos, para agradar aos ingratos Judeus, condena à morte o inocente Filho de Deus… Jesus ouve com serenidade a sentença e aceita resignado a morte para salvação dos pecadores… Ó Jesus, eu merecia a morte eterna no inferno; e Vós, o Deus de vida, quisestes morrer para me salvar!… Seja bendita a vossa Bondade infinita!… Dai-me a graça de viver e morrer no vosso santo amor… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO II

Jesus Cristo levando a Cruz

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus é despido do manto de púrpura, e coberto de seus vestidos, para que todos O reconheçam e insultem… Apresentam-lhe a Cruz… O Salvador estende os braços e, num transporte de ternura, aperta-a ao Coração… e banha-a de lágrimas… E, pondo-a aos ombros chagados, encaminha-se para o Calvário… “Onde ides, meu bom Jesus:” – “Vou morrer por ti: depois da minha morte, lembra-te de mim e ama-me!”

Ó Jesus, essa Cruz era-me devida a mim, que sou pecador, e não a Vós que sois inocente… Mas o inocente quis pagar pelo pecador… Sede sempre bendito, ó Senhor! Abraço, por vosso amor, todos os desprezos e contrariedades da vida… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a Vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO III

Jesus cai pela primeira vez

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

O Filho de Deus sai do pretório, oprimido pelo peso da Cruz… Está cheio de amor, mas exausto de forças!… Tem derramado tanto sangue! Depois de alguns passos, obscurecem-se-lhe os olhos, verga sob a Cruz e cai por terra, penetrando mais e mais os espinhos na sua delicada Cabeça”… Avalia o seu martírio!… Os algozes enfurecem-se e, com blasfêmias e golpes, ultrajam e ferem o Cordeiro divino…

Ó Jesus, Vós caístes sob o peso da Cruz, porque eu me precipitei num abismo de iniquidades… Estendei-me a vossa mão, para que me levante e, auxiliado pela vossa graça, percorra confiadamente o caminho da virtude e da santidade… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO IV

Jesus encontra sua Mãe

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Que encontro doloroso! Que olhares de desolação! Maria vê seu Filho desfalecido e desfigurado e não lhe pode valer… Jesus vê sua santa Mãe aflita e desolada, e não a pode consolar… Não falam com os lábios, falam com os corações: “Minha Mãe, minha pobre Mãe!” – “Meu filho, meu querido Jesus!” E estas palavras traduzem um oceano de afetos e de dores… Duas vítimas inocentes, unidas pelo mesmo sacrifício…

Ó Jesus, ó Maria!… Eu, com os meus pecados, fui a causa dos vossos tormentos!… E Vós amastes tanto a minha pobre alma… – Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos. – Ó Maria, eu Vos consagro a minha alma e o meu corpo. Amparai-me, defendei-me sempre, mas, sobretudo na hora da minha morte.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO V

Jesus ajudado pelo Cireneu

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus está fraco e tão abatido, que, a todo o momento, parece morrer… E é o Senhor do Paraíso, que rege e governa todas as criaturas!… Os judeus, temendo que a vítima lhes faleça no caminho e não possa chegar ao lugar da infâmia, obrigam Simão Cireneu a levar a Cruz do Redentor…

Ó Jesus, Vós sustentais, com um ato da vossa onipotência, o céu e a terra, e precisais de amparo?!… Ó meu bom Deus, a que estado Vos reduziu o vosso amor pela minha alma!… Nunca esquecerei tamanha misericórdia… Pelos merecimentos desta vossa fraqueza, ajudai-me a levar a cruz, que mereço e abraço na qualidade de cristão e de pecador… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO VI

A Verônica limpa a Face de Jesus

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus perdeu toda a sua beleza, – Jesus, o mais belo entre todos os filhos dos homens!… Já se não conhece!… A sua face está toda ferida e banhada em lágrimas e sangue!… Uma piedosa mulher, vencendo os respeitos humanos, aproxima-se de Jesus e limpa-lhe, com um véu, a Face adorável… O Salvador, sempre bom e grato, deixa impressa naquele véu a sua Imagem.

Ó Jesus! Quão feliz foi a Verônica, que Vos limpar a Face desfigurada!… Também eu posso receber esse prêmio… Hoje que os ímpios e os ingratos Vos insultam e blasfemam, dai-me a graça de reparar esses ultrajes…, e, depois, gravai na minha alma a vossa Face divina… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO VII

Jesus cai pela segunda vez

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

O coração de Jesus está pronto a sofrer e a morrer, mas a sua Santíssima Humanidade desfalece!… Caminha com passo trêmulo, incerto, vacilante… O sangue que lhe desfigura a Face, turva-lhe o olhar…; e cai por terra… pela segunda vez… A violência da queda reabre todas as feridas do seu corpo…, os espinhos rasgam ainda mais aquela delicada cabeça!… Os algozes levantam o manso Cordeiro, arrastando-O e ferindo-O!…

Ó Jesus! As minhas repetidas culpas causaram a vossa nova queda… Se eu não tivesse cometido tantos e tão graves pecados, seria menos intenso o vosso sofrimento!… Perdoai-me tamanha ingratidão, pela vossa infinita misericórdia. Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO VIII

Jesus consola as filhas de Jerusalém

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus é sempre bom e generoso!… Umas piedosas mulheres, vendo-O todo ensanguentado e vacilante sob o peso da Cruz, choram e compadecem-se dele!…

Jesus, esquecido dos seus sofrimentos, consola-as e instrui-as, dizendo-lhes que chorem sobretudo os próprios pecados dos homens, que são a causa dos martírios de um Deus e da perdição de tantas almas…

Ó Jesus, dai-me lágrimas, – lágrimas de arrependimento, para que eu chore sempre os meus pecados e os vossos martírios, e assim desagrave o vosso Coração aflitíssimo!… E depois, quando eu agonizar no leito da morte, ah! Vinde consolar e receber a minha pobre alma… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO IX

Jesus cai pela terceira vez

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus, desfalecido e exausto, cai de novo por terra, e novamente fere nas pedras a fronte coroada de espinhos… Um Deus por terra!… Mas, à vista do Calvário, reanima-se e levanta-se… O amor dá-lhe novas forças!… É tão ardente o seu desejo de morrer pelos homens, ainda que pecadores e ingratos!… Oh! Só um Deus pode amar assim!

Ó Jesus! São tantos e tão graves os meus pecados, que, para os expiar, quase não basta uma só queda de um Deus!… É necessário que muitas e muitas vezes humilheis até à terra a vossa divina Face… Oh! Dai-me a vossa graça, para que deteste os meus pecados e Vos siga no caminho das humilhações e dos sofrimentos… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO X

Jesus despido e amargurado com fel

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Eis o Calvário!… Os algozes arrancam a Jesus a túnica, colada ao seu Corpo lacerado… Abrem-se de novo as feridas…; rebenta mais sangue… Não satisfeitos, amarguram com fel a boca dulcíssima do Redentor… Jesus tudo sofre, com paciência e amor, e oferece todos os seus tormentos ao divino Pai, para a salvação dos pobres pecadores…

Ó Jesus, eu me compadeço dos tormentos que sofreis por mim!… Como hei de agradecer-Vos tamanha bondade?… Completai, Senhor, a vossa misericórdia. Despi-me dos meus vícios e paixões…; vesti-me de humildade, de pureza e de caridade…; e tornai-me amargos os prazeres da vida e doces as mortificações e os sofrimentos… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO XI

Jesus Cristo pregado na Cruz

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

A uma ordem dos algozes, o Salvador estende sobre a Cruz o seu Corpo lacerado e, levantando os olhos ao céu, apresenta as mãos e pés, para serem traspassados pelos cravos… Aos golpes repetidos do martelo, rasga-se a pele, dilacera-se a carne, rompem-se as veias… O doce Jesus sofre um martírio imenso…; mas não se queixa…; pede, adora e ama!…

Ó Jesus, dissestes um dia que, pregado no madeiro, teríeis atraído a Vós todos os corações… Atraí o meu coração com a força suave e irresistível do vosso amor; pregai-o na vossa Cruz bendita, para que nunca mais se afaste de Vós… Está-se tão bem aos vossos pés!… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO XII

Jesus Cristo morre na Cruz

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pobre Jesus! Quanto sofre!… Está pendente de três cravos!… Não encontra o menor alívio!… Todos concorrem para O atormentar… E Ele pensa em todos… Pensa na Mãe, e dá-lhe João por amparo… Pensa em nós, e dá-nos Maria por Mãe… Como Jesus é bom!… Mas Ele morre… Inclina a cabeça…, solta o último suspiro… Morreu… Um Deus morreu por mim!…

Deixai-me, ó Jesus, abraçar-me aos vossos pés ensanguentados; e deixai-me viver e morrer aqui!… Ah! É justo que a criatura viva e morra pelo seu bom Deus, que viveu e morreu pela sua miserável criatura! – Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO XIII 

Jesus é descido da Cruz e entregue a sua Mãe

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. Acompanhou-o Nicodemos 13.jpg(aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e O envolveram em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar (Jo 19, 38-40).

A Providência traça com perfeição as linhas da História. José de Arimatéia, além de ser nobre, era muito relacionado com Poncio Pilatos, reunindo portanto as condições favoráveis para dele obter a autorização necessária para que Jesus não fosse enterrado como um condenado qualquer, mas sim como uma pessoa ilustre. Quem, a não ser José, teria coragem de se apresentar ao governador romano para lhe pedir o corpo de um crucificado? Por isso, a respeito dele comenta S. João Crisóstomo: “Veja-se o valor deste homem; põe-se em perigo de morte, atraindo sobre si as inimizades de todos, por seu afeto a Jesus Cristo…”

Que graça insígne destes a este José! A de poder descer da cruz, com o auxílio de Nicodemos, o Divino Corpo, vítima de valor infinito, e de sepultá-Lo.

Ó Sagrado Corpo de Jesus, vendo-Vos assim sem vida, sinto meu coração gemer. Essas mãos que deram ordens aos mares e às tempestades, expulsaram os vendilhões do Templo e fizeram o bem por todo Israel, já não se articulam. Os Vossos pés, que caminharam sobre as águas e trilharam todos os caminhos em busca dos necessitados, não se movem. A Vossa voz, que fazia estremecer os fariseus, mas perdoava com doçura os pecadores arrependidos, já não se faz ouvir. Uma só chaga Vos cobre de alto a baixo.

Ó Virgem Dolorosa, eu Vos imploro a insigne graça de manter diante de mim, pelo resto da minha vida, essa terrível imagem da gravidade do pecado. Perdão, minha Mãe, perdão! E ajudai-me a nunca mais pecar!

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO XIV

Jesus no santo sepulcro

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus está encerrado no sepulcro… A sua aniquilação não poderia ser mais completa… É o Deus da vida, mas aqui não vive… Contempla-O pela última vez… A sua fronte está rasgada pelos espinhos; os olhos, fechados; os lábios, mudos; as mãos e os pés, traspassados; o Coração, ah! O Coração, que tanto amou e sofreu, já não bate!… Jesus, o bom Jesus, está morto e sepultado!…

Ó Jesus, adoro-Vos no santo sepulcro! Eis o que ganhastes com o vosso amor excessivo por mim, ingratíssimo pecador!… Seja sempre bendita a vossa misericórdia!… Dai-me a graça de me esconder do mundo e de viver no vosso Coração dulcíssimo… Ali encontrarei a paz, a felicidade, o Paraíso. – Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais Vos tornar a ofender.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

Oração Final

Ó Jesus! Seja sempre bendito o vosso Coração amantíssimo…! Ó meu Deus, quem teria sido capaz de dar uma só gota de sangue por mim?… E Vós o destes todo… até à última gota… para salvar a minha alma!… Todavia, quantas vezes, para agradar às criatura, Vos tenho desprezado, meu sumo Bem!… Oh! Perdoai-me, pelo vosso sangue precioso!… Quero, para o futuro, amar-Vos de todo o meu coração… e cumprir fielmente a vossa santíssima vontade… Amparai-me sempre com a vossa graça… Concedei-me que o meu último alimento seja o vosso Corpo adorável; que a minha última palavra seja o vosso Nome bendito; que o meu último suspiro seja um suspiro de amor e de arrependimento… Ó Jesus, pela desolação imensa que sofrestes no Calvário, especialmente quando a vossa Alma se separou do vosso Corpo divino, tende piedade da minha alma, depois de Vos ter seguido nas breves tribulações da vida, segui-Vos-ei na felicidade eterna do Paraíso…Amém.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai, segundo as intenções do Sumo Pontífice.

(via Felipe Aquino)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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REDAÇÃO CENTRAL, 23 Mar. 18 / 06:00 am (ACI).- No próximo domingo, 25 de março, milhões de católicos ao redor do mundo vão às igrejas para iniciar a celebração da Semana Santa com o Domingo de Ramos, recordando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, quando foi recebido por seus discípulos e pelo povo com palmas e ramos de oliveira.

Qual é o verdadeiro sentido destas palmas depois de serem abençoadas?

Depois de abençoadas, muitos fiéis costumam colocá-las em algum lugar privilegiado em suas casas e as utilizam como um sacramental, ou seja, como “sinais sagrados por meio dos quais, imitando de algum modo os sacramentos, se significam e se obtêm, pela oração da Igreja, efeitos principalmente de ordem espiritual” (CIC 1667).

“Entretanto muitas pessoas costumam colocar as palmas abençoadas atrás da porta como amuletos, são utilizadas com fins curativos ou para manter afastados os espíritos maus ou os ladrões, o que é uma superstição”, adverte o Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME).

Esta crença, segundo esta instituição, é errônea porque “o verdadeiro sentido das palmas em nosso lar é lembrar que Jesus é nosso rei e que devemos sempre dar-lhes as boas-vindas em nosso lar”.

Quando a Semana Santa termina, sugerem levá-las “à igreja para que seja queimada e possam utilizar suas cinzas precisamente na Quarta-feira de Cinzas, da próxima Quaresma”.

Antigamente, por razões geográficas, muitas igrejas não conseguiam palmas. Deste modo, foram substituídas por outra planta local como a oliveira ou a palmeira.

No “Caeremoniale Episcoporum”, livro que contém os ritos e cerimônias latinas da Igreja Católica, sugerem que, nestes casos, pelo menos se junte flores aos ramos de oliveira.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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O amor duradouro começa em cada pessoa, já que a autoestima é a base para poder estabelecer relações sólidas e maduras que podem perdurar no tempo

Quase todos buscamos uma pessoa que se encaixe perfeitamente com a gente para começar uma história de amor duradoura, que perdure no tempo. No entanto, e como bem sabemos, o assunto é mais complicado do que parece.

Estabelecer relações sentimentais duradouras não é algo simples. Com a nossa capacidade de fazer isso se misturam experiências e aspectos emocionais, físicos e psicológicos tão complexos que poucas vezes conseguimos controlar.

Ainda que pensemos que se trata de uma questão de sorte, de destino ou das pessoas que cruzam nosso caminho, a realidade é que tudo começa dentro nós mesmos.

Algumas chaves para conseguir o amor duradouro

Cuidar da nossa autoestima

Se buscamos desesperadamente a alguém seguro e que goste de nós, talvez o problema esteja em nós mesmos.

Nesses casos, o melhor é esclarecer o panorama e nos perguntar do que é que realmente precisamos antes de tomar decisões apressadas. Se enfrentamos uma situação de baixa autoestima, então não estamos preparados para uma relação saudável.

Pelo contrário, as pessoas que têm autoestima não estão pensando o tempo todo em encontrar alguém. Não precisam de uma pessoa que esteja ao seu lado a todo momento. Elas escolhem isso, mas não dependem disso.

Não idealizar o amor

A forma como vemos o amor pode ser outro inconveniente para encontrá-lo. Existem muitas ideias preconcebidas, preconceitos e aprendizagens culturais erradas sobre o que uma relação em casal deve ser.

“Encontrar o príncipe azul”“casar e viver feliz para sempre” e o clássico “se você me ama, não olhará para ninguém mais” são apenas algumas expressões que evidenciam o problema. O pior é quando fundamentamos nossa vida emocional nesses mitos.

Lamentavelmente, em muitos casos, as coisas não funcionam assim. Cada pessoa tem uma perspectiva afetiva única e diferente. Além disso, a dinâmica das relações interpessoais é muito mais complexa do que um conto de fadas.

O parceiro não é um objeto

A combinação entre a baixa autoestima e paixão quase sempre culmina em ciúme. Há quem tende a pensar que uma relação séria implica na aceitação de todos os caprichos e isso é completamente falso.

  • Na realidade, a construção de um casal não implica em uma situação de posse, porque nenhum ser humano é uma propriedade.
  • Inclusive ainda quando se está em uma relação, cada sujeito é um ser livre, autônomo e com direito de tomar suas próprias decisões.

Os ciúmes descontrolados já terminaram mais relacionamentos do que o que se pode imaginar. O amor duradouro tem a ver com a criação de consensos e negociações onde cada parte se sente livre, respeitada e querida.

Assumir a crise

O amor duradouro tem várias etapas e isso significa que nem tudo será perfeito.

A atração, a paixão e a materialização do parceiro como um elemento que define nossas ações são apenas um resumo de tudo o que ocorre entre os seres humanos que se comprometem.

Se perguntarmos a quem conseguiu ter relações longas, essa pessoa confirmará que as crises são uma parte importante de cada relação, porque a forjam.

Manter-se unidos depois delas faz com que o vínculo seja cada vez mais forte.

No entanto, para isso, as soluções não podem estar baseadas no que apenas um dos envolvidos quer. Antes de nos focarmos no que queremos da nossa “cara metade”, devemos nos perguntar “O que eu posso fazer para que tudo melhore”.

O amor duradouro é o que se alimenta

É fácil se entregar e se apaixonar no começo de uma relação por sermos influenciados pelos estados hormonais intensos e ilusões renovadas que alimentam nosso espírito.

No entanto, o difícil é fazer com que isso continue com o passar dos anos.

As relações duradouras são aquelas nas quais o carinho é alimentado ao longo dos anos. Jamais podemos dar por terminadas as carícias, os elogios, a compreensão e o resto das demonstrações afetivas.

Fazê-lo deveria ser um prazer, e também uma disciplina. Outra forma de alimentar o carinho é aprender a se colocar no lugar do outro e evitar as brigas desnecessárias, substituindo o conflito pela negociação ativa.

Ninguém disse que seria fácil

Poder se dar bem com uma pessoa para se ter uma relação de casamento ou de namoro duradoura não é nada simples. O que se busca é entender-se em um conjunto de questões vitais: psicológicas, emocionais, espirituais, morais, sexuais e sociais.

Isso não significa que seja impossível e há muitas possibilidades quando fazemos nosso melhor esforço ao lado de um candidato com o qual temos afinidades importantes.

Depois disso, o trabalho será compreender as diferenças e seguir construindo.

(via Melhor com saúde)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Vaticano, 21 Mar. 18 / 09:35 am (ACI).- O Papa Francisco ofereceu uma nova Catequese sobre a Missa na Audiência geral desta quarta-feira e falou da Oração Eucarística IV e da comunhão e recordou que ao recebê-la também se deixam para trás os egoísmos.

O Bispo de Roma lembrou que, “enquanto nos une a Cristo, separando-nos de nossos egoísmos, a Comunhão nos abre e une a todos aqueles que são um só nele. Eis o prodígio da Comunhão: tornamo-nos aquilo que recebemos!”.

“Celebramos a Eucaristia para nos nutrirmos de Cristo, que doa a si mesmo quer na Palavra como no Sacramento do altar”, assinalou.

O Papa assegurou que se trata de um convite “a experimentar a íntima união com Cristo, fonte de alegria e de santidade”. “É um convite que alegra e ao mesmo tempo impele a um exame de consciência iluminado pela fé”.

Depois da Fração do Pão, o sacerdote nos convida a olhar “o Cordeiro que tira o pecado do mundo”, reconhecendo a distância que nos separa da santidade de Deus e de sua bondade ao nos dar como remédio seu precioso Sangue, derramada para o perdão dos pecados. Somos, portanto, convocados “ao banquete nupcial do Cordeiro”, reconhecendo-nos indignos de que entre em nossa morada, mas confiantes na força de sua Palavra salvadora.

Francisco explicou que, embora sejamos nós que “vamos em direção ao altar em procissão para fazer a comunhão, na realidade é Cristo que vem em nosso encontro para assemelharmo-nos a Ele”.

“Nutrir-se da Eucaristia, significa deixar-se transformar enquanto recebemos”, acrescentou. Nesse sentido, “como o pão e o vinho são convertidos no Corpo e Sangue do Senhor, assim aqueles que os recebem com fé são transformados em Eucaristia viva”.

Por outro lado, disse que “a Igreja deseja vivamente que também os fiéis recebam o Corpo do Senhor com hóstias consagradas na mesma Missa; e o sinal do banquete eucarístico se expressa com maior plenitude se a santa Comunhão é feita sob duas espécies, ainda que a doutrina católica ensine que sob uma só espécie se recebe o Cristo inteiro”.

O Papa também mencionou que a comunhão se recebe na boca ou, onde é permitido, na mão, e depois se convida a “custodiar no coração o dom recebido” e para isso ajuda “a oração silenciosa, um salmo ou um hino de louvor”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

Reze e durma tranquilamente, na certeza de que ele está intercedendo junto a Deus por você

Meu querido Santo Anjo, agora estou cansado.

As crianças vão dormir, e também eu quero ser inteiramente uma criança, criança da Mãe Santíssima, Maria, criança do Pai Celestial.

Tirai de mim, Deus, tudo o que hoje não foi bom, e perdoai! Colocai o Vosso amor por cima, e Vós, Maria, Mãe do Céu, o vosso manto dourado!

Ajuda-me a dar graças, meu Irmão angélico, e segura a minha mão em Nome de Deus!

Amém.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Vaticano, 20 Mar. 18 / 04:00 pm (ACI).- Na segunda-feira, 19 de março, o Papa Francisco respondeu uma pergunta de um jovem sobre as tatuagens.

Yulien é o nome do jovem do Seminário do Espírito Santo, na Ucrânia, que perguntou para o Papa sobre a preparação que um pároco deve ter diante dos desafios do mundo contemporâneo, que tem como característica a ampla divulgação das tatuagens, “que para algumas pessoas são uma beleza” e outras consideram algo “difícil de compreender”.

Esta foi uma das perguntas que Francisco respondeu durante a reunião pré-sinodal que começou ontem no Vaticano, tendo em vista o Sínodo dos Bispossobre os jovens que acontecerá em outubro deste ano.

Em sua resposta, o Pontífice disse: “Não se assustem com as tatuagens. Os eritreus, há muitos anos, faziam a cruz aqui (na testa). Ainda hoje os vemos. Tatuavam-se com a cruz. Sim, são exageros, hoje vejo alguns”.

“Acho que as pessoas que têm muitas tatuagens não podem doar sangue, alguma coisa assim… porque há perigo de intoxicação. Quando se exagera, há um problema de exagero, mas não da tatuagem”, continuou.

O Papa explicou ainda que, quando uma pessoa se encontra com um jovem que tem uma tatuagem, pode iniciar um diálogo a partir disso e conhecê-lo melhor.

“A tatuagem indica pertença. Você, jovem, que está tatuado ou tatuada assim, o que está buscando? Através desta tatuagem, a qual pertença você se refere? E começar a dialogar com isso e, a partir disso, pode-se chegar à cultura do jovem”, disse o Pontífice.

Ao concluir a sua resposta, o Papa Francisco destacou que “é importante não se assustar. Com os jovens, nunca devemos nos assustar! Nunca! Porque sempre, inclusive por trás das coisas que não são tão boas, há algo que nos ajudará a chegar a alguma verdade”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Anote aí!

Na preparação para meu casamento me deparei com algumas dificuldades e uma delas foi encontrar formas de deixar cada momento mais católico. Infelizmente muitas coisas nesse meio trazem uma tonelada de vulgaridade, o que não é legal para quem busca viver desde já a santidade conjugal.

Vou focar aqui em “chá de panela” que, para mim, só de pensar nas dinâmicas que se costuma fazer já dava arrepios.

Desde o início do noivado o nosso propósito era preparar não apenas nós mesmos para o grande dia, mas também nossos convidados e, em especial, nossos padrinhos. O nosso maior desejo era de que esse dia ficasse guardado na memória de todos, que houvesse reais conversões e que todos pudessem viver o verdadeiro sentido do matrimônio junto conosco.

Então, desde o chá de panela já fomos introduzindo algumas práticas para ajudar a todos nesse caminho até 13 de Outubro de 2017.

Na verdade, chamamos de chá de bênção e foi organizado com muito amor pelas madrinhas. Não precisamos nos preocupar com decoração nem alimentação, mas depois mostro o que elas fizeram, que foi bem legal e tudo artesanalmente.

Como sugestão de presentes dissemos para cada um levar alguma imagem para montarmos nosso altar em casa. No dia do chá a dinâmica seria a seguinte: a pessoa fala a história do Santo referente à imagem aos poucos e os noivos precisam adivinhar de quem se trata para então abrir o presente.

Criamos também a “Missão Padrinhos”. Trata-se de um calendário do dia em questão até o casamento, em que cada dia há uma intenção. Essa é a missão deles: rezarem por nós!

Não lembro mais como tive essa ideia, mas vi algo parecido pela internet e transpus para a realidade católica. Precisamos ser criativos quando se trata dessas coisas, mas no final dá tudo certo!

Depois de feito o calendário eu fiz algumas decorações (DIY mesmo) e colei imã para as pessoas colocarem na porta da geladeira e lembrarem de nós um pouco a cada dia, rezando a oração que cada um preferisse. (Fotos ao final)

Entregamos isso a todos os nossos padrinhos e padres/pais espirituais (grandes intercessores, claro!).

Você pode entregar isso no dia do chá. Todos irão adorar!

Além disso, fizemos algumas dinâmicas com eles no dia.

Uma delas foi o “Stop do amor”. Na horizontal ficaram as iniciais da palavra AMOR e na vertical algumas frases que eles deveriam completar com palavras que iniciavam com a letra da vez.

Podem ver na imagem (ao final do texto) as frases que utilizamos e como foi feito. Tudo por nós, bem amador, mas com muito amor.

No fim das contas foi bem difícil encontrar palavras iniciadas com aquelas letras apenas, e então liberamos escreverem o que quisessem.

O objetivo desse stop é a partilha e o conselho. A cada um que fala sua resposta há um breve diálogo sobre aquilo. Conseguimos conselhos valiosos nessa dinâmica! Podem ser criativos nas frases e ir de acordo com o conselho que vocês desejam receber.

Teve também o “Bingo dos noivos” para descontrair. Mas a forma de fazer ele é um pouco diferente do tradicional. Ao invés de “cantar as pedras” (letra B, número 4, por exemplo), nós elaboramos uma lista com questões da vida do casal, desde o namoro até o noivado. Coisas pessoais e também algumas datas e preferências de comida, coisas assim, para aumentar o número de questões. Então nós líamos a questão e a resposta estaria na cartela de bingo.

É muito divertido pois o casal pode ir contando um pouco dos fatos engraçados ou românticos da vida juntos e partilhar com todos. É legal também descobrir o quanto seus amigos os conhecem.

Não vou disponibilizar as questões que usamos pois é algo bastante pessoal, mas deixarei aqui uma imagem de uma das cartelas (ao final).

Aliás, dá um pouco de trabalho fazê-las, mas é possível! Tem que fazer uma por uma, trocando as palavras de dentro das cartelas. Fiz 15 diferentes, pois era a quantidade prevista de convidados. Lembrando que deve haver muito mais perguntas do que o número de palavras nas tabelas.

As comidas foram feitas pelas madrinhas, que se dividiram entre elas para definir quem faria o quê. Minha mãe fez mini pizzas e salgadinhos, pois não queríamos ninguém “preso” na cozinha, mas sim todos unidos conversando. E estava tudo delicioso!

De painel elas fizeram flores de papel. Está bem em alta e é lindo lindo!

De lembrança minha mãe fez bolachas de polvilho em formato de coração. Colocamos algumas dentro de saquinhos pequenos e eu mesma confeccionei as tags com nosso nome e fiz um lacinho.

Outra lembrancinha foi um saquinho com suspiros dentro e uma tag escrita “saia com suspiros”. Queria tanto isso no casamento que tinha que usar a ideia em algum lugar!

Como podem ver, foi simples, mas com um monte de amor em tudo, que é o que importa. E as dinâmicas são divertidas e enriquecedoras, certamente o dia ficará na memória de todos.

O segredo para gastar pouco e ser católico é investir na criatividade, família unida e bons amigos.

Espero que nossa experiência os ajude.

Que vosso objetivo seja agradar primeiro a Deus!

 

Dica aos noivos: como fazer um chá de panela católico (gastando pouco

Dica aos noivos: como fazer um chá de panela católico (gastando pouco

Dica aos noivos: como fazer um chá de panela católico (gastando pouco

Dica aos noivos: como fazer um chá de panela católico (gastando pouco

Dica aos noivos: como fazer um chá de panela católico (gastando pouco

Dica aos noivos: como fazer um chá de panela católico (gastando pouco

(via Modéstia e Pudor)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Vaticano, 20 Mar. 18 / 10:30 am (ACI).- A partir da primeira leitura desta terça-feira, 20 de março, na qual são narradas as penúrias do povo de Israel após a fuga do Egito, o Papa Francisco explicou na Missa celebrada na Casa Santa Marta como olhar para Cristo ensanguentado na cruz pode ajudar a superar os momentos de desilusão no caminho de conversão que, inclusive, podem incitar na lama sentimentos de rejeição a Deus.

O povo de Israel, apesar de tudo o que tinham recebido de Deus, o maná quando lhes faltava o que comer, a água quando lhes faltava o que beber, mostrou sua rejeição a Moisés e a Deus quando chegaram à fronteira com a terra de Caná e comprovaram que estava habitada por um povo poderoso fortemente armado.

O Santo Padre explicou que “o povo não suportou a viagem”, assim como as pessoas “iniciam uma vida para seguir o Senhor, para estar perto do Senhor, mas chegam a certo ponto em que as provações parecem superá-las”.

Chega-se, então, a um momento em que a pessoa diz “chega! Eu paro e volto para trás”. E pensa no passado com remorso: “Quanta carne, quantas cebolas, quantas coisas boas comiam ali”, em referência à nostalgia que, em um momento concreto, alguns israelitas sentiram da escravidão no Egito.

“Essas são as ilusões que o diabo traz: mostra o lado bom de algo que você deixou, do qual você se converteu no momento da desolação do caminho, quando você ainda não chegou à promessa do Senhor”.

O Bispo de Roma comparou esta situação com o caminho da Quaresma. “Sim, podemos pensar assim; conceber a vida como uma Quaresma: sempre existem as provações e as consolações do Senhor, tem o maná, a água, existem os pássaros que nos dão de comer… mas aquela comida era melhor. Mas não se esqueça de que comia à mesa da escravidão”.

Essa tentação que os israelitas experimentaram no deserto é a mesma que afeta qualquer pessoa quando se quer seguir o Senhor, mas fica preso. O erro, quando isso acontece, é “criticar Deus e envenenar a alma” porque acha que Deus não quer ajudar.

O Papa seguiu explicando o significado da primeira leitura e, especificamente, da cena em que Deus envia serpentes que começam a morder os israelitas que tinham murmurado contra Ele. Então, Moisés intercede por eles e o Senhor ordena que faça uma serpente de bronze e que a coloque no alto de uma haste. Todo aquele que tivesse sido mordido e olhasse para a serpente de bronze, ficaria curado.

Longe de ser um elemento de idolatria, o Santo Padre assinalou que a serpente de bronze sobre a haste é um elemento profético: “É a figura de Cristo sobre a cruz”.

“Está aqui a chave da nossa salvação, a chave da nossa paciência no caminho da vida, a chave para superar os nossos desertos: olhar o crucifixo. Olhar Cristo crucificado”.

Por isso, o Pontífice convidou a, nos momentos de dificuldade no caminho, “olhar o crucifixo”, “olhar as chagas”. Em concreto, convidou a olhar os crucifixos “feios”, mas “realistas”. “Porque os artistas fizeram crucifixos bonitos, artísticos”, ao que “nem sempre é mundanidade”, porque assim o artista pretende mostrar “a glória da cruz, a glória da ressurreição”.

Mas, para os momentos em que se sente desfalecer no caminho, o Papa recomendou olhar os crucifixos que mostram Cristo coberto de sangue, em vez daqueles em que se mostra a glória. E, depois, contemplar a glória da ressurreição.

O Bispo de Roma finalizou a homilia fazendo uma recomendação: “Ensinem seus filhos a olhar para o crucifixo e para a glória de Cristo. Mas nós, nos maus momentos, em momentos difíceis, envenenados um pouco por ter dito em nossos corações qualquer desilusão contra Deus, olhemos para as feridas”.

Leitura comentada pelo Papa Francisco:

Nm 21,4-9

Naqueles dias, 4os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom.

Durante a viagem, o povo começou a impacientar-se, 5e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”.

6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”.

Moisés intercedeu pelo povo, 8e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente abrasadora e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze, ficava curado.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Cedo ou tarde nos deparamos com situações em que, como Jesus no alto da cruz, gritamos: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”

Da dor, das doenças, das preocupações ninguém escapa. Mais cedo ou mais tarde nos deparamos com situações em que, como Jesus no alto da cruz, gritamos: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”. E, por mais que a medicina se esforce, existem ainda doenças para as quais não se descobriu a cura. Além disso, quando pensamos ter encontrado o remédio para uma enfermidade, aparecem imediatamente outras que, à luz da ciência, são inexplicáveis.

Jamais devemos pensar que a doença seja castigo ou vingança de Deus contra o homem pecador. Este pensamento seria uma blasfêmia, uma visão distorcida do amor infinito de Deus para com o ser humano.

As doenças são frutos de imprudência, de situações que poderiam ser evitadas, de descuidos do poder público, de “violências” ambientais e humanas contra a natureza que exige respeito e amor. Todo transtorno humano, biológico ou da natureza nos questiona profundamente e nos obriga a recorrer a Deus para encontrar uma resposta aos nossos dramas interiores. Aliás, os santuários de onde sobem a Deus as preces mais fortes e fervorosas são os hospitais e prontos-socorros. Quantas pessoas, não encontrando soluções para seus problemas, recorrem a Deus… Porém, algumas vezes, não sendo atendidas nos seus pedidos, desanimam e se consideram abandonadas por Ele. Entretanto, quando não sentimos Deus ao nosso lado, é certo que Ele está perto de nós. O seu amor é eterno, fiel e jamais nos abandona.

Precisamos nos convencer de uma só coisa: nada pode nos dispensar da oração. Nem as enfermidades, nem os trabalhos, nem as mil ocupações que preenchem nossas agendas. A oração, como já vimos em outro momento, é uma questão de fidelidade e de amor. Sem o amor nos sentimos perdidos, inseguros, sem saber para onde vamos. O amor humano às vezes nos falha; nem sempre podemos contar com a presença dos que consideramos amigos, muitos se afastam de nós e nos encontramos sozinhos no deserto da vida. Nesses momentos devemos reforçar nossa oração e permanecermos bem unidos a Deus.

Muitos santos aprenderam a rezar na doença

É interessante notar que muitos santos se converteram e aprenderam os segredos da oração na doença. Enquanto estavam com saúde viviam como se Deus não existisse, dedicados a todo tipo de prazeres e diversões. Parecia que nada seria capaz de perturbar sua tranquilidade; buscavam com ânsia realizar tudo que lhes vinha à mente.

A saúde nos dá um sentido de terrível auto-suficiência, independência de Deus e dos outros. Essa visão utilitarista e individualista é comum em todas as idades, mas especialmente na juventude, quando os problemas, a doença e a morte parecem fantasmas muito distantes.

Quem não se lembra da história de Francisco de Assis? Era jovem, rico e amigo de todos, mas a dura experiência de preso político na cidade de Perúgia, onde adoece, faz-lhe sentir toda a sua fragilidade e pobreza. Nesses momentos de dor física e moral, de profunda solidão humana, o coração de Francisco vai mudando e escutando a voz do Senhor que lhe chama para ajudá-lo a reconstruir a igreja através de seu testemunho e pregação. O exemplo de Francisco é para todos nós um convite; ele soube aproveitar a doença para se aproximar mais e mais do Cristo crucificado.

Outro exemplo é Inácio de Loyola. Forte e corajoso, desejava ser lembrado na história pelos seus feitos a serviço dos reis da Espanha; porém, ao ser ferido na guerra, pede livros de cavalarias para ajudar a passar o tempo, mas, na falta destes, lê a vida dos santos e os Evangelhos… Esses livros tocam em profundidade o seu coração e ele se converte. A enfermidade torna-se para ele “um sacramento de amor”; através dela percebe que tudo é vaidade e que a única coisa que importa é servir a Deus e à Igreja.

Teresa de Ávila não foge também a esta regra. Jamais teve boa saúde, chegou ao ponto de ser considerada morta e ter sua cova aberta, mas soube enfrentar tudo por amor ao Senhor e percorrer as terras da Espanha fundando Carmelos onde “o Rei, sua Majestade fosse bem servido”. Na sua autobiografia, Teresa revela que o caminho do sofrimento não deve nos afastar da oração em momento algum da vida: “Na doença e em situações difíceis, a alma que ama tem como verdadeira oração fazer a dádiva dos seus sofrimentos, lembrar-se daquele por quem os padece, conformar-se com as suas dores, havendo muitas outras coisas possíveis. Trata-se do exercício do amor… com um pouquinho de boa vontade, obtêm-se muitos lucros nos momentos em que o Senhor nos tira o tempo da oração com sofrimentos” (Santa Teresa de Jesus – Vida 7,12).

Talvez o exemplo mais evidente de que na doença é possível rezar seja o de Santa Teresinha do Menino Jesus, que morreu de tuberculose aos 24 anos. Ela sentiu a dor, o medo e, quem sabe, a tristeza de morrer na juventude. No livro “História de uma alma”, vez por outra ela nos abre um pouco das cortinas do seu coração e nos faz entrever o seu sofrimento: “O Senhor me dá coragem em proporção ao padecimento. Sinto que, para o momento, não poderia suportar mais, mas não tenho medo porque a coragem aumentará, se a dor redobrar” (Santa Teresinha do Menino Jesus).

Mesmo que o corpo seja esmagado pela dor, a alma sempre pode elevar-se acima de tudo e permanecer em íntima contemplação dos mistérios de Jesus: paixão, morte e sobretudo ressurreição. O cristão não pára na paixão nem na morte, ele sempre contempla Cristo glorioso que, tendo vencido todas as dores, nos chama à plena alegria na eternidade.

Não desperdiçar os sofrimentos

Não se pode dizer que a dor, os sofrimentos e a doença são coisas boas… Isto negaria que Deus é Pai e quer todos os seus filhos com saúde de alma e corpo, mental e psíquica. Ele quer que sejamos perfeitos em todos os sentidos. Mas a cruz se faz necessária, e quando não é possível evitá-la, devemos abraçá-la com dignidade e amor a Jesus, que assim o fez. São João da Cruz nos convida a não desperdiçar os sofrimentos, mas a acolhê-los e guardá-los com amor, porque um dia, na eternidade, serão pérolas preciosas.

Como devemos agir diante dos sofrimentos e doenças?

Ousaria dar alguns conselhos práticos que podem nos ajudar a superar o medo e a revolta, e acolher com docilidade a vontade do Senhor:

Primeiramente, ter sempre uma atitude preventiva e evitar, com todos os esforços, as doenças, porque muitas delas são provocadas por nossos exageros, não cuidando devidamente da higiene, exagerando na comida ou na bebida, colocando-nos imprudentemente em situações de risco que não são queridas por Deus, que é amor. Esta atitude é sumamente importante. Também, em nossa oração, devemos pedir ao Senhor que nos livre de toda enfermidade para que possamos viver com alegria.

Quando a doença chegar, não devemos desesperar, mas ter uma atitude de humildade, de auto-recolhimento, mergulhando no mais íntimo do nosso ser, para entrar em diálogo íntimo e profundo com Deus, e perguntando-nos para que tudo isso. E ainda procurar os meios necessários que a ciência nos oferece para sermos curados e pedir, com fortes orações e súplicas, a Jesus, Senhor da vida, que Ele nos cure e nos dê a saúde necessária para cumprirmos as nossas responsabilidades. Esses são momentos de fé, de amor e especialmente de esperança para entregar-nos totalmente aos “cuidados do Senhor” e pedirmos que outros rezem por nós e sobre nós, como diz a Escritura.

Quando a doença avançar e se fizer maior o nosso sofrimento, devemos entrar ainda mais no nosso coração e pedir ao Senhor o dom da fé. Jamais devemos esquecer as palavras do apóstolo Paulo: “Completo na minha carne o que falta à paixão do Senhor Jesus”. Esta participação na cruz de Jesus, nas suas dores e paixão não é simples resignação nem entrega desanimada a um fatalismo sem sentido ou masoquismo espiritual, mas é uma atitude de pura fé, sabendo que somos chamados a imitar Jesus em todos os momentos de nossa vida.

Rezar nos sofrimentos, na doença, não quer dizer de forma alguma pular de alegria, não sentir dor; é ter consciência de que a dor não é castigo de Deus, mas um acontecimento que poderá ser para mim caminho de libertação. Nesse momento é claro que as palavras não vêm, elas morrem na garganta antes de serem geradas. São momentos de profundo silêncio, em que só sabemos dizer o quanto é grande o amor que temos por Deus, através de um beijo no crucifixo, uma jaculatória, uma palavra do Evangelho que alguém nos sussurra aos ouvidos, uma imagem que gostamos de contemplar…

Por isso é importante, quando temos saúde, rezar para que saibamos aceitar a doença e até a morte que Deus nos queira permitir por puro amor, e dizermos na fé: “Seja feita a vossa vontade e não a minha”.

Oferecer tudo ao Senhor quando estamos lúcidos e conscientes é, sem dúvida, um ato de amor e de pura fé. É o que faço todos os dias ao me levantar: “Senhor, nas tuas mãos coloco toda a minha vida, pensamentos, desejos, saúde, e hoje, ainda sendo lúcido e consciente, quero te dizer que aceito com fé, amor e esperança tudo o que me enviares. E, se um dia me queixar, me revoltar contra as doenças, não me leves a sério, saibas que não quero isso, não é esta a minha vontade. É só o instinto que se revolta. Não me leves a sério, Senhor, e me dês a coragem para aceitar tudo. Senhor, peço esta graça não somente para mim, mas para toda a humanidade e para isso peço a ajuda e proteção da Virgem Maria, minha mãe e de todos os santos a quem tanto amo, os do Carmelo e os outros santos meus amigos. Que eu saiba contemplar silenciosamente o Cristo na cruz e dele possa haurir força e coragem. Assim seja”.

Rezemos para que a dor, os sofrimentos e doenças nunca cheguem. Mas, se um dia eles baterem à nossa porta, saibamos acolhê-los como irmãos que nos visitam e fazer desses momentos oportunidades de muita oração. Não devemos deixar-nos convencer de que a dor é boa, somente pela fé ela se torna caminho de amizade e de amor que nos abre a porta do paraíso.

(Frei Patrício Sciadini, via Shalom)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Entre elas, as supostas aparições de Nossa Senhora e São José em Itapiranga, no Brasil

Em tempos de “fake news”, não surpreende que muitas das alegadas aparições da Virgem Maria ou de santos como São José sejam falsas. Mas isso não é coisa apenas desta época: ao longo dos séculos, a Igreja avaliou incontáveis ​​revelações privadas e declarou a maioria delas como falsas.

São reconhecidos como merecedores de veneração somente os poucos relatos que se comprovaram autênticos e espiritualmente frutíferosapós minuciosos e profundos estudos, não apenas realizados por autoridades eclesiásticas, mas também por analistas e cientistas laicos.

O primeiro passo no processo de reconhecimento de uma determinada aparição é a aprovação do bispo da diocese em que vive o visionário. Um documento do Vaticano redigido em 1978 descreve os passos necessários para confirmar uma revelação privada:

Quando a Autoridade Eclesiástica for informada de uma suposta aparição ou revelação, será sua responsabilidade:a) julgar o fato segundo critérios positivos e negativos;b) se o exame resultar em conclusão favorável, permitir manifestação pública de culto ou devoção supervisionando-a com grande prudência (pro nunc nihil obstare).c) enfim, à luz do tempo transcorrido e da experiência, com especial atenção à fecundidade dos frutos espirituais gerados a partir dessa nova devoção, expressar juízo quanto à autenticidade e caráter sobrenatural, se o caso assim justificar.

Somente a Santa Sé pode anular a decisão do bispo local – e, para reverter essa decisão, seria preciso comprovar-se algo grave, dado que já houve um processo de discernimento sério e abrangente.

Os 3 casos de revelações particulares que apresentamos a seguir foram registrados em tempos recentes e a Igreja os considerou inautênticosou sem caráter celestial sobrenatural. Por isso, os fiéis são orientados a se distanciarem dessas supostas devoções:

1 – Itapiranga, AM, Brasil

ITAPIRANGA,APPARITIONS ,EDSON GLAUBER

Andreas Bucksrucker | YouTube

Supostas aparições de Nossa Senhora, frequentemente acompanhada de São José, teriam sido testemunhadas por Edson Glauber a partir de 1994, no município brasileiro de Itapiranga, Estado do Amazonas. No início, as visões foram vistas de modo favorável pelo bispo local, mas, após investigações mais aprofundadas, a Igreja oficialmente as declarou inautênticas em fevereiro de 2017.

Entre elas, as supostas aparições de Nossa Senhora e São José em Itapiranga, no Brasil

2 – Cleveland, Ohio, EUA

Maureen Sweeney Kyle teria tido várias visões e recebido mensagens supostamente celestiais, que, examinadas pelo bispo local, foram declaradas em novembro de 2009 como sem origem sobrenatural.

3 – Dublin, Irlanda

Uma mulher cujo pseudônimo era “Maria Divine Mercy” (“Maria Misericórdia Divina”) declarou ter recebido mensagens do Céu relativas a supostas profecias, mas, após estudá-las, a diocese as declarou em contradição com a doutrina católica. A suposta visionária chegou a publicar livros, em 2012, que continham o que ela chamava de “preparação para a Segunda Vinda” do Messias.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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O segredo está em simplesmente estar!

Durante grande parte da história da humanidade o amor foi o centro das atenções. Poemas, canções, peças teatrais. Tudo gira em todo dele. No entanto, temos percebido que, nos últimos tempos, a tudo se ama. Falamos que amamos uma pessoa, da mesma forma como falamos que amamos sorvete, ou a música do cantor “fulano de tal”. E vamos mediocrizando o significado dessa palavra. Banalizamos, liquidificamos, trituramos. No fim das contas, a nada amamos, a nada conseguimos amar, pois já não sabemos como se faz isso.

“Segue o baile” da vida e passamos a nos relacionar com Deus da mesma maneira que nos relacionamos com todas as outras pessoas e coisas. Ou enganamo-nos com a ideia de que já o amamos bastante porque rezamos muito e utilizamos palavras bonitas, ou nos desesperamos porque não sabemos rezar, vamos à oração sem saber o que fazer e nossa consciência nos condena a cada instante por esses motivos “vergonhosos”.

Idealizamos a nossa relação com Deus de forma tão paradigmática, que nos entristecemos porque não rezamos como Santa Teresa de Ávila ou São Francisco de Assis. Deprimimo-nos porque não conseguimos falar tão bem, durante a oração, quanto aquele pregador ou o coordenador do nosso grupo de oração. Envergonhamo-nos diante de Deus porque não temos paciência de rezar a mesma quantidade de tempo que os consagrados desta ou daquela comunidade de vida, dormimos na oração, não percebemos os seus frutos. Mas há algo que nós não conseguimos observar: é que a única coisa que Deus espera de nós, é que sejamos nós mesmos.

Ainda não conseguimos o grau elevado de amor a Deus que os santos tiveram. Isso é fato! Mas podemos chegar a esse amor por uma via mais simples, mais clara, mais objetiva, mais “humana”: A amizade! Sim! A amizade é uma experiência incrivelmente interessante, pois nela há segurança sem pressão. Diferentemente do amor, como estamos acostumados a ver, a amizade não sufoca ao receber do outro apenas aquilo que ele pode dar. O padre José Tolentino Mendonça afirma que “talvez a grande diferença entre amor e amizade resida no fato de o amor tender sempre para o ilimitado, suspeitando de contornos e fronteiras. Quando se esconde alguma coisa na relação amorosa, cedo ou tarde isso ganha um peso insuportável; enquanto, na amizade, lidamos de maneira leve com os constrangimentos, aceitamos que exista uma vida sem nós e além de nós”.

A amizade, diante da nossa humanidade, é uma relação de liberdade entre duas pessoas que conhecem as fraquezas uma da outra, que conhece também as realidades pessoais, mas que não se sente traída caso haja algo em sua vida que não fora compartilhado com o outro amigo. Já a relação de amor exige de nós uma entrega mais abrangente, quase que – se não – total doação de si mesmo, e não se aceita menos.

Não quero dizer aqui, que devemos deixar o amor de lado. O que digo é que, para chegarmos ao amor, aquele dos santos, dos grandes homens e mulheres que nos deixaram um legado na Igreja, podemos trilhar o caminho da amizade. Rubem Alves, apesar de ter pensamentos um tanto contrários ao evangelho, foi feliz ao falar sobre a amizade:

Amiga é aquela pessoa em cuja companhia não é preciso falar. Você tem aqui um teste para saber quantos amigos você tem: se o silêncio entre vocês dois lhe causa ansiedade, se, quando o assunto foge, você se põe a procurar palavras para encher o vazio e manter a conversa animada, então a pessoa com quem você está não é amiga, porque um amigo é alguém cuja presença procuramos, não por causa daquilo que se vai fazer juntos… A diferença está em que, quando a pessoa não é amiga, terminado o alegre e animado programa, vem um silêncio e um vazio que são insuportáveis. Nesse momento, o outro se transforma num incômodo que atulha o espaço e cuja despedida se espera com ansiedade. Queremos livrar-nos daquela pessoa. Com o amigo é diferente: não é preciso falar”.

Aí está o grande segredo para a nossa oração. Muitas vezes nos faltam as palavras e nos chega a bater a angústia. Ansiamos que passe o tempo para que saiamos da oração, e assim retornemos aos nossos trabalhos ordinários. Mas, quando nos faltarem as palavras, ou, doutra banda, quando estivermos tão cheios de palavras e não soubermos por onde começar, silenciemos a nossa boca e a nossa mente. Basta a presença. Não é preciso falar. O segredo está em simplesmente estar! Lembre-se daqueles dias em que você esteve na presença de sua mãe, ao chegar tão triste da escola, do trabalho, depois de um dia cansativo e pôde sentar-se perto dela, ambos em silêncio. Lembre-se de quando esteve com aquele seu amigo, sua amiga, e nada fora dito, e durante longos minutos imperou grande silêncio, porém, um silêncio pacífico e cheio de consolo e ternura. Então, por que não experimentar desse silêncio muito mais doce, terno e pacífico na presença do senhor?

De tempos em tempos, ao caminhar pelas ruas movimentadas e estressantes do centro de Maceió, deparo-me com a capela de São Vicente de Paulo, na Santa Casa de Misericórdia. Ao vivenciar aquele contraste, em que saio do caos barulhento da cidade e adentro na casa de Deus, sinto-me como aquele viajante que encontra o oásis no deserto. Nada se consegue falar. O cansaço é visível, aparente. Restam ainda gotas de suor, provocadas pelo sol escaldante da capital litorânea. Mas há o silêncio que alivia as dores da alma, refresca a mente, aquece a alma e o coração. É mergulhado nele que se experimentam as maiores graças de misericórdia, mansidão, ternura e bondade. Ao fim daquela oração, onde nada se diz, às vezes, algo se houve, – e na maioria das vezes, apenas o silêncio também da parte do Senhor –, descubro o que tanto buscava: O amor. Aquele dos santos e dos homens e mulheres de boa vontade que deixaram grandes legados para nós. O amor gerado do silêncio, da pobre, porém rica oração. Lugar humano e divino. Onde posso ser quem sou, e assim sou acolhido, na silenciosa e maravilhosa fonte do amor de Deus.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Cerca de 300 jovens dos 5 continentes, de várias religiões e também ateus, participam a partir de hoje até sábado, dia 24, da reunião pré-sinodal convocada por Francisco.

“Queridos jovens, o coração da Igreja é jovem precisamente porque o Evangelho é como uma linfa vital que a regenera continuamente”: foi o que disse o Papa Francisco nesta manhã de segunda-feira (19/3) na abertura da reunião pré-sinodal em Roma que se realiza no Pontifício Colégio Internacional “Maria Mater Ecclesiae”.

300 jovens

São cerca de 300 os jovens dos 5 continentes, de várias religiões e também ateus,  que participam a partir de hoje até sábado da reunião pré-sinodal. Neste encontro, eles serão ouvidos e suas colaborações utilizadas para preparar o Sínodo, cujo tema será “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.

Quem não pôde vir a Roma pôde participar ‘on line’ em seus grupos linguísticos (português, inglês, espanhol, francês, italiano e alemão), que foram moderados por outros jovens. No dia de hoje são mais 15 mil os jovens colegados via internet em todas as partes do mundo.

O Sínodo de outubro se ocupará dos problemas dos jovens e buscará adequar sua linguagem ao uso das novas tecnologias para aproximar-se a eles, segundo o documento preparatório divulgado em 2017.

Falar com coragem

Falem com coragem, digam o que vocês gostariam de dizer. Se alguém se sentir ofendido, peçam perdão e continuem…” Foi a exortação do Papa Francisco dirigida aos jovens, no início do seu discurso na reunião pré-sinodal aberta nesta manhã no Pontifício Colégio Internacional ‘Maria Mater Ecclesia’ de Roma, depois da saudação do cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário geral do
Sínodo dos Bispos.

Depois de dar as boas-vindas o Papa agradeceu aos jovens por terem aceitado o convite para participar do encontro; “alguns de vocês tiveram que fazer uma longa viagem, disse. “Vocês vieram de muitas partes do mundo e trazem com vocês uma grande variedade de povos, culturas e até mesmo religiões: vocês não são todos católicos e cristãos, nem todos são crentes, mas vocês certamente estão animado pelo desejo de dar o melhor de vocês”.

Precisamos de vocês

O Papa recordou que eles foram convidados como representante dos jovens de todo o mundo porque a contribuição deles é indispensável. “Precisamos de vocês para preparar o Sínodo que em outubro reunirá os Bispos sobre o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Em muitos momentos da história da Igreja, bem como em inúmeros episódios bíblicos, Deus quis falar através do mais jovens: penso, por exemplo, em Samuel, Davi e Daniel. Tenho confiança, disse o Papa, acredito que nestes dias também falará através de vocês.

O Papa Francisco no seu discurso aos jovens afirmou que frequentemente se fala sobre os jovens sem questioná-los. Mesmo as melhores análises sobre o mundo juvenil, embora sejam úteis, não substituem a necessidade do encontro face a face. Alguém pensa que seria mais fácil manter vocês “a uma distância segura” para que sejam provocados por vocês.

Os jovens devem ser levados a sério, disse o Papa! Parece-me que estamos rodeados por uma cultura que, por um lado, idolatra a juventude, tentando não deixá-la passar jamais, de outro, exclui tantos jovens de serem protagonistas. Muitas vezes vocês são marginalizados da vida pública e se encontram a mendigar ocupações que não lhes garantem um futuro. Frequentemente vezes são deixados sozinhos.

A vontade da Igreja de ouvir todos os jovens

“Na Igreja, não deve ser assim, afirmou Francisco. O Evangelho nos pede: a sua mensagem de proximidade convida a nos encontrarmos e nos confrontarmos, a nos acolhermos e nos amarmos seriamente, a caminhar juntos e a partilhar sem medo. Esta reunião pré-sinodal quer ser um sinal de algo muito grande: a vontade da Igreja de ouvir todos os jovens, ninguém excluído”.

O próximo Sínodo se propõe, em particular, desenvolver as condições para que os jovens sejam acompanhados com paixão e competência no discernimento vocacional, isto é, no “reconhecer e acolher o chamado ao amor e à vida em plenitude”. “Esta é a certeza básica: Deus ama cada um e a cada um faz pessoalmente um chamado. É um presente que, quando é descoberto, enche de alegria. Estejam certos: Deus tem confiança em vocês, ele os ama e os chama”.

Deus nunca abandona disse o Papa, porque Ele é fiel e crê realmente em vocês. Ele faz a vocês a pergunta que um dia Ele fez aos primeiros discípulos: “O que vocês estão procurando?”. Ele convida vocês0 a partilhar a busca da vida com Ele, a caminhar juntos. E nós, como Igreja, desejamos fazer o mesmo, porque não podemos deixar de partilhar com entusiasmo a busca pela verdadeira alegria de cada um; e não podemos conservar apenas para nós Quem mudou nossas vidas: Jesus. Seus coetâneos e seus amigos, mesmo sem saber disso, esperem por Ele e pelo seu anúncio de salvação.

Renovado dinamismo juvenil

O próximo Sínodo – disse Francisco – será também um apelo à Igreja, para que redescubra “um renovado dinamismo juvenil”. O Papa confidenciou que leu alguns e-mails do questionário colocado na internet pela Secretaria do Sínodo e disse que ficou impressionado com o apelo lançado por vários jovens, que pedem aos adultos que estejam próximos a eles e de ajudá-los a fazer escolhas importantes. Uma jovem observou que aos jovens faltam pontos de referência e que ninguém os encoraja a ativar os recursos que possuem. Então, ao lado dos aspectos positivos do mundo juvenil, ela destacou os perigos, entre os quais o álcool, as drogas, uma sexualidade vivida de modo consumista. E concluiu quase com um grito: “Ajudem o nosso mundo juvenil que se desmorona cada vez mais”. Não sei se o mundo juvenil se desmorona cada vez mais. Mas eu sinto que o grito dessa jovem é sincero e requer atenção. Também na Igreja devemos aprender novas formas de presença e proximidade. A este respeito, um jovem relatou com entusiasmo a sua participação em alguns encontros com essas palavras: “O mais importante foi a presença de religiosos entre nós jovens como amigos que nos ouvem, nos conhecem e nos aconselham”.

O Papa recordou então a Mensagem aos jovens do Concílio Vaticano II. É também hoje um incentivo para lutar contra todo egoísmo e a construir com coragem um mundo melhor. É um convite a buscar novos caminhos e a percorrê-los com coragem e confiança, mantendo o olhar fixo em Jesus e abrindo-se ao Espírito Santo, para rejuvenescer o próprio rosto da Igreja. Porque é em Jesus e no Espírito que a Igreja encontra a força para sempre se renovar, fazendo uma revisão da vida em seu modo de ser, pedindo perdão por suas fragilidades e inadequações, não poupando as energias para se colocar a serviço de todos, com a única intenção de ser fiel à missão que o Senhor lhe confiou: viver e proclamar o Evangelho.

Jovens, o coração da Igreja

“Queridos jovens, o coração da Igreja é jovem precisamente porque o Evangelho é como uma linfa vital que a regenera continuamente. Cabe a nós ser dóceis e cooperar nesta fecundidade. Nós o fazemos também neste caminho sinodal, pensando na realidade dos jovens em todo o mundo. Temos necessidade de recuperarmos o entusiasmo da fé e o gosto da busca. Precisamos encontrar novamente no Senhor a força para nos levantarmos das falências, de avançar, de fortalecer a confiança no futuro. Precisamos ousar novos caminhos, mesmo que isso envolva riscos. Devemos arriscar, porque o amor sabe arriscar; sem arriscar, um jovem envelhece, e a Igreja também envelhece. Portanto, precisamos de vocês, pedras vivas de uma Igreja com um rosto jovem, mas não maquiado: não artificialmente rejuvenescido, mas reavivado de dentro. E vocês nos provocam a sair da lógica do “sempre se fez assim” para permanecer de forma criativa nas pegadas da autêntica tradição.

O Papa concluiu suas palavras convidando os jovens, nesta semana, a se exprimirem com franqueza e em toda liberdade. Vocês são protagonistas e é importante que vocês falem abertamente. Garanto que sua contribuição será levada a sério.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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A Igreja ensina que os anjos foram criados bons, porque Deus não pode criar nada intrinsecamente mau

“Com efeito, o diabo e outros demônios foram por Deus criados bons em sua natureza, mas se tornaram maus por sua própria iniciativa” (IV Concílio de Latrão, em 1215; DS 800).

São Pedro fala do pecado desses anjos: “Pois, se Deus não poupou os anjos que pecaram, mas os precipitou nos abismos tenebrosos do inferno onde os reserva para o julgamento (…)”(2 Pe2, 4).

O pecado dos anjos não pode ser perdoado. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) nos ensina que: “É o caráter irrevogável da sua opção, e não uma deficiência da infinita misericórdia divina, que faz com que o pecado dos anjos não possa ser perdoado” (§ 393).

São João Damasceno (650-749), doutor da Igreja, afirma que: “Não existe arrependimento para eles depois da queda, como não existe arrependimento para os homens após a morte” (Patrologia Grega, 94, 877C).

Dois erros devem ser evitados

Os últimos papas têm chamado à atenção dos católicos para a importância de estarem conscientes da existência, natureza e ação dos demônios. É lamentável que algum teólogo ainda afirme que o demônio não existe ou não age. Na verdade, esta atitude é tudo o que o maligno quer. Dois erros devem ser evitados: negar a existência dos demônios ou pensar que todo o mal é obra deles.

O Papa Paulo VI disse na Alocução “Livrai-nos do Mal”:

“Quais são hoje as maiores necessidades da Igreja? Não deixem que a minha resposta os surpreenda como sendo simplista e, ao mesmo tempo, supersticiosa e fora da realidade. Uma das maiores necessidades da Igreja é a defesa contra este mal chamado Satanás. O diabo é uma força atuante, um ser espiritual vivo, perverso e pervertedor; uma realidade misteriosa e amedrontadora” (L’Osservatore Romano, 24/11/1972).

Duro Combate

O Catecismo nos lembra que devido à ação do demônio, a vida espiritual se tornou um duro combate:
“Pelo pecado original o Diabo adquiriu certa dominação sobre o homem, embora este continue livre. O pecado original causa a “servidão debaixo do poder daquele que tinha o império da morte, isto é, do diabo’” (Concílio de Trento, DS1511; Hb 2, 4) (§407). “Esta situação dramática do mundo, que o ‘o mundo inteiro está sob o poder do Maligno’ (cf. 1Jo 5,19; 1 Pe 5, 8), faz da vida do homem um combate”.

“Uma luta árdua contra o poder das trevas perpassa a história universal da humanidade. Iniciada desde a origem do mundo, vai durar até o último dia, segundo as palavras do Senhor. Inserido nesta batalha, o homem deve lutar sempre para aderir ao bem; não consegue alcançar a unidade interior senão com grandes labutas e o auxílio da graça de Deus” (GS 37, §2) (§ 409).

Mas Deus não nos abandonou ao poder da morte e de Satanás; ao contrário, chamou o homem (cf. Gen 3,9) e lhe anunciou de modo misterioso a vitória sobre o mal. “Então o Senhor disse à serpente: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gen 3, 15).

Por que o Filho de Deus se manifestou

Jesus veio para tirar a humanidade das garras do demônio; e este teme o nome do Senhor. “Aquele que peca é do demônio, porque o demônio peca desde o princípio. Eis por que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demônio” (1Jo 3, 8).

“A Ressurreição de Jesus glorifica o nome do Deus Salvador, pois a partir de agora é o nome de Jesus que manifesta totalmente o poder supremo do nome acima de todo nome. Os espíritos maus temem seu nome” (At 16, 16-18; 19,13-16) / (Catecismo §434). O Catecismo ensina que pela Sua Paixão, Cristo livrou-nos de Satanás e do pecado. (§1708). Não há o que temer.

Cristo, hoje, vence o poder dos anjos maus sobre os homens, especialmente por meio dos Sacramentos, a começar do Batismo. O Catecismo nos ensina que: “Visto que o Batismo significa a libertação do pecado e do seu instigador, o Diabo pronuncia um (ou vários) exorcismo(s) sobre o candidato. Este é ungido com o óleo dos catecúmenos ou então o celebrante impõe-lhe a mão, e o candidato renuncia explicitamente a Satanás” (§1237).

Quando o Catecismo ensina sobre o conteúdo da oração do Pai-Nosso com relação ao último pedido que fazemos a Deus: “(…) mas, livrai-nos do Mal”, afirma: “Neste pedido da oração do Pai-Nosso, o mal não é uma abstração (uma ideia, uma força, uma atitude), mas designa uma pessoa: Satanás, o maligno, o anjo que se opõe a Deus. O diabo é aquele que “se atravessa no meio” do plano de Deus e de sua “obra de salvação” realizada em Cristo” (§2851).

O que a Bíblia fala do “pai da mentira”?

“Homicida desde o princípio, mentiroso e pai da mentira” (Jo 8, 44), “Satanás, sedutor de toda a terra habitada” (Ap 12, 9), pois, foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo e é pela derrota dele definitiva que, a criação inteira será “liberta da corrupção do pecado e da morte” (Oração Eucarística, IV). “Nós sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca; o gerado por Deus se preserva e o Maligno não o pode atingir. Nós sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno” (1 Jo 5,18-19) e (CIC §2852).

“Ao pedir que nos livre do maligno, pedimos igualmente que nos liberte de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador” (CIC §2854).

O livro da Sabedoria mostra toda a maldade do diabo: “Ora, Deus criou o homem para a imortalidade, e o fez imagem da sua própria natureza. É por inveja do demônio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao demônio prová-la-ão” (Sb 2, 23-24).

Jesus se referiu ao maligno como homicida e mentiroso: “Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8,44).

Importante ensinamento do Catecismo sobre o poder do demônio

Contudo, o poder de Satanás não é infinito. Ele não passa de uma criatura, poderosa pelo fato de ser puro espírito, mas sempre criatura: não é capaz de impedir a edificação do Reino de Deus. Embora Satanás atue no mundo por ódio contra Deus e o seu Reino em Jesus Cristo, e embora a sua ação cause graves danos de natureza espiritual e, indiretamente, até de natureza física para cada homem e para a sociedade, esta ação é permitida pela Divina Providência, que com vigor e doçura dirige a história do homem e do mundo. A permissão divina da atividade diabólica é um grande mistério, mas nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam (Rom 8, 28) e (CIC § 395).

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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O fato de ser de Deus não castra nossa juventude, nem nos exime de desfrutarmos da beleza contida na obras da criação divina, pelo contrário, nos lança nos relacionamentos saudáveis, em uma vivência legítima.

Atualmente, os jovens de uma forma geral conhecem a Internet; sabem as músicas da parada de sucesso; as gírias do momento; as roupas que estão na moda; os artistas que estão em alta; e alguns poucos, ainda sabem acerca de cultura, política; dentre outros assuntos que permeiam as notícias mais em voga. Isso reflete a era da tecnologia, da modernidade, da rapidez, da competitividade; aspectos tão presentes no nosso cotidiano e que nos ordenam cada vez mais conhecimento atualizado e nos implicam em uma rotina de inúmeras exigências para sermos pessoas “ideais”; mas ideais segundo quem?

Infelizmente muitos jovens não sabem nem porque se submetem a certos imperativos do mercado; sejam no nível de atitudes ou de aquisição de bens de consumo; e o pior, não sabem nem distinguir suas verdadeiras preferências pessoais e se pedirmos para falarem de si ou dizerem quem são, não sabem responder ou dão respostas vazias. Os jovens se encontram tão imbuídos na realidade imposta; quer seja pela mídia, moda, sociedade capitalista; que lhes escapam o limiar entre o que originariamente são, acreditam e gostam; do que lhes é apresentado como bom, agradável, correto, e etc.

Ou seja, conhecem o mundo de fora, mas sabem muito pouco de si, não conhecem o mundo de dentro. É comum entre os jovens a dificuldade de expressão dos seus sentimentos, de dizerem o que se passa dentro deles. O dia ‘corre’ muito rápido, são muitos afazeres: escola, faculdade, família, reuniões, academia, televisão, computador; tudo isso faz com que não se tenha oportunidade para parar e encontrar as verdades existentes dentro de si; e a vida superficial é o caminho trilhado constantemente, o qual traduz uma resposta de uma vivência inautêntica. O reflexo disso são as pesquisas que demonstram a grande eclosão de casos de depressão, anorexia, bulimia, fobia, dentre outras patologias que acometem numerosa parcela da população mundial, inclusive entre os jovens.

As pessoas não “gastam” mais tempo com os outros, porque consideram ‘perca de tempo’. As relações interpessoais são hoje, na sua maioria, vazias e artificiais. Perde-se muito ao não conviver com as pessoas, e assim, poder revelar o grande mistério que é a vida do outro e a sua própria vida, que se expressa e se diz nos relacionamentos onde há caridade e doação de si, algumas dentre as características de uma amizade verdadeira. Considerando, que me conheço mais e contemplo a Deus no outro.

O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar. (Catecismo da Igreja Católica, 27).

Encontrar o mundo de dentro é encontrar o tesouro inesgotável da presença de Deus, daquele que pode saciar nossa sede de amor, e nos restituir a verdade de quem nós somos. O que nos torna pessoas autênticas e livres para testemunhar, em um mundo marcado pelo pecado, com a ousadia própria dos ungidos pelo Espírito Santo.

O fato de ser de Deus não castra nossa juventude, nem nos exime de desfrutarmos da beleza contida na obras da criação divina, pelo contrário, nos lança nos relacionamentos saudáveis, em uma vivência legítima. Ser um jovem de Deus é poder viver com intensidade, sendo livre verdadeiramente, podendo optar pelo bem e não se deixar escravizar pelo pecado, pelas paixões desordenadas e nem pelo simples prazer momentâneo, tão característico do pecado. Um jovem cristão vive livremente olhando para a eternidade, para o que não passa, espelhando-se no mistério do Relacionamento Trinitário.

Só Deus não muda, e é esse amor que nos motiva a dizermos não as ocasiões de pecado; é esse amor que nos faz levantar sempre; que nos leva a testemunhar concretamente a benevolência divina; que não nos faz desistir quando nos deparamos com nossas próprias fraquezas, que tantas vezes paralisam a nossa evangelização, a evangelização maior que manifesta-se através da nossa fidelidade a Deus.

Quando tivermos a coragem de encontrar Aquele que habita em nós e a humildade de sempre buscá-lO na oração, muitos O encontrarão na nossa maneira de ser. Já diz o salmo bíblico: Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor. (Sl 5, 3).

Se o homem pode esquecer ou rejeitar a Deus, este de sua parte, não cessa de chamar todo homem a procurá-lo, para que viva e encontre a felicidade. Mas esta busca exige do homem todo o esforço de sua inteligência, a retidão de sua vontade, um coração reto e também o testemunho dos outros, que o ensinam a procurar a Deus.

Daniele Costa e Lisieux Rocha

Fonte: https://www.comshalom.org/

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