Homilia do dia

O arcebispo coadjutor de Montes Claros, dom João Justino de Medeiros Silva, presidiu, neste sábado (12), a Missa de abertura da Semana Nacional da Família, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida.

Durante a homilia, dom João Justino falou sobre a importância da família e a missão dos pais em ensinar os filhos a escuta e a vivência da Palavra, bem como cultivar o amor que precisa ser atuante na vida familiar.

“A família é um lugar privilegiado para a experiência do amor de Deus. Não foi exatamente isso que Deus quis viver quando encarnou-se, e também viveu, no seio de uma família? Deus quis poder sentir Ele mesmo, o que é ser amado por um pai e por uma mãe. E vivendo em família, mostrou-nos a importância de valorizar esse espaço humano, que ao mesmo tempo é cheio das graças de Deus, e por isso é um  espaço divino”, refletiu dom João Justino.

João Justino convidou a assembleia a juntar esforços para viver não somente aquilo que as comunidades e paróquias organizaram para a Semana da Família, mas que também olhe para a realidade da própria família e descubra o que precisa ser mais intensificado na experiência do amor de Deus.

“Devemos olhar para as nossas famílias e fazermos uma revisão da história e perceber se há algum esquecimento que está ferindo a aliança feita e buscar a conversão. Que nesta semana, as nossas famílias consigam experimentar, se já não vivem, momentos de oração em família, e assim experimentarmos, melhor, as graças de Deus”, exortou.

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Caminhada da Família

Após a celebração diocesana, as famílias participaram da quinta edição da Caminhada da Família que percorreu algumas ruas da região central da cidade até a Matriz Nossa Senhora da Conceição e São José, onde foi dada a benção do Santíssimo.P8120199 P8120205 P8120210

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A alegria do Evangelho nos livra da tristeza e do vazio interior: palavras do Papa no Angelus do último domingo de julho (30).

Aos milhares de fiéis na Praça S. Pedro não obstante o calor, o papa comentou o Evangelho do dia, sobre o discurso das parábolas de Jesus.

De modo especial, Francisco falou de duas delas: o tesouro escondido e a pérola preciosa. Ambas destacam a decisão dos protagonistas de vender qualquer coisa para obter o que descobriram. O camponês decide arriscar todos os seus pertences, assim como  o comprador decide apostar tudo naquela pérola, a ponto de vender todas as outras.

Busca e sacrifício

Essas semelhanças, explicou o Papa, evidenciam duas características sobre a posse do Reino de Deus: a busca e o sacrifício. O Reino de Deus é oferecido a todos, mas não é colocado à disposição num prato de prata, requer um dinamismo: se trata de buscar, caminhar, se mexer.

“A atitude da busca é a condição essencial para encontrar; é preciso que o coração arda do desejo de alcançar o bem precioso, ou seja, o Reino de Deus que se faz presente na pessoa de Jesus. É Ele o tesouro escondido, é Ele a pérola de grande valor. Ele é a descoberta fundamental que pode dar uma reviravolta decisiva à nossa vida, preenchendo-a de significado.”

Sacrifício e renúncias

Já a avaliação do valor inestimável do tesouro leva a uma decisão que implica sacrifício e renúncias. Quando o tesouro e a pérola foram descobertos, isto é, quando encontramos o Senhor, é preciso não deixar esta descoberta estéril, advertiu Francisco, mas sacrificar tudo a ela, colocando Ele em primeiro lugar. “A graça em primeiro lugar.”

Com Jesus Cristo, sempre nasce e renasce a alegria

“O discípulo de Cristo não é alguém que se privou de algo essencial; é alguém que encontrou muito mais: encontrou a alegria plena que somente o Senhor pode doar. Aqueles que se deixam salvar por Ele foram livrados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, sempre nasce e renasce a alegria.”

O Pontífice convidou os fiéis a contemplarem a alegria do camponês e do comprador das parábolas. “Rezemos, por intercessão da Virgem Maria, para que cada um de nós saiba testemunhar, com as palavras e os gestos cotidianos, a alegria de ter encontrado o tesouro do Reino de Deus, isto é, o amor que o Pai nos doou mediante Jesus.” (Fonte: Rádio Vaticano)

O papa Francisco, durante a oração do Ângelus neste domingo na Praça de São Pedro, no Vaticano, exortou os cristãos a não desanimar no exercício do discernimento entre o bem e o mal e recordou que, em nossa vida, ambas as realidades convivem e que só Deus poderá separá-las no Juízo Final.

Para explicar, o Santo Padre se referiu à parábola do trigo e do joio da leitura evangélica do dia. “A narrativa se desenvolve em um campo com dois opostos protagonistas. De um lado, o dono do campo que representa Deus e semeia a boa semente; por outro, o inimigo que representa Satanás e semeia a erva ruim”.

“Com o passar do tempo, em meio ao trigo cresce também o joio e, diante disso, o patrão e seus servos têm diferentes opiniões. Os servos querem intervir arrancando o joio. Entretanto, o patrão, preocupado, sobretudo em salvar o trigo, se opõe dizendo: ‘Não. Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo’”.

Desse modo, o Pontífice assinalou que “Jesus nos diz que neste mundo o bem e o mal estão de tal forma entrelaçados, que é impossível separá-los e extirpar todo o mal. Somente Deus pode fazer isto e o fará no juízo final”.

Por isso, incentivou os cristãos a desempenharem um adequado exercício da liberdade, “onde se pratica a difícil tarefa do discernimento”.

“Trata-se – explicou – de conjugar, com grande confiança em Deus e na providência, dois comportamentos aparentemente contraditórios: a decisão e a paciência. A decisão é aquela de querer ser trigo bom, com todas as próprias forças, e portanto, tomar distância do maligno e de suas seduções”.

Por sua parte, “a paciência, significa preferir uma Igreja que é fermento na massa, que não teme sujar suas mãos lavando as roupas de seus filhos, antes que uma Igreja de ‘puros’, que pretende julgar antes do tempo, quem está e quem não está no Reino de Deus”.

Nesse exercício de discernimento, “o Senhor, que é a Sabedoria encarnada, hoje nos ajuda a compreender que o bem e o mal não se podem identificar com territórios definidos ou determinados grupos humanos”.

“Ele nos diz que a linha de separação entre o bem e o mal passa no coração de cada pessoa. Somos todos pecadores. Jesus Cristo, com sua morte na cruz e sua ressurreição, nos libertou da escravidão do pecado e nos dá a graça de caminhar em uma vida nova, mas com o Batismo nos deu também a Confissão, porque sempre temos a necessidade de sermos perdoados de nossos pecados. Olhar sempre e somente o mal que está fora de nós, significa não querer reconhecer o pecado que existe também em nós”.

Por último, Francisco destacou a paciência de Deus com os homens. “Quanta paciência Deus tem! Também cada um pode dizer isso: Quanta paciência Deus tem comigo!”. (Fonte: ACIDigital)

“Tomar consciência de sermos frágeis, vulneráveis e pecadores: somente a potência de Deus salva e cura. Foi a exortação do Papa Francisco na homilia da missa celebrada nesta sexta-feira (16) na Casa Santa Marta.

Nenhum de nós ‘pode se salvar sozinho’: precisamos do poder de Deus para sermos salvos. O papa Francisco refletiu sobre a Segunda carta aos Coríntios, em que o apóstolo fala do mistério de Cristo dizendo “temos um tesouro em vasos de barro” e exorta todos a tomar consciência de serem ‘barro, frágeis e pecadores’: sem o poder de Deus – recordou, não podemos prosseguir. “Temos este tesouro de Cristo – explicou o Francisco – em nossa fragilidade… nós somos barro”, porque é o poder, a força de Deus que nos salva, que nos cura, que nos ergue. É esta, no fundo, a realidade de nossa fraqueza”.

A dificuldade de admitir nossa fragilidade

“Todos nós somos vulneráveis, frágeis, fracos, e precisamos ser curados. Ele nos diz: somos afligidos, abalados, perseguidos, atingidos: é a manifestação da nossa fraqueza, é a nossa vulnerabilidade. E uma das coisas mais difíceis na vida é admitir a própria fragilidade. Às vezes, tentamos encobri-la para que não se veja; ou mascará-la, ou dissimular… O próprio Paulo, no início deste capítulo, diz: ‘Quando caí em dissimulações vergonhosas’. Dissimular é vergonhoso sempre. É hipocrisia”.

Além da ‘hipocrisia com os outros’ – prosseguiu Francisco – existe também a ‘comparação com nós mesmos’, ou seja, quando acreditamos ‘ser outra coisa’, pensando ‘não precisar de curas ou apoio’. Quando dizemos: “não sou feito de barro, tenho um tesouro meu”.

“Este é o caminho, é a estrada rumo à vaidade, à soberba, à autorreferencialidade daqueles que não se sentindo de barro, buscam a salvação, a plenitude de si mesmos. Mas o poder de Deus é o que nos salva, porque Paulo reconhece a nossa vulnerabilidade:

Paulo e a vergonha da dissimulação

‘Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia. Existe algo em Deus que nos dá esperança. Somos postos entre os maiores apuros, mas sem perder a esperança; perseguidos, mas não desamparados; derrubados, mas não aniquilados’. É o poder de Deus que nos salva. Sempre existe esta relação entre o barro e o poder, o barro e o tesouro. Nós temos um tesouro em vasos de barro, mas a tentação é sempre a mesma: cobrir, dissimular, não admitir que somos barro… a hipocrisia em relação a nós mesmos”.

O apóstolo Paulo – destacou o papa – com este modo de pensar, de raciocinar, de pregar a Palavra de Deus, nos conduz a um diálogo entre o tesouro e a argila. Um diálogo que continuamente devemos fazer para sermos honestos”. Francisco citou o exemplo da confissão, ‘quando dizemos os pecados como se fossem uma lista de preços no supermercado’, pensando em “clarear um pouco o barro” para sermos mais fortes. Ao invés, temos que aceitar a fraqueza e a vulnerabilidade, mesmo que seja difícil fazê-lo: é aqui que entra em jogo a ‘vergonha’.

“É a vergonha, aquilo que aumenta o coração para deixar entrar o poder de Deus, a força de Deus. A vergonha de ser barro e não um vaso de prata ou de ouro. De ser de argila. E se chegarmos a este ponto, seremos felizes. O diálogo entre o poder de Deus e o barro. Por exemplo, no lava-pés, quando Jesus se aproxima de Pedro e este lhe diz: ‘Não, a mim não Senhor, por favor’. O que? Pedro não tinha entendido que era de barro, que precisava do poder do Senhor para ser salvo”.

Reconhecer nossas fragilidades e obter a salvação

É na generosidade que reconhecemos ser vulneráveis, frágeis, fracos, pecadores. Somente quando aceitamos ser de barro – concluiu Francisco – “o extraordinário poder de Deus virá a nós e nos dará a plenitude, a salvação, a felicidade, a alegria de sermos salvos, recebendo assim a alegria de sermos ‘tesouro’ do Senhor.  (Fonte: Rádio Vaticano)

Encerrou no início da noite desta quinta-feira (15), na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, a Solenidade de Corpus Christi, com a benção do Santíssimo Sacramento. A missa foi presidida pelo arcebispo metropolitano de Montes Claros, dom José Alberto Moura e concelebrada pelos padres da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, e das paróquias Santa Rita de Cássia, Nossa Senhora do Socorro e Todos os Santos, Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora da Conceição e São José. Aconteceu ainda a procissão com o Santíssimo.

O ponto de partida da homilia de dom José foi o Evangelho de São João ‘Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele’ (Jo 6, 56). “Jesus mostra quem ele é, para que veio e sendo o nosso alimento, porque sem ele nós, na nossa fraqueza, não somos capazes de suportar a caminhada, aqui, na direção vivificada pelo próprio Pai de Jesus e, também, nosso. Ele vai à frente e nos indica como realizar isto com a força do alimento da carne e do sangue d’Ele”, exorta o arcebispo.

Na reflexão, dom José falou ainda sobre a caminhada e a contribuição dos católicos para promover uma intensa mudança na realidade que o Brasil vive atualmente, mas para isso é preciso estar alimentado com o corpo de Cristo.  “Precisamos caminhar com Jesus na Eucaristia, dentro de nós, para que olhemos para essa realidade que precisa ser mudada no nosso país. Por isso, ao votarmos precisamos fazer boas escolhas para que não nos culpemos posteriormente. E Jesus nos mostra isso nesta solenidade para que tenhamos alegria e esperança na nossa sociedade, na nossa família e na nossa vida, porque mesmo seja crucificado em nós, Ele ressuscita e dá a vida”, ponderou.

O arcebispo comentou ainda sobre alguns tapetes de tecido que foram confeccionados para a procissão e falou da ação prática que será realizada pela Igreja. “Temos tapetes que nós não vamos pisar em cima deles, para não estragar porque nós queremos indicar com isto, um gesto na prática do amor, e posteriormente daremos estes cobertores aos pobres para se aquecerem neste período de frio”, concluiu.

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No momentos mais difíceis, de tristeza e de dor, também diante dos insultos, é preciso escolher o caminho da oração, da paciência e da esperança em Deus, sem cair na enganação da vaidade. Foi o que disse o papa Francisco na missa matutina desta sexta-feira (9) na Casa Santa Marta.

Em sua homilia, Francisco comentou a primeira leitura, extraída do Livro de Tobias. O papa comentou a história “normal” de um sogro e de uma nora: Tobit – o pai de Tobias, que se tornou cego – e Sara, sua nora, acusada no passado de ter sido responsável pela morte de alguns homens. Um trecho, explicou o Pontífice, em que se compreende de que modo o Senhor leva avante “a história” e “a vida das pessoas, inclusive a nossa”. Tobit e Sara, prosseguiu, viveram de fato “momentos difíceis” e “momentos belos”. Tobit era “perseguido”, “insultado” por sua mulher, que porém – acrescentou o Papa – não era uma mulher má, “trabalhava para levar a casa para frente porque ele era cego”. E também Sara era insultada, sofrendo “muito”. Naqueles momentos, os dois pensaram que era “melhor morrer”.

“Todos nós passamos por momentos difíceis, duros, não tão difíceis como este, mas nós sabemos o que se sente num momento difícil, de dor, no momento das dificuldades, nós sabemos. Mas ela, Sara, pensa: ‘Mas se eu me enforcar provocarei sofrimento para os meus pais?’ e para e reza. E Tobit diz: ‘Mas esta é a minha vida, vamos para frente’, e reza. E esta é a atitude que nos salva nos momentos difíceis: a oração. A paciência: porque os dois são pacientes com a própria dor. E a esperança que Deus nos ouça e faça passar esses momentos difíceis. Nos momentos de tristeza, pouca ou muita, nos momentos sombrios:: oração, paciência e esperança. Não esqueçam isto”.

Depois, há também momentos bonitos na sua história. Mas o Francisco sublinha que não se trata de um “final feliz” de um romance:

“Após a prova, o Senhor está próximo a eles e os salva. Mas há momentos bonitos, autênticos, como este, não aqueles momentos com beleza maquiada, que é tudo artificial, um fogo-de-artifício, mas não é a beleza da alma. E o que fazem os dois nos momentos bons? Dão graças a Deus, alargam o seu coração na oração de agradecimento”.

O Pontífice exorta então a nos perguntarmos se nas diferentes situações de nossas vidas somos capazes de discernir o que acontece em nossa alma, entendendo que os maus momentos são “a cruz” e é necessário “rezar”, ser paciente e ter pelo menos um pouquinho de esperança”: é preciso evitar cair “na vaidade”, porque “o Senhor está sempre ao nosso”, quando nos dirigimos a Ele “em oração”, agradecendo, além do mais, pela alegria que ele nos deu. Sara com discernimento, entendeu que não devia se enforcar; Tobias entendeu que devia “esperar, na oração, na esperança, a salvação do Senhor”. O convite de Francisco é, portanto, reler estas passagens da Bíblia:

“Quanto, neste fim de semana, lermos este livro, vamos pedir a graça de saber discernir o que acontece nos maus momentos de nossas vidas e como ir avante, e o que acontece nos momentos bons e não se deixar enganar pela vaidade”. (BF-SP/ Rádio Vaticano)

O papa Francisco celebrou nesta manhã de sexta-feira (2) a Santa Missa na Capela da Casa Santa Marta. Em sua homilia, o Papa comentou o Evangelho do dia (Jo 21,15-19), em que Jesus ressuscitado conversa com Pedro à margem do lago, onde o apóstolo tinha sido chamado. É um diálogo tranquilo, sereno, entre amigos, enfatiza Francisco, na atmosfera da Ressurreição do Senhor. Jesus confia o seu rebanho a Pedro, fazendo-lhe três perguntas, perguntando se ele o ama:

“Jesus escolhe o mais pecador dos apóstolos, os outros fugiram, este renegou Ele: ‘Não o conheço’. E Jesus lhe pergunta: ‘Mas você me ama mais do que estes?’. Jesus escolhe o mais pecador”.

E foi escolhido, portanto, “o mais pecador” para “apascentar o povo de Deus. Isto nos faz pensar”, observa Francisco. Jesus pede a Pedro para apascentar o seu rebanho com amor:

“Não apascentar com a cabeça para cima, como o grande dominador, não: apascentar com humildade, com amor, como Jesus fez. Esta é a missão que Jesus dá a Pedro. Sim, com os pecados, com os erros. Tanto é assim que, logo após esse diálogo, Pedro faz um deslize, um erro, é tentado pela curiosidade e disse ao Senhor: “Mas este outro apóstolo para onde vai, o que fará?”. Mas com amor, no meio de seus erros, e seus pecados … com amor: ‘Porque essas ovelhas não são as suas ovelhas, são as minhas ovelhas’, diz o Senhor. “Ame-as. Se você é meu amigo, você tem que ser amigos delas’”.

O papa recorda quando Pedro nega Jesus diante da serva do sumo sacerdote: está seguro em negar o Senhor como estava seguro quando tinha confessado: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Recorda o olhar de Jesus que cruza com o de Pedro, que acabara de lhe renegar. E o apóstolo, “corajoso ao renegar, é capaz de chorar amargamente”:

“E então, depois de toda uma vida servindo ao Senhor acabou como o Senhor: na cruz. Mas não se vangloria: ‘Termino como meu Senhor!’. Não, pede ele: ‘Por favor, me coloquem na cruz com a cabeça para baixo, para que pelo menos vejam que não sou o Senhor, sou o servo’. Isto é o que nós podemos tirar deste diálogo, deste diálogo tão bonito, tão sereno, tão amigável, tão pudico. Que o Senhor nos dê sempre a graça de caminhar pela vida com a cabeça para baixo: com a cabeça alta para a dignidade que Deus nos dá, mas com a cabeça para baixo, sabendo que somos pecadores e que o único Senhor é Jesus, nós somos servos”. (Fonte: Rádio Vaticano)

O papa Francisco presidiu a missa matutina na capela da Casa Santa Marta, nesta quinta-feira (1º).

“A vida do apóstolo Paulo é uma vida sempre em movimento. Difícil imaginar Paulo tomando sol na praia, se repousando. É um homem que sempre estava em movimento”, disse o Pontífice.

O papa se deteve na leitura do dia dos Atos dos Apóstolos para acentuar “três dimensões desta vida de Paulo em movimento, sempre a caminho”.

São Paulo, uma vida sempre em movimento para anunciar Cristo

A primeira “é a pregação, o anúncio”. “Paulo vai de um lugar para outro anunciar Cristo e quando não prega num lugar, trabalha:

“Mas o que ele mais faz é a pregação: quando é chamado a pregar e a anunciar Jesus Cristo, é uma paixão sua! Não fica sentado diante de uma escrivaninha, não. Ele sempre, sempre está em movimento. Sempre levando adiante o anúncio de Jesus Cristo. Tinha dentro de si um fogo, um zelo, um zelo apostólico que o impelia. Não voltava para trás. Sempre para frente. Esta é uma das dimensões que lhe traz problemas, realmente.”

Com o apoio do Espírito Santo é possível enfrentar as perseguições

A segunda dimensão desta vida de Paulo são “as dificuldades, mais claramente as perseguições”. Na Primeira Leitura de hoje lemos que todos estão unidos em acusá-lo. Paulo deve ser julgado, pois é considerado um perturbador:

“E o Espírito deu a Paulo um pouco de esperteza e ele sabia que não era um, que dentre eles existiam muitas lutas internas. Sabia que os saduceus não acreditavam na Ressurreição e que os fariseus acreditavam. Então, para sair daquele momento, disse em alta voz: ‘Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. Estou sendo julgado por causa da nossa esperança na ressurreição dos mortos.’ Quando disse isso armou-se um conflito entre fariseus e saduceus, pois os saduceus não acreditavam. E eles que pareciam unidos, se dividiram.”

“Eles eram os custódios da lei, os custódios da doutrina do Povo de Deus, os custódios da fé. Porém, acreditavam em coisas diferentes. Essas pessoas tinham perdido a Lei, tinham perdido a doutrina, tinham perdido a fé, pois a transformaram em ideologia”, e fizeram “o mesmo com a doutrina”.

A força de São Paulo é a oração, o encontro com o Senhor

São Paulo, portanto, recordou o papa, “teve que lutar muito” sobre este assunto. A primeira dimensão da vida de Paulo, continuou Francisco, “é o anúncio, o zelo apostólico: levar Jesus Cristo”. “O segundo é: sofrer as perseguições, as lutas”, Enfim, a terceira dimensão: a oração. “Paulo – disse o Pontífice – tinha essa intimidade com o Senhor”:

“Ele vinha ao seu lado várias vezes. Uma vez ele diz que é levado quase até ao sétimo céu, na oração, e não sabia como dizer as coisas bonitas que tinha ouvido lá. Mas este lutador, este anunciador sem limite de horizonte, sempre mais, tinha aquela dimensão mística do encontro com Jesus. A força de Paulo era este encontro com o Senhor, que ele fazia na oração, como foi o primeiro encontro no caminho para Damasco, quando ele ia para perseguir os cristãos. Paulo é o homem que encontrou o Senhor, e não se esquece disso, e se deixa encontrar pelo Senhor e busca o Senhor para encontrá-lo. Homem de oração”.

Estas, afirmou o papa, “são as três atitudes de Paulo que nos ensina esta passagem: o zelo apostólico para anunciar Jesus Cristo, a resistência – resistir às perseguições – e a oração: encontrar-se com o Senhor e deixar-se encontrar pelo Senhor”. E assim, disse, Paulo ia para frente “entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus”. “Que o Senhor nos dê a graça – concluiu o Papa – a todos nós batizados, a graça de aprender essas três atitudes na nossa vida cristã: anunciar Jesus Cristo, resistir” às perseguições “e às seduções que nos levam a nos distanciarmos de Jesus Cristo, e a graça do encontro com Jesus Cristo na oração”. (Fonte: Radio Vaticano)

É preciso deixar-se interpelar pelo Espírito Santo, apender a ouvi-lo antes de tomar decisões. Esta foi a exortação que o Papa Francisco dirigiu aos fiéis na homilia da Missa desta segunda-feira (29) na capela da Casa Santa Marta.

Nesta semana que antecede Pentecostes, afirmou  o Papa, a Igreja pede que rezemos para que o Espírito venha no coração, na paróquia, na comunidade. Francisco inspirou-se na Primeira Leitura, que poderíamos chamar de “Pentecostes de Éfeso”. De fato, a comunidade de Éfeso tinha recebido a fé, mas não sabia nem mesmo que existisse o Espírito  Santo. Eram “pessoas boas, de fé”, mas não conheciam este dom do Pai. Depois, Paulo impôs as mãos sobre eles, desceu o Espírito Santo e começaram a falar em línguas.

O Espírito Santo move o coração
O Espírito Santo, de fato, move o coração, como se lê nos Evangelhos, onde tantas pessoas – Nicodemos, a samaritana, a pecadora  – são impulsionados a se aproximar de Jesus justamente pelo Espírito Santo. O Pontífice então convidou a nos questionar qual o lugar que o Espírito Santo tem em nossa vida:

“Eu sou capaz de ouvi-lo? Eu sou capaz de pedir inspiração antes de tomar uma decisão ou dizer uma palavra ou fazer algo? Ou o meu coração está tranquilo, sem emoções, um coração fixo? Certos corações, se nós fizéssemos um eletrocardiograma espiritual, o resultado seria linear, sem emoções. Também nos Evangelhos há essas pessoas, pensemos nos doutores da lei: acreditavam em Deus, todos sabiam os mandamentos, mas o coração estava fechado, parado, não se deixavam inquietar”.

Não à fé ideológica
A exortação central do papa, portanto, é deixar-se inquietar, isto è, interpelar pelo Espírito Santo que faz discernir e não ter uma fé ideológica:

“Deixar-se inquietar pelo Espírito Santo: “Eh, ouvi isso… Mas, padre, isso é sentimentalismo?” – “Pode ser, mas não. Se você for pela estrada justa não é sentimentalismo”. “Senti a vontade de fazer isso, de visitar aquele doente ou mudar de vida ou abandonar isso …”. Sentir e discernir: discernir o que sente o meu coração, porque o Espírito Santo é o mestre do discernimento. Uma pessoa que não tem esses movimentos no coração, que não discerne o que acontece, é uma pessoa que tem uma fé fria, uma fé ideológica. A sua fé é uma ideologia, é isso”.

Interrogar-se sobre a relação com o Espírito Santo
Este era o “drama” daqueles doutores da lei que  eram contrários a Jesus. O Papa exortou a se interrogar sobre a própria relação com o Espírito Santo:

“Peço que me guie pelo caminho que devo escolher na minha vida e também todos os dias? Peço que me dê a graça de distinguir o bom do menos bom? Porque o bem do mal se distingue logo. Mas há aquele mal escondido, que é o menos bom, mas esconde o mal. Peço essa graça? Esta pergunta eu gostaria de semeá-la hoje no coração de vocês.”

Portanto, é preciso se interrogar se temos um coração irrequieto porque movido pelo Espírito Santo ou se fazemos somente “cálculos com a mente” . No Apocalipse, o apóstolo João inicia convidando as “sete Igrejas” – as sete dioceses daquele tempo, disse o Papa Francesco – a ouvir o que o Espírito Santo lhes diz. “Peçamos também nós esta graça de ouvir o que o Espírito diz à nossa Igreja, à nossa comunidade, à nossa paróquia, à nossa família e cada um de nós, a graça de aprender esta linguagem de ouvir o Espírito Santo”. (Fonte: Rádio Vaticano)

Na homilia da Missa celebrada na manhã de hoje (16), o Papa Francisco explicou o significado da paz de Deus, assegurou que para chegar a esta paz é necessário passar por tribulações e pela Cruz e denunciou o mundo quer esconder isto.

“A paz que nos dá o mundo é uma paz sem tribulações; oferece-nos uma paz artificial”, assegurou. É uma paz “que somente olha para seus próprios interesses, suas próprias certezas, que não falte nada”, que faz com que as pessoas estejam “fechadas” e não vejam “além”.

“O mundo nos ensina o caminho da paz com a anestesia: nos anestesia para não ver outra realidade da vida: a Cruz. Por isso Paulo diz que se deve entrar no Reino dos céus através do caminho com tantas tribulações”.

“Mas, pode-se ter paz na tribulação?”, perguntou. “De nossa parte, não: nós não somos capazes de fazer uma paz de tranquilidade, uma paz psicológica, uma paz feita por nós porque há tribulações: há quem tenha uma dor, uma doença, uma morte… existem. A paz que Jesus dá é um presente: é um dom do Espírito Santo”.

O Santo Padre acrescentou: “E esta paz está no meio das tribulações e segue em frente. Não é uma espécie de estoicismo, o que faz o faquir: não. É outra coisa”.

Francisco disse que Jesus, depois ter dado a paz aos seus discípulos, “oferece tudo à vontade do Pai e sofre, mas não falta o consolo de Deus”. E no Horto das Oliveiras “lhe apareceu um anjo do céu para consolá-lo”.

“A paz de Deus é uma paz real, que está na realidade da vida, que não nega a vida: a vida é assim. Há sofrimento, há os doentes, há tantas coisas ruins, há guerras… mas a paz de dentro, que é um dom, não se perde, mas se vai em frente carregando a Cruz e o sofrimento”.

“Uma paz sem Cruz não é a paz de Jesus: é uma paz que se pode comprar. Podemos fabricá-la nós mesmos. Mas não é duradoura: termina”, comentou.

O Pontífice afirmou que quando alguém fica com raiva diz que se “perde a paz”. Quando meu coração “fica turbado é porque não está aberto à paz de Jesus” e não é capaz de “levar a vida como ela vem, com as cruzes e as dores que vêm”.

Ao finalizar, Francisco convidou os fiéis a pedir a graça de “entrar no Reino de Deus através de muitas tribulações. A graça da paz, de não perder a paz interior”. (Fonte: ACIDigital)

Neste domingo (14), o arcebispo coadjutor dom João Justino celebrou na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida sua primeira Missa após a acolhida na Arquidiocese de Montes Claros. A Missa foi copresidida pelo arcebispo de Montes Claros dom José Alberto Moura e pelos padres Valdomiro Soares Machado (frei Valdo) e Wagner Dias e pelo diácono Emílio, irmão de dom Justino.

Na homilia dom João falou sobre a necessidade de se viver o batismo e que não há outra verdade maior que no Senhor. “Jesus suscitou no coração dos discípulos e, agora, nos nossos a vivencia da fé, de modo a não perturbar o coração, porque quando se tem fé não e que não sentimos receio ou medo, mas estes serão menores e estaremos mais confiantes em Deus”, exortou dom Justino.
Dom Justino falou ainda sobre o dia das Mães e da sua missão de proclamar a palavra de Deus a partir da gestação e do ato de amamentar. “Que as mães sejam a proclamadoras da palavra. Aquilo que foi dado pelos pais nunca e esquecido, pode não ser vivido, mas em algum momento pode floresce no coração do filho”, refletiu.

O Papa Francisco celebrou a missa desta segunda-feira (24), na Casa Santa Marta, primeira missa matutina após a pausa das festividades pascais.

O Conselho dos Nove Cardeais (C9), que se reúne com o Santo Padre, no Vaticano, de hoje até quarta-feira (26), também participou da celebração eucarística na Casa Santa Marta.

O encontro de Nicodemos com Jesus e o testemunho de Pedro e João depois da cura de um homem coxo de nascença foram o centro da homilia do Papa Francisco.

“Jesus explica a Nicodemos, com amor e paciência, que é preciso nascer do alto, nascer do Espírito. Portanto, mudar de mentalidade.” Para entender melhor isso, o Papa refletiu sobre a Primeira Leitura da liturgia do dia, extraída do Livro dos Atos dos Apóstolos. “Pedro e João curaram um homem coxo de nascença, e os doutores da lei não sabiam como fazer, como esconder este fato que é público.”

No interrogatório, Pedro e João “respondem com simplicidade” e quando são intimados a não falar mais sobre o assunto, Pedro responde: “Nós não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido. Continuaremos assim.”

“Eis a concretude de um fato, a concretude da fé” em relação aos doutores da lei que “querem negociar para alcançar um acordo”: “Pedro e João têm coragem, franqueza, a franqueza do Espírito que significa falar abertamente, com coragem, a verdade, sem nenhum pacto. Este é o ponto, a fé concreta”:

“Às vezes, esquecemo-nos de que a nossa fé é concreta: o Verbo se fez carne, não se fez ideia: tornou-se carne. Quando rezamos o Credo dizemos coisas concretas: Creio em Deus Pai que fez o céu e a terra, creio em Jesus Cristo que nasceu, que morreu…’. São coisas concretas. O Credo não diz: Creio que devo fazer isso, que devo fazer aquilo ou que as coisas são para isso…’ Não! São coisas concretas. A concretude da fé que leva à franqueza, ao testemunho até o martírio, não faz pactos ou idealização da fé.”

“Para os doutores da lei, o Verbo não se fez carne, mas lei. É preciso fazer isso só até aqui. Deve ser feito isso e não aquilo”:

“E assim, se engaiolaram nesta mentalidade racionalista que não terminou com eles, hein? Na História da Igreja muitas vezes, a própria Igreja que condenou o racionalismo, o Iluminismo, muitas vezes caiu nesta teologia do ‘pode e não pode’, do ‘até aqui e até lá’, e se esqueceu da força, da liberdade do Espírito, do renascer do Espírito que nos dá a liberdade, a franqueza da pregação e de anunciar que Jesus Cristo é o Senhor.” 

“Peçamos ao Senhor esta experiência do Espírito que vai e vem e nos leva adiante, do Espírito que nos dá a unção da fé, a unção da concretude da fé”:

”O vento sopra onde quer e ouve-se a sua voz, mas não se sabe de onde vem e nem para onde vai. Assim é todo aquele que nasce do Espírito: ouve a voz, segue o vento, segue a voz do Espírito sem saber aonde terminará, pois optou pela fé concreta e pelo renascimento no Espírito. Que o Senhor dê a todos nós este Espírito pascal a fim de caminhar nas estradas do Espírito sem acordos, sem rigidez, mas com a liberdade de anunciar Jesus Cristo assim como Ele veio: em carne.” (Fonte: MJ/ Rádio Vaticano)

Ressuscitados com Cristo para a vida nova nós nos alegramos e encontramos o sentido para a vida

“Cristo ressuscitou, somos chamados a serem testemunhas de sua ressurreição”, disse o arcebispo de Montes Claros dom José Alberto Moura durante a Celebração da Páscoa do Senhor, neste domingo (16), na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida.

Na homilia, dom José acentuou: “Esse domingo é um dia especial”. Porque nesta data se comemora a superação da morte por Jesus, como, nos lembra o apóstolo Paulo, na Carta aos Colossenses, que a fé está baseada na Ressurreição do Senhor. “O ser humano, desde o início da história se endeusou querendo se tornar a regra do jogo da caminhada nesta vida terrena. E isso acontecendo, ao invés de produzir vida, produz, muitas vezes, morte e mecanismos de morte como mostra, por exemplo, um ranking em que o Brasil aparece em terceiro lugar na produção de armas do mundo e, assim, ganha dinheiro com a miséria de outros países”, apontou o arcebispo.

Não bastassem esses mecanismos de morte, o arcebispo chamou a atenção em relação aos métodos que compromete o ato de gerar a vida, bem como a falta de valores éticos e morais na convivência humana, que impede a graça na vida das pessoas. “Ele [Deus] disse e fez, pois nós nos realizamos somente quando superamos os mecanismos de morte e somos capazes de dar a vida em prol dos outros, como Ele [Jesus] fez em sacrifício da cruz. E, seguindo-O, nós não nos decepcionamos, porque Ele não é um simples fundador de religião humana”, declarou. O arcebispo destacou ainda a divindade de Jesus, ao superar a morte. “Mataram-no na natureza humana, mas não na divina. Ele, como tem a natureza divina, além da humana, ressuscitou a humana. E nós, pela fé, somos chamados a testemunhar isso”, exortou dom José.

O arcebispo dom José Alberto Moura presidiu na tarde desta Sexta-feira Santa, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, a celebração da Paixão do Senhor. A celebração iniciou às 15h, horário em que se recorda a morte de Jesus, na Cruz.

Na reflexão, dom José falou sobre a morte de Jesus Cristo para a salvação de toda a humanidade. Mais de 500 anos antes de Jesus ter nascido o profeta Isaías já anunciava o que iria acontecer com o filho de Deus. “Jesus assumiu no nosso lugar tudo aquilo que é a miséria humana. Ele tomou sobre si os pecados da humanidade toda, no passado, presente e no futuro. O profeta apresenta a doação vitaréa, ou seja, a doação total de quem faz a nossa vez. Porque o ser humano foi criado a imagem e semelhança de Deus sendo chamado para viver a graça, mas o ser humano optou por outro caminho e então arruinou-se e perdeu a graça e sofremos as consequências de toda a história”, refletiu o arcebispo.

Ainda na homilia, dom José menciona o fato de Jesus, ao ser crucificado, assume toda a nossa culpa como se fosse ele o pecador e cumpre os desígnios de Deus. “Dessa forma contemplamos a cruz e já condenado, ele se coloca temente daquele lenho e se torna um instrumento para a nossa salvação. E aos pés da cruz, no momento da crucifixão precisamos olhar para Maria que estava, como o profeta Simeão havia dito, com a alma transpassada por uma espada. De tudo isso, precisamos tirar uma lição para as nossas vidas e compreendermos o quão pecadores somos”, destacou.