CNBB

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Os membros da Comissão Episcopal Especial para os Bens Culturais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se reuniram, na sede da entidade, em Brasília, para tratar da construção dos projetos da comissão criada, em maio, para fomentar o cuidado com o patrimônio material e imaterial da Igreja no Brasil. Este é o segundo encontro da comissão.

O arcebispo coadjutor de Montes Claros e presidente da comissão dom João Justino de Medeiros, diz que a reunião foi para organizar os trabalhos para os próximos 2 anos e estudar a forma que será feita a incorporação e a articulação com os projetos e experiências exitosas no âmbito da preservação e o cuidado com o patrimônio cultural da Igreja no Brasil.

“A ideia é trabalhar a formação, criar uma nova cultura. De valorização do patrimônio de cuidado, da inventariação, da catalogação. Isso significa preparar material, pessoas, estratégias para que esse bens que estão a serviço da evangelização e é são patrimônio do povo de Deus e da Sociedade sejam devidamente utilizados”, comentou dom João Justino.

Ainda segundo o bispo, será estabelecido de modo mais efetivo um diálogo instituição da comissão e os órgãos governamentais que como a comissão tem preocupações e cuidam do patrimônio cultural do país.

Estiveram presentes na reunião, o presidente dom João Justino de Medeiros, arcebispo coadjutor de Montes Claros, que também preside a Comissão Episcopal para Cultura e Educação, o arcebispo de Maceió (AL), dom Antônio Muniz e o bispo de Petrópolis (RJ), dom Gregório Paixão. Além do padre Helton Ferreira Rodrigues, da diocese de Divinópolis (MG), especialista em Bens Culturais da Igreja.

Estão abertas, até quinta-feira (10), as inscrições para participação no Seminário Acordo Brasil-Santa Sé, que o Regional Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizará nos dias 29 e 30 de agosto, no auditório do Museu de Ciências Naturais (prédio 40), Campus Coração Eucarístico. As inscrições devem ser feitas no site (www.cnbbleste2.org.br).

Com o intuito de promover estudos e reflexões sobre as complexas questões tratadas no Acordo Brasil-Santa Sé, o encontro irá reunir autoridades e especialistas da área jurídica, administrativa e eclesial. Entre os temas que serão abordados estão Memórias: CNBB e o Acordo Brasil – Santa Sé, Direito e Religião no Brasil, Imunidade Filantrópica no Acordo Brasil – Santa Sé; Personalidade Jurídica dos Entes Eclesiásticos e das Instituições Eclesiásticas no Brasil; A personalidade jurídica internacional da Santa Sé, entre outros.

O Seminário Acordo Brasil-Santa Sé é destinado a bispos, padres, religiosos, vigários gerais, advogados, canonistas, ecônomos, administradores, chanceleres, seminaristas, membros de associações e movimentos eclesiais, representantes de faculdades e escolas católicas, membros de casas religiosas, funcionários de cúrias e entidades filantrópicas. É uma iniciativa do Regional Leste 2 com o apoio da Arquidiocese de Belo Horizonte, Catedral Cristo Rei, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje), Instituto Santo Tomás de Aquino (Ista), Conferência dos Religiosos do Brasil e PUC Minas.

Acordo Brasil – Santa Sé

O Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé, relativo ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil, marca a história das relações do Brasil com a Igreja Católica. O seu objetivo fundamental é reunir, em um único instrumento jurídico, as situações existentes de iure e de facto, e consolidar os múltiplos aspectos das relações do Brasil com a Santa Sé.

Foi firmado na Cidade do Vaticano, em 13 de novembro de 2008 e aprovado pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo Nº 698, de 7 de outubro de 2009, nos termos do artigo 20. Entrou em vigor no dia 10 de dezembro de 2009, sendo promulgado pelo então presidente da República através do Decreto Nº 7.107, de 11 de fevereiro de 2010.

Programação

29 de agosto

7h30 – Credenciamento

8h15 – Momento Cultural

8h45 – Abertura Oficial: dom Paulo Mendes Peixoto – arcebispo Metropolitano de Uberaba (MG) e presidente da CNBB – Regional Leste 2 | cardeal dom Raymundo Damasceno Assis – presidente da Comissão Episcopal para Implementação do Acordo Brasil – Santa Sé | dom Walmor Oliveira de Azevedo – arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte

9h10 – Memórias: CNBB e o Acordo Brasil – Santa Sé: Dom Geraldo Lyrio Rocha – Ex-Presidente da CNBB

10h30 – Direito e Religião no Brasil: Dr. Ives Gandra Martins – Jurista Constitucionalista, Professor e Escritor

11h30 – A Proteção dos Bens Culturais da Igreja: Ângelo Oswaldo Araújo Santos – secretário de Cultura do Estado de Minas Gerais

14h30 – Imunidade Filantrópica no Acordo Brasil – Santa Sé: Aspectos Jurídicos e Contábeis: Sergio Monello – advogado e contador

16h15 – Imunidade Filantrópica no Acordo Brasil – Santa Sé: Aspectos Jurídicos e Contábeis: Sergio Monello – advogado e contador

30 de agosto

8h15 – Momento de oração

8h30 – Personalidade Jurídica dos Entes Eclesiásticos no Brasil: Hugo Sarubbi Cysneiros – advogado e assessor jurídico-civil da CNBB

10h30 – Personalidade Jurídica das Instituições Eclesiásticas – Estatutos e Questões Cartoriais: Hugo Sarubbi Cysneiros – advogado e assessor jurídico-civil da CNBB

14h – Vínculo empregatício entre religiosos(as) e voluntários(as) segundo o Acordo: Ana Paula Tauceda Branco – desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (ES)

16h – Conquistas e passos na implementação do Acordo: Receita Federal, Plano de Saúde, Convalidação e Reconhecimento da Teologia: Hugo Sarubbi Cysneiros – advogado e assessor jurídico-civil da CNBB

17h – A personalidade jurídica internacional da Santa Sé: dom Giovanni d’Aniello – núncio apostólico no Brasil

(Fonte: CNBB – Regional Leste2)

Com o desejo de ajudar na recepção da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris Laetitia, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) oferece subsídio pastoral à Igreja no Brasil. O objetivo é apresentar uma reflexão serena e objetiva, como o papa Francisco aconselha, que sirva como instrumento para a acolhida da Amoris Laetitia nas comunidades eclesiais, nas pastorais e nos movimentos, como suporte para os agentes de pastoral.

Partindo da compreensão da família como dom, o subsídio que faz parte da “Coleção Sendas”, da Edições CNBB, situa o cuidado pastoral das famílias no horizonte da conversão pastoral, apresentando ideias-chaves da Amoris Laetitia, alguns serviços pastorais e critérios de discernimento de algumas situações, oferecendo pistas para o conhecimento, na perspectiva da misericórdia.

Segundo o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, com o subsídio pastoral, deseja-se levar a todos os fiéis as belas, contundentes e animadoras palavras do papa Francisco. “A leitura, a reflexão e os estudos da Exortação são fundamentais para a vida familiar e comunitária”, diz.

Dom Leonardo afirma, ainda, que é com a leitura do subsídio que os padres e os bispos encontrarão orientações seguras, pistas para o discernimento e o convite a assumirem com responsabilidade o acompanhamento dos irmãos e das irmãs que vivem em dificuldade. “O presente subsídio quer nos despertar para uma verdadeira meditação do texto-legenda do papa Francisco e, ao mesmo tempo, deseja manifestar a preocupação pastoral dos bispos”, enfatiza.

O texto foi discutido durante a 55ª Assembleia Geral da CNBB, ocorrida no mês de abril, em Aparecida (SP) e confiado à apreciação do Conselho Permanente, responsável por sua redação e aprovação final. Disponível no site da Edições CNBB, o subsídio conta com temas como “A família como dom”; “A conversão pastoral em Amoris Laetitia”; “Ideias chaves da Amoris Laetitia”; “Serviços pastorais”; “Pistas para o discernimento” e, por último, “A hora da misericórdia”.

“Que este subsídio ilumine a caminhada eclesial das comunidades para que as famílias do Brasil cheguem à vida plena em Cristo e participem na construção do Reino de Deus vivendo a alegria do amor!”, diz um trecho do texto.

(Fonte: CNBB)

Os dados do Anuário Pontifício 2017 e o Anuarium Statisticum Ecclesiae 2015, do Departamento Central de Estatística da Igreja do Vaticano apontam, no geral, que a queda no número de sacerdotes religiosos é observada não somente na Europa e Oceania, mas também no continente americano, onde em 2015 eram pouco mais de 38 mil, em comparação com os mais de 40 mil em 2010.

Muito se fala ultimamente, de crise e de diminuição das vocações, mas o arcebispo de Palmas, dom Pedro Brito Guimarães em seu artigo “Vocação Existe” afirma que apesar desses problemas as vocações existem, existiram e continuarão existindo: “Como tudo na vida, precisa ser descoberta, despertada, promovida e cultivada. A crise vocacional é proporcional à credibilidade eclesial e a vitalidade da vida cristã. Quanto mais fraca e frágil forem a eficiência e a eficácia eclesiais, menos vocações teremos”.

“Sofremos muito com os queixumes, por conta da diminuta vitalidade da atividade vocacional. Lamentamos sempre a perca e a diminuição das vocações. E é um fato. Os dados estatísticos estão aí para comprovar. Contra fatos não há argumentos. Mas não podemos ficar estacionados, na defensiva, achando que a culpa é de Deus ou da sociedade, sem assumir o nosso protagonismo”, afirma dom Pedro Brito Guimarães.

A Igreja sempre cultivou e promoveu as vocações, exemplo disso é o tradicional mês de agosto, dedicado exclusivamente à reflexão sobre as vocações, é o chamado “mês vocacional”. Este ano a atividade proposta pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com a Pastoral Vocacional Nacional tem como tema “A exemplo de Maria, discípulos missionários” e o lema “Eis-me aqui, faça-se”. A iniciativa busca motivar a oração pelas vocações nas comunidades, paróquias e dioceses, além de conscientizar adolescentes e jovens ao chamado de servir a Igreja.

O arcebispo de Porto Alegre e presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados da CNBB, dom Jaime Spengler explica que a escolha da temática se deu por ‘Nossa Senhora ser exemplo de mulher de oração’. “A oração é também o pedido que Nosso Senhor faz aos discípulos quando vê o tamanho da messe sem o número suficiente de pastores, a messe é grande mas os operários são poucos”, explica.

Para ele, a intenção deste ano é justamente alertar para o número de vocações sacerdotais e religiosas no Brasil. “É pedir ao Senhor da messe que envie operários. A oração é o meio privilegiado para suplicar, pedir ao Senhor que envie esses operários que a Igreja tanto precisa. O nosso povo sedento de Deus, sedento de transcendência, sedento do Evangelho necessita de pastores, de pessoas capazes de anunciar essa palavra como fez Maria, isto seja no Ministério Ordenado, seja através da Vida Consagrada, seja através do anúncio catequético, nas diversas atividades do cotidiano e também no mundo leigo”, destacou.

Ano Mariano

O mês vocacional é também celebrado no contexto do Ano Nacional Mariano, proclamado pela CNBB, por ocasião dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no Rio Paraíba do Sul, em São Paulo. Por isso, a escolha da temática dedicada a Nossa Senhora também se fez presente. “A Igreja no Brasil realmente deseja neste mês de agosto de 2017 promover um grande mutirão e dentro das comemorações dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida realmente suplicar ao céu que não falte operários para a vinha. Esperamos que muitos jovens do sexo feminino, do sexo masculino possam responder como fez Maria: Eis-me aqui, faça-se segundo a tua palavra”, exorta dom Jaime.

Material de apoio

Para ajudar nas reflexões do mês vocacional, a Comissão para os Ministérios Ordenados e a presidência nacional da Pastoral Vocacional/SAV todo ano propõe subsídio, editado pela Edições CNBB. Dessa vez, o material oferece um tríduo de oração pelas vocações.

Segundo o coordenador nacional da Pastoral Vocacional, padre Elias Silva, a proposta é oferecer celebrações vocacionais em torno da Palavra, momentos onde a comunidade possa se alimentar da Palavra rezando pelas vocações. “É uma forma de rezar pelas vocações e com todos os vocacionais seja pela vida religiosa, consagrada e todas as outras formas”.

Dom Jaime explica que com o subsídio, a Pastoral Vocacional do Brasil deseja promover a partir da Sagrada Escritura uma abordagem particular em torno da temática das vocações. “Nós acreditamos que a Leitura Orante da Palavra é capaz de iluminar as buscas de todo ser humano, e, é a partir da Sagrada Escritura que nós podemos melhor compreender o que significa fazer a vontade de Deus, então foi preparado um pequeno subsídio para favorecer essa reflexão e essa oração também nas nossas comunidades, tendo sempre como pano de fundo a Sagrada Escritura, porque é a partir da Palavra que nós encontramos orientações seguras para as iniciativas da comunidade de fé”, destacou. (Fonte: CNBB)

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Com o tema: “Presença Cristã na Universidade: identidade, pluralidade e diálogo”, o setor Universidades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza de 07 a 10 de setembro de 2017, em Manaus (AM), o IV Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (Ebruc). As inscrições podem ser realizadas até o dia 10/08.

O Ebruc tem como objetivo principal reunir representantes da comunidade universitária de todo o Brasil, a fim de promover a reflexão, partilha e articulação da ação evangelizadora no ambiente do ensino superior.

O arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação, dom João Justino faz um convite, no vídeo (acesse o link abaixo), aos universitários que participem do encontro.

O encontro contará com uma conferência principal, mesas e grupos de discussão simultâneos, pôster de experiências positivas, oficinas de desenvolvimento pastoral, vivência do projeto Universitários Missionários na Amazônia e dinâmicas de integração.

Para o IV Ebruc, serão aceitos trabalhos em formatos de Oficinas de Desenvolvimento Pastoral (ODP) e Pôsteres de Experiências Positivas (PEP), nos moldes estabelecidos no presente edital. O edital pode ser encontrado no site Universitários Cristãos.

O investimento corresponde à R$ 150,00. O valor concederá ao participante: receber o material do encontro, participar integralmente das atividades do evento, receber certificado de participação (24h), chancelado pela Universidade Católica de Salvador, ter direito à alimentação e deslocamentos referentes às atividades, dentro do evento. A hospedagem será feita nas famílias.  As inscrições podem ser feitas através do seguinte link: https://goo.gl/xB7kB9. (Fonte: CNBB)

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) encaminhou carta ao episcopado brasileiro solicitando às dioceses o envio das respostas ao questionário disponibilizado pela Santa Sé sobre a XV Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” que ocorrerá em 2018.

Nas cartas, a presidência reforça a importância da participação da contribuição da Igreja no Brasil na Assembleia Sinodal. Além disso, nomeou um grupo de trabalho para preparar a síntese a ser enviada à Secretaria do Sínodo. As respostas dos jovens podem ser enviadas até o dia 31 de julho, no e-mail: [email protected]

Carta aos Bispos

Carta aos Bispos

Sínodo dos Bispos

Sinodo dos Bispos

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O texto ‘Pensando o Brasil: Educação’, quarto da série ‘Pensando o Brasil’ já está disponível no site da ‘Edições CNBB’. O documento, objeto de estudo aprofundado pelos mais de 300 bispos durante a 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ocorrida em Aparecida (SP), em abril, aborda três aspectos da realidade educacional brasileira, entre eles, o cenário da educação no Brasil; os caminhos para a superação dos principais desafios e, por último, as pistas para a ação.

As reflexões apresentadas no texto buscam caminhos para uma melhoria na qualidade da educação no Brasil, condição fundamental para o desenvolvimento da nação. “Que este texto seja instrumento para provocar a discussão nas escolas e universidades, nas famílias e comunidades”, exorta o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner. Para ele, é preciso estimular o diálogo, a avaliação e a participação em um amplo debate nacional que trará ganhos não apenas para a educação, mas para a própria vivência da cidadania.

“A educação é a tarefa do cuidado com a nossa própria existência. Uma vez que somos seres inconclusivos, não nascemos prontos, acabados, precisamos nos organizar em sociedade para acolher o novo e construir condições para a continuidade da vida e a transformação da cultura e da sociedade. Para tanto, educar é estabelecer uma relação entre o que já existe ou o que é conhecido e o que ainda não se conhece (…)”, diz um trecho da apresentação da publicação.

A coleção é uma contribuição da CNBB para a construção de um Brasil mais ético, justo e fraterno. “São textos que desejam provocar o debate e a reflexão”, afirma dom Leonardo Steiner. Em volumes anteriores, o “Pensando o Brasil” já abordou os “Desafios diante das eleições de 2014; “A desigualdade social no Brasil” e “Crises e Superações”. “É no diálogo que se pode chegar a um movimento benfazejo e transformador”, finaliza dom Leonardo.

A publicação pode ser adquirida pelo telefone: (61) 2193-3019, no site da Edições ou ainda pelo e-mail: [email protected] (Fonte: CNBB)

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está presente entre as entidades que assinam Nota Pública criticando o projeto de Reforma Trabalhista que será votada nesta terça-feira, 11 de julho, no Senado. Na Nota, as entidades afirmam que o texto está “crivado de inconstitucionalidades” e representa “grave retrocesso social”. Entre os pontos de inconstitucionais destacados na Nota, estão a prevalência do conteúdo de acordos e convenções coletivas.

Além da CNBB, assinam a Nota, O Ministério Público do Trabalho (MPT), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e outras 11 entidades.

Leia a íntegra da Nota:

Nota Pública

As instituições abaixo subscritas vêm a público, na iminência de votação plenária, reiterar sua posição contrária à votação do PLC 38/2017 – a chamada “reforma trabalhista” -, prevista para 11/7/2017, no Plenário do Senado Federal. Nesse sentido, registram o seguinte:

1. Açodada, carente da participação adequada de todos os segmentos sociais envolvidos, as audiências públicas, durante a tramitação do projeto, demonstraram categoricamente que o texto a votar está contaminado por inúmeras, evidentes e irreparáveis inconstitucionalidades e retrocessos de toda espécie, formais e materiais.

2. A esse propósito, destacam-se:

A introdução da prevalência irrestrita do negociado sobre o legislado, fora das hipóteses taxativamente autorizadas pelo art. 7º da Constituição da República

A limitação pecuniária das indenizações por danos morais, baseadas nos salários das vítimas, o que viola o fundamento republicano da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III) e, por propiciar tratamento distinto a situações idênticas, a garantia fundamental da isonomia (caput do art. 5º)

A proibição do exame, pela Justiça do Trabalho, do conteúdo de convenções e acordos coletivos, limitando-se à análise a seus aspectos formais, o que torna tais normas coletivas os únicos negócios jurídicos do País totalmente imunes à jurisdição, em colisão frontal com a inafastabilidade da jurisdição, imposta pelo art. 5º, XXXV

A instituição de regime ordinário de prorrogação da jornada de trabalho por acordo individual, violando ostensivamente o art. 7º, XIII, que somente a autoriza por meio de acordo ou convenção coletiva.

3. Neste passo, conclamam o Senado da República à efetiva consecução de sua função constitucional revisora, impedindo a aprovação açodada de projeto crivado de inconstitucionalidade e deflagrador de grave retrocesso social, a consequente ruptura com o compromisso internacional assumido pelo País ao ensejo do art. 26 do Pacto de San Jose da Costa Rica e, por tudo, o rebaixamento histórico do patamar civilizatório mínimo de cidadania social que se construiu ao longo de quase dois séculos e meio. (Fonte: CNBB)

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A pedido do Papa Francisco, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos dirigiu aos bispos diocesanos, incluindo os bispos brasileiros, uma carta-circular a respeito do pão e do vinho da Eucaristia e seu processo de produção, circulação e consumo. O documento pede que as igrejas locais cerquem de maior cuidado todo o processo.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), à luz da Santa Sé e da doutrina da Igreja, já se manifestou especificamente sobre os celíacos em Orientações Pastorais enviadas aos bispos após a reunião do Conselho Permanente, em junho de 2016 (Confira a íntegra abaixo)

O documento da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, enviado aos bispos recentemente, determina que as hóstias completamente sem glúten são matéria inválida para a eucaristia. As que são válidas “são  as hóstias parcialmente desprovidas de glúten, de modo que nelas esteja presente uma quantidade de glúten suficiente para obter a panificação, sem acréscimo de substâncias estranhas e sem recorrer a procedimentos tais que desnaturem o pão”.

O documento recorda aos prelados que cabe a eles providenciar dignamente tudo o que é necessário para a celebração da Ceia do Senhor. “Compete-lhe vigiar a qualidade do pão e do vinho destinados à Eucaristia e também atestar a qualidade daqueles que os fabricam”, diz o documento.

O Dicastério manifesta preocupação com a venda da matéria eucarística em supermercados, lojas ou até mesmo pela internet. “O Ordinário deve recordar aos sacerdotes, em particular aos párocos e aos reitores das igrejas, a sua responsabilidade em verificar quem é que fabrica o pão e o vinho para a celebração e a conformidade da matéria”, mediante inclusive a apresentação de certificados. A Congregação exige que o pão deve ser ázimo, unicamente feito de trigo. Introduzir outras substâncias na fabricação do pão, como açúcar, frutas ou mel, é considerado um abuso grave pela Igreja.

O discatério destaca ainda que os fabricantes devem ter a consciência de seu trabalho destina-se ao Sacrifício Eucarístico e por isso lhes é pedido honestidade, responsabilidade e competência. O documento sugeriu que cada Conferência, no caso do Brasil, a CNBB, encarregue uma ou duas congregações religiosas para verificar a produção, a conversação e a venda do pão e vinho para as celebrações eucarísticas.

Orientações Pastorais da CNBB sobre o acesso das pessoas celíacas à Comunhão Eucarística

A doença celíaca é uma condição autoimune, desencadeada pelo consumo do glúten presente no trigo, na aveia, na cevada, no centeio e em todos os derivados destes cereais. Ela pode se manifestar em qualquer fase da vida, afetando todo o corpo e, se não tratada, pode trazer consequências graves para a saúde das pessoas celíacas. Há formas dessa doença em que a pessoa é afetada até mesmo pela presença de traços de glúten ou até pelo simples contato com ele. Segundo as estatísticas, a cada 400 pessoas, uma é celíaca. Isto coloca um desafio particular para a comunhão eucarística segura dessas pessoas.

A Congregação para a Doutrina da Fé deu orientações a esse respeito (cartas circulares aos presidentes das Conferências Episcopais – junho de 1995 e julho de 2003). De acordo com essas orientações, os Ordinários podem conceder aos presbíteros e aos leigos afetados pela doença celíaca a permissão de usar pão com pouca quantidade de glúten. A Congregação adverte, no entanto, que essa quantidade deve ser suficiente para a obtenção da panificação, não podendo ser acrescentada nenhuma matéria estranha à substância do pão.

Estabelece ainda que, quando o fluxo celíaco é tal que impeça a comunhão sob a espécie do pão, mesmo parcialmente desprovido de glúten, o fiel leigo pode comungar somente sob a espécie do vinho. O presbítero que se encontrar nesta condição pode comungar somente sob a espécie do vinho quando participar em uma concelebração.

É dever do Ordinário certificar-se de que o produto utilizado seja conforme a estas exigências. Esta licença pode ser dada para o período que durar a situação que motiva o pedido. Requer-se, portanto, uma organização litúrgica que inclua procedimentos adequados às necessidades das pessoas celíacas, para que elas não venham a sofrer discriminação e se sintam plenamente acolhidas e integradas na vida da Igreja.

É importante que bispos, presbíteros, diáconos e ministros extraordinários da comunhão eucarística tenham conhecimento a respeito desta doença e tomem consciência dos cuidados que ela exige. A fim de garantir a comunhão eucarística segura das pessoas celíacas é preciso atenção ainda ao risco de contaminação com traços de glúten nas partículas especiais e no vinho durante o armazenamento ou o manuseio.

Em vista da atenção e dos cuidados necessários, recomendamos que:
1) as pessoas celíacas apresentem-se ao pároco, para que ele possa tomar as providências adequadas;
2) as pessoas celíacas tenham acesso às partículas especiais válidas para a comunhão;
3) o armazenamento dessas partículas, a preparação delas para a Santa Missa e a sua distribuição no momento da comunhão, sigam as regras de segurança para estes casos;
4) as tecas destinadas ao serviço da comunhão para as pessoas celíacas sejam reservadas para esse fim e conservadas em separado das demais;
5) haja cálices especiais para os que podem comungar somente na espécie do vinho;
6) os cálices e os sanguinhos usados para sua purificação sejam conservados em separado;
7) aos menores de dezoito anos e às pessoas que tenham restrição ao consumo do álcool, se disponibilize a comunhão com o uso do mosto (suco de uva fresco ou conservado com a fermentação suspensa);
8) seja dada preferência às pessoas celíacas para comungarem por primeiro em uma das filas de comunhão, e que elas mesmas peguem a partícula da teca reservada para elas.

Seria ainda mais seguro se cada pessoa com essa condição de saúde tivesse sua própria teca ou pequeno cálice, conservado em sua casa e levado ao altar no momento da apresentação das oferendas. Recordamos que existem associações especializadas na produção de partículas com as características requeridas, algumas até as distribuem gratuitamente.

O Papa Francisco nos recorda que “a comunidade cristã é chamada a se empenhar a fim de que cada batizado possa fazer a experiência de Cristo nos sacramentos” (Discurso – 11 de junho de 2016). Estamos convencidos de que a atenção às necessidades das pessoas celíacas e à sua plena participação sacramental contribuirá para o crescimento de toda a comunidade, pois a Igreja é uma comunidade eucarística.

Confiamos o empenho de cada comunidade à materna proteção da Mãe de Jesus, a “mulher eucarística” (S. João Paulo II, encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 53).

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

(Fonte: CNBB)

Muitas atividades vêm sendo desenvolvidas pela Igreja no Brasil com o objetivo de conhecer o Documento 107, Iniciação à Vida Cristã: itinerário para formar discípulos missionários, aprovado na 55ª Assembleia Geral dos Bispos, em Aparecida-SP, de 26 de abril a 05 de maio de 2017, nos informa o padre Antonio Marcos Depizzoli, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética.

Doc17-1 Doc17-1O Documento 107 representa um passo importante na caminhada da Igreja no Brasil. Segundo o padre Antonio Marcos “tem crescido a convicção de que a catequese está a serviço da Iniciação à Vida Cristã, portanto a corresponsabilidade de toda comunidade é fundamental para formar novos discípulos missionários”.

O religioso destaca que o que se vê Brasil a fora, nesse momento, entre outros fenômenos, é o envolvimento de outros agentes de pastoral na reflexão do tema. “Lideranças da liturgia, da pastoral familiar, da juventude, do batismo, da ação missionária, da acolhida, seminaristas, consagrados, presbíteros e outros estão assumindo juntos o convite para repensar a transmissão da fé em suas comunidades”, disse.

Desses esforços têm surgido Comissões de Iniciação à Vida Cristã nas Dioceses e Paróquias que ajudam na elaboração e implementação do Projeto Diocesano de Iniciação à Vida Cristã. Diversas atividades estão planejadas nos regionais, dioceses e paróquias para repercutir Iniciação à Vida Cristã: itinerário para formar discípulos missionários. Uma menção especial deve ser feita à inclusão da urgência Igreja: casa de Iniciação à Vida Cristã em planos diocesanos de pastoral, em comunhão com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

Especificamente sobre o Documento 107, muitas ações já foram realizadas e há outras tantas previstas (Confira abaixo ações nas quais a CNBB Nacional esteve presente). Desde fazer o texto chegar às mãos de cada catequista e agente de pastoral das comunidades até grandes eventos, como semanas, seminários, assembleias, simpósios, congressos, inspirados no tema da Iniciação à Vida Cristã com inspiração catecumenal.

Novena de Natal e 1ª Semana Brasileira de Iniciação a Vida Cristã

Como iniciativa da CNBB Nacional está sendo elaborada a Novena de Natal para dezembro de 2017, iluminada pelo Documento 107. Outra importante ação pensada para a recepção do Documento 107 é a realização da 1ª Semana Brasileira de Iniciação à Vida Cristã, prevista para acontecer em Indaiatuba-SP (Itaici) dos dias 14 a 18 de novembro de 2018.

Essa semana terá como público alvo não apenas catequistas, mas membros das Comissões de Iniciação à Vida Cristã dos Regionais e Dioceses. Pretende-se, assim, colaborar no entendimento a respeito da importância da comunidade no processo de transmissão da fé. “A Igreja experimenta sua natureza querigmática, mistagógica, missionária, materna e misericordiosa na medida em que cada batizado participa da alegria de iniciar novos discípulos missionários de Jesus Cristo”, avalia padre Antonio Marcos.

Uma comissão composta por representantes dos catequistas, da liturgia, da ação missionária, da família, da juventude e outros será montada para pensar a preparação e a realização da Semana. “Queremos viver um verdadeiro processo catecumenal com esse evento, envolvendo o tempo que antecede, o tempo da realização e o tempo dos desdobramentos dessa iniciativa como uma grande oportunidade de compreensão e assimilação das propostas para a transmissão da fé em tempos de mudança de época”, disse padre Antônio Marcos.

Um bom exemplo de como a Igreja no Brasil está assimilando o documento 107 será realizado pelo Centro Cultural Missionário de Brasília-DF (CCM). O CCM e a Comissão Episcopal para Ação Missionária promovem de 16 a 20 de outubro de 2017, a 7ª Semana de Formação sobre a Paróquia Missionária. O CCM, no intuito de ajudar aos Coordenadores de Pastoral, de Catequese e de Liturgia das dioceses do Brasil, oferece esta semana de formação à luz do documento aprovado na última assembleia da CNBB, sobre a Iniciação à Vida Cristã.

O objetivo dessa semana de formação é proporcionar reflexão sobre o significado e a importância da Iniciação à Vida Cristã para que nossas comunidades Igrejas se tornem lugar de animação bíblica, defensoras da vida, servidoras e missionárias. Para mais informações e inscrições visite o website: www.ccm.org.br

Ações realizadas sobre o tema Iniciação à Vida Cristã com a presença da CNBB Nacional :

As ações abaixo, realizadas após a 55ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil nos níveis regional, diocesano e/ou paroquial, estão promovendo recepção do Documento 107 nas diversas realidades do país.
– 06 e 07 de maio – Formação com clero, coordenadores de catequese e liturgia na Diocese de Jacarezinho-PR;
– 17 de maio – Formação com clero e coordenadores de catequese na Diocese de Picos-PI;
– 19 a 21 de maio – Assembleia da Animação Bíblico-Catequética do Regional Nordeste IV, em Teresina-PI;
– 08 e 09 de junho – Estudo do Documento 107 na Assembleia da Sociedade Brasileira de Catequetas, em São Paulo-SP;
– 16 a 18 de junho – IX Sulão de Catequese com tema Comunicação no processo de Iniciação à Vida Cristã;
– 27 de junho – Estudo do Documento 107 no Conselho Regional de Pastoral em Campo Grande – MS, Regional Oeste 1;
– 30 de junho a 02 de julho – 25ª Assembleia da ABC do Regional Leste 1, em Petrópolis – RJ;
– 06 a 09 de julho – Assembleia da ABC do Regional Nordeste 2, em Lagoa Seca – PB;
– 21 e 22 de julho – Formação sobre o Documento 107 em Parnaíba – PI;
– 28 a 30 de julho – Assembleia da ABC do Regional Sul 1, em Jundiaí – SP.

Há ainda a possibilidade de baixar os powerpoints que foram preparados para facilitar o acesso ao Documento 107 no link http://cnbb.net.br/cnbb-lanca-documento-sobre-iniciacao-a-vida-crista-aprovado-na-ultima-ag/

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Em 2018, será realizada a XV Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. No processo de preparação, ocorre a fase de consulta, quando o povo de Deus pode enviar contribuições e respostas ao questionário disponibilizado pela Santa Sé. O bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Vilsom Basso, explica como os jovens brasileiros podem participar.

A fase de consulta foi aberta após a publicação do documento preparatório, em janeiro deste ano. Este processo levará à redação do instrumento de trabalho para a assembleia sinodal. Às conferências episcopais, coube a responsabilidade de receber as contribuições e respostas, compilar o material e enviar à Secretária do Sínodo. Aqui no Brasil, a CNBB disponibilizou desde janeiro o texto preparatório com o questionário.

Para dom Vilsom Basso, “é um tempo de graça, um kairós para toda a juventude, para toda a Igreja, um Sínodo dos Bispos sobre juventude”. Ele explica que estão à disposição dos jovens três maneiras de participar. Primeiro, respondendo ao questionário que já foi encaminhado a todas as dioceses do Brasil e enviando até o final de julho para a CNBB, para que seja feita uma síntese e enviada à Secretaria do Sínodo, no Vaticano – este material poderá ajudar na formulação de ações pastorais no âmbito brasileiro. Até 31 de julho, serão recebidas as respostas dos jovens pelo e-mail[email protected]

“A segunda maneira saiu na semana passada: os jovens poderão participar diretamente no site do Sínodo e ali darem as suas respostas”, indica dom Vilsom, lembrando do site que entrou no ar em 14 de junho. O secretário-geral do Sínodo, cardeal Lorenzo Baldisseri, explicou que a plataforma na internet deve promover “ampla participação”. Com o website, os jovens receberão informações e vão poder também interagir no caminho da preparação para o Sínodo.

terceira maneira de colaboração com o Sínodo, de acordo com dom Vilsom, é com a partilha de experiências da juventude e expectativas para o Sínodo. Isso poderá ser feito no Facebook, com publicações usando a hastag #popeasks.

Questionário
O Vaticano questiona a juventude e com a finalidade de acompanhar os jovens em seu caminho existencial rumo à maturidade, para que, por meio de um processo de discernimento, “possam descobrir seu projeto de vida e realizá-lo com alegria, abrindo-se ao encontro com Deus e com os homens, participando ativamente da edificação da Igreja e da sociedade”.

O documento preparatório propõe uma reflexão em três partes. A primeira sobre as dinâmicas sociais e culturais. Na sequência, uma abordagem do “discernimento” como instrumento que a Igreja oferece aos mais novos para a descoberta da sua vocação. Por fim, são colocados em relevo os elementos fundamentais da pastoral juvenil vocacional.

Envie para a CNBB
1. BAIXE AQUI o formulário em word;
2. RESPONDA o questionário seguindo as orientações;
3. ENCAMINHE o documento em word para o e-mail: [email protected]
Prazo final de envio: 31 de Julho de 2017

(Fonte: CNBB)

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A reunião teve como objetivo “refletir sobre as atribuições da Comissão e definir um Plano de Ação para os próximos 2 anos”. O bispo de Balsas (MA), dom Enemésio Angelo Lazzaris, presidente da CEPEETH, lembra que os encaminhamentos desta reunião não nascem por acaso, mas são fruto de experiências na igreja e do Grupo de Trabalho de Enfrentamento ao Tráfico Humano que vem trabalhando desde 2012.

Nos dois dias de reunião, os participantes desenvolveram a missão, o objetivo geral e os seis objetivos específicos, informou o bispo. A missão da CEPEETH, elaborada e aprovada na reunião, é: “Á luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja, ser presença viva e profética no enfrentamento ao tráfico humano, como violação da dignidade e da liberdade, defendendo a vida dos filhos e filhas de Deus”.

Também foram definidos os quatro eixos de trabalho da Comissão: 1) Comunicação/Articulação; 2) Formação; 3) Incidência; 4) Sustentabilidade das Ações. “Estudamos direitinho as prioridades e determinamos encaminhamos práticos para cada um dos seis objetivos específicos. Ações práticas devem ser assumidas durante o período de dois anos”, disse o presidente da Comissão.

O rosto de Jesus Cristo no tráfico humano
Segundo dom Enemésio, as igrejas precisam tomar consciência que a vida está em primeiro lugar. “Nossas igrejas e nós cristãos temos que ter presente que o que fazemos para as pessoas em situação de tráfico, vulnerabilidade e alguém que necessita, não o fazemos por filantropia, nem por um simples sentimento humano de ir ao encontro das necessidades de alguém. Mas fazemos, sobretudo, porque vimos o rosto Jesus Cristo nestas situações”, disse.

Dom Enemésio lembrou da importância de ter uma incidência concreta na realidade. “É preciso como quer o papa Francisco que a gente não se satisfaça em ficar só nos templos, na sacristia, mas que sejamos uma igreja em saída, na praças, planícies, uma presença no mundo e uma incidência para que o ser humano seja respeitado na sua dignidade de pessoa, de cristão e filho de Deus”, disse.

Várias situações, segundo o bispo, configuram-se como tráfico humano como pessoas traficadas para exploração sexual, tráfico de órgãos e trabalho escravo. A desigualdade social, a pobreza e a miséria, para o bispo, são maiores responsáveis por tornar as pessoas mais vulneráveis à estas situações. “As pessoas, por dinheiro, aceitam qualquer proposta”.

A Comissão que atuar tanto na prevenção como atuar para que as situações deixem de ser invisíveis. “Não basta a gente enfrentar situações que já existem, é preciso atuar na prevenção”, alerta o religioso. Sobre a invisibilidade o bispo afirma: “Há muitos crimes cometidos para os quais não se dá importância e não se leva em consideração. É preciso que nós como pastorais, CNBB, sociedade e governos nos organizemos melhor para que este crime não continue acontecendo de uma maneira invisível e espantosa”, disse.

Com a transformação do GT numa Comissão, disse o presidente da Comissão a expectativa é dar mais força ao enfrentamento ao tráfico humano. “Assim teremos mais força na Igreja e sociedade. A expectativa era justamente ver o que nós podemos fazer e como podemos nos organizar para levar adiante este projeto que já vínhamos realizando como grupo de trabalho”, concluiu. (Fonte: CNBB)

O arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Sergio da Rocha, defendeu na última coletiva de imprensa da entidade, realizada no dia 22 de junho, o direito a mobilização. Na ocasião, o cardeal reiterou a importância da população de se manifestar nas ruas, de forma pacífica, para conscientizar autoridades sobre a necessidade de reflexão e diálogo com a sociedade.

Questionado por um repórter se só a oração poderia salvar o país da crise, dom Sergio foi enfático ao afirmar que ‘sem dúvidas, o país precisaria de muita oração’. “Nós já nos manifestamos recentemente em Corpus Christi e a resposta que nós recebemos mostra que realmente há uma consciência cada vez mais difusa da gravidade da crise”, disse. O bispo se referia à intenção de Oração pelo Brasil, motivada pela CNBB, durante o dia de Corpus Christi, 15 de julho. A iniciativa dirigia a todos uma proposta de oração diante do “grave momento vivido pelo país”.

“A participação em Corpus Christi, da oração que foi rezada pelo Brasil, mostra claramente que cada vez mais se difunde entre nós a gravidade e, ao mesmo tempo, a urgência de superação da crise. Nossa gente tem sofrido e isso não é algo que está confinado a discussões de alguns ambientes. O nosso povo cada vez mais sente os efeitos dessa situação e, por isso, cada vez mais nós recebemos pessoas dispostas à oração pelo Brasil, mas o que se quer mesmo além disso é mais uma vez mobilizar as nossas comunidades a refletirem e atuarem pelo Brasil”, afirmou dom Sergio.

O Conselho Permanente da CNBB também decidiu convocar um Dia de Oração pelo Brasil no 7 de setembro, dia da pátria. De acordo com dom Sergio, as saídas para a crise não podem depender estritamente de iniciativas políticas ou partidárias. “Por mais importante que seja, elas também passam pela população, pela mobilização do nosso povo, então uma expressão de mobilização que Graças a Deus encontrou uma resposta muito grande tem sido essa da oração pelo Brasil, porque quem reza na verdade também reflete, medita sobre o que se passa e seguramente vai encontrando na Palavra de Deus, a luz e a força para caminhar”, finalizou.

Nota oficial

A CNBB também já havia se pronunciado, em nota oficial, sobre à proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, de iniciativa do Poder Executivo, que tramita no Congresso Nacional. A entidade se manifestou contra a forma como o processo das reformas está sendo conduzido, sem diálogo com a sociedade e com objetivos de diminuir os gastos previdenciários,  excluindo da proteção social os que têm direitos a benefícios.

“Ao propor uma idade única de 65 anos para homens e mulheres, do campo ou da cidade; ao acabar com a aposentadoria especial para trabalhadores rurais; ao comprometer a assistência aos segurados especiais (indígenas, quilombolas, pescadores…); ao reduzir o valor da pensão para viúvas ou viúvos; ao desvincular o salário mínimo como referência para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), a PEC 287/2016 escolhe o caminho da exclusão social”, afirma a nota.

Por último, a entidade convoca os cristãos e pessoas de boa vontade, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o povo, principalmente os mais fragilizados. (Fonte: CNBB)

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A Igreja no Brasil vai celebrar, no período de 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, à 25 de novembro de 2018, o “Ano do Laicato”. Na segunda reunião ordinária do Conselho Permanente deste ano, realizada de 20 a 22 de junho, foi apresentado o projeto preparado pela Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato e em breve as Dioceses e Prelazias receberão as orientações metodológicas de como se preparar e celebrar em suas comunidades.

O tema escolhido para animar a mística do Ano do Laicato foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”, Mt 5,13-14. Segundo o bispo de Caçador (SC), dom Severino Clasen, presidente da Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato, pretende-se trabalhar a mística do apaixonamento e seguimento a Jesus Cristo. “Isto leva o cristão leigo a tornar-se, de fato, um missionário na família e no trabalho, onde estiver vivendo”, disse o bispo.

Segundo a presidente do Conselho Nacional do Laicato no Brasil e integrante da Comissão, Marilza Lopes Schuina, as Dioceses receberão uma proposta a partir da qual, recomenda, tenham toda a liberdade para usar a criatividade ao planejar e vivenciar as ações locais.

O Ano do Laicato terá como objetivo geral: “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”.

Documento nº 105

Pretende ainda: “Dinamizar o estudo e a prática do documento 105: ‘Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade’ e demais documentos do Magistério, em especial do Papa Francisco, sobre o Laicato; e estimular a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas, ‘verdadeiros sujeitos eclesiais’ (DAp, n. 497a), como “sal, luz e fermento” na Igreja e na Sociedade.

A Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato organizou as atividades em quatro eixos: 1) Eventos; 2) Comunicação, catequese e celebração; 3) Seminários temáticos nos Regionais; e 4) Publicações.

Segundo o presidente da comissão, dom Severino, espera-se que este ano traga um legado para a Igreja missionária autêntica, com maior entusiasmo dos cristãos leigos e leigas na vida eclesial e também na busca da transformação da sociedade. “Eu acredito que se conseguirmos estimular a participação e presença efetiva dos cristãos leigos na sociedade provocando que aconteça a justiça e a paz, será um grande legado”, disse o bispo. (Fonte: CNBB)

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Tradicionalmente durante o mês de agosto, a Igreja no Brasil convida os fiéis a refletirem sobre as vocações, é o chamado ‘mês vocacional’. Este ano, a atividade proposta pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com a Pastoral Vocacional tem como tema “A exemplo de Maria, discípulos missionários” e o lema “Eis-me aqui, faça-se”. A iniciativa busca motivar a oração pelas vocações nas comunidades, paróquias e dioceses, além de conscientizar adolescentes e jovens ao chamado de servir a Igreja.

O arcebispo de Porto Alegre e presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados da CNBB, dom Jaime Spengler explica que a escolha da temática se deu por ‘Nossa Senhora ser exemplo de mulher de oração’. “A oração é também o pedido que Nosso Senhor faz aos discípulos quando vê o tamanho da messe sem o número suficiente de pastores, a messe é grande mas os operários são poucos”, explica.

Para ele, a intenção deste ano é justamente alertar para o número de vocações sacerdotais e religiosas no Brasil. “É pedir ao Senhor da messe que envie operários. A oração é o meio privilegiado para suplicar, pedir ao Senhor que envie esses operários que a Igreja tanto precisa. O nosso povo sedento de Deus, sedento de transcendência, sedento do Evangelho necessita de pastores, de pessoas capazes de anunciar essa palavra como fez Maria, isto seja no Ministério Ordenado, seja através da Vida Consagrada, seja através do anuncio catequético, nas diversas atividades do cotidiano e também no mundo leigo”, destacou.

O mês vocacional é também celebrado no contexto do Ano Nacional Mariano, proclamado pela CNBB, por ocasião dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no Rio Paraíba do Sul. Por isso, a escolha da temática dedicada a Nossa Senhora também se fez presente. “A Igreja no Brasil realmente deseja neste mês de agosto de 2017 promover um grande mutirão e dentro das comemorações dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida realmente suplicar ao céu que não falte operários para a vinha. Esperamos que muitos jovens do sexo feminino, do sexo masculino possam responder como fez Maria: Eis-me aqui, faça-se segundo a tua palavra”, finalizou.

Material de apoio

Para ajudar nas reflexões do mês vocacional, a Comissão para os Ministérios Ordenados e a presidência nacional da Pastoral Vocacional/SAV todo ano propõe subsídio, editado pela Edições CNBB. Dessa vez, o material oferece um tríduo de oração pelas vocações.

Segundo o coordenador nacional da Pastoral Vocacional, padre Elias Silva, a proposta é oferecer celebrações vocacionais em torno da Palavra, momentos onde a comunidade possa se alimentar da Palavra rezando pelas vocações. “É uma forma de rezar pelas vocações e com todos os vocacionais seja pela vida religiosa, consagrada e todas as outras formas”.

Dom Jaime explica que com o subsídio, a Pastoral Vocacional do Brasil deseja promover a partir da Sagrada Escritura uma abordagem particular em torno da temática das vocações. “Nós acreditamos que a Leitura Orante da Palavra é capaz de iluminar as buscas de todo ser humano e é a partir da Sagrada Escritura que nós podemos melhor compreender o que significa fazer a vontade de Deus, então foi preparado um pequeno subsídio para favorecer essa reflexão e essa oração também nas nossas comunidades, tendo sempre como pano de fundo a Sagrada Escritura, porque é a partir da Palavra que nós encontramos orientações seguras para as iniciativas da comunidade de fé”, destacou. (Fonte: CNBB)

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