Vaticano

Vaticano, 17 Out. 17 / 03:00 pm (ACI).- Após a canonização dos Protomártires do Brasil no domingo, 15 de outubro, o presidente da CNBB, Cardeal Sérgio da Rocha presidiu uma Missa em ação de graças na Basílica de São Pedro, no Vaticano, durante a qual ressaltou 3 atitudes que os novos santos deixam como exemplos.

André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e 27 companheiros foram canonizados pelo Papa Francisco na Praça de São Pedro, no último domingo, em Missa da qual participaram os membros da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, assim como o Arcebispo de Natal (RN), Dom Jaime Vieira Rocha, e outros bispos brasileiros.

Na segunda-feira, 16 de outubro, o Cardeal Sérgio da Rocha presidiu a Missa em ação de graças pela canonização, quando expressou “sincera gratidão e o agradecimento da Igreja no Brasil ao nosso querido Papa Francisco, assim como a todos os que se empenharam no processo de canonização dos Santos Mártires potiguares”.

Em sua homilia, o Cardeal se referiu aos novos santos como “intercessores e modelos de como seguir a Cristo” e citou “três atitudes, dentre tantas outras que poderiam ser refletidas”.

A primeira delas é a “fidelidade a Jesus Cristo”, que “é sinal e consequência da fé e se manifesta pelo testemunho”. “Eles perseveraram na fé até o fim e, na hora da provação, não negaram a Jesus. Conforme ressaltou o Papa Francisco, na homilia da canonização, ‘eles não disseram sim ao amor apenas com palavras e, por um certo tempo, mas com a vida e até o fim’”.

Outra “atitude a ser cultivada por nós, inspirados no exemplo dos nossos Mártires, é o amor a Igreja e a perseverança na Igreja”, ressaltou, lembrando que eles “foram mártires por pertencerem à Igreja”.

“O martírio ocorreu justamente quando eles se encontravam reunidos na Igreja, como Igreja.  Por isso, o testemunho se apresenta, ao mesmo tempo, como testemunho pessoal e comunitário. Foi o que aconteceu em Cunhaú e Uruaçu, onde o martírio assumiu uma especial dimensão comunitária”, disse, ao sublinhar que “o testemunho comunitário da fé e do amor é ainda mais necessário no mundo de hoje”.

Por fim, a terceira e última atitude ressaltada é “a fé no Santíssimo Sacramento testemunhada através da participação na Eucaristia e na doação da própria vida”.

O Purpurado recordou que o martírio em Cunhaú aconteceu durante a celebração Eucarística e que as palavras de São Mateus Moreira ao ser martirizado foram: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”.

“A Eucaristia foi a fonte e o sustento da fidelidade e da coragem testemunhadas pelas comunidades de Cunhaú e Uruaçú. Ninguém é santo por conta própria, ninguém permanece fiel contando somente com suas forças”, expressou o também Arcebispo de Brasília.

Segundo ele, “uma comunidade que vive da Eucaristia não reage às ofensas e às perseguições com violência e vingança. Ao invés disso, continua a celebrar a Eucaristia e a vivê-la”, sendo este o “alimento dos que buscam construir a paz, por meio do amor e do perdão”.

“Esta atitude eucarística dos que foram martirizados no Rio Grande do Norte torna-se ainda mais importante nos dias de hoje, com tantas situações de agressividade e intolerância difundindo-se no Brasil e no mundo”, acrescentou.

Agenda no Vaticano e encontro com o Papa

Além da canonização dos Protomártires do Brasil e da Missa em ação de graças, a presidência da CNBB segue uma ampla agenda no Vaticano nesta semana, que inclui um encontro com o Papa Francisco na quinta-feira, 19 de outubro.

Nesta terça-feira, 17 de outubro, a programação consistiu em uma visita à Congregação para os Institutos de Vida Consagrada cujo prefeito é o brasileiro Cardeal João Braz de Aviz, e à Congregação para a Doutrina da Fé. Amanhã, irão à Congregação para os Bispos.

Na quinta-feira, além do encontro com o Santo Padre, o terceiro desta presidência, farão também uma visita ao Dicastério para os Leigos, a família e a Vida, cujo secretário é o sacerdote brasileiro Alexandre Awi Mello e o prefeito Cardeal Kevin Joseph Farrell.  Haverá ainda um momento no Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

Na sexta-feira, 20 de outubro, a programação segue na Congregação para o Clero, na Secretaria de Estado e na Comissão para a América Latina. E, no sábado, 21 de outubro, acompanharão os padres do Colégio Pio Brasileiro, que serão recebidos pelo Papa Francisco.

Fonte: http://www.acidigital.com/

Por ocasião do centenário das aparições de Fátima, o Departamento Filatélico Numismático do Governatorato do Vaticano emitirá, no próximo dia 05 de outubro, uma moeda comemorativa de 2 euros.

A arte da moeda foi feita pela artista Orietta Rossi que decidiu dedicar aos pastorinhos de Fátima (Lúcia dos Santos, Francisco e Jacinta Marto) o primeiro plano da composição, retratando-os como aparecem em uma célebre fotografia de época que percorreu o mundo. Ao fundo, a imponente Basílica construída no local das aparições.

Essa moeda de 2 euros do Vaticano terá uma dupla produção: uma em “FDC – fior di conio” – que é o mais alto grau de conservação, sem nenhum sinal de circulação, conservando seu brilho natural – com tiragem de 80 mil peças, “comercializadas na fonte” ao preço de 18 euros a unidade e outra em uma pequena caixa, com tiragem de 10 mil exemplares, que o UFN (Ufficio Filatelico e Numismatico) colocará à disposição de colecionadores e de comerciantes numismáticos ao preço de 37 euros.

Em Viagem Apostólica realizada ao Santuário no último dia 13 de maio, o Papa Francisco canonizou Jacinta e Francisco Marto, e recordou o centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima. Lúcia foi proclamada Serva de Deus e seu processo de beatificação ainda está em andamento.

Gaudiumpress

Fonte: http://www.comshalom.org/

O Papa Francisco concluiu sua série de audiências esta sexta-feira (22/09) recebendo os responsáveis nacionais pelas migrações, que participam do encontro promovido pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa.

A audiência foi a ocasião para o Pontífice reafirmar a missão da Igreja diante dos fluxos migratórios maciços: amar Jesus Cristo particularmente nos mais pobres e abandonados, e entre eles certamente estão os migrantes e refugiados.

“Não escondo a minha preocupação diante dos sinais de intolerância, discriminação e xenofobia que se verificam em várias regiões da Europa. Com frequência, esses sinais são motivados pela desconfiança e pelo temor em relação ao outro, ao diferente, ao estrangeiro. Preocupa-me ainda mais a triste constatação de que as nossas comunidades católicas na Europa não estão isentas dessas reações de defesa e rejeição, justificadas por um ‘dever moral’ de preservar a identidade cultural e religiosa originária.”

O Papa recordou que a Igreja se propagou em todos os continentes graças à “migração” de missionários, e que hoje percebe uma “profunda dificuldade” das Igrejas na Europa diante da chegada dos migrantes. Para Francisco, essa dificuldade espelha os limites dos processos de unificação europeia e da aplicação concreta da universalidade dos direitos humanos.

Do ponto de vista estritamente eclesiológico, a chegada de inúmeros irmãos oferece às Igrejas locais uma oportunidade a mais de realizar plenamente a própria catolicidade e uma nova fronteira missionária.

Além disso, o encontro com migrantes e refugiados de outras confissões e religiões é um “terreno fecundo para o desenvolvimento de um diálogo ecumênico e inter-religioso sincero e enriquecedor”.

Por fim, o Papa citou a sua Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado do próximo ano, na qual indica a resposta pastoral aos desafios migratórios em quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar.  Na mesma Mensagem, também se enfatiza a importância dos Pactos Globais, que as nações do mundo se empenharam em redigir até o final de 2018, nos quais a Santa Sé está preparando uma contribuição especial. Francisco concluiu com uma exortação:

“Que a voz da Igreja seja sempre tempestiva e profética e, sobretudo, seja precedida por um trabalho coerente e inspirado nos princípios da doutrina cristã.”

Radio Vaticano

Fonte: http://www.comshalom.org/

VATICANO, 21 Set. 17 / 12:26 pm (ACI).- A Santa Sé enviará 150 mil dólares de ajuda à população do México afetada pelo terremoto que, na terça-feira, 19 de setembro, devastou a capital e várias regiões do centro do país.

De acordo com um comunicado emitido pela Sala de Imprensa do Vaticano, o Papa Francisco autorizou o envio do dinheiro, mediante o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, para cobrir as necessidades das vítimas desta catástrofe que, até o momento, provocou a morte de 250 pessoas.

A ajuda será distribuída através da Nunciatura Apostólica entre Dioceses mais afetadas pelo terremoto, e será dedicada a obras de assistência às vítimas do terremoto como expressão imediata do sentimento de proximidade espiritual e encorajamento paterno para as pessoas e territórios afetados.

Esta ajuda econômica, acompanhada da oração dirigida à Virgem de Guadalupe, padroeira do México, é uma parte das ajudas à amada população mexicana que estão sendo ativadas em toda a Igreja católica e que envolvem, além de várias Conferências episcopais, diversas organizações de caridade.

Na mensagem pronunciada após a Audiência Geral da quarta-feira, 20 de setembro, o Papa Francisco mostrou sua proximidade e solidariedade às vítimas do terremoto de magnitude 7,1.

“Neste momento de dor, quero manifestar a minha solidariedade e oração a toda querida população mexicana”, assinalou o Santo Padre. “Elevemos todos juntos a nossa oração a Deus para que acolha em seu seio os que perderam a vida, conforte os feridos, seus familiares e todos os afetados”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

Esse é o segundo tremor registrado no México nesse mês de setembro; Papa reza pelas vítimas

Da Redação, com Rádio Vaticano

Após a catequese desta quarta-feira, 20, o Papa Francisco manifestou solidariedade aos mexicanos em virtude do terremoto que afetou o país nesta terça-feira, 19, deixando mais de 200 mortos. Ao saudar os peregrinos de língua espanhola, Francisco rezou por todas as vítimas da tragédia.

“Ontem, um terremoto terrível assolou o México – vi que há muitos mexicanos entre vocês -. Causou inúmeras vítimas e danos materiais. Neste momento de dor, quero manifestar a minha solidariedade e oração a toda querida população mexicana. Elevemos juntos a nossa oração a Deus por quem perdeu a vida, que o Senhor conforte os feridos, seus familiares e todos os afetados”, disse.

O Papa pediu orações também por todos que trabalham no resgate das vítimas e a proteção de Nossa Senhora de Guadalupe.

O terremoto

O tremor foi sentido em 18 municípios, incluindo a Cidade do México, onde edifícios caíram e pessoas estão soterradas. O epicentro foi nos arredores de Axochiapan, no Estado de Morelos, a cerca de 120 km da capital. Segundo o Serviço Nacional mexicano, o terremoto foi registrado a 57 km de profundidade. Exatamente 32 anos atrás, no mesmo dia, um sismo deixou milhares de mortos na capital mexicana.

Também no início deste mês, em 8 de setembro, um terremoto de magnitude 8,2 graus foi registrado no estado de Chiapas. Esse foi considerado o maior tremor desde 1985.

Fonte: https://noticias.cancaonova.com/

15/05/2013 Città del Vaticano, piazza San Pietro, udienza generale del Mercoledì di papa Francesco

“O perdão de Deus é o sinal de seu amor transbordante por cada um de nós”

O Papa Francisco dedicou a sua reflexão que precede a oração mariana do Angelus ao perdão, inspirando-se na passagem de Mateus proposta pela liturgia do dia.

“Perdoar setenta vezes sete, ou seja, sempre”, é a resposta de Jesus a Pedro ao ser questionado por ele sobre quantas vezes deveria perdoar. Se para ele perdoar sete vezes uma mesma pessoa já parecia ser muito, “talvez para nós pareça muito fazê-lo duas vezes”, observou o Papa.

Jesus ilustra a sua exortação com a parábola do “rei misericordioso e do servo perverso, que mostra a incoerência daquele que antes foi perdoado e depois se recusa a perdoar”:

“A atitude incoerente deste servo é também a nossa quando recusamos o perdão aos nosso irmãos. Enquanto o rei da parábola é a imagem de Deus que nos ama com um amor tão rico de misericórdia, que nos acolhe, nos ama e nos perdoa continuamente”.

Com o nosso Batismo – recordou o Santo Padre – Deus nos perdoou de uma “dívida insolvível”, e continua a nos perdoar “assim que mostramos um pequeno sinal de arrependimento”. E Francisco nos dá um conselho quando temos dificuldade em perdoar:

“Quando somos tentados a fechar o nosso coração a quem nos ofendeu e nos pede desculpa, nos recordemos das palavras do Pai celeste ao servo perverso: “eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?”.

“Alguém que tenha experimentado a alegria, a paz e a liberdade interior que vem do ser perdoado pode, por sua vez, abrir-se à possibilidade de perdoar”, sublinhou Francisco, que recordou que “na oração do Pai Nosso, Jesus quis inserir o mesmo ensinamento desta parábola. Colocou em relação direta o perdão que pedimos a Deus com o perdão que devemos conceder aos nossos irmãos: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido”:

“O perdão de Deus é o sinal de seu amor transbordante por cada um de nós; é o amor que nos deixa livres para nos afastar, como o filho pródigo, mas que espera a cada dia o nosso retorno; é o amor contínuo do pastor pela ovelha perdida; é a ternura que acolhe todo pecado que bate à sua porta. O Pai celeste é pleno de amor e quer oferecê-lo, mas não o pode fazer se fechamos o nosso coração ao amor pelos outros”.

Ao concluir, o Papa pede que “a Virgem Maria nos ajude a sermos sempre mais conscientes da gratuidade e da grandeza do perdão recebido de Deus, para nos tornarmos misericordiosos como Ele, Pai bom, lento para a ira e grande no amor”.

(AFP)

O Papa Francisco convidou os fiéis que participaram da Missa de manhã na Casa Santa Marta, a “contemplar a Mãe de Jesus” e observar a sua atitude ao ver Cristo na cruz.

“Contemplar este sinal de contradição, porque Jesus é o vencedor, mas sobre a Cruz, sobre a Cruz. É uma contradição, não se compreende… É preciso fé para entender, pelo menos para se aproximar deste mistério”.

O Papa disse que Maria “viveu toda a sua vida com a alma traspassada”, pois seguia Jesus e ouvia os comentários das pessoas. “Por isso dizemos que é a primeira discípula”.

O presbítero salesiano indicou que ainda precisa se recuperar das suas fraquezas físicas e afirmou que não sofre de “nenhuma doença além da diabetes. Fui visitado por médicos que estão me ajudando”.

O sacerdote também tem certeza de que “Deus me trouxe de volta à missão que quer que eu realize até quando Ele quiser”.

Em seguida, manifestou que, “ultimamente, desejo que todos vocês junto comigo louvemos a Deus em seu Reino celeste quando Ele nos chamar. Que Deus abençoe a cada um de nós”.

Pe. Tom concluiu a sua mensagem agradecendo “novamente a todos pelas suas orações, seu amor e sua preocupação”.

Este sacerdote salesiano foi libertado em 12 de setembro depois de permanecer durante 18 meses nas mãos do Estado Islâmico. Foi sequestrado pelos terroristas quando invadiram um asilo de idosos e pessoas com deficiências que era administrado por religiosas das Missionárias da Caridade em Áden, no Iêmen. Durante o ataque assassinaram quatro religiosas e doze idosos.

Em uma carta divulgada pelo Reitor Mor dos salesianos, Pe. Angel Fernández Artime, indicou que a Congregação Salesiana “não pediu o pagamento de nenhum resgate e não sabe se foi realizado nenhum tipo de pagamento”.

Além disso, agradeceu “à Sua Majestade, o Sultão de Omã e às autoridades competentes do Sultanato pelo trabalho humanitário que realizaram”.

A Santa Sé assinalou em um comunicado que o Pe. Tom “ficará hospedado por alguns dias em uma comunidade salesiana em Roma antes de voltar para a Índia”.

Na quarta-feira, 13 de setembro, o sacerdote indiano encontrou com o Papa Francisco no Vaticano. Ambos se abraçaram e o Pontífice disse que continuará rezando por ele, como fez durante o seu cativeiro.

Pe. Tom explicou que sua maior tristeza durante o cativeiro foi não poder celebrar a Eucaristia, “embora todos os dias repetisse dentro de mim, no meu coração, todas as palavras da celebração”.

Também indicou que lembra-se das religiosas e dos idosos que morreram nas mãos dos jihadistas.

Por sua parte, em uma reunião em Roma, Pe. Fernández Artime entregou ao sacerdote a sua própria cruz como “sinal de que todos os salesianos estão contigo agora e para sempre”.

Além disso, disse que a Virgem Maria e São João Bosco “fizeram tudo” para que ele fosse libertado. Quando disse-lhe “não duvido que a Mãe te acompanhou todos os dias”, Pe. Tom disse que sim.

“Meus últimos pensamentos vão para a tua família de sangue porque sofreram tanto, não duvido que viverão momentos bonitos onde estarão muito felizes pela tua presença”, manifestou o Reitor Mor dos Salesianos.

O Papa Francisco fez um balanço de sua recente viagem apostólica à Colômbia na Audiência Geral, no Vaticano, e emocionado recordou como em sua passagem pelas ruas do país os pais levantavam com orgulho seus filhos para que os abençoasse: “Eu pensei: ‘Um povo capaz de mostrar seus filhos com orgulho é um povo com futuro’”.

“Gostei muito disso”, assegurou. “Mostravam seus filhos como que dizendo: ‘Este é o nosso orgulho, esta é a nossa esperança”. O povo colombiano “é um povo alegre, com muito sofrimento, mas com esperança”.

Em sua catequese, o Papa, com o rosto marcado como consequência do incidente que sofreu no veículo em que realizava os traslados na Colômbia, assinalou que “nesta viagem senti a continuidade com os dois Papas que visitaram a Colômbia antes de mim: o Beato Paulo VI, em 1968, e São João Paulo II, em 1986. Uma continuidade fortemente animada pelo Espírito, que guia os passos do povo de Deus nas estradas da história”.

Francisco destacou os esforços do povo colombiano para alcançar a reconciliação e destacou que, com sua visita, “quis abençoar os esforços desse povo, confirmá-lo na fé e na esperança e receber seu testemunho que é uma riqueza para meu ministério e para toda a Igreja”.

“A Colômbia, como a maior parte dos países latino-americanos – assinalou –, é um país no qual existem fortíssimas raízes cristãs. E se este fato faz ainda mais aguda a dor pela tragédia que a guerra causou, ao mesmo tempo constitui a garantia da paz, o sólido fundamento da sua reconstrução, o sustento de sua invencível esperança”.

“É evidente que o maligno quis dividir o povo para destruir a obra de Deus, mas também é evidente que o amor de Cristo, sua infinita Misericórdia, é mais forte do que o pecado e a morte”.

O Pontífice destacou o desejo de vida e de paz no coração da nação colombiana: “Pude ver nos olhos de milhares e milhares de crianças, adolescentes e jovens que encheram a praça de Bogotá e que encontrei em todos os lugares”.

Do mesmo modo, também renovou seu “encorajamento pastoral” aos Bisposdo país, “para sua missão a serviço da Igreja, sacramento de Cristo nossa paz e nossa esperança”.

O Santo Padre recordou alguns momentos principais de sua viagem. De forma especial, lembrou o dia dedicado à reconciliação em Villavicencio, “momento culminante de toda a viagem”.

O Papa destacou a beatificação dos mártires Jesús Emilio Jaramilli Monsalve, Bispo, e Pedro Maria Ramírez Ramos, sacerdote. “A beatificação desses dois mártires recordou plasticamente que a paz é baseada também, talvez sobretudo, no sangue de tantos testemunhos do amor, da verdade, da justiça e também de mártires verdadeiros e próprios assassinados por causa fé, como os dois citados”.

Francisco recordou ainda a impressão que lhe causou a celebrar a Missadiante do Cristo de Bojayá, “sem braços e sem pernas, mutilado como seu povo”.

Em Medellín, “a perspectiva foi o da vida cristã como discipulado: a vocação e a missão. Quando os cristãos se empenham a fundo no caminho de Jesus Cristo, tornam-se verdadeiramente sal, luz e fermento no mundo, e os frutos se veem abundantes”.

Um desses frutos “são os ‘Hogares’, as casas onde crianças e jovens feridos pela vida podem encontrar uma nova família, onde são amados, acolhidos, protegidos e acompanhados. E outros frutos abundantes são as vocações à vida sacerdotal e consagrada que pude abençoar e encorajar com alegria em um inesquecível encontro com os consagrados e seus familiares”.

“Enfim, em Cartagena, a cidade de São Pedro Claver, apóstolo dos escravos, o foco foi sobre a promoção da pessoa humana e de seus direitos fundamentais. São Pedro Claver, como mais recentemente Santa Maria Bernarda Bütler, deu a vida pelos mais pobres e marginalizados, e assim mostrou o caminho da verdadeira revolução, a evangélica, não a ideológica, que liberta verdadeiramente a pessoa e a sociedade da escravidão de ontem e, infelizmente, também da de hoje”.

“Neste sentido, ‘dar o primeiro passo’, o lema da viagem, significa aproximar-se, inclinar-se, tocar a carne do irmão ferido e abandonado”, concluiu.

Fonte: acidigital.com

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Arqueólogos que escavavam por Jerusalém descobriram artefatos queimados que datam de 2.600 anos atrás – provando a veracidade de uma passagem bíblica.

Os pesquisadores descobriram madeira carbonizada, sementes de uva, espinhas de peixes, ossos e cerâmica, ao escavar a Cidade de Davi, em Jerusalém. Os achados fornecem evidências de que os babilônicos“queimaram todas as casas de Jerusalém”, como descrito no livro de Jeremias.

Os pesquisadores do Israel Antiquities Authority descobriram os artefatos sob camadas de rocha na Cidade de Davi – juntamente com frascos com lacres que permitiram que os pesquisadores datassem os artefatos.

“Esses lacres são característicos do final do Período do Primeiro Templo”’, disse Dr. Joe Uziel, do Israel Antiquities Authority. “Eles eram usados pelo sistema administrativo que se desenvolveu no final da dinastia judaica”.

Os danos causados pelo fogo ocorreram há 2.600 anos, o que se assemelha com eventos descritos pela Bíblia.O livro de Jeremias diz: “Hoje, no sétimo dia do quinto mês, décimo nono ano do rei Nabucodonosor, rei da Babilônia, Nebuzaradã o capitão da guarda, um servo do rei da Babilônia, veio até Jerusalém. Ele queimou a casa do Senhor, a casa do rei e todas as casas de Jerusalém. Todas as grandes casas foram queimadas pelo fogo”. (SP – Agências internacionais) (Fonte: Rádio Vaticano)

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Em memória  de Paulo VI, falecido em 6 de agosto de 1978, o bispo de Albano e secretário do Conselho de Cardeais, dom Marcello Semeraro, presidiu um Missa nas Grutas Vaticanas na manhã de hoje (7). Após a celebração, o Papa Francisco rezou diante do túmulo do Beato.

A Missa foi presidida por dom Semeraro, pois Paulo VI faleceu em Castel Gandolfo (Diocese de Albano).

Antes da beatificação do papa Montini, a celebração – sempre presidida por dom Semeraro – realizava-se na Paróquia de Castel Gandolfo.

Agora que a memória litúrgica é celebrada em 26 de setembro, dom Semeraro – considerado um dos maiores especialistas sobre o papa que deu continuidade e concluiu o Concílio Vaticano II, aberto por João XXIII – continua a presidir a celebração, mas nas Grutas Vaticanas, com a participação de pessoas próximas ao Beato.

Ao final da Eucaristia, também o papa Francisco foi até a Basílica descendo à Cripta, onde acompanhado por Dom Semeraro recolheu-se em oração diante do túmulo de Paulo VI.

“Para nós esta Festa (da Transfiguração) é muito cara – disse Dom Semeraro na homilia – também porque nos recorda a passagem ao Céu do Beato Paulo VI, cujo corpo, que depois homenagearemos, está sepultado nestas Grutas.

Em uma biografia ele é definido como “o Papa da luz”. O seu permanente anseio pela luz permanece definitivamente marcado naquele “pensamento à morte” que, quando tomamos conhecimento dele ao ser lido na Congregação Geral dos Cardeais em 10 de agosto de 1978, deixou atônitos e comovidos.

Até então, eu nunca havia ouvido um testemunho assim tão alto e profundo, espiritual e carnal juntos e é algo que ainda hoje, depois de quase 40 anos, me emociona.  “Andai enquanto tendes luz” – escreveu citando João 12,35. Assim, gostaria, terminando, de estar na luz”. (Fonte: JE/ Rádio Vaticano)

Mas o que quer dizer “ser cristãos?”

Ser batizado significa ser chamado a difundir a luz da esperança de Deus neste mundo sem esperança”. Ao retomar as Audiências Gerais após a pausa no mês de julho, o Papa Francisco dedicou sua catequese ao “Batismo, como porta da esperança”.

Dirigindo-se ao sete mil presentes na Sala Paulo VI, Francisco começou sua reflexão recordando que nos tempos modernos praticamente desapareceu o fascínio pelos antigos ritos do Batismo, assim como alegorias que tinham um grande significado para o homem antigo, como a orientação das Igrejas para o Oriente, “local onde as trevas eram vencidas pela primeira luz da aurora, o que nos remete a Cristo”, “que nos vai trazer do alto a visita do Sol nascente.”

Permanece intacta em seu significado no entanto – observou o Papa – “a profissão de fé feita segundo a interrogação batismal, que é própria da celebração de alguns sacramentos”.

Mas, o que quer dizer “ser cristãos?”, pergunta. “Quer dizer olhar para a luz, continuar a fazer a profissão de fé na luz, mesmo quando o mundo é envolvido pela noite e pelas trevas”:

“Nós somos aqueles que acreditam que Deus é Pai: esta é a luz! Acreditamos que Jesus desceu entre nós, caminhou em nossas próprias vidas, tornando-se companheiro especialmente dos mais pobres e frágeis: esta é a luz! Nós acreditamos que o Espírito Santo age incansavelmente para o bem da humanidade e do mundo, e até mesmo as maiores dores da história serão superadas: esta é a esperança que nos desperta todas as manhãs! Acreditamos que cada afeto, cada amizade, cada desejo bom, cada amor, até mesmo aqueles mais momentâneos e negligenciados, um dia encontrarão o seu cumprimento em Deus: esta é a força que nos impulsiona a abraçar com entusiasmo a nossa vida todos os dias!”

O Papa recorda então outro sinal “muito bonito da liturgia batismal, que nos recorda a importância da luz”, que é quando ao final do rito é entregue aos pais da criança – ou ao adulto batizado – uma vela, cuja chama é acesa no Círio Pascal.

O Círio Pascal que na noite de Páscoa entra na igreja completamente escura, para manifestar a Ressurreição de Jesus:

“Daquele Círio – explica Francisco – todos acendem a própria vela e transmitem a chama aos vizinhos: neste sinal existe a lenta propagação da ressurreição de Jesus na vida de todos os cristãos. A vida da Igreja é contaminação de luz”.

O Santo Padre reitera então a importância de sempre recordarmos de nosso Batismo, explicando:

“Nós nascemos duas vezes: a primeira à vida natural, a segunda, graças ao encontro com Cristo, na fonte batismal. Ali somos mortos para a morte, para viver como filhos de Deus neste mundo. Ali nos tornamos humanos como nunca poderíamos ter imaginado. Eis porque todos devemos espalhar a fragrância do Crisma com o qual fomos marcados no dia do nosso Batismo. Em nós vive e opera o Espírito de Jesus, o primogênito de muitos irmãos, de todos aqueles que se opõem a inevitabilidade das trevas e da morte”.

“Que graça – exclama Francisco – quando um cristão torna-se realmente um “cristóforo”,  um “portador de Cristo” no mundo!”, sobretudo “para aqueles que estão atravessando situações de luto, de desespero, de trevas e de ódio”, e isto pode ser percebido por tantos pequenos gestos:

“Da luz que um cristão traz nos olhos, da profunda serenidade que não é afetada mesmo nos dias mais complicados, pelo desejo de recomeçar a querer bem mesmo quando se tenha experimentado muitas decepções”.

“No futuro – pergunta o Papa ao concluir sua reflexão –  quando for escrita a história do nosso dia, o que se dirá de nós? Que fomos capazes de esperança, ou que  colocamos a nossa luz debaixo do alqueire? Se formos fiéis ao nosso Batismo, propagaremos a luz da esperança de Deus e poderemos passar para as gerações futuras razões de vida”.

Ao saudar os peregrinos em língua portuguesa, o Papa Francisco citou, em particular, os membros da Fraternidade dos “Irmãozinhos de Assis” presentes.

“Ser batizados – disse o Papa– significa ser chamado à Santidade. Peçamos a graça de poder viver os nossos compromissos batismais como verdadeiros imitadores de cristo, nossa esperança e nossa paz”.

(Fonte: Rádio Vaticano)

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Uma das tantas presenças na Audiência Geral desta quarta-feira na Sala Paulo VI foi a do coral “Vozes do Haiti”, dirigido por Andrea Bocelli.

As 60 crianças haitianas – com idades entre 9 e 16 anos – foram saudadas pelo Papa Francisco e no final da Audiência fizeram uma pequena apresentação, cantando Ave Maria e Amazing Grace.

As crianças que fazem parte do coral foram selecionadas pelo próprio Bocelli no Haiti –  numa parceria com a haitiana Fondation St. Luc – após o catastrófico terremoto que devastou a ilha caribenha em 2010.

Ícones da esperança

À margem da apresentação do coral “Voices of Haiti” no Teatro do Silêncio de Lajatico, na inauguração em Roma da Fundação Zeffirelli, Andrea Bocelli declarou que as crianças do Coral  “são o ícone da esperança, o símbolo vivo de um povo que está ressurgindo após uma tragédia devastadora como foi o terremoto”.

O projeto

O “Voices of Haiti” é um projeto da Fundação Andrea Bocelli (ABF) inserido no âmbito do “Break the barriers”, um dos programas realizados pela fundação com o objetivo de apoiar e promover projetos que ajudem as populações dos países em via de desenvolvimento ou em situações de pobreza, doenças e complexas problemáticas sociais, que inviabilizam ou reduzem a qualidade de vida.

Estreia em Nova Iorque

O Coral teve sua estreia em 15 de setembro de 2016 em Nova Iorque. O diretor e responsável técnico pelo projeto é Malcolm J. Merriweatehr – choral associate junto  à Cathedral Church of St. John the Divine de Nova Iorque e docente no Brooklyn College Conservatory (CUNY).

A organização conta com o apoio de uma equipe de colaboradores haitianos formados por músicos, professores e administradores. (Fonte: Rádio vaticano)

No nosso Espaço Memória Histórica, 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos continuar a tratar no programa de hoje sobre os “Carismas que brotaram com a renovação do Concílio Vaticano II”.

“A tríplice ação da Igreja, isto é, martyria, leiturgia e diakonia, não é, portanto, mera atividade humana, em grau somente de indicar um Deus distante, mas antes expressão da cooperação entre Deus os homens, a fim de que Deus possa agir por nosso intermédio”. Com estas palavras do Cardeal Gerhard Müller recordamos no programa passado um dos movimentos que nasceram no seio da Igreja como fruto do Concílio Vaticano II.

“O Cardeal Gerhard Müller, em novembro do ano passado, fez bela declaração a favor dos carismas na Igreja, particularmente do Caminho Neocatecumenal, como um fruto laical também do Concilio Vaticano II.  Disse assim o Cardeal, na ocasião:

“A distinção entre dons hierárquicos e dons carismáticos não corresponde à distinção entre clérigos e leigos, enquanto o ser cristão de todos os membros do Corpo de Cristo, que é a Igreja, tem um fundamento sacramental. Pelo Batismo e a Crisma somos inseridos no mistério da santa Igreja; pelos sacramentos da Penitência e da Eucaristia a vida em Cristo vem purificada e nutrida, enquanto no matrimônio os cônjuges são fortificados com a graça de Cristo.

Todos participam completamente da vida santa e da ação santificante da Igreja, e a todas as principais atividades da missa, da solicitude pela salvação de todos e da caridade. É aquilo que nós chamamos apostolado dos leigos, que é o exercício do sacerdócio comum, real e profético do povo de Deus, mas também a vocação de todos os cristãos à santidade.

O sacerdócio sacramental dos pastores da Igreja não se coloca em contraposição à participação de todos os batizados na missão da Igreja pela força de Cristo, mestre, sacerdote e rei da Nova Aliança, mas está indissoluvelmente ligada a ela. Isso vem exercitado nos graus hierárquicos do episcopado e do presbiterado, assistidos pelos diáconos.

Todos os fiéis e os seus pastores, por sua vez, estão confiados ao cuidado pastoral universal do sucessor de Pedro: o Papa, bispo de Roma. A todos os fiéis e pastores são concedidos, além do mandato sacramental para o ensinamento e a guia da Igreja, também os dons do Espírito Santo.

Todo presbítero, por exemplo, tem o poder de conferir aos doentes graves ou aos moribundos o sacramento da unção dos enfermos. Pode haver casos, porém, nos quais o bispo escolha confiar a missão de capelão hospitalar a uma outra pessoa que se demonstre particularmente sensível no relacionar-se com as pessoas doentes.

Ou, para dar ainda outro exemplo: tendo claro que os leigos não podem exercer o autêntico magistério do Papa, dos bispos e dos sacerdotes ordenados, que vem conferido somente por meio do sacramento da ordenação, nada impede, pelo contrário, que um fiel receba, do Espírito Santo, o carisma do ensinamento.” – vemos aqui a importância que o Cardeal dá aos carismas vindo dos leigos.

O Cardeal declarou mais, lembrando a Lumen Gentium, número 12: dizendo que “o Espírito Santo doa carismas desde aqueles mais simples aos “mais extraordinários” – como aqueles dos fundadores das ordens, famílias ou movimentos religiosos, os quais “devem ser recebidos com agradecimento e consolo, porque são muito adequados e úteis às necessidades da Igreja” (LG 12). Por isso, para que a Igreja não se veja fragmentada nos seus vários ofícios, ministérios e carismas, mas recomposta na sua variedade para formar e edificar a unidade em Cristo, sobre a unidade de todo o povo de Deus, expressa na variedade das vocações e dos carismas, estão vigilantes, pela Igreja universal, o magistério eclesial confiado ao Papa, e, pelas igrejas locais, o magistério dos bispos. “O juízo sobre a genuinidade dos carismas e sobre o seu uso ordenado pertence àqueles que detêm a autoridade na Igreja; a esses corresponde sobretudo não extinguir o Espírito, mas examinar tudo e ficar com aquilo que é bom (cfr. 1 Ts 5,12 e 19-21)» (LG 12).

Feita essa longa introdução, o Cardeal declara o seguinte a respeito do carisma do Caminho Neocatecumenal: No exercício do mandato dado a eles por Cristo, os papas analisaram, acompanharam e promoveram o Caminho Neocatecumenal em várias etapas. Foi o Papa Bento XVI que, em 11 de maio de 2008, deu aos seus estatutos a aprovação canônica, reconhecendo, deste modo, também o carisma dos iniciadores como ação do Espírito Santo voltada para a edificação espiritual e pastoral da Igreja e aprovando este caminho de evangelização do mundo e de nova evangelização para os católicos batizados. (…) E, uma vez que este não se trata do catecumenato de adultos antes de seu batismo, mas do despertar, sustentar e fortalecer a fé de acordo com o modelo do catecumenato pré-batismal, ele é definido sinteticamente como “Neocatecumenato”.

Não se deve – e não se quer – substituir o ensinamento oficial da fé nas paróquias e nas escolas. Trata-se de fazer a experiência pessoal de uma vida com o Deus Trinitário santo e santificante, para compartilhar com um grupo de companheiros de viajem; de realizar um itinerário mistagógico e catequético que torna capaz de seguir o Senhor crucificado e ressuscitado, conformando-nos e unindo-nos a Ele no amor. Palavra de Deus, liturgia e comunidade são os três elementos fundamentais do Caminho Neocatecumenal“. (Fonte: Rádio Vaticano)

O papa Francisco enviou, uma carta aos jovens brasileiros no encerramento do projeto Rota 300, que se encerrou dia 29 de julho com uma grande festa no Santuário Nacional de Aparecida (SP). A iniciativa celebrou os 300 anos do encontro da imagem de Aparecida, no Rio Paraíba do Sul (SP).

No texto, Francisco afirma que Maria é um sinal de esperança e que conhece os desafios vividos pelos jovens. Além disso, o papa estimula a juventude a seguir com o espírito missionário.

“Caros amigos, em meio às incertezas e inseguranças de cada dia, em meio à precariedade que as situações de injustiça criam ao redor de vocês, tenham uma certeza, – escreve o Papa -, Maria é um sinal de esperança que lhes animará com um grande impulso missionário. Ela conhece os desafios em que vocês vivem. Com sua atenção e acompanhamento maternos, lhes fará perceber que não estão sozinhos”.

O Santo Padre recordou na sua mensagem a história dos pescadores pobres, que depois de uma pesca sem grandes resultados, no rio Paraíba do Sul, lançaram mais uma vez as suas redes e foram surpreendidos com uma imagem partida de Nossa Senhora, coberta de lama. Primeiro acharam o corpo, logo em seguida a cabeça. “Como comentei aos Bispos brasileiros em 2013, – escreve ainda Francisco -, o fato traz em si um simbolismo muito significativo: aquilo que estava dividido, volta à unidade, como o coração daqueles pescadores, como o próprio Brasil colonial, dividido pela escravidão, que encontra sua unidade na fé que aquela imagem negra de Nossa Senhora inspirava”.

Francisco convida então os jovens a deixarem que seus corações sejam transformados pelo encontro com Nossa Mãe Aparecida. “Que Ela transforme as “redes” da vida de vocês – redes de amigos, redes socias, redes materiais e virtuais -, realidades que tantas vezes se encontram dividas, em algo mais significativo: que se convertam numa comunidade! Comunidades missionárias “em saída”! Comunidades que são luz e fermento de uma sociedade mais justa e fraterna”.

Recordando ainda a sua mensagem à Assembleia do CELAM em 2017, o Pontífice pede aos jovens que “não tenham medo de arriscar-se e comprometer-se na construção de uma nova sociedade, permeando com a força do Evangelho os ambientes sociais, políticos, econômicos e universitários! Não tenham medo de lutar contra a corrupção e não se deixem seduzir por ela! Confiantes no Senhor, cuja presença é fonte de vida em abundância, e sob o manto de Maria, vocês podem redescobrir a criatividade e a força para serem protagonistas de una cultura de aliança e assim gerar novos paradigmas que venham a pautar a vida do Brasil”.

O Santo Padre finaliza a sua mensagem com uma invocação: “Que Nossa Senhora, que em sua juventude soube abraçar com coragem o chamado de Deus em sua vida e sair ao encontro dos mais necessitados, possa ir à frente de vocês, guiando-lhes em todos os seus caminhos!”

Leia a carta na íntegra:

Queridos jovens,

Saúdo afetuosamente a vocês, jovens do Brasil, reunidos em Aparecida para o encerramento do Projeto “Rota 300”, nesse Ano Mariano que comemora os 300 anos do achado da imagem de Nossa Senhora nas águas do Rio Paraíba do Sul.

Para tal ocasião, gostaria de ressaltar um aspecto da Mensagem que lhes escrevi este ano, para a XXXII Jornada Mundial da Juventude a Virgem Maria é um precioso exemplo para a juventude e um auxílio na caminhada pela estrada da vida. Para que vocês possam perceber esta verdade, não são necessárias grandes reflexões; basta contemplar a imagem da Mãe Aparecida, durante a peregrinação que farão ao seu Santuário Nacional. Eu mesmo fiz essa experiência, quando aí estive em 2007, por ocasião da V Conferência do Episcopado Latino-americano e, depois em 2013, durante a JMJ no Rio de Janeiro.

Pude ali descobrir no olhar terno e maternal da Virgem morena e nos olhos da gente simples que a contemplava, o segredo da esperança que move o povo brasileiro a enfrentar com fé e coragem os desafios de cada dia. Pude também contemplar a força revolucionária de uma Mãe carinhosa que move o coração de seus filhos a saírem de si mesmos com grande ímpeto missionário, como aliás vocês fizeram durante a semana missionária, que acabam de concluir no Vale do Paraíba. Parabéns por este testemunho!

Caros amigos, em meio às incertezas e inseguranças de cada dia, em meio à precariedade que as situações de injustiça criam ao redor de vocês, tenham uma certeza: Maria é um sinal de esperança que lhes animará com um grande impulso missionário. Ela conhece os desafios em que vocês vivem. Com sua atenção e acompanhamento maternos, lhes fará perceber que não estão sozinhos. Nesse sentido, vale a pena recordar a história daqueles pescadores pobres, que depois de uma pesca sem grandes resultados, no rio Paraíba do Sul, lançaram mais uma vez as suas redes e foram surpreendidos com uma imagem partida de Nossa Senhora, coberta de lama. Primeiro acharam o corpo, logo em seguida a cabeça. Como comentei aos Bispos brasileiros em 2013, o fato traz em si um simbolismo muito significativo: aquilo que estava dividido, volta à unidade, como o coração daqueles pescadores, como o próprio Brasil colonial, dividido pela escravidão, que encontra sua unidade na fé que aquela imagem negra de Nossa Senhora inspirava (cf. Discurso aos Bispos do Brasil, 27/7/2013). Por isso, convido a que vocês também deixem que seus corações sejam transformados pelo encontro com Nossa Mãe Aparecida. Que Ela transforme as “redes” da vida de vocês – redes de amigos, redes socias, redes materiais e virtuais -, realidades que tantas vezes se encontram dividas, em algo mais significativo: que se convertam numa comunidade! Comunidades missionárias “em saída”! Comunidades que são luz e fermento de uma sociedade mais justa e fraterna.

Assim integrados nas suas comunidades, não tenham medo de arriscar-se e comprometer-se na construção de uma nova sociedade, permeando com a força do Evangelho os ambientes sociais, políticos, econômicos e universitários! Não tenham medo de lutar contra a corrupção e não se deixem seduzir por ela! Confiantes no Senhor, cuja presença é fonte de vida em abundância, e sob o manto de Maria, vocês podem redescobrir a criatividade e a força para serem protagonistas de una cultura de aliança e assim gerar novos paradigmas que venham a pautar a vida do Brasil (cf. Mensagem à Assembleia do CELAM, 8/5/2017).

Possa o Senhor, pela intercessão da Virgem Aparecida, renovar em cada um de vocês a esperança e o espírito missionário. Vocês são a esperança do Brasil e do mundo. E a novidade, da qual vocês são portadores, já começa a construir-se hoje. Que Nossa Senhora, que em sua juventude soube abraçar com coragem o chamado de Deus em sua vida e sair ao encontro dos mais necessitados, possa ir à frente de vocês, guiando-lhes em todos os seus caminhos! E para tal, lhes envio a cada um, extensiva aos seus familiares e amigos, a Bênção Apostólica, pedindo que, por favor, não deixem de rezar também por mim.

[Franciscus PP.]

(Fonte: Rádio Vaticano)

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“Como Santo Inácio de Loyola, deixemo-nos conquistar pelo Senhor Jesus e, guiados por Ele, coloquemo-nos ao serviço do próximo.” Esta é a mensagem do Papa Francisco no Twitter, no dia em que a Igreja recorda o Santo fundador da Companhia de Jesus.

Se é um dia um dia especial para os jesuítas em todo o mundo, o é também para o Papa Francisco, que pertence à Companhia. Em 2014, o papa festejou a data com seus confrades na Cúria Geral, que fica a dois passos da Praça S. Pedro.

A última vez que almoçou com eles foi no dia 12 de fevereiro deste ano, por ocasião da despedida do padre Adolfo Nicolás, Prepósito da Companhia de 2008 a 2016, que agora desempenha sua missão nas Filipinas.

Discernimento

Desde outubro do ano passado, esta função é desempenhada pelo venezuelano Arturo Sosa, que em entrevista à Rádio Vaticano falou dos dois grandes desafios da Companhia hoje:

“Eu gostaria de sintetizar os desafios da Companhia em dois grupos. O primeiro é como nós podemos entender a nossa melhor contribuição à missão de reconciliação da Igreja que, segundo a 36ª Congregação Geral, tem três dimensões: a reconciliação com Deus, a reconciliação dos homens entre si e a reconciliação com a criação. Nós nos sentimos colaboradores deste processo, pois compartilhamos a missão do Senhor entregue à Igreja. A contribuição tem um fundamento, e o fundamento é a fé. Portanto, o primeiro desafio é discernir onde Deus trabalha neste momento da história humana e como o faz, para sermos seus instrumentos e para colaborarmos àquilo que Ele faz.”

Desigualdade

Padre Arturo Sosa afirma que é preciso olhar para os crucifixos do mundo de hoje – mundo marcado pela desigualdade e pela pobreza. “Sem justiça social, a reconciliação não é possível”, afirma, acrescentando que é preciso entender as causas da injustiça e pensar em modelos alternativos de convivência humana. “O desafio que temos diante de nós é buscar reconciliar este processo, para garantir às futuras gerações uma vida melhor do que temos hoje em meio à desigualdade e à pobreza.”

Conversão

O segundo grande grupo de desafios identificado pelo Prepósito é adaptar a Companhia de Jesus aos tempos atuais, “colocar a Companhia em condições de oferecer uma colaboração mais eficaz a esses desafios”. Para o sacerdote venezuelano, isso começa com a conversão pessoal, com a conversão da vida comunitária e, a mais difícil, a conversão institucional. (Fonte: Rádio Vaticano)