Papas

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Pope Francis greets a man as he visits a first aid camp set up on the occasion of the World Day of the Poor in front of Saint Peter's square in Rome, Italy November 16, 2017. Osservatore Romano/Handout via Reuters

Vaticano, 17 Nov. 17 / 12:00 pm (ACI).- Não podiam acreditar que era o próprio Papa Francisco. Emocionados e em estado de choque ficaram alguns médicos e enfermeiros voluntários que atendem nestes dias pobres e sem-tetos em um pequeno hospital improvisado ao lado da Praça de São Pedro por ocasião do Dia Mundial dos Pobres que será celebrado no próximo domingo.

O Dia Mundial dos Pobres foi organizado com a colaboração do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, que também é responsável pelo pequeno hospital de campanha, onde o Papa fez uma visita surpresa.

Os necessitados que desejarem podem ir ao local realizar exames de sangue ou ter uma consulta com médicos especialistas, ginecologistas, dermatologistas ou cardiologistas. Depois da consulta, caso precisem, oferecerão a cada um deles continuar o seu tratamento.

Francisco deixou o Vaticano e chegou ao hospital no seu carro Fiat. Ele desceu e saudou o sorridente os pobres que estavam no local naquele momento, assim como os médicos, especialistas, enfermeiros e voluntários que atendem no local durante algumas horas.

 

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Vaticano, 16 Nov. 17 / 09:50 am (ACI).- Milhares de pessoas em situação de exclusão e pobres participarão da Missa celebrada pelo Papa Francisco por ocasião do primeiro Dia Mundial dos Pobres em Roma, no domingo, 19 de novembro.

Depois da celebração da Eucaristia, 1500 pessoas participarão de um almoço de comemoração na Sala Paulo VI junto com o Santo Padre, enquanto outras 2500 pessoas serão recebidas em diferentes seminários e colégios católicos de Roma para participar também de um almoço.

Os necessitados serão acompanhados pelas pessoas das associações voluntárias de Roma, Lazio e diversas dioceses do mundo, que se encontrarão na Basílica de São Pedro para participar da Missa.

Servirão aos pobres 40 diáconos da Diocese de Roma e cerca de 150 voluntários das paróquias das dioceses.

Este Dia foi organizado com a colaboração do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização com Cáritas, a Comunidade de Santo Egídio, a Ordem de Malta, Novos Horizontes, a Comunidade de João XXIII, a Associação Fratello 2016, Opere Antoniane de Roma, ACLI Roma e os Grupos de Voluntariado.

O cardápio que será servido na Sala Paulo VI será preparado pelo restaurante ‘Al Pioppeto’, com diferentes pratos tradicionais da cozinha italiana.

A Banda de Música da Gendarmaria Vaticana e o coral ‘Le Dolci Note’ animarão o almoço.

A celebração do Dia Mundial dos Pobres surgiu a partir de um grande desejo do Papa Francisco, depois do encerramento do Jubileu da Misericórdia, com o objetivo de que toda a comunidade cristã se sinta chamada a ajudar os pobres, os fracos, os homens e mulheres cuja dignidade foi desrespeitada.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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O Papa Francisco foi presenteado nesta quarta-feira com um modelo especial da marca de automóveis de luxo Lamborghini, de cor branca, que será leiloado para financiar projetos humanitários, informou o Vaticano.

O pontífice benzeu o carro e assinou o capô, diante de diretores da marca presentes no Vaticano. O automóvel será vendido pela casa Sotheby’s.

O preço do modelo gira em torno de 200 mil euros, mas se espera que o carro do Papa seja arrematado por um valor mais alto.

O Papa determinou que o dinheiro arrecadado seja usado para financiar um projeto de reconstrução de residências, locais de culto e infraestrutura pública na planície de Nínive, Iraque, a fim de ajudar os cristãos que fugiram da guerra a recuperar “suas raízes e sua dignidade”, indicou a Santa Sé.

O Lamborghini do Papa também irá financiar uma associação italiana que ajuda vítimas de redes de prostituição, bem como duas associações italianas atuantes na África, entre elas um grupo internacional de cirurgiões.

O Papa, que costuma receber presentes curiosos, já havia leiloado, com fins de caridade, uma motocicleta Harley Davidson.

(AFP)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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BOGOTÁ, 13 Nov. 17 / 04:00 pm (ACI).- O Papa Francisco enviou uma carta comovente escrita a mão para um soldado que ele conheceu na Colômbia, o qual ficou com deficiência devido à guerra, a fim de agradecer o seu gesto no aeroporto de Bogotá e dizer-lhe que a foto que foi tirada durante este encontro foi colocada ao lado da imagem da Virgem, “no pequeno altar que tenho no meu escritório” no Vaticano.

A carta do Pontífice é dirigida ao infante da marinha profissional Edwin Restrepo, que há 13 anos está usando cadeira de rodas, depois de pisar em uma mina próxima ao município de Zambrano (Bolívar) em uma operação de registro e controle.

Edwin perdeu alguns membros do corpo e ficou cego. Entretanto, lutou para aprender a ler com o método Braille e, depois de terminar o ensino médio, começou a carreira de advogado. Além disso, aprendeu a caminhar novamente com a sua nova prótese.

Assim, Edwin teve um breve encontro com o Papa Francisco no aeroporto de Catam, Bogotá, em 10 de setembro deste ano, antes do Pontífice ir para Villavicencio, durante a sua visita apostólica à Colômbia.

A carta do Papa tem a data de 16 de outubro e foi lida e entregue ao soldado em 9 de novembro por Dom Suescún Mutis, Bispo Castrense.

Antes de ouvir a carta, Edwin recordou que durante este encontro ele pediu para que Francisco rezasse por cada soldado e policial colombiano. “Fazer a guerra não é fácil e fazer a paz é muito mais difícil. Estamos em um processo de reconciliação”, comentou.

Em sua carta, o Santo Padre escreve: “Caro Irmão, não conheço o seu nome, mas não esqueci o gesto espontâneo que teve no último dia 10 de setembro no aeroporto de Catam antes da minha partida a Villavicencio”.

O Pontífice se referiu ao boné militar que Edwin lhe deu. “Esse gesto tocou o meu coração e não entreguei o meu boné de soldado ao meu assistente (como costumo fazer com as coisas que me dão de presente), mas quis levá-lo comigo, como uma lembrança e símbolo de entrega e amor à Pátria, e assim ficou registrado na foto”, escreveu Francisco.

O Papa disse a Edwin Restrepo que “esse boné de soldado me acompanhou durante a viagem: muitas vezes pensei em você e nos seus companheiros que foram feridos por ter lutado pelo seu povo”.

Assim, o Papa conta que quando voltou para Roma não conseguiu se “desapegar dele” e o colocou ao lado da foto e da notícia que saiu em L’Osservatore Romano), “junto com a imagem da Virgem, em cima do pequeno altar que está no meu escritório e diante do qual eu frequentemente rezo. Assim, cada vez que rezo lá, rezo por você, pelos seus companheiros caídos e feridos e pela Colômbia”.

“Através do Senhor Bispo Fabio Suescún Mutis, envio, como lembrança, estas fotografias. E mais uma vez eu digo obrigado! Obrigado pelo seu gesto, obrigado pelo seu amor pela pátria. E, por favor, peço para que não se esqueça de rezar por mim. Que Jesus o abençoe e a Santíssima Virgem cuide de você. Fraternalmente. Francisco”, conclui o texto.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Pope Francis speaks to journalists on his flight back to Rome, Italy November 1, 2016. REUTERS/Ettore Ferrari/Pool - RTX2RDLG

Pontífice enviou mensagem aos países afetados pelo terremoto na noite de ontem; ele reza pelas vítimas e familiares

Da Redação, com Boletim da Santa Sé

O Papa Francisco expressou o seu pesar pelo terremoto ocorrido na noite deste domingo, 12, na fronteira entre Irã e Iraque e que deixou mais de 300 mortos. Em mensagens assinadas pelo secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, o Santo Padre reza pelas vítimas.

Profundamente triste ao saber do grave terremoto que atingiu os dois países, o Santo Padre assegura a todos os atingidos pela tragédia sua solidariedade na oração, informa a mensagem, acrescentando o pedido de consolo e força sobre os feridos e as autoridades envolvidas em esforços de resgate.

“Expressando sua tristeza a todos aqueles que perderam seus entes queridos, ele oferece suas preces pelos falecidos e os confia à misericórdia do Todo Poderoso. Sobre os feridos e as autoridades civis e de emergência envolvidas nos esforços de resgate e recuperação, Sua Santidade invoca bençãos divina de consolo e força”.

O terremoto ocorreu por volta de 22h (hora local, 16h no horário de Brasília), tendo o epicentro a 32km da cidade iraquiana de Halabja. A região afetada mais gravemente foi o Irã, onde foram registradas 328 mortos. O tremor de terra teve uma magnitude de 7,2 graus.

Fonte: https://noticias.cancaonova.com/

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Vaticano, 10 Nov. 17 / 10:03 am (ACI).- Em um esperado discurso sobre as armas nucleares e a necessidade de iniciar um processo de desarmamento de todos os países que as possuam, o Papa Francisco condenou com firmeza “a ameaça do seu uso, bem como a sua própria posse”.

Francisco assinalou que não se deve apenas condenar o emprego premeditado de armas de destruição em massa, como são as armas nucleares, mas também sua mera posse já é condenável, pois sua ostentação responde a uma estratégia dissuasiva baseada no medo e existe até mesmo o risco de uma detonação acidental.

O Santo Padre fez esta afirmação na audiência que concedeu nesta sexta-feira, 10 de novembro, na Sala Clementina do Palácio Apostólico aos participantes do Congresso Internacional sobre Desarmamento que acontece no Vaticano, com o tema ‘Perspectivas para um mundo livre de armas nucleares e por um desarmamento integral’.

Em seu discurso, o Pontífice indicou que “não podemos evitar experimentar um sentimento de inquietação se consideramos as catastróficas consequências humanitárias e ambientais que derivam de qualquer tipo de emprego da artilharia nuclear”.

“Portanto, também considerando o risco de uma detonação acidental de tais armas por um erro de qualquer tipo, é preciso condenar com firmeza a ameaça do seu uso, bem como a sua própria posse, porque sua própria existência e funcionalidade servem a uma lógica de medo que não afeta apenas as partes em conflito, mas o mundo inteiro”.

Francisco advertiu sobre a dificuldade de deter a espiral armamentista uma vez que se inicia. “É um fato que a espiral da corrida armamentista não conhece limites e os custos da modernização e do desenvolvimento de armas, não somente nucleares, representa uma considerável despesa para as nações, a ponto de colocar em segundo plano as prioridades reais da humanidade sofredora: a luta contra a pobreza, a promoção da paz, a realização de projetos educativos, ecológicos e sanitários, e o desenvolvimento dos direitos humanos”.

Nesse sentido, defendeu que sejam impulsionadas relações entre países sem ameaças armamentistas. “As relações internacionais não podem ser dominadas pela força militar, pelas intimidações recíprocas e pela ostentação dos arsenais bélicos”.

“As armas de destruição em massa, em particular as atômicas, criam uma sensação enganadora de segurança e não podem constituir a base da pacífica convivência entre os membros da família humana, que deve inspirar-se em uma ética de solidariedade”, sublinhou.

Além disso, convocou a conservar a memória das vítimas das armas nucleares, “o testemunho insubstituível dos ‘Hibakusha’, isto é, as pessoas atingidas pelas explosões nucleares de Hiroshima e Nagasaki, e as demais vítimas dos experimentos com armas nucleares. Que sua voz profética seja uma advertência para as novas gerações”.

Por outro lado, afirmou que “os armamentos que têm como resultado a destruição do gênero humano são ilógicos inclusive no âmbito nuclear. Do mesmo modo, a verdadeira ciência sempre está a serviço do homem, enquanto a sociedade contemporânea aparece como aturdida pelos desvios de projetos concebidos nela, inclusive com uma boa intenção em sua origem”.

No entanto, também mostrou-se esperançoso sobre futuras medias que interrompam a corrida armamentista. “Recentemente, por exemplo, por meio de uma histórica votação na sede da ONU, a maior parte dos membros da comunidade internacional estabeleceu que as armas nucleares não são apenas imorais, mas também devem ser consideradas instrumentos de guerra ilegítimos”.

O Papa Francisco falou da necessidade de impulsionar um desenvolvimento integral que permita reordenar as prioridades dos Estados, situando em primeiro lugar as necessidades das pessoas. “O desenvolvimento integral é a estrada do bem que a família humana é chamada a percorrer”, assegurou.

“É preciso rejeitar a cultura do descarte e cuidar das pessoas e dos povos que sofrem as mais dolorosas desigualdades, através de uma obra que saiba privilegiar com paciência os processos solidários em relação ao egoísmo dos interesses contingentes”.

“Trata-se, ao mesmo tempo, de integrar a dimensão individual na dimensão social, mediante a implantação do princípio da subsidiariedade, favorecendo o aporte de todos. É necessário promover o homem em sua unidade de alma e corpo, de contemplação e de ação”, indicou ao finalizar o discurso.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Eleito Papa em 1978, João Paulo I teve um dos pontificados mais breves da Igreja católica

Da Redação, com Boletim da Santa Sé

O Papa Francisco autorizou a promulgação de novos decretos da Congregação para a Causa dos Santos, entre eles o que reconhece as virtudes heroicas do Papa João Paulo I, que teve um dos pontificados mais breves da história da Igreja católica.

Albino Luciani, seu nome de batismo, nasceu na Itália em 17 de outubro de 1912. Foi ordenado bispo em 1958 pelo então Papa João XXIII, hoje santo, e criado cardeal pelo então Papa Paulo VI, hoje beato, que também o nomeou como Patriarca de Veneza, em 1969.

Cardeal Luciani foi eleito Papa em 26 de agosto de 1978 e esteve à frente da Igreja católica por apenas 33 dias, vindo a falecer em 28 de setembro do mesmo ano, no Palácio Apostólico Vaticano.

O reconhecimento de suas virtudes heroicas é um dos primeiros passos rumo à beatificação e canonização (veja como funciona o processo em infográfico ao final da matéria). A fase diocesana da causa de beatificação do Papa João Paulo I terminou em 26 de agosto de 2015, tendo como parte da documentação um testemunho do Papa Emérito Bento XVI.

A autorização desse e de outros decretos por parte do Papa Francisco aconteceu nesta quarta-feira, 8, quando o Pontífice recebeu em audiência o prefeito da Congregação da Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato. Os demais decretos são referentes a:

– o martírio do Servo de Deus João Brenner, Sacerdote diocesano; nascido na Hungria, morreu no país em 1957;

– o martírio da Serva de Deus Leonella Sgorbati, irmã professa do Instituto das Missionárias da Consolata. Ela nasce na Itália e morreu em 17 de setembro de 2006 em Mogadíscio (Somália);

– as virtudes heroicas do Beato Bernardo di Baden, Marquês de Baden; nasceu em 1428 na Alemanha e morreu em 1458 na (Itália);

– as virtudes heroicas do Servo de Deus Gregório Fioravanti, Sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores, fundador da Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias do Sagrado Coração; morreu na Itália em 1894;

– as virtudes heroicas do Servo de Deus Tomás Morales Pérez, Sacerdote professo da Companhia de Jesus, fundador dos Institutos Seculares Cruzados e Cruzadas de Santa María; nasceu na Venezuela em 1908 e morreu na Espanha em 1994;

– as virtudes heroicas do Servo de Deus Marcellino da Capradosso, leigo professo da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; morreu na Itália em 1909;

– as virtudes heroicas da Serva de Deus Teresa Fardella, viúva De Blasi, fundadora do Instituto das Irmãs Pobres, nasceu nos Estados Unidos em 1867 e morreu em 1957 em Trapani (Itália).

Fonte: https://noticias.cancaonova.com/

O Papa manifestou o desejo de dedicar as próximas catequeses para responder a algumas perguntas importantes sobre a Eucaristia e a Missa.

A Praça S. Pedro acolheu milhares de fiéis para a Audiência Geral desta quarta-feira ensolarada de outono (08/11) no Vaticano.

Após saudar os peregrinos, o Papa Francisco anunciou um novo ciclo de catequeses, após concluir na semana passada a série sobre a esperança.

A partir de agora, o tema será dedicado ao “coração” da Igreja, isto é, a Eucaristia. Para Francisco, é fundamental que os cristãos compreendam bem o valor e o significado da missa, para viver sempre mais plenamente a relação com Deus.

“Não podemos esquecer o grande número de cristãos que, no mundo inteiro, em 2000 anos de história, resistiram até a morte para defender a Eucaristia; e quantos, ainda hoje, arriscam a vida para participar da missa dominical.”

De fato, Jesus diz aos seus discípulos: “Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.” (João 6,53-54)

O Papa então manifestou o desejo de dedicar as próximas catequeses para responder a algumas perguntas importantes sobre a Eucaristia e a Missa, para redescobrir, ou descobrir, como a fé resplende o amor de Deus através deste mistério.

Francisco citou o Concílio Vaticano II, que promoveu uma adequada renovação da Liturgia para conduzir os cristãos a compreenderem a grandeza da fé e a beleza do encontro com Cristo. Um tema central que os padres conciliares destacaram foi a formação litúrgica dos fiéis, indispensável para uma verdadeira renovação.

“E esta é justamente a finalidade do clico de catequeses que hoje iniciamos: crescer no conhecimento do grande dom que Deus nos doou na Eucaristia.”

A Eucaristia, explicou o Papa, é um acontecimento “maravilhoso”, no qual Jesus Cristo, nossa vida, se faz presente. “Participar da missa é viver outra vez a paixão e a morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor se faz presente no altar para ser oferecido ao Pai para a salvação do mundo.”

“O Senhor está ali conosco, presente. Mas muitas vezes, nós vamos lá, conversamos enquanto o sacerdote celebra a eucaristia, mas não celebramos com ele. Mas é o Senhor! Se hoje viesse aqui o presidente da República, ou uma pessoa muito importante, certamente todos ficaríamos perto dele para saudá-lo. Quando vamos à missa, ali está o Senhor. Mas estamos distraídos. ‘Mas, padre, as missas são chatas.’ A missa não, os sacerdotes! Então eles devem se converter.”

O Pontífice fez algumas perguntas às quais pretende responder como, por exemplo: por que se faz o sinal da cruz e o ato penitencial no início da missa? “Vocês já viram como as crianças fazem o sinal da cruz? Não se sabe bem o que é, se é um desenho… É importante ensinar as crianças a fazerem o sinal da cruz, pois assim tem início a missa, a vida, o dia.”

E as leituras, qual o seu significado? Ou por que, a um certo ponto, o sacerdote diz ‘corações ao alto’? “Ele não diz celulares ao alto para tirar foto! Não! Fico triste quando celebro e vejo muitos fiéis com os celulares ao alto. Não só os fiéis, mas também sacerdotes e até bispos. A missa não é espetáculo, é ir ao encontro da paixão e ressurreição do Senhor. Lembrem-se: chega de celulares.”

“Através dessas catequeses, concluiu o Papa, gostaria de redescobrir com vocês a beleza que se esconde na celebração eucarística e que, quando desvelada, dá pleno sentido à vida de cada um de nós. Que Nossa Senhora nos acompanhe nesta nova etapa do percurso.”

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Pope Francis will deliver the majority of his remarks in Spanish during his U.S. tour

Vaticano, 07 Nov. 17 / 09:00 am (ACI).- Durante a homilia na manhã de hoje na Casa Santa Marta, o Papa Francisco advertiu sobre o perigo de perder a capacidade de sentir-se amado e rechaçar a gratuidade da salvação.

Francisco comentou o Evangelho no qual Jesus conta uma parábola em que um homem convida para um grande jantar, mas alguns dos convidados dizem que não poderão estar presentes.

Estavam presos aos interesses a tal ponto que isso os levava a uma “escravidão do Espírito”, isto é, a ser “incapazes de entender a gratuidade do convite”.

“Se não se entende a gratuidade do convite de Deus, não se entende nada. A iniciativa de Deus é gratuita. Mas para ir a este banquete o que se deve pagar? O bilhete de entrada é estar doente, é ser pobre, é ser pecador… estar necessitado seja no corpo, seja na alma”.

“Mas para a necessidade de cuidado, de cura, ter necessidade de amor”, disse Francisco. A gratuidade de Deus “não tem limites”, porque “recebe todos”, indicou e recordou a parábola do Filho Pródigo.

“Mas ele gastou todo o dinheiro, gastou a herança, com os vícios, com os pecados, e o senhor lhe faz festa?”. “Esse não entende a gratuidade da salvação, ele acha que a salvação é fruto do ‘eu pago e o Senhor me salva’. Pago com isso, com isso, com aquilo… Não, a salvação é gratuita!”.

O Pontífice também disse que “a salvação é um presente de Deus ao qual se responde com outro presente, o presente do meu coração”.

Ele também denunciou aqueles que “trocam” um presente com outro e fazem negócios porque Deus “não pede nada em troca”, somente “amor, fidelidade, como Ele é amor e é fiel”.

“A salvação não se compra, simplesmente se entra no banquete”. “Bem-aventurados os que receberão alimento no Reino de Deus”.

E aqueles que não querem entrar no banquete “se sentem seguros”, “salvos do modo deles, fora do banquete” e “perderam o sentido de gratuidade”. “Perderam algo maior e mais bonito ainda, e isso é muito ruim: eles perderam a capacidade de sentir-se amados”.

“Quando você perde a capacidade de sentir-se amado, não há esperança, você perdeu tudo. Isso nos faz pensar na escrita na porta do inferno de Dante: ‘Deixe a esperança’, você perdeu tudo. Peçamos ao Senhor que nos salve de perder a capacidade de nos sentir amados”.

Evangelho comentado pelo Papa:

Lc 14, 15-24

Naquele tempo, 15um homem que estava à mesa disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” 16Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’.

18Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 19Um outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 20Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’.

21O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: ‘Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’.

22O empregado disse: ‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar’. 23O patrão disse ao empregado: ‘Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia’. 24Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Pope Francis lifts up the chalice as he leads a vigil mass during Easter celebrations at St. Peter's Basilica in the Vatican on April 19, 2014. Photo courtesy of REUTERS/Alessandro Bianchi *Editors: This photo may only be republished with RNS-POPE-WINE, originally transmitted on June 8, 2016.

O Papa presidiu uma missa na Basílica de São Pedro, nesta sexta-feira, pelos 14 cardeais e 137 bispos que faleceram durante o último ano

Nesta sexta-feira chuvosa em Roma, o Papa presidiu uma missa na Basílica de São Pedro em sufrágio pelos cardeais e bispos falecidos durante o ano. De outubro de 2016 a outubro de 2017, a Igreja no mundo perdeu 14 cardeais e 137 bispos.

Cardeais, Patriarcas, Arcebispos, Bispos, presbíteros e colaboradores da Cúria participaram da cerimônia. Em sua homilia, o Papa refletiu sobre a relação entre a morte, com a dor pela separação das pessoas que viveram conosco, e a esperança.

A Primeira Leitura, extraída do livro do Deuteronômio, exprime a forte esperança na ressurreição dos justos:

“A morte torna definitiva a ‘encruzilhada’ que já aqui, neste mundo, está diante de nós: o caminho da vida, isto é, com Deus, ou o caminho da morte, isto é, longe Dele”.

O Evangelho de João, lembrou o Papa, evoca o sacrifício de Cristo e suas palavras na cruz:

“Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente”“Com o seu amor, Jesus despedaçou o jugo da morte e abriu-nos as portas da vida. Quando nos alimentamos do seu corpo e sangue, unimo-nos ao seu amor fiel, que encerra nele a esperança da vitória definitiva do bem sobre o mal, o sofrimento e a morte”.

Ou seja:

“A fé que professamos na ressurreição leva-nos a ser homens de esperança e não de desespero, homens da vida e não da morte, porque nos consola a promessa da vida eterna, radicada na união a Cristo ressuscitado”.“Esta esperança, reavivada em nós pela Palavra de Deus, ajuda-nos a adotar uma atitude de confiança frente à morte: realmente Jesus demonstrou-nos que a morte não é a última palavra, mas o amor misericordioso do Pai transfigura-nos e faz-nos viver a comunhão eterna com Ele”.

Concluindo o Papa convidou a dar graças pelo serviço que os falecidos prestaram generosamente ao Evangelho e à Igreja, reiterando:

“A esperança não engana! Deus é fiel e a nossa esperança Nele não é vã”.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Pope Francis leads the weekly audience at the Vatican on August 31, 2016. Photo courtesty of REUTERS/Stefano Rellandini

“Isso é a guerra: a destruição de nós mesmos”, disse Francisco

O Papa Francisco lançou nesta quinta-feira (2) um “guerra nunca mais!” ao visitar na Itália dois lugares emblemáticos dos horrores da Segunda Guerra Mundial, por ocasião do Dia de Finados.

“Guerra nunca mais, essa tragédia inútil nunca mais!”, lançou o pontífice ao recordar que com a guerra “se perde tudo”.

Em uma homilia improvisada diante de milhares de túmulos do cemitério americano de Nettuno, o papa argentino rezou por “esses jovens, justamente agora que o mundo está novamente em guerra”.

Neste cemitério, 60 quilômetros ao sul de Roma, estão enterrados 7.860 soldados e enfermeiras americanos que perderam a vida nas batalhas que começaram em janeiro de 1944, após o desembarque das tropas aliadas no porto de Anzio.

“Os homens fazem todo o possível para declarar e fazer guerra e, no final, destroem a si mesmos”, comentou, citando as palavras de uma idosa japonesa em frente às ruínas de Hiroshima, devastada pela bomba nuclear.

“Isso é a guerra: a destruição de nós mesmos”, insistiu.

“Se hoje é um dia de esperança, também é de lágrimas. Lágrimas como as que derramaram as esposas e as mães durante os conflitos mundiais depois de receberem uma carta com a trágica frase: ‘senhora, tenho a honra de informar que seu marido foi declarado herói da pátria’”, acrescentou.

“Uma humanidade que não aprendeu a lição e não parece querer aprendê-la”, lamentou o pontífice.

“Quantas vezes no curso da história os homens pensaram em fazer guerra convencidos de levar um novo mundo, uma primavera, que termina em um inverno frio e cruel, um reino de terror e morte”, afirmou o papa.

“Isso é a guerra e esse é o seu único fruto: a morte”, destacou.

O papa, que caminhou em silêncio entre os milhares de túmulos com cruzes brancas, homenageou pouco depois as vítimas de um massacre nazista executado às portas de Roma em 24 de março de 1944.

Diante do monumento das Fossas Ardeatinas, onde foram executadas com tiros na cabeça 335 pessoas, entre elas 75 judeus, em represália a um atentado da Resistência contra um caminhão de soldados nazistas em uma via central de Roma, o papa argentinou orou pelas vítimas de um dos piores crimes cometidos na Itália por ordem direta de Adolf Hitler.

Nesse lugar, onde judeus e cristãos repousam juntos, símbolo da loucura homicida de qualquer guerra, Francisco depositou rosas brancas.

Ao fim da cerimônia, durante a qual esteve acompanhado pelo rabino de Roma, Riccardo Di Segni, que rezou em hebreu, o papa deixou escrita no registro do memorial uma frase – “aqui estão os frutos da guerra: ódio, morte, vingança. Perdoe-nos, Senhor”.

A visita do papa a este local tem especial importância para a Argentina, já que o massacre das Fossas Ardeatinas foi organizado pelo capitão nazista Erich Priebke, que morreu em Roma em 2013 aos 100 anos, após ser condenado em 1998 pela Justiça italiana à prisão perpétua.

O oficial nazista, que nunca pediu perdão por seus crimes, morou durante mais de 40 anos na Argentina, país do papa Francisco.

Nos anos 1990, o governo argentino autorizou a extradição de Priebke para que fosse julgado como criminoso de guerra.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Pope Francis attends his general audience in Saint Peter's Square at the Vatican, on November 16, 2016. Photo courtesy of Reuters/Alessandro Bianchi *Editors: This photo may only be republished with RNS-POPE-CARDINALS, originally transmitted on November 17, 2016.

Vaticano, 31 Out. 17 / 08:45 am (ACI).- Durante a Missa celebrada na Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa Francisco pediu à Igreja a coragem para fazer crescer o Reino de Deus, usar a esperança, mesmo que pareça pequena, para plantar a semente do Espírito Santo.

“A esperança que nos leva à plenitude – explicou –, a esperança de sair desta prisão, desta limitação, desta escravidão, desta corrupção e chegar à glória: um caminho de esperança. E a esperança é um dom do Espírito. É propriamente o Espírito Santo que está dentro de nós e leva a isso: a algo grandioso, a uma libertação, a uma grande glória. E para isso, Jesus diz: ‘Dentro da semente de mostarda, daquele grão pequenininho, há uma força que desencadeia um crescimento inimaginável’”.

Essa força “é o Espírito Santo que habita em nós e nos dá esperança”. Francisco explicou que essa força interior, essa esperança “cresce a partir de dentro, não por proselitismo, mas através do Espírito Santo”.

Neste sentido, o Santo Padre encorajou os membros da Igreja a deixar que essa semente cresça com a força do Espírito, pois “muitas vezes nós vemos que se prefere uma pastoral de manutenção e não deixar que o Reino cresça. Para que o Reino cresça é preciso coragem: de lançar o grão, de misturar o fermento”.

O Pontífice encorajou a não ter medo de sujar as mãos ao plantar a semente do Reino de Deus. “Ai daqueles que pregam o Reino de Deus com a ilusão de não sujar as mãos. Estes são guardiões de museus: preferem as coisas belas, e não este gesto de lançar para que a força se desencadeie, de misturar para que a força faça crescer”.

Esta é a mensagem de Paulo na carta aos Romanos. “Esta tensão que vai da escravidão do pecado, para ser simples, à plenitude da glória. E a esperança é aquela que vai avante, a esperança não desilude: porque a esperança é muito pequena, a esperança é tão pequena quanto o grão e o fermento a ajuda a crescer”.

“A esperança é a virtude mais humilde”, explicou o Papa e concluiu insistindo que é necessária a coragem “que leva em frente o Reino de Deus”.

Evangelho comentado pelo Papa Francisco:

Lc 13, 18-21

Naquele tempo, 18Jesus dizia: “A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? 19Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos”. 20Jesus disse ainda: “Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus? 21Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Vaticano, 30 Out. 17 / 11:00 am (ACI).- O Papa Francisco assegura que um bom pastor é aquele que está perto das pessoas feridas, necessitadas, assim como Jesus, e não como os fariseus que somente pensavam em si mesmos.

Na sua homilia na manhã de hoje, na capela da Casa Santa Marta, o Pontífice comentou o Evangelho do dia em que Jesus cura uma mulher que não conseguia endireitar-se. “Foi uma doença na coluna que há anos a obrigava a viver assim”, explicou o Papa.

“Um bom pastor sempre está próximo”, exatamente o contrário dos fariseus, que “talvez estivessem preocupados, quando acabava o serviço religioso, em controlar quanto dinheiro havia nas ofertas”.

“Por isso, Jesus sempre estava ali com as pessoas descartadas por aquele grupinho clerical: estavam ali os pobres, os doentes, os pecadores e os leprosos; estavam todos ali, porque Jesus tinha essa capacidade de se comover diante da doença, era um bom pastor”.

“Um bom pastor que se aproxima e tem a capacidade de se comover. Eu diria que a terceira característica de um bom pastor é a de não se envergonhar da carne, tocar a carne ferida, como fez Jesus com esta mulher: tocou, impôs as mãos, tocou os leprosos, tocou os pecadores”.

Além disso, um bom pastor não diz: “Sim, está bom. Sim, sim eu estou próximo a você no Espírito”, porque “isso é distância. Mas fazer o que Deus Pai fez, aproximar-se, por compaixão, por misericórdia, na carne de seu Filho”.

“Mas, aqueles que seguem o caminho do clericalismo, aproximam-se de quem?”.  “Aproximam-se sempre ao poder de turno ou ao dinheiro. São pastores maus. Eles pensam apenas como subir ao poder, ser amigos do poder, negociam tudo ou pensam nos bolsos. Estes são hipócritas, capazes de tudo. O povo não tem importância para essas pessoas. Quando Jesus lhes diz aquele adjetivo que utiliza muitas vezes com eles, hipócritas, eles se ofendem: ‘Mas nós, não, nós seguimos a lei’”.

“É uma graça para o povo de Deus ter bons pastores, pastores como Jesus, que não têm vergonha de tocar a carne ferida, que sabem que sobre isso – e não apenas eles, mas também todos nós – seremos julgados: estava com fome, estava na prisão, estava doente. Os critérios do protocolo final são os critérios da proximidade, os critérios dessa proximidade total, o tocar, o compartilhar a situação do povo de Deus”.

Francisco pediu aos fieis não esquecerem que “o bom pastor está sempre perto das pessoas sempre, como Deus nosso Pai se aproximou de nós, em Jesus Cristo feito carne”.

Evangelho comentado pelo Papa:

Lc 13, 10-17

Naquele tempo, 10Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. 11Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. 12Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. 13Jesus pôs as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou e começou a louvar a Deus.

14O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: “Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, não em dia de sábado”.

15O Senhor lhe respondeu: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16Esta filha de Abraão, que Satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?” 17Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia.

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Papa refletiu acerca da contribuição cristã no continente

Da redação, com Rádio Vaticano

O Papa Francisco recebeu neste sábado, 28, integrantes da Conferência “(Re) thinking Europa. Uma contribuição cristã ao futuro do projeto europeu”, promovido pela Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia (COMECE).

“Falar de uma contribuição cristã ao futuro do continente significa, antes de tudo, interrogar-se sobre o nosso papel como cristãos hoje, nestas terras tão ricamente plasmadas no decorrer dos séculos pela fé. Qual é a nossa responsabilidade em um tempo em que o rosto da Europa é sempre mais marcado por uma pluralidade de culturas e de religiões, enquanto para muitos, o cristianismo é percebido como um elemento do passado, distante e estranho?”, disse o Papa.

O Pontífice ainda observou os debates realizados entre os jovens e os mais idosos durante este encontro. “Os jovens puderam expressar as suas expectativas e esperanças, debatendo com os mais idosos, os quais, por sua vez, tiveram a ocasião de oferecer a sua bagagem carregada de reflexões e experiências. É significativo que este encontro tenha querido ser, antes de tudo, um diálogo no espírito de um debate livre e aberto, por meio do qual enriquecer-se reciprocamente e iluminar o caminho do futuro da Europa”, ponderou o Santo Padre.

A diversidade cultural e religiosa da Europa é um desafio a ser agregado a esta missão cristã no futuro do continente, disse o Papa. “Qual é a nossa responsabilidade em um tempo em que o rosto da Europa é sempre mais marcado por uma pluralidade de culturas e de religiões, enquanto para muitos, o cristianismo é percebido como um elemento do passado, distante e estranho?”, questionou.

Uma promessa de paz, porém, é o principal objetivo a ser almejado pelos cristãos no continente europeu. “Ser agentes de paz significa fazer-se promotor de uma cultura da paz. Isto exige amor à verdade, sem a qual não podem existir relações humanas autênticas, e busca da justiça, sem a qual o abuso é a norma imperante de qualquer comunidade”, findou.

Fonte: https://noticias.cancaonova.com/

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Na velocidade orbital de 10 km por segundo, “nós vemos a Terra com olhos diferentes: vemos uma Terra sem confins, vemos uma Terra onde a atmosfera é extremamente sútil e olhar a Terra deste modo nos permite pensar como seres humanos, de como todos deveríamos trabalhar juntos e colaborar por um futuro melhor”.

Filosofia, curiosidade, ciência e família: assim foi o colóquio do Papa Francisco com os astronautas da Estação Espacial Internacional na tarde desta quinta-feira (26/10).

Numa conexão áudio e vídeo da Sala Paulo VI, o Papa conversou ao vivo com os tripulantes da missão 53, a bordo da Estação Espacial Internacional a 400 km da Terra.

Entre as perguntas feitas por Francisco, havia questões complexas, como, por exemplo, o “lugar” que o homem ocupa no universo, segundo a visão dos astronautas.

“É um discurso muito delicado, respondeu o astronauta italiano Dr. Paolo Nespoli. “Creio que o nosso objetivo aqui seja conhecer o nosso ser e o que está ao nosso redor. E se trata de algo interessante, porque mais conhecemos, mais percebemos que conhecemos pouco. Gostaria muito que pessoas como o senhor – teólogos, filósofos, poetas e escritores – pudessem vir aqui no espaço, e não somente físicos e engenheiros. Isso aqui será realmente o futuro; gostaria que viessem aqui para explorar o que significa ter um ser humano no espaço.”

Ver a Terra com os olhos de Deus

Sobre a perspectiva de admirar o planeta Terra do espaço, um membro russo da tripulação disse que é como “ter a possibilidade de ver a Terra um pouco com os olhos de Deus, e ver a beleza e incredulidade deste planeta”.

Na velocidade orbital de 10 km por segundo, “nós vemos a Terra com olhos diferentes: vemos uma Terra sem confins, vemos uma Terra onde a atmosfera é extremamente sútil e olhar a Terra deste modo nos permite pensar como seres humanos, de como todos deveríamos trabalhar juntos e colaborar por um futuro melhor”.

O Papa e os astronautas falaram ainda da convivência “internacional” nas expedições, já que se trata de pelo menos nove nações europeias, mais Estados Unidos, Rússia, Japão e Canadá.

Francisco agradeceu a oportunidade desta conversa com este pequeno “Palácio de Vidro”, em referência à sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Já o Dr. Nespoli agradeceu em nome de toda a tripulação da Estação Espacial Internacional, afirmando que se trata de um local de muita pesquisa, “onde se vai atrás das coisas todos os dias”. “Eu lhe agradeço por ter estado conosco e por ter-nos levado ‘mais acima’ e por ter-nos tirado dessa mecanicidade cotidiana, por ter-nos feito pensar em coisas maiores do que nós”.

Tripulação

A tripulação é composta por: Randolph Bresnik (EUA), Comandante da NASA; Paolo Nespoli (Itália), Engenheiro de Programas de Observação da Terra (ESA); Mark T. Vande Hei (EUA), Engenheiro da NASA; Joseph Acaba, (EUA, de origem porto-riquenha), Engenheiro da NASA; Segey Ryazanskiy (Rússia), Engenheiro; e Alexander Misurkin (Rússia), Engenheiro.

Fonte: https://www.comshalom.org/