Papas

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Pope Francis and Sweden's Catholic bishop Anders Arborelius arrive to Malmo arena for a Catholic mass in Sweden on Nov. 1, 2016. Photo courtesy of TT News Agency via Reuters/Emil Langvad

A reunião aconteceu na biblioteca do papa e durou 57 minutos, a mais longa de Francisco com um chefe de Estado

O papa Francisco recebeu nesta terça-feira (26) o presidente francês, Emmanuel Macron, que fez sua primeira visita à Santa Sé, um encontro que se concentrou, em especial, na questão do imigrantes.

A reunião aconteceu na biblioteca do papa e durou 57 minutos, a mais longa de Francisco com um chefe de Estado, ou de governo. Seu antecessor, François Hollande, teve um encontro de 35 minutos, enquanto o ex-presidente americano Barack Obama conversou por 50 minutos com o sumo pontífice, e o atual, Donald Trump, por meia hora.

O presidente francês não bateu, porém, o recorde absoluto de seu predecessor François Mitterrand, que teve um tête-à-tête de 1h15 com João Paulo II.

Macron e Francisco falaram de laicidade, do diálogo inter-religioso, da Europa, do clima e dos imigrantes, assim como de “temas sociais”, informou o Eliseu, que descreveu uma “troca muito livre e muito intensa”.

Ao final do encontro privado, sua mulher, Brigitte, e o restante da delegação francesa, incluindo o ministro do Interior, Gérard Collomb, e o das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, uniram-se a ambos.

O presidente francês ofereceu ao papa uma edição em italiano de 1949 do “Journal d’un curé de campagne”, de Georges Bernanos, ardoroso escritor católico. Em troca, recebeu uma medalha de bronze de São Martinho, símbolo da generosidade do século IV.

“É a vocação dos governos proteger os pobres… e tutti siamo poveri (‘e todos somos pobres’, em tradução literal do italiano)”, lembrou-lhe Francisco.

Antes do encontro, Macron teve um café da manhã com a comunidade de fiéis católicos Santo Egídio, muito envolvida na acolhida de imigrantes e organizadora de “corredores humanitários” que levam refugiados sírios para a Europa.

“O presidente Macron mencionou os corredores humanitários como modelo de política de imigração legal, sobretudo, para as pessoas que precisam de proteção humanitária”, comentou, após a conversa, o ex-ministro italiano e fundador da comunidade, Andrea Riccardi.

– Questão migratória

Macron protagoniza uma disputa diplomática com as novas autoridades italianas, em particular com o ministro do Interior, Matteo Salvini, líder da Liga (extrema direita), que defende a linha-dura com os imigrantes que tentam chegar à costa do país, cruzando o Mediterrâneo. Salvani critica a arrogância e o egoísmo da França no tema migratório.

O papa interpela regularmente os dirigentes da União Europeia sobre os imigrantes, alegando que têm a obrigação de “acolher, acompanhar, abrigar e integrar”, segundo ele. Na semana passada, considerou que é necessário “investir de maneira inteligente para lhes dar trabalho e educação” em seus países de origem.

O laicismo na França também fez parte da conversa entre Macron e Francisco.

Em um discurso no início de abril na Conferência Episcopal da França, Macron disse querer “reparar” o “vínculo” entre a Igreja católica e a República francesa, “danificado” nos últimos anos, em particular desde a autorização para adoção de crianças por parte de casais homossexuais em 2013.

Este discurso despertou várias críticas na França, enquanto o episcopado classificou como um discurso que refunda as relações entre os católicos e a República.

“A França deveria dizer que as religiões também fazem parte da cultura”, afirma o papa.

Batizado na fé católica aos 12 anos, ex-aluno de um colégio jesuíta – onde conheceu sua esposa, que foi sua professora -, Macron se define hoje como “agnóstico”.

(AFP)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Pope Francis gives Communion at the end of the first mass of his visit to Cuba in Havana's Revolution Square, on Sunday

Vaticano, 25 Jun. 18 / 05:00 pm (ACI).- O Papa Francisco convidou a “considerar a qualidade ética e espiritual da vida em todas as suas fases” e recordou que “há uma vida humana concebida, uma vida em gestação, uma vida que nasceu, uma vida pequena, uma vida de adolescente, uma vida adulta, uma vida envelhecida e consumada, e existe a vida eterna”.

O Santo Padre fez esta afirmação durante o seu discurso aos participantes da XXIV Assembleia Geral da Pontifícia Academia para a Vida, na qual, como assinalou o Papa, “o tema da vida humana estará dentro do amplo contexto do mundo globalizado em que vivemos hoje”.

Francisco foi além e assegurou que “existe a vida que é família e comunidade, uma vida que é invocação e esperança. Com também existe a vida humana frágil e doente, ofendida, marginalizada, descartada. É sempre vida humana”.

Por isso, sublinhou a importância de comprometer-se com a vida em todos os contextos, porque, “quando entregamos as crianças à privação, os pobres à fome, os perseguidos à guerra, os idosos ao abandono, não fazemos nós mesmos o trabalho ‘sujo’ da morte? De onde vem o trabalho sujo da morte? Vem do pecado”. “Excluindo o outro do nosso horizonte, a vida se fecha em si mesma e se torna bem de consumo”.

Deste modo, manifestou a necessidade de cultivar uma visão global da bioética que desative “a cumplicidade com o trabalho sujo da morte, sustentado pelo pecado”.

“Esta bioética não se moverá a partir da doença e da morte para decidir o sentido da vida e definir o valor da pessoa. Mas, pelo contrário, se moverá a partir da profunda convicção da dignidade irrevogável da pessoa humana, assim como Deus ama, a dignidade de cada pessoa, em cada fase e condição da sua existência, na busca de formas de amor e de cuidado com que se deve tratar a sua vulnerabilidade e fragilidade”.

Assim, em primeiro lugar, essa bioética global “será uma modalidade específica para desenvolver a perspectiva da ecologia integral”.

“Em segundo lugar, uma visão integral da pessoa, trata-se de articular com mais claridade todas as ligações e as diferenças fundamentais da vida humana universal e que nos envolvem a partir do nosso corpo”.

O Papa destacou a necessidade de “prosseguir com um discernimento meticuloso das complexas diferenças fundamentais da vida humana: do homem e da mulher, da paternidade da maternidade, da filiação e da fraternidade, a sociabilidade e também de todas as diferentes idades da vida”.

“A Bioética Global, portanto, requer um discernimento profundo e objetivo do valor da vida pessoal e comunitária, que deve ser protegida e promovida também nas condições mais difíceis. Também devemos afirmar com força que sem o apoio adequado de uma proximidade humana responsável, nenhuma regulamentação jurídica e nenhuma ajuda técnica são suficientes para garantir condições e contextos que correspondam à dignidade da pessoa”.

Por último, assinalou que “a cultura da vida deve direcionar com mais seriedade o olhar à ‘questão séria’ do seu destino final”.

“É preciso nos interrogarmos mais profundamente sobre o destino último da vida, capaz de restaurar a dignidade e significado ao mistério das suas afeições mais profundas e sagradas. A vida do homem, encantadora e frágil, remete além de si mesma: nós somos infinitamente mais do que aquilo que podemos fazer para nós mesmos”, assegurou.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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U.S. President Donald Trump stands next to Pope Francis during a private audience at the Vatican, May 24, 2017. REUTERS/Evan Vucci/Pool - RTX37CFZ

Vaticano, 20 Jun. 18 / 12:00 pm (ACI).- O Papa Francisco criticou duramente a política migratória de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, porque é “imoral”, advertiu de um inverno demográfico na Europa e negou novamente o sacerdócio feminino.

Em uma entrevista à agência Reuters, o Pontífice respondeu desta maneira à polêmica suscitada há alguns dias pela decisão de separar as famílias de migrantes na fronteira dos Estados Unidos com o México, deixando muitas crianças enjauladas e separadas de seus pais.

Em concreto, assegurou que a medida de Trump é “contrária aos nossos valores” e que é “imoral”. “Não é fácil, mas os populismos não é a solução”, afirmou.

Francisco assegurou estar de acordo com os bispos dos Estados Unidos, que rechaçaram esta política migratória, e acrescentou na entrevista que os populismos “estão criando uma psicose”. Além disso, alertou sobre “um grande inverno demográfico”, sobretudo na Europa. Sem imigração, “a Europa será esvaziada”, ​​acrescentou.

Entretanto, o Papa recordou que o problema já existia antes de Trump ser presidente dos Estados Unidos: “Na época de Obama celebrei uma Missa em Ciudad Juarez (México), na fronteira, e da outra parte concelebraram 50 bispos, no estádio havia muitas pessoas. Nesse então, já havia este problema, não é só no mandato de Trump, mas também dos governos anteriores”.

Fenômeno Migratório na Europa

Sobre o caso do navio “Aquarius”, que na Europa provocou uma enorme polêmica, principalmente na Itália e na Espanha, e que transportava 629 imigrantes, o Papa expressou: “Eu acho que você não pode recusar as pessoas que entram. Você tem que recebê-los, ajudá-los, cuidar deles, acompanhá-los e depois ver onde estabelecê-los, mas por toda a Europa”.

O Pontífice se referia ao rechaço do novo governo da Itália de acolher os refugiados do navio, que finalmente chegou a Valência (Espanha), depois de negarem o seu acesso à Itália.

“A Europa foi feita pela imigração. Vemos isso atualmente. (…) A história atual é que há pessoas pedindo ajuda. (…) A Itália e a Grécia foram corajosas e generosas ao receber estas pessoas. No Oriente Médio, a Turquia, o Líbano e a Jordânia também foram corajosos”.

“Em um determinado momento, todos deveremos fazer isso, né? As pessoas fogem da guerra ou da fome. Falemos sobre a fome. Na África, por que há fome? Porque no nosso inconsciente coletivo há um lema que diz que a África deve ser explorada. Muitas vezes quando vão à África é para explorá-la. Falei sobre isso com Merkel e ela concorda que devemos investir na África, mas investir ordenadamente e oferecer trabalho, não se deve ir para explorá-la”, declarou na entrevista.

“Quando um país dá a independência a um país africano, mas do solo para cima – o subsolo não é independente – e depois se lamenta porque os africanos famintos vêm para cá, há injustiça nisso!”.

“A Europa deve realizar um trabalho de educação e investir na África para evitar a imigração nas suas raízes. Alguns governos estão pensando bem, e depois se necessita prepará-los como puderem, mas criar a psicose não é um remédio. E também há um problema. Nós enviamos de volta ao remetente as pessoas que vêm. Eles acabam nas prisões dos traficantes”.

Portanto, “o populismo não resolve, o que resolve é a acolhida, o estudo, a preparação, a prudência, porque a prudência é uma virtude do governo e o governo se colocar de acordo. Eu posso receber certo número e organizá-los. Há um tráfico de escravidão, os governos devem entender, mas não é fácil a acolhida, a educação, integrá-los o quanto puderem, e não se pode buscar uma única solução. A primeira solução é investir no lugar quando não há guerra”, disse o Papa.

Na entrevista, realizada pelo jornalista Philip Pullella, Francisco também falou sobre o seu Pontificado. Questionado sobre as críticas que recebe, assegurou rezar por aqueles que falam “coisas feias” dele.

Mulheres na igreja

Explicou que o futuro da Igreja está “na rua” e revelou que quer nomear outras mulheres como responsáveis pelos escritórios da Santa Sé, porque elas são mais capazes de resolver conflitos, embora isso não deva levar ao “machismo com saia”.

“Concordo que deve haver mais mulheres na Cúria. Para colocar uma mulher como vice-diretora da Sala de Imprensa tive que lutar”, disse o Papa fazendo referência a Paloma García Ovejero, nomeada por ele em julho de 2016.

“Entre os candidatos que estou escolhendo para o cargo de Prefeito na Secretaria de Comunicação, também há uma mulher, mas ela não está disposta porque tem outros compromissos. São poucas, devemos colocar mais mulheres”, afirmou sobre o tema.

“Tenho a experiência de Buenos Aires. Primeiro criava um conselho com os conselheiros sacerdotes sobre um tema que precisávamos resolver, mas depois discutia o mesmo tema com um grupo misto e o resultado era muito melhor. As mulheres têm uma capacidade de entender as coisas, uma visão diferente. Também tive uma experiência nas prisões. Eu visitei muitas prisões, as prisões que estão sob a direção de uma mulher parecem que eram melhores”.

“Eu acho que também aconteceria isso na Cúria, inclusive embora algumas pessoas tenham dito que haveria mais fofoca, mas eu acho que não, porque os homens também são fofoqueiros”, disse na entrevista.

Sacerdócio feminino

Sobre o sacerdócio feminino, disse o mesmo que já explicou em outras ocasiões: “João Paulo II foi claro e fechou a porta, e eu não volto em relação a isso. Era algo sério, não um capricho”.

“Existe a tentação de ‘funcionalizar’ a reflexão sobre as mulheres na Igreja, que devem fazer isso, que tem que ser aquilo outro. Não, a dimensão da mulher vai além das funções. É algo maior. Voltemos a Hans Urs Von Balthasar, que concebe a Igreja com dois princípios: o princípio petrino, que é masculino, e o princípio mariano, que é feminino, e não há Igreja sem mulheres”.

“Com a ordem sagrada não se pode, porque dogmaticamente não cabe”, acrescentou. “Não devemos reduzir a presença da mulher na Igreja à funcionalidade. Não, é uma coisa que o homem não pode fazer. O homem não pode ser a esposa de Cristo. É a mulher, a Igreja, a esposa de Cristo”.

Sobre este tema, também explicou que, “no Cenáculo Maria parece ser mais importante do que os Apóstolos. Sobre isso, deve-se trabalhar e não cair, digo com respeito, em uma atitude feminista”.

“Na Igreja, há funções diversas, também a mulher pode ser chefe de um Dicastério. Isso tem uma função, mas deve ter mais do que a função. É outra dimensão de unidade, de acolhida, de esposa. A Igreja é esposa”, reforçou.

Além disso, assegurou que fisicamente está bem, apesar de continuar com dor nas pernas causadas por problemas nas costas. Voltou a dizer que em um futuro, poderia renunciar por razões de saúde, como fez Bento XVI em 2013, embora “neste momento, não me passa pela mente”.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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Na missa na Casa Santa Marta, o Papa recorda que as ditaduras começam com a comunicação caluniosa. Basta pensar na perseguição dos judeus no século passado. Um horror que acontece também hoje.

Para destruir instituições ou pessoas, se começa a falar mal. A esta “comunicação caluniosa”, o Papa Francisco dedicou a homilia na missa na Casa Santa Marta.

A sua reflexão parte da história de Nabot narrada na Primeira Leitura, no Livro dos Reis. O rei Acab deseja a vinha de Nabot e lhe oferece dinheiro. Aquele terreno, porém, faz parte da herança dos seus pais e, portanto, rejeita a proposta. Então Acab fica aborrecido “como fazem as crianças quando não obtêm o que querem: chora.

A sua esposa cruel, Jezabel, aconselha o rei a acusar Nabot de falsidade, a matá-lo e assim tomar posse de sua vinha. Nabot – notou o Papa – é portanto um “mártir da fidelidade à herança” que tinha recebido de seus pais: uma herança que ia além da vinha, “uma herança do coração”.

Os mártires condenados com as calúnias

Para Francisco, a história de Nabot é paradigmática da história de Jesus, de Santo Estevão e de todos os mártires que foram condenados usando um cenário de calúnias. Mas é também paradigmática do modo de proceder de tantas pessoas de “tantos chefes de Estado ou de governo”. Começa com uma mentira e, “depois de destruir seja uma pessoa, seja uma situação com aquela calúnia”, se julga e se condena.

Como as ditaduras adulteram a comunicação

“Também hoje, em muitos países, se usa este método: destruir a livre comunicação”.

Por exemplo, pensemos: há uma lei da mídia, da comunicação, se cancela aquela lei; se concede todo o aparato da comunicação a uma empresa, a uma sociedade que faz calúnia, diz falsidades, enfraquece a vida democrática. Depois vêm os juízes a julgar essas instituições enfraquecidas, essas pessoas destruídas, condenam e assim vai avante uma ditadura. As ditaduras, todas, começaram assim, adulterando a comunicação, para colocar a comunicação nas mãos de uma pessoa sem escrúpulo, de um governo sem escrúpulo.

A sedução dos escândalos

“Também na vida cotidiana é assim”, destacou o Papa: se quero destruir uma pessoa, “começo com a comunicação: falar mal, caluniar, dizer escândalos”:

E comunicar escândalos é um fato que tem uma enorme sedução, uma grande sedução. Seduz-se com os escândalos. As boas notícias não são sedutoras: “Sim, mas que belo o que fez!” E passa… Mas um escândalo: “Mas você viu! Viu isso! Você viu o que aquele lá fez? Esta situação… Mas não pode, não se pode ir avante assim!” E assim a comunicação cresce, e aquela pessoa, aquela instituição, aquele país acaba na ruína. No final, não se julgam as pessoas. Julgam-se as ruínas das pessoas ou das instituições, porque não se podem defender.

A perseguição dos judeus

“A sedução do escândalo na comunicação leva justamente ao ângulo, isto é “destrói” assim como aconteceu a Nabot, que queria somente “ser fiel à herança dos seus antepassados” e não vendê-la. Neste sentido, também é exemplar a história de Santo Estevão, que faz um longo discurso para se defender, mas aqueles que o acusavam preferem lapidá-lo ao invés de ouvir a verdade. “Este é o drama da avidez humana”, afirma o Papa. Tantas pessoas são, de fato, destruídas por uma comunicação malvada:

Muitas pessoas, muitos países destruídos por ditaduras malvadas e caluniosas. Pensemos por exemplo nas ditaduras do século passado. Pensemos na perseguição aos judeus, por exemplo. Uma comunicação caluniosa, contra os judeus; e acabavam em Auschwitz porque não mereciam viver. Oh… é um horror, mas um horror que acontece hoje: nas pequenas sociedades, nas pessoas e em muitos países. O primeiro passo é se apropriar da comunicação, e depois da destruição, o juízo e a morte.

Reler a história de Nabot

O Apóstolo Tiago fala precisamente da “capacidade destrutiva da comunicação malvada”. Em conclusão, o Papa exorta a reler a história de Nabot no capítulo 21 do Primeiro Livro dos Reis e a pensar em “tantas pessoas destruídas, em tantos países destruídos, em tantas ditaduras com ‘luvas brancas’” que destruíram países.

Fonte: https://www.comshalom.org

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Vaticano, 08 Jun. 18 / 03:00 pm (ACI).- Em uma mensagem por ocasião do IX Simpósio Internacional dedicado à proteção e à preservação do meio ambiente realizado nestes dias em Atenas (Grécia), o Papa Francisco incentiva a cuidar da criação e perguntar-se qual mundo será deixado às futuras gerações.

“O dever cuidar da criação desafia todas as pessoas de boa vontade, aos cristãos pede para reconhecerem as raízes espirituais da crise ecológica e cooperar dando uma resposta unívoca”, escreve o Papa ao Patriarca Ecumênico Bartolomeu I e aos participantes do simpósio realizado de 5 a 8 de junho com o tema “Custodiar o planeta e proteger os povos”.

Francisco tem certeza de que “não são apenas as casas das pessoas vulneráveis no mundo”,

Mas, além disso, “provavelmente estamos condenando as futuras gerações a uma casa comum deixada em ruínas”.

“Que tipo de mundo queremos transmitir àqueles que virão depois de nós, às crianças que estão crescendo?”, perguntou.

Em sua mensagem, o Papa expressa que “o cuidado da criação, visto como dom partilhado e não como posse privada, implica sempre o reconhecimento e o respeito pelos direitos de cada pessoa e de cada povo”.

É uma crise que está “arraigada no coração humano, que aspira controlar e explorar os recursos limitados de nosso Planeta, ignorando os membros vulneráveis da família humana”.

“O dever de cuidar da criação, nossa casa comum; desafia todas as pessoas de boa vontade e convida os cristãos a reconhecerem as raízes espirituais da crise ecológica e cooperar dando uma resposta unívoca”, afirma o Papa Francisco em sua mensagem.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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“Por trás de cada perseguição, seja aos cristãos, seja aos humanos, está o diabo, está o demônio”

Hoje assistimos a uma “grande perseguição” não somente em relação aos cristãos, mas também contra toda homem e mulher, “através das colonizações culturais, das guerras, da fome e da escravidão”, porque o mundo contemporâneo é “um mundo de escravos”: esta foi a reflexão do Papa Francisco na homilia da missa celebrada na manhã de sexta-feira (1º/06) na Casa Santa Marta.

Falando sobre a Primeira Leitura, de São Pedro Apóstolo, em que se afirma que a perseguição aos cristãos nos primeiros séculos eclodiu como um incêndio, o Papa explicou que se trata de “parte da vida cristã”, uma “bem-aventurança”: Jesus foi perseguido por “causa de sua fidelidade ao Pai”.

A perseguição é um pouco como o “ar” do qual vive o cristão inclusive hoje, porque hoje existem muitos, muitos mártires, muitos perseguidos por amor a Cristo. Em muitos países, os cristãos não têm direitos. Se você carrega uma cruz, vai para a prisão e há pessoas presas; há pessoas condenadas a morrer por serem cristãs hoje. Houve pessoas mortas e o número é mais alto do que os mártires dos primeiros tempos. Mais alto! Mas isso não faz notícia. E por isso os telejornais, os jornais não publicam essas coisas. Mas os cristãos são perseguidos.

Francisco observou que hoje existe também outra perseguição: “a cada homem e mulher porque são imagens vivas de Deus”.

Por trás de cada perseguição, seja aos cristãos, seja aos humanos, está o diabo, está o demônio que tenta destruir a confissão de Cristo nos cristãos e a imagem de Deus no homem e na mulher. Desde o início, tentou fazer isso – como podemos ler no Livro do Gênesis –, destruir aquela harmonia entre homem e mulher que o Senhor criou, aquela harmonia que deriva do ser imagem e semelhança de Deus. E conseguiu fazer. Conseguiu fazer com a mentira, a sedução… Com as armas que ele utiliza. Sempre faz assim. Mas também hoje tem uma força, eu diria essa fúria contra o homem e a mullher porque, do contário, não se explica esta onda crescente de destruições ao homem e à mulher, ao humano.

O pontífice pensa na fome, uma “injustiça” que “destrói o homem e a mulher porque não têm o que comer”, ainda que exista “muita comida” no mundo. Depois falou da exploração do ser humano, das diferentes formas de escravidão e recorda como recentemente viu uma filmagem feita “escondida” em uma prisão onde estão recolhidos migrantes, submetidos à “torturas”, a formas de “destruição” para “escravizar”.  E constata que isso acontece “depois de 70 anos da declaração dos direitos humanos”.

Então ele reflete sobre as colonizações culturais, “quando – explica – os impérios impõe disposições de sua cultura contra a independência, contra a cultura do povo, impondo coisas que não são humanas para destruir”,  para “a morte”.

Francisco observa que o que o diabo quer é precisamente “a destruição da dignidade” e “por isso persegue”:

E no final, podemos pensar nas guerras como um instrumento de destruição de pessoas, da imagem de Deus. Mas também nas pessoas que fazem as guerras, que planejam as guerras para ter poder sobre os outros. Há pessoas que trabalham em muitas indústrias de armas para destruir a humanidade, para destruir a imagem do homem e da mulher, tanto física como moralmente, como culturalmente. “Mas, padre, esses não são cristãos. Por que são perseguidos?” – “Sim, são a imagem de Deus. E por isso o diabo os persegue”. E os impérios continuam as perseguições hoje. Nós não devemos nos permitir ser ingênuos. Hoje, no mundo, não só os cristãos são perseguidos; os seres humanos, o homem e a mulher, porque o pai de toda perseguição não tolera que sejam a imagem e semelhança de Deus. E ataca e destrói essa imagem. Não é fácil entender isso; é preciso muita oração para entendê-lo.

(Vatican News)

fonte: https://pt.aleteia.org/

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No domingo, 3 de junho, Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, o Papa Francisco irá à localidade de Ostia, próximo a Roma, onde às 18 irá presidir a Missa na praça em frente à paróquia de Santa Monica (praça homônima), seguida de procissão com o Santíssimo Sacramento. O Vatican News transmitirá a Missa e a Procissão, com comentários em português, a partir das 12h55min, horário de Brasília.

Irão concelebrar o arcebispo Angelo de Donati, vigário do Papa para a Diocese de Roma, os bispos auxiliares e os sacerdotes das paróquias de Ostia, com um bilhete especial emitido pelo Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice. Não está prevista a concelebração para os outros sacerdotes.

Após a Missa, haverá uma procissão com o Santíssimo Sacramento que percorrerá uma distância de um quilômetro e duzentos metros, passando por algumas ruas da localidade na costa romana, que para a ocasião serão fechadas ao tráfego: Piazza Santa Monica, Via delle Sirene, Corso Duca di Genova, via della Corrazzata, via del Sommergibile, via dell’Idroscalo. A procissão se concluirá no estacionamento na via della Martinica, perto da paróquia de Nossa Senhora de Bonaria, onde o Santo Padre concederá a bênção eucarística.

Na Piazza Santa Monica e no estacionamento da Via della Martinique, os fiéis terão que passar pelas verificações de segurança habituais. Não haverá ingressos para participar dos ritos do Corpus Domini: o acesso é gratuito e aberto a todos. Somente as crianças e jovens das paróquias terão um crachá de reconhecimento em seus pescoços. Será necessário um passe para os doentes e pessoas com necessidades especiais, para quem serão reservados dois setores, tanto na Piazza Santa Mônica quanto no estacionamento da Via Martinica. Todos aqueles que realizam um serviço litúrgico durante a Missa e a procissão também terão o crachá.

Por mais de quarenta anos, Corpus Christi foi celebrado em São João de Latrão: “Quebra-se uma tradição, mas se dá início a outra – sublinha o bispo do setor sul, que faz parte de Ostia, Dom Paolo Lojudice, recordando que –  “até 1978, com Paulo VI,  vi a celebração do Corpus Domini em várias e diferentes áreas da cidade”.

“Em 1968, o próprio Papa Montini celebrou o Corpus Christi em Ostia. Creio que faz parte da lógica pastoral do Papa Francisco, no seu “magistério dos sinais”, que quer levar a Igreja para fora, pelas ruas, às periferias, na proximidade dos ambientes e as situações mais delicadas”.

E ainda: “O próximo domingo é uma grande oportunidade para todo o distrito – acrescenta o prelado – não é uma visita a uma paróquia, mas a uma comunidade inteira”. Os números confirmam isso: participarão cerca de 850 crianças da Comunhão, às quais foi pedido para usar a clássica túnica branca; 150 os meninos dos oratórios, que serão identificados por uma camiseta amarela; 350 jovens da Crisma, com camiseta vermelha.

Em preparação ao Corpus Domini, as oito paróquias de Ostia organizam uma vigília de oração para amanhã, quarta-feira, 30 de maio, às 21 horas, na praia de Idroscalo. A liturgia da Palavra terá como fio condutor “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15, 12).

Duas comunidades pertencem à diocese suburbicária de Ostia, a menor na Itália e entre as mais antigas: Santo Agostinho Bispo e Stagni e Sant’Aurea em Ostia Antica.

(Vatican News)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Pope Francis attends his general audience in Saint Peter's Square at the Vatican, on November 16, 2016. Photo courtesy of Reuters/Alessandro Bianchi *Editors: This photo may only be republished with RNS-POPE-CARDINALS, originally transmitted on November 17, 2016.

“A liberdade é a condição para poder caminhar olhando a luz à frente”

Nos momentos de provação não voltar aos esquemas do mundo, que tiram a liberdade. É preciso, pelo contrário, permanecer no caminho para a santidade. Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa celebrada na manhã desta terça-feira (29/05) na Casa Santa Marta, inspirando-se na primeira leitura (1Pd 1,10-16) do dia, na qual Pedro exorta a caminhar para a santidade.

E o chamado à santidade, que é o chamado normal, é o chamado a viver como cristão, isto é, viver como cristão é o mesmo que dizer “viver como santo”. Tantas vezes nós pensamos na santidade como algo extraordinário, como ter visões ou orações elevadíssimas… ou alguns pensam que ser santo significa ter uma cara de santinho. Não! Ser santos é outra coisa. É caminhar no que o Senhor nos diz sobre a santidade. E, o que é caminhar na santidade? E Pedro diz: “ponde toda a vossa esperança na graça que vos será oferecida na revelação de Jesus Cristo”.

“Caminhar para a santidade” consiste portanto no caminhar para aquela graça que vem ao encontro, caminhar para a esperança, estar em tensão rumo ao encontro com Jesus Cristo.

É como quando se caminha em direção à luz: tantas vezes não se vê bem o caminho porque a luz nos ofusca. “Mas não erramos – observa o Papa – porque vemos a luz e conhecemos o caminho”.

Quando, ao invés disso, se caminha com a luz nas costas, se vê bem a estrada, mas na realidade, porém, diante de nós existe a sombra, não luz.

Para caminhar para a santidade, depois, é necessário “ser livres e sentir-se livres”. O Papa adverte porém que existem tantas coisas que escravizam. Por isso Pedro exorta a não conformar-se aos desejos “do tempo da vossa ignorância.” Também Paulo na Primeira leitura aos Romanos diz: “não conformai-vos”, que significa “não entrem nos esquemas”:

Esta é a tradução correta destes conselhos – não entrem nos esquemas do mundo, não entrem nos esquemas, no modo de pensar mundano, no modo de pensar e de julgar que o mundo oferece a você, porque isso tira sua liberdade”. E para andar na santidade, devemos ser livres: a liberdade de andar olhando a luz, de seguir em frente. E quando voltamos, como diz aqui, ao modo de viver que tínhamos antes do encontro com Jesus Cristo ou quando nós voltamos aos padrões do mundo, perdemos a liberdade.

No livro do Êxodo vemos, de fato, como tantas vezes o povo de Deus não quis olhar para frente, para a salvação, mas voltar atrás. Lamentavam-se e “imaginavam a bela vida que passavam no Egito”, onde comiam cebolas e carne, destaca Francisco.

“Nos momentos de dificuldade, o povo volta atrás”, “perde a liberdade”: é verdade que comiam coisas boas, mas na “mesa da escravidão”.

Nos momentos de provação, sempre temos a tentação de olhar para trás, de olhar para os esquemas do mundo, para os padrões que tínhamos antes de iniciar o caminho da salvação: sem liberdade. E sem liberdade não se pode ser santos. A liberdade é a condição para poder caminhar olhando a luz à frente. Não entrar nos esquemas da mundanidade: caminhar em frente, olhando para a luz que é a promessa, na esperança; essa é a promessa como o povo de Deus no deserto: quando olhavam para frente, iam bem; quando vinha a nostalgia porque não podiam comer as coisas boas que lhes davam lá, erravam e esqueciam que lá não tinham liberdade.

O Senhor, portanto, chama à santidade de todos os dias. E há dois parâmetros para saber se estamos no caminho para a santidade: antes de tudo, se olhamos para a luz do Senhor na esperança de encontrá-lo e, depois se, quando chegam as provações, olhamos em frente e não perdemos a liberdade, refugiando-nos nos esquemas mundanos que “prometem tudo e não te dão nada”.

“Sejam santos porque eu sou santo”, é o mandamento do Senhor. Francisco recorda isso ao concluir, exortando a pedir a graça de entender bem o que é o caminho da santidade: “um caminho de liberdade, mas em tensão de esperança rumo ao encontro com Jesus”. E entender bem também o que é ir em direção aos “esquemas mundanos que todos nós tínhamos antes do encontro com Jesus”.

(Vatican News)

fonte: https://pt.aleteia.org/

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O uso responsável da riqueza em prol do bem comum está no coração do Evangelho e não deve ser manipulado como bandeira ideológica

Durante a Missa celebrada na Casa Santa Marta na manhã desta quinta-feira, 24, o Papa Francisco lamentou as manipulações que identificam como “comunistas” aqueles que pregam o espírito cristão de pobreza no sentido de desprendimento material. Em suas palavras, “a pobreza está no centro do Evangelho” e não deve ser manipulada como bandeira de ideologias sócio-políticas.

Em sua homilia, o Papa nos exortou a “tomar distância das riquezas, porque estas nos foram oferecidas por Deus para doá-las aos outros“, e advertiu contra as riquezas “apodrecidas”, recordando as palavras de Jesus àqueles que se apegam aos bens materiais: “Ai de vós!“.

O Santo Padre observou que, muitas vezes, quando um sacerdote faz uma pregação contra os apegos materiais, “no dia seguinte aparece nos jornais: ‘Aquele padre é comunista!’. Mas a pobreza está no centro do Evangelho. A pregação sobre a pobreza está no centro da pregação de Jesus: ‘Bem-aventurados os pobres’ é a primeira das Bem-aventuranças!”.

Francisco disse que a pobreza “é a carteira de identidade com a qual Jesus se apresenta quando volta ao seu vilarejo, a Nazaré”. Na sinagoga, Ele anunciou:

“O Espírito está sobre mim. Fui enviado para anunciar o Evangelho, a Boa Nova aos pobres, o alegre anúncio aos pobres”.

Apesar disso, de acordo com o Papa, “sempre tivemos na história esta fraqueza de tentar deixar de lado esta pregação sobre a pobreza, acreditando que se trata de algo social, político. Não! É Evangelho puro, é Evangelho puro”.

O Papa ressaltou que quando Jesus clama contra os “ricos”, ele não se refere a quem tem dinheiro e o usa com solidariedade, responsabilidade e a serviço do bem comum, mas sim àqueles que fizeram das riquezas “uma idolatria”. Jesus destacou: “Não se pode servir a dois senhores. Ou você serve a Deus ou às riquezas”.

Quando se atribui uma “categoria de senhorio às riquezas, se vai contra o primeiro mandamento: amar a Deus com todo o coração”. Além disso, a idolatria das riquezas também atenta “contra o segundo mandamento, porque destrói a relação harmoniosa entre nós, homens: ‘estragamos a vida’, ‘estragamos a alma’”.

O Papa enfatizou sobre as riquezas idolatradas:

“Elas nos tiram a harmonia com os irmãos, o amor ao próximo, nos tornam egoístas. Também aqui, na Itália, para salvar os grandes capitais, deixam as pessoas sem trabalho. Isto vai contra o segundo mandamento. E quem faz isto: ‘Ai de vós!’. Não [sou] eu [que digo], é Jesus. Ai de vocês que exploram as pessoas, que exploram o trabalho, que pagam de maneira informal, que não pagam a contribuição para a aposentadoria, que não dão férias. ‘Ai de vós!’”

Francisco prosseguiu:

“Fazer ‘economias’, fraudar o que se deve pagar, o salário, é pecado, é pecado! ‘Não, padre, eu vou à missa todos os domingos e participo daquela associação católica e sou muito católico e faço a novena disso…’ Mas você não paga? Essa injustiça é pecado mortal. Você não está nas graças de Deus. Não sou eu que estou dizendo, é Jesus, é o apóstolo Tiago. Por isso as riquezas nos afastam do segundo mandamento, do amor ao próximo”.

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A partir de matéria da agência ACI Digital

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Papa Francisco inicia catequese sobre o sacramento da Crisma

Apesar do mau tempo, milhares de fiéis participaram com o Papa Francisco da Audiência Geral desta quarta-feira (23/05).

Na Praça S. Pedro, os peregrinos ouviram o Pontífice iniciar um novo ciclo de catequeses, desta vez dedicado ao sacramento da Crisma, também chamado Confirmação, quando os fiéis recebem o dom do Espírito Santo.

Aos seus discípulos, Jesus confiou uma grande missão: ser sal da terra e luz do mundo. “São imagens que nos levam a pensar no nosso comportamento, porque seja a carência, seja o excesso de sal comprometem o alimento, assim como a falta ou excesso de luz impedem de ver”, disse o Papa, acrescentando que somente o Espírito de Cristo nos dá o sabor e a luz que clareia o mundo.

Este dom é recebido justamente no Sacramento da Confirmação. “Confirmação porque confirma o Batismo e reforça a sua graça; assim também “Crisma” porque recebemos o Espírito mediante a unção com o “crisma” – óleo consagrado pelo Bispo – termo que remete a “Cristo”, o Ungido pelo Espírito.

Renascer para a vida divina no Batismo é o primeiro passo, explicou o Papa, depois é preciso se comportar como filhos de Deus, ou seja, conformar-se ao Cristo que atua na santa Igreja.

“Sem a força do Espírito Santo não podemos fazer nada. Assim como toda a vida de Jesus foi animada pelo Espírito, assim também a vida da Igreja e de cada seu membro está sob a guia do mesmo Espírito.”

Francisco ressaltou o modo com o qual Jesus se apresenta na sinagoga de Nazaré, a sua a carteira de identidade, isto é, Ungido pelo Espírito. «O Espírito do Senhor está sobre mim; por isso me consagrou com a unção e me enviou a levar aos pobres o alegre anúncio » (Lc 4,18).

O “Respiro” do Cristo Ressuscitado enche de vida os pulmões da Igreja. Pentecostes é para a Igreja aquilo que para Cristo foi a unção do Espírito recebida no Jordão, isto é, o impulso missionário a viver a vida pela santificação dos homens, a glória de Deus.

No momento de fazer a unção, explicou ainda Francisco, o bispo diz estas palavras: “Receba o Espírito Santo que lhe foi confiado como dom”.

“É o grande dom de Deus”, finalizou o Pontífice. “Todos nós temos o Espírito dentro, o Espírito está no nosso coração, na nossa alma. E o Espírito nos guia para que nos tornemos sal e luz na medida certa aos homens. O testemunho cristão consiste em fazer somente e tudo aquilo que o Espírito de Cristo nos pede, concedendo-nos a graça de o realizar.”

(Vatican News)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Vaticano, 22 Mai. 18 / 10:00 am (ACI).- “Não é pecado criticar o Papa aqui”, assegurou o Santo Padre diante dos bispos italianos durante o discurso de abertura da Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI).

O Pontífice quis falar abertamente ante os bispos e compartilhar três principais preocupações sobre a Igreja na Itália: a crise de vocações, a pobreza evangélica e a redução e anexação das dioceses.

“Pensei, depois de agradecer por todo o trabalho que fazem, que é muito, em compartilhar com vocês três de minhas preocupações, mas não para nos batermos, e sim para dizer que essas coisas me preocupam… vocês verão. E dar-lhes a palavra, que que me dirijam todas as palavras, suas ansiedades, críticas – não é pecado criticar o Papa aqui! Não é pecado. Pode-se fazer – e inspirações que levam no coração”, foram as palavras do Santo Padre.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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Se a Igreja se esquece que é mãe, torna-se tristemente uma Igreja de solteirões, que vivem no isolamento, incapazes de amor

“A Igreja é feminina”, “é mãe” e quando falta esta identidade ela se torna “uma associação beneficente ou um time de futebol”; quando “é uma Igreja masculina”, infelizmente se torna “uma Igreja de solteirões”, “incapaz de amor, incapaz de fecundidade”.

Foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada nesta segunda-feira (21/05), na capela da Casa Santa Marta, dia em que a Igreja recorda a Beata Virgem Maria, Mãe da Igreja. Esta memória é celebrada pela primeira vez, este ano, após a publicação em 3 de março passado, do decreto “Ecclesia Mater” da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

O Papa Francisco quis que esta memória fosse celebrada na segunda-feira depois de Pentecostes para “favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos pastores, nos religiosos e fiéis, como também a genuína piedade mariana”.

Na homilia, o Santo Padre ressaltou que nos Evangelhos, Maria sempre é indicada como “Mãe de Jesus”, não “a Senhora” ou “a viúva de José”: a sua maternidade percorre toda a Sagrada Escritura, desde a Anunciação até o fim. Uma especificidade que os Padres da Igreja entenderam rapidamente, bem que alcança e cinge a Igreja.

“A Igreja é feminina, porque é igreja, esposa: é feminina. É mãe, dá à luz. Esposa e mãe. E os Padres vão além e dizem: ‘A sua alma também é esposa de Cristo e mãe’. Nessa atitude de Maria, que é Mãe da Igreja, neste comportamento podemos entender essa dimensão feminina da Igreja que, quando não existe, a Igreja perde a verdadeira identidade e se torna uma associação beneficente ou um time de futebol ou qualquer outra coisa, mas não a Igreja.”

Somente uma Igreja feminina poderá ter “comportamentos de fecundidade”, segundo as intenções de Deus, que “quis nascer de uma mulher para nos ensinar este caminho de mulher”.

“O importante é que a Igreja seja mulher, que tenha esta atitude de esposa e mãe. Quando nos esquecemos disso, é uma Igreja masculina, sem esta dimensão, e se torna tristemente uma Igreja de solteirões, que vivem no isolamento, incapazes de amor, incapazes de fecundidade. Sem a mulher, a Igreja não vai adiante, porque ela é mulher. Esta atitude de mulher vem de Maria, porque Jesus quis assim.”

Uma das virtudes que mais distingue uma mulher, observou o Papa Francisco, é a ternura, como Maria que “deu à luz seu filho primogênito, o enfaixou e o colocou numa manjedoura”: cuidar, com mansidão e humildade são as qualidades fortes das mães”.

“Uma Igreja que é mãe segue o caminho da ternura. Conhece a linguagem da sabedoria do carinho, do silêncio, do olhar cheio de compaixão, que tem gosto de silêncio. E, também, uma alma, uma pessoa que vive essa pertença à Igreja, sabendo que também é mãe, deve seguir o mesmo caminho: uma pessoa afável, terna, sorridente e cheia de amor”.

(Vatican News)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Pope Francis greets participants in a special audience with members of the International Union of Superiors General on Thursday in the Paul VI hall at the Vatican.

Vaticano, 18 Mai. 18 / 09:14 am (ACI).- Durante a homilia da Missa que presidiu nesta sexta-feira, 18 de maio, na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco assegurou que o pastor não deve cair na tentação de “enfiar o nariz na vida dos outros”.

Ao meditar sobre a passagem do Evangelho que narra o último diálogo entre o Senhor e Pedro, Francisco explicou que “o pastor ama, apascenta e se prepara para a cruz, para o despojamento e não enfia o nariz na vida dos outros, não perde tempo em alianças, em alianças eclesiásticas. Ama, apascenta e se prepara e não cai na tentação”.

Em sua homilia, o Pontífice recordou que a atitude fundamental do discípulo é o amor que configura “a identidade de um bispo, de um padre, é ser pastor”.

“‘Ama-me, apascenta e prepara-te’. Ama-me mais do que os outros, ama-me como puder, mas me ama. É o que o Senhor pede aos pastores e também a todos nós. ‘Ama-me’. O primeiro passo no diálogo com o Senhor é o amor”, disse.

Em seguida, o Papa assinalou que quem abraça o Senhor está destinado ao “martírio”, a “carregar a cruz”, para ser conduzido para onde não deseja.

“Preparar-se para as provações, a deixar tudo para que venha outro e faça coisas diferentes. Prepare-se para esta aniquilação na vida. E o levarão na estrada das humilhações, talvez para a estrada do martírio”.

Do mesmo modo, Francisco destacou que “aqueles que quando você era pastor o louvavam e falavam bem de você, agora falarão mal, porque o outro que vem parece melhor. Prepare-se. Prepare-se para a cruz quando o levarem para onde você não quer. ‘Ama-me, apascenta e prepara-te’. Esta é a rota de um pastor, a bússola”.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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