Papas

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Na missa na Casa Santa Marta, o Papa recorda que as ditaduras começam com a comunicação caluniosa. Basta pensar na perseguição dos judeus no século passado. Um horror que acontece também hoje.

Para destruir instituições ou pessoas, se começa a falar mal. A esta “comunicação caluniosa”, o Papa Francisco dedicou a homilia na missa na Casa Santa Marta.

A sua reflexão parte da história de Nabot narrada na Primeira Leitura, no Livro dos Reis. O rei Acab deseja a vinha de Nabot e lhe oferece dinheiro. Aquele terreno, porém, faz parte da herança dos seus pais e, portanto, rejeita a proposta. Então Acab fica aborrecido “como fazem as crianças quando não obtêm o que querem: chora.

A sua esposa cruel, Jezabel, aconselha o rei a acusar Nabot de falsidade, a matá-lo e assim tomar posse de sua vinha. Nabot – notou o Papa – é portanto um “mártir da fidelidade à herança” que tinha recebido de seus pais: uma herança que ia além da vinha, “uma herança do coração”.

Os mártires condenados com as calúnias

Para Francisco, a história de Nabot é paradigmática da história de Jesus, de Santo Estevão e de todos os mártires que foram condenados usando um cenário de calúnias. Mas é também paradigmática do modo de proceder de tantas pessoas de “tantos chefes de Estado ou de governo”. Começa com uma mentira e, “depois de destruir seja uma pessoa, seja uma situação com aquela calúnia”, se julga e se condena.

Como as ditaduras adulteram a comunicação

“Também hoje, em muitos países, se usa este método: destruir a livre comunicação”.

Por exemplo, pensemos: há uma lei da mídia, da comunicação, se cancela aquela lei; se concede todo o aparato da comunicação a uma empresa, a uma sociedade que faz calúnia, diz falsidades, enfraquece a vida democrática. Depois vêm os juízes a julgar essas instituições enfraquecidas, essas pessoas destruídas, condenam e assim vai avante uma ditadura. As ditaduras, todas, começaram assim, adulterando a comunicação, para colocar a comunicação nas mãos de uma pessoa sem escrúpulo, de um governo sem escrúpulo.

A sedução dos escândalos

“Também na vida cotidiana é assim”, destacou o Papa: se quero destruir uma pessoa, “começo com a comunicação: falar mal, caluniar, dizer escândalos”:

E comunicar escândalos é um fato que tem uma enorme sedução, uma grande sedução. Seduz-se com os escândalos. As boas notícias não são sedutoras: “Sim, mas que belo o que fez!” E passa… Mas um escândalo: “Mas você viu! Viu isso! Você viu o que aquele lá fez? Esta situação… Mas não pode, não se pode ir avante assim!” E assim a comunicação cresce, e aquela pessoa, aquela instituição, aquele país acaba na ruína. No final, não se julgam as pessoas. Julgam-se as ruínas das pessoas ou das instituições, porque não se podem defender.

A perseguição dos judeus

“A sedução do escândalo na comunicação leva justamente ao ângulo, isto é “destrói” assim como aconteceu a Nabot, que queria somente “ser fiel à herança dos seus antepassados” e não vendê-la. Neste sentido, também é exemplar a história de Santo Estevão, que faz um longo discurso para se defender, mas aqueles que o acusavam preferem lapidá-lo ao invés de ouvir a verdade. “Este é o drama da avidez humana”, afirma o Papa. Tantas pessoas são, de fato, destruídas por uma comunicação malvada:

Muitas pessoas, muitos países destruídos por ditaduras malvadas e caluniosas. Pensemos por exemplo nas ditaduras do século passado. Pensemos na perseguição aos judeus, por exemplo. Uma comunicação caluniosa, contra os judeus; e acabavam em Auschwitz porque não mereciam viver. Oh… é um horror, mas um horror que acontece hoje: nas pequenas sociedades, nas pessoas e em muitos países. O primeiro passo é se apropriar da comunicação, e depois da destruição, o juízo e a morte.

Reler a história de Nabot

O Apóstolo Tiago fala precisamente da “capacidade destrutiva da comunicação malvada”. Em conclusão, o Papa exorta a reler a história de Nabot no capítulo 21 do Primeiro Livro dos Reis e a pensar em “tantas pessoas destruídas, em tantos países destruídos, em tantas ditaduras com ‘luvas brancas’” que destruíram países.

Fonte: https://www.comshalom.org

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Vaticano, 08 Jun. 18 / 03:00 pm (ACI).- Em uma mensagem por ocasião do IX Simpósio Internacional dedicado à proteção e à preservação do meio ambiente realizado nestes dias em Atenas (Grécia), o Papa Francisco incentiva a cuidar da criação e perguntar-se qual mundo será deixado às futuras gerações.

“O dever cuidar da criação desafia todas as pessoas de boa vontade, aos cristãos pede para reconhecerem as raízes espirituais da crise ecológica e cooperar dando uma resposta unívoca”, escreve o Papa ao Patriarca Ecumênico Bartolomeu I e aos participantes do simpósio realizado de 5 a 8 de junho com o tema “Custodiar o planeta e proteger os povos”.

Francisco tem certeza de que “não são apenas as casas das pessoas vulneráveis no mundo”,

Mas, além disso, “provavelmente estamos condenando as futuras gerações a uma casa comum deixada em ruínas”.

“Que tipo de mundo queremos transmitir àqueles que virão depois de nós, às crianças que estão crescendo?”, perguntou.

Em sua mensagem, o Papa expressa que “o cuidado da criação, visto como dom partilhado e não como posse privada, implica sempre o reconhecimento e o respeito pelos direitos de cada pessoa e de cada povo”.

É uma crise que está “arraigada no coração humano, que aspira controlar e explorar os recursos limitados de nosso Planeta, ignorando os membros vulneráveis da família humana”.

“O dever de cuidar da criação, nossa casa comum; desafia todas as pessoas de boa vontade e convida os cristãos a reconhecerem as raízes espirituais da crise ecológica e cooperar dando uma resposta unívoca”, afirma o Papa Francisco em sua mensagem.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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“Por trás de cada perseguição, seja aos cristãos, seja aos humanos, está o diabo, está o demônio”

Hoje assistimos a uma “grande perseguição” não somente em relação aos cristãos, mas também contra toda homem e mulher, “através das colonizações culturais, das guerras, da fome e da escravidão”, porque o mundo contemporâneo é “um mundo de escravos”: esta foi a reflexão do Papa Francisco na homilia da missa celebrada na manhã de sexta-feira (1º/06) na Casa Santa Marta.

Falando sobre a Primeira Leitura, de São Pedro Apóstolo, em que se afirma que a perseguição aos cristãos nos primeiros séculos eclodiu como um incêndio, o Papa explicou que se trata de “parte da vida cristã”, uma “bem-aventurança”: Jesus foi perseguido por “causa de sua fidelidade ao Pai”.

A perseguição é um pouco como o “ar” do qual vive o cristão inclusive hoje, porque hoje existem muitos, muitos mártires, muitos perseguidos por amor a Cristo. Em muitos países, os cristãos não têm direitos. Se você carrega uma cruz, vai para a prisão e há pessoas presas; há pessoas condenadas a morrer por serem cristãs hoje. Houve pessoas mortas e o número é mais alto do que os mártires dos primeiros tempos. Mais alto! Mas isso não faz notícia. E por isso os telejornais, os jornais não publicam essas coisas. Mas os cristãos são perseguidos.

Francisco observou que hoje existe também outra perseguição: “a cada homem e mulher porque são imagens vivas de Deus”.

Por trás de cada perseguição, seja aos cristãos, seja aos humanos, está o diabo, está o demônio que tenta destruir a confissão de Cristo nos cristãos e a imagem de Deus no homem e na mulher. Desde o início, tentou fazer isso – como podemos ler no Livro do Gênesis –, destruir aquela harmonia entre homem e mulher que o Senhor criou, aquela harmonia que deriva do ser imagem e semelhança de Deus. E conseguiu fazer. Conseguiu fazer com a mentira, a sedução… Com as armas que ele utiliza. Sempre faz assim. Mas também hoje tem uma força, eu diria essa fúria contra o homem e a mullher porque, do contário, não se explica esta onda crescente de destruições ao homem e à mulher, ao humano.

O pontífice pensa na fome, uma “injustiça” que “destrói o homem e a mulher porque não têm o que comer”, ainda que exista “muita comida” no mundo. Depois falou da exploração do ser humano, das diferentes formas de escravidão e recorda como recentemente viu uma filmagem feita “escondida” em uma prisão onde estão recolhidos migrantes, submetidos à “torturas”, a formas de “destruição” para “escravizar”.  E constata que isso acontece “depois de 70 anos da declaração dos direitos humanos”.

Então ele reflete sobre as colonizações culturais, “quando – explica – os impérios impõe disposições de sua cultura contra a independência, contra a cultura do povo, impondo coisas que não são humanas para destruir”,  para “a morte”.

Francisco observa que o que o diabo quer é precisamente “a destruição da dignidade” e “por isso persegue”:

E no final, podemos pensar nas guerras como um instrumento de destruição de pessoas, da imagem de Deus. Mas também nas pessoas que fazem as guerras, que planejam as guerras para ter poder sobre os outros. Há pessoas que trabalham em muitas indústrias de armas para destruir a humanidade, para destruir a imagem do homem e da mulher, tanto física como moralmente, como culturalmente. “Mas, padre, esses não são cristãos. Por que são perseguidos?” – “Sim, são a imagem de Deus. E por isso o diabo os persegue”. E os impérios continuam as perseguições hoje. Nós não devemos nos permitir ser ingênuos. Hoje, no mundo, não só os cristãos são perseguidos; os seres humanos, o homem e a mulher, porque o pai de toda perseguição não tolera que sejam a imagem e semelhança de Deus. E ataca e destrói essa imagem. Não é fácil entender isso; é preciso muita oração para entendê-lo.

(Vatican News)

fonte: https://pt.aleteia.org/

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No domingo, 3 de junho, Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, o Papa Francisco irá à localidade de Ostia, próximo a Roma, onde às 18 irá presidir a Missa na praça em frente à paróquia de Santa Monica (praça homônima), seguida de procissão com o Santíssimo Sacramento. O Vatican News transmitirá a Missa e a Procissão, com comentários em português, a partir das 12h55min, horário de Brasília.

Irão concelebrar o arcebispo Angelo de Donati, vigário do Papa para a Diocese de Roma, os bispos auxiliares e os sacerdotes das paróquias de Ostia, com um bilhete especial emitido pelo Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice. Não está prevista a concelebração para os outros sacerdotes.

Após a Missa, haverá uma procissão com o Santíssimo Sacramento que percorrerá uma distância de um quilômetro e duzentos metros, passando por algumas ruas da localidade na costa romana, que para a ocasião serão fechadas ao tráfego: Piazza Santa Monica, Via delle Sirene, Corso Duca di Genova, via della Corrazzata, via del Sommergibile, via dell’Idroscalo. A procissão se concluirá no estacionamento na via della Martinica, perto da paróquia de Nossa Senhora de Bonaria, onde o Santo Padre concederá a bênção eucarística.

Na Piazza Santa Monica e no estacionamento da Via della Martinique, os fiéis terão que passar pelas verificações de segurança habituais. Não haverá ingressos para participar dos ritos do Corpus Domini: o acesso é gratuito e aberto a todos. Somente as crianças e jovens das paróquias terão um crachá de reconhecimento em seus pescoços. Será necessário um passe para os doentes e pessoas com necessidades especiais, para quem serão reservados dois setores, tanto na Piazza Santa Mônica quanto no estacionamento da Via Martinica. Todos aqueles que realizam um serviço litúrgico durante a Missa e a procissão também terão o crachá.

Por mais de quarenta anos, Corpus Christi foi celebrado em São João de Latrão: “Quebra-se uma tradição, mas se dá início a outra – sublinha o bispo do setor sul, que faz parte de Ostia, Dom Paolo Lojudice, recordando que –  “até 1978, com Paulo VI,  vi a celebração do Corpus Domini em várias e diferentes áreas da cidade”.

“Em 1968, o próprio Papa Montini celebrou o Corpus Christi em Ostia. Creio que faz parte da lógica pastoral do Papa Francisco, no seu “magistério dos sinais”, que quer levar a Igreja para fora, pelas ruas, às periferias, na proximidade dos ambientes e as situações mais delicadas”.

E ainda: “O próximo domingo é uma grande oportunidade para todo o distrito – acrescenta o prelado – não é uma visita a uma paróquia, mas a uma comunidade inteira”. Os números confirmam isso: participarão cerca de 850 crianças da Comunhão, às quais foi pedido para usar a clássica túnica branca; 150 os meninos dos oratórios, que serão identificados por uma camiseta amarela; 350 jovens da Crisma, com camiseta vermelha.

Em preparação ao Corpus Domini, as oito paróquias de Ostia organizam uma vigília de oração para amanhã, quarta-feira, 30 de maio, às 21 horas, na praia de Idroscalo. A liturgia da Palavra terá como fio condutor “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15, 12).

Duas comunidades pertencem à diocese suburbicária de Ostia, a menor na Itália e entre as mais antigas: Santo Agostinho Bispo e Stagni e Sant’Aurea em Ostia Antica.

(Vatican News)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Pope Francis attends his general audience in Saint Peter's Square at the Vatican, on November 16, 2016. Photo courtesy of Reuters/Alessandro Bianchi *Editors: This photo may only be republished with RNS-POPE-CARDINALS, originally transmitted on November 17, 2016.

“A liberdade é a condição para poder caminhar olhando a luz à frente”

Nos momentos de provação não voltar aos esquemas do mundo, que tiram a liberdade. É preciso, pelo contrário, permanecer no caminho para a santidade. Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa celebrada na manhã desta terça-feira (29/05) na Casa Santa Marta, inspirando-se na primeira leitura (1Pd 1,10-16) do dia, na qual Pedro exorta a caminhar para a santidade.

E o chamado à santidade, que é o chamado normal, é o chamado a viver como cristão, isto é, viver como cristão é o mesmo que dizer “viver como santo”. Tantas vezes nós pensamos na santidade como algo extraordinário, como ter visões ou orações elevadíssimas… ou alguns pensam que ser santo significa ter uma cara de santinho. Não! Ser santos é outra coisa. É caminhar no que o Senhor nos diz sobre a santidade. E, o que é caminhar na santidade? E Pedro diz: “ponde toda a vossa esperança na graça que vos será oferecida na revelação de Jesus Cristo”.

“Caminhar para a santidade” consiste portanto no caminhar para aquela graça que vem ao encontro, caminhar para a esperança, estar em tensão rumo ao encontro com Jesus Cristo.

É como quando se caminha em direção à luz: tantas vezes não se vê bem o caminho porque a luz nos ofusca. “Mas não erramos – observa o Papa – porque vemos a luz e conhecemos o caminho”.

Quando, ao invés disso, se caminha com a luz nas costas, se vê bem a estrada, mas na realidade, porém, diante de nós existe a sombra, não luz.

Para caminhar para a santidade, depois, é necessário “ser livres e sentir-se livres”. O Papa adverte porém que existem tantas coisas que escravizam. Por isso Pedro exorta a não conformar-se aos desejos “do tempo da vossa ignorância.” Também Paulo na Primeira leitura aos Romanos diz: “não conformai-vos”, que significa “não entrem nos esquemas”:

Esta é a tradução correta destes conselhos – não entrem nos esquemas do mundo, não entrem nos esquemas, no modo de pensar mundano, no modo de pensar e de julgar que o mundo oferece a você, porque isso tira sua liberdade”. E para andar na santidade, devemos ser livres: a liberdade de andar olhando a luz, de seguir em frente. E quando voltamos, como diz aqui, ao modo de viver que tínhamos antes do encontro com Jesus Cristo ou quando nós voltamos aos padrões do mundo, perdemos a liberdade.

No livro do Êxodo vemos, de fato, como tantas vezes o povo de Deus não quis olhar para frente, para a salvação, mas voltar atrás. Lamentavam-se e “imaginavam a bela vida que passavam no Egito”, onde comiam cebolas e carne, destaca Francisco.

“Nos momentos de dificuldade, o povo volta atrás”, “perde a liberdade”: é verdade que comiam coisas boas, mas na “mesa da escravidão”.

Nos momentos de provação, sempre temos a tentação de olhar para trás, de olhar para os esquemas do mundo, para os padrões que tínhamos antes de iniciar o caminho da salvação: sem liberdade. E sem liberdade não se pode ser santos. A liberdade é a condição para poder caminhar olhando a luz à frente. Não entrar nos esquemas da mundanidade: caminhar em frente, olhando para a luz que é a promessa, na esperança; essa é a promessa como o povo de Deus no deserto: quando olhavam para frente, iam bem; quando vinha a nostalgia porque não podiam comer as coisas boas que lhes davam lá, erravam e esqueciam que lá não tinham liberdade.

O Senhor, portanto, chama à santidade de todos os dias. E há dois parâmetros para saber se estamos no caminho para a santidade: antes de tudo, se olhamos para a luz do Senhor na esperança de encontrá-lo e, depois se, quando chegam as provações, olhamos em frente e não perdemos a liberdade, refugiando-nos nos esquemas mundanos que “prometem tudo e não te dão nada”.

“Sejam santos porque eu sou santo”, é o mandamento do Senhor. Francisco recorda isso ao concluir, exortando a pedir a graça de entender bem o que é o caminho da santidade: “um caminho de liberdade, mas em tensão de esperança rumo ao encontro com Jesus”. E entender bem também o que é ir em direção aos “esquemas mundanos que todos nós tínhamos antes do encontro com Jesus”.

(Vatican News)

fonte: https://pt.aleteia.org/

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O uso responsável da riqueza em prol do bem comum está no coração do Evangelho e não deve ser manipulado como bandeira ideológica

Durante a Missa celebrada na Casa Santa Marta na manhã desta quinta-feira, 24, o Papa Francisco lamentou as manipulações que identificam como “comunistas” aqueles que pregam o espírito cristão de pobreza no sentido de desprendimento material. Em suas palavras, “a pobreza está no centro do Evangelho” e não deve ser manipulada como bandeira de ideologias sócio-políticas.

Em sua homilia, o Papa nos exortou a “tomar distância das riquezas, porque estas nos foram oferecidas por Deus para doá-las aos outros“, e advertiu contra as riquezas “apodrecidas”, recordando as palavras de Jesus àqueles que se apegam aos bens materiais: “Ai de vós!“.

O Santo Padre observou que, muitas vezes, quando um sacerdote faz uma pregação contra os apegos materiais, “no dia seguinte aparece nos jornais: ‘Aquele padre é comunista!’. Mas a pobreza está no centro do Evangelho. A pregação sobre a pobreza está no centro da pregação de Jesus: ‘Bem-aventurados os pobres’ é a primeira das Bem-aventuranças!”.

Francisco disse que a pobreza “é a carteira de identidade com a qual Jesus se apresenta quando volta ao seu vilarejo, a Nazaré”. Na sinagoga, Ele anunciou:

“O Espírito está sobre mim. Fui enviado para anunciar o Evangelho, a Boa Nova aos pobres, o alegre anúncio aos pobres”.

Apesar disso, de acordo com o Papa, “sempre tivemos na história esta fraqueza de tentar deixar de lado esta pregação sobre a pobreza, acreditando que se trata de algo social, político. Não! É Evangelho puro, é Evangelho puro”.

O Papa ressaltou que quando Jesus clama contra os “ricos”, ele não se refere a quem tem dinheiro e o usa com solidariedade, responsabilidade e a serviço do bem comum, mas sim àqueles que fizeram das riquezas “uma idolatria”. Jesus destacou: “Não se pode servir a dois senhores. Ou você serve a Deus ou às riquezas”.

Quando se atribui uma “categoria de senhorio às riquezas, se vai contra o primeiro mandamento: amar a Deus com todo o coração”. Além disso, a idolatria das riquezas também atenta “contra o segundo mandamento, porque destrói a relação harmoniosa entre nós, homens: ‘estragamos a vida’, ‘estragamos a alma’”.

O Papa enfatizou sobre as riquezas idolatradas:

“Elas nos tiram a harmonia com os irmãos, o amor ao próximo, nos tornam egoístas. Também aqui, na Itália, para salvar os grandes capitais, deixam as pessoas sem trabalho. Isto vai contra o segundo mandamento. E quem faz isto: ‘Ai de vós!’. Não [sou] eu [que digo], é Jesus. Ai de vocês que exploram as pessoas, que exploram o trabalho, que pagam de maneira informal, que não pagam a contribuição para a aposentadoria, que não dão férias. ‘Ai de vós!’”

Francisco prosseguiu:

“Fazer ‘economias’, fraudar o que se deve pagar, o salário, é pecado, é pecado! ‘Não, padre, eu vou à missa todos os domingos e participo daquela associação católica e sou muito católico e faço a novena disso…’ Mas você não paga? Essa injustiça é pecado mortal. Você não está nas graças de Deus. Não sou eu que estou dizendo, é Jesus, é o apóstolo Tiago. Por isso as riquezas nos afastam do segundo mandamento, do amor ao próximo”.

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A partir de matéria da agência ACI Digital

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Papa Francisco inicia catequese sobre o sacramento da Crisma

Apesar do mau tempo, milhares de fiéis participaram com o Papa Francisco da Audiência Geral desta quarta-feira (23/05).

Na Praça S. Pedro, os peregrinos ouviram o Pontífice iniciar um novo ciclo de catequeses, desta vez dedicado ao sacramento da Crisma, também chamado Confirmação, quando os fiéis recebem o dom do Espírito Santo.

Aos seus discípulos, Jesus confiou uma grande missão: ser sal da terra e luz do mundo. “São imagens que nos levam a pensar no nosso comportamento, porque seja a carência, seja o excesso de sal comprometem o alimento, assim como a falta ou excesso de luz impedem de ver”, disse o Papa, acrescentando que somente o Espírito de Cristo nos dá o sabor e a luz que clareia o mundo.

Este dom é recebido justamente no Sacramento da Confirmação. “Confirmação porque confirma o Batismo e reforça a sua graça; assim também “Crisma” porque recebemos o Espírito mediante a unção com o “crisma” – óleo consagrado pelo Bispo – termo que remete a “Cristo”, o Ungido pelo Espírito.

Renascer para a vida divina no Batismo é o primeiro passo, explicou o Papa, depois é preciso se comportar como filhos de Deus, ou seja, conformar-se ao Cristo que atua na santa Igreja.

“Sem a força do Espírito Santo não podemos fazer nada. Assim como toda a vida de Jesus foi animada pelo Espírito, assim também a vida da Igreja e de cada seu membro está sob a guia do mesmo Espírito.”

Francisco ressaltou o modo com o qual Jesus se apresenta na sinagoga de Nazaré, a sua a carteira de identidade, isto é, Ungido pelo Espírito. «O Espírito do Senhor está sobre mim; por isso me consagrou com a unção e me enviou a levar aos pobres o alegre anúncio » (Lc 4,18).

O “Respiro” do Cristo Ressuscitado enche de vida os pulmões da Igreja. Pentecostes é para a Igreja aquilo que para Cristo foi a unção do Espírito recebida no Jordão, isto é, o impulso missionário a viver a vida pela santificação dos homens, a glória de Deus.

No momento de fazer a unção, explicou ainda Francisco, o bispo diz estas palavras: “Receba o Espírito Santo que lhe foi confiado como dom”.

“É o grande dom de Deus”, finalizou o Pontífice. “Todos nós temos o Espírito dentro, o Espírito está no nosso coração, na nossa alma. E o Espírito nos guia para que nos tornemos sal e luz na medida certa aos homens. O testemunho cristão consiste em fazer somente e tudo aquilo que o Espírito de Cristo nos pede, concedendo-nos a graça de o realizar.”

(Vatican News)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Vaticano, 22 Mai. 18 / 10:00 am (ACI).- “Não é pecado criticar o Papa aqui”, assegurou o Santo Padre diante dos bispos italianos durante o discurso de abertura da Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI).

O Pontífice quis falar abertamente ante os bispos e compartilhar três principais preocupações sobre a Igreja na Itália: a crise de vocações, a pobreza evangélica e a redução e anexação das dioceses.

“Pensei, depois de agradecer por todo o trabalho que fazem, que é muito, em compartilhar com vocês três de minhas preocupações, mas não para nos batermos, e sim para dizer que essas coisas me preocupam… vocês verão. E dar-lhes a palavra, que que me dirijam todas as palavras, suas ansiedades, críticas – não é pecado criticar o Papa aqui! Não é pecado. Pode-se fazer – e inspirações que levam no coração”, foram as palavras do Santo Padre.

Fonte: https://www.acidigital.com/

0 141

Se a Igreja se esquece que é mãe, torna-se tristemente uma Igreja de solteirões, que vivem no isolamento, incapazes de amor

“A Igreja é feminina”, “é mãe” e quando falta esta identidade ela se torna “uma associação beneficente ou um time de futebol”; quando “é uma Igreja masculina”, infelizmente se torna “uma Igreja de solteirões”, “incapaz de amor, incapaz de fecundidade”.

Foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada nesta segunda-feira (21/05), na capela da Casa Santa Marta, dia em que a Igreja recorda a Beata Virgem Maria, Mãe da Igreja. Esta memória é celebrada pela primeira vez, este ano, após a publicação em 3 de março passado, do decreto “Ecclesia Mater” da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

O Papa Francisco quis que esta memória fosse celebrada na segunda-feira depois de Pentecostes para “favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos pastores, nos religiosos e fiéis, como também a genuína piedade mariana”.

Na homilia, o Santo Padre ressaltou que nos Evangelhos, Maria sempre é indicada como “Mãe de Jesus”, não “a Senhora” ou “a viúva de José”: a sua maternidade percorre toda a Sagrada Escritura, desde a Anunciação até o fim. Uma especificidade que os Padres da Igreja entenderam rapidamente, bem que alcança e cinge a Igreja.

“A Igreja é feminina, porque é igreja, esposa: é feminina. É mãe, dá à luz. Esposa e mãe. E os Padres vão além e dizem: ‘A sua alma também é esposa de Cristo e mãe’. Nessa atitude de Maria, que é Mãe da Igreja, neste comportamento podemos entender essa dimensão feminina da Igreja que, quando não existe, a Igreja perde a verdadeira identidade e se torna uma associação beneficente ou um time de futebol ou qualquer outra coisa, mas não a Igreja.”

Somente uma Igreja feminina poderá ter “comportamentos de fecundidade”, segundo as intenções de Deus, que “quis nascer de uma mulher para nos ensinar este caminho de mulher”.

“O importante é que a Igreja seja mulher, que tenha esta atitude de esposa e mãe. Quando nos esquecemos disso, é uma Igreja masculina, sem esta dimensão, e se torna tristemente uma Igreja de solteirões, que vivem no isolamento, incapazes de amor, incapazes de fecundidade. Sem a mulher, a Igreja não vai adiante, porque ela é mulher. Esta atitude de mulher vem de Maria, porque Jesus quis assim.”

Uma das virtudes que mais distingue uma mulher, observou o Papa Francisco, é a ternura, como Maria que “deu à luz seu filho primogênito, o enfaixou e o colocou numa manjedoura”: cuidar, com mansidão e humildade são as qualidades fortes das mães”.

“Uma Igreja que é mãe segue o caminho da ternura. Conhece a linguagem da sabedoria do carinho, do silêncio, do olhar cheio de compaixão, que tem gosto de silêncio. E, também, uma alma, uma pessoa que vive essa pertença à Igreja, sabendo que também é mãe, deve seguir o mesmo caminho: uma pessoa afável, terna, sorridente e cheia de amor”.

(Vatican News)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Pope Francis greets participants in a special audience with members of the International Union of Superiors General on Thursday in the Paul VI hall at the Vatican.

Vaticano, 18 Mai. 18 / 09:14 am (ACI).- Durante a homilia da Missa que presidiu nesta sexta-feira, 18 de maio, na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco assegurou que o pastor não deve cair na tentação de “enfiar o nariz na vida dos outros”.

Ao meditar sobre a passagem do Evangelho que narra o último diálogo entre o Senhor e Pedro, Francisco explicou que “o pastor ama, apascenta e se prepara para a cruz, para o despojamento e não enfia o nariz na vida dos outros, não perde tempo em alianças, em alianças eclesiásticas. Ama, apascenta e se prepara e não cai na tentação”.

Em sua homilia, o Pontífice recordou que a atitude fundamental do discípulo é o amor que configura “a identidade de um bispo, de um padre, é ser pastor”.

“‘Ama-me, apascenta e prepara-te’. Ama-me mais do que os outros, ama-me como puder, mas me ama. É o que o Senhor pede aos pastores e também a todos nós. ‘Ama-me’. O primeiro passo no diálogo com o Senhor é o amor”, disse.

Em seguida, o Papa assinalou que quem abraça o Senhor está destinado ao “martírio”, a “carregar a cruz”, para ser conduzido para onde não deseja.

“Preparar-se para as provações, a deixar tudo para que venha outro e faça coisas diferentes. Prepare-se para esta aniquilação na vida. E o levarão na estrada das humilhações, talvez para a estrada do martírio”.

Do mesmo modo, Francisco destacou que “aqueles que quando você era pastor o louvavam e falavam bem de você, agora falarão mal, porque o outro que vem parece melhor. Prepare-se. Prepare-se para a cruz quando o levarem para onde você não quer. ‘Ama-me, apascenta e prepara-te’. Esta é a rota de um pastor, a bússola”.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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A intriga foi usada contra Jesus para desacreditá-lo e, uma vez desacreditado, eliminá-lo

Na missa celebrada esta quinta-feira (17/05) na Casa Santa Marta, o Papa Francisco dedicou a sua homilia ao tema da unidade, inspirando-se na Liturgia da Palavra.

Existem dois tipos de unidade, comentou o Pontífice. A primeira é a verdadeira unidade de que fala Jesus no Evangelho, a unidade que Ele tem com o Pai e que quer trazer também a nós. Trata-se de uma “unidade de salvação”, “que faz a Igreja”, uma unidade que vai rumo à eternidade. “Quando nós na vida, na Igreja ou na sociedade civil trabalhamos pela unidade, estamos no caminho que Jesus traçou”, disse Francisco.

Porém, há uma “falsa unidade”, como aquela dos acusadores de São Paulo na Primeira Leitura. Inicialmente, eles se apresentam como um bloco único para acusá-lo. Mas Paulo, que era “sagaz”, isto é, tinha uma sabedoria humana e também a sabedoria do Espírito Santo, lança a “pedra da divisão”, dizendo estar sendo julgado pela esperança na ressurreição dos mortos”.

Uma parte desta falsa unidade, de fato, era composta por saduceus, que diziam não existir “ressurreição nem anjo nem espírito”, enquanto os fariseus professavam esses conceitos. Paulo então consegue destruir esta falsa unidade porque eclode um conflito e a assembleia que o acusava se divide.

Em outras perseguições sofridas por São Paulo, se vê que o povo grita sem nem mesmo saber o que está dizendo, e são “os dirigentes” que sugerem o que gritar:

Esta instrumentalização do povo é também um desprezo pelo povo, porque o transforma em massa. É um elemento que se repete com frequência, desde os primeiros tempos até hoje. Pensemos nisso. O Domingo de Ramos é: todos ali aclamam “Bendito o que vem em nome do Senhor”. Na sexta-feira sucessiva, as mesmas pessoas gritam: “Crucifiquem-no”. O que aconteceu? Fizeram uma lavagem cerebral e mudaram as coisas. E transformaram o povo em massa, que destrói.

“Criam-se condições obscuras” para condenar a pessoa, explicou o Papa, e depois a unidade se desfaz. Um método com o qual perseguiram Jesus, Paulo, Estevão e todos os mártires e muito usado ainda hoje. E Francisco citou como exemplo “a vida civil, a vida política, quando se quer fazer um golpe de Estado”: “a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas”. Depois chega a justiça, “as condena e, no final, se faz um golpe de Estado”. Uma perseguição que se vê também quando as pessoas no circo gritavam para ver a luta entre os mártires ou os gladiadores.

O elo da corrente para se chegar a esta condenação é um “ambiente de falsa unidade”, destacou Francisco.

Numa medida mais restrita, acontece o mesmo também nas nossas comunidades paroquiais, por exemplo, quando dois ou três começam a criticar o outro. E começam a falar mal daquele outro… E fazem uma falsa unidade para condená-lo; sentem-se seguros e o condenam. O condenam mentalmente, como atitude; depois se separam e falam mal um contra o outro, porque estão divididos. Por isso a fofoca é uma atitude assassina, porque mata, exclui as pessoas, destrói a “reputação” das pessoas.

“A intriga” foi usada contra Jesus para desacreditá-lo e, uma vez desacreditado, eliminá-lo:

Pensemos na grande vocação à qual fomos chamados: a unidade com Jesus, o Pai. E este caminho devemos seguir, homens e mulheres que se unem e buscam sempre prosseguir no caminho da unidade. E não as falsas unidades, que não têm substância, e servem somente para dar um passo a mais e condenar as pessoas, e levar avante interesses que não são os nossos: interesses do príncipe deste mundo, que é a destruição. Que o Senhor nos dê a graça de caminhar sempre na estrada da verdadeira unidade.

(Vatican News)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Pope Francis prays at the Austro-Hungarian cemetery of Fogliano in Redipuglia September 13, 2014. REUTERS/Stefano Rellandini

Vaticano, 16 Mai. 18 / 11:00 am (ACI).- O Papa Francisco reconheceu sentir-se preocupado e triste com o aumento da violência na Terra Santa e no Oriente Médio.

No final da Audiência Geral na manhã de hoje, o Santo Padre pronunciou uma mensagem na qual assinalou: “Estou muito preocupado e triste com o aumento da tensão na Terra Santa e no Oriente Médio e com a espiral de violência que afasta sempre mais do caminho da paz, do diálogo e das negociações”.

“Expresso a minha grande dor pelos mortos e os feridos e estou próximo com a oração e o afeto a todos os que sofrem. Reitero que o uso da violência jamais leva à paz. Guerra chama guerra, violência chama violência”.

Do mesmo modo, convidou “todas as partes em causa e a comunidade internacional a renovar o empenho para que prevaleçam o diálogo, a justiça e a paz”.

Depois de rezar uma Ave Maria, o Papa exclamou: “Que Deus tenha piedade de nós”.

O Santo Padre expressou a sua solidariedade aos mortos e feridos nos violentos confrontos ocorridos nesta semana na Faixa de Gaza, na Palestina, entre os manifestantes palestinos e os soldados israelenses.

Na segunda-feira, 14 de maio, cerca de 60 palestinos morreram e outros 2 mil ficaram feridos depois que o exército israelense abriu fogo contra manifestantes que protestavam de forma violenta devido à transferência da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém.

Este acontecimento, que os palestinos consideram ofensivo, pois reclamam Jerusalém como a capital do futuro Estado Palestino, também coincidiu com as celebrações dos 70 anos da criação do Estado de Israel.

Embora Israel tenha transferido todas as suas instituições políticas à cidade de Jerusalém em 1967, na qual se anexa a cidade até então sob a soberania jordaniana, a comunidade internacional só reconhece Tel Aviv como a sua capital. De fato, até a transferência da embaixada dos Estados Unidos a Jerusalém, todas as embaixadas internacionais estavam em Tel Aviv.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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Vaticano, 15 Mai. 18 / 01:00 pm (ACI).- No encontro realizado na segunda-feira, 14, com uma numerosa delegação da Diocese de Roma, o Papa Francisco explicou o que uma pessoa pode fazer quando sempre se “confessa do mesmo”.

Na Basílica de São João de Latrão, o Pontífice presidiu um evento no qual refletiu sobre as “doenças mentais”, um tema que os fiéis de Roma analisaram nos últimos meses.

Ao começar o evento, Francisco presidiu uma breve oração e, em seguida, Pe. Paolo Asolan,

professor do Instituto Pastoral “Redemptor Hominis” da Pontifícia Universidade Lateranense, fez um resumo do que as comunidades de Roma trabalharam nos últimos meses sobre as “doenças espirituais”.

Entre elas, mencionou a fatiga espiritual, a falta de comunhão entre aqueles que realizam as iniciativas pastorais de Roma; a fofoca e o medo; e a falta de oração.

“Santo Padre, precisamos do senhor e queremos ouvi-lo para poder começar a curar estas doenças. Precisamos de Jesus Cristo”, disse o sacerdote ao Pontífice.

Em sua reflexão, Francisco disse que as pessoas podem viver uma experiência de “frustração ou de amargura”, inclusive “cotidianamente, quando me confesso sempre o mesmo. Quando você se confessa e acontece isso, pare e se pergunte por que você não muda”.

“Como fazer isso? Todos devem encontrar o caminho. Sozinho não consegue. Ninguém pode se curar sozinho. É necessário que alguém me ajude. O primeiro é o Senhor. Identifique a doença, o pecado, o defeito, a raiz, raiz mencionada na Carta aos Hebreus e fale primeiro com o Senhor”.

Em seguida, continuou o Santo Padre, cada um deve dizer: “‘Olha isso Senhor, eu sempre caio no mesmo’; e depois procurar alguém para me ajudar, uma boa alma que tenha esse carisma do acompanhamento, e não exclusivamente um sacerdote. O acompanhamento também é um carisma do leigo, porque surge do batismo”.

Também indicou que esse carisma “pode ​​estar na comunidade, um idoso, um jovem, o esposo. Deixe que alguém te ajude: fale com Jesus, com outro, com a Igreja. Este é o primeiro passo. Depois, ler algo sobre o tema poderá ajudar”.

Depois de recordar que “o único que pode curar é o Senhor”, o Papa explicou que “a amargura e a frustração ocorrem quando você sente que não pode mudar, quando há impotência. O Senhor quer fazer você crescer com a experiência da cura”. “É um sinal da redenção, para curar as nossas raízes. Ele nos curou completamente. A graça cura profundamente”, acrescentou.

O Pontífice também encorajou a buscar a harmonia nas paróquias. E propôs três pontos concretos: “Primeiro a Pessoa do Senhor, Cristo, o Evangelho na mão. Devemos nos habituar a ler todos os dias uma passagem do Evangelho”.

“Segundo, a oração: se você lê o Evangelho, imediatamente vem o desejo de dizer algo ao Senhor, de rezar, fazer um diálogo com Ele, breve. E terceiro, as obras de misericórdia. Com esses três pontos, creio que este sentido de incômodo desaparece. Mas sempre peçamos a graça da harmonia”, concluiu.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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