Papas

O Papa Francisco concluiu sua série de audiências esta sexta-feira (22/09) recebendo os responsáveis nacionais pelas migrações, que participam do encontro promovido pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa.

A audiência foi a ocasião para o Pontífice reafirmar a missão da Igreja diante dos fluxos migratórios maciços: amar Jesus Cristo particularmente nos mais pobres e abandonados, e entre eles certamente estão os migrantes e refugiados.

“Não escondo a minha preocupação diante dos sinais de intolerância, discriminação e xenofobia que se verificam em várias regiões da Europa. Com frequência, esses sinais são motivados pela desconfiança e pelo temor em relação ao outro, ao diferente, ao estrangeiro. Preocupa-me ainda mais a triste constatação de que as nossas comunidades católicas na Europa não estão isentas dessas reações de defesa e rejeição, justificadas por um ‘dever moral’ de preservar a identidade cultural e religiosa originária.”

O Papa recordou que a Igreja se propagou em todos os continentes graças à “migração” de missionários, e que hoje percebe uma “profunda dificuldade” das Igrejas na Europa diante da chegada dos migrantes. Para Francisco, essa dificuldade espelha os limites dos processos de unificação europeia e da aplicação concreta da universalidade dos direitos humanos.

Do ponto de vista estritamente eclesiológico, a chegada de inúmeros irmãos oferece às Igrejas locais uma oportunidade a mais de realizar plenamente a própria catolicidade e uma nova fronteira missionária.

Além disso, o encontro com migrantes e refugiados de outras confissões e religiões é um “terreno fecundo para o desenvolvimento de um diálogo ecumênico e inter-religioso sincero e enriquecedor”.

Por fim, o Papa citou a sua Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado do próximo ano, na qual indica a resposta pastoral aos desafios migratórios em quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar.  Na mesma Mensagem, também se enfatiza a importância dos Pactos Globais, que as nações do mundo se empenharam em redigir até o final de 2018, nos quais a Santa Sé está preparando uma contribuição especial. Francisco concluiu com uma exortação:

“Que a voz da Igreja seja sempre tempestiva e profética e, sobretudo, seja precedida por um trabalho coerente e inspirado nos princípios da doutrina cristã.”

Radio Vaticano

Fonte: http://www.comshalom.org/

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Ele está presente no início da vocação do Papa e no seu escudo pontifício

Apóstolo e Evangelista São Mateus foi um dos Doze a quem Jesus escolheu para O acompanharem durante a Sua vida pública e para darem continuidade à pregação da Sua Boa Nova a todos os povos do mundo.

Mateus era publicano, ou seja, cobrava dos judeus os impostos que a província devia entregar aos ocupantes romanos. E foi enquanto ele executava esse trabalho, profundamente odiado pela sua gente, que Jesus passou e o chamou. Mateus, segundo o relato do Novo Testamento, deixou tudo imediatamente e seguiu a Jesus.

Após a Ressurreição e Ascensão de Jesus ao céu, São Mateus pregou o Evangelho durante anos na Judeia e nas regiões vizinhas. Ele também foi um dos quatro autores que, inspirados pelo Espírito Santo, escreveram o relato da vida de Jesus. Além de Mateus, os outros três evangelistas são Marcos, Lucas e o também Apóstolo João.

A Igreja celebra São Mateus no dia 21 de setembro.

O Papa Francisco, chamado à vocação no dia de São Mateus

E foi justamente nesse dia, em 1953, que um jovem argentino de 17 anos, depois de se confessar, sentiu na alma o chamado à vida religiosa como membro da congregação dos jesuítas. Esse jovem se chamava Jorge Mario Bergoglio e hoje atende pelo nome mundialmente reconhecido de Papa Francisco.

Ele próprio relatou esse episódio sobre a descoberta da sua vocação sacerdotal durante a Vigília de Pentecostes de 2013.

Naquela vigília, uma jovem tinha lhe perguntado: “Como foi que Sua Santidade atingiu a certeza da fé na sua vida?”.

O Papa Francisco então evocou aquele 21 de setembro de 1953, que, na Argentina, era também o dia do estudante.

“Antes de ir para a festa, eu passei na frente da paróquia que frequentava e encontrei um padre que não conhecia. Senti a necessidade de me confessar. E, para mim, aquela foi uma experiência de encontro. Encontrei alguém que me esperava. Não sei o que aconteceu, não me lembro; não sei por que aquele padre estava lá, nem por que senti aquela necessidade de me confessar. Mas a verdade é que Alguém me esperava; estava me esperando fazia muito tempo e, depois da confissão, eu senti que alguma coisa tinha mudado. Eu não era mais o mesmo. Tinha sentido uma voz, um chamado. Tive a certeza de que eu tinha que ser sacerdote. E essa experiência na fé é importante”.

São Mateus presente no lema do Papa Francisco

Anos depois, quando foi ordenado bispo, ele escolheu um lema baseado numa frase de São Beda Venerável que evoca o chamado feito por Jesus a Mateus: “Miserando atque eligendo” (no contexto, quer dizer “Olhando com misericórdia e chamando“).

Esta frase continua sendo o lema do Papa Francisco e está agora imortalizada no seu escudo pontifício.

O Papa Francisco também costuma pedir com frequência aos fiéis para lerem o Evangelho de São Mateus, em particular o capítulo 25, onde são detalhadas as obras de misericórdia.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Esse é o segundo tremor registrado no México nesse mês de setembro; Papa reza pelas vítimas

Da Redação, com Rádio Vaticano

Após a catequese desta quarta-feira, 20, o Papa Francisco manifestou solidariedade aos mexicanos em virtude do terremoto que afetou o país nesta terça-feira, 19, deixando mais de 200 mortos. Ao saudar os peregrinos de língua espanhola, Francisco rezou por todas as vítimas da tragédia.

“Ontem, um terremoto terrível assolou o México – vi que há muitos mexicanos entre vocês -. Causou inúmeras vítimas e danos materiais. Neste momento de dor, quero manifestar a minha solidariedade e oração a toda querida população mexicana. Elevemos juntos a nossa oração a Deus por quem perdeu a vida, que o Senhor conforte os feridos, seus familiares e todos os afetados”, disse.

O Papa pediu orações também por todos que trabalham no resgate das vítimas e a proteção de Nossa Senhora de Guadalupe.

O terremoto

O tremor foi sentido em 18 municípios, incluindo a Cidade do México, onde edifícios caíram e pessoas estão soterradas. O epicentro foi nos arredores de Axochiapan, no Estado de Morelos, a cerca de 120 km da capital. Segundo o Serviço Nacional mexicano, o terremoto foi registrado a 57 km de profundidade. Exatamente 32 anos atrás, no mesmo dia, um sismo deixou milhares de mortos na capital mexicana.

Também no início deste mês, em 8 de setembro, um terremoto de magnitude 8,2 graus foi registrado no estado de Chiapas. Esse foi considerado o maior tremor desde 1985.

Fonte: https://noticias.cancaonova.com/

15/05/2013 Città del Vaticano, piazza San Pietro, udienza generale del Mercoledì di papa Francesco

“O perdão de Deus é o sinal de seu amor transbordante por cada um de nós”

O Papa Francisco dedicou a sua reflexão que precede a oração mariana do Angelus ao perdão, inspirando-se na passagem de Mateus proposta pela liturgia do dia.

“Perdoar setenta vezes sete, ou seja, sempre”, é a resposta de Jesus a Pedro ao ser questionado por ele sobre quantas vezes deveria perdoar. Se para ele perdoar sete vezes uma mesma pessoa já parecia ser muito, “talvez para nós pareça muito fazê-lo duas vezes”, observou o Papa.

Jesus ilustra a sua exortação com a parábola do “rei misericordioso e do servo perverso, que mostra a incoerência daquele que antes foi perdoado e depois se recusa a perdoar”:

“A atitude incoerente deste servo é também a nossa quando recusamos o perdão aos nosso irmãos. Enquanto o rei da parábola é a imagem de Deus que nos ama com um amor tão rico de misericórdia, que nos acolhe, nos ama e nos perdoa continuamente”.

Com o nosso Batismo – recordou o Santo Padre – Deus nos perdoou de uma “dívida insolvível”, e continua a nos perdoar “assim que mostramos um pequeno sinal de arrependimento”. E Francisco nos dá um conselho quando temos dificuldade em perdoar:

“Quando somos tentados a fechar o nosso coração a quem nos ofendeu e nos pede desculpa, nos recordemos das palavras do Pai celeste ao servo perverso: “eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?”.

“Alguém que tenha experimentado a alegria, a paz e a liberdade interior que vem do ser perdoado pode, por sua vez, abrir-se à possibilidade de perdoar”, sublinhou Francisco, que recordou que “na oração do Pai Nosso, Jesus quis inserir o mesmo ensinamento desta parábola. Colocou em relação direta o perdão que pedimos a Deus com o perdão que devemos conceder aos nossos irmãos: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido”:

“O perdão de Deus é o sinal de seu amor transbordante por cada um de nós; é o amor que nos deixa livres para nos afastar, como o filho pródigo, mas que espera a cada dia o nosso retorno; é o amor contínuo do pastor pela ovelha perdida; é a ternura que acolhe todo pecado que bate à sua porta. O Pai celeste é pleno de amor e quer oferecê-lo, mas não o pode fazer se fechamos o nosso coração ao amor pelos outros”.

Ao concluir, o Papa pede que “a Virgem Maria nos ajude a sermos sempre mais conscientes da gratuidade e da grandeza do perdão recebido de Deus, para nos tornarmos misericordiosos como Ele, Pai bom, lento para a ira e grande no amor”.

(AFP)

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O papa Francisco celebrou seus 25 anos de ordenação episcopal com uma missa concelebrada com os Cardeais na Capela Paulina, no Vaticano (27).

De brasileiros, estavam presentes os cardeais João Braz de Aviz, Cláudio Hummes, Raymundo Damasceno Assis e Sérgio da Rocha.

Em sua homilia, comentando a primeira leitura, o Pontífice falou de três imperativos inseridos no diálogo entre Deus e Abraão: levantar-se, olhar e esperar. Expressões que marcam não só o caminho que Abraão deve percorrer, mas também a sua atitude interior.

Levantar-se significa não ficar parado, realizar a missão em caminho e o símbolo é a tenda. Olhar é fixar o horizonte, cuja mística consiste em estar cada vez mais distante enquanto se avança. Esperar é a força de ir avante, com o ânimo de um “escoteiro”. “A esperança não tem muros”, disse o papa.

“O Senhor hoje nos diz o mesmo: levante-se, olhe e espere. Essa palavra de Deus vale também para nós, que temos quase a mesma a idade de Abraão”, brincou Francisco, que pediu aos cardeais não fechem a sua vida e a sua história:

“Quem não nos quer bem, diz: ‘somos a gerontocracia da Igreja’. É uma zombaria, não sabe o que diz. Não somos gerontes, somos avôs. E se não sentimos isso, devemos pedir a graça de senti-lo. Avôs para quais os netos olham e esperam de nós a experiência sobre o sentido da vida. Avôs não fechados. Para nós, ‘levante-se, olhe e espere’ se chama sonhar. Somos avôs chamados a sonhar e dar o nosso sonho à juventude de hoje, que necessita disso, porque tirarão dos nossos sonhos a força para profetizar e levar avante a sua missão.”

O Senhor, acrescentou o papa, pede aos avôs da Igreja que tenham a vitalidade para dar aos jovens, sem se fechar, para oferecer à juventude o melhor, para levar avante a profecia e o trabalho.

“Peço ao Senhor que dê a todos nós esta graça, também para quem ainda não é avô, como o presidente do Brasil (referindo-se ao presidente da CNBB, dom Sérgio da Rocha), que é um jovenzinho, mas você chegará lá. A graça de ser avôs, a graça de sonhar e dar esse sonho aos nossos jovens, eles precisam disso.”

Antes da bênção final, o papa Francisco agradeceu aos cardeais “por esta oração comum neste aniversário”, pedindo o perdão pelos seus pecados e a perseverança na fé, na esperança e na caridade.

Ordenação em Buenos Aires

O padre Jorge Mario Bergoglio soube que seria Bispo Auxiliar de Buenos Aires no 13 de maio de 1992, notícia que foi aprovada oficialmente por João Paulo II uma semana depois, no dia 20.

No dia 27 de junho daquele mesmo ano, 1992, recebeu a ordenação episcopal na Catedral de  Buenos Aires das mãos do Cardeal Antonio Quarracino, então Arcebispo da capital argentina. (Fonte: Rádio Vaticano)

VATICANO, 20 Mar. 17 / 11:00 am (ACI).- Durante a Missa celebrada na manhã desta segunda-feira na Casa Santa Marta, o Papa Francisco destacou a importante, mas discreta, função realizada por São José no plano salvífico de Deus. O Pontífice destacou a capacidade de São José de sonhar e assumir desafios difíceis e pediu que essa capacidade seja transmitida aos jovens de hoje.

Francisco focou sua homilia na figura de São José, cuja solenidade foi transferida de ontem para hoje para não coincidir com o terceiro domingo da Quarema.

São Jose foi um homem que carregou sobre seus ombros as promessas de “descendência, de herança, de paternidade, de filiação e de estabilidade”, explicou. Obedeceu ao anjo que apareceu em seu sonho e tomou consigo Maria, grávida por obra do Espírito Santo, recordou o Papa.

“E este homem, este sonhador, é capaz de aceitar esta tarefa, esta tarefa difícil e que muito tem a nos dizer neste período de uma grande sensação de orfandade. E assim este homem toma a promessa de Deus e a leva avante em silêncio com fortaleza, a leva avante para aquilo que Deus quer que seja realizado”.

O Bispo de Roma insistiu sobre a capacidade de sonhar de São Jose: “É um homem capaz de sonhar e é guardião do sonho de Deus, o sonho de Deus de nos salvar”.

Além disso, colocou São Jose como um modelo a ser seguido pelos jovens de hoje e pediu ao santo “que dê a todos nós a capacidade de sonhar, porque quando sonhamos coisas grandes, coisas bonitas, nos aproximamos do sonho de Deus, das coisas que Deus sonha para nós”.

“Que aos jovens dê, porque ele era jovem, a capacidade de sonhar, de arriscar e assumir as tarefas difíceis que viram nos sonhos. E dê a todos nós a fidelidade que geralmente cresce num comportamento justo, e ele era justo, cresce no silêncio, poucas palavras, e cresce na ternura que é capaz de proteger as próprias fraquezas e as dos outros”.

Por outro lado, o Pontífice destacou o valor do silêncio de São José, um homem que “pode nos dizer muito, mas não fala. O homem escondido, que tem a maior autoridade naquele momento, sem a demonstrar”.

“É o homem que não fala, mas obedece. O homem da ternura, o homem capaz de levar adiante as promessas para que se tornem firmes, seguras. O homem que garante a estabilidade do Reino de Deus, a paternidade de Deus, a nossa filiação como filho de Deus. Gosto de pensar José como guardião das fraquezas, de nossas fraquezas: é capaz de fazer nascer muitas coisas bonitas de nossas fraquezas, de nossos pecados”.

Fonte: ACI Digital

Em entrevista, o Papa Francisco volta a falar sobre a conhecida história de seu antecessor. Vale a pena relembrá-la

O Papa Francisco não é o primeiro papa a ter compaixão para com os moradores de rua, como ele próprio atesta.

Em uma nova entrevista para uma revista italiana dirigida por pessoas sem-teto, “Scarp de ‘tenis”, o Papa Francisco relata uma famosa história contada no Vaticano sobre o Papa João Paulo II e um misterioso morador de rua .

Como a história talvez seja menos conhecida fora das paredes do Vaticano, aqui nós a compartilhamos com nossos leitores. Abaixo está um trecho da entrevista.

Pergunta: Sua Santidade, quando o senhor encontra um morador de rua, qual é a primeira coisa que você diz a ele?

Papa Francisco: “Bom dia. Como você está?” Às vezes, trocamos algumas palavras, outras vezes entramos em um relacionamento e escutamos histórias interessantes:”Estudei em uma escola católica; Havia um bom padre … “Alguém poderia dizer: por que isso me interessaria? Mas as pessoas que vivem na rua compreendem imediatamente quando há um interesse real por parte da outra pessoa, ou quando há – eu não quero dizer “esse sentimento de compaixão”, mas certamente um sentimento de dor. Pode-se ver um morador de rua e olhar para ele como uma pessoa ou como um cão. E eles estão bem conscientes dessas diferentes maneiras como são vistos.

Há uma história famosa no Vaticano sobre um morador de rua, de origem polonesa, que normalmente ficava na Piazza Risorgimento em Roma. Ele não falava com ninguém, nem mesmo com os voluntários da Caritas que lhe traziam uma refeição quente à noite. Só depois de muito tempo conseguiram que ele contasse sua história: “Eu sou um padre. Conheço bem o seu papa. Nós estudamos juntos no seminário”, disse ele. Estas palavras chegaram a São João Paulo II, que ouviu o nome do morador de rua, confirmou que estava no seminário com ele, e queria conhecê-lo. Eles se abraçaram depois de 40 anos, e no final do encontro o Papa pediu para o sacerdote, que tinha sido seu companheiro no seminário, ouvir sua confissão. “Agora é a sua vez”, disse o Papa João Paulo II. E o Papa confessou-se com seu companheiro do seminário. Graças ao gesto de um voluntário, uma refeição quente, algumas palavras de conforto e um olhar de bondade, esta pessoa foi recuperada e retomou uma vida normal que o levou a se tornar um capelão de hospital. O papa o ajudou. Certamente este é um milagre, mas também é um exemplo para dizer que os os moradores de rua têm uma grande dignidade.

Na sede da Cúria de Buenos Aires, sob uma porta entre as grades, vivia uma família e um casal. Eu os encontrava todas as manhãs no meu caminho. Eu os cumprimentava e sempre trocava algumas palavras com eles. Eu nunca pensei em levá-los embora. Alguém me disse: “Eles sujam a Cúria”, mas a sujeira está dentro. Eu acho que precisamos conversar com pessoas com grande humanidade, não como se tivessem que nos pagar uma dívida, e não tratá-los como se fossem pobres cães.

Fonte: Aleteia.org

“Não se pode servir a dois senhores”, ou servimos Deus ou as riquezas

Seguir o Senhor que nos doa tudo, e não buscar as riquezas. Foi o que afirmou o Papa na missa matutina na Casa Santa Marta (28/02). Comentando o Evangelho do dia, o Papa ressaltou a “plenitude” que Deus nos doa: uma plenitude “aniquilada” que termina na Cruz.

“Não se pode servir a dois senhores”, ou servimos Deus ou as riquezas. Na vigília da Quarta-feira de Cinzas, Francisco falou que nesses dias antes da Quaresma a Igreja “nos faz refletir sobre a relação entre Deus e as riquezas”. E recorda o encontro entre o “jovem rico, que queria seguir o Senhor, mas no final era tão rico que escolheu as riquezas”.

O Papa observou que o comentário de Jesus assusta um pouco os discípulos: “Quanto é difícil que um rico entre no Reino dos Céus. É mais fácil que um camelo passe pelo buraco de uma agulha”. Hoje, prosseguiu, o Evangelho de Marcos nos mostra Pedro que pergunta ao Senhor o que será deles já que deixaram tudo para trás. É como se Pedro pedisse contas ao Senhor”:

“Não sabia o que dizer: ‘Sim, este foi embora, mas nós?’. A resposta de Jesus é clara: ‘Eu vos digo: não há ninguém que deixe tudo sem receber tudo’. ‘Pois bem, nós deixamos tudo’. ‘Receberão tudo’, com aquela medida transbordante com a qual Deus oferece os dons. ‘Receberão tudo. Quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho receberá cem vezes mais agora, durante esta vida – casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições – e, no mundo futuro, a vida eterna’. Tudo. O Senhor não sabe dar menos do que tudo. Quando Ele doa algo Ele doa a si mesmo, que é tudo”.

Todavia, acrescentou o Papa, “há uma palavra” neste trecho do Evangelho “que nos faz refletir: receber já agora neste tempo cem vezes mais em casas, irmãos, com perseguições”.

Francisco explicou que isto é “entrar” em “outro modo de pensar, em outro modo de agir. Jesus dá todo si mesmo, porque a plenitude, a plenitude de Deus é uma plenitude aniquilada na Cruz”:

“Este é o dom de Deus: a plenitude aniquilada. E este é o estilo do cristão: buscar a plenitude, receber a plenitude aniquilada e seguir este caminho. Não é fácil, isso não é fácil. E qual é o sinal, qual é o sinal deste ir avante em doar tudo e receber tudo? É o que ouvimos na primeira leitura: ‘Faze todas as tuas oferendas com semblante sereno, e com alegria consagra o teu dízimo. Dá a Deus segundo a doação que ele te fez, e com generosidade, conforme as tuas posses. Semblante sereno, alegria… O sinal que nós estamos neste caminho do tudo e nada, da plenitude aniquilada, é a alegria”.

Ao invés, o jovem rico, disse o Papa, “ficou com o semblante fechado e foi embora triste”. “Não foi capaz de receber, acolher esta plenitude aniquilada – advertiu – assim como os Santos, o próprio Pedro, a acolheram. E em meio às provações, às dificuldades, tinham o semblante sereno, o olhar alegre e a alegria do coração. Este é o sinal, evidenciou Francisco, que concluiu a homilia recordando o Santo chileno Alberto Hurtado:

“Ele trabalhava sempre, dificuldade atrás de dificuldade… trabalhava pelos pobres…. Foi realmente um homem que abriu caminhos em seu país… A caridade para a assistência aos pobres… Mas foi perseguido, muitos sofrimentos. Mas ele, quando justamente estava ali, aniquilado na cruz, a frase foi: ‘Contento, Señor, Contento’, ‘Feliz, Senhor, feliz’. Que ele nos ensine a caminhar nesta estrada, nos dê a graça de caminhar nesta estrada um pouco difícil do tudo e do nada, da plenitude aniquilada de Jesus Cristo e dizer sempre, sobretudo nas dificuldades: ‘Feliz, Senhor, feliz’”.

(Rádio Vaticano)

 

Confiar em Deus, o grande amigo, o aliado, o Pai

Diante das tantas preocupações que tiram a nossa serenidade e equilíbrio, devemos confiar-nos a Deus. “Ele não resolve magicamente os problemas, mas permite enfrentá-los com o espírito correto”.

Palavras do Papa Francisco na alocução que precedeu a Oração mariana do Angelus, inspirada na leitura do Evangelho de Mateus, proposta pela Liturgia do dia, onde somos chamados a fazer uma escolha por Deus e pelo seu Reino, uma escolha “que nem sempre mostra imediatamente seus frutos” e que é feita na esperança.

Deus cuida dos seres da criação, “provê de alimento a todos os animais, preocupa-se pelos lírios e pela erva do campo; o seu olhar benéfico e solícito vigia cotidianamente a nossa vida”.

O Papa recorda que “a angústia” causada pelas preocupações “é muitas vezes inútil”, pois “não consegue mudar o curso dos acontecimentos”. Neste sentido, a insistente exortação de Jesus “a não nos preocupar-nos com o amanhã”, “existe um Pai amoroso que não se esquece nunca de seus filhos. Entregar-se a Ele não resolve magicamente os problemas, mas permite enfrentá-los com o espírito correto, corajosamente”:

“Deus não é um ser distante e anônimo: é o nosso refúgio, a fonte de nossa serenidade e de nossa paz. É a rocha da nossa salvação, a quem podemos agarrar-nos na certeza de não cair. Quem se agarra a Deus não cai, quem se agarra a Deus, não cai nunca! É a nossa defesa do mal, sempre à espreita. Deus é para nós o grande amigo, o aliado, o pai, mas nem sempre nos damos conta disto”.

“Preferimos apoiar-nos em bens imediatos e contingentes – constata Francisco –  esquecendo, e às vezes rejeitando, o bem supremo, isto é, o amor paterno de Deus”:

“Senti-lo Pai, nesta época de orfandade é tão importante! Neste mundo órfão, senti-lo Pai. Nós nos afastamos do amor de Deus quando vamos em busca obsessiva dos bens terrenos e das riquezas, manifestando assim um amor exagerado por estas realidades”.

“Jesus – recordou o Santo Padre – nos diz que esta busca incansável é ilusória e motivo de infelicidade. E dá aos seus discípulos uma regra de vida fundamental: “Buscai, pelo contrário, o reino de Deus””:

“Trata-se de realizar o projeto que Jesus anunciou no Sermão da Montanha, confiando em Deus que não desilude – tantos amigos ou tantos que acreditávamos amigos, nos desiludiram; Deus nunca desilude – agir como administradores fieis dos bens que Ele nos deu, também os terrenos, mas sem “exagerar” como se tudo, também a nossa salvação, dependesse somente de nós”.

“Esta atitude evangélica requer uma escolha clara, que a passagem de hoje indica com precisa: “Não podeis servir a Deus e à riqueza”. Ou o Senhor, ou os ídolos fascinantes, mas ilusórios”:

Esta escolha que somos chamados a fazer, repercute depois em tantos de nossos atos, programas e compromissos. É uma escolha que deve ser feita de modo claro e renovada continuamente, porque as tentações de reduzir tudo a dinheiro, prazer e poder, estão sempre presentes. Existem tantas tentações neste sentido”.

“Enquanto honrar estes ídolos leva a resultados tangíveis, mesmo se fugazes, fazer a escolha por Deus e pelo seu Reino nem sempre mostra imediatamente os seus frutos”:

É uma decisão que se toma na esperança e que deixa a Deus a plena realização. A esperança cristã é voltada ao cumprimento futuro da promessa de Deus e não se rende diante de alguma dificuldade, porque é fundada na fidelidade de Deus, que nunca falta. É fiel, é um pai fiel, é um amigo fiel, é um aliado fiel”.

A confiança no amor e na bondade do Pai celeste – concluiu o Papa – “é o pressuposto para superar os tormentos e as adversidades da vida, e também as perseguições, como nos mostra o testemunho de tantos nossos irmãos e irmãs”.

Ao saudar os inúmeros grupos e cerca de 30 mil fiéis  presentes na Praça São Pedro, o Papa recordou que na terça-feira, 28 de fevereiro, recorre o “Dia das doenças raras”. Neste sentido, “fez votos de que os pacientes e as suas famílias sejam adequadamente apoiados no difícil percurso, quer a nível médico como legislativo”.

(Rádio Vaticano)

Vamos rezar com o Papa?

“Como bom inglês, o mártir Tomás Moro valorizava o senso de humor. Acho que, se o temos para valorizar esta oração, é porque Deus também o tem como fonte de bom ânimo. Eu aprecio muito esta oração!”, disse o Papa Francisco a membros da Cúria Romana.

Vamos rezar com o Papa?

Oração do bom humor

Senhor, dai-me uma boa digestão,
mas também algo para digerir.
Dai-me a saúde do corpo, mas também
o bom humor, necessário para mantê-la.

Dai-me, Senhor, uma alma simples,
que saiba aproveitar tudo o que é bom
e que não se assuste quando o mal chegar,
e sim que encontre a maneira de colocar as coisas no lugar.

Dai-me uma alma que não conheça o tédio
nem os resmungos, suspiros e lamentos,
e não permitais que eu me atormente demais
com essa coisa incômoda demais chamada “eu”.

Dai-me, Senhor, senso de humor!
Amém.

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As chaves de uma boa evangelização são a coragem, a oração e a humildade. Isto afirmou o Papa Francisco durante a homilia da Missa celebrada na manhã de hoje na Casa Santa Marta, no Vaticano.

O Santo Padre citou como exemplo de evangelizadores São Cirilo e São Metódio, Padroeiros da Europa, “irmãos intrépidos e testemunhas de Deus que fizeram a Europa mais forte”.

Em sua reflexão, o Pontífice assinalou que “a Palavra de Deus não pode ser levada como uma proposta, como uma ideia filosófica ou moral. Não. É outra coisa. Precisa ser proposta com esta franqueza, com aquela força, para que a Palavra penetre, como diz o próprio Paulo, até os ossos”.

“A Palavra de Deus deve ser anunciada com esta franqueza, com esta força, com coragem. A pessoa que não tem coragem – coragem espiritual, coragem no coração, que não está apaixonada por Jesus, de quem vem a coragem – não, dirá algo de interessante, algo moral, algo que fará bem, um bem filantrópico, mas não tem a Palavra de Deus. E esta palavra é incapaz de formar o povo de Deus. Somente a Palavra de Deus proclamada com esta franqueza, com esta coragem, é capaz de formar o povo de Deus”.

“A Palavra de Deus deve ser proclamada com oração”, indicou o Bispo de Roma. “Sempre. Sem oração, pode-se fazer uma bela conferência, uma bela palestra, mas não é a Palavra de Deus. Somente de um coração em oração pode sair a Palavra de Deus”.

Além disso, o Santo Padre destacou que a oração é essencial “para que o Senhor acompanhe este ‘semear’ a Palavra, para que o Senhor regue a semente e brote a Palavra”.

“A Palavra de Deus deve ser proclamada com oração: a oração daquilo que anuncia a palavra de Deus”, disse.

“O verdadeiro pregador é o que sabe ser fraco, sabe que não se pode defender sozinho”, assinalou e indicou que “quando o pregador se acha muito inteligente ou quando quem tem responsabilidade de levar adiante a Palavra de Deus e quer dar uma de esperto, ele termina mal”.

Fonte: ACI Digital

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Na homilia da Missa celebrada na manhã de hoje, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco meditou sobre a leitura do Gênesis que conta a passagem de Caim e Abel, a história “de uma fraternidade que devia crescer, ser bela e acaba destruída”.

Esta história, explica o Santo Padre, começa “com um pouco de ciúme” de Caim a Abel. E Caim preferiu o instinto, “preferiu cozinhar dentro de si este sentimento, aumentá-lo, deixá-lo crescer. Este pecado que cometerá depois, que está oculto atrás do sentimento. E cresce. Cresce”.

“Assim crescem as inimizades entre nós: começam com uma pequena coisa, um ciúme, uma inveja e depois cresce e nós vemos a vida somente daquele ponto e aquele cisco se torna para nós uma trave, mas a trave nós que temos, está lá. E a nossa vida gira em volta daquilo e destrói o elo de fraternidade, destrói a fraternidade”.

Aos poucos, continuou o Pontífice, fica-se “obcecado, perseguido” por aquele mal. “E assim cresce, cresce a inimizade e acaba mal. Sempre. Eu me distancio do meu irmão, ele não é meu irmão, é um inimigo, que deve ser destruído, expulso… e assim se destroem as pessoas, assim as inimizades destroem famílias, povos, tudo!”.

Isso aconteceu com Cain no princípio, explicou Francisco, “e acontece a todos nós, a possibilidade; mas este processo deve ser detido imediatamente, no início, na primeira amargura, detido. A amargura não é cristã. A dor sim, a amargura não. O ressentimento não é cristão. A dor sim, o ressentimento não. Quantas inimizades, quantas rupturas”.

Também concelebraram a Missa alguns párocos e Francisco lhes disse: “Também nos nossos presbitérios, nos nossos colégios episcopais: quantas rupturas começam assim! Mas por que deram a sede a ele e não a mim? E por que isso? E… pequenas coisinhas… rupturas… Destrói-se a fraternidade”.

Deus, disse o Papa, pergunta a Caim: “Onde está Abel, teu irmão?”.  A resposta de Caim “é irônica”: “Não sei: Acaso sou o guarda do meu irmão?”.

É possível, continuou o Santo Padre, que não tenha matado alguém, mas “se você tiver um sentimento ruim por seu irmão, você o matou; se insultar o seu irmão, você o matou no coração. O assassinato é um processo que começa com uma coisa pequena”.

Este processo, explicou o Papa Francisco, também vemos nos conflitos bélicos, “quantos poderosos da Terra podem dizer isto… ‘Tenho interesse por este território, tenho interesse por aquele pedaço de terra, por aquele outro… se a bomba cair e matar 200 crianças não é culpa minha: é culpa da bomba. Tenho interesse naquele território… ’. E tudo começa com aquele sentimento que o leva a se distanciar, a dizer ao outro: ‘Este é fulano, ele é assim, mas não irmão… ’, e acaba na guerra que mata. Mas você matou no início. Este é o processo do sangue, e o sangue hoje de tantas pessoas no mundo clama a Deus da terra”.

“Mas está tudo ligado. Aquele sangue lá tem uma relação – talvez uma pequena gota de sangue – com a minha inveja, o meu ciúme fiz derramar, quando destrói uma fraternidade”.

Ao concluir a sua homilia, o Pontífice incentivou todos a repetir a pergunta que Deus faz a Caim, “onde está o teu irmão?”, e que nos ajude a pensar naqueles que “destruímos com a língua” e “a todos os que no mundo são tratados como coisas e não como irmãos, porque é mais importante um pedaço de terra do que o elo da fraternidade”.

Fonte: ACI Digital

Todos os anos, em 11 de fevereiro, festa de Nossa Senhora de Lourdes, a Igreja em todo o mundo celebra o Dia Mundial do Doente, para o qual é publicada uma mensagem pelo Pontífice. Neste ano, na 25ª edição da data, o texto do Papa Francisco tem como tema “Admiração pelo que Deus faz: ‘o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas’ (Lc 1, 49)”.

Na mensagem, o Santo Padre assinala que esta celebração “dá ocasião para se prestar especial atenção à condição dos doentes e, mais em geral, a todos os atribulados; ao mesmo tempo convida quem se prodigaliza em seu favor, a começar pelos familiares, profissionais de saúde e voluntários, a dar graças pela vocação recebida do Senhor para acompanhar os irmãos doentes”.

O Dia Mundial do Doente foi estabelecido por São João Paulo II em 1992 e celebrado pela primeira vez em Lourdes, na França, em 11 de fevereiro de 1993. De fato, este Dia é celebrado de forma especial nesse importante santuário mariano.

Na última quarta-feira, na Audiência Geral, o Papa Francisco recordou que, neste ano, “a celebração principal” do Dia Mundial do Doente “acontecerá em Lourdes e será presidida pelo Cardeal Secretário de Estado”.

“Convido a rezar, por intercessão de nossa Santa Mãe, por todos os doentes, especialmente por aqueles que estão mais graves e abandonados, e também por todos aqueles que se preocupam com eles”, pediu o Pontífice na ocasião.

Também em sua mensagem, convida todos a elevar “juntos a nossa oração a Maria, para que a sua materna intercessão sustente e acompanhe a nossa fé e nos obtenha de Cristo seu Filho a esperança no caminho da cura e da saúde, o sentido da fraternidade e da responsabilidade, o compromisso pelo desenvolvimento humano integral e a alegria da gratidão sempre que Ele nos maravilha com a sua fidelidade e a sua misericórdia”.

Papa Francisco concluiu com a seguinte oração:

“Ó Maria, nossa Mãe,
que, em Cristo, acolheis a cada um de nós como filho,
sustentai a expectativa confiante do nosso coração,
socorrei-nos nas nossas enfermidades e tribulações,
guiai-nos para Cristo, vosso filho e nosso irmão,
e ajudai a confiarmo-nos ao Pai que faz maravilhas”.

Fonte: ACI Digital

Foto: L’Osservatore Romano

“Na tentação não há diálogo, reza-se”, afirmou o Papa Francisco na homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta, no Vaticano.

Nesse sentido, o Santo Padre propôs esta breve jaculatória para fazer frente às tentações: “Ajuda-me Senhor, sou fraco. Não quero me esconder de você”. Rezar dessa maneira, assinalou, supõe um ato de “coragem” que permitirá “vencer o diabo”.

A partir da leitura do Livro do Gênesis, o Papa comparou as tentações de Adão e Eva com as sofridas por Jesus no deserto. O Santo Padre explicou que o diabo, na forma de serpente, fez-se atrativo a Adão e Eva e, com sua astúcia, conseguiu os enganar. O diabo “é o pai da mentira. É um traidor”, assegurou.

Francisco detalhou os perigos de dialogar com o diabo, que fez Eva se sentir bem para começar a falar com ela. Depois, passo a passo, levou-a ao seu terreno.

Pelo contrário, com Jesus essa estratégia não funcionou. O demônio também tentou falar com Jesus, “porque quando o diabo engana uma pessoa o faz com o diálogo”. Assim, tentou enganar o Senhor, mas Ele não cedeu.

O Santo Padre contrapôs a nudez de Adão e Eva, fruto do pecado, com a nudez de Cristo na cruz, fruto da obediência a Deus: “Também Jesus acabou nu mas na cruz, por obediência ao Pai, outra estrada”.

O Papa lamentou a corrupção que há no mundo por culpa do pecado, por culpa do diálogo dos homens com o diabo.

“Muitos corruptos, existem muitas pessoas importantes corruptas no mundo, que conhecemos suas vidas através dos jornais. Talvez começaram com uma pequena coisa, não sei, não ajustando bem o balanço e o que era um quilo façamos novecentos gramas, mas era um quilo! A corrupção começa de pequenas coisas como esta, com o diálogo: Não, não é verdade que esta fruta vai fazer mal a você! Coma! É boa! É pouca coisa, ninguém vai perceber!”, disse em referência à tentação do diabo à Eva.

“E pouco a pouco cai-se no pecado, na corrupção”, lamentou.

“O diabo é um mau pagador, não paga bem! É um trapaceiro! Ele promete tudo e deixa você nu. A serpente, o diabo é inteligente: você não pode dialogar com o diabo. Todos nós sabemos o que são as tentações, todos nós sabemos, porque todos nós temos. Muitas tentações de vaidade, de orgulho, cobiça, avareza”.

“Com o Diabo não se dialoga”, foi a conclusão do Pontífice.

Fonte: ACI Digital  

A mulher é quem dá harmonia e sentido ao mundo. Foi o que assinalou o Papa Francisco em sua homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta.

O Pontífice indicou que é necessário evitar se referir à mulher falando somente sobre a função que realiza na sociedade ou em uma instituição, sem levar em consideração que a mulher, na humanidade, realiza uma missão que vai além e que nenhum homem pode oferecer: “O homem não traz harmonia: é ela. É ela que traz a harmonia, que nos ensina a acariciar, a amar com ternura e que faz do mundo uma coisa bela”.

Em sua reflexão sobre a Criação, a partir da leitura do Livro do Gênesis, o Papa Francisco se referiu ao papel da mulher na humanidade.

O Santo Padre relatou como o Gênesis explica que no princípio o homem estava só, então o Senhor lhe tirou uma costela e fez a mulher, que o homem reconheceu como carne de sua carne. “Mas antes de vê-la, sonhou com ela”.  “Quando não há mulher, falta a harmonia”, insistiu.

Papa Francisco destacou que o destino do homem e da mulher é ser “uma só carne”. Por exemplo, contou quando em uma audiência, enquanto saudava as pessoas, perguntou a um casal que celebrava 60 anos de matrimônio: “Qual de vocês teve mais paciência?”. “Eles que me olhavam, se olharam nos olhos, não me esqueço nunca daqueles olhos, hein? Depois voltaram e me disseram os dois juntos: ‘Somos apaixonados!’ Depois de 60 anos, isto significa uma só carne. Isso é o que traz a mulher: a capacidade de se apaixonar. A harmonia ao mundo”.

O Pontífice explicou que a mulher não existe para “lavar a louça. Não: a mulher é para trazer harmonia. Sem a mulher não há harmonia”. Neste sentido, ele condenou o crime da exploração de mulheres.

“Muitas vezes, ouvimos: ‘Não, é necessário que nesta sociedade, nesta instituição, que aqui tenha uma mulher para que faça isso ou aquilo… ’ Não, não! A funcionalidade não é o objetivo da mulher. É verdade que a mulher deve fazer coisas e faz coisas, como todos nós fazemos. O objetivo da mulher é criar harmonia e sem a mulher não há harmonia no mundo”.

“Explorar as pessoas é um crime que lesa a humanidade: é verdade. Mas explorar uma mulher é algo ainda pior: é destruir a harmonia que Deus quis dar ao mundo”.

O Papa concluiu a homilia mencionando que “no Evangelho, ouvimos do que é capaz uma mulher, hein? Aquela é corajosa! Foi adiante com coragem. Mas é algo mais: a mulher é a harmonia, é a poesia, é a beleza. Sem ela o mundo não seria bonito, não seria harmônico. Gosto de pensar, mas isso é algo pessoal, que Deus criou a mulher para que todos nós tivéssemos uma mãe”.

Fonte: ACI Digital

Foto: Daniel Ibáñez (ACI Prensa)

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