Testemunhos

“Eu sou livre”. Antes de afirmarmos essa realidade, precisamos declarar a seguinte: “Eu sou amado”.

Conheci um jovem que pediu sua parte da herança ao pai ainda vivo. Com o dinheiro, ele viajou e financiou os seus prazeres. Depois que a verba acabou, arrependeu-se e decidiu voltar. O pai amoroso o acolheu com muita alegria (Lucas 15, 11-32). Essa história nos ajudará a refletir sobre liberdade, responsabilidade e amor.

“Eu sou livre”. Antes de afirmarmos essa realidade, precisamos declarar a seguinte: “Eu sou amado”. De fato, somos livres porque somos amados. O amor precede a liberdade. Segundo o Catecismo da Igreja Católica (CIC), a liberdade torna o homem responsável pelos seus atos, na medida em que são voluntários. Quando usamos nossa liberdade conscientes das consequências, nós somos responsáveis por aquilo que fazemos – não há como negar nem fugir disso. E, quando não impregnamos as nossas escolhas e as nossas atitudes de amor, estamos sujeitos a posturas violentas.

A partir dessa compreensão, podemos olhar para a atitude do jovem que citamos no início como um ato de violência, guardada as devidas proporções. Visto que ele, ao pedir a sua parte da herança, agiu contra seu pai. Mesmo que tenha assumido a responsabilidade da sua escolha, o ato do filho foi uma forma de antecipar aquilo que só receberia depois da morte do pai. Outro exemplo dessa postura é a difícil situação a que ele chegou. Sem dinheiro, o jovem não tinha nem o que comer. As consequências do uso voluntário da sua liberdade o levaram a cometer violência contra a sua própria dignidade.

A questão não é só ser responsável pelos atos cometidos livremente, mas é avaliar se as consequências são, de fato, frutos de amor ou desamor a Deus, a si mesmo ou aos outros. Tudo nos é permitido, mas nem tudo nos convém (cf. I Cor 6, 12). Essa advertência de São Paulo é para nós um convite a termos o amor como principal critério em nossas escolhas de vida. Nesse sentido, vale destacar que o jovem da história, ao decidir voltar para a casa do pai, fez uma feliz escolha baseada no amor. E o fruto dessa atitude foi o acolhimento do pai que muito o amou.

Fonte: https://www.comshalom.org/

Parece ser impossível conseguir superar tantos desafios e surpresas. Mas, no fim, tudo acaba bem

Ser mãe é algo grande demais, não é mesmo? Mal conseguimos dar conta de nossas próprias emoções e agora temos que dar conta da vida e dos sentimentos de outro ser.

Muitas reportagens e grupos de internet têm desmistificado o que poderíamos chamar de uma visão romântica da maternidade, mas, sempre tenho medo das visões opostas. Tirar o romantismo da maternidade não significa transformá-la num filme de horror, onde a maquiagem da “atriz mãe” mostrará olheiras pretas de noites no meio de choros, cabelos emaranhados e pijama cheirando a leite azedo. Diria que a maternidade é um “mega” filme de aventura. Sentimos medo e insegurança diante do desconhecido, e isso é normal. Parece ser impossível conseguir superar tantos desafios, surpresas, mas tudo acaba bem no final.

O mistério da maternidade

Alguns mitos e desejos talvez sejam destruídos. Conheço uma mãe que sempre sonhou em amamentar, porém as rachaduras eram tão profundas que sangravam muito. Amamentar tornava-se um pesadelo e foi necessário admitir que ela não aguentava tanta dor. Ela não era igual às outras mães da família. Frustração para ela, para a sogra, para a avó e tias, mas depois descobriu que o bebê, o maior interessado nessa história, cresceu saudável sendo amamentado na mamadeira. O afeto e o carinho ao dar o leite na mamadeira superaram qualquer sonho frustrado. A realidade não é tão má assim.

Por vezes, precisaremos quebrar nossa autossuficiência, pedindo ajuda. Isso é difícil para algumas pessoas. Mas, se o filho realmente sofre com cólicas ou chora muito à noite, além do marido, parentes e amigos poderão ajudar. Mesmo sabendo que isso passa logo, é necessário cuidar para que não se chegue a um esgotamento físico, levando a mãe a adoecer. Vale lembrar que consultas ao pediatra ou especialistas são sempre importantes. Bebês com refluxo, por exemplo, tendem a chorar muito, mas, se tratados, a qualidade da vida e do sono do bebê melhoram.

Período de adaptação

Adaptação é uma palavra bastante usada; dizem que os pais precisam se adaptar. Se alguém vai ter que se adaptar, também, é o bebê. Sim, adaptar-se à vida desses pais. Sabemos o quanto o sono é importantíssimo para o bebê, mas, se houver uma festa de família ou de amigos, não haverá problema se o bebê ficar acordado até mais tarde nessas ocasiões especiais. O baile pode continuar, a vida precisa continuar, o casal pode dançar até amanhecer. Familiares podem ajudar, o bebê pode dormir no carrinho e, assim, os bebês acostumam-se aos eventos em família.

Certa vez, antes de ser mãe, estávamos na cidade de Bonito, em Mato Grosso do Sul, vivendo fortes aventuras naqueles rios (peixes, aranhas, cobras etc.). Um casal estava com uma filha pequena (uns 2 anos) vivendo tudo isso juntos. A princípio confesso que olhei com olhar crítico, pensando comigo: “Eu não traria um filho tão pequeno num lugar desses”. Num momento, aproximei-me deles dizendo que eles eram corajosos por levá-la, e o pai respondeu que aquilo não era nada, disse que aos 6 meses de vida estavam no Alaska com ela. Isso serviu de lição para mim. Resolvi ser “tão louca” quanto eles quando tivesse um filho. Com 2 meses de vida, meu filho já estava em missão comigo, numa comunidade em Caçador-SC.  Quando ele tinha 3 anos, fomos para os EUA em missão por 20 dias, do sul ao norte do país.

Não deve ter sido fácil para meu filho ter-me como mãe. Porém: “filho, essa é sua mãe, ‘te vira!’”. No fim, eles se adaptam, curtem e amam quem somos. Não podemos deixar de ser quem somos! Continuamos sendo profissionais, esposas, amigas, aventureiras, missionárias, musicista, mulheres. Espero que nossos filhos nos admirem e que, em alguns aspectos, queiram ser parecidos conosco. Somos seu primeiro referencial. Caso contrário, buscarão outros modelos.

Ser mãe e mulher

Muitas mulheres se esquecem de ser mulheres ao tornarem-se mães. Que um bebê não carregue a culpa de uma futura separação entre o casal. Um filho vem para unir ainda mais o casal. Sabemos que a prolactina e várias alterações hormonais podem diminuir a libido, e em algumas mulheres, até a lubrificação. Se isso acontecer, um ginecologista receitará cremes e, se necessário, remédios para ajudar. Quase tudo tem solução. O amor, o afeto eo carinho entre o casal,são a base da estrutura de um filho.

Precisamos lembrar que o bebê sente tudo o que sentimos. Se começamos a ver a maternidade como um peso, olhando-nos no espelho e nos sentindo horríveis e gordas, o bebê poderá pensar que ele é uma coisa ruim, que veio fazer a mãe sofrer. Assim ele reagirá, podendo ficar doente ou chorando ainda mais.

Testemunho

E quando a vida nos apresenta, ao mesmo tempo em que a maternidade chega, outros problemas? Isso pode mexer até com nossa fé. Conversando com minha paciente Marcela Cristina Reis Gumiero (40 anos), pedi a ela que escrevesse um pouco para vocês, contando sua história:

“Casei-me aos 27 anos (…), eu e minhas três irmãs fomos criadas para estudarmos e sermos independentes. Fui para o casamento certa em estar cumprindo a vontade de Deus em minha vida, e com o melhor marido do mundo. Realmente! Assim seguimos por dois anos só nós dois, curtindo tudo aquilo que esperávamos ser o melhor para um casal que se ama, até decidirmos ter o nosso primeiro filho! Utilizamos o Método Billings, desde o início do casamento, nos programamos e, assim, engravidamos na primeira tentativa. Ficamos muito felizes, juntamente com toda a nossa família, que de minha parte recebia o primeiro “neto-homem”. A gestação vinha correndo perfeitamente e com a maior alegria do mundo, até que aos 7 meses, recebi a notícia da demissão do meu marido. O medo e a insegurança tomaram conta de mim e dele também. O que fazer agora? Eu não estava trabalhando e meu marido não ganharia o mesmo salário em qualquer outro lugar. A nossa fé abalou-se, pois, agora não éramos apenas nós dois, tínhamos um bebê para prover! Confiávamos em Deus, porém, em meio ao ocorrido surgiu uma pergunta: “Porque Deus permitiu um filho nessa situação?”. A vida seguiu seu ciclo com toda sua força e na data certa nosso filho nasceu de parto natural, o que para mim foi uma experiência muito dolorosa, já que, ele teve que ser retirado a fórceps. Dali em diante, as dores, as noites mal dormidas e o desafio de cuidar de mim, do meu marido e de um bebê que só chorava, fizeram com que um grande desespero tomasse conta do meu coração. Certamente, meu filho, sentia toda a minha angústia.

Mas eu? Uma mulher de fé? De caminhada na igreja e que não tomava nenhuma decisão sem antes perguntar a Deus!! Minha razão dizia que Deus estava cuidando de nós, mas, os meus sentimentos eram outros: tristeza, angústia, desespero; e eu só chorava. Mesmo vivendo aquela situação, eu tentava demonstrar às pessoas que nada daquilo estava acontecendo, porque, eu não podia admitir estar mal diante de tamanha dádiva! Assim, eu vivi por 3 anos, cuidando do meu filho, mas sem alegria. Até que, um dia fui indicada para fazer meu processo terapêutico. Enfrentei uma certa resistência, pois, aprendi desde a minha adolescência que ‘Deus cuida de mim’; ‘Deus me cura de todo o sofrimento’; ‘Eu posso resolver tudo com Deus’; mas ali vi que, além da minha espiritualidade, tenho que cuidar do meu corpo e do meu psicológico. Depois do tratamento psicológico e da superação das marcas que ficaram, o cheiro do meu filho mudou pra mim. Agora sim, seu cheiro tem cheiro de filho!”

Agradeço à Marcela por ter se colocado tão abertamente para vocês. Por vezes, não conseguimos sozinhas, e precisamos buscar ajuda de profissionais. Quando nasce um filho, muitas coisas que estavam escondidas embaixo do tapete vêm à tona. Um passado com feridas que pensávamos estarem cicatrizadas pode se abrir novamente, e é hora de se curar. Para quê? Para que nada de ruim que venha do nosso passado passe para os nossos filhos. Não aprofundaremos nesse artigo sobre a depressão pós-parto, mas a ajuda psicológica e psiquiátrica, em casos mais severos é fundamental.

Na verdade, ser mãe é uma das coisas mais lindas que pode acontecer a uma mulher. É sim maravilhoso! Sublime! E quando você recebe um sorriso todo banguelo, o cansaço, a dor vão embora e a gente vê que TUDO vale a pena.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

O ator de ‘A Paixão de Cristo’ emocionou milhares de estudantes ao dar o testemunho de sua fé

Durante a divulgação de seu mais novo filme (sobre São Paulo), Jim Caviezel falou para milhares de estudantes em um evento em Chicago. Com um discurso sobre fé, ele deu seu testemunho de vida e emocionou os jovens.

Caviezel abriu o discurso falando do significado da expressão “Saulo grande, Paulo pequeno”. E mencionou o quanto é importante ser pequeno primeiro para depois se tornar grande. “Este é o caminho dos santos, esta foi a forma como Saulo virou São Paulo”.

O ator também compartilhou sua experiência de vida e disse que adotou a profissão depois de um chamado que recebeu do Senhor.

Mas nem tudo foram rosas. Ele lembrou que sua interpretação de Edmond, em O Conde de Monte Cristo – personagem que o lançou a Hollywood – não foi nada fácil. Com Edmond, Caviezel aprendeu que “Deus ama cada um de nós, até nos momentos mais difíceis”, mesmo que a gente não acredite nele.

Depois das filmagens de O Conde de Monte Cristo, Mel Gibson convidou Caviezel para fazer o papel de Jesus em seu filme A Paixão de Cristo. No encontro com os estudantes, o ator disse que, quando estava filmando na Cruz, percebeu que nossa redenção está no sofrimento e que cada um deve carregar sua própria cruz: “meninos, houve muito sofrimento antes da ressurreição, seus caminhos não serão diferentes. Por isso, abracem a cruz e elevem-se até suas metas… O mundo precisa de guerreiros como São Paulo e São Lucas, que arriscaram seus nomes e suas reputações para divulgar a fé e o amor por Jesus ao mundo”.

No fim da apresentação, ele citou o poderoso discurso sobre a liberdade, que aparece no premiado filme Coração Valente. Na fala, Caviezel convidou a todos para seguir a luta, tendo Jesus e o Espírito Santo como escudos contra o mal e o diabo.

O ator pediu bênçãos a todos e desejou reencontrar a plateia no céu.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Um conto católico infantil que consegue arrepiar até os adultos

Naquele ano, o pequeno Ângelo tinha sido ousado: alguns dias antes do Natal, ele escrevera a sua cartinha ao Menino Jesus com um singular pedido: que lhe concedesse qualquer coisa, o que Ele quisesse, desde que servisse para, de algum modo, assemelhá-lo mais ao próprio Menino Jesus.

O coro das crianças

Enquanto a carta seguia o seu curso, os preparativos para o grande dia iam a pleno vapor em sua pitoresca cidadezinha italiana. Na catedral, o professor e maestro Roscieto Bucciarelli concluía, com um gesto grandioso, o último treino da peça final do esperado concerto natalino que precederia a Missa do Galo.

Ele estava bem contente, pois, após um árduo trabalho de semanas, conseguira tirar ótimos frutos das vozes infantis reunidas para cantar nas festas natalinas. Além de estarem muito bem adestradas na parte vocal, as crianças queriam homenagear o Divino Infante com as suas belas canções e desejavam que aquela apresentação abrisse as almas dos fiéis para receberem da melhor forma possível as suaves graças da Noite Santa.

Contando apenas 8 anos, Ângelo obtivera excelente progresso musical, o que alegrava de maneira especial o professor. O menino se destacara por seu belo timbre de voz e perfeita afinação, levando o mestre a lhe confiar a parte solista da peça final, Tu scendi dalle stelle (“Tu desces das estrelas”), de Santo Afonso Maria de Ligório.

(Trata-se da mais famosa canção de Natal da Itália. Caso você deseje conhecê-la e ouvi-la, clique aqui)

Terminado o ensaio da véspera da apresentação, o maestro deu às crianças as últimas diretrizes: como o concerto despertara interesse em toda a região e muita gente dos povoados vizinhos viria assisti-lo, deveriam elas ficar bem compenetradas de sua importância.

De repente, tudo parece dar errado!

Na manhã seguinte, o sol despontou com força sobre a espessa camada de neve que cobria o povoado. Grande expectativa marcava aquele Natal. O pequeno Ângelo acordou contente, aprontou-se com agilidade e resolveu treinar mais uma vez a peça natalina: pegou o tom no teclado, segurou firme a pasta de partituras, respirou fundo e…

— Meu Deus! – exclamou ele.

Ao tentar cantar, nada saiu além de um som rouco!

— O que vou fazer? – perguntou-se, preocupado – Bom dia para ficar sem voz!…

Sem perder tempo, saiu correndo para dar a terrível notícia ao professor. E agora? Ia ser preciso procurar alguém para substituir o menino! Mas quem poderia supri-lo naquela emergência? E não havia mais tempo para treinos…

Enquanto o maestro Bucciarelli saía para tentar resolver o problema, o jovem solista ajoelhou-se diante do presépio, ainda com a manjedoura vazia, e suplicou a ajuda do Deus Menino.

O menino da roupa azul

Não havia passado muito tempo quando sentiu a presença de alguém a seu lado. Virou-se e viu uma criança que não conhecia. Parecia ser mais nova do que ele, tinha um porte muito distinto e estava vestida com um régio traje azul. Sua fisionomia comunicava serena alegria. Vendo a aflição de Ângelo, perguntou-lhe:

— Aconteceu alguma coisa? Posso ajudá-lo?

Sentindo-se bondosamente apoiado pelo nobre desconhecido, Ângelo confiou-lhe sua angustiosa situação: ficara sem voz bem no dia da apresentação natalina do coro da catedral, na qual seria solista!!!

— Não se aflija! – disse-lhe seu novo amigo – Para Deus não há nada impossível. Quer fazer uma troca comigo?

À resposta afirmativa, o Menino tocou com suas delicadas mãos o pescoço de Ângelo e, agora com voz tênue e rouca, continuou:

— Pronto! Confie em Nossa Senhora e vá tranquilo para o concerto. O problema está solucionado!

Será que vai dar certo?

Tão logo a gentil criança saiu, chegou de volta o professor. Não havendo encontrado quem substituísse o pequeno cantor, providenciara na farmácia toda espécie de remédios. Ângelo, porém, lhe disse que não se incomodasse pois já recuperara a voz, sem contar nada do que sucedera. O maestro respirou aliviado e, sem nada perguntar, foi tomar as outras providências urgentes, que não eram poucas…

As horas se passaram e chegou o momento esperado: a apresentação natalina começava cheia de esplendor! A catedral estava abarrotada de pessoas tomadas pela paz e alegria próprias ao Natal. Só o professor Bucciarelli parecia profundamente preocupado.

O dia todo fora coalhado de preparativos e providências e lhe havia sido impossível verificar o real estado de voz do solista. E se ele tivesse diminuído a gravidade do problema para não o deixar perturbado? E se a melhora fosse apenas transitória? À medida que as músicas iam sendo apresentadas seu receio aumentava. Temia terem de passar todos, em breve, por uma grande humilhação…

O clima de natalino enlevo que a esmerada apresentação estava conseguindo criar, todavia, foi tranquilizando-o. E sua apreensão se transformou em surpresa ao ver que, depois de dada a introdução do Tu scendi dalle stelle, Ângelo se lançava com segurança em seu solo, modulando a voz do modo mais belo e perfeito!

A voz que deixou a todos impressionados

Um profundo silêncio se fez na nave do templo. A belíssima melodia do piedoso hino composto por Santo Afonso parecia penetrar os corações dos presentes, fazendo-os arder de amor pelo Deus Menino que estava prestes a nascer. A música terminou fechando com chave de ouro o concerto e os aplausos foram intermináveis.

A Missa de Galo que se seguiu foi abençoadíssima. Depois da bênção final, a imagem do Menino Jesus que, vestida de régio traje azul, ficara junto ao altar, foi levada em cortejo até o presépio. Muitos fiéis permaneceram de joelhos junto a Ele, em oração.

Assim que foi dado o sinal para a dispersão do coro, o pequeno solista correu para perto da manjedoura e aí ficou boquiaberto. Bucciarelli foi atrás dele, não duvidando em interromper-lhe a oração, pois queria saber como tinha recuperado tão rapidamente a voz e de forma tão magnífica.

O relato do menino encheu-o de admiração! Tudo levava a crer que a nobre criança “desconhecida” que lhe havia emprestado a voz era… o próprio Menino Jesus!

Ajoelhados em adoração ao Divino Menino vestido de azul, professor e aluno agradeciam pelo maravilhoso prodígio e Lhe pediam algo a mais: que Ele Se dignasse trocar também seus corações pelo seu Sagrado Coração, levando-os à santidade!

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Um conto de María Mercedes Calvo González

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Nossas brigas não acabaram, mas nossa casa se transformou em um lugar muito mais calmo

Imagine a cena: é tarde da noite e eu estou escrevendo um artigo, fazendo algumas compras online ou talvez cozinhando uma sopa para o outro dia. É muito tarde! Estou cansada e com raiva por não ter tido tempo de fazer todas as coisas que planejei durante o dia. Estou chateada e à procura de um culpado. E quem poderia ser mais culpado do que meu marido?

Ele está atrasado de novo

Afinal, se ele voltasse do trabalho em um horário decente, eu teria feito tudo. Mas, em vez do som da chave na porta, ouvi o alerta de uma mensagem de texto: “Chegarei em casa tarde esta noite, não me espere”. Como dono de sua própria empresa, ele não está vinculado ao horário padrão do escritório ou a um limite de horas por semana. Em vez de oito horas por dia, ele trabalha tanto quanto for necessário.

Então, quando eu ouço os passos dele no corredor e vejo a hora, eu começo uma briga feia ou pelo menos faço questão de recebê-lo com cara de ofendida. De cara, já vou soltando uma lista de queixas sobre ele, dizendo que ele não se importa com a própria saúde, que nunca tem tempo para a família nem pra mim. Na verdade, isso é exatamente o que eu costumava fazer. Até o dia em que as coisas mudaram.

A mudança

Um belo dia, num frenesi criativo, eu estava trabalhando numa surpresa fantástica (na minha opinião) para as crianças. Eu estava tão envolvida naquilo, que nem percebi o tempo passar. Por volta da uma hora da manhã, eu recebi com prazer o meu marido, estampando um sorriso radiante, tirando os olhos do meu trabalho.

Um olhar para ele foi o suficiente para chamar minha atenção, e até mesmo para abrandar ligeiramente meu humor incrível. Eu vi meu marido mudar completamente, e isso me chocou. Enquanto eu o observava, seus músculos relaxavam e sua expressão sombria foi substituída por um suspiro de alívio e palavras de gratidão.

Uma nova regra

Uau, o que tinha acontecido?

Meu marido estava me agradecendo por eu não cumprimentá-lo com comentários irritados – um sinal claro de que algo deveria mudar.

Aí eu decidi: a partir de hoje, nós nos cumprimentamos na porta e sempre com um sorriso. Eu já estava com vontade de mudar, já que era o início do Advento (do ano passado). Nós fizemos disso uma regra de casa: quando alguém volta para casa, é recebido por todos com abraços e beijos.

Pura diversão

O momento da volta para casa deve ser de pura alegria: a alegria de se ver e se juntar novamente. Quem volta recebe uma rápida explosão de informações – que você é amado, você é desejado e estamos felizes por você estar aqui. Para as crianças, não é nada novo. Se eles não estão dormindo, eles sempre correm com gritos entusiastas de “Papaaaai” e, dependendo da idade deles, eles saltam no pescoço ou se agarram às pernas do pai.

E meu marido e eu? Faz um ano que estabelecemos esta regra e eu admito que, às vezes, o sorriso acolhedor parece mais um sorriso forçado, mas continuamos fazendo isso. Estamos aderindo à nossa decisão, pois sabemos o quanto é boa.

Parece uma mudança tão pequena, mas é, realmente, uma grande coisa. Nós não paramos completamente de brigar, mas nossa casa se tornou um lugar diferente, mais calmo e protetor. Simplesmente, agora é um lugar para onde gostamos de voltar, porque sabemos que sempre somos bem-vindos. Consequentemente, voltamos mais felizes e, às vezes, até mais do que quando saímos.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Há pessoas, principalmente homens, que têm vergonha de dizer que vão à igreja, que se confessam, que rezam o terço…

propósito da frequente “vergonha” que algumas pessoas sentem de manifestar publicamente a sua fé católica, propomos o seguinte relato divulgado pelo padre Francisco Alves em sua obra “Tesouro de Exemplos”:

. . .

O veterano capitão Hurtaux, cavaleiro da Legião de Honra, não era católico praticante. Tinha, como muitos homens, certo temorzinho ou respeito humano de chegar-se à confissão.

Muito antes de dar o passo definitivo, gostava de invocar a Santíssima Virgem, indo rezar no santuário de Nossa Senhora em Chartres, onde morava.

Um dia, estando de joelhos diante de um grande Cristo na catedral, viu que um sacerdote, que o conhecia e tinha a franqueza de um militar, se aproximou, bateu-lhe no ombro e disse:

– Capitão, pouco adianta estar o senhor aí a rezar se não se põe na graça de Deus.

E, tomando-o pelo braço, acrescentou:

– Entre na minha guarita.

O capitão deixou-se levar, fez a sua confissão e saiu com o rosto radiante e a alma revestida da graça de Deus. Foi desde esse dia um cristão modelo: todos os dias fazia a sua hora de guarda aos pés de Nossa Senhora e não se levantava sem lançar um afetuoso olhar para a Mãe do céu.

Um dia, porém, já não pôde fazer a guarda. E Nosso Senhor, sem dúvida acompanhado de sua Mãe, teve de vir ao leito de morte de seu servo. Ele recebeu os sacramentos com fé viva e, ao apresentar-lhe o padre a sagrada Hóstia, exclamou:

– Senhor, não sou digno… não sou digno de que venhais à minha casa, mas sois tão bom!

O capitão não se envergonhava de suas crenças nem dissimulava suas práticas piedosas. E sabia tapar a boca dos que o interpelavam.

– Aonde vais? perguntou-lhe certo dia um amigo, ao vê-lo dirigir-se a uma igreja.

– Vou aonde tu deverias ir e não tens coragem.

Com este seu gênio tão simples quanto firme, granjeara o respeito de todos.

Texto do pe. Francisco Alves em “Tesouro de Exemplos”

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Um companheiro ideal, importante ou essencial?

Antes de me casar, eu idealizava muito sobre como me preparar para encontrar um namorado, companheiro. O tempo passou, casei-me há mais de cinco anos e, hoje, sugiro que falemos sobre como escolher seu marido. (Ou sua esposa, ou seja, meninos, podem continuar a leitura).

“Quem muito escolhe é escolhido.” Quem nunca ouviu essa frase?

É um tal de as pessoas apontarem quem está solteiro e ficarem fofocando sobre a vida afetiva, maldizerem com frases como essa acima ou o famoso: “Ficou pra titia”. Não é por isso, no entanto, que vamos nos jogar num relacionamento sem futuro, com uma pessoa que não corresponda às nossas expectativas. “Antes só do que mal acompanhado é um ditado muito verdadeiro!”

Precisamos equilibrar o que consideramos ideal, necessário, importante e essencial, pois há coisas das quais não podemos abrir mão, outras são supérfluas e podem ser contornadas e toleradas em um relacionamento. Exemplifico:

O ideal

Depende daquilo que você sonha, e tem relação com o mundo das ideias e com o que é construído socialmente. Aspectos físicos, como olhos claros, amendoados, nariz empinado, cabelos negros, barriga tanque. Isso pode ser o seu ideal de esposo (a), mas eu o desafio a perguntar para quem é casado se isso, realmente, é fundamental. Na prática, o aspecto físico da pessoa que você escolherá para a vida pode ser completamente diferente, pois isso não é a base do casamento, então, não tem problema se não acontecer. Se vier é lucro, caso contrário, não fará falta.

O importante

Finanças em dia. Não dá para se comprometer, para toda a vida, com uma pessoa que está sempre cheia de dívidas por ser consumista demais, que se descontrola nas compras, vive mantendo um padrão de vida que aperta demais as contas.

Isso não significa que você deve se casar com uma pessoa rica, com herança, nada disso! Mas buscar alguém que goste de trabalhar, que não tenha preguiça de acordar, diariamente, e buscar o seu melhor, alguém que tenha planos de crescimento, que espere crescer com você, que não fique só dependendo dos pais ou do cheque especial.

Vocês vão constituir uma casa, com suas próprias contas, e precisam entrar juntos nessa empreitada. Esse conselho aprendi com a minha mãe, e hoje dou graças a Deus por ter ao meu lado um homem que trabalha muito, assim como eu, e, consequentemente, nos permitimos ter uma vida confortável, sem dívidas impagáveis, pois sabemos exatamente onde e como podemos gastar.

O essencial

Case-se com alguém que você gosta de conversar. Tudo passa, mas o diálogo é a base de qualquer relacionamento. Pessoas com as quais se consegue desenvolver conversas inteligentes estão mesmo escassas, mas, sim, elas existem. Gente que fale mais do que um post nas redes sociais, que possibilite desenvolver um raciocínio acima de 140 caracteres, coerente, e que, além de ser bom de papo, escute você.

Uma pessoa que esteja disposto a compartilhar a vida com você, que vai saber construir, juntos, as empreitadas, por mais desafiadoras que elas pareçam. Ele não vai limitar você; ao contrário, vai ampliar seus horizontes de carreira e estudos, e no lar, se ambos assim o quiserem. Ele respeita suas opiniões e entende que não terá a última palavra em tudo, bem como vocês não precisarão concordar em tudo. Na tomada de decisão, alguém terá que ceder, às vezes ele, às vezes você.

O cara é maduro para perceber que se você precisa estar longe dele após o casamento, por um dia, uma semana, um mês ou semanas ou meses (sim, isso infelizmente pode acontecer e ser bem administrável por um tempo), o mundo não acaba por isso, o afeto diminui nem o casamento é menos válido, ou vocês são menos família que quem acorda e vai dormir todo dia junto. Digo isso, pois, não raro, existem viagens de trabalho, problemas a serem resolvidos fora da cidade, e isso não significa que o casamento acabou – não para um homem maduro, que entende que a esposa é tão livre quanto ele.

Ele entende que você, agora, é a nova família dele, sem se esquecer de reservar espaço na agenda para os pais e por quem foi responsável pela criação dele. Esse cara tem outra característica essencial: não disputa a sua atenção. Sabe que, algumas vezes, o seu foco estará em outra situação, mas está certo de que o coração sempre está no lar do casal.

Reflita

Eu testemunho que já namorei muitos caras ideias, padrão-novela (como uma amiga baiana costumava dizer), mas em nenhum deles encontrava o importante e o essencial, só o ideal. Quando amadureci afetivamente, percebi que os padrões ideias divulgados pela modinha não trariam uma base sólida para o relacionamento, apenas algo momentâneo.

Você já refletiu sobre o que é ideal, importante e essencial na sua busca por alguém para amar?

No próximo texto, vamos continuar falando sobre os valores importante e essenciais para um relacionamento.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

Conheça o testemunho de uma mãe que busca superar, todos os dias, as dificuldades de ter um filho com autismo

Ter um filho especial é dedicar-se ainda mais à tarefa de ser pai e mãe, pois essa criança exigirá cuidados e uma atenção maior; mais do que isso, a sensibilidade diante de seus limites. Diante dessa realidade, Carla Muller Carvalho, da cidade de Barra do Piraí (RJ), uma mãe cujo filho possui Transtorno de Espectro Autista – TEA, buscou recursos médicos e terapêuticos, como também apoio de outras famílias para compreender o mundo de uma criança com autismo.

Carla é mãe do Guilherme Muller Carvalho, de 16 anos, portador do TEA. Segundo ela, ter um filhoautista é enfrentar desafios diários, mas com a certeza de que é possível fazer com ele tenha uma vida feliz e produtiva, com respeito e perseverança.

Quando recebeu o diagnóstico de seu filho Guilherme, Carla sentiu medo no início, mas fez daquele momento um compromisso de buscar, de todas as formas, uma vida melhor não só para ele, mas para outras famílias que precisavam de ajuda. Foi nesse momento que surgiu a ‘Associação Casa de Brincar’, localizada na cidade de Barra do Piraí (RJ), cujo objetivo é dar apoio às crianças, seus familiares e amigos,  por meio de oficinas lúdicas e com uma equipe de profissionais dispostos a transformar essas vidas.

Conheça a história de Carla e Guilherme

cancaonova.com: Como é para você ter um filho autista?

Carla Carvalho: Penso que ter um filho com autismo é poder vivenciar todo altruísmo possível ao ser humano, porque não há como definir nem preconizar nada em nossa vida.

Nós temos de olhar para eles e fazer com que suas necessidades sejam atendidas, buscando compreendê-los e minimizando suas frustrações. Pode parecer muito difícil, mas é possível, sempre trilhando com esperança, paciência e otimismo. Confesso que, hoje, apesar dos desafios que a vida me impôs, sou uma pessoa mais feliz e realizada.

cancaonova.com: Quais desafios e cuidados especiais você tem com o Guilherme?

Carla Carvalho: Meu maior desafio é sempre procurar ser a mãe que o Guilherme precisa, ou seja, sem protegê-lo demais. Acredito que o desafio para com o Gui, no fundo, acabe sendo o mesmo que tive com os meus outros filhos, ou seja, permitir que alcancem outros voos, e cada um em sua própria altitude. Penso que meu melhor, agora, seja estar na retaguarda, sendo consolo e segurança, caso eles precisem.

É claro que com os outros filhos a expectativa foi que eles voassem para longe, na autonomia de suas vidas; mas com o Guilherme eu ainda não sei, só posso falar do que já vivi. Hoje, ele é um adolescentelindo e meigo, com 16 anos. Graças a Deus, tem conseguido mostrar para mim, todo o tempo, que o meu respeito, amor, dedicação e aceitação o fazem muito feliz.

cancaonova.com: Como foi o processo de alfabetização do Guilherme e a convivência com outras pessoas?

Carla Carvalho: Eu, como uma mãe mais velha – tive o Guilherme aos 40 anos, já com 2 filhos jovens –, confesso não ter vivido as ansiedade das jovens mães em relação ao futuro. Na verdade, vivi uma alegria inexplicável pelo meu temporão, como também uma dor enorme com seu diagnóstico. Mas sempre com muita calma e preocupação, só pedia para que Deus me mostrasse o que teria de ser feito para ser e fazer o melhor para ele. Não importava o que poderia ser o melhor para nós, mas sim para ele, e ter a sensibilidade de ver até onde ele poderia ir naquele momento, saber esperar e dar novos passos quando possível.

Quando ele tinha quatro anos, montei uma escola para que fosse feita a inclusão dele, porque, há doze anos, falar em escola inclusiva, no interior, deixava-me muito insegura. Meu filho tinha um autismo severo, portanto, não verbal; e logo nos mostrou o quanto lhe era difícil ficar em uma sala de aula, ainda que com pouquíssimas crianças.

Fizemos essa escola, onde ele começou no maternal. No entanto, quando chegou na alfabetização, ele demonstrava comportamentos nada adequados, por não conseguir acompanhar as aulas. Apesar de termos tido todos os cuidados e tê-lo colocado em uma sala  com oito crianças, ele começou a ter uma defasagem muito aparente em relação às outras crianças. O Guilherme começou a ter comportamentos agressivos na escola, e foi muito sofrido!

Aquilo me destruiu de uma forma inexplicável! Então, naquele momento, tive a sabedoria de retirá-lo da escola e respeitar o momento dele. Não sei dizer, hoje, o que ele sabe em termos acadêmicos, pois participou de vários processos. Conhecemos, no entanto, várias histórias de pessoas com autismo, que, às vezes, na vida adulta, mostram o que aprenderam. Porém, isso está longe de ser uma regra, e no meu caso posso dizer que o Guilherme me surpreende a cada dia.

cancaonova.com: O Guilherme deixou a fase infantil e está começando a entrar na adolescência. Como é para você lidar com essa transição da fase de criança para adolescência?

Carla Carvalho: Na verdade, acho que ele continua na fase infantil, porque tudo para ele é um pouco mais lento, e a motivação infantil é algo ainda muito forte nele. A pureza que as crianças autistas trazem, por causa dessa infância, talvez mais longeva, faz com que sejam muito especiais. Eu tinha muito medo desse período da adolescência, sofri desnecessariamente por não viver um dia de cada vez. São as lições que a vida carinhosamente nos possibilita aprender.

Ele se tornou um adolescente maravilhoso, amoroso e feliz. Hoje, demonstra, com clareza, o que quer e gosta, e sempre pronto para as novidades do mundo, desde que se sinta seguro e respeitado no seu limite. Acredito mesmo que esse olhar amoroso e cuidadoso o fizeram ter a coragem de experimentar e lançar-se em novas experiências em sua vida.

cancaonova.com: Como é a participação do seu esposo e pai do Guilherme nesse processo?

Carla Carvalho: A rotina do trabalho acaba deixando o tempo um pouco escasso, pois, infelizmente, não dá para equilibrar todas as coisas; assim, meu marido nunca conseguiu passar muitas horas com o Guilherme nem com os outros filhos, por causa dessa carga de trabalho.  Mas mesmo com a correria do dia a dia, sinceramente, ele nunca deixou a desejar como pai e homem de bem que ele é, com sua honestidade, comprometimento e bem-estar da família. Com o Guilherme, em especial, ele é de uma dedicação total em relação a tudo o que pode prover materialmente e em termos de tratamento.

É graças a ele que tenho condição de fazer tudo pelo nosso filho! Mas, na verdade, sua generosidade explodiu na criação da ‘Casa de Brincar’, uma associação totalmente filantrópica gerenciada por nós, mas provida pela empresa. Eu diria que ele tem um amor muito peculiar por todos os filhos, por todos nós e nossa família. Ele é um homem de bem, maravilhoso! Tenho a certeza de que, se ele não tivesse nos dado essa condição, nós não teríamos chegado aqui com o nosso filho como está hoje.

Tratamento para uma criança autista

cancaonova.com: Após o diagnóstico, quais foram os caminhos e especialistas que procuraram?

Carla Carvalho: A opção de tratamento que fiz, naquele momento, foi de uma terapia comportamental muito forte, diária e de muitas horas; era uma forma de ele aprender como se comportar no nosso mundo. Não vou lhe dizer que isso foi negativo, mas se eu, hoje, tivesse de viver tudo isso de novo, eu não teria feito dessa forma.

Eu não tinha o direito de mostrar para ele como era a forma certa de se comportar, mas sim as possibilidades para se adequar. No entanto, às vezes, a gente também erra ou não faz o melhor tentando fazê-lo.

Os profissionais envolvidos nesse processo foram  fonoaudiólogos, professores de educação física, neurologistas e homeopatas. Mas sempre a melhor terapia será o amor e a aceitação.

Projeto ‘Casa de Brincar’

cancaonova.com: Como surgiu essa iniciativa de criar o projeto ‘Casa de Brincar’, em Barra do Piraí (RJ), esse grupo de auxílio aos pais de crianças autistas?

Carla Carvalho: Primeiro, foi feita a Casinha do Lago, uma escola regular que durou cinco anos. Quando ela fechou, o Guilherme já não estava em sala de aula há um ano e meio.

Com esse projeto da escola, conseguimos beneficiar muitas pessoas, mas, uma vez que o Guilherme não estava conseguindo acompanhar o ritmo da escola, tivemos de buscar novos caminhos. Quando a escola estava para encerrar,  nós já tínhamos montado um grupo de apoio para mães e familiares de crianças com autismo.

Nesse grupo de apoio, reuníamo-nos, a cada 15 dias, em uma sala da igreja local. Nesse grupo, fui conhecendo várias outras mães que chegavam destruídas, perdidas, com um sofrimento sem igual. Aquela troca e o dia a dia que fui vivenciando com elas foi me mostrando que, na verdade, o que eu precisava para tentar ajudar a mim e a elas é que tivéssemos um local que nos acolhesse, porque, nesses meus 16 anos com o Guilherme, talvez umas das coisas que compreendi, muito claramente, é que nossos filhos vão espelhar nossa realidade.

Se estivermos passando por um sofrimento e essa tristeza for por causa deles serem assim, vamos ter crianças tristes e inseguras ou agressivas, ou seja, eles vão sentir tudo que acontece conosco. Por isso, temos de nos preparar para essa vivência e transformar nossa vida, para que essa transformação possa acontecer também na vida deles. Foi isso que experimentei na minha vida, ou seja, foi a minha transformação, diante dessa nova necessidade de vida, que mudaram nossa história.

Sempre pedi a Deus para me mostrar como ser a melhor mãe que o Guilherme precisava ter, e acho que foi essa a grande inspiração que Ele me deu. Nesses encontros, junto com a equipe que já cuidava do Gui há alguns anos, outras famílias também tiveram suas vidas modificadas por causa da convivência com os iguais. Abro aqui um parêntese para definir toda a equipe que, hoje, faz parte de nossa família e que cuida de nós com amor e carinho únicos: vocês são anjos que Deus colocou em nossa vida! Gratidão eterna.

Diante dessa realidade, resolvemos fazer um núcleo de apoio. Confesso que, quando começamos, nós nem sabíamos qual seria o modelo. A única certeza é que queríamos acolher essas famílias. Se não tivéssemos nada para oferecer, abraçaríamos essas mães e choraríamos junto com cada uma, porque, naquele momento, poderia ser o que precisavam para ter coragem de seguir em frente, serem fortalecidas para conseguir  fazer o melhor por seus filhos.

cancaonova.com: Hoje, esse projeto atende quantas crianças? Como é o trabalho desenvolvido com os autistas?

Carla Carvalho: O projeto atende, praticamente, 60 famílias. Ainda temos muitas crianças à espera, porque acabam aparecendo também algumas famílias da região. Mas 60 é o que nós conseguimos abraçar com o número de profissionais que temos e em quem confio. Não tenho como abraçar mais, embora isso me crie muita aflição e dor, porque sei da importância dessa teia, que é a ‘Casa de Brincar’, e o que ela proporciona às famílias.

Lá, temos oficinas para as crianças com música, movimento, natação, integração sensorial e lúdica, mas o objetivo principal da casa é mostrar para os pais como brincar, como ter prazer e alegria com seus filhos, pois é por meio das brincadeiras que podemos chegar a transpor as pontes que o autismo nos impõe.

cancaonova.com: Como a fé ajudou você nesse processo de diagnóstico do seu filho e na inspiração para o projeto ‘Casa de Brincar’?

Carla Carvalho: Na verdade, a  foi a minha única e grande motivação de continuar vivendo, pois nem imaginava todas as dificuldades que ainda estavam por vir. Ter a noção e a consciência de tudo o que representa esse limite do meu filho é uma forma de tentar fazer com que a vida dele seja a melhor possível.

De alguma forma, foi um chamado do céu, que me arrebatou, pois penso que, se eu não tivesse entregue meu coração por inteiro e compreendido que eu nunca estaria sozinha nessa árdua e desconhecida caminhada, sinceramente, não conseguiria suportar. Foi essa fé que me trouxe a esperança de um futuro possível.

A fé foi tudo! Foi toda a motivação  para seguir minha vida e me lembrar que tinha outros filhos, e não ficar achando que tudo tinha acabado. Na verdade, a fé me mostrou que aquilo era um recomeço e uma nova forma de viver, dolorosa e bela, mas teria que ser vivida com alegria.

cancaonova.com: Como você definiria o mundo de uma criança autista e o que diria para os pais de filhos nessa situação?

Carla Carvalho: O mundo e a vida de uma criança com autismo podem ser muito cruéis, porque, se ela não tiver ao seu redor pessoas que a façam compreender que toda dificuldade de compreensão do mundo e das pessoas podem ser transformadas com paciência, esperança e muito amor, será muito difícil.

Devemos aprender com os outros pais que o altruísmo é a nossa palavra de vida, pois, se soubermos viver assim e fizermos disso uma alegria e um objetivo, acho que conseguiremos transformar nossa vida e a de nossos filhos.

Eles são um espelho dos nossos sentimentos, porque são sensíveis, perceptíveis e sabem totalmente o que nos faz sofrer. Eles também sabem que são diferentes e não são aceitos pela maioria das pessoas ao seu redor, e isso é muito triste! Então, quando penso nisso, revisto-me de uma força tão poderosa, para fazer com que, no espaço que o meu filho esteja, ele seja muito feliz.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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“Querida Igreja, vós não me deveis nenhum pedido de desculpas, vós não me deveis nada. Sou eu quem vos devo tudo.”

Querida Igreja Católica,

Como um ex-homossexual que voltou para vós à procura de Deus, eu gostaria que soubésseis que não, vós não me deveis nenhum pedido de desculpas. Nunca, por nenhum momento, em meus 43 anos levando um estilo de vida homossexual, eu me senti marginalizado pela Igreja. A Igreja nunca me abandonou. Jamais eu senti como tivesse sido desamparado. Fui eu quem me desamparei a mim mesmo. Nem por uma vez sequer eu me senti rejeitado pela Igreja, como se não tivesse lugar nela. Vossas portas sempre estiveram abertas para mim. Fui eu quem as atravessei e fui embora.

Vós tendes de saber que não houve um só dia, em meus 43 anos, em que eu não reconhecesse o quão ofensivo a Deus era o meu comportamento. Olhando para trás, posso dizer honestamente que o obstáculo entre Deus e eu, posto por mim mesmo, constituiu um de meus maiores sofrimentos. O que me manteve afastado da Igreja foi a minha estupidez e o meu sentimento de culpa. Vós me destes a verdade e eu a rejeitei.

Como isso pôde ter acontecido? Muito simples. Eu usava desculpas. Insistia em que não detinha nenhum autocontrole sobre meu pecado. Entrei numa mentalidade de que talvez, por acaso, um Deus amoroso estivesse bem com tudo o que eu estava fazendo. Qualquer que fosse a verdadeira razão para isto, achei muito mais fácil ocultar toda a minha culpa no recanto mais escondido da minha consciência. E, então, por 43 anos, todo aquele pecado e toda aquela culpa permaneceram empoeirados e sem arrependimento algum.

Vós não me deveis nenhum pedido de desculpas. Fui eu quem ofendi a Deus, a sua Igreja e os seus ensinamentos. Fizestes a vossa parte. Proclamastes a verdade na caridade, mas eu a ignorei. Eu tenho e assumo a total responsabilidade por meus caminhos pecaminosos. Fui eu quem rejeitei as muitas cruzes que o Senhor me deu. Fui eu quem enfrentei meus demônios. Fui eu quem rejeitei a salvação que vós me oferecestes.

Ao longo de meus 43 anos afastado da Igreja, Deus concedeu-me uma cruz após a outra e eu as rejeitei todas. Foi só em 2008, quando contraí o vírus da SIDA, que se abriram as comportas de minha consciência. Foi naquele dia que eu percebi o quanto precisava de vós. Era chegada a hora de eu arrastar os meus pecados empoeirados e atravessar aquela porta que sempre esteve aberta para mim por tantos anos.

Obrigado por me terdes acolhido de volta. Obrigado por me dar a coragem de proclamar o que me tendes ensinado há tanto tempo. Vós não me deveis nada. Sou eu quem vos devo tudo.

Não, a Igreja não deve aos homossexuais um pedido de desculpas. As portas estão abertas. Aceite a verdade na caridade e saiba que Deus sempre o ajudará a carregar a sua cruz. Tome a sua cruz como eu tomei. Deus está esperando. Não tenha medo. A Igreja não é sua inimiga.

Eu estou velho agora e bastante afetado por problemas de saúde. Mal sou capaz de carregar a minha cruz. Mas eu estou onde eu quero estar. Perto de Deus, próximo de sua Igreja e adorando a verdade que eu rejeitei por tantos anos.

A Igreja deve pedir desculpas, no entanto, por seus padres e bispos favoráveis à homossexualidade, os quais estão colocando as almas dos homossexuais em grande perigo, por não dar a eles a verdade do Evangelho.

Em Cristo,

Ir. Christopher Sale
Fundador dos Irmãos do Padre Pio

 

(via Pe. Paulo Ricardo)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Na luta contra o câncer, Renata destaca a entrega de sua enfermidade a Deus

Nesse duro caminho de luta contra essa enfermidade, posso dizer que não sou mais a mesma.

Meu nome é Renata Vasconcelos Leal, tenho 38 anos e há 19 sou missionária na Comunidade Canção Nova. Assim como você, que está lendo este artigo, quando começamos um ano gostamos de fazer alguns planos. Comigo e com meu marido não foi diferente.

Durante a Santa Missa, na passagem de 2012 para 2013, nos abraçamos e consagramos nosso ano novo a Deus. Em abril de 2013, descobri que estava com câncer de mama. E você poderia me perguntar: “Mas vocês não consagraram o ano a Deus?” E eu lhe respondo: “Sim, e Ele levou isso a sério; estamos seguindo Seus passos”. Nesse caminho, percebi que, todas as marcas que trazia no meu corpo, Jesus já as tinha e faz tempo.

Certamente, a sua dor Ele também já tomou para Si; pena que, dificilmente, acreditamos nisso. Nesse duro caminho de luta contra essa enfermidade, posso dizer que não sou mais a mesma, também posso afirmar que não projetei morrer cedo. E, mesmo com a notícia de que fiquei curada ao fim do tratamento, essa trajetória me fez perder o medo de morrer, porque entendi que essa deve ser uma boa notícia para quem crê: finalmente, vou me encontrar com Aquele que tomou para Si minhas dores, a fim de me dar o Paraíso.

Atenção, mulheres!

Agora, quero me dirigir a você que é mulher: cuide-se! Faça o autoexame e, se descobrir algo, corra contra o tempo, mas nunca tenha medo de nada! Porque o Senhor está com você. E você, que está passando por isso, já passou ou conhece alguém nessa situação, reflita comigo: Ao olharmos para tantas mulheres desfiguradas pelo câncer, essa doença silenciosa e dolorosa, será que não é providencial o Dia de Nossa Senhora Aparecida ser comemorado em outubro pela Igreja? Mês Rosa em todo o mundo, mês de combate ao câncer de mama.

Creio que a Virgem Maria sabe o que é ter um pedaço de si esmagado, sua alma foi transpassada de dor ao ver o Filho morrer na cruz. Além disso, Maria já apareceu e continua aparecendo para a humanidade de tantas formas, no entanto, a essência dela não muda. Não estaria Nossa Senhora querendo dizer a tantas outras Marias que, independentemente com qual imagem você apareça, a essência de ser mulher não mudará jamais. Com esse gesto, ela poderia querer nos dizer também que podemos nos revestir de diversas maneiras, mas nunca como derrotadas. Portanto, mulheres: levantemos a cabeça, com cabelo ou não, e mostremos a força de Maria em nós. Certamente, neste mês de outubro, a Santíssima Virgem está vestida de rosa e gostaria de dizer a cada uma de nós: “Que a mulher, segundo os desígnios de Deus, está diante da cruz, sempre em pé.”

Renata Vasconcelos Leal
Missionária da Comunidade Canção Nova

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

Roma, 10 Out. 17 / 05:30 pm (ACI).- Patrick Canac, um empresário francês de sucesso, foi batizado, mas, como muitas pessoas, com o passar dos anos afastou-se da Igreja. Entretanto, há pouco mais de um ano, viu como a sua vida deu uma volta de 180 graus: voltou para a Igreja e doou uma grande quantidade de dinheiro para a construção de um novo seminário no seu país.

Mas, qual é o motivo da sua volta à fé? O testemunho do Pe. Jacques Hamel, sacerdote assassinado em agosto de 2016 por dois jihadistas do ISIS enquanto celebrava a Missa em uma pequena cidade francesa.

“Eu fui educado na fé cristã. Recebi o batismo e todos os sacramentos de iniciação cristã, mas depois eu me afastei da prática religiosa por muito tempo”, explicou o empresário ao Grupo ACI durante uma visita a Roma.

“No ano passado, fiquei impressionado com o assassinato do Pe. Jacques Hamel em uma igreja em Rouen”. “O terror presente nesta igreja me recordou os tempos mais escuros da nossa civilização”, confessou.

Apesar de estar afastado da fé, reconhece que naquele momento pensou que todos “nós temos raízes judaico-cristãs” que “devem ser defendidas e salvas”.

“A minha reação foi imediata, foi um reflexo, como se tivessem assassinado o meu irmão. Que hoje seja possível entrar em uma igreja e matar o celebrante é algo terrível, é um horror, é o diabo que entra em uma igreja”.

“Eu reagi sem pensar. Os mesmos problemas existem no Oriente Médio, onde os cristãos são assassinados. E dentro de mim, reagi dizendo: ‘Eu sou cristão e eu tenho que fazer alguma coisa, colocar a disposição as minhas capacidades’”.

De fato, Patrick doou uma grande quantidade de dinheiro para construir o novo seminário Redemptoris Mater, em Avignon, na França. Aos poucos, o projeto começou a se tornar realidade e o Papa Francisco abençoou a primeira pedra do prédio na Audiência Geral de 4 de setembro, na Praça de São Pedro.

“Acho que é importante que nossos países ocidentais – obviamente a França – sejam evangelizados, que as pessoas sejam encorajadas a aproximar-se novamente da Igreja, porque a Igreja é o berço da nossa evangelização”.

“Penso nos primeiros cristãos, que foram pioneiros, estes missionários e mártires que anunciaram o Evangelho em todo o mundo. E essa é a razão pela qual eu coloquei a disposição as minhas habilidades nos negócios, a fim de ajudar este projeto de construção do seminário Redemptoris Mater, em Avignon”.

O empresário sublinha que “trata-se de um projeto de formação de missionários, um projeto moderno, internacional, ecumênico, aberto ao mundo. Permite a formação de sacerdotes que irão à missão para evangelizar”.

“É um projeto de formação de missionários, de presbíteros que evangelizarão pessoas como eu para que possam voltar para a Igreja”, destacou novamente.

Além disso, considera que “é importante na situação atual da França, que está ameaçada”. “Depois do assassinato do Pe. Hamel, sinto que a nossa civilização judaico-cristã está sendo ameaçada. Tudo o que contribui na formação das pessoas que anunciarão o Evangelho, uma palavra cristã de paz e de amor deve ser ajudado”, reconheceu.

Também não pode esquecer que foi o próprio Papa Francisco que autorizou o início do processo de beatificação do sacerdote assassinado sem ter que esperar 5 anos após sua morte.

“Concordo totalmente com a proposta do Papa Francisco. O Pe. Hamel é um mártir. O que eu conheci a respeito do seu comportamento antes de ser assassinado é que ele é um verdadeiro cristão, digno de um mártir. Ele tentou convencer os seus assassinos de que estavam fazendo o mal. A sua atitude foi extraordinária e exemplar para todos, cristãos e não cristãos”, sublinhou visivelmente emocionado.

Fonte: http://www.acidigital.com/

US writer and motivational speaker Lizzie Velasquez delivers a speech during a conference at the National Auditorium in Mexico city, on September 5, 2014 in the framework of Telmex foundation's "Mexico Siglo XXI" forum, owned by Mexican tycoon Carlos Slim. AFP PHOTO/RONALDO SCHEMIDT (Photo credit should read RONALDO SCHEMIDT/AFP/Getty Images)

Ela descobriu esse “apelido” ao ver a própria face num vídeo do YouTube. Mas o apelido não é só cruel: é essencialmente falso.

que você faria se estivesse navegando na internet e achasse um vídeo chamado “A mulher mais feia do mundo”, com 4 milhões de visualizações, e percebesse que o rosto exibido nele é o seu próprio?

Você choraria? Eu choraria.

Você leria todos e cada um dos milhares de comentários execráveis, alguns dos quais recomendando que você se matasse para fazer um favor ao mundo? Eu leria.

Você se deixaria abalar dolorosamente e cairia em desespero? Eu, provavelmente, sim.

Ou será que você escolheria um caminho diferente e mais corajoso?

Será que você transformaria esse momento traumático no impulso para levantar a voz incansavelmente contra o assédio covarde, para questionar os nossos frívolos padrões de beleza e para testemunhar o que significa ser essencialmente uma pessoa bela?

Lizzie Velasquez escolheu este outro caminho.

Ela nasceu quatro semanas antes do previsto e os médicos ficaram tão impactados com a sua aparência que primeiro levaram uma fotografia Polaroid aos seus pais a fim de prepará-los para verem a própria filha. Mas os pais não quiseram a foto: eles queriam a sua bebê e exigiram que os médicos a levassem imediatamente até eles.

O diagnóstico de Lizzie é de síndrome progeroide neonatal, um transtorno genético que lhe dificulta ganhar peso e que a deixou cega do olho direito e com visão limitada no esquerdo. Lizzie cresceu no Texas sabendo que o seu aspecto era diferente do das outras crianças, mas também consciente de que o profundo amor dos pais e das irmãs por ela lhe assentava os alicerces da confiança e da segurança pessoal.

Foi essa confiança alicerçada no amor de seus pais o que a salvou naquele dia em que ela encontrou a própria imagem no vídeo do YouTube chamado “A mulher mais feia do mundo”, quando tinha 17 anos.

Depois de ler todos os comentários, procurando desesperadamente uma pessoa que a defendesse, foi buscar a mãe na sala de estar.

“Se aquele vídeo tinha me machucado tanto, eu não conseguia imaginar o quanto ele iria machucar a minha mãe. E acredito que, naquele momento, se acendeu para mim uma luz: eu não estava disposta a ficar ali sentada e deixar que aquelas palavras fossem a definição de quem eu sou”.

Um ano mais tarde, o diretor da sua escola pediu a Lizzie para fazer um discurso aos alunos do instituto. O diretor lhe garantiu com antecedência que haveria professores por perto para acalmar os estudantes se eles se alvoroçassem. Não precisou: na metade do discurso, quando Lizzie levantou o olhar para o auditório, seus companheiros estavam todos em absoluto silêncio e totalmente concentrados nela. Alguns até começaram a chorar. Naquele momento, Lizzie sentiu que a “barreira de ser diferente” desaparecia e que todos eram apenas “um grupo de pessoas”.

A experiência foi um ponto de virada para ela, que, desde então, se tornou conferencista motivacional e uma ardente defensora do respeito a todos e do fim do assédio. Foi palestrante no Tedx Talks, escreveu livros e tem seu próprio canal no YouTube. Durante toda a vida, Lizzie confiou na sua fé católica para superar os momentos mais escuros.

“Foi a minha rocha esse tempo todo. Basta dedicar um tempo sozinha a rezar e falar com Deus para saber que Ele está aqui para mim”.

Demonstrando que a verdadeira beleza só pode ser vista pelos olhos da alma, Lizzie também declarou:

“Deus me abençoou com a maior bênção da minha vida, que é a minha síndrome”.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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A poucos dias a festa de Nossa Senhora Aparecida e da comemoração dos 300 anos do encontro da imagem da Padroeira do Brasil, Pe. Reginaldo Manzotti revelou ser “um milagre” da Virgem.

“Sou fruto e testemunha viva do poder intercessor de Nossa Senhora Aparecida”, afirmou em um recente artigo o sacerdote fundador da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

“Sou o milagre vivo de uma oração de minha mãe, que, ao me ver nascer sufocado pelo cordão umbilical, após ter sido batizado às pressas, fui consagrado à Nossa Senhora Aparecida”.

O sacerdote contou levar em sua alma “eterna gratidão”: “nos lábios, os louvores; e no meu segundo nome, a marca daquela que intercedeu a Jesus e salvou minha vida: meu nome de batismo é Reginaldo Aparecido Manzotti”, contou.

Pe. Reginaldo recordou que anualmente, “cerca de 12 de milhões de romeiros visitam Aparecida”, muitos percorrendo centenas de quilômetros, “para agradecer por uma graça alcançada, para rezar e debruçar-se sob Maria”.

Lembrou ainda que, em 2015, pôde acompanhar de perto esta devoção, com as histórias de superação de grupos que caminham pela Via Dutra rumo ao Santuário.

“Todos têm uma motivação própria para suportar o clima, o cansaço, os perigos (sim, existem muitos assaltos na rodovia!), mas o objetivo de agradecer a Nossa Senhora é muito maior”, acrescentou.

De modo concreto, o padre lembrou um senhor chamado Toninho, líder de um grupo com mais de 100 integrantes que saem todos os anos de São Paulo e demoram cinco dias para chegar ao Santuário de Aparecida.

O sacerdote também se inclui entre os milhões de romeiros que peregrinam ao Santuário anualmente.

“Poucos sabem, mas todos os anos visito o Santuário Nacional para agradecer à Nossa Senhora. Agradeço pela minha vida, pela minha família, pelo meu sacerdócio, mas principalmente por todos os testemunhos que recebo diariamente de curas, de gestações, de entendimentos, de discernimentos, por fim, pelas graças de Nossa Senhora na vida de todos”, contou.

Outra forma de agradecer à Virgem encontrada pelo sacerdote, além dessas peregrinações, concretizou-se em 2013, quando, segundo ele, “Deus me deu a graça de homenagear nossa Mãe com uma composição”.

“A música ‘Proteja-me, oh! Mãe’ é uma oração em forma de música, para que todos possam clamar por Nossa Senhora e, ao mesmo tempo, agradecer a sua proteção”, indicou.

Esta não foi a primeira vez que Pe. Reginaldo Manzotti expressou sua devoção à Mãe Aparecida. Em seus shows e ao final de algumas Missas, costuma cantar a canção “Dai-nos a bênção”, com a qual os brasileiros pedem a proteção de sua padroeira.

Ainda neste ano, ao assinalar o mês vocacional em agosto, contou no artigo intitulado ‘Eis-me aqui, faça-se’ que “não há um momento da minha vida que eu não consiga enxergar Nossa Senhora me protegendo e amparando”.

“E não consigo compreender como em alguns momentos alguém pode duvidar da intercessão de Nossa Senhora. Nós temos uma Mãe, não somos órfãos e, se uma mãe aqui da Terra tira da boca para dar a seus filhos, imaginem Nossa Senhora, que é toda santa, pura, imaculada e repleta de amor”, acrescentou.

Fonte: http://www.comshalom.org/

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Desde o início do cristianismo, a Igreja encontrou na Mãe de Deus um modelo a seguir, ressaltando sempre suas virtudes. A seguir, apresentamos 15 frases de santos conhecidos sobre a Virgem Maria:

1. Santo Agostinho de Hipona, Padre e Doutor da Igreja

“Maria era bem-aventurada porque antes de dar à luz o Mestre na carne, o levou no seio”.

2. Santo Agostinho de Hipona

“Maria era feliz porque ouviu a palavra de Deus e a pôs em prática; guardou mais a verdade de Cristo na sua mente do que o corpo de Cristo no seu seio”.

3. Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja e padroeiro dos confessores e moralistas

“Maria é aquela torre de Davi, de que fala o Espírito Santo nos sagrados Cânticos: ‘Ao redor dela se elevam fortalezas; ali se veem suspensos mil escudos e todas as armas dos valentes’ (Ct 4,4). Vós sois, portanto, Virgem Santíssima – como diz Santo Inácio Mártir – ‘um escudo inexpugnável para aqueles que andam empenhados no combate’”.

4. São Bernardo de Claraval, Doutor da Igreja e conhecido por seu amor à Virgem Maria

“Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria”.

5. São Bernardo, também compositor de muitas orações marianas

“Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás, se Ela te é favorável, alcançarás o fim”.

6. São Francisco de Assis, fundador dos Franciscanos e devoto da Virgem

“Salve ó Senhora Santa, Rainha Santíssima, Mãe de Deus, ó Maria… Em vós residiu e reside toda plenitude da graça e todo o bem”.

7. Santo Irineu, Padre da Igreja dos primeiros séculos que combateu heresias

“O nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria. O que uma fez por incredulidade o desfez a outra pela fé”.

8. São Luís Maria Grignion de Montfort, autor de vários livros marianos, entre eles o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”

“Sou todo teu, Maria, e tudo o que é meu te pertence”.

9. São Luís Maria Grignion de Montfort

“A quem Deus quer fazer muito santo, o faz muito devoto da Virgem Maria”.

10. São João Bosco, grande propagador da devoção a Maria Auxiliadora

“Um sustentáculo grande para vós, uma arma poderosa contra as insídias do demônio, tendes na devoção à Maria Santíssima”.

11. Santa Teresa de Jesus, mística e Doutora de Igreja

“Grande coisa é o que agrada a Nosso Senhor qualquer serviço que se faça à sua Mãe”.

12. Santa Teresa de Lisieux, Doutora da Igreja e Padroeira das missões

“Com a prática fiel das virtudes mais humildes e simples, tornaste, minha Mãe, visível a todos o caminho reto do Céu”.

13. Santa Teresa dos Andes, carmelita descalça latino-americana

“Maria, és a Mãe do Universo. Quem não se anima ao ver-te tão pura, tão terna, tão compassiva, a revelar seus íntimos tormentos? Se é pecador, tuas carícias o enternecem. Se é teu fiel devoto, somente tua presença acende a chama viva do amor divino”.

14. São João Paulo II, o Papa das famílias

“Nos deste a Tua Mãe como nossa, para que nos ensine a meditar e adorar no coração. Ela, recebendo a Palavra e colocando-a em prática, fez-se a mais perfeita Mãe”.

15. São João Paulo II, o Papa peregrino

“Dai-nos vossos olhos, ó Maria, para decifrar o mistério que se esconde nos frágeis membros do Filho. Ensinai-nos a reconhecer a sua face nas crianças de toda raça e cultura”. (Fonte: ACIDigital)

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Para estes dias em que parece que Deus não nos, vê, não nos ouve, nem nos ama

Eu cresci pensando que um relacionamento com Deus era uma transação: eu dava a Deus quantidades mínimas de meu tempo e oração, e, em troca, esperava ganhar algo Dele. Eu supunha que eu receberia um sentimento, uma palavra, uma visão. Não ajudei o Ministério da Juventude a colocar uma ênfase muito grande no fato de que a desolação espiritual não era normal, e que você poderia obter algo de Deus, caso tentasse.

Durante todo o meu período escolar, me senti ignorada por Deus. “Eu devo ser muito pecaminosa”, pensava. Olhava ao redor e todos tinham uma história para contar, uma revelação para compartilhar. Eu não conseguia me relacionar. As palavras “ateia” e “agnóstica” vinham sempre em minha mente. Elas pareciam tão estranhas, mas tão gratificantes… “Deus, se você está lá fora, pegue isso!” – eu dizia. “Isso O mostrará! Eu não preciso de Você”, completava.

Isso foi há mais ou menos 3 anos. De lá para cá, eu descobri minha fé. No entanto, eu ainda sofro imensamente daquele sentimento de que Deus não me vê, não me ouve, nem me ama completamente.

Por isso, aqui estão algumas dicas que eu usei para me ajudar a passar por uma das mais dolorosas experiências espirituais: a desolação.

  1. Inspire-se em Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa é conhecida por sua experiência de desolação espiritual. “Estou convencida”, dizia ela, “que um momento é suficiente para resgatar toda uma existência miserável, uma existência, talvez, considerada inútil.”  Na pequena experiência que ela teve com o sentimento da presença de Deus, ela sabia que o que ela tinha recebido era uma graça, e que era real. Ela nos mostra que devemos encarar o amor de Deus como um dom que vale toda uma vida de miséria. Ela olhou para trás e viu como Deus tinha trabalhado em sua vida, e que Ele a alimentou e empurrou-a para a frente durante seus anos de desolação.

Vamos, assim como Madre Teresa, valorizar as vezes que nos encontramos intimamente com Cristo, e ,ao invés de desejar mais, agradecer a Deus pelo que Ele já nos concedeu. Depois disso, vamos avançar para estender o reino de Deus aqui na terra.

  1. Adoração e oração

Recentemente, eu tive uma experiência de adoração que eu nunca mais vou esquecer. Depois de conversar com uma freira dominicana sobre minha desolação espiritual, eu fui para a adoração para pegar alguns conselhos dela. Ela me disse para tentar apenas repousar na santa presença de Deus, ao invés de tentar compreender alguma coisa sobre Ele.

Então, eu entro em adoração e fico aos pés de Jesus. Como uma comporta aberta, uma oração começa a correr para fora de mim. “Deus, estou cansada. Eu venho aqui toda vez procurando, tentando entender e alcançar algo. Eu nem sei o que estou procurando. Estou esgotada. Eu acho que eu só quero ter a certeza de que, como todo o mundo me disse, Você me ama. É cansativo, Senhor. Eu estou exausta! Eu te dou isso. Eu não quero mais isso. Tire isso de mim. Deixe que Você seja o suficiente para mim. Deixe-me descansar em Você, e venha sem expectativas de que eu vou sair dessa.”

Eu, finalmente, me senti livre – não da desolação, mas do estresse de tentar resistir constantemente a isso. Agora, eu me sinto livre para estar neste estado de desolação. Eu me sinto livre para deixar a vergonha na porta. Eu me sinto livre para parar de me agarrar na minha alma desolada, tentando sair.

Tire um tempo para estar diante Dele e para entregar a Ele suas inseguranças provocadas pela desolação. Isso vai deixar você mais livre do que você imagina.

  1.  Entenda isso como uma dádiva

Santo Inácio, em suas “Regras para o Discernimento dos Espíritos”, primeiro diz que se não estivermos tentando fazer as coisas funcionarem com Deus, elas não vão funcionar. Mais importante, porém, ele diz que a desolação pode ser permitida por Deus para ver até aonde iremos na fé, para levarmos louvor e glória até Ele. Em terceiro lugar, ele diz que pode ser uma maneira de nos fazer ver a consolação como um verdadeiro dom que só Deus pode dar. Ao dizer que a consolação é um dom, Inácio compreendeu que a desolação é algo crucial para o reconhecimento da nossa consolação não como um prêmio ou algo que ganhamos ou recebemos cada vez que chegamos à oração, mas sim um dom flagrante de Deus. Assim, a desolação se torna um presente para nos dar a realização.

Sim, é fácil “desistir”. É fácil ter ciúme. Mas é difícil perseverar e dar a Deus tudo o que temos, mesmo que sintamos que não estamos necessariamente recebendo tudo o que pensamos que precisamos. É difícil pegar a nossa Bíblia e dizer: “Deus, eu te concedo este tempo, porque quero avançar o teu reino, não importa em que condição estão o meu coração e a minha alma. ”

Todos nós sofremos. Todos nós temos uma cruz a carregar, não importa se grande ou pequena. Por que não aceitar a cruz como oportunidade de santificação? Uma oportunidade para mostrar a Deus que Ele vale a nossa luta, a nossa dor e a nossa constante perseverança?

Portanto, vamos ser como a Madre Teresa, e tantos outros santos homens e mulheres, que lutam pela santidade quando é mais difícil lutar. Quando é mais difícil orar. E quando é mais difícil levantar os olhos para aquele que nos ama.

Deus, faça-nos santos através disso.

Fonte: ALETEIA EUA

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