Testemunhos

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Desde o início do cristianismo, a Igreja encontrou na Mãe de Deus um modelo a seguir, ressaltando sempre suas virtudes. A seguir, apresentamos 15 frases de santos conhecidos sobre a Virgem Maria:

1. Santo Agostinho de Hipona, Padre e Doutor da Igreja

“Maria era bem-aventurada porque antes de dar à luz o Mestre na carne, o levou no seio”.

2. Santo Agostinho de Hipona

“Maria era feliz porque ouviu a palavra de Deus e a pôs em prática; guardou mais a verdade de Cristo na sua mente do que o corpo de Cristo no seu seio”.

3. Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja e padroeiro dos confessores e moralistas

“Maria é aquela torre de Davi, de que fala o Espírito Santo nos sagrados Cânticos: ‘Ao redor dela se elevam fortalezas; ali se veem suspensos mil escudos e todas as armas dos valentes’ (Ct 4,4). Vós sois, portanto, Virgem Santíssima – como diz Santo Inácio Mártir – ‘um escudo inexpugnável para aqueles que andam empenhados no combate’”.

4. São Bernardo de Claraval, Doutor da Igreja e conhecido por seu amor à Virgem Maria

“Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria”.

5. São Bernardo, também compositor de muitas orações marianas

“Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás, se Ela te é favorável, alcançarás o fim”.

6. São Francisco de Assis, fundador dos Franciscanos e devoto da Virgem

“Salve ó Senhora Santa, Rainha Santíssima, Mãe de Deus, ó Maria… Em vós residiu e reside toda plenitude da graça e todo o bem”.

7. Santo Irineu, Padre da Igreja dos primeiros séculos que combateu heresias

“O nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria. O que uma fez por incredulidade o desfez a outra pela fé”.

8. São Luís Maria Grignion de Montfort, autor de vários livros marianos, entre eles o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”

“Sou todo teu, Maria, e tudo o que é meu te pertence”.

9. São Luís Maria Grignion de Montfort

“A quem Deus quer fazer muito santo, o faz muito devoto da Virgem Maria”.

10. São João Bosco, grande propagador da devoção a Maria Auxiliadora

“Um sustentáculo grande para vós, uma arma poderosa contra as insídias do demônio, tendes na devoção à Maria Santíssima”.

11. Santa Teresa de Jesus, mística e Doutora de Igreja

“Grande coisa é o que agrada a Nosso Senhor qualquer serviço que se faça à sua Mãe”.

12. Santa Teresa de Lisieux, Doutora da Igreja e Padroeira das missões

“Com a prática fiel das virtudes mais humildes e simples, tornaste, minha Mãe, visível a todos o caminho reto do Céu”.

13. Santa Teresa dos Andes, carmelita descalça latino-americana

“Maria, és a Mãe do Universo. Quem não se anima ao ver-te tão pura, tão terna, tão compassiva, a revelar seus íntimos tormentos? Se é pecador, tuas carícias o enternecem. Se é teu fiel devoto, somente tua presença acende a chama viva do amor divino”.

14. São João Paulo II, o Papa das famílias

“Nos deste a Tua Mãe como nossa, para que nos ensine a meditar e adorar no coração. Ela, recebendo a Palavra e colocando-a em prática, fez-se a mais perfeita Mãe”.

15. São João Paulo II, o Papa peregrino

“Dai-nos vossos olhos, ó Maria, para decifrar o mistério que se esconde nos frágeis membros do Filho. Ensinai-nos a reconhecer a sua face nas crianças de toda raça e cultura”. (Fonte: ACIDigital)

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Para estes dias em que parece que Deus não nos, vê, não nos ouve, nem nos ama

Eu cresci pensando que um relacionamento com Deus era uma transação: eu dava a Deus quantidades mínimas de meu tempo e oração, e, em troca, esperava ganhar algo Dele. Eu supunha que eu receberia um sentimento, uma palavra, uma visão. Não ajudei o Ministério da Juventude a colocar uma ênfase muito grande no fato de que a desolação espiritual não era normal, e que você poderia obter algo de Deus, caso tentasse.

Durante todo o meu período escolar, me senti ignorada por Deus. “Eu devo ser muito pecaminosa”, pensava. Olhava ao redor e todos tinham uma história para contar, uma revelação para compartilhar. Eu não conseguia me relacionar. As palavras “ateia” e “agnóstica” vinham sempre em minha mente. Elas pareciam tão estranhas, mas tão gratificantes… “Deus, se você está lá fora, pegue isso!” – eu dizia. “Isso O mostrará! Eu não preciso de Você”, completava.

Isso foi há mais ou menos 3 anos. De lá para cá, eu descobri minha fé. No entanto, eu ainda sofro imensamente daquele sentimento de que Deus não me vê, não me ouve, nem me ama completamente.

Por isso, aqui estão algumas dicas que eu usei para me ajudar a passar por uma das mais dolorosas experiências espirituais: a desolação.

  1. Inspire-se em Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa é conhecida por sua experiência de desolação espiritual. “Estou convencida”, dizia ela, “que um momento é suficiente para resgatar toda uma existência miserável, uma existência, talvez, considerada inútil.”  Na pequena experiência que ela teve com o sentimento da presença de Deus, ela sabia que o que ela tinha recebido era uma graça, e que era real. Ela nos mostra que devemos encarar o amor de Deus como um dom que vale toda uma vida de miséria. Ela olhou para trás e viu como Deus tinha trabalhado em sua vida, e que Ele a alimentou e empurrou-a para a frente durante seus anos de desolação.

Vamos, assim como Madre Teresa, valorizar as vezes que nos encontramos intimamente com Cristo, e ,ao invés de desejar mais, agradecer a Deus pelo que Ele já nos concedeu. Depois disso, vamos avançar para estender o reino de Deus aqui na terra.

  1. Adoração e oração

Recentemente, eu tive uma experiência de adoração que eu nunca mais vou esquecer. Depois de conversar com uma freira dominicana sobre minha desolação espiritual, eu fui para a adoração para pegar alguns conselhos dela. Ela me disse para tentar apenas repousar na santa presença de Deus, ao invés de tentar compreender alguma coisa sobre Ele.

Então, eu entro em adoração e fico aos pés de Jesus. Como uma comporta aberta, uma oração começa a correr para fora de mim. “Deus, estou cansada. Eu venho aqui toda vez procurando, tentando entender e alcançar algo. Eu nem sei o que estou procurando. Estou esgotada. Eu acho que eu só quero ter a certeza de que, como todo o mundo me disse, Você me ama. É cansativo, Senhor. Eu estou exausta! Eu te dou isso. Eu não quero mais isso. Tire isso de mim. Deixe que Você seja o suficiente para mim. Deixe-me descansar em Você, e venha sem expectativas de que eu vou sair dessa.”

Eu, finalmente, me senti livre – não da desolação, mas do estresse de tentar resistir constantemente a isso. Agora, eu me sinto livre para estar neste estado de desolação. Eu me sinto livre para deixar a vergonha na porta. Eu me sinto livre para parar de me agarrar na minha alma desolada, tentando sair.

Tire um tempo para estar diante Dele e para entregar a Ele suas inseguranças provocadas pela desolação. Isso vai deixar você mais livre do que você imagina.

  1.  Entenda isso como uma dádiva

Santo Inácio, em suas “Regras para o Discernimento dos Espíritos”, primeiro diz que se não estivermos tentando fazer as coisas funcionarem com Deus, elas não vão funcionar. Mais importante, porém, ele diz que a desolação pode ser permitida por Deus para ver até aonde iremos na fé, para levarmos louvor e glória até Ele. Em terceiro lugar, ele diz que pode ser uma maneira de nos fazer ver a consolação como um verdadeiro dom que só Deus pode dar. Ao dizer que a consolação é um dom, Inácio compreendeu que a desolação é algo crucial para o reconhecimento da nossa consolação não como um prêmio ou algo que ganhamos ou recebemos cada vez que chegamos à oração, mas sim um dom flagrante de Deus. Assim, a desolação se torna um presente para nos dar a realização.

Sim, é fácil “desistir”. É fácil ter ciúme. Mas é difícil perseverar e dar a Deus tudo o que temos, mesmo que sintamos que não estamos necessariamente recebendo tudo o que pensamos que precisamos. É difícil pegar a nossa Bíblia e dizer: “Deus, eu te concedo este tempo, porque quero avançar o teu reino, não importa em que condição estão o meu coração e a minha alma. ”

Todos nós sofremos. Todos nós temos uma cruz a carregar, não importa se grande ou pequena. Por que não aceitar a cruz como oportunidade de santificação? Uma oportunidade para mostrar a Deus que Ele vale a nossa luta, a nossa dor e a nossa constante perseverança?

Portanto, vamos ser como a Madre Teresa, e tantos outros santos homens e mulheres, que lutam pela santidade quando é mais difícil lutar. Quando é mais difícil orar. E quando é mais difícil levantar os olhos para aquele que nos ama.

Deus, faça-nos santos através disso.

Fonte: ALETEIA EUA

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Separar sua vida espiritual da sua vida profissional pode fazer você sentir como duas pessoas diferentes

Era Quarta-feira de Cinzas quando enfrentei o dilema. Eu queria receber as cinzas para marcar o início da Quaresma, mas simplesmente não poderia fazê-lo. Estava muito envergonhada.

O pensamento de aparecer para trabalhar com uma grande mancha preta na minha testa me fez suar frio. O que os colegas de trabalho achariam? Será que eles me perguntariam sobre isso? Será que as pessoas olhariam para mim nas reuniões? Será que elas pensariam que eu era muito devota?

Não me interpretem mal: não tenho vergonha da minha fé. Mas não quero ser o centro das atenções. Estou com medo de ofender alguém, ou deixar os colegas de trabalho desconfortáveis mostrando minha fé.

Então, eu não fiz. Não fui à igreja e não ouvi o padre dizer “pois tu és pó e ao pó tornarás” (Gn 3,19), enquanto passava cinzas na minha testa. Perdi um importante ritual da minha fé porque estava com medo.

Frequentemente luto com o quanto deixo minha fé aparecer no trabalho – ou se deveria deixá-la aparecer em tudo.

Tenho lidado com diferentes formas desta luta desde a infância – na escola ou em outros ambientes sociais. Cresci em uma Igreja Batista fundamentalista onde tinha que testemunhar e participar de visitas porta a porta. Parecia frio chamar os vizinhos para tentar convertê-los ao cristianismo – o pior pesadelo para um introvertido. Isso me traumatizou. Na escola eu pensava que era pecadora se não tentasse abertamente convencer meus amigos agnósticos a mudarem para a equipe cristã. Lembro-me desajeitadamente convidando uma amiga para ir à igreja comigo. Poderia dizer que ela não queria ir – mas se sentiu obrigada. Essas experiências me deixaram com uma forma de TEPT (transtorno de estresse pós-traumático) de evangelismo. Eu tremo ao pensar em forçar minha fé sobre alguém. Não admira que hesite em expor muito de minhas crenças no trabalho.

Ao mesmo tempo, também não quero sentir como se estivesse vivendo duas vidas: minha vida “profissional” e minha “outra” vida. Quero integrar minha vida. Então, qual é a resposta? Como posso ter a integridade – não ter que esconder partes de mim – quando se trata de fé e trabalho? E o que dizer de ser luz e sal? Sabendo que este estado de conflito do ser afeta muitas pessoas, decidi procurar respostas de estudiosos espirituais.

“Alguns dos antigos métodos de compartilhamento evangélico são imprudentes, se não forem abruptamente antiético”, diz Bill Peel, diretor do Center for Faith at Work at LeTourneau University, e autor do Workplace Grace: Becoming a Spiritual Influence at Work. Ele escreve que um bom modelo de evangelização no trabalho deve respeitar a integridade e a vulnerabilidade do descrente, ao mesmo que respeita o profissionalismo do local.

Na verdade, se um empregado tenta demasiadamente converter os colegas de trabalho, pode ir contra a lei. A mesma lei federal americana que proíbe os empregadores de discriminação contra funcionários com base em sexo, cor, nacionalidade e religião, exige que o empregador mantenha um ambiente de trabalho livre de assédio.

Assim, os gestores de RH têm que encontrar um equilíbrio delicado quando se trata de lidar com a evangelização no trabalho. Eles têm de permitir que os funcionários tenham liberdade religiosa, mas também têm de proteger os trabalhadores contra pressões.

Courtney Leyes escreve em HR Professionals Magazine que “é obrigação do empregador tomar medidas razoáveis para manter um ambiente de trabalho livre de assédio. Se houver queixa de conduta, o proselitismo é indesejável”, o profissional de RH não necessariamente deve permitir o proselitismo à custa de outros colaboradores.

Em seu artigo 10 Reasons it’s Wrong to Evangelize in the Workplace, John Shore diz: “a menos que parte da descrição do seu trabalho diga, ‘evangelizar seus colegas de trabalho’, você está efetivamente roubando de seu empregador quando gasta o tempo na empresa fazendo isso. Pior, você está deixando o seu empregador vulnerável a todos os tipos de problemas que ele não quer. Como um especialista em Recursos Humanos sucintamente coloca: ‘a religião, como a política, é um tema no ambiente de trabalho que gera tempestade’”.


Atração, não promoção

Então, ao invés de forçar a minha fé sobre meus colegas de trabalho, ou ir para o outro extremo e trancar minha fé por completo, no trabalho costumo aderir à ideia da “atração, não promoção”. Eu gosto do que São Francisco dizia: “pregue o Evangelho o tempo todo. Se necessário, use palavras”.

O escritor Bill Peel escreve: “devemos, primeiramente, fazer bem o nosso trabalho. Temos de fazer o nosso trabalho com integridade. E devemos mostrar às pessoas que nós nos importamos”.

Isso soa como um bom conselho para mim.

Ao contrário da visitação de porta em porta, que fui forçada a fazer quando criança, agora expresso minha fé mais silenciosamente. Eu tento fazer bem o meu trabalho e cuido daqueles com quem trabalho. Uso um crucifixo que me faz lembrar que sou filha amada de Deus. Posto coisas na minha página do Facebook sobre ir à missa, ou adiciono um link para um artigo ou livro que tem temas espirituais. Escrevi um livro sobre a grandiosidade de Deus e convidei alguns dos meus colegas de trabalho à minha festa de lançamento do livro. Ficaria surpresa se alguém no trabalho não soubesse que minha fé era importante para mim.

Tento encontrar “Deus” nos momentos ao longo do dia. Os exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola lembram-me de encontrar Deus em todas as coisas. Como o momento em que um amigo no trabalho me procurou para tomar um café e falar sobre o significado da vida. Ou quando um colega de trabalho me procurou para confessar sua depressão – e me perguntou como a minha fé me dava esperança. E ainda outra vez que uma amiga estava chorando no banheiro porque o namorado tinha acabado de terminar com ela. Espero que tenha sido capaz de mostrar o amor de Cristo a todos esses colegas de trabalho.

Vamos encarar – o local de trabalho pode ser brutal. É muitas vezes um mundo cão, e os valores daqueles que o cercam podem não corresponder aos seus. Somos chamados a ser luz e a brilhar intensamente. Mas há muitas maneiras de fazer isso. E quando não sei como, recordo do crucifixo ao redor do meu pescoço e rezo para que Deus me mostre o caminho.

Karen Beattie é autora do Rock-Bottom Blessings: Discovering God’s Abundance When All Seems Lost. Seus artigos de revistas e ensaios foram publicados em America, Christianity Today e Power of Moms. Ela vive no lado norte de Chicago com o marido, a filha de 5 anos e um gato idoso.

O motivo que levou o executivo a aceitar o chamado de Deus e mudar de vida é surpreendente

Um trabalho de grande responsabilidade nas melhores empresas da Espanha, uma casa em um bom condomínio em Madri (Espanha) e uma namorada: tudo o que um homem pode desejar. Entretanto, uma morte inesperada fez com que a sua vida mudasse totalmente. No último dia 16 de dezembro, Alberto Núñez foi ordenado sacerdote pelo Cardeal Carlos Osoro, Arcebispo de Madri.

Alberto Núñez tem 50 anos e foi ordenado sacerdote na Companhia de Jesus no dia 16 de dezembro na capela da Universidade de Comillas, em Madri (Espanha), onde há alguns anos estudou a licenciatura em direito, ciências econômicas e doutorado em engenharia industrial.

Antes de descobrir a sua vocação à vida religiosa, o Pe. Alberto tinha tudo o que uma pessoa poderia desejar: trabalhos de grande responsabilidade na Bolsa e em multinacionais conhecidas como Société Génerale, BBVA e Gás Natural Fenosa. Uma casa em um condomínio e uma namorada.

Mas um câncer matou em apenas três meses o seu único irmão, que deixou os seus três filhos pequenos órfãos. Em meio a essa profunda dor, o Pe. Alberto escutou o chamado de Deus.

“Nesta situação difícil, senti dentro de mim um amor profundo que não era o amor que sentia pelo meu irmão, mas a presença de Deus me dizendo que o amor era mais forte do que a morte e que, embora o meu irmão tivesse morrido, sempre estaria vivo”, declarou o Pe. Núñez em 2011 em um programa de televisão. “Fez-me entender também que a minha vida não podia continuar sendo como até então. Um tremendo chamado que não sabia então em que ia se concretizar”.

Pouco depois da morte do seu irmão e de viver esse momento de conversão e chamado, ofereceram-lhe “o trabalho que sempre tinha sonhado” na empresa Gás Natural Fenosa como Diretor Corporativo de Estratégia. Aceitou-o e estando no cargo de diretor começou a discernir a sua vocação.

Começou um voluntariado em um centro psiquiátrico com os Irmãos de São João de Deus e a estudar Teologia à noite e, finalmente, deixou a sua casa para mudar-se para a comunidade dos jesuítas no Pozo del Tio Raimundo, um dos bairros mais pobres da cidade e com um alto índice de pobreza.

No princípio só comentou a respeito da sua decisão com os mais próximos, mas, conforme explica, “a medida que fui confirmando o chamado tão forte que havia escutado, não tive problemas em comentar que vivia neste local ou que fazia este voluntariado”.

Finalmente, o Pe. Núñez deixou sua noiva e comunicou na empresa que deixava o posto não para ir para a concorrência, mas para entrar na Companhia de Jesus.

Alguns diretores e companheiros estiveram presentes no dia da sua ordenação, assim como o provincial da Companhia de Jesus da Espanha, o Pe. Francisco José Ruiz Pérez, e o ex-prepósito geral, o Pe. Adolfo Nicolás. “Agora, em vez de estar preocupado pela minha carreira profissional, estou preocupado pelas pessoas que estão ao meu redor. Eu adorava a minha vida, mas não estava feliz e é o que consegui na Companhia e enche a minha vida de sentido”.

Desde setembro de 2016, o Pe. Núñez é o responsável pela Pastoral Universitária da Universidade Pontifícia Comillas em Madri (Espanha).

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“Honraremos aqueles que foram morar com Deus”, completa o jogador que sobreviveu à tragédia da Chapecoense

O jogador Alan Ruschel, da Chapecoense, sobrevivente da tragédia com o voo da LaMia na Colômbia, deu mostras da sua fé e gratidão pelo milagre da vida e da recuperação ao postar a seguinte mensagem na rede social Instagram:

Os planos de Deus são maiores que os meus, tão grande que eu não posso imaginar🙏🏼 Obrigado a todos pelo carinho,pela força, pelas orações e pensamentos positivos. Seguimos na luta e honraremos aqueles que foram morar com Deus. Pai, peço que ampare seus familiares e que os conforte!! Deus, obrigado pela misericórdia deste milagre, o Senhor é maravilhoso. OBRIGADO! 🙏🏼🙌🏽

ALIANÇA

O lateral esquerdo da Chapecoense comoveu o mundo quando chegou em estado de choque ao hospital, na Colômbia, mas não parou de perguntar por sua família. Ele fez um pedido arrepiante à equipe médica:Guardem a minha aliança“!

SALVO POR UMA CRIANÇA

O resgate de Alan Ruschel também chamou a atenção do planeta por causa da surpreendente ajuda de um adolescente desconhecido, que, no caos daquela noite chuvosa, guiou os bombeiros até o local da tragédia.

FONTE: ALETEIA BRASIL

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Como Maria, mesmo junto à cruz, ela ficou de pé

Primeiro, ela recebeu uma das notícias mais aterradoras que se podem receber: o avião que levava o seu filho tinha caído, nas montanhas, durante uma noite chuvosa, no exterior.

Depois, as fagulhas da esperança se acenderam com força, ao sopro de uma chance que a vida dava: seu filho tinha sido resgatado vivo do pesadelo da morte.

E, por fim, de novo, o golpe devastador, ainda mais covarde que o primeiro: o filho, que também é pai, não tinha resistido. O herói ovacionado, que, nos últimos instantes da semifinal, com uma defesa extraordinária, garantira a vaga histórica da Chape na final da Sul-Americana, estava morto.

Não há quem possa pedir a uma mãe que resista a essa dor inominável.

Dona Ilaídes, no entanto, inverteu a lógica humana. A mãe devastada do goleiro-herói Danilo arrancou de si própria as forças que nem sabia que tinha e consolou o repórter Guido Nunes, do canal SporTV, durante a entrevista que lhe dava no gramado da Arena Condá nesta sexta-feira. Ela o abraçou e o levou às lágrimas ao indagar-lhe:

– Posso fazer uma pergunta? Como vocês, da imprensa, estão se sentindo tendo perdido tantos amigos queridos lá? Pode me responder? Posso te dar um abraço em nome da imprensa?

A atitude surpreendente coroou o desabafo que dona Ilaídes vinha fazendo sobre a angústia de não receber notícias sobre o estado de Danilo:

– Acho que a pior coisa foi isso. Se tivesse acontecido igual aos outros, você já tinha perdido a esperança e pronto. Mas ficamos o dia inteiro e só fomos ter a confirmação da morte dele às 3h da tarde. Foi das 3h da manhã até 3h da tarde nessa agonia.

Ela prosseguiu, tentando expor em palavras um pouco da dor indescritível da mãe de um jovem forte de 31 anos, no auge da carreira, pai de um menino que ainda nem sabia que tinha se tornado órfão:

– Espero muita dor ainda, muita espera, muito sofrimento. O que está matando a gente é essa espera. Isso não é de Deus. Não pode ser. Já imaginou que seu filho está em lugar longe, que você não pode abraçar, vai chegar em um caixão lacrado, colocar ali… E você vai ficar de longe, vendo ele, sem poder abraçar, não vai poder olhar no rosto nunca mais? Isso é terrível! E não sei quando vai chegar na minha cidade para ver ele lá com meus amigos, com minha família. Com os ídolos dele. Tem criança e menino chorando, que jogavam bola com ele desde os 18 anos. Estão chorando desde segunda-feira.

Na manhã deste sábado, sob a chuva intensa que se derramava céu abaixo sobre uma Chapecó desolada, os torcedores presentes na Arena Condá para o velório de 50 dos corpos repatriados retribuíram com longos e emocionados aplausos à força que a mãe de Danilo lhes demonstrara.

A mãe forte do herói do time deu a volta pelo gramado, debaixo de muita chuva, para agradeceu aos torcedores pelo carinho devotado a ela e, principalmente, ao filho.

Tite, o técnico da Seleção brasileira de futebol, fez questão de destacar a impactante fortaleza de dona Ilaídes:

– Não vou descrever nada, só aquilo que eu vi da mãe do Danilo. Foi extremamente emblemático, de solidariedade com todos vocês. O ato foi extremamente emblemático, o mais bonito que pode acontecer.

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Ele é reconhecido pela ferrenha defesa do direito à vida

Dom José Ignacio Munilla, bispo da diocese de San Sebastián, capital da província espanhola de Guipúscoa, se manifestou no Twitter sobre o caso da menina recém-nascida que foi abandonada numa lixeira da cidade no dia 22 de outubro.

Querida mãe, embora não devesse ser assim, obrigado por dar à luz esta menina!”, escreveu ele, completando com a hashtag “#BienvenidaDonostiarra” (“Bem-vinda, Donostiarra“). “Donostiarra” é o adjetivo em idioma basco usado em referência às pessoas que nascem em San Sebastián, porque o nome da cidade nessa língua é Donostia.

A responsável pelas políticas sociais da província de Guipúscoa, Maite Peña, informou que a menina está “em perfeito estado de saúde” e passará a morar com uma família de acolhimento de urgência assim que receber alta hospitalar. Maite Peña considera “impossível compreender os motivos que podem levar alguns pais a agirem dessa forma tão cruel e desumana, ainda mais quando Guipúscoa conta com um sistema de proteção à criança que pode dar resposta imediata e de qualidade a situações como a que pode ter levado a este caso”.

Dom José Ignacio Munilla sempre foi um ferrenho defensor do direito à vida:

  • Em 18 de fevereiro deste ano, também pelo Twitter, ele postou palavras firmes do papa Francisco sobre o aborto: “O aborto não é um mal menor: é um crime. É descartar um para salvar o outro. É o que a máfia faz”.
  • Em março de 2014, o bispo tinha escrito uma carta pastoral enfatizando que “não se pode aceitar que, todo ano, haja 4000 abortos no País Basco. Que os preconceitos não nos impeçam de pensar, sentir e encarar o drama do aborto e promover um debate real, livre desses preconceitos (…) A causa da vida é pré-política e está acima de qualquer ideologia“.
  • Em março de 2013, ele tinha denunciado que o aborto é um “massacre de inocentes” e um “holocausto silencioso”. Como resposta a esse crime, o bispo renovou o chamamento a se dignificar a adoção, além de recordar às mulheres que pensam em abortar que a Cáritas tem o compromisso de ajudar as mães gestantes em situação de pobreza para garantir a proteção da vida.
  • Dom Munilla exorta as pessoas a adotarem crianças, recorrendo a frases célebres de Santa Teresa de Calcutá, como “Em vez de matá-lo, deem-no a mim” e “Enquanto houver aborto, não haverá paz no mundo”.

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Com informações da Rádio Vaticano

Fonte: ALETEIA BRASIL

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Porque ainda existe muita gente incrível neste mundo!

Essa é uma história de amizade verdadeira, que renova nossa esperança na humanidade. Com distrofia muscular, o norte americano Kevan Chandler contou com a boa vontade do próximo para realizar seu sonho de conhecer a Europa. Seus sete amigos criaram uma mochila adaptada que dispensa o uso da cadeira de rodas, e literalmente o levaram para o outro lado do mundo, carregando-o nas costas.

Pesando cerca de 29 kg, Kevan não utiliza as pernas e tem braços com movimentos limitados. Ele poderia ter ido até a Europa na companhia de sua cadeira de rodas, mas a experiência certamente não seria a mesma, afinal, existem lugares onde a acessibilidade já é difícil até mesmo para quem não tem nenhuma deficiência.

“Todos nós somos quebrados de uma forma ou de outra, e por isso todos nós precisamos que nossos fardos sejam sustentados e carregados uns aos outros, e a única maneira disso acontecer é se nos ajudarmos. Isso requer sacrifícios de si mesmos”, disse.

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Então os amigos se juntaram, arrecadaram £24,324 por meio de financiamento coletivo e adaptaram uma mochila para conseguir levar Kevan confortavelmente até os lugares mais incríveis, envolvendo escaladas e vistas deslumbrantes. A jornada europeia, feita ao lado de Ben Duvall, Tom Troyer e Philip Keller, incluiu França, Inglaterra e Irlanda.

“Enquanto a distrofia muscular do Kevan é uma camada de sua experiência, não é a essência de sua identidade. Eu espero que essa aventura empodere as pessoas a pensarem diferente sobre suas próprias limitações”, disse Troyer.

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As fotos e vídeos desta aventura servem de material para um livro e um filme que ele está produzindo. Mas os planos não param por aí. Agora os amigos desejam levar a mochila até outras pessoas com deficiência, para que elas possam viver as mesmas experiências através do projeto We Carry Kevan. Em setembro Kevan visitou Becker, um garoto refugiado de Damascus, na Síria, para conhecer sua história. E tantas outras já estão sendo inspiradas por eles.

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É, talvez essa não seja só uma história de amizade verdadeira. É sobre um “eu” que se tornou “nós”. Nós que formam um elo eterno de cumplicidade, solidariedade e sonhos realizados.

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Fotos: Divulgação/We Carry Kevan

Fonte: Razões para Acreditar

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Depoimento arrasador sobre a sensação de solidão de uma idosa ignorada pela família

Não sei que dia é hoje. Nesta casa não há calendários e, na minha memória, as datas estão todas emaranhadas. Eu me lembro daqueles calendários grandes, uns primores, ilustrados com imagens dos santos, que colocávamos ao lado da penteadeira.

Agora não há mais nada disso. Todas as casas antigas foram desaparecendo. E eu, eu também fui me apagando, sem que ninguém se desse conta.

Primeiro me trocaram de quarto, porque a família cresceu. Depois me passaram para outro menor ainda, acompanhada de uma das minhas bisnetas. Agora ocupo o quartinho das bugigangas, que fica no quintal. Prometeram trocar o vidro quebrado da janela, mas esqueceram, e, todas as noites, ele deixa passar um arzinho gelado que aumenta as minhas dores reumáticas.

Faz muito tempo que eu tinha intenção de escrever, mas passei semanas procurando uma caneta e, quando encontrava, eu mesma voltava a esquecer onde a tinha posto. Na minha idade as coisas se perdem facilmente: claro que é uma doença delas, das coisas, porque eu tenho certeza de que as tenho; são elas que sempre desaparecem.

Numa outra tarde, notei que a minha voz também tinha desaparecido. Quando eu falo com os meus netos ou com os meus filhos, eles não me respondem. Todos conversam sem me olhar, como se eu não estivesse com eles, escutando atenta o que eles dizem. Às vezes tento participar da conversa, certa de que vou dizer algo em que nenhum deles tinha pensado, e de que os meus conselhos vão ser bem úteis para eles. Mas eles não me ouvem, não me olham, não me respondem. Então, cheia de tristeza, eu me retiro para o meu quarto antes de terminar a xícara de café. E faço assim, de repente, para que eles entendam que estou chateada, para que se deem conta de que me ofenderam e venham me buscar e peçam desculpas… Mas não vem ninguém.

Outro dia lhes disse que, quando eu morresse, aí sim todos iam sentir a minha falta. O neto menor disse: “Ah, mas a senhora ainda está viva, vovó?”. Eles acharam tanta graça que não paravam de rir.

Três dias fiquei chorando no meu quarto, até que, certa manhã, entrou um dos rapazes para pegar uns pneus velhos e nem bom dia me deu. Foi então que eu percebi que sou invisível. Parei no meio da sala para ver se, atrapalhando, eles me olhavam, mas a minha filha continuou varrendo sem me tocar, e as crianças corriam ao meu redor, de um lado para o outro, sem tropeçar em mim.

Quando meu genro ficou doente, achei que era uma oportunidade para ser útil a ele. Levei um chá especial que eu mesma preparei. Coloquei-o na mesinha e me sentei para esperar que ele o tomasse, mas ele continuou vendo televisão e nenhum movimento me indicou que ele tinha sequer notado a minha presença. O chá foi esfriando pouco a pouco, e, junto com ele, o meu coração.

Numa sexta-feira, as crianças se alvoroçaram  e vieram me dizer que no dia seguinte íamos todos passar um dia no campo. Fiquei muito contente! Fazia tanto tempo que eu não saía, menos ainda para passear!

No sábado, fui a primeira a me levantar. Quis arrumar as minhas coisas com calma. Nós, velhos, demoramos muito para fazer qualquer coisa; então eu me adiantei para não atrasá-los. Eles entravam e saíam da casa correndo e levavam bolsas e brinquedos para o carro. Eu já estava pronta e, muito alegre, fiquei na sala esperando.

Quando arrancaram e o carro desapareceu, numa nuvem de barulho, eu entendi que não tinha sido convidada; talvez porque não coubesse no carro ou porque os meus passos tão lentos impediriam que todos eles andassem e corressem à vontade pelo bosque.

Senti o meu coração se apertar. O meu queixo tremia como quando a gente não aguenta mais engolir a vontade de chorar.

Vivo com a minha família e fico mais velha a cada dia, mas, coisa curiosa, não faço mais aniversário. Ninguém se lembra. Todos estão ocupados. Eu os entendo. Eles sim fazem coisas importantes. Eles riem, gritam, sonham, choram, se abraçam, se beijam. Eu nem sei mais como é o gosto de um beijo. Antes, os pequeninos me davam beijinhos e era um gosto enorme tê-los nos braços, como se fossem meus! Eu sentia a ternura da sua pele e a doçura da sua respiração bem perto de mim! A vida nova me invadia como um alento e até me dava vontade de cantar cantigas de berço que eu nem imaginava que ainda me lembrasse.

Mas, um dia, a minha neta Margarita, que acabava de ter seu bebê, disse que não era bom que os velhos beijassem os bebês por motivos de saúde. Eu não me aproximei mais, para não lhes passar algo ruim com as minhas imprudências. Tenho muito medo de contagiá-los!

Eu dou a todos eles a minha bênção e o meu perdão, porque, afinal, que culpa eles têm, coitados, de eu ter ficado invisível?

Tomara que no dia de amanhã, quando eles ficarem velhos, continuem tendo essa união entre eles e não sintam o frio nem as decepções.

Que tenham inteligência suficiente para aceitar que a vida deles não conta mais, como pedem de mim.

E Deus queira que eles não virem “velhos sentimentais que ainda querem chamar a atenção”.

E que os filhos deles não os façam se sentir como sombras, para que no dia de amanhã não tenham que morrer já estando mortos desde antes… como eu.

Texto original em espanhol por Silvia Castillejos

Fonte: ALETEIA BRASIL

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Uma incrível demonstração de amor de uma criança de apenas 10 anos

Um caso de pobreza em Portugal está mostrando as dificuldades econômicas de algumas pessoas, mas também um lado bem mais bonito. O gesto de amor de uma menina de dez anos não salva tudo, mas este aí até serve para matar a fome.

Maria Eduarda Cavaco contou como está passando mal e que, em muitas noites, seu jantar se resume a um copo de#Leite com chocolate, que a bisneta dá para ela. A menina deixou de tomar o seu leite na escola, para guardar e depois entregar para sua bisavó, que está vivendo em dificuldades sérias, no Algarve.

Um caso de pobreza em Portugal está mostrando as dificuldades econômicas de algumas pessoas, mas também um lado bem mais bonito. O gesto de amor de uma menina de dez anos não salva tudo, mas este aí até serve para matar a fome.

Maria Eduarda Cavaco contou como está passando mal e que, em muitas noites, seu jantar se resume a um copo de#Leite com chocolate, que a bisneta dá para ela. A menina deixou de tomar o seu leite na escola, para guardar e depois entregar para sua bisavó, que está vivendo em dificuldades sérias, no Algarve.

Mata fome a avó com leite escolar

Foto: Luís Costa

A #criança não está vivendo com essa bisavó, na mesma casa, mas sempre arranja uma forma para levar o seu leite, que deixou de beber na escola, só para ajudar Maria Eduarda, de 74 anos. A idosa falou sobre suas dificuldades, especialmente na alimentação. Na mesma casa, estão vivendo seis pessoas, e nenhuma está trabalhando. São apenas 700 euros para toda a família, em cada mês, mas quase tudo fica na farmácia, em remédios, uma vez que todos eles têm doenças proibitivas. Além de Maria Eduarda, na mesma casa estão vivendo mais dois filhos seus, uma delas, inválida, por doença, o marido da filha e dois netos. Entre eles, ninguém está trabalhando e o único dinheiro que entra nessa casa é o de ajudas para a idosa e para a filha doente, dinheiro esse que não está chegando para cobrir todos os gastos.

Maria Eduarda contou para o jornal Correio da Manhã que, para o almoço, ainda recebem ajudas, da Misericórdia, que estão oferecendo refeições para os cinco. No entanto, para o jantar, as ajudas não chegam e a idosa acaba passando fome. Vai valendo o leite com chocolate que a bisneta leva para ela, mas que não escondem as dificuldades que essa família está passando.

Para lá da falta de comida, a situação tem se agravado ultimamente. Maria Eduarda Cavaco diz que está se tornando cada vez mais difícil pagar as despesas da casa, como água, luz e renda. Televisão não tem e até a geladeira está quebrada, precisando ser consertada. Vivendo em cadeira de rodas, Maria Eduarda nem tem uma cama onde dormir, e acaba passando a noite, deitada no sofá.

Fonte: BLASTINGNEWS

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Era dela a foto devastadora em que o pai queria mostrar ao mundo a “verdadeira face do câncer”. Agora, “a minha princesinha tem asas de anjo e olha por nós e pelo seu irmãozinho caçula até o dia em que nos reuniremos de novo”

A comovente história da garotinha norte-americana Jessica Whelan conquistou recentemente as redes sociais graças a uma foto devastadora compartilhada por seu pai: a imagem, que pretendia chamar a atenção do mundo para a urgência de lutar contra a “verdadeira face do câncer”, retratava todo o sofrimento da menininha de apenas 4 anos, vítima de um agressivo neuroblastoma em quarto estágio.

A pequena lutadora que emocionou o mundo voltou agora a comovê-lo com uma notícia ao mesmo tempo dolorosa e, para quem tem fé, iluminadora: apesar de ter brigado bravamente pela vida, com toda a grandeza de que uma criança consegue ser capaz, Jessica foi chamada por Deus ao seu abraço eterno de Pai, após uma passagem breve e intensa por esta terra.

Na página do Facebook em que a família informava aos amigos sobre o tratamento da filha, Andy Whelan, seu pai, postou o tocante anúncio:

Sinto tristeza e alívio ao informá-los de que Jessica finalmente encontrou a paz, às 7 horas da manhã de hoje. Ela não vai mais sofrer, não vai mais sentir a dor das limitações físicas do seu corpinho. Agora, a minha princesinha tem asas de anjo e voou para brincar com seus amigos e entes queridos lá em cima. É de lá que ela vai olhar por nós e pelo seu irmãozinho caçula, até o dia em que nos reuniremos de novo“.

Emocionado, o pai também relata que teve o privilégio de se despedir abraçando-a, beijando-a e lhe dizendo, pela última vez nesta terra, o quanto a amava. Era este o conforto, considera Andy, de que Jessica precisava para partir em paz.

E ela partiu em paz: serena, tranquila, sem dor. O pai fez questão de agradecer a todos os que ofereceram apoio e solidariedade à menina e à família nessa dolorosa jornada e assinou com um desabafo emocionante: “De um papai de coração partido, da mais incrível e linda menininha”.

Milhares de amigos e desconhecidos manifestaram apoio a Andy e à sua família, agradecendo-lhes por terem compartilhado a sua história de amor, união e coragem.

Descanse em paz, pequena grande Jessica! E obrigado pela sua presença iluminadora neste mundo que passa!

Fonte: BEST OF WEB / ALETEIA BRASIL

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Se você quer ver na prática o que é o amor verdadeiro, leia isso

A moça na foto é Katie Kirkpatrick, no momento com 21 (vinte e um) anos de idade. Ela tem câncer e está em fase terminal.

Passa horas por dia recebendo tratamentos e medicação.

Ao lado dela seu noivo, Nick com 23 (vinte e três) anos de idade, esperando por ela até o fim em uma das muitas sessões de quimioterapia submetidas a ela.

A próxima foto foi tirada pouco antes da cerimônia de seu casamento realizada em 11 de janeiro de 2005, nos Estados Unidos da América (USA).

Apesar de toda a dor, fraqueza dos órgãos e as doses de morfina Katie cuidou de cada detalhe de seu casamento.

O vestido teve que ser ajustado várias vezes devido a sua perda de peso constante.

Um acessório inusitado e inevitável para o casamento foi o tubo de oxigênio que Katie fez uso durante toda a cerimônia e recepção.

O outro casal desta foto são os pais de Nick, felizes em ver o filho se casar com sua querida escolhida.

Katie, em sua cadeira de rodas com o tubo de oxigênio, se divertindo ao som de bela música cantada pelo marido e amigos.

Durante a festa Katie tinha que fazer intervalos de descanso, sendo que as dores não permitiam que ela ficasse de pé por longos períodos.

Katie morreu cinco dias após o seu casamento.

Vendo uma mulher tão fraca e doente se casar com este belo sorriso estampado no rosto nos faz pensar…

A felicidade é alcançável, não importa o quanto ela irá durar!

Devemos parar de tornar nossas vidas complicadas!

Ela não permitiu que a doença a dominasse!

Ela não mudou seu relacionamento com seu Deus, com sua família ou com seu marido!

Ela não deixou que a doença a impedisse de viver, que lhe tirasse a esperança ou fé que a fez acreditar que ela tinha um futuro!

Ela tinha um casamento lindo, tinha amor e deu amor, e o amor não morre!

E foi assim que Katie venceu o câncer!

FONTE: Duniverso

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O que esta declaração significa para a nossa sociedade

O apresentador brasileiro de televisão José Luiz Datena fez um desabafo ao vivo nesta quinta-feira, 17, ao afirmar em seu programa, no canal Band, que foi um “péssimo pai” para os seus cinco filhos: por causa do excessivo foco no trabalho, ele considera que foi “ausente e relapso“.

Eu fui um péssimo pai por força da profissão, porque tive que viajar a vida inteira, ganhava muito mal. Tive que viajar e ficava mais tempo fora do que dentro de casa. Então, eu fui muito relapso na educação dos meus filhos. Se eu não ajudasse na educação deles, eu estava completamente perdido“.

O apresentador considerou, por outro lado, que hoje é bem mais presente na vida da família:

A gente aprende muito com os erros dos filhos, que são nada mais do que a projeção dos [próprios] erros, dos seus ensinamentos. Agora eu aprendi muito com isso. Hoje eu me considero um pai muito legal”.

A autocrítica de Datena veio logo após uma reportagem sobre o assassinato de um jovem de 20 anos pelo próprio pai, em Goiânia.

José Luiz Datena é tido como polêmico devido a opiniões fortes sobre assuntos espinhosos ligados à criminalidade e ao tratamento dos criminosos pela lei brasileira. Com suas declarações, ele exerce uma influência bastante considerável na visão de mundo de milhões de telespectadores no país, em especial nas assim chamadas classes sociais médio-baixas.

O relevante deste episódio é precisamente isto: que uma personalidade midiática tenha levantado a importância da autocrítica por parte de pais e mães na sociedade atual, sempre às voltas com um turbilhão de afazeres e, portanto, correndo o permanente risco de descuidar, ainda que sem querer, a convivência, a amizade e a proximidade com a própria família, em especial com o cônjuge e com os filhos.

É oportuno e urgente, de fato, revisarmos as nossas prioridades e fazermos os ajustes necessários para cuidar de quem realmente importa na vida.

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A vida, tantas vezes, só pede um pouco mais de esperança!

Mike e Kerry Askin tiveram que tomar a decisão mais difícil de toda a sua vida: os órgãos de seu filhinho de 3 anos, Dylan, doente de câncer no pulmão, estavam começando a falhar gravemente quando os médicos propuseram algo que os deixou em estado de choque.

A decisão que estava nas mãos e no coração daqueles jovens pais era brutal: manter o pequeno Dylan vivo e sofrendo sem chances de cura ou dar adeus antecipadamente ao filho e autorizar o desligamento dos aparelhos.

Era muito claro que ele estava sofrendo. O nível de oxigênio tinha caído muito quando eles nos pediram para tomar a decisão de desligar os aparelhos”, conta Kerry.

Sem esperança, ela e o marido aceitaram aquela que parecia ser a única opção viável para o seu filhinho que tanto sofria: deixá-lo partir; deixá-lo, finalmente, descansar em paz.

Mas então aconteceu o inexplicável.

Minutos antes que os aparelhos fossem desligados, para completa surpresa dos médicos, o que tinha sido totalmente descartado se concretizou: de modo repentino, Dylan recobrou os sentidos e os movimentos, enquanto um médico retornava com os resultados de um exame de sangue do menino. Os seus órgãos não estavam mais falhando.

A saúde do pequeno começou a se estabilizar e melhorar progressivamente a ponto de Dylan ser hoje uma criança tão cheia de vida quanto qualquer outra, amada e sempre cercada pelos pais – pais amorosos e esforçados, que, num momento de desespero diante do sofrimento do filho, tinham estado a ponto de perdê-lo por causa da pressão de uma cultura cada vez mais incapaz de lutar pela vida com toda a força da esperança.

E a vida, tantas vezes, só pede um pouco mais de esperança!

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A partir de Best of Web

A fé que professamos faz parte de quem somos e não pode ficar escondida

Será que alguma vez nós paramos para pensar em quantas vezes por dia o nosso pensamento e as nossas ações como católicos são influenciados pela preocupação equivocada com o que os outros acham de nós?

Durante o dia, quantas vezes perdemos oportunidades de defender a Cristo ou de partilhar a nossa fé? Por exemplo, na conversa que evitamos com um colega de trabalho que está perturbado… Na nossa recusa a fazer publicamente o sinal da cruz e a rezar antes das nossas refeições… Na nossa relutância em contestar alguém que está atacando a Igreja…

E quanto àquela pessoa que guarda uma silenciosa curiosidade sobre a fé católica e só está esperando um convite para assistir à missa conosco? Será que paramos para pensar que o empurrãozinho que falta para ela se aproximar de Deus poderia depender apenas do nosso exemplo de fé praticada?

Muitas vezes, uma preocupação inoportuna com as possíveis opiniões negativas dos outros nos impede de abraçar as nossas responsabilidades de fé. No entanto, é claro como a luz do dia que Jesus espera que nós compartilhemos abertamente a nossa fé e o reconheçamos diante dos outros: “Todo aquele que me confessar diante dos outros, eu o confessarei diante do meu Pai que está no céu. Mas todo aquele que me negar diante dos homens, eu o negarei diante do meu Pai que está no céu” (Mt 10, 32-33).

De Jesus, aprendemos que ser católicos corajosos e fiéis no ambiente de trabalho e em público não é algo a esconder ou de que se envergonhar. Cristo é o nosso maior exemplo de pessoa que não se deixa levar pela opinião dos outros. Ele sempre ensinou a verdade, independentemente de quem o ouvia ou de onde Ele estava.

Seus próprios inimigos reconheceram este aspecto do testemunho de Cristo: “Mestre, sabemos que és um homem sincero e que ensinas o caminho de Deus de acordo com a verdade. E não te preocupas com a opinião de ninguém, porque não levas em consideração a condição das pessoas” (Mt 22,16).

O escritor de espiritualidade Francis Fernandez, em seu livro “Conversando com Deus”, faz a seguinte observação sobre a corajosa partilha da verdade: “Cristo pede que os Seus discípulos o imitem nesta prática. Os cristãos devem promover e defender o seu bem merecido prestígio profissional, moral e social, uma vez que ele pertence à essência da dignidade humana. Esse prestígio também é um componente importante do nosso apostolado pessoal. No entanto, não devemos nos esquecer de que a nossa conduta enfrentará a barreira daqueles que se opõem abertamente à moral cristã e daqueles que praticam uma versão diluída de sua fé. É possível que o Senhor nos peça o sacrifício do nosso bom nome e até mesmo da nossa vida. Com a ajuda de Sua graça, lutaremos para fazer a Sua vontade. Tudo o que temos pertence ao Senhor”.

Fernandez prossegue dizendo que, em situações difíceis, não devemos ceder à tentação do caminho mais fácil, pois ele pode nos levar para longe de Deus. O que devemos fazer é tomar a decisão que fortalece a nossa fé. O nosso jeito de agir nas situações difíceis (assim como em qualquer momento ao longo de cada dia) reflete o tipo de cristãos que somos de verdade. Não tomar partido por Cristo, não partilhar abertamente as nossas crenças verdadeiras, pode ser um dos maiores obstáculos para crescermos na fé (e também para o crescimento de quem está ao nosso redor e vê o nosso exemplo).

É bem provável que você se preocupe com o que os outros pensam, já que esta parece ser uma tendência natural do ser humano. Todos nós queremos ser amados, respeitados e incluídos. O fato é que não podemos separar o nosso ser espiritual do nosso ser físico.

A fé que professamos faz parte de quem somos e não pode ser escondida. Um dos erros mais graves do nosso tempo é a dicotomia entre a fé que muitos professam e a prática da sua vida diária. O cristão que dribla os seus deveres para com o próximo negligencia o próprio Deus e põe em perigo a sua salvação eterna (cf. Gaudium et Spes).

Quanto mais formos capazes de professar a nossa fé, mais fácil será praticar as ações da fé. Por isso, proponho cinco pensamentos sobre como superar o medo do que os outros pensam de nós, a fim de sermos mais corajosos e transmitirmos um bom exemplo da nossa fé católica:

1. Atrava-se a pedir: “Mostre-me o manual”.
Já ouvi muitas pessoas dizerem que a manifestação da nossa fé católica no local de trabalho pode ir “contra as políticas da empresa”. Você realmente chegou a ver alguma regra escrita proibindo fazer o sinal da cruz, rezar antes das refeições em silêncio e no seu próprio lugar ou ir à missa no horário de almoço? Será que grande parte dos nossos medos não se baseia na falsa impressão de uma possível perseguição, em vez de se basear na realidade? Por que não exercemos o nosso direito de viver a nossa vida de acordo com a nossa fé? Se fizermos isso, de maneira respeitosa e sensata, não vamos apenas achar o trabalho mais agradável, como também podemos inspirar os outros a fazer o mesmo.

2. Dê testemunho com o seu exemplo pessoal e transmita a luz de Cristo aos outros.
Pense na sua própria jornada de fé, no caminho que você trilhou até chegar aqui, em como você vive a fé no dia-a-dia, na importância que a fé tem na sua vida quando você se dirige ao trabalho. Pense no exemplo que podemos dar aos outros e na alegria inspirada por Cristo que podemos irradiar ao nosso redor. Deixe os outros verem Jesus agindo em você: este é um testemunho poderoso, que vai atrair aqueles que desejam a mesma graça que nós recebemos em nossa vida. Estamos sempre sendo observados por alguém. Será que as nossas ações vão inspirá-los ou decepcioná-los? “Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo. Uma cidade situada sobre uma montanha não pode ficar escondida. Brilhe assim, igualmente, a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai celeste” (Mt 5, 13-14;16). Vamos pensar sobre as nossas ações e em como elas podem inspirar os outros a viver com tanta fé quanto nós tentamos viver. Mas com cuidado: não queremos que as nossas ações sejam egoístas. Amemos do jeito que Jesus nos ensina; assim, os outros vão seguir este exemplo.

3. Compartilhe um pouco de você mesmo.
A transparência convida à transparência. Não podemos esperar que alguém se abra para nós se não estivermos dispostos a fazer o mesmo. A nossa jornada de fé é uma bênção para ser compartilhada. O testemunho que damos pode ter uma profunda influência nas pessoas. “Estai sempre prontos a responder a todo aquele que vos pedir a razão da vossa esperança, mas fazei-o com mansidão e respeito, mantendo a vossa consciência limpa, de modo que, quando fordes difamados, aqueles que difamam a vossa boa conduta em Cristo possam envergonhar-se” (cf. 1 Pd 3, 15-16). Podemos ficar ansiosos para partilhar a nossa fé com os outros, mas devemos fazê-lo com suavidade e com amor gentil.

4. Decida: ou a eternidade com Deus ou o aplauso fugaz dos outros agora.
O céu é o nosso destino final, e não a terra. Será que aqueles que nos criticam vão nos ajudar a chegar ao céu? Será que eles vão nos estender a mão nas horas difíceis? Ou é mais provável que eles nos puxem para uma vida laica sem muito espaço para Deus e na qual o materialismo e a “popularidade” são os deuses de todos os dias? Francis Fernandez escreveu que superar o “medo do que vão dizer” faz parte da virtude da fortaleza. Entre os desafios do cristão, ele cita os de suportar fofocas e calúnias, zombaria, discriminação no trabalho, perda de oportunidades econômicas e de amizades superficiais. Nestas circunstâncias desconfortáveis, pode ser tentador tomar o caminho mais fácil e ceder. Assim, evitaríamos a rejeição, a incompreensão e o ridículo. Podemos ficar preocupados com a ideia de perder os amigos, de que as pessoas nos “fechem as portas”. Essa tentação nos leva a esconder a nossa verdadeira identidade e a abandonar o nosso compromisso de viver como discípulos de Cristo. Fazer o que é certo nem sempre é fácil, mas, no longo prazo, é com certeza o mais benéfico. Por que não escolher o céu?

5. Seja coerente e viva uma vida católica coesa.
A nossa fé vai conosco para o trabalho, para os encontros com os amigos, para os jogos de futebol? Ou será que só praticamos a fé católica na missa de domingo? É fácil se sujeitar às expectativas laicas, mas é difícil demonstrar em público o nosso amor por Jesus, viver as bem-aventuranças, evangelizar e levar uma vida plenamente integrada, coesa.

Eu sempre achei inspiração sobre este assunto na sabedoria da exortação apostólica “Christifideles Laici”, do papa João Paulo II: “O objetivo fundamental da formação dos fiéis leigos é a descoberta cada vez mais clara da própria vocação e a disponibilidade cada vez maior para vivê-la de forma a cumprir a sua missão. Os fiéis leigos são chamados por Deus para que, liderados pelo espírito do Evangelho, possam contribuir a fim de santificar o mundo a partir de dentro, como o fermento, no cumprimento das suas próprias tarefas específicas. Assim, em particular neste modo de vida resplandecente de fé, esperança e caridade, eles podem manifestar Cristo aos outros”.

Nós não vamos conseguir fazer isto sozinhos e, portanto, precisamos pedir a orientação do Espírito Santo. Vai ser difícil muitas vezes e vai exigir sacrifício, mas viver no amor de Deus todos os minutos de cada dia é muito mais gratificante do que receber a instável aprovação dos outros.

E se é difícil, quer dizer que é necessário sacrifício da nossa parte. O sacrifício consiste simplesmente em amar a Cristo mais do que amamos as opiniões das pessoas que nos rodeiam.

Rezemos uns pelos outros e continuemos pedindo que Jesus nos dê a força e o discernimento para conhecermos e seguirmos a Sua vontade.

Será que amanhã vamos ter a coragem de ser luz de Cristo para as pessoas que vivem ao nosso redor?