Testemunhos

Na luta contra o câncer, Renata destaca a entrega de sua enfermidade a Deus

Nesse duro caminho de luta contra essa enfermidade, posso dizer que não sou mais a mesma.

Meu nome é Renata Vasconcelos Leal, tenho 38 anos e há 19 sou missionária na Comunidade Canção Nova. Assim como você, que está lendo este artigo, quando começamos um ano gostamos de fazer alguns planos. Comigo e com meu marido não foi diferente.

Durante a Santa Missa, na passagem de 2012 para 2013, nos abraçamos e consagramos nosso ano novo a Deus. Em abril de 2013, descobri que estava com câncer de mama. E você poderia me perguntar: “Mas vocês não consagraram o ano a Deus?” E eu lhe respondo: “Sim, e Ele levou isso a sério; estamos seguindo Seus passos”. Nesse caminho, percebi que, todas as marcas que trazia no meu corpo, Jesus já as tinha e faz tempo.

Certamente, a sua dor Ele também já tomou para Si; pena que, dificilmente, acreditamos nisso. Nesse duro caminho de luta contra essa enfermidade, posso dizer que não sou mais a mesma, também posso afirmar que não projetei morrer cedo. E, mesmo com a notícia de que fiquei curada ao fim do tratamento, essa trajetória me fez perder o medo de morrer, porque entendi que essa deve ser uma boa notícia para quem crê: finalmente, vou me encontrar com Aquele que tomou para Si minhas dores, a fim de me dar o Paraíso.

Atenção, mulheres!

Agora, quero me dirigir a você que é mulher: cuide-se! Faça o autoexame e, se descobrir algo, corra contra o tempo, mas nunca tenha medo de nada! Porque o Senhor está com você. E você, que está passando por isso, já passou ou conhece alguém nessa situação, reflita comigo: Ao olharmos para tantas mulheres desfiguradas pelo câncer, essa doença silenciosa e dolorosa, será que não é providencial o Dia de Nossa Senhora Aparecida ser comemorado em outubro pela Igreja? Mês Rosa em todo o mundo, mês de combate ao câncer de mama.

Creio que a Virgem Maria sabe o que é ter um pedaço de si esmagado, sua alma foi transpassada de dor ao ver o Filho morrer na cruz. Além disso, Maria já apareceu e continua aparecendo para a humanidade de tantas formas, no entanto, a essência dela não muda. Não estaria Nossa Senhora querendo dizer a tantas outras Marias que, independentemente com qual imagem você apareça, a essência de ser mulher não mudará jamais. Com esse gesto, ela poderia querer nos dizer também que podemos nos revestir de diversas maneiras, mas nunca como derrotadas. Portanto, mulheres: levantemos a cabeça, com cabelo ou não, e mostremos a força de Maria em nós. Certamente, neste mês de outubro, a Santíssima Virgem está vestida de rosa e gostaria de dizer a cada uma de nós: “Que a mulher, segundo os desígnios de Deus, está diante da cruz, sempre em pé.”

Renata Vasconcelos Leal
Missionária da Comunidade Canção Nova

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

Roma, 10 Out. 17 / 05:30 pm (ACI).- Patrick Canac, um empresário francês de sucesso, foi batizado, mas, como muitas pessoas, com o passar dos anos afastou-se da Igreja. Entretanto, há pouco mais de um ano, viu como a sua vida deu uma volta de 180 graus: voltou para a Igreja e doou uma grande quantidade de dinheiro para a construção de um novo seminário no seu país.

Mas, qual é o motivo da sua volta à fé? O testemunho do Pe. Jacques Hamel, sacerdote assassinado em agosto de 2016 por dois jihadistas do ISIS enquanto celebrava a Missa em uma pequena cidade francesa.

“Eu fui educado na fé cristã. Recebi o batismo e todos os sacramentos de iniciação cristã, mas depois eu me afastei da prática religiosa por muito tempo”, explicou o empresário ao Grupo ACI durante uma visita a Roma.

“No ano passado, fiquei impressionado com o assassinato do Pe. Jacques Hamel em uma igreja em Rouen”. “O terror presente nesta igreja me recordou os tempos mais escuros da nossa civilização”, confessou.

Apesar de estar afastado da fé, reconhece que naquele momento pensou que todos “nós temos raízes judaico-cristãs” que “devem ser defendidas e salvas”.

“A minha reação foi imediata, foi um reflexo, como se tivessem assassinado o meu irmão. Que hoje seja possível entrar em uma igreja e matar o celebrante é algo terrível, é um horror, é o diabo que entra em uma igreja”.

“Eu reagi sem pensar. Os mesmos problemas existem no Oriente Médio, onde os cristãos são assassinados. E dentro de mim, reagi dizendo: ‘Eu sou cristão e eu tenho que fazer alguma coisa, colocar a disposição as minhas capacidades’”.

De fato, Patrick doou uma grande quantidade de dinheiro para construir o novo seminário Redemptoris Mater, em Avignon, na França. Aos poucos, o projeto começou a se tornar realidade e o Papa Francisco abençoou a primeira pedra do prédio na Audiência Geral de 4 de setembro, na Praça de São Pedro.

“Acho que é importante que nossos países ocidentais – obviamente a França – sejam evangelizados, que as pessoas sejam encorajadas a aproximar-se novamente da Igreja, porque a Igreja é o berço da nossa evangelização”.

“Penso nos primeiros cristãos, que foram pioneiros, estes missionários e mártires que anunciaram o Evangelho em todo o mundo. E essa é a razão pela qual eu coloquei a disposição as minhas habilidades nos negócios, a fim de ajudar este projeto de construção do seminário Redemptoris Mater, em Avignon”.

O empresário sublinha que “trata-se de um projeto de formação de missionários, um projeto moderno, internacional, ecumênico, aberto ao mundo. Permite a formação de sacerdotes que irão à missão para evangelizar”.

“É um projeto de formação de missionários, de presbíteros que evangelizarão pessoas como eu para que possam voltar para a Igreja”, destacou novamente.

Além disso, considera que “é importante na situação atual da França, que está ameaçada”. “Depois do assassinato do Pe. Hamel, sinto que a nossa civilização judaico-cristã está sendo ameaçada. Tudo o que contribui na formação das pessoas que anunciarão o Evangelho, uma palavra cristã de paz e de amor deve ser ajudado”, reconheceu.

Também não pode esquecer que foi o próprio Papa Francisco que autorizou o início do processo de beatificação do sacerdote assassinado sem ter que esperar 5 anos após sua morte.

“Concordo totalmente com a proposta do Papa Francisco. O Pe. Hamel é um mártir. O que eu conheci a respeito do seu comportamento antes de ser assassinado é que ele é um verdadeiro cristão, digno de um mártir. Ele tentou convencer os seus assassinos de que estavam fazendo o mal. A sua atitude foi extraordinária e exemplar para todos, cristãos e não cristãos”, sublinhou visivelmente emocionado.

Fonte: http://www.acidigital.com/

US writer and motivational speaker Lizzie Velasquez delivers a speech during a conference at the National Auditorium in Mexico city, on September 5, 2014 in the framework of Telmex foundation's "Mexico Siglo XXI" forum, owned by Mexican tycoon Carlos Slim. AFP PHOTO/RONALDO SCHEMIDT (Photo credit should read RONALDO SCHEMIDT/AFP/Getty Images)

Ela descobriu esse “apelido” ao ver a própria face num vídeo do YouTube. Mas o apelido não é só cruel: é essencialmente falso.

que você faria se estivesse navegando na internet e achasse um vídeo chamado “A mulher mais feia do mundo”, com 4 milhões de visualizações, e percebesse que o rosto exibido nele é o seu próprio?

Você choraria? Eu choraria.

Você leria todos e cada um dos milhares de comentários execráveis, alguns dos quais recomendando que você se matasse para fazer um favor ao mundo? Eu leria.

Você se deixaria abalar dolorosamente e cairia em desespero? Eu, provavelmente, sim.

Ou será que você escolheria um caminho diferente e mais corajoso?

Será que você transformaria esse momento traumático no impulso para levantar a voz incansavelmente contra o assédio covarde, para questionar os nossos frívolos padrões de beleza e para testemunhar o que significa ser essencialmente uma pessoa bela?

Lizzie Velasquez escolheu este outro caminho.

Ela nasceu quatro semanas antes do previsto e os médicos ficaram tão impactados com a sua aparência que primeiro levaram uma fotografia Polaroid aos seus pais a fim de prepará-los para verem a própria filha. Mas os pais não quiseram a foto: eles queriam a sua bebê e exigiram que os médicos a levassem imediatamente até eles.

O diagnóstico de Lizzie é de síndrome progeroide neonatal, um transtorno genético que lhe dificulta ganhar peso e que a deixou cega do olho direito e com visão limitada no esquerdo. Lizzie cresceu no Texas sabendo que o seu aspecto era diferente do das outras crianças, mas também consciente de que o profundo amor dos pais e das irmãs por ela lhe assentava os alicerces da confiança e da segurança pessoal.

Foi essa confiança alicerçada no amor de seus pais o que a salvou naquele dia em que ela encontrou a própria imagem no vídeo do YouTube chamado “A mulher mais feia do mundo”, quando tinha 17 anos.

Depois de ler todos os comentários, procurando desesperadamente uma pessoa que a defendesse, foi buscar a mãe na sala de estar.

“Se aquele vídeo tinha me machucado tanto, eu não conseguia imaginar o quanto ele iria machucar a minha mãe. E acredito que, naquele momento, se acendeu para mim uma luz: eu não estava disposta a ficar ali sentada e deixar que aquelas palavras fossem a definição de quem eu sou”.

Um ano mais tarde, o diretor da sua escola pediu a Lizzie para fazer um discurso aos alunos do instituto. O diretor lhe garantiu com antecedência que haveria professores por perto para acalmar os estudantes se eles se alvoroçassem. Não precisou: na metade do discurso, quando Lizzie levantou o olhar para o auditório, seus companheiros estavam todos em absoluto silêncio e totalmente concentrados nela. Alguns até começaram a chorar. Naquele momento, Lizzie sentiu que a “barreira de ser diferente” desaparecia e que todos eram apenas “um grupo de pessoas”.

A experiência foi um ponto de virada para ela, que, desde então, se tornou conferencista motivacional e uma ardente defensora do respeito a todos e do fim do assédio. Foi palestrante no Tedx Talks, escreveu livros e tem seu próprio canal no YouTube. Durante toda a vida, Lizzie confiou na sua fé católica para superar os momentos mais escuros.

“Foi a minha rocha esse tempo todo. Basta dedicar um tempo sozinha a rezar e falar com Deus para saber que Ele está aqui para mim”.

Demonstrando que a verdadeira beleza só pode ser vista pelos olhos da alma, Lizzie também declarou:

“Deus me abençoou com a maior bênção da minha vida, que é a minha síndrome”.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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A poucos dias a festa de Nossa Senhora Aparecida e da comemoração dos 300 anos do encontro da imagem da Padroeira do Brasil, Pe. Reginaldo Manzotti revelou ser “um milagre” da Virgem.

“Sou fruto e testemunha viva do poder intercessor de Nossa Senhora Aparecida”, afirmou em um recente artigo o sacerdote fundador da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

“Sou o milagre vivo de uma oração de minha mãe, que, ao me ver nascer sufocado pelo cordão umbilical, após ter sido batizado às pressas, fui consagrado à Nossa Senhora Aparecida”.

O sacerdote contou levar em sua alma “eterna gratidão”: “nos lábios, os louvores; e no meu segundo nome, a marca daquela que intercedeu a Jesus e salvou minha vida: meu nome de batismo é Reginaldo Aparecido Manzotti”, contou.

Pe. Reginaldo recordou que anualmente, “cerca de 12 de milhões de romeiros visitam Aparecida”, muitos percorrendo centenas de quilômetros, “para agradecer por uma graça alcançada, para rezar e debruçar-se sob Maria”.

Lembrou ainda que, em 2015, pôde acompanhar de perto esta devoção, com as histórias de superação de grupos que caminham pela Via Dutra rumo ao Santuário.

“Todos têm uma motivação própria para suportar o clima, o cansaço, os perigos (sim, existem muitos assaltos na rodovia!), mas o objetivo de agradecer a Nossa Senhora é muito maior”, acrescentou.

De modo concreto, o padre lembrou um senhor chamado Toninho, líder de um grupo com mais de 100 integrantes que saem todos os anos de São Paulo e demoram cinco dias para chegar ao Santuário de Aparecida.

O sacerdote também se inclui entre os milhões de romeiros que peregrinam ao Santuário anualmente.

“Poucos sabem, mas todos os anos visito o Santuário Nacional para agradecer à Nossa Senhora. Agradeço pela minha vida, pela minha família, pelo meu sacerdócio, mas principalmente por todos os testemunhos que recebo diariamente de curas, de gestações, de entendimentos, de discernimentos, por fim, pelas graças de Nossa Senhora na vida de todos”, contou.

Outra forma de agradecer à Virgem encontrada pelo sacerdote, além dessas peregrinações, concretizou-se em 2013, quando, segundo ele, “Deus me deu a graça de homenagear nossa Mãe com uma composição”.

“A música ‘Proteja-me, oh! Mãe’ é uma oração em forma de música, para que todos possam clamar por Nossa Senhora e, ao mesmo tempo, agradecer a sua proteção”, indicou.

Esta não foi a primeira vez que Pe. Reginaldo Manzotti expressou sua devoção à Mãe Aparecida. Em seus shows e ao final de algumas Missas, costuma cantar a canção “Dai-nos a bênção”, com a qual os brasileiros pedem a proteção de sua padroeira.

Ainda neste ano, ao assinalar o mês vocacional em agosto, contou no artigo intitulado ‘Eis-me aqui, faça-se’ que “não há um momento da minha vida que eu não consiga enxergar Nossa Senhora me protegendo e amparando”.

“E não consigo compreender como em alguns momentos alguém pode duvidar da intercessão de Nossa Senhora. Nós temos uma Mãe, não somos órfãos e, se uma mãe aqui da Terra tira da boca para dar a seus filhos, imaginem Nossa Senhora, que é toda santa, pura, imaculada e repleta de amor”, acrescentou.

Fonte: http://www.comshalom.org/

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Desde o início do cristianismo, a Igreja encontrou na Mãe de Deus um modelo a seguir, ressaltando sempre suas virtudes. A seguir, apresentamos 15 frases de santos conhecidos sobre a Virgem Maria:

1. Santo Agostinho de Hipona, Padre e Doutor da Igreja

“Maria era bem-aventurada porque antes de dar à luz o Mestre na carne, o levou no seio”.

2. Santo Agostinho de Hipona

“Maria era feliz porque ouviu a palavra de Deus e a pôs em prática; guardou mais a verdade de Cristo na sua mente do que o corpo de Cristo no seu seio”.

3. Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja e padroeiro dos confessores e moralistas

“Maria é aquela torre de Davi, de que fala o Espírito Santo nos sagrados Cânticos: ‘Ao redor dela se elevam fortalezas; ali se veem suspensos mil escudos e todas as armas dos valentes’ (Ct 4,4). Vós sois, portanto, Virgem Santíssima – como diz Santo Inácio Mártir – ‘um escudo inexpugnável para aqueles que andam empenhados no combate’”.

4. São Bernardo de Claraval, Doutor da Igreja e conhecido por seu amor à Virgem Maria

“Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria”.

5. São Bernardo, também compositor de muitas orações marianas

“Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás, se Ela te é favorável, alcançarás o fim”.

6. São Francisco de Assis, fundador dos Franciscanos e devoto da Virgem

“Salve ó Senhora Santa, Rainha Santíssima, Mãe de Deus, ó Maria… Em vós residiu e reside toda plenitude da graça e todo o bem”.

7. Santo Irineu, Padre da Igreja dos primeiros séculos que combateu heresias

“O nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria. O que uma fez por incredulidade o desfez a outra pela fé”.

8. São Luís Maria Grignion de Montfort, autor de vários livros marianos, entre eles o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”

“Sou todo teu, Maria, e tudo o que é meu te pertence”.

9. São Luís Maria Grignion de Montfort

“A quem Deus quer fazer muito santo, o faz muito devoto da Virgem Maria”.

10. São João Bosco, grande propagador da devoção a Maria Auxiliadora

“Um sustentáculo grande para vós, uma arma poderosa contra as insídias do demônio, tendes na devoção à Maria Santíssima”.

11. Santa Teresa de Jesus, mística e Doutora de Igreja

“Grande coisa é o que agrada a Nosso Senhor qualquer serviço que se faça à sua Mãe”.

12. Santa Teresa de Lisieux, Doutora da Igreja e Padroeira das missões

“Com a prática fiel das virtudes mais humildes e simples, tornaste, minha Mãe, visível a todos o caminho reto do Céu”.

13. Santa Teresa dos Andes, carmelita descalça latino-americana

“Maria, és a Mãe do Universo. Quem não se anima ao ver-te tão pura, tão terna, tão compassiva, a revelar seus íntimos tormentos? Se é pecador, tuas carícias o enternecem. Se é teu fiel devoto, somente tua presença acende a chama viva do amor divino”.

14. São João Paulo II, o Papa das famílias

“Nos deste a Tua Mãe como nossa, para que nos ensine a meditar e adorar no coração. Ela, recebendo a Palavra e colocando-a em prática, fez-se a mais perfeita Mãe”.

15. São João Paulo II, o Papa peregrino

“Dai-nos vossos olhos, ó Maria, para decifrar o mistério que se esconde nos frágeis membros do Filho. Ensinai-nos a reconhecer a sua face nas crianças de toda raça e cultura”. (Fonte: ACIDigital)

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Para estes dias em que parece que Deus não nos, vê, não nos ouve, nem nos ama

Eu cresci pensando que um relacionamento com Deus era uma transação: eu dava a Deus quantidades mínimas de meu tempo e oração, e, em troca, esperava ganhar algo Dele. Eu supunha que eu receberia um sentimento, uma palavra, uma visão. Não ajudei o Ministério da Juventude a colocar uma ênfase muito grande no fato de que a desolação espiritual não era normal, e que você poderia obter algo de Deus, caso tentasse.

Durante todo o meu período escolar, me senti ignorada por Deus. “Eu devo ser muito pecaminosa”, pensava. Olhava ao redor e todos tinham uma história para contar, uma revelação para compartilhar. Eu não conseguia me relacionar. As palavras “ateia” e “agnóstica” vinham sempre em minha mente. Elas pareciam tão estranhas, mas tão gratificantes… “Deus, se você está lá fora, pegue isso!” – eu dizia. “Isso O mostrará! Eu não preciso de Você”, completava.

Isso foi há mais ou menos 3 anos. De lá para cá, eu descobri minha fé. No entanto, eu ainda sofro imensamente daquele sentimento de que Deus não me vê, não me ouve, nem me ama completamente.

Por isso, aqui estão algumas dicas que eu usei para me ajudar a passar por uma das mais dolorosas experiências espirituais: a desolação.

  1. Inspire-se em Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa é conhecida por sua experiência de desolação espiritual. “Estou convencida”, dizia ela, “que um momento é suficiente para resgatar toda uma existência miserável, uma existência, talvez, considerada inútil.”  Na pequena experiência que ela teve com o sentimento da presença de Deus, ela sabia que o que ela tinha recebido era uma graça, e que era real. Ela nos mostra que devemos encarar o amor de Deus como um dom que vale toda uma vida de miséria. Ela olhou para trás e viu como Deus tinha trabalhado em sua vida, e que Ele a alimentou e empurrou-a para a frente durante seus anos de desolação.

Vamos, assim como Madre Teresa, valorizar as vezes que nos encontramos intimamente com Cristo, e ,ao invés de desejar mais, agradecer a Deus pelo que Ele já nos concedeu. Depois disso, vamos avançar para estender o reino de Deus aqui na terra.

  1. Adoração e oração

Recentemente, eu tive uma experiência de adoração que eu nunca mais vou esquecer. Depois de conversar com uma freira dominicana sobre minha desolação espiritual, eu fui para a adoração para pegar alguns conselhos dela. Ela me disse para tentar apenas repousar na santa presença de Deus, ao invés de tentar compreender alguma coisa sobre Ele.

Então, eu entro em adoração e fico aos pés de Jesus. Como uma comporta aberta, uma oração começa a correr para fora de mim. “Deus, estou cansada. Eu venho aqui toda vez procurando, tentando entender e alcançar algo. Eu nem sei o que estou procurando. Estou esgotada. Eu acho que eu só quero ter a certeza de que, como todo o mundo me disse, Você me ama. É cansativo, Senhor. Eu estou exausta! Eu te dou isso. Eu não quero mais isso. Tire isso de mim. Deixe que Você seja o suficiente para mim. Deixe-me descansar em Você, e venha sem expectativas de que eu vou sair dessa.”

Eu, finalmente, me senti livre – não da desolação, mas do estresse de tentar resistir constantemente a isso. Agora, eu me sinto livre para estar neste estado de desolação. Eu me sinto livre para deixar a vergonha na porta. Eu me sinto livre para parar de me agarrar na minha alma desolada, tentando sair.

Tire um tempo para estar diante Dele e para entregar a Ele suas inseguranças provocadas pela desolação. Isso vai deixar você mais livre do que você imagina.

  1.  Entenda isso como uma dádiva

Santo Inácio, em suas “Regras para o Discernimento dos Espíritos”, primeiro diz que se não estivermos tentando fazer as coisas funcionarem com Deus, elas não vão funcionar. Mais importante, porém, ele diz que a desolação pode ser permitida por Deus para ver até aonde iremos na fé, para levarmos louvor e glória até Ele. Em terceiro lugar, ele diz que pode ser uma maneira de nos fazer ver a consolação como um verdadeiro dom que só Deus pode dar. Ao dizer que a consolação é um dom, Inácio compreendeu que a desolação é algo crucial para o reconhecimento da nossa consolação não como um prêmio ou algo que ganhamos ou recebemos cada vez que chegamos à oração, mas sim um dom flagrante de Deus. Assim, a desolação se torna um presente para nos dar a realização.

Sim, é fácil “desistir”. É fácil ter ciúme. Mas é difícil perseverar e dar a Deus tudo o que temos, mesmo que sintamos que não estamos necessariamente recebendo tudo o que pensamos que precisamos. É difícil pegar a nossa Bíblia e dizer: “Deus, eu te concedo este tempo, porque quero avançar o teu reino, não importa em que condição estão o meu coração e a minha alma. ”

Todos nós sofremos. Todos nós temos uma cruz a carregar, não importa se grande ou pequena. Por que não aceitar a cruz como oportunidade de santificação? Uma oportunidade para mostrar a Deus que Ele vale a nossa luta, a nossa dor e a nossa constante perseverança?

Portanto, vamos ser como a Madre Teresa, e tantos outros santos homens e mulheres, que lutam pela santidade quando é mais difícil lutar. Quando é mais difícil orar. E quando é mais difícil levantar os olhos para aquele que nos ama.

Deus, faça-nos santos através disso.

Fonte: ALETEIA EUA

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Separar sua vida espiritual da sua vida profissional pode fazer você sentir como duas pessoas diferentes

Era Quarta-feira de Cinzas quando enfrentei o dilema. Eu queria receber as cinzas para marcar o início da Quaresma, mas simplesmente não poderia fazê-lo. Estava muito envergonhada.

O pensamento de aparecer para trabalhar com uma grande mancha preta na minha testa me fez suar frio. O que os colegas de trabalho achariam? Será que eles me perguntariam sobre isso? Será que as pessoas olhariam para mim nas reuniões? Será que elas pensariam que eu era muito devota?

Não me interpretem mal: não tenho vergonha da minha fé. Mas não quero ser o centro das atenções. Estou com medo de ofender alguém, ou deixar os colegas de trabalho desconfortáveis mostrando minha fé.

Então, eu não fiz. Não fui à igreja e não ouvi o padre dizer “pois tu és pó e ao pó tornarás” (Gn 3,19), enquanto passava cinzas na minha testa. Perdi um importante ritual da minha fé porque estava com medo.

Frequentemente luto com o quanto deixo minha fé aparecer no trabalho – ou se deveria deixá-la aparecer em tudo.

Tenho lidado com diferentes formas desta luta desde a infância – na escola ou em outros ambientes sociais. Cresci em uma Igreja Batista fundamentalista onde tinha que testemunhar e participar de visitas porta a porta. Parecia frio chamar os vizinhos para tentar convertê-los ao cristianismo – o pior pesadelo para um introvertido. Isso me traumatizou. Na escola eu pensava que era pecadora se não tentasse abertamente convencer meus amigos agnósticos a mudarem para a equipe cristã. Lembro-me desajeitadamente convidando uma amiga para ir à igreja comigo. Poderia dizer que ela não queria ir – mas se sentiu obrigada. Essas experiências me deixaram com uma forma de TEPT (transtorno de estresse pós-traumático) de evangelismo. Eu tremo ao pensar em forçar minha fé sobre alguém. Não admira que hesite em expor muito de minhas crenças no trabalho.

Ao mesmo tempo, também não quero sentir como se estivesse vivendo duas vidas: minha vida “profissional” e minha “outra” vida. Quero integrar minha vida. Então, qual é a resposta? Como posso ter a integridade – não ter que esconder partes de mim – quando se trata de fé e trabalho? E o que dizer de ser luz e sal? Sabendo que este estado de conflito do ser afeta muitas pessoas, decidi procurar respostas de estudiosos espirituais.

“Alguns dos antigos métodos de compartilhamento evangélico são imprudentes, se não forem abruptamente antiético”, diz Bill Peel, diretor do Center for Faith at Work at LeTourneau University, e autor do Workplace Grace: Becoming a Spiritual Influence at Work. Ele escreve que um bom modelo de evangelização no trabalho deve respeitar a integridade e a vulnerabilidade do descrente, ao mesmo que respeita o profissionalismo do local.

Na verdade, se um empregado tenta demasiadamente converter os colegas de trabalho, pode ir contra a lei. A mesma lei federal americana que proíbe os empregadores de discriminação contra funcionários com base em sexo, cor, nacionalidade e religião, exige que o empregador mantenha um ambiente de trabalho livre de assédio.

Assim, os gestores de RH têm que encontrar um equilíbrio delicado quando se trata de lidar com a evangelização no trabalho. Eles têm de permitir que os funcionários tenham liberdade religiosa, mas também têm de proteger os trabalhadores contra pressões.

Courtney Leyes escreve em HR Professionals Magazine que “é obrigação do empregador tomar medidas razoáveis para manter um ambiente de trabalho livre de assédio. Se houver queixa de conduta, o proselitismo é indesejável”, o profissional de RH não necessariamente deve permitir o proselitismo à custa de outros colaboradores.

Em seu artigo 10 Reasons it’s Wrong to Evangelize in the Workplace, John Shore diz: “a menos que parte da descrição do seu trabalho diga, ‘evangelizar seus colegas de trabalho’, você está efetivamente roubando de seu empregador quando gasta o tempo na empresa fazendo isso. Pior, você está deixando o seu empregador vulnerável a todos os tipos de problemas que ele não quer. Como um especialista em Recursos Humanos sucintamente coloca: ‘a religião, como a política, é um tema no ambiente de trabalho que gera tempestade’”.


Atração, não promoção

Então, ao invés de forçar a minha fé sobre meus colegas de trabalho, ou ir para o outro extremo e trancar minha fé por completo, no trabalho costumo aderir à ideia da “atração, não promoção”. Eu gosto do que São Francisco dizia: “pregue o Evangelho o tempo todo. Se necessário, use palavras”.

O escritor Bill Peel escreve: “devemos, primeiramente, fazer bem o nosso trabalho. Temos de fazer o nosso trabalho com integridade. E devemos mostrar às pessoas que nós nos importamos”.

Isso soa como um bom conselho para mim.

Ao contrário da visitação de porta em porta, que fui forçada a fazer quando criança, agora expresso minha fé mais silenciosamente. Eu tento fazer bem o meu trabalho e cuido daqueles com quem trabalho. Uso um crucifixo que me faz lembrar que sou filha amada de Deus. Posto coisas na minha página do Facebook sobre ir à missa, ou adiciono um link para um artigo ou livro que tem temas espirituais. Escrevi um livro sobre a grandiosidade de Deus e convidei alguns dos meus colegas de trabalho à minha festa de lançamento do livro. Ficaria surpresa se alguém no trabalho não soubesse que minha fé era importante para mim.

Tento encontrar “Deus” nos momentos ao longo do dia. Os exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola lembram-me de encontrar Deus em todas as coisas. Como o momento em que um amigo no trabalho me procurou para tomar um café e falar sobre o significado da vida. Ou quando um colega de trabalho me procurou para confessar sua depressão – e me perguntou como a minha fé me dava esperança. E ainda outra vez que uma amiga estava chorando no banheiro porque o namorado tinha acabado de terminar com ela. Espero que tenha sido capaz de mostrar o amor de Cristo a todos esses colegas de trabalho.

Vamos encarar – o local de trabalho pode ser brutal. É muitas vezes um mundo cão, e os valores daqueles que o cercam podem não corresponder aos seus. Somos chamados a ser luz e a brilhar intensamente. Mas há muitas maneiras de fazer isso. E quando não sei como, recordo do crucifixo ao redor do meu pescoço e rezo para que Deus me mostre o caminho.

Karen Beattie é autora do Rock-Bottom Blessings: Discovering God’s Abundance When All Seems Lost. Seus artigos de revistas e ensaios foram publicados em America, Christianity Today e Power of Moms. Ela vive no lado norte de Chicago com o marido, a filha de 5 anos e um gato idoso.

O motivo que levou o executivo a aceitar o chamado de Deus e mudar de vida é surpreendente

Um trabalho de grande responsabilidade nas melhores empresas da Espanha, uma casa em um bom condomínio em Madri (Espanha) e uma namorada: tudo o que um homem pode desejar. Entretanto, uma morte inesperada fez com que a sua vida mudasse totalmente. No último dia 16 de dezembro, Alberto Núñez foi ordenado sacerdote pelo Cardeal Carlos Osoro, Arcebispo de Madri.

Alberto Núñez tem 50 anos e foi ordenado sacerdote na Companhia de Jesus no dia 16 de dezembro na capela da Universidade de Comillas, em Madri (Espanha), onde há alguns anos estudou a licenciatura em direito, ciências econômicas e doutorado em engenharia industrial.

Antes de descobrir a sua vocação à vida religiosa, o Pe. Alberto tinha tudo o que uma pessoa poderia desejar: trabalhos de grande responsabilidade na Bolsa e em multinacionais conhecidas como Société Génerale, BBVA e Gás Natural Fenosa. Uma casa em um condomínio e uma namorada.

Mas um câncer matou em apenas três meses o seu único irmão, que deixou os seus três filhos pequenos órfãos. Em meio a essa profunda dor, o Pe. Alberto escutou o chamado de Deus.

“Nesta situação difícil, senti dentro de mim um amor profundo que não era o amor que sentia pelo meu irmão, mas a presença de Deus me dizendo que o amor era mais forte do que a morte e que, embora o meu irmão tivesse morrido, sempre estaria vivo”, declarou o Pe. Núñez em 2011 em um programa de televisão. “Fez-me entender também que a minha vida não podia continuar sendo como até então. Um tremendo chamado que não sabia então em que ia se concretizar”.

Pouco depois da morte do seu irmão e de viver esse momento de conversão e chamado, ofereceram-lhe “o trabalho que sempre tinha sonhado” na empresa Gás Natural Fenosa como Diretor Corporativo de Estratégia. Aceitou-o e estando no cargo de diretor começou a discernir a sua vocação.

Começou um voluntariado em um centro psiquiátrico com os Irmãos de São João de Deus e a estudar Teologia à noite e, finalmente, deixou a sua casa para mudar-se para a comunidade dos jesuítas no Pozo del Tio Raimundo, um dos bairros mais pobres da cidade e com um alto índice de pobreza.

No princípio só comentou a respeito da sua decisão com os mais próximos, mas, conforme explica, “a medida que fui confirmando o chamado tão forte que havia escutado, não tive problemas em comentar que vivia neste local ou que fazia este voluntariado”.

Finalmente, o Pe. Núñez deixou sua noiva e comunicou na empresa que deixava o posto não para ir para a concorrência, mas para entrar na Companhia de Jesus.

Alguns diretores e companheiros estiveram presentes no dia da sua ordenação, assim como o provincial da Companhia de Jesus da Espanha, o Pe. Francisco José Ruiz Pérez, e o ex-prepósito geral, o Pe. Adolfo Nicolás. “Agora, em vez de estar preocupado pela minha carreira profissional, estou preocupado pelas pessoas que estão ao meu redor. Eu adorava a minha vida, mas não estava feliz e é o que consegui na Companhia e enche a minha vida de sentido”.

Desde setembro de 2016, o Pe. Núñez é o responsável pela Pastoral Universitária da Universidade Pontifícia Comillas em Madri (Espanha).

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“Honraremos aqueles que foram morar com Deus”, completa o jogador que sobreviveu à tragédia da Chapecoense

O jogador Alan Ruschel, da Chapecoense, sobrevivente da tragédia com o voo da LaMia na Colômbia, deu mostras da sua fé e gratidão pelo milagre da vida e da recuperação ao postar a seguinte mensagem na rede social Instagram:

Os planos de Deus são maiores que os meus, tão grande que eu não posso imaginar?? Obrigado a todos pelo carinho,pela força, pelas orações e pensamentos positivos. Seguimos na luta e honraremos aqueles que foram morar com Deus. Pai, peço que ampare seus familiares e que os conforte!! Deus, obrigado pela misericórdia deste milagre, o Senhor é maravilhoso. OBRIGADO! ????

ALIANÇA

O lateral esquerdo da Chapecoense comoveu o mundo quando chegou em estado de choque ao hospital, na Colômbia, mas não parou de perguntar por sua família. Ele fez um pedido arrepiante à equipe médica:Guardem a minha aliança“!

SALVO POR UMA CRIANÇA

O resgate de Alan Ruschel também chamou a atenção do planeta por causa da surpreendente ajuda de um adolescente desconhecido, que, no caos daquela noite chuvosa, guiou os bombeiros até o local da tragédia.

FONTE: ALETEIA BRASIL

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Como Maria, mesmo junto à cruz, ela ficou de pé

Primeiro, ela recebeu uma das notícias mais aterradoras que se podem receber: o avião que levava o seu filho tinha caído, nas montanhas, durante uma noite chuvosa, no exterior.

Depois, as fagulhas da esperança se acenderam com força, ao sopro de uma chance que a vida dava: seu filho tinha sido resgatado vivo do pesadelo da morte.

E, por fim, de novo, o golpe devastador, ainda mais covarde que o primeiro: o filho, que também é pai, não tinha resistido. O herói ovacionado, que, nos últimos instantes da semifinal, com uma defesa extraordinária, garantira a vaga histórica da Chape na final da Sul-Americana, estava morto.

Não há quem possa pedir a uma mãe que resista a essa dor inominável.

Dona Ilaídes, no entanto, inverteu a lógica humana. A mãe devastada do goleiro-herói Danilo arrancou de si própria as forças que nem sabia que tinha e consolou o repórter Guido Nunes, do canal SporTV, durante a entrevista que lhe dava no gramado da Arena Condá nesta sexta-feira. Ela o abraçou e o levou às lágrimas ao indagar-lhe:

– Posso fazer uma pergunta? Como vocês, da imprensa, estão se sentindo tendo perdido tantos amigos queridos lá? Pode me responder? Posso te dar um abraço em nome da imprensa?

A atitude surpreendente coroou o desabafo que dona Ilaídes vinha fazendo sobre a angústia de não receber notícias sobre o estado de Danilo:

– Acho que a pior coisa foi isso. Se tivesse acontecido igual aos outros, você já tinha perdido a esperança e pronto. Mas ficamos o dia inteiro e só fomos ter a confirmação da morte dele às 3h da tarde. Foi das 3h da manhã até 3h da tarde nessa agonia.

Ela prosseguiu, tentando expor em palavras um pouco da dor indescritível da mãe de um jovem forte de 31 anos, no auge da carreira, pai de um menino que ainda nem sabia que tinha se tornado órfão:

– Espero muita dor ainda, muita espera, muito sofrimento. O que está matando a gente é essa espera. Isso não é de Deus. Não pode ser. Já imaginou que seu filho está em lugar longe, que você não pode abraçar, vai chegar em um caixão lacrado, colocar ali… E você vai ficar de longe, vendo ele, sem poder abraçar, não vai poder olhar no rosto nunca mais? Isso é terrível! E não sei quando vai chegar na minha cidade para ver ele lá com meus amigos, com minha família. Com os ídolos dele. Tem criança e menino chorando, que jogavam bola com ele desde os 18 anos. Estão chorando desde segunda-feira.

Na manhã deste sábado, sob a chuva intensa que se derramava céu abaixo sobre uma Chapecó desolada, os torcedores presentes na Arena Condá para o velório de 50 dos corpos repatriados retribuíram com longos e emocionados aplausos à força que a mãe de Danilo lhes demonstrara.

A mãe forte do herói do time deu a volta pelo gramado, debaixo de muita chuva, para agradeceu aos torcedores pelo carinho devotado a ela e, principalmente, ao filho.

Tite, o técnico da Seleção brasileira de futebol, fez questão de destacar a impactante fortaleza de dona Ilaídes:

– Não vou descrever nada, só aquilo que eu vi da mãe do Danilo. Foi extremamente emblemático, de solidariedade com todos vocês. O ato foi extremamente emblemático, o mais bonito que pode acontecer.

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Ele é reconhecido pela ferrenha defesa do direito à vida

Dom José Ignacio Munilla, bispo da diocese de San Sebastián, capital da província espanhola de Guipúscoa, se manifestou no Twitter sobre o caso da menina recém-nascida que foi abandonada numa lixeira da cidade no dia 22 de outubro.

Querida mãe, embora não devesse ser assim, obrigado por dar à luz esta menina!”, escreveu ele, completando com a hashtag “#BienvenidaDonostiarra” (“Bem-vinda, Donostiarra“). “Donostiarra” é o adjetivo em idioma basco usado em referência às pessoas que nascem em San Sebastián, porque o nome da cidade nessa língua é Donostia.

A responsável pelas políticas sociais da província de Guipúscoa, Maite Peña, informou que a menina está “em perfeito estado de saúde” e passará a morar com uma família de acolhimento de urgência assim que receber alta hospitalar. Maite Peña considera “impossível compreender os motivos que podem levar alguns pais a agirem dessa forma tão cruel e desumana, ainda mais quando Guipúscoa conta com um sistema de proteção à criança que pode dar resposta imediata e de qualidade a situações como a que pode ter levado a este caso”.

Dom José Ignacio Munilla sempre foi um ferrenho defensor do direito à vida:

  • Em 18 de fevereiro deste ano, também pelo Twitter, ele postou palavras firmes do papa Francisco sobre o aborto: “O aborto não é um mal menor: é um crime. É descartar um para salvar o outro. É o que a máfia faz”.
  • Em março de 2014, o bispo tinha escrito uma carta pastoral enfatizando que “não se pode aceitar que, todo ano, haja 4000 abortos no País Basco. Que os preconceitos não nos impeçam de pensar, sentir e encarar o drama do aborto e promover um debate real, livre desses preconceitos (…) A causa da vida é pré-política e está acima de qualquer ideologia“.
  • Em março de 2013, ele tinha denunciado que o aborto é um “massacre de inocentes” e um “holocausto silencioso”. Como resposta a esse crime, o bispo renovou o chamamento a se dignificar a adoção, além de recordar às mulheres que pensam em abortar que a Cáritas tem o compromisso de ajudar as mães gestantes em situação de pobreza para garantir a proteção da vida.
  • Dom Munilla exorta as pessoas a adotarem crianças, recorrendo a frases célebres de Santa Teresa de Calcutá, como “Em vez de matá-lo, deem-no a mim” e “Enquanto houver aborto, não haverá paz no mundo”.

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Com informações da Rádio Vaticano

Fonte: ALETEIA BRASIL

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Porque ainda existe muita gente incrível neste mundo!

Essa é uma história de amizade verdadeira, que renova nossa esperança na humanidade. Com distrofia muscular, o norte americano Kevan Chandler contou com a boa vontade do próximo para realizar seu sonho de conhecer a Europa. Seus sete amigos criaram uma mochila adaptada que dispensa o uso da cadeira de rodas, e literalmente o levaram para o outro lado do mundo, carregando-o nas costas.

Pesando cerca de 29 kg, Kevan não utiliza as pernas e tem braços com movimentos limitados. Ele poderia ter ido até a Europa na companhia de sua cadeira de rodas, mas a experiência certamente não seria a mesma, afinal, existem lugares onde a acessibilidade já é difícil até mesmo para quem não tem nenhuma deficiência.

“Todos nós somos quebrados de uma forma ou de outra, e por isso todos nós precisamos que nossos fardos sejam sustentados e carregados uns aos outros, e a única maneira disso acontecer é se nos ajudarmos. Isso requer sacrifícios de si mesmos”, disse.

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Então os amigos se juntaram, arrecadaram £24,324 por meio de financiamento coletivo e adaptaram uma mochila para conseguir levar Kevan confortavelmente até os lugares mais incríveis, envolvendo escaladas e vistas deslumbrantes. A jornada europeia, feita ao lado de Ben Duvall, Tom Troyer e Philip Keller, incluiu França, Inglaterra e Irlanda.

“Enquanto a distrofia muscular do Kevan é uma camada de sua experiência, não é a essência de sua identidade. Eu espero que essa aventura empodere as pessoas a pensarem diferente sobre suas próprias limitações”, disse Troyer.

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As fotos e vídeos desta aventura servem de material para um livro e um filme que ele está produzindo. Mas os planos não param por aí. Agora os amigos desejam levar a mochila até outras pessoas com deficiência, para que elas possam viver as mesmas experiências através do projeto We Carry Kevan. Em setembro Kevan visitou Becker, um garoto refugiado de Damascus, na Síria, para conhecer sua história. E tantas outras já estão sendo inspiradas por eles.

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É, talvez essa não seja só uma história de amizade verdadeira. É sobre um “eu” que se tornou “nós”. Nós que formam um elo eterno de cumplicidade, solidariedade e sonhos realizados.

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Fotos: Divulgação/We Carry Kevan

Fonte: Razões para Acreditar

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Depoimento arrasador sobre a sensação de solidão de uma idosa ignorada pela família

Não sei que dia é hoje. Nesta casa não há calendários e, na minha memória, as datas estão todas emaranhadas. Eu me lembro daqueles calendários grandes, uns primores, ilustrados com imagens dos santos, que colocávamos ao lado da penteadeira.

Agora não há mais nada disso. Todas as casas antigas foram desaparecendo. E eu, eu também fui me apagando, sem que ninguém se desse conta.

Primeiro me trocaram de quarto, porque a família cresceu. Depois me passaram para outro menor ainda, acompanhada de uma das minhas bisnetas. Agora ocupo o quartinho das bugigangas, que fica no quintal. Prometeram trocar o vidro quebrado da janela, mas esqueceram, e, todas as noites, ele deixa passar um arzinho gelado que aumenta as minhas dores reumáticas.

Faz muito tempo que eu tinha intenção de escrever, mas passei semanas procurando uma caneta e, quando encontrava, eu mesma voltava a esquecer onde a tinha posto. Na minha idade as coisas se perdem facilmente: claro que é uma doença delas, das coisas, porque eu tenho certeza de que as tenho; são elas que sempre desaparecem.

Numa outra tarde, notei que a minha voz também tinha desaparecido. Quando eu falo com os meus netos ou com os meus filhos, eles não me respondem. Todos conversam sem me olhar, como se eu não estivesse com eles, escutando atenta o que eles dizem. Às vezes tento participar da conversa, certa de que vou dizer algo em que nenhum deles tinha pensado, e de que os meus conselhos vão ser bem úteis para eles. Mas eles não me ouvem, não me olham, não me respondem. Então, cheia de tristeza, eu me retiro para o meu quarto antes de terminar a xícara de café. E faço assim, de repente, para que eles entendam que estou chateada, para que se deem conta de que me ofenderam e venham me buscar e peçam desculpas… Mas não vem ninguém.

Outro dia lhes disse que, quando eu morresse, aí sim todos iam sentir a minha falta. O neto menor disse: “Ah, mas a senhora ainda está viva, vovó?”. Eles acharam tanta graça que não paravam de rir.

Três dias fiquei chorando no meu quarto, até que, certa manhã, entrou um dos rapazes para pegar uns pneus velhos e nem bom dia me deu. Foi então que eu percebi que sou invisível. Parei no meio da sala para ver se, atrapalhando, eles me olhavam, mas a minha filha continuou varrendo sem me tocar, e as crianças corriam ao meu redor, de um lado para o outro, sem tropeçar em mim.

Quando meu genro ficou doente, achei que era uma oportunidade para ser útil a ele. Levei um chá especial que eu mesma preparei. Coloquei-o na mesinha e me sentei para esperar que ele o tomasse, mas ele continuou vendo televisão e nenhum movimento me indicou que ele tinha sequer notado a minha presença. O chá foi esfriando pouco a pouco, e, junto com ele, o meu coração.

Numa sexta-feira, as crianças se alvoroçaram  e vieram me dizer que no dia seguinte íamos todos passar um dia no campo. Fiquei muito contente! Fazia tanto tempo que eu não saía, menos ainda para passear!

No sábado, fui a primeira a me levantar. Quis arrumar as minhas coisas com calma. Nós, velhos, demoramos muito para fazer qualquer coisa; então eu me adiantei para não atrasá-los. Eles entravam e saíam da casa correndo e levavam bolsas e brinquedos para o carro. Eu já estava pronta e, muito alegre, fiquei na sala esperando.

Quando arrancaram e o carro desapareceu, numa nuvem de barulho, eu entendi que não tinha sido convidada; talvez porque não coubesse no carro ou porque os meus passos tão lentos impediriam que todos eles andassem e corressem à vontade pelo bosque.

Senti o meu coração se apertar. O meu queixo tremia como quando a gente não aguenta mais engolir a vontade de chorar.

Vivo com a minha família e fico mais velha a cada dia, mas, coisa curiosa, não faço mais aniversário. Ninguém se lembra. Todos estão ocupados. Eu os entendo. Eles sim fazem coisas importantes. Eles riem, gritam, sonham, choram, se abraçam, se beijam. Eu nem sei mais como é o gosto de um beijo. Antes, os pequeninos me davam beijinhos e era um gosto enorme tê-los nos braços, como se fossem meus! Eu sentia a ternura da sua pele e a doçura da sua respiração bem perto de mim! A vida nova me invadia como um alento e até me dava vontade de cantar cantigas de berço que eu nem imaginava que ainda me lembrasse.

Mas, um dia, a minha neta Margarita, que acabava de ter seu bebê, disse que não era bom que os velhos beijassem os bebês por motivos de saúde. Eu não me aproximei mais, para não lhes passar algo ruim com as minhas imprudências. Tenho muito medo de contagiá-los!

Eu dou a todos eles a minha bênção e o meu perdão, porque, afinal, que culpa eles têm, coitados, de eu ter ficado invisível?

Tomara que no dia de amanhã, quando eles ficarem velhos, continuem tendo essa união entre eles e não sintam o frio nem as decepções.

Que tenham inteligência suficiente para aceitar que a vida deles não conta mais, como pedem de mim.

E Deus queira que eles não virem “velhos sentimentais que ainda querem chamar a atenção”.

E que os filhos deles não os façam se sentir como sombras, para que no dia de amanhã não tenham que morrer já estando mortos desde antes… como eu.

Texto original em espanhol por Silvia Castillejos

Fonte: ALETEIA BRASIL

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Uma incrível demonstração de amor de uma criança de apenas 10 anos

Um caso de pobreza em Portugal está mostrando as dificuldades econômicas de algumas pessoas, mas também um lado bem mais bonito. O gesto de amor de uma menina de dez anos não salva tudo, mas este aí até serve para matar a fome.

Maria Eduarda Cavaco contou como está passando mal e que, em muitas noites, seu jantar se resume a um copo de#Leite com chocolate, que a bisneta dá para ela. A menina deixou de tomar o seu leite na escola, para guardar e depois entregar para sua bisavó, que está vivendo em dificuldades sérias, no Algarve.

Um caso de pobreza em Portugal está mostrando as dificuldades econômicas de algumas pessoas, mas também um lado bem mais bonito. O gesto de amor de uma menina de dez anos não salva tudo, mas este aí até serve para matar a fome.

Maria Eduarda Cavaco contou como está passando mal e que, em muitas noites, seu jantar se resume a um copo de#Leite com chocolate, que a bisneta dá para ela. A menina deixou de tomar o seu leite na escola, para guardar e depois entregar para sua bisavó, que está vivendo em dificuldades sérias, no Algarve.

Mata fome a avó com leite escolar

Foto: Luís Costa

A #criança não está vivendo com essa bisavó, na mesma casa, mas sempre arranja uma forma para levar o seu leite, que deixou de beber na escola, só para ajudar Maria Eduarda, de 74 anos. A idosa falou sobre suas dificuldades, especialmente na alimentação. Na mesma casa, estão vivendo seis pessoas, e nenhuma está trabalhando. São apenas 700 euros para toda a família, em cada mês, mas quase tudo fica na farmácia, em remédios, uma vez que todos eles têm doenças proibitivas. Além de Maria Eduarda, na mesma casa estão vivendo mais dois filhos seus, uma delas, inválida, por doença, o marido da filha e dois netos. Entre eles, ninguém está trabalhando e o único dinheiro que entra nessa casa é o de ajudas para a idosa e para a filha doente, dinheiro esse que não está chegando para cobrir todos os gastos.

Maria Eduarda contou para o jornal Correio da Manhã que, para o almoço, ainda recebem ajudas, da Misericórdia, que estão oferecendo refeições para os cinco. No entanto, para o jantar, as ajudas não chegam e a idosa acaba passando fome. Vai valendo o leite com chocolate que a bisneta leva para ela, mas que não escondem as dificuldades que essa família está passando.

Para lá da falta de comida, a situação tem se agravado ultimamente. Maria Eduarda Cavaco diz que está se tornando cada vez mais difícil pagar as despesas da casa, como água, luz e renda. Televisão não tem e até a geladeira está quebrada, precisando ser consertada. Vivendo em cadeira de rodas, Maria Eduarda nem tem uma cama onde dormir, e acaba passando a noite, deitada no sofá.

Fonte: BLASTINGNEWS

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Era dela a foto devastadora em que o pai queria mostrar ao mundo a “verdadeira face do câncer”. Agora, “a minha princesinha tem asas de anjo e olha por nós e pelo seu irmãozinho caçula até o dia em que nos reuniremos de novo”

A comovente história da garotinha norte-americana Jessica Whelan conquistou recentemente as redes sociais graças a uma foto devastadora compartilhada por seu pai: a imagem, que pretendia chamar a atenção do mundo para a urgência de lutar contra a “verdadeira face do câncer”, retratava todo o sofrimento da menininha de apenas 4 anos, vítima de um agressivo neuroblastoma em quarto estágio.

A pequena lutadora que emocionou o mundo voltou agora a comovê-lo com uma notícia ao mesmo tempo dolorosa e, para quem tem fé, iluminadora: apesar de ter brigado bravamente pela vida, com toda a grandeza de que uma criança consegue ser capaz, Jessica foi chamada por Deus ao seu abraço eterno de Pai, após uma passagem breve e intensa por esta terra.

Na página do Facebook em que a família informava aos amigos sobre o tratamento da filha, Andy Whelan, seu pai, postou o tocante anúncio:

Sinto tristeza e alívio ao informá-los de que Jessica finalmente encontrou a paz, às 7 horas da manhã de hoje. Ela não vai mais sofrer, não vai mais sentir a dor das limitações físicas do seu corpinho. Agora, a minha princesinha tem asas de anjo e voou para brincar com seus amigos e entes queridos lá em cima. É de lá que ela vai olhar por nós e pelo seu irmãozinho caçula, até o dia em que nos reuniremos de novo“.

Emocionado, o pai também relata que teve o privilégio de se despedir abraçando-a, beijando-a e lhe dizendo, pela última vez nesta terra, o quanto a amava. Era este o conforto, considera Andy, de que Jessica precisava para partir em paz.

E ela partiu em paz: serena, tranquila, sem dor. O pai fez questão de agradecer a todos os que ofereceram apoio e solidariedade à menina e à família nessa dolorosa jornada e assinou com um desabafo emocionante: “De um papai de coração partido, da mais incrível e linda menininha”.

Milhares de amigos e desconhecidos manifestaram apoio a Andy e à sua família, agradecendo-lhes por terem compartilhado a sua história de amor, união e coragem.

Descanse em paz, pequena grande Jessica! E obrigado pela sua presença iluminadora neste mundo que passa!

Fonte: BEST OF WEB / ALETEIA BRASIL

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