Testemunhos

Há pessoas, principalmente homens, que têm vergonha de dizer que vão à igreja, que se confessam, que rezam o terço…

propósito da frequente “vergonha” que algumas pessoas sentem de manifestar publicamente a sua fé católica, propomos o seguinte relato divulgado pelo padre Francisco Alves em sua obra “Tesouro de Exemplos”:

. . .

O veterano capitão Hurtaux, cavaleiro da Legião de Honra, não era católico praticante. Tinha, como muitos homens, certo temorzinho ou respeito humano de chegar-se à confissão.

Muito antes de dar o passo definitivo, gostava de invocar a Santíssima Virgem, indo rezar no santuário de Nossa Senhora em Chartres, onde morava.

Um dia, estando de joelhos diante de um grande Cristo na catedral, viu que um sacerdote, que o conhecia e tinha a franqueza de um militar, se aproximou, bateu-lhe no ombro e disse:

– Capitão, pouco adianta estar o senhor aí a rezar se não se põe na graça de Deus.

E, tomando-o pelo braço, acrescentou:

– Entre na minha guarita.

O capitão deixou-se levar, fez a sua confissão e saiu com o rosto radiante e a alma revestida da graça de Deus. Foi desde esse dia um cristão modelo: todos os dias fazia a sua hora de guarda aos pés de Nossa Senhora e não se levantava sem lançar um afetuoso olhar para a Mãe do céu.

Um dia, porém, já não pôde fazer a guarda. E Nosso Senhor, sem dúvida acompanhado de sua Mãe, teve de vir ao leito de morte de seu servo. Ele recebeu os sacramentos com fé viva e, ao apresentar-lhe o padre a sagrada Hóstia, exclamou:

– Senhor, não sou digno… não sou digno de que venhais à minha casa, mas sois tão bom!

O capitão não se envergonhava de suas crenças nem dissimulava suas práticas piedosas. E sabia tapar a boca dos que o interpelavam.

– Aonde vais? perguntou-lhe certo dia um amigo, ao vê-lo dirigir-se a uma igreja.

– Vou aonde tu deverias ir e não tens coragem.

Com este seu gênio tão simples quanto firme, granjeara o respeito de todos.

Texto do pe. Francisco Alves em “Tesouro de Exemplos”

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Um companheiro ideal, importante ou essencial?

Antes de me casar, eu idealizava muito sobre como me preparar para encontrar um namorado, companheiro. O tempo passou, casei-me há mais de cinco anos e, hoje, sugiro que falemos sobre como escolher seu marido. (Ou sua esposa, ou seja, meninos, podem continuar a leitura).

“Quem muito escolhe é escolhido.” Quem nunca ouviu essa frase?

É um tal de as pessoas apontarem quem está solteiro e ficarem fofocando sobre a vida afetiva, maldizerem com frases como essa acima ou o famoso: “Ficou pra titia”. Não é por isso, no entanto, que vamos nos jogar num relacionamento sem futuro, com uma pessoa que não corresponda às nossas expectativas. “Antes só do que mal acompanhado é um ditado muito verdadeiro!”

Precisamos equilibrar o que consideramos ideal, necessário, importante e essencial, pois há coisas das quais não podemos abrir mão, outras são supérfluas e podem ser contornadas e toleradas em um relacionamento. Exemplifico:

O ideal

Depende daquilo que você sonha, e tem relação com o mundo das ideias e com o que é construído socialmente. Aspectos físicos, como olhos claros, amendoados, nariz empinado, cabelos negros, barriga tanque. Isso pode ser o seu ideal de esposo (a), mas eu o desafio a perguntar para quem é casado se isso, realmente, é fundamental. Na prática, o aspecto físico da pessoa que você escolherá para a vida pode ser completamente diferente, pois isso não é a base do casamento, então, não tem problema se não acontecer. Se vier é lucro, caso contrário, não fará falta.

O importante

Finanças em dia. Não dá para se comprometer, para toda a vida, com uma pessoa que está sempre cheia de dívidas por ser consumista demais, que se descontrola nas compras, vive mantendo um padrão de vida que aperta demais as contas.

Isso não significa que você deve se casar com uma pessoa rica, com herança, nada disso! Mas buscar alguém que goste de trabalhar, que não tenha preguiça de acordar, diariamente, e buscar o seu melhor, alguém que tenha planos de crescimento, que espere crescer com você, que não fique só dependendo dos pais ou do cheque especial.

Vocês vão constituir uma casa, com suas próprias contas, e precisam entrar juntos nessa empreitada. Esse conselho aprendi com a minha mãe, e hoje dou graças a Deus por ter ao meu lado um homem que trabalha muito, assim como eu, e, consequentemente, nos permitimos ter uma vida confortável, sem dívidas impagáveis, pois sabemos exatamente onde e como podemos gastar.

O essencial

Case-se com alguém que você gosta de conversar. Tudo passa, mas o diálogo é a base de qualquer relacionamento. Pessoas com as quais se consegue desenvolver conversas inteligentes estão mesmo escassas, mas, sim, elas existem. Gente que fale mais do que um post nas redes sociais, que possibilite desenvolver um raciocínio acima de 140 caracteres, coerente, e que, além de ser bom de papo, escute você.

Uma pessoa que esteja disposto a compartilhar a vida com você, que vai saber construir, juntos, as empreitadas, por mais desafiadoras que elas pareçam. Ele não vai limitar você; ao contrário, vai ampliar seus horizontes de carreira e estudos, e no lar, se ambos assim o quiserem. Ele respeita suas opiniões e entende que não terá a última palavra em tudo, bem como vocês não precisarão concordar em tudo. Na tomada de decisão, alguém terá que ceder, às vezes ele, às vezes você.

O cara é maduro para perceber que se você precisa estar longe dele após o casamento, por um dia, uma semana, um mês ou semanas ou meses (sim, isso infelizmente pode acontecer e ser bem administrável por um tempo), o mundo não acaba por isso, o afeto diminui nem o casamento é menos válido, ou vocês são menos família que quem acorda e vai dormir todo dia junto. Digo isso, pois, não raro, existem viagens de trabalho, problemas a serem resolvidos fora da cidade, e isso não significa que o casamento acabou – não para um homem maduro, que entende que a esposa é tão livre quanto ele.

Ele entende que você, agora, é a nova família dele, sem se esquecer de reservar espaço na agenda para os pais e por quem foi responsável pela criação dele. Esse cara tem outra característica essencial: não disputa a sua atenção. Sabe que, algumas vezes, o seu foco estará em outra situação, mas está certo de que o coração sempre está no lar do casal.

Reflita

Eu testemunho que já namorei muitos caras ideias, padrão-novela (como uma amiga baiana costumava dizer), mas em nenhum deles encontrava o importante e o essencial, só o ideal. Quando amadureci afetivamente, percebi que os padrões ideias divulgados pela modinha não trariam uma base sólida para o relacionamento, apenas algo momentâneo.

Você já refletiu sobre o que é ideal, importante e essencial na sua busca por alguém para amar?

No próximo texto, vamos continuar falando sobre os valores importante e essenciais para um relacionamento.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

Conheça o testemunho de uma mãe que busca superar, todos os dias, as dificuldades de ter um filho com autismo

Ter um filho especial é dedicar-se ainda mais à tarefa de ser pai e mãe, pois essa criança exigirá cuidados e uma atenção maior; mais do que isso, a sensibilidade diante de seus limites. Diante dessa realidade, Carla Muller Carvalho, da cidade de Barra do Piraí (RJ), uma mãe cujo filho possui Transtorno de Espectro Autista – TEA, buscou recursos médicos e terapêuticos, como também apoio de outras famílias para compreender o mundo de uma criança com autismo.

Carla é mãe do Guilherme Muller Carvalho, de 16 anos, portador do TEA. Segundo ela, ter um filhoautista é enfrentar desafios diários, mas com a certeza de que é possível fazer com ele tenha uma vida feliz e produtiva, com respeito e perseverança.

Quando recebeu o diagnóstico de seu filho Guilherme, Carla sentiu medo no início, mas fez daquele momento um compromisso de buscar, de todas as formas, uma vida melhor não só para ele, mas para outras famílias que precisavam de ajuda. Foi nesse momento que surgiu a ‘Associação Casa de Brincar’, localizada na cidade de Barra do Piraí (RJ), cujo objetivo é dar apoio às crianças, seus familiares e amigos,  por meio de oficinas lúdicas e com uma equipe de profissionais dispostos a transformar essas vidas.

Conheça a história de Carla e Guilherme

cancaonova.com: Como é para você ter um filho autista?

Carla Carvalho: Penso que ter um filho com autismo é poder vivenciar todo altruísmo possível ao ser humano, porque não há como definir nem preconizar nada em nossa vida.

Nós temos de olhar para eles e fazer com que suas necessidades sejam atendidas, buscando compreendê-los e minimizando suas frustrações. Pode parecer muito difícil, mas é possível, sempre trilhando com esperança, paciência e otimismo. Confesso que, hoje, apesar dos desafios que a vida me impôs, sou uma pessoa mais feliz e realizada.

cancaonova.com: Quais desafios e cuidados especiais você tem com o Guilherme?

Carla Carvalho: Meu maior desafio é sempre procurar ser a mãe que o Guilherme precisa, ou seja, sem protegê-lo demais. Acredito que o desafio para com o Gui, no fundo, acabe sendo o mesmo que tive com os meus outros filhos, ou seja, permitir que alcancem outros voos, e cada um em sua própria altitude. Penso que meu melhor, agora, seja estar na retaguarda, sendo consolo e segurança, caso eles precisem.

É claro que com os outros filhos a expectativa foi que eles voassem para longe, na autonomia de suas vidas; mas com o Guilherme eu ainda não sei, só posso falar do que já vivi. Hoje, ele é um adolescentelindo e meigo, com 16 anos. Graças a Deus, tem conseguido mostrar para mim, todo o tempo, que o meu respeito, amor, dedicação e aceitação o fazem muito feliz.

cancaonova.com: Como foi o processo de alfabetização do Guilherme e a convivência com outras pessoas?

Carla Carvalho: Eu, como uma mãe mais velha – tive o Guilherme aos 40 anos, já com 2 filhos jovens –, confesso não ter vivido as ansiedade das jovens mães em relação ao futuro. Na verdade, vivi uma alegria inexplicável pelo meu temporão, como também uma dor enorme com seu diagnóstico. Mas sempre com muita calma e preocupação, só pedia para que Deus me mostrasse o que teria de ser feito para ser e fazer o melhor para ele. Não importava o que poderia ser o melhor para nós, mas sim para ele, e ter a sensibilidade de ver até onde ele poderia ir naquele momento, saber esperar e dar novos passos quando possível.

Quando ele tinha quatro anos, montei uma escola para que fosse feita a inclusão dele, porque, há doze anos, falar em escola inclusiva, no interior, deixava-me muito insegura. Meu filho tinha um autismo severo, portanto, não verbal; e logo nos mostrou o quanto lhe era difícil ficar em uma sala de aula, ainda que com pouquíssimas crianças.

Fizemos essa escola, onde ele começou no maternal. No entanto, quando chegou na alfabetização, ele demonstrava comportamentos nada adequados, por não conseguir acompanhar as aulas. Apesar de termos tido todos os cuidados e tê-lo colocado em uma sala  com oito crianças, ele começou a ter uma defasagem muito aparente em relação às outras crianças. O Guilherme começou a ter comportamentos agressivos na escola, e foi muito sofrido!

Aquilo me destruiu de uma forma inexplicável! Então, naquele momento, tive a sabedoria de retirá-lo da escola e respeitar o momento dele. Não sei dizer, hoje, o que ele sabe em termos acadêmicos, pois participou de vários processos. Conhecemos, no entanto, várias histórias de pessoas com autismo, que, às vezes, na vida adulta, mostram o que aprenderam. Porém, isso está longe de ser uma regra, e no meu caso posso dizer que o Guilherme me surpreende a cada dia.

cancaonova.com: O Guilherme deixou a fase infantil e está começando a entrar na adolescência. Como é para você lidar com essa transição da fase de criança para adolescência?

Carla Carvalho: Na verdade, acho que ele continua na fase infantil, porque tudo para ele é um pouco mais lento, e a motivação infantil é algo ainda muito forte nele. A pureza que as crianças autistas trazem, por causa dessa infância, talvez mais longeva, faz com que sejam muito especiais. Eu tinha muito medo desse período da adolescência, sofri desnecessariamente por não viver um dia de cada vez. São as lições que a vida carinhosamente nos possibilita aprender.

Ele se tornou um adolescente maravilhoso, amoroso e feliz. Hoje, demonstra, com clareza, o que quer e gosta, e sempre pronto para as novidades do mundo, desde que se sinta seguro e respeitado no seu limite. Acredito mesmo que esse olhar amoroso e cuidadoso o fizeram ter a coragem de experimentar e lançar-se em novas experiências em sua vida.

cancaonova.com: Como é a participação do seu esposo e pai do Guilherme nesse processo?

Carla Carvalho: A rotina do trabalho acaba deixando o tempo um pouco escasso, pois, infelizmente, não dá para equilibrar todas as coisas; assim, meu marido nunca conseguiu passar muitas horas com o Guilherme nem com os outros filhos, por causa dessa carga de trabalho.  Mas mesmo com a correria do dia a dia, sinceramente, ele nunca deixou a desejar como pai e homem de bem que ele é, com sua honestidade, comprometimento e bem-estar da família. Com o Guilherme, em especial, ele é de uma dedicação total em relação a tudo o que pode prover materialmente e em termos de tratamento.

É graças a ele que tenho condição de fazer tudo pelo nosso filho! Mas, na verdade, sua generosidade explodiu na criação da ‘Casa de Brincar’, uma associação totalmente filantrópica gerenciada por nós, mas provida pela empresa. Eu diria que ele tem um amor muito peculiar por todos os filhos, por todos nós e nossa família. Ele é um homem de bem, maravilhoso! Tenho a certeza de que, se ele não tivesse nos dado essa condição, nós não teríamos chegado aqui com o nosso filho como está hoje.

Tratamento para uma criança autista

cancaonova.com: Após o diagnóstico, quais foram os caminhos e especialistas que procuraram?

Carla Carvalho: A opção de tratamento que fiz, naquele momento, foi de uma terapia comportamental muito forte, diária e de muitas horas; era uma forma de ele aprender como se comportar no nosso mundo. Não vou lhe dizer que isso foi negativo, mas se eu, hoje, tivesse de viver tudo isso de novo, eu não teria feito dessa forma.

Eu não tinha o direito de mostrar para ele como era a forma certa de se comportar, mas sim as possibilidades para se adequar. No entanto, às vezes, a gente também erra ou não faz o melhor tentando fazê-lo.

Os profissionais envolvidos nesse processo foram  fonoaudiólogos, professores de educação física, neurologistas e homeopatas. Mas sempre a melhor terapia será o amor e a aceitação.

Projeto ‘Casa de Brincar’

cancaonova.com: Como surgiu essa iniciativa de criar o projeto ‘Casa de Brincar’, em Barra do Piraí (RJ), esse grupo de auxílio aos pais de crianças autistas?

Carla Carvalho: Primeiro, foi feita a Casinha do Lago, uma escola regular que durou cinco anos. Quando ela fechou, o Guilherme já não estava em sala de aula há um ano e meio.

Com esse projeto da escola, conseguimos beneficiar muitas pessoas, mas, uma vez que o Guilherme não estava conseguindo acompanhar o ritmo da escola, tivemos de buscar novos caminhos. Quando a escola estava para encerrar,  nós já tínhamos montado um grupo de apoio para mães e familiares de crianças com autismo.

Nesse grupo de apoio, reuníamo-nos, a cada 15 dias, em uma sala da igreja local. Nesse grupo, fui conhecendo várias outras mães que chegavam destruídas, perdidas, com um sofrimento sem igual. Aquela troca e o dia a dia que fui vivenciando com elas foi me mostrando que, na verdade, o que eu precisava para tentar ajudar a mim e a elas é que tivéssemos um local que nos acolhesse, porque, nesses meus 16 anos com o Guilherme, talvez umas das coisas que compreendi, muito claramente, é que nossos filhos vão espelhar nossa realidade.

Se estivermos passando por um sofrimento e essa tristeza for por causa deles serem assim, vamos ter crianças tristes e inseguras ou agressivas, ou seja, eles vão sentir tudo que acontece conosco. Por isso, temos de nos preparar para essa vivência e transformar nossa vida, para que essa transformação possa acontecer também na vida deles. Foi isso que experimentei na minha vida, ou seja, foi a minha transformação, diante dessa nova necessidade de vida, que mudaram nossa história.

Sempre pedi a Deus para me mostrar como ser a melhor mãe que o Guilherme precisava ter, e acho que foi essa a grande inspiração que Ele me deu. Nesses encontros, junto com a equipe que já cuidava do Gui há alguns anos, outras famílias também tiveram suas vidas modificadas por causa da convivência com os iguais. Abro aqui um parêntese para definir toda a equipe que, hoje, faz parte de nossa família e que cuida de nós com amor e carinho únicos: vocês são anjos que Deus colocou em nossa vida! Gratidão eterna.

Diante dessa realidade, resolvemos fazer um núcleo de apoio. Confesso que, quando começamos, nós nem sabíamos qual seria o modelo. A única certeza é que queríamos acolher essas famílias. Se não tivéssemos nada para oferecer, abraçaríamos essas mães e choraríamos junto com cada uma, porque, naquele momento, poderia ser o que precisavam para ter coragem de seguir em frente, serem fortalecidas para conseguir  fazer o melhor por seus filhos.

cancaonova.com: Hoje, esse projeto atende quantas crianças? Como é o trabalho desenvolvido com os autistas?

Carla Carvalho: O projeto atende, praticamente, 60 famílias. Ainda temos muitas crianças à espera, porque acabam aparecendo também algumas famílias da região. Mas 60 é o que nós conseguimos abraçar com o número de profissionais que temos e em quem confio. Não tenho como abraçar mais, embora isso me crie muita aflição e dor, porque sei da importância dessa teia, que é a ‘Casa de Brincar’, e o que ela proporciona às famílias.

Lá, temos oficinas para as crianças com música, movimento, natação, integração sensorial e lúdica, mas o objetivo principal da casa é mostrar para os pais como brincar, como ter prazer e alegria com seus filhos, pois é por meio das brincadeiras que podemos chegar a transpor as pontes que o autismo nos impõe.

cancaonova.com: Como a fé ajudou você nesse processo de diagnóstico do seu filho e na inspiração para o projeto ‘Casa de Brincar’?

Carla Carvalho: Na verdade, a  foi a minha única e grande motivação de continuar vivendo, pois nem imaginava todas as dificuldades que ainda estavam por vir. Ter a noção e a consciência de tudo o que representa esse limite do meu filho é uma forma de tentar fazer com que a vida dele seja a melhor possível.

De alguma forma, foi um chamado do céu, que me arrebatou, pois penso que, se eu não tivesse entregue meu coração por inteiro e compreendido que eu nunca estaria sozinha nessa árdua e desconhecida caminhada, sinceramente, não conseguiria suportar. Foi essa fé que me trouxe a esperança de um futuro possível.

A fé foi tudo! Foi toda a motivação  para seguir minha vida e me lembrar que tinha outros filhos, e não ficar achando que tudo tinha acabado. Na verdade, a fé me mostrou que aquilo era um recomeço e uma nova forma de viver, dolorosa e bela, mas teria que ser vivida com alegria.

cancaonova.com: Como você definiria o mundo de uma criança autista e o que diria para os pais de filhos nessa situação?

Carla Carvalho: O mundo e a vida de uma criança com autismo podem ser muito cruéis, porque, se ela não tiver ao seu redor pessoas que a façam compreender que toda dificuldade de compreensão do mundo e das pessoas podem ser transformadas com paciência, esperança e muito amor, será muito difícil.

Devemos aprender com os outros pais que o altruísmo é a nossa palavra de vida, pois, se soubermos viver assim e fizermos disso uma alegria e um objetivo, acho que conseguiremos transformar nossa vida e a de nossos filhos.

Eles são um espelho dos nossos sentimentos, porque são sensíveis, perceptíveis e sabem totalmente o que nos faz sofrer. Eles também sabem que são diferentes e não são aceitos pela maioria das pessoas ao seu redor, e isso é muito triste! Então, quando penso nisso, revisto-me de uma força tão poderosa, para fazer com que, no espaço que o meu filho esteja, ele seja muito feliz.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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“Querida Igreja, vós não me deveis nenhum pedido de desculpas, vós não me deveis nada. Sou eu quem vos devo tudo.”

Querida Igreja Católica,

Como um ex-homossexual que voltou para vós à procura de Deus, eu gostaria que soubésseis que não, vós não me deveis nenhum pedido de desculpas. Nunca, por nenhum momento, em meus 43 anos levando um estilo de vida homossexual, eu me senti marginalizado pela Igreja. A Igreja nunca me abandonou. Jamais eu senti como tivesse sido desamparado. Fui eu quem me desamparei a mim mesmo. Nem por uma vez sequer eu me senti rejeitado pela Igreja, como se não tivesse lugar nela. Vossas portas sempre estiveram abertas para mim. Fui eu quem as atravessei e fui embora.

Vós tendes de saber que não houve um só dia, em meus 43 anos, em que eu não reconhecesse o quão ofensivo a Deus era o meu comportamento. Olhando para trás, posso dizer honestamente que o obstáculo entre Deus e eu, posto por mim mesmo, constituiu um de meus maiores sofrimentos. O que me manteve afastado da Igreja foi a minha estupidez e o meu sentimento de culpa. Vós me destes a verdade e eu a rejeitei.

Como isso pôde ter acontecido? Muito simples. Eu usava desculpas. Insistia em que não detinha nenhum autocontrole sobre meu pecado. Entrei numa mentalidade de que talvez, por acaso, um Deus amoroso estivesse bem com tudo o que eu estava fazendo. Qualquer que fosse a verdadeira razão para isto, achei muito mais fácil ocultar toda a minha culpa no recanto mais escondido da minha consciência. E, então, por 43 anos, todo aquele pecado e toda aquela culpa permaneceram empoeirados e sem arrependimento algum.

Vós não me deveis nenhum pedido de desculpas. Fui eu quem ofendi a Deus, a sua Igreja e os seus ensinamentos. Fizestes a vossa parte. Proclamastes a verdade na caridade, mas eu a ignorei. Eu tenho e assumo a total responsabilidade por meus caminhos pecaminosos. Fui eu quem rejeitei as muitas cruzes que o Senhor me deu. Fui eu quem enfrentei meus demônios. Fui eu quem rejeitei a salvação que vós me oferecestes.

Ao longo de meus 43 anos afastado da Igreja, Deus concedeu-me uma cruz após a outra e eu as rejeitei todas. Foi só em 2008, quando contraí o vírus da SIDA, que se abriram as comportas de minha consciência. Foi naquele dia que eu percebi o quanto precisava de vós. Era chegada a hora de eu arrastar os meus pecados empoeirados e atravessar aquela porta que sempre esteve aberta para mim por tantos anos.

Obrigado por me terdes acolhido de volta. Obrigado por me dar a coragem de proclamar o que me tendes ensinado há tanto tempo. Vós não me deveis nada. Sou eu quem vos devo tudo.

Não, a Igreja não deve aos homossexuais um pedido de desculpas. As portas estão abertas. Aceite a verdade na caridade e saiba que Deus sempre o ajudará a carregar a sua cruz. Tome a sua cruz como eu tomei. Deus está esperando. Não tenha medo. A Igreja não é sua inimiga.

Eu estou velho agora e bastante afetado por problemas de saúde. Mal sou capaz de carregar a minha cruz. Mas eu estou onde eu quero estar. Perto de Deus, próximo de sua Igreja e adorando a verdade que eu rejeitei por tantos anos.

A Igreja deve pedir desculpas, no entanto, por seus padres e bispos favoráveis à homossexualidade, os quais estão colocando as almas dos homossexuais em grande perigo, por não dar a eles a verdade do Evangelho.

Em Cristo,

Ir. Christopher Sale
Fundador dos Irmãos do Padre Pio

 

(via Pe. Paulo Ricardo)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Na luta contra o câncer, Renata destaca a entrega de sua enfermidade a Deus

Nesse duro caminho de luta contra essa enfermidade, posso dizer que não sou mais a mesma.

Meu nome é Renata Vasconcelos Leal, tenho 38 anos e há 19 sou missionária na Comunidade Canção Nova. Assim como você, que está lendo este artigo, quando começamos um ano gostamos de fazer alguns planos. Comigo e com meu marido não foi diferente.

Durante a Santa Missa, na passagem de 2012 para 2013, nos abraçamos e consagramos nosso ano novo a Deus. Em abril de 2013, descobri que estava com câncer de mama. E você poderia me perguntar: “Mas vocês não consagraram o ano a Deus?” E eu lhe respondo: “Sim, e Ele levou isso a sério; estamos seguindo Seus passos”. Nesse caminho, percebi que, todas as marcas que trazia no meu corpo, Jesus já as tinha e faz tempo.

Certamente, a sua dor Ele também já tomou para Si; pena que, dificilmente, acreditamos nisso. Nesse duro caminho de luta contra essa enfermidade, posso dizer que não sou mais a mesma, também posso afirmar que não projetei morrer cedo. E, mesmo com a notícia de que fiquei curada ao fim do tratamento, essa trajetória me fez perder o medo de morrer, porque entendi que essa deve ser uma boa notícia para quem crê: finalmente, vou me encontrar com Aquele que tomou para Si minhas dores, a fim de me dar o Paraíso.

Atenção, mulheres!

Agora, quero me dirigir a você que é mulher: cuide-se! Faça o autoexame e, se descobrir algo, corra contra o tempo, mas nunca tenha medo de nada! Porque o Senhor está com você. E você, que está passando por isso, já passou ou conhece alguém nessa situação, reflita comigo: Ao olharmos para tantas mulheres desfiguradas pelo câncer, essa doença silenciosa e dolorosa, será que não é providencial o Dia de Nossa Senhora Aparecida ser comemorado em outubro pela Igreja? Mês Rosa em todo o mundo, mês de combate ao câncer de mama.

Creio que a Virgem Maria sabe o que é ter um pedaço de si esmagado, sua alma foi transpassada de dor ao ver o Filho morrer na cruz. Além disso, Maria já apareceu e continua aparecendo para a humanidade de tantas formas, no entanto, a essência dela não muda. Não estaria Nossa Senhora querendo dizer a tantas outras Marias que, independentemente com qual imagem você apareça, a essência de ser mulher não mudará jamais. Com esse gesto, ela poderia querer nos dizer também que podemos nos revestir de diversas maneiras, mas nunca como derrotadas. Portanto, mulheres: levantemos a cabeça, com cabelo ou não, e mostremos a força de Maria em nós. Certamente, neste mês de outubro, a Santíssima Virgem está vestida de rosa e gostaria de dizer a cada uma de nós: “Que a mulher, segundo os desígnios de Deus, está diante da cruz, sempre em pé.”

Renata Vasconcelos Leal
Missionária da Comunidade Canção Nova

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

Roma, 10 Out. 17 / 05:30 pm (ACI).- Patrick Canac, um empresário francês de sucesso, foi batizado, mas, como muitas pessoas, com o passar dos anos afastou-se da Igreja. Entretanto, há pouco mais de um ano, viu como a sua vida deu uma volta de 180 graus: voltou para a Igreja e doou uma grande quantidade de dinheiro para a construção de um novo seminário no seu país.

Mas, qual é o motivo da sua volta à fé? O testemunho do Pe. Jacques Hamel, sacerdote assassinado em agosto de 2016 por dois jihadistas do ISIS enquanto celebrava a Missa em uma pequena cidade francesa.

“Eu fui educado na fé cristã. Recebi o batismo e todos os sacramentos de iniciação cristã, mas depois eu me afastei da prática religiosa por muito tempo”, explicou o empresário ao Grupo ACI durante uma visita a Roma.

“No ano passado, fiquei impressionado com o assassinato do Pe. Jacques Hamel em uma igreja em Rouen”. “O terror presente nesta igreja me recordou os tempos mais escuros da nossa civilização”, confessou.

Apesar de estar afastado da fé, reconhece que naquele momento pensou que todos “nós temos raízes judaico-cristãs” que “devem ser defendidas e salvas”.

“A minha reação foi imediata, foi um reflexo, como se tivessem assassinado o meu irmão. Que hoje seja possível entrar em uma igreja e matar o celebrante é algo terrível, é um horror, é o diabo que entra em uma igreja”.

“Eu reagi sem pensar. Os mesmos problemas existem no Oriente Médio, onde os cristãos são assassinados. E dentro de mim, reagi dizendo: ‘Eu sou cristão e eu tenho que fazer alguma coisa, colocar a disposição as minhas capacidades’”.

De fato, Patrick doou uma grande quantidade de dinheiro para construir o novo seminário Redemptoris Mater, em Avignon, na França. Aos poucos, o projeto começou a se tornar realidade e o Papa Francisco abençoou a primeira pedra do prédio na Audiência Geral de 4 de setembro, na Praça de São Pedro.

“Acho que é importante que nossos países ocidentais – obviamente a França – sejam evangelizados, que as pessoas sejam encorajadas a aproximar-se novamente da Igreja, porque a Igreja é o berço da nossa evangelização”.

“Penso nos primeiros cristãos, que foram pioneiros, estes missionários e mártires que anunciaram o Evangelho em todo o mundo. E essa é a razão pela qual eu coloquei a disposição as minhas habilidades nos negócios, a fim de ajudar este projeto de construção do seminário Redemptoris Mater, em Avignon”.

O empresário sublinha que “trata-se de um projeto de formação de missionários, um projeto moderno, internacional, ecumênico, aberto ao mundo. Permite a formação de sacerdotes que irão à missão para evangelizar”.

“É um projeto de formação de missionários, de presbíteros que evangelizarão pessoas como eu para que possam voltar para a Igreja”, destacou novamente.

Além disso, considera que “é importante na situação atual da França, que está ameaçada”. “Depois do assassinato do Pe. Hamel, sinto que a nossa civilização judaico-cristã está sendo ameaçada. Tudo o que contribui na formação das pessoas que anunciarão o Evangelho, uma palavra cristã de paz e de amor deve ser ajudado”, reconheceu.

Também não pode esquecer que foi o próprio Papa Francisco que autorizou o início do processo de beatificação do sacerdote assassinado sem ter que esperar 5 anos após sua morte.

“Concordo totalmente com a proposta do Papa Francisco. O Pe. Hamel é um mártir. O que eu conheci a respeito do seu comportamento antes de ser assassinado é que ele é um verdadeiro cristão, digno de um mártir. Ele tentou convencer os seus assassinos de que estavam fazendo o mal. A sua atitude foi extraordinária e exemplar para todos, cristãos e não cristãos”, sublinhou visivelmente emocionado.

Fonte: http://www.acidigital.com/

US writer and motivational speaker Lizzie Velasquez delivers a speech during a conference at the National Auditorium in Mexico city, on September 5, 2014 in the framework of Telmex foundation's "Mexico Siglo XXI" forum, owned by Mexican tycoon Carlos Slim. AFP PHOTO/RONALDO SCHEMIDT (Photo credit should read RONALDO SCHEMIDT/AFP/Getty Images)

Ela descobriu esse “apelido” ao ver a própria face num vídeo do YouTube. Mas o apelido não é só cruel: é essencialmente falso.

que você faria se estivesse navegando na internet e achasse um vídeo chamado “A mulher mais feia do mundo”, com 4 milhões de visualizações, e percebesse que o rosto exibido nele é o seu próprio?

Você choraria? Eu choraria.

Você leria todos e cada um dos milhares de comentários execráveis, alguns dos quais recomendando que você se matasse para fazer um favor ao mundo? Eu leria.

Você se deixaria abalar dolorosamente e cairia em desespero? Eu, provavelmente, sim.

Ou será que você escolheria um caminho diferente e mais corajoso?

Será que você transformaria esse momento traumático no impulso para levantar a voz incansavelmente contra o assédio covarde, para questionar os nossos frívolos padrões de beleza e para testemunhar o que significa ser essencialmente uma pessoa bela?

Lizzie Velasquez escolheu este outro caminho.

Ela nasceu quatro semanas antes do previsto e os médicos ficaram tão impactados com a sua aparência que primeiro levaram uma fotografia Polaroid aos seus pais a fim de prepará-los para verem a própria filha. Mas os pais não quiseram a foto: eles queriam a sua bebê e exigiram que os médicos a levassem imediatamente até eles.

O diagnóstico de Lizzie é de síndrome progeroide neonatal, um transtorno genético que lhe dificulta ganhar peso e que a deixou cega do olho direito e com visão limitada no esquerdo. Lizzie cresceu no Texas sabendo que o seu aspecto era diferente do das outras crianças, mas também consciente de que o profundo amor dos pais e das irmãs por ela lhe assentava os alicerces da confiança e da segurança pessoal.

Foi essa confiança alicerçada no amor de seus pais o que a salvou naquele dia em que ela encontrou a própria imagem no vídeo do YouTube chamado “A mulher mais feia do mundo”, quando tinha 17 anos.

Depois de ler todos os comentários, procurando desesperadamente uma pessoa que a defendesse, foi buscar a mãe na sala de estar.

“Se aquele vídeo tinha me machucado tanto, eu não conseguia imaginar o quanto ele iria machucar a minha mãe. E acredito que, naquele momento, se acendeu para mim uma luz: eu não estava disposta a ficar ali sentada e deixar que aquelas palavras fossem a definição de quem eu sou”.

Um ano mais tarde, o diretor da sua escola pediu a Lizzie para fazer um discurso aos alunos do instituto. O diretor lhe garantiu com antecedência que haveria professores por perto para acalmar os estudantes se eles se alvoroçassem. Não precisou: na metade do discurso, quando Lizzie levantou o olhar para o auditório, seus companheiros estavam todos em absoluto silêncio e totalmente concentrados nela. Alguns até começaram a chorar. Naquele momento, Lizzie sentiu que a “barreira de ser diferente” desaparecia e que todos eram apenas “um grupo de pessoas”.

A experiência foi um ponto de virada para ela, que, desde então, se tornou conferencista motivacional e uma ardente defensora do respeito a todos e do fim do assédio. Foi palestrante no Tedx Talks, escreveu livros e tem seu próprio canal no YouTube. Durante toda a vida, Lizzie confiou na sua fé católica para superar os momentos mais escuros.

“Foi a minha rocha esse tempo todo. Basta dedicar um tempo sozinha a rezar e falar com Deus para saber que Ele está aqui para mim”.

Demonstrando que a verdadeira beleza só pode ser vista pelos olhos da alma, Lizzie também declarou:

“Deus me abençoou com a maior bênção da minha vida, que é a minha síndrome”.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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A poucos dias a festa de Nossa Senhora Aparecida e da comemoração dos 300 anos do encontro da imagem da Padroeira do Brasil, Pe. Reginaldo Manzotti revelou ser “um milagre” da Virgem.

“Sou fruto e testemunha viva do poder intercessor de Nossa Senhora Aparecida”, afirmou em um recente artigo o sacerdote fundador da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

“Sou o milagre vivo de uma oração de minha mãe, que, ao me ver nascer sufocado pelo cordão umbilical, após ter sido batizado às pressas, fui consagrado à Nossa Senhora Aparecida”.

O sacerdote contou levar em sua alma “eterna gratidão”: “nos lábios, os louvores; e no meu segundo nome, a marca daquela que intercedeu a Jesus e salvou minha vida: meu nome de batismo é Reginaldo Aparecido Manzotti”, contou.

Pe. Reginaldo recordou que anualmente, “cerca de 12 de milhões de romeiros visitam Aparecida”, muitos percorrendo centenas de quilômetros, “para agradecer por uma graça alcançada, para rezar e debruçar-se sob Maria”.

Lembrou ainda que, em 2015, pôde acompanhar de perto esta devoção, com as histórias de superação de grupos que caminham pela Via Dutra rumo ao Santuário.

“Todos têm uma motivação própria para suportar o clima, o cansaço, os perigos (sim, existem muitos assaltos na rodovia!), mas o objetivo de agradecer a Nossa Senhora é muito maior”, acrescentou.

De modo concreto, o padre lembrou um senhor chamado Toninho, líder de um grupo com mais de 100 integrantes que saem todos os anos de São Paulo e demoram cinco dias para chegar ao Santuário de Aparecida.

O sacerdote também se inclui entre os milhões de romeiros que peregrinam ao Santuário anualmente.

“Poucos sabem, mas todos os anos visito o Santuário Nacional para agradecer à Nossa Senhora. Agradeço pela minha vida, pela minha família, pelo meu sacerdócio, mas principalmente por todos os testemunhos que recebo diariamente de curas, de gestações, de entendimentos, de discernimentos, por fim, pelas graças de Nossa Senhora na vida de todos”, contou.

Outra forma de agradecer à Virgem encontrada pelo sacerdote, além dessas peregrinações, concretizou-se em 2013, quando, segundo ele, “Deus me deu a graça de homenagear nossa Mãe com uma composição”.

“A música ‘Proteja-me, oh! Mãe’ é uma oração em forma de música, para que todos possam clamar por Nossa Senhora e, ao mesmo tempo, agradecer a sua proteção”, indicou.

Esta não foi a primeira vez que Pe. Reginaldo Manzotti expressou sua devoção à Mãe Aparecida. Em seus shows e ao final de algumas Missas, costuma cantar a canção “Dai-nos a bênção”, com a qual os brasileiros pedem a proteção de sua padroeira.

Ainda neste ano, ao assinalar o mês vocacional em agosto, contou no artigo intitulado ‘Eis-me aqui, faça-se’ que “não há um momento da minha vida que eu não consiga enxergar Nossa Senhora me protegendo e amparando”.

“E não consigo compreender como em alguns momentos alguém pode duvidar da intercessão de Nossa Senhora. Nós temos uma Mãe, não somos órfãos e, se uma mãe aqui da Terra tira da boca para dar a seus filhos, imaginem Nossa Senhora, que é toda santa, pura, imaculada e repleta de amor”, acrescentou.

Fonte: http://www.comshalom.org/

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Desde o início do cristianismo, a Igreja encontrou na Mãe de Deus um modelo a seguir, ressaltando sempre suas virtudes. A seguir, apresentamos 15 frases de santos conhecidos sobre a Virgem Maria:

1. Santo Agostinho de Hipona, Padre e Doutor da Igreja

“Maria era bem-aventurada porque antes de dar à luz o Mestre na carne, o levou no seio”.

2. Santo Agostinho de Hipona

“Maria era feliz porque ouviu a palavra de Deus e a pôs em prática; guardou mais a verdade de Cristo na sua mente do que o corpo de Cristo no seu seio”.

3. Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja e padroeiro dos confessores e moralistas

“Maria é aquela torre de Davi, de que fala o Espírito Santo nos sagrados Cânticos: ‘Ao redor dela se elevam fortalezas; ali se veem suspensos mil escudos e todas as armas dos valentes’ (Ct 4,4). Vós sois, portanto, Virgem Santíssima – como diz Santo Inácio Mártir – ‘um escudo inexpugnável para aqueles que andam empenhados no combate’”.

4. São Bernardo de Claraval, Doutor da Igreja e conhecido por seu amor à Virgem Maria

“Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria”.

5. São Bernardo, também compositor de muitas orações marianas

“Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás, se Ela te é favorável, alcançarás o fim”.

6. São Francisco de Assis, fundador dos Franciscanos e devoto da Virgem

“Salve ó Senhora Santa, Rainha Santíssima, Mãe de Deus, ó Maria… Em vós residiu e reside toda plenitude da graça e todo o bem”.

7. Santo Irineu, Padre da Igreja dos primeiros séculos que combateu heresias

“O nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria. O que uma fez por incredulidade o desfez a outra pela fé”.

8. São Luís Maria Grignion de Montfort, autor de vários livros marianos, entre eles o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”

“Sou todo teu, Maria, e tudo o que é meu te pertence”.

9. São Luís Maria Grignion de Montfort

“A quem Deus quer fazer muito santo, o faz muito devoto da Virgem Maria”.

10. São João Bosco, grande propagador da devoção a Maria Auxiliadora

“Um sustentáculo grande para vós, uma arma poderosa contra as insídias do demônio, tendes na devoção à Maria Santíssima”.

11. Santa Teresa de Jesus, mística e Doutora de Igreja

“Grande coisa é o que agrada a Nosso Senhor qualquer serviço que se faça à sua Mãe”.

12. Santa Teresa de Lisieux, Doutora da Igreja e Padroeira das missões

“Com a prática fiel das virtudes mais humildes e simples, tornaste, minha Mãe, visível a todos o caminho reto do Céu”.

13. Santa Teresa dos Andes, carmelita descalça latino-americana

“Maria, és a Mãe do Universo. Quem não se anima ao ver-te tão pura, tão terna, tão compassiva, a revelar seus íntimos tormentos? Se é pecador, tuas carícias o enternecem. Se é teu fiel devoto, somente tua presença acende a chama viva do amor divino”.

14. São João Paulo II, o Papa das famílias

“Nos deste a Tua Mãe como nossa, para que nos ensine a meditar e adorar no coração. Ela, recebendo a Palavra e colocando-a em prática, fez-se a mais perfeita Mãe”.

15. São João Paulo II, o Papa peregrino

“Dai-nos vossos olhos, ó Maria, para decifrar o mistério que se esconde nos frágeis membros do Filho. Ensinai-nos a reconhecer a sua face nas crianças de toda raça e cultura”. (Fonte: ACIDigital)

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Para estes dias em que parece que Deus não nos, vê, não nos ouve, nem nos ama

Eu cresci pensando que um relacionamento com Deus era uma transação: eu dava a Deus quantidades mínimas de meu tempo e oração, e, em troca, esperava ganhar algo Dele. Eu supunha que eu receberia um sentimento, uma palavra, uma visão. Não ajudei o Ministério da Juventude a colocar uma ênfase muito grande no fato de que a desolação espiritual não era normal, e que você poderia obter algo de Deus, caso tentasse.

Durante todo o meu período escolar, me senti ignorada por Deus. “Eu devo ser muito pecaminosa”, pensava. Olhava ao redor e todos tinham uma história para contar, uma revelação para compartilhar. Eu não conseguia me relacionar. As palavras “ateia” e “agnóstica” vinham sempre em minha mente. Elas pareciam tão estranhas, mas tão gratificantes… “Deus, se você está lá fora, pegue isso!” – eu dizia. “Isso O mostrará! Eu não preciso de Você”, completava.

Isso foi há mais ou menos 3 anos. De lá para cá, eu descobri minha fé. No entanto, eu ainda sofro imensamente daquele sentimento de que Deus não me vê, não me ouve, nem me ama completamente.

Por isso, aqui estão algumas dicas que eu usei para me ajudar a passar por uma das mais dolorosas experiências espirituais: a desolação.

  1. Inspire-se em Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa é conhecida por sua experiência de desolação espiritual. “Estou convencida”, dizia ela, “que um momento é suficiente para resgatar toda uma existência miserável, uma existência, talvez, considerada inútil.”  Na pequena experiência que ela teve com o sentimento da presença de Deus, ela sabia que o que ela tinha recebido era uma graça, e que era real. Ela nos mostra que devemos encarar o amor de Deus como um dom que vale toda uma vida de miséria. Ela olhou para trás e viu como Deus tinha trabalhado em sua vida, e que Ele a alimentou e empurrou-a para a frente durante seus anos de desolação.

Vamos, assim como Madre Teresa, valorizar as vezes que nos encontramos intimamente com Cristo, e ,ao invés de desejar mais, agradecer a Deus pelo que Ele já nos concedeu. Depois disso, vamos avançar para estender o reino de Deus aqui na terra.

  1. Adoração e oração

Recentemente, eu tive uma experiência de adoração que eu nunca mais vou esquecer. Depois de conversar com uma freira dominicana sobre minha desolação espiritual, eu fui para a adoração para pegar alguns conselhos dela. Ela me disse para tentar apenas repousar na santa presença de Deus, ao invés de tentar compreender alguma coisa sobre Ele.

Então, eu entro em adoração e fico aos pés de Jesus. Como uma comporta aberta, uma oração começa a correr para fora de mim. “Deus, estou cansada. Eu venho aqui toda vez procurando, tentando entender e alcançar algo. Eu nem sei o que estou procurando. Estou esgotada. Eu acho que eu só quero ter a certeza de que, como todo o mundo me disse, Você me ama. É cansativo, Senhor. Eu estou exausta! Eu te dou isso. Eu não quero mais isso. Tire isso de mim. Deixe que Você seja o suficiente para mim. Deixe-me descansar em Você, e venha sem expectativas de que eu vou sair dessa.”

Eu, finalmente, me senti livre – não da desolação, mas do estresse de tentar resistir constantemente a isso. Agora, eu me sinto livre para estar neste estado de desolação. Eu me sinto livre para deixar a vergonha na porta. Eu me sinto livre para parar de me agarrar na minha alma desolada, tentando sair.

Tire um tempo para estar diante Dele e para entregar a Ele suas inseguranças provocadas pela desolação. Isso vai deixar você mais livre do que você imagina.

  1.  Entenda isso como uma dádiva

Santo Inácio, em suas “Regras para o Discernimento dos Espíritos”, primeiro diz que se não estivermos tentando fazer as coisas funcionarem com Deus, elas não vão funcionar. Mais importante, porém, ele diz que a desolação pode ser permitida por Deus para ver até aonde iremos na fé, para levarmos louvor e glória até Ele. Em terceiro lugar, ele diz que pode ser uma maneira de nos fazer ver a consolação como um verdadeiro dom que só Deus pode dar. Ao dizer que a consolação é um dom, Inácio compreendeu que a desolação é algo crucial para o reconhecimento da nossa consolação não como um prêmio ou algo que ganhamos ou recebemos cada vez que chegamos à oração, mas sim um dom flagrante de Deus. Assim, a desolação se torna um presente para nos dar a realização.

Sim, é fácil “desistir”. É fácil ter ciúme. Mas é difícil perseverar e dar a Deus tudo o que temos, mesmo que sintamos que não estamos necessariamente recebendo tudo o que pensamos que precisamos. É difícil pegar a nossa Bíblia e dizer: “Deus, eu te concedo este tempo, porque quero avançar o teu reino, não importa em que condição estão o meu coração e a minha alma. ”

Todos nós sofremos. Todos nós temos uma cruz a carregar, não importa se grande ou pequena. Por que não aceitar a cruz como oportunidade de santificação? Uma oportunidade para mostrar a Deus que Ele vale a nossa luta, a nossa dor e a nossa constante perseverança?

Portanto, vamos ser como a Madre Teresa, e tantos outros santos homens e mulheres, que lutam pela santidade quando é mais difícil lutar. Quando é mais difícil orar. E quando é mais difícil levantar os olhos para aquele que nos ama.

Deus, faça-nos santos através disso.

Fonte: ALETEIA EUA

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Separar sua vida espiritual da sua vida profissional pode fazer você sentir como duas pessoas diferentes

Era Quarta-feira de Cinzas quando enfrentei o dilema. Eu queria receber as cinzas para marcar o início da Quaresma, mas simplesmente não poderia fazê-lo. Estava muito envergonhada.

O pensamento de aparecer para trabalhar com uma grande mancha preta na minha testa me fez suar frio. O que os colegas de trabalho achariam? Será que eles me perguntariam sobre isso? Será que as pessoas olhariam para mim nas reuniões? Será que elas pensariam que eu era muito devota?

Não me interpretem mal: não tenho vergonha da minha fé. Mas não quero ser o centro das atenções. Estou com medo de ofender alguém, ou deixar os colegas de trabalho desconfortáveis mostrando minha fé.

Então, eu não fiz. Não fui à igreja e não ouvi o padre dizer “pois tu és pó e ao pó tornarás” (Gn 3,19), enquanto passava cinzas na minha testa. Perdi um importante ritual da minha fé porque estava com medo.

Frequentemente luto com o quanto deixo minha fé aparecer no trabalho – ou se deveria deixá-la aparecer em tudo.

Tenho lidado com diferentes formas desta luta desde a infância – na escola ou em outros ambientes sociais. Cresci em uma Igreja Batista fundamentalista onde tinha que testemunhar e participar de visitas porta a porta. Parecia frio chamar os vizinhos para tentar convertê-los ao cristianismo – o pior pesadelo para um introvertido. Isso me traumatizou. Na escola eu pensava que era pecadora se não tentasse abertamente convencer meus amigos agnósticos a mudarem para a equipe cristã. Lembro-me desajeitadamente convidando uma amiga para ir à igreja comigo. Poderia dizer que ela não queria ir – mas se sentiu obrigada. Essas experiências me deixaram com uma forma de TEPT (transtorno de estresse pós-traumático) de evangelismo. Eu tremo ao pensar em forçar minha fé sobre alguém. Não admira que hesite em expor muito de minhas crenças no trabalho.

Ao mesmo tempo, também não quero sentir como se estivesse vivendo duas vidas: minha vida “profissional” e minha “outra” vida. Quero integrar minha vida. Então, qual é a resposta? Como posso ter a integridade – não ter que esconder partes de mim – quando se trata de fé e trabalho? E o que dizer de ser luz e sal? Sabendo que este estado de conflito do ser afeta muitas pessoas, decidi procurar respostas de estudiosos espirituais.

“Alguns dos antigos métodos de compartilhamento evangélico são imprudentes, se não forem abruptamente antiético”, diz Bill Peel, diretor do Center for Faith at Work at LeTourneau University, e autor do Workplace Grace: Becoming a Spiritual Influence at Work. Ele escreve que um bom modelo de evangelização no trabalho deve respeitar a integridade e a vulnerabilidade do descrente, ao mesmo que respeita o profissionalismo do local.

Na verdade, se um empregado tenta demasiadamente converter os colegas de trabalho, pode ir contra a lei. A mesma lei federal americana que proíbe os empregadores de discriminação contra funcionários com base em sexo, cor, nacionalidade e religião, exige que o empregador mantenha um ambiente de trabalho livre de assédio.

Assim, os gestores de RH têm que encontrar um equilíbrio delicado quando se trata de lidar com a evangelização no trabalho. Eles têm de permitir que os funcionários tenham liberdade religiosa, mas também têm de proteger os trabalhadores contra pressões.

Courtney Leyes escreve em HR Professionals Magazine que “é obrigação do empregador tomar medidas razoáveis para manter um ambiente de trabalho livre de assédio. Se houver queixa de conduta, o proselitismo é indesejável”, o profissional de RH não necessariamente deve permitir o proselitismo à custa de outros colaboradores.

Em seu artigo 10 Reasons it’s Wrong to Evangelize in the Workplace, John Shore diz: “a menos que parte da descrição do seu trabalho diga, ‘evangelizar seus colegas de trabalho’, você está efetivamente roubando de seu empregador quando gasta o tempo na empresa fazendo isso. Pior, você está deixando o seu empregador vulnerável a todos os tipos de problemas que ele não quer. Como um especialista em Recursos Humanos sucintamente coloca: ‘a religião, como a política, é um tema no ambiente de trabalho que gera tempestade’”.


Atração, não promoção

Então, ao invés de forçar a minha fé sobre meus colegas de trabalho, ou ir para o outro extremo e trancar minha fé por completo, no trabalho costumo aderir à ideia da “atração, não promoção”. Eu gosto do que São Francisco dizia: “pregue o Evangelho o tempo todo. Se necessário, use palavras”.

O escritor Bill Peel escreve: “devemos, primeiramente, fazer bem o nosso trabalho. Temos de fazer o nosso trabalho com integridade. E devemos mostrar às pessoas que nós nos importamos”.

Isso soa como um bom conselho para mim.

Ao contrário da visitação de porta em porta, que fui forçada a fazer quando criança, agora expresso minha fé mais silenciosamente. Eu tento fazer bem o meu trabalho e cuido daqueles com quem trabalho. Uso um crucifixo que me faz lembrar que sou filha amada de Deus. Posto coisas na minha página do Facebook sobre ir à missa, ou adiciono um link para um artigo ou livro que tem temas espirituais. Escrevi um livro sobre a grandiosidade de Deus e convidei alguns dos meus colegas de trabalho à minha festa de lançamento do livro. Ficaria surpresa se alguém no trabalho não soubesse que minha fé era importante para mim.

Tento encontrar “Deus” nos momentos ao longo do dia. Os exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola lembram-me de encontrar Deus em todas as coisas. Como o momento em que um amigo no trabalho me procurou para tomar um café e falar sobre o significado da vida. Ou quando um colega de trabalho me procurou para confessar sua depressão – e me perguntou como a minha fé me dava esperança. E ainda outra vez que uma amiga estava chorando no banheiro porque o namorado tinha acabado de terminar com ela. Espero que tenha sido capaz de mostrar o amor de Cristo a todos esses colegas de trabalho.

Vamos encarar – o local de trabalho pode ser brutal. É muitas vezes um mundo cão, e os valores daqueles que o cercam podem não corresponder aos seus. Somos chamados a ser luz e a brilhar intensamente. Mas há muitas maneiras de fazer isso. E quando não sei como, recordo do crucifixo ao redor do meu pescoço e rezo para que Deus me mostre o caminho.

Karen Beattie é autora do Rock-Bottom Blessings: Discovering God’s Abundance When All Seems Lost. Seus artigos de revistas e ensaios foram publicados em America, Christianity Today e Power of Moms. Ela vive no lado norte de Chicago com o marido, a filha de 5 anos e um gato idoso.

O motivo que levou o executivo a aceitar o chamado de Deus e mudar de vida é surpreendente

Um trabalho de grande responsabilidade nas melhores empresas da Espanha, uma casa em um bom condomínio em Madri (Espanha) e uma namorada: tudo o que um homem pode desejar. Entretanto, uma morte inesperada fez com que a sua vida mudasse totalmente. No último dia 16 de dezembro, Alberto Núñez foi ordenado sacerdote pelo Cardeal Carlos Osoro, Arcebispo de Madri.

Alberto Núñez tem 50 anos e foi ordenado sacerdote na Companhia de Jesus no dia 16 de dezembro na capela da Universidade de Comillas, em Madri (Espanha), onde há alguns anos estudou a licenciatura em direito, ciências econômicas e doutorado em engenharia industrial.

Antes de descobrir a sua vocação à vida religiosa, o Pe. Alberto tinha tudo o que uma pessoa poderia desejar: trabalhos de grande responsabilidade na Bolsa e em multinacionais conhecidas como Société Génerale, BBVA e Gás Natural Fenosa. Uma casa em um condomínio e uma namorada.

Mas um câncer matou em apenas três meses o seu único irmão, que deixou os seus três filhos pequenos órfãos. Em meio a essa profunda dor, o Pe. Alberto escutou o chamado de Deus.

“Nesta situação difícil, senti dentro de mim um amor profundo que não era o amor que sentia pelo meu irmão, mas a presença de Deus me dizendo que o amor era mais forte do que a morte e que, embora o meu irmão tivesse morrido, sempre estaria vivo”, declarou o Pe. Núñez em 2011 em um programa de televisão. “Fez-me entender também que a minha vida não podia continuar sendo como até então. Um tremendo chamado que não sabia então em que ia se concretizar”.

Pouco depois da morte do seu irmão e de viver esse momento de conversão e chamado, ofereceram-lhe “o trabalho que sempre tinha sonhado” na empresa Gás Natural Fenosa como Diretor Corporativo de Estratégia. Aceitou-o e estando no cargo de diretor começou a discernir a sua vocação.

Começou um voluntariado em um centro psiquiátrico com os Irmãos de São João de Deus e a estudar Teologia à noite e, finalmente, deixou a sua casa para mudar-se para a comunidade dos jesuítas no Pozo del Tio Raimundo, um dos bairros mais pobres da cidade e com um alto índice de pobreza.

No princípio só comentou a respeito da sua decisão com os mais próximos, mas, conforme explica, “a medida que fui confirmando o chamado tão forte que havia escutado, não tive problemas em comentar que vivia neste local ou que fazia este voluntariado”.

Finalmente, o Pe. Núñez deixou sua noiva e comunicou na empresa que deixava o posto não para ir para a concorrência, mas para entrar na Companhia de Jesus.

Alguns diretores e companheiros estiveram presentes no dia da sua ordenação, assim como o provincial da Companhia de Jesus da Espanha, o Pe. Francisco José Ruiz Pérez, e o ex-prepósito geral, o Pe. Adolfo Nicolás. “Agora, em vez de estar preocupado pela minha carreira profissional, estou preocupado pelas pessoas que estão ao meu redor. Eu adorava a minha vida, mas não estava feliz e é o que consegui na Companhia e enche a minha vida de sentido”.

Desde setembro de 2016, o Pe. Núñez é o responsável pela Pastoral Universitária da Universidade Pontifícia Comillas em Madri (Espanha).

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“Honraremos aqueles que foram morar com Deus”, completa o jogador que sobreviveu à tragédia da Chapecoense

O jogador Alan Ruschel, da Chapecoense, sobrevivente da tragédia com o voo da LaMia na Colômbia, deu mostras da sua fé e gratidão pelo milagre da vida e da recuperação ao postar a seguinte mensagem na rede social Instagram:

Os planos de Deus são maiores que os meus, tão grande que eu não posso imaginar?? Obrigado a todos pelo carinho,pela força, pelas orações e pensamentos positivos. Seguimos na luta e honraremos aqueles que foram morar com Deus. Pai, peço que ampare seus familiares e que os conforte!! Deus, obrigado pela misericórdia deste milagre, o Senhor é maravilhoso. OBRIGADO! ????

ALIANÇA

O lateral esquerdo da Chapecoense comoveu o mundo quando chegou em estado de choque ao hospital, na Colômbia, mas não parou de perguntar por sua família. Ele fez um pedido arrepiante à equipe médica:Guardem a minha aliança“!

SALVO POR UMA CRIANÇA

O resgate de Alan Ruschel também chamou a atenção do planeta por causa da surpreendente ajuda de um adolescente desconhecido, que, no caos daquela noite chuvosa, guiou os bombeiros até o local da tragédia.

FONTE: ALETEIA BRASIL

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Como Maria, mesmo junto à cruz, ela ficou de pé

Primeiro, ela recebeu uma das notícias mais aterradoras que se podem receber: o avião que levava o seu filho tinha caído, nas montanhas, durante uma noite chuvosa, no exterior.

Depois, as fagulhas da esperança se acenderam com força, ao sopro de uma chance que a vida dava: seu filho tinha sido resgatado vivo do pesadelo da morte.

E, por fim, de novo, o golpe devastador, ainda mais covarde que o primeiro: o filho, que também é pai, não tinha resistido. O herói ovacionado, que, nos últimos instantes da semifinal, com uma defesa extraordinária, garantira a vaga histórica da Chape na final da Sul-Americana, estava morto.

Não há quem possa pedir a uma mãe que resista a essa dor inominável.

Dona Ilaídes, no entanto, inverteu a lógica humana. A mãe devastada do goleiro-herói Danilo arrancou de si própria as forças que nem sabia que tinha e consolou o repórter Guido Nunes, do canal SporTV, durante a entrevista que lhe dava no gramado da Arena Condá nesta sexta-feira. Ela o abraçou e o levou às lágrimas ao indagar-lhe:

– Posso fazer uma pergunta? Como vocês, da imprensa, estão se sentindo tendo perdido tantos amigos queridos lá? Pode me responder? Posso te dar um abraço em nome da imprensa?

A atitude surpreendente coroou o desabafo que dona Ilaídes vinha fazendo sobre a angústia de não receber notícias sobre o estado de Danilo:

– Acho que a pior coisa foi isso. Se tivesse acontecido igual aos outros, você já tinha perdido a esperança e pronto. Mas ficamos o dia inteiro e só fomos ter a confirmação da morte dele às 3h da tarde. Foi das 3h da manhã até 3h da tarde nessa agonia.

Ela prosseguiu, tentando expor em palavras um pouco da dor indescritível da mãe de um jovem forte de 31 anos, no auge da carreira, pai de um menino que ainda nem sabia que tinha se tornado órfão:

– Espero muita dor ainda, muita espera, muito sofrimento. O que está matando a gente é essa espera. Isso não é de Deus. Não pode ser. Já imaginou que seu filho está em lugar longe, que você não pode abraçar, vai chegar em um caixão lacrado, colocar ali… E você vai ficar de longe, vendo ele, sem poder abraçar, não vai poder olhar no rosto nunca mais? Isso é terrível! E não sei quando vai chegar na minha cidade para ver ele lá com meus amigos, com minha família. Com os ídolos dele. Tem criança e menino chorando, que jogavam bola com ele desde os 18 anos. Estão chorando desde segunda-feira.

Na manhã deste sábado, sob a chuva intensa que se derramava céu abaixo sobre uma Chapecó desolada, os torcedores presentes na Arena Condá para o velório de 50 dos corpos repatriados retribuíram com longos e emocionados aplausos à força que a mãe de Danilo lhes demonstrara.

A mãe forte do herói do time deu a volta pelo gramado, debaixo de muita chuva, para agradeceu aos torcedores pelo carinho devotado a ela e, principalmente, ao filho.

Tite, o técnico da Seleção brasileira de futebol, fez questão de destacar a impactante fortaleza de dona Ilaídes:

– Não vou descrever nada, só aquilo que eu vi da mãe do Danilo. Foi extremamente emblemático, de solidariedade com todos vocês. O ato foi extremamente emblemático, o mais bonito que pode acontecer.

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Ele é reconhecido pela ferrenha defesa do direito à vida

Dom José Ignacio Munilla, bispo da diocese de San Sebastián, capital da província espanhola de Guipúscoa, se manifestou no Twitter sobre o caso da menina recém-nascida que foi abandonada numa lixeira da cidade no dia 22 de outubro.

Querida mãe, embora não devesse ser assim, obrigado por dar à luz esta menina!”, escreveu ele, completando com a hashtag “#BienvenidaDonostiarra” (“Bem-vinda, Donostiarra“). “Donostiarra” é o adjetivo em idioma basco usado em referência às pessoas que nascem em San Sebastián, porque o nome da cidade nessa língua é Donostia.

A responsável pelas políticas sociais da província de Guipúscoa, Maite Peña, informou que a menina está “em perfeito estado de saúde” e passará a morar com uma família de acolhimento de urgência assim que receber alta hospitalar. Maite Peña considera “impossível compreender os motivos que podem levar alguns pais a agirem dessa forma tão cruel e desumana, ainda mais quando Guipúscoa conta com um sistema de proteção à criança que pode dar resposta imediata e de qualidade a situações como a que pode ter levado a este caso”.

Dom José Ignacio Munilla sempre foi um ferrenho defensor do direito à vida:

  • Em 18 de fevereiro deste ano, também pelo Twitter, ele postou palavras firmes do papa Francisco sobre o aborto: “O aborto não é um mal menor: é um crime. É descartar um para salvar o outro. É o que a máfia faz”.
  • Em março de 2014, o bispo tinha escrito uma carta pastoral enfatizando que “não se pode aceitar que, todo ano, haja 4000 abortos no País Basco. Que os preconceitos não nos impeçam de pensar, sentir e encarar o drama do aborto e promover um debate real, livre desses preconceitos (…) A causa da vida é pré-política e está acima de qualquer ideologia“.
  • Em março de 2013, ele tinha denunciado que o aborto é um “massacre de inocentes” e um “holocausto silencioso”. Como resposta a esse crime, o bispo renovou o chamamento a se dignificar a adoção, além de recordar às mulheres que pensam em abortar que a Cáritas tem o compromisso de ajudar as mães gestantes em situação de pobreza para garantir a proteção da vida.
  • Dom Munilla exorta as pessoas a adotarem crianças, recorrendo a frases célebres de Santa Teresa de Calcutá, como “Em vez de matá-lo, deem-no a mim” e “Enquanto houver aborto, não haverá paz no mundo”.

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Com informações da Rádio Vaticano

Fonte: ALETEIA BRASIL