Movimento Mãe Rainha (Schoenstatt)

Movimento Mãe Rainha (Schoenstatt)

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O Movimento Mãe Rainha está entre os rebentos de vida carismática na Igreja de nosso tempo. Fundado em 1914, pelo Padre José Kentenich (1885-1968), estendeu-se a todos os continentes.

A espiritualidade do Movimento de Schoenstatt quer ajudar as pessoas a terem uma profunda vivência de fé. Para isso, por meio de uma Aliança com a Virgem Maria, procura experimentar Deus como Deus da vida e da história, que, com amor de Pai providente e misericordioso, conduz os homens.

Esta experiência revela também a  Deus como um Pai que nos chama a seguir Cristo, tornando-nos corresponsáveis por sua Igreja, para servi-la como instrumentos e apóstolos e para construir uma nova ordem social. Para o cumprimento desta tarefa, as comunidades de Schoenstatt oferecem vigorosos impulsos. Entre os membros encontram-se jovens, homens, mulheres, sacerdotes e grupos de famílias.

O núcleo central ou básico é constituído de vários institutos seculares. A origem e o ponto de união internacional do Movimento é o Santuário da Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt, em Vallendar, às margens do Rio Reno. Na Alemanha há centros de Schoenstatt em quase todas as dioceses.

Na Paróquia

Todo terceiro sábado do mês, às 17 horas, renova-se a Aliança de Amor na Santa Missa.

Em nossa paróquia temos o total de 30 missionários. Cada missionário zela por uma imagem, que é levada para 30 famílias, lojas, crianças ou enfermos – sendo um total de 26 imagens que visitam famílias, duas infanto-juvenis, uma o comércio e a dos enfermos. Temos o total de 780 casas visitadas pela imagem.

O missionário distribui os folhetos enviados pelo Santuário Mãe Rainha de Atibaia, fazendo a entrega pessoalmente, aproveitando o momento para entrar em contato com as famílias em particular e informá-las das atividades paroquiais e do Santuário. A missão do missionário não é passar a imagem e sim evangelizar.

Missionário é o nome dado ao casal ou a uma pessoa que assume a responsabilidade de levar a imagem da Mãe Peregrina a 30 famílias, cuidando com amor e dedicação deste pequeno rebanho que Deus e a Mãe Peregrina lhes confiaram.

Em 2013 comemora-se o Jubileu de 25 anos da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt em Montes Claros.

Rádio

Todas as 3ª feiras acontece na Radio Educadora – 670 AM, o programa “Evangelizando com a Mãe Peregrina”, na Associação Bom Pastor / Comunidade Esdras, com a participação das paróquias.

20h – Oração do Terço

21h – Evangelização, testemunhos e notícias

História

Schoenstatt nasceu em 1914, logo após ter iniciado a Primeira Guerra Mundial, num colégio palotino em Vallendar, pequena cidade junto ao Reno.

O seu começo foi insignificante: com um punhado de jovens estudantes. Porém, este pequeno grupo atraiu pouco a pouco outros adeptos.

Um ano após o fim da Guerra, em 1919, funda-se o Movimento Apostólico de Schoenstatt, no qual muito em breve ingressariam as primeiras mulheres. Nos anos de 1920 e 30, em forma progressiva, desenvolveu a direção externa de uma ampla rede de organização que oferecia várias possibilidades de participação. Em direção interna, o crescimento foi lento, criando uma espiritualidade que, por sua identidade original, mostrou-se como algo novo entre as escolas espirituais da Igreja.

Após anos de luta com o nazismo, em 1941 o fundador, com alguns de seus colaboradores, foi levado prisioneiro ao campo de concentração de Dachau, onde, apesar das circunstâncias, realizou um fecundo apostolado entre sacerdotes e leigos de diferentes nações.

Depois de sua libertação, em 1945, o Pe. Kentenich iniciou série de viagens por vários países do mundo, com os quais enraizou Schoenstatt em povos além da Europa. Isto ocorreu especialmente na América do Sul, onde hoje a obra, excluindo a Alemanha, tem a mais importante presença.

Em 1948, uma comunidade Schoenstattiana – as irmãs de Maria – são erigidas canonicamente como o primeiro Instituto Secular alemão. Com ele, pela primeira vez, expressa-se uma confirmação oficial ao mais alto nível, em torno da autenticidade de Schoenstatt como uma nova célula de vida eclesial.Justamente

este caráter eclesial de Schoenstatt ia ser duramente provado no futuro. Uma visitação canônica, com intervenção do Santo Ofício de então, significou a mais dolorosa prova que este momento Schoenstatt havia sofrido. A primeira medida do visitador enviado por Roma foi a destituição do fundador e seu exílio nos Estados Unidos, determinação que ele obedeceu imediatamente.

Após 14 anos, no final do Concílio, em 1965, foi chamado de volta e reabilitado pelo Papa. O Cardeal Bea, que há muito tempo estava vinculado ao Movimento, disse ao Pe. Kentenich, naquela ocasião: “Sem o Concílio o senhor nunca havia sido compreendido”. Depois o fundador teve uns três anos de trabalho intenso e sem interrupção, os quais dedicou a sua Obra que, entretanto, tinha alcançado uma expansão em muitos países.

Os anos de exílio haviam permitido a Schoenstatt crescer em profundidade. Agora chegavam os dias de um surpreendente desenvolvimento em amplitude. O Pe. Kentenich faleceu em 15/09/1968, na Igreja que foi construída à Ssma. Trindade no Monte Schoenstatt. Iniciava para ele uma nova forma de atuar, uma nova época.

Espiritualidade

Pe. José Kentenich caracteriza a espiritualidade do movimento como a aspiração a “uma perfeita aliança de amor, que recebeu seu cunho original de uma perfeita fé na providência e que resulta numa perfeita consciência de missão (apostolado)”. Umas citações explicam estes conteúdos:

– “Possui Schoenstatt uma mensagem? Em que consiste? – Sim, a tem e esta é: conduzir novamente o mundo a uma profunda Aliança com a querida Mãe de Deus, para que a Aliança de Amor com o Pai, o Filho e o Espírito Santo chegue a ser indelével, profunda e indestrutível e que como tal conserve para sempre. O amplo horizonte do mundo está ante nós e nos recorda que não só lutamos por uma nova concepção de sociedade, mas que também queremos todo o mundo novo. A carência de alma e o não sentido do mundo superam-se na medida em que estamos penetrados desta convicção: Nosso Deus selou uma aliança com Suas criaturas… . O pensamento da aliança tem deixado raízes tão profundas em nossa consciência e em nosso sentimento vital que, sem vacilar, o podemos designar como nossa forma fundamental, nossa orientação fundamental, nossa força fundamental e nossa norma fundamental”.

– “Vamos aos povos como portadores e divulgadores da alegre notícia da fé prática na Divina Providência…mas devemos estar atentos: Schoenstatt, de acordo a sua missão própria, tem uma concepção da fé na Providência que se perfila por um marcado caráter ativo-masculino. Assim, em todo o momento é capaz de interpretar os sinais os dos tempos e outras vozes de Deus, como um encargo de tarefas precisas. Não se reduz, portanto, àquela atitude mais receptiva, própria da metafísica feminina, que disse: ´fiat – sim´; senão que assume também, em uma atitude dinâmica que impulsiona adiante, a criatividade organizadora típica da metafísica masculina que diz: ´Volo – quero´. Schoenstatt distancia muito de entregar sem luta, aos filhos deste mundo, um setor de existência após outro para que eles os manejem a seu bel prazer. Mas tenta intervir – claro que está sempre orientando-se pelo desejo e o querer de Deus – na engrenagem histórica no mundo e da Igreja”.

Nosso apostolado “fundamenta-se nos sacramentos que imprimem caráter indelével e que nos incorporam misticamente na corrente missionária do homem – Deus… Enquanto mais violentamente a pessoa e a comunidade estão expostas à sugestões do ambiente e da massa, mais vigorosamente queremos cultivar o desenvolvimento criado em nossa consciência de missão, de envio. Essa consciência deve apoderar-se por inteiro da intimidade da pessoa, vencer a indolência e os respeitos humanos e encher-nos de entusiasmo por um abnegado serviço aos homens…Certamente Deus poderia, se o quisesse, reimprimir Ele mesmo no mundo, os traços de Cristo. Mas Ele não o quer assim. Em razão de um profundo respeito pela liberdade de Suas criaturas espirituais. Ele quer atuar por meio de instrumentos livres. Ele quer a nossa pessoa, a nossa cooperação. Isto temos sustentado e anunciado sempre e o temos formulado da sentença: “Nada sem ti, Santíssima Trindade, mas tão pouco nada sem nós, teus instrumentos…”

Organização

A família de Schoenstatt é um organismo completo. A ela pertencem os Institutos (primeiro círculo), as Uniões (segundo círculo), os grupos da Liga (terceiro círculo) e o Movimento Popular e de Peregrinos (círculo mais amplo). Estes quatro quadros de aderentes se distinguem entre si segundo os graus de obrigatoriedades de seus compromissos apostólicos, de santificação pessoal e de vida comunitária.

No primeiro círculo há os Institutos Seculares erigidos canonicamente (ou em vias de sê-lo), que se situam no plano universal da Igreja e estão dotados de um governo centralizado. As Uniões Apostólicas tem bases de nível diocesano mas que se agrupam federativamente, no plano nacional e internacional. Os diferentes agrupamentos da Liga Apostólica implantam-se no nível paroquial e tem uma organização diocesana. O federativo caracteriza a estruturação global de toda a obra. Isto implica que suas diversas comunidades – se bem que estão unidas por profundos vínculos morais e por sua comum espiritualidade – possuem uma mútua independência jurídica e são autônomas na configuração de sua vida própria. A mais alta instância de coordenação é a Presidência Internacional.

Dados históricos do movimento retirados do site www.santuariodojaragua.com.br

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