Papa Francisco convida a contemplar Maria que sofre aos pés da Cruz

Papa Francisco convida a contemplar Maria que sofre aos pés da Cruz

O Papa Francisco convidou os fiéis que participaram da Missa de manhã na Casa Santa Marta, a “contemplar a Mãe de Jesus” e observar a sua atitude ao ver Cristo na cruz.

“Contemplar este sinal de contradição, porque Jesus é o vencedor, mas sobre a Cruz, sobre a Cruz. É uma contradição, não se compreende… É preciso fé para entender, pelo menos para se aproximar deste mistério”.

O Papa disse que Maria “viveu toda a sua vida com a alma traspassada”, pois seguia Jesus e ouvia os comentários das pessoas. “Por isso dizemos que é a primeira discípula”.

O presbítero salesiano indicou que ainda precisa se recuperar das suas fraquezas físicas e afirmou que não sofre de “nenhuma doença além da diabetes. Fui visitado por médicos que estão me ajudando”.

O sacerdote também tem certeza de que “Deus me trouxe de volta à missão que quer que eu realize até quando Ele quiser”.

Em seguida, manifestou que, “ultimamente, desejo que todos vocês junto comigo louvemos a Deus em seu Reino celeste quando Ele nos chamar. Que Deus abençoe a cada um de nós”.

Pe. Tom concluiu a sua mensagem agradecendo “novamente a todos pelas suas orações, seu amor e sua preocupação”.

Este sacerdote salesiano foi libertado em 12 de setembro depois de permanecer durante 18 meses nas mãos do Estado Islâmico. Foi sequestrado pelos terroristas quando invadiram um asilo de idosos e pessoas com deficiências que era administrado por religiosas das Missionárias da Caridade em Áden, no Iêmen. Durante o ataque assassinaram quatro religiosas e doze idosos.

Em uma carta divulgada pelo Reitor Mor dos salesianos, Pe. Angel Fernández Artime, indicou que a Congregação Salesiana “não pediu o pagamento de nenhum resgate e não sabe se foi realizado nenhum tipo de pagamento”.

Além disso, agradeceu “à Sua Majestade, o Sultão de Omã e às autoridades competentes do Sultanato pelo trabalho humanitário que realizaram”.

A Santa Sé assinalou em um comunicado que o Pe. Tom “ficará hospedado por alguns dias em uma comunidade salesiana em Roma antes de voltar para a Índia”.

Na quarta-feira, 13 de setembro, o sacerdote indiano encontrou com o Papa Francisco no Vaticano. Ambos se abraçaram e o Pontífice disse que continuará rezando por ele, como fez durante o seu cativeiro.

Pe. Tom explicou que sua maior tristeza durante o cativeiro foi não poder celebrar a Eucaristia, “embora todos os dias repetisse dentro de mim, no meu coração, todas as palavras da celebração”.

Também indicou que lembra-se das religiosas e dos idosos que morreram nas mãos dos jihadistas.

Por sua parte, em uma reunião em Roma, Pe. Fernández Artime entregou ao sacerdote a sua própria cruz como “sinal de que todos os salesianos estão contigo agora e para sempre”.

Além disso, disse que a Virgem Maria e São João Bosco “fizeram tudo” para que ele fosse libertado. Quando disse-lhe “não duvido que a Mãe te acompanhou todos os dias”, Pe. Tom disse que sim.

“Meus últimos pensamentos vão para a tua família de sangue porque sofreram tanto, não duvido que viverão momentos bonitos onde estarão muito felizes pela tua presença”, manifestou o Reitor Mor dos Salesianos.

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