Presidente da CNBB participa da 36ª Assembleia Ordinária do Celam em El...

Presidente da CNBB participa da 36ª Assembleia Ordinária do Celam em El Salvador

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Cardeal Sérgio da Rocha participa da 36ª Assembleia Geral Ordinária do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), que acontece até sábado (13), em El Salvador. Junto com o presidente da CNBB também participam do encontro, dom José Belisário, como delegado da Conferência e com dom Anuar Battisti, como presidente do Departamento de Vocações e Ministérios do Celam.

A mensagem destaca a convite do Papa Francisco “acima de tudo, de aprender e de olhar para o povo de Deus para ouvir e conhecê-lo, dando a sua importância e lugar”; Além disso, “ele nos convida a não ter medo da lama da história apenas para resgatar e renovar a esperança.” Na mensagem se destacam duas atitudes a serem cultivadas “coragem” para anunciar o Evangelho e “firmeza” para enfrentar as dificuldades.

Ainda na Coletiva, monsenhor Juan Espinoza, secretário-geral do Celam leu a declaração da Venezuela na qual a Assembleia manifesta a sua proximidade, solidariedade e apoio ao povo venezuelano. Os bispos também afirmam: “estamos mortes causa e dolorosas, violência, falta a divisão mais fundamental, violação dos direitos humanos”. A Assembléia pede soluções para a crise atual  por meios constitucionais e com valores democráticos salvaguardados .

Papa Francisco

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos bispos latino-americanos para incentivá-los a não ter medo “da lama da história” nem de se sujar pelos fiéis, pois “só peca aquele que não tem medo de se arriscar e comprometer pelos ‘sujos’”.

“Nossa Senhora Aparecida nos faz crescer, nos submerge em um caminho discipular. Aparecida é toda ela uma escola de discipulado. E, sobre isso, gostaria de destacar três aspectos”, indicou o Papa. O Pontífice disse que o primeiro aspecto são os pescadores, “um grupo de homens que sabiam enfrentar as incertezas do rio, que viviam na insegurança de não ter o que levar para seus filhos”, mas acostumados “a enfrentar inclemências com a coragem e certa santa “teimosia” de quem, dia a dia, não deixa – porque não podem – de lançar as redes”.

O segundo aspecto é a Mãe, indicou o Papa. Maria conhece a vida de seus filhos e “vai onde não a esperam”. “No relato de Aparecida, a encontramos suja de lama no rio. Ali ela esperava seus filhos, em meio a suas lutas e anseios. Não tem medo de se submergir com eles nas vicissitudes da história e, se necessário, sujar-se para renovar a esperança. Maria estava ali, onde os pescadores lançam suas redes, onde esses homens tentam ganhar suas vidas. Ali ela está”, afirmou.

Finalmente, vem o encontro, assinalou Francisco. “As redes não se encheram de peixes, mas de uma presença que lhes preencheu a vida e lhes deu a certeza de que em suas tentativas, em suas lutas, não estavam sozinhos. Era o encontro desses homens com Maria”, indicou. O Papa explicou que em Aparecida está a “dinâmica do Povo crente que se confessa pecador e salvo, um povo corajoso e teimoso, consciente de que suas redes, sua vida, estão cheias de uma presença que o anima a não perder a esperança”. “Tudo isso nos apresenta um belo ícone que a nós, pastores, nos convida a contemplar”, exortou o Pontífice. (Fonte: CNBB)

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