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ADVENTO

Cidade do México, 15 Dez. 17 / 05:00 am (ACI).- Em um artigo publicado há um ano pelo Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME), o Pe. Robert Havens fez quatro recomendações importantes para que o tempo do Advento, que prepara o caminho para a celebração do Natal no dia 25 de dezembro, não seja um tempo perdido devido ao “estresse” das festas e ao materialismo.

Em seu texto, intitulado “Que não te roubem o Advento”, o Pe. Havens, diretor de desenvolvimento institucional da Cáritas da Arquidiocese do México, sublinhou que o Natal “é tão importante, que não podemos ‘digerir’ da noite para o dia. Ninguém prepara um casamento uma noite antes. Como seres humanos, necessitamos de tempo para perceber o que virá, a fim de celebrá-lo corretamente”.

“Um Advento bem vivido assegura um Natal lindo e alegre. Que não perca o seu Advento!”, exortou.

Os quatro conselhos do Pe. Robert Havens para que “não te roubem o Advento” são os seguintes:

1. “Perceber que o Natal se celebra a partir da Véspera de Natal, quando celebramos a chegada de Cristo”, aconselhou o sacerdote.

O Pe. Havens assinalou que, embora “não haja nada de ruim nas pré-festas que fazem parte da nossa cultura, estas não devem ser confundidas com o verdadeiro Natal”.

“Antecipar a celebração do Natal sempre nos deixará vazios, sem a verdadeira alegria. Em um mundo de luzes e decorações, temos que perceber que ‘ainda não!’”, encorajou.

2. O Pe. Robert Havens assinalou que a segunda chave é “fazer um momento de silêncio a cada dia” do Advento.

“Não tem que ser muito tempo: podem ser três minutinhos, por exemplo. Mas três minutinhos inteiros nos quais eu me retiro, faço silêncio e lembro que Cristo virá no Natal. Cristo virá no Natal!”.

“Se você consegue fazer isto diariamente, sua experiência do Natal neste ano será muito diferente e muito especial”, assegurou.

3. Uma terceira “ajuda para viver bem o Advento”, disse o sacerdote, “é fazer com que este seja um tempo de preparação pessoal, como fazemos durante a Quaresma”.

“Com atos de sacrifício e melhora pessoal, posso ‘limpar’ o presépio do meu coração, onde chegará o Menino Jesus no dia 24”.

Como exemplos de pequenos atos de sacrifício, o Pe. Havens indicou “ficar uma tarde sem escutar rádio, um café sem açúcar, uma Missa durante a semana, um sorriso para uma pessoa ‘difícil’, dar mais dinheiros ao pobre: todas estas são maneiras de ‘varrer o presépio’ para que esteja digno em sua pobreza para o Rei que chegará”.

4. “Finalmente, os símbolos e práticas externas também podem nos ajudar a tornar o Advento um tempo de preparação”, disse o diretor de desenvolvimento institucional da Cáritas da Arquidiocese do México.

“Ter uma coroa do Advento em nossa sala ou local de trabalho e acender as velas correspondentes durante algumas horas durante o dia, nos recorda que o Senhor ainda não chegou”, assinalou.

O Pe. Havens aconselhou também a “ler um versículo do capítulo 1 ou 2 do Evangelho de São Lucas na hora de acendê-la”.

“Outra prática é montar o nosso presépio gradualmente, acrescentando uma peça ou uma decoração a cada dia do Advento; mas apenas nos dias em que nos esforçamos para viver bem o nosso Advento”, disse.

Fonte: http://www.acidigital.com/

VATICANO, 03 Dez. 17 / 10:30 am (ACI).- Poucas horas depois de voltar da sua viagem à Mianmar e Bangladesh, o Papa Francisco presidiu a oração do Ângelus da janela do Palácio Apostólico do Vaticano, e pediu para que os fieis se preparem para o Natal e estejam vigilantes para acolher Deus.

No primeiro domingo de Advento, o Pontífice explicou que “é o tempo que nos é dado para acolher o Senhor que vem ao nosso encontro, para verificar o nosso desejo de Deus, para olhar em frente e preparar-nos para o retorno de Cristo”, que vem a nós de diversas maneiras, como na festa de Natal que recorda sua vinda histórica, mas também sempre que estivermos “dispostos a recebê-lo”.

Francisco comentou que as leituras da liturgia do dia nos convidam a vigilantes e atentos. “A pessoa atenta, mesmo em meio ao barulho do mundo, não se deixa tomar pela distração ou pela superficialidade, mas vive de maneira plena e consciente, com uma preocupação voltada antes de tudo aos outros”.

“A pessoa atenta, também se preocupa com o mundo, buscando combater a indiferença e a crueldade presente nele”, mas também alegrando-se pelos tesouros de beleza que também existem e devem ser cuidados”.

O Pontífice também sublinhou que a pessoa vigilante é aquela que não “se deixa dominar pelo sono do desencorajamento, da falta de esperança, da desilusão” e ao mesmo tempo, “rejeita a solicitação de tantas vaidades de que o mundo está cheio e por trás das quais, às vezes, são sacrificados tempo e serenidade pessoal e familiar”.

Finalmente, nos convidou a não continuar a “vagar perdidos em nossos pecados e em nossas infidelidades” e a não buscar “a nossa felicidade em outro lugar”, mas sim a percorrer “o bom caminho, o caminho de fé, o caminho do amor”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Nesta preparação para o Natal, inspire-se na bela devoção da Pequena Flor ao Menino Jesus

Santa Teresa de Lisieux, conhecida popularmente como “Pequena Flor”, é famosa pela vida simples que levou como carmelita. Em particular, sua autobiografia, História de uma alma, continua cativando os corações dos leitores.

Na raiz de sua espiritualidade, encontramos uma forte devoção ao Menino Jesus, motivo pelo qual ela recebeu o “título” principal na vida sua religiosa: “Santa Teresinha do Menino Jesus”.

Abaixo, separamos alguns fragmentos de seus escritos para nos ajudar nesta preparação espiritual para o Natal, reconhecendo nossa pequenez e nossa constante necessidade da amável misericórdia de Jesus:

  • Os dias de minha primeira comunhão ficaram gravados em meu coração como uma lembrança sem nuvens. (…) Lembra, Mãe querida, do precioso livrinho que fizestes para mim três meses antes da minha primeira comunhão? Aquele pequeno livro me ajudou a preparar metódica e rapidamente o meu coração, pois embora eu já viesse preparando-o há muito tempo, era necessário dar-lhe um novo impulso, enchê-lo de flores novas para que Jesus pudesse nele descansar.
  • Há algum tempo, eu havia me oferecido ao Menino Jesus para ser seu brinquedo. Disse a ele que não me utilizasse como um daqueles brinquedos caros que as crianças se contentam em olhar, sem se atrever a tocar neles. Mas que visse como uma bola sem valor, que pode ser jogada ao chão, ou chutada … ou, se desse vontade, ser apertada contra o coração. Em uma palavra: queria divertir o Menino Jesus, agradá-lo, entregar-me aos seus caprichos infantis.
  • Eu sou uma alma muito pequena, que não pode oferecer a Deus mais do que coisas muito pequenas. E mais: com frequência deixo escapar alguns desses pequenos sacrifícios que dão paz à alma. Mas isso não me desanima: resigno-me de ter um pouco menos de paz e procuro ter mais cuidado na próxima vez.
  • Sobretudo, imito a conduta de [Maria] Madalena. Sua assombrosa, ou melhor, sua amorosa audácia, que cativa o coração de Jesus e seduz o meu. Sim, estou certa de que, embora tivesse consciência de todos os pecados que se podem cometer, iria, com o coração cheio de arrependimento, ficar nos braços de Jesus, pois sei como ele ama o filho pródigo que volta para ele.
  • O elevador que há de me levar ao céu são seus braços, Jesus! Para isso, não preciso crescer: pelo contrário, tenho que continuar sendo pequena, tenho que reduzir de tamanho mais e mais.

 

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Conheça as razões profundas deste importante tempo litúrgico

Este foi o maior acontecimento da História: o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Dignou-se a assumir a nossa humanidade, sem deixar de ser Deus. Somos convidados a esperar Jesus que vem no Natal e que vem no final dos tempos.

O Natal de Jesus se aproxima, então devemos esperar o Salvador com a mesma expectativa que o esperaram os Patriarcas, os Profetas, a Virgem Maria, São José, os reis Magos, o velho Simeão: “Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra. Por que os meus olhos viram a vossa salvação” (Lc 2,29).

Os Profetas anunciaram a vinda do Senhor com riqueza de detalhes: Nascerá da tribo de Judá, em Belém, a cidade de Davi. Seu Reino não terá fim… Maria O esperou com zelo materno e O preparou para a missão terrena.

“Mas tu, (Belém), Éfrata, embora o menor dos clãs de Judá, de ti sairá para mim Aquele que será dominador em Israel” (Mq 5,1).

Isaias indicou o seu sinal: “Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma Virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco” (Is 7,14).

Sofonias faz o povo se alegrar: “Canta de alegria cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo coração, cidade de Jerusalém. O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, Ele está no meio de ti… O Senhor teu Deus está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; Ele exultará de alegria em tí, movido por amor” (Sof 3,14-18).

Malaquias indica o precursor que prepararia o seu povo para sua chegada: “Eis que envio o meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará a seu tempo o Dominador… Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o Dia do Senhor, dia grande e terrível” (Mal 3,1-4.23-24).

Isaias fala de sua grandeza e da beleza do Reino messiânico:

“Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor. (Sua alegria se encontrará no temor ao Senhor.) Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer; mas julgará os fracos com equidade, fará justiça aos pobres da terra, ferirá o homem impetuoso com uma sentença de sua boca, e com o sopro dos seus lábios fará morrer o ímpio. A justiça será como o cinto de seus rins, e a lealdade circundará seus flancos. Então o lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino pequeno os conduzirá; a vaca e o urso se fraternizarão, suas crias repousarão juntas, e o leão comerá palha com o boi. A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da áspide. Não se fará mal nem dano em todo o meu santo monte, porque a terra estará cheia de ciência do Senhor, assim como as águas recobrem o fundo do mar. Naquele tempo, o rebento de Jessé, posto como estandarte para os povos, será procurado pelas nações e gloriosa será a sua morada” (Is 11, 1-10).

Isaías exortou o seu povo a ter ânimo porque Ele vem:

“Dizei àqueles que têm o coração perturbado: Tomai ânimo, não temais! Eis o vosso Deus! Ele vem. Eis que chega a retribuição de Deus: ele mesmo vem salvar-vos. Então se abrirão os olhos do cego. E se desimpedirão os ouvidos dos surdos; então o coxo saltará como um cervo, e a língua do mudo dará gritos alegres. Porque águas jorrarão no deserto e torrentes, na estepe” (Is 35,1-6).

“Porque um Menino nos nasceu, um filho nos foi dado, Ele recebeu o poder sobre seus ombros, e lhe foi dado este Nome: Conselheiro – Maravilhoso, Deus – Forte, Pai – Eterno e Príncipe – Da – Paz” (Is 9,5).

Então, a Igreja nos ajuda a preparar o coração para a sua chegada. Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Nas duas últimas semanas, lembrando a espera dos profetas e de Maria, nós nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus em Belém.

A cada domingo acende-se uma das velas, que representam as várias etapas da salvação. As velas acesas simbolizam nossa fé, nossa alegria. Elas são acesas em honra de Jesus que vem a nós. Deus, a grande Luz, “a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo” (Jo 1,9), nós O esperamos com luzes, porque O amamos e também queremos ser, como Ele, Luz. Simbolizam as grandes etapas da salvação em Cristo: A vermelha que simboliza o perdão a Adão e Eva e a nossa fé. A verde, representa a esperança dos Patriarcas. A rosa (roxo claro), simboliza a alegria do rei Davi, o rei que simboliza o Messias. A branca simboliza os Profetas, que anunciaram um reino de paz e de justiça que o Messias traria.

“É o tempo favorável, o dia da salvação”, de se arrepender dos nossos pecados e preparar o coração para o encontro com o Senhor. A celebração do Advento exige a mudança de mentalidade, correção de tudo que está na contramão do Evangelho em vista à busca da santificação pessoal.

É uma oportunidade de meditarmos em nossa fé; nossa opção religiosa por Jesus Cristo; nosso amor e compromisso com a Santa Igreja Católica.

Dois aspectos marcam o tempo do Advento: a preparação próxima para o Natal e a lembrança viva do retorno glorioso de Cristo. Jesus alertou: “Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas só o Pai” (Mt 24,36). Peregrina nesta terra, a Igreja aguarda a vinda triunfal do “Dia do Senhor!” (1 Cor 1,8;5,5).

O Papa Bento XVI disse que: “O Advento nos chama a aproximar-nos, quase na ponta de pés, da gruta de Belém, onde se realizou o acontecimento que mudou o curso da história: o nascimento do Redentor”. “Mas a pergunta é: a humanidade do nosso tempo espera ainda um Salvador? Tem-se a impressão de que muitos consideram Deus fora dos seus interesses. Aparentemente não precisam d’Ele; vivem como se Ele não existisse e, ainda pior, como se fosse um “obstáculo” a superar para se realizarem a si mesmos. Também entre os crentes temos a certeza há quem se deixa atrair por quimeras aliciantes e distrair por doutrinas desviantes que propõem atalhos ilusórios para obter a felicidade”.“Sem dúvida, falsos profetas continuam a propor uma salvação a “baixo preço”, que termina sempre por gerar violentas desilusões”.

Celebrando cada ano este mistério, a Igreja nos exorta a renovar continuamente a lembrança de tão grande amor de Deus para conosco. A vinda de Cristo não foi proveitosa apenas para os seus contemporâneos, mas que a sua eficácia é comunicada a todos nós se, mediante a fé e os sacramentos, e orientar nossa vida de acordo com os seus ensinamentos.

A Igreja deseja ainda ardentemente fazer-nos compreender que o Cristo, assim como veio uma só vez a este mundo, revestido da nossa carne, também está disposto a vir de novo, a qualquer momento, para habitar espiritualmente em nossos corações com a profusão de suas graças, se não opusermos resistência.

Santo Irineu (†200) disse que: “Com a vinda de Cristo, Deus torna-se visível aos homens”. São Máximo, bispo de Turim, dizia: “Enquanto estamos para acolher o Natal do Senhor, revistamo-nos com vestes nítidas, sem mancha. Falo da veste da alma, não da do corpo. Vistamo-nos não com vestes de seda, mas com obras santas! As vestes vistosas podem cobrir os membros mas não embelezam a consciência”.

Nascendo entre nós, que o Menino Jesus não nos encontre distraídos ou comprometidos simplesmente a embelezar com iluminações as nossas casas. Ao contrário, preparemos na nossa alma e nas nossas famílias uma habitação digna onde Ele se sinta acolhido com fé e amor.

(via Prof. Felipe Aquino)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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REDAÇÃO CENTRAL, 29 Nov. 17 / 07:00 am (ACI).- O Advento está cheio de lindas e antigas tradições únicas do cristianismo que os pais podem partilhar com os seus filhos durante o tempo de preparação para o Natal.

A seguir, confira 5 conselhos práticos para crescer em família durante o Advento compartilhados pelo ‘National Catholic Register’.

1. Colocar uma coroa de Advento na mesa e acendê-la antes de jantar

Não se deve permitir que esta tradição milenar seja guardada somente para o domingo na igreja, mas que também possa acender-se às noites, antes do jantar.

A coroa simboliza mais do que as quatro semanas de Advento; também podem representar os 4 mil anos que o homem esteve na terra antes do nascimento do Salvador. Por outro lado, as crianças podem intercalar para acender e apagar as velas.

Usualmente podem rezar uma oração dizendo a seguinte jaculatória: “Vem, Senhor Jesus, nasce em nossos corações”.

2. Fazer obras de misericórdia

O Advento é um tempo de preparação e todas as pessoas precisam de formas tangíveis para se preparar espiritualmente para o nascimento de Jesus.

Podem montar um pequeno presépio em algum lugar da casa e, cada vez que algum membro da família realizar uma obra de misericórdia, pode colocar palha no presépio.

É uma bênção ver o presépio cada dia mais cheio para Jesus quando se aproxima o dia do seu nascimento. Lembre-se de não colocar a imagem do Menino Jesus até a véspera de Natal.

3. Não esquecer o verdadeiro São Nicolau

Segundo vários historiadores, o popular Papai Noel é a distorção – primeiramente literária e depois comercial – de São Nicolau, o generoso Bispo de Mira, padroeiro das crianças, navegantes e cativos.

A lenda de Papai Noel deriva diretamente da figura de São Nicolau, que segundo a tradição, entregou todos seus bens aos pobres para se tornar monge e bispo, conhecido sempre pela sua generosidade para com as crianças.

Por ter sido tão amigo das crianças, em seu dia entregam doces e presentes. É representado por um senhor vestido de vermelho, com uma barba muito branca, que passa de casa em casa entregando presentes e doces às crianças.

4. Ensinar as crianças

Incentive as crianças durante este tempo de preparação para o Natal a rezar pelos outros, ajudar em casa, compartilhar os bens com os mais necessitados, realizar as tarefas sem reclamar, fazer um sacrifício, ler alguma passagem da Bíblia, agradecer a Deus, saudar carinhosamente, não brigar com os seus irmãos etc.

É importante não só que as crianças se comprometam a realizar boas ações para o novo ano que se aproxima, mas também que os pais ensinem os seus filhos o verdadeiro sentido do Advento. Ou seja, que meditem sobre a vinda final do Senhor, assim como o nascimento de Jesus e a sua chagada na história do homem no Natal.

Além disso, devem ensinar o significado da coroa do Advento, das velas e da cor roxa para a liturgia, a qual significa uma preparação espiritual e penitência.

5. Crescer espiritualmente

Pode acrescentar no seu dia um pequeno momento de oração, a leitura da Bíblia de manhã durante o tempo do Advento ou possivelmente rezar um terço diário. Qualquer uma destas coisas poderia se tornar um grande hábito.

Pode fazer qualquer atividade que realizem em sua paróquia também. Finalmente, deve rezar para que o Natal conceda um novo zelo e um amor mais profundo por Cristo neste ano.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Suas emoções são um tesouro. Não as reprima

Acredito que, às vezes, minha tristeza pode alegrar o coração de quem está triste. Parece paradoxo, mas não é. Meu coração triste se torna mais empático e sabe acolher melhor quem está sofrendo.

Quando sofro, me torno mais capaz de me colocar no lugar do outro. Entendo seus sentimentos, sua impotência, sua dor. Eu me torno menor com minha tristeza e fico na altura do outro que está sofrendo. Não me distancio; me aproximo. E sei escutar só com um olhar humilde, sem dar conselhos, simplesmente ficando em silêncio ao lado de quem está triste.

Sinto que, às vezes, a alegria excessiva do alegre não me alegra. Sua posição elevada de bem-estar me incomoda. Como se tudo fosse bom nesta vida.

Minha tristeza aproxima; não distancia os outros. Talvez eu tenha que evitar dar conselhos quando estou alegre. E não dizer frases típicas que não motivam nem aconselham.

Dizia o papa Francisco: Oremos ao Senhor para que ele nos dê estas três graças: a graça de reconhecer a desolação espiritual, a graça de rezar quando estivermos no estado de desolação espiritual e também a graça de saber fazer companhia às pessoas que passam por momentos de tristeza e desolação espiritual”.

Quando eu estiver triste, não ficarei fechado, nem perturbado por minha dor. Sairei de mim para dar alegria, ainda que eu não tenha. E farei companhia para aqueles que sofrem, mesmo que eu também sofra.

E, quando eu estiver muito alegre, não manifestarei minhas efusividades. Porque talvez eu não alegre o triste. Mas caminharei ao seu lado com minha alegria silenciosa. Sorrirei e levarei luz no meio do nevoeiro.

Sei que é o sentido da minha vida caminhar com minha tristeza e minha alegria, sem reter nada, buscando a felicidade dos que me rodeiam. Mesmo que eu esteja triste. Mesmo que eu esteja alegre. Sei que os dois estados de ânimo formam parte da minha alma. Chegam e passam.

Nos momentos em que me encontro com Deus e nos momentos em que Deus se encontra comigo, às vezes, me escondo em lágrimas. Outras vezes, me silencio em minhas risadas. São estados de ânimo passageiros que marcam meu caminho. Determinam meus gestos.

Às vezes, passo de um ao outro com rapidez; outras vezes, lentamente. Vivo também momentos mais neutros, tranquilos, nem tristes, nem alegres. Nem frio, nem calor. Mas não me assusto diante das emoções que correm por minha alma. São partes de mim e eu as acolho como um tesouro que mantenho guardado.

Tenho paixões que fazem viver. Não quero reprimir o que surge em minha alma. Quero amar com profundidade, fazer vínculos, me entregar. É parte da minha vida. Sofrer, deixando minha alma esfarrapada.

Mas sei também que quero aprender a amar com um amor que seja maduro. Sem me atar, sem ser escravo. Sem esperar o que não tem. Sem fingir o que não existe.

Dizia a psicóloga Carmen Serrat: “Não espere que os outros preencham sua vida. Isso é o início do caminho da frustração e desencanto. Faça isso você mesmo e de modo que poderá ser uma fonte de amor e de inspiração para os demais. Cultive sua paz interior e sua felicidade. Ninguém pode dar o que não tem e nenhuma relação lhe dará o que você não é capaz de dar a si mesmo.”

Tenho claro: se não sei amar a mim mesmo, dificilmente vou amar os outros. Se não tenho meus sentimentos organizados, será impossível saber para onde caminhar.

Quero olhar no mais profundo de minha alma. Quero saber o que acontece por dentro. Compreender minhas emoções. Entender de onde vêm. Saber decidir em meio a minhas tristezas e alegrias. Não me deixar governar por meus estados de ânimo.

Repartir sorrisos cheios de dor. Mostrar-me sereno, cheio de alegria. E saber muito bem que ninguém vai me fazer completamente feliz. Nem vai fazer todas as minhas vontades sem limites.

Procuro Deus quando estou perturbado ou alegre. Procuro-o neste tempo de espera do Advento. Procuro Deus que olha em minha alma e me compreende, sabe como estou, como me sinto. Ele se abaixa para estar na altura de meus olhos perturbados, de meus sentimentos instáveis.

Quero viver com serenidade. Sabendo que posso dar muito mais do que dou se saio de mim. Se deixo minha comodidade e este empenho vão de buscar a mim mesmo continuamente.

Saio do meu centro de atenção para colocar neste centro o menino que nasce. Este Deus feito carne. Este Deus-Comigo, que vem para cuidar de mim, para me dar paz quando eu estiver perturbado e guiar os meus passos quando eu não me entender. E sempre trazer luz nas minhas noites de inverno.

Belém, a “Casa do Pão”

A Sagrada Escritura alude pela primeira vez a Belém no livro do Gênesis, quando relata a morte e sepultura de Raquel, segunda esposa do patriarca Jacó: Raquel morreu e foi sepultada no caminho de Éfrata, ou seja, de Belém. Éfrata, que significa “a fértil“, é outro nome da mesma cidade.

Quando as terras do povo eleito foram distribuídas entre as tribos, Belém foi atribuída à Judá e, assim, tornou-se berço de Davi, o pequeno pastor, filho caçula de uma família numerosa, eleito por Deus para ser o segundo rei de Israel. A partir de então, Belém ficou unida à dinastia davídica.

O profeta Miqueias anunciou que ali, nessa pequena localidade, havia de nascer o Messias:

Mas tu, Belém-Éfrata, tão pequena entre as famílias de Judá, é de ti que me há-de sair aquele que governará em Israel“.

No princípio do século I, Belém era uma aldeia que não contaria com mais de mil habitantes. Era formada por um pequeno conjunto de casas disseminadas pela encosta de uma colina. Os habitantes viviam da agricultura e da criação de gado. Havia bons campos de trigo e de cevada na extensa planície ao sopé da colina: talvez se deva a essas culturas o nome de Bet-Léhem, que, em hebraico, significa “a casa do pão”.

É muito significativo meditar sobre a relação entre Belém, a “casa do pão“, e a Eucaristia…

Os primeiros discípulos de Cristo eram plenamente conscientes da importância que Belém tinha adquirido. Em meados do séc. II, São Justino, que era natural da Palestina, fazia eco das recordações que os habitantes da aldeia transmitiam de pais para filhos sobre a gruta em que Jesus tinha nascido.

Na foto seguinte, o Papa Francisco reza diante da Gruta da Natividade. Uma estrela no chão, sob o altar, representa o local onde nasceu Jesus!

 Fonte: ALETEIA BRASIL (Adaptado.)

Para rezar agora, com fé e confiança em Deus

Senhor, meu Deus,
teu Filho há de vir nas próximas semanas!
Que meu coração seja como
terra boa para recebê-lo.
Que cada momento destes próximos dias
sirva para que eu possa refletir
sobre minha vida e o meu ser.
Onde tantos acham que precisam
só de coisas materiais
que eu possa levar o alimento espiritual.
Onde tantos buscam só o ter,
que eu possa mostrar o quanto vale o ser.
Mostrar que Natal não é simplesmente
o nascimento de Jesus,
mas a vinda do Salvador
acima do comércio desenfreado.

Senhor, meu Deus,
agradeço por poder reviver
plenamente este evento todos os anos
e com ele sentir tua presença
cada vez mais perto de mim.
Peço à Virgem Maria,
Mãe tão agraciada nesta data,
que abençoe as pessoas mais desfavorecidas
e que elas consigam encontrar em Deus
forças para trilharem seus caminhos.
Jesus, estamos te aguardando,
procurando ser cada vez melhores,
cada vez mais humanos
e santos em nossos dias.
Tua chegada nos fortalecerá
e será para nós motivo de glória!
Que Deus nos abençoe
e nos acompanhe!

Amém!

 

Fonte:  ALETEIA BRASIL