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O exemplo de cada um deles pode te ajudar a manter o sorriso até nos dias mais difíceis

Se há uma qualidade que não pode faltar na “bagagem” do cristão é a alegria, que tem o bom humor como espelho. As histórias de vida dos santos dizem isso e os textos de reflexão espiritual – não muitos, na realidade – confirmam e repetem exaustivamente aos párocos: “Um cristão não pode estar triste” (Avvenire, 28 de maio).

O santo – escreve o Papa Francisco na exortação apostólica Gaudete et exsultate – “é capaz de viver com alegria e bom humor. Sem perder o realismo, ilumina os outros com um espírito positivo e esperançoso”.

Alguns santos são exemplos de alegria e bom humor:

  1. São Josemaría Escrivá

Instagram | St. Josemaria Institute

Disse Josemaría Escrivá de Balaguer, o fundador do Opus Dei: “O otimismo cristão não é um otimismo doce nem tampouco uma confiança humana de que tudo dará certo. É um otimismo que finca suas raízes na consciência da liberdade e na segurança em relação ao poder da graça; um otimismo que nos leva a exigir de nós mesmos, a nos esforçarmos a corresponder, a cada instante, ao chamamento de Deus”.

  1. São João Bosco

© it.donbosco-torino.org/

Dizem que São João Bosco era especialmente alegre nos momentos das provas mais difíceis. Em O Jovem Instruído, Dom Bosco escreve: “Dois são os truques principais de que se vale o demônio para afastar os jovens da virtude. O primeiro consiste em persuadi-los que o serviço do Senhor exige uma vida melancólica e excluída de toda diversão e prazer. Não é assim, queridos jovens. Vou indicar um plano de vida cristã que possa mantê-los alegres e contentes, fazendo-os conhecer, ao mesmo tempo, quais são as verdadeiras diversões e os verdadeiros prazeres (…) Tal é o objeto deste devocionário, isto é, dizer como devem servir ao Senhor sem perder a alegria”.

A sociedade da alegria

Dom Bosco fundou a “Sociedade da Alegria”, que visava organizar jogos, promover debates e leituras de livros que proporcionassem alegria a todos. Tudo o que trouxesse melancolia era proibido, inclusive a desobediência à lei do Senhor. Quem blasfemava, pronunciava o nome de Deus sem respeito ou falava mal dos outros tinha que ir à Sociedade.

  1. São Domingos Sávio
DOMINIK SAVIO

Wikipedia | Domena publiczna

Para São Domingos Sávio, santo jovem, aluno de Dom Bosco, “nós fazemos consentir a santidade quando estamos alegres e cumprimos exatamente nossos deveres”.

Nos tempos livres, Domingo era animador de jogos. A maneira dele se comportar e de falar fazia bem a todos. Ele era alegre, amável e educado. Se alguém estava falando, jamais interrompia. Mas quando podia, tomava a palavra. Sabia contar milhares de histórias alegres, assim como discutir sobre História e Matemática. Se a conversa decaísse, com murmúrios ou fofocas, Domingos sabia como retomá-la.

A vontade de fazer o bem sempre o acompanhava. Sua alegria serena e sua mansa graça o tornaram querido, inclusive pelos jovens que pensavam diferentemente dele em relação à oração e à Igreja. Todo mundo gostava de estar com ele.

  1. São Tomás Moro

San Tommaso Moro, avvocatoL’avvocato e statista inglese protestò perché il suo “capo” Enrico VIII aveva autoproclamato l’annullamento del proprio matrimonio con Caterina d’Aragona, e per questo motivo perse la testa (letteralmente).

Tomás Moro, apóstolo do bom humor, alegre até no andaime em que foi decapitado, explicava: “Tudo o que Ele quer, por pior que pareça, é, na realidade, o melhor”.

A lição é clara: não existe nada que impeça um sorriso, que justifique o pessimismo ou o mau humor.

  1. São Felipe Néri

San Filippo Neri – per rimanere gioiosiQuesto amato apostolo di Roma è stato sacerdote, missionario e fondatore della Congregazione dell’Oratorio. Era solito chiedere: “Quando inizieremo a diventare migliori?”

O objetivo central da espiritualidade de São Felipe Néri baseava-se no trinômio: alegria, oração e atividade. Essas três palavras continha todo o segredo da santidade que ele exigia dos jovens.

São Felipe encarava a fé e a religião não como uma série de obrigações e deveres a respeitar, mas como uma roupa para ser vestida. E essa roupa era sempre de festa e alegria. Ele queria que os jovens fossem alegres e passassem o tempo, além das orações, em atividades lúdicas e recreações.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Quaresma é tempo de conversão, por isso tempo de intensa alegria.

A Quaresma chegou e com ela uma Graça toda especial de conversão e retorno a Deus, a seu projeto de amor a nosso respeito. Uma das grandes características desse tempo litúrgico é a Alegria. Sim, é verdade. Longe de nós associarmos esse tempo com tristeza, remorso, acusação.

Quaresma é tempo de conversão, por isso tempo de intensa alegria. Alegria por mais uma oportunidade que Jesus e sua Igreja nos concedem para mudarmos de vida. Alegria em poder nos unir livremente a Jesus por meio do jejum, da oração e de atos de caridade que nos uni a Deus e ao próximo. Alegria porque iniciamos nossa caminhada rumo a Páscoa do nosso Amado Salvador Jesus.

Alegria pela Palavra de Deus que na liturgia diária nos fará  refletir e meditar como estamos vivendo o nosso Batismo e seguimento de Cristo. Alegria ao receber o Sacramento da Confissão, tão buscado e motivado nesse período. Nesse Sacramento temos a nossa Paz e Alegria interior restauradas, nossas feridas banhadas no Sangue precioso de Cristo.

Que possamos hoje suplicar ao Espírito Santo que nos encha de alegria nessa Quaresma que se inicia. Faça-nos viver com o coração alegre e penitente esse tempo de muita, muita graça. Alegria que emana da conversão, do amor ao próximo, de pequenos e constantes atos de caridade para com os pequenos, fracos e indefesos. Alegria que traz ao nosso coração a Esperança que nos faz perseverar até o fim.

Uma Santa e alegre Quaresma.

Shalom.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Para você que sente solidão e tristeza, mas que não quer perder sua fé no Senhor

Caminhar com Jesus Cristo nem sempre é fácil, mas é o melhor. Todos nós temos a nossa cruz de cada dia, para carregar com alegria e humildade como o próprio Jesus o fez.

Quando decidi seguir a Jesus Cristo, perdi muitas amizades e muitos amores. Foi difícil, e como foi! Resumindo, doeu muito.

No começo, eu questionava a Deus cada perda e me perguntava por que Ele permitia tantas coisas, tanto sofrimento, tanta solidão e tanta angústia.

Com o tempo, Deus foi me mostrando a cada questionamento que Ele permitiu a minha presença na vida de todos aqueles a quem eu perdi, para ser sinal de luz na vida de cada um, para ser sinal d’Ele na vida daqueles que ainda não o tinham, ou não O conheciam.

Confesso que ainda não consegui perceber qual foi a obra que Ele realizou na vida dessas pessoas através da minha presença, a fim de me consolar. Mas se pararmos para pensar, eu nem preciso saber, afinal, tudo é para Ele.

Só tenho que confiar no propósito dEle, afinal, quando entregamos a nossa vida a Deus, é necessário que aceitemos o que vier, confiando que tudo faz parte de um plano maior, porque faz.

Ser instrumento nas mãos de Deus às vezes pode ser difícil, pode fazer com que tenhamos que lidar com aquilo que temos de mais íntimo no nosso coração, talvez, o nosso ponto mais fraco.

Ser instrumento nos faz percorrer um caminho desconhecido e nos faz muitas vezes viver um deserto, na expectativa de que em meio a ele, quando não temos mais nada e nos sentimos literalmente o que é a solidão, percebemos que a única coisa que nos resta e precisamos, é olhar para cima e recorrer a Deus, com esperança e com fé de que Ele nos escutará.

Passar pelo meu deserto me ensinou e me mostrou o quanto precisei passar por ele para que eu percebesse que sempre que a minha alegria se for e só o vazio restar, Ele sempre virá me visitar.

Lembremo-nos sempre que o Deus que permite a ferida é o mesmo que nos cura, é o mesmo que nos faz entender através disso que somente Ele pode nos oferecer a felicidade e a completude que tanto procuramos.

E você, qual é sua experiência de Deus em meio à solidão?

 

(via Alma com Flores)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Maria acreditou no que Deus estava fazendo, e a alegria da salvação se firmou em seu coração.

De onde vem a alegria de Maria? Qual foi a importância dessa alegria durante todo o itinerário da sua vida? Que poder exerceu a alegria na vida da Mãe de Jesus? E por que afirmamos que Maria era uma pessoa alegre?

Nas Escrituras está claro que a alegria é um dom de Deus, um fruto do Espirito Santo. Em Maria, é possível ver essa alegria que transborda e contagia porque, por sua pureza, ela reflete perfeitamente a ação de Deus. Logo depois que o Espírito Santo agiu preenchendo-a, tornando-a Mãe do Salvador, Maria de Nazaré, grávida, pôs-se a caminho, plena de alegria (não seria esse o motivo da pressa descrita em Lc 1,39?), para visitar Isabel. Mas Maria não tinha que cuidar do seu enxoval de noiva?

A alegria nos faz livres. Quando Maria chega a Ain Karen, a cidade de Isabel e Zacarias, depois de percorrer um árduo e montanhoso caminho, ela está tão feliz que sua saudação não é usual, mas tem algo de extraordinário. Isabel percebe e é tomada por sua alegria. A criança, o precursor João Batista, ainda no ventre de sua mãe, pula e já anuncia que a presença de Deus traz a verdadeira alegria.

Nos “Escritos” da Comunidade Católica Shalom é possivel encontrar algo parecido. O fundador, Moysés Azevedo, tenta descrever “o que se passa em seu coração” e diz perceber Deus dando um presente, que é novo e maravilhoso, único, um milagre. É possivel sentir a alegria através de suas palavras ao afirmar que Deus nos dá um caminho de felicidade através da Obra Nova, caminho seguro pois é o de Jesus e foi o de Maria.

A alegria de Maria, de Moysés e de todos os profetas vem da ação do Espírito Santo que lhes dá a fé. É preciso crer para se alegrar. Maria acreditou no que Deus estava fazendo, e a alegria da salvação se firmou em seu coração. Uma alegria que se consolidou na docilidade ao Espírito Santo e no serviço aos mais necessitados. A alegria é precursora do serviço. Quem não a tem não está apto para servir, não suporta, pois é ela quem torna o peso leve e o fardo suave.

Na alegria, Maria enfrentou as dúvidas de José. E será que não foi a alegria estampada no rosto da Imaculada que mais o desconcertava diante do impossível? Uma alegria que não transparecia traição, mas paixão pelo novo. Como José deve ter voltado feliz ao saber o motivo da alegria de Maria que também se tornou a sua. Como deve ter sido essa a atmosfera da casa de Nazaré, a alegria, pois o Reino de Deus fez morada no meio de nós.

Na alegria, a Virgem Maria viveu, acolheu, ofertou, silenciou, esperou, sofreu e viu a Ressurreição. Alegria da fé, alegria da esperança e da caridade.

Ó alegria de Maria, vem sobre nós!

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Entenda a diferença – e se permita ser mais feliz, inclusive nas horas difíceis!

Dentro da espiritualidade cristã, Deus é a própria Felicidade, pois Ele é a Realização Plena do Ser e a felicidade consiste em realizar-se plenamente.

Atenção: a felicidade não consiste em “ter-se realizado plenamente” – ela consiste em “realizar-se plenamente”, em “estar-se realizando plenamente”. A felicidade é um processo em andamento, é um agora, é um hoje, e não o efeito estático de um “ontem ideal”. Deus é Felicidade Plena porque Deus É – sempre! E nós podemos ser felizes ao participar o mais plenamente possível do ato de ser (e ser é muito mais que ter, fazer, saber…).

Felicidade, portanto, tem a ver com a intensidade com que somos.

Por isso mesmo, nem sempre a felicidade se manifesta de maneira “festiva” e exteriormente “exultante”: muitas vezes, nossos sentimentos podem estar “em baixa”, com as típicas e naturais variações do humor que afetam todo ser humano. Acontece que a felicidade não é um “sentimento”, nem um quadro médico de perfeito equilíbrio dos hormônios ou dos neurotransmissores: a felicidade é uma atitude consciente, é uma decisão consciente de vida, é a postura de quem reconhece com realismo, serenidade e maturidade que está em processo contínuo de “realizar-se”, de crescer no próprio ser, inclusive em meio às provações e dificuldades mais desafiadoras.

Mesmo nos momentos de profundo desânimo sentimental, nos quais a “sensação” de alegria se apaga em trevas espessas, a pessoa que é feliz em seu espírito e em sua consciência se mantém serena, estável: ela enfrenta com determinação e força as “sabotagens” do humor e dos sentimentos, pois não perde de vista a constatação objetiva de que as circunstâncias externas serão sempre variáveis – e de que é nelas que exercitamos, vivencialmente, o ato presente de ser, de “realizar-nos”, o ato presente de escolher livremente, agora, entre aquilo que importa de verdade (ser) e aquilo que é auxiliar (ter, saber, fazer…).

A felicidade é uma questão de perspectiva no momento presente; é uma atitude positiva e decidida, sempre no agora, de aprendizado, de escolha, de crescimento, de superação e de aperfeiçoamento contínuo, quaisquer que sejam as circunstâncias; a felicidade não é um distante e abstrato ponto futuro de chegada: a felicidade é o próprio trajeto, é o próprio processo de realizar-se, consciente e perseverante. Agora. Não ontem, nem amanhã.

É claro que também há momentos, e são muitos, nos quais a felicidade coincide com a alegria – mas felicidade e alegria não são a mesma coisa. Alegria é um estado de bom humor, de sentimentos “leves”; por isso mesmo, é uma “sensação” que vai e vem. Aproveite os momentos de alegria e seja grato por experimentá-los. Mas, para a sua felicidade verdadeira, não os confunda com… a felicidade verdadeira.

Fonte: Aleteia

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Suas emoções são um tesouro. Não as reprima

Acredito que, às vezes, minha tristeza pode alegrar o coração de quem está triste. Parece paradoxo, mas não é. Meu coração triste se torna mais empático e sabe acolher melhor quem está sofrendo.

Quando sofro, me torno mais capaz de me colocar no lugar do outro. Entendo seus sentimentos, sua impotência, sua dor. Eu me torno menor com minha tristeza e fico na altura do outro que está sofrendo. Não me distancio; me aproximo. E sei escutar só com um olhar humilde, sem dar conselhos, simplesmente ficando em silêncio ao lado de quem está triste.

Sinto que, às vezes, a alegria excessiva do alegre não me alegra. Sua posição elevada de bem-estar me incomoda. Como se tudo fosse bom nesta vida.

Minha tristeza aproxima; não distancia os outros. Talvez eu tenha que evitar dar conselhos quando estou alegre. E não dizer frases típicas que não motivam nem aconselham.

Dizia o papa Francisco: Oremos ao Senhor para que ele nos dê estas três graças: a graça de reconhecer a desolação espiritual, a graça de rezar quando estivermos no estado de desolação espiritual e também a graça de saber fazer companhia às pessoas que passam por momentos de tristeza e desolação espiritual”.

Quando eu estiver triste, não ficarei fechado, nem perturbado por minha dor. Sairei de mim para dar alegria, ainda que eu não tenha. E farei companhia para aqueles que sofrem, mesmo que eu também sofra.

E, quando eu estiver muito alegre, não manifestarei minhas efusividades. Porque talvez eu não alegre o triste. Mas caminharei ao seu lado com minha alegria silenciosa. Sorrirei e levarei luz no meio do nevoeiro.

Sei que é o sentido da minha vida caminhar com minha tristeza e minha alegria, sem reter nada, buscando a felicidade dos que me rodeiam. Mesmo que eu esteja triste. Mesmo que eu esteja alegre. Sei que os dois estados de ânimo formam parte da minha alma. Chegam e passam.

Nos momentos em que me encontro com Deus e nos momentos em que Deus se encontra comigo, às vezes, me escondo em lágrimas. Outras vezes, me silencio em minhas risadas. São estados de ânimo passageiros que marcam meu caminho. Determinam meus gestos.

Às vezes, passo de um ao outro com rapidez; outras vezes, lentamente. Vivo também momentos mais neutros, tranquilos, nem tristes, nem alegres. Nem frio, nem calor. Mas não me assusto diante das emoções que correm por minha alma. São partes de mim e eu as acolho como um tesouro que mantenho guardado.

Tenho paixões que fazem viver. Não quero reprimir o que surge em minha alma. Quero amar com profundidade, fazer vínculos, me entregar. É parte da minha vida. Sofrer, deixando minha alma esfarrapada.

Mas sei também que quero aprender a amar com um amor que seja maduro. Sem me atar, sem ser escravo. Sem esperar o que não tem. Sem fingir o que não existe.

Dizia a psicóloga Carmen Serrat: “Não espere que os outros preencham sua vida. Isso é o início do caminho da frustração e desencanto. Faça isso você mesmo e de modo que poderá ser uma fonte de amor e de inspiração para os demais. Cultive sua paz interior e sua felicidade. Ninguém pode dar o que não tem e nenhuma relação lhe dará o que você não é capaz de dar a si mesmo.”

Tenho claro: se não sei amar a mim mesmo, dificilmente vou amar os outros. Se não tenho meus sentimentos organizados, será impossível saber para onde caminhar.

Quero olhar no mais profundo de minha alma. Quero saber o que acontece por dentro. Compreender minhas emoções. Entender de onde vêm. Saber decidir em meio a minhas tristezas e alegrias. Não me deixar governar por meus estados de ânimo.

Repartir sorrisos cheios de dor. Mostrar-me sereno, cheio de alegria. E saber muito bem que ninguém vai me fazer completamente feliz. Nem vai fazer todas as minhas vontades sem limites.

Procuro Deus quando estou perturbado ou alegre. Procuro-o neste tempo de espera do Advento. Procuro Deus que olha em minha alma e me compreende, sabe como estou, como me sinto. Ele se abaixa para estar na altura de meus olhos perturbados, de meus sentimentos instáveis.

Quero viver com serenidade. Sabendo que posso dar muito mais do que dou se saio de mim. Se deixo minha comodidade e este empenho vão de buscar a mim mesmo continuamente.

Saio do meu centro de atenção para colocar neste centro o menino que nasce. Este Deus feito carne. Este Deus-Comigo, que vem para cuidar de mim, para me dar paz quando eu estiver perturbado e guiar os meus passos quando eu não me entender. E sempre trazer luz nas minhas noites de inverno.

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Deus tem um convite especial para você nos dias de tristeza

Quem já não teve um dia triste em sua vida? Podem existir ou não razões concretas, mas essas pequenas variações de humor são normais e precisam ser administradas com sabedoria. Não estou falando da depressão, uma doença que deve ser tratada, mas daquele desânimo passageiro que nos deixa um pouco “para baixo”.

O próprio Jesus sentiu uma profunda tristeza quando se aproximou o momento em que seria morto na cruz. Conta a Bíblia que Ele convidou três dos Seus melhores amigos para ir a um lugar afastado onde queria rezar, mas não queria estar sozinho.

Toda pessoa enfrenta um dia triste pelo menos algumas vezes na vida

Quem já não teve um dia triste em sua vida? Podem existir ou não razões concretas, mas essas pequenas variações de humor são normais e precisam ser administradas com sabedoria. Não estou falando da depressão, uma doença que deve ser tratada, mas daquele desânimo passageiro que nos deixa um pouco “para baixo”.

O próprio Jesus sentiu uma profunda tristeza quando se aproximou o momento em que seria morto na cruz. Conta a Bíblia que Ele convidou três dos Seus melhores amigos para ir a um lugar afastado onde queria rezar, mas não queria estar sozinho.

Não se isole

Esse é o primeiro erro que, normalmente, cometemos quando a tristeza bate à nossa porta. Nós a convidamos para entrar e ficamos curtindo-a de maneira solitária, com nossos “botões”. A solução é ter a humildade de pedir a ajuda de Deus e dos amigos.

Rezar é o primeiro remédio, realmente eficaz, diante da tristeza. Deus nos ouve e encontra sempre uma maneira, surpreendente, de nos consolar. O que acontece é que, muitas vezes, estamos tão chateados, que nem temos inspiração para dizer nada a Deus. E precisa?! Nesses momentos, todas as palavras dizem quase nada e uma palavra parece que já é demais.

Então, como rezar?

Uma sugestão é abrir a Bíblia e ler um Salmo qualquer. Você verá que a tristeza estava no coração dos autores de muitos daqueles poemas sagrados. Alguns estavam até indignados com Deus. Escutamos frases extremamente verdadeiras como: “debaixo dos salgueiros penduramos nossas harpas e nos pusemos a chorar. Como cantar em uma terra estranha?”.

É sinal de maturidade espiritual mostrar o coração para Deus do jeito que ele se encontra. O Senhor não quer nos ver maquiados ou com algum tipo de máscara. O próprio apóstolo Paulo, quando nos aconselha, reconhece que, nem sempre, estamos tão bem: “Está alegre? Cante! Está triste? Reze!”.

Santos e sábios procuraram entender essa dinâmica interior. Inácio de Loyola, por exemplo, a chamou de “moções”. Seriam movimentos de ânimo que variam de consolação para desolação. Vale a pena conhecer os Seus Exercícios Espirituais, nos quais ele estabelece regras para discernir o significado desses “sentimentos místicos”.

Dizem que até a grande Santa Teresa d’Ávila viveu grandes momentos de tristeza espiritual. Apesar disso, manteve-se fiel. Esse é um sinal muito seguro de que o amor é autêntico. Quando vivemos momentos de euforia, não podemos ter certeza de que aquilo que estamos fazendo é movido por “puro amor”.

Aproveite a hora de tristeza e desolação para purificar as suas motivações. Lembre-se: nada como um dia depois do outro.

(Trecho extraído do livro “Pronto, falei!”, via Canção Nova)

Fonte: ALBAN

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O que fez que o envelhecimento fosse considerado algo negativo? Mude sua perspectiva

Não é que envelhecer, por si só, seja bacana, mas, como diz David Stewart, atualmente estamos tentando resgatar atitudes e perspectivas de vida que eram importantes há 20 ou 30 anos. Por outro lado, ser adulto significa ter aprendido a desfrutar corretamente o que é agradável, e deixar passar o que não nos convém – parafraseando São Paulo.

Além disso, muitos meios de comunicação têm sido responsáveis por popularizar uma visão do processo de envelhecimento – glorificando a juventude eterna – que pouco ou nada tem a ver com a realidade: vivemos em uma cultura obcecada pela juventude, onde jovens de 20 anos não podem compreender a ideia de ter 30, e muito menos 50 ou 60.

Obviamente, isso nem sempre foi assim. Quando Alexandre, o Grande, marchava pela Ásia, após ter conquistado o império Persa, o chefe de sua guarda pessoal era um homem de 65 anos perfeitamente capaz de lutar carregando seu escudo e sua espada por quilômetros e quilômetros.

Estamos falando de um homem saudável e ativo com seus 65 anos: algo que para os macedônios era perfeitamente normal. O que aconteceu desde então? A narrativa social referente ao envelhecimento mudou, dando uma virada negativa. Mas não significa que adultos e idosos concordem com isso.

David Stewart conta que, depois de entrevistar muitas pessoas entre 50 e 70 anos, percebeu que muitos deles não consideram sua idade um fato amargo que eles devem aprender a aceitar; pelo contrário, eles simplesmente aprenderam a cuidar melhor de sua saúde para continuar a viver suas vidas: andam de bicicleta, fazem musculação, escrevem etc. Resumindo: não se aposentam.

Os seres humanos são projetados para trabalhar duro, e tudo desmorona quando não fazemos mais isso.

Como estamos vivendo mais do que nossos antepassados – graças aos avanços na medicina, entre outras coisas, e as vantagens da vida urbana –, precisamos viver melhor.

É verdade que à medida que envelhecemos nos deparamos com alguns obstáculos. Mas se nós simplesmente colocarmos os chinelos e deitamos em frente à TV, nossa vida se empobrecerá drasticamente.

Hoje, nas competições de artes marciais encontramos experientes competidores de 70 anos. A maioria dos candidatos presidenciais tem mais de 65 anos; Tony Hawk, lenda indiscutível do skate, tem quase 50 e, Bob Dylan e Leonard Cohen continuam gravando álbuns mesmo se aproximando dos 80 anos de idade.

Então, qual é o segredo para driblar a visão negativa da sociedade sobre o envelhecimento e viver uma vida melhor? Aqui compartilhamos três dicas que tiramos do site Nuverz.com.

  1. Atenção aos alimentos

A comida, além de ser um prazer que é mais apreciado quando compartilhado, é o combustível do corpo. Então, é preciso lembrar que tudo que colocamos no corpo pode ter aspectos positivos e negativos. Quando você come algo, precisa pensar nos efeitos dessa comida.

O mais importante que devemos entender sobre os alimentos é a carga glicêmica: o número que estima aproximadamente quanto isso vai elevar a glicose no sangue.

Quando você come algo doce, por exemplo, seu corpo metaboliza rapidamente e, a menos que você saia e corra três quilômetros imediatamente, isso se converterá em gordura. Não é uma questão de privar-se do doce, mas ter em mente que existem coisas que convêm e outras não.

  1. Não “aposente” a vida

Dizem por aí que “a forma mais rápida de morrer é se aposentar”. David Stewart, em seu artigo, comenta que falou com vários peritos sobre este assunto. Entre eles o Dr. Connie Mariano, que era médico-chefe da Casa Branca durante os mandatos de Clinton e Bush.

Stewart perguntou por que os presidentes vivem tanto tempo (na verdade, muito mais que a média). Dr. Mariano respondeu que a chave está no fato de que todos eles têm um “senso de propósito” que faz com que eles não parem e, assim, os impulsiona a não se “aposentar”, no sentido parar com todas as atividades. Basta olhar, por exemplo, a idade do Bento XVI ou do Papa Francisco!

Todos nós precisamos de um propósito, algo que dê sentido e oriente nossa vida. Para muitos, esse “sentido” é o trabalho. A chave, então, é continuar trabalhando visando a um propósito, para continuar sonhando, planejamento e colhendo frutos.

  1. Reconhecer que o tempo é agora

Parece difícil, mas é verdade: você nunca sabe quando a vida vai acabar. Os Evangelhos dizem a mesma coisa.

Temos de reconhecer que é possível que tenhamos certo grau de controle sobre a vida, porque, na verdade, cuidamos de nós mesmos, vamos ao médico regularmente, não cometemos excessos e somos pessoas razoáveis.

Mas também é verdade que não temos o controle total de tudo. Portanto, o momento para fazer o que sabemos que queremos e devemos fazer é agora.

Geralmente, recomenda-se que se você está feliz com o que está fazendo atualmente, deve fazê-lo duas vezes (passar o tempo com a família, com os amigos, estudando, trabalhando, escrevendo, correndo, por exemplo).

E se há algo sobre a situação atual que não está nada bem, é necessário – após um processo de discernimento – começar a mudar no momento presente.

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Uma alegria radical, surpreendente e incompreensível para a mente do mundo

Vindo São Francisco certa vez de Perusa para Santa Maria dos Anjos com frei Leão, em tempo do inverno e atormentado pelo fortíssimo frio, frei Leão perguntou-lhe:

‒ Pai, peço-te, da parte de Deus, que me digas onde está a perfeita alegria.

E São Francisco assim lhe respondeu:

‒ Quando chegarmos a Santa Maria dos Anjos, inteiramente molhados pela chuva e transidos de frio, cheios de lama e aflitos de fome, e batermos à porta do convento, e o porteiro chegar irritado e disser:

‒ Quem são vocês?

E nós dissermos:

‒ Somos dois dos vossos irmãos, e ele disser:

‒ Não dizem a verdade; são dois vagabundos que andam enganando o mundo e roubando as esmolas dos pobres; fora daqui!

E não nos abrir e deixar-nos estar ao tempo, à neve e à chuva, com frio e fome até à noite: então, se suportarmos tal injúria e tal crueldade, tantos maus tratos, prazenteiramente, sem nos perturbarmos e sem murmurarmos contra ele (…) escreve que nisso está a perfeita alegria.

E se ainda, constrangidos pela fome e pelo frio e pela noite batermos mais e chamarmos e pedirmos pelo amor de Deus com muitas lágrimas que nos abra a porta e nos deixe entrar, e se ele mais escandalizado disser:

‒ Vagabundos importunos, pagar-lhes-ei como merecem.

E sair com um bastão nodoso e nos agarrar pelo capuz e nos atirar ao chão e nos arrastar pela neve e nos bater com o pau de nó em nó:

Se nós suportarmos todas estas coisas pacientemente e com alegria, pensando nos sofrimentos de Cristo bendito, as quais devemos suportar por seu amor:

Ó irmão Leão, escreve que aí e nisso está a perfeita alegria, e ouve, pois, a conclusão, irmão Leão.

Acima de todas as graças e de todos os dons do Espírito Santo, os quais Cristo concede aos amigos, está o de vencer-se a si mesmo, e, voluntariamente, pelo amor, suportar trabalhos, injúrias, opróbrios e desprezos.

(Excerto dos “Fioretti de São Francisco”, via Contos e Lendas Medievais)

Fonte: ALETEIA TEAM

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Pobre amigo, quando você compreenderá que não pode carregar NADA sem Ele, nem você mesmo?

O homem está sempre preocupado. Porque é imenso e infinito, nele há sempre lugar para um mundo de preocupações.

Há muitas preocupações que são mais por natureza e que é preciso eliminar. Mas há outras, verdadeiras e nobres; mas o homem é muito pequeno para carregá-las e mais ainda para solucioná-las. As preocupações matam o homem; se ele quiser viver e viver bem, é preciso que alguém o ajude a carregá-las, “Alguém” que o espera.

Você está doente do fígado

Com dor de cabeça

Uma crise aguda de asma

Você está com úlcera no estômago

ou então

Seus cabelos estão ficando brancos

Seu rosto começa a enrugar-se

ou ainda

Você está cansado e triste:- “Quantas preocupações!”

– “Estou sobrecarregado!”

– “Nunca mais terei sossego!”

e arrasta um pobre corpo sempre contraído e doloroso, um coração esmagado, que vive porque é preciso viver, mas que não sabe o que é a alegria e a paz.

Em grande parte, não seria porque você está cheio de preocupações, de aborrecimentos que, você vem recolhendo e acumulando há anos, que o corroem, que o consomem, e que o desagregam silenciosa, mas implacavelmente?

O que o abala não são tanto os golpes que você recebe do exterior, mas tudo que de mau você encerra em si, e que borbulha, fermenta, apodrece.

O ciúme que o morde, tanto aquele que você admite francamente, quanto o que se esconde atrás de suas tristezas, suas mágoas, suas palavras, seu mutismo.

O despeito de não brilhar, de não ser notado, preferido… o medo de tal pessoa, acontecimento, tentação e medo de desagradar, de fazer “gafes”, de falhar… a cólera e a vingança: ele me pagará, isso não ficará assim, ah! se eu o pegasse!… as dúvidas: não conseguirei, é impossível, muito difícil para mim, ele não me compreenderá.

As saudades do passado: se eu soubesse, se fosse possível recomeçar, nunca me consolarei, ai os “bons tempos”, nunca mais… as mentiras, os ódios, as críticas negativas, as maledicências, as calúnias, as invejas … e todo o resto: a ironia que você destila a cada dia em suas palavras, os seus sorrisos escusos, os seus suspiros, suas “rabugices”, seus dar de ombros, ou as suas manobras. Esse mal que vive em você ou sai de você fere-o, antes de ferir os outros.

Seu coração é imenso, mas está atravancado como um armário mal arrumado. As gerações passadas aí deixaram suas velharias (como lhe legaram seus móveis) e você o vai enchendo de futilidades ou sujeiras. E também de objetos caros que você quer usar de novo… mas que você teima em camuflar. A lembrança de tal devaneio malsão, daquela leitura, daquele olhar… O gosto daquela paixão, a satisfação daquela vingança, o prazer orgulhoso daquele brilhante sucesso… Por que você não se acostuma a frequentemente fazer a revisão de suas lembranças, para encontrar aquilo que deveria ter jogado fora?

Há ainda o mal que você sente, vê, toca. Mas há também aquele que está escondido, que desapareceu de sua vista, e há também aquele que você desprezou e esmagou, e que lhe parece morto para sempre.

Nisso você está errado. Tudo o que está dentro de você está vivo. Vivo quando você pensa, vivo quando você não pensava, vivo de dia, vivo de noite. E tudo o que está vivo em você e é mau, faz mal.

Não é possível; aquele velho rancor, essa mágoa de minha sensibilidade dolorida; tal incompreensão, desdém, abandono, desprezo; tal decepção em meus negócios, em minhas relações, em minha família… essa tribulação, aquele pecado… não existem mais, estão enterrados, não voltemos ao assunto!

Não meu caro, eles existem ainda, e mesmo que estivessem mortos, seu cadáver ainda está em você, e seu odor o empesta.

O rato morto no sótão não o envenenará mais… quando você o tiver tirado de lá.

O prego do pneu de seu carro não furará mais a câmara de ar… quando você o tiver tirado.

Sua coleção de preocupações de ontem e de hoje as pequenas e as grandes, as legítimas e as ilegítimas, não o acabrunharão mais, quando você as tiver jogado fora.

Há falsas inquietações, aquelas de que você não deve orgulhar-se e de que precisa definitivamente desfazer-se, pedindo perdão; e há também as preocupações justas: as do pão a ganhar, as do futuro a assegurar, da educação a dar, da paz e da justiça a instaurar, dos homens a conquistar, do Mundo a salvar. Essas inúmeras preocupações, acumuladas cotidianamente, em cada instante, em cada gesto, em cada encontro, ao menos essas, será que você deve carregar?

Não, você é muito fraco. Deixe que outro as carregue.

Mas, eu não terei nada que fazer!

Sim, você tem que dar!

Isso é muito fácil!

Não, é muito difícil ser criança, nada reter para si, dar sempre tudo, mesmo as alegrias –para que o outro tudo carregue. É muito duro caminhar sempre ao seu lado, sempre lhe dando a mão e tornar-se tão pequeno, tão humilde, tão simples, que possa aceitar ser carregada.

Pobre amigo, quando você compreenderá que não pode carregar NADA sem Ele, nem você mesmo?

Michel Quoist

Retirado do livro “Construir o Homem e o Mundo”

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Um casamento feliz dá trabalho, mas especialistas dizem que há pequenas coisas que podemos fazer todos os dias para manter a chama do amor viva pelos próximos anos.

Depois de postar uma foto do casamento de seus avós, de 60 anos atrás, uma amiga minha escreveu: “Depois de todos esses anos, eles ainda só têm olhos um para o outro”.

Houve um tempo em que eu descreveria um sentimento tão doce como clichê, não dando muito crédito. Nós dizemos que os casais só têm “olhos um para o outro”, mas a maioria de nós usa isso como uma frase bonita, ao invés de pensar sobre o que realmente significa. Ver a legenda da foto da minha amiga me fez pensar: poderia o ato de ficar focado um no outro, realmente olhando a outra pessoa, ser a chave para 60 anos de felicidade conjugal?

Casamentos felizes vêm sendo tema para pesquisas científicas. O que torna o relacionamento de um casal mais cheio de felicidade do que outro? Essa pergunta vem de muitas formas. Um estudo recente da Rutgers e New York University focou na biologia do amor. Constatou-se que “os casais tendem a menosprezar a aparência das pessoas que eles percebem como uma ameaça para seus relacionamentos”. Essencialmente, os casais felizes, em um relacionamento comprometido, que encontram boa aparência em pessoas solteiras do sexo oposto, as acham menos atraentes do que realmente são. Isso seria um mecanismo de defesa biológico, mas também mostra a importância da forma como olhamos para o nosso cônjuge, e como nós escolhemos não olhar para os outros como parte de permanecer feliz casado.

Em reportagem de capa da revista Time, How to Stay Married (Como permanecer casado), Belinda Luscombe apresenta várias dicas para ser feliz no casamento: fazer o outro se sentir amado, desculpar-se, perder a ideia de uma “alma gêmea” e ser íntimo uma vez por semana. Mas os especialistas tendem a concordar que existem outras coisas – muitas coisas! – que os casais mais felizes têm em comum, coisas que todos nós podemos fazer agora, hoje, para certificar de manter a chama do amor viva e nossos olhos colados um para o outro.

Eles dizem obrigado

Pesquisadores da Universidade da Geórgia descobriram que “a‘mais consistente significativa dica’ de casamentos felizes é saber se o cônjuge expressa gratidão”.  Enquanto nós estamos mostrando gratidão em tempos bons, devemos mostrar gratidão em tempos ruins também – assim como falamos nos votos no altar!

Porque, como USA Today relata: “quando os casais experimentam o stress e a sua comunicação se transforma no que os pesquisadores chamam de exigência (ou seja, um dos parceiros exige ou critica, o outro tenta evitar um confronto), a gratidão pode perturbar o parceiro, atuando como um bloqueio para a discussão”.

Eles não exigem mudança

Você já ouviu o ditado: “você não pode mudar a outra pessoa; você só pode mudar a si mesmo?” É fácil dizer, mas difícil de interiorizar. Na verdade, é tentador acreditar na mudança, especialmente em termos positivos de melhoria. Queremos que nossos parceiros se tornem melhores.

Mas de acordo com a especialista da vida real Rosie Eberle, que com 80 anos foi bem casada por 56, esperar que o parceiro irá mudar é “simplesmente estúpido”.

“Pelo amor de Deus”, Eberle disse ao Huffington Post, “não diga, ‘Oh, ele é assim agora, mas ele não será sempre assim’. Porque eles geralmente serão, e você tem que ter cuidado, isso é tudo. Portanto, não se case com alguém e depois pense: ‘Oh, ele vai mudar’. Ou: ‘eu vou mudá-lo’. Acredite em mim, isso não acontece. Mas as pessoas são teimosas e acreditam que mais tarde podem mudar uma pessoa, o que nunca funciona”.

Incentivar sempre um ao outro

Não importa o quanto você está feliz como um casal, você terá tempos difíceis. Todo mundo terá. Vocês vão se irritar um com o outro, vão se decepcionar um com o outro, não amarão um ao outro como deve ser. Você vai chorar e se sentir sozinho, ou você vai se cansar e irá discutir. O casamento tem altos e baixos, mas a beleza do casamento é que um casal pode enfrentar esses altos e baixos juntos.

“Quando as coisas ficam difíceis e os casais não sabem o que fazer, eles precisam estar lá, um para o outro”, escreve Mitch Temple. “O tempo tem uma maneira de ajudar os casais a resolver as coisas, fornecendo oportunidades para reduzir o stress e superar desafios”.

A recompensa vale a pena.

“Casais que viveram toda uma vida juntos, no entardecer da vida depararam com uma experiência magnífica, a experiência sublime de estar juntos”, diz Karl Pillemer, geriatra da Universidade de Cornell e autor de Lessons for Loving (30 Lições para Amar). “Todo mundo, 100% deles, disse que, a certa altura, o longo casamento foi a melhor coisa em suas vidas. Mas todos eles também reconhecem que o casamento é difícil, ou que é muito, muito difícil”.

Mas “as pessoas mais velhas estão juntas”, diz John Gottman, um dos principais pesquisadores sobre matrimônio, “quanto mais o sentimento de bondade retorna… o seu relacionamento torna-se muito como era durante o namoro”.

Voltar, claro, para quando nós só tínhamos olhos um para o outro.

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Um estudo recente sugere que algumas pessoas têm um gene que ajuda a aumentar os seus níveis de felicidade. Mas, se você não tem isso, o que fazer?

Quando se trata de felicidade, eu sempre penso na frase: “a felicidade é um filhote quentinho”. Para mim, esta imagem é perfeita, porque evoca ideias fáceis de assimilar, como a de um filhote quentinho no seu colo e a de que se trata de um momento. E no caso dos filhotes de animais de estimação, esses momentos são apenas meses, não anos.

Apesar de suas palavras inspiradoras, Schulz, o autor dessa frase de Charlie Brown, não se considerava um homem feliz. “Eu não acredito que algum dia possa ser feliz”, Schulz supostamente disse a sua esposa. Embora não seja incomum artistas sofrerem por suas musas, parece estranho que alguém como Schulz, que conseguia entender tão bem a felicidade e levá-la a milhões, tenha que lutar para obtê-la.

Intrigada, comecei a explorar algumas pesquisas recentes sobre a felicidade, e no processo, me deparei com um pensamento ainda mais curioso: deixando os casos clínicos de depressão à parte, haveria alguma razão genética para alguns de nós simplesmente não serem tão felizes em um dia normal? É possível que alguns de nós sejamos naturalmente mais alegres do que outros? E se, por exemplo, Schulz não era feliz porque não estivesse geneticamente predisposto?

Um estudo em particular descobriu que isso pode ser o caso de muitos de nós. Depois de observar e testar cerca de 300.000 pessoas, os pesquisadores isolaram um gene que afeta a forma como as pessoas experimentam felicidade e bem-estar (bem como a depressão). “Agora temos a certeza de que há um aspecto genético para a felicidade”, disse o autor do estudo e professor de genética Meike Bartels. Isso abre as portas para uma pesquisa importante sobre o gerenciamento da depressão no futuro, e também para aqueles de nós que tentam viver mais felizes no dia a dia.

Mas antes de começar a culpar os seus dias mal-humorados pela falta de genes felizes, tenha em mente que a genética não é a história toda. Bartels sugere uma interação delicada entre gênio evontade. “O ambiente é certamente responsável – até certo ponto – pelas diferenças na forma como as pessoas experimentam felicidade”. Assim, mesmo que alguns de nós não possam se considerar especialmente entusiastas ou alegres por natureza, nós não obtemos por isso uma licença para ser reclamões. Na verdade, o especialista acredita que a felicidade é algo que temos de escolher e perseguir todos os dias.

Então, se eu tenho o gene da felicidade ou não (e eu provavelmente nunca vou saber se tenho!) parece que eu posso ficar bem, contanto que saiba reconhecer os pontos positivos espalhados em minha semana. Porque a felicidade é importante, emocional e clinicamente: felicidade e positividade melhoram a saúde do coração, fortalecem o sistema imunológico, combatem estresse e doenças, aliviam a dor e prolongam a vida. Nós só precisamos configurar alguns reforços para ajudar a encontrar esse sentimento “de filhote quentinho” no dia a dia:

Faça amigos felizes

Assim como nossas mães nos advertiam para escolher sabiamente os amigos quando éramos crianças, precisamos escolher sabiamente nossos amigos quando adultos. É o que afirma a autora e editora de livros infantis Carla Barnhill.

“As pessoas que são positivas atraem outras pessoas positivas e boas experiências para si”, diz Barnhill. “Há algum padrão nisso. Pessoas felizes tendem a encontrar-se mutuamente, e a positividade faz uma grande diferença na forma como elas experimentam a vida. Então, se alguém quiser encontrar mais felicidade, olhe para as pessoas e as experiências que o cercam. Será que elas trazem alegria e bondade para sua vida? Será que elas te preenchem ou te sugam? Você não tem que cortar todos os seus amigos pessimistas, mas pode ajudar enxergar que eles tornam mais difícil para você ser feliz”.

Ilumine-se

“Você tem que fazer uma escolha para encontrar a felicidade”, diz Barnhill. “Mesmo se você está predisposto à felicidade, você ainda tem que se esforçar em colocar o seu foco na bondade e na alegria. A vida pode te puxar para fora do seu ponto de vista muito rapidamente”.

E existem muitas maneiras simples de fazer essa “escolha” e encontrar a felicidade em nossos dias. Mesmo nos momentos mais tristes podemos vislumbrar a alegria, se prestarmos atenção.

Uma das melhores maneiras é tomar nota, ou seja, registrar em um caderno, diário ou bilhetes, ou por meio de fotos… e anotar as coisas boas, bonitas e amáveis que você viu ou viveu durante o seu dia. Essas coisas podem ser tão simples como ver uma menina correndo para abraçar sua avó, ou uma frase muito bem trabalhada em um livro. Ou talvez seja a forma como as nuvens se formam ou o som da música em uma noite de verão. O que quer que seja, observe! E reveja a lista ou as imagens quando você sentir a necessidade de um impulso.

Mas não temos que esperar que algo feliz aconteça, nós também podemos criá-lo. Movimente-se, levante-se e dance, apenas faça algo para a sua alma. As possibilidades são infinitas.

Vá atrás de risos

Não diferente da recomendação de Barnhill para encontrar amigos positivos, encontrar amigos engraçados também ajuda. (Mesmo aqueles amigos que vêm na forma de clipes ou memes divertidos do YouTube.) O riso é o melhor remédio para uma alma que necessita de alguma elevação. Assim, mesmo quando a vida estiver muito difícil ou triste, encontrar o que há de engraçado no mundo ao seu redor e deixar alguém ou algo agradar a sua fantasia pode transformar em bom humor, em curto e longo prazo. A pesquisa continua mostrando que o riso aumenta o nosso consumo de oxigênio e libera endorfinas, alivia o estresse, alivia a tensão e aumenta o nosso sistema imunológico. O que deve fazer de todos nós muito felizes.

Caryn Rivadeneira é autora de cinco livros e colunista daHer.meneutics e ThinkChristian. Ela vive em Chicago com o marido, três filhos e um pit bull. Visite seu site: carynrivadeneira.com

O cristão ajuda sempre com alegria, sem fazer ‘cara feia’, afirmou hoje o Papa

Se aprendêssemos a servir e fôssemos ao encontro dos outros, como mudaria o mundo. Foi a consideração com a qual o Papa Francisco concluiu a homilia da missa da manhã, celebrada na Casa Santa Marta, nesta terça-feira (31/05).

Francisco dedicou sua reflexão a Nossa Senhora, no dia que se encerra o mês mariano. “Serviço e encontro fazem sentir uma alegria que preenche nossas vidas”, disse o Papa.

Coragem feminina, capacidade de ir ao encontro dos outros, estender a mão para uma ajuda, solicitude. E, principalmente, alegria, daquelas que enchem o coração e dão à vida um novo sentido e uma nova direção.

Estes foram os tópicos extraídos por Francisco do Evangelho do dia, que narra a visita de Maria a Santa Isabel.

Este trecho, junto com as palavras do Profeta Sofonias na Primeira leitura e de São Paulo, na Segunda, delineia uma liturgia “cheia de alegria” e chega como “um vento novo” que preenche nossas vidas.

Alegria e cara virada

“É feio ver cristãos com a cara virada, cristãos tristes, é feio, feio, feio… Não são plenamente cristãos. Acreditam que são, mas não o são totalmente. Esta é a mensagem cristã. E nesta atmosfera de alegria que a liturgia nos dá de presente, gostaria de ressaltar apenas duas coisas: primeiro, um comportamento; segundo, um fato. O comportamento é o serviço”.

As mulheres: coragem da Igreja

O serviço de Maria é realizado sem incertezas, observou o Papa. Maria, afirma o Evangelho, “se dirigiu apressadamente”, embora estivesse grávida e arriscasse se deparar com malfeitores no decorrer da estrada.

“Esta jovem de 16 ou 17 anos, não mais”, acrescentou Francisco, “era corajosa. Levanta-se e vai”, sem desculpas:

“Coragem de mulher. As mulheres corajosas que existem na Igreja são como Nossa Senhora. Essas mulheres que levam avante a família, essas mulheres que levam avante a educação dos filhos, que enfrentam tantas adversidades, tanta dor, que curam os doentes… Corajosas: levantam-se e servem, servem.

O serviço é sinal cristão. Quem não vive para servir, não serve para viver. Serviço na alegria, esta é a atitude que gostaria de destacar hoje. Há alegria e também serviço. Sempre para servir”.

O encontro é um sinal cristão

O segundo ponto sobre o qual o Papa se detém é o encontro entre Maria e sua prima. “Essas duas mulheres – evidenciou – se encontram, e se encontram com alegria”, aquele momento é “só festa”.

Se “nós aprendêssemos isso, serviço e ir ao encontro dos outros, concluiu Francisco, “como o mundo mudaria”:

“O encontro é outro sinal cristão. Uma pessoa que se diz cristã e não é capaz de ir ao encontro dos outros, de encontrar os outros, não é totalmente cristã. Seja o serviço, seja o encontro, requerem sair de si mesmos: sair para servir e sair para encontrar, para abraçar outra pessoa. É com este serviço de Maria, com este encontro que se renova a promessa do Senhor, se atua no presente, naquele presente. E propriamente o Senhor – como ouvimos na primeira Leitura: ‘O Senhor, teu Deus, está no meio de ti” – o Senhor está no serviço, o Senhor está no encontro”.

Fonte: Rádio Vaticano

“Peçamos hoje ao Senhor que nos dê o estupor diante Dele, diante das muitas riquezas espirituais que nos deu”

“O cristão vive na alegria e no estupor graças à ressurreição de Jesus Cristo”, disse o Papa Francisco na missa celebrada na manhã desta segunda-feira, (23/05), na Casa Santa Marta.

Comentando a Primeira Carta de São Pedro Apóstolo, o Pontífice sublinhou que não obstante as provações, nunca nos será tirada a alegria “daquilo que Deus fez em nós. Regenerou-nos em Cristo e nos deu a esperança”.

A carteira de identidade do cristão é a alegria do Evangelho

“Podemos caminhar rumo àquela esperança que os primeiros cristãos representavam como uma âncora no céu. Aquela esperança que nos dá alegria”, disse Francisco, que acrescentou:

“O cristão é um homem e uma mulher da alegria, um homem e uma mulher com a alegria no coração. Não existe cristão sem alegria! Mas, Padre, eu já vi tanta coisa! Não são cristãos! Dizem que são, mas não são! Falta-lhes alguma coisa. A carteira de identidade do cristão é a alegria, a alegria do Evangelho, a alegria de ter sido escolhido por Jesus, salvo por Ele, regenerado por Jesus. A alegria daquela esperança que Jesus espera de nós, a alegria que, nas cruzes e nos sofrimentos desta vida, se expressa de outra maneira que é a paz, na certeza de que Jesus nos acompanha. Está conosco”.

“O cristão faz esta alegria crescer com a confiança em Deus. Deus se lembra sempre de sua aliança. O cristão sabe que Deus se lembra dele, que Deus o ama, que Deus o acompanha, que Deus o espera. Esta é a alegria”, disse ainda o Papa.

É um mal servir a riqueza, no final faz-nos tristes

Francisco, assim, dirigiu sua atenção para a passagem do Evangelho de hoje que narra o encontro de Jesus com o jovem rico. Um homem, disse, que “não foi capaz de abrir o coração à alegria e escolheu a tristeza”, “porque possuía muitos bens”:

“Era apegado aos bens! Jesus nos disse que não se pode servir a dois senhores: ou serve a Deus ou serve as riquezas. As riquezas não são ruins em si mesmas: mas servir a riqueza, esse é o mal. O pobre homem foi embora triste… “Ele franziu a testa e retirou-se triste”. Quando em nossas paróquias, nas nossas comunidades, em nossas instituições, encontramos pessoas que se dizem cristãs e querem ser cristãs, mas são tristes, algo está errado. E nós devemos ajudá-las a encontrar Jesus, a tirar essa tristeza, para que possa se alegrar com o Evangelho, possa ter essa alegria que é própria do Evangelho”.

Ele se concentrou sobre a “alegria e o estupor”. “O estupor bom – disse o Papa – diante da revelação, diante do amor de Deus, diante das emoções do Espírito Santo”.

O cristão “é um homem, uma mulher de estupor”. Uma palavra, destacou, que volta hoje no final, “quando Jesus explica aos Apóstolos que aquele jovem tão bom não conseguiu segui-lo, porque ficou preso às riquezas”.

Quem pode ser salvo, se perguntam então os Apóstolos? A eles, o Senhor responde: “Impossível aos homens”, mas “não a Deus!”.

Não buscar a felicidade em coisas que, no final, nos entristecem

A alegria cristã, portanto, “o estupor da alegria, de ser salvos de viver presos às coisas, à mundanidade – as muitas mundanidades que nos afastam de Jesus – isso pode ser superado somente com a força de Deus, com a força do Espírito Santo”:

“Peçamos hoje ao Senhor que nos dê o estupor diante Dele, diante das muitas riquezas espirituais que nos deu; e com este estupor nos dê a alegria, a alegria da nossa vida e de viver com paz no coração as inúmeras dificuldades; e nos proteja da busca da felicidade em muitas coisas que, no final, nos entristecem: prometem muito, mas não nos darão nada! Lembrem-se bem: um cristão é um homem e uma mulher de alegria, de alegria no Senhor; um homem e uma mulher de estupor”.

Fonte: Rádio Vaticano

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