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A Igreja, nos primeiros séculos, ministrava numa única celebração, para os adultos e crianças, três sacramentos:Batismo, Crisma e Eucaristia. Para os adultos havia uma preparação de três anos, o catecumenato. Na vigília pascal o catecúmeno recebia os sacramentos.

22 junho 2018

Muitos são os documentos e citações que narram o Batismo nos primeiros séculos. Vamos conhecer algumas citações importantes dos Padres da Igreja, que nos esclarecem muitas coisas

Tertuliano(+ 220) escreveu no século III o Tratado sobre o Batismo, que fornece informações importantes. Ensina que “os catecúmenos deviam invocar Deus comorações fervorosas, com jejuns, genuflexões e vigílias” (c. 20). O ministro, o bispo, na vigília pascal, benzia a água; o catecúmeno renunciava ao demônio; a seguir, o ministro perguntava: “Crês em Deus Pai?”. Após a resposta afirmativa do catecúmeno, mergulhava-o na água; interrogava ainda: “Crê em Deus Filho?” e “Crês em Deus Espírito Santo?”,seguindo-se a cada resposta um mergulho na água. Depois o neófito era ungido com óleo e recebia a imposição das mãos, pela qual se comunicava o Espírito Santo.

  1. Hipólito de Roma (+ 235) descreveu sobre o Batismo, com detalhes, em sua Tradição Apostólica:

“Ouçam os catecúmenos a palavra durante três anos… escolhidos os que receberão o Batismo, sua vida será examinada: se viveram com dignidade enquanto catecúmenos, se honraram as viúvas, se visitaram os enfermos, se só praticaram boas ações… Aproximando-se o dia em que serão batizados, exorcize o bispo cada um… Jejuem na véspera do Sábado os que receberão o Batismo… Ordene-se a todos que rezem e se ajoelhem; impondo-se sobre eles as mãos, exorcizará o bispo todos os espíritos estranhos para que fujam e não tornem jamais; ao terminar o exorcismo, sopre-lhes no rosto. Depois de marcar-lhes com o sinal da cruz a fronte, os ouvidos e as narinas, ele os fará levantar-se… Ao cantar do galo, reze-se primeiro sobre a água, na fonte ou derramando-se do alto… Em caso de necessidade usa-se a água que se encontrar… Os batizados despirão as suas roupas, batizando-se primeiro as crianças. Todos os que puderem falar por si mesmos, falem. Os pais ou alguém da família, falem pelos que não puderem falar por si. Batizem-se os homens e finalmente as mulheres… ” (nº 38 a 51).

Esta longa descrição de como era ministrado o Batismo, e que continua, mostra que este sacramento era ministrado na madrugada do domingo, após um dia inteiro de orações, leituras e jejum; a preparação era longa, com anos de instrução e exorcismos (não de possessos); batizavam crianças que ainda não tinham idade para falar; a unção do óleo após o Batismo equivale ao sacramento da Crisma.

  1. Justino Mártir, ano 151, I Apologia 61:

“Os que são batizados por nós são levados para um lugar onde haja água e são regenerados da mesma forma como nós o fomos. É em nome do Pai de todos e Senhor Deus, e de Nosso Senhor Jesus Cristo, e do Espírito Santo que recebem a loção na água. Este rito foi-nos entregue pelos Apóstolos”.

Didaquè – A Doutrina dos Apóstolos (ano 100):

“Quanto ao batismo, batizai assim: depois de terdes ensinado o que precede, batizai em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, em água corrente; se não existe água corrente, batize-se em outra água. Se não puder ser em água fria, faze em água quente. Se não tens bastante, de uma ou de outra, derrama água três vezes sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Antes do Batismo, jejuem: o que batiza, o que é batizado e outras pessoas”(n.30).

Aqui se vê claramente que desde o primeiro século a Igreja já ministrava o Batismo por efusão (derramamento de água) e não apenas por imersão (mergulho na água).

  1. Ireneu(140-202):

“Jesus veio salvar a todos os que através dele nasceram de novo [pelo batismo] de Deus: os recém nascidos, os meninos, os jovens, os velhos”.

“O batismo nos concede a graça do novo nascimento em Deus Pai por meio do seu Filho no Espírito Santo.Pois os que têm o Espírito de Deus são conduzidos ao Verbo, isto é, ao Filho;mas o Filho os apresenta ao Pai, e o Pai lhes concede a incorruptibilidade.Portanto, sem o Espírito Santo não é possível ver o Filho de Deus, e, sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, pois o conhecimento do Pai é o Filho,e o conhecimento do Filho de Deus se faz pelo Espírito Santo”. (Dem. 7)

Orígenes – bispo de Alexandria (184-285):

“A Igreja recebeu dos Apóstolos a Tradição de dar o batismo também aos recém-nascidos”. (Ep. Ad. Rom.LV, 5,9)

 

S.Cipriano, bispo de Cartago (210-258):

“Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças”. (Carta a Fido)

Aqui podemos ver que a Igreja desde os primórdios batizou os recém nascidos.

SantoHilário (310-367):

“Tudo o que aconteceu com Cristo dá-nos a conhecer que, depois na imersão na água, o Espírito Santo voa sobre nós do alto do Céu e que, adotados pela Voz do Pai,nos tornamos filhos de Deus”. (Mat. 2)

O Concílio de Cartago (ano 418), que condenou o pelagianismo, rejeitou a posição “daqueles que negam que se devam batizar as crianças recém-nascidas do seio materno”. (Cânon2, DS,223)

O Concílio de Florença (ano 1442), exigiu que fosse administrado o batismo aos recém nascidos “o mais depressa que se possa fazer comodamente”.  (DS. 1349)

Por que batizar as crianças?

A razão teológica pela qual a Igreja batiza crianças é que o Batismo não é como uma matricula em um clube, mas é um renascer para a vida nova de filhos de Deus, que acontece mesmo que a criança não tome conhecimento do fato. Este renascer da criança a faz herdeira de Deus. A partir do Batismo a graça trabalha em seu coração (cf. 1 Jo 3,9), como um princípio sobrenatural. Elas não podem professar a fé, mas são batizadas na fé da Igreja a pedido dos pais.

Santo Agostinho explicava bem isto:

“As crianças são apresentadas para receber a graça espiritual, não tanto por aqueles que as levam nos braços (embora, também por eles, se são bons fiéis),mas sobretudo pela sociedade espiritual dos santos e dos fiéis… É a Mãe Igreja toda, que está presente nos seus santos, a agir, pois é ela inteira que os gera a todos e a cada um ” (Epist. 98,5).

Nenhum pai espera o filho chegar à idade adulta para lhe perguntar se ele quer ser educado, ir para a escola, tomar as vacinas, etc. Da mesma forma deve proceder com os valores espirituais. Se amanhã, esta criança vier a rejeitar o seu Batismo, na idade adulta, o mal lhe será menor, da mesma forma que se na idade adulta renegasse os estudos ou as vacinas que os pais lhe propiciaram na infância.

A Bíblia dá indícios de que a Igreja sempre batizou crianças. Na casa do centurião Cornélio (“com toda a sua casa”; At 10,1s.24.44.47s); a negociante Lídia de Filipos (At 16,14s); o carcereiro de Filipos (16,31-33), Crispo de Corinto (At 18,8); a família de Estéfanas (1Cor 1, 16).

Orígenes de Alexandria (? 250) e S.Agostinho (430), atestam que “o costume de batizar crianças é tradição recebida dos Apóstolos”.

Santo Irineu de Lião (?202) considera óbvia a presença de “crianças e pequeninos”entre os batizados (Contra as heresias II 24,4). Um Sínodo da África, sob São Cipriano de Cartago (?258) aprovou que se batizasse crianças “já a partir do segundo ou terceiro dia após o nascimento” (Epist. 64).

O Concílioregional de Cartago, em 418, afirmou:

“Também os mais pequeninos que não tenham ainda podido cometer pessoalmente um pecado, são verdadeiramente batizados para a remissão dos pecados, a fim de que, mediante a regeneração, seja purificado aquilo que eles têm de nascença” (Cânon 2,DS,223).

No Credo do Povo de Deus, o PapaPaulo VI afirmou:

“O Batismo deve ser ministrado também às criancinhas que não tenham podido ainda tornar-se culpadas de qualquer pecado pessoal, a fim de que elas, tendo nascido privadas da graça sobrenatural, renasçam pela água e pelo Espírito Santo para a vida divina em Cristo Jesus” (nº 18).

A Bíblia sugere o batismo de todos, o que inclui as crianças

Atos 2,38-39: “Disse-lhes Pedro: ‘Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos que estão longe – a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar’.”

Atos 16,15:”Depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou-nos dizendo: ‘Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali’. E nos constrangeu a isso.”

Atos 16,33:”Tomando-os o carcereiro consigo naquela mesma noite, lavou-lhes os vergões; então logo foi batizado, ele e todos os seus.”

Atos 18,8:”Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados.”

1 Coríntios 1,16: “Batizei também a família de Estéfanas; além destes, não sei se batizei algum outro”.

O Batismo é necessário a todos, inclusive às crianças

João 3,5: “Jesus respondeu: ‘Em verdade, em verdade, te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus’.”

Romanos 6,4: “De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressurgiu dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.”

“Todos pecaram” em razão do pecado de Adão, inclusive as crianças

Romanos 3,23: “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”

Romanos 5,12.19: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Pois como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um, muitos serão feitos justos.”

Salmo 51[52],5: “Certamente em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe.”

A Circuncisão (em geral realizada em crianças, cf. Gênesis 17,12), foi substituída pelo Batismo

Colossenses 2,11-12: “Nele também fostes circuncidados com a circuncisão não feita por mãos no despojar do corpo da carne, a saber, a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados com ele no batismo, nele também ressurgistes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos.”

As criançaspodem crer

Marcos 9,42: “E quem escandalizar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado ao mar”

Lucas 1,41-44: “Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre, e Isabel foi cheia do Espírito Santo. Exclamou ela em alta voz:’Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. De onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? Ao chegar-me aos ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre.”

Salmo 22[23],9-10:”Contudo, tu me tiraste do ventre; tu me preservaste, estando eu ainda aos seios de minha mãe. Sobre ti fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre da minha mãe.”

Fonte: https://www.comshalom.org/

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REDAÇÃO CENTRAL, 08 Jan. 18 / 07:00 am (ACI).- “Pelo Batismo, somos libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus: tornamo-nos membros de Cristo e somos incorporados na Igreja e tornados participantes na sua missão”, diz o Catecismo da Igreja Católica (CCI 1213). A seguir, confira 5 coisas que talvez não saiba sobre este Sacramento, porta para os outros sacramentos.

1. Iniciou-se com os Apóstolos

“Desde o dia de Pentecostes que a Igreja vem celebrando e administrando o santo Batismo. Com efeito, São Pedro declara à multidão, abalada pela sua pregação: ‘convertei-vos (…) e peça cada um de vós o Batismo em nome de Jesus Cristo, para vos serem perdoados os pecados. Recebereis então o dom do Espírito Santo’ (Atos dos apóstolos 2,38)” (CCI 1226).

Santo Higino, Pontífice aproximadamente entre os anos 138 e 142, instituiu o padrinho e a madrinha no batismo dos recém-nascidos, para que guiassem os pequenos na vida cristã.

2. Tem vários nomes

Batizar, do grego “baptizein”, significa “mergulhar” ou “imergir dentro da água”. Esta imersão simboliza “a sepultura do catecúmeno na morte de Cristo, de onde sai pela ressurreição com Ele” (CCI 1214).

Este Sacramento também é chamado “banho da regeneração e de renovação no Espírito Santo”, assim como “iluminação” porque o batizado se converte em “filhos da luz”.

São Gregório Nazianzeno dizia que o batismo é um “dom, porque é concedido aos que nada têm; graça, porque é dado também aos culpados; batismo, porque o pecado é sepultado na água; unção, porque é sagrado e régio (assim se tornam os que são ungidos); iluminação, porque é luz resplendente; veste, porque cobre a nossa vergonha; banho, porque nos lava; selo, porque nos preserva e é sinal do poder de Deus”.

3. Renova-se a cada ano

“Em todos os batizados, crianças ou adultos, a fé deve crescer depois do Batismo. É por isso que a Igreja celebra todos os anos, na Vigília Pascal, a renovação das promessas do Batismo. A preparação para o Batismo conduz apenas ao umbral da vida nova. O Batismo é a fonte da vida nova em Cristo, donde jorra toda a vida cristã” (CCI 1254).

4. Um não batizado pode batizar

Diz o Catecismo da Igreja Católica (1256) que “são ministros ordinários do Batismo o bispo e o presbítero e, na Igreja latina, também o diácono (cf CIC, can. 861,1; CCEO, can. 677,1). Em caso de real necessidade, qualquer pessoa, mesmo não batizada, pode batizar (cf CIC, can 861, § 2) se tiver a intenção requerida e utiliza a fórmula batismal trinitária”.

“A intenção requerida consiste em querer fazer o que a Igreja faz ao batizar. A Igreja vê a razão desta possibilidade na vontade salvífica universal de Deus (cf 1 Tm 2,4) e na necessidade que o Batismo tem para a salvação (cf Mc 16,16)”.

5. Selo único e permanente

“O Batismo marca o cristão com um selo espiritual indelével (charactere) da sua pertença a Cristo. Esta marca não é apagada por nenhum pecado, embora o pecado impeça o Batismo de produzir frutos de salvação (cf DS 1609-1619). Ministrado uma vez por todas, o Batismo não pode ser repetido” (CCI 1272).

Fonte: http://www.acidigital.com/

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A conversão, é a proclamação de João Batista, é o único remédio adequado. Sem sua experiência profunda não se alcança a novidade procurada.

Nem sempre ressoa com agrado os convites que pedem algum empenho ou um esforço maior. É sempre mais comum que sejam apreciados os convites que garantem o desfrute das situações prazerosas. Não é de tudo inadequado. A felicidade inclui o gosto gostoso de se fazer, viver e desfrutar. No entanto, há de se abrir espaço para escutar convites que pedem empenhos maiores com o desafio de mudanças e a descoberta de novos rumos. Esta perspectiva marca muito fortemente o horizonte do discipulado no seguimento de Jesus. A figura de João Batista é este sinal forte de convite para inserção num processo de mudança profunda. Há um gosto gostoso que também está no coração de todo processo de mudança. A conversão é também prazerosa. É um efeito que se experimenta só quando se tem coragem de aceitar o convite, e viver este percurso de mudança, com todo esforço. Não é tão simples perseverar. É considerado bom, quase sempre, o que traz efeito prazeroso imediato. Este risco faz perder chances de grandes conquistas. É uma pena não apostar no processo de conversão, como qualificação de si.

A conversão

Há uma estranheza quando se fala de conversão. São poucos os que confessam que precisam se converter. Esta estranheza revela o reverso do coração humano que vai se enchendo de soberbas e de convicções que o elegem como impassível diante da necessidade de mudança. Uma necessidade permanente para todo coração humano. Torna-se um vício o jeito de compreender a vida e suas situações gerando convicções cristalizadas a respeito da exatidão de tudo o que é próprio, do querer, de tudo o que se fala e pensa. Se há lacunas ou erros, deficiências e dificuldades, estas se encontram no outro. Nunca na própria condição. Esta ilusória convicção vai alimentando os descompassos e distonias nas diferentes situações da vida. Ainda que se verifiquem progressos e avanços significativos, que são os frutos da inteligência humana, não se consegue superar os problemas mais graves e nem mudar as feições dolorosas dos cenários que abrigam os pobres miseráveis e excluídos da sociedade. O coração humano vai se enchendo de uma presunção tal que arbitrariedade, insolência, indiferença e outros contra-valores tomam a regência de sua dinâmica. Só a aceitação do convite à conversão é que cria a possibilidade de dar ao coração humano um compasso harmonioso e adequado. A conversão, é a proclamação de João Batista, é o único remédio adequado. Sem sua experiência profunda não se alcança a novidade procurada.

Um batismo

Ser batizado é tomar um verdadeiro banho. A imagem revela a indispensável lavagem que purifica e devolve a condição adequada da dignidade que se tem. Não basta uma ou outra modificação. Há modificações que são simplesmente paliativos. É preciso mudar mais radicalmente. Um batismo de conversão sugere, pois, um banho. Um banho que inclui um mergulho enquanto inserção na realidade que limpa o que precisa ser purificado. Um mergulho do discípulo na vida do seu Mestre e Senhor. Um mergulho que o faz experimentar a novidade do coração do Mestre, iluminando o seu próprio coração. Uma iluminação que gera a força afetiva do desejo de ser diferente e mudar, assumindo um jeito de ser próprio d’Aquele que realiza a riqueza deste batismo que lava e purifica. A experiência se configura por uma radicalidade própria. Nada de paliativo. Conta a profundidade da mudança. O anúncio de João indica esta profundidade nas indicações do profeta Isaías quando aponta os efeitos da mudança a ser realizada: ‘toda montanha e colina serão rebaixadas; as passagens tortuosas ficarão retas e os caminhos acidentados serão aplainados’. A profundidade da mudança é sinal da salvação de Deus.

Verão a salvação de Deus

Nenhuma outra experiência é mais importante para cada pessoa. Importa ver a salvação de Deus. Um ver que é sua experiência. Uma experiência de salvação que não se faz senão na medida em que se aceita e se assume a conversão como dinâmica permanente da vida quotidiana. Uma dinâmica permanente que deve tocar as circunstâncias concretas da própria vida, entre os desafios humanos postos a cada dia, numa compreensão sempre nova do papel de cada pessoa. Uma conversão que revela a compreensão da presença amorosa de Deus mesmo em meio às muitas contradições que configuram os diferentes cenários da história da humanidade. E a conversão, assumida como dinâmica permanente da vida, se torna o horizonte novo para dar à história e à vida o seu rumo novo, tendo a salvação de Deus como meta principal e insubstituível. Só na medida em que se vive a conversão é que as pessoas poderão ver a salvação de Deus, a razão da vida de todos os seus filhos e filhas.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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O padrinho deve acompanhar o seu afilhado com a presença, com o bom testemunho de cristão

“O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamos-nos membros de Cristo, e somos incorporados à Igreja e feitos participantes da sua missão: o batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra” (CIC § 1213).

Veja o quanto é importante esse sacramento! O batismo torna a pessoa filha de Deus, e ela passa a fazer parte da família de Jesus, que é a Igreja. O batizado se torna um membro ativo, uma testemunha que vive a missão de anunciar Cristo aos povos. Por isso, aqueles que serão escolhidos para acompanharem os batizados, precisam ter algumas características importantes. Não basta ser alguém conhecido, amigo, parente, rico ou “uma pessoa boa, que faz parte da minha história”, pode até trazer as caraterísticas citadas, entretanto, vejamos o que o Código de Direito Canônico diz:

Cân. 872 – Ao batizando, enquanto possível, seja dado um padrinho, a quem cabe acompanhar o batizando adulto na iniciação cristã e, junto com os pais, apresentar ao batismo o batizando criança. Cabe também a ele ajudar que o batizado leve uma vida de acordo com o batismo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes.

Cân. 873 – Admite-se apenas um padrinho ou uma madrinha, ou também um padrinho e uma madrinha.

Cân. 874 – Para que alguém seja admitido para assumir o encargo de padrinho, é necessário que:
1º seja designado pelo próprio batizando, por seus pais ou por quem lhes faz as vezes, ou, na falta deles, pelo próprio pároco ou ministro, e tenha aptidão e intenção de cumprir esse encargo;
2º tenha completado dezesseis anos de idade, a não ser que outra idade tenha sido determinada pelo bispo diocesano ou pareça ao pároco ou ministro que se deva admitir uma exceção por justa causa;
3º seja católico, confirmado (seja crismado), já tenha recebido o sacramento da Eucaristia e leve uma vida de acordo com a fé e o encargo que vai assumir;
4º não se encontre atingido por nenhuma pena canônica legitimamente irrogada ou declarada;
5º não seja pai nem mãe do batizando;
6º quem é batizado e pertence a uma comunidade eclesial não-católica só seja admitido junto com o padrinho católico, e apenas como testemunha do batismo.

O cuidado na escolha dos padrinhos

O sacramento do batismo é tão importante, por isso exige um cuidado com aquele que vai apadrinhar o batizando. Costuma-se dizer que o padrinho ou a madrinha faz,  muitas vezes, o “papel” do pai ou da mãe. O que esses fazem ou deveriam fazer? Educar o filho na fé católica, nos bons costumes, nos bons valores, deve educar para a responsabilidade e para a vida. Os padrinhos devem acompanhar o seu afilhado com a presença, com o bom testemunho de cristão, inúmeras vezes assumir a responsabilidade de pais ou auxiliar aos pais em suas faltas.

Como é sério ser padrinho ou madrinha, não é verdade? Conforme o ensinamento da Igreja, a pessoa precisa viver o batismo, ou seja, ser católica, ser crismada e ter uma vida de Comunhão Eucarística. Uma pessoa assim está, provavelmente, inserida na vida da igreja paroquial, vai à Missa aos domingos, busca confissão periódica, é uma pessoa que busca, a todo custo, a santidade. Essa pessoa é santa? Não! Mas se percebe nela a sede de ser santa.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

O batismo no Espírito Santo

O batismo no Espírito Santo, Efusão do Espírito Santo e Derramamento do Espírito Santo são expressões usadas para exprimir a realidade de pessoas que experimentam o Paráclito de forma abundante. É a experiência concreta de reacender o entusiasmo e o ardor no relacionamento com Deus, que transforma profundamente a vida da pessoa.

O evento de Pentecostes, narrado em Atos dos Apóstolos, capítulo 2, em que os discípulos estavam reunidos e, de repente, soprou como que um vento impetuoso e ficaram todos cheios do Espírito Santo, é um fato bíblico sobre o batismo no Espírito. Padre Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia, aponta que “o Pentecostes foi o primeiro batismo do Espírito. Quando anunciou o Pentecostes, Jesus disse: João batizou com água, vós, porém, dentro de poucos dias, sereis batizados em Espírito Santo (At 1,5)”. (Livro: ‘Vem, Espírito Criador’).

Ainda, Padre Raniero, nessa mesma obra, diz que, no “batismo do Espírito, vivencia-se o Espírito Santo, a Sua unção na oração, o Seu poder no ministério apostólico, a sua consolação na provação, a sua luz nas decisões. Ele é percebido como Espírito que transforma interiormente, que concede o gosto de louvar a Deus, que leva à descoberta de uma alegria nova, que abre a mente à compreensão das Escrituras e que, acima de tudo, ensina a proclamar que Jesus é o Senhor”.

Especificações sobre o batismo no Espírito Santo

O batismo no Espírito Santo “não” é um novo sacramento da Igreja nem substitui o sacramento do batismo e os outros sacramentos da iniciação cristã. Ele é uma graça e fruto da ação do próprio sacramento na vida do cristão. Portanto, não é uma melhoria, modernização ou acréscimo no sacramento, mas sim, um reinflamar do Espírito na pessoa, que o conduz à experiência diária de Deus.

Com isso, afirma-se que “o batismo no Espírito Santo não é um substituto para os sacramentos, mas a fonte para reacender o fervor na celebração dos sacramentos.” (Doctrinal Commission ICCRS. Baptism in the Holy Spirit. Vaticano: ICCRS, 2012). Sendo que, nessa perspectiva, bem se sabe, que existe “um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4,5).

Assim, a expressão “batismo no Espírito Santo” é um termo para designar “o momento ou processo de crescimento pelo qual a presença ativa do Espírito, recebido na iniciação, torna-se sensível à consciência pessoal” (Revista Teológica Veni Creator da RCC – janeiro/junho 2013).

Frutos do batismo no Espírito Santo

O batismo no Espírito Santo gera conversão, leva à recusa do pecado, dá perseverança na caminhada, vontade pela oração, fortalece o testemunho em Cristo e confere firmeza na vida assídua nos Sacramentos da Igreja. Também reaviva o amor, provoca hábito pelo estudo da Bíblia e concede “coragem para aceitar tarefas novas e difíceis, ao serviço de Deus e do próximo”, segundo Padre Raniero.

É uma experiência que desperta a pessoa na busca intensa das “coisas do alto” (Col 3,1) e motiva uma nova forma de relacionar-se com Deus a partir de uma mudança radical e transformadora no amor verdadeiro.

Vida no Espírito

A vida no Espírito é estar na presença de Deus e agir conforme a Sua ação, pois “se vivermos pelo Espírito, andaremos de acordo com o Espírito” (cf. GL 5,25). Com isso, a graça do batismo precisa ser pedida sempre, já que o Espírito continua sendo derramado.

Por fim, Papa Francisco, à Renovação Carismática, em junho de 2017, disse que é preciso “compartilhar com todos na Igreja o batismo no Espírito Santo, louvar o Senhor sem cessar (…). Servir os mais pobres e os enfermos”, isto, porque uma vida no Espírito suscita partilha, serviço ao próximo e intimidade com Deus.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

“Tudo o que aconteceu com Cristo dá-nos a conhecer que, depois da imersão na água, o Espírito Santo voa sobre nós do alto do Céu e que, adotados pela Voz do Pai, nos tornamos filhos de Deus”. S. Hilário de Poitiers

Antes de tudo, é necessário compreendermos com profundidade qual é o verdadeiro sentido do Batismo…

Bem, primeiro, recordemos o batismo de Jesus. Qual o significado do batismo de Jesus no Rio Jordão com João Batista?

Não foi o Batismo sacramental que Jesus recebeu, pois Ele não tinha o pecado original. João Batista foi o escolhido pelo pai para preparar o caminho do Redentor, anunciar a Israel a chegada do Messias. Ele é a “Voz que clama no deserto. Preparai o caminho do Senhor, endireitai as veredas para Ele” (Mt 3,3). João deixou claro: “Eu vos batizo com água… Ele vos batizará com o Espírito santo e com fogo” (Mt 3,11)

Por que, então, Jesus entrou na fila dos pecadores?

Ensina a Igreja que foi para “ser solidário com os pecadores”, e aceitar ser o “Servo de Javé”, que Jesus, por Sua Paixão e morte de cruz, salvaria o Mundo, pagaria à Justiça Divina a culpa de toda a humanidade.

Ali começou a vida pública de Jesus; o Espírito Santo desce sobre Sua humanidade e o Pai confirma a predileção por Seu Filho. É a Epifania de Jesus a Israel como o Seu messias.

Diz a Liturgia das Horas que ele entrou nas águas do Jordão para “lavar todas as águas, até às fontes”, para a purificação dos cristãos pelo Batismo.

Foi um gesto de obediência à vontade do Pai e de profunda humildade, pelo qual Jesus dissolveu a desobediência e a soberba de Adão. Ele é o Novo Adão. Ali no Jordão “Ele aceitou, por amor a nós, este batismo de morte para a remissão dos nossos pecados” (CIC, §536). E ali Ele recebeu o Espírito Santo em plenitude para ser a fonte do Espírito para toda a humanidade. No batismo de Jesus, “abriram-se os Céus” (Mt 3,16) que o pecado de Adão havia fechado e as águas são santificadas, que é o prelúdio de uma nova criação.

Nós, que também fomos batizados, voltamos a ser filhos de Deus no Filho de Deus, membros da Igreja, novamente, herdeiros do Céu. Pelo Batismo fomos sacramentalmente assimilados a Jesus, devendo repetir este mistério de rebaixamento humildade e de arrependimento, desceu à água com Jesus para subir novamente com Ele “renasceu da água e do Espírito” (Jo 3)”para tornar-se, no Filho, filho bem amado do Pai” (CIC,§ 537)e viver Nele uma vida nova.

No Batismo, somos sepultados com Cristo para ressuscitar com Ele. São Paulo disse: ” Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto… Pois morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo, em Deus”. (Col 3,1-3).

O Batismo, portanto, nos chama a uma vida nova; é a “entrada sacramental na vida da fé” (CIC, §1236). Nele o batizado recebe “a semente da fé” que deve fazer crescer, pois “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11,6), e o “justo vive pela fé” (Rom 1,17). Ao catecúmeno ou ao seu padrinho é feita a pergunta: “Que pedis à Igreja de Deus?”. E este deve responder: ” A fé”.

Então, o cristão deve viver pela fé; fazê-la crescer na luta contra as fraquezas da natureza e os pecados. O batismo nos faz “cristãos”, isto é, “imitadores de Cristo”. São leão Magno dizia: “De que vale carregarmos o nome de cristãos, se não imitamos a Jesus Cristo?”

Em nosso Batismo, nossos pais e padrinhos, na fé da Igreja, assumiram por nós as promessas do Batismo, renunciaram o pecado, a satanás e a todos as suas obras e professaram a Fé da Santa Igreja. Rezaram o Credo!

E nós? Será que estamos cumprindo essa promessa?

Será que lutamos todos os dias, sem cessar, para renunciar as obras do demônio?

Combatemos os pecados como: soberba, ganância, impurezas, gula, ódio, inveja, preguiça, maledicência, respeito humano, mentira, egoísmo?…

Será que obedecemos a Jesus que nos manda “vigiar e orar” porque o espírito é forte, mas a carne é fraca?

Sem a oração, “sem cessar”; sem vigilância; sem vida sacramental, com confissão e comunhão permanente; não podemos cumprir as promessas de nosso Batismo. E São Paulo exorta-nos: “Mortificai os vossos membros: imoralidade sexual, paixão, maus desejos, especialmente a ganância, que também é uma idolatria… Rejeitai a tudo isto: ira, furor, malvadeza, ultrajes, e não saia de vossa boca nenhuma palavra indecente… pois já vos despojastes do homem velho e da sua maneira de agir, e vos revestistes do homem novo”. (Col 3,5-10). Jesus disse com todas as letras: “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15,5). Então, busquemos o Senhor e a Sua força, sobretudo na oração de intimidade com Ele e na Eucaristia.

E Jesus nos deu a Sua Mãe para ser nossa Mãe espiritual: guia, consolo, conforto, apoio e segurança nos caminhos da vida.

Com Jesus e Maria, com a intercessão dos santos por nós, sem cessar, cumpramos as promessas do nosso Batismo; nossa salvação!

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