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Happy senior woman and man enjoying in the park.

Filmes de romance frequentemente retratam o casamento como um processo em que o entusiasmo dos recém-casados acaba dando lugar, inevitavelmente, a um relacionamento amargo. Isso corresponde à realidade?

Filmes de romance frequentemente retratam o casamento como um processo em que o entusiasmo dos recém-casados acaba dando lugar, inevitavelmente, a um relacionamento amargo.

Essa não é, porém, a experiência mais frequente entre aqueles que são casados há muitos anos. Foi isso que concluiu um estudo da Universidade do Estado da Pensilvânia, dirigido pelo professor de sociologia da família e demografia Paul Amato.

A pesquisa, intitulada Changes in Spousal Relationships over the Marital Life Course (“Mudanças nos relacionamentos conjugais durante o curso da vida marital”), acompanhou 1617 pessoas, incluindo divorciados, viúvos e 205 casais, durante um período de 20 anos.

“O leque de resultados possíveis em casamentos de longa duração é amplo”, admite Amato em uma entrevista realizada por Alysse ElHage para o Institute for Family Studies.

“Alguns casais permanecem em casamentos que não são particularmente satisfatórios, enquanto outros descobrem que seus atribulados casamentos melhoram com o decorrer dos anos. O que o nosso estudo pode dizer é que ser feliz, compartilhar atividades com o cônjuge e ter um casamento pacífico depois de 20, 30 ou 40 anos é algo bastante habitual.”

O estudo constata que, de fato, os primeiros 20 anos contêm períodos de maiores desafios. A criação dos filhos, dificuldades econômicas ou obrigações de trabalho podem acrescentar significativas doses de estresse à relação, o que exige um maior esforço dos casais.

“Quando os casais se comprometem a seguir juntos durante as épocas difíceis, permanecem fiéis e se esforçam de forma ativa para resolver seus problemas, então os resultados positivos a longo prazo – embora não garantidos – são habituais”, diz Amato.

À medida em que a relação amadurece a as circunstâncias de vida mudam, a experiência mais comum é que a estabilidade jogue a favor dos cônjuges.

“Ao contrário do que muitos creem, a qualidade da vida matrimonial não tem por que decair: ela costuma permanecer alta e até melhorar ao longo das décadas”, conclui o pesquisador.

(via Sempre Família)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Se você acha que outra pessoa é capaz de preencher seu vazio, precisa ver isso

Alguns estão à procura de outra pessoa para se sentirem preenchidos, realizados etc., mas isso é extremamente perigoso. Fazem do namoro ou casamento um deus, o que acaba se tornando algo demoníaco e idólatra. E isso lhe fará sofrer, já que criará expectativas perfeitas, em que a pessoa terá que preencher todo o seu vazio e corresponder às expectativas que você criou. De acordo com Lewis, “a amorosidade, como a tristeza, pode trazer lágrimas aos olhos”, e, de fato, trará.

Temos que ter em mente que nós, cristãos, não namoramos ou casamos para que a pessoa corresponda aos nossos caprichos pessoais ou para nos preencher, mas para honrar a Deus; ou seja, devemos viver “coram Deo” (diante de Deus, perante Deus). Devemos namorar e casar diante de Deus, isto é, tudo para Ele.

O motivo do nosso preenchimento tem de ser Jesus. O nosso coração está “inquieto enquanto não repousa em Ti”, disse Agostinho. Lewis, por sua vez, disse que “se encontramos em nós um desejo que nada neste mundo é capaz de nos satisfazer, a explicação mais provável é que fomos criados para um outro mundo”.

Dostoiévski, por seu turno, disse que “há, no coração do homem, um abismo do tamanho de Deus”. A Bíblia, em Eclesiastes 3,11, diz que Deus criou o ser humano com o anseio pela eternidade. Portanto, somente Deus pode preencher o vazio que há em você.

Por outro lado, é claro que, ao estarmos com a pessoa que amamos, aquilo nos tratará uma felicidade enorme, uma sensação de preenchimento e realização. Não há problema em se sentir realizado e preenchido, mas o trabalho, o namoro e casamento, ou qualquer outra coisa que não Deus, jamais pode ser o motivo principal disso.

(via Alma com flores)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Nossas brigas não acabaram, mas nossa casa se transformou em um lugar muito mais calmo

Imagine a cena: é tarde da noite e eu estou escrevendo um artigo, fazendo algumas compras online ou talvez cozinhando uma sopa para o outro dia. É muito tarde! Estou cansada e com raiva por não ter tido tempo de fazer todas as coisas que planejei durante o dia. Estou chateada e à procura de um culpado. E quem poderia ser mais culpado do que meu marido?

Ele está atrasado de novo

Afinal, se ele voltasse do trabalho em um horário decente, eu teria feito tudo. Mas, em vez do som da chave na porta, ouvi o alerta de uma mensagem de texto: “Chegarei em casa tarde esta noite, não me espere”. Como dono de sua própria empresa, ele não está vinculado ao horário padrão do escritório ou a um limite de horas por semana. Em vez de oito horas por dia, ele trabalha tanto quanto for necessário.

Então, quando eu ouço os passos dele no corredor e vejo a hora, eu começo uma briga feia ou pelo menos faço questão de recebê-lo com cara de ofendida. De cara, já vou soltando uma lista de queixas sobre ele, dizendo que ele não se importa com a própria saúde, que nunca tem tempo para a família nem pra mim. Na verdade, isso é exatamente o que eu costumava fazer. Até o dia em que as coisas mudaram.

A mudança

Um belo dia, num frenesi criativo, eu estava trabalhando numa surpresa fantástica (na minha opinião) para as crianças. Eu estava tão envolvida naquilo, que nem percebi o tempo passar. Por volta da uma hora da manhã, eu recebi com prazer o meu marido, estampando um sorriso radiante, tirando os olhos do meu trabalho.

Um olhar para ele foi o suficiente para chamar minha atenção, e até mesmo para abrandar ligeiramente meu humor incrível. Eu vi meu marido mudar completamente, e isso me chocou. Enquanto eu o observava, seus músculos relaxavam e sua expressão sombria foi substituída por um suspiro de alívio e palavras de gratidão.

Uma nova regra

Uau, o que tinha acontecido?

Meu marido estava me agradecendo por eu não cumprimentá-lo com comentários irritados – um sinal claro de que algo deveria mudar.

Aí eu decidi: a partir de hoje, nós nos cumprimentamos na porta e sempre com um sorriso. Eu já estava com vontade de mudar, já que era o início do Advento (do ano passado). Nós fizemos disso uma regra de casa: quando alguém volta para casa, é recebido por todos com abraços e beijos.

Pura diversão

O momento da volta para casa deve ser de pura alegria: a alegria de se ver e se juntar novamente. Quem volta recebe uma rápida explosão de informações – que você é amado, você é desejado e estamos felizes por você estar aqui. Para as crianças, não é nada novo. Se eles não estão dormindo, eles sempre correm com gritos entusiastas de “Papaaaai” e, dependendo da idade deles, eles saltam no pescoço ou se agarram às pernas do pai.

E meu marido e eu? Faz um ano que estabelecemos esta regra e eu admito que, às vezes, o sorriso acolhedor parece mais um sorriso forçado, mas continuamos fazendo isso. Estamos aderindo à nossa decisão, pois sabemos o quanto é boa.

Parece uma mudança tão pequena, mas é, realmente, uma grande coisa. Nós não paramos completamente de brigar, mas nossa casa se tornou um lugar diferente, mais calmo e protetor. Simplesmente, agora é um lugar para onde gostamos de voltar, porque sabemos que sempre somos bem-vindos. Consequentemente, voltamos mais felizes e, às vezes, até mais do que quando saímos.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Muitos dos desencontros apresentados no filme “Divórcio” são bastante comuns na vida real e nos remetem a reflexões importantes

O filme “Divórcio”, estrelado pelos atores Camila Morgado e Murilo Benício, não perde em nada para as famosas comédias românticas de Hollywood. Embora com diferenças marcantes, o drama brasileiro faz lembrar outro ótimo filme, “A Guerra dos Roses”. Um casal que se distancia com o passar do tempo e transforma disputa em acirrado conflito durante o processo da separação não é um tema original, mas sempre provoca muito riso. Sabe aquela história “seria cômico se não fosse trágico”? A ficção consegue reverter isso.

O fato é que muitos dos desencontros apresentados no filme são bastante comuns na vida real e nos remetem a reflexões importantes do tipo: em que momento o casal poderia ter agido de forma a evitar todo o sofrimento que se desenrolou? Interessante lembrar que na vida real a história continua e, separados ou não, todo o desgaste, mágoa e ressentimentos continuarão a existir pelo menos até a superação total dos traumas.

Alguns dos vilões explorados no filme são comumente revelados em meus atendimentos como coach e mediadora. São eles:

1. O sentimento de rejeição

Nenhum relacionamento sobrevive quando os pares não se admiram e, mais do que isso, não demonstram admiração mútua. Sentir-se importante é um dos ingredientes fundamentais para a satisfação humana. Não é a rotina em si que desgasta os casamentos, o grande vilão é a desvalorização, a forma hostil de demonstrar parcial ou total desprezo. Sentir-se rejeitado é uma das piores dores que o ser humano pode experimentar e as consequências podem ser desastrosas. Vale prestar atenção na frase: “não espere perder para valorizar”.

2. O orgulho exacerbado

Nenhum conflito é unilateral, sempre existe a contribuição de todos os envolvidos. Uma pessoa pode até dar início a uma contenda, mas não pode desenvolvê-la sozinha. O que alimenta um conflito é o orgulho exacerbado que não admite reconhecer os próprios erros e buscar alternativas pacíficas. Também é esse sentimento que afasta as possibilidades de entendimento através do diálogo franco e afetuoso. O orgulho é mesmo um grande vilão!

3. O afastamento do princípio

O princípio ativo do casamento é o amor, o respeito e a amizade. O sentido é compartilhar a vida com tudo o que ela representa; um pacote de coisas boas e nem tão boas assim. Quando mantemos em mente as razões que nos levaram a desejar essa partilha, renovamos continuamente nossos votos, ou seja, mantemos de forma lúcida a nossa memória afetiva. Mas, se perdemos esse foco, o princípio de desfaz e, muitas vezes, percebemos isso tarde demais.

O filme diverte, mas também nos faz refletir sobre a importância de mantermos o foco no relacionamento. Afinal, o casamento não é o fim da história, muito pelo contrário, é onde ela, realmente, se inicia.

 

(via Suely Buriasco)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Meu cônjuge precisa saber de tudo?

A Igreja ensina que o pecador está obrigado a contar os seus pecados ao sacerdote na confissão, para que Deus o perdoe mediante um sincero arrependimento, mas não obriga que um cônjuge, que cometeu alguma falta, conte ao outro o seu erro. Isso depende da decisão de cada um, da necessidade do outro saber do fato cometido, especialmente para ajudá-lo a vencer o tipo de queda em que caiu ou também para a união do casal.

Há cônjuges maduros que estão preparados para receber uma notícia desagradável, sem se abalar profundamente e sem prejudicar a família, mas há outros que não têm a mesma maturidade e podem perder a paz. Tudo isso precisa ser analisado e, se necessário, ser objeto de um bom aconselhamento. O mais importante, portanto, é que quem errou logo se arrependa e se confesse diante de Deus e do seu ministro, para receber o perdão e a paz de consciência. Revelar ou não ao outro o seu erro deve ser objeto de reflexão e bom aconselhamento. Não é um decisão sempre fácil, por isso é necessário pedir ajuda.

O pecado do adultério

No caso do grave pecado de adultério, quando foi apenas um falta sem que houvesse um caso que se repetisse, alguns sacerdotes orientam que o culpado não conte ao cônjuge o seu erro, para evitar que haja uma separação do casal e o prejuízo para os filhos. Há cônjuges que aceitam perdoar a queda do outro, mediante um arrependimento sincero declarado e o desejo de não mais repetir o erro. No entanto, há cônjuges que não aceitariam dar o perdão ao culpado, mesmo diante de um pedido de perdão e arrependimento, e buscam a separação. É por isso que algum sacerdote pode aconselhar o pecador a não contar seu pecado ao outro, mas isso é uma decisão do cônjuge culpado.

Para uma reflexão mais aprofundada sobre essa questão, é bom lembrar que o Catecismo diz que a Igreja pode perdoar qualquer pecado se a pessoa se arrepender e quiser mudar de vida:

§982. “Não há pecado algum, por mais grave que seja, que a Santa Igreja não possa perdoar. Não existe ninguém, por mau e culpado que seja, que não deva esperar com segurança a seu perdão, desde que seu arrependimento seja sincero.” Cristo, que morreu por todos os homens, quer que, em Sua Igreja, as portas do perdão estejam sempre abertas a todo aquele que recua do pecado”.

O que diz o Código de Direito Canônico da Igreja?

É interessante refletir também sobre o que diz o Código de Direito Canônico da Igreja quando fala da separação de um casal por causa do adultério:

Cânon. 1151- “Os cônjuges têm o dever e o direito de manter a convivência conjugal, a não ser que uma causa legítima os escuse. Cânon. 1152 – § 1. Embora se recomende vivamente que o cônjuge, movido pela caridade cristã e pela solicitude do bem da família, não negue o perdão ao outro cônjuge adúltero e não interrompa a vida conjugal; no entanto, se não tiver expressa ou tacitamente perdoado sua culpa, tem o direito de dissolver a convivência conjugal, a não ser que tenha consentido no adultério, lhe tenha dado causa ou tenha também cometido adultério.

§ 2. Existe perdão tácito se o cônjuge inocente, depois de tomar conhecimento do adultério, continuou espontaneamente a viver com o outro cônjuge com afeto marital; presume-se o perdão, se tiver continuado a convivência por seis meses, sem interpor recurso à autoridade eclesiástica ou civil.

§ 3. Se o cônjuge inocente tiver espontaneamente desfeito a convivência conjugal, no prazo de seis meses, proponha a causa de separação à competente autoridade eclesiástica, a qual, ponderadas todas as circunstâncias, veja se é possível levar o cônjuge inocente a perdoar a culpa e a não prolongar para sempre a separação.

A Igreja sempre espera que o perdão supere o ódio e a reconciliação aconteça mesma no caso de um adultério ocorrido. Evidentemente, com o devido arrependimento e mudança de vida. É sempre uma mostra de grandeza de alma saber perdoar, mesmo quando a pessoa foi ferida gravemente na sua intimidade.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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O psicólogo Eli Finkel oferece uma explicação perfeitamente compreensível – e é fácil de consertar com antecedência

No final de 2016, a revista Time informou que a taxa de divórcio havia diminuído “para o seu ponto mais baixo em quase 40 anos” e, melhor ainda, de acordo com os dados coletados pelo National Center for Family and Marriage Research (Centro Nacional de Pesquisa Familiar e Matrimonial), na Universidade Estadual Bowling Green, parece que as taxas de casamento estão em ascensão.

Todas essas as notícias são promissoras. No entanto, muitos casamentos ainda terminam em divórcio – nos EUA, cerca de 50% em números divulgados pelo CDC (sigla em inglês para Centro de Prevenção e Controle de Doenças) –, e ainda há um longo caminho a percorrer.

Então, quando The Atlantic recentemente publicou uma entrevista com Eli Finkel, que é professor de psicologia social na Northwestern Universitye autor de The All-or-Nothing Marriageanalisamos se ele poderia esclarecer por que muitos casais não duram “até que a morte os separe”.

Para resumir a teoria de Finkel, tudo se resume a uma palavra: expectativa. Os casais que se casam nos dias de hoje estão procurando o Sr. ou a Srta. Perfeito(a). Não só pela atração física e emocional, mas também a pressão adicional para se certificar de que eles têm o trabalho certo, o rendimento certo, se ajuda em casa, se é hábil com crianças etc.

Além disso, um cônjuge deve ter a capacidade de fazer com que seu parceiro se sinta satisfeito. Como afirma Finkel, a antiga “expectativa de que vamos adorar e apreciar nosso cônjuge” tornou-se uma “expectativa de que nosso cônjuge nos ajudará a crescer, nos ajudará a nos tornarmos uma versão melhor de nós mesmos, uma versão mais autêntica de nós mesmos”. Isso deve ser difícil para qualquer casal tentando fazer malabarismos com um emprego, as contas, um lar e filhos.

Finkel diz que não é incomum nos dias de hoje ouvir a queixa: “Ele é um homem maravilhoso e um pai amoroso e eu gosto dele e o respeito, mas me sinto realmente estagnada no relacionamento”. Ele diz que os casais podem reclamar: “Sinto que eu não estou crescendo e não estou disposto(a) a passar os próximos 30 anos em um casamento onde eu me sinto estagnado(a)”.

Honestamente, “um homem maravilhoso e um pai amoroso” deve ser suficiente para fazer qualquer mulher pensar que seu marido é uma joia. No entanto, parece que estamos à procura de um cônjuge para nos completar de uma maneira que não é viável. Quando assumiremos a responsabilidade pela nossa própria felicidade? É correto confiar unicamente em uma pessoa para nos ajudar a crescer, ou para confirmar tudo o que fazemos?

Finkel faz uma sugestão em relação ao casamento:

Pense sobre o que você está procurando nesse relacionamento e decida: essas expectativas são realistas à luz de quem eu sou, de quem é o meu parceiro, quais são as dinâmicas que temos juntos? Em caso afirmativo, como vamos conseguir todas essas coisas juntas? Ou, alternativamente, como podemos renunciar a alguns desses papéis que desempenhamos na vida dos outros, e terceirizá-los para, digamos, outro membro da sua rede social?

Finkel resume as conclusões de um estudo realizado por Elaine Cheung na Northwestern University, que descobriu: “Pessoas que têm carteiras sociais mais diversificadas, ou seja, um número maior de pessoas pelas quais elas procuram em diferentes tipos de situações, tendem a ter uma vida de qualidade superior”. Assim, a responsabilidade de manter um cônjuge emocionalmente satisfeito não sendo mais o fardo total de uma pessoa, haverá menos tensão e exigência dentro do casamento. Com uma vida de qualidade superior, vamos nos sentir mais satisfeitos e, portanto, menos propensos a pensar em separação durante momentos mais estressantes.

Então, é aqui que precisamos olhar. Precisamos encontrar um ombro para chorar, alguém com quem rir e pedir ajuda. Se pensarmos em gerações passadas, quando a maioria das esposas ficava em casa, as mulheres muitas vezes buscavam consolo e companheirismo com seus familiares e vizinhos. É claro que os tempos mudaram, mas se olhássemos para aqueles que estão em nossa vizinhança ou na comunidade, teríamos o apoio tão necessário para superar a rotina diária e seríamos menos propensos a sentir que nosso cônjuge não é suficiente.

No entanto, também podemos recorrer a outro homem em nossas vidas: Jesus. Ele não apenas ouve todas as nossas preocupações e dúvidas, Ele nos dá fé para superar os tempos difíceis. Ele nos conhece, o amor Dele é inquestionável, e Ele está disponível 24 por dia 7 dias por semana!

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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O que Deus uniu, o dinheiro não separe

O número de divórcios, no Brasil, cresceu 160%. Segundo pesquisa do IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística), em 10 anos, o Brasil registrou 341 mil divórcios. Os dados foram coletados com base em pesquisa estatística de registro civil. Segundo pesquisa realizada pelo jornal Daily Mail, na Inglaterra, dentre as principais causas de separação estão o dinheiro e a situação financeira.

Afinal, onde os namorados, noivos ou casais podem identificar as possíveis brechas? Como saber se seu relacionamento possui problemas ao lidar com dinheiro? O que Deus uniu, o dinheiro pode estar estragando a relação?

Pesquisa realizada pela Kansas State University demonstrou que brigas sobre dinheiro são mais intensas e graves do que sobre outros temas, como filhos, pais e sexo. No Brasil, a situação não é diferente. A crise econômica também tem sido motivo de agravamento e crescimento da tensão de muitos casais na temática financeira. Como tratar essa questão de forma sólida e clara para evitar tensões e brigas? Como é possível unir a fé, o casamento e o dinheiro? Basicamente, alguns pontos podem ser refletidos pelo casal: a união entre fé, casamento e dinheiro.

Como anda a fé do casal?

Qual a experiência religiosa de vocês? Costumam participar da Santa Missa e apresentar a Deus a situação financeira? A Bíblia tem sido lida e refletida? Veja bem: não estamos falando de abrir a Bíblia e tomar decisões. A Igreja Católica recomenda a leitura orante, não fundamentalista. Deus sempre pode trazer respostas e luzes na oração pessoal do casal, na leitura dos Evangelhos e também com diretores espirituais. A fé do casal, portanto, é questão basilar para superação da situação financeira. A casa construída sobre a rocha (Jesus), não irá ruir, sucumbir, abalar ou cair. (cf. Mt 7,14).

Acreditar no seu casamento

O segundo ponto é focar o casamento como um sacramento, sagrado e sublime; logo, superior à questão financeira. Não podemos colocar problemas financeiros acima do amor do casal, porque esses problemas passam, mas o casamento é para sempre. Seu esposo, esposa, é muito mais importante do que a conta bancária, as dívidas e parcelas, como a Bíblia nos ensina em Hebreus 13,5: “Não seja o vosso proceder inspirado pelo amor ao dinheiro”.

Talvez, vocês estejam em crise financeira, mas o amor verdadeiro não acabará jamais. Ao contrário, acreditar nesse amor, cuja fonte é o próprio Deus, vai fazer você superar essa fase. Acredite no seu casamento. Dinheiro passa, amor permanece.

“What doest kill you make stronger” diria uma música. O que não o destrói, torna-o mais forte. O que não destruir seu casamento, irá fortalecê-lo. Ao sair da crise financeira, vocês estarão mais fortes.

Noção financeira

O terceiro ponto é a formação financeira do casal. Qual o nível de conhecimento sobre dinheiro? Não é bom que apenas um de vocês seja especialista, mas o outro um leigo absoluto. Embora seja normal um de vocês ter mais interesse sobre dinheiro e economia, não necessariamente precisa ser o homem o mais interessado. Conheço esposas que são especialistas nas finanças do casal! Um amigo meu é um homem muito bem remunerado, e a sua esposa é a administradora dos rendimentos, e o faz com maestria.

Invista, ao menos uma vez por mês, em um momento de reflexão sobre a situação financeira da família, da região, da empresa que vocês trabalham, nas prestações que faltam da casa e do carro. As ferramentas, neste caso, são planilhas financeiras, aplicativos de celular, jornais de economia. Se vocês não gostam de economia e finanças como eu, que leio a todo instante, procure em grandes portais na internet vídeos e textos sobre esse tema, de forma simples e clara. Converse com amigos e pessoas de confiança sobre alternativas para sair da crise financeira ou formas de economizar.

Não se torne um escravo do dinheiro

O que Deus uniu no sacramento, no casamento ou na caminhada, para namorados e noivos, o dinheiro não pode separar. O dinheiro está, neste mundo, para nos servir (Papa Francisco). Se vocês colocarem o dinheiro como principal meta do casamento, rever este ponto pode ajudar. Ficarem ricos não será sinônimo de felicidade. Quantos casais de estrelas do cinema de Hollywood, famosos e ricos, acabam se separando! Contudo, é importante ter contas em dia ou uma situação financeira, ao menos, estável para proteção da família, do casal e dos filhos.

Esses três pontos abordados, embora não seja receita de bolo, podem auxiliar. Como anda a fé no seu casamento? Como anda a importância do seu relacionamento? Qual a dedicação de tempo vocês dão ao sacramento? Dinheiro passa, o amor permanece. Por último, como anda o investimento em tempo para estudar a situação financeira do casal?

“Time is money”. Tempo é dinheiro. No bom sentido da frase, tomar pé, o quanto antes, da situação financeira poderá evitar brigas, tensões e sofrimentos. Embora, no Brasil, os divórcios tenham crescido e o dinheiro seja um dos vilões, não aceite o dinheiro como senhor do seu relacionamento. Dinheiro deve ser apenas uma ferramenta, nunca um fim em si mesmo. Fé, casamento e finanças. O que Deus uniu, o dinheiro jamais deve separar!

Deus os abençoe.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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donation of life - red heart

Uma explicação simples sobre o sentido da sexualidade nos planos de Deus

Sexo!!!

Eu pensava que esse assunto já estava claro na mente dos fiéis, mas não. A bagunça ainda existe. Solteiros que acham que NÃO É pecado, e casados que pensam que É. Vamos clarear isso!

O sexo é uma graça de Deus. É através dele que a vida humana floresce. Nada que Deus criou é ruim em si mesmo, pois Ele é o Sumo Bem. No entanto, o pecado chegou pra desconstruir os planos do Criador. Como diz um tio meu, Deus fez a cana e o diabo inventou a cachaça.

No matrimônio, o sexo é um ato sagrado. Jesus revelou a uma alma mística que, quando a esposa se recusa sem motivos sérios, está impedindo que o esposo beba na fonte da vida, e vice-versa. Há casamentos sendo destruídos por uma má compreensão do sexo. Uma senhora chegava a fugir do marido quando ele a procurava. Pegava o terço e dizia: “Tá repreendido. Saia daqui…” Existem casais que não comungam após uma noite de amor. Outra senhora que cobria o crucifixo do quarto com uma toalha “para Jesus não ver”. Minha gente, a cama de um casal ‘casado’, é o altar da vida, é um lugar santificado. Tobias e Sara rezavam antes de se deitarem. Não é a toa que a Igreja diz que o casamento só é consumado na noite de núpcias. Acordem pra vida!

Já no caso dos solteiros, aí sim a coisa complica. Buscar o prazer no outro, sem ter um compromisso, é fazer da pessoa um objeto. Quando alguém se casa, está se dando ao outro por inteiro. É o mesmo que dizer: “Vou tocar no teu corpo porque te amo. Ele será meu, e o meu será teu, por toda a vida”. Sexo antes do compromisso matrimonial, é dizer: “Vou usar o teu corpo para satisfazer minhas paixões… você é meu copo descartável”. Por isso há tanta gente desestruturada, por ter sido usada e ferida naquilo que tem de mais íntimo. O corpo que nasceu para ser um jardim secreto de delícias, torna-se pasto de animais selvagens.

Quer escapar da Aids, da gravidez indesejada e dos traumas no namoro? Então previna-se! Seja casto (a) e busque um relacionamento em Deus. Deixe o ‘tico-tico no fubá’ para aquele (a) que tiver a coragem de te levar ao altar e dizer, diante de todos: “Recebe esta aliança como sinal do meu amor”.

(via Padre Gabriel Vila Verde)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Nossa natureza ao serviço da melhor expressão da liberdade: o amor

Quando eu era criança, meu ideal de liberdade se inspirava nas grandes façanhas dos aventureiros que partiam rumo ao desconhecido, descobrindo, conquistando novos mundos. Seres extraordinários que haviam deixado para trás um mundo de ataduras convencionais para assumir o risco da fascinante exploração.

Já cheguei a aspirar ser a versão feminina de Marco Polo. Mas não demorei muito para perceber que já não havia mais continentes para descobrir. Começava, assim, um longo caminho rumo à realidade, com todos os relevos das limitações e possibilidades humanas, mas o único que leva à autêntica liberdade.

E assim foi, até que chegou a hora de empreender a mais importante aventura da minha vida: o casamento.

Então, comecei a fazer um inventário das minhas possibilidades humanas para dedicar-me a esta grande empresa, ou seja, para chegar a ser uma boa esposa.

O plano: seguir o curso da minha natureza do Ser pessoa, como mulher.

Este curso natural tem as instruções precisas de um projeto oferecido a mim e ao meu esposo, contando com as diferenças das estruturas psíquicas e físicas da nossa sexualidade, para complementar-nos e construir nossa própria história nas circunstâncias que vierem.

Um projeto cujo dinamismo depende da nossa vontade de adquirir as virtudes necessárias para fazer essa relação crescer.

Em outras palavras, o que nossa natureza nos dá nos ajuda a ser senhores da nossa liberdade, construindo nossa história de amor.

Nossa natureza ao serviço do amor pela nossa liberdade!

Esta manifestação da liberdade não revela nem conquista dimensões do espaço exterior, senão que ilumina e torna possível a conquista da nossa interioridade. Uma liberdade que pode se doar e se comprometer; capaz de dar um sentido maior à minha vida – mais do que ser a primeira mulher a pisar outro planeta. A resposta a um chamado, a vocação ao amor.

Uma liberdade mais comprometida que a de qualquer arriscado explorador, que em qualquer momento poderia desistir da sua aventura sem fragmentar-se interiormente como pessoa.

No casamento, o envolvimento pessoal conta com a vontade de comprometer a liberdade, assumindo o futuro possível em sua plenitude e totalidade, para entregá-lo a outro por amor, com dever de justiça, sem desistir jamais. Esta é a missão do casamento e não há desculpa.

Mas esta missão supõe duas coisas: que algo está chamado a ser e que esse algo pode não chegar a ser, mesmo quando a natureza proporciona a capacidade de chegar à correta formação da vontade de compromisso. Quando se pode, mas não se quer, na vocação ao casamento, estamos no campo da liberdade sem norma do homem, uma vida contra a natureza.

Contudo, o casamento é uma maravilhosa aventura, já não feita de sonhos, mas sim de magníficas realidades, como os filhos, o amor conjugal e a ajuda mútua entre os esposos.

“Na história, intervêm a natureza, as circunstâncias e a liberdade. Coisas dadas à pessoa, coisas que a pessoa coloca. Mas tudo está permeado de liberdade. É o ser humano quem assume a natureza, como assume também as circunstâncias, ou quem se rebela contra tudo isso em uma tão lacerante quanto inútil atitude de não aceitação”, disse Javier Hervada, em “Liberdade, natureza e compromisso no casamento”.

A intervenção da liberdade é muito forte – tanto que o ser humano também pode se abster do casamento mediante o celibato por amor ao reino dos céus.

Fonte: http://pt.aleteia.org

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Não quero apressar o relógio, pelo contrário, espero com paciência porque sei que Deus está cuidando de cada detalhe

Querido futuro amor,

Dizem que só amamos quem conhecemos e eu concordo, mas você quer saber? O meu amor por você aguarda para ser despertado, porque até o amor tem o seu tempo certo. Não quero apressar o relógio, pelo contrário, espero com paciência porque sei que Deus está cuidando de cada detalhe. Não me desespero por ainda não saber ao certo quem você é, onde está ou qual história tem vivido, mas sei que a nossa história terá o seu início no momento certo.

Você não precisa se preocupar com o meu coração a ponto de se entristecer, vez ou outra ele é machucado, decepcionado, mas acontece, não é mesmo?! Você não precisa se preocupar de forma que tire a sua paz, porque o meu coração está sendo cuidado por Deus e mesmo que algumas vezes as coisas apertem, Ele permanece cuidando.

Não espero que você seja perfeito, eu não espero por um homem perfeito, mas espero por um homem que me ame e que não diga apenas que me ame, mas que me faça me sentir amada. Você não vai precisar mudar quem você é para se encaixar no padrão do melhor homem do mundo para me agradar, você vai precisar ser apenas… você. Com os seus defeitos e falhas, suas manias e seus sonhos, sejam eles pequenos ou grandes.

Nós iremos crescer um ao lado do outro, não apenas em sabedoria, mas também em fé e amor. Iremos orar juntos, o que acha? Caminharemos com Deus. Quando você cair, irei estender a mão para ajudá-lo a se levantar e sei que você fará o mesmo comigo. Vou abraçá-lo quando precisar e sempre serei a sua amiga. Não iremos nos render aos dias ruins ou aos desentendimentos que, eu sei, irão acontecer, mas iremos nos refugiar em Deus nessas tempestades que a vida traz consigo.

Para ser sincera, não quero contar todos os detalhes do que espero e até mesmo sonho, mas preciso que saiba que não pretendo permitir que o medo me impeça de encontrar você. Talvez você esteja por perto. Talvez não esteja. E tudo bem, porque não o procuro desesperadamente, mas o espero com paciência. No tempo certo, o amor será despertado, cabe a nós confiarmos em Deus.

Fonte: Aleteia – via Alma com Flores

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Confira 5 dicas para não deixar seu casamento cair na rotina

Quem busca construir um casamento feliz, provavelmente, já percebeu que o amor é a base de tudo. Por sua própria natureza, ele é forte, dinâmico, criativo e, por isso, coloca-nos sempre em movimento. No entanto, para manter acesa a centelha do amor entre o casal, é preciso estar atento a alguns aspectos importantes, e um deles é fugir da rotina. O relacionamento passa naturalmente por fases, quando acontece, por exemplo, o enamoramento, um tempo cheio de descobertas, geralmente marcado pela jovialidade do casal com inúmeras opções de atividades, sobrando pouquíssimo tempo até mesmo para pensar em rotina. Depois, vem o noivado com as realidades próprias dessa fase, onde o conhecimento se aprofunda e já surgem as ideias para a construção do novo lar, o envolvimento com a família, a preparação da festa de bodas etc.; é também muito raro o casal ser atingido pela rotina nessa época.

Até mesmo nos primeiros meses ou anos de casados o clima de descobertas e entusiasmos mantêm o relacionamento em estilo “lua de mel”. Depois, vem a gravidez, os filhos, e as ocupações mudam de foco. Aí, se não estivermos atentos,  a rotina se instala e pode abalar as estruturas que o amor levou tanto tempo para firmar. Então, surge a pergunta: como fugir da rotina no casamento? Existem muitos passos que podem serem dados. Indico cinco, os quais considero mais importantes, e fico na torcida para que, colocando-os em prática, seu casamento seja fecundo, feliz e renovado pelo amor a cada dia!

1. Partilhar antes de tudo

Cada pessoa é única e seu jeito de amar e demonstrar amor também são exclusivos, por isso a partilha é fundamental. Quer fugir da rotina? Comece por uma boa conversa com seu cônjuge a respeito do relacionamento.

Tenha a coragem de perguntar o que ele pensa, o que sente e o que gostaria de fazer para avivar a chama do amor que os uniu. Muitas vezes, temos ideais maravilhosas quando o assunto é demonstrar amor, mas será que a pessoa amada concorda com nosso jeito de amar? É muito importante partilhar o que se pensa e sente para conhecer mais e crescer no amor.

2. Cuide bem do que é seu

[…] Penso que cuidar do casamento é como cultivar uma planta: você a recebe linda e cheia de vida, e, se continuar cuidando dela de maneira adequada, certamente vai viver bem e florescer diante dos seus olhos. Se não cuidar, ela vai gradativamente murchar e morrer. Então, se você quiser saber como sair da rotina no casamento, primeiro reveja suas atitudes. Pense como você tem cuidado da pessoa que Deus lhe deu.

3. Priorize o relacionamento

À medida que os compromissos próprios de uma vida a dois vão se tornando rotina, a tendência é o casamento entrar no pacote. Há sempre uma conta para pagar, uma casa para arrumar, um trabalho extra para fazer; e quando você finalmente tiver terminado tudo, o que mais deseja é simplesmente dormir.

Nessas situações, a tendência é ir deixando para amanhã o tempo exclusivo que dedicaria ao seu cônjuge. Porém, no dia seguinte, surgirão novas atividades e você provavelmente não vai ter um tempo livre. Então, a dica é: caia na real e coloque seu amor no topo da lista de prioridades. Se for preciso, até marque na agenda, mas não abra mão de um tempo dedicado só a ele. Converse, ouça, olhe nos olhos e fique juntos sem dividir o tempo com ninguém, inclusive com o celular, que, aliás, tem roubado o tempo de qualidade que o amor merece.

4. Passeiem juntos

Lembra do início do relacionamento quando só em pensar em sair juntos era motivo para ser feliz? Pois é, no casamento isso pode e deve continuar acontecendo. Mesmo que já tenham filhos e o dinheiro seja pouco, sair junto, nem que seja para tomar um suco na esquina, é uma das melhores dicas de como fugir da rotina.

Para isso, programe-se: vista-se bem, use um bom perfume e vá com boa vontade, de coração aberto, pensando na felicidade que é amar e ser amado. No encontro, evite conversar sobre os filhos e tarefas de casa. Se possível, pode até voltar no tempo e relembrar o que os uniu. Se foi o amor pelos livros, por exemplo, que tal visitar uma livraria? Se gostam de praia, que tal caminhar na areia do mar de mãos dadas? Agindo assim, vão manter o foco em uma atividade prazerosa e, além do mais, sair da rotina.

5. Demonstre amor com gestos

Dom Bosco tem uma frase famosa que diz: “Não basta que os jovens saibam que são amados, eles precisam sentir o amor”. Acredito que no relacionamento também é assim. Por mais que o outro saiba que você o ama, é preciso manifestar o amor; nessa hora, os pequenos gestos fazem toda diferença! Um telefone fora de hora só para dizer “eu te amo”, uma flor, um bilhetinho apaixonado, um presente fora de datas comemorativas, elogios espontâneos e tantas outras coisas simples que, oferecidas com amor, fazem toda diferença. Na verdade, o casal não precisa de grandes coisas para ser feliz, precisa é dar e receber atenção, dedicar-se e cuidar do outro, rompendo com a rotina no relacionamento todos os dias.

Todas essas dicas, apesar de importantes, não podem tirar a espontaneidade do casal. De vez em quando, deixe espaço para o improviso e dê liberdade para as coisas acontecerem naturalmente. Traçar a rotina de todos os fins de semana, por exemplo, faz com que pareça que todos são iguais e assim por diante. Então, fique atento, priorize realmente o amor em sua vida e verá que não é tão difícil assim fugir da rotina e ter um casamento feliz!

Fonte: Aleteia – via Canção Nova

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Autora Mary Eberstadt destaca a correlação entre o enfraquecimento do casamento e da natalidade e o declínio da fé

Que o cristianismo parece estar em declínio em muitos países do Ocidente é coisa visível para praticamente todo o mundo, mas as respostas sobre o como e o porquê desse fenômeno ainda devem gerar muito debate.

Os exames desse processo de secularização apontam hipóteses baseadas em fatores comportamentais ligados, por exemplo, à urbanização e à tecnologia. De fato, não faltam estatísticas indicando que a prática religiosa cristã diminuiu em quase todos os países considerados mais desenvolvidos do ponto de vista econômico. Também é frequente apontar uma relação entre o declínio da família tradicional e o declínio da religião.

No entanto, a autora norte-americana Mary Eberstadt, em sua obra How the West Really Lost God (“Como o Ocidente perdeu Deus”, sem tradução ao português até o momento), apresenta uma abordagem diferente ao examinar essa relação dentro do processo geral de secularização: enquanto o mais comum é identificar o enfraquecimento familiar como consequência do enfraquecimento religioso, Mary Eberstadt propõe o contrário: que o declínio da família é uma causa do declínio da religião.

Observando que somos as pessoas mais livres da história da humanidade e, ao mesmo tempo, as mais indigentes em termos de vínculos familiares e de fé, ela ilustra a ligação fé-família citando estudos e pesquisas empíricas que, por exemplo, informam que a tendência a ir à igreja cai nas famílias com menos filhos e que, por outro lado, os homens casados e com filhos têm o dobro de probabilidade de frequentar a igreja se comparados com os homens solteiros e sem filhos. Além disso, ela cita pesquisas que demonstram que convivência pré-marital também interfere negativamente na vivência da fé.

O que você decide a respeito da sua família é um forte indicador de quanto tempo você vai dedicar ou não à igreja“, considera a autora, propondo que famílias mais sólidas e numerosas levam as pessoas a serem mais religiosas.

Mary Eberstadt reconhece que a correlação não é necessariamente de causalidade, mas destaca a mútua influência que existe entre os fatores “família” e “fé” – e entre o enfraquecimento de um e do outro. Para mencionar outro exemplo: à medida que caíram as taxas de fertilidade em muitos países ocidentais, cada vez mais pessoas passaram a “morar juntas” em vez de se casar sacramentalmente e, em paralelo, cada vez menos gente continuou frequentando a igreja. “Mais crianças e mais casamentos significam mais Deus”, conclui Eberstadt após descrever e comentar a série de transformações demográficas das últimas décadas.

A autora aborda ainda outros “clichês” da relação entre família e religiosidade, como o fato de as mulheres em geral serem mais religiosas do que os homens: enquanto outras teses aventam que a feminilidade seria mais “propensa” do que a masculinidade à prática religiosa, Eberstadt sugere algo mais constatável na prática: que a experiência da família e dos filhos, mais imediata na mulher do que no homem, leva mais facilmente à vivência da religiosidade.

Ela considera que a paternidade/maternidade pode levar os pais a uma prática religiosa mais frequente devido à necessidade, por exemplo, de proporcionar aos filhos um ambiente mais favorável à vida de comunidade.

É particularmente interessante a observação de que o cristianismo é “uma história contada através da perspectiva de uma família de 2000 anos atrás”; assim, numa sociedade cada vez mais individualista e familiarmente fragmentada, as dinâmicas familiares tornam mais fácil enxergar o sentido e sentir a atração da proposta cristã.

Mary Eberstadt registra também que as chamadas “novas tendências familiares” contrárias ao cristianismo deverão continuar a se expandir no Ocidente nos próximos tempos, mas destaca, em paralelo, que a “virada” também tende a acontecer mais cedo ou mais tarde: além do histórico de renascimentos do cristianismo em panoramas difíceis, é preciso recordar que, antropologicamente, o ser humano precisa dos vínculos familiares e voltará a recorrer a eles quando perceber que a sua ruptura não lhe trouxe nem verdadeira autonomia nem verdadeira felicidade. Aliás, a autora ressalta que, embora as pessoas não gostem de ouvir que estão erradas, o cristianismo não tem como deixar de lado a sua missão de propor um estilo de vida em que somos todos filhos do mesmo Pai; um estilo de vida que, necessariamente, implica sólidos laços de família, matrimônio indissolúvel e abertura irrevogável à vida em quaisquer circunstâncias, por mais desafiadoras que se apresentem.

A obra de Mary Eberstadt conclui, em suma, que o cristianismo e as famílias saudáveis significam uma grande vantagem para a sociedade em sua busca de sentido e felicidade.

Fonte: ALETEIA BRASIL

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“Meu relacionamento tem sido um desastre desde o começo.” Verdade ou impressão?

Um casamento em que marido e mulher alegam não ter diferenças entre eles, em que não há discussões, nem brigas pode denotar um sinal de indiferença que não é saudável. Essa situação visa evitar confrontos e faz mais mal do que bem. O casal busca uma zona de conforto falsa por não saber o valor que o outro tem como pessoa no desafio de construírem juntos a sua história de amor.

Como, nesta história, se deve ter um interesse autêntico na melhora do cônjuge e de tudo o que diz respeito ao projeto matrimonial, mais de uma vez é necessário discutir. Mas é preciso que esposo e esposa sejam claros, francos, diretos e saibam dizer o que se quer sem ferir os sentimentos do outro ou menosprezá-lo.

Pode ser uma aprendizagem árdua, em que é necessário aceitar as diferenças individuais como um benefício. Os defeitos e limitações do outro são uma oportunidade para desenvolver as próprias virtudes.

Mesmo que isso não seja “mamão com açúcar”, o certo é que “assim como sem vento a ave não pode voar”, sem as provas da convivência, o casamento não pode crescer. Por isso, as discussões moderadas no casamento são normais e necessárias.

Nessas discussões se devem evitar ou, pelo menos, esclarecer as presunções erradas que um cônjuge pode ter sobre o outro por sua maneira de dizer, pensar, fazer.

O que não pode é, ao invés de focar nos problemas, atacar a pessoa, afetando o respeito, a autoestima que sustenta o amor, fazendo brotar de tantas formas uma relação de violência que, quando entra em uma espiral ascendente, mata o amor.

As presunções – certas ou erradas – se fundem em experiências de vida que, em todas as pessoas, passam por uma estrutura de pensamento que filtra e dá forma a todas as ideias.

Os componentes desta estrutura são:

A percepção. É a forma como o cônjuge vê o outro com certa pretensão de verdade, com presunções como:

  • Meu esposo não se interessa pelo que falo.
  • Minha esposa não se veste como no começo.

A atribuição. Quando se constrói uma explicação sobre algo, atribuindo-lhe como causa determinados acontecimentos, estímulos, situações, contextos ou pessoas, fazendo julgamentos com presunções como:

  • Meu esposo não se interessa pelo que faço, por isso não lhe importao que eu falo.
  • Minha esposa já não me ama, por isso não se veste como no começo.

A expectativa. Quando, por certa experiência, esperamos que aconteçam coisas no futuro e se formam juízos como:

  • Meu esposo não se interessa pelo que falo, já não o entusiasmo mais e ele pode deixar de me amar.
  • Minha esposa não se veste como no começo, já não me ama da mesma forma, nosso casamento pode se transformar em uma desilusão.

A representação dos valores em uma situação correta. Quando se julga uma situação a partir de um único valor, as presunções podem ser:

  • Meu esposo não se interessa por tudo o que eu lhe falo e isso é muito ruim, pois um bom marido sempre deve se interessar por tudo o que uma mulher considera importante.
  • Minha esposa não se veste como no começo e manifesta fala de educação.

Como fazer presunções é a forma como todos aprendemos, os esposos devem abrir sua intimidade, expondo ambos seus pensamentos e dúvidas sobre o outro, pois só amamos o que bem conhecemos, mesmo que, ao fazê-lo, toquem a pobreza de suas humanidades.

Então, sabendo que seu amor está acima de tudo, isso se torna a maior motivação para se superar através do mútuo conselho e correção. E ser o mellhor presente um para o outro.

Um grande benefício ao amor conjugal é poder dizer o que pensamos, o que sentimos, o que nos afeta, o que consideramos atitudes erradas do cônjuge. Se as presunções estiverem certas, serão para corrigir e ajudar. Se estiverem erradas, para esclarecer e desculpar.

Em ambos os casos, é ajuda e crescimento mútuo.

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Das brigas ao vício em pornografia, passando pelas incertezas sobre si mesmos

Há vários motivos que põem relacionamentos conjugais em crise. Em seu livro “Uomini che imparano ad amare” [“Homens que aprendem a amar“, em livre tradução do título], o autor italiano Antonello Vanni explica a crise matrimonial do ponto de vista masculino, apontando alguns erros que se cometem no cotidiano.

Para superar esses erros, aqui vão 7 sugestões:

1) Pergunte-se quais são os seus momentos felizes

Quais são os momentos em que você realmente se sente feliz com a sua esposa, satisfeito com a sua relação e, principalmente, graças ao seu relacionamento, motivado em tudo o que faz na vida? Um erro muito comum é o de não se fazer este exame de consciência, não se perguntar sobre isto. Só com essas reflexões é que se enxerga o que não está indo bem e onde é preciso melhorar.

2) Nas discussões, respire fundo e pergunte-se o que você realmente quer

Se acontecer de você discutir com ela, afaste-se um momento e pergunte a si mesmo, depois de respirar profundamente: “Afinal, o que é que eu realmente quero desta mulher que é a minha esposa? No fundo do meu coração, o que eu estou pedindo dela neste momento? Por que estou sentindo esta raiva, ressentimento e tensão?”.

3) Aja com mais responsabilidade

Em vez de esperar que a esposa mude (ou que qualquer outra pessoa mude), podemos sempre mudar nós mesmos para melhor: na nossa forma de agir, de enxergar o relacionamento, de viver e cultivar o matrimônio, de agir com responsabilidade para que o casamento seja feliz.

Raiva, ressentimento, humilhação, ofensa, mágoa, frustração, tristeza, sensação de abandono, solidão, medo… São apenas alguns dos sentimentos que se podem experimentar. Temos de reconhecer e controlar com mais clareza as emoções que sentimos e os comportamento destrutivos causados por essas emoções. Assim podemos dar ao nosso casamento a chance de florescer mais ainda (se já somos felizes) ou de se recuperar das “doenças” que o afligem (se nos sentimos em crise).

4) A prioridade não é o sucesso pessoal

É comum o risco de viver entre dinheiro e carreira, sempre longe de casa, em busca do “sucesso” material, esquecendo-se da vida amorosa e familiar e, por conseguinte, provocando esfriamento e afastamento matrimonial. Se não estamos de fato presentes para a mulher que nos ama e a quem amamos, é sério o perigo de perdê-la.

5) Não a ignore!

Vocês estão jantando, mas você come depressa e termina antes. Ela está contando sobre a jornada pesada, as crianças, a escola, o trabalho, as tarefas domésticas… Sim, você também teve um dia difícil e ela está sempre repetindo as mesmas chatices. Então você se levanta da mesa e vai para o sofá, trocando a esposa pela TV. Coloque-se na pele da sua mulher.

Situações triviais como esta parecem insignificantes, mas é nas pequenas coisas que nós, homens, temos que aprender a ser mais atenciosos; temos que aprender a amar mais.

6) Cuide das velhas feridas

Outro grande obstáculo para a felicidade do casamento é a dor causada pelas pequenas feridas que homens e mulheres se infligem no dia-a-dia.

O que fazer? É importante, primeiro, saber quais são as feridas que há dentro de nós e quando e por que elas voltam a se abrir. Reconhecer as velhas cicatrizes é um passo importante para curá-las. Se necessário, procure ajuda externa: um psicólogo, um diretor espiritual, um sacerdote atencioso.

7) Liberte-se do vício em pornografia

A dependência da pornografia online impede o amadurecimento da sexualidade ligada à afetividade e tende a se tornar um vício cada vez mais destrutivo, que pede imagens cada vez mais violentas e doentias.

Parece estranho, mas, justamente numa época em que achamos ter atingido o máximo da liberdade pessoal, somos, talvez, mais escravos do que fomos em qualquer época anterior. Nunca houve nenhum tempo em que, como hoje, fomos tão escravos de todo tipo de dependência voltada a gerar lucros exorbitantes para alguns às custas da nossa própria saúde e paz interior: drogas (ilícitas e “lícitas”), jogo compulsivo, pornografia, gula, bebida, internet, redes sociais, “vida” social de aparências… Tudo isso nos mantém acorrentados, intoxicando-nos e intoxicando o nosso relacionamento com quem amamos, privando-nos de uma vida plena e construtiva; de uma vida real.

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“O amor é quando minha mãe faz café para o meu pai e bebe um golinho antes de lhe dar para saber se está realmente bom.” (Danny, 7 anos)

Saber amar é a maior conquista da vida. Quando aprendemos a amar – mas amar de verdade – obtemos um novo grau de compreensão acerca das relações da vida. Amar é emoção e também razão. Amar não pode ser definido por dicionário algum.

Eu acho trágica a forma como funcionam as relações hoje em dia. Claro, todos somos imperfeitos, mas a maioria tem uma visão romantizada demais do que é amor. Amar não é encontrar sua alma gêmea; amar não é dividir a vida com alguém – isso é apenas uma expressão do amor. Mas amar deveria ser tão natural como respirar, deveria ser automático.

O nosso mundo anda tão egoísta e tão desumano que fomos nos afastando e removendo de nós essa magnífica capacidade que temos. Somos chamados de trouxas, de babacas, de iludidos, de idiotas… e por aí vai: a lista é longa. Hoje em dia amar é banal, é ridículo. Pois que seja. Eu ainda acho que amar é a maior cura que você pode realizar na sua vida. Mas uma coisa é fato: ninguém ama ninguém sem antes se amar.

Amar é perdão, é admiração, é contemplação. E nossa, como é difícil perdoar, admirar e contemplar! Guardamos tanto rancor, tantas mágoas, tanto veneno e nem sequer percebemos que os danos são nossos. Sabe aquela frase “o que você pensa de mim é problema seu?”. Pois bem. Nós dizemos muito isso, mas não sabemos pensar no contrário – “o que eu penso de ciclano é problema meu”. As pessoas não têm nada a ver com isso, não mesmo. Amar é saber olhar o mundo com os olhos dos outros, é fazer-se menos egoísta, é fazer REALMENTE o bem, o que deve ser feito.

Todo dia eu escuto alguma fofoca, basicamente. E as pessoas costumam falar dos outros como se tivessem a vida perfeita. “Você viu o que aconteceu com ela? O marido a traiu. Também, baranga desse jeito, não era pra menos”; “Nossa, ele é tão quieto, o que tem de errado com ele?”. O único que posso pensar é: DEIXEM AS PESSOAS EM PAZ. Fiquem em paz. Se você é tão crítico, aproveite e faça as mudanças necessárias na sua vida; mas, por favor, deixem as pessoas em paz.

Cada um se veste como quer, cada um se relaciona com quem quiser, cada um frequenta os lugares que quer. Se não tá influenciando a sua vida, pra quê se meter? Deixa a pessoa se tatuar, ou deixe ela não gostar disso; deixe ela pintar o cabelo de arco-íris, ou deixe ela não gostar disso; deixe-a ser religiosa, ou deixe ela protestar contra isso. Tanta gente tira a vida dos outros por não concordar com a escolha do outro. Mas não adianta: a felicidade se chama amor.

A gente tem que saber conviver com o diferente, isso também é uma expressão do amor. Nós não somos deuses para julgarmos os outros pelos atos. Aceitar o diferente é um dom e uma forma de crítica. Sempre que você se pegar julgando, pense: ele está no seu direito.

Mas claro, para isso, há de se estar no direito. Não podemos ser levianos a ponto de acharmos que um ladrão ou um assassino ou um mentiroso está no seu direito. Não. O que eu digo tem a ver com tolerância. Vejo tantas correntes que, para lutar por seus ideais, precisam destruir outros. Isso é manifestação de ódio. Para exigir amor, você primeiro precisa dar. Para exigir respeito, você precisa dar. A gente só dá o que tem – lembre-se disso antes de julgar. Se você não está recebendo amor, reveja suas ações: provavelmente você não o está dando.

Fonte: Obvious

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