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CONFISSAO

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Vaticano, 15 Mai. 18 / 01:00 pm (ACI).- No encontro realizado na segunda-feira, 14, com uma numerosa delegação da Diocese de Roma, o Papa Francisco explicou o que uma pessoa pode fazer quando sempre se “confessa do mesmo”.

Na Basílica de São João de Latrão, o Pontífice presidiu um evento no qual refletiu sobre as “doenças mentais”, um tema que os fiéis de Roma analisaram nos últimos meses.

Ao começar o evento, Francisco presidiu uma breve oração e, em seguida, Pe. Paolo Asolan,

professor do Instituto Pastoral “Redemptor Hominis” da Pontifícia Universidade Lateranense, fez um resumo do que as comunidades de Roma trabalharam nos últimos meses sobre as “doenças espirituais”.

Entre elas, mencionou a fatiga espiritual, a falta de comunhão entre aqueles que realizam as iniciativas pastorais de Roma; a fofoca e o medo; e a falta de oração.

“Santo Padre, precisamos do senhor e queremos ouvi-lo para poder começar a curar estas doenças. Precisamos de Jesus Cristo”, disse o sacerdote ao Pontífice.

Em sua reflexão, Francisco disse que as pessoas podem viver uma experiência de “frustração ou de amargura”, inclusive “cotidianamente, quando me confesso sempre o mesmo. Quando você se confessa e acontece isso, pare e se pergunte por que você não muda”.

“Como fazer isso? Todos devem encontrar o caminho. Sozinho não consegue. Ninguém pode se curar sozinho. É necessário que alguém me ajude. O primeiro é o Senhor. Identifique a doença, o pecado, o defeito, a raiz, raiz mencionada na Carta aos Hebreus e fale primeiro com o Senhor”.

Em seguida, continuou o Santo Padre, cada um deve dizer: “‘Olha isso Senhor, eu sempre caio no mesmo’; e depois procurar alguém para me ajudar, uma boa alma que tenha esse carisma do acompanhamento, e não exclusivamente um sacerdote. O acompanhamento também é um carisma do leigo, porque surge do batismo”.

Também indicou que esse carisma “pode ​​estar na comunidade, um idoso, um jovem, o esposo. Deixe que alguém te ajude: fale com Jesus, com outro, com a Igreja. Este é o primeiro passo. Depois, ler algo sobre o tema poderá ajudar”.

Depois de recordar que “o único que pode curar é o Senhor”, o Papa explicou que “a amargura e a frustração ocorrem quando você sente que não pode mudar, quando há impotência. O Senhor quer fazer você crescer com a experiência da cura”. “É um sinal da redenção, para curar as nossas raízes. Ele nos curou completamente. A graça cura profundamente”, acrescentou.

O Pontífice também encorajou a buscar a harmonia nas paróquias. E propôs três pontos concretos: “Primeiro a Pessoa do Senhor, Cristo, o Evangelho na mão. Devemos nos habituar a ler todos os dias uma passagem do Evangelho”.

“Segundo, a oração: se você lê o Evangelho, imediatamente vem o desejo de dizer algo ao Senhor, de rezar, fazer um diálogo com Ele, breve. E terceiro, as obras de misericórdia. Com esses três pontos, creio que este sentido de incômodo desaparece. Mas sempre peçamos a graça da harmonia”, concluiu.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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O Senhor não se cansa de chamar cada um a mudar de vida, a dar um passo em direção a Ele, a converter-nos, e faz isto com a doçura e a confiança de um pai.

Quaresma é um tempo que ajuda à conversão, à reaproximação a Deus, à mudança de nossa vida e esta é uma graça a ser pedida ao Senhor. Este foi o tema da homilia do Papa Francisco na Missa celebrada na manhã desta terça-feira na capela da Casa Santa Marta.

Jesus Chama com doçura e confiança de pai

Inspirando-se no primeiro livro do Profeta Isaías – um verdadeiro “chamado à conversão” – o Papa Francisco mostra qual é a atitude “especial” de Jesus diante de nossos pecados: “não ameaça, mas chama com doçura, dando confiança”.

“Venha, conversemos” são as palavras do Senhor aos chefes de Sodoma e ao povo de Gomorra, a quem – explica o Papa – já indicou “o mal” a ser evitado e o “bem” a ser seguido. Assim faz conosco:

“O Senhor diz: “Venha, Venha e debatamos. Falemos um pouco”. Não nos assusta. É como o pai do filho adolescente que fez uma bobagem e deve repreendê-lo. E sabe que se vai com o bastão a coisa não acabará bem, deve então agir com confiança. O Senhor, nesta passagem, nos chama assim: “Venha. Tomemos um café juntos. Debatamos, discutamos. Não tenha medo, não quero agredi-lo”. E como sabe que o filho pensa: “Mas eu fiz coisas…” – Imediatamente: “Ainda que os seus pecados fossem como escarlate, tornar-se-ão brancos como a neve. Se fossem vermelhos como púrpura, tornar-se-ão como lã”.

Também na confissão nada de ameaças

Como o pai em relação ao filho adolescente, Jesus então, com “um gesto de confiança, aproxima ao perdão e muda o coração”.

Assim fez – recorda Francisco – chamando Zaqueu ou Mateus, e assim faz em nossa vida, nos faz ver “como dar um passo em frente no caminho da conversão”:

“Agradeçamos ao Senhor pela sua bondade. Ele não quer nos agredir e nos condenar. Deu a sua vida por nós e esta é a sua bondade. E sempre busca o modo de chegar ao coração. E quando nós sacerdotes, no lugar do Senhor, devemos ouvir as confissões, também nós devemos ter esta atitude de bondade, como diz o Senhor: “Venham, debatamos, não há problema, o perdão existe”, e não a ameaça, desde o início”.

Ir ao Senhor de coração aberto: é o pai que espera

O Papa conta a este propósito a experiência de um cardeal confessor, que justamente diante do pecado que intui ser “grande”, não se detém muito e segue em frente, continua o diálogo: “E isto abre o coração” – sublinhou o Papa – “e a outra pessoa se sente em paz”.

Assim faz o Senhor conosco. Diz: “venham, debatamos, falemos. Pegue o recibo do perdão, perdão existe”:

“Ajuda-me ver esta atitude do Senhor: o pai com o filho que se acha grande, que se acha crescido e ainda está no meio do caminho. E o Senhor sabe que todos nós estamos na metade do caminho e tantas vezes temos necessidade disto, de ouvir esta palavra: “Mas venha, não se assustes, vem. O perdão existe”. E isto nos encoraja. Ir ao Senhor com o coração aberto: é o pai que nos espera”.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Reflita sobre a importância da confissão e a oração na vida do adolescente

Durante a Missa, ao rezarmos a oração “Confesso a Deus Todo-Poderoso…”, batemos em nosso peito, por três vezes, e afirmamos que nós pecamos “muitas vezes, em pensamentos, atos, obras e omissões”.

Vamos pensar nas palavras e no gesto de “bater o peito”. O peito é o símbolo do coração, origem das ações boas e más. De fato, Jesus disse: “É de dentro do coração do homem que saem as más intenções, como a imoralidade, os roubos, crimes e adultérios, as ambições sem limites, maldades e malícias, a devassidão, inveja e calúnia, o orgulho e a falta de juízo. Todas essas coisas saem de dentro da pessoa, e são elas que a tornam impura” (Marcos 7,21-23). Nesse sentido, “bater o peito” significa “quebrar” aquele coração do qual saiu o mal na nossa vida; naturalmente, isso é possível, para nós cristãos, com a ajuda da Graça de Deus. Se, no entanto, compararmos essas palavras e o gesto que acompanha a oração “Confesso a Deus Todo-Poderoso” com a nossa vida, perceberemos que fica mais fácil “bater o peito… dos outros”, reconhecer os pecados dos outros do que os nossos. A esse respeito, Jesus uma vez disse: “Por que você fica olhando o cisco no olho do seu irmão, e não presta atenção à trave que está no seu próprio olho?” (Mateus 7,3). O apóstolo João escreve: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (1 Carta de João 1,8).

No fundo, nosso orgulho acaba nos tornando “cegos” diante das nossas faltas. E a confissão é um momento no qual recuperamos “a coragem da verdade”. Antes de tudo: “Confesso a Deus Todo-Poderoso”. Começamos a nos colocar diante d’Ele. Só Ele conhece, na mais profunda realidade, o bem e o mal que está dentro de nós. Nesse sentido, o apóstolo Paulo escrevia: “Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vocês ou por qualquer tribunal humano, nem eu julgo a mim mesmo. É verdade que a minha consciência de nada me acusa, mas isso não significa que eu seja inocente: quem me julga é o Senhor” (1 Carta aos Coríntios 4,3-4).

Começamos a dizer para Ele: “Pai Querido, Justo e Misericordioso, somente Vós conheceis o bem e o mal que está dentro de mim”. Mesmo assim, todos os homens distinguem entre “bem e mal”, “moral e imoral”, “ético e antiético”. Além disso, nós cristãos recebemos “luzes” da Palavra de Deus, proclamada na fé da Igreja, para que nossa consciência seja sempre mais iluminada.

Os adolescentes e a confissão

Até agora não falei nada dos “adolescentes”. Então, o que tem a ver a reflexão apresentada com os adolescentes?

Antes de tudo, a palavra “adolescente” provém do termo latino “adolescere”, que significa “crescer”. Adolescente é aquele que está crescendo. Não é mais criança e ainda não se tornou adulto. É chamado a responder, de maneira muito significativa, às duas perguntas fundamentais da vida humana: Quem sou eu? O que vou fazer da minha vida? Pelas respostas que forem dadas a essas duas perguntas, durante a adolescência, a vida inteira ficará marcada.

A procura de “quem sou eu” leva, frequentemente, o adolescente a desenvolver o espírito de independência e liberdade: ele não é mais uma criança que precisa ser continuamente guiada, mas ainda não é adulto, por isso, é imaturo e manifesta-se, frequentemente, com brusquidão e agressividade.

Nessa situação específica, a vontade de ser independente e livre, e a situação de uma maturidade ainda não atingida, poderia levar o adolescente a não reconhecer os próprios limites, os próprios erros e a ser extremamente crítico com as atitudes dos adultos: no fundo, dos outros.

Independência e liberdade

Se esse adolescente for um cristão-católico, cuja religião oferece a oportunidade de confessar-se, reconhecendo os próprios erros e os próprios limites, a atitude de  “independência e liberdade” com si mesmo e de crítica ao mundo dos adultos, como também a situação de imaturidade, podem se tornar uma dificuldade para conseguir “reconhecer os próprios erros” diante de um padre que, no fundo, acaba representando o “mundo dos adultos” que ele critica.

Não podemos nos esquecer, contudo, de que a adolescência é uma fase de crise e oportunidade ao mesmo tempo.

No fundo, o adolescente se encontra, nesse sentido, numa situação mais fácil que aquela do adulto que, na sua vida, particularmente na adolescência, não “cresceu”. Se ele não se acostumou, quando adolescente, a reconhecer os próprios erros, quando ele for adulto, será bem mais difícil chegar a tal atitude.

Mensagem do Papa Francisco

Na sua recente (dia 1º de outubro 2017) viagem a Bolonha (Itália), Papa Francisco assim se expressou: “É o arrependimento que permite não se enrijecer, a transformar os ‘nãos’ a Deus em ‘sim’, e o ‘sim’ ao pecado em ‘não’, por amor ao Senhor. A vontade do Pai, que a cada dia delicadamente fala à nossa consciência, realiza-se somente na forma de arrependimento e conversão contínua. Não são os raciocínios que justificam e tentam salvar as aparências, mas um coração que avança com o Senhor, luta a cada dia, arrepende-se e retorna para Ele, porque o Senhor busca os puros de coração”.

Papa Francisco falou assim para todo mundo: crianças, adolescentes, jovens e adultos. Mas o adolescente se encontra numa fase “oportuna” da vida, para, repetindo as palavras do Papa, “manifestar o arrependimento que permite não se enrijecer, transformar os ‘nãos’ a Deus em ‘sim’, e os ‘sim’ ao pecado em ‘não’, por amor ao Senhor”.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

Confessar-se é muito mais simples do que você imagina, confira

Do lado do confessor, São Josemaria Escrivá, um padre do século XX, deu o melhor conselho que já vi sobre o que devemos fazer quando estamos no confessionário. Ele aconselhava seus penitentes a cumprir os quatro “C”. Faça sua confissão: completa, contrita, clara e concisa.

Faça sua confissão completa. Não omita qualquer pecado mortal, é claro; e certifique-se de incluir os pecados veniais que estão lhe causando problema. Mais importante ainda, não se esqueça daqueles pecados que o deixam embaraçado. É melhor começar sua confissão pelos pecados que tem mais dificuldade em admitir. Depois disso, eles só podem ficar mais fáceis.

Faça uma confissão contrita. Cuidado com seus pecados. Lembre-se de que foi a Deus que você ofendeu, e Ele o ama tremenda e generosamente.

Faça uma confissão clara. Não seja sutil. Não cubra seus pecados com eufemismos. Certifique-se de que o padre entende o que você quer dizer.

Faça uma confissão concisa. Não há necessidade de entrar em detalhes sangrentos. Muitas vezes, quando assim falamos, estamos apenas tentando nos desculpar por ter inventado circunstâncias especiais ou por ter culpado os outros. Por outro lado, o tempo do sacerdote é valioso e será bem gasto com outro penitente.

Novamente, porém, o importante é fazer a confissão! Não a deixe para outro dia!

(Retirado do livro: Senhor, tende Piedade. Scott Hahn. Ed. Cléofas. Via Felipe Aquino)

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