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Deus

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REDAÇÃO CENTRAL, 27 Jun. 18 / 05:00 am (ACI).- Diante das diversas manifestações de fé testemunhadas durante a Copa do Mundo Rússia 2018, o Arcebispo de Juiz de Fora (MG), Dom Gil Antônio Moreira, ressaltou que a competição vem mostrando que o coração humano deseja algo maior e que vai além da vitória, o que se encontra em Deus.

“São sinais inequívocos de que, além das disputas esportivas, além do desejo legítimo de ganhar o título e levar a taça, há no coração humano algo maior, mais importante, duradouro e invencível, que é Deus”, expressou o Prelado em artigo intitulado ‘Fé na Copa do Mundo’.

Dom Gil Moreira indicou que “não raras vezes” na competição assiste-se “expressões de fé e gestos de oração que aparecem nas telas da mídia”. Entretanto, ressalta, “certamente, muitas não são focalizadas e tantas são guardadas apenas no segredo da mente e no silêncio do coração”.

O Arcebispo citou alguns exemplos, como o momento em que, no dia 18 de junho, a seleção do Panamá, “que estreava no campeonato mundial, mesmo tendo sido derrotada pela Bélgica por três a zero, se ajoelha para rezar em ação de graças”. Este gesto foi repetido pela mesma equipe no dia 24 de junho, quando perdeu por 6 a 1 para a Inglaterra.

Sobre este “gesto bonito”, Dom Gil afirmou que o fez recordar “uma frase escrita numa quadra de futsal, na cidade de Divinópolis, onde, adolescente, fazia meu curso ginasial”. A inscrição dizia “Mais importante que vencer é competir”.

“Entendi, diante do gesto eloquente do time do Panamá, que competir já é vitória, pois estar ali é sinal de que se encontra entre os melhores do mundo. E quando vi que jogaram bem, mas não conseguiram fazer nenhum gol, concluí que mais vale a vitória da honra que o sucesso nas disputas, e que mais alto que as recompensas humanas, está a fé que nos faz superar momentos de eventuais derrotas no caminhar da vida”, observou o Prelado.

Segundo ele, “muitas coisas que parecem derrota, muitas vezes vão se revelar como vitória mais à frente”. “Quem é cristão entenderá bem isto, pois em Cristo tal fato se evidenciou inconteste”, sublinhou.

O Arcebispo se referiu ainda ao episódio também ao final do jogo entre Bélgica e Panamá, em que seus respectivos jogadores Romelu Lukaku e Fidel Escobar se ajoelharam no meio de campo para rezar.

“Certamente – assinalou – aqueles atletas receberam educação religiosa de suas famílias, e no coração percebem, desde a infância, que Deus está e deve estar sempre em primeiro lugar em tudo”.

Nesse sentido, reforçou que “nada pode, de fato, se antepor a Deus em nossa vida e nem em nossas competições”.

Para o Prelado, “reveste-se de sacralidade também o gesto de solidariedade praticado pela Islândia”, que publicou uma foto de sua equipe com uma camisa estampada com o nome de do goleiro nigeriano Carl Ikene, o qual não pôde “ir à Copa da Rússia por causa de um câncer, contra o qual está lutando com pesados tratamentos”.

Dom Gil assinalou, então, que “São Paulo Apóstolo se serviu desta realidade para expressar sua firme convicção, ao fim do jogo da vida”.

“Escrevendo a Timóteo – citou –, professa: ‘Combati o bom combate, terminei minha corrida, guardei a fé. Desde agora, me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia, não somente a mim, mas também a todos os que tiverem esperado com amor a sua volta’”.

Assim, concluiu o Arcebispo, “também através das copas, Deus se manifesta carinhosamente aos seus filhos”.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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Uma história que nos ensina a confiar cegamente no plano que Deus tem para nós

Quando eu era pequeno, minha mãe costumava coser muito. Eu me sentava perto dela e perguntava que estava fazendo. Ela me respondia que estava bordando.

Sendo eu pequeno, observava de baixo o seu trabalho, por isso eu reclamava dizendo-lhe que só via uns fios feios. Ela sorria, olhava para baixo e dizia:

– Filho, vai brincar lá fora um tempinho e, quando eu tiver terminado o bordado, te colocarei no meu colo e você o verá de cima.

Eu me questionava por que ela usava alguns fios escuros e por que me pareciam tão desordenados quando vistos de onde eu estava. Mais tarde escutava a sua voz dizendo-me:

– Filho, vem, senta no meu colo.

Eu o fazia imediatamente e me surpreendia e me emocionava ao ver a formosa flor ou o belo entardecer no bordado. Não podia acreditar; de baixo só via alguns fios enrolados. Então minha mãe me dizia:

– Meu filho, de baixo se vê confuso e desordenado, porém você não percebia que por cima havia um plano. Eu tinha um desenho lindo. Agora olha da minha posição, veja como está bonito.

Muitas vezes, ao longo dos anos, eu olhei para o céu dizendo:

– Pai, o que estás fazendo?

Ele me respondia:

– Estou bordando a tua vida.

Então eu replicava:

– Mas se vê tão confuso, é uma desordem. Os fios parecem tão escuros, por que não são mais brilhantes?

O Pai parecia dizer-me:

– Meu filho, ocupa-te do teu trabalho confiando em Mim. Um dia te trarei ao céu e te porei sobre meu colo, então verás o plano desde a minha posição. Então entenderás…

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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A criação do universo na visão dos cientistas e da Igreja Católica

“Pela fé conhecemos que os mundos foram dispostos pela Palavra de Deus, de modo que, do invisível teve origem o visível” (Hb 11,3).

O físico mais famoso da Inglaterra, Stephen Hawking, defende que Deus “não tem lugar nas teorias do universo” e que este é fruto de um “feliz acaso” e de uma “criação espontânea”. Ele disse, no seu último livro: “The Grand Design”, que “é provável (não certo) que o universo tenha nascido do nada”. Mas algo não pode surgir do nada.

Quem é Hawking?

Stephen Hawking, um dos maiores físicos teóricos de nossos tempos. Perdeu grande parte das suas funções motoras, mas possui talento intelectual lúcido. A sua trajetória biográfica e científica foi mostrada no filme “Breve História do Tempo”. É lamentável que ele contradiga a si mesmo, pois em 1988, quando escreveu o seu “best seller”: “Uma Breve História do Tempo”, parecia aceitar o papel de Deus na criação do universo. Nessa obra, ele declara:

“Se descobrirmos uma teoria completa a respeito da origem do universo, ela deverá ser compreensível a todas as pessoas e não apenas a um punhado de cientistas. Então todos nós, filósofos, cientistas e até gente da rua, seremos capazes de tomar parte na discussão sobre por que existe o universo e por que existimos nós. Se encontrarmos a resposta a estas perguntas, haverá o triunfo supremo da razão humana. Naquele momento conheceremos o pensamento de Deus”.

Ele afirmou que a existência de um criador “não era incompatível com a ciência”, mas agora se contradiz. A sua nova posição deixa dúvida sobre a real posição do físico. Mais de trinta cientistas de renome – na recente série de documentários chamada “A Origem do Homem” – contestaram a sua postura. Essa série de nove documentários, realizada por “Goya Produções”, investiga o desenvolvimento do universo desde o “Big Bang” até os primatas, hominídeos e o triunfo do “Homo Sapiens”. A série expõe “a inconsistência de posições ateias como as de Hawking e Dawkins em um extremo, e a dos fundamentalistas no outro”. Conclui que “não é científico negar o sobrenatural. A ciência natural não capta o que cai fora da esfera material” (www.zenit.org/article-25969?l=portuguese).

A visão dos pesquisadores sobre a criação do universo

Entre os pesquisadores que discordam de Hawking, destacam-se os prêmios Nobel Christian De Duve e Werner Arber. Alguns são crentes, judeus, católicos ou protestantes. O prêmio Nobel Christian de Duve afirma que a teoria de que o mundo é eterno, inventada por Fred Hoyl, mostrou-se falsa. Quem tinha razão era seu professor, o padre George Lemaitre. Foi ele quem descobriu a teoria do “Big Bang”, a explosão que deu origem ao universo. Para o professor italiano Evandro Agazzi, o acaso não explica a existência do mundo. Aqueles que acreditam em tudo a partir de alguma ciência positiva caem numa “atitude reducionista anticientífica”. Não existe o senhor “acaso”, livre, inteligente, e capaz de fazer um plano maravilhoso como o universo e criá-lo com tanta beleza e ordem.

Dr. Francis Colings, diretor do Projeto Genoma Humano, o maior em biotecnologia realizado até hoje, declara que: “a opção mais irracional é a do ateísmo” (Veja, n. 1992, de 24/01/2007).

O professor de Boston, Thomas Glick, acredita que os fundamentalistas do materialismo fabricam uma espécie de religião ou metafísica, “mas ninguém confunde isso com ciência”.

O prêmio Nobel suíço Werner Arber, diz que: “Eu posso ler em Gênesis, no começo do Antigo Testamento, que o mundo foi criado em vários períodos, e para mim, esses vários períodos são precisamente evolução”.

Você sabia que o universo não é eterno?

Tudo o que existe “fora do nada” teve um início, teve um criador; é a realização de um projeto. Assim, o universo; ele não é eterno; teve princípio e terá fim; não pode ter surgido de si mesmo ou por acaso. O mundo não é eterno; teve um começo no tempo. A física da radiatividade mostra, pelo processo de desintegração dos elementos radiativos, que se pode calcular a idade do universo. O ato criador de Deus foi há cerca de 14,3 bilhões de anos.

A doutrina falsa da eternidade do mundo foi condenada pela Igreja. Em discurso de 22/11/1951, Pio XII confirmou isso falando sobre a existência de Deus à luz das modernas ciências naturais. Diz o nosso Catecismo da Igreja Católica (CIC) que:

“Nenhuma criatura tem o poder infinito que é necessário para ‘criar’ no sentido próprio da palavra, isto é, produzir e dar o ser àquilo que não o tinha de modo algum” (chamar à existência ‘ex nihilo’ ‘do nada’) (CIC §318).

São Teófilo de Antioquia (181) já perguntava no século II:
“Que haveria de extraordinário se Deus tivesse tirado o mundo de uma matéria preexistente? Um artífice humano, quando se lhe dá um material, faz dele tudo o que quiser. Ao passo que o poder de Deus se mostra precisamente quando parte do nada para fazer tudo o que quer” (Ad Autolicum, 4; CIC § 296).

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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REDAÇÃO CENTRAL, 01 Mar. 18 / 06:00 am (ACI).- O jejum é algo poderoso e fundamental da vida cristã, porque não foi apenas pregado pelos Padres da Igreja e pelos santos, mas é um mandato de Deus e foi praticado pelo próprio Jesus.

Nesse sentido, o diácono Sabatino Carnazzo, diretor executivo e fundador do Instituto de Cultura Católica em Virginia, Estados Unidos, considerou que devemos tomar como “padrão” aqueles que “chegaram ao final da corrida e ganharam”, porque “foram homens e mulheres de oração e jejum”.

Portanto, o Grupo ACI compartilha 6 razões pelas quais todo católico deve levar a sério o jejum para melhorar a vida de fé.

1. Por que é escolher um bem maior

“É a privação do bem, para tomar uma decisão para o bem maior”, disse o diácono Carnazzo.

Além disso, destacou que o jejum costuma ser mais associado com a abstenção de alimentos, mas também pode ser a renúncia a outros bens, tais como confortos e entretenimentos.

2. Porque dá equilíbrio à vida espiritual

“Todo o propósito do jejum é colocar a ordem criada e colocar a nossa vida espiritual em um equilíbrio adequado”, afirmou o diácono Carnazzo.

Porque, “como criaturas corporais depois da queda”, é fácil deixar que as nossas “paixões” busquem os bens físicos e substituam a nossa inteligência.

De acordo com Mons. Charles Pope, um conhecido sacerdote americano em Washington D.C., “jejuar ajuda a dar mais espaço para Deus em nossas vidas”.

3. Porque é o primeiro passo para ter controle sobre si mesmo

“A razão pela qual em 2000 anos de cristianismo preferiram jejuar alimentos é porque a comida é como o ar. É como a água, é algo fundamental”, disse o diácono Carnazzo.

“Por isso, a Igreja diz para ‘se deter aqui, neste nível fundamental, e ganhar o controle lá’. É como o primeiro passo da vida espiritual”, acrescentou.

4. Porque é bíblico

O primeiro jejum foi ordenado por Deus a Adão no Jardim do Éden, quando Deus instruiu a Adão e Eva para não comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2, 16-17), assinalou o diácono Carnazzo.

Além disso, esclareceu que esta proibição divina não era porque a árvore era ruim, mas o fruto estava destinado “a ser comido no momento correto e no caminho correto. Da mesma forma, abstemo-nos dos bens criados para que possamos desfrutá-los no momento certo e da maneira certa”.

Por outra parte, no início do seu ministério, Jesus se absteve de comer e beber durante 40 dias no deserto e, assim, “reverteu o que aconteceu no Jardim do Éden”, disse o diácono.

“Como Adão e Eva, Cristo foi tentado pelo diabo, mas ao contrário deles, permaneceu obediente ao Pai, revertendo a desobediência de Adão e Eva e restaurando a nossa humanidade”, acrescentou.

5. Porque é poderoso

São Basílio Magno dizia que o jejum é “a arma de proteção contra os demônios. Nossos Anjos da Guarda realmente ficam com aqueles que purificaram suas almas através do jejum”.

Segundo o diácono Carnazzo, o jejum é poderoso, porque permite “deixar de lado este reino (criado), onde o diabo trabalha” e nos colocarmos em “comunhão com outro reino onde o diabo não trabalha e não pode nos tocar”.

6. Porque a Igreja pede

As obrigações atuais de jejum foram estabelecidas no Código de Direito Canônico de 1983.

“A Igreja estabelece limites claros, fora dos quais não é possível considerar que alguém esteja praticando a vida cristã. É por isso que violar intencionalmente as obrigações da Quaresma é um pecado mortal”, sentenciou o Diácono Carnazzo.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Photo courtesy of Anne Hope, Flickr Creative Commons

Uma reflexão para quem deseja realmente ser santo

Um dos atributos essenciais de Deus é a imensidade: Deus está realmente presente em todas as partes e em todas as coisas, sem que possa existir lugar ou criatura alguma onde não se encontra Deus. É o que nos diz o Salmista: “Para onde irei para longe do teu espírito”? Para onde fugirei da tua presença? Se eu subo ao céu, lá estás, se desço ao abismo, aí te encontro.” (Si 138,7). Ele está presente em todas as partes, porém, não Se deixa ver em todo lugar; somente no Céu. Apenas na Visão Beatífica Ele Se manifesta face a face aos bem-aventurados. (2)

Devemos “entender” esse atributo de Deus, como propriamente nos sugere o nome imenso: que abarca tudo e contém em si todas as coisas. Nenhum ser existe nem poderá existir sem que Deus esteja intimamente presente nele por essência (dando o ser que tem), por presença, (permanecendo sempre ante o seu divino olhar) e por potência (submetido inteiramente ao seu divino poder). Ele é aquele que por si só subsiste e sustenta os demais.

Cabe-nos, porém, tomar cuidado e não nos deixar levar por uma ideia panteísta, vendo uma partícula de Deus em todo o criado; mas sim, estar conscientes de que é Deus que tudo sustenta. Realmente, face a todas as maravilhas da criação, ficamos deslumbrados com tanto amor, perfeição e sabedoria com que tudo foi criado. Muitas vezes, Deus se serve de meios aparentemente sem importância para a salvação do homem. Recordemos um fato narrado em uma pregação do padre Raniero Cantalamessa (3) ocorrido com o soldado Aleksander Zacepa, morto na Segunda Grande Guerra.

Estando ele à noite, dentro da trincheira, em meio ao soar das armas bélicas, preparando-se para o ataque contra os inimigos, deparou-se com um luminoso céu estrelado. Comovido com tamanha grandeza e pulcritude, sentiu em si algo que lhe comovia, fazendo-o refletir sobre aquilo que estava diante de seus olhos. Escreveu, então, uma carta, que foi encontrada em meio ao campo de batalha onde estava este soldado. Estas são as comovedoras palavras do guerreiro:

“Escuta, ó Deus! Em minha vida não falei nem uma só vez contigo, mas hoje tenho vontade de fazer festa. Desde pequeno me disseram sempre que Tu não existes… E eu, como um idiota, acreditei. Nunca contemplei tuas obras, mas esta noite vi, desde a cratera de uma granada, o céu cheio de estrelas e fiquei fascinado por seu resplendor. Nesse instante compreendi que terrível é o engano… Não sei, ó Deus, se me darás tua mão, mas Te digo que Tu me entendes…

Não é algo estranho que, em meio a um espantoso inferno, a luz tenha me aparecido e eu tenha descoberto a Ti? Não tenho nada mais para dizer. Sinto-me feliz, pois Te conheci. À meia-noite temos de atacar, mas não tenho medo, Tu nos vês. Deram o sinal! Tenho que ir. Que bem estava contigo! Quero Te dizer, e Tu o sabes, que a batalha  será dura: talvez esta noite vá bater à tua porta. E se até agora não fui teu amigo, quando eu chegar, Tu me deixarás entrar? Mas, o que acontece comigo? Estou chorando? Meu Deus, olha o que me aconteceu. Só agora comecei a ver com clareza… Meu Deus, vou-me… será difícil regressar. Que estranho, agora a morte não me dá medo.”

Que grande exemplo nos deu este soldado! No último instante de sua vida, recebeu – pela misericórdia de Deus – essa graça de, contemplando as belezas criadas, remetê-las a Quem as criou e, no reflexo de uma granada, conheceu a Deus e a Ele se entregou no último momento da vida.

Passemos para nossa vida particular e reflitamos. Como vivo eu na presença de Deus? De fato, Mons. João Clpa Dias, nos ensina que, a cada momento, devemos estar de tal modo compenetrados na presença de Deus que, desde o despertar, até o momento de deitar-me à noite e até mesmo no instante em que pego no sono, devo me lembrar de que meu sono à noite está sendo assistido por Ele, e que tudo isso está sendo memorizado por Deus.

Desse modo, devo fazer um exame de consciência e analisar minha vida. Quando peco, é porque julgo muitas vezes estar a sós? O demônio leva-me a pecar, a ofender a Deus, porque não vivo constantemente na presença de Deus? Esqueço-me de que Deus é Todo-poderoso e Imenso, estando em todas as partes?

Peçamos à Virgem Santíssima e a nossos santos intercessores, que nos faça sempre sentir a presença de Deus em nossas vidas, compenetrados de que estamos dentro d’Ele, e que Ele vê tudo: nossas intenções, nossos desejos, nossas inspirações e nossos sentimentos.

Reconheçamos a sua presença em todo o universo criado, seja na natureza ou nas almas por Ele criadas e estejamos convencidos, também, de que Ele tudo pode e que, estando em todo lugar, estará sempre disposto a nos ajudar a trilhar o caminho da perfeição.

Por Ir Cíntia Louback, EP
Instituto Teológico São Tomás de Aquino
2º Ano Ciências Religiosas
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1) S. Th. II-II, q 3, a.1
2) INSTITUTO TEOLOGICO SAO TOMAS DE AQUINO, INSTITUTO FILOSOFICO ARISTOTELICO-TOMISTA. Deus quem é Ele? Lumen Sapientiæ. São Paulo: 2012, v.1, p 48.
3) Cantalamessa, Raniero. Pregação por ocasião da solenidade de todos os santos e a comemoração dos fiéis defuntos em 31 de outubro de 2008. Disponível em http://www.zenit.org/pt/articles/pregador-do-papa-todos-os-santos-e-fieis-defuntos

(via Arautos)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Para você que sente solidão e tristeza, mas que não quer perder sua fé no Senhor

Caminhar com Jesus Cristo nem sempre é fácil, mas é o melhor. Todos nós temos a nossa cruz de cada dia, para carregar com alegria e humildade como o próprio Jesus o fez.

Quando decidi seguir a Jesus Cristo, perdi muitas amizades e muitos amores. Foi difícil, e como foi! Resumindo, doeu muito.

No começo, eu questionava a Deus cada perda e me perguntava por que Ele permitia tantas coisas, tanto sofrimento, tanta solidão e tanta angústia.

Com o tempo, Deus foi me mostrando a cada questionamento que Ele permitiu a minha presença na vida de todos aqueles a quem eu perdi, para ser sinal de luz na vida de cada um, para ser sinal d’Ele na vida daqueles que ainda não o tinham, ou não O conheciam.

Confesso que ainda não consegui perceber qual foi a obra que Ele realizou na vida dessas pessoas através da minha presença, a fim de me consolar. Mas se pararmos para pensar, eu nem preciso saber, afinal, tudo é para Ele.

Só tenho que confiar no propósito dEle, afinal, quando entregamos a nossa vida a Deus, é necessário que aceitemos o que vier, confiando que tudo faz parte de um plano maior, porque faz.

Ser instrumento nas mãos de Deus às vezes pode ser difícil, pode fazer com que tenhamos que lidar com aquilo que temos de mais íntimo no nosso coração, talvez, o nosso ponto mais fraco.

Ser instrumento nos faz percorrer um caminho desconhecido e nos faz muitas vezes viver um deserto, na expectativa de que em meio a ele, quando não temos mais nada e nos sentimos literalmente o que é a solidão, percebemos que a única coisa que nos resta e precisamos, é olhar para cima e recorrer a Deus, com esperança e com fé de que Ele nos escutará.

Passar pelo meu deserto me ensinou e me mostrou o quanto precisei passar por ele para que eu percebesse que sempre que a minha alegria se for e só o vazio restar, Ele sempre virá me visitar.

Lembremo-nos sempre que o Deus que permite a ferida é o mesmo que nos cura, é o mesmo que nos faz entender através disso que somente Ele pode nos oferecer a felicidade e a completude que tanto procuramos.

E você, qual é sua experiência de Deus em meio à solidão?

 

(via Alma com Flores)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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O que podemos esperar de Deus?

O que nos diz a religião cristã, a respeito da intervenção divina na vida humana? Como é que podemos pensar a dinâmica dessa relação? Ando pensando que o desafio de todas as relações esteja, justamente, em não confundirmos os papéis.

Nenhuma relação humana será saudável na confusão dos papéis. Definir o que se é, consiste em construir as bases sólidas que nos permitirão “esperar e também nos desesperar”. Já explico-me: ‘esperar’ é a atitude que nos permite a serenidade de que o outro fará por nós, aquilo que não podemos fazer sozinhos; ‘desesperar’ é chegar à conclusão de que a vida tem limites, e esses terão de ser respeitados. Desesperar não significa sair gritando, esbravejando desaforos a respeito dos limites, mas consiste em serenar o coração, aquietando-o e esperando os ensinamentos que virão do acontecimento que provocou a desesperança. E assim concluo: o desespero é o outro lado da esperança.

Gosto de olhar para Deus. Gosto de esperar por Ele, sobretudo nos momentos das minhas desesperanças. Olho-O como quem olha querendo decorar, aprender, incorporar. Faço inúmeros pedidos a Ele, mas tenho sempre o cuidado para que, minhas preces não sejam formuladas nos verbos imperativos. Prefiro apresentar as questões, colocá-las nas mãos d’Ele e depois esperar pela vida. Tenho medo de me tornar o deus de Deus. Receio que minhas preces sejam ordens mesquinhas para Aquele que tudo sabe de mim. Por isso, eu ando dizendo que a vida é o espaço da liberdade, lugar onde me exercito como homem, desejoso de acertar e atualizar na minha vida, o único desejo de Deus para mim: a bondade. Somente a partir da bondade de Deus é que podemos dizer que Ele tudo pode. Ele tudo pode, mas o poder d’Ele não fere, nem desrespeita o espaço humano de nossas escolhas. E viver é escolher.

Deus é amor

A teologia nos ensina que em Deus não há variação de humor. Ele é sempre amor, movimento que não sai da rota e que O coloca na coerência de ser o que é. E por isso é fácil entender a ação de Deus na vida humana. Dizer que Ele permite acidentes, doenças e que protege e desprotege é o mesmo que colocar uma contradição naquilo que Ele é.

Como não entender que o Senhor não tenha curado o nosso padre Léo de sua enfermidade tão dilacerante? Aí você pode me perguntar: “Então não adianta rezar, padre?” E eu respondo: adianta minha filha, meu filho. Rezamos, não para que Deus faça o que queremos, mas para que tenhamos forças de entender as fragilidades da vida, os limites do nosso corpo, e quem sabe, viver a surpresa da cura inesperada, quando tudo indicava que já tivéssemos chegado ao fim. Rezamos porque temos direito de pedir, de clamar, e de explicar as razões dos nossos desejos, mas não temos o direito de determinar o que Ele terá de fazer.

Proteção divina

Estamos constantemente debaixo da proteção divina. Ela não nos deixa nunca, mesmo quando não pedimos por ela. Minha mãe também me diz quando saio de casa: “Vai com Deus, meu filho! Cuidado na estrada!”. Na frase de minha mãe há duas realidades a serem observadas: o dom e a tarefa. O dom está na primeira expressão: “vai com Deus”. E eu vou mesmo. Ele não sabe me deixar ir sozinho. Na segunda está a tarefa: “cuidado na estrada!”. Na tarefa, a vida resguarda o espaço para a responsabilidade humana. Tenho duas possibilidades diante da fala de minha mãe: acato ou não. Se eu acato, o dom se manifesta. Se não, ele fica ofuscado na minha escolha errada.

Cristianismo é isso. Não há relação saudável com Deus se não descobrimos constantemente as duas realidades na nossa vida: o dom e a tarefa. Em todas as situações humanas há sempre uma parcela de dom a ser recebida e uma parcela de esforço a ser executada. O milagre se dará por duas vias.

Não quero confundir ninguém. Quero apenas apontar os caminhos para uma religião madura, na qual Deus deixa de ser movido por nossas ordens mesquinhas, na qual a oração se torna o acolhimento do dom e o cumprimento da tarefa. Uma religião que, em vez de fazer perguntas absurdas, prefere o silêncio da busca que nos aperfeiçoa. Aí rezaremos com as mãos, com os pés, no trânsito, nas esquinas e em toda parte. Retiraremos de nossa mente a resolução fácil, aquela que justifica os piores acontecimentos do mundo como vontade de Deus. Permitir, dizer que “Deus permite” é voltar à única permissão que d’Ele brota: a vida, a bênção eterna, o dom que explode em todos os instantes nas menores iniciativas que geram o universo criado. A permissão é única, total e globalizante. Permissão que não contradiz em nada aquilo que Ele é.

Eu O [Deus] defendo sempre. Não quero que O acusem das desgraças do mundo. Quando minha irmã morreu num acidente trágico, vítima da imprudência humana, de uma bagagem que estava no lugar errado e que caiu sobre ela no momento em que o ônibus tombou, alguém quis me consolar à custa de uma acusação descabida: “foi a vontade de Deus!”. E naquele momento minha mente se iluminou para que eu não permitisse que Ele fosse injustamente acusado daquele crime. Prefiro desacreditar dos humanos, a ter de pensar que Deus seja capaz de matar uma mulher que precisava viver para cuidar do seu filho. Prefiro encarar a dura realidade de que minha irmã estava morta, vítima da imprudência de um motorista que transgrediu a regra, a ter de dizer ao meu sobrinho que Deus não pensou na sua dor de menino, antes de permitir que o ônibus caísse naquela ribanceira. Preferi pensar que Deus estava chorando comigo, lamentando com meu sobrinho, consolando-o e o preparando para reacender nele a esperança que parecia diluída no ar.

Mas você poderia me perguntar: “Mas, padre, onde é que estava Deus no momento em que sua irmã morreu de forma tão cruel e assustadora?”. E eu lhe respondo sem receio de errar: no mesmo lugar em que estava no momento em que mataram o Filho d’Ele!

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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E, no entanto, Jesus Cristo e a doutrina cristã afirmam que o inferno existe. Como é que “funciona”, afinal?

Muitas pessoas, inclusive entre as que se consideram cristãs, afirmam que não acreditam na existência do inferno. A grande maioria delas não acredita porque nunca recebeu uma explicação adequada do que é o inferno.

De modo semelhante, a mesma falta de explicação adequada gera entendimentos errôneos entre aqueles que acreditam na sua existência. E, entre estes, um dos erros mais frequentes é o de achar que seria Deus quem manda pessoas para o fogo eterno.

Não é.

A revista católica “Pergunte e Responderemos” tratou do assunto em sua edição número 3, de julho de 1957, na páginas 10 a 12. Reproduzimos um trecho:

É frequente conceber-se o inferno como castigo que Deus inflige de maneira mais ou menos arbitrária, como se desejasse impor-se vingativamente como Soberano Senhor; o réprobo seria atormentado maldosamente por demônios de chifres horrendos, em meio a um incêndio de chamas e por aí afora. Não admira que muitos julguem tais concepções inventadas apenas para incutir medo; não seriam compatíveis com a noção de um Deus Bom.Na verdade, o inferno não é mais do que a consequência lógica de um ato que o homem realiza de maneira consciente e deliberada aqui na terra: é o indivíduo quem se coloca no inferno.O inferno vem a ser primariamente um estado de alma; seria vão preocupar-se com a sua “topografia”. Não é Deus quem, por efeito de um decreto arbitrário, manda para lá a criatura.Admitamos que um homem nesta vida conceba ódio a Deus (ou ao Bem que ele julgue ser o Fim último, Deus) e O ofenda em matéria grave, empenhando toda a sua personalidade (com pleno conhecimento de causa e liberdade de arbítrio); essa criatura se coloca num estado de habitual aversão ao Senhor. Caso morra nessas condições, sem se retratar do ódio ao Sumo Bem, nem sequer no seu íntimo, que sorte lhe há de tocar?A morte confirmará definitivamente nessa alma o ódio de Deus, pois a separará do corpo, que é o instrumento mediante o qual ela, segundo a sua natureza, concebe ou muda suas disposições. Depois da morte, tal criatura de modo nenhum poderá desejar permanecer na presença de Deus; antes, espontaneamente, quererá afastar-se d’Ele. Não será necessário que, para isto, o Juiz supremo pronuncie alguma sentença. O Senhor apenas reconhecerá, da sua parte, a opção tomada pela criatura. Ele a fez livre e respeitará esta dignidade, sem forçar ou mutilar em hipótese nenhuma o seu livre arbítrio.Eis, porém, que desejar afastar-se de Deus, e permanecer de fato afastada, vem a ser, para a alma humana, o mais cruciante dos tormentos. Com efeito, toda criatura é essencialmente ligada ao Criador, do qual reflete uma imagem ou semelhança; por conseguinte, ela tende, por sua própria essência, a se conformar ao seu Exemplar (é a natureza quem o pede, antecedentemente a qualquer opção da vontade livre). Quando o homem segue esta propensão, ele obtém a sua perfeição e felicidade.Caso, porém, ele se recuse, a fim de servir a si mesmo, não pode deixar de experimentar os protestos espontâneos e veementíssimos da natureza violentada. A existência humana torna-se então dilacerada: o pecador sente, até nas mais recônditas profundezas do seu ser, o brado para Deus. Esse brado, no entanto, ele o sufocou e sufoca para aderir a um fim inadequado, fim que ele não quer largar apesar do terrível tormento que a sua atitude lhe causa. Na vida presente, a dor que o ódio ao Sumo Bem acarreta pode ser temperada pela conversão a bens aparentes, mas precários; pela auto-ilusão; já na vida futura não haverá possibilidade de engano!É nisto que consiste primariamente o inferno. Vê-se que se trata de uma pena infligida pela ordem mesma das coisas, não de uma punição especialmente escolhida , entre muitas outras, por um Deus que quisesse “vingar-se” da criatura.Em última análise, no inferno só há indivíduos que nele querem permanecer. A este tormento espiritual se acrescenta no inferno uma pena física, geralmente designada pelo nome de fogo; um sofrimento que as demais criaturas acarretam para o réprobo, e acarretam muito naturalmente. Sim; quem se incompatibiliza com o Criador não pode deixar de se incompatibilizar com as criaturas, mesmo com as que igualmente se afastaram de Deus (o pecador é essencialmente egocêntrico), de sorte que os outros seres criados postos na presença do réprobo vêm a constituir para este uma autêntica tortura (não se poderia, porém, precisar em que consiste tal tormento).Por último, entende-se que o inferno não tenha fim: há de ser tão duradouro quanto a alma humana, a qual, por sua natureza, é imortal. Deus não lhe retira a existência que lhe deu e que, em si considerada, é grande perfeição. Embora infeliz, o réprobo não destoa no conjunto da criação, pois, por sua dor mesma, ele proclama que Deus é a Suma Perfeição, da qual ele se alheou (é preciso que nos lembremos bem: Deus, e não o homem, é o centro do mundo).Não se pense em nova “chance” ou reencarnação neste mundo. Esta, de certo modo, suporia que Deus não leva a sério as decisões que o homem toma, empenhando toda a sua personalidade; o Senhor não trata o homem como criança que não merece respeito. De resto, a reencarnação é explicitamente excluída por uma gama de textos da Sagrada Escritura.Eis a autêntica noção do inferno, que às vezes é encoberta por descrições demasiado infantis e fantasistas.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

No Natal somos chamados a contemplar JESUS SALVADOR, Emanuel, Cristo, a não ter medo. O amor na fé vence todos os medos.

Todos nós no nascimento recebemos um nome que nos acompanha por toda a vida, nos identifica, manifesta quem somos. O nome na Bíblia muitas vezes é dado por Deus, outras vezes Deus muda o NOME para revelar aquilo que quer de nós.

O nascimento de Jesus narrado pelo evangelista Mateus é de uma simplicidade divina que nos convida a ler e reler com o coração, com amor. 
O mistério de Deus que pela força do ESPIRITO SANTO gera no seio da Virgem Maria o Verbo eterno.
A noite de José, homem justo que no sono é tranquilizado pelo anjo: não tenhas MEDO José, o que aconteceu é obra do Espirito Santo e o menino você o chamará

1. JESUS, o salvador, aquele que vem salvar. É o nome mais doce, o centro do amor, o próprio AMOR, toda a CIÊNCIA, a plenitude da vida está neste nome santo.
2. EMANUEL, Deus conosco. Realiza-se a profecia de Isaias e de todos os profetas: não um Deus distante mas um Deus que vem habitar no meio de nós se viabiliza.
3. Tu és o Cristo, o consagrado, o enviado, o ungido do Senhor, o PROFETA, o REI, o SACERDOTE.

No Natal somos chamados a contemplar JESUS SALVADOR, Emanuel, Cristo, a não ter medo. O amor na fé vence todos os medos.
E José acolheu Maria na sua casa.
O mistério de Deus pode nos dar medo mas Deus sempre nos mandará um anjo para nos dizer “não tenhas medo”.
No mistério da encarnação com a vinda de Jesus todos os medos foram destruidos.
José que teve medo mas venceu o medo, nos ensine a não ter medo e a receber na nossa casa e em nós Maria grávida do Verbo eterno Jesus, Emanuel, Cristo nossa salvação.
Amém!

Fonte: https://www.comshalom.org/

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“Se ele sofre, por que não faz nada?”

Quantas vezes você e eu dissemos algo como: “Mas que coisa horrível! Não é possível que, com essa, Deus não faça nada!” Após cada notícia de terremoto, enchente, tsunami, escândalos de pedofilia, assassinato em massa, tráfico de crianças, sites ensinando o passo a passo da pedofilia, corrupções políticas deslavadas, populações dizimadas pela fome, milhões de abortos praticados impunemente a cada dia, pessoas inocentes incendiadas por brincadeira, surgem perguntas perturbadoras: “Por que Deus não faz alguma coisa para acabar com isso?”, “Onde está Deus que não vê isso?”

Deus vê, sim. Deus “chora” e sofre como Jesus chorou e sofreu pela dureza de coração de Jerusalém. Sua dor é imensa. Ele não é indiferente à nossa condição, pois, em Jesus, tem um coração humano, com os mesmos bons sentimentos que o nosso, só que muito mais pungentes, pois ele é Deus, puríssimo, perfeitíssimo. O pecado não o tocou, não o recobriu com sua couraça de pedra dura.

“Se ele sofre, por que não faz nada?” A questão é que ele espera. Deus espera. Há uma frase preciosa do Pe. Libânio: A esperança é a fé no amor. Assim Deus espera. Ele nos ama, nos dá seu amor para que tenhamos forças para amar com o amor dele. Conhece seu plano de amor para cada um de nós e confia na correspondência ao amor com amor. Crê em nossa conversão para o amor, para ele. Por isso, espera.

De nossa parte, também nós cremos no amor de Deus. Também cremos que ele pode fazer qualquer coisa por amor a nós. Também esperamos a manifestação do seu amor diante daquilo que nos faz sofrer, questiona e escandaliza.

Essa esperança que vem da fé no amor é chamada de “paciência histórica”. Deus espera a ação do amor humano, no qual crê. Nós esperamos a ação do amor de Deus, porque cremos nele. Se Deus não cresse no amor humano, dado gratuitamente por ele, não creria em sua própria ação redentora! Se nós não crêssemos no amor de Deus por nós e por todos os homens, não esperaríamos que “ele fizesse alguma coisa”.

A questão é que nós temos pressa. Não aguentamos mais conviver com tanta sujeira, tantas catástrofes, tanta bandalhice. Deus, porém, tem mais pressa do que nós. Ele mesmo disse pela boca de Jesus: “Vim trazer fogo à terra e o quanto gostaria que já tivesse se espalhado, que fosse mantido aceso”. Como se vê, Deus também tem pressa. Ocorre que seu amor é maior que sua pressa e ele, pacientemente, espera. Espera que tenhamos reações de amor e não de ódio. De humilde paciência ao invés de arrogante revolta. Espera que ajamos como nos ensina o Evangelho. Espera porque não quer perder nenhum de nós. Um sequer!

Nós também esperamos. Algumas vezes, porque pensamos não ter jeito mesmo. Balançamos a cabeça, dizemos alguma coisa entre os dentes e continuamos nossa vida. Outras vezes, procuramos fazer algo, pois entendemos que a responsabilidade é da humanidade inteira. Por fim, esperamos porque cremos no amor de Deus e confiamos que ele sabe melhor que nós o que fazer.

No ano de 2010, o povo chileno deu-nos dois impressionantes testemunhos de esperança. O primeiro, no terremoto avassalador do início do ano. O outro, já no segundo semestre, com os mineiros presos a centenas de metros de profundidade. Em que esperaram as vítimas? Porque esperaram? Porque acreditavam no amor. No amor de seus irmãos, sempre solidários com os terremotos que sofrem a cada vinte anos. Criam no amor que os buscaria entre os escombros ou no fundo da mina. A fé no amor resultou em esperança e amor, esperança e fé resultaram na salvação – dos escombros do terremoto e da imensa e impenetrável rocha sobre o exíguo refúgio.

Assim, também, para nós. A fé no amor de Deus gera a esperança e amor. Esperança e fé resultam na salvação da morte eterna. A salvação, essa, só o Amor feito homem nos pode dar.

Maria Emmir Nogueira

escritora e cofundadora da Comunidade Católica Shalom

Arquivo Formação Shalom (20 de dezembro de 2010)

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Muitos falsos pastores usam e abusam do nome de Deus

Não tomar o nome de Deus em vão. Isso não é apenas um conselho ou uma recomendação, é mandamento de Deus.

O povo do Antigo Testamento radicalizava: nem ousava pronunciar o nome que Deus, revelou a Moisés na Sarça Ardente. Enquanto que, hoje, usa-se o nome de Deus para justificar guerras e ataques terroristas.

Existem pessoas que, de maneira menos violenta, mas igualmente pecaminosa, usam o nome de Deus para conseguirem seus objetivos. Lembro-me daquela mãe, que dizia à filha dela que Deus lhe tinha revelado que ”aquele rapaz não era o ideal para ela”. Isso é colocar o nome de Deus em vão. E, ainda, há muitos falsos ”pastores” enganando o rebanho deles, para conseguirem lucro fácil: usam e abusam do nome de Deus.

Antes de dizer que: “Deus lhe disse, que revelou, que apareceu” – pense duas vezes. Podemos ter visões, mas isso não significa que Ele apareceu. Podemos ter ”locuções”, mas isso não significa que Ele falou. Costumamos criar Deus à nossa imagem e semelhança, invertendo a ordem da criação. No fundo essa atitude de ”fingimento espiritual”, esconde uma grande presunção.

Não esqueçamos que o coração de Jesus se revela manso e humilde. A mansidão e a humildade são características marcantes da pessoa verdadeiramente piedosa. Deus nos deu liberdade para sermos ”gente”. Vamos deixar Deus ser Deus.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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Pode Deus falar com o homem de forma clara? Será que Ele nos conhece mesmo pelo nome?

Nunca fui de acreditar em fórmulas mágicas. Como todo arquiteto, sempre procurei planejar bem, calcular e avaliar para depois executar algo. Como diziam meus antigos professores: “Nossa profissão exige responsabilidades que não nos permitem esperar surpresas”.

Posso dizer que não é fácil ser assim. Metricamente fechado para as novidades… Cuidadosamente seguro quanto a situações que possam permitir desarrumações. De fato, ninguém consegue ser assim sempre. Justamente porque, quando queremos ser amigos de Deus, “as agradáveis surpresas são inevitáveis”, como diria o teólogo Hans von Balthasar.

Aos poucos, procurei entender no que consistia o seguinte provérbio bíblico: “O coração humano planeja seu rumo, mas é o Senhor quem lhe firma os passos”. E é neste universo de realidades práticas de nosso dia a dia, aberto às surpresas, que eu gostaria de contar uma simples e desconcertante história que aconteceu comigo.

Minha esposa engravidara, era nosso segundo filho. Já tínhamos a alegre Ana Gabriela, sempre sorridente, com sua energia contagiante! Mas enquanto não sabíamos o sexo do bebê que viria, especulávamos o nome que daríamos ao nascer. Época apaixonante! Expectativas mil! Imaginamos vários nomes! Nossos dias eram assim: “Se for menina… e se for menino?” “Que tal este nome? Ah, eu prefiro este…” Era engraçado. Até que eu propus à minha esposa colocar em nosso bebê o nome “Caio”. Ela gostou mas ficou pensativa. Fez sinal de afirmativo e, como quem quer contar um segredo, falou em uma voz suave seguida de uma piscadela: “Eu tinha pensado no nome Rafael, acho lindo este nome. É forte e terno”.

Nesse momento me lembrei como teria sido pra Jesus não contrariar sua mãe quando ela lhe pedira para ajudar os noivos de Caná.

Ali com a minha esposa, só escutava em minha mente o famoso versículo: “Façam tudo o que ele vos disser.” Na minha fraca exegese, sempre imaginei Jesus se esforçando para atender o pedido da “Mulher” sua mãe da melhor forma. Logo percebi que talvez eu devesse abrir mão do nome que eu tivera escolhido e abraçar o belíssimo nome Rafael, escolhido pela minha esposa. Mas será?

Eu precisaria de algo a mais. Como católico, eu sabia que o nome de uma pessoa traz em si sua missão. O nome carregaria ali uma unção particular. Se o nome é algo tão importante para o homem, também deve ser importante para Deus! Pois aprendi com São João Paulo II que a alegria de Deus é a vida do homem.

Se somos tão amados por Deus, poderia a providência divina ajudar alguém numa escolha simples como esta? Será que o próprio Deus se interessaria pelo nome do meu filho?

Meus caros, estamos acostumados a escutar que Deus faz grandes milagres. Coisas impossíveis são possíveis a Deus! Mas o quanto nossa vida seria diferente se nas coisas mais corriqueiras e simples suplicássemos pela sua providência.Permaneci com o coração inquieto e me coloquei em oração na capela do Shalom.

Fiquei em silêncio e bendisse a Deus pelo nosso novo filhinho que viria e pedi a Deus que me ajudasse a chamá-lo pelo nome. Assim foi minha simples oração:

“Pai, o Senhor disse nos conhecer antes do ventre de nossa mãe, nos gera em ti, nos chama e cuida de nós antes mesmo do nascimento. Senhor, que conhece o nosso filho antes de nós mesmos, ajude-nos a chamá-lo também pelo nome que o Senhor já chama. Simplesmente porque queremos amá-lo como o Senhor já o ama.”

Nesse breve momento de amizade com Deus, onde podemos falar o que quisermos, onde podemos ser quem nós somos, olhei para a Bíblia sobre o meu colo e pensei que talvez o Senhor quisesse me dar uma palavra de confiança nEle.

Não gosto de abrir a Bíblia e ler na primeira palavra que encontrar. Apesar de saber que Deus pode tudo, nunca fui de simplesmente abrir as Sagradas Escrituras e acreditar que Deus ali falaria e mudaria a minha vida de forma tão providencial. Porém, posso afirmar, não acreditava até aquele momento. Aquele dia perecia ser diferente. Parecia que um amigo queria me contar seus planos, que alguém muito próximo gostaria de me confidenciar um segredo. Foi quando decidi abrir a palavra de Deus. Ao abrir a Bíblia, um nome me saltou aos olhos. Naquela página da Sagrada Escritura aberta sobre o meu colo, li o versículo que dizia: “Eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos na presença do Senhor. Ao ouvir estas palavras, eles ficaram fora de si e, tremendo, prostraram-se com o rosto por terra. Mas o anjo disse-lhes: A paz seja convosco: não temais.” (Tb 12,15)

Estas palavras pareciam ter fogo! Era como se eu escutasse o próprio Deus pronunciando o nome “Rafael”.

Pode Deus nos ajudar em todos os momentos? Eu respondo: como não nos ajudaria Aquele que nos conhece antes mesmo de sermos formados no ventre materno! Hoje com 1 ano, nosso pequeno Rafael é a própria “cura de Deus” para nós! Compreendi ainda mais a providência amorosa de Deus que quer conduzir o homem a uma experiência concreta, forte e segura, no dia a dia.

Espero pelo dia em que poderei explicar ao nosso filho que o nome dele foi pronunciado amorosamente por Deus antes mesmo do papai aqui! E que o meu amor por ele é reflexo do amor apaixonado do Pai do céu, Pai das misericórdias, Pai da providência! Percebi ainda que minha esposa é este canal da graça de Deus na nossa família, o socorro do Pai que se manifesta a cada dia! Minha esposa ficou muito feliz e hoje nosso Rafael nos apaixona a cada dia! Ele, mesmo sem saber, nos faz rezar por todos os Rafaéis, Marias, Gabrielas, Joanas, Terezas… que, infelizmente, não chegaram a ser chamados pelo nome porque tiveram suas vidas interrompidas pela cultura de morte, mas que o Pai do Céu, que conhece nossas vidas mais do que a nós mesmos, que nos ama e gosta de nos chamar pelo nome, acolhe com um abraço de eternidade! Hoje, nosso Rafael nos faz entender o quanto a vida do homem é a alegria de Deus! E em Breve direi tudo isso a ele!

Eduardo Bezerra
Fonte: https://www.comshalom.org/

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Entenda a diferença – e se permita ser mais feliz, inclusive nas horas difíceis!

Dentro da espiritualidade cristã, Deus é a própria Felicidade, pois Ele é a Realização Plena do Ser e a felicidade consiste em realizar-se plenamente.

Atenção: a felicidade não consiste em “ter-se realizado plenamente” – ela consiste em “realizar-se plenamente”, em “estar-se realizando plenamente”. A felicidade é um processo em andamento, é um agora, é um hoje, e não o efeito estático de um “ontem ideal”. Deus é Felicidade Plena porque Deus É – sempre! E nós podemos ser felizes ao participar o mais plenamente possível do ato de ser (e ser é muito mais que ter, fazer, saber…).

Felicidade, portanto, tem a ver com a intensidade com que somos.

Por isso mesmo, nem sempre a felicidade se manifesta de maneira “festiva” e exteriormente “exultante”: muitas vezes, nossos sentimentos podem estar “em baixa”, com as típicas e naturais variações do humor que afetam todo ser humano. Acontece que a felicidade não é um “sentimento”, nem um quadro médico de perfeito equilíbrio dos hormônios ou dos neurotransmissores: a felicidade é uma atitude consciente, é uma decisão consciente de vida, é a postura de quem reconhece com realismo, serenidade e maturidade que está em processo contínuo de “realizar-se”, de crescer no próprio ser, inclusive em meio às provações e dificuldades mais desafiadoras.

Mesmo nos momentos de profundo desânimo sentimental, nos quais a “sensação” de alegria se apaga em trevas espessas, a pessoa que é feliz em seu espírito e em sua consciência se mantém serena, estável: ela enfrenta com determinação e força as “sabotagens” do humor e dos sentimentos, pois não perde de vista a constatação objetiva de que as circunstâncias externas serão sempre variáveis – e de que é nelas que exercitamos, vivencialmente, o ato presente de ser, de “realizar-nos”, o ato presente de escolher livremente, agora, entre aquilo que importa de verdade (ser) e aquilo que é auxiliar (ter, saber, fazer…).

A felicidade é uma questão de perspectiva no momento presente; é uma atitude positiva e decidida, sempre no agora, de aprendizado, de escolha, de crescimento, de superação e de aperfeiçoamento contínuo, quaisquer que sejam as circunstâncias; a felicidade não é um distante e abstrato ponto futuro de chegada: a felicidade é o próprio trajeto, é o próprio processo de realizar-se, consciente e perseverante. Agora. Não ontem, nem amanhã.

É claro que também há momentos, e são muitos, nos quais a felicidade coincide com a alegria – mas felicidade e alegria não são a mesma coisa. Alegria é um estado de bom humor, de sentimentos “leves”; por isso mesmo, é uma “sensação” que vai e vem. Aproveite os momentos de alegria e seja grato por experimentá-los. Mas, para a sua felicidade verdadeira, não os confunda com… a felicidade verdadeira.

Fonte: Aleteia

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“Honraremos aqueles que foram morar com Deus”, completa o jogador que sobreviveu à tragédia da Chapecoense

O jogador Alan Ruschel, da Chapecoense, sobrevivente da tragédia com o voo da LaMia na Colômbia, deu mostras da sua fé e gratidão pelo milagre da vida e da recuperação ao postar a seguinte mensagem na rede social Instagram:

Os planos de Deus são maiores que os meus, tão grande que eu não posso imaginar?? Obrigado a todos pelo carinho,pela força, pelas orações e pensamentos positivos. Seguimos na luta e honraremos aqueles que foram morar com Deus. Pai, peço que ampare seus familiares e que os conforte!! Deus, obrigado pela misericórdia deste milagre, o Senhor é maravilhoso. OBRIGADO! ????

ALIANÇA

O lateral esquerdo da Chapecoense comoveu o mundo quando chegou em estado de choque ao hospital, na Colômbia, mas não parou de perguntar por sua família. Ele fez um pedido arrepiante à equipe médica:Guardem a minha aliança“!

SALVO POR UMA CRIANÇA

O resgate de Alan Ruschel também chamou a atenção do planeta por causa da surpreendente ajuda de um adolescente desconhecido, que, no caos daquela noite chuvosa, guiou os bombeiros até o local da tragédia.

FONTE: ALETEIA BRASIL

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Se fomos criados para a felicidade, por que Deus permite que soframos?

A pessoa humana foi criada para a felicidade. Ninguém gosta de tristeza,  sofrimento ou dor. Porém, tais movimentos nos levam a pensar sobre nossa atitude diante do sofrimento e da dor. É possível tomar consciência de que o sofrimento está presente no mundo em múltiplas formas e manifestações e, que não podemos fugir dele de forma alguma. Sendo assim, resta-nos três caminhos: a revolta, a indiferença ou a aceitação. A revolta leva a pessoa ao desespero; a indiferença nos torna estáticos, deterministas, estoicos; a aceitação comunica-nos a paz e alegria profundas próprias do cristãos: seguidores e imitadores de Jesus Cristo.

O sofrimento na Biblia

O homem bíblico, desde o Gênesis ao Apocalipse, pergunta-se por que o sofrimento e como libertar-se dele. Antes da vinda de Jesus o sofrimento aparece como uma estrada sem saída, fruto do pecado e como castigo de Deus pelo bem não realizado. O grito que perpassa toda a Sagrada Escritura é o pedido a Deus que nos liberte da dor e que nos dê a força necessária para suportá-la. Os salmos são o livro do homem sofredor que, na sua breve existência, depara-se com todo tipo de dor: física, moral, espiritual, a solidão, o abandono dos amigos, a lepra que devasta, a perseguição dos inimigos…O livro de Jó, que podemos considerar como o grande tratado antropológico da dor, faz-nos ainda mais críticos diante do sofrimento.

O sentido de impotência que nos advém quando nos deparamos com a dor deixa-nos ainda mais angustiados. O que fazer diante das pessoas que sofrem, e como reagir diante do nosso próprio sofrimento? Se Deus-amor não quer que o homem sofra, por que permite o sofrimento? São perguntas que, provavelmente, nunca terão uma resposta que nos deixe totalmente satisfeitos.
A repugnância à dor está inscrita no nosso coração e todos somos chamados a lutar contra ela. Superar a dor é caminho promissor para se chegar à felicidade plena.

Jesus nos ensina a amar a cruz

O encontro com Jesus de Nazaré, o amor que tenho para com Ele, a leitura do Evangelho e o desejo de imitar sua vida têm-me feito compreender melhor o caminho da dor. Aliás, fora de Jesus, não creio que encontremos resposta para coisa alguma. A vida tende para Jesus e por Ele somos atraídos e seduzidos. Contemplando-o nos vários momentos de sua existência terrena sabemos descobrir o caminho novo. A novidade trazida por Jesus é que Ele encerra o tempo das promessas e abre o tempo da realidade. Ele nos ensina como viver, amar, sofrer, morrer e ressuscitar.

A grandeza de Jesus é que Ele, encarnando-se, assumiu a nossa natureza humana plena, total, com todas as limitações, menos o pecado. De fato, o pecado não faz parte da natureza humana, ele entrou no mundo pela desobediência. Alguém como Jesus, que nunca desobedeceu ao projeto do Pai, não poderia ter o pecado na sua humanidade. Ele “se fez pecado” por nós e nos redimiu de todos os nossos pecados.

O projeto trazido por Jesus é libertar o homem do pecado, e para que isso possa acontecer Ele iniciou a sua história entre nós através do caminho da cruz e do sofrimento.

“Jesus tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Mas esvaziou-se a si mesmo, e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. E, achado em figura de homem, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso Deus o sobre exaltou grandemente e o agraciou com o Nome que é sobre todo o nome, para que, ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho dos seres celestes, dos terrestres e dos que vivem sob a terra, e, para glória de Deus, o Pai, toda língua confesse: Jesus é o Senhor.” (Fil 2,6-12).

O nascimento, a fuga ao Egito, o trabalho em Nazaré, as incompreensões por parte do povo, dos seus seguidores e do poder constituído em Israel, formam a história de dor de Jesus, que tem o cume na morte de cruz. O caminho apresentado por Jesus aos seus seguidores é: renúncia de si mesmo, carregar a cruz e seguí-lo no seu nomadismo, onde não tem nem uma pedra para reclinar a cabeça… O amor à paixão de Jesus não é opcional na vida cristã, mas necessário para poder compreender o sentido da vida de Jesus.

Através da leitura do Evangelho, compreendemos que Jesus não queria sofrer e que em momento algum provocou o sofrimento, seu ou dos outros, e que fez o possível para aliviar a dor dos outros. Ele mesmo “gemeu e suplicou” ao Pai que o libertasse da cruz, do beber o cálice e da morte. Mas, consciente que era possível salvar a humanidade por este caminho, Ele assume a dor com a alegria interior de quem realiza na fidelidade a vontade do Pai.

Tenho encontrado muitas pessoas esmagadas pela dor e interiormente felizes. Uma das frases que ajudam-me a compreender o sentido da dor é de Santa Teresinha: “Cheguei a um ponto em que o sofrimento me dá alegria”. A alegria de participar ativamente da paixão de Jesus. É o amor que leva a dar toda a vida pelo outro. É o amor do Pai que envia seu Filho Jesus. É o amor do Espírito Santo que consagra Jesus na sua missão e o amor de Jesus que dá toda a sua vida para nossa libertação e salvação. A força do amor é sempre maior do que qualquer sofrimento e, no amor, o sofrimento se faz alegria e vida.

O amor por Jesus gera os mártires da Igreja em todos os tempos e em todos os lugares do mundo. O sofrimento é possível entender na dimensão do amor: “Não há maior amor do que dar a vida por aquele que se ama”. O servo sofredor de Javé, o Cordeiro manso levado ao matadouro apresentado por Isaías se faz realidade na pessoa do Verbo encarnado que, por amor, não volta atrás, mas oferece o seu rosto para que lhe arranquem a barba. Quando o peso das minhas “cruzinhas” se faz pesado aos meus frágeis ombros, o que mais gosto é de contemplar o crucifixo e saber que Ele, o Cristo, por amor morreu por mim. É nesse momento que a dor se faz leve e fonte de uma alegria imensa e incompreensível.

“O sofrimento não me é desconhecido. Nele encontro a minha alegria, porque na cruz se encontra Jesus e Ele é amor. E que importa sofrer quando se ama?” (Santa Teresa de los Andes)

À luz de Jesus se entende a dor como fruto de amor e presente de Deus. Todos os santos, os grandes místicos nascidos do encontro com Jesus, pedem a dor como participação do sofrimento. A purificação é consequência do amor. Deus nos purifica porque nos ama, e existe em nós o desejo de nos purificar para “vermos desde já a Deus”. O concílio Vaticano II, na constituição Gaudium et Spes, coloca em destaque como não é possível resolver os problemas existenciais, como o sofrimento, sem Jesus.

“Na verdade, os desequilíbrios que atormentam o mundo moderno se vinculam com aquele desequilíbrio mais fundamental radicado no coração do homem. Com efeito, no próprio homem muitos elementos lutam entre si. Enquanto, de uma parte, porque criatura, experimenta-se limitado de muitas maneiras, por outra parte, porém, sente-se ilimitado nos seus desejos e chamado a uma vida superior. Atraído por muitas solicitações, é ao mesmo tempo obrigado a escolher entre elas renunciando a algumas. Pior ainda: enfermo e pecador, não raro faz o que não quer, não fazendo o que desejaria. Em suma, sofre a divisão em si mesmo, da qual se originam tantas e tamanhas discórdias na sociedade. Certamente muitíssimos, cuja vida se impregnou de materialismo prático, afastam-se da percepção clara deste estado dramático, ou, oprimidos pela miséria, são impedidos de considerá-lo. Muitos pensam encontrar tranquilidade nas diversas explicações do mundo que lhes são propostas. Outros porém esperam uma verdadeira e plena libertação da humanidade somente pelo esforço humano. Estão persuadidos de que o futuro reino do homem sobre a terra haverá de satisfazer todos os desejos de seu coração. Não faltam os que, desesperados do sentido da vida, louvam a audácia daqueles que, julgando a existência humana desprovida de qualquer significado peculiar, esforçam-se por lhe atribuir toda significação só do próprio engenho. Contudo, diante da evolução atual do mundo, cada dia são mais numerosos os que formulam perguntas primordialmente fundamentais ou as percebem com nova acuidade. O que é o homem? Qual é o significado da dor, do mal, da morte que, apesar de tanto progresso conseguido, continuam a subsistir? Para que aquelas vitórias adquiridas a tanto custo? O que pode o homem trazer para a sociedade e dela esperar? O que se seguirá depois desta vida terrestre?” (Gaudim et Spes, 10).

Fonte: COMUNIDADE SHALOM

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