Tags Posts tagged with "ética"

ética

0 162
Pope Francis gives Communion at the end of the first mass of his visit to Cuba in Havana's Revolution Square, on Sunday

Vaticano, 25 Jun. 18 / 05:00 pm (ACI).- O Papa Francisco convidou a “considerar a qualidade ética e espiritual da vida em todas as suas fases” e recordou que “há uma vida humana concebida, uma vida em gestação, uma vida que nasceu, uma vida pequena, uma vida de adolescente, uma vida adulta, uma vida envelhecida e consumada, e existe a vida eterna”.

O Santo Padre fez esta afirmação durante o seu discurso aos participantes da XXIV Assembleia Geral da Pontifícia Academia para a Vida, na qual, como assinalou o Papa, “o tema da vida humana estará dentro do amplo contexto do mundo globalizado em que vivemos hoje”.

Francisco foi além e assegurou que “existe a vida que é família e comunidade, uma vida que é invocação e esperança. Com também existe a vida humana frágil e doente, ofendida, marginalizada, descartada. É sempre vida humana”.

Por isso, sublinhou a importância de comprometer-se com a vida em todos os contextos, porque, “quando entregamos as crianças à privação, os pobres à fome, os perseguidos à guerra, os idosos ao abandono, não fazemos nós mesmos o trabalho ‘sujo’ da morte? De onde vem o trabalho sujo da morte? Vem do pecado”. “Excluindo o outro do nosso horizonte, a vida se fecha em si mesma e se torna bem de consumo”.

Deste modo, manifestou a necessidade de cultivar uma visão global da bioética que desative “a cumplicidade com o trabalho sujo da morte, sustentado pelo pecado”.

“Esta bioética não se moverá a partir da doença e da morte para decidir o sentido da vida e definir o valor da pessoa. Mas, pelo contrário, se moverá a partir da profunda convicção da dignidade irrevogável da pessoa humana, assim como Deus ama, a dignidade de cada pessoa, em cada fase e condição da sua existência, na busca de formas de amor e de cuidado com que se deve tratar a sua vulnerabilidade e fragilidade”.

Assim, em primeiro lugar, essa bioética global “será uma modalidade específica para desenvolver a perspectiva da ecologia integral”.

“Em segundo lugar, uma visão integral da pessoa, trata-se de articular com mais claridade todas as ligações e as diferenças fundamentais da vida humana universal e que nos envolvem a partir do nosso corpo”.

O Papa destacou a necessidade de “prosseguir com um discernimento meticuloso das complexas diferenças fundamentais da vida humana: do homem e da mulher, da paternidade da maternidade, da filiação e da fraternidade, a sociabilidade e também de todas as diferentes idades da vida”.

“A Bioética Global, portanto, requer um discernimento profundo e objetivo do valor da vida pessoal e comunitária, que deve ser protegida e promovida também nas condições mais difíceis. Também devemos afirmar com força que sem o apoio adequado de uma proximidade humana responsável, nenhuma regulamentação jurídica e nenhuma ajuda técnica são suficientes para garantir condições e contextos que correspondam à dignidade da pessoa”.

Por último, assinalou que “a cultura da vida deve direcionar com mais seriedade o olhar à ‘questão séria’ do seu destino final”.

“É preciso nos interrogarmos mais profundamente sobre o destino último da vida, capaz de restaurar a dignidade e significado ao mistério das suas afeições mais profundas e sagradas. A vida do homem, encantadora e frágil, remete além de si mesma: nós somos infinitamente mais do que aquilo que podemos fazer para nós mesmos”, assegurou.

Fonte: https://www.acidigital.com/

0 335

Quantos avanços maravilhosos! Quantas descobertas incríveis! Tudo isso, porém, não dá à ciência o direito de se afastar da ética

Não quero fazer uma leitura fundamentalista da Bíblia, mas nosso mundo está cada vez mais parecido com a cena descrita nas primeiras páginas do livro do Gênesis. No centro do jardim do Paraíso, havia uma árvore de frutos saborosos e tentadores, mas Deus havia proibido Adão e Eva de comer daqueles frutos. Diz a Sagrada Escritura que era a árvore do conhecimento. Muitos imaginam que aquele fruto proibido seja o sexo ou o poder. A Bíblia fala diferente. A origem dos nossos pecados, na verdade, estaria no mau uso do saber.

A tentação do saber

A ciência, hoje, continua querendo recuperar o paraíso perdido. Quantos avanços maravilhosos! Quantas descobertas incríveis! Impossível pensar a vida sem a energia elétrica, o rádio, a TV, a internet, o celular… Porém, tudo isso não dá à ciência o direito de se afastar da ética. Também a ciência precisa ter sua consciência, mas a tentação do saber continua sendo muito grande. Anos atrás, o jornal britânico The Independent estampou na primeira página: “o super-rato”. Cientistas norte-americanos criaram um rato modificado geneticamente, o qual era capaz de fazer coisas incríveis! Ele é muito melhor que “pobres ratos normais” criados por Deus!

As conclusões dessas pesquisas foram publicadas no periódico científico Journal of Biological Chemistry. O tal super-roedor pode correr seis quilômetros a 20 metros por minuto. Corre cinco horas sem parar. Come 60% mais que os ratos normais e não engorda. Pode ter vida sexual ativa por três anos a mais. Percebeu a tentação? Alguém pode estar pensando: “Que maravilha! Vamos aplicar isso aos humanos!”. Aí é que mora o perigo: a indústria farmacêutica dorme sonhando com os cifrões de dinheiro que essa pesquisa pode representar.

Quem segura a mão da ciência?

A todo momento, vemos atletas famosas devolvendo suas medalhas por terem feito uso de algum anabolizante. Pior que isso é o que acontece com atletas como a velocista americana Florence Grift Joyner, falecida aos 40 anos por efeito desses medicamentos potencializadores da capacidade humana. Podemos dizer, então, que essa química também potencializa dores. Nas academias de ginástica, a tentação é muito grande! Por que malhar três horas por dia, se, com um “remedinho”, o sujeito fica musculoso com uma hora de esteira, três vezes por semana? O culto ao corpo agradece. O espelho confirma a mentira. É o homem brincando de Deus, como lá no começo da Bíblia. É o fim do paraíso da normalidade.

Precisamos aprender a conviver com as descobertas desse novo milênio sem acreditar em “milagres de barro”. Uma simples injeção em um embrião de rato, há quatro anos, criou uma espécie “superpoderosa” de roedores. Certamente, esse tipo de injeção já está próxima de algum embrião humano. A tentação é grande. Quem segura a mão da ciência? Seria censura? Brincar de Deus pode não dar certo.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

 

Galeria de Fotos