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Vaticano, 21 Mar. 18 / 09:35 am (ACI).- O Papa Francisco ofereceu uma nova Catequese sobre a Missa na Audiência geral desta quarta-feira e falou da Oração Eucarística IV e da comunhão e recordou que ao recebê-la também se deixam para trás os egoísmos.

O Bispo de Roma lembrou que, “enquanto nos une a Cristo, separando-nos de nossos egoísmos, a Comunhão nos abre e une a todos aqueles que são um só nele. Eis o prodígio da Comunhão: tornamo-nos aquilo que recebemos!”.

“Celebramos a Eucaristia para nos nutrirmos de Cristo, que doa a si mesmo quer na Palavra como no Sacramento do altar”, assinalou.

O Papa assegurou que se trata de um convite “a experimentar a íntima união com Cristo, fonte de alegria e de santidade”. “É um convite que alegra e ao mesmo tempo impele a um exame de consciência iluminado pela fé”.

Depois da Fração do Pão, o sacerdote nos convida a olhar “o Cordeiro que tira o pecado do mundo”, reconhecendo a distância que nos separa da santidade de Deus e de sua bondade ao nos dar como remédio seu precioso Sangue, derramada para o perdão dos pecados. Somos, portanto, convocados “ao banquete nupcial do Cordeiro”, reconhecendo-nos indignos de que entre em nossa morada, mas confiantes na força de sua Palavra salvadora.

Francisco explicou que, embora sejamos nós que “vamos em direção ao altar em procissão para fazer a comunhão, na realidade é Cristo que vem em nosso encontro para assemelharmo-nos a Ele”.

“Nutrir-se da Eucaristia, significa deixar-se transformar enquanto recebemos”, acrescentou. Nesse sentido, “como o pão e o vinho são convertidos no Corpo e Sangue do Senhor, assim aqueles que os recebem com fé são transformados em Eucaristia viva”.

Por outro lado, disse que “a Igreja deseja vivamente que também os fiéis recebam o Corpo do Senhor com hóstias consagradas na mesma Missa; e o sinal do banquete eucarístico se expressa com maior plenitude se a santa Comunhão é feita sob duas espécies, ainda que a doutrina católica ensine que sob uma só espécie se recebe o Cristo inteiro”.

O Papa também mencionou que a comunhão se recebe na boca ou, onde é permitido, na mão, e depois se convida a “custodiar no coração o dom recebido” e para isso ajuda “a oração silenciosa, um salmo ou um hino de louvor”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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REDAÇÃO CENTRAL, 05 Jan. 18 / 10:10 am (ACI).- Ao longo da história, ocorreram vários milagres eucarísticos em dezenas de lugares no mundo, que são reconhecidos pela Igreja Católica, alguns também ocorreram em países da América Latina.

Um milagre eucarístico é uma intervenção prodigiosa de Deus que busca confirmar a fé na presença real do Corpo e do Sangue de Cristo na Eucaristia. Por exemplo, quando as hóstias consagradas nunca se corrompem embora passem centenas de anos, ou quando a hóstia se torna carne e o vinho sangue do Senhor, mas há outras manifestações.

O site ‘Milagres Eucarísticos do mundo’ apresenta 5 países da América Latina onde ocorreram esses milagres.

México

Em 12 de outubro de 2014, o Bispo de Cjilpancingo-Chilapa, Dom Alejo Zavala, anunciou o reconhecimento do milagre eucarístico ocorrido em Tixtla no dia 21 de outubro de 2006.

Na carta, o Bispo anuncia que “este evento nos proporciona um sinal maravilhoso do amor de Deus, que confirma a presença real de Jesus na Eucaristia… Em meu papel como Bispo da diocese, reconheço o caráter sobrenatural da série de eventos encontrados na hóstia sangrando de Tixtla. Declaro o caso como um ‘sinal divino’”.

O milagre consistiu em uma substância avermelhada que fluiu de uma hóstia consagrada durante uma Missa. Após as investigações científicas realizadas pelo Dr. Castañón Gómez, descobriu-se que a substância avermelhada correspondia a sangue com hemoglobina e DNA de origem humano; que provinha do interior da hóstia; e que continha tipo sanguíneo AB, similar ao encontrado na hóstia de Lanciano e no Santo Sudário de Turim.

As conclusões dos cientistas e do comitê teológico foram de que o acontecimento “não tem uma explicação natural; não há origem paranormal; não é atribuível a manipulação do inimigo”.

Colômbia

No dia 31 de janeiro de 1906, ocorreu um maremoto na costa do Pacífico que causou grandes danos em várias regiões. Entretanto, a ilha colombiana de Tumaco sobreviveu à catástrofe devido à fé de seus habitantes e à bênção dada por Pe. Gerardo Larrondo com o Santíssimo Sacramento.

Naquele dia, o sacerdote exclamou: “Vamos, meus filhos, vamos todos para a praia e que Deus tenha piedade de nós!”. Foi para a linha de rebentação das ondas com o Relicário na mão. Quando a onda se aproximou dele e de seus paroquianos, ergueu a hóstia consagrada e traçou o sinal da cruz no ar. Logo as pessoas começaram a gritar “Milagre!”. As ondas foram detidas por uma força invisível e o mar voltou à normalidade.

Argentina

Na capital Buenos Aires, ocorreram três milagres eucarísticos nos anos 1992, 1994 e 1996, na Paróquia de Santa Maria de Buenos Aires.

Em 1992, o sacerdote guardou alguns fragmentos de hóstia consagrada em um recipiente com água, que depois foi colocado no sacrário para que se dissolvesse. Porém, sete dias depois, os fragmentos tinham uma cor com aparência de sangue. No domingo seguinte, durante duas Missas, foram vistas pequenas gotas de sangue nas patenas com as quais os sacerdotes davam a comunhão.

Depois, em 1994, durante a Missa das crianças, o ministro da Eucaristia pegou a âmbula no sacrário e viu uma gota de sangue que fluía na lateral.

Em 1996, durante a Missa da Assunção, uma hóstia consagrada que tinha caído foi colocada em um recipiente com água para que se dissolvesse. Em poucos dias, tinha se transformado em sangue.

O Dr. Ricardo Castañón foi chamado pelo então Arcebispo de Buenos Aires, Cardeal Jorge Mario Bergoglio (hoje Papa Francisco), para analisar o milagre de 15 de agosto de 1996.

Este disse o seguinte: “Em 2001, levei as minhas amostras para o Professor Linolo, que identificou as células brancas e disse-me que, com grande probabilidade, essas correspondiam ao tecido do coração. Os resultados obtidos das amostras eram semelhantes aos estudos realizados sobre a hóstia do milagre de Lanciano”.

“Em 2002, mandamos a amostra para o Professor John Walker, na Universidade de Sydney, na Austrália, que confirmou que as amostras tinham glóbulos brancos e células musculares intactas e todos sabem que os glóbulos brancos, fora do nosso corpo, após 15 minutos se desintegram, e já tinham passado 6 anos”, explicou.

Venezuela

No dia 8 de dezembro de 1991, Pe. Otty Ossa Aristizábal celebrou Missa a capela do Santuário de Betânia, em Cúa (estado de Miranda), e durante a consagração, viu que a hóstia sangrava.

A hóstia milagrosa é conservada na cidade de Los Teques, no convento das Religiosas Agostinianas Recoletas do Sagrado Coração de Jesus, onde está exposta permanentemente e recebe a visita de muitos peregrinos todos os anos.

Ocorreram muitos acontecimentos prodigiosos relacionados à hóstia do milagre, entre eles destaca-se o que se deu a um jovem norte-americano que filmou como a hóstia milagrosa pulsava como um coração enquanto era mostrada aos fiéis.

Peru

O milagre eucarístico aconteceu no distrito de Puerto Eten (Chiclayo), em 1649. Neste caso, em uma hóstia que tinha sido exposta para a adoração pública, apareceu por 15 minutos o Menino Jesus e três corações resplandecentes, de cor branca, unidos entre si, simbolizando a Santíssima Trindade.

A festa em sua honra é celebrada todo dia 12 de julho, com o translado da imagem do Menino do Milagre de seu Santuário até o templo da cidade.

Fonte: http://www.acidigital.com/

O Papa manifestou o desejo de dedicar as próximas catequeses para responder a algumas perguntas importantes sobre a Eucaristia e a Missa.

A Praça S. Pedro acolheu milhares de fiéis para a Audiência Geral desta quarta-feira ensolarada de outono (08/11) no Vaticano.

Após saudar os peregrinos, o Papa Francisco anunciou um novo ciclo de catequeses, após concluir na semana passada a série sobre a esperança.

A partir de agora, o tema será dedicado ao “coração” da Igreja, isto é, a Eucaristia. Para Francisco, é fundamental que os cristãos compreendam bem o valor e o significado da missa, para viver sempre mais plenamente a relação com Deus.

“Não podemos esquecer o grande número de cristãos que, no mundo inteiro, em 2000 anos de história, resistiram até a morte para defender a Eucaristia; e quantos, ainda hoje, arriscam a vida para participar da missa dominical.”

De fato, Jesus diz aos seus discípulos: “Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.” (João 6,53-54)

O Papa então manifestou o desejo de dedicar as próximas catequeses para responder a algumas perguntas importantes sobre a Eucaristia e a Missa, para redescobrir, ou descobrir, como a fé resplende o amor de Deus através deste mistério.

Francisco citou o Concílio Vaticano II, que promoveu uma adequada renovação da Liturgia para conduzir os cristãos a compreenderem a grandeza da fé e a beleza do encontro com Cristo. Um tema central que os padres conciliares destacaram foi a formação litúrgica dos fiéis, indispensável para uma verdadeira renovação.

“E esta é justamente a finalidade do clico de catequeses que hoje iniciamos: crescer no conhecimento do grande dom que Deus nos doou na Eucaristia.”

A Eucaristia, explicou o Papa, é um acontecimento “maravilhoso”, no qual Jesus Cristo, nossa vida, se faz presente. “Participar da missa é viver outra vez a paixão e a morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor se faz presente no altar para ser oferecido ao Pai para a salvação do mundo.”

“O Senhor está ali conosco, presente. Mas muitas vezes, nós vamos lá, conversamos enquanto o sacerdote celebra a eucaristia, mas não celebramos com ele. Mas é o Senhor! Se hoje viesse aqui o presidente da República, ou uma pessoa muito importante, certamente todos ficaríamos perto dele para saudá-lo. Quando vamos à missa, ali está o Senhor. Mas estamos distraídos. ‘Mas, padre, as missas são chatas.’ A missa não, os sacerdotes! Então eles devem se converter.”

O Pontífice fez algumas perguntas às quais pretende responder como, por exemplo: por que se faz o sinal da cruz e o ato penitencial no início da missa? “Vocês já viram como as crianças fazem o sinal da cruz? Não se sabe bem o que é, se é um desenho… É importante ensinar as crianças a fazerem o sinal da cruz, pois assim tem início a missa, a vida, o dia.”

E as leituras, qual o seu significado? Ou por que, a um certo ponto, o sacerdote diz ‘corações ao alto’? “Ele não diz celulares ao alto para tirar foto! Não! Fico triste quando celebro e vejo muitos fiéis com os celulares ao alto. Não só os fiéis, mas também sacerdotes e até bispos. A missa não é espetáculo, é ir ao encontro da paixão e ressurreição do Senhor. Lembrem-se: chega de celulares.”

“Através dessas catequeses, concluiu o Papa, gostaria de redescobrir com vocês a beleza que se esconde na celebração eucarística e que, quando desvelada, dá pleno sentido à vida de cada um de nós. Que Nossa Senhora nos acompanhe nesta nova etapa do percurso.”

Fonte: https://www.comshalom.org/

Quando dizemos que a Sagrada Eucaristia é o maior dos sacramentos, afirmamos algo evidente. O Batismo é, sem dúvida, o sacramento mais necessário; sem ele, não podemos ir para o céu. No entanto, apesar das maravilhas que o Batismo e os outros cinco sacramentos produzem na alma, não são senão instrumentos de que Deus se serve para nos dar a sua graça; mas na Sagrada Eucaristia não temos apenas um instrumento que nos comunica as graças divinas: é-nos dado o próprio Dador da graça, Jesus Cristo Nosso Senhor, real e verdadeiramente presente.

“A Eucaristia é <<fonte e centro de toda a vida cristã>> (LG 11). <<Os restantes sacramentos, porém, assim como todos os mistérios eclesiásticos e obras de apostolado, estão vinculados com a sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Com efeito, na santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, nossa Páscoa >> (PO 5)” (n. 1324).

O sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo tem tido muitos nomes ao longo da história cristã: Pão dos Anjos, Ceia do Senhor, Sacramento do altar e outros que nos são bem conhecidos. Mas o nome que permaneceu desde o princípio o nome que a Igreja dá oficialmente a este sacramento é Sagrada Eucaristia. Provém do Novo Testamento. Os quatro escritores sagrados – Mateus, Marcos, Lucas e Paulo – que nos narram a Última Ceia dizem-nos que Jesus tomou o pão e o vinho em suas mãos e “deu graças”. E assim, da palavra grega eucaristia, que significa “ação de graças”, resultou o nome do nosso sacramento: Sagrada Eucaristia.

O Catecismo ensina-nos que a Eucaristia é ao mesmo tempo sacrifício e sacramento. Como sacrifício, a Eucaristia é a Missa a ação divina em que Jesus, por meio de um sacerdote humano, transforma o pão e o vinho no seu próprio corpo e sangue e continua no tempo e oferecimento que fez a Deus no Calvário, o oferecimento de Si próprio em favor dos homens.

“A sagrada Eucaristia completa a iniciação cristã. Aqueles que foram elevados à dignidade do sacerdócio real pelo Batismo e configurados mais perfeitamente a Cristo pela Confirmação, esses, por meio da Eucaristia, participam, com toda a comunidade, no próprio sacrifício do Senhor. […] A Eucaristia é o memorial da Páscoa de Cristo, a atualização e oferecimento sacramental do seu único sacrifício, na Liturgia da Igreja que é o seu Corpo” (ns .1322 e 1362).

O sacramento da Sagrada Eucaristia adquire o seu ser (ou é “confeccionada”, como dizem os teólogos) na Consagração da Missa; nesse momento, Jesus torna-se presente sob as aparências do pão e do vinho. E enquanto essas aparências permanecerem, Jesus continua a estar presente e o sacramento da Sagrada Eucaristia continua a existir nelas. O ato pelo qual se recebe a Sagrada Eucaristia chama-se Sagrada Comunhão. Podemos dizer que a Missa é a “confecção” da Sagrada Eucaristia e que a comunhão é a sua recepção. Entre uma e outra, o sacramento continua a existir (como no sacrário), quer o recebamos, quer não.

Ao tratarmos de aprofundar no conhecimento deste sacramento, não temos melhor maneira de fazê-lo do que começando por onde Jesus começou: por aquele dia na cidade de Cafarnaum em que fez a mais incrível das promessas, a e dar a sua carne e o seu sangue como alimento da nossa alma.

“Os milagres da multiplicação dos pães – quando o Senhor disse a bênção, partiu e distribuiu os pães pelos seus discípulos para alimentar a multidão -, prefiguram a superabundância deste pão único da Sua Eucaristia” (n. 1335).

Na véspera, Jesus tinha lançado os alicerces da sua promessa. Sabendo que ia fazer uma tremenda exigência à fé do seus ouvintes, preparou-os para ela. Sentado numa ladeira, do outro lado do mar de Tiberíades, tinha pregado a uma grande multidão que o havia seguido até ali, e agora, já ao cair da tarde, prepara-se para despedi-los. Mas, movido de compaixão e como preparação para a sua promessa do dia seguinte, faz o milagre dos pães e dos peixes. Alimenta a multidão – sós os homens eram cinco mil – com cinco pães e dois peixes; e, depois de todos se terem saciado, os seus discípulos recolhem doze cestos de sobra. Esse milagre haveria de estar presente no dia seguinte (ou deveria estar) na mente dos que o escutaram.

Tendo despedido os que o tinham seguido, subiu monte acima, a fim de orar em solidão como era seu costume. Mas não era muito fácil separar-se daquela multidão, que queria ver mais milagres e ouvir mais palavras de sabedoria de Jesus de Nazaré: acamparam por ali para passar a noite e viram os discípulos embarcar (sem Jesus) rumo a Cafarnaum, na única barca que havia. Nessa noite, depois de terminar a oração, Jesus atravessou andando as águas tormentosas do lago e juntou-se aos seus discípulos na barca, e assim chegou com eles a Cafarnaum.

Na manhã seguinte, a turba não conseguia encontrar Jesus. Quando chegaram outras barcas de Tiberíades, desistiram de procura-lo e embarcaram para Cafarnaum. Qual não foi o seu assombro ao encontrarem de novo Jesus, que havia chegado antes, sem ter subido à barca que partira na noite anterior! Foi outro portento, outro milagre que Jesus fez para fortalecer a fé daquela gente (e dos seus discípulos), pois ia pô-la à prova pouco depois.

Os discípulos e os que conseguiram entrar aglomeram-se em seu redor na sinagoga de Cafarnaum. Foi ali e então que Jesus fez a promessa que hoje nos enche de fortaleza e vida: prometeu a sua Carne e seu Sangue como alimento; prometeu a Sagrada Eucaristia.

Se tinha poder para multiplicar cinco pães e com eles alimentar cinco mil homens, como não havia d e tê-lo para alimentar toda a humanidade com um pão celestial feito por Ele?! Se tinha poder para andar sobre as águas como se fosse terra firme, como não havia de tê-lo para ordenar aos elementos do pão e do vinho que lhe emprestassem a sua aparência e para utilizá-la como capa para a sua Páscoa?! Jesus tinha preparado bem os seus ouvintes e, como veremos, eles tinham necessidade disso.

Se você tem um exemplar do Novo Testamento à mão, será muito bom que leia inteiro o capítulo sexto do Evangelho de São João. Só assim poderá captar todo o ambiente, as circunstâncias e o desenrolar dos acontecimentos na sinagoga de Cafarnaum. Vou citar somente as linhas mais pertinentes, que começam no versículo 51 e acabam no 67.

Disse Jesus: Eu sou o pão vivo que desceu do céu […] Quem comer deste pão viverá eternamente; e o pão que eu darei é a minha carne para a salvação do mundo. Disputavam, pois, entre si os judeus, dizendo: Como pode este dar-nos a comer a sua carne? Jesus disse-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. O que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue e verdadeiramente bebida. […] Este é o pão que desceu do céu. Não é como o pão que comeram os vossos pais e morreram. O seus discípulos murmuravam por isso, disse-lhes: […] As palavras que eu vos disse são espírito e vida. Mas há alguns de vós que não creem […]. Desde então, muitos dos seus discípulos tornaram atrás e já não andavam com ele.

Este breve extrato do capítulo sexto de São João contém os dois pontos que mais nos interessam agora: os dois pontos que nos dizem, meses antes da Última Ceia, que na Sagrada Eucaristia estarão presentes o verdadeiro Corpo e o verdadeiro Sangue de Jesus. Lutero rejeitou a doutrina da presença verdadeira e substancial de Jesus na Eucaristia, doutrina que havia sido seguida firmemente por todos os cristãos durante mil e quinhentos anos. Lutero aceitava certa espécie de presença de Cristo, ao menos no momento em que se recebesse a comunhão. Mas no terreno adubado por Lutero brotaram outras confissões protestantes que foram recusando mais e mais a crença na presença real. Na maioria das confissões protestantes de hoje, o “serviço da comunhão” não passa de um simples rito comemorativo da morte do Senhor; o pão continua a ser pão e o vinho continua a ser vinho.

Nos seus esforços por eludir a doutrina da presença real, teólogos protestantes procuraram mitigar as palavras de Jesus, afirmando que Ele não pretendia que as tomassem no seu sentido literal, mas apenas espiritual ou simbolicamente. Mas é evidente que não se podem diluir as palavras de Cristo sem violentar o seu sentido claro e rotundo. Jesus não poderia ter sido mais enfático: A minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. Não há forma de dizê-lo com mais clareza. No original grego, que é a língua em que São João escreveu o seu Evangelho, a palavra do versículo 55 que traduzimos por “comer” estaria mais próxima do seu sentido original se a traduzíssemos por “mastigar” ou “comer mastigando”.

Tentar explicar as palavras de Jesus como simples modo de expressar-se levar-nos-ia a outro beco sem saída. Entre os judeus, que eram aqueles a quem Jesus se dirigia, a única ocasião em que a frase “comer a carne de alguém” se utilizava figurativamente era para significar ódio a determinada pessoa ou perseguir alguém com furor. De modo parecido, “beber o sangue de alguém” queria indicar que esse alguém seria castigado com penas severas. Nenhum desses significados – os únicos que os judeus conheciam – se revela coerente se os aplicarmos às palavras de Jesus.

Outra prova de peso, que confirma que Jesus quis verdadeiramente dizer o que disse – que o seu corpo e o seu sangue estariam realmente presentes na Eucaristia – está em que alguns dos seus discípulos o abandonaram por terem achado a ideia de comê-lo demasiado repulsiva. Não tiveram fé suficiente para compreender que, se Jesus lhes ia dar a sua Carne e o seu Sangue em alimento, o faria de forma a não causar repugnância à natureza humana. Por isso o abandonaram, “e já não andavam com ele”.

“O primeiro anúncio da Eucaristia dividiu os discípulos, tal como o anúncio da Paixão os escandalizou:  Estas palavras são insuportáveis! Quem as pode escutar? (Jo 6,60). A Eucaristia e a Cruz são pedras de tropeço. É o mesmo mistério e continua a ser motivo de divisão. Também vós quereis ir-vos embora? (Jo 6,67). Esta pergunta do Senhor ecoa através dos tempos, como convite do seu amor a que descubramos que só Ele tem palavras de vida eterna (Jo 6,68) e que acolher na fé o dom da sua Eucaristia é acolhê-Lo a Ele mesmo” (n. 1336).

Jesus nunca os teria deixado ir-se embora se essa deserção fosse simples resultado de um mal-entendido. Muitas vezes antes tinha-se dado ao trabalho de esclarecer as suas palavras quando demos que era preciso nascer de novo, e este lhe perguntou como é que um adulto podia entrar de novo no ventre de sua mãe (cf. Jo 3,3 e segs.); pacientemente, Jesus esclareceu-lhe as suas palavras sobre o Batismo. Mas agora, em Cafarnaum, Jesus não esboça o menor gesto para impedir que os seus discípulos o abandonem nem para lhes dizer que o haviam entendido mal. Não pode fazê-lo pela simples razão de que o tinham entendido perfeitamente e por isso o deixavam. O que lhes faltou foi fé, e Jesus, tristemente, teve que resignar-se a vê-los partir.

Tudo isto faz com que a afirmação da doutrina da presença real esteja ineludivelmente contida na promessa de Cristo, por que, se não fosse assim, as suas palavras não teriam sentido, e Jesus não falava por enigmas indecifráveis.

Fonte: A Fé Explicada, Léo J. Trese

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Uma hóstia ficou presa no cálice e teria sangrado, formando o rosto de Cristo

Nos últimos dias circularam nas redes sociais as fotos de um acontecimento intrigante em Tangará da Serra (MT), onde uma hóstia ficou presa no cálice e teria “sangrado” formando o rosto de Cristo. A foto foi compartilhada milhares de vezes e o rumor de um suposto milagre começou a se formar.

O Grupo ACI se comunicou com a paróquia Sagrado Coração de Jesus, onde ocorreu o polêmico episódio.

Segundo Tiago Marçal, secretário da paróquia, os paroquianos, ao contrário de alguns usuários nas redes sociais, não estão “falando em milagre, mas em manifestação de um sinal de Deus”.

A versão apresentada pelos paroquianos é que o Pe. Lincoln Comby colocou a hóstia consagrada no cálice para comungar e, depois de beber o vinho consagrado, a hóstia ficou grudada no cálice e nela apareceu o rosto de Jesus.

Segundo Marçal, o Bispo de Diamantino (MT), Dom Vital Chitolina, pediu ao sacerdote que a história não fosse compartilhada, pois ainda não se sabe o que ocorreu exatamente. A ACI entrou em contato com a Diocese, mas foi informada que o Bispo está em missão esta semana e não poderia nos atender.

Entretanto, algumas pessoas compartilharam as fotos antes da indicação do Bispo e apresentam em redes este acontecimento como um milagre. Até o fechamento desta edição, as imagens foram compartilhadas milhares de vezes principalmente nas redes sociais Facebook e Instagram.

Internautas de vários lugares do mundo comentaram o fato. Entre eles, uma jovem, Fanuelle Sara, informou ter recebido o esclarecimento do fato dado por Pe. Ronaldo Vicente, também da Diocese de Diamantino. O sacerdote assinala que a informação de que a hóstia sangrou não “condiz com os fatos”.

“A Hóstia não sangrou. O Padre a colocou junto ao Sangue de Cristo para consumi-la. Quando ele bebeu do Sangue, a Hóstia ficou pregada à parede do cálice de vidro, e o Padre pediu que o acólito trouxesse água para purificar; então, o acólito chamou a atenção do Padre, pois, percebeu que formava-se na Hóstia uma espécie de rosto de um homem. O Padre observou e também percebeu, e ficou bastante emocionado”, relata.

Ainda segundo este esclarecimento, “nesse ínterim, as pessoas se aproximaram e perceberam a mesma coisa. E já foram tirando fotos que, em seguida, foram postadas nas redes sociais, ganhando uma grande projeção”. Entretanto, ressalta que “a imagem em si pode gerar ambiguidade de interpretações”.

A postagem reforça ainda que “o Padre Lincoln tem pedido para que não se passe informações equivocadas nas redes sociais, pois o assunto é bastante sério”.

Por fim, exorta a que “Jesus seja amado e adorado no milagre Eucarístico de cada Missa”.

Fonte: ACIdigital

Todos estes efeitos surpreendentes – e muitos outros – estão ao seu alcance!

Neste artigo anterior, vimos 4 efeitos maravilhosos do poder da Eucaristia:

4 fatos surpreendentes sobre o poder da Eucaristia

Agora, vamos ver outros seis!

5) Dá vida: a Eucaristia “preserva, aumenta e renova a vida da graça recebida no batismo” (cf. Catecismo, nº 1392). Ou seja, comungar aumenta a vida da graça já presente dentro de nós!

6) Une ao Corpo de Cristo: como ficamos mais unidos a Cristo através da Eucaristia, também ficamos mais unidos a todas as outras pessoas que recebem a Eucaristia! Em outras palavras: a Eucaristia, que é o Corpo de Cristo, nos mantém como um corpo de irmãos unidos a Ele e entre nós na Igreja.

7) Compromete-nos com os pobres: as palavras de São João Crisóstomo envergonham aqueles de nós que saem da mesa eucarística sem se importarem com Cristo presente nos pobres:

Você provou o Sangue do Senhor, mas ainda não reconhece o seu irmão… Você desonra esta mesa quando julga que alguém que é digno de participar desta refeição não é digno de compartilhar dos seus alimentos. Deus libertou você de todos os seus pecados e o convidou a esta mesa, mas você não se tornou mais misericordioso“.

8) É refúgio espiritual: a Sagrada Comunhão é uma antecipação das alegrias do céu; é capaz de produzir em nós o júbilo de experimentar a verdadeira unidade com Deus. Se nos sentimos abatidos pelas dificuldades da vida, podemos nos aproximar da Eucaristia, nossa fonte de alegria, e pedir ao Senhor que nos encha da sua consolação e paz!

9) É pacificação para a alma e para os povos: no Sínodo de 2005 sobre a Eucaristia, os bispos debateram como a recepção da Eucaristia em áreas devastadas pela guerra transforma o povo de Deus e dá forças para buscar a paz:

Graças a celebrações eucarísticas, povos envolvidos em conflitos têm sido capazes de se reunir em torno da palavra de Deus, ouvir a sua mensagem profética de reconciliação através do perdão gratuito e receber a graça da conversão que lhes permite partilhar o mesmo pão e o mesmo cálice” (Propositio, 49).

10) É foco para a nossa vida: quem realmente compreende a natureza profunda da Eucaristia começa a centrar a sua vida em torno à Comunhão. Não há nada mais importante: nem futebol, nem reuniões, nem festas. Não há nada mais importante que o nosso encontro semanal para receber o remédio do Doutor das almas, Jesus Cristo.

Todos estes efeitos surpreendentes – e muitos outros – estão ao seu alcance!

Mas lembre-se de que a sua disposição ao receber a Eucaristia pode determinar o quanto você está aberto a esses efeitos.

Então, seja reverente, recolha-se com fervor e peça a Deus, através do poder da Eucaristia, todas as graças de que você precisa na sua vida hoje.

Ele vai ouvir!

Ela é obra e dom de toda a Trindade

A Eucaristia nos é dada como obra e dom de toda a Trindade” (Pe. Raniero Cantalamessa, OFM)

Uma amiga me contou, dias atrás, que seu pai ajudava a mãe na cozinha em várias tarefas, inclusive em uma bem tediosa: descascar nozes, classificá-las e guardá-las em sacos – e depois dar uma parte delas a amigos e familiares. Ele faleceu. Alguns meses mais tarde, minha amiga foi pegar algumas das nozes no freezer e parou para pensar, com carinho, que seu pai tinha partido, mas deixara aquele alimento cuidadosamente pronto.

Não foi difícil para essa minha amiga traçar um paralelo quase imediato com a Eucaristia. Quando Jesus sabia que estava prestes a ascender ao céu, deixou para os seus amigos não apenas alimento terreno que os nutrisse, mas seu próprio Corpo e Sangue.

Estamos cuidados.

Estamos bem cuidados.

Temos um Pai celestial que conhece todas as nossas necessidades e cuida de satisfazê-las. Nosso pão de cada dia não é só um símbolo ou só uma subsistência terrena: é verdadeiro alimento espiritual, é a Carne real e o Sangue real de nosso Salvador, Deus feito homem. A Eucaristia é o alimento que transcende a cerimônia e tem sua essência e seu poder enraizados na própria Trindade.

Eis alguns dos efeitos surpreendentes da Eucaristia:

1) União com Cristo: receber Jesus na Eucaristia funde o nosso ser com o de Cristo. São Cirilo de Alexandria o descreve como “quando a cera derretida se funde com outra cera”. A jornada cristã consiste em tornar-se como Cristo, em “permanecer nele” – e Ele em nós. A Eucaristia é o meio para que isto aconteça.

2) Destruição do pecado venial: a Eucaristia destrói o pecado venial. Destrói! O fervor da nossa caridade pode ser afetado pelo pecado venial, mas, quando recebemos a Eucaristia, nos unimos à própria Caridade, que queima todo vestígio de pecado venial e nos deixa limpos, prontos para recomeçar.

3) Preservação contra o pecado mortal: assim como devemos abster-nos de receber a Eucaristia quando conscientes de estar em pecado mortal, também devemos recebê-la tanto quanto possível quando em graça, porque ela nos preserva e nos ajuda a evitar o pecado grave. O poder da Eucaristia lava o pecado venial da nossa alma e a recobre de uma “camada protetora” contra o pecado mortal!

4) Relação pessoal com Jesus: todo cristão sabe da importância da relação pessoal com Jesus, mas é principalmente através da Eucaristia que podemos realmente viver o encontro com a Pessoa de Jesus, presente na Hóstia Santa. Bento XVI, naSacramentum Caritatis, nos esclareceu:

Há hoje uma necessidade de redescobrir que Jesus Cristo não é apenas uma convicção privada ou uma ideia abstrata, mas sim uma Pessoa real, cuja participação na história humana é capaz de renovar a vida de cada homem e de cada mulher. Por isso, a Eucaristia, como fonte e ápice da vida e da missão da Igreja, deve ser traduzida em espiritualidade, em uma vida vivida ‘de acordo com o Espírito’“.

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Em Maria encontramos o primeiro tabernáculo, que Jesus habitou por nove meses

Maria, de modo especial, é o templo de Deus por excelência, ela é a Arca da Aliança. Ela trouxe em seu seio imaculado, o próprio Filho de Deus. De tal forma amou o Pai e guardou as palavras do seu Filho que, o Filho e o Pai vieram a ela e nela fizeram sua morada. Ao concebermos Maria como habitação do Sagrado, compreendemos o quanto Deus nos ama, apesar de nossa condição frágil.

É impossível nos aproximarmos de Maria sem nos aproximarmos de Jesus. Maria nos leva a Cristo. Junto de Maria somos banhados pela luz do Espírito Santo que a cumulou de graça. Em toda a Sagrada Escritura não há mulher que tenha sido agraciada dessa maneira a ponto de ter sido convidada para ser a mãe do Filho de Deus. São Lucas nos relata: “O Altíssimo te cobrirá com sua sombra” (Lc 1, 34). Aqui, o evangelista nos apresenta Maria como uma nova tenda do encontro de Deus com a humanidade. Coberta pela sombra do Altíssimo, Maria se torna o santuário onde Jesus toma imagem visível.

Em Maria encontramos o primeiro tabernáculo que Jesus habitou por nove meses. Em Maria, Deus encarnado visita seu povo. Entre todos os santos, a santíssima Virgem Maria resplandece como modelo de santidade e de espiritualidade eucarística. Maria está de tal modo, ligada ao mistério eucarístico que mereceu que o Papa João Paulo II a chamasse de “Mulher Eucarística”. Ela viveu este espírito eucarístico antes que o Sacramento da Eucaristia fosse instituído por Jesus, isto pelo fato de ter oferecido seu seio virginal à encarnação do Verbo de Deus. Logo após o nascimento de Jesus, ela realizou um gesto puramente eucarístico e ao mesmo tempo, eclesial: apresentou o Menino Jesus aos pastores, aos magos e ao sumo-sacerdote no templo em Jerusalém; o fruto bendito de seu ventre  apresenta-o ao povo de Deus e aos gentios para que o adorassem e o reconhecessem como o Messias, o próprio Filho de Deus.

Para ser como Maria, Mulher Eucarística, devemos transformar a nossa vida que deve ser toda ela eucarística. O livro dos Atos dos Apóstolos nos refere que, após a ascensão do Senhor ao céu, os apóstolos voltaram de novo ao Cenáculo, onde costumavam se reunir (At 1, 12-13).  A Mãe de Jesus estava ali presente no seio da Igreja. Lucas, o autor dos Atos, não poderia deixar de anotar esse fato: Maria está presente no instante em que vai resplandecer a Igreja. A Mãe de Jesus, que estava com os apóstolos no desabrochar da Igreja no dia de Pentecostes, continuava no meio deles, participando da fração do pão. A Eucaristia, que por assim dizer, viera dela, que tem com ela relação e origem, era seu alimento de cristã, que caminhava com a Igreja.

Igreja e Eucaristia são inseparáveis. Não há Igreja sem Eucaristia, porque não há Igreja sem sacrifício de Jesus que se renova, como não há Igreja sem encarnação de Jesus que se prolonga no tempo. A peregrinação da Igreja se faz com a Eucaristia e pela Eucaristia, e com Maria, assunta ao céu,  isto é, inseparável da mediação de Maria no céu.

O teólogo René Laurentin, resume assim a participação de Maria Santíssima na Eucaristia:

1º) A participação de Maria no mistério da Eucaristia corresponde, em primeiro lugar à participação que ela teve na Encarnação do Verbo de Deus. O Corpo que recebemos na Hóstia é o mesmo corpo daquele que nasceu de Maria. Esse corpo, nascido de uma mulher é o Corpo de Deus!

2º) A participação de Maria no mistério do Santo Sacrifício corresponde à sua participação no sacrifício da cruz. A presença de Maria junto à Missa corresponde à sua presença no Calvário. Como consequência, é certa a universal intercessão de Maria junto ao Santo Sacrifício, a Missa.

3º) As ligações de Maria com a Eucaristia se prendem, enfim, ao fato de que a Mãe de Deus participou na fração do pão na Igreja de Pentecostes. Ela é o modelo mais perfeito e mais concreto da comunhão do Corpo de Cristo.

4º) A Igreja, povo de Deus que está a caminho, vive da Eucaristia e pela Eucaristia, fruto do seio virginal de Maria e estritamente unida à sua oblação materna no Calvário. Por isso, é impossível separar o culto da Eucaristia do culto de Maria.

Cada vez mais devemos enfatizar na caminhada de fé do povo de Deus estes dois mistérios vitais para a Igreja: Cristo Eucarístico e sua Mãe medianeira junto da Eucaristia.

“A Eucaristia é o coração e o ápice da vida da Igreja – diz o Catecismo – pois nela Cristo associa sua Igreja e todos os seus membros a Seu sacrifício de louvor e de ação de graças oferecido uma vez por todas na cruz a seu Pai; pelo seu sacrifício ele derrama as graças da salvação sobre seu corpo, que é a Igreja” (§1407).

Quem quer receber a Cristo na comunhão eucarística não pode ter, em consciência, algum pecado mortal. Será preciso confessar antes.

“É pecado mortal todo pecado que tem como objeto uma matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente” (CIC§ 1859).

Isto é, uma infração grave à lei de Deus, cometida de maneira consciente e livre.

“A matéria grave que é precisada pelos dez mandamentos segundo a resposta de Jesus ao jovem rico: “Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes ninguém, honra teu pai e tua mãe” (Mc 10,19)”, (CIC§ 1858).

O meio mais poderoso para a nossa santificação é a Comunhão com Jesus na Eucaristia. Por ela nos unimos com o “Santo”, e somos nele transformados. Assim como o ferro, no fogo, vai assumindo a cor deste, pela Comunhão vamos assumindo a “imagem e semelhança” do Senhor.

A Eucaristia é o alimento espiritual de nossa caminhada para Deus. No Antigo Testamento ela foi prefigurada pelo maná que alimentou o povo de Deus por quarenta anos, a caminho da Terra Prometida. (Ex 8,2-16). Esse maná era apenas uma figura do verdadeiro “pão vivo descido do céu”, que quem comer “viverá eternamente” (Jo 6,51).

No discurso sobre a Eucaristia, que Jesus proferiu na sinagoga de Cafarnaum, ele deixou claro:

“Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós” (v. 53).

Se não temos a vida de Jesus sem a Eucaristia, muito menos poderemos ter a santidade, pois esta é exatamente a consequência da participação da vida divina.

“Porque a minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida” (v. 55).

Assim como o corpo não pode ter vida sem comida e sem bebida, da mesma forma a alma não tem a vida eterna sem a Eucaristia, sem o Corpo ressuscitado de Jesus.

No discurso de Jesus há uma promessa maravilhosa:

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (56).

Jesus, na última Ceia, insistiu com os discípulos:

“Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tão pouco dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, essa dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,1-5).

No final Jesus completa dizendo:

“Nisto é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos” (8).

Essas palavras mostram que o “fundamental” na vida cristã, é “permanecer” em Jesus, a fim de que possamos dar frutos, que glorificam o Pai.

Para que pudéssemos, então, “permanecer nele”, ele nos deixou a Eucaristia, o maior de todos os milagres do seu amor por nós. O seu próprio Ser nos é dado, corpo, sangue, alma e divindade. É o próprio Jesus ressuscitado que vem a cada um de nós.

Seu Corpo se funde ao nosso, sua Alma se une à nossa, seu Sangue se mistura com o nosso, e sua Divindade se junta à nossa humanidade. Não pode haver união mais íntima e mais intensa na face da terra. É o amado (Jesus) que vai em busca da sua amada (nossa alma) para unir-se a ela. O amor exige a união. E nessa união Ele nos santifica.

“Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei” (Mt 11,28).

A maneira mais fácil de acolher esse convite amoroso do Senhor é na Eucaristia.

“Não os quero despedir em jejum para que não desfaleçam no caminho” (Mt 15,32).

Jesus disse aos seus discípulos, sobre aquela multidão faminta que o seguia há três dias pelo deserto, e por isso fez o milagre da multiplicação dos pães. Agora Ele “multiplica” o seu próprio Corpo para que não desfaleçamos na caminhada dura desta vida até a Casa do Pai. Sem dúvida, a multiplicação dos pães, foi um grande milagre que prefigurava a Eucaristia distribuída a cada um de nós.cpa_como_comungar

A Comunhão nos preserva do pior de todos os males que é o pecado. O Concílio de Trento (1545-1563) afirma que é “remédio pelo qual somos livres das falhas cotidianas (…) e preservados do pecado mortal”.

O Papa Inocêncio III afirmou:

“Jesus Cristo com a sua paixão nos livrou do poder do pecado, mas com a Eucaristia nos livra do poder de pecar”.

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De onde vem esta frase? E porque é dita justamente nesse momento da missa?

“Por que na missa, antes de nos aproximarmos da Eucaristia, dizemos: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo?”

Responde Roberto Gulino, professor de liturgia na Faculdade Teológica da Itália Central

A fórmula citada pelo leitor faz parte do rito de comunhão da celebração Eucarística e constitui a última preparação antes de receber sacramentalmente o corpo e o sangue de Cristo na missa.

O contexto está claro para todos: imediatamente depois da Oração Eucarística, com a presença de Jesus no altar, nós nos dirigimos juntos a Deus, chamando-o de Pai; depois recebemos e intercambiamos o dom da paz, primeiro dom do Ressuscitado; em seguida, acontece a fração do Pão Eucarístico, acompanhada do “Cordeiro de Deus”; finalmente, chegamos às palavras recitadas antes só pelo sacerdote e depois junto com os fiéis, enquanto eleva a hóstia consagrada partida: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. – Senhor, eu não sou digno que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo”.

A Instrução Geral do Missal Romano, falando do rito de comunhão, no número 84 indica o sentido preciso destas palavras: “O sacerdote mostra aos fiéis o pão eucarístico sobre a patena ou sobre o cálice e convida-os para o banquete de Cristo; e, juntamente com os fiéis, faz um ato de humildade, utilizando as palavras evangélicas prescritas”.

A Igreja escolheu, como último momento da preparação para o recebimento da Eucaristia, retomar as palavras do centurião romano de Cafarnaum, quando pediu a Jesus que curasse seu servo fiel: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa. Dizei uma só palavra e meu servo será curado” (Mateus 8, 8).

A atitude de extrema humildade e de profunda confiança que caracterizou esse oficial pagão ao pedir a intervenção salvadora de Cristo em sua casa – uma verdadeira e autêntica profissão de fé – quer e deve ser a atitude de todos nós, sacerdotes e fiéis (estas palavras são pronunciadas por ambos, padre e povo) no momento em que estamos a ponto de receber o Senhor em nosso coração.

Certamente, nenhum de nós é “digno” de Jesus, de sua presença e do seu amor, mas sabemos pela fé que basta somente um gesto, uma palavra, um olhar para que ele nos salve.

Fórmulas parecidas, imediatamente antes da comunhão, já aparecem desde o século X; gradualmente se afirma, do século XI em diante – ainda que com diversas variantes – a oração do centurião romano, frequentemente recitada três vezes.

Depois da reforma litúrgica, o Missal de Paulo VI (1970) conservou estas palavras, mas pronunciando-as uma só vez e omitindo o gesto do peito e o sinal da cruz com a hóstia, usados desde o século XV.

Ainda hoje, mesmo tendo passado tanto tempo, todos nós confiamos nas palavras evangélicas desse homem para renovar nossa atitude de humildade e de confiança, esperando poder obter, como ele, o milagre da salvação.

Os requisitos para recebermos dignamente a Sagrada Eucaristia já nos são conhecidos: não estar em pecado mortal, ter uma intenção reta e guardar o jejum eucarístico aplicável ao nosso caso. Se cumprirmos estas condições, de cada vez que comungarmos receberemos infalivelmente um aumento de graça santificante, juntamente com muitas graças atuais.

Não é preciso dizer que o nosso aspecto externo deve estar de acordo com as adequadas disposições interiores. A mais elementar cortesia exige que, quando nos aproximamos da Comunhão, estejamos limpos de corpo e de roupa. Não é necessário irmos solenemente vestidos: Nosso Senhor acolherá sem dúvida com carinho o operário que se detém no seu percurso até a fábrica para assistir à missa e comungar com a roupa de trabalho, ou o pobre homem que não tem outro remédio senão usar a sua roupa remendada e cerzida. Mas a limpeza e o asseio estão ao alcance de todos.

O mesmo ocorre com a modéstia no vestir. Os que querem visitar a rainha da Inglaterra deve submeter-se a um protocolo rígido; e ninguém, sonharia, nem sequer no país mais democrático do mundo, em entrevistar-se com o presidente da República vestido de calças curtas e camisa esporte. O Rei dos reis tem incomparavelmente mais direito às manifestações externas de reverência e respeito. Não é pedantismo nem beatice, mas piedade da mais elementar, a que proíbe as sumárias peças esportivas e os vestidos decotados para nos aproximarmos da Comunhão.

Pode ser útil mencionar aqui o especial afeto e agradecimento que despertam no sacerdote aqueles que, ao comungarem – ajoelhados ou de pé -, inclinam a cabeça ligeiramente para trás, abrem suficientemente a boca e põem a língua por cima dos bordos do lábio inferior. Felizmente, a maioria dos que comungam fazem isso. Mas surpreende ver com que frequência o sacerdote tem que transpor obstáculos tais como cabeças inclinadas para a frente, dentes semicerrados ou línguas que não se decidem a sair. Se alguém tem alguma dúvida sobre o seu espírito de colaboração nesta matéria, dê uma espiada no espelho e tire as conclusões.

Onde está autorizada a prática de receber a comunhão na mão, os que desejam recebe-la assim devem apresentar a mão esquerda com a palma aberta sobre a palma da mão direita. Ali será depositada a Sagrada Hóstia, que deverá ser tomada com a máxima reverência com o indicador e o polegar da mão direita, e levada à boca antes de sair do lugar. As normas vigentes não permitem em caso algum que o próprio fiel tome diretamente a Hóstia do cibório ou do altar ou que a receba com os dedos em pinça. E a Igreja estabeleceu que, mesmo nos lugares onde se dá legitimamente a comunhão na mão, qualquer fiel tem o direito – que deve ser respeitado pelo sacerdote – de receber a Sagrada Comunhão na boca.

Alguns preocupam-se desnecessariamente com a possibilidade de que a Sagrada Hóstia lhes toque os dentes, coisa que é absolutamente irrelevante. Pode-se até mastigar a Hóstia, como se mastigam os alimentos, pois afinal é alimento espiritual. Embora isto quase nunca seja necessário.

Quer mastiguemos a Sagrada Hóstia ou não, o que devemos garantir é que a engulamos, já que a Sagrada Eucaristia é alimento espiritual, e, para recebê-lo, temos de comê-la. Se quiséssemos que a Sagrada Hóstia se dissolvesse completamente na boca, de modo que já não conservasse as aparências de pão, não receberíamos a Sagrada Comunhão nem as graças que esse sacramento no confere. Devemos, pois, manter a Sagrada Hóstia na boca apenas o tempo suficiente para que se umedeça e possamos ingerir.

Seria um erro sério recebermos a Sagrada Comunhão quando sofremos de indisposições digestivas que possam facilmente produzir vômitos. Se alguém sofre um ataque repentino de náusea e vomita a Sagrada Hóstia, deve recolhê-la num pano e entrega-la ao sacerdote para que disponha dela. Se o Sacerdote não se encontra perto ou se têm dúvidas de que as aparências de pão ainda subsistem, os vômitos devem ser envolvidos num pano e queimados.

Voltando a temas mais agradáveis e mais práticos, propomos uma tríplice questão: “Com que frequência me é permitido comungar? Com que frequência tenho obrigação de comungar? Com que frequência deveria comungar?”

A norma geral autoriza a comungar até mais de uma vez por dia; só precisa que, “quem já recebeu a Santíssima Eucaristia, pode recebê-la de novo no mesmo dia unicamente dentro da celebração eucarística na qual participe” (CDC, cân. 917).

Temos obrigação de comungar uma vez por ano pela Páscoa (desde a Quarta-feira de Cinzas até o domingo de Pentecostes) e em perigo de morte. Omitir deliberadamente a comunhão em qualquer desses casos é pecado grave.

Deveria comungar com a frequência que se fosse possível; o ideal seria que fosse diariamente. A Sagrada Eucaristia é o nosso alimento espiritual e, pelo menos, deveríamos ter tanto interesse em alimentar a nossa alma como em alimentar o nosso corpo; ora, ninguém passa muito tempo sem tomar uma refeição. A Sagrada Eucaristia é também garantia de felicidade eterna, se a recebemos regularmente e com razoável frequência, todos os dias, se pudermos. Jesus prometeu: Quem come deste pão viverá eternamente (Jo 6,59). Com os privilégios que a Igreja concedeu aos que têm dificuldades para jejuar, deveríamos fazer o propósito de receber a Sagrada Comunhão em todas as missas a que assistamos, como faziam os primeiros cristãos.

Suponhamos que estamos preparados por dentro e por fora para fazer uma comunhão digna. Podemos perguntar-nos: “Quantas graças poderei receber quando comungar?”

Já ouvimos dizer que uma só comunhão contém um depósito inesgotável de graças, que uma só comunhão seria suficiente para tornar santa uma pessoa. Já ouvimos estas e outras afirmações parecidas, e podemos sentir-nos um pouco desanimados ao ver que, apesar das nossas comunhões frequentes, ainda parece que nos movemos em níveis de santidade demasiado medíocres.

Não há dúvida de que cada comunhão contém um depósito inesgotável de graças: quem está presente na Sagrada Eucaristia é Jesus Cristo, e Jesus Cristo é Deus, e Deus é infinito, e pode conceder graças infinitas. Mas o total de graças que cada indivíduo recebe numa comunhão depende da capacidade que esse indivíduo tenha.

Há muita água no Oceano Atlântico, mas uma garrafa de litro só poderá conter um litro dessa água, mesmo que a mergulhemos até o fundo. De forma parecida, a nossa alma tem uma capacidade limitada para a graça. Como criatura finita que é, nenhuma alma humana pode ter capacidade infinita para a graça, nenhuma alma está em condições de absorver toda a graça que uma comunhão põe à sua disposição.

Mas isto não quer dizer que em cada uma das nossas comunhões estejamos conseguindo toda a graça que nos é possível. Não quer dizer que não possamos aumentar a nossa capacidade de adquirir graça. Se a garrafa que mergulhamos no oceano não está vazia, mas cheia de areia até três quartos, não tiraremos um litro de água, mas apenas um quarto de sua capacidade total. Se Deus sabe qual é a capacidade máxima de graça de uma alma. Mas todos podemos ter a certeza de ainda não a havermos alcançado.

Aumentamos a nossa capacidade de graça quando retiramos a areia da garrafa, quando tiramos os obstáculos à graça que embaraçam a nossa alma. O primeiro e o maior deles é o apego do pecado venial (uma comunhão digna pressupõe ausência de pecado mortal). Enquanto houver um só pecado venial que não queiramos abandonar (um rancor contra o chefe, a intemperança no uso do álcool, uns comentários maliciosos com laivos de murmuração), estaremos reduzindo a capacidade de graça da nossa alma.

Uma vez livres do pecado venial, ainda resta a luta contra as imperfeições, essas falhas que mostram que o nosso amor a Deus não é ainda de todo o coração. Pode haver em nós desleixo ou desinteresse na nossa oração, resistência egoísta em ajudar o próximo, falta de esforço para vencer a nossa irritabilidade ou impaciência, certa vaidade infantil nas nossas atitudes ou nos nossos talentos. Sejam quais forem, essas imperfeições são provavelmente muitos grãos de areia na nossa garrafa.

Que podemos fazer com esses pecados e imperfeições? Pôr um pouco mais de esforço e receber a Sagrada Comunhão com maior frequência. Um efeito maravilhoso da graça da comunhão é que nos purifica e fortalece contra as mesmas coisas que a impedem de agir. Com um pequeno esforço da nossa parte, cada Sagrada Comunhão prepara o caminho para maiores graças na seguinte. Cada comunhão edifica sobre a anterior.

Este fato esclarece também a afirmação de que “uma só comunhão é suficiente para fazer um santo”. É verdade que o Senhor podia, por um milagre da sua graça, fazer de um pecador um santo com uma só comunhão. Mas, normalmente, permite que o crescimento na santidade seja um crescimento orgânico, gradual e estável como o de uma criança, que mal se percebe de um dia para o outro. De novo aqui uma graça edifica sobre a anterior. É melhor para a nossa humildade não conhecermos claramente o progresso que fazemos.

A única conclusão que devemos tirar de tudo o que acabamos de ver é que nos importa muito que cada comunhão nos leve o mais longe possível. Isto exige uma preparação imediata de cada comunhão, que estimule os nossos sentimentos de arrependimento, fé, amor e gratidão, que nos arraste a uma entrega autentica, para identificarmos a nossa vontade com a de Deus. E é evidente que cumprimos tudo isto se nos unimos com sinceridade recolhimento ao oferecimento da missa.

Depois, temos esses preciosos minutos após a comunhão, em que Nosso Senhor Jesus nos tem, poderíamos dizer, abraçados. A ação de graças da comunhão significa perguntarmo-nos valentemente: “Senhor, que queres que eu faça?”, e escutarmos com mais valentia ainda a resposta que virá. Se a bênção final da missa nos apanha já com um pé no corredor, preparados para empreender uma veloz corrida para casa em busca do nosso café com leite, é que estamos malbaratando lastimavelmente muitas graças que Jesus ainda não acabara de nos dar. Fora alguma circunstância excepcional, deveríamos ter por norma permanecer na igreja por mais dez minutos, dando graças pela comunhão.

Há um ponto final (e muito consolador) que convém ter presente: podemos comungar com muita frequência; podemos preparar-nos adequadamente para a comunhão e depois dar graças com generosidade; podemos estar tratando sinceramente, de comunhão em comunhão, de pôr em prática os nossos propósitos e, apesar de tudo isso (ou talvez por causa disso), sentirmo-nos insatisfeitos conosco próprios. Então, não nos limitemos a exclamar: “Com tantas comunhões, como devia ser melhor!” Perguntemo-nos também: “Sem tantas comunhões, que seria de mim?”

Retirada do livro: A Fé explicada, Leo J. Trese.

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