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Congresso da Comunidade Católica Shalom abordará como ser Família nos dias de hoje

É com grande expectativa que os membros da Comunidade Católica Shalom aguardam a realização, da edição de 2018, do Congresso das Famílias, nos dias 9 e 10 de junho, no Centro de Eventos do Ceará. Este ano, o encontro mergulhará na Identidade da Família, sonhada e moldada por Deus, tendo por base seu amor fiel, fecundo, generoso eterno. O tema será: “SER FAMÍLIA, uma resposta aos dias de hoje”.

Para a Igreja, a Família é a unidade mais importante da sociedade e continua sendo um bem decisivo para o futuro do mundo e da própria Igreja, ou seja, a estrutura mais adequada para garantir às pessoas o bem integral necessário para o seu desenvolvimento permanente.  Mas como ser Família nos dias de hoje diante dos ataques impostos pela denominada “cultura da morte”? O individualismo, o ritmo da vida atual, o estresse, a organização social e laboral, o relativismo, a ideologia do descartável, a ideologia de gênero e tantos outros estão entre os maiores desafios das famílias no mundo atual, mas o que fazer diante de tudo isso?

O Congresso vai reunir pregações que irão refletir e orientar qual o chamado missionário da família na sociedade. Entre os palestrantes estão o fundador e moderador da Comunidade Shalom, Moysés Azevedo, da cofundadora Emmir Nogueira, do assistente local da Comunidade Pe. Silvio Scopel e Carmadélio Souza, consagrado da Comunidade de Aliança.Para as crianças haverá um espaço infantil de evangelização, onde haverá momentos de louvor, adoração e atividades infantis lúdicas.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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A família é a base de tudo

O Dia Internacional da Família, 15 de maio, é uma boa oportunidade para lembrarmos da importância fundamental da família para a vida de cada pessoa e da sociedade. A família é sagrada, porque foi criada por Deus para ser a base de toda a sociedade. Ninguém jamais destruirá sua força, por ser ela uma instituição divina.

O Concílio Vaticano II chamou a família de “Igreja doméstica” (LG, 11), onde Deus reside e é reconhecido, amado, adorado e servido; e ensinou que “a salvação da pessoa e da sociedade humana estão intimamente ligadas à condição feliz da comunidade conjugal e familiar” (GS,47).

São João Paulo II chamou a família de “Santuário da vida” (Carta às Famílias,11) e “patrimônio da humanidade” (LG,11). Ele disse: “A família é uma comunidade insubstituível por qualquer outra”. Jesus habita com a família cristã, nascida no Sacramento do Matrimônio; Sua presença, nas Bodas de Caná da Galileia, significa que o Senhor quer estar no meio da família, ajudando-a a vencer todos os seus desafios.

Imagem e semelhança

Desde que Deus desejou criar o homem e a mulher à Sua imagem e semelhança (Gen 1,26), Ele os quis em família. Tal qual o próprio Deus, que é uma família em três Pessoas Divinas, assim também, o homem, criado à imagem do seu Criador, deveria viver em uma família,  em uma comunidade de amor, já que ‘Deus é amor’ (1 Jo 4,8) e o homem lhe é semelhante.

A família é o eixo da humanidade, a sua célula mater, é a sua pedra angular. O futuro da sociedade e da Igreja passam inexoravelmente por ela. É ali que os filhos e os pais devem ser felizes. Quem não experimentou o amor no seio do lar terá dificuldade para conhecê-lo fora dele.

A família é a comunidade, na qual, desde a infância, os filhos podem assimilar os valores morais, em que pode começar a honrar a Deus e usar corretamente da liberdade. A vida em família é iniciação para a vida em sociedade (cf. CIC 2207). Depois de ter criado a mulher da costela do homem (Gen 1, 21), Deus a levou para ele. Este, ao vê-la, suspirou de alegria: “Eis agora aqui, disse o homem, o osso dos meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher” (Gen 1,23). Após essa declaração de amor tão profunda – a primeira na história da humanidade – Deus, então, mostra-lhes toda a profundidade da vida conjugal: “Por isso, o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne” (Gen 1,24).

A família é sagrada

Deus lhes disse: “Crescei e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gen 1,28). Por isso, a única e verdadeira família, segundo a vontade de Deus, é aquela fruto da união matrimonial de um homem com uma mulher. Não existe outro tipo de família no plano de Deus.

Este é o desígnio de Deus para o homem e para a mulher, juntos, em família: crescer, multiplicar, encher a terra, submetê-la. E, para isso, Deus deu ao homem a inteligência para projetar e as mãos para construir o seu projeto. O Senhor vive no lar nascido de um matrimônio. Nessas palavras de Deus – “crescei e multiplicai-vos” – encerra-se todo o sentido da vida conjugal e familiar. Dessa forma, Deus constituiu a família humana a partir do casal, para durar para sempre, por isso, A FAMÍLIA É SAGRADA!

Vemos aí, também, a dignidade baseada no amor mútuo, que leva o homem e a mulher a deixarem a própria casa paterna, para se dedicarem um ao outro totalmente. Esse amor é tão profundo, que dos dois faz-se uma só carne, para que possam juntos realizar um grande projeto comum: a família.

União

Daí, podemos ver que sem o matrimônio, forte e santo, indissolúvel e fiel, não é possível termos uma família forte e santa, segundo o desejo do coração de Deus. Tudo isso mostra como o Senhor está implicado nesta união absoluta do homem com a mulher, de onde surgirá, então, a família. Por isso, não há poder humano que possa eliminar a presença de Deus no matrimônio e na família. Deus vive no lar nascido de um matrimônio, e a Virgem Maria também.

Isso nos faz entender que, a celebração do sacramento do matrimônio, é a garantia da presença de Jesus no lar ali nascente. Como é doloroso perceber, hoje, que muitos jovens, nascidos em famílias católicas, já não valorizam mais esse sacramento e acham, por ignorância religiosa, que já não é importante subir ao altar para começar uma família!

Toda essa reflexão nos leva a concluir que, cada homem e cada mulher, que deixam o pai e a mãe, para se unirem em matrimônio e constituir uma nova família, não o podem fazer levianamente, mas devem o fazer somente por um autêntico amor, que não é uma entrega passageira, mas uma doaçãodefinitiva, absoluta, total, até a morte.

Marcada pelo sinete divino, a família, em todos os povos, atravessou todos os tempos e chegou inteira até nós, no século XXI. Só uma instituição de Deus tem essa força. Cristo entrou na nossa história pela família; fez o primeiro milagre numa festa de casamento e viveu 30 anos numa família. O Concilio Vaticano II disse: “Se é certo que Cristo ‘revela plenamente o homem a si mesmo’, faz através da família onde escolheu nascer e crescer” (GS,2). “Desta maneira, a família constitui o fundamento da sociedade” (GS,52). “A salvação da pessoa e da sociedade humana está intimamente ligada à condição feliz da comunidade conjugal e familiar” (GS,47).

Papa João Paulo II

O Papa São João Paulo II dizia: “A família é o âmbito privilegiado para fazer crescer todas as potencialidades pessoais e sociais que o homem leva inscritas no seu ser”.

São João Paulo II disse: “Em torno da família se trava hoje o combate fundamental da dignidade do homem” (FC,18). Há uma ameaça tremenda contra a família: aborto, ideologia de gênero, divórcios,casamentos de pessoas do mesmo sexo, drogas, adultérios, inseminação artificial, e toda uma campanha internacional contra a família, o casamento e a maternidade.

Quando a família é destruída, os filhos sofrem, e muitos deles se encaminham para a criminalidade. Por isso, se a família – segundo a vontade de Deus – for destruída, então, a sociedade sofrerá suas consequências. Todos os cristãos são obrigados a lutar pela preservação da família segundo o coração de Deus.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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A família deve ser sempre priorizada

Atualmente, boa parte das famílias, tem uma configuração na qual a mulher, além de compartilhar com o esposo as tarefas do lar e da criação dos filhos, também sai de casa para trabalhar ou para se graduar em um nível acadêmico (ou as duas coisas ao mesmo tempo). No Brasil, 44% das vagas do mercado de trabalho é delas, segundo o IBGE/2016.  Porém, isso não significa que, trabalhando fora, a mulher precisa esquecer ou deixar de lado a vida de esposa e mãe. Ao contrário, ela deve priorizar a sua família. E para conciliar essa vida de família, com o trabalho, e a vida  acadêmica, é fundamental que o esposo, a esposa e os filhos estejam dispostos às renúncias e responsabilidades que essa condição traz.

Uma mulher que trabalha, estuda e, é, com o seu esposo – “o carro – chefe” de um lar, precisa organizar o seu tempo de maneira a otimizar cada momento com sabedoria. Família exige: dedicação, trabalho; e estudos também exige tudo isso, e não é possível negligenciar um em detrimento dos outros.

Para realizar-se plenamente, as que tem vocação, interesse e/ou necessidade de trabalharem fora, devem se organizarem. É importante que a mulher programe as atividades da sua semana, de maneira a conseguir ser presença de qualidade na vida dos seus familiares. Sei que o cotidiano é corrido demais, sempre trabalhei e estudei; tanto antes do casamento como depois de casada, porém, com sabedoria e discernimento é possível conciliar tudo.

Organização e equilíbrio

Se você não tem alguém que trabalhe em casa, como uma diarista ou outra pessoa que cuide do serviço doméstico, é importante que marido e filhos compartilhem as tarefas. Aliás, mesmo com uma diarista, cada pessoa da família precisa desenvolver a consciência de que é preciso manter a ordem e a limpeza da casa, sem sobrecarregar a mulher, que assim como o homem, está exercendo um papel fora de casa.

Enquanto estiver no seu trabalho, seja focada no trabalho, e não leve trabalho para casa. A jornada diária está construída para que você dê conta das tarefas no horário acordado com a sua chefia, então, esteja ali por inteiro. Em caso de sentir-se sobrecarregada, com tarefas que exigem muito mais tempo do que o acordado, é importante uma conversa franca com o seu superior. Não sou a favor de “levar trabalho para casa”, em especial porque é injusto com a sua família e com você mesma. Não acredito que valha a pena ser considerada a melhor funcionária, sempre apresentando resultados além do solicitado, se você sacrifica o tempo que estaria com a sua família.

Se você trabalha e estuda, inevitavelmente leva trabalho para casa, porque nenhum curso consiste em somente realizar as tarefas na sala de aula, com a tutela do professor. Tem as provas, os trabalhos, os estágios, e nesse caso, sua família precisa apoiar você e compreender que haverá uma ausência temporária, em alguns momentos. Nenhum curso de graduação ou pós-graduação dura a vida inteira, e você deve contar com o apoio de seu esposo e filhos.

É preciso compreensão de toda a família

Por exemplo, se há uma prova amanhã de manhã, será que o esposo pode sair com as crianças para que a casa esteja com espaço mais silencioso e que propicie seu estudo? Você pode fazer as refeições com eles, o café da manhã ou o jantar por exemplo, e no restante do tempo, nesse dia ou semana de provas e trabalhos, dedicar-se ao propósito de formação acadêmica que você esteja fazendo.

Reservar o domingo, por exemplo, apenas para atividades em família, é uma opção que vai relaxar a sua cabeça, e te preparar para uma semana de novos conhecimentos. Se você acredita que não tem tempo para nada, questione se o tempo que passa nas redes sociais ou assistindo a televisão sozinha, poderia ser diminuído para que você tenha todos os dias uma conversa com os filhos e o marido. Faça uma caminhada em família, ou até mesmo, em casa, participe de alguma atividade recreativa.

Aqui em casa meu esposo estuda e trabalha, então, durante a semana, quando estamos apertados de tempo, a gente prioriza pelo menos o café da manhã juntos, por vezes, também, vamos ou voltamos juntos do trabalho; e fazemos desse tempo um tempo de qualidade. Não estou dizendo que é fácil, mas apontando algumas possibilidades para quem, em geral, possa considerar essa conciliação uma missãoimpossível.

O tempo é questão de prioridades e, é bíblico que “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Ecle 3, 1). Só você e sua família saberão o melhor momento para conseguir conciliar o trabalho, os estudos e a vida de família. Peça discernimento a Deus para que, suas decisões sempre te aproximem d’Ele e te façam uma mulher plenamente realizada.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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Quando o assunto é educação, surgem as dúvidas: estamos educando os filhos com falta ou excesso de amor?

Diante de um mundo em que predomina o desequilíbrio econômico, o qual alguns países possuem excesso de riqueza e outros a escassez de recursos, as pessoas acabam se acostumando a conviver com essas diferenças; muitas vezes, deixam de perceber as consequências. Na formação dos filhos, também, podemos ver excessos ou escassez nos relacionamentos. Por isso, precisamos nos perguntar como anda o equilíbrio da afetividade nas famílias, sejam elas carentes ou não, e quais consequências têm sido colhidas na vida adulta.

É claro que, como mantenedores das necessidades emocionais e físicas dos filhos, as ações dos pais impactam fortemente na constituição da psique dos filhos. No entanto, a falta de tempo e o excesso de culpa têm permeado muitas relações e trazido muitos sofrimentos. Por isso, é momento de estar mais presente e não assumir a responsabilidade das decisões que são tomadas pelos filhos e que não pertencem aos pais.

Equilíbrio na dose de afeto

As mães, no papel maternal, geralmente propiciam vínculos afetivos e amor incondicional por seus filhos, e mesmo não concordando com atitudes deles, não os abandona, nem se rendem ao impossível. Entretanto, a escassez de tempo, a necessidade de vencer no mundo profissional e a opção de deixar outra pessoa em seu lugar, pode levá-las a um vazio. Ao contrário, uma mãe que não trabalha, não têm projetos, pode passar um tempo em excesso com as crianças, levando-as [as mães] a considerar a maternidade um peso. Depois, por serem responsáveis pela felicidade da mãe, muitos filhos adultos apresentam uma conta afetiva alta, que os impede de seguir a vida. O equilíbrio na dose de afeto maternal vai definir quem os filhos serão emocionalmente.

Outro ponto importante é o relacionamento do casal, pois, é a mãe quem abre espaço para a relação entre pai e filho. Muitas vezes, as esposas competem pelo amor do filho, atrapalhando a criação de vínculos que vão organizar a afetividade deles com os pais. É importante que, o casal invista na vida a dois e, também, no convívio com os filhos. São amores diferentes, que, bem equilibrados, se completam. Filhos são importantes, entretanto, não são a única prioridade do casal.

Os pais, no papel masculino, contribuem com o cumprimento da lei, fazem o corte entre mãe e filho, permitindo que esse se enxergue como indivíduo. Quando chega o tempo do filho buscar novos horizontes, faz o convite para sair do ninho em busca da liberdade, a qual traz responsabilidades e direitos. Escolhas fazem parte do processo de amadurecimento. Alguns pais, excedem nas leis e, gastam pouco tempo na convivência que ajudaria nesse aprendizado, ou, por insegurança, dificultam a saída de casa, criando filhos dependentes e frágeis.

Independente da maneira, é preciso demonstrar afeto

É lógico que, as crianças não restringem suas relações apenas aos pais. À medida que crescem, expandem o convívio social, mas, na primeira infância, as referências que marcam a existência das pessoas, provêm do ambiente familiar. A demonstração de afeto varia de pessoa para pessoa, sendo pais ou filhos. Alguns capricham no carinho, outros investem na educação ou têm um senso prático de solucionar problemas, não importa a forma, mas a criança precisa se sentir amada e valorizada para poder amar e valorizar o outro.

O texto nos leva a uma reflexão: o relacionamento com os filhos tem sido permeado pela escassez ou abundância? Ou, então, encontrou o equilíbrio que, possivelmente, formará adultos mais saudáveis e comprometidos com o equilíbrio do mundo.
Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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REDAÇÃO CENTRAL, 22 Dez. 17 / 05:00 am (ACI).- À meia-noite de 25 de dezembro, muitas famílias se reúnem para colocar a imagem do Menino Jesus no presépio. É um momento para rezar juntos, pedindo que o Senhor nasça também nos corações de cada um. Por isso, a ACI Digital selecionou estas duas orações para serem rezadas diante do presépio.

Oração da família diante do presépio

Menino Jesus, Deus que se fez pequeno por nós, diante da cena do teu nascimento, do presépio, estamos reunidos em família para rezar.

Mesmo que fisicamente falte alguém, em espírito somos uma só alma.

Olhando Maria, tua Mãe Santíssima, rezamos pelas mulheres da família, que cada uma delas acolha com amor a palavra de Deus, sem medo e sem reservas, que elas lutem pela harmonia e paz em nossa casa.

Vendo teu pai adotivo, São José, pedimos ó Menino Deus, pelos homens desta família, que eles transmitam segurança e proteção, estejam sempre atentos às necessidades mais urgentes, que saibam proteger nossos lares de tudo que não provém de ti.

Diante dos pastores e reis magos, pedimos por todos nós, para que saibamos render-te graças, louvar-te sempre em todas as circunstâncias, e que não nos cansemos de te procurar, mesmo por caminhos difíceis.

Menino Jesus, contemplando tua face serena, teu sorriso de criança, bendizemos tua ação em nossas vidas.

Que nesta noite santa, possamos esquecer as discórdias, os rancores, possamos nos perdoar.

Jesus querido, abençoa nossa família, cura os enfermos que houver, cura as feridas de relacionamentos.

Fazemos hoje o propósito de nos amar mais.

Que neste Natal a bênção divina recaia sobre nós.

Amém.

Natal Feliz é Natal com Cristo

Menino das palhas, Menino Jesus, Menino de Maria, aqui estamos diante de ti. Tu vieste de mansinho, na calada da noite, no silêncio das coisas que não fazem ruído.

Tu é o Menino amável e santíssimo, deitado nas palhas porque não havia lugar para ti nas casas dos homens tão ocupados e tão cheios de si.

Dá a nossos lábios a doçura do mel e à nossas vozes o brilho do cantar da cotovia, para dizer que vieste encher de sentido os dias de nossas vidas.

Não estamos mais sós: tu és o companheiro de nossas vidas. Tu choras as nossas lágrimas e te alegras com nossas alegrias, porque tu és nosso irmão.

Tu vieste te instalar feito um posseiro dentro de nós e não queremos que teu lugar seja ocupado pelo egoísmo que nos mata e nos aniquila, pelo orgulho que sobe à cabeça, pelo desespero.

Sei, Menino de Maria, que a partir de agora, não há mais razão para desesperar porque Deus grande, belo, Deus magnífico e altíssimo se tornou nosso irmão.

Santa Maria, Mãe do Senhor e Palácio de Deus, tu estás perto do Menino que envolves em paninhos quentes.

José, bom José, carpinteiro de mãos duras e guarda de nosso Menino, protege esse Deus que se tornou mendigo de nosso amor.

Menino Jesus, hoje é festa de claridade e dia de luz. Tu nasceste para os homens na terra de Belém.

Fonte: http://www.acidigital.com/

REDAÇÃO CENTRAL, 16 Dez. 17 / 05:00 am (ACI).- Em muitas famílias, costuma-se colocar a árvore de Natal em um lugar visível da casa e enfeitá-la com luzes, estrelas e presentes. Mas, o que significa para um cristão preparar sua árvore? Conheça a mensagem que traz este símbolo e como abençoá-lo em família.

ÁRVORE nos traz à memória a árvore do Paraíso (cf. Gn 2,9-17) de cujo fruto comeram Adão e Eva, desobedecendo a Deus. A árvore, então, nos lembra da origem de nossa desgraça: o pecado. Também nos recorda que o menino que vai nascer de Santa Maria é o Messias prometido que vem nos trazer o dom da reconciliação.

As LUZES nos recordam que o Senhor Jesus é a luz do mundo que ilumina nossas vidas, nos tirando das trevas do pecado e nos guiando em nosso peregrinar para a Casa do Pai.

ESTRELA. Em Belém, há mais de dois mil anos, uma estrela se deteve sobre o lugar onde estava o Menino Jesus, com Maria e José. Este acontecimento gerou uma grande alegria nos Reis Magos (cf. Mt 2, 9-10), quando viram este sinal. Também hoje, uma estrela coroa nossa árvore nos recordando que o acontecimento do nascimento de Jesus trouxe a verdadeira alegria a nossas vidas.

Os PRESENTES colocados aos pés da árvore simbolizam aqueles dons com os quais os Reis Magos adoraram o Menino Deus. Além disso, recordam-nos que Deus Pai tanto amou o mundo que entregou (como um presente) seu único Filho para que todo o que Nele crer tenha vida eterna.

Bênção da Árvore de Natal

Todos (fazendo o sinal da Cruz): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

O pai da família: Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo.

Todos: Bendito seja o Senhor pelos séculos. Amém.

LEITURA

(Um dos presentes lê o seguinte texto da Sagrada Escritura)

Escutemos com atenção a leitura do profeta Isaías (Is 60,13):

“A glória do Líbano virá sobre ti, com o cipreste, o abeto e o pi­nheiro, para adornar o lugar do meu san­tuário, e mostrar a glória do trono em que me sento”.

ORAÇÃO DE BÊNÇÃO

(Em seguida o pai da família, com as mãos postas, diz a oração de bênção)

Oremos: Bendito seja, Senhor e nosso Pai, que nos concede recordar com fé, nestes dias de Natal, os mistérios do nascimento do Senhor Jesus. Conceda-nos a todos que adornamos esta árvore e a enfeitamos com luzes, com a alegria celebrar o Natal. Que possamos viver também à luz dos exemplos da vida plena de seu Filho e sermos enriquecidos com as virtudes que resplandecem em tua santa infância. A Ele a glória pelos séculos dos séculos.

Todos: Amém.

Todos (fazendo o sinal da Cruz): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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REDAÇÃO CENTRAL, 29 Nov. 17 / 07:00 am (ACI).- O Advento está cheio de lindas e antigas tradições únicas do cristianismo que os pais podem partilhar com os seus filhos durante o tempo de preparação para o Natal.

A seguir, confira 5 conselhos práticos para crescer em família durante o Advento compartilhados pelo ‘National Catholic Register’.

1. Colocar uma coroa de Advento na mesa e acendê-la antes de jantar

Não se deve permitir que esta tradição milenar seja guardada somente para o domingo na igreja, mas que também possa acender-se às noites, antes do jantar.

A coroa simboliza mais do que as quatro semanas de Advento; também podem representar os 4 mil anos que o homem esteve na terra antes do nascimento do Salvador. Por outro lado, as crianças podem intercalar para acender e apagar as velas.

Usualmente podem rezar uma oração dizendo a seguinte jaculatória: “Vem, Senhor Jesus, nasce em nossos corações”.

2. Fazer obras de misericórdia

O Advento é um tempo de preparação e todas as pessoas precisam de formas tangíveis para se preparar espiritualmente para o nascimento de Jesus.

Podem montar um pequeno presépio em algum lugar da casa e, cada vez que algum membro da família realizar uma obra de misericórdia, pode colocar palha no presépio.

É uma bênção ver o presépio cada dia mais cheio para Jesus quando se aproxima o dia do seu nascimento. Lembre-se de não colocar a imagem do Menino Jesus até a véspera de Natal.

3. Não esquecer o verdadeiro São Nicolau

Segundo vários historiadores, o popular Papai Noel é a distorção – primeiramente literária e depois comercial – de São Nicolau, o generoso Bispo de Mira, padroeiro das crianças, navegantes e cativos.

A lenda de Papai Noel deriva diretamente da figura de São Nicolau, que segundo a tradição, entregou todos seus bens aos pobres para se tornar monge e bispo, conhecido sempre pela sua generosidade para com as crianças.

Por ter sido tão amigo das crianças, em seu dia entregam doces e presentes. É representado por um senhor vestido de vermelho, com uma barba muito branca, que passa de casa em casa entregando presentes e doces às crianças.

4. Ensinar as crianças

Incentive as crianças durante este tempo de preparação para o Natal a rezar pelos outros, ajudar em casa, compartilhar os bens com os mais necessitados, realizar as tarefas sem reclamar, fazer um sacrifício, ler alguma passagem da Bíblia, agradecer a Deus, saudar carinhosamente, não brigar com os seus irmãos etc.

É importante não só que as crianças se comprometam a realizar boas ações para o novo ano que se aproxima, mas também que os pais ensinem os seus filhos o verdadeiro sentido do Advento. Ou seja, que meditem sobre a vinda final do Senhor, assim como o nascimento de Jesus e a sua chagada na história do homem no Natal.

Além disso, devem ensinar o significado da coroa do Advento, das velas e da cor roxa para a liturgia, a qual significa uma preparação espiritual e penitência.

5. Crescer espiritualmente

Pode acrescentar no seu dia um pequeno momento de oração, a leitura da Bíblia de manhã durante o tempo do Advento ou possivelmente rezar um terço diário. Qualquer uma destas coisas poderia se tornar um grande hábito.

Pode fazer qualquer atividade que realizem em sua paróquia também. Finalmente, deve rezar para que o Natal conceda um novo zelo e um amor mais profundo por Cristo neste ano.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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A família e a escola, pensadas no seu sentido genuíno e essencial, mas também de forma mais abrangente, merecem atenção especial

As dinâmicas que configuram a interioridade de cada pessoa, fundamentais para a vivência transformadora da fé, dependem de dois âmbitos muito especiais: a família e a escola, determinantes para a formação humana.

Por isso mesmo, uma sociedade que busca novas configurações e funcionamentos institucionais, deve investir fortemente na família e na escola.  Esse investimento deve considerar uma definição de escola que não se restrinja ao ensino formal, o que significa contemplar as escolas formais e as muitas outras “escolas da vida”, lugares onde as pessoas também desenvolvem modos de ser e de agir.

É preciso ainda conceituar família de um modo mais amplo.

Obviamente, preservar a família dentro do sentido incontestável do matrimônio, mas também, considerar grupos sociais que se formam a partir de propósitos comuns – desde os que torcem apaixonadamente por um time de futebol aos que se reúnem em torno de projetos sociais e culturais, por exemplo.

Sentido genuíno e essencial

A família e a escola pensadas no seu sentido genuíno e essencial, e também, de forma mais abrangente,  merecem atenção especial.

Somente assim, podem ser alicerçadas as urgentes mudanças na sociedade brasileira, fazendo surgir uma nova cultura de vida e da paz.

Essa cultura pressupõe o irrestrito respeito ao bem comum e a justiça e isso depende das transformações no interior de cada pessoa, sendo que essas refletirão em suas escolhas, nessas mudanças é preciso que o amor seja vetor de desenvolvimento.

Cultivam-se, assim, sentimentos humanitários e espirituais, que comprometem consciências e corações com o respeito ao outro, que é irmão.

Por tudo isso, reconhecendo a importância de transformações nos funcionamentos governamentais e de diferentes segmentos da sociedade, é fundamental reconhecer esta urgência: dedicar atenção especial à família e à escola.

Vale então, considerar analiticamente o que está acontecendo no contexto atual da sociedade contemporânea: atos de violência como o de um jovem que atirou contra colegas em uma escola ou o desatino de atear fogo em si e nos outros. E ainda, o domínio ilegal de territórios e seus habitantes motivado por propósitos que dizimam vidas. Tão destrutivamente forte, quanto esses males todos, são as práticas de corrupção em pequena e larga escala.

O melhor modelo para a família e a escola

A vitória sobre o que ameaça a vida só será possível se as famílias e as escolas forem cuidadas, urgentemente, de um modo melhor.

Pois, nas famílias e nas escolas é que podem ser barradas as delinquências que geram graves danos à cultura e a diferentes áreas, prejudicando a humanidade, inclusive, no desenvolvimento econômico. O caminho é investir para que se aprenda com a família e na escola, o exercício da solidariedade e da bondade.

A família e a escola despertam sentimentos que permitem a compreensão humana sobre o que é viver.

Edificam com envergadura o caráter de cada pessoa, que fica livre de graves quadros patológicos, como por exemplo, a perda do apreço pela própria vida, o hábito de guardar e alimentar rancores, ressentimentos, ciúmes e disputas.

Sem o adequado investimento na família e na escola, a sociedade permanecerá a conviver com o medo e a desconfiança e, ainda, com o egoísmo que se manifesta na defesa mesquinha dos próprios interesses, sempre prejudicando o bem comum.

Há muito que modificar, quando se consideram os hábitos e práticas aprendidos e cultivados na família e na escola. É preciso coragem, humildade, disponibilidade para ouvir, seriedade e dedicação na tarefa de compreender melhor e reconfigurar as práticas cotidianas.

Diferentes complexidades surgem como desafios para o mundo atual, uma delas são as novas tecnologias, que em algumas situações comprometem laços familiares e a harmonia entre as pessoas. Não menos desafiador é o contexto urbano, tão ferido com a falta de civilidade e respeito.

Essas realidades e tantas outras que precisam ser mudadas, requerem dinâmicas com força para conduzir a sociedade no caminho do bem e da verdade, e os passos para trilhar esse trajeto são aprendidos na família e na escola.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

Não se trata de ensinar-lhes a apreciar coisas, mas a compreender a conexão entre felicidade e amor

A gratidão é expressa através de um simples gesto ou palavra. Mostra nossa apreciação e amor pelos outros. Sem gratidão somos incapazes de reconhecer quão ricamente abençoados somos e, portanto, nos tornamos terrivelmente insatisfeitos e infelizes. Essencialmente, a gratidão é uma forma de amor. O filósofo romano Cícero disse: “A gratidão não é somente a maior das virtudes; é também mãe de todas as outras”.

Como mãe, o que mais desejo para os meus filhos é a felicidade. No entanto, rezo pelo tipo de felicidade que não vem apenas do sucesso ou das riquezas mundanas. Rezo por uma felicidade que vem de saber que eles são amados e que são abençoados por isso. Com este desejo, vem a tarefa de ensinar-lhes como alcançar essa felicidade, e isso só é alcançado através da gratidão. Aqui estão seis dicas simples que você pode começar a usar hoje para garantir aos seus filhos uma vida de felicidade enquanto contam suas bênçãos:

  1. Nunca desista de lembrar seus filhos de dizer por favor e obrigado

Isso pode ser simples. Não sei quantas vezes por dia lembro aos meus pequeninos: “Como você pede algo? O que você diz quando você recebe alguma coisa?”. Pode certamente ser tedioso. Mas a gratidão é como um músculo. Você deve exercitar para que ele possa se tornar mais forte. Lembre-os de dizer “por favor” e “obrigado” nos cenários não tão óbvios e logo se tornará uma disposição que eles trarão à vida todos os dias. Não se trata apenas de ser educado, é realmente apreciar os outros e quem eles são. Eu lembro os meus filhos de agradecer a sua professora quando eles saem da escola, o carteiro, homem que retira o lixo. Se você lembrá-los pelas pequenas coisas, eles vão se lembrar de coisas maiores.

  1. Ajude-os a selecionar seus brinquedos e peça-lhes que escolham alguns para doar aos necessitados

No começo, estava um pouco relutante com essa ideia. Tinha medo de que não cooperassem; afinal, estamos falando sobre dois meninos pequenos e seus brinquedos! É desnecessário dizer que eu fiquei agradavelmente surpreendida. Meus dois filhos fizeram com entusiasmo. Houve algumas discussões sobre este carro de brinquedo e este dinossauro, mas, no final, eles escolheram livremente alguns bons brinquedos para serem distribuídos.

Aproveitei esta oportunidade para explicar o quão abençoado foram e como os outros não são tão afortunados. Se você quiser dar um passo adiante, se possível, leve-os com você para o lugar onde irá doar os brinquedos. Permitir que as crianças sigam uma tarefa do começo ao fim não só lhes dá satisfação, mas a torna memorável. Eles podem muito bem pedir para fazê-lo novamente.

  1. Reze em voz alta e agradeça a Deus por suas bênçãos e depois peça-lhes que façam o mesmo

Esteja preparado para ouvir seus pequenos recitarem todos os tipos coisas para as quais eles são gratos, como seu brinquedo tigre de borracha, a girafa e assim por diante. Isso requer muita paciência e perseverança. No entanto, é uma ótima maneira de ensinar as crianças a agradecer por tudo.Rezar alto tem um grande impacto em toda a família. Cada membro pode ouvir que eles são uma benção para os outros. À medida que envelhecem, eles esquecerão sua zebra de brinquedo e nomearão todos e cada um dos membros da família e amigos. Sim, a gratidão também pode ajudá-lo a desenvolver a virtude da paciência.

  1. Deixe-os ficar entediados!

Eu sei. Este é, de longe, o mais assustador. Vivemos numa época em que tudo está agendado e cronometrado. Quem tem tempo para o tédio? O tédio é mal visto; se você está entediado, você não está sendo produtivo. Mas as crianças precisam de tédio. Elas precisam experimentar a frustração desse sentimento para que elas possam apreciar o momento presente. É nesses momentos de absoluto tédio que a criatividade das crianças é desencadeada; a sua imaginação ganha vida. Qual a melhor forma de agradecer as pequenas coisas da vida, como os insetos nas pedras, os girinos, tortas de lama e fingir ser animais selvagens em uma selva? O tédio leva à beleza do agora e a todos os graus variados de gratidão.

  1. Atrase as gratificações

Só podemos agradecer o que temos agora. Não há melhor maneira de ajudar as crianças a descobrir o que elas têm agora do que atrasar a gratificação. Atualmente, temos acesso fácil a praticamente qualquer coisa. Nós sabemos disso, nossos filhos sabem disso, e nossa cultura garante que saibamos disso. Ser apreciativo pelo que mantem a tentação do egoísmo e da ganância. Não permitir que nossos filhos sempre tenham o que querem, quando quiserem, pode ser o ímpeto para que descubram como eles já são ricos de muitas maneiras. Com um pouco de gentileza e um pouco de retenção, isso pode se transformar em outra lição de vida que é tão boa quanto o ouro.

  1. Finalmente, leve-os para servir os pobres ou visitar os doentes

Há uma razão pela qual Jesus enfatizou essas duas ações. O contato com os menos afortunados do que nós nos leva ao contato com o próprio Jesus. Quando nos encontramos com aqueles que têm menos, nos lembramos do tanto que temos. Essa é uma ótima maneira de mostrar de forma prática e poderosa a gratidão dos nossos filhos. Seja voluntário em uma cozinha que fornece alimentos para os necessitados ou visite crianças doentes em um hospital e leve seus filhos junto com você. Não fique pensando que eles ficarão traumatizados. Deixe-os ver que em seu simples gesto de serviço, eles podem ser uma benção para os outros. Os corações gratos daqueles que são pobres, por sua vez, darão aos nossos filhos corações gratos.

Fonte: aleteia.org

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E não é um encontro romântico!

Administrar o dinheiro é um tema crítico na relação dos casais. Por isso, os problemas financeiros são um fator que contribui com muitos conflitos matrimoniais.

No dia a dia, aparecem situações financeiras difíceis e a única saída é falar serenamente com o seu marido ou sua esposa sobre isso. A comunicação é fundamental para se chegar a um acordo que satisfaça as duas partes. Apressar-se para tomar decisões financeiras sem o consentimento do outro somente trará problemas para a relação. Outros comportamentos errados na hora de lidar com o dinheiro no casamento são:

A atitude déspota do cônjuge que trabalha em relação ao que fica em casa. A expressão “eu ganho o dinheiro, portanto decido como gastá-lo” é totalmente equivocada. O casamento é uma sociedade e, como tal, ambos têm o mesmo direito de decidir como gastar e como economizar dinheiro;

Desviar parte do dinheiro destinado à manutenção da casa para o uso pessoal;

A atitude machista da mulher que gasta o dinheiro que ganha somente com ela mesma, pois tem a impressão errônea de que o homem é obrigado a manter a família;

Hobbies de um dos cônjuges excessivamente caros, os quais tiram a qualidade de vida da família ou a oportunidade de passarem férias todos juntos;

Esquecer que o cônjuge que fica em casa e que não recebe salário precisa de dinheiro para seus gastos pessoais, sem ter que ficar pedindo grana para o que trabalha. Isso pode ser muito humilhante.

Conheçam-se financeiramente

A unidade e a transparência no uso do dinheiro são fundamentais em uma relação conjugal. O ideal é que os casais, antes do casamento, tirem um tempo para falar sobre a forma como vão administrar suas finanças, conhecendo o que cada um possui.

Se você ainda não fez isso, e acha conveniente fazer, convoque uma reunião para falar sobre o tema com seu marido ou sua esposa. Os dois devem ter uma noção cabal do que necessitam e do que dispõem.

Façam essa reunião pelo menos uma vez ao ano e analisem com profundidade suas finanças. Não esperem o momento de crise para revisar e planejar, pois isso causa estresse e ansiedade.

Os temas de discussão, nessa reunião, podem incluir tópicos como:

– Documentos importantes: os dois devem saber exatamente onde estão documentos importantes como as apólices de seguro, os testamentos, os formulários de impostos, os números das contas bancárias, informações específicas sobre investimentos e muito mais.

– O orçamento doméstico: avaliem como estão gastando o dinheiro. Se seus gastos não coincidem com suas prioridades, modifiquem o orçamento doméstico para que tenham o máximo rendimento de suas receitas.

– Avaliem suas metas: analisem novamente as metas financeiras que foram definidas na última reunião. Perguntem se estão conseguindo atingi-las e se elas ainda fazem sentido para vocês. Discutam outra meta com que gostariam de trabalhar, tanto a curto, quanto a longo prazo.

– Analisem os pontos fracos: Encontrem os pontos fracos da situação financeira do casal. Vocês têm muitas dívidas? Não estão seguros em relação a seus empregos e receitas? Não têm entradas suficientes para cobrir os gastos? Se vocês identificarem estas fraquezas, podem evitar dificuldades futuras.

– Responsabilidades de cada um: Dividam suas tarefas financeiras. A administração do dinheiro de um casal é trabalho para os dois. A responsabilidade de lidar com as finanças é um exercício para ser compartilhado. Analise também se a divisão financeira que vocês fizeram é prática. O sistema funciona ou uma pessoa se sente sobrecarregada?

– Contas bancárias: avalie a autonomia financeira de cada um. Alguns casais preferem contas separadas e dividem as faturas que têm para pagar. Isso dá liberdade para cada um usar seu dinheiro. Outra opção é colocar as entradas em uma conta conjunta e pagar todas as faturas a partir desta conta, e que cada um tenha sua conta individual para gastos pessoais. Se tiverem conta conjunta, assegurem-se de comunicar cada transação realizada ao seu cônjuge.

– Cartões de crédito: Deve ser mantido pelo menos um cartão de crédito em seu próprio nome, a fim de criar um histórico de crédito próprio, sem depender do cônjuge.

Não descuide do lado financeiro do seu lar. Lembre-se de que isso é fundamental para uma relação saudável e baseada no amor.

Fonte: Aleteia – via LaFamilia.info

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Autora Mary Eberstadt destaca a correlação entre o enfraquecimento do casamento e da natalidade e o declínio da fé

Que o cristianismo parece estar em declínio em muitos países do Ocidente é coisa visível para praticamente todo o mundo, mas as respostas sobre o como e o porquê desse fenômeno ainda devem gerar muito debate.

Os exames desse processo de secularização apontam hipóteses baseadas em fatores comportamentais ligados, por exemplo, à urbanização e à tecnologia. De fato, não faltam estatísticas indicando que a prática religiosa cristã diminuiu em quase todos os países considerados mais desenvolvidos do ponto de vista econômico. Também é frequente apontar uma relação entre o declínio da família tradicional e o declínio da religião.

No entanto, a autora norte-americana Mary Eberstadt, em sua obra How the West Really Lost God (“Como o Ocidente perdeu Deus”, sem tradução ao português até o momento), apresenta uma abordagem diferente ao examinar essa relação dentro do processo geral de secularização: enquanto o mais comum é identificar o enfraquecimento familiar como consequência do enfraquecimento religioso, Mary Eberstadt propõe o contrário: que o declínio da família é uma causa do declínio da religião.

Observando que somos as pessoas mais livres da história da humanidade e, ao mesmo tempo, as mais indigentes em termos de vínculos familiares e de fé, ela ilustra a ligação fé-família citando estudos e pesquisas empíricas que, por exemplo, informam que a tendência a ir à igreja cai nas famílias com menos filhos e que, por outro lado, os homens casados e com filhos têm o dobro de probabilidade de frequentar a igreja se comparados com os homens solteiros e sem filhos. Além disso, ela cita pesquisas que demonstram que convivência pré-marital também interfere negativamente na vivência da fé.

O que você decide a respeito da sua família é um forte indicador de quanto tempo você vai dedicar ou não à igreja“, considera a autora, propondo que famílias mais sólidas e numerosas levam as pessoas a serem mais religiosas.

Mary Eberstadt reconhece que a correlação não é necessariamente de causalidade, mas destaca a mútua influência que existe entre os fatores “família” e “fé” – e entre o enfraquecimento de um e do outro. Para mencionar outro exemplo: à medida que caíram as taxas de fertilidade em muitos países ocidentais, cada vez mais pessoas passaram a “morar juntas” em vez de se casar sacramentalmente e, em paralelo, cada vez menos gente continuou frequentando a igreja. “Mais crianças e mais casamentos significam mais Deus”, conclui Eberstadt após descrever e comentar a série de transformações demográficas das últimas décadas.

A autora aborda ainda outros “clichês” da relação entre família e religiosidade, como o fato de as mulheres em geral serem mais religiosas do que os homens: enquanto outras teses aventam que a feminilidade seria mais “propensa” do que a masculinidade à prática religiosa, Eberstadt sugere algo mais constatável na prática: que a experiência da família e dos filhos, mais imediata na mulher do que no homem, leva mais facilmente à vivência da religiosidade.

Ela considera que a paternidade/maternidade pode levar os pais a uma prática religiosa mais frequente devido à necessidade, por exemplo, de proporcionar aos filhos um ambiente mais favorável à vida de comunidade.

É particularmente interessante a observação de que o cristianismo é “uma história contada através da perspectiva de uma família de 2000 anos atrás”; assim, numa sociedade cada vez mais individualista e familiarmente fragmentada, as dinâmicas familiares tornam mais fácil enxergar o sentido e sentir a atração da proposta cristã.

Mary Eberstadt registra também que as chamadas “novas tendências familiares” contrárias ao cristianismo deverão continuar a se expandir no Ocidente nos próximos tempos, mas destaca, em paralelo, que a “virada” também tende a acontecer mais cedo ou mais tarde: além do histórico de renascimentos do cristianismo em panoramas difíceis, é preciso recordar que, antropologicamente, o ser humano precisa dos vínculos familiares e voltará a recorrer a eles quando perceber que a sua ruptura não lhe trouxe nem verdadeira autonomia nem verdadeira felicidade. Aliás, a autora ressalta que, embora as pessoas não gostem de ouvir que estão erradas, o cristianismo não tem como deixar de lado a sua missão de propor um estilo de vida em que somos todos filhos do mesmo Pai; um estilo de vida que, necessariamente, implica sólidos laços de família, matrimônio indissolúvel e abertura irrevogável à vida em quaisquer circunstâncias, por mais desafiadoras que se apresentem.

A obra de Mary Eberstadt conclui, em suma, que o cristianismo e as famílias saudáveis significam uma grande vantagem para a sociedade em sua busca de sentido e felicidade.

Fonte: ALETEIA BRASIL

Vem de uma mãe de dois meninos a ideia sobre como transformar este problema temporário para os pais

Para os pais de crianças pequenas, esta época do ano traz à tona a questão do Papai Noel. As crianças devem ser desiludidas do mito o mais rapidamente possível, ou devem ser autorizadas a se divertir com a sua imaginação de renas no telhado? Em que momento da vida de uma criança, e de que maneira, os mitos devem dar lugar à realidade?

Ou, há uma maneira de transformar um no outro, com uma lição importante lançada nessa mistura?

Um post que foi compartilhado várias vezes do Facebook me chamou a atenção. Vale a pena ver. Eu o encontrei no perfil de Charity Hutchinson, embora, aparentemente, tenha sido escrito por uma mãe chamada Leslie Rush.

“Em nossa família, nós temos um caminho especial de transição das crianças que parte da experiência de receber o Papai Noel e, depois, de se tornar um Papai Noel”, escreveu Rush. “Dessa forma, a construção do Papai Noel não é uma mentira que é descoberta, mas uma série de desdobramentos de boas ações e espírito natalino.”

A autora sugere levar a criança para almoçar quando ela tiver 6 ou 7 anos, ou “quando você ver que há aquela suspeita de que Papai Noel pode não ser uma criatura material…Pegamos nosso lugar, pedimos nossas bebidas e o seguinte pronunciamento é feito:”

Você cresceu muito este ano. Você não está só mais alto, mas eu posso ver que seu coração cresceu também.

Os pais “apontam 2 ou 3 exemplos de comportamento empático, a consideração pelos sentimentos das pessoas, boas ações, etc, que o garoto fez no ano passado.” E continuam:

Na verdade, seu coração cresceu tanto que eu acho que você está pronto para se tornar um Papai Noel.

Você provavelmente notou que a maioria dos Papais Noeis que você vê são pessoas vestidas como ele. Alguns de seus amigos já devem ter lhe contato que Papai Noel não existe. Muitas crianças pensam isso porque elas ainda não estão preparadas para ser um Papai Noel. Mas você está.

Conte-me as melhores coisas sobre Papai Noel.

Os pais são aconselhados, aqui, a despertarem nas crianças bom sentimentos de terem feito alguma coisa para os outros.

Bem, agora você está pronto para fazer seu primeiro trabalho como Papai Noel.

É importante, observa Rush, “manter o devido tom conspiratório.”

“Depois, as crianças têm que escolher alguém que elas conheçam – um vizinho, normalmente”, continua a autora. “A missão das crianças é secreta, elas têm que descobrir alguma coisa que a pessoa precisa e, depois, providenciar, embrulhar e entregar – e nunca revelar ao público de onde veio o presente. Ser um Papai Noel não é só receber o mérito. É uma dádiva altruísta.”

Como um exemplo de como isso foi feito, Rush escreve sobre uma vizinha conhecida como “dona bruxa”, um apelido que lhe foi dado devido à sua maldade com as crianças que gritavam enquanto brincavam, ou que, acidentalmente, lançavam um frisbee no jardim dela. O filho mais velho de Rush notou que todas as manhãs ela ia para fora pegar seu jornal descalça, “então ele percebeu que ela precisava de chinelos.” Como um detetive, ele descobriu o tamanho dos seus pés antes de comprar os chinelos quentes.

Ele os embrulhou e escreveu ‘Feliz Natal! De: Papai Noel.’ Depois do jantar, uma noite, ele desceu para a casa dela e deixou o pacote debaixo do portão. Na manhã seguinte, nós a vimos saindo para pegar o jornal, apanhando o presente e entrando. Meu filho estava todo eufórico  e não podia esperar para ver o que aconteceria depois. Na manhã seguinte, quando nós saímos, lá estava ela pegando o jornal e usando os chinelos. Ele ficou extasiado. Eu tive de lembrá-lo que ninguém poderia saber o que ele fez, se não ele não seria um Papai Noel.

O filho de Rush continuou sua missão secreta por muito anos, e, quando o segundo filho dela atingiu a idade, seu primeiro filho teve a honra de instrui-lo. Rush é grata por ver como eles adotaram bem a generosidade, e o fato que eles nunca se sentiram enganados, porque eles foram inseridos no “Segredo de Ser Papai Noel”.

Então, pais, o que vocês acham? Vocês tentariam sozinhos? Deixem-nos saber o que acontece. Ou nos conte outra abordagem que funcione para você e sua família.

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John Burger é editor na versão em inglês de Aleteia.

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Depoimento arrasador sobre a sensação de solidão de uma idosa ignorada pela família

Não sei que dia é hoje. Nesta casa não há calendários e, na minha memória, as datas estão todas emaranhadas. Eu me lembro daqueles calendários grandes, uns primores, ilustrados com imagens dos santos, que colocávamos ao lado da penteadeira.

Agora não há mais nada disso. Todas as casas antigas foram desaparecendo. E eu, eu também fui me apagando, sem que ninguém se desse conta.

Primeiro me trocaram de quarto, porque a família cresceu. Depois me passaram para outro menor ainda, acompanhada de uma das minhas bisnetas. Agora ocupo o quartinho das bugigangas, que fica no quintal. Prometeram trocar o vidro quebrado da janela, mas esqueceram, e, todas as noites, ele deixa passar um arzinho gelado que aumenta as minhas dores reumáticas.

Faz muito tempo que eu tinha intenção de escrever, mas passei semanas procurando uma caneta e, quando encontrava, eu mesma voltava a esquecer onde a tinha posto. Na minha idade as coisas se perdem facilmente: claro que é uma doença delas, das coisas, porque eu tenho certeza de que as tenho; são elas que sempre desaparecem.

Numa outra tarde, notei que a minha voz também tinha desaparecido. Quando eu falo com os meus netos ou com os meus filhos, eles não me respondem. Todos conversam sem me olhar, como se eu não estivesse com eles, escutando atenta o que eles dizem. Às vezes tento participar da conversa, certa de que vou dizer algo em que nenhum deles tinha pensado, e de que os meus conselhos vão ser bem úteis para eles. Mas eles não me ouvem, não me olham, não me respondem. Então, cheia de tristeza, eu me retiro para o meu quarto antes de terminar a xícara de café. E faço assim, de repente, para que eles entendam que estou chateada, para que se deem conta de que me ofenderam e venham me buscar e peçam desculpas… Mas não vem ninguém.

Outro dia lhes disse que, quando eu morresse, aí sim todos iam sentir a minha falta. O neto menor disse: “Ah, mas a senhora ainda está viva, vovó?”. Eles acharam tanta graça que não paravam de rir.

Três dias fiquei chorando no meu quarto, até que, certa manhã, entrou um dos rapazes para pegar uns pneus velhos e nem bom dia me deu. Foi então que eu percebi que sou invisível. Parei no meio da sala para ver se, atrapalhando, eles me olhavam, mas a minha filha continuou varrendo sem me tocar, e as crianças corriam ao meu redor, de um lado para o outro, sem tropeçar em mim.

Quando meu genro ficou doente, achei que era uma oportunidade para ser útil a ele. Levei um chá especial que eu mesma preparei. Coloquei-o na mesinha e me sentei para esperar que ele o tomasse, mas ele continuou vendo televisão e nenhum movimento me indicou que ele tinha sequer notado a minha presença. O chá foi esfriando pouco a pouco, e, junto com ele, o meu coração.

Numa sexta-feira, as crianças se alvoroçaram  e vieram me dizer que no dia seguinte íamos todos passar um dia no campo. Fiquei muito contente! Fazia tanto tempo que eu não saía, menos ainda para passear!

No sábado, fui a primeira a me levantar. Quis arrumar as minhas coisas com calma. Nós, velhos, demoramos muito para fazer qualquer coisa; então eu me adiantei para não atrasá-los. Eles entravam e saíam da casa correndo e levavam bolsas e brinquedos para o carro. Eu já estava pronta e, muito alegre, fiquei na sala esperando.

Quando arrancaram e o carro desapareceu, numa nuvem de barulho, eu entendi que não tinha sido convidada; talvez porque não coubesse no carro ou porque os meus passos tão lentos impediriam que todos eles andassem e corressem à vontade pelo bosque.

Senti o meu coração se apertar. O meu queixo tremia como quando a gente não aguenta mais engolir a vontade de chorar.

Vivo com a minha família e fico mais velha a cada dia, mas, coisa curiosa, não faço mais aniversário. Ninguém se lembra. Todos estão ocupados. Eu os entendo. Eles sim fazem coisas importantes. Eles riem, gritam, sonham, choram, se abraçam, se beijam. Eu nem sei mais como é o gosto de um beijo. Antes, os pequeninos me davam beijinhos e era um gosto enorme tê-los nos braços, como se fossem meus! Eu sentia a ternura da sua pele e a doçura da sua respiração bem perto de mim! A vida nova me invadia como um alento e até me dava vontade de cantar cantigas de berço que eu nem imaginava que ainda me lembrasse.

Mas, um dia, a minha neta Margarita, que acabava de ter seu bebê, disse que não era bom que os velhos beijassem os bebês por motivos de saúde. Eu não me aproximei mais, para não lhes passar algo ruim com as minhas imprudências. Tenho muito medo de contagiá-los!

Eu dou a todos eles a minha bênção e o meu perdão, porque, afinal, que culpa eles têm, coitados, de eu ter ficado invisível?

Tomara que no dia de amanhã, quando eles ficarem velhos, continuem tendo essa união entre eles e não sintam o frio nem as decepções.

Que tenham inteligência suficiente para aceitar que a vida deles não conta mais, como pedem de mim.

E Deus queira que eles não virem “velhos sentimentais que ainda querem chamar a atenção”.

E que os filhos deles não os façam se sentir como sombras, para que no dia de amanhã não tenham que morrer já estando mortos desde antes… como eu.

Texto original em espanhol por Silvia Castillejos

Fonte: ALETEIA BRASIL

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Uma incrível demonstração de amor de uma criança de apenas 10 anos

Um caso de pobreza em Portugal está mostrando as dificuldades econômicas de algumas pessoas, mas também um lado bem mais bonito. O gesto de amor de uma menina de dez anos não salva tudo, mas este aí até serve para matar a fome.

Maria Eduarda Cavaco contou como está passando mal e que, em muitas noites, seu jantar se resume a um copo de#Leite com chocolate, que a bisneta dá para ela. A menina deixou de tomar o seu leite na escola, para guardar e depois entregar para sua bisavó, que está vivendo em dificuldades sérias, no Algarve.

Um caso de pobreza em Portugal está mostrando as dificuldades econômicas de algumas pessoas, mas também um lado bem mais bonito. O gesto de amor de uma menina de dez anos não salva tudo, mas este aí até serve para matar a fome.

Maria Eduarda Cavaco contou como está passando mal e que, em muitas noites, seu jantar se resume a um copo de#Leite com chocolate, que a bisneta dá para ela. A menina deixou de tomar o seu leite na escola, para guardar e depois entregar para sua bisavó, que está vivendo em dificuldades sérias, no Algarve.

Mata fome a avó com leite escolar

Foto: Luís Costa

A #criança não está vivendo com essa bisavó, na mesma casa, mas sempre arranja uma forma para levar o seu leite, que deixou de beber na escola, só para ajudar Maria Eduarda, de 74 anos. A idosa falou sobre suas dificuldades, especialmente na alimentação. Na mesma casa, estão vivendo seis pessoas, e nenhuma está trabalhando. São apenas 700 euros para toda a família, em cada mês, mas quase tudo fica na farmácia, em remédios, uma vez que todos eles têm doenças proibitivas. Além de Maria Eduarda, na mesma casa estão vivendo mais dois filhos seus, uma delas, inválida, por doença, o marido da filha e dois netos. Entre eles, ninguém está trabalhando e o único dinheiro que entra nessa casa é o de ajudas para a idosa e para a filha doente, dinheiro esse que não está chegando para cobrir todos os gastos.

Maria Eduarda contou para o jornal Correio da Manhã que, para o almoço, ainda recebem ajudas, da Misericórdia, que estão oferecendo refeições para os cinco. No entanto, para o jantar, as ajudas não chegam e a idosa acaba passando fome. Vai valendo o leite com chocolate que a bisneta leva para ela, mas que não escondem as dificuldades que essa família está passando.

Para lá da falta de comida, a situação tem se agravado ultimamente. Maria Eduarda Cavaco diz que está se tornando cada vez mais difícil pagar as despesas da casa, como água, luz e renda. Televisão não tem e até a geladeira está quebrada, precisando ser consertada. Vivendo em cadeira de rodas, Maria Eduarda nem tem uma cama onde dormir, e acaba passando a noite, deitada no sofá.

Fonte: BLASTINGNEWS

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Pesquisadores da Universidade de Connecticut investigaram os impactos na personalidade de quem sofreu rejeição do pai na infância

Nem é preciso a Ciência dizer que a participação de quem exerce o papel paternal é fundamental no desenvolvimento da criança, mas, para confirmar essa teoria no campo da psicologia social, pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos EUA, investigaram os impactos na personalidade de pessoas que sofreram rejeição do pai na infância.

As conclusões da pesquisa foram publicadas no Science Daily e trazem evidências sobre o impacto do amor e da dedicação (ou da falta deles) na vida adulta dos participantes.

De acordo com os pesquisadores, não há nenhuma outra experiência pessoal que tenha um efeito tão forte quanto a rejeição do pai – seja por qual motivo for – especialmente quando ainda se é criança.

Os cientistas ainda investigaram como se configura a dor de não ser aceito por quem deveria estabelecer o vínculo paternal e quais são os aspectos sociais que interferem na relação pai e filho. Leia mais a seguir.

Importância do pai na infância

Os pesquisadores da Universidade de Connecticut, Abdul Khaleque e Ronald Rohner, analisaram 36 estudos de psicologia social, totalizando mais de 10 mil participantes, para estabelecer qual é a relação da aceitação ou da rejeição do pai com as características de personalidade dos voluntários na vida adulta.

A primeira conclusão diz respeito à forma de reagir a esse comportamento de quem deveria cuidar e representar uma “figura de apego”.

“Crianças e adultos em todos os lugares, independentemente das diferenças de raça, cultura e gênero, tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se percebem como sendo rejeitados por seus cuidadores ou figuras de apego”, relataram.

As respostas foram classificadas, de maneira geral, em dois pares de características de personalidade: ansiedade e insegurança ou hostilidade e agressividade. Estes fatores podem perdurar até quando o indivíduo vira adulto, “tornando mais difícil que os rejeitados formem relações seguras e de confiança com seus parceiros íntimos”.

O estudo pondera que as conclusões também levam em conta as disposições de personalidade.

Como é a dor de ser rejeitado

Khaleque e Rohner também cruzaram pesquisas dos campos da psicologia e da neurociência e constataram que as partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas são as mesmas de quando experimentam dor física.

Um fator, especialmente, torna a experiência da rejeição ainda mais negativa, segundo os pesquisadores: a possibilidade de reviver a dor emocional ao longo dos anos.

“Ao contrário da dor física, as pessoas podem reviver psicologicamente a dor emocional da rejeição repetidamente durante anos”, diz Rohner.

Amor e desenvolvimento

Por fim, a pesquisa concluiu que o amor do pai é fundamental para o desenvolvimento pessoal e que o reconhecimento desta importância deve mitigar a incidência de ‘culpa da mãe’, conceito muito comum no convívio social para justificar o comportamento das crianças.

“A grande ênfase nas mães e na maternidade leva a uma tendência inapropriada de culpar as mães pelos problemas de comportamento das crianças e pelo desajuste quando, de fato, os pais são frequentemente mais implicados do que as mães no desenvolvimento de problemas como estes”.

(via Vix)

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