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REDAÇÃO CENTRAL, 14 Mar. 18 / 02:40 pm (ACI).- O famoso astrofísico Stephen Hawking faleceu na terça-feira, 13 de março, aos 76 anos. Em meio ao seu ateísmo declarado e apesar de negar a existência de Deus, apresentamos alguns aspectos que o relacionaram com a fé católica.

1. A fé de sua ex-esposa em Deus salvou sua vida

“Por favor, Senhor, que Stephen esteja vivo!”, foi a prece desesperada que Jane Wilde expressou em voz baixa em 1985, quando lhe disseram por telefone que seu marido, o famoso cientista Stephen Hawking, teria que ser desconectado do respirador após entrar em coma por uma pneumonia.

Jane recorda esta cena em seu livro “Rumo ao infinito”, no qual conta que se apegou a Deus nesta ocasião como em muitas outras vezes “para resistir e manter a esperança” frente ao ateísmo fervente de seu marido doente, que desprezava e inclusive zombava de suas “superstições religiosas”, porque “a única deusa de Stephen Hawking é e sempre foi a Física”.

Wilde recordou que os médicos suíços lhe deram a entender que não havia nada a fazer e que, se ela autorizasse, desconectariam o respirador artificial para deixá-lo morrer com a mínima dor possível.

“Desconectar o respirador era impensável. Que final mais ignominioso para uma luta tão heroica pela vida! Que negação de tudo pelo que eu também tinha lutado! Minha resposta foi rápida: Stephen deve viver”, afirmou.

Os médicos se viram na obrigação de realizar uma traqueostomia que salvou a vida do cientista, mas também o deixou sem fala, obrigando-o a comunicar-se com a voz robótica de seu sintetizador.

2. Era membro da Pontifícia Academia das Ciências

No final do mês de novembro de 2016, Hawking chegou ao Vaticano para dar uma palestra sobre a origem do universo e levou algumas pessoas a se questionar sobre o que exatamente estava fazendo o astrofísico e autoproclamado ateu no coração da Igreja Católica.

A visita não era nada extraordinária, pois há algum tempo o astrofísico era membro da Pontifícia Academia das Ciências, da qual participam os 80 cientistas mais brilhantes do mundo, e estava na Cidade do Vaticano para seu encontro anual.

A religião não é um critério para os membros da Pontifícia Academia das Ciências. O presidente do grupo, Werner Arber, Prêmio Nobel de Medicina de 1978, é protestante. Há membros da Academia que são católicos, ateus, protestantes e membros de outras religiões.

Esta política aberta dos membros existe porque a Pontifícia Academia das Ciências foi pensada como um lugar onde a ciência e a fé possam se encontrar e discutir. Não é um foro confessional, mas um lugar onde é possível ter uma discussão aberta e examinar os futuros avanços científicos.

3. O seu ateísmo estava baseado na ciência?

O chanceler da Pontifícia Academia das Ciências, Dom Marcelo Sánchez Sorondo, recordou que perguntou a Hawking se ele havia chegado à conclusão de que Deus não existe como cientista ou com base em sua experiência de vida.

A esta pergunta, explicou o Prelado, “Hawking teve que admitir que a sua afirmação não tinha nada a ver com a ciência”.

Dom Sánchez Sorondo também disse que “o cientista descobre coisas que não havia colocado lá. Questionar quem colocou essas coisas lá é um tema teológico. O cientista só as descobre, o crente vê nelas a presença de Deus”.

4. Reconheceu que um sacerdote é o pai da teoria do Big Bang

Durante a sua conferência no Vaticano em novembro de 2016, Stephen Hawking prestou homenagem ao Pe. Georges Lemaitre, presidente da Pontifícia Academia das Ciências entre 1960 e 1966.

Hawking disse que o sacerdote belga era o verdadeiro pai da “Teoria do Big Bang” e não o físico George Gamow.

“Georges Lemaitre foi o primeiro a propor um modelo no qual o universo teve um começo infinitamente denso. Assim, ele e não George Gamow é o pai do Big Bang”, disse.

5. Encontrou-se com quatro Papas

Durante a sua visita ao Vaticano em 2016, Stephen Hawking foi recebido pelo Papa Francisco. Há alguns anos, ele também se encontrou com o Papa Emérito Bento XVI.

O astrofísico teve a oportunidade de conhecer São João Paulo e o Beato Paulo VI.

Fonte: http://www.acidigital.com/

Cultura católica ao alcance de todos

Paróquia, define-a o Direito canônico, é a comunidade dos fiéis submetida ao pároco, ou por outra, é o território sobre o qual se estende a jurisdição do pároco.

Nos primeiros séculos da Igreja não existiam as paróquias; existiam apenas os bispados ou Dioceses administradas pessoalmente pelos bispos, legítimos sucessores dos Apóstolos.

Assim, podemos dizer que cada diocese constituía uma única paróquia cuja matriz era a catedral, única Igreja, então que possuía a pia batismal. Os bispos, nas suas catedrais, acercavam-se de sacerdotes auxiliares para o serviço do culto e administração dos sacramentos.

Com a propagação da fé, formaram-se núcleos numerosos de fiéis nas grandes cidades e nas aldeias. Daí, a necessidade de se construírem templos para comodidade desses fiéis, que nem sempre podiam recorrer facilmente ao bispo devido à distância que os separava da sede diocesana.

Para essas igrejas, os bispos enviavam sacerdotes, por turno, para fazerem o serviço ministerial, regressando depois à sede do bispado. Nas igrejas rurais porém, forçoso foi confiar-se a sacerdotes determinados a sua administração marcando-lhes um território ou comarca, para o exercício da sua jurisdição. Esse território ou comarca é o que chamamos “paróquia”.

Pelos fins do século IV é que apareceram as primeiras paróquias na Itália e em Alexandria. Santo Athanasio, na sua segunda Apologia, diz que no seu tempo havia dez igrejas paroquiais em Maréctis da diocese de Alexandria.

A paróquia é, portanto, uma instituição venerada pela sua antiguidade. Ela está para o reino espiritual que chamamos Igreja, como as comarcas civis estão para a nação: é a célula viva do organismo da Igreja; é a família espiritual que, unida a outras, forma a sociedade espiritual.

Para sermos patriotas é necessário que votemos o nosso amor e a nossa dedicação não só à pátria em sua generalidade (quase abstrata e especulativa), mas também – e mais praticamente – aquele torrão da Pátria onde floriu o nosso berço, ou nos acolheu depois, adotando-nos como filhos.

Igualmente, para sermos católicos, como é nosso estrito dever, é preciso que o nosso amor e a nossa dedicação à Igreja se evidenciem, tanto em relação à Igreja no seu conjunto, na sua catolicidade, como na mínima porção do seu admirável organismo, na paróquia.

Tudo quanto possa concorrer para o progresso espiritual da paróquia, e mesmo material, deve interessar sobremodo os paroquianos. Estes devem ter verdadeiras e santas emulações para verem sempre a sua paróquia na vanguarda das demais.

A igreja matriz deve ser o expoente da fé e da piedade dos paroquianos. Todas as funções realizadas na matriz devem ser bastante concorridas e revestir-se de grande pompa.

Os sacramentos devem ser, de preferência, recebidos na matriz, para maior edificação dos fiéis. A matriz deve estar sempre provida de tudo quanto há de melhor para o esplendor do culto; mas para isso devem dispor de recursos fornecidos pelos paroquianos e pelo pároco.

A missão da Igreja católica apostólica romana no mundo

A Igreja, comunidade santa convocada pela Palavra, tem como uma de suas principais tarefas a de pregar o evangelho (cf. Lumen gentium, 25). Evangelizar é necessariamente anunciar com alegria o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o Reino e o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus (cf. Evangelii nuntiandi, 22).

Toda evangelização parte do mandato de Cristo a seus apóstolos e sucessores, desenvolve-se na comunidade dos batizados, no seio de comunidades vivas que compartilham a sua fé e se orienta ao fortalecimento da vida de adoção filial em Cristo, que se expressa principalmente no amor fraterno. Só uma Igreja evangelizada é capaz de evangelizar. (Fonte: “Santo Domingo” nº 23)

A missão da Igreja particular

As Igrejas particulares têm como missão prolongar para as diversas comunidades “a presença e a ação evangelizadora de Cristo” (Puebla, 224), já que são “formadas à imagem da Igreja universal nas quais e, a partir das quais, existe uma só e única Igreja Católica” (Lumen gentium, 23).

A Igreja particular é chamada a viver o dinamismo de comunhão-missão, “a comunhão e a missão estão profundamente unidas entre si; compenetram-se e se implicam mutuamente, ao ponto de a comunhão representar, ao mesmo tempo, a fonte e o fruto da missão… sempre é o único e idêntico Espírito que convoca e une a Igreja e que a envia a pregar o Evangelho até os confins da terra” (Christifidelis laici, 32).

A Igreja particular, conforme o seu ser e a sua missão, por congregar o povo de Deus de um lugar ou região, conhece de perto a vida, cultura, os problemas de seus integrantes e é chamada a gerar ali, com todas as suas forças, sob a ação do Espírito, a nova evangelização, a promoção humana, a inculturação da fé (cf. Redemptoris missio, 54). (Fonte: “Santo Domingo” nº 33)

A missão da paróquia

A paróquia, comunidade de comunidades e movimentos, acolhe as angústias e esperanças dos homens, anima e orienta a comunhão, participação e missão. “Não é principalmente uma estrutura, um território, um edifício, é a família de Deus, como uma fraternidade animada pelo Espírito de unidade”… “A paróquia se funda sobre uma realidade teológica porque ela é uma comunidade eucarística”… “A paróquia é comunidade de fé, e uma comunidade orgânica… na qual o pároco, que representa o bispo diocesano, é o vínculo hierárquico com toda a Igreja particular” (Christifideles laici, 26).

Se a paróquia é a Igreja que se encontra entre as casas dos homens, ela vive e trabalha profundamente inserida na sociedade humana e intimamente solidária com suas aspirações e dificuldades.

A paróquia tem a missão de evangelizar, de celebrar a liturgia, de fomentar a promoção humana, de fazer progredir a inculturação da fé nas famílias, nos grupos e movimentos apostólicos, e através deles, em toda a sociedade. A paróquia, comunhão orgânica e missionária, é assim uma rede de comunidades.

(Via Padre Félix)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Cidade do México, 09 Jan. 18 / 05:00 pm (ACI).- Um católico pode ser a favor da eutanásia? O Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME) publicou uma guia sobre a posição da Igreja em relação à erroneamente chamada “morte doce”, recordando que “a vida é um dom de Deus e só Ele tem o poder para dá-la ou tirá-la”.

A reflexão do SIAME se insere no contexto da aprovação da eutanásia na Constituição da Cidade do México em janeiro de 2017, após uma proposta “impulsionada por Jesús Ortega, do Partido da Revolução Democrática”.

Para o informativo da Arquidiocese da Cidade do México, “a Sagrada Escritura é clara ao assinalar que a vida é um dom de Deus e só Ele tem o poder para dá-la ou tirá-la. Sob esta ideia, toda pessoa, instituição ou governo devem fazer todo o possível para ajudar a conservar a própria vida e a dos demais”.

Por isso, sublinhou, “não é possível que nenhuma pessoa, instituição ou governo considere que tem direito de tirar a vida de outra pessoa”.

“O que seria da humanidade se alguém se atrevesse a dizer quem deve viver e quem não deve?”, questionou.

O informativo católico mexicano assinalou que, na atualidade, “considera-se que a pessoa morreu quando é declarada morte cerebral. Quando isso acontece, embora os órgãos do corpo continuem funcionando, considera-se que a pessoa já morreu”.

“Nestes casos, é apropriada a doação de órgãos para ajudar a fim de que outros continuem vivendo”, destacou.

Entretanto, advertiu, “enquanto o cérebro seguir funcionando, considera-se que a pessoa se mantém viva, apesar de ter perdido a motricidade (movimento), sensibilidade, coincidência (aparentemente) e capacidade de comunicação”.

“A Igreja pede que se façam todos os esforços possíveis para ajudar a que a pessoa se mantenha com vida”, recordou.

O SIAME indicou que atualmente influencia “nas decisões para conservar ou tirar a vida o tema da dor e do sofrimento. Parece que com dor não vale a pena viver”.

“Isto reflete o pensamento de uma sociedade na qual só são bem vistos o conforto e o prazer; na qual a dor e o sofrimento parecem não ter lugar”, assinalou.

“Porém, qual seria a medida da dor? Até onde se poderia ou teria que suportar? O que dói mais, a dor física ou a dor moral? Nesse sentido, a Sagrada Escritura e a Igreja ensinam que a dor e o sofrimento são parte da própria vida e podem ter um sentido redentor”.

O informativo da Arquidiocese do México sublinhou que, “se a ciência dita que uma pessoa está viva e deixa de administrar-lhe a ajuda necessária para que continue vivendo, no fundo está se cometendo o delito do assassinato, embora o disfarce de ‘não se estar matando, mas deixando a pessoa morrer’”.

“Isso seria comparável a deixar um bebê morrer de fome, o qual ainda não é capaz de obter o alimento por si mesmo, e depois alegar que não o matou, mas que o pequeno morreu por sua culpa ou desejo”.

O SIAME concluiu assegurando que “é inconcebível, e claramente imoral, que a Constituinte tenha tornado direito o que na verdade é um delito”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

REDAÇÃO CENTRAL, 14 Dez. 17 / 04:00 am (ACI).- “À tarde te examinarão no amor. Aprende a amar a Deus como Deus quer ser amado e deixa a tua própria condição”, costumava dizer João da Cruz, doutor da Igreja, cuja festa é celebrada neste dia 4 de dezembro.

São João da Cruz nasceu em Fontiveros, província de Ávila, na Espanha, em 1542. Sua família era pobre. Na escola, começou a aprender o ofício de tecelão e mais tarde trabalhou como empregado do diretor de um hospital. Enquanto estudava no Colégio dos Jesuítas, praticava a mortificação corporal.

Aos 21 anos, tomou o hábito no convento das Carmelitas de Medina del Campo e viveu muito observante da regra original do Carmelo. Foi ordenado em 1567 e pediu a Deus a graça especial de que o conservasse sempre em graça, sem pecado, e poderia sofrer com coragem e paciência todos os tipos de dores, penas e enfermidades.

Conheceu Santa Teresa de Jesus, que depois de fundar a Comunidade das Irmãs Carmelitas Descalças, também queria fundar uma comunidade de Padres Carmelitas que fossem observantes das regras com a maior exatidão possível. João da Cruz aceitou a proposta e com isso, tiveram início os Carmelitas Descalços.

Deus lhe concedeu a qualidade de saber ensinar o método para alcançar a santidade. Seus ensinamentos foram escritos e resultaram em livros muito importantes, o que o levou a ser declarado Doutor da Igreja. Entre seus livros famosos está “Subida do Monte Carmelo” e “Noite Escura da Alma”.

Foi também um grande poeta. Ele é admirado pela musicalidade de sua poesia e a beleza de seus versos. Seu “Cântico Espiritual” é bem conhecido.

São João da Cruz foi para a casa do Pai em 14 dezembro de 1591, aos 49 anos. Foi canonizado no ano de 1726 e, em 1926, o Papa Pio XI o declarou Doutor da Igreja.

Fonte: http://www.acidigital.com/

O Catecismo da Igreja Católica nos ajuda a compreender o que são as exéquias

A palavra exéquias provém do verbo latino exsequi, que significa “seguir” e refere-se ao cortejo fúnebre que segue o corpo do defunto até o túmulo. Para entender o significado cristão disso, encontramos uma profunda explicação das exéquias no Catecismo da Igreja Católica. A primeira parte do Catecismo nos apresenta as verdades da fé, o Credo. A segunda parte se refere à Celebração do Mistério Cristão; a terceira parte à moral cristã, definida como “vida em Cristo”; e a última parte à oração cristã (na qual se destaca o comentário sobre o ‘Pai-Nosso’).

A reflexão sobre as exéquias se encontra na segunda parte, depois da explicação sobre os sacramentos (Batismo, Confirmação, Eucaristia etc.).

É bom lembrar que todo o Catecismo da Igreja Católica está disponibilizado na Internet e, no seguinte site, encontra-se a parte que se refere às “Exéquias Cristãs” (números 1680-1690): http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p2s2cap4_1667-1690_po.html

Reflexões

Destacam-se, a seguir, algumas reflexões do Catecismo sobre as Exéquias.

Antes de tudo, há um item sobre “A última Páscoa do cristão”. Aqui, lembra-se que a Morte e a Ressurreição de Cristo revelam para nós o sentido da nossa morte: o cristão que morre em Cristo Jesus “abandona este corpo para ir morar junto do Senhor” (2 Coríntios 5,8).

A Igreja, como mãe, acompanha o cristão no termo da sua caminhada para entregá-lo ‘nas mãos do Pai’. Em seguida, fala-se explicitamente sobre “A celebração das exéquias”.

Onde acontecem as exéquias?

A Celebração das Exéquias, aqui no Brasil, acontece, frequentemente, em três lugares: o velório municipal, onde os parentes recebem os amigos do falecido; o cemitério, onde se sepulta o corpo do falecido; e a Igreja onde se celebra a Missa do sétimo dia.

Nesses três lugares, muitos cristãos escutam a Palavra de Deus, especialmente os Evangelhos, e rezam. A Palavra nos transmite o sentido da morte para o cristão, como acima lembrado. E a oração expressa a nossa fé na “comunhão dos santos”. “Santos” são os santificados pelo batismo, que procuram viver sua fé de maneira coerente. A morte não nos separa dos falecidos: nós permanecemos “em comunhão” com eles. Eles estão em Deus e rezam por nós; e vice-versa. Na vida presente, muitas vezes, a fé é misturada com pecados de fraqueza e egoísmo, que, mesmo assim, não rompem de maneira radical a comunhão com Deus e com os irmãos. Então, logo após a morte, os cristãos vão completar sua conversão: e aqui encontramos a fé católica na existência do Purgatório. Vivos e falecidos permanecem, pois, unidos, e rezam reciprocamente uns pelos outros, para que a conversão total a Cristo seja completa.

A esse respeito, é bom lembrar a origem da palavra “cemitério”. Na língua grega koimeterion (κοιμητήριον) significa “lugar de repouso”, dormitório. Sim, mas quem vai dormir, depois do descanso, levanta. E nós levantaremos, no dia da ressurreição: para viver com Cristo, que destruirá a morte para sempre. A palavra “cemitério” aponta, pois, para o sentido profundamente cristão da morte.

Quanto à Missa de sétimo dia, é importante lembrar que a Eucaristia é a celebração mais solene dos cristãos, na qual anunciamos a morte do Senhor que ressuscitou, que nos ressuscitará e está presente na Eucaristia como semente de ressurreição. Podemos, então, afirmar que este é o “momento forte” das exéquias cristãs.

Nos três lugares das exéquias, nós cristãos somos chamados a ser missionários, quer dizer, anunciadores da morte-ressurreição de Cristo, que dá um novo sentido à vida e à morte. As exéquias são, pois, um “momento de graça” para renovar a nossa fé e para proclamá-la.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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“Querida Igreja, vós não me deveis nenhum pedido de desculpas, vós não me deveis nada. Sou eu quem vos devo tudo.”

Querida Igreja Católica,

Como um ex-homossexual que voltou para vós à procura de Deus, eu gostaria que soubésseis que não, vós não me deveis nenhum pedido de desculpas. Nunca, por nenhum momento, em meus 43 anos levando um estilo de vida homossexual, eu me senti marginalizado pela Igreja. A Igreja nunca me abandonou. Jamais eu senti como tivesse sido desamparado. Fui eu quem me desamparei a mim mesmo. Nem por uma vez sequer eu me senti rejeitado pela Igreja, como se não tivesse lugar nela. Vossas portas sempre estiveram abertas para mim. Fui eu quem as atravessei e fui embora.

Vós tendes de saber que não houve um só dia, em meus 43 anos, em que eu não reconhecesse o quão ofensivo a Deus era o meu comportamento. Olhando para trás, posso dizer honestamente que o obstáculo entre Deus e eu, posto por mim mesmo, constituiu um de meus maiores sofrimentos. O que me manteve afastado da Igreja foi a minha estupidez e o meu sentimento de culpa. Vós me destes a verdade e eu a rejeitei.

Como isso pôde ter acontecido? Muito simples. Eu usava desculpas. Insistia em que não detinha nenhum autocontrole sobre meu pecado. Entrei numa mentalidade de que talvez, por acaso, um Deus amoroso estivesse bem com tudo o que eu estava fazendo. Qualquer que fosse a verdadeira razão para isto, achei muito mais fácil ocultar toda a minha culpa no recanto mais escondido da minha consciência. E, então, por 43 anos, todo aquele pecado e toda aquela culpa permaneceram empoeirados e sem arrependimento algum.

Vós não me deveis nenhum pedido de desculpas. Fui eu quem ofendi a Deus, a sua Igreja e os seus ensinamentos. Fizestes a vossa parte. Proclamastes a verdade na caridade, mas eu a ignorei. Eu tenho e assumo a total responsabilidade por meus caminhos pecaminosos. Fui eu quem rejeitei as muitas cruzes que o Senhor me deu. Fui eu quem enfrentei meus demônios. Fui eu quem rejeitei a salvação que vós me oferecestes.

Ao longo de meus 43 anos afastado da Igreja, Deus concedeu-me uma cruz após a outra e eu as rejeitei todas. Foi só em 2008, quando contraí o vírus da SIDA, que se abriram as comportas de minha consciência. Foi naquele dia que eu percebi o quanto precisava de vós. Era chegada a hora de eu arrastar os meus pecados empoeirados e atravessar aquela porta que sempre esteve aberta para mim por tantos anos.

Obrigado por me terdes acolhido de volta. Obrigado por me dar a coragem de proclamar o que me tendes ensinado há tanto tempo. Vós não me deveis nada. Sou eu quem vos devo tudo.

Não, a Igreja não deve aos homossexuais um pedido de desculpas. As portas estão abertas. Aceite a verdade na caridade e saiba que Deus sempre o ajudará a carregar a sua cruz. Tome a sua cruz como eu tomei. Deus está esperando. Não tenha medo. A Igreja não é sua inimiga.

Eu estou velho agora e bastante afetado por problemas de saúde. Mal sou capaz de carregar a minha cruz. Mas eu estou onde eu quero estar. Perto de Deus, próximo de sua Igreja e adorando a verdade que eu rejeitei por tantos anos.

A Igreja deve pedir desculpas, no entanto, por seus padres e bispos favoráveis à homossexualidade, os quais estão colocando as almas dos homossexuais em grande perigo, por não dar a eles a verdade do Evangelho.

Em Cristo,

Ir. Christopher Sale
Fundador dos Irmãos do Padre Pio

 

(via Pe. Paulo Ricardo)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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REDAÇÃO CENTRAL, 20 Set. 17 / 05:00 am (ACI).- “Minha vida imortal está em seu ponto inicial. Convertam-se ao Cristianismo se desejam a felicidade após a morte”, dizia enquanto morria Santo André Kim, cuja festa é celebrada neste dia 20 de setembro, junto com seus 102 companheiros mártires na Coreia.

Santo André Kim Tae-Gon nasceu em Solmoe (Coreia) em 1821, em uma família nobre. Quando ainda era criança, sua família se mudou para Kolbaemasil para fugir da perseguição. Seu pai, Santo Inácio Kim, morreu mártir em 1839.

André foi batizado aos 15 anos e mais tarde ingressou no seminário de Macau (China). Em Shangai, recebeu a ordenação sacerdotal (1845), tornando-se o primeiro sacerdote coreano.

Posteriormente, regressou para a Coreia com a finalidade de facilitar a entrada de missionários em seu país e pôde ver sua mãe, a quem encontrou mendigando por comida.

Em seu país, dedicou-se a difundir a fé, pregando e batizando todos os que convertia com suas palavras e testemunho de vida. Realizava toda esta atividade colocando em prática certas normas de segurança para não ser descoberto.

Entretanto, foi preso ao tentar levar à Coreia os missionários franceses que estavam na China. Depois de alguns meses na prisão, morreu decapitado em 1846.

Os 103 mártires foram canonizados por São João Paulo II em 1984, quando o Pontífice visitou a Coreia.

Fonte: http://www.acidigital.com/

No próximo dia 1º de março, a Igreja celebra a Quarta-feira de Cinzas, dando início à Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Recordamos algumas coisas essenciais que todo católico precisa saber para poder viver intensamente este tempo.

1. O que é a Quarta-feira de Cinzas?

É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a se converterem e a se prepararem verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.

A Quarta-feira de Cinzas é uma celebração que está no Missal Romano, o qual explica que no final da Missa, abençoa-se e impõe-se as cinzas obtidas da queima dos ramos usados no Domingo de Ramos do ano anterior.

2. Como nasceu a tradição de impor as cinzas?

A tradição de impor a cinza é da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e se apresentavam ante a comunidade com um “hábito penitencial” para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.

A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos por volta do ano 400 d.C. e, a partir do século XI, a Igreja de Roma passou a impor as cinzas no início deste tempo.

3. Por que se impõe as cinzas?

A cinza é um símbolo. Sua função está descrita em um importante documento da Igreja, mais precisamente no artigo 125 do Diretório sobre a piedade popular e a liturgia:

“O começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas, que caracteriza a Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. Este não era um gesto puramente exterior, a Igreja o conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Deve-se ajudar os fiéis, que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto tem, que abre a cada pessoa a conversão e ao esforço da renovação pascal”.

4. O que simbolizam e o que recordam as cinzas?

A palavra cinza, que provém do latim “cinis”, representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Esta adotou desde muito cedo um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.

A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gn 2,7); “até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3,19).

5. Onde podemos conseguir as cinzas?

Para a cerimônia devem ser queimados os restos dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estes recebem água benta e logo são aromatizados com incenso.

6. Como se impõe as cinzas?

Este ato acontece durante a Missa, depois da homilia e está permitido que os leigos ajudem o sacerdote. As cinzas são impostas na fronte, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: “Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

7. O que devem fazer quando não há sacerdote?

Quando não há sacerdote, a imposição das cinzas pode ser realizada sem Missa, de forma extraordinária. Entretanto, é recomendável que antes do ato participem da liturgia da palavra.

É importante recordar que a bênção das cinzas, como todo sacramental, somente pode ser feita por um sacerdote ou um diácono.

8. Quem pode receber as cinzas?

Qualquer pessoa pode receber este sacramental, inclusive os não católicos. Como explica o Catecismo (1670 ss.), “sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela”.

9. A imposição das cinzas é obrigatória?

A Quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, nesse dia muitas pessoas costumam participar da Santa Missa, algo que sempre é recomendável.

10. Quanto tempo é necessário permanecer com a cinza na fronte?

Quanto tempo a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.

11. O jejum e a abstinência são necessários?

O jejum e a abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Nesse dia, os fiéis podem ter uma refeição “principal” uma vez durante o dia.

A abstinência de comer carne é obrigatória a partir dos 14 anos. Todas as sextas-feiras da Quaresma também são de abstinência obrigatória. As sextas-feiras do ano também são dias de abstinência. O gesto, dependendo da determinação da Conferência Episcopal de cada país, pode ser substituído por outro tipo de mortificação ou oferecimento como a oração do terço.

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…apesar das vozes que prenunciam o fim das religiões até 2100

Quando o seu biógrafo Peter Seewald lhe perguntou sobre a descristianização da Europa, o papa emérito Bento XVI respondeu:

“É tudo uma questão de repensar a presença, encontrar novas formas, trabalhar com talento”.

Ou seja: em vez de repetir a ladainha das igrejas vazias, fechadas e abandonadas, é mais útil entender que o problema é mesmo a fé, que está sedada e distraída. É desta questão fundamental que se deve recomeçar, testemunhando Cristo de formas novas.

Philip Jenkins, um dos maiores especialistas em história e ciência das religiões, reforçou recentemente no jornal The Catholic Herald: nada de fim, nada de extinção. O problema, segundo Jenkins, está em pensar no catolicismo como algo europeu, ligado à teoria das antigas catedrais, aos ritos de um tempo que se foi, à catequese em doses maciças para crianças de 5, 6, 7 anos, toda manhã, depois da missa e antes da escola. Afinal, na maioria das vezes, essas crianças são hoje os adultos que, desligados de deveres impostos, nem colocam mais os pés na igreja nem levam para dentro dela os seus filhos.

De fato, em grande parte das atuais democracias laicas, a tendência é a da não identificação com religião nenhuma. Na República Checa, nada menos que 60% da população se declara sem religião. O cenário levou a American Physical Society a publicar, em 2011, um detalhado dossiê no qual sentenciava inapelavelmenteque o mundo se livraria de todas as religiões até 2100; no topo da lista dos países já prontos para abandonar tudo aquilo em que acreditaram durante séculos, estariam a Áustria e a Irlanda.

Há, no entanto, uma grande distância entre essas tabelas de Excel e a realidade da fé individual. O fato de haver cada vez menos católicos em Praga pode preocupar quem ainda se emociona com o som dos sinos das igrejas, mas não sela o destino de uma religião.

O próprio Jenkins já tinha escrito um livro, “A história perdida do cristianismo“, em que observava que muitas religiões morrem:

“Ao longo da história, algumas religiões desaparecem totalmente, outras se reduzem de grandes religiões mundiais a um punhado de seguidores”.

No caso da Igreja Católica, porém, o catastrófico prognóstico não parece aplicável, prossegue ele. A Igreja, que “é a maior instituição religiosa do planeta”, vem desfrutando de crescimento global. Em 1950, a população católica somava 347 milhões de indivíduos. Em 1970, eram 640 milhões. Em 2050, conforme estimativas conservadoras, serão 1,6 bilhão.

Eu falei de crescimento global, e o elemento ‘global’ requer ênfase”, sublinha Jenkins. “Ao longo da história, houve muitos impérios chamados ‘mundiais’ que, na realidade, estavam confinados principalmente à Eurásia. Foi apenas no século XVI que os impérios espanhol e português realmente abraçaram o mundo. Para mim, a verdadeira globalização começou em 1578, quando a Igreja Católica estabeleceu uma diocese em Manila, nas Filipinas, do outro lado do imenso Oceano Pacífico”.

Ele prossegue:

Estamos habituados a pensar no cristianismo como uma fé tradicionalmente ambientada na Europa (…), mas essa religião se propaga em escala global. O número dos cristãos está aumentando rapidamente na África, na Ásia e na América Latina. O cristianismo está tão enraizado no patrimônio cultural do Ocidente que faz com que pareça quase revolucionária essa globalização, com todas as influências que ela pode exercer na teologia, na arte e na liturgia. Uma fé associada principalmente à Europa deve se adaptar a esse mundo mais vasto, redimensionando muitas das suas premissas“.

É natural perguntar: esse “novo” cristianismo global permanecerá autêntico?

É uma interrogação legítima, só que um tanto sem sentido quando nos damos conta de que os grandes reservatórios do catolicismo estão hoje em países como o Brasil, o México e as Filipinas – aliás, neste último país houve mais batismos no ano passado que na França, Espanha, Itália e Polônia juntas.

A objeção é fácil: as tendências demográficas explicariam as razões desse crescimento. Onde nascem mais crianças, crescem mais católicos, se o substrato estiver presente. Onde isso não acontece, o catolicismo seca.

Jenkins discorda: basta ir à África e ver que não é bem assim. Em 1900, havia no imenso continente africano talvez 10 milhões de cristãos (não apenas católicos), constituindo 10% de toda a população. Hoje, há na África meio bilhão de cristãos (200 milhões dos quais são católicos). E eles vão duplicar nos próximos 25 anos. Acontece que não há “substrato cristão” na África, brutalmente marcada por invasões, ocupações e islamização mais ou menos forçada. Mesmo assim, a África terá mais católicos em 2040 do que havia no mundo inteiro em 1950. Antes ainda, em 2030, os católicos africanos já terão superado os europeus. Em seguida, a África vai disputar com a América Latina o título de região mais católica do mundo. Em somente uma geração, Nigéria, Uganda, Tanzânia e Congo estarão entre os dez países mais católicos do planeta – e o catolicismo começou a se enraizar nesses lugares faz apenas um século.

Mesmo diante deste cenário, há dúvidas legítimas, especialmente no tocante às conversões e batismos em massa. Bento XVI, em 2009, reconheceu que existem riscos mesmo numa Igreja jovem e entusiasta como a da África: é verdade que ela é “um imenso pulmão espiritual para uma humanidade em crise de fé e de esperança”, mas também é verdade que um pulmão sempre pode ficar doente.

E, afinal, quais são os riscos de “contaminação” do cristianismo euroamericano, considerado por muitos como o “único autêntico”?

A resposta está não só nas massas de fiéis africanos e asiáticos que lotam as igrejas italianas para a missa dominical, mas também na forma do rito – muitas vezes bem mais respeitosa do que aquilo que se vê em algumas catedrais centenárias, de rosácea brilhante e altares majestosos. Basta ver como o Papa foi acolhido na paupérrima República Centro-Africana: enquanto ele entrava na catedral depois de abrir a Porta Santa, o povo estava ajoelhado, recolhido em adoração, sem empurrões nem tentativas superficiais e grosseiras de tirar uma selfie com seu smartphone. Trata-se de respeitar a fundo o essencial, o Sagrado – e não apenas de supervalorizar, apegadamente, formas e rituais que, sem o essencial, não fazem sentido.

Nesse mesmo contexto, Jenkins menciona a cidade de Aarhus, na Dinamarca. Embora aquele país tenha muito pouco de católico, tanto nos costumes quanto na prática religiosa, as poucas igrejas católicas que existem na cidade têm visto grupos numerosos de fiéis, provenientes de terras distantes, entrarem com frequência crescente para rezar, em mostra evidente do caráter global (ou seja, católico) da fé cristã.

Diante destas realidades, a pergunta que não cala é: existe vontade e capacidade de experimentar novas formas de testemunho e de presença? Isso implica focar no essencial e deixar de lado os discursos menos cristãos do que partidaristas sobre “a verdadeira raiz do cristianismo”, bem como os debates sectários que divagam indagando se a sua “imagem mais correta” é a da velha Europa (que não se reconhece mais) ou a da jovem África (que abraça cada vez mais o cristianismo).

Na mensagem enviada aos participantes do 14º Simpósio Intercristão, realizado neste último agosto em Salônica para tratar justamente da reevangelização das comunidades cristãs na Europa, o Papa Francisco escreveu que o continente já está lidando com “a realidade generalizada dos batizados que vivem como se Deus não existisse, das pessoas que não estão conscientes do dom da fé recebida, das pessoas que não experimentam a Sua consolação e não são plenamente partícipes da vida da comunidade cristã”.

A Igreja no Velho Mundo está, claramente, diante do desafio de renovar as suas raízes cristãs cada vez menos percebidas. Como? O Papa Francisco propõe: “Identificando caminhos novos, métodos criativos e uma linguagem capaz de fazer que o anúncio de Jesus Cristo, em toda a sua beleza, chegue ao homem europeu contemporâneo”.

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A partir de texto de Matteo Matuzzi no jornal Il Foglio

Fonte: ALETEIA TEAM

Por mais que os inimigos tentem, as portas do inferno não prevalecerão

CASO 1

Por volta do ano 360 da era cristã, a Igreja enfrentou uma terrível perseguição movida por Juliano, o Apóstata. Não era uma perseguição sanguinária, mas apresentava aspectos não menos terríveis: Juliano ajudava os hereges e cismáticos, despojava a Igreja de seus bens, não permitia aos cristãos se defenderem nos tribunais e proibia que fossem mestres nas escolas, entre outras formas de repressão. Ele quis ainda reconstruir o Templo de Jerusalém para contrariar Nosso Senhor, que dissera que dele não ficaria pedra sobre pedra. Esta decisão, no entanto, fracassou, pois, apenas colocadas as primeiras pedras, sobreveio um espantoso terremoto.

Tendo Juliano partido para uma guerra contras os persas, foi ferido mortalmente por uma flecha. Ao morrer, ele declarou: “Venceste, Galileu”. Ele se referia ao Homem da Galileia: Jesus.

CASO 2

Quando morreu o Papa Pio VI, vítima da Revolução Francesa, os revolucionários diziam que morrera Pio VI e Último, querendo com isso dizer que o papado e a Igreja Católica haviam sido destruídos.

Pela ótica meramente humana das coisas, isso parecia mesmo estar se realizando: não havia sequer um lugar para se realizar o conclave que elegeria o novo pontífice, uma vez que Roma e toda a Itália estavam em poder dos revolucionários franceses.

Subitamente, porém, as combalidas forças austríacas na Itália contra-atacaram e conseguiram fazer recuar, por algum tempo, os revolucionários, possibilitando então a eleição do novo papa: Pio VII.

Tinha sido a enésima vez que os descrentes anunciaram o “último Papa” – e não seria a última. Enquanto isso, a Santa Igreja segue em frente, rezando por aqueles que tentam destruí-la.

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A partir da revista “O Desbravador”, do Grêmio Cultural Santa Maria, número 82, outubro de 1986; via blog Almas Castelos

Fonte: ALETEIA TEAM

E por que Roma é a sua “capital”?

Católico” significa “universal”, em grego. E a universalidade da Igreja não é meramente geográfica, ligada à sua expansão pelos recantos do mundo inteiro. A sua universalidade vem da vocação divina ao acolhimento de todos os homens, porque o chamado de Deus não exclui pessoa nenhuma.

Para que a mensagem da Igreja fosse universal historicamente, Deus se valeu dos elementos históricos que contextualizavam o nascimento da Igreja e que permitiriam a sua universalidade – muito relevantes, neste sentido, foram a língua e a estrutura do império romano, a realidade humana mais universal da época. A língua desse império era o latim, que, a partir de Roma, se estendeu pelos territórios conquistados – territórios que abrangiam, inclusive, a Palestina dos tempos de Jesus.

Jesus falava latim?

Jesus falava aramaico, a língua do seu povo, mas é provável que tivesse conhecimento também de outros idiomas importantes da época, como o grego e o latim. É o que nos sugere, por exemplo, a conversa entre Jesus e o centurião romano, mencionada por Mateus e Lucas. Só aparecem como testemunhas dessa conversa os discípulos e outras pessoas de nível cultural semelhante ao deles; não teria havido intérprete. É possível que ao menos parte da conversa tenha sido em latim. Também é provável que Jesus tenha usado esta língua para falar com Pôncio Pilatos. Mas não poderia ser o contrário, ou seja, que o centurião e Pilatos falassem aramaico? Certamente é possível, embora seja muito mais comum que aos territórios conquistados seja imposta a língua do império do que os conquistadores falarem a língua de seus dominados. Aliás, o despótico procurador romano Pilatos, alto funcionário de transição do governo de ocupação, tinha a missão, justamente, de consolidar o império naquele território – o que incluiria a expansão do uso do idioma imperial, além da cultura romana e das suas leis e costumes.

Como quer que fosse, se alguns do povo falavam latim, por que não Jesus?

Veículo de expansão

Não parece despropositado que a Divina Providência tenha disposto que Jesus nascesse em um território dominado por um império que viria a se tornar instrumento da rápida expansão do cristianismo, principalmente a partir do século IV, quando, após as muitas e brutais perseguições dos primeiros tempos, o cristianismo finalmente venceu as duríssimas resistências e foi declarado religião oficial de Roma.

Depois de Pentecostes, os apóstolos de Jesus partiram para “conquistar” o mundo. E que mundo eles encontraram? Encontraram um império compacto e organizado, graças, entre outros fatores, à língua franca latina, usada junto com a língua culta de então, o grego.

Foi nesse contexto histórico e conjuntural que o cristianismo se estabeleceu, e foi dele que a Igreja adotou a “forma terrena”: organização, estrutura, direito… E língua.

Roma, “caput mundi”

Roma, então a capital do planeta, foi fecundada pelo sangue de incontáveis mártires cristãos, incluindo o de São Pedro e São Paulo, colunas da Igreja, que ali foram mortos precisamente por testemunharem o Ressuscitado. Foi espontâneo que Roma também se tornasse, terrenamente, a “capital” da Igreja que se formava.

Uma língua capaz de unir e preservar

A Bíblia, os documentos eclesiais e patrísticos e os concílios foram sendo escritos ou traduzidos para o latim a fim de chegarem aos confins geográficos do mundo conhecido.

Ao abraçar todas as nações, e sendo destinada por vocação divina a permanecer até a consumação dos séculos, a Igreja, por sua própria natureza, exigiu uma língua universal, que lhe permitisse a comunicação oficial não só entre os membros de um determinado contexto histórico, mas que também vinculasse os cristãos de todas as épocas.

E o latim é, providencialmente, a língua apropriada: trata-se de uma língua muito – mas muito – precisa e propícia para o aprofundamento nas verdades teológicas e para não desvirtuar o sentido dos textos. Sua condição de língua “morta”, no sentido de não estar sujeita a evolução, lhe confere particular valor para os usos teológicos e litúrgicos, já que é necessário que os significados das palavras se mantenham estáveis, conservando o sentido preciso para leitores de todas as épocas.

(ALETEIA TEAM)

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