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Igreja

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VATICANO, 01 Mar. 18 / 11:18 am (ACI).- Frente ao individualismo predominante na sociedade atual, o qual defende que o homem, com as suas próprias forças pode salvar-se a si mesmo, a Congregação para a Doutrina da Fé quis recordar que a salvação está em Cristo.

Através de uma carta dirigida aos Bispos da Igreja Católica que, com o título ‘Placuit Deo’, trata de alguns aspectos da salvação cristã, a Congregação para a Doutrina da Fé também assinalou que “o lugar onde recebemos a salvação é a Igreja”.

Entretanto, na carta, aprovada pelo Papa Francisco em 16 de fevereiro, chama-se a “um diálogo sincero e construtivo com os crentes de outras religiões, na confiança que Deus pode conduzir à salvação em Cristo todos os homens de boa vontade, em cujos corações a graça opera ocultamente”.

Nesse sentido, durante a apresentação da carta à imprensa, o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer, negou que esta carta contradiga a Constituição Apostólica ‘Lumen Gentium’, ou que suponha regressar ao anterior ao que estabeleceu o Concílio Vaticano II. Ao contrário, é uma confirmação do que foi dito na ‘Lumen Gentium’.

A carta ‘Placuit Deo’ pretende contrariar o surgimento de duas heresias antigas, o pelagianismo e o gnosticismo, cujos preceitos se difundem no mundo atual amparados pela cultura predominante do individualismo.

A carta assinala a tendência ao individualismo no mundo atual que difunde a visão do homem “como um ser cuja realização depende somente das suas forças” e, portanto, a figura de Cristo não se vê como “Aquele que transforma a condição humana”, mas como “um modelo que inspira ações generosas, mediante suas palavras e seus gestos”.

Como consequência desse individualismo, difunde-se “a visão de uma salvação meramente interior, que talvez suscite uma forte convicção pessoal ou um sentimento intenso de estar unido a Deus, mas sem assumir, curar e renovar as nossas relações com os outros e com o mundo criado”.

Esses dois desvios são um reflexo dessas antigas heresias: o pelagianismo e o gnosticismo. Neste sentido, a carta afirma que “prolifera em nossos tempos um neo-pelagianismo em que o homem, radicalmente autônomo, pretende salvar-se a si mesmo sem reconhecer que ele depende, no mais profundo do seu ser, de Deus e dos outros”.

Também prolifera “certo neo-gnosticismo” que “apresenta uma salvação meramente interior, fechada no subjetivismo”.

“Diante destas tendências, esta Carta pretende reafirmar que, a salvação consiste na nossa união com Cristo, que, com a sua Encarnação, vida, morte e ressurreição, gerou uma nova ordem de relações com o Pai e entre os homens, e nos introduziu nesta ordem graças ao dom do seu Espírito, para que possamos unir-nos ao Pai como filhos no Filho, e formar um só corpo no ‘primogênito de muitos irmãos’”.

Do mesmo modo, afirma que “salvação plena da pessoa não consiste nas coisas que o homem poderia obter por si mesmo, como o ter ou o bem-estar material, a ciência ou a técnica, o poder ou a influência sobre os outros, a boa fama ou a auto realização”.

Em vez disso, a salvação e também a felicidade que todo ser humano procura, está na “comunhão com Deus”, a qual o próprio Deus “nos destinou”, “e o nosso coração permanecerá inquieto até que não repouse Nele”.

“A salvação que a fé nos anuncia não diz unicamente respeito à nossa interioridade, mas ao nosso ser integral. É a pessoa inteira, em corpo e alma, criada pelo amor de Deus à sua imagem e semelhança, que é chamada a viver em comunhão com Ele”.

A carta sublinha que as curas de Jesus refletem o caráter integral da salvação divina. O mesmo sacrifício de Cristo pelo qual “repara os nossos pecados e permanece sempre vivo para interceder a nosso favor”, “mostra a falta de fundamento de uma perspectiva individualista”.

“Em resumo, Cristo é Salvador porque Ele assumiu a nossa humanidade integral e viveu em plenitude a vida humana, em comunhão com o Pai e com os irmãos. A salvação consiste em incorporar-se nesta vida de Cristo, recebendo o seu Espírito”.

O título 5 da carta sublinha que “o lugar onde recebemos a salvação trazida por Jesus é a Igreja”. “Compreender esta mediação salvífica da Igreja é uma ajuda essencial para superar qualquer tendência reducionista”.

“A salvação que Deus nos oferece não é alcançada apenas pelas forças individuais, como gostaria o neo-pelagianismo, mas através das relações nascidas do Filho de Deus encarnado e que formam a comunhão da Igreja”.

A Igreja também destrói a mentira da salvação meramente interior defendida pela visão neo-gnóstica, pois “que nos introduz nas relações concretas que Ele mesmo viveu”.

“A fé confessa, ao invés disso, que somos salvos por meio do Batismo, que imprime o caráter indelével de pertencer a Cristo e à Igreja, do qual deriva a transformação do nosso modo concreto de viver as relações com Deus, com os homens e com a criação”.

Finalmente, no título conclusivo da carta, insiste que “a salvação do homem será plena somente quando, depois de ter vencido o último inimigo, a morte”. Então, “participaremos plenamente da glória de Cristo ressuscitado, que leva à plenitude a nossa relação com Deus, com os irmãos e com toda a criação”.

“A salvação integral, da alma e do corpo, é o destino final ao qual Deus chama todos os homens”, conclui.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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REDAÇÃO CENTRAL, 01 Mar. 18 / 06:00 am (ACI).- O jejum é algo poderoso e fundamental da vida cristã, porque não foi apenas pregado pelos Padres da Igreja e pelos santos, mas é um mandato de Deus e foi praticado pelo próprio Jesus.

Nesse sentido, o diácono Sabatino Carnazzo, diretor executivo e fundador do Instituto de Cultura Católica em Virginia, Estados Unidos, considerou que devemos tomar como “padrão” aqueles que “chegaram ao final da corrida e ganharam”, porque “foram homens e mulheres de oração e jejum”.

Portanto, o Grupo ACI compartilha 6 razões pelas quais todo católico deve levar a sério o jejum para melhorar a vida de fé.

1. Por que é escolher um bem maior

“É a privação do bem, para tomar uma decisão para o bem maior”, disse o diácono Carnazzo.

Além disso, destacou que o jejum costuma ser mais associado com a abstenção de alimentos, mas também pode ser a renúncia a outros bens, tais como confortos e entretenimentos.

2. Porque dá equilíbrio à vida espiritual

“Todo o propósito do jejum é colocar a ordem criada e colocar a nossa vida espiritual em um equilíbrio adequado”, afirmou o diácono Carnazzo.

Porque, “como criaturas corporais depois da queda”, é fácil deixar que as nossas “paixões” busquem os bens físicos e substituam a nossa inteligência.

De acordo com Mons. Charles Pope, um conhecido sacerdote americano em Washington D.C., “jejuar ajuda a dar mais espaço para Deus em nossas vidas”.

3. Porque é o primeiro passo para ter controle sobre si mesmo

“A razão pela qual em 2000 anos de cristianismo preferiram jejuar alimentos é porque a comida é como o ar. É como a água, é algo fundamental”, disse o diácono Carnazzo.

“Por isso, a Igreja diz para ‘se deter aqui, neste nível fundamental, e ganhar o controle lá’. É como o primeiro passo da vida espiritual”, acrescentou.

4. Porque é bíblico

O primeiro jejum foi ordenado por Deus a Adão no Jardim do Éden, quando Deus instruiu a Adão e Eva para não comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2, 16-17), assinalou o diácono Carnazzo.

Além disso, esclareceu que esta proibição divina não era porque a árvore era ruim, mas o fruto estava destinado “a ser comido no momento correto e no caminho correto. Da mesma forma, abstemo-nos dos bens criados para que possamos desfrutá-los no momento certo e da maneira certa”.

Por outra parte, no início do seu ministério, Jesus se absteve de comer e beber durante 40 dias no deserto e, assim, “reverteu o que aconteceu no Jardim do Éden”, disse o diácono.

“Como Adão e Eva, Cristo foi tentado pelo diabo, mas ao contrário deles, permaneceu obediente ao Pai, revertendo a desobediência de Adão e Eva e restaurando a nossa humanidade”, acrescentou.

5. Porque é poderoso

São Basílio Magno dizia que o jejum é “a arma de proteção contra os demônios. Nossos Anjos da Guarda realmente ficam com aqueles que purificaram suas almas através do jejum”.

Segundo o diácono Carnazzo, o jejum é poderoso, porque permite “deixar de lado este reino (criado), onde o diabo trabalha” e nos colocarmos em “comunhão com outro reino onde o diabo não trabalha e não pode nos tocar”.

6. Porque a Igreja pede

As obrigações atuais de jejum foram estabelecidas no Código de Direito Canônico de 1983.

“A Igreja estabelece limites claros, fora dos quais não é possível considerar que alguém esteja praticando a vida cristã. É por isso que violar intencionalmente as obrigações da Quaresma é um pecado mortal”, sentenciou o Diácono Carnazzo.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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REDAÇÃO CENTRAL, 24 Fev. 18 / 06:00 am (ACI).- A blogueira católica Jenny Uebbing escreveu um recente artigo no qual explica o sentido e o uso dos sacramentais na vida cotidiana do cristão.

No blog “Mama needs coffee” de CNA – agência em inglês do grupo ACI –, Uebbing explica que a palavra “sacramental” é “utilizada pela teologia para designar aqueles artigos aparentemente normais, aos quais temos acesso durante nossa batalha contra o mal ao longo de nossa vida”.

Segundo o Catecismo, os sacramentais “são sinais sagrados por meio dos quais, imitando de algum modo os sacramentos, se significam e se obtêm, pela oração da Igreja, efeitos principalmente de ordem espiritual”.

“Por meio deles, dispõem-se os homens para a recepção do principal efeito dos sacramentos e são santificadas as várias circunstâncias da vida”.

Uebbing explicou que, “embora a fé da Igreja impregnada nesses elementos comuns (água, sal, ícones, medalhas etc.) é uma bênção eficaz em si mesma, esta só se concretiza plenamente quando combinada com a fé pessoal e uma vida reta e ordenada”.

Fazendo referência ao Evangelho de São João sobre a passagem de Jesus na qual aplica barro nos olhos de um homem para que recuperasse a visão, Uebbing indicou que este milagre “não ocorreu por uma superstição ou por qualidades inerentes da matéria, mas pela reação primordial entre a graça de Cristo e a fé do homem”.

A seguir, alguns exemplos de sacramentais propostos pela blogueira católica:

1. Crucifixos

Uebbing assegurou que, “com um crucifixo em cada lar, tem-se um poderoso recordatório para todos os que vivem, trabalham e dormem sob o mesmo teto, de que o lar pertence a Cristo”.

“Não, o crucifixo não é Jesus, mas é sua imagem, representada com amor e destacada proeminentemente”, precisou.

2. Água benta

A blogueira detalhou que “cada paróquia deve ter (a maioria tem) uma pia de água benta em cada porta e uma pia principal para o batismo”.

“Mantenhamos água benta em nossa casa todos os momentos e usemo-la todos os dias para abençoar nosso filhos, seus quartos e nossa casa, sobretudo se alguém está doente ou teve um sonho ruim, ou depois de uma grande festa ou quando muitas pessoas entraram e saíram”.

Jenny assegurou que “vivemos em uma falsa dicotomia entre o espiritual e o mundo material neste século, entretanto, o Deus que vem a nós em um pedaço de pão, sem dúvida, confere a graça sacramental através da água”.

3. Sal bento

A autora manifestou que o sal é bom “para abençoar as portas e lançar ao longo do perímetro da casa como uma barreira entre a família e o mundo”.

Assinalou que isso também é “um ato de fé que reclama a terra, o lar e todo o espaço” para Cristo.

4. Medalhas

“Tanto a Medalha Milagrosa como o escapulário são poderosas devoções à Virgem e a Igreja ensina que, usados com fé e em concordância com uma vida de virtude, levará promessas poderosas unidas a eles”.

Finalmente, Jenny Uebbing assegurou que “Maria intercederá por nós particularmente no momento da morte, uma vez que Jesus não negará à sua querida mãe tudo o que ela pede”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Todos os ambientes sociais requerem uma forma específica de comportamento e vestimenta

Sabemos que a vida não se reduz a aparências. Porém devemos cuidar com muito carinho da nossa imagem, não no sentido de vaidade ou orgulho, mas porque fomos criados a imagem e semelhança de Deus. A imagem que mostramos de nós mesmos deve revelar Deus para os outros.

Todos os ambientes sociais têm uma forma específica de se comportar e se vestir. Numa audiência de um tribunal, por exemplo, os advogados e magistrados usam roupas apropriadas para tal ocasião e a roupa acaba revelando a seriedade e o respeito daquele momento em que se busca a verdade sobre determinado fato. Em hospitais, empresas, há uma forma de se vestir que revela o valor do lugar que se trabalha e a importância do que ali se faz. E na igreja não poderia ser diferente.

Na igreja a dignidade da roupa não está no luxo que esta exprime, mas sim na dignidade da pessoa que ela revela, pois o corpo é templo do Espírito Santo. Não é a roupa que tem que aparecer, no sentido de você se destacar dos outros porque se veste melhor, ou usa uma roupa de marca, mas, a dignidade das vestes está justamente para mostrar quem você é: você e filho e filha de Deus.

Hoje, infelizmente, tem se relativizado a dignidade dos lugares sagrados. Acabamos nos comportando dentro das igrejas como se estivéssemos numa praça, numa lanchonete ou até mesmo num lugar de lazer. Talvez sobre o pretexto de se sentir confortável, vamos justificando cada vez mais a falta de pudor e até de respeito para com a Casa do Senhor. A casa de Deus é casa de oração, e por mais que a oração seja fundamentalmente a atitude do coração, nós rezamos também na forma como nosso corpo se apresenta, pois nosso corpo também se faz oração.

Observamos em muitas igrejas pessoas usando minissaias, blusas muito degotadas, shorts muito curtos. Talvez muitos digam: Ah! Tá muito calor mesmo, não quero suar. Mas olhemos os sacerdotes que usam as vestes próprias para o serviço do altar, os leitores, ministros extraordinários da Sagrada Comunhão, todos se revestem para revelar o mistério sagrado que está sendo celebrado. Por isso, cada fiel que vai à casa de Deus deve também que se revestir da dignidade daquele momento. Roupas muito curtas que expõem demais o corpo, podem acabar atraindo a atenção dos outros para si, sendo que na missa o nosso olhar, nosso pensamento e nosso coração devem estar voltados para o altar. Na oração todos os nossos gestos devem revelar Jesus.

A dignidade das vestes que usamos para ir celebrar a fé na Casa de Deus está acima de tudo na simplicidade no modo de se vestir. Ao mesmo tempo em que se deve evitar roupas curtas, não se deve fazer também da igreja um lugar de desfile de modas, onde a preocupação está mais com a aparência do que com a verdade de fé que o coração carrega.

Busquemos, então, o equilíbrio, a sobriedade, a discrição e, acima de tudo, o bom senso quando se refere as vestes para ir à igreja. Vale relembrar que no dia do nosso Batismo nós nos revestimos de Cristo, por isso, a humildade e a dignidade devem também ser expressas nas roupas que usamos para que elas sejam sinais de que buscamos a santidade de vida.

 

(A12.com)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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É viável utilizar celular dentro da igreja?

Atualmente, é perceptível o grande número de pessoas que usam o celular. Nem é preciso buscar as pesquisas para comprovar isso, basta ver que muitos na rua, no trabalho, nas escolas, nas casas etc., estão com o aparelho nas mãos. Mas, além desses lugares citados, existe um local que nos faz pensar no seu uso: a igreja.

Sabe-se que Igreja, em grego, diz-se ekklesia e significa “os convocados”. Todos nós que somos batizados e cremos em Deus somos convocados pelo Senhor. Juntos, somos a Igreja, onde Cristo é a cabeça e nós o Seu corpo (cf. Catecismo Jovem da Igreja Católica, 121). Porém, refiro-me no texto ao templo físico, por isso escrevo -igreja- com a letra inicial minúscula.

Numa conversa, espera-se que a outra pessoa, esteja com toda a atenção dela voltada para quem “fala”. Na igreja, espera-se que todos estejam voltados para dialogar com Deus, ou seja, que estejam por inteiro nas orações e celebrações.

Alguns pensam que é possível fazer duas coisas ao mesmo tempo, com a mesma atenção, mas essa teoria é questionável. O neurocientista Russell Alan Poldrack, professor da Universidade de Stanford, afirma que o homem não é feito para realizar várias atividades ao mesmo tempo. Assim, cabe a pergunta: consigo usar o celular na igreja e estar por inteiro no diálogo com Deus?

O uso do celular na Missa

Muitos utilizam o celular na Missa. O assunto é complexo, pois há os pontos positivos, que são: auxiliar no canto litúrgico; colaborar na atenção do que está sendo falado pelo leitor; responder as orações eucarísticas corretamente; fazer anotações a respeito da homilia, etc.. Todavia, também possui pontos negativos, sendo eles: a distração com outros aplicativos e mídias sociais; o incômodo causado à pessoa ao lado com fotos e sons; desatenção na Missa entre outros.

O Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil da CNBB diz: “Com a evolução das tecnologias de amplificação de imagem e som, as igrejas são beneficiadas com os aparatos técnicos que contribuem para maior visibilidade, compreensão e participação da Celebração Eucarística. Cuide-se, no entanto, que eles não ocupem o centro da relevância e da atenção em relação à Palavra e ao rito sacramental, e não criem ambiente de dispersão e de distração. Antes, colaborem para que os fiéis participem de forma ativa e reflexiva das celebrações eucarísticas”.

É difícil quem nunca ouviu o celular tocar na Missa ou encontraram pessoas usando-o dentro da igreja. Ora, o celular deve ajudar na participação do fiel e não atrapalhá-lo. Uma catequese, com a finalidade de orientar o fiel a usar o celular de modo adequado e levá-lo a contemplar o mistério, pode ser o início da formação para uma nova evangelização.

O celular para oração pessoal

Num ambiente em que se está fora da Missa, o celular pode contribuir na oração pessoal com seus vários aplicativos. Porém, não estamos privados de receber notificações que vão nos desconcentrar no momento de intimidade com Deus. Assim, o celular no modo avião pode ser útil. Se for o caso, é mais recomendável usar o livro impresso para não dispersar a comunicação com Deus.

O Papa Francisco, na Mensagem para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais, disse: “Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor”.

Discernir para usar

Ressalta-se que, a Igreja é lugar de comunhão com Deus e com os irmãos. Nada substitui a presença física da pessoa, sendo que os meios de comunicação devem nos aproximar e não nos distanciar. “O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos. O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós”. (Mensagem do Santo Padre Francisco para 48º Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2014).

Portanto, sobre ser viável ou não o uso do celular na Igreja, é o homem que deve ter o discernimento necessário para avaliar os momentos adequados em que ele pode ser usado ou não. Seja como for, o cristão deve dispor das tecnologias para dar a conhecer o amor de Deus, uma vez experimentado por ele.

O Papa Bento XVI, no 47º Dia Mundial das Comunicações Sociais, disse: “Não deveria haver falta de coerência ou unidade entre a expressão da nossa fé e o nosso testemunho do Evangelho na realidade onde somos chamados a viver, seja ela física ou digital. Sempre e de qualquer modo que nos encontremos com os outros, somos chamados a dar a conhecer o amor de Deus até os confins da terra.”

Fonte: https://formacao.cancaonova.com

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MADRI, 12 Jan. 18 / 03:30 pm (ACI).- O Arcebispo de Toledo (Espanha), Dom Braulio Rodríguez, enviou uma carta pastoral para alertar sobre o “avanço vertiginoso” da ideologia de gênero que é imposta através de “matérias inquietantes ou projetos de lei”; e, por isso, incentivou os pais a exercer o direito de educar os seus filhos segundo as suas convicções.

Em sua carta, Dom Rodríguez explica aos católicos de Toledo sobre a importância de compartilhar “a responsabilidade da educação, pois somos a Igreja do Senhor”.

Nesse sentido, assinala que essa necessidade de corresponsabilidade aumentou na sociedade nos últimos anos, especialmente entre os pais que querem usar a sua liberdade para escolher o tipo de educação apropriada para eles, segundo seus critérios.

O Prelado adverte aos pais “que ainda não perceberam a situação de risco dos seus filhos de serem educados moralmente por outros em relação a um dos aspectos mais importantes da pessoa humana: sua sexualidade e a maneira de educar esta dimensão afetivo-sexual de maneira apropriada”.

Ele adverte que a ideologia do gênero “avança vertiginosamente” e indica que é “rechaçável” o fato de que na educação afetivo-sexual “leve-se em consideração somente os critérios dessa ideologia e da sua metodologia, bastante discutível e perigosa” .

O Arcebispo explica que, para resolver o problema da igualdade dos sexos não devemos considerar apenas o tema de gênero e propõe outras formas de abordá-lo, como a partir da “antropologia cristã, de base humanística e que respeita quem é o ser humano”.

Por isso, adverte contra a imposição de “matérias inquietantes ou projetos de lei para uma sociedade livre de violência de gênero”. Estes “preocupam e muito, pois podem supor uma diminuição da liberdade nos pais e, em seus filhos, uma educação moral e afetivo-sexual tendeciosa”, adverte.

Além disso, o Arcebispo recordou que, nas últimas reuniões pastorais na Arquidiocese de Toledo, essas questões foram mencionadas a fim de “divulgar a verdade”.

“Sem conhecê-los, não podemos ajudar os nossos filhos, os nossos alunos e os nossos cristãos a viver a sua vocação humana e cristã”, assegura o Prelado.

Além disso, insiste na importância de ver “como as autoridades públicas estão se aproximando dos problemas e da educação afetivo-sexual”, porque, segundo explica, “serão cada vez maiores as disfunções nas relações entre homem e mulher”.

“O problema não se resolve superando as desigualdades – isso sempre é louvável porque todos somos iguais na dignidade – entre homem e mulher, mas em alcançar uma complementaridade que, sem dúvida, está inscrito no ser de cada pessoa, independentemente do sexo”, insistiu .

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Leia isso antes da sua próxima Missa

1 – Na hora da morte, teu maior consolo serão as Missas que durante tua vida ouviste.
2 – Cada Missa que ouviste te acompanhará ao Tribunal Divino e advogará para que alcances o perdão.
3 – Com cada Missa podes diminuir o castigo temporal que devas pelos teus pecados, em proporção com o FERVOR com que a ouças.
4 – Com a participação devota a Santa Missa rendes a maior homenagem a Humanidade Santíssima de Nosso Senhor. A Santa Missa bem ouvida supre tuas maiores negligências e omissões .
5 – Pela Santa Missa bem ouvida se perdoam todos os teus pecados veniais que estás decidido a evitar, e muitos outros de que nem sequer te lembras. Por ela também o demônio perde o domínio sobre ti.
6 – Ainda ofereces maior consolo para as almas benditas do Purgatório.
7 – Uma Missa ouvida enquanto vives te trará muito mais proveito do que muitas que ofereçam por ti depois de tua morte .
8 – Te libertas de muitos perigos e desgraças nos quais possivelmente cairias se não fosse pela Santa Missa.
9 – Lembra-te também de que com ela reduzes teu purgatório.
10 – Com cada Missa aumentas teu grau de gloria no Céu. Nela recebes a bênção do Sacerdote, que Deus ratifica no céu.
11 – Durante a Missa te ajoelhas em meio a uma multidão de anjos que assistem invisivelmente ao Santo Sacrifício com suma reverência .
12 – Consegues bênçãos em teus negócios e assuntos temporais.
13 – Quando ouvimos Missa em honra de algum Santo Particular, dando graças a Deus pelos favores pedidos a este santo, ganhamos a sua proteção e especial amor, pela alegria e felicidade de que suas obras seguem.
14 – Todos os dias que ouvimos Missa, além das outras intenções, devemos honrar ao Santo do dia.
IMPRIMATUR:
JUAN J. CLENNON
Arcebispo de St. Louis
Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Rio de Janeiro, 19 Out. 17 / 02:30 pm (ACI).- Nos últimos dias, a Rocinha, maior favela do Brasil, esteve no centro do noticiário nacional devido à disputa pelo comando do tráfico na região, com ocupações militares, tiroteio e, no meio disso tudo, uma grande população. Neste cenário, a Igreja desempenha um importante papel na vida das pessoas, como relatou o pároco local, Frei Sandro Roberto da Costa.

“Ser Igreja na Rocinha é ser presença fraterna e solidária junto às pessoas, é mostrar o rosto de um Deus que as acolhe, que as escuta e ampara em suas dores, em suas tragédias”, explicou o franciscano em entrevista à ACI Digital.

Além disso, indicou, é também “mostrar novos caminhos, novas perspectivas e possibilidades, ajudando as pessoas a se conscientizarem de seus direitos, e a lutar por eles. Isso é ser presença misericordiosa, instrumentos de paz e de bem, como tão bem fez São Francisco de Assis e como quer o Papa Francisco”.

A Rocinha é considerada a maior favela do Brasil. Segundo dados do Censo IBGE de 2010, conta com mais de 69 mil habitantes. Porém, o Censo das Favelas realizado pelo governo do estado do Rio de Janeiro aponta cerca de 100 mil habitantes do local.

Desde 2007, a Paróquia local, dedicada a Nossa Senhora da Boa Viagem, é dirigida por franciscanos da Ordem dos Frades Menores, membros da Província Franciscana da Imaculada do Brasil, e, além da Matriz, conta com oito capelas.

Segundo o atual pároco, Frei Sandro, em “tempos de paz”, o exercício do sacerdócio no local “não difere muito do trabalho que é realizado em tantas outras comunidades empobrecidas no Rio de Janeiro e no Brasil”.

Segundo ele, grande parte da população é originária do Nordeste do Brasil, principalmente Ceará e Paraíba. “A religiosidade popular, com sua rica piedade e devoções, é característica da prática de fé de muitas destas pessoas”, observou, acrescentando que “a Igreja Católica é respeitada e bem quista por todos”.

“Para sacerdotes que seguem o carisma de São Francisco de Assis, de viver em fraternidade, minoridade e pobreza, trabalhar na Rocinha, ou em qualquer outra comunidade empobrecida como as milhares que existem pelo Brasil, é a oportunidade de colocar em prática a vocação que um dia assumimos de, por causa do Evangelho, partilhar a vida das pessoas simples e pobres, animando-as, confortando-as, sendo sinal da presença amorosa e solidária de Deus nos difíceis caminhos da vida”, expressou.

A pobreza é um dos desafios enfrentados pela comunidade, que esta “encravada entre dois dos mais nobres bairros da zona sul do Rio de Janeiro” e cuja maioria dos moradores está a serviço de tais bairros, como empregadas domésticas, porteiros, ambulantes, entre outros.

“Afirmar que a pobreza é o maior problema da Rocinha é abrir um verdadeiro leque de deficiências e falta de direitos primordiais, que não são atendidos pelo Estado: falta de saneamento básico, falta de segurança, de moradia, descaso com a saúde, com a educação, ausência de políticas públicas que deem dignidade à população, falta de perspectivas de futuro principalmente para os jovens”, citou.

A tudo isso, Frei Sandro indicou que ainda se soma o “preconceito com que são tratadas as pessoas que moram em ‘favelas’”, fazendo por exemplo com que tenham que pagar mais caro por diversos serviços, “por se tratar de uma ‘área de risco’”.

Quanto à violência no local, esta voltou a se tornar latente em setembro, quando a disputa pelo tráfico na Rocinha entre os traficantes Antônio Bonfim Lopes (Nem), que está preso, e Rogério Avelino da Silva (Rogério 157), levou a confrontos, seguidos pela ocupação da favela pelas forças armadas, que deixaram a comunidade em 29 de setembro.

“Desde que iniciou o confronto entre as facções – recordou Frei Sandro –, com a entrada do exército e a presença maciça das forças de segurança, a comunidade, que já vivia sempre em estado de alerta, passou a viver sob tensão. Não é algo comum alguém ir ao trabalho, levar os filhos à escola ou à praia, e ter que passar no meio de tropas armadas até os dentes”, com tantos aparatos, como o que “só vemos em filmes de guerra”.

O sacerdote, porém, lamentou que a sensação que ficou para a comunidade foi a de que a presença das forças armadas por uma semana na Rocinha não era uma preocupação com “a segurança dos moradores”, mas para “garantir a realização” do Rock in Rio, que acontecia naqueles dias.

“A sensação que ficou é que, após uma semana de tiroteio e tensão na comunidade, as autoridades só tomaram uma medida quando a guerra chegou ao asfalto”, quando “bandidos fecharam o túnel Rebouças e atearam fogo num ônibus na orla da praia de São Conrado”, afirmou.

Em meio à violência, indica o pároco, “na Rocinha todos vivem sob tensão”. “Mesmo quando não há os confrontos violentos como os destes dias, andar pelos becos e vielas requer sempre muito cuidado, pois a qualquer hora pode estourar um confronto armado”.

Neste mês, a atividade da Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem se viu afetada por esta realidade, tendo que cancelar a procissão e a Missa campal programadas para a festa de Nossa Senhora Aparecida, decisão que, para Frei Sandro, “foi um fato mais marcante, pois celebramos este ano os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba”.

“Mas no geral – pontuou –, nestes dias, a participação tem sido muito afetada. A catequese, que conta com quase 600 crianças, tem tido muito pouca frequência. Reuniões de coordenação e organização dos eventos pastorais têm sido canceladas. As missas e celebrações nas comunidades também. Mesmo assim não deixamos de celebrar nenhum dia na matriz”.

Conforme lembrou o sacerdote, “no dia em que estourou o conflito, durante o tiroteio, a Missa das 9h30, que é muito bem participada principalmente pelas crianças da catequese, teve apenas dois fiéis participando. As outras Missas deste dia também foram celebradas para bem poucos fiéis”.

Mas, a Igreja Católica na Rocinha enfrenta esta realidade oferecendo à população o serviço pastoral, o apoio espiritual e também “oportunidades às pessoas para que exerçam com consciência seu papel de cidadãos”, com cursos profissionalizantes, escola de música, projetos sociais, distribuição de cestas básicas.

De acordo com Frei Sandro, frente à violência é preciso ter a certeza de que “a situação que estamos vivendo vai passar”.

À população, especialmente aos jovens, ele deixa como a mensagem mais importante a de que “não podemos ceder ao medo”, é preciso “ser prudentes, cuidadosos, mas na medida do possível, continuar levando a vida dentro da normalidade”.

Além disso, incentiva a seguir os bons exemplos. “Infelizmente os jornais escancaram a cada dia os piores exemplos de gestão pública, de desonestidade”, afirmou, ressaltando, porém, que “bons exemplos, embora não façam notícia, também existem”. “Procuremos nos espelhar nas pessoas de bem que conhecemos, que trabalham de modo honesto, que são preocupadas com o próximo, com o bem comum, que são solidárias e fraternas, que promovem a concórdia e a paz”.

Por fim, assinalou, “diria também para não deixarmos de ter muita confiança em Deus. A fé é importante em todos os momentos da vida, mas é imprescindível em tempos de medo e tensão”.

“A prática religiosa, a participação ativa a uma comunidade de fé, nos conforta, nos anima, mantém acesa a chama da esperança. E, sobretudo, ajuda a fortalecer nossas motivações e convicções para a prática do bem. Que o bom Deus continue protegendo e abençoando o bom povo da Rocinha”, concluiu.

Fonte: http://www.acidigital.com/

Segundo estudos recentes o número de pessoas com depressão ou ansiedade aumentou em quase 50% entre 1990 e 2013, passando de 416 milhões para 615 milhões. Qual é a ótica cristã sobre o tema?

Segundo estudos recentes o número de pessoas com depressão ou ansiedade aumentou em quase 50% entre 1990 e 2013, passando de 416 milhões para 615 milhões. Os dados são alarmantes e merecem toda a atenção. Um dos fatores que se destacam é a supervalorização do ter, ou seja, o consumismo exacerbado com o agravante de manter uma aparência interessante a ser exposta nas redes sociais. No mínimo lamentável!

Jesus abordava temas de profundo significado que só passaram a ser analisados pelos homens dezenove séculos depois, com o surgimento da psiquiatria e da psicologia. Sempre adiantado em seu tempo Ele discorreu sobre as dificuldades criadas pela ansiedade: “Não andeis ansiosos pela vossa vida”. Com essas palavras, Jesus alerta sobre o imediatismo humano que leva as preocupações exageradas com a sobrevivência, os pensamentos antecipatórios, à desvalorização do ser em relação ao ter.

O Mestre é grande sábio, as causas que Ele apontou não mudaram no mundo moderno; pelo contrário, se intensificaram. Claro que existe uma ansiedade inerente ao homem, ligada à construção de pensamentos e que, portanto, é normal. Todavia, muitas vezes, usamos os pensamentos contra nós mesmos e geramos uma vida ansiosa. Os problemas ainda não ocorreram, mas já estamos angustiados por eles. O registro de Mateus diz “… Basta ao dia o seu próprio mal”. Para entendermos esta máxima observemos que a maioria de nossas preocupações antecipatórias nunca chega a acontecer realmente, tornando nosso sofrimento vão.

O transtorno de ansiedade torna a vida humana, que deveria ser prazerosa, um espetáculo de horror, de medo, de aflição. Nunca tivemos tantos sintomas psicossomáticos: cefaleia, dores musculares, fadiga excessiva, sono perturbado, transtornos alimentares, como a bulimia, anorexia e obesidade. Isto reflete a nossa dificuldade em gerenciar nossos pensamentos em favor de nós mesmos. Sendo a ansiedade gerada em nossos pensamentos e levando em consideração que pensar é um ato involuntário, compreendemos que é no pensamento que devemos nos vigiar.

Aprendendo a gerenciar nossa mente a nosso favor dominamos as reações emocionais e passamos a ser executores de nossa história. O primeiro passo é, sem dúvida, detectar os pensamentos destruidores e passar a evitá-los cada vez mais. Esses pensamentos são ligados aos sentimentos de orgulho, inveja, ódio e insegurança, por isso podem prejudicar quem os alimenta.

Cristo não frequentou escola, não estudou as letras, mas foi e continuará sendo o grande Mestre da Vida, seus ensinamentos são sempre atuais e oportunos porque em sua sabedoria tinha convicção que seriam necessários nos séculos seguintes. Ao exclamar: “Eu sou a verdade, o caminho e a vida”, Jesus nos alertou sobre a necessidade de procurar seus ensinamentos a fim de nos tornarmos seres humanos melhores e mais conscientes.

Cristianismo e Presença

Breve prólogo

Deus, Criador transcendente, revelou-se corporeamente na realidade sensível do homem, como Jesus Cristo, seu Filho Unigênito. Deus, que sempre estivera Presente, fez-se presente. Construiu, abriu e cruzou uma ponte (aliança) nova e eterna entre as dimensões divina e terrena, para salvar a humanidade. A ponte foi cruzada — a partir do Pai, pela presença do Filho — na unidade do Espírito Santo.

O Espírito Santo que concebeu o Filho na terra, no ventre da Virgem Maria, leva-nos também em sua unidade de volta ao Pai, através da revelação do Filho, que é o Caminho. O Espírito Santo, que concretizou a presença de Deus ao nosso lado, concretiza também a nossa presença ao lado de Deus.

Deus fez-se presente, sensivelmente, mas isso não quer dizer que os humanos já o estivessem, como poderíamos pensar: no pecado, estávamos e estamos adoecidos e ausentes. É como se estivéssemos aqui, mas não tanto quanto poderíamos. Nem para nós mesmos, nem para nosso próximo.

Em Cristo, presença sensível de Deus, recuperamos nossa própria realidade, espiritual e corpórea, ameaçada pelo pecado.

Cristo resgata nossa integridade e nosso vigor vital.

Conversão

Com o cristianismo aprendi, e continuo aprendendo, que o único meio possível e verdadeiro de se realizar como pessoa — de se realizar, isto é, de se tornar real — é a doação aos outros.

A doação de nós mesmos aos outros é o que nos realiza. É o que nos torna, mesmo, pessoas: antes disso, somos apenas indivíduos. É isso o que o cristianismo ensina, ou, mais do que ensina: revela.

Deus, que, pleno de poder e realidade, vive a se doar, como Amor, Razão e Graça, cujo poder está não em quanto tem e retém, mas em quanto dá e entrega do que É, fonte inesgotável e inabalável, pede a nós suas criaturas que façamos o mesmo: que saiamos da nossa contração e constrição e encontremos nossa realidade mais íntima e profunda fora de nós mesmos; nossa vida real, no cuidado e na atenção ao próximo.

Este é o sentido mesmo de nossa existência, a mensagem — inscrita em nós na aliança que Deus faz conosco ao nos criar — que somos chamados a entregar em vida. A vida é uma poderosa mensagem que nos é dada para entregarmos uns aos outros, cujo conteúdo essencial só se revela propriamente no ato da entrega: de nada adianta mantê-la no bolso, com apego, pois desse modo não será conhecida. Não podemos guardar essa mensagem: ela é a eterna Boa Nova, que não se pode conhecer sozinho, que exige a partilha, pois nunca pertenceu somente a nós mesmos, dada por Deus a todos nós.

Além de se tratar de um entendimento racional, isto é também algo que se comprova na experiência, com a graça da conversão: a doação de nós mesmos ao próximo nos realiza. E essa comprovação do entendimento na experiência evidencia a racionalidade da fé cristã.

Realização pessoal

As mais recentes gerações humanas cada vez mais buscam a realização “pessoal”: é o que buscam com mais sede e fome. A própria sociedade, e seus discursos mais tendenciais, empurra a todos nós nessa direção: realizem-se! — este é o maior e único objetivo; portanto, pede-se, nunca aceitem e parem nas escolhas e nos vínculos que ainda não levem a vocês a completa “realização”.

No entanto, justamente por essa mentalidade comprometer a capacidade humana de fazer escolhas e vínculos, bancá-los, apostar neles e responder a eles — em todas as “áreas” da vida, áreas cada vez mais compartimentadas — a sede e a fome só aumentam, e precipitam a espécie em um notável e disseminado estado de miséria espiritual e social.

Assim acontece porque tal busca é estimulada e se desloca no sentido mais equivocado possível: os indivíduos buscam a realização pessoal apenas em suas próprias pessoas, em si mesmos, na consideração incessante e absoluta dos seus desejos, critérios e interesses mais individuais como únicos valores e parâmetros para suas ações, reações e escolhas. Buscam a realização pessoal na aguda defesa solitária de seus desejos íntimos e apenas desses — não permitem mesmo que nada nem ninguém se coloque no caminho de “sua” realização. A realização é minha e no caminho dela ninguém se colocará! — tal é a postura que predomina.

Quanto mais se busca a realização dessa maneira, mais esta se distancia da pessoa, e o que surge no lugar e toma o indivíduo, esvaziando-o, é uma crescente frustração — a sensação incômoda de uma profundamente trágica irrealização de si. Um tornar-se irreal, que provoca um senso perturbador de desconexão do indivíduo com o mundo, com os lugares, com as coisas, com as pessoas e, logo, consigo mesmo. O indivíduo busca a si mesmo nas coisas e nas relações e, portanto, apenas encontra a si mesmo, porém vazio. Como não busca reconhecer e acolher o outro tal como é e se apresenta, não pode viver um ser-com o outro, muito menos ainda um ser-para o outro — não se vincula, e sem a vinculação não pode se preencher.

Mesmo em sua religiosidade, muitos indivíduos mantêm postura semelhante, que confirma em outra área de sua a vida a mentalidade mundana dominante: a religião ou a “espiritualidade” começam a aparecer como um outro meio de buscar a si mesmo, de conseguir respostas para seus objetivos pessoais, ou mesmo de receber, magicamente, a própria realização destes objetivos. Não se quer encontrar e amar a Deus, pois Deus, mesmo que nos dê o livre arbítrio, tem a Sua vontade sobre nós, que talvez não se iguale à nossa “própria”. Isto é, há uma “espiritualidade” propagada socialmente que está em total desacordo com o único verdadeiro e Santo Espírito, que já revelou e vem revelando suas leis a uma humanidade cega e surda.

Essas características mencionadas certamente não são exclusivas das gerações atuais e do que chamamos “mundo moderno”, mas marcam a história humana desde o Pecado Original, e talvez, apenas, ganhem formas sofisticadas em nossa sociedade contemporânea. Através dos tempos, a espécie humana se organiza e reorganiza socialmente para continuar evitando a realização da Verdade de formas mais “eficazes” e logo mais desastrosas. A sociedade tem sido, em nossa história, a regência global da não-vida; pois somente no reconhecimento do Criador, no dom recíproco e na comunhão das pessoas — evitados pelas estruturas e ideologias humanas mais diversas e até contrárias — pode a nossa vida se concretizar como vida verdadeira.

Como uma vida poderia ser verdadeira enquanto não olha para a Verdade de onde toda vida provém? Muitos homens discutem, distorcem e duvidam da realidade da existência de Deus, enquanto Deus é e permanece sendo a Rocha, Aquele que É. Nenhum homem jamais será tão Real quanto Deus. Deveriam discutir e duvidar da realidade de sua própria existência, os que resistem a Deus, o dono de toda Realidade.

A originalidade cristã

Aí se encontra a espiritualidade cristã: esta que pelo Espírito Santo nos concretiza como seres verdadeiramente vivos, pois nos faz reencontrar, dentro e fora, a nossa realidade mais profunda e alerta, religando o nosso âmago à nossa presença; a nossa intimidade mais essencial à nossa “com-vivência” concreta com os irmãos em Deus.

A espiritualidade cristã faz o Espírito irrigar novamente nosso corpo, e então torna esse corpo mais presente, ancorado e enraizado — isto é, real, realizado — do que nunca antes pudera estar. E essa realização do corpo vivo, através do Espírito, concretiza-se somente na doação de nós mesmos ao outro. A doação é o movimento essencial da Verdade, o movimento no qual a Verdade, que é o Amor de Deus, é encontrada face a face.

Essa é a originalidade cristã: não é uma espiritualização que tornaria etérea a pessoa, elevada para uma dimensão não-corpórea do puro espírito, que negaria ou desfaria o corpo para uma experiência individual alheia ao encontro, desfocada da vida presente para focar no além. No cristianismo, o que é além (Deus, o Absoluto) fez-se, faz-se e está presente, aqui mesmo, e nos leva a fazer o mesmo ao reconhecê-Lo.

No ato mesmo da conversão, morremos para o mundo da arrogância humana — distraído para as necessidades originais e primordiais da vida — para ressuscitarmos em uma vida nova, tal como criada e alimentada por Deus para ser sempre nova. Ressuscitamos como criaturas que começam a aprender, pela graça, a dividir com o Criador a responsabilidade pela vida que nos dá, em uma nova postura de Amor.

A originalidade cristã está em que a própria conversão é um movimento de doar-se, de sair de si para reconhecer um Outro: reconheço-me criatura do Deus perfeito que se revelou corpórea e espiritualmente a mim. E, doando-me a Ele, pois sem Ele eu nada seria, reencontro a mim, e a tudo e a todos. Pela comunhão com seu Corpo, e pela presença do seu Espírito, acho-me presente no verdadeiro mundo — que eu antes desconhecia. Mundo criado e revelado somente por Ele, fonte de toda existência.

A conversão ao cristianismo nos reintroduz na presença que havíamos perdido há tanto. Saímos do mundo irreal em que a presença se tornou escassa, em que impera a ausência, para reencontrarmos mais frequentemente a verdadeira vida, conforme as gradações de nossa abertura ao Espírito, que pode nos realizar objetivamente e nos colocar diante do outro, no encontro pleno.

Quando os que se encontrarem estiverem presentes e vivos pela graça do Espírito, a doação recíproca será igualmente mútuo acolhimento. E portanto será uma doação-acolhimento ancorada na Verdade — em que, como fundamento, estará a doação de si ao Deus Criador, e o acolhimento íntimo e pessoal da Verdade revelada e inscrita essencialmente em cada um de nós. Original doação-acolhimento reconhecida como imagem dos encontros humanos e, então, jamais comprometida em prol de uma convivência artificial ou patológica, em que as emoções se escondem, ou se impõem violentamente, para resguardar qualquer aparência. A convivência humana se corrige e se concretiza na Verdade.

Nesse caminho — o caminho estreito que leva à vida — o movimento de se doar não será aquele hesitante, que aguarda primeiro o acolhimento humano para só então se iniciar, fazendo-se parcialmente, esperando também o reconhecimento do outro para se completar. O humano não está pronto para acolher e reconhecer, portanto, se há essa espera, a real disposição de doação nunca se concretizará. Ficaremos nos entreolhando, desconfiados, aguardando aquele momento seguro que, pelos padrões relacionais distorcidos da sociedade — o caminho amplo que leva à morte — nunca chega.

Melhor será confiar que a disposição de doação gerará a firmeza e a segurança de que precisamos, pois assim é com Deus, que ama e dá a vida sem cessar, mesmo quando rejeitado por sua criatura, e permanece sendo a Rocha. Fomos acolhidos e reconhecidos por Deus no ato mesmo da criação; se estamos enraizados na doçura do Espírito e na firmeza da Rocha, podemos nos doar à vida, à vontade.

A verdadeira Filosofia

Em nossa doação à vida e ao outro, não nos perdemos. Não desfazemos a nossa subjetividade para nos tornarmos um com o outro a quem nos doamos: ao contrário, encontramos a nossa verdadeira e mais completa subjetividade na objetividade da doação amorosa ao próximo.

Este dom de si ao outro, apenas ele, pode revelar a nós mesmos nosso próprio rosto. Na partilha direta do amor perene que vem de Deus, que é a Lei de Deus, encontramos nossa imagem na semelhança com Ele, e encontramos essa imagem e semelhança também em nossos irmãos e irmãs acolhidos.

Da mesma maneira, na própria conversão à fé cristã, a pessoa não desfaz a sua subjetividade para se tornar um com o seu Deus. Quando crê, a pessoa se encontra finalmente em sua máxima pessoalidade — como subjetividade plena em presença, ao se reconhecer objetivamente criatura, ajoelhada diante da Presença do Criador, a Santa Pessoa, que, ao revelar-se, revela também a nós mesmos em nossa irrepetível originalidade.

Portanto, na conversão, Deus nos dá a descobrir que a única forma possível e verdadeira de nos realizarmos como pessoas é a doação, primeiramente ao nosso Criador, e logo também aos nossos irmãos e irmãs em Deus.

Isto não é uma filosofia. Não é um ponto de vista, uma concepção de mundo, um sistema de pensamento entre outros. Se pudermos nomear isto uma filosofia, será porque se trata de um Saber, justamente. Mas não um saber acadêmico, formulado por homens com seus próprios parâmetros. É o Saber por excelência, que vem do Outro, a nós revelado de fora por Aquele que Sabe, o Único que Sabe. O cristianismo, como sabia São Justino Mártir, é a verdadeira Filosofia.

Jesus Cristo é o Logos de Deus. O cristianismo é então esse Saber que não nos é imposto de fora, por uma instituição qualquer — mas nos é Revelado de fora para ser imediatamente redescoberto de dentro. Quantas conversões se dão porque esse Saber começa a ser intuído e sentido de dentro, e então vem a se conectar poderosamente com a expressão Externa do mesmo Saber nas Leis que nos foram dadas tão claramente (e historicamente) por nosso próprio Deus!

Encontramos a nós mesmos, finalmente, nesse Saber que nos foi dado de fora como Lei por Deus, porque essas são as Leis divinas inscritas essencialmente em nosso mais profundo ser, em nosso núcleo vivo e espiritual, no sentido mesmo da nossa existência, tal como criada por Deus.

Aquele que dá a serem escritas as Leis, na revelação mosaica e na revelação cristã, havia inscrito estas mesmas Leis — as Leis do Amor — no âmago de toda a sua criação.

As surpresas que nos aguardam

A verdade contida no núcleo desse Saber que é o da própria Vida é esta: — Vida é doação.

Assim, uma vida que não se doa não encontra a si mesma e sobrevive, portanto, com uma sensação reverberante de mortificação e perda.

Daí que buscar apenas ter, tomar para si, levar a vantagem — ganhar, receber, acumular — jamais poderá resultar na realização de uma vida, de uma pessoa, mas apenas na perda crescente da vida e da pessoa.

Assim como não poderá preencher um ser humano de vida a consideração apenas dos próprios parâmetros para a satisfação incessante, unida à incapacidade de lidar com as falhas e tropeços, e de afirmar a riqueza dos vínculos mesmo nas frustrações. Se não soubermos acolher e aceitar a completa pessoalidade do outro em sua dignidade integral, que inclui os acertos e as falhas, as virtudes e os pecados,  a frustração só poderá aumentar. A verdadeira realização inclui a capacidade de acolher os outros nos vínculos mesmo na incompletude, e isso é o que completa os vínculos, e a satisfação provinda deles. Onde o outro falha, a ele eu darei — é a disposição que podemos assumir. Sem essa disposição, o indivíduo, não percebendo o erro que origina o vazio de suas experiências, pergunta a si mesmo: por que quanto mais eu busco, mais eu perco?

Na conversão à fé cristã, são dadas por Deus à pessoa — como a mim foram dadas, recentemente, inspirando a escrita destas palavras —  oportunidades concretas para descobrir que quando doamos nossa presença aos outros, realizamo-nos; e os outros também se realizam, no acolhimento. Quanto mais doamos de nós mesmos, mais recebemos, não no sentido material, como às vezes se entende a noção de “é dando que se recebe”, mas num sentido vital profundo e imediato. Ao darmos, estamos recebendo, pois ao doarmos presença viva conhecemos a perenidade da fonte. Então, nos sentimos  — podemos nos sentir, finalmente—  reais.

Tornamo-nos pessoas na doação de nossas pessoas. Não perdemos pedaços, mas justamente nos completamos, ganhamos na doação de nós mesmos ao outro os pedaços que nos faltavam e saímos mais íntegros, mais realizados.

A pessoa se realiza na doação de si: que doce surpresa, há tanto escondida de nós!

São doces e poderosos os mistérios de Cristo.

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“A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja veem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais” (Catecismo da Igreja, §2373; GS, 50,2).

O grande valor desta vida é a vida; não pode ser diferente; é por isso que o Catecismo da Igreja afirma que: “A fecundidade é um dom, um fim do matrimônio, porque o amor conjugal tende a ser fecundo. O filho não vem de fora acrescentar-se ao amor mútuo dos esposos; surge no próprio âmago dessa doação mútua, da qual é fruto e realização. (§ 2366). “Os cônjuges sabem que, no ofício de transmitir a vida e de educar – o qual deve ser considerado como missão própria deles – são cooperadores do amor de Deus criador“ (CIC, 2367).

Agora o pesquisador Esben Agerbo, da Universidade de Aarhus (Dinamarca), afirma com segurança: “Casais que não têm filhos têm um risco maior de morrer cedo por diversas causas”.

Para chegar a essa conclusão, Agerbo analisou dados de mais de 21 mil casais que não tinham filhos e buscaram tratamento de fertilização in vitro entre 1994 e 2005. Ele acompanhou esses casais desde o início do tratamento até o final de 2008 – ou até eles morrerem, saírem do país ou serem diagnosticados com alguma doença mental.

Nesse período, nasceram mais de 15 mil bebês, e outras 1.564 crianças foram adotadas. Até o final de 2008, 96 mulheres e 220 homens do grupo morreram. Ao correlacionar os dados, Agerbo concluiu que:

1. mulheres com filhos biológicos tinham quatro vezes menos chances de morrer precocemente;

2. homens com filhos biológicos tinham duas vezes menos chances de morrer cedo;

3. homens com filhos adotados tinham cerca de metade das chances de morrer cedo, em comparação com aqueles que não tinham filhos; e que a adoção não teve um efeito significativo na longevidade de mulheres.

O pesquisador disse: “Meu melhor palpite é de que, quando as pessoas têm filhos, tendem a viver de forma mais saudável”.

Por exemplo, ao saber que terão que acordar cedo (ou no meio da noite) para cuidar dos filhos pequenos, muitos pais vão dormir mais cedo. Há aqueles que deixam de fumar, para não prejudicar a saúde dos filhos, ou adquirem hábitos saudáveis para servir de exemplo.

Os resultados encontrados por Agerbo condizem com os de uma pesquisa anterior, publicada em 2011, que mostrou que homens casados, mas sem filhos, têm um risco maior de morrer de doenças cardíacas após os 50 anos do que homens com dois ou mais filhos.

De acordo com o líder da equipe de pesquisadores responsável por essa análise, o médico Michael Eisenberg, o grupo “aposta em um vínculo biológico”: infertilidade, comum entre casais que não têm filhos, pode ter a mesma origem de outros problemas de saúde. [WebMD]

Não é sem razão que a Igreja Católica afirma que: “os filhos são o dom mais excelente do Matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais” (Catecismo § 2378). E a Palavra de Deus diz: “Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”. “Feliz o homem que assim encheu sua aljava…” (Sl 126, 3-5).

Prof. Felipe Aquino

Fonte:http://hypescience.com/um-segredo-para-viver-mais-filhos/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29

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