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Não podemos deixar que a incredulidade do nosso coração paralise a ação de Deus

“E não conseguiu fazer ali nenhum milagre, a não ser impor as mãos a uns poucos doentes. Ele se admirava da incredulidade deles.” (Mc 6,5)

É importante notar nesta passagem que a incredulidade do coração daquele povo paralisou a ação de milagres de Jesus. Jesus vinha passando por algumas cidades curando e libertando o povo. Em algumas regiões as pessoas se aglomeravam para vê-Lo, para toca-Lo, pois queriam receber dos seus milagres.

Muitos não sabiam realmente que Jesus era o Filho de Deus, mas tinham ouvido falar Dele, que Ele realizava verdadeiros milagres; e porque traziam consigo tantas situações dolorosas, eles queriam receber deste Jesus a ajuda necessária.

Mas Jesus decide ir a Nazaré, sua própria terra. E como nas outras cidades, Ele ensinou na sinagoga, e muitos ao ouvi-Lo, se admiravam com tamanha sabedoria; mas um questionamento sempre sondava aquele povo: “Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E suas irmãs não estão aqui conosco? E mostravam – se chocados com ele.” (Mc 6,3)

Bastou que a dúvida fosse levantada, bastou que a interrogação sobre a pessoa de Jesus fosse posta à prova, e ali Jesus não realizou milagres…

A Palavra ainda é clara em destacar: “Ele se admirava da incredulidade deles.” (Mc 6,6)

Com isso aprendemos que é necessário um “solo” adequado para que o milagre também aconteça. Não basta somente a necessidade de um milagre, e não basta somente a presença de Jesus; é necessário que entre um e outro haja um coração que creia! É necessário que haja um coração que tenha fé, ainda que mínima, como um grão de mostarda, mas é necessário ter fé.

Não é que Jesus se mostrou impotente, claro que não! Jesus continuava a ser Deus e poderia realizar ali muitos milagres, curar e libertar todo aquele povo; mas Jesus preferiu ensinar a mim e a você que é necessário que tenhamos um coração que creia e que esteja ao menos aberto para que Ele haja.

Perdemos muitas vezes a oportunidade de receber os milagres de Deus em nossas vidas porque fazemos exatamente como aquele povo fez, duvidando e questionando a ação de Deus que pode acontecer por meio de quem Ele quiser.

Escolhemos a missa que queremos participar, pois “a missa com aquele padre é do poder… E a do meu pároco, nem tanto…”.

Escolhemos o grupo de Oração que vamos, pois o de perto de casa “nem tem palavras de ciência”…

Escolhemos onde queremos receber os milagres de Deus, quando na verdade só deveríamos crer que é Deus quem realiza o que Ele quer, onde Ele quer, e como Ele quer!!

Quantas pessoas foram a vida inteira a grupos de Oração, a missas, a encontros de finais de semana, mas não se encontraram realmente com Deus? Mas bastou ler um livro, ouvir uma música e tiveram suas vidas transformadas, porque naquele momento o coração delas deseja uma mudança de vida mais que tudo!

Com isso não estou dizendo que você não deva ir onde te faz bem, muito pelo contrário, há lugares que me fazem aproveitar melhor o meu momento de oração que outros; mas o que eu quero dizer é que o elemento principal do milagre está no coração, na fé!

É necessário desterrar a incredulidade…

A incredulidade é a forma de fecharmos o nosso coração para a ação de Deus! Quando deixamos que a incredulidade tome conta de nosso coração, é como se fossemos revestidos por uma capa, na qual Deus pode até mandar chuvas de graças sobre nós, mas não seremos atingidos.

A incredulidade nasce em nosso coração na medida em que vamos duvidando e questionando o modo de Deus agir em nós e ao nosso redor. Vamos levantando suspeitas de Deus quando Ele não age a nosso favor da maneira que queremos, e aí questionamos: “Será que Deus está realmente me ouvindo? Será que Deus está preocupado com os meus problemas? Não vejo solução para os problemas que hoje carrego, nem Deus pode solucionar isso…”.

Vamos duvidando do poder de Deus, da ação de Deus, e nos tornamos incrédulos…

A forma mais eficaz de desterrar a incredulidade é mantermos uma vida em Deus por meio da oração! É um caminho lógico!

A fé é dom de Deus, e por ser dom é necessário pedir a Deus este dom. E como se pede algo à Deus? Por meio da oração.

E o que é a oração, senão um diálogo em que você e Deus se relacionam?! E será na constância da busca deste diálogo, na constância da oração que você perceberá que a fé irá crescendo em seu coração; não conheço outro caminho.

Por isso podemos começar agora a rezar pedindo que Deus tire toda a incredulidade de nosso coração e nos dê um coração que creia, que nos dê o Dom da Fé.

Oremos:

“Senhor Jesus, hoje eu percebi que o que pode estar barrando os teus milagres sobre a minha vida é o meu coração endurecido. Endurecido porque tantas vezes duvidei, tantas vezes eu questionei e achei que o Senhor não mais me ouvia.Mas hoje, Senhor Jesus, eu quero renovar a minha profissão de fé e te pedir que o Senhor me conceda o dom da fé. Pois apesar de por vezes eu não sentir, eu creio que o Senhor me olha, eu creio que o Senhor tem cuidado de mim, da minha família…Sim, Jesus, eu creio que nada é impossível para Ti, por isso dá ao meu coração a capacidade de acreditar, a capacidade de crer… Aumenta a minha fé, Jesus.Que caia por terra agora toda e qualquer forma de incredulidade que possa ter me atingido, atingido a minha família, e por consequência disso nos afastado da oração.Que o Senhor renove em mim o dom da oração, para que por meio dela o meu coração se encha de fé e esperança.Senhor Jesus, eu creio, mas aumenta a minha fé! E faz do meu coração um “solo” propicio para os teus milagres. Amém!”

(via Livres de todo mal)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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VATICANO, 12 Mar. 18 / 09:50 am (ACI).- O Papa Francisco assinalou, durante a Missa celebrada na Casa Santa Marta na manhã de hoje, que a fé não deve estar se sustentar apenas nos milagres, mas deve se fundamentar no desejo de Deus.

O Santo Padre refletiu sobre as palavras que Jesus dedica ao funcionário do rei que foi ao seu encontro na Galileia para pedir a cura do seu filho doente. “Se não virdes sinais e prodígios, não acreditais”. Francisco assinalou que parecia que Jesus estava perdendo a paciência com o fato de o prodígio ser a única coisa que contava para o povo.

O Papa perguntou: “Onde está a fé? Ver um milagre, um prodígio e dizer: ‘Mas Tu tens a potência, Tu és Deus’, sim, é um ato de fé, mas pequenino assim. Porque é evidente que este homem tem um poder forte; mas ali começa a fé, que depois deve ir avante. Onde está o seu desejo de Deus? Porque a fé é isto: ter o desejo de encontrar Deus, encontrá-Lo, estar com Ele, ser feliz com Ele”.

Para explicar o grande milagre que o Senhor realiza, o Pontífice mencionou a primeira leitura extraída do livro do profeta Isaías: “Eis que eu criarei novos céus e nova terra. Haverá alegria e exultação sem fim em razão das coisas que eu vou criar”. Deste modo, “o Senhor atrai o nosso desejo para a alegria de estar com Ele”.

O Santo Padre assinalou: “Quando o Senhor passa na nossa vida e faz um milagre em cada um de nós, e cada um de nós sabe o que o Senhor fez na sua vida, ali não termina tudo: este é o convite a ir avante, a continuar a caminhar, buscar a face de Deus, buscar esta alegria”.

O milagre, portanto, é somente o início, e o Papa convidou a não parar e continuar caminhando. “Existem muitos cristãos parados, que não caminham; cristãos atolados nas coisas de todos os dias, mas não crescem, permanecem pequenos. Cristãos estacionados: se estacionam. Cristãos enjaulados que não sabem voar com o sonho a esta bela coisa para a qual o Senhor nos chama”.

Finalmente, o Papa convidou a perguntar-se: “Como é meu desejo? Busco o Senhor assim? Ou tenho medo, sou medíocre? (…) Qual é a medida do meu desejo? A entrada ou todo o banquete?”. O Santo Padre concluiu convidando a “proteger o próprio desejo: não se ajeitar muito, ir mais além, arriscar. O verdadeiro cristão arrisca, sai da segurança”.

Evangelho comentado pelo Papa Francisco:

Jo 4,43-54

Naquele tempo, 43Jesus partiu da Samaria para a Galileia. 44O próprio Jesus tinha declarado, que um profeta não é honrado na sua própria terra. 45Quando então chegou à Galileia, os galileus receberam-no bem, porque tinham visto tudo o que Jesus havia feito em Jerusalém, durante a festa. Pois também eles tinham ido à festa. 46Assim, Jesus voltou para Caná da Galileia, onde havia transformado a água em vinho.

Havia em Cafarnaum um funcionário do rei que tinha um filho doente. 47Ouviu dizer que Jesus tinha vindo da Judeia para a Galileia. Ele saiu ao seu encontro e pediu-lhe que fosse a Cafarnaum curar seu filho, que estava morrendo. 48Jesus disse-lhe: “Se não virdes sinais e prodígios, não acreditais”. 49O funcionário do rei disse: “Senhor, desce, antes que meu filho morra!” 50Jesus lhe disse: “Podes ir, teu filho está vivo”. O homem acreditou na palavra de Jesus e foi embora.

51Enquanto descia para Cafarnaum, seus empregados foram ao seu encontro, dizendo que o seu filho estava vivo. 52O funcionário perguntou a que horas o menino tinha melhorado. Eles responderam: “A febre desapareceu, ontem, pela uma da tarde”. 53O pai verificou que tinha sido exatamente na mesma hora em que Jesus lhe havia dito: “Teu filho está vivo”. Então, ele abraçou a fé, juntamente com toda a sua família. 54Esse foi o segundo sinal de Jesus. Realizou-o quando voltou da Judeia para a Galileia.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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