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Nossa Senhora

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Apresentamos 7 coisas que todo católico deve saber sobre esta aparição

A aparição de Nossa Senhora de Fátima, aprovada pela Santa Sé, é a mais conhecida do século XX, particularmente pelo terceiro segredo que Maria revelou aos três pastorinhos na Cova da Iria (Portugal) e transcrito pela Irmã Lúcia em 3 de janeiro de 1944.

A seguir, apresentamos 7 coisas que todo católico deve saber sobre esta aparição.

1. A Virgem apareceu 6 vezes em Fátima

Nos tempos da Primeira Guerra Mundial, a pastorinha Lúcia dos Santos disse ter experimentado visitas sobrenaturais da Virgem Maria em 1915, dois anos antes das conhecidas aparições.

Em 1917, ela e seus primos Francisco e Jacinta Marto, estavam trabalhando como pastores nos rebanhos de suas famílias. Em 13 de maio daquele ano, as três crianças presenciaram uma aparição da Virgem Maria que lhes disse, entre outras coisas, que regressaria durante os próximos seis meses todos os dias 13 na mesma hora.

Maria também revelou às crianças, na segunda aparição, que Francisco e Jacinta morreriam cedo e que Lúcia sobreviveria para dar testemunho das aparições.

Na terceira aparição, no dia 13 de julho, a Virgem revela a Lúcia o segredo de Fátima. Conforme os relatos, ela ficou pálida e gritou de medo chamando a Virgem pelo seu nome. Houve um trovão e a visão terminou. As crianças viram novamente a Virgem em 13 de setembro.

Na sexta e última aparição, no dia 13 de outubro, diante de milhares de peregrinos que chegaram à Fátima (Portugal), aconteceu o chamado “Milagre do sol”, no qual, após a aparição da Virgem Maria aos pastorinhos Jacinta, Francisco e Lúcia, pôde-se ver o sol tremer, em uma espécie de “dança”, conforme relataram os que estavam lá.

2. Francisco e Jacinta morreram jovens, Lúcia se tornou religiosa

Uma epidemia de gripe espanhola atingiu a Europa em 1918 e matou cerca de 20 milhões de pessoas. Entre eles, estavam Francisco e Jacinta, que contraíram a doença naquele ano e faleceram em 1919 e 1920, respectivamente. Por sua parte, Lúcia entrou no convento das Irmãs Doroteias.

Em 13 de junho de 1929, na capela do convento em Tuy, na Espanha, Lúcia teve outra experiência mística na qual viu a Santíssima Trindade e a Virgem Maria. Esta última lhe disse: “Chegou o momento em que Deus pede ao Santo Padre, em união com todos os bispos do mundo, fazer a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la por este meio” (S. Zimdars-Schwartz, Encontro com a Maria, 197).

No dia 13 de outubro de 1930, o Bispo de Leiria (agora Leiria-Fátima) proclamou as aparições de Fátima autênticas.

3. Irmã Lúcia escreveu o segredo de Fátima 18 anos depois das aparições

Entre 1935 e 1941, sob as ordens de seus superiores, Irmã Lúcia escreveu quatro memórias dos acontecimentos de Fátima.

Na terceira memória – publicada em 1941 – escreveu as duas primeiras partes do segredo e explicou que havia uma terceira parte que o céu ainda não lhe permitia revelar.

Na quarta memória acrescentou uma frase ao final da segunda parte do segredo: “Em Portugal, se conservará sempre o dogma da fé, etc.”.

Esta frase foi a base de muita especulação, disseram que a terceira parte do segredo se referia a uma grande apostasia.

Depois da publicação da terceira e quarta memória, o mundo colocou a atenção no segredo de Fátima e nas três partes da mensagem, inclusive no pedido da Virgem para que a Rússia fosse consagrada ao seu Imaculado Coração através do Papa e dos bispos do mundo.

No dia 31 de outubro de 1942, Pio XII consagrou não só a Rússia, mas também todo o mundo ao Imaculado Coração de Maria. O que faltou, entretanto, foi a participação dos bispos do mundo.

Em 1943, o Bispo de Leiria ordenou que Irmã Lúcia escrevesse o terceiro segredo de Fátima, mas ela não se sentia em liberdade de fazê-lo até 1944. Foi colocado em um envelope fechado no qual a Irmã Lúcia escreveu que não deveria ser aberto até 1960.

4. A terceira parte do segredo de Fátima foi lida por vários Papas

O segredo se manteve com o Bispo de Leiria até 1957, quando foi solicitado (junto com cópias de outros escritos da Irmã Lúcia) pela Congregação para a Doutrina da Fé. Segundo o Cardeal Tarcísio Bertone, o segredo foi lido por João XXIII e Paulo VI.

“João Paulo II, por sua parte, pediu o envelope que contém a terceira parte do ‘segredo’ após a tentativa de assassinato que sofreu no dia 13 de maio 1981”.

Depois de ler o segredo, o Santo Padre percebeu a ligação entre a tentativa de assassinato e Fátima: “Foi a mão de uma mãe que guiou a trajetória da bala”, detalhou. Foi este Papa quem decidiu publicar o terceiro segredo no ano 2000.

5. As chaves do segredo: arrependimento e conversão

O então Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Emérito Bento XVI), Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, assinalou que a chave da aparição de Fátima é seu chamado ao arrependimento e à conversão. (Comentário Teológico)

As três partes do segredo servem para motivar o indivíduo ao arrependimento e o fazem de uma maneira contundente.

6. A primeira parte do segredo é uma visão do inferno

A primeira parte do segredo – a visão do inferno – é para muitos a mais importante, porque revela aos indivíduos as trágicas consequências da falta de arrependimento e o que lhes espera no mundo invisível se não se converterem.

7. A segunda parte do segredo é sobre a devoção ao Imaculado Coração

Na segunda parte do segredo Maria diz:

“Você viu o inferno para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para salvá-las, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”.

Depois de explicar a visão do inferno, Maria falou de uma guerra que “iniciará durante o pontificado de Pio XI”.

Esta última foi a Segunda Guerra Mundial, ocasionada, segundo as considerações da Irmã Lúcia, pela incorporação da Áustria à Alemanha durante o pontificado de Pio XI (J. do Marchi, Temoignages sur les apparitions de Fatima, 346).

 

(via ACIdigital)

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epa03626100 This handout picture released by the Vatican press office on March 15, 2013 shows Pope Francis delivering a speech during a meeting of the world's cardinals.The new Pontiff urged the Catholic Church not to give in to "pessimism" and to find new ways of spreading the faith "to the ends of the earth". EPA/OSSERVATORE ROMANO

Você também vai se encantar com Nossa Senhora da Ternura, Nossa Senhora do Silêncio e Maria “Sálus Pópuli Románi”

Profundo devoto de Nossa Senhora, o Papa Francisco já demonstrou inúmeras vezes o seu carinho por Maria em visitas, peregrinações e discursos marianos relacionados com as mais populares devoções a ela: Nossa Senhora de Fátima, de Lourdes, de Aparecida, de Guadalupe

E ele também compartilhou conosco em diversas ocasiões o seu carinho por Nossa Senhora em devoções um pouco menos conhecidas, como as três que mencionamos a seguir.

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1 – Maria, “Sálus Pópuli Románi”

ICON SALUS POPULI ROMANI

Gregorio Borgia / POOL / AFP

Sálus Pópuli Románi” significa, em latim, “Salvação do Povo Romano”, no sentido de “Protetora” e não de “Redentora”, evidentemente.

Esta devoção é representada pelo ícone de Nossa Senhora com o Menino Jesus no colo, em estilo bizantino, atribuído tradicionalmente ao Evangelista São Lucas, que era também pintor.

POPE ICON

Antoine Mékary I Aleteia

Esse ícone guarda semelhanças tipológicas com o de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, sendo confundido com ele por muita gente, embora sejam ícones diferentes. É diante do ícone da Sálus Pópuli Románi que o Papa costuma rezar toda vez que parte e retorna de uma viagem internacional.

Nessas ocasiões, Francisco costuma rezar a oração mariana “Sub tuum praesídium” (“Sob a vossa proteção“), que você encontra aqui.

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2 – Nossa Senhora da Ternura

Um dos mais clássicos ícones marianos orientais nos apresenta Maria, Mãe de Deus, segurando o Menino Jesus em um dos braços e, com a outra mão, apontando para Ele como quem indica O Caminho da Salvação – que é o próprio Jesus, Caminho, Verdade e Vida. É justamente por isto que esse ícone se tornou conhecido como “Hodegétria” ou “Hodigítria“, palavra que, em grego (Οδηγήτρια), quer dizer “A Mostradora do Caminho“.

CC

A partir do modelo icônico da Hodegétria foram desenvolvidas outras composições preciosas, como a “Panágia Eleusa“. A palavra grega “Panágia” quer dizer “Santíssima”, ou, literalmente, “Toda Santa”; já “Eleusa”, também em grego, significa “Misericordiosa” ou “Terna”. Trata-se da doce imagem que mostra o Menino Jesus no colo de Maria, representado com o nariz ou a boca tocando a bochecha da mãe, que se inclina em Sua direção.

Essa devoção também é conhecida como Nossa Senhora da Ternura.

Domínio Público

O Papa Francisco tem um pequeno ícone de Nossa Senhora da Ternura, que ganhou do Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana “quando estávamos em Buenos Aires. Quando eu vim para Roma, pedi que me trouxessem”. O Papa guarda esse ícone com especial veneração e afirma:

“Eu rezo com ele todos os dias”.

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3 – Nossa Senhora do Silêncio

Na manhã de 18 de maio de 2015, o Santo Padre abençoou um quadro com essa imagem que tinha sido colocado a seu pedido no palácio apostólico do Vaticano a fim de fomentar o recolhimento e a contemplação e, por conseguinte, desestimular as conversas inúteis e dispersas. Ao abençoar o quadro, Francisco fez um pedido:

“Que a Virgem Maria interceda diante do Senhor para que todos os que entrarem no palácio apostólico possam ter sempre as palavras justas”.

A imagem fica entre os dois elevadores da entrada principal do palácio apostólico, no pátio de São Dâmaso.

VIRGIN

Facebook-Fra Emiliano Antenucci

O frade italiano Emiliano Antenucci, autor de livros e pregador de retiros sobre Nossa Senhora do Silêncio, declarou a respeito dessa devoção:

“O mundo está doente de barulho. O silêncio é uma ‘profecia’ e uma forma de escutar a Deus e escutar os outros. A devoção a N. Sra. do Silêncio nos pede, com uma das mãos, para ‘ficarmos quietos’, e, com a outra, nos propõe que esse silêncio seja de adoração e cheio de fascínio. Maria é a catedral do Silêncio, onde ressoa a Palavra Eterna.A ‘ditadura do barulho’ gera confusão, descaminho, tristeza. O barulho nos deixa surdos diante das coisas que realmente importam na vida. O mundo nos propõe a aparência e o barulho que nos distrai de Deus e do amor ao nosso próximo.O silêncio nos faz enxergar verdades sobre nós mesmos e os outros. Ele nos traz a novidade de uma visão renovada da realidade e dos outros; nos faz julgar menos e amar mais. O silêncio nos abre à misericórdia de Deus, ao perdão dos outros e à expectativa de ser melhores”. 

Fonte: https://pt.aleteia.org

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Grandioso é o mistério da Virgem Maria! Como compreender que ela foi assunta aos céus?

A Santa Igreja ensina que, a Virgem Maria, “preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi assunta de corpo e alma à glória celeste. E para que, mais plenamente estivesse conforme Seu Filho, Senhor dos senhores1 e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo”2. O dogma da Assunção significa que, a Santíssima Virgem foi assumida por Deus no Reino dos Céus. Significa, também, que Ela foi glorificada de corpo e alma na Jerusalém celeste. Depois de sua vida terrena, a Mãe do Senhor encontra-se antecipadamente no estado escatológico dos justos na ressurreição final. Nesse sentido, a crença no dogma da Assunção enche de esperança o nosso coração. Une a dimensão antropológica, o sentido da nossa existência terrena, o destino escatológico com o fim último da nossa humanidade redimida pela Cruz de Cristo.

A respeito dos fundamentos bíblicos do dogma da Assunção de Maria não há uma unanimidade. Alguns autores colocam como fundamento bíblico final da doutrina da Assunção a descrição do livro do Apocalipse: “Então, apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida com o sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas”3. Outro recorrem ao livro do Gênesis como fundamento: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”4.

Doutrina dos Santos Padres

Tendo em vista as dificuldades de interpretação que estes fundamentos bíblicos trazem em si, o Papa Pio XII procedeu com um método misto, não meramente bíblico. O Pontífice considerou, de modo especial, a Doutrina dos Santos Padres. Esta, que desde o século II afirma uma especial união de Maria, a Nova Eva, com Cristo, o Novo Adão, na luta contra o diabo5. Esta luta contra o demônio há de terminar com a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte6. Ela, Maria, por Sua associação na obra de Seu Filho, participa dessa vitória. A “especial participação de Maria na vitória de Cristo não poderia considerar-se completa sem a glorificação corporal de Maria”7.

Como seu Filho Jesus Cristo, a Virgem Maria partiu deste mundo voltando “para a casa do Pai”8. Tudo isso não está distante de nós, embora possa parecer. Todos nós somos filhos de Deus, todos nós somos irmãos e irmãs de Jesus. Somos também filhos e filhas de Maria, nossa Mãe. Todos nós desejamos a felicidade, e a felicidade para a qual todos nós tendemos é Deus. Todos nós estamos a caminho da felicidade, que chamamos céu, o qual, na realidade, é a vida com Deus. Que Nossa Senhora nos ajude, nos dê coragem para fazer com que cada momento da nossa existência seja um passo neste êxodo, nessa saída em busca da felicidade, nesse caminho rumo a Deus. A Virgem Maria nos ajude também a tornar presente a realidade do céu, a grandeza do Senhor na vida do nosso mundo.

Carne de Jesus, inseparável da carne da Virgem Maria

No fundo, essa realidade faz parte do nosso dinamismo pascal, de cada um de nós que deseja tornar-se celeste, totalmente feliz, em virtude da Ressurreição de Cristo. Este é o início e a antecipação de um movimento que diz respeito a cada ser humano e ao mundo inteiro. Nossa Senhora, “aquela de quem Deus tinha tomado a carne e cujo coração fora trespassado por uma espada no Calvário, encontrava-se associada, por primeiro e de modo singular, ao mistério dessa transformação para a qual todos nós tendemos, muitas vezes, também nós trespassados pela espada do sofrimento neste mundo”9.

A Virgem Maria, a nova Eva, seguiu Jesus Cristo, o novo Adão, no sofrimento, na Paixão. Desse modo, também na alegria definitiva. Cristo é a primícia da obra da salvação, mas a sua carne ressuscitada é inseparável da carne da sua Mãe terrena, a Virgem de Nazaré. Em Nossa Senhora, toda a humanidade está envolvida na Assunção a Deus. E, com ela toda a criação, cujos gemidos e sofrimentos são, como diz São Paulo, as dores do parto da nova humanidade10. Dessa forma, nascem os novos céus e a nova terra, onde já não haverá mais pranto nem lamentações, porque não haverá mais morte11.

Grandioso mistério de amor

Como é grandioso o mistério de amor que se repropõe à nossa contemplação na Assunção da Virgem Maria! Seu Filho Jesus Cristo venceu a morte com a onipotência do seu amor, pois só este é onipotente. Este amor levou o Senhor a morrer por nós e, dessa forma, vencer a morte. Somente “o amor faz entrar no reino da vida! E Maria entrou após o Filho, associada à sua glória, depois que foi associada à sua paixão”.

Nossa Senhora entrou no céu com um desejo incontrolável e deixou o caminho aberto para todos nós. Por isso, no dia da Assunção, a invocamos como “Porta do céu”, “Rainha dos anjos” e “Refúgio dos pecadores”. Diante desse grande mistério do amor de Deus, “não são os raciocínios que nos fazem compreender essas realidades tão sublimes, mas sim a fé simples, pura, e o silêncio da oração que nos põe em contacto com o Mistério que nos ultrapassa infinitamente”12.

Peçamos a Santíssima Virgem Maria que nos conceda hoje o dom da sua fé, que nos faz viver já nesta dimensão entre o finito e o infinito. Roguemos a Nossa Senhora a fé que transforma também o sentimento do tempo e do transcorrer da nossa existência. Supliquemos a ela aquela fé na qual sentimos intimamente que a nossa vida não se encontra encerrada no passado, mas está orientada para o futuro, para Deus, onde Jesus Cristo e, depois d’Ele, a Virgem Maria nos precederam.

O “morrer” como ingresso na Vida Eterna

“Contemplando Nossa Senhora da Assunção no Céu compreendemos melhor que, a nossa vida de todos os dias, não obstante seja marcada por provações e dificuldades, corre como um rio rumo ao oceano divino para a plenitude da alegria e da paz. Entendemos que o nosso morrer não é o fim, mas o ingresso na vida que não conhece a morte. O nosso crepúsculo no horizonte deste mundo é um ressurgir na aurora do mundo novo, do dia eterno”13.

Conscientes dessas realidades, rezemos com confiança a Virgem Maria, Mãe da Igreja. Peçamos que, enquanto ela nos acompanha nas dificuldades do nosso viver e morrer diários, ela nos conserve constantemente orientados para a verdadeira pátria da bem-aventurança, como ela fez durante toda a sua existência terrena.

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

Há duas versões para a origem desta prece, que é uma das mais belas do tesouro da Igreja

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia! Vida, doçura, esperança nossa, salve!

Salve-Rainha é uma das mais belas orações cristãs. Mas qual é a sua origem?

Não há certeza completa, pois dois autores costumam ser apontados: o monge beneditino Hermano Contracto, segundo alguns historiadores, e, segundo outros, o bispo de Le Puy, dom Ademar de Monteuil.

Versão 1: o monge Hermano Contracto

O religioso beneditino a teria escrito por volta de 1050, no mosteiro de Reichenau, no Sacro Império Romano-Germânico. Na época, os povos da Europa central enfrentavam calamidades naturais, epidemias, miséria, fome e a contínua ameaça dos nômades do Leste, que invadiam os povoados, saqueavam e matavam.

Hermano Contracto sofria de deformações físicas que o levavam a caminhar e a escrever com grande dificuldade. Acredita-se que essas características fossem de nascença. Segundo a tradição, ao constatar seu raquitismo, a mãe, Miltreed, o consagrou a Maria e o educou na devoção a ela. Apesar da deficiência física, chegou a ser mestre dos noviços na ordem beneditina.

Foi entre sofrimentos e esperanças que o monge teria composto a Salve Rainha – exceto a tríplice invocação final (“Ó clemente! Ó piedosa! Ó doce Virgem Maria!”), que foi acrescentada mais de um século depois, por São Bernardo de Claraval.

Versão 2: dom Ademar de Monteuil

O bispo de Le Puy era membro do Concílio de Clermont, o sínodo que determinou a realização da primeira cruzada a fim de defender os peregrinos que iam à Terra Santa e cujas viagens vinham se tornando cada vez mais perigosas. Dom Ademar participou da primeira cruzada como legado apostólico e teria composto a Salve Rainha como hino dos cruzados.

Tal como na versão que atribui a composição ao monge Hermano Contracto, a Salve Rainha terminava nas palavras “…e, depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre“.

O acréscimo de São Bernardo

A Salve-Rainha já tinha se popularizado fazia décadas entre os cristãos.

Na véspera do Natal de 1146, São Bernardo de Claraval, enviado à Alemanha como legado papal, entrava solenemente na cidade de Spira depois de uma viagem memorável, da qual foram relatados numerosos milagres. O bispo, o clero e o povo foram ao encontro do santo e o conduziram, ao toque dos sinos e com sagrados cânticos, até o imperador e os príncipes germânicos, que o receberam com todas as honras devidas ao enviado pontifício.

Enquanto o coro entoava a Salve-Rainha, o abade São Bernardo ficou profundamente comovido e, acabado o canto, prostrando-se três vezes, acrescentou a cada vez uma das aclamações, enquanto caminhava até o altar sobre o qual brilhava a imagem de Maria.

A tríplice invocação passou a partir de então a fazer parte da oração.

A Salve-Rainha em latim

Salve, Regina, mater misericordiae!
Vita, dulcedo et spes nostra, salve!
Ad te clamamus, exsules filii Evae.
Ad te suspiramus, gementes et flentes
in hac lacrimarum valle.Eia, ergo, advocata nostra,
illos tuos misericordes oculos
ad nos converte.
Et Iesum, benedictum fructum ventris tui,
nobis post hoc exsilium ostende.
O clemens! O pia! O dulcis Virgo Maria.Ora pro nobis, Sancta Dei Genetrix,
ut digni efficiamur promissionibus Christi.Amen.

A Salve-Rainha em português

Salve, Rainha, Mãe de Misericórdia!
Vida, doçura e esperança nossa, salve!
A vós bradamos, os degredados filhos de Eva;
a vós suspiramos, gemendo e chorando
neste vale de lágrimas.Eia, pois, advogada nossa,
Esses vossos olhos misericordiosos
a nós volvei
e, depois desse desterro,
mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre.
Ó clemente! Ó piedosa! Ó doce Virgem Maria!Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo.Amém.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Uma linda meditação sobre as Bodas de Caná, para crescer em devoção a Nossa Senhora

São João conta, no seu Evangelho, que Jesus foi convidado, juntamente com sua Mãe, a uma festa de bodas em Caná. Era recente ainda a vocação dos Apóstolos, mas já acompanhavam o Mestre e, conforme o costume da época, foram convidados também para o casamento (cf. Jo 2, 1-11).

A cena é conhecida. Num dado momento da ruidosa festa campesina, fica faltando vinho. Ninguém o percebe. Ninguém, a não ser Maria. Com delicada intuição, pressente que a alegria dos esposos pode ficar toldada por uma imprevidência. Maria faz “seu” o problema, assume-o com sensibilidade materna, com um interesse impregnado de coração. E não hesita em falar confiadamente a Jesus: Eles não têm vinho.

As suas palavras não são um simples comentário preocupado, mas encerram um discreto pedido. Assim o entende Jesus, quando lhe responde: Que importa isso a mim e a ti, mulher? Ainda não chegou a minha hora.

A nossa lógica bem-comportada subscreveria as palavras de Jesus. Elas têm a aparência de uma compreensível e amável censura a um pedido saído do coração da mãe, mas pouco razoável.

Maria, no entanto, não as entende assim. E Ela é quem tem a sintonia mais perfeita com a alma do Filho. Por isso, não duvida em solicitar imediatamente aos que servem: Fazei tudo o que Ele vos disser. Mostra saber que será escutada, sem que para isso possa ser obstáculo a dificuldade mencionada por Jesus: “Não chegou a minha hora”.

O atendimento de Jesus ao pedido da Mãe não demora. Sob o olhar sorridente de Maria, Cristo manda aos servidores que encham de água seis grandes recipientes de pedra. Ordena-lhes depois que tirem a água já convertida em vinho e a apresentem ao mestre-sala, que não sai do seu assombro por julgar que os donos da festa tinham deixado o bom vinho guardado até agora.

A cena termina com um comentário de João: Este primeiro milagre, fê-lo Jesus em Caná da Galileia, e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele (Jo 2, 11).

Jesus sempre escuta Maria

Sem dúvida, há uma “mensagem” muito clara nesse milagre. É patente que Maria está ativamente presente no começo do ministério público de Cristo, e está presente de uma forma central, não marginal. Prestemos atenção:

● É por intercessão dEla que Cristo adianta misteriosamente a “hora” de iniciar os seus milagres, que serão “sinais” (cfr. Jo 6, 26) da sua divindade e testemunhos visíveis da veracidade da sua doutrina.

● É pela intervenção dEla que Cristo realiza o primeiro sinal que fará com que os discípulos creiam em Jesus.

● Finalmente, manifesta-se nesse instante a disposição de Jesus de acolher todos os pedidos que, mesmo em coisas pouco relevantes – “não têm vinho” –, cheguem a Ele por intermédio da solicitude da Mãe, que se mostra amorosamente atenta às necessidades espirituais e materiais dos homens, seus filhos.

«Maria – comenta a propósito desta cena São João Paulo II – põe-se de permeio entre o seu Filho e os homens na realidade das suas privações, das suas indigências, dos seus sofrimentos. Põe-se de permeio, isto é, faz de mediadora, não como uma estranha, mas na sua posição de mãe, consciente de que como tal pode – ou antes, “tem o direito de” – fazer presentes ao seu Filho as necessidades dos homens (…) E não é tudo: como Mãe, deseja também que se manifeste o poder messiânico do Filho, ou seja, o seu poder salvífico que se destina a socorrer as desventuras humanas, a libertar o homem do mal que, sob diversas formas e diversas proporções, faz sentir o peso na sua vida»[1].

Contemplando esta passagem do Evangelho, a imaginação evoca algumas das cenas mais simples da piedade popular, que por vezes escandalizam os “sábios”. Como num filme, focalizamos mentalmente os rostos enxutos, requeimados pelo sol do sertão, de um grupo de romeiros que acaba de descer do ônibus na esplanada do Santuário de Aparecida. Os devotos, entrando na basílica, cravam o olhar esperançado no retrato da Mãe, a pequenina imagem de barro escurecido. E, de cada coração, eleva-se uma súplica: pelas necessidades cotidianas, pela saúde, pela volta ao bom caminho do marido, de um filho… “Dai-nos a bênção, ó Mãe querida!” Eles sabem por dentro, têm a certeza, de que – assim como em Caná – a Virgem Santa não deixará de dizer ao Filho: “Não têm…”. E o Filho a atenderá, o Filho lhe “obedecerá”… Não é evidente a sintonia existente entre a sincera devoção popular e o Santo Evangelho?

Em Caná, Cristo disse com atos, mais expressivos do que as palavras, que, na realização da sua obra salvadora em favor dos homens, deseja que ocupe um lugar de destaque a mediação maternal de sua Mãe. Não era necessário que fosse assim, mas Deus quis que assim fosse.

Maria tem verdadeiramente uma função de mediação materna entre Cristo e os homens. Não é certamente uma função autônoma, nem obscurece o fato incontestável de que Jesus Cristo é o único Mediador propriamente dito entre Deus e os homens (cf. I Tim 2, 5). Mas, mesmo assim, fica em pé a existência de uma autêntica mediação de Maria, subordinada mas entranhadamente unida à mediação de Cristo[2].

A mediação de Maria está nos desígnios de Deus. Não foi imaginada pela devoção dos cristãos, em épocas mais ou menos tardias. Pelo contrário, foi sendo descoberta pela fé, cada vez com maior profundidade, como um tesouro escondido, o que é muito diferente.

Bem entendia esta verdade São Bernardo, o “trovador da Virgem”, quando pregava que Maria é «o aqueduto que, recebendo a plenitude da própria fonte do coração do Pai, no-la faz acessível… Com o mais íntimo, pois, da nossa alma, com todos os afetos do nosso coração e com todos os sentimentos e desejos da nossa vontade, veneremos Maria, porque esta é a vontade daquele Senhor que quis que tudo recebêssemos por Maria»[3].

O conselho de Maria

Antes de concluirmos o comentário às bodas de Caná, detenhamo-nos por uns instantes a olhar outras riquezas dessa cena.

Tem sido observado com razão que nessa passagem de Caná se encontram as únicas palavras dirigidas por Maria aos homens que o Evangelho registra: Fazei tudo o que Ele vos disser (Jo 2, 5). Aí está o sentido da mediação de Maria: levar as almas para Cristo, mover os corações dos homens a aderir à vontade de Cristo e a “fazê-la” de fato: “tudo o que Ele vos disser”.

Ao mesmo tempo, aí se compreende qual é o eixo da verdadeira devoção a Nossa Senhora, e o teste da sua autenticidade. A autêntica devoção a Maria sempre conduz a Cristo. É função do amor maternal de Maria “gerar” constantemente “irmãos” de seu Filho, que se disponham a viver até às últimas consequências a Verdade e a Vida que Jesus lhes oferece.

Por isso, a devoção a Maria Santíssima não só não afasta ou desvia as almas da união com Cristo pela fé e pelo amor – e nisso reside a essência da vida cristã –, mas a facilita sobremaneira, tornando-a mais acessível e mais suave, e também mais eficaz. «A Jesus, sempre se vai e se “volta por Maria»[4]”.

«A nossa alma – diz São Luís Maria Grignion de Montfort – só encontrará Deus em Maria… Só Deus habita nela e, longe de reter uma alma para si, Ela – muito ao contrário – a impele para Deus e a une a Ele”[5].

 


[1] Encíclica Redemptoris Mater, n. 21

[2] Constituição Lumen gentium, n. 62

[3] São Bernardo, Sermo in Nativitate B. V. Mariae; in Migne, Patrologia Latina, 183, 437, ns. 4 e 7;].

[4] São Josemaría Escrivá, Caminho, 6ª. ed., Quadrante, São Paulo, 1983, n. 495.

[5] Traité de la vraie dévotion à la Sainte Vierge, Ed. Secrétariat de Marie Médiatrice, 4ª. ed., Lovaina, 1952, cap. I, art. 1.

(via Pe. Faus)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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A devoção verdadeira à Virgem Santíssima inserida na vida carismática nos orienta que devemos conversar com Maria, orar com ela utilizando também nossas próprias palavras e expressando a Ela, que é Mãe, tudo que se passa conosco, o que sentimos e pensamos

Ela esteve presente quando a Unção do Pai, o Espírito Santo, veio sobre os apóstolos e as mulheres reunidos em oração . Esteve também presente diante do Cristo Crucificado, marcado e humilhado por nossas dores. Se fez presente no primeiro milagre público de Jesus, nas bodas de Caná. Foi a protagonista da anunciação da Encarnação do Verbo. Seu nome é Maria. A Mulher que esteve presente em acontecimentos marcantes da Nova Aliança, anunciada pelo Pai no Gênesis como Mãe da geração que vencerá o maligno.

Todos sabemos que Ela foi uma mulher de profunda oração e contemplação, marcada pela força e sutileza do Espírito Santo. Sendo alguém que vivia profundamente o silêncio, porém nunca deixando de tomar atitudes e ações. Maria pôs-se a caminho, para servir, diversas vezes, como quando foi ajudar sua prima Isabel, a estéril que engravidara do profeta João Batista, por obra e graça do Espírito Santo.

Reflitamos juntos sobre a Virgem Santíssima e a vida carismática. Em diversas pregações e partilhas contam-nos que Maria foi um “para-raio” para atrair o Espírito Santo à Igreja reunida ali no Cenáculo, clamando por Aquele que fecundou seu seio e renovara seu ser, mas que a partir daquele momento seria derramado sobre todos aqueles que aderissem ao Evangelho de Cristo e à Igreja, sendo os apóstolos e as mulheres mais próximas deles os primeiros a receberem. Há, então, uma grande explosão de dons do Espírito Santo, que eram manifestados quando os apóstolos e discípulos pregavam a Palavra de Jesus e oravam junto ao novo povo de Deus.

Desejamos e incentivamos que rezemos todos os dias o santo terço, contemplando os mistérios da vida de Cristo através da vida de Maria. Porém uma verdadeira devoção à Nossa Senhora não é vivida apenas com o terço rezado e meditado diariamente, nem somente imitando as características dela. A devoção verdadeira à Virgem Santíssima inserida na vida carismática nos orienta que devemos conversar com Maria, orar com ela utilizando também nossas próprias palavras e expressando a Ela, que é Mãe, tudo que se passa conosco, o que sentimos e pensamos, o que agradecemos a Deus, o que pedimos e precisamos. Ao exercitar essa oração espontânea mais livre com Maria, percebemos que dentro de poucos minutos já estaremos orando com Jesus. Sutilmente Maria (o caminho mais rápido, fácil e curto) nos encaminha a Ele, que é o Caminho.

São João Bosco nos afirma que Maria jamais abandona quem lhe pede auxílio. E mais ainda não negará o Espírito Santo se pedirmos através dela, a Esposa do Espírito. Peçamos a graça do Espírito Santo e seus dons pelas mãos da Virgem Maria. Quando Ele encontra Maria numa alma, Ele não resiste.

Não houve nesta terra quem tivesse mais intimidade com o Espírito Santo. Maria Santíssima é plena em dons e graças diante do Espírito, assim como o Anjo Gabriel afirmou na anunciação. Nenhuma outra pessoa na história da Bíblia de “a cheia de graça”. Os dons que precisamos para nossa vida de oração e para ajudar os irmãos e à Igreja virão a nós através de Maria. Quando nos dispomos espiritualmente a nos esvaziar de nós mesmos e damos liberdade ao Espírito Santo e a Maria, eles realizam em nós o que desejam, ou seja, o melhor para nós. Os grandes sinais e prodígios se farão presentes quando forem necessários para nossa salvação, mas a graça que nos conduz a Cristo sempre virá do Espírito Santo e Maria juntos. Rezemos com um coração aberto como de uma criança que confia na sua mãe e se entrega livremente em seus braços, confiando que ela cuidará de mim, de você, de nós.

Há pessoas entre nós que afirmam não ter dons, mas isto não é verdade. No Batismo e na Crisma recebemos os dons do Espírito, e vivenciamos a prática desses dons através da nossa vida de oração pessoal e comunitária. Que as pessoas que se consideram sem dons, peçam hoje a graça de experimentarem a potência do Espírito Santo através da Virgem Maria e se ponham a caminho. Peçam a Deus a coragem de serem ousados e corajosos espiritualmente, pois o mundo de hoje padece pelo fato dos cristãos  não agirem como filhos da Luz. Nosso problema é espiritual e de falta de informação.

Que as pessoas tentadas pelo inimigo saibam hoje que têm uma Mãe por eles no Céu. Clamem pela proteção da Virgem Maria, aquela que esmagou a cabeça de Satanás através do seu fiat. Peçam à Virgem Maria a graça de lembrar todos os seus pecados para realizarem uma boa confissão. O sacramento da confissão é indispensável para a nossa cura espiritual e para nos livrarmos da opressão do inimigo.

Um coração confiante jamais temerá a Noite Escura, pois sua Mãe estará para sempre caminhando ao seu lado.

Rodrigo César Neves

Obra Shalom Nova Parnamirim – Missão Natal/RN

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Estes “nãos” revelam a humildade da Mãe de Deus e valorizam ainda mais o seu “sim”

“Os dias claros não seriam tão belos sem o contraste com os dias nublados”, dizia minha mãe. E é verdade: se amanhece chovendo e, no outro dia, o sol brilha, nós agradecemos mais ainda quando nos lembramos do dia anterior.

Assim também pode acontecer na nossa relação com a Virgem Maria. Para valorizar o “sim” que ela deu ao Senhor, vamos refletir sobre estes 10 “nãos”, que também lhe são inerentes:

  1. NÃO impôs condições. Ao saber que tinha sido eleita para ser a Mãe de Deus, Maria não exigiu nada, não colocou objeções nem pretextos. Só aceitou. Era o seu desejo de cumprir a vontade de Deus.
  2. NÃO se envaideceu. As jovens de seu tempo desejavam ser a Mãe do Messias. Ao ser eleita, não perdeu o chão, não se achou melhor que as outras. Ela se reconheceu – e não era falsa modéstia – como a escrava do Senhor.
  3. NÃO espalhou a notícia. Não contou nada para ninguém, nem para José. Soube se calar e deixar que todos ficassem sabendo somente quando Deus quis.
  4. NÃO focou em si mesma. Ela não quis descansar nem ganhar mimos. Ao saber que sua prima Isabel, que era mais velha,  estava grávida, foi apressadamente ajudá-la.
  5. NÃO pediu privilégios. Ao saber que deveria fazer um cadastramento em Belém, poderia der pedido a Deus que enviasse um anjo “gestor” ou um “coiote” celestial para ajudar no processo. Quando tiveram que sair  para o Egito por culpa de Herodes, Maria não propôs que o matassem. Quando Jesus, aos 12 anos, se perdeu deles, não pediu um GPS para localizá-lo, mas saiu para procurar o menino. Ela nunca pediu um tratamento VIP para evitar alguma dificuldade.
  6. NÃO se prendeu aos “e se”. Quando teve que dar à luz em condições muito diferentes das quais tinha se preparado, não se frustrou pensando: “e se a casa tivesse berço, e se minha mãe pudesse me ajudar”. Ela ia aceitando tudo o que Deus queria – e fazia o melhor com o que tinha.
  7. NÃO se isolou. Ela poderia ter se fechado com José e o Menino Jesus para aproveitar sozinhos a felicidade. Mas, desde o começo, ela entregou Jesus aos demais, aos pastores, aos Magos do Oriente e, mais tarde, a todo o mundo.
  8. NÃO pediu que Deus mudasse os planos. Maria revelou à santa Teresa que, quando Simeão mencionou a espada, ela teve a visão da Paixão. Viu a cruz que esperava Jesus. A Virgem poderia ter suplicado a Deus que não permitisse aquilo. Mas aceitou.
  9. NÃO rejeitou a ideia de ser nossa Mãe. Na cruz, seu Filho a encomendou ao seu discípulo amado e, por meio dele, a todos nós. Que difícil aceitar ser Mãe daqueles por cujos pecados Jesus morreu! Mas, novamente, ela disse “sim”. E não foi de má vontade. Maria revelou a são João Diego que era uma honra ser nossa Mãe. Que amor grandioso!
  10. NÃO deixa de nos amar e de interceder por nós. Maria não guardou rancor dos discípulos que abandonaram Jesus na cruz. Depois da Ascensão, dedicava-se a rezar com e por eles. E imaginemos o quanto ela ficou alegre por vê-los cheios do Espírito Santo, saindo a pregar. E, quando foi elevada ao céu, poderia ter se esquecido de nós. Mas não foi isso o que aconteceu. Ela está por dentro de todas as nossas necessidades, angústias e dificuldades. E roga a Deus por nós. Vive na pátria celestial, mas atenta a tudo o que acontece por aqui.

Peçamos, então, que Maria nos ajude a imitá-la em seu seus “SIMs” e em seus “NÃOs”. E acrescentemos outros três NÃOs: não a esqueçamos, não deixemos de amá-la e não deixemos nunca de recorrer à sua amorosa intercessão maternal.

Artigo originalmente publicado por SIAME, traduzido e adaptado ao português por Aleteia.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Reze e consagre o novo ano a Nossa Senhora

Ó Nossa Senhora, Mãe dos homens e dos povos, vós que conheceis todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, vós que sentis maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas que abalam o mundo contemporâneo, acolhei o nosso clamor que, movidos pelo Espírito Santo, elevamos diretamente ao vosso coração. Abraçai, com amor de Mãe e de Serva do Senhor, este nosso mundo humano que vos confiamos e consagramos, cheios de inquietude pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos.

De modo especial, entregamos e consagramos a vós aqueles homens e nações que têm particular necessidade dessa entrega e consagração.

À vossa proteção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus! Não desprezeis as súplicas que se elevam de nós que estamos na provação.

Encontrando-nos, hoje, diante vós, Mãe de Cristo, diante do vosso Imaculado Coração, desejamos, juntamente com toda a Igreja, unir-nos à consagração que, por nosso amor, o vosso Filho fez de Si mesmo ao Pai: “Eu consagro-Me por eles — foram as suas palavras — para eles serem também consagrados na verdade” (Jo 17,19).

Queremos nos unir ao nosso Redentor, nessa consagração pelo mundo e pelos homens, a qual, no Seu coração divino, tem o poder de alcançar o perdão e conseguir a reparação.

Neste ano santo, bendita sejais acima de todas as criaturas, Serva do Senhor, que obedecestes da maneira mais plena ao chamamento divino.

Louvada sejais vós, que estais inteiramente unida à consagração redentora do vosso Filho!

Peça proteção

Mãe da Igreja, iluminai o povo de Deus nos caminhos da fé, da esperança e da caridade! Iluminai, de modo especial, os povos dos quais vós esperais a nossa consagração e entrega. Ajudai-nos a viver na verdade da consagração de Cristo por toda a família humana do mundo contemporâneo.

Confiando-vos, ó Mãe, o mundo, todos os homens e povos, nós vos confiamos também a própria consagração do mundo, depositando-a no vosso coração materno.

Oh Imaculado Coração, ajudai-nos a vencer a ameaça do mal que se enraíza tão facilmente no coração dos homens de hoje e que, nos seus efeitos incomensuráveis, pesa já sobre a vida presente e parece fechar os caminhos do futuro!

Da fome e da guerra, livrai-nos!
Da guerra nuclear, de uma autodestruição incalculável e de toda a espécie de guerra, livrai-nos!
Dos pecados contra a vida do homem, desde os seus primeiros instantes, livrai-nos!
Do ódio e do aviltamento da dignidade dos filhos de Deus, livrai-nos!
De todo o gênero de injustiça na vida social, nacional e internacional, livrai-nos!
Da facilidade em calcar aos pés os mandamentos de Deus, livrai-nos!
Da tentativa de ofuscar nos corações humanos a própria verdade de Deus, livrai-nos!
Da perda da consciência do bem e do mal, livrai-nos!
Dos pecados contra o Espírito Santo, livrai-nos, livrai-nos!

Acolhei, ó Mãe de Cristo, esse clamor carregado do sofrimento de todos os homens! Carregado do sofrimento de sociedades inteiras! Ajudai-nos com a força do Espírito Santo a vencer todo o pecado: o pecado do homem e o “pecado do mundo”; enfim, o pecado em todas as suas manifestações.

Que se revele uma vez mais, na história do mundo, a força salvífica infinita da Redenção: a força do amor misericordioso! Que Jesus detenha o mal! Que Ele transforme as consciências! Que se manifeste para todos, no vosso Imaculado Coração, a luz da esperança!

Amém!

Irmã Lúcia confirmou pessoalmente que esse ato de consagração, solene e universal, correspondia àquilo que Nossa Senhora queria: «Sim, está feita tal como Nossa Senhora a pediu, desde o dia 25 de março de 1984» (carta de 8 de novembro de 1989). Por isso, qualquer discussão e ulterior petição não tem fundamento.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, ensina o estilo nativo da evangelização, apontando para seu filho.

O que há de novo na evangelização proposta pelo papa Francisco por meio de sua encíclica Evangelii Gaudium pode ser expresso por meio de uma tradição latino-americana a ele tão cara: a experiência que utiliza é o de Maria como “Nossa mãe”; É, aliás, uma experiência religiosa emocional, dada a título de beleza mais típica do povo simples, que segue principalmente através da verdade, mais típica da teologia, para chegar a Deus.

Francisco propõe Maria como modelo, referindo-se a “um estilo Mariano na atividade evangelizadora da igreja; Porque sempre que olharmos para Maria voltamos a acreditar no revolucionário da ternura e afeição” (EG 288).

Não é surpreendente o fato de parecer essa linguagem teológica- existencial do Papa Francisco atrair mais a atenção que, ao associar a ternura de Maria, você queira destacar uma dimensão tipicamente feminina evangelização: de fato, ele nunca se cansa de repetir que a Igreja é mulher, de uma maneira, neste momento, o Papa Francisco vai além de seus antecessores. Não feminismos no papel de Maria, há a plenitude do papel da mulher.

Evangelização com espírito é animar, habitar e enviar pelo Espírito Santo para poder anunciar a verdade do amor com a beleza que salva (EG 261; 265). Aqueles que evangelizam precisam invocá-lo constantemente “e, portanto,” a igreja precisa desesperadamente de um “Pulmão de oração”, “Precisamos nos cultivar um interior do espaço que conceder o sentido cristão para o compromisso e a atividade “(EG 280; 262).

O sopro do espírito se comunica em oração e ação, entrelaçando a invocação e a compaixão e derrama o amor e a ternura de Deus em nos corações enviando-os para anunciar sua boa nova de amor e misericórdia.

Maria Mãe da esperança, aproximando-se, acompanha com carinho, anda com seus filhos. Essas são algumas das ações que expressam a proximidade de Deus e seu espírito em Maria. Os espaços marianos dão um sabor do conjunto de experimentos religiosos que as comunidades têm do manifesto de Maria. É uma autêntica Mariologia inculturada na vida de cada comunidade. A devoção mariana é coberta de várias características culturais e torna-se um caminho de inculturação do Evangelho.

A atividade evangelizadora carrega, além disso, o selo estilo de mãe “porque sua alma é a ternura e afeição” (EG 288). Maria, cheia do Espírito Santo (cf. Lc 1,28), demonstra a dança de ternura e o afeto sobre a visita a sua prima Isabel (1, 39ss), em sua intercessão nas Bodas de Caná (Jo 2), aos pés da Cruz com seu Filho (19, 25ss), a oração perseverante com as mulheres e os discípulos (Atos 1,14).

Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, ensina o estilo nativo da evangelização, apontando para seu filho: “Jesus é o modelo desta opção que nos leva ao coração da aldeia de evangelizar” (EG 269).

E essa criança que é “nascida de mulher” (Gl 4,4) “leva a” isso, porque você não quer andar sem uma mãe, e a comunidade lê “naquela imagem maternal todos os mistérios do Evangelho” (EG 285). O Espírito que incentivou a evangelização leva os fiéis com estilo maternal, ternura e compaixão, para que estes possam viver tudo isso como Maria.

Assim, a evangelização torna-se capaz de falar a “língua materna” como Maria. A visitação é um ícone da dança da evangelização: anúncio da misericórdia e a ternura de Deus.

Esse estilo materno na evangelização é inseparável de Maria, que é mãe e como tal ícone de ternura e afeição. Também se pode dizer que o estilo materno na evangelização é inseparável do Espírito, Vida, Dom e Conforto de Deus. Finalmente, este estilo materno, que é chamado para todos os batizados, é particularmente manifestado na vida de mulheres.

Em Evangelii gaudium, este estilo maternal está ligado à ternura e ao amor de Maria; todos os batizados são chamados a vivê-la: leigos, consagrados e sacerdotes, mas as mulheres têm um carisma peculiar de ternura. A este respeito, poder-se-ia esperar que “uma presença mais incisiva das mulheres na” Igreja “representam um aprofundamento do estilo maternal da evangelização (EG 103), até onde isto envolve uma nova tarefa dentro do processo de conversão apostólica, que é o chamado da igreja para ir”.

O estilo mariano na atividade evangelizadora da Igreja (EG 288) é o modelo exaltado pelo Papa. Sua proximidade, carinho, solicitude e presença em todas as ocasiões sempre apontando para o seu Filho são características singulares de quem deseja adentrar o seguimento de Jesus.

Roberto Ednísio, teólogo, postulante da CAL

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Nossa Senhora da Conceição Aparecida nos ensina que, mesmo diante das tribulações, precisamos rezar

No dia 16 de maio de 1978, a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sofreu um atentado. Após uma queda de energia elétrica, aproveitando-se da situação, um jovem perturbado mentalmente quebrou o vidro do nicho onde ela se encontrava, na Basílica Velha de Aparecida. Assustado ao ser abordado pelos seguranças, deixou a imagem cair no chão, a qual fica reduzida em mais de duzentos pedaços.

Dentre os pedaços da imagem que restaram, as mãos postas em oração permaneceram intactas. A imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida traz a todos um convite à vida de oração. Muitos encontram-se emocional, espiritual e psicologicamente despedaçados. Foram atingidos pelas trevas do medo, da enfermidade, do luto, da tristeza, da depressão, traição, desconfiança, raiva e violência, do abandono, da falta de , do desemprego e da falta de sentido na vida. Em meio a todas essas situações, a alma se encontra despedaçada, em migalhas; e, à primeira vista, parece que nunca mais poderá ser reconstruída.

Processo de restauração da alma

O processo de restauro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi delicado e exigiu um minucioso trabalho, assim nos relata Maria Helena Chartuni em seu livro ‘A história de dois restauros’, publicado pela Editora Santuário. Quando nossa alma se encontra em milhões de pedaços, é necessário passar por um delicado processo de restauração espiritual e humana. E Nossa Senhora Aparecida nos ensina que o processo para restaurar a alma despedaçada passa pela vida de oração.

Suas mãos postas, em sentido orante em meio aos mais de duzentos pedaços, no dia do atentado, indica-nos que a oração pode restaurar um coração despedaçado pelas tempestades da vida. Quando o Arcanjo Gabriel anuncia a Maria que Izabel estava no sexto mês de gravidez, ele diz: “…pois nada é impossível para Deus!”. A confiança em Deus é essencial para que Ele restaure, com perfeição, a história de uma vida despedaçada. A oração nos une Àquele que tem o poder de transformar um coração fragmentado em uma obra de amor.

Todo processo de restauração deixa marcas que não são apagadas com o tempo. Contudo, essas marcas são sinais de que Deus trabalhou na alma com uma ternura misericordiosa, ajuntando os pedaços que impediam a alma de ser plenamente feliz. Cicatrizes da alma são sinais de feridas curadas com o bálsamo da misericórdia divina.

Confiança em Jesus Cristo

As mãos preservadas de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, no dia em que a imagem sofreu o atentado, são um convite permanente a confiarmos em Jesus Cristo nosso Salvador e colocarmos nossa vida nas mãos de Seu Divino Filho. Jesus conhece o coração de cada pessoa e sabe das dores que despedaçam a alma humana. Por meio da oração, adentramos no Santuário de Sua infinita misericórdia e somos levados aos Seus cuidados pelas mãos maternais da Virgem Maria, para que Seu Filho cuide de nossa alma e restaure em vida nova o que as trevas outrora despedaçaram.

Não tenhamos medo de nos deixar restaurar por Jesus. Ele é o único que pode devolver ao nosso coração a paz interior que, por vezes, sofre inúmeros atentados diários, roubando-nos o direito de sermos plenamente felizes.

Que Maria, a Senhora de Aparecida, que confiou plenamente em Deus,  ensine-nos a buscar, na oração, o caminho da restauração misericordiosa, permanente e diária de nossa alma em Cristo.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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O amor é a alma da reparação

A reparação é fundamentalmente um ato de amor. Esse carisma da reparação é antigo e sempre novo. Antigo, porque, desde quando os nossos primeiros pais pecaram, desobedecendo a ordem de Deus Pai, surgiu a grande necessidade da reparação (cf. Gn 3,6-7). Até que chegasse a plenitude dos tempos com o anúncio do Anjo, em que Nosso Senhor Jesus Cristo, o grande reparador, encarnou-se no ventre da Virgem Maria, nosso Pai celeste enviou homens e mulheres que, por virtude do Espírito Santo, buscaram implantar a reparação nos corações humanos. Eles convidavam, constantemente, a humanidade a voltar-se para Deus, a pedir perdão dos pecados, sobretudo, confiando no Seu amor misericordioso, que sempre está disposto a perdoar e a reconstruir a pessoa humana, desde que se tenha um coração contrito e arrependido.

O carisma da reparação é sempre novo e atual, pois, como pessoas pecadoras e frágeis, sempre precisaremos reparar nossos pecados. A partir da encarnação de Jesus, sobretudo na Sua Paixão e Morte, Ele convida todo o gênero humano a viver este carisma, acolhendo, primeiramente, Seu amor demonstrado até as últimas consequências. Por meio desse acolhimento, tornamo-nos um só com Ele, associando-nos à Sua obra redentora.

O amor é a alma da reparação, como Jesus nos mostrou; portanto, nossas orações e sacrifícios oferecidos a Deus por nós próprios, por nossos familiares, amigos e pela humanidade, transformam-se em reparação, desde que estejam fundados no amor a Jesus. Sendo assim, nossas orações e sacrifícios se tornam redentores, ou seja, por meio deles, associamo-nos à economia da salvação de Jesus, até que Ele volte, na Sua última vinda gloriosa. Sobre essa realidade, Nossa Senhora disse quando apareceu em Fátima, Portugal, para os pastorinhos em agosto de 1917: “Rezai, rezai muito, e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas.” (Memórias da Ir. Lúcia, p. 179)

A ofensa ao coração de Jesus e de Maria

Maria apareceu em Fátima, de maio a outubro de 1917, como fiel mensageira do Altíssimo, trazendo, em suas doces e graves palavras, a fé na misericórdia de Deus, que está sempre disposto a perdoar o homem arrependido; a esperança de que a humanidade levasse a sério os seus apelos urgentes, assumindo o carisma da reparação por meio da oração e de sacrifícios oferecidos a Deus; e o amor aos princípios evangélicos de Seu Filho Jesus, para que, com o coração centrado n’Ele, a humanidade reencontre a graça da paz, constantemente ameaçada por ideologias diabólicas.
Nossa Senhora enfatizou sobre a necessidade de fazermos reparação em todas as suas aparições, afirmando, na aparição de outubro, que Deus estava muito ofendido por causa dos pecados da humanidade: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido” (Memórias da Ir. Lúcia, p. 181).

Em Pontevedra, Espanha (1925), Nossa Senhora apareceu novamente para Irmã Lúcia, última vivente dos três pastorinhos de Fátima, quando ela estava no convento das Doroteias, para revelar como o seu Coração Imaculado queria reparação. Dessa vez, apareceu com o Menino Jesus, que foi o primeiro a mostrar como o Coração de Sua Santíssima Mãe estava ofendido: “Tem pena do Coração de tua Santíssima Mãe, que está coberto de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar”. E a Virgem Maria prossegue com o diálogo:
“Olha, minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam, com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar e diz que todos aqueles que, durante cinco meses, ao primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço e Me fizerem quinze minutos de companhia, meditando nos quinze mistérios do Rosário, com o fim de Me desagravar, eu prometo assistir-lhes, na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas”. (Memórias da Ir. Lúcia, p. 192)

Essa aparição é muito importante, pois, a partir dela, compreendemos que, ao oferecer a Deus atos reparadores, nós O consolamos e também consolamos o Coração de Maria Santíssima, ofendido diretamente e indiretamente por nós, pecadores. Diretamente, pois são muitas as blasfêmias cometidas contra o Seu Imaculado Coração, como Jesus revelou à Ir. Lúcia. “Minha filha, são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria.

1. As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;
2. Contra a sua Virgindade;
3. Contra a maternidade divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;
4. Os que procuram publicamente infundir nos corações das crianças a indiferença, o desprezo e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;
5. Os que a ultrajam diretamente nas suas sagradas imagens.”
(Carta da Ir. Lúcia ao Pe. José Bernardo Gonçalves, SJ, 12.6.1930, no livro A Grande Promessa, pp. 31-32)

Os pecados que atingem indiretamente o Coração Imaculado de Maria são todos aqueles praticados contra o próprio Deus, pois, uma vez que Maria Santíssima é Imaculada, todo pecado contra Deus a atinge.

Nessa aparição de Pontevedra, vemos que Nossa Senhora faz um apelo para encarnarmos o carisma da reparação através de atos reparadores centrados em Cristo, para consolar o Seu Coração Imaculado. Os atos reparadores são estes: a Confissão, a Eucaristia, a oração do Santo Terço e a meditação dos mistérios da vida de Cristo contidos na Sagrada Escritura. Isso nos leva a crer que em Maria tudo é relativo a Cristo, e que Jesus se fez Homem em seu ventre, para nos dar um coração novo, capaz de amar e reparar nossos próprios pecados e os do nosso próximo.

Convidamos você a abraçar essa espiritualidade reparadora a pedido de Jesus e Maria, fazendo-se presente no Santuário do Pai das Misericórdias nos primeiros sábados de cada mês a partir das 10h. Em novembro será no dia 4.

Rezaremos o Santo Terço contemplado, seguido de uma catequese sobre a espiritualidade de Fátima; depois, teremos os 15 minutos de Meditação da Palavra. Concluiremos este momento com uma Missa votiva a Nossa Senhora, às 12h. O primeiro ato reparador a ser vivido deve ser a confissão, para recebermos a comunhão em estado de graça.

Para confessar-se, o peregrino pode ir aos nossos confessionários ou onde lhe for mais acessível. Confira os horários no nosso site: paidasmisericordias.com.

Se você já vive a Devoção Reparadora dos Cinco Primeiros Sábados e quer testemunhar as graças que tem recebido a partir desta espiritualidade, envie o seu testemunho para o e-mail [email protected]
Que, em tudo, possamos reparar o Imaculado Coração de Maria!

Áurea Maria
Comunidade Canção Nova

Fonte: https://santuario.cancaonova.com/

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Tanto na arte como em algumas das suas aparições, Nossa Senhora aparece com um rosário: será que ela venera a si própria?

Na arte ocidental, Maria é frequentemente retratada, em estátuas e pinturas, com um rosário em mãos. É uma imagem popular, que foi confirmada com as aparições de Lourdes e Fátima: em ambas, a Virgem Maria apareceu segurando um rosário.

Pode parecer uma composição estranha para alguns, já que dá a impressão de que Nossa Senhora estaria recitando a Ave-Maria para si mesma – e isso não seria compatível com a humildade altruísta da Mãe de Jesus, nem faria muito sentido de qualquer modo.

Para entender o motivo dessa representação, é importante observar o que aconteceu em Lourdes e em Fátima.

No caso de Lourdes, Santa Bernadette nos dá o seguinte testemunho:

“Sem pensar no que eu estava fazendo, levantei o meu rosário e caí de joelhos. A Senhora fez um sinal de aprovação com a cabeça e tomou em suas mãos um rosário que pendia do seu braço direito. Quando tentei iniciar o rosário e levar a mão à testa, o meu braço permaneceu imóvel; só depois que a Senhora se persignou é que pude fazer o mesmo. A Senhora me deixou a rezar sozinha; ela passava as contas do seu rosário pelos dedos, mas não dizia nada; só no fim de cada dezena ela rezava o Glória comigo. Quando o rosário terminou, a Senhora voltou para o interior da rocha e a nuvem dourada desapareceu com ela”.

Um dos principais pedidos de Maria em Lourdes foi simplesmente este:

“Rezem pelos pecadores”.

Quanto às aparições em Fátima, elas foram bem diferentes e incluíram conversas mais longas entre as crianças videntes e a Virgem Santíssima. Nossa Senhora apareceu pela primeira vez quando os três pastorinhosrezavam uma versão abreviada do terço. Maria já segurava nessa ocasião um rosário em suas mãos. Em aparições subsequentes, ela só apareceu depois que as crianças terminaram de rezar o rosário.

A Virgem de Fátima pediu reiteradamente às crianças:

“Rezem o rosário todos os dias, para trazer a paz ao mundo e o fim da guerra (…) Façam sacrifícios pelos pecadores”.

Fica bem claro, portanto, que a Virgem Maria aparece de rosário em mãos para nos incentivar a rezar essa oração singelamente sublime e não para venerar a si mesma. Ela não reza a Ave-Maria para si própria, mas nos acompanha como mãe amorosa.

Nossa Senhora é uma grande mestra e, como disse o Papa Franciscoem 2013, “o rosário é uma escola de oração; o rosário é uma escola de fé”!

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Maria Santíssima, pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, em vossa querida imagem de Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil.

Eu, embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado a vossos pés, consagro-vos o meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis; consagro-vos a minha língua para que sempre vos louve e propague a vossa devoção; consagro-vos o meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas.

Recebei-me, o Rainha incomparável, vós que o Cristo crucificado deu-nos por Mãe, no ditoso número de vossos filhos e filhas; acolhei-me debaixo de vossa proteção; socorrei-me em todas as minhas necessidades, espirituais e temporais, sobretudo na hora de minha morte.

Abençoai-me, ó celestial cooperadora, e com vossa poderosa intercessão, fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade.

Assim seja!

(via A12)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Maria como Rainha e Mãe da fé

Neste ano jubilar mariano, no qual celebramos os 300 anos de Aparecida e os 100 anos de Fátima, é significativo meditarmos sobre Nossa Senhora como Rainha e Mãe da fé, pois, se a incredulidade de Eva fez o pecado e a morte entrarem no mundo, por sua fé, a Virgem Maria fez com que o Filho de Deus, a vida (cf. Jo 14, 6) e a santidade (1 Pd 1, 14) se encarnassem no ventre da Virgem de Nazaré. Dessa forma, ao crer no anúncio do anjo e obedecer a vontade de Deus (cf. Lc 1, 26-38), nossa Rainha abriu as portas do Paraíso, que haviam se fechado pela desobediência de Eva.

Maria como Rainha e Mãe da fé

Neste ano jubilar mariano, no qual celebramos os 300 anos de Aparecida e os 100 anos de Fátima, é significativo meditarmos sobre Nossa Senhora como Rainha e Mãe da fé, pois, se a incredulidade de Eva fez o pecado e a morte entrarem no mundo, por sua fé, a Virgem Maria fez com que o Filho de Deus, a vida (cf. Jo 14, 6) e a santidade (1 Pd 1, 14) se encarnassem no ventre da Virgem de Nazaré. Dessa forma, ao crer no anúncio do anjo e obedecer a vontade de Deus (cf. Lc 1, 26-38), nossa Rainha abriu as portas do Paraíso, que haviam se fechado pela desobediência de Eva.

A fé incomparável da Virgem Maria

A virtude teologal da fé em Maria é superior a de todos os homens e anjos, pois ela via tudo com olhar de fé:

“Via o Filho na manjedoura de Belém e cria-o Criador do mundo. Via-o fugir de Herodes, sem, entretanto, deixar de crer que era Ele o verdadeiro Rei dos reis. Pobre e necessitado de alimento, ela O viu, mas reconheceu Seu domínio sobre o universo. Viu-O reclinado no feno e confessou-O onipotente. Observou que Ele não falava, mas Lhe venerou a infinita sabedoria. Ouviu-O chorar e O bendisse como as delícias do paraíso. Viu, finalmente, como morria vilipendiado na cruz, e, embora outros vacilassem, conservou-se firme, crendo sempre que ele era Deus” 1 .

São João testemunha que a Mãe de Deus estava junto à cruz de Jesus no Calvário (cf. Jo 19,25). Embora todos vacilassem, ela permaneceu firme, na sua jamais abalada fé na divindade de seu Filho Jesus Cristo, e em tudo que Ele havia revelado, especialmente quanto à sua ressurreição. Em memória de seu ato de fé, no Ofício das Trevas tradicionalmente se conserva uma vela acesa. Por isso, São Leão atribuiu a Nossa Senhora a seguinte passagem do livro dos Provérbios: “A sua candeia não se apagará durante a noite” (31,18).

Santo Alberto Magno dizia que a Virgem Maria exercitou a fé por excelência. Enquanto até os discípulos vacilaram em dúvidas, ela permaneceu firme na fé. Por causa dessa grandiosa e inabalável fé, São Metódio atribuiu a ela o título de “Virgem da luz de todos os fiéis”. Por sua vez, São Cirilo de Alexandria a saudava como Rainha da fé.

A Virgem Maria e a vivência da fé

Santo Ildefonso nos exorta a imitar a Virgem Maria na fé, ou seja, a viver conforme a nossa fé, pois já dizia São Tiago: “Assim como o corpo sem a alma é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tg 2,26). Sendo assim, não podemos nos dizer cristãos pela fé e pelas palavras, e não ser cristãos pelas obras. Ou mudamos de nome ou de vida. Se cremos que há uma eternidade feliz à espera dos bons e uma infeliz para os maus, não podemos viver como se não crêssemos nessa doutrina.

São Luís Maria ensina que um dos efeitos da consagração a Virgem Maria é a participação da sua fé:

“A Santíssima Virgem vos dará uma parte na fé, a maior que já houve na terra, maior que a de todos os patriarcas, profetas, apóstolos e todos os santos. Agora, reinando nos céus, ela já não tem esta fé, pois vê claramente todas as coisas em Deus, pela luz da glória. Com assentimento do Altíssimo, ela, entretanto, não a perdeu ao entrar na glória; guardou-a para seus fiéis servos e servas na Igreja militante” 2 .

Imitemos a fé da Virgem Maria

Sendo assim, quanto mais ganhamos a benevolência desta Rainha e Mãe da fé, mais profunda será a nossa fé em toda a nossa conduta:

“…uma fé pura, que vos levará à despreocupação por tudo que é sensível e extraordinário; uma fé viva e animada pela caridade que fará com que vossas ações sejam motivadas por puro amor; uma fé firme e inquebrantável como um rochedo, que vos manterá firme e contente no meio das tempestades e tormentas; uma fé ativa e penetrante que, semelhante a uma chave misteriosa, vos dará entrada em todos os mistérios de Jesus Cristo, nos novíssimos do homem e no coração do próprio Deus; fé corajosa que vos fará empreender sem hesitações, e realizar grandes coisas para Deus e a salvação das almas; fé, finalmente, que será vosso fanal luminoso, vossa via divina, vosso tesouro escondido da divina Sabedoria e vossa arma invencível, da qual vos servireis para aclarar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte, para abrasar os tíbios e os que necessitam do ouro candente da caridade, para dar vida aos que estão mortos pelo pecado, para tocar e comover, por vossas palavras doces e poderosas, os corações de mármore e derrubar os cedros do Líbano, e para, enfim, resistir ao demônio e a todos os inimigos da salvação” 3 .

Assim, se quisermos alcançar a salvação, imitemos a fé da Virgem Maria, Rainha e Mãe da fé. Mas se quisermos progredir na vida espiritual, buscar a santidade, a consagração a Nossa Senhora, segundo o método de São Luís, é um caminho fácil, rápido, perfeito e seguro de chegar a Jesus Cristo 4. Por meio da consagração, cresceremos de fé em fé, pois não dependeremos somente de nossos esforços. Mas a Santíssima Virgem nos comunicará a sua fé e, consequentemente, produziremos bons frutos pela caridade.

Nossa Senhora, Rainha e Mãe da fé, rogai por nós!

Referências:

1 SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. Glórias de Maria, p. 424.
2 SÂO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, 214.
3 Idem, 214.
4 Cf. idem, 152.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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REDAÇÃO CENTRAL, 19 Set. 17 / 03:00 pm (ACI).- Em rede nacional, durante transmissão de seu culto no último domingo, 17 de setembro, o pastor Agenor Duque pediu perdão aos católicos pelo episódio em que comparou a imagem de Nossa Senhora Aparecida a uma garrafa de coca-cola e incentivou a quebrá-la.

A retratação do líder protestante aconteceu após um encontro com o Deputado federal católico Flavinho no dia 15 de setembro, quando conversaram sobre o fato que gerou rechaço de muitos católicos.

Em agosto, circulou nas redes sociais o vídeo de um culto no qual o pastor Agenor aparece com uma garrafa de coca-cola na mão, a qual compara com a imagem da Padroeira do Brasil e profere insultos contra ela, incentivando as pessoas a jogar fora suas imagens de santos.

Após a divulgação deste vídeo, o Deputado Flavinho chegou a acionar o Ministério Público de São Paulo, pois, conforme explicou na ocasião, o ato do pastor configurava “dois crimes: vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso e de racismo”, uma vez que fez referência à cor escura da coca-cola para se referir à cor da imagem da Padroeira do Brasil.

Entretanto, no dia 15 de setembro, Flavinho fez uma transmissão ao vivo por meio de sua página no Facebook na qual apareceu ao lado do pastor Agenor Duque, que o convidou a ir à Igreja Plenitude do Poder de Deus para conversarem sobre o fato e para que pudesse se desculpar com os católicos.

Neste vídeo, o líder protestante admite que também se sentiria “revoltado se algum dos senhores fizesse uma exemplificação que machucasse a minha fé”.

“Se em algum momento eu foi ofensivo, hostil ao falar, peço perdão. Peço também que vocês orem por mim”, manifesta, adiantando ainda que faria o mesmo pedido de perdão ao vivo em seu culto de domingo.

O pastor cumpriu sua promessa e pediu perdão no dia 17 de setembro. Exibiu ainda o vídeo gravado ao lado do Deputado Flavinho, no qual afirma que “estamos em um país laico, mas devemos respeitar todas as religiões”.

“Estou aqui publicamente mais uma vez para dizer a você, católico, se você se sentiu ofendido, magoado pelo vídeo que fiz exemplificando com a coca-cola, humildemente, diante dos céus, peço perdão”, expressou.

Por sua fez, Flavinho se disse feliz por poder promover “esse momento de pacificação”. “Acho que nosso país de uma forma geral está precisando ser pacificado. Não somos nós, cristãos, que vamos jogar gasolina na fogueira. Ao contrário, temos o Deus da paz ao nosso lado, no nosso coração”.

Além disso, o parlamentar também publicou em sua rede social este mesmo vídeo do culto em que o pastor se desculpa e afirmou que “no Evangelho da liturgia deste domingo, Jesus nos coloca na dinâmica do perdão sem limites, por isso, acolho o pedido de perdão e a retratação pública feita pelo pastor Agenor”.

“Não aceitamos ofensas, não ofendemos, mas não podemos negar o perdão àqueles que nos pedem. Houve uma ação de ofensa à nossa fé católica e houve uma ação de pedido de retratação e de pedido de perdão pela ação equivocada”, completou o deputado.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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