Tags Posts tagged with "oração"

oração

0 263

O “horarium” deveria ser parte essencial da vida de oração de todo o mundo

A regularidade na oração é uma das dificuldades mais árduas que nos surgem no caminho do crescimento espiritual. Há dias em que nos sentimos repletos de grande fervor e rezamos durante uma hora inteira sem distrações, mas, ao nos levantarmos no dia seguinte, esse fogo já se apagou e o nosso horário conturbado acaba dificultando que nos recolhamos com calma em qualquer momento da jornada.

Assim, a nossa vida de oração se torna esporádica, no melhor dos casos, e nem sabemos quando vamos nos aquietar para rezar de novo.

Para solucionar esse problema comum e proporcionar mais consistência à vida de oração, as comunidades religiosas criaram já nos início da cristandade o horarium. Esta palavra latina, que significa “horário” em geral, adquire neste contexto o sentido específico de horário para a oração. É uma tradição com profundas raízes bíblicas.

No Antigo Testamento

O rei Davi, a quem se creditam os Salmos, proclamou: “De tarde, de manhã, ao meio-dia, gemo e me lamento, mas Ele escutará o meu clamor” (Salmo 55, 18).

O profeta Daniel também parecia ter um horário específico de oração: três vezes por dia ele se punha de joelhos, invocando e louvando o seu Deus (cf. Daniel 6, 11).

O próprio povo judeu começou a tradição de rezar três vezes ao dia, de manhã, à tarde e à noite.

No início do cristianismo

Os cristãos também reconheceram desde os primórdios a necessidade de deixar de lado as demais atividades para se dedicarem à oração em vários momentos específicos do dia, de modo a garantirem que a oração estivesse integrada ao seu horário cotidiano.

Os apóstolos de Jesus haviam continuado, inicialmente, a observar as tradições judaicas, mantendo as orações nas horas designadas. Com o tempo, no entanto, deixou de parecer suficiente rezar três vezes ao dia, já que bem se podia, como exortara São Paulo aos tessalonicenses, “orar sem cessar”.

Além de transformar todos os seus atos em oferecimento a Deus, eles sabiam que é importante dedicar momentos “exclusivos” a ficar com o Pai à vontade, sem outras distrações e preocupações.

Os sinos das igrejas, por exemplo, recordavam esse compromisso e convidavam todo o povo a uma pausa para o recolhimento.

Inspirando-se em passagens como a que diz “Sete vezes ao dia eu te louvo pelos teus retos juízos” (cf. Salmo 119, 164), São Bento criou um horário rigoroso de oração para os seus monges, que interrompiam todas as demais atividades ao longo do dia para rezar nas horas indicadas.

Em nosso dia-a-dia

Em tempos como os nossos, quando os horários estão mais apertados do que nunca, manter um horarium é muito importante para nos enraizarmos cada dia mais na vida espiritual e respeitarmos a prioridade merecida pela oração. Os momentos e a duração dependem de cada um, mas o importante é integrar a oração ao horário do dia-a-dia. Se for para citar um exemplo, 10 minutos por dia poderiam ser um bom ponto de partida para quem ainda não está acostumado a parar para se recolher e conversar com Deus. Esse tempo irá aumentando conforme se cresce na relação com Ele. São Francisco de Sales reforçava o quanto essa pausa é fundamental com esta frase que dispensa explicações:

“Cada um de nós precisa de meia hora de oração por dia, a não ser que esteja ocupado. Nesse caso, precisamos de uma hora”.

É verdade que todas as nossas atividades podem (e devem) ser oferecidas a Deus como oração viva, mas também é verdade que é vital dedicar momentos específicos do dia para conversar de coração a coração com Ele, sem qualquer outra distração. Assim fomentamos uma relação mais profunda e nos abrimos melhor às graças que nosso Pai deseja oferecer à nossa liberdade.

Fonte: https://pt.aleteia.org

0 382

0 362

Conheça 9 práticas espirituais que podem enriquecer seu cotidiano

1. Oferecimento de Obras

É a oração recomendada para fazer logo ao acordar. Os santos nos ensinam que, se queremos amar a Deus sobre todas as coisas, o primeiro pensamento do dia deve ser para Deus. Com essa oração, nós agradecemos a Deus mais um dia de vida e oferecemos a Ele tudo aquilo que faremos ao longo do dia.

2. Leitura do Santo Evangelho

É a leitura dos livros da Bíblia que narram a vida de Jesus: Mateus, Marcos, Lucas e João. Essa leitura é fundamental, pois é através dela que vamos conhecer e amar Jesus Cristo, vamos entender a fonte de toda a sabedoria humana e espiritual, vamos aprender, olhando para Jesus, o modo de nos comportarmos em cada situação da vida. Tempo recomendado: 5 minutos por dia.

3. Leitura Espiritual

É a leitura de algum livro espiritual: sobre a vida de santos, textos que aprofundam algum aspecto da fé, que explicam alguma virtude cristã etc. Essa leitura é fundamental, pois nos ajudará a sempre progredir na vida espiritual, a entender cada vez mais a Deus e também os seus mistérios. Tempo recomendado: 10 minutos por dia.

4. Angelus (Anjo do Senhor)

É a oração antiquíssima que se reza a Nossa Senhora ao meio-dia. Tem o objetivo de pôr Nossa Senhora no centro do nosso dia e da nossa vida.

5. Oração Mental

É a oração em que paramos um momento do dia para conversar com Deus. É diferente da conversa que estabelecemos com Ele ao longo do dia. Na oração mental, nós paramos TUDO para estar a sós com Ele. Sem ela, não temos ocasião para aprender tudo o que Deus tem a nos ensinar nem para intensificar nossa sintonia e nosso amor por Ele. É o momento de desabafar, encontrar consolo e luz. Tempo recomendado: 15 minutos por dia.

6. Visita ao Santíssimo

É a breve visita que fazemos a Jesus, que se encontra no sacrário das igrejas.

7. Terço, mas melhor ainda o Rosário

É a oração tão conhecida e amada por Nossa Senhora.

8. Três Ave-Marias antes de se deitar

É uma oração antiquíssima da igreja em que pedimos pela pureza do nosso coração e de todas as pessoas.

9. Exame de Consciência

É o momento no fim do dia em que repassamos as nossas ações e vemos o que fizemos de bom, de ruim e o que podemos fazer no dia seguinte para melhorar.

Garanto a todos que, se conseguirem incorporar pouco a pouco essas orações, o progresso espiritual será inimaginável!

Fonte: https://pt.aleteia.org/

0 358

Quando parecia que todo o sacrifício tinha sido por nada, tudo se transformou de modo surpreendente

Outro dia, observei uma formiga que carregava uma enorme folha com sacrifício. Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga esmoreceu na sua tarefa. Até que, finalmente, ela chegou perto de um buraco, que devia ser a sua casa.

A folha era muito maior que a boca do buraco. Então, ela entrou sozinha.

Pensei: “Coitada, tanto sacrifício para nada”!

Mas, de repente, do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços. Em pouco tempo, a grande folha se transformou em muitas pequenas partes, que puderam, todas, ser levadas para dentro do buraco.

Imediatamente pensei nas minhas experiências: “Quantas vezes me desanimei diante das dificuldades?

Se a formiga tivesse olhado só para o tamanho da folha, talvez nem tivesse começado a carregá-la.

Naturalmente, eu transformei a minha reflexão em oração e pedi a nosso Senhor:

  • que me desse a tenacidade daquela formiga, para “carregar” todas as tarefas do dia-a-dia;
  • que me desse a perseverança da formiga, para não me desanimar com os tropeços e quedas;
  • que eu pudesse ter a inteligência da formiga, para dividir o fardo que às vezes parece grande demais;
  • que eu tivesse a humildade da formiga, para partilhar com os outros o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário.

Pedi ao Senhor a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada, mesmo quando, pelo tamanho da carga, eu não consigo ver com nitidez o caminho a percorrer.

E agradeci ao Senhor por ter colocado aquela formiga em meu caminho para me transmitir este ensinamento de perseverança.

__________

Autor desconhecido, adaptado de artigo do blog Almas Castelos

Fonte: https://pt.aleteia.org/

0 259

Da parte do orante cumpre atenção na oração, isto é, a aplicação da mente naquilo que se fala.

Há condições básicas para que se faça uma boa oração, quer por parte do conteúdo, quer com relação ao orante. No que tange o conteúdo se requer que se peçam coisas boas para si e para os outros. Solicitam-se graças sobrenaturais, na medida em que possam cooperar na própria santificação e salvação eterna, e também benefícios temporais. Cristo não colocou limites ao ordenar que sempre se rezasse, mas deixou esta diretriz: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo” (Mt 6,33).

Bens necessários para a vida são, por exemplo a saúde, o dinheiro para o próprio sustento e da família, o êxito nos negócios, mas em tudo visando a glória de Deus. O Onisciente Senhor é quem sabe o que é melhor para cada um e nossos pedidos devem se submeter à sua sabedoria infinita. Daí uma total conformidade com Sua vontade santíssima. Não se deve solicitar ao Criador graças segundo os critérios mesquinhos dos gostos pessoais, dos caprichos próprios.Entretanto, quando o Onipotente julga não dever atender algum pedido específico, ainda que plausível, é certo que concederá, contudo,maiores dons do que os que foram relacionados numa visão meramente humana. Uma ótima prece é solicitar a Deus que, com Sua ciência e onipotência, tudo guie, governe e assista nas precisões da alma e do corpo, abençoando as ocupações diárias, os negócios, seja na prosperidade, seja na adversidade, na saúde e na doença, nas provações interiores e exteriores.

Da parte do orante cumpre atenção na oração, isto é, a aplicação da mente naquilo que se fala. À atenção se opõem as distrações, que devem ser pronta e energicamente rechaçadas. Distrações deliberadamente aceitas são uma falta de respeito a Deus. Este dá uma audiência ao fiel e cumpre se tratem com Ele de uma maneira digna os negócios importantes da própria perfeição espiritual e temporal. Nas orações vocais a atenção pode ser verbal, procurando pronunciar devagar as palavras, mas pode ser atenção espiritual ou mística, estando o pensamento elevado para o Ser Supremo. É colocar todo cuidado, todo esforço, toda a mente,todo o coração e forças interiores para fazer com a devida atenção as preces para que não se receba a reprimenda de Jesus: “Este povo somente me honra com os lábios; seu coração, porém, está longe de mim” (Mt15,8). Uma vez detectada a distração é, calmamente, a repelir, pois Deus sabe que foi uma fraqueza própria do ser humano e não uma ofensa a Ele. Ajuda a atenção na oração a preparação remota e próxima, o recolhimento dos sentidos, da imaginação e demais potências. Deixar de lado as preocupações e negócios externos, mas se colocar com fé na presença de Deus.

A tudo isto se acrescente a humildade. O fiel é mendigo da bondade e misericórdia divinas e deve orar como o publicano e não como o fariseu da parábola que Jesus narrou “O fariseu, em pé, orava no seu interior desta forma: Graças te dou, ó Deus, que não sou como os demais homens:ladrões, injustos e adúlteros; nem como o publicano que está ali. O publicano, porém, mantendo-se à distância, não ousava sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador! “Digo-vos: este voltou para casa justificado, e não o outro. Pois todo o que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado” (Lc 18, 11-14). A prece deve ser também com confiança: “Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, afim de alcançar misericórdia e achar a graça de um auxílio oportuno”(Hb 4,16).

É preciso ainda sinceridade: “O Senhor se aproxima dos que o invocam, daqueles que o invocam com sinceridade” (Sl 144,18). Enfim, é necessária a perseverança recomendada por Jesus diversas vezes, como ao narrar a parábola do Juiz a quem tanto uma viúva insistia para que se lhe fizesse justiça que a acabou atendendo. São Lucas mostrou bem a intenção do Mestre divino: “parábola sobre o dever de eles orarem sempre sem desfalecer” (Lc 18,1 e ss). Quem assim ora, infalivelmente,se salvará.

Fonte: https://www.comshalom.org/

SEXTA-FEIRA, 18 DE MAIO

Oração para esta manhã

Céus e terra se alegram cantando: aleluia, pela ressurreição do Senhor. Aleluia.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio, agora e sempre. Amém
Hino
Esperado com ânsia por todos,
hoje o dia sagrado brilhou
em que Cristo, esperança do mundo,
Deus e Homem, ao céu se elevou.

Triunfou sobre o príncipe do mundo,
vencedor num combate gigante,
e apresenta a Deus Pai, no seu rosto,
toda a glória da carne triunfante.

Dos fiéis ele é a esperança,
numa nuvem de luz elevado,
e de novo abre aos homens o céu
que seus pais lhes haviam fechado.

Ó imensa alegria de todos,
quando o Filho que a Virgem gerou,
logo após o flagelo e a cruz,
à direita do Pai se assentou.

Demos graças a tal defensor
que nos salva, que vida nos deu,
e consigo no céu faz sentar-se
nosso corpo no trono de Deus.

Com aqueles que habitam o céu
partilhamos tão grande alegria.
Cristo a eles se deu para sempre,
mas conosco estará cada dia.

Cristo, agora elevado às alturas,
nossa mente convosco elevai,
e, do alto, enviai-nos depressa
vosso Espírito, o Espírito do Pai.
Salmo 99(100)

O Senhor ordena aos que foram salvos que cantem o hino de vitória (Sto. Atanásio).

Aclamai o Senhor, ó terra inteira,
servi ao Senhor com alegria,
ide a ele cantando jubilosos!

Sabei que o Senhor, só ele, é Deus,
Ele mesmo nos fez, e somos seus,
nós somos seu povo e seu rebanho.

Entrai por suas portas dando graças,
e em seus átrios com hinos de louvor;
dai-lhe graças, seu nome bendizei!

Sim, é bom o Senhor e nosso Deus,
sua bondade perdura para sempre,
seu amor é fiel eternamente!

Glória ao Pai…

Leitura breve At 5,30-32
O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz. Deus, por seu poder, o exaltou, tornando-o Guia Supremo e Salvador, para dar ao povo de Israel a conversão e o perdão dos seus pecados. E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem.

O Senhor ressurgiu do sepulcro. Aleluia, aleluia.
Foi suspenso por nós numa cruz. Aleluia, aleluia.

BENEDICTUS
Cristo Jesus, que estava morto e depois ressuscitou, agora vive eternamente à direita de Deus Pai, onde é nosso Intercessor. Aleluia.

Bendito seja o Senhor Deus de Israel,
porque a seu povo visitou e libertou;

e fez surgir um poderoso Salvador
na casa de Davi, seu servidor,

como falara pela boca de seus santos,
os profetas desde os tempos mais antigos,

para salvar-nos do poder dos inimigos
e da mão de todos quantos nos odeiam.

Assim mostrou misericórdia a nossos pais,
recordando a sua santa Aliança

e o juramento a Abraão, o nosso pai,
de conceder-nos que, libertos do inimigo,

a ele nós sirvamos sem temor
em santidade e em justiça diante dele,
enquanto perdurarem nossos dias.

Serás profeta do Altíssimo, ó menino,
pois irás andando à frente do Senhor
para aplainar e preparar os seus caminhos,

anunciando ao seu povo a salvação,
que está na remissão de seus pecados;

pela bondade e compaixão de nosso Deus,
que sobre nós fará brilhar o Sol nascente,

para iluminar a quantos jazem entre as trevas
e na sombra da morte estão sentados

e para dirigir os nossos passos,
guiando-os no caminho da paz.

Glória ao Pai…

Preces
Honra e glória eterna sejam dadas a Deus Pai, que nos concede a esperança e a força do Espírito Santo. Rezemos com fé:

R. Senhor, salvai-nos!

Pai todo-poderoso, enviai o vosso Espírito para intercedei por nós,
– porque não sabemos orar como convém. R.

Enviai a luz resplandecente do vosso Espírito,
– para que ilumine e purifique os nossos corações. R.

Não abandoneis, Senhor, a obra de vossas mãos,
– mas defendei-nos de nossas iniquidades.

Ensinai-nos a tratar com respeito e compreensão os que vacilam na fé,
– para que possamos ajudá-los com toda paciência e caridade. R.

(Intenções livres)

Pai nosso …

Oração
Ó Deus, pela glorificação do Cristo e pela iluminação do Espírito Santo, abristes para nós as portas da vida eterna. Fazei que, participando de tão grandes bens, nos tornemos mais dedicados a vosso serviço e cresçamos constantemente na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Reze e durma tranquilamente, na certeza de que ele está intercedendo junto a Deus por você

Meu querido Santo Anjo, agora estou cansado.

As crianças vão dormir, e também eu quero ser inteiramente uma criança, criança da Mãe Santíssima, Maria, criança do Pai Celestial.

Tirai de mim, Deus, tudo o que hoje não foi bom, e perdoai! Colocai o Vosso amor por cima, e Vós, Maria, Mãe do Céu, o vosso manto dourado!

Ajuda-me a dar graças, meu Irmão angélico, e segura a minha mão em Nome de Deus!

Amém.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

0 283

O segredo está em simplesmente estar!

Durante grande parte da história da humanidade o amor foi o centro das atenções. Poemas, canções, peças teatrais. Tudo gira em todo dele. No entanto, temos percebido que, nos últimos tempos, a tudo se ama. Falamos que amamos uma pessoa, da mesma forma como falamos que amamos sorvete, ou a música do cantor “fulano de tal”. E vamos mediocrizando o significado dessa palavra. Banalizamos, liquidificamos, trituramos. No fim das contas, a nada amamos, a nada conseguimos amar, pois já não sabemos como se faz isso.

“Segue o baile” da vida e passamos a nos relacionar com Deus da mesma maneira que nos relacionamos com todas as outras pessoas e coisas. Ou enganamo-nos com a ideia de que já o amamos bastante porque rezamos muito e utilizamos palavras bonitas, ou nos desesperamos porque não sabemos rezar, vamos à oração sem saber o que fazer e nossa consciência nos condena a cada instante por esses motivos “vergonhosos”.

Idealizamos a nossa relação com Deus de forma tão paradigmática, que nos entristecemos porque não rezamos como Santa Teresa de Ávila ou São Francisco de Assis. Deprimimo-nos porque não conseguimos falar tão bem, durante a oração, quanto aquele pregador ou o coordenador do nosso grupo de oração. Envergonhamo-nos diante de Deus porque não temos paciência de rezar a mesma quantidade de tempo que os consagrados desta ou daquela comunidade de vida, dormimos na oração, não percebemos os seus frutos. Mas há algo que nós não conseguimos observar: é que a única coisa que Deus espera de nós, é que sejamos nós mesmos.

Ainda não conseguimos o grau elevado de amor a Deus que os santos tiveram. Isso é fato! Mas podemos chegar a esse amor por uma via mais simples, mais clara, mais objetiva, mais “humana”: A amizade! Sim! A amizade é uma experiência incrivelmente interessante, pois nela há segurança sem pressão. Diferentemente do amor, como estamos acostumados a ver, a amizade não sufoca ao receber do outro apenas aquilo que ele pode dar. O padre José Tolentino Mendonça afirma que “talvez a grande diferença entre amor e amizade resida no fato de o amor tender sempre para o ilimitado, suspeitando de contornos e fronteiras. Quando se esconde alguma coisa na relação amorosa, cedo ou tarde isso ganha um peso insuportável; enquanto, na amizade, lidamos de maneira leve com os constrangimentos, aceitamos que exista uma vida sem nós e além de nós”.

A amizade, diante da nossa humanidade, é uma relação de liberdade entre duas pessoas que conhecem as fraquezas uma da outra, que conhece também as realidades pessoais, mas que não se sente traída caso haja algo em sua vida que não fora compartilhado com o outro amigo. Já a relação de amor exige de nós uma entrega mais abrangente, quase que – se não – total doação de si mesmo, e não se aceita menos.

Não quero dizer aqui, que devemos deixar o amor de lado. O que digo é que, para chegarmos ao amor, aquele dos santos, dos grandes homens e mulheres que nos deixaram um legado na Igreja, podemos trilhar o caminho da amizade. Rubem Alves, apesar de ter pensamentos um tanto contrários ao evangelho, foi feliz ao falar sobre a amizade:

Amiga é aquela pessoa em cuja companhia não é preciso falar. Você tem aqui um teste para saber quantos amigos você tem: se o silêncio entre vocês dois lhe causa ansiedade, se, quando o assunto foge, você se põe a procurar palavras para encher o vazio e manter a conversa animada, então a pessoa com quem você está não é amiga, porque um amigo é alguém cuja presença procuramos, não por causa daquilo que se vai fazer juntos… A diferença está em que, quando a pessoa não é amiga, terminado o alegre e animado programa, vem um silêncio e um vazio que são insuportáveis. Nesse momento, o outro se transforma num incômodo que atulha o espaço e cuja despedida se espera com ansiedade. Queremos livrar-nos daquela pessoa. Com o amigo é diferente: não é preciso falar”.

Aí está o grande segredo para a nossa oração. Muitas vezes nos faltam as palavras e nos chega a bater a angústia. Ansiamos que passe o tempo para que saiamos da oração, e assim retornemos aos nossos trabalhos ordinários. Mas, quando nos faltarem as palavras, ou, doutra banda, quando estivermos tão cheios de palavras e não soubermos por onde começar, silenciemos a nossa boca e a nossa mente. Basta a presença. Não é preciso falar. O segredo está em simplesmente estar! Lembre-se daqueles dias em que você esteve na presença de sua mãe, ao chegar tão triste da escola, do trabalho, depois de um dia cansativo e pôde sentar-se perto dela, ambos em silêncio. Lembre-se de quando esteve com aquele seu amigo, sua amiga, e nada fora dito, e durante longos minutos imperou grande silêncio, porém, um silêncio pacífico e cheio de consolo e ternura. Então, por que não experimentar desse silêncio muito mais doce, terno e pacífico na presença do senhor?

De tempos em tempos, ao caminhar pelas ruas movimentadas e estressantes do centro de Maceió, deparo-me com a capela de São Vicente de Paulo, na Santa Casa de Misericórdia. Ao vivenciar aquele contraste, em que saio do caos barulhento da cidade e adentro na casa de Deus, sinto-me como aquele viajante que encontra o oásis no deserto. Nada se consegue falar. O cansaço é visível, aparente. Restam ainda gotas de suor, provocadas pelo sol escaldante da capital litorânea. Mas há o silêncio que alivia as dores da alma, refresca a mente, aquece a alma e o coração. É mergulhado nele que se experimentam as maiores graças de misericórdia, mansidão, ternura e bondade. Ao fim daquela oração, onde nada se diz, às vezes, algo se houve, – e na maioria das vezes, apenas o silêncio também da parte do Senhor –, descubro o que tanto buscava: O amor. Aquele dos santos e dos homens e mulheres de boa vontade que deixaram grandes legados para nós. O amor gerado do silêncio, da pobre, porém rica oração. Lugar humano e divino. Onde posso ser quem sou, e assim sou acolhido, na silenciosa e maravilhosa fonte do amor de Deus.

Fonte: https://www.comshalom.org/

Reze por seus filhos ou por outras crianças que estejam precisando

Jesus, Filho amado de Maria e José,
que, no lar de Nazaré,
aprendeu as primeiras palavras de amor,
olha com compaixão para as nossas crianças,
que, no olhar singelo e simples, emanam a pureza
das almas santificadas.
Que elas cresçam na graça de Tua misericórdia.

Concedei-lhes saúde de corpo e alma,
sabedoria nas fases de crescimento,
discernimento na adolescência,
segurança diante dos medos,
e vitória na luta contra o mal.

Acompanhai com Tua ternura
cada mãe aflita.
Amparai-as, socorrei-as,
e nunca as desamparai!

Senhor, Príncipe do Amor,
que Teus Anjos da Guarda,
sempre protejam
a vida de ……………………
(diga o nome do seu filho ou de uma criança que esteja precisando de oração).

Menino Deus, que cresceste sendo amado
no doce colo da Virgem Maria,
acolhei nossa súplica
pelos pequeninos de nosso coração.
Amém!

 

Por Pe. Flávio Sobreiro, via Canção Nova 

Fonte: https://pt.aleteia.org

0 444

E quem confirma este fato é um médico da Universidade de Helsinki, na Finlândia, um dos países mais desenvolvidos do mundo

Respiração mais equilibrada, diminuição da pressão, menos radicais livres no sangue, músculo cardíaco mais saudável… É um remédio que faz tudo isso? Sim: a oração.

Rezar o rosário, em particular, traz benefícios não apenas para a alma de quem o recita (como se fosse pouco!), mas também para o equilíbrio geral do corpo.

E quem confirma este fato não é o Pe. José da igrejinha do vilarejo nem a dona Ursulina da missa das seis, mas o Dr. Luciano Bernardi, da Universidade de Helsinki, na Finlândia – um dos países mais desenvolvidos do mundo e sempre destacado pela qualidade das suas instituições de ensino.

Ele destaca especialmente que o santo rosário, sobretudo quando recitado em latim (!), promove especiais benefícios ao músculo cardíaco. Ele diz ainda que, para acalmar a respiração e a ansiedade, os efeitos do rosário são melhores que os dos mantras budistas, que costumam virar “moda” com relativa frequência.

Não é a primeira vez que a ciência reconhece os benefícios físicos da oração.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Para rezar naqueles momentos em que você não consegue mais caminhar sozinho

Ó Coração ardente de Jesus, abrasai nosso pobre coração.

Ó Chagas de Jesus, penetrai-nos com uma seta de amor para com Jesus.

Ó Sangue de Jesus, inebriai-nos de amor para com Jesus.

Ó Agonia de Jesus, ajudai-nos suportar com resignação nossa última agonia.

Ó Sofrimentos de Jesus, dai-nos paciência nas contrariedades.

Ó Açoites de Jesus, preservai-nos do desespero eterno.

Ó Morte de Jesus, fazei-nos morrer para todo amor que não seja por Jesus.

Ó Lágrimas de Maria, obtende-nos a graça de chorar nossos pecados.

(Autor desconhecido)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Uma oração para começar ou terminar o dia (também pode ser usada na adoração ao Santíssimo!)

Carne viva de Cristo, fortifica-me!
Sangue generoso do Salvador, inebria-me!

Olhar silencioso de Cristo, preenche-me!
Palavra sacratíssima do meu Mestre, instrue-me!

Braços abertos de Cristo, protegei-me!
Costas abertas do Crucificado, recebei-me!

Coração transpassado de Cristo, aprisiona-me!
Mão afetuosa de Jesus, abençoa-me!

Dedo onipotente de Cristo, cura-me!
Doce ombro do Bom Pastor, reconduze-me!

Vulto amoroso de Cristo, atrai-me!
Sorriso escondido de meu Amigo, pacifica-me!

Hálito vigoroso de Cristo, dá-me a vida!
Força triunfante do Senhor, conduze-me!

Fogo ardente de Cristo, inflama-me!
Bondade do Filho de Maria, seduze-me!

Luz puríssima de Cristo, ilumina-me!

Vida que jorra do Redentor, transforma-me!
Alma sublime de Cristo, eleva-me!

Divindade do Verbo feito Carne, consagra-me!
Espírito Santo, Dom de Cristo, santifica-me!

(Autor desconhecido)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

0 244
Pope Francis prays during a Prayer Vigil with young at the Campus Misericordiae during World Youth Day in Brzegi, near Krakow, Poland July 30, 2016. REUTERS/Stefano Rellandini TPX IMAGES OF THE DAY - RTSKEC4

VATICANO, 07 Fev. 18 / 01:00 pm (ACI).- Em sua mensagem para a Quaresma2018, o Papa Francisco anunciou a realização da Jornada “24 Horas para o Senhor” nos dias 9 e 10 de março, na qual ao menos uma igreja de cada diocese permanecerá aberta para permitir aos fiéis a oração de adoração e a confissão sacramental.

Na mensagem intitulada “Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos”, o Santo Padre convidou os católicos a “empreender com ardor o caminho da Quaresma, apoiados na esmola, no jejum e na oração”.

“Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões, para podermos recomeçar a amar”.

Neste sentido, assegurou que uma “ocasião propícia” para isso “será, também este ano, a iniciativa ‘24 horas para o Senhor’, que convida a celebrar o sacramento da Reconciliação num contexto de adoração eucarística”.

“Em 2018, aquela terá lugar nos dias 9 e 10 de março – uma sexta-feira e um sábado –, inspirando -se nestas palavras do Salmo 130: ‘Em Ti, encontramos o perdão’”, indicou Francisco.

Assim, assegurou que “em cada diocese, pelo menos uma igreja ficará aberta durante 24 horas consecutivas, oferecendo a possibilidade de adoração e da confissão sacramental”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

Uma boa preparação para a 1ª Comunhão NÃO requer decorar muitas orações, nem muitas respostas do catecismo…

Há uma acentuada preocupação de melhorar a Preparação para a Primeira Comunhão.

Muito justa e necessária, até agora; no entanto, ela tem sido muito frágil.

O resultado é que centenas de crianças fazem a Primeira Comunhão e encerram aí a vida cristã, que apenas devia ter começado.

Não lhes damos, assim:

• uma verdadeira noção da vida cristã;
• o senso de Deus, para cuja glória vivemos;
• a responsabilidade dos deveres cristãos;
• um conhecimento vivo dos caminhos a trilhar;
• a iniciação nos grandes hábitos cristãos;
• o desejo da Eucaristia.

Não as preparamos de modo que se possa ter alguma garantia de perseverança, sem a qual, diz Cristo, não é possível a salvação: “Quem perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt. 10, 22).

Por isso, o remédio é uma boa preparação, que urge dar agora, mais do que nunca, sob pena de continuar esse desolador resultado, e, o que é pior, em proporções cada vez maiores.

A boa preparação de uma criança para a Comunhão, não requer:

• saber de cor muitas respostas do catecismo
• saber de cor muitas orações
• saber os nomes dos principais mistérios da fé;

— Mas requer que a criança:

• saiba realmente (não repetir palavras e frases que não compreende) as principais verdades da Religião, de modo proporcionado à sua capacidade;
• esteja iniciada conscientemente nos grandes hábitos da vida cristã:

• estado de graça
• orações diárias
• Missa de preceito
• desejo de cumprir os Mandamentos
• fé viva
• obediência à Igreja

• tenha o senso de Deus e de Cristo;
• conheça e deseje a Eucaristia;
• tenha disposição para perseverar na vida cristã, depois da Primeira Comunhão.

A boa preparação deve ser:
• preocupada em formar o cristão, mais do que em dar-lhe noções;
• vital, para infundir hábitos para toda a vida cristã;
• prática, a fim de que a doutrina aprendida se traduza em atos;
• longa, para que esses atos se consolidem em hábitos;
• orientada para um ideal que só se extinguirá com a vida.

Só assim conseguiremos formar cristãos verdadeiros de consciência reta e sensível, responsáveis diante de Deus, capazes de agir de modo pessoal e espontâneo; de refletir, de julgar com critérios cristãos; de controlar as paixões; de orientar para Deus toda a sua vida.

Uma preparação assim foi sempre necessária, e mais ainda o é em nossos dias, quando são tantas as influências contra a fé e a vida cristã, e quando a própria ação da família só raramente contribui para oferecer à criança o ambiente de que ela precisa para o seu crescimento sobrenatural.

Quando a criança tem um lar cristão, e vai aprendendo dia a dia a ser cristã, do modo mais eficiente possível, à luz do exemplo dos pais e irmãos, pela força irresistível do ambiente, pondo alicerces profundos à vida espiritual, bastará uma preparação próxima de dois ou três meses porque se tem a certeza de que a formação cristã irá continuar, garantindo assim a perseverança.

Quando, porém, a pobre criança vem de um lar descristianizado, ou desses cristãos de nome, sem raízes, sem senso cristão, sem hábitos religiosos, não vejo como seja possível realizar em menos de um ano a formação que dê esperança de iniciação séria na vida cristã e de perseverança nela.

Como hoje em dia a norma não é, infelizmente, o lar de bons cristãos, façamos a formação de dois anos, ficando a mais curta para as exceções, ou, seja, para os filhos de famílias verdadeiramente cristãs, que mercê de Deus, existem.

(via Filhos de Sião)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

“A oração de adoração, esta que nos prostra sem nos prostrar”

Ir em frente, no caminho em subida, rumo à oração de adoração, com a memória no coração da eleição e da aliança. Este foi o convite que o Papa Francisco dirigiu esta manhã na homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta.

A reflexão partiu da Primeira Leitura do dia (1Re 8,1-7.9-13), na qual se narra que o rei Salomão  convoca o povo para subir ao Templo, para fazer entrar a arca da aliança do Senhor.

Um caminho em subida que, portanto, nem sempre é fácil. Uma subida para levar a aliança, durante a qual o povo carregava consigo a própria história, “a memória da eleição”.

Carregava duas tábuas de pedra, nuas, assim como tinham sido dadas por Deus – destacou o Papa –, “não como este povo tinha aprendido dos escribas”, que a tinham “barroquizada”, a tornaram barroca “com tantas prescrições”.

“A Aliança nua: eu o amo e você me ama”: o primeiro mandamento, amar a Deus e, segundo, amar ao próximo. Na arca, de fato, não havia nada senão duas tábuas de pedra.

Então, introduziram a arca no santuário, e assim que os sacerdotes saíram do lugar santo, a nuvem encheu o templo do Senhor.

Então o povo entrou em adoração: “dos sacrifícios que faziam no caminho em subida ao silêncio, à humilhação da adoração”.

“Tantas vezes penso – disse o Papa – que nós não ensinamos o nosso povo a adorar”:

“Sim, os ensinamos a rezar, a cantar, a louvar a Deus, mas a adorar…. A oração de adoração, esta que nos prostra sem nos prostrar: a prostração da adoração nos dá nobreza e grandeza. E aproveito, hoje, vocês, com tantos párocos de recente nomeação, para dizer: mah, ensinem o povo a adorar em silêncio, adorar”.

A exortação do Papa é portanto, para aprender, a partir de agora, aquilo que faremos no Céu: a oração de adoração.

“Mas, somente, podemos chegar lá com a memória de termos sido eleitos, de ter dentro do coração uma promessa que nos impele a seguir e com a aliança nas mãos e no coração. E sempre em caminho: caminho difícil, caminho em subida, mas em caminho rumo à adoração”

Diante da glória de Deus as palavras desaparecem, não se sabe o que dizer, observa Francisco.

Na liturgia de amanhã, Salomão, de fato, durante a adoração, consegue dizer somente duas palavras: “Escuta e perdoa”.

O Papa, ao concluir, convida a “adorar em silêncio, com toda a história que trazemos, e pedir: “Escuta e perdoa”:

“Nos fará bem hoje, tomar um pouco de tempo em oração, com a memória de nosso caminho, a memória das graças recebidas, a memória da eleição, da promessa,  da aliança e procurar se elevar, rumo à adoração, e em meio à adoração, com muita, humildade dizer somente esta pequena oração: “Escuta e perdoa””.

(Rádio Vaticano)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Galeria de Fotos