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Pai

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Nada substitui um pai na vida de uma criança – eis como cultivar esse vínculo importante

Antes de ter filhos, uma mulher me disse que achava que seu trabalho como mãe era ajudar seu filho a se tornar um homem bom, capaz de ser futuramente um pai e marido amoroso. Eu sempre me lembrei disso, especialmente porque todos os meus três filhos são meninos. Eu rezo por minhas possíveis futuras noras. Na verdade, eu sempre me lembro delas, especialmente quando estou tentando quebrar um hábito irritante de um dos meus filhos (por exemplo, deixar toalhas molhadas no chão do banheiro) e os provoco que suas esposas me agradecerão por consertar o “problema” agora.

Mas esse trabalho não é só meu. Criar uma casa e um estilo de vida em que meus filhos possam ver o comportamento de seu pai como modelo para eles é a melhor maneira de criá-los para serem bons homens. Aqui estão algumas maneiras de facilitar esse relacionamento especial entre pai e filho.

Compartilhar prazeres simples

Encontre algo que pai e filho possam desfrutar juntos, e aproveite a oportunidade para tirar um tempo para você.

Meu marido, por exemplo, usa algumas atividades como uma oportunidade para ensinar aos rapazes a responsabilidade pelo natureza.

Mostrar humildade

Admitir que você cometeu um erro ou agiu de forma errada é difícil. Meu marido faz questão de pedir desculpas aos meninos quando ele é impaciente com eles. Ele vai adiante e pede ajuda para ser melhor no futuro. Mostrar vulnerabilidade e humildade, e assumir a responsabilidade, ensina os meninos a reconhecer suas ações, mesmo as más ações e os erros. Também deixa claro que todo mundo erra às vezes, e que não há problema em pedir desculpas e pedir ajuda para melhorar – e que é especialmente correto fazer isso com seu pai.

Ensinar esse comportamento ajuda nossos filhos a entender que isso é um sinal de força, não de fraqueza. Meu marido também se certifica de rezar diante de nossos rapazes e com eles, ensinando-lhes boas orações para rezar ao enfrentar um dilema específico, pedindo aos anjos e santos que rezem conosco e por nós pela ajuda e orientação de Deus.

E falando de força…

Ser defensor dos indefesos

Há muita conversa entre pai e filho em nossa casa sobre como proteger os fracos, defender os que não têm poder e torcer pelos que estão perdendo. Especialmente em uma situação escolar, é crucial defender e proteger o garoto vulnerável de coisas como provocação e bullying. Nunca é bom conseguir risos à custa dos outros, especialmente se você fizer isso para desviar a atenção negativa de si mesmo. Use sua força para defender os outros ao invés de promover seus próprios interesses. Vá mais longe e ajude aqueles que fazem você se sentir um pouco desconfortável.

Tirar um momento de meninos

Às vezes, desejamos a companhia de pessoas do nosso próprio sexo. Acredite em mim, como a única dama da casa, eu entendo. Nem sempre (papai também precisa de uma pausa), mas muitas vezes meu marido incluirá nossos filhos em uma atividade que ele está fazendo com seus amigos do sexo masculino. Isso dá aos nossos garotos uma visão de como a amizade de um adulto pode parecer e permite que eles passem tempo com outros homens além do pai e dos professores.

Sou especialmente grata pelos padres do círculo de amigos do meu marido. É muito fácil para uma criança pensar no padre como uma pessoa “diferente”. Especialmente quando você só o vê apenas uma vez por semana na Missa. Gastar tempo brincando, jogando futebol, comendo ou limpando a garagem com os amigos padres do papai humaniza a vocação e mantém a cabeça e o coração dos meus filhos abertos a possibilidade de que eles possam ter uma vocação religiosa própria.

Amor e carinho

Meu marido adora abraçar. Eu? Não muito. Mas é claro que, como mãe, eu tenho garotos presos em mim praticamente o tempo todo e eu amo isso. Meu marido expressa seu amor e carinho pelos meninos tanto com abraços e beijos quanto com palavras amorosas. A coisa especial sobre o elogio dele é que, em vez de se concentrar apenas em conquistas, ele reconhece os esforços feitos na busca de metas. Eles podem se sentir orgulhosos mesmo quando eles não ganham, pois o elogio do pai mostrou que o esforço valeu a pena, e não apenas aparecer ou participar, eles aprendem que não há valor em tentar coisas em que eles não podem facilmente ter sucesso, que há valor naquelas buscas, e papai estará esperando por eles com um grande abraço.

Meu marido também se certifica de mostrar seu amor por mim perto dos meninos e demonstra as maneiras certas de tratar as mulheres. Ele se certifica de que os meninos me vejam como uma pessoa inteira e não apenas alguém que serve copos de leite e os ajuda a encontrar seus brinquedos perdidos. Ver nós dois felizes e apaixonados dá a eles uma profunda sensação de segurança de que seus pais se amam e de que podem confiar neles. Eles veem que o trabalho de um homem é ser um bom homem e que devem amar sua esposa e filhos com tudo o que ele tem.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Conheça as dificuldades apresentadas por ser pai na adolescência

Quando se falava em gravidez inesperada na adolescência, as reflexões estavam muito voltadas para a questão da maternidade. Hoje, percebemos que, as dificuldades não são experienciadas somente pela mulher, mas também, pelos homens, que se veem diante da adolescência, com suas questões específicas da idade, e da nova situação –  ser pai na adolescência, a qual, muitas vezes, é indesejada e repleta de problemas, aparentemente, sem soluções.

A adolescência é um período que compreende, aproximadamente, a faixa etária que vai dos 12 aos 20 anos. Contudo, na verdade, não há uma definição clara para seu ponto de início e fim; geralmente, considera-se que ela tem início na puberdade, ou seja, no processo que leva à maturidade sexual ou fertilidade.

Essa fase também caracteriza-se por ser um período de descoberta do mundo, no qual o jovem olha ao seu redor diante da sua vivência familiar e, ao mesmo tempo, com todas as outras experiências de convívio social, de maneira que sua personalidade vai sendo estruturada de uma forma mais madura.

Ser pai na adolescência causa instabilidades e crises

É um momento de transição, pela qual passam todos os homens, carregada de transformações físicas, psicológicas e existenciais. Esse período traz diversas instabilidades e crises, pois é um tempo no qual está ocorrendo a construção de nossa identidade, pois, deixamos de ser aquela criança que tudo podia, que tudo lhe era permitido, quando tudo era uma “festa”, assim, como sempre, era ajudada em suas dificuldades, para não ser ainda um adulto formado, mas já ter todas as responsabilidades acarretadas pela sociedade.

Diante de todas essas características envolvidas nesse contexto, tão específico no processo de sua humanização, podemos dizer que, biologicamente falando, o adolescente já tem condições físicas para ser pai, porque, é nesse período que ocorre o início da produção de espermatozoides, proporcionando assim, a vida fértil.

Contudo, no que diz respeito ao aspecto psicológico, podemos pensar: se essa fase de desenvolvimento do ser humano é um momento tão especial da vida – a qual requer cuidado, atenção e reflexão, quando o adolescente se encontra mergulhado em si mesmo, na construção de sua identidade, considerando-se seu aspecto psíquico e emocional, assim, como também, toda sua experiência de vida , como ele poderia oferecer suporte, apoio, presença paterna a um filho, que também necessita se estruturar e, portanto, precisa de cuidado?

A presença paterna é essencial

Ser pai não é apenas ser uma pessoa do sexo masculino, que possua órgãos masculinos ou que possua um “cromossomo Y”. Ser pai é, sobretudo, ser uma pessoa que tem um lugar definido na família, principalmente na vida do filho e na construção da personalidade dele. Essa presença paterna não é dispensável ou menos importante, é essencial.

O pai evidencia para o filho um mundo maior de relações que não somente o materno, ele alarga a visão do filho, com sua presença amorosa e participante. Ele também lhe traz os limites, a socialização, assim, o filho, percebe que esse não é uma extensão da mãe, ele é uma pessoa distinta, de relação e que também tem seu lugar.

Se o pai não perceber sua função e não tiver condições para se responsabilizar por ela, poderá viver afastado, fisicamente distante, emocionalmente ausente, indiferente, autoritário, egoísta, indeciso, fechado para a vida do filho. Tudo isso trará sérias consequências!

O que é ser pai?

“Ser pai é ser amigo, sustentador nas dificuldades, é ser companheiro, conselheiro, confiável e perdoador, aquele que abençoa a sexualidade do seu filho, é ser aquele a quem o filho pode correr em busca de refúgio e que está disponível a acolhê-lo e ajudá-lo, é ser consciente, responsável,é ser homem” (‘Ser Pai: um apelo à responsabilidade’, de Rasma V.E. Jakob).

Se, por acaso, você estiver vivendo a experiência de ser pai na adolescência, transcenda, busque o amadurecimento necessário, não olhe só para o seu limite, olhe para o seu filho. O amor nos faz dar respostas que antes nos pareciam impossíveis.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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Se você estiver vivendo uma situação de infidelidade em sua casa e tem filhos pequenos, verifique os seguintes pontos para evitar um impacto maior

Quando o tópico ”infidelidade” é tocado, o casal geralmente é designado como a entidade que sofre mais, e o sofrimento dos filhos derivado do que os pais estão vivendo raramente é abordado.

Se você, infelizmente, estiver vivendo uma situação de infidelidade em sua casa e tem filhos pequenos, verifique os seguintes pontos para que, na medida do possível, você consiga evitar um impacto maior.

Antes, vamos esclarecer que às vezes há infidelidades “transitórias”, que são aquelas em que o homem cai, e depois de muito esforço e lágrimas consegue recuperar a confiança de sua esposa e família; mas há outros em que a infidelidade significa que o marido mantém um relacionamento alternativo com sua família, mesmo que seja dito que ele tem “duas famílias” ao mesmo tempo. Os protagonistas dessas histórias devem novamente ter em conta as crianças, pois são elas, queiramos ou não, quem saem mais feridas. Vejamos os oito pontos a considerar na segunda situação:

1. Ausência nos encontros familiares

Um homem que corteja outra mulher, ou que já possui uma relação extraconjugal, exige tempo para estar presente em duas vidas. E geralmente, o que ele faz em tal situação é “roubar o tempo” do relacionamento antigo para dedicá-lo ao “novo”. Portanto, em uma festa de aniversário para um de seus filhos, por exemplo, em algum momento ele desaparecerá como mágica e não retornará até a festa terminar.

Os homens que estão “caçando” esquecem facilmente seus filhos. Uma esposa que percebe as escapadas conclui que algo está acontecendo, mas um filho pode acreditar que não é muito importante para seu pai.

2. Não aborda os assuntos escolares das crianças

A mesma história: se já é complicado conseguir uma licença de trabalho, se isso acontecer é quase certo que ele “aproveitará” isso para algo mais emocionante.

3. Não sobra dinheiro para diversão em família

E como poderia se há outra pessoa que precisa receber presentes caros? Quando você não tem o controle do dinheiro, é muito fácil desviar recursos para outra pessoa e tirá-lo das crianças e suas necessidades, porque eles pensam equivocadamente “que são crianças e não percebem nada”.

4. Ele mente para você

Um amigo me disse que quando era pequeno, seu pai levou ele e seu irmão para tomar um sorvete. Naquele lugar, ele os apresentou a outras crianças mais pequenas e a uma dama. Ele contou que brincaram e tiveram uma tarde muito agradável, mas antes de chegarem em casa, seu pai aos ameaçou para que não dissessem nada à sua mãe sobre as crianças e a outra mulher. A partir desse momento ele teve muito medo de seu pai e não explicou exatamente o porquê.

Foram visitas longas ao psicólogo para que ele pudesse entender a situação que ele tinha vivido: seu pai os havia apresentado à outra família, que ele continuava alternando com a dele. Quando seu pai morreu, ele e seu irmão partiram em busca desses outros irmãos e os encontraram: agora homens com grande ressentimento por viverem sempre em comparação com as crianças mais velhas do casamento legítimo, crianças cheias de rancor, com lacunas tempo e atenção que seu pai nunca lhes deu. Homens infiéis mentem, ensinam e até forçam seus filhos a mentir também.

5. Você pode ficar confuso

A situação que mencionei no ponto anterior ocorre em muitas outras famílias, e confundem muito as crianças. Um homem infiel pensou que seria uma boa ideia acostumar o seu filho com a companhia da mulher com quem tinha um caso e o levava com ele para visitá-la. Ele não apenas o forçou a chamá-la de “mãe”, mas também o deixava sozinho assistindo televisão na sala enquanto se divertia com ela no quarto.

A criança ouvia tudo e tirava suas próprias conclusões sem que ninguém o ajudasse a processar o que estava acontecendo. É triste dimensionar o ressentimento que isso gerou no coração da criança por anos, porque ele chegou a acreditar que sua mãe era com quem seu pai se divertia e não a mulher com quem ele batalhava todos os dias em casa. A confusão de não saber de qual mãe era filho chegou ao ponto de se tornar uma grande depressão que destruiu completamente sua vida.

6. Dá um exemplo inapropriado

Um pai infiel pode acreditar que seus filhos entenderão que ter “várias mulheres” é normal e pode até iniciá-los em atitudes degradantes, como pornografia e adultério. Acontece, mesmo que você não acredite.

7. Mudanças de humor constantes

Qual pessoa, cujo coração e mente estão divididos, pode ter paz e estabilidade? Alguém que vive uma vida dupla tem mudanças de humor frequentes. Além disso, as crianças são os repositórios de suas frustrações e raiva. Essas reações de muito amor e, depois, de distanciamento, rejeição ou falta de interesse confundem e prejudicam os pequeninos. Fique atento.

8. Não ama sua mãe

Talvez essa seja a maior tristeza que uma criança pode receber de seu pai: ver que ele não ama sua mãe. Quando uma criança vê que o pai a abusa, a viola, a despreza em comparação com outra, é catastrófica no coração e na mente dessa criança. Se a infidelidade estiver perto de você, fale e tome decisões que o levarão a cuidar da coisa mais valiosa que você tem: seus filhos.

Nota da Redação: Este texto vale igualmente para mães infiéis.

(via Psiconlinews)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Pesquisadores da Universidade de Connecticut investigaram os impactos na personalidade de quem sofreu rejeição do pai na infância

Nem é preciso a Ciência dizer que a participação de quem exerce o papel paternal é fundamental no desenvolvimento da criança, mas, para confirmar essa teoria no campo da psicologia social, pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos EUA, investigaram os impactos na personalidade de pessoas que sofreram rejeição do pai na infância.

As conclusões da pesquisa foram publicadas no Science Daily e trazem evidências sobre o impacto do amor e da dedicação (ou da falta deles) na vida adulta dos participantes.

De acordo com os pesquisadores, não há nenhuma outra experiência pessoal que tenha um efeito tão forte quanto a rejeição do pai – seja por qual motivo for – especialmente quando ainda se é criança.

Os cientistas ainda investigaram como se configura a dor de não ser aceito por quem deveria estabelecer o vínculo paternal e quais são os aspectos sociais que interferem na relação pai e filho. Leia mais a seguir.

Importância do pai na infância

Os pesquisadores da Universidade de Connecticut, Abdul Khaleque e Ronald Rohner, analisaram 36 estudos de psicologia social, totalizando mais de 10 mil participantes, para estabelecer qual é a relação da aceitação ou da rejeição do pai com as características de personalidade dos voluntários na vida adulta.

A primeira conclusão diz respeito à forma de reagir a esse comportamento de quem deveria cuidar e representar uma “figura de apego”.

“Crianças e adultos em todos os lugares, independentemente das diferenças de raça, cultura e gênero, tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se percebem como sendo rejeitados por seus cuidadores ou figuras de apego”, relataram.

As respostas foram classificadas, de maneira geral, em dois pares de características de personalidade: ansiedade e insegurança ou hostilidade e agressividade. Estes fatores podem perdurar até quando o indivíduo vira adulto, “tornando mais difícil que os rejeitados formem relações seguras e de confiança com seus parceiros íntimos”.

O estudo pondera que as conclusões também levam em conta as disposições de personalidade.

Como é a dor de ser rejeitado

Khaleque e Rohner também cruzaram pesquisas dos campos da psicologia e da neurociência e constataram que as partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas são as mesmas de quando experimentam dor física.

Um fator, especialmente, torna a experiência da rejeição ainda mais negativa, segundo os pesquisadores: a possibilidade de reviver a dor emocional ao longo dos anos.

“Ao contrário da dor física, as pessoas podem reviver psicologicamente a dor emocional da rejeição repetidamente durante anos”, diz Rohner.

Amor e desenvolvimento

Por fim, a pesquisa concluiu que o amor do pai é fundamental para o desenvolvimento pessoal e que o reconhecimento desta importância deve mitigar a incidência de ‘culpa da mãe’, conceito muito comum no convívio social para justificar o comportamento das crianças.

“A grande ênfase nas mães e na maternidade leva a uma tendência inapropriada de culpar as mães pelos problemas de comportamento das crianças e pelo desajuste quando, de fato, os pais são frequentemente mais implicados do que as mães no desenvolvimento de problemas como estes”.

(via Vix)

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É um milagre? Para a família e os médicos que o presenciaram, sim…

Uma história ocorrida há três anos continua impactando as pessoas ligadas a Tony Yahle, mecânico que mora em West Carrollton, Ohio, nos Estados Unidos. Tony tinha 37 anos de idade na época dos fatos, em agosto de 2013.

Casado e pai de dois filhos, Tony tem falado abertamente em milagre depois de um ataque cardíaco que havia levado os médicos a declará-lo morto após nada menos que 45 minutos sem batimentos cardíacos.

Um dos médicos, Dr. Raja Nazir, é enfático ao confirmar o relato de Tony: “Em 20 anos como médico, eu nunca tinha visto ninguém ‘voltar’ depois de ser declarado morto”.

Para a família Yahle, foi a oração do filho Lawrence, hoje com 21 anos, que obteve o milagre. Ao lado do pai, a quem julgava morto, ele rezou a Deus em voz baixa e disse ao pai: “Papai, hoje não é o seu dia de morrer, por favor!“.

Lawrence já estava se levantando da cabeceira do leito do pai para ficar ao lado da mãe e da irmã quando os sinais vitais ressurgiram no monitor. Os médicos não souberam, e até hoje não sabem, explicar o que aconteceu com Tony.

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A grande e honrosa tarefa que Deus reservou para os pais é a de gerar e educar os seus filhos. Os pais são cooperadores de Deus na maior de todas as missões, gerar os filhos de Deus, à sua imagem e semelhança. Nada pode se igualar à sublimidade desta obra. Se é importante e digno produzir os bens que utilizamos: casas, roupas, móveis, alimentos, etc, quanto mais digno e nobre é dar a vida a novos seres humanos? Uma só vida humana vale mais do que todo o universo material, pois nada disso tem uma alma imortal, imagem e semelhança do próprio Deus.

O Catecismo da Igreja nos ensina que “a paternidade divina é a fonte da paternidade humana”(§ 2214), e que aí está o “fundamento da honra devida aos pais”. Os filhos devem aos pais o “dom da vida”.

Por ser muito grande a missão dos pais, Deus lhes cobre de glória, e obriga os filhos a honrá-los. É impressionante notar como Deus exalta a figura dos pais, em face da sua missão importantíssima de gerar e educar os filhos.

O destaque aos pais começa pelo fato de um dos Mandamentos, o quarto, ser dedicado a eles: “Honrar pai e mãe”.  São Paulo nota que “este é o primeiro mandamento que vem acompanhado de uma promessa: Honra teu pai e tua mãe, para que sejas feliz e tenhas vida longa sobre a terra”  (Dt 5,16; Ex 20,12; Ef 6,2).

Honrar quer dizer encher de honra; reconhecer a sua dignidade…

Todo o capítulo 3 do Livro do Eclesiástico mostra a importância dos pais na vida dos filhos, a importância da autoridade que Deus lhes confiou e a necessidade dos filhos lhes obedecerem.

“Ouvi, meus filhos, os conselhos de vosso pai, segui-os de tal modo que sejais salvos” (Eclo 3,2).

O filho que desprezar esses conselhos corre o risco de se perder nos caminhos perigosos da vida.  Muitos jovens se tornaram escravos dos vícios, da droga, do crime, da prostituição, e de tantos outros males, porque não ouviram os conselhos do seu pai.  Outros se perderam porque os seus pais não lhes deram esses conselhos.

A autoridade dos pais vem de Deus; essa autoridade não é usurpada, nem falsa, é autêntica. Jesus disse a Pilatos que “toda autoridade vem de Deus” (Jo 19,11).

“Quem honra seu pai achará alegria em seus filhos, será ouvido no dia da oração” (v. 5 e 6).

Quem de nós não deseja encontrar alegria em seus filhos?

Quem não deseja ser atendido por Deus em sua oração ?

Pois bem, essas são promessas que Deus faz aos filhos que honrarem os seus pais.

“Quem honra seu pai gozará de vida longa… (v.7).

Esta “vida longa”, que para os judeus era sinal da bênção,  significa uma vida abençoada por Deus.

“Honra teu pai por teus atos, tuas palavras, tua paciência a fim de que ele te dê a sua bênção… afim de que ele te dê a sua bênção e que esta permaneça em ti até o teu último dia ” (V. 9 e10).

Diz ainda o Eclesiástico que:

“A bênção do pai fortalece a casa de seus filhos, a maldição de uma mãe a arrasa até os alicerces” (v.11).

Quantos filhos ofendem os seus pais por palavras: ofensas, zombarias, palavrões!…

A bênção dos pais para os filhos não é mera formalidade social ou tradicional; mas é  bênção do próprio Deus para os filhos “através” dos pais.

Urge portanto resgatar este santo costume:

“A bênção pai!” “Deus te abençoe meu filho!”

Tenho uma grande alegria ao ver os meus cinco filhos me  pedirem essa bênção, beijando minha mão e meu rosto. É com toda a força da minha alma que os abençoo; e sei que a bênção de Deus vai com eles. Diz ainda o Eclesiástico:

“Meu filho, ajuda a velhice do teu pai, não o desgoste durante a vida”  (v. 14).

O cuidado com os pais deve ser esmerado, sobretudo na velhice. Sabemos que é incômodo cuidar dos velhos, doentes, às vezes ranzinzas. Mas é nesta hora, sobretudo, que se prova o amor dos filhos por eles.

“Se seu espírito desfalecer sê indulgente, não o desprezes porque te sentes forte, pois tua caridade para com o teu pai não será esquecida”  (v. 15).

Eis uma realidade: os pais também têm defeitos. Mas Deus quer recompensar ricamente o filho que, com paciência, suporta esses defeitos e, assim mesmo, honra os pais.  Se esses são difíceis, intolerantes, cheios de manias, maior será o mérito do filho diante de Deus, por ter honrado um pai ou uma mãe tão difícil. Deus sabe que há pais terríveis: alguns bêbados, outros drogados, criminosos, adúlteros, etc… mas, é por isso mesmo que ele oferece aos filhos três belas recompensas (cf. Eclo 3, 16)  para aqueles que, na caridade e na paciência, por amor a Deus, os suportarem, mesmo com os seus defeitos.

Tenho trabalhado com jovens; e sei que muitos sofrem por causa dos problemas dos  pais. No entanto, por amor a Deus, na força do Espírito Santo, tenho visto muitos jovens superarem os ressentimentos causados pelos pais; muitos até têm contribuído decididamente para a conversão dos pais e a mudança de suas vidas.

Quanto mais difícil for para você, jovem, amar e honrar o seu pai, por causa dos seus defeitos, tanto mais terá méritos diante de Deus e tanto mais será recompensado e abençoado.

Se o teu pai não lhe der amor “vingue-se” dele, amando-o; fazendo por ele o que talvez os teus avós não puderam fazer por ele. A “vingança do cristão é o perdão”.

“Meu filho, guarda os preceitos de teu pai… Quando caminhares, te guiarão; quando descansares, te falarão” (Pr 6,20-22).

“Um filho sábio escuta a disciplina do pai, e o zombador não escuta a reprimenda” (Pr 13,1).

Quero terminar deixando aqui uma pergunta para os filhos: Na sua casa, você  é um problema a mais para o seu pai, ou você é solução para os seus problemas? Você reza por ele? Você o perdoa? Você sabia que muitas vezes o pai chora por causa do filho silêncio do seu quarto!?…

Prof. Felipe Aquino

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