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Em reflexões belíssimas e simples sobre a cena de Belém, ele nos destaca a maravilha de contemplar a esperança!

Na última catequese semanal antes do Natal de 2016, o Papa Franciscofalou da esperança e destacou a importância de contemplarmos o presépio.

É que, ao falar de esperança, costumamos pensar em algo que não é visível, já que aquilo que esperamos vai além das nossas perspectivas imediatas. Só que o Natal de Cristo nos fala de uma esperança visível e compreensível, porque se fundamenta em Deus:

“Ele entra no mundo e nos dá a força de caminhar com Ele, em Jesus, rumo à plenitude da vida. Para o cristão, esperar significa a certeza de estar no caminho com Cristo rumo ao Pai, que nos aguarda. Esta esperança, trazida pelo Menino Jesus, proporciona um destino bom para o presente: a salvação da humanidade e as bem-aventuranças para quem se entrega a Deus misericordioso. Como resume São Paulo, ‘Na esperança fomos salvos’. Eu caminho na esperança ou a minha vida inteira é parada, fechada? Meu coração está numa gaveta fechada ou aberta à esperança que me faz caminhar, com Jesus?”

Francisco então fez um vínculo entre esta reflexão e o presépio, onde se aguarda a chegada do Menino Jesus:

Belém

“Pequena aldeia da Judeia, Belém não é uma capital e, por isso, foi preferida pela Providência Divina, que adora agir através dos pequenos e humildes. Jesus nasce no lugar onde a esperança de Deus e a do homem se encontram”.

Maria

O Papa nos convidou a olhar para Maria, Mãe da esperança, que, com o seu “sim”, abriu a Deus a porta do nosso mundo. Escolhida por Ele, acreditou na Sua palavra.

José

A seu lado, José também acreditou na palavra do anjo: aquele Menino nascido na manjedoura vinha do Espírito Santo. Em Jesus estava a esperança para todos os homens, porque, mediante o Filho, Deus salvaria a humanidade da morte e do pecado.

Os pastores

Representam os humildes e os pobres, que, naquele Menino, veem a realização das promessas e esperam a salvação de Deus para cada um deles.

“Quem confia nas próprias seguranças, principalmente materiais, não aguarda a salvação de Deus. Já os pequenos esperam nele e se alegram quando reconhecem naquele Menino o sinal indicado pelos anjos”.

O coro dos anjos

Anuncia, do alto, o grande desígnio que aquele Menino realiza: “Glória a Deus no alto dos céus e paz na terra aos homens por Ele amados”. A esperança cristã se expressa no louvor e no agradecimento a Deus, que inaugurou seu Reino de amor, justiça e paz,

Parar e olhar

“Por isso é importante olhar o presépio. Parar um pouco e olhar. E ver quanta esperança existe nestas pessoas”.“Cada ‘sim’ ao Jesus que vem é uma semente de esperança. Bom Natal de esperança a todos!”.

Presépio por etapas

Confira como ir colocando os elementos do presépio pouco a pouco ao longo do Advento, participando da espera pelo Menino Jesus. Ainda há tempo!

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Pope Francis laughs during his visit to the All Saints' Anglican Church in Rome, Italy, on Feb. 26, 2017. Photo courtesy of Reuters/Alessandro Bianchi

Hoje está fazendo 48 anos que o jovem Jorge Mario Bergoglio recebeu o sacramento indelével do sacerdócio de Jesus Cristo!

Em dezembro de 2013, o primeiro ano do atual pontificado, jornais e sites do mundo todo publicaram um texto composto por um jovem religioso jesuíta que estava prestes a ser ordenado sacerdote de Jesus Cristo para toda a eternidade.

Ele tinha recebido o sacramento indelével da ordem sacerdotal no dia 13 de dezembro de 1969, quatro dias antes de completar 33 anos de idade.

Seu nome era Jorge Mario Bergoglio. E hoje ele atende pelo nome de Papa Francisco.

Eis o seu texto, às vésperas do acontecimento que literalmente selaria a sua vida para sempre:

Quero crer em Deus Pai, que me ama como filho,
e em Jesus, o Senhor,
que infundiu o Seu Espírito na minha vida
para me fazer sorrir e me levar assim
ao Reino eterno de vida.Creio na Igreja.Creio que, na história,
que foi tocada pelo olhar de amor de Deus,
no dia da primavera, 21 de setembro,
Ele veio ao meu encontro para
me convidar a segui-lo.Creio na minha dor,
infecunda pelo egoísmo no qual me refugio.Creio na mesquinhez da minha alma,
que procura receber sem dar… sem dar.Creio que os outros são bons e que
devo amá-los sem medo e sem traí-los jamais,
sem buscar seguranças para mim.Creio na vida religiosa.
Creio que quero amar muito.
Creio na morte cotidiana, ardente, da qual eu fujo,
mas que sorri para mim, convidando-me a aceitá-la.Creio na paciência de Deus, acolhedora,
boa como uma noite de verão.Creio que o meu pai está no céu, junto ao Senhor.Creio que o padre Duarte também está lá,
intercedendo pelo meu sacerdócio.Creio em Maria, minha Mãe,
que me ama e nunca me deixará sozinho.E espero a surpresa de cada dia,
em que se manifestarão o amor, a força,
a traição e o pecado,
que vão me acompanhar até o encontro definitivo
com esse rosto maravilhoso
que não sei como é,
do qual eu fujo continuamente,
mas que quero conhecer e amar.

Amém.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Vaticano, 06 Dez. 17 / 10:03 am (ACI).- A situação que se vive na Terra Santa durante os últimos dias, fez com que o Papa Francisco fizesse um novo apelo à paz e ao respeito à Cidade Santa de Jerusalém.

“Não posso silenciar a minha profunda preocupação pela situação que se criou nos últimos dias e, ao mesmo tempo, dirigir um forte apelo para que seja compromisso de todos respeitarem o status quo da cidade, em conformidade com as pertinentes Resoluções das Nações Unidas”, disse o Pontífice no final da Audiência Geral.

O Pontífice também assinalou que “Jerusalém é uma cidade única, sagrada para os judeus, os cristãos e os muçulmanos, que nela veneram os Locais Santos das respectivas religiões, e tem uma vocação especial à paz”.

“Peço ao Senhor que esta identidade seja preservada e reforçada em benefício da Terra Santa, do Oriente Médio e do mundo inteiro e que prevaleçam sabedoria e prudência, para evitar acrescentar novos elementos de tensão num panorama mundial já turbulento e marcado por inúmeros e conflitos cruéis”.

Uma nova crise em Israel teve início nos últimos dias devido ao projeto do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou o desejo de transladar a embaixada do seu país de Tel Aviv a Jerusalém. Isso implica o reconhecimento americano da Cidade Santa como capital de Israel, o qual provoca grandes controvérsias.

O estatuto de Jerusalém é um tema fundamental no conflito entre Israel e Palestina, e ambos os lados reivindicam a cidade como sua capital.

Em outubro deste ano, o Papa Francisco defendeu o status quo de Jerusalém e afirmou que é uma “cidade santa onde todos devem poder viver em paz”.

Durante anos, os presidentes americanos deixaram a sede diplomática em Tel Aviv, como a maioria das nações do mundo, e não quiseram translada-la a Jerusalém.

A palestina e grande parte do mundo árabe e muçulmano não aceita que seja capital israelense porque, além do tema territorial que está sendo disputado, em Jerusalém também está o terceiro lugar mais sagrado do Islã, a Mesquita Al Aqsa.

Fonte: http://www.acidigital.com/

VATICANO, 03 Dez. 17 / 10:30 am (ACI).- Poucas horas depois de voltar da sua viagem à Mianmar e Bangladesh, o Papa Francisco presidiu a oração do Ângelus da janela do Palácio Apostólico do Vaticano, e pediu para que os fieis se preparem para o Natal e estejam vigilantes para acolher Deus.

No primeiro domingo de Advento, o Pontífice explicou que “é o tempo que nos é dado para acolher o Senhor que vem ao nosso encontro, para verificar o nosso desejo de Deus, para olhar em frente e preparar-nos para o retorno de Cristo”, que vem a nós de diversas maneiras, como na festa de Natal que recorda sua vinda histórica, mas também sempre que estivermos “dispostos a recebê-lo”.

Francisco comentou que as leituras da liturgia do dia nos convidam a vigilantes e atentos. “A pessoa atenta, mesmo em meio ao barulho do mundo, não se deixa tomar pela distração ou pela superficialidade, mas vive de maneira plena e consciente, com uma preocupação voltada antes de tudo aos outros”.

“A pessoa atenta, também se preocupa com o mundo, buscando combater a indiferença e a crueldade presente nele”, mas também alegrando-se pelos tesouros de beleza que também existem e devem ser cuidados”.

O Pontífice também sublinhou que a pessoa vigilante é aquela que não “se deixa dominar pelo sono do desencorajamento, da falta de esperança, da desilusão” e ao mesmo tempo, “rejeita a solicitação de tantas vaidades de que o mundo está cheio e por trás das quais, às vezes, são sacrificados tempo e serenidade pessoal e familiar”.

Finalmente, nos convidou a não continuar a “vagar perdidos em nossos pecados e em nossas infidelidades” e a não buscar “a nossa felicidade em outro lugar”, mas sim a percorrer “o bom caminho, o caminho de fé, o caminho do amor”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

Pope Francis and Sweden's Catholic bishop Anders Arborelius arrive to Malmo arena for a Catholic mass in Sweden on Nov. 1, 2016. Photo courtesy of TT News Agency via Reuters/Emil Langvad

Vaticano, 04 Dez. 17 / 12:37 pm (ACI).- Em uma mensagem dirigida aos bispos, sacerdotes, religiosos e fiéis de todo o mundo por ocasião do Dia Mundial de Oração pelas Vocações, a ser celebrado em 22 de abril de 2018, o Papa Francisco recordou que “a nossa vida e a nossa presença no mundo são fruto duma vocação divina” e por isso é necessário um processo de discernimento para ajudar a descobri-la.

Durante a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos dedicada aos jovens, “particularmente à relação entre jovens, fé e vocação”, a ser realizado em outubro do próximo ano, o Pontífice refletiu sobre três conceitos: escuta, discernimento e vida.

“Na diversidade e especificidade de cada vocação, pessoal e eclesial, trata-se de escutar, discernir e viver esta Palavra que nos chama do Alto e, ao mesmo tempo que nos permite pôr a render os nossos talentos, faz de nós também instrumentos de salvação no mundo e orienta-nos para a plenitude da felicidade”, assinalou o Santo Padre.

Escutar

Francisco afirmou que “o chamado do Senhor não possui a evidência própria de uma das muitas coisas que podemos ouvir, ver ou tocar na nossa experiência diária”. Destacou que “Deus vem de forma silenciosa e discreta, sem Se impor à nossa liberdade. Assim pode acontecer que a sua voz fique sufocada pelas muitas inquietações e solicitações que ocupam a nossa mente e o nosso coração”.

Por isso, é preciso “preparar-se para uma escuta profunda da sua Palavra e da vida, prestar atenção aos próprios detalhes do nosso dia-a-dia, aprender a ler os acontecimentos com os olhos da fé e manter-se aberto às surpresas do Espírito”.

O Pontífice explicou que, para ouvir esse chamado do Senhor, é necessário abrir-se, sair de si mesmo. “Se permanecermos fechados em nós mesmos, nos nossos hábitos e na apatia de quem desperdiça a sua vida no círculo restrito do próprio eu, perdendo a oportunidade de sonhar em grande e tornar-se protagonista daquela história única e original que Deus quer escrever conosco”.

Entretanto, reconheceu que essa atitude de escuta “é cada vez mais difícil, imersos como estamos numa sociedade rumorosa, na abundância frenética de estímulos e informações que enchem a nossa jornada”. Deste modo, convidou à contemplação, “a refletir com serenidade sobre os acontecimentos da nossa vida e realizar um profícuo discernimento, confiados no desígnio amoroso de Deus a nosso respeito”.

Discernir

“Cada um de nós – explicou o Papa Francisco – só pode ??descobrir a sua própria vocação somente através do discernimento espiritual”. Insistiu que “a vocação cristã tem sempre uma dimensão profética”.

O Santo Padre afirmou que “hoje temos grande necessidade do discernimento e da profecia, de superar as tentações da ideologia e do fatalismo e de descobrir, no relacionamento com o Senhor, os lugares, instrumentos e situações através dos quais Ele nos chama. Todo cristão deveria poder desenvolver a capacidade de «ler por dentro» a vida e individuar onde e para quê o está a chamar o Senhor a fim de ser continuador da sua missão”.

Viver

Na mensagem, Francisco destacou a necessidade de assumir a vocação: “A vocação é hoje! A missão cristã é para o momento presente! E cada um de nós é chamado – à vida laical no matrimônio, à vida sacerdotal no ministério ordenado, ou à vida de especial consagração – para se tornar testemunha do Senhor, aqui e agora”.

“O Senhor continua chamando para segui-lo”, assegurou. “Não podemos esperar para ser perfeitos para dar como resposta o nosso generoso ‘eis-me aqui’, nem assustar-nos com as nossas limitações e pecados, mas acolher a voz do Senhor com coração aberto, discernir a nossa missão pessoal na Igrejae no mundo e, finalmente, vivê-la no ‘hoje’ que Deus nos concede”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Pope Francis closes the Holy Door to mark the closing of the Catholic Jubilee year of mercy at the in Saint Peter's Basilica at the Vatican on Nov. 20, 2016. Photo courtesy of Reuters/Tiziana Fabi/Pool

Vaticano, 30 Nov. 17 / 11:48 am (ACI).- Durante o seu discurso às autoridades, o Papa Francisco condenou novamente o uso que algumas pessoas fazem da religião a fim de “incentivar a divisão” e a violência.

Em uma clara alusão ao terrorismo jihadista internacional, o Santo Padre afirmou: “Em um mundo onde muitas vezes a religião é – escandalosamente – usada para fomentar a divisão, revela-se ainda mais necessário um tal gênero de testemunho do seu poder de reconciliação e união”.

Além disso, o Pontífice recordou o terrível ataque que ocorreu precisamente em Daca, no dia 1º. de julho de 2016, quando cinco assaltantes abriram fogo em um restaurante e em uma padaria de um bairro financeiro da capital, onde também há várias embaixadas. Eles fizeram dezenas de reféns e mataram vários policiais. Finalmente, os assaltantes foram mortos.

“Isto manifestou-se de forma particularmente eloquente na reação comum de indignação que se seguiu ao brutal ataque terrorista do ano passado aqui em Daca e na mensagem clara enviada pelas autoridades religiosas da nação, segundo a qual o santíssimo nome de Deus não pode jamais ser invocado para justificar o ódio e a violência contra outros seres humanos, nossos semelhantes”, acrescentou Francisco.

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Daca, 01 Dez. 17 / 08:30 am (ACI).- No segundo dia da sua visita a Bangladesh, o Papa Francisco celebrou uma Missa na manhã de hoje em Daca, na qual ordenou 16 novos sacerdotes, e os incentivou a ser coerentes com o Evangelho, acreditarem no que leem, ensinarem o que eles acreditam e praticarem o que ensinam.

A seguir, confira o texto completo da homilia do Santo Padre:

Queridos irmãos

Irmãos caríssimos!

No momento em que estes nossos filhos, que são familiares e amigos vossos, vão entrar na Ordem dos presbíteros, ponderai com atenção o grau do ministério a que eles são elevados.

É certo que todo o povo santo de Deus se torna, em Cristo, um sacerdócio real. No entanto, o nosso grande Sacerdote, Jesus Cristo, escolheu alguns discípulos para desempenharem na Igreja, em seu nome, o ministério sacerdotal em favor dos homens.

Enviado pelo Pai, Ele mesmo enviou os Apóstolos por todo o mundo a fim de continuar, por meio deles e dos Bispos que lhes haviam de suceder, a sua missão de Mestre, Sacerdote e Pastor. Ora os presbíteros são constituídos cooperadores dos Bispos e, associados a eles na missão sacerdotal, são chamados ao serviço do povo de Deus.

Estes irmãos, depois de séria e prolongada reflexão, vão ser ordenados para o sacerdócio na Ordem dos presbíteros, para servirem a Cristo, Mestre, Sacerdote e Pastor, por cujo ministério o seu Corpo, que é a Igreja, cresce e se edifica como templo santo e povo de Deus.

Vós, queridos filhos, que ides entrar na Ordem dos presbíteros, exercereis, no que vos compete, o sagrado múnus de ensinar em nome de Cristo, nosso Mestre. Distribuí a todos a palavra de Deus que vós mesmos recebestes com alegria. Meditando na lei do Senhor, procurai crer o que ledes, ensinar o que credes e viver o que ensinais. Seja o vosso ensino alimento para o povo de Deus, e o vosso viver motivo de alegria para os fiéis de Cristo, para edificardes, pela palavra e pelo exemplo, a casa que é a Igreja de Deus.

Exercereis também, em Cristo, o múnus de santificar. Pelo vosso ministério se realiza plenamente o sacrifício espiritual dos fiéis, unido ao sacrifício de Cristo, que, juntamente com eles, é oferecido pelas vossas mãos sobre o altar, de modo sacramental, na celebração dos santos mistérios.

Tomai, pois, consciência do que fazeis, imitai o que realizais. Celebrando o mistério da morte e da ressurreição do Senhor, esforçai-vos por fazer morrer em vós todo o mal e por caminhar na vida nova.

Ao fazer entrar os homens no povo de Deus pelo Batismo, ao perdoar os pecados em nome de Cristo e da Igreja no sacramento da Penitência, ao aliviar os enfermos com o óleo santo, ao celebrar os ritos sagrados, ao oferecer, nas horas do dia, o louvor com ações de graças e súplicas, não só pelo povo de Deus mas também por todo o mundo, lembrai-vos de que fostes assumidos de entre os homens e postos ao serviço dos homens nas coisas que são de Deus. Realizai, pois, com verdadeira caridade e alegria constante, o ministério de Cristo Sacerdote, não procurando os vossos interesses, mas sim os de Jesus Cristo.

Finalmente, ao exercer, na parte que vos compete, o ministério de Cristo, Cabeça do Corpo da Igreja e Pastor do seu povo, procurai, filhos caríssimos, unidos e atentos ao Bispo, congregar os fiéis numa só família, a fim de poderdes conduzi-los a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo.

Trazei sempre diante de vós o exemplo do Bom Pastor que veio não para ser servido mas para servir e para buscar e salvar o que estava perdido.

Fonte: http://www.acidigital.com

No discurso, Santo Padre recordou gravidade da situação dos refugiados originários de Rakhine e solidariedade de Bangladesh ao acolhê-los

Da Redação, com Boletim da Santa Sé 

O primeiro discurso do Papa Francisco em Bangladesh foi no encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático do país nesta quinta-feira, 30. Francisco reiterou o valor do diálogo e respeito pela diversidade para a reconciliação das divisões e destacou que a gravidade da situação dos refugiados não pode ficar alheia às consciências.

O Pontífice observou que Bangladesh é um Estado jovem e se esforça pela unidade de linguagem e cultura, respeitando as diferentes tradições e comunidades. Considerando que, no mundo de hoje, nenhuma comunidade pode sobreviver e progredir no isolamento, Francisco recordou os esforços do primeiro presidente do país, Sheikh Mujibur Rahma, em incorporar esse princípio, imaginando uma sociedade moderna, pluralista e inclusiva.

Acesse
.: Íntegra do discurso do Papa

“O futuro desta jovem democracia e a saúde da sua vida política dependem essencialmente da fidelidade a esta visão fundadora. Com efeito, só através dum diálogo sincero e do respeito pelas legítimas diversidades é que um povo pode reconciliar as divisões, superar perspetivas unilaterais e reconhecer a validade de pontos de vista divergentes”.

O Papa destacou ainda em seu discurso a generosidade e solidariedade do país em favor dos refugiados que chegaram em massa do estado de Rakhine, em Mianmar. Ele pontuou que ninguém pode deixar de estar consciente da gravidade da situação e enfatizou a necessidade de empenho para resolver essa crise.

“É necessário que a comunidade internacional implemente medidas resolutivas face a esta grave crise, não só trabalhando por resolver as questões políticas que levaram à massiva deslocação de pessoas, mas também prestando imediata assistência material ao Bangladesh no seu esforço por responder eficazmente às urgentes carências humanas”.

O Papa também ressaltou que, embora sua visita seja dirigida à comunidade católica de Bangladesh, ele considera um momento privilegiado o encontro com líderes ecumênicos e inter-religiosos. Será uma oportunidade de rezar pela paz e reafirmar o compromisso de trabalhar por ela.

“Num mundo onde muitas vezes a religião é – escandalosamente – usada para fomentar a divisão, revela-se ainda mais necessário um tal género de testemunho do seu poder de reconciliação e união”, disse o Papa, recordando que isso foi manifestado no posicionamento das autoridades religiosas de Bangladesh frente ao ataque terrorista na capital Daca no ano passado, uma mensagem segundo a qual o nome de Deus jamais pode ser invocado para justificar ódio e violência.

Apesar do número de católicos ser reduzido em Bangladesh, Francisco considerou que eles procuram desempenhar um papel construtivo no desenvolvimento da nação. Ele destacou que a Igreja aprecia a liberdade de beneficiar de praticar a sua fé e realizar as suas obras sócio- caritativas.

“Agradeço a vossa atenção e asseguro-vos as minhas orações, para que, nas vossas nobres responsabilidades, sejais sempre inspirados pelos altos ideais de justiça e serviço aos vossos concidadãos. De bom grado invoco, sobre vós e sobre todo o povo do Bangladesh, as bênçãos divinas da harmonia e da paz”, concluiu.

Fonte: https://noticias.cancaonova.com/

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Pope Francis will deliver the majority of his remarks in Spanish during his U.S. tour

Vaticano, 29 Nov. 17 / 11:12 am (ACI).- A cura, o acompanhamento e a profecia são as três palavras que, segundo o Papa Francisco, devem articular a ação da Igreja em Mianmar.

Em um discurso pronunciado durante o encontro que o Santo Padre teve com os Bispos de Mianmar, país cujo nome oficialmente reconhecido pela comunidade internacional é Birmânia, o Pontífice reconheceu as fatigas do ministério episcopal e sacerdotal neste país asiático, e disse que uma “árdua” atividade pastoral que os bispos e sacerdotes desenvolvem.

Cura

O Santo Padre começou recordando que “o Evangelho é, sobretudo, uma mensagem de cura, reconciliação e paz”.

“Em Mianmar, esta mensagem tem uma ressonância especial – explicou -, pois o país está empenhado em superar divisões profundamente radicadas e construir a unidade nacional”.

Porque “as comunidades ficaram com as marcas deste conflito e deram testemunhas corajosas da fé e das tradições antigas; para vocês, a pregação do Evangelho não só deve ser apenas uma fonte de consolo e fortaleza, mas também um chamado a favorecer a unidade, a caridade e a cura na vida do povo”.

“A unidade que compartilhamos e celebramos nasce da diversidade”, insistiu.

Além disso, elogiou a comunidade católica de Mianmar e assegurou que ela “pode ??estar orgulhosa do seu testemunho profético de amor a Deus e ao próximo, que se traduz no compromisso a favor dos pobres, daqueles que estão privados de direitos e sobretudo, nestes tempos, a favor dos inúmeros desalojados que, por assim dizer, jazem feridos na beira da estrada”.

Outro aspecto importante deste ministério de cura é o “compromisso com o diálogo ecumênico e a colaboração inter-religiosa. Peço para que seus esforços contínuos na construção de pontes de diálogo e na união com os seguidores de outras religiões deem frutos abundantes para a reconciliação da vida do País”.

Acompanhamento

O Papa Francisco insistiu que uma das principais funções do Bispo é acompanhar o seu povo: “Um bom pastor está constantemente junto com o seu rebanho, conduzindo-o enquanto caminha com ele. Como eu gosto de dizer, o pastor deveria ter cheiro de ovelha”.

“Como bispos, suas vidas e seu ministério são chamados a conformar-se ao espírito de envolvimento missionário, sobretudo através de visitas pastorais regulares às paróquias e comunidades que formam as suas Igrejas locais”.

Também recordou a herança do trabalho dos primeiros missionários que anunciaram o Evangelho nas terras birmanesas: “Graça de Deus, a Igreja em Mianmar herdou dos missionários que trouxeram o Evangelho a esta terra, uma fé sólida e um fervoroso zelo missionário. Sobre estas bases firmes, e em comunhão com os sacerdotes e religiosos, continuam infundindo o laicado o espírito de um autêntico discipulado missionário, buscando uma sábia enculturação da mensagem evangélica na vida diária e nas tradições das suas comunidades”.

Do mesmo modo, destacou a importância dos jovens para o futuro da Igreja e da sociedade, por isso, pediu aos bispos “um envolvimento especial no acompanhamento dos jovens”. “Uma das grandes bênçãos da Igreja de Mianmar é a sua juventude e, especialmente, o número de seminaristas e jovens religiosos”, destacou.

Profecia

Finalmente, ressaltou que “a Igreja em Mianmar testemunha diariamente o Evangelho graças às suas obras de caridade e educativas, a sua defesa dos direitos humanos e o seu apoio aos princípios democráticos”.

“Que a comunidade católica continue a ter um papel construtivo na vida da sociedade, fazendo ouvir a sua voz nas questões de interesse nacional, principalmente insistindo no respeito pela dignidade e os direitos de todos, particularmente dos mais pobres e vulneráveis”, pediu aos Bispos.

Antes de finalizar o discurso, Francisco recordou que o mesmo São Pedro “recordou qual era o primeiro dever do Bispo: rezar e anunciar a Palavra de Deus. Rezar é a primeira obrigação dos Bispos. Cada um de nós deve se perguntar, durante o exame de consciência à noite: Quantas horas dedico à oração todos os dias?”.

Nesse sentido, sublinhou que “o Bispo não só deve ter cheiro de ovelha, mas também ter o cheiro de Deus”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Pope Francis leads the weekly audience at the Vatican on August 31, 2016. Photo courtesty of REUTERS/Stefano Rellandini

Vaticano, 25 Nov. 17 / 09:14 am (ACI).- Mostrando o seu bom humor, o Papa Francisco brinca com um grupo de jovens sobre mulheres solteiras que rezam a Santo Antônio para pedir-lhe um namorado.

Em uma recente audiência geral realizada na Praça de São Pedro no Vaticano, o Pontífice se aproximou de um grupo de jovens da cidade italiana de Pádua e conversou brevemente com eles.

Este momento foi filmado e publicado pelo jornal italiano Il Messaggero em 23 de novembro.

Depois de saudá-los, o Pontífice disse aos jovens que “Santo Antônio é muito venerado na Argentina, o padroeiro das meninas que pedem namorado”.

Em seguida, Francisco brincou: “Quando as jovens têm 20 anos, pedem: ‘Santo Antônio, que ele venha, que ele tenha e que convenha’. Depois, aos 30 anos, se (o namorado) ainda não chegou, eles dizem: ‘Santo Antônio, que ele venha e tenha’. E aos 40: ‘Santo Antônio, que venha, de qualquer jeito!’”.

Depois da risada dos jovens, o Santo Padre se despediu com o seu tradicional apelo para que não se esqueçam de rezar por ele.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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VATICANO, 26 Nov. 17 / 12:00 pm (ACI).- Durante a oração do Ângelus na Praça de São Pedro, na Solenidade de Cristo Rei, o Papa Francisco recordou que Jesus, além de pastor, também é Rei e Juiz e, ao final dos tempos “nos julgará pelo nosso esforço concreto em amar e servir Jesus em nossos irmãos menores e necessita”.

O Santo Padre recordou que o reinado de Jesus “é um reinado de orientação, de serviço e também um reinado que, no final dos tempos, será afirmado como um julgamento. Hoje temos diante de nós Cristo como rei, pastor e juiz, que mostra os critérios de pertença ao Reino de Deus”.

“O Evangelho de hoje começa com uma visão grandiosa. Jesus se dirige aos seus discípulos e diz: ‘Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso’. Esta é a apresentação solene da história do Juízo Universal”, explicou.

Então, o Juízo começará: “Disse-lhes aos que estão à sua direita: ‘Vinde! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar”.

Ante essa afirmação, “os justos ficam surpresos, porque não se lembram de ter encontrado antes Jesus e muito menos de tê-lo ajudado daquela forma. Então Ele declara: ‘todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’”.

“Estas palavras – continuou o Papa – nunca deixam de nos surpreender, porque nos revela até que ponto chega o amor de Deus: até o ponto de se colocar em nosso lugar, mas não quando estamos bem, saudáveis e felizes. Não, só quando estamos necessitados. E desta forma, escondida, Ele se deixa encontrar, nos estende a mão, como um mendicante”.

Assim, “Jesus revela o critério decisivo de seu juízo, ou seja, o amor concreto pelo próximo com dificuldades. E assim revela o poder do amor, a realeza de Deus: solidário com quem sofre para suscitar em todos os lugares atitudes e obras de misericórdia”.

“A parábola do Juízo continua apresentando o Rei que afasta de si aqueles que durante a sua vida não se preocuparam pelas necessidades de seus irmãos. Também neste caso, eles ficam surpresos e perguntam: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’. Deste modo, queriam dizer: ‘Se tivéssemos visto, certamente teríamos ajudado!’ Mas o rei responde: ‘Todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’”.

O Pontífice insistiu: “No fim de nossas vidas, seremos julgados pelo amor, isto é, pelo nosso esforço concreto em amar e servir Jesus em nossos irmãos menores e necessitados”. E recordou: “Aquele mendicante, aquele afamado, aquele encarcerado, aquele doente é Jesus. Pensemos nisto”.

“Jesus virá no final dos tempos para julgar todas as nações, mas vem a nós todos os dias, em muitas maneiras, e nos pede para acolhê-lo. Que a Virgem Maria nos ajude a encontrá-lo e recebê-lo em sua Palavra e na Eucaristia, e ao mesmo tempo, nos irmãos e irmãs que sofrem com a fome, a doença, a opressão, a injustiça”, concluiu.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Vaticano, 24 Nov. 17 / 03:50 pm (ACI).- Em uma audiência com os membros da Comissão Mista para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Assíria do Oriente, o Papa Francisco expressou seu desejo de continuar no caminho da unidade e recordou os cristãos perseguidos, mas também denunciou a violência dos extremistas.

“Podemos olhar com maior confiança o amanhã e pedir ao Senhor que o prosseguimento de vossos trabalhos contribua para aproximar aquele dia abençoado e tão esperado, no qual teremos a alegria de celebrar no mesmo altar a plena comunhão na Igreja de Cristo”.

O Santo Padre sublinhou o valor da Cruz e afirmou que o Crucificado ressuscitado “é a nossa salvação e a nossa própria vida: da sua cruz gloriosa brota a esperança e a paz, dela surge a unidade entre os sagrados mistérios que celebramos, mas também entre nós, que fomos batizados na mesma morte e ressurreição do Senhor”.

Ele também se referiu às perseguições que sofrem atualmente e as violências “perpetradas em nome de extremistas fundamentalistas”.

“Situações com este trágico sofrimento acontecem mais facilmente em contextos de grande pobreza, injustiça e exclusão social, normalmente devido à instabilidade, fomentada pelos interesses externos, pelos conflitos, que recentemente provocaram situações de grave necessidade, originando verdadeiros e próprios desertos culturais e espirituais, nos quais é mais fácil manipular e incentivar o ódio”.

Ao mencionar os imigrantes, recordou que muitos enfrentam dificuldades para integrar-se posteriormente na sociedade e pediu que os cristãos estejam atentos a eles.

Francisco se despediu com o desejo de “curar completamente as feridas que no mundo de hoje se abrem pelos desastres das violências e das guerras”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Pope Francis will deliver the majority of his remarks in Spanish during his U.S. tour

“Se o amor de Cristo está em mim – disse o Papa – posso doar-me plenamente ao outro”

“Quando vamos à Missa é como se fôssemos a um Calvário. (…) Cada celebração da Eucaristia é um raio daquele sol sem ocaso que é Jesus ressuscitado”.

Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco deu prosseguimento ao ciclo de catequeses sobre a Missa, falando sobre a “Missa, memorial do mistério pascal de Cristo”.

Mas, essencialmente, o que é a Missa? – perguntou Francisco aos cerca de 15 mil fiéis presentes na Praça São Pedro à uma temperatura de 10°C.

“A Missa é o memorial do Mistério pascal de Cristo. Ela nos torna partícipes na sua vitória sobre o pecado e a morte e dá significado pleno a nossa vida” – respondeu – ressaltando, que para compreender o seu valor, devemos antes de tudo entender o significado bíblico de “memorial”. E explicou:

“Este não é somente a recordação – o memorial não é somente uma recordação – não é somente uma recordação dos acontecimentos do passado, mas o memorial os torna de certo modo presentes e atuais. Precisamente assim Israel entende a sua libertação do Egito: toda vez que é celebrada a Páscoa, os acontecimentos do Êxodo tornam-se presentes na memória dos fiéis para que conformem a própria vida a eles”.

“Jesus, com sua paixão, morte, ressurreição e ascensão ao Céu, levou a Páscoa ao seu cumprimento”, completou.

Assim, a Missa “é o memorial da sua Páscoa, de seu “êxodo”, que realizou por nós, para nos fazer sair da escravidão e nos introduzir na terra prometida da vida eterna. Não é somente uma recordação, não, é mais do que isto: é fazer presente o que aconteceu há 20 séculos”.

Assim, “a Eucaristia nos leva sempre ao ápice da ação de salvação de Deus: o Senhor Jesus, fazendo-se pão partido por nós, derrama sobre nós toda a sua misericórdia e o seu amor, como fez na cruz, renovando o nosso coração, a nossa existência e o nosso modo de nos relacionarmos com Ele e com os irmãos”:

“Cada celebração da Eucaristia é um raio daquele sol sem ocaso que é Jesus ressuscitado. Participar da Missa, em particular no domingo, significa entrar na vitória do Ressuscitado, ser iluminados pela sua luz, aquecidos pelo seu calor. Por meio da celebração eucarística, o Espírito Santo nos torna partícipes da vida divina que é capaz de transfigurar todo o nosso ser mortal. Na sua passagem da morte à vida, do tempo à eternidade, o Senhor Jesus nos leva com Ele para fazer a Páscoa. Na Missa se faz Páscoa. Nós, na Missa, estamos com Jesus, morto e ressuscitado e Ele nos leva para frente, para a vida eterna. Na Missa nos unimos a Ele. Antes ainda, Cristo vive em nós e nós vivemos n’Ele (…). Assim pensava São Paulo”.

O seu sangue – completa o Santo Padre – “nos liberta da morte e do medo da morte”:

“Nos liberta não somente do domínio da morte física, mas da morte espiritual que é o mal, o pecado, que toma conta de nós cada vez que caímos vítima do pecado nosso ou dos outros. E então a nossa vida é sujada, perde a beleza, perde o significado, esmorece”.

Cristo, pelo contrário “nos dá a vida novamente; Cristo é a plenitude da vida, e quando enfrentou a morte, a aniquilou para sempre”:

“A Páscoa de Cristo é a vitória definitiva sobre a morte, porque Ele transformou a sua morte em supremo ato de amor. Morreu por amor. E na Eucaristia, Ele quer nos comunicar este seu amor pascal, vitorioso. Se o recebemos com fé, também nós podemos amar verdadeiramente Deus e o próximo, podemos amar como Ele nos amou, dando a vida”.

E “se o amor de Cristo está em mim – sublinhou o Papa – posso doar-me plenamente ao outro, na certeza interior de que mesmo que o outro me fira, eu não morrerei. Caso contrário, deverei defender-me”:

“Os mártires deram a sua vida justamente por esta certeza da vitória de Cristo sobre a morte. Somente se experimentamos este poder de Cristo, o poder de seu amor, somos realmente livres para nos doar sem medo”.

E esta é a Missa – enfatizou o Papa – entrar nesta paixão, morte, ressurreição, ascensão de Jesus:

“E quando vamos à Missa é como se fôssemos a um Calvário, é a mesma coisa. Mas pensem: se vamos ao Calvário – pensemos usando a imaginação –  naquele momento, nós sabemos que aquele homem ali é Jesus. Mas, nós nos permitiremos ficar conversando, tirar fotografias, fazer um pouco o espetáculo? Não! Porque é Jesus! Nós, certamente estaremos em silêncio, no choro, e também na alegria de sermos salvos. Quando nós entramos na Igreja para celebrar a Missa, pensemos isto: entro no Calvário, onde Jesus dá a sua vida por mim, e assim desaparece o espetáculo, desaparecem as conversas, os comentários, e estas coisas que nos distanciam disto que é tão bonito que é a Missa, o triunfo de Jesus”.

Penso que agora esteja mais claro – disse Francisco ao concluir – como a Páscoa nos torna presente e atuante cada vez que celebramos a Missa, isto é, o sentido de memorial”.

(Rádio Vaticano)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Vaticano, 22 Nov. 17 / 12:00 pm (ACI).- O Papa Francisco erigiu uma nova Diocese no Brasil, a de Cruz das Almas (BA), desmembrada da Arquidiocese de Salvador, e nomeou como seu primeiro Bispo Dom Antônio Tourinho Neto, até então Bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife (PE).

A nova Diocese desmembrada da Arquidiocese de Salvador será composta pelos municípios de Cabaceiras do Paraguaçu, Cachoeira, Cruz das Almas, Governador Mangabeira, Maragogipe, Muritiba, Santo Amaro, São Félix, Sapeaçu e Saubara.

Em uma nota por meio da qual anunciou o desmembramento, a Arquidiocese de Salvador afirma que “a criação desta Diocese é um antigo sonho dos fiéis do Recôncavo Baiano”.

“Agradecemos ao Santo Padre por ter acolhido o antigo desejo do povo do Recôncavo, felicitamos os fiéis da nova Diocese e pedimos que todos elevem preces aos céus pelo povo da nova Diocese e, particularmente pelo seu Bispo Diocesano”, acrescenta a nota assinada pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

Com uma área de 2.409 km², a nova Diocese de Cruz das Almas abrange uma população de 324.392 pessoas, das quais, 191.228 são católicas. Possui16 paróquias, 19 sacerdotes diocesanos, 7 diáconos permanentes, 4 seminaristas e 18 religiosas.

A instalação da nova Diocese acontecerá no dia 28 de janeiro, às 10h, na Matriz da Paróquia Nossa do Bom Sucesso.

Primeiro Bispo

Dom Antônio Tourinho Neto é natural de Jequié (BA), tendo nascido em 9 de janeiro de 1964. Estudou Filosofia na Universidade Católica de Salvador (1982-1984) e Teologia no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio de Janeiro (1985-1988). Possui pós-graduação em Direito Canônico pelo Pontifício Instituto Superior de Direito Canônico do Rio de Janeiro.

Foi ordenado sacerdote em 20 de janeiro de 1990, incardinado na Diocese de Jequié. Em 12 de novembro de 2014, foi nomeado Bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife, tendo recebido a ordenação episcopal em 17 de janeiro de 2015.

Em uma carta de saudação à nova Diocese de Cruz das Almas, Dom Tourinho Neto agradeceu “imensamente a Arquidiocese de São Salvador da Bahia pela generosidade em doar uma parte do seu território para que se constituísse uma nova Diocese em terras baianas”.

Também recomendou seu “episcopado e a nova Diocese a Nossa Senhora do Bom Sucesso, excelsa Padroeira de Cruz das Almas”.

“Irei como pastor desta porção do Povo de Deus, tendo em vista um princípio: fazer-me servo por amor, pois creio que ‘o amor vence tudo’”, afirmou.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Francisco recordou ainda as populações que vivem uma dolorosa pobreza por causa da guerra e dos conflitos

Para seguir adiante e crescer no caminho da vida é preciso não ter medo: é preciso ter confiança. Foi a exortação do Santo Padre no Angelus, ao meio-dia deste domingo (19/11), 1º Dia Mundial dos Pobres. O Papa partiu do Evangelho dominical (Mt 25,14-30), que nos traz a parábola dos talentos, para convidar-nos  a não desperdiçar os dons que Deus nos deu.

Referindo-se ao comportamento do terceiro servo que por medo de seu senhor enterrou o talento que lhe fora confiado, ressaltou que este servo não tem com seu patrão uma relação de confiança, mas de medo dele, e isso o paralisa. O medo imobiliza sempre e muitas vezes leva a escolhas equivocadas. Francisco afirmou que esta parábola nos faz entender como é importante ter uma ideia verdadeira de Deus.

“Não devemos pensar que Ele seja Senhor inclemente, duro e severo que quer nos punir. Se dentro de nós há esta imagem equivocada de Deus, então nossa vida não poderá ser fecunda, porque viveremos no medo e isso não nos levará a nada de bom. Somos chamados a refletir para descobrir qual é verdadeiramente nossa ideia de Deus.”

Já no Antigo Testamento ele se revelou como “Deus misericordioso e compassivo, lento à ira e rico de amor e de fidelidade” , lembrou o Pontífice. E Jesus sempre nos mostrou que Deus não é um Senhor severo e intolerante, mas um Pai repleto de amor, de ternura, um Pai cheio de bondade. Portanto, podemos e devemos ter uma imensa confiança n’Ele”, acrescentou.

“Jesus nos mostra a generosidade e a solicitude do Pai em muitos modos: com a sua palavra, com seus gestos, com seu acolhimento a todos, especialmente para com os pecadores, os pequenos e os pobres – como hoje nos recorda também o 1º dia Mundial dos Pobres –; mas também com suas advertências, que revelam seu interesse a fim de que não desperdicemos inutilmente nossa vida. Efetivamente, é sinal de que Deus tem grande estima por nós: essa consciência nos ajuda a ser pessoas responsáveis em toda nossa ação.”

Portanto, a parábola dos talentos nos chama a uma responsabilidade pessoal e a uma fidelidade que se torna também capaz de colocar-nos novamente a caminho em novas estradas, sem “enterrar o talento”, ou seja, os dons que Deus nos confiou, e dos quais nos pedirá conta, acrescentou.

Após a oração mariana, o Papa lembrou aos presentes na Praça São Pedro que este sábado foi proclamado Beato em Detroit, nos EUA, Francisco Solano, sacerdote da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.

“Humilde e fiel discípulo de Cristo, distinguiu-se por um incansável serviço aos pobres. Seu testemunho ajude sacerdotes, religiosos e leigos a viver com alegria a união entre anúncio do Evangelho e amor aos pobres”, frisou Francisco.

“Foi o que quisemos evocar com o Dia Mundial dos Pobres, celebrado este domingo, que em Roma e nas dioceses do mundo se expressa em muitas iniciativas de oração e de partilha. Faço votos de que os pobres estejam no centro de nossas comunidades não somente em momentos como este, mas sempre; porque eles estão no coração do Evangelho, neles encontramos Jesus que nos fala e nos interpela através de seus sofrimento se de suas necessidades.”

Francisco recordou também as populações que vivem uma dolorosa pobreza por causa da guerra e dos conflitos, renovando à comunidade internacional um veemente apelo a fazer todo esforço possível em favor da paz, em particular no Oriente Médio.

“Dirijo um pensamento especial ao querido povo libanês e rezo pela estabilidade do país, a fim de que possa continuar sendo uma ‘mensagem’ de respeito e convivência para toda a região e para o mundo inteiro”, afirmou ainda.

“Rezo também pelos homens, as pessoas da tripulação do submarino militar argentino desaparecido”, acrescentou o Pontífice recordando por fim, este domingo, o Dia de recordação das vítimas das estradas, instituído pela Onu, exortando os motoristas à prudência e ao respeito pelas normas de trânsito, qual primeira forma de tutela para si e para os outros.

(Rádio Vaticano)

Fonte: https://pt.aleteia.org/