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O uso responsável da riqueza em prol do bem comum está no coração do Evangelho e não deve ser manipulado como bandeira ideológica

Durante a Missa celebrada na Casa Santa Marta na manhã desta quinta-feira, 24, o Papa Francisco lamentou as manipulações que identificam como “comunistas” aqueles que pregam o espírito cristão de pobreza no sentido de desprendimento material. Em suas palavras, “a pobreza está no centro do Evangelho” e não deve ser manipulada como bandeira de ideologias sócio-políticas.

Em sua homilia, o Papa nos exortou a “tomar distância das riquezas, porque estas nos foram oferecidas por Deus para doá-las aos outros“, e advertiu contra as riquezas “apodrecidas”, recordando as palavras de Jesus àqueles que se apegam aos bens materiais: “Ai de vós!“.

O Santo Padre observou que, muitas vezes, quando um sacerdote faz uma pregação contra os apegos materiais, “no dia seguinte aparece nos jornais: ‘Aquele padre é comunista!’. Mas a pobreza está no centro do Evangelho. A pregação sobre a pobreza está no centro da pregação de Jesus: ‘Bem-aventurados os pobres’ é a primeira das Bem-aventuranças!”.

Francisco disse que a pobreza “é a carteira de identidade com a qual Jesus se apresenta quando volta ao seu vilarejo, a Nazaré”. Na sinagoga, Ele anunciou:

“O Espírito está sobre mim. Fui enviado para anunciar o Evangelho, a Boa Nova aos pobres, o alegre anúncio aos pobres”.

Apesar disso, de acordo com o Papa, “sempre tivemos na história esta fraqueza de tentar deixar de lado esta pregação sobre a pobreza, acreditando que se trata de algo social, político. Não! É Evangelho puro, é Evangelho puro”.

O Papa ressaltou que quando Jesus clama contra os “ricos”, ele não se refere a quem tem dinheiro e o usa com solidariedade, responsabilidade e a serviço do bem comum, mas sim àqueles que fizeram das riquezas “uma idolatria”. Jesus destacou: “Não se pode servir a dois senhores. Ou você serve a Deus ou às riquezas”.

Quando se atribui uma “categoria de senhorio às riquezas, se vai contra o primeiro mandamento: amar a Deus com todo o coração”. Além disso, a idolatria das riquezas também atenta “contra o segundo mandamento, porque destrói a relação harmoniosa entre nós, homens: ‘estragamos a vida’, ‘estragamos a alma’”.

O Papa enfatizou sobre as riquezas idolatradas:

“Elas nos tiram a harmonia com os irmãos, o amor ao próximo, nos tornam egoístas. Também aqui, na Itália, para salvar os grandes capitais, deixam as pessoas sem trabalho. Isto vai contra o segundo mandamento. E quem faz isto: ‘Ai de vós!’. Não [sou] eu [que digo], é Jesus. Ai de vocês que exploram as pessoas, que exploram o trabalho, que pagam de maneira informal, que não pagam a contribuição para a aposentadoria, que não dão férias. ‘Ai de vós!’”

Francisco prosseguiu:

“Fazer ‘economias’, fraudar o que se deve pagar, o salário, é pecado, é pecado! ‘Não, padre, eu vou à missa todos os domingos e participo daquela associação católica e sou muito católico e faço a novena disso…’ Mas você não paga? Essa injustiça é pecado mortal. Você não está nas graças de Deus. Não sou eu que estou dizendo, é Jesus, é o apóstolo Tiago. Por isso as riquezas nos afastam do segundo mandamento, do amor ao próximo”.

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A partir de matéria da agência ACI Digital

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Papa Francisco inicia catequese sobre o sacramento da Crisma

Apesar do mau tempo, milhares de fiéis participaram com o Papa Francisco da Audiência Geral desta quarta-feira (23/05).

Na Praça S. Pedro, os peregrinos ouviram o Pontífice iniciar um novo ciclo de catequeses, desta vez dedicado ao sacramento da Crisma, também chamado Confirmação, quando os fiéis recebem o dom do Espírito Santo.

Aos seus discípulos, Jesus confiou uma grande missão: ser sal da terra e luz do mundo. “São imagens que nos levam a pensar no nosso comportamento, porque seja a carência, seja o excesso de sal comprometem o alimento, assim como a falta ou excesso de luz impedem de ver”, disse o Papa, acrescentando que somente o Espírito de Cristo nos dá o sabor e a luz que clareia o mundo.

Este dom é recebido justamente no Sacramento da Confirmação. “Confirmação porque confirma o Batismo e reforça a sua graça; assim também “Crisma” porque recebemos o Espírito mediante a unção com o “crisma” – óleo consagrado pelo Bispo – termo que remete a “Cristo”, o Ungido pelo Espírito.

Renascer para a vida divina no Batismo é o primeiro passo, explicou o Papa, depois é preciso se comportar como filhos de Deus, ou seja, conformar-se ao Cristo que atua na santa Igreja.

“Sem a força do Espírito Santo não podemos fazer nada. Assim como toda a vida de Jesus foi animada pelo Espírito, assim também a vida da Igreja e de cada seu membro está sob a guia do mesmo Espírito.”

Francisco ressaltou o modo com o qual Jesus se apresenta na sinagoga de Nazaré, a sua a carteira de identidade, isto é, Ungido pelo Espírito. «O Espírito do Senhor está sobre mim; por isso me consagrou com a unção e me enviou a levar aos pobres o alegre anúncio » (Lc 4,18).

O “Respiro” do Cristo Ressuscitado enche de vida os pulmões da Igreja. Pentecostes é para a Igreja aquilo que para Cristo foi a unção do Espírito recebida no Jordão, isto é, o impulso missionário a viver a vida pela santificação dos homens, a glória de Deus.

No momento de fazer a unção, explicou ainda Francisco, o bispo diz estas palavras: “Receba o Espírito Santo que lhe foi confiado como dom”.

“É o grande dom de Deus”, finalizou o Pontífice. “Todos nós temos o Espírito dentro, o Espírito está no nosso coração, na nossa alma. E o Espírito nos guia para que nos tornemos sal e luz na medida certa aos homens. O testemunho cristão consiste em fazer somente e tudo aquilo que o Espírito de Cristo nos pede, concedendo-nos a graça de o realizar.”

(Vatican News)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Vaticano, 22 Mai. 18 / 10:00 am (ACI).- “Não é pecado criticar o Papa aqui”, assegurou o Santo Padre diante dos bispos italianos durante o discurso de abertura da Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI).

O Pontífice quis falar abertamente ante os bispos e compartilhar três principais preocupações sobre a Igreja na Itália: a crise de vocações, a pobreza evangélica e a redução e anexação das dioceses.

“Pensei, depois de agradecer por todo o trabalho que fazem, que é muito, em compartilhar com vocês três de minhas preocupações, mas não para nos batermos, e sim para dizer que essas coisas me preocupam… vocês verão. E dar-lhes a palavra, que que me dirijam todas as palavras, suas ansiedades, críticas – não é pecado criticar o Papa aqui! Não é pecado. Pode-se fazer – e inspirações que levam no coração”, foram as palavras do Santo Padre.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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Se a Igreja se esquece que é mãe, torna-se tristemente uma Igreja de solteirões, que vivem no isolamento, incapazes de amor

“A Igreja é feminina”, “é mãe” e quando falta esta identidade ela se torna “uma associação beneficente ou um time de futebol”; quando “é uma Igreja masculina”, infelizmente se torna “uma Igreja de solteirões”, “incapaz de amor, incapaz de fecundidade”.

Foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada nesta segunda-feira (21/05), na capela da Casa Santa Marta, dia em que a Igreja recorda a Beata Virgem Maria, Mãe da Igreja. Esta memória é celebrada pela primeira vez, este ano, após a publicação em 3 de março passado, do decreto “Ecclesia Mater” da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

O Papa Francisco quis que esta memória fosse celebrada na segunda-feira depois de Pentecostes para “favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos pastores, nos religiosos e fiéis, como também a genuína piedade mariana”.

Na homilia, o Santo Padre ressaltou que nos Evangelhos, Maria sempre é indicada como “Mãe de Jesus”, não “a Senhora” ou “a viúva de José”: a sua maternidade percorre toda a Sagrada Escritura, desde a Anunciação até o fim. Uma especificidade que os Padres da Igreja entenderam rapidamente, bem que alcança e cinge a Igreja.

“A Igreja é feminina, porque é igreja, esposa: é feminina. É mãe, dá à luz. Esposa e mãe. E os Padres vão além e dizem: ‘A sua alma também é esposa de Cristo e mãe’. Nessa atitude de Maria, que é Mãe da Igreja, neste comportamento podemos entender essa dimensão feminina da Igreja que, quando não existe, a Igreja perde a verdadeira identidade e se torna uma associação beneficente ou um time de futebol ou qualquer outra coisa, mas não a Igreja.”

Somente uma Igreja feminina poderá ter “comportamentos de fecundidade”, segundo as intenções de Deus, que “quis nascer de uma mulher para nos ensinar este caminho de mulher”.

“O importante é que a Igreja seja mulher, que tenha esta atitude de esposa e mãe. Quando nos esquecemos disso, é uma Igreja masculina, sem esta dimensão, e se torna tristemente uma Igreja de solteirões, que vivem no isolamento, incapazes de amor, incapazes de fecundidade. Sem a mulher, a Igreja não vai adiante, porque ela é mulher. Esta atitude de mulher vem de Maria, porque Jesus quis assim.”

Uma das virtudes que mais distingue uma mulher, observou o Papa Francisco, é a ternura, como Maria que “deu à luz seu filho primogênito, o enfaixou e o colocou numa manjedoura”: cuidar, com mansidão e humildade são as qualidades fortes das mães”.

“Uma Igreja que é mãe segue o caminho da ternura. Conhece a linguagem da sabedoria do carinho, do silêncio, do olhar cheio de compaixão, que tem gosto de silêncio. E, também, uma alma, uma pessoa que vive essa pertença à Igreja, sabendo que também é mãe, deve seguir o mesmo caminho: uma pessoa afável, terna, sorridente e cheia de amor”.

(Vatican News)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Pope Francis greets participants in a special audience with members of the International Union of Superiors General on Thursday in the Paul VI hall at the Vatican.

Vaticano, 18 Mai. 18 / 09:14 am (ACI).- Durante a homilia da Missa que presidiu nesta sexta-feira, 18 de maio, na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco assegurou que o pastor não deve cair na tentação de “enfiar o nariz na vida dos outros”.

Ao meditar sobre a passagem do Evangelho que narra o último diálogo entre o Senhor e Pedro, Francisco explicou que “o pastor ama, apascenta e se prepara para a cruz, para o despojamento e não enfia o nariz na vida dos outros, não perde tempo em alianças, em alianças eclesiásticas. Ama, apascenta e se prepara e não cai na tentação”.

Em sua homilia, o Pontífice recordou que a atitude fundamental do discípulo é o amor que configura “a identidade de um bispo, de um padre, é ser pastor”.

“‘Ama-me, apascenta e prepara-te’. Ama-me mais do que os outros, ama-me como puder, mas me ama. É o que o Senhor pede aos pastores e também a todos nós. ‘Ama-me’. O primeiro passo no diálogo com o Senhor é o amor”, disse.

Em seguida, o Papa assinalou que quem abraça o Senhor está destinado ao “martírio”, a “carregar a cruz”, para ser conduzido para onde não deseja.

“Preparar-se para as provações, a deixar tudo para que venha outro e faça coisas diferentes. Prepare-se para esta aniquilação na vida. E o levarão na estrada das humilhações, talvez para a estrada do martírio”.

Do mesmo modo, Francisco destacou que “aqueles que quando você era pastor o louvavam e falavam bem de você, agora falarão mal, porque o outro que vem parece melhor. Prepare-se. Prepare-se para a cruz quando o levarem para onde você não quer. ‘Ama-me, apascenta e prepara-te’. Esta é a rota de um pastor, a bússola”.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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 Quem não é capaz de dominar a língua acaba se perdendo, diz o Papa

O Papa Francisco, em sua homilia de hoje, fez uma dura advertência contra a tentação de se intrometer na vida dos outros.

Papa Francisco

Coloque-se no seu lugar, não enfie o nariz na vida dos outros.

O Papa comentava o trecho do Evangelho de João que descreve o último diálogo entre Jesus e Pedro.

Francisco recordou as três indicações que Jesus dirige a Pedro: “ama-me, apascenta e prepara-te”.

Antes de tudo, o amor, a gramática essencial para ser verdadeiros discípulos do Filho de Deus; e, depois, apascentar, cuidar, porque a verdadeira identidade do pastor é apascentar, “a identidade de um bispo, de um padre, é ser pastor”.

Papa Francisco

Ama-me, apascenta e prepara-te. Ama-me mais do que os outros, ama-me como puder, mas me ama. É o que o Senhor pede aos pastores e também a todos nós. ‘Ama-me.’ O primeiro passo no diálogo com o Senhor é o amor.

Língua é faca

Em uma homilia de janeiro de 2018, o Papa havia abordado o problema da intromissão na vida dos outros através de fofocas e calúnias.

Papa Francisco

Hoje, em alguma paróquia (a de vocês, não, a de vocês é uma paróquia santa! – mas pensemos em outra. Em alguma paróquia), alguém vai, ouve o que diz esta pessoa da outra, daquela outra, daquela, daquela… Ao invés de dizer como se amam, dá vontade de dizer: “Como ferem! Como se machucam… a língua é uma faca para ferir o outro! E como você pode transmitir a fé com um ar tão viciado de fofocas, de calúnias?

Segundo o Papa, quem entra na vida cristã tem exigências maiores que os outros, não vantagens superiores.

Jesus menciona algumas dessas exigências e fala em particular do tema da relação negativa com os irmãos.

Se no coração há “algo negativo” contra o irmão, isso deve mudar. A raiva é um “insulto contra o irmão”.

“Não é preciso ir ao psicólogo para saber que, quando alguém denigre o outro, é porque ele mesmo não pode crescer e precisa humilhar o outro para se sentir alguém. Isso é feio”, disse Francisco.

Segundo o Papa, se não seguirmos “pelo caminho da fraternidade, todos terminaremos mal: quem insulta e quem é insultado”. Quem não é capaz de dominar a língua acaba se perdendo.

 “Gostaria de pedir ao Senhor que nos conceda a graça a todos de prestar mais atenção sobre as críticas que fazemos os outros. É uma pequena penitência que dá bons frutos

Papa Francisco
Fonte: https://pt.aleteia.org/

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A intriga foi usada contra Jesus para desacreditá-lo e, uma vez desacreditado, eliminá-lo

Na missa celebrada esta quinta-feira (17/05) na Casa Santa Marta, o Papa Francisco dedicou a sua homilia ao tema da unidade, inspirando-se na Liturgia da Palavra.

Existem dois tipos de unidade, comentou o Pontífice. A primeira é a verdadeira unidade de que fala Jesus no Evangelho, a unidade que Ele tem com o Pai e que quer trazer também a nós. Trata-se de uma “unidade de salvação”, “que faz a Igreja”, uma unidade que vai rumo à eternidade. “Quando nós na vida, na Igreja ou na sociedade civil trabalhamos pela unidade, estamos no caminho que Jesus traçou”, disse Francisco.

Porém, há uma “falsa unidade”, como aquela dos acusadores de São Paulo na Primeira Leitura. Inicialmente, eles se apresentam como um bloco único para acusá-lo. Mas Paulo, que era “sagaz”, isto é, tinha uma sabedoria humana e também a sabedoria do Espírito Santo, lança a “pedra da divisão”, dizendo estar sendo julgado pela esperança na ressurreição dos mortos”.

Uma parte desta falsa unidade, de fato, era composta por saduceus, que diziam não existir “ressurreição nem anjo nem espírito”, enquanto os fariseus professavam esses conceitos. Paulo então consegue destruir esta falsa unidade porque eclode um conflito e a assembleia que o acusava se divide.

Em outras perseguições sofridas por São Paulo, se vê que o povo grita sem nem mesmo saber o que está dizendo, e são “os dirigentes” que sugerem o que gritar:

Esta instrumentalização do povo é também um desprezo pelo povo, porque o transforma em massa. É um elemento que se repete com frequência, desde os primeiros tempos até hoje. Pensemos nisso. O Domingo de Ramos é: todos ali aclamam “Bendito o que vem em nome do Senhor”. Na sexta-feira sucessiva, as mesmas pessoas gritam: “Crucifiquem-no”. O que aconteceu? Fizeram uma lavagem cerebral e mudaram as coisas. E transformaram o povo em massa, que destrói.

“Criam-se condições obscuras” para condenar a pessoa, explicou o Papa, e depois a unidade se desfaz. Um método com o qual perseguiram Jesus, Paulo, Estevão e todos os mártires e muito usado ainda hoje. E Francisco citou como exemplo “a vida civil, a vida política, quando se quer fazer um golpe de Estado”: “a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas”. Depois chega a justiça, “as condena e, no final, se faz um golpe de Estado”. Uma perseguição que se vê também quando as pessoas no circo gritavam para ver a luta entre os mártires ou os gladiadores.

O elo da corrente para se chegar a esta condenação é um “ambiente de falsa unidade”, destacou Francisco.

Numa medida mais restrita, acontece o mesmo também nas nossas comunidades paroquiais, por exemplo, quando dois ou três começam a criticar o outro. E começam a falar mal daquele outro… E fazem uma falsa unidade para condená-lo; sentem-se seguros e o condenam. O condenam mentalmente, como atitude; depois se separam e falam mal um contra o outro, porque estão divididos. Por isso a fofoca é uma atitude assassina, porque mata, exclui as pessoas, destrói a “reputação” das pessoas.

“A intriga” foi usada contra Jesus para desacreditá-lo e, uma vez desacreditado, eliminá-lo:

Pensemos na grande vocação à qual fomos chamados: a unidade com Jesus, o Pai. E este caminho devemos seguir, homens e mulheres que se unem e buscam sempre prosseguir no caminho da unidade. E não as falsas unidades, que não têm substância, e servem somente para dar um passo a mais e condenar as pessoas, e levar avante interesses que não são os nossos: interesses do príncipe deste mundo, que é a destruição. Que o Senhor nos dê a graça de caminhar sempre na estrada da verdadeira unidade.

(Vatican News)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Pope Francis prays at the Austro-Hungarian cemetery of Fogliano in Redipuglia September 13, 2014. REUTERS/Stefano Rellandini

Vaticano, 16 Mai. 18 / 11:00 am (ACI).- O Papa Francisco reconheceu sentir-se preocupado e triste com o aumento da violência na Terra Santa e no Oriente Médio.

No final da Audiência Geral na manhã de hoje, o Santo Padre pronunciou uma mensagem na qual assinalou: “Estou muito preocupado e triste com o aumento da tensão na Terra Santa e no Oriente Médio e com a espiral de violência que afasta sempre mais do caminho da paz, do diálogo e das negociações”.

“Expresso a minha grande dor pelos mortos e os feridos e estou próximo com a oração e o afeto a todos os que sofrem. Reitero que o uso da violência jamais leva à paz. Guerra chama guerra, violência chama violência”.

Do mesmo modo, convidou “todas as partes em causa e a comunidade internacional a renovar o empenho para que prevaleçam o diálogo, a justiça e a paz”.

Depois de rezar uma Ave Maria, o Papa exclamou: “Que Deus tenha piedade de nós”.

O Santo Padre expressou a sua solidariedade aos mortos e feridos nos violentos confrontos ocorridos nesta semana na Faixa de Gaza, na Palestina, entre os manifestantes palestinos e os soldados israelenses.

Na segunda-feira, 14 de maio, cerca de 60 palestinos morreram e outros 2 mil ficaram feridos depois que o exército israelense abriu fogo contra manifestantes que protestavam de forma violenta devido à transferência da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém.

Este acontecimento, que os palestinos consideram ofensivo, pois reclamam Jerusalém como a capital do futuro Estado Palestino, também coincidiu com as celebrações dos 70 anos da criação do Estado de Israel.

Embora Israel tenha transferido todas as suas instituições políticas à cidade de Jerusalém em 1967, na qual se anexa a cidade até então sob a soberania jordaniana, a comunidade internacional só reconhece Tel Aviv como a sua capital. De fato, até a transferência da embaixada dos Estados Unidos a Jerusalém, todas as embaixadas internacionais estavam em Tel Aviv.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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Vaticano, 15 Mai. 18 / 01:00 pm (ACI).- No encontro realizado na segunda-feira, 14, com uma numerosa delegação da Diocese de Roma, o Papa Francisco explicou o que uma pessoa pode fazer quando sempre se “confessa do mesmo”.

Na Basílica de São João de Latrão, o Pontífice presidiu um evento no qual refletiu sobre as “doenças mentais”, um tema que os fiéis de Roma analisaram nos últimos meses.

Ao começar o evento, Francisco presidiu uma breve oração e, em seguida, Pe. Paolo Asolan,

professor do Instituto Pastoral “Redemptor Hominis” da Pontifícia Universidade Lateranense, fez um resumo do que as comunidades de Roma trabalharam nos últimos meses sobre as “doenças espirituais”.

Entre elas, mencionou a fatiga espiritual, a falta de comunhão entre aqueles que realizam as iniciativas pastorais de Roma; a fofoca e o medo; e a falta de oração.

“Santo Padre, precisamos do senhor e queremos ouvi-lo para poder começar a curar estas doenças. Precisamos de Jesus Cristo”, disse o sacerdote ao Pontífice.

Em sua reflexão, Francisco disse que as pessoas podem viver uma experiência de “frustração ou de amargura”, inclusive “cotidianamente, quando me confesso sempre o mesmo. Quando você se confessa e acontece isso, pare e se pergunte por que você não muda”.

“Como fazer isso? Todos devem encontrar o caminho. Sozinho não consegue. Ninguém pode se curar sozinho. É necessário que alguém me ajude. O primeiro é o Senhor. Identifique a doença, o pecado, o defeito, a raiz, raiz mencionada na Carta aos Hebreus e fale primeiro com o Senhor”.

Em seguida, continuou o Santo Padre, cada um deve dizer: “‘Olha isso Senhor, eu sempre caio no mesmo’; e depois procurar alguém para me ajudar, uma boa alma que tenha esse carisma do acompanhamento, e não exclusivamente um sacerdote. O acompanhamento também é um carisma do leigo, porque surge do batismo”.

Também indicou que esse carisma “pode ​​estar na comunidade, um idoso, um jovem, o esposo. Deixe que alguém te ajude: fale com Jesus, com outro, com a Igreja. Este é o primeiro passo. Depois, ler algo sobre o tema poderá ajudar”.

Depois de recordar que “o único que pode curar é o Senhor”, o Papa explicou que “a amargura e a frustração ocorrem quando você sente que não pode mudar, quando há impotência. O Senhor quer fazer você crescer com a experiência da cura”. “É um sinal da redenção, para curar as nossas raízes. Ele nos curou completamente. A graça cura profundamente”, acrescentou.

O Pontífice também encorajou a buscar a harmonia nas paróquias. E propôs três pontos concretos: “Primeiro a Pessoa do Senhor, Cristo, o Evangelho na mão. Devemos nos habituar a ler todos os dias uma passagem do Evangelho”.

“Segundo, a oração: se você lê o Evangelho, imediatamente vem o desejo de dizer algo ao Senhor, de rezar, fazer um diálogo com Ele, breve. E terceiro, as obras de misericórdia. Com esses três pontos, creio que este sentido de incômodo desaparece. Mas sempre peçamos a graça da harmonia”, concluiu.

Fonte: https://www.acidigital.com/

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epa03626100 This handout picture released by the Vatican press office on March 15, 2013 shows Pope Francis delivering a speech during a meeting of the world's cardinals.The new Pontiff urged the Catholic Church not to give in to "pessimism" and to find new ways of spreading the faith "to the ends of the earth". EPA/OSSERVATORE ROMANO

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O Papa aproveita um relato anedótico para fazer uma afirmação contundente: “Um fofoqueiro faz a mesma coisa que um terrorista”

No seu encontro desta última segunda-feira, dia 19, com os jovens que participam da reunião pré-sinodal sobre a juventude, o Papa Francisco contou uma história que, por sua vez, ele próprio tinha ouvido de um cardeal a respeito de um sacerdote e uma paroquiana fuxiqueira.A anedota contada pelo Papa diz o seguinte:

“[O sacerdote] era de um grande senso de humor e tinha na paróquia uma mulher muito fofoqueira, que falava de todos e de tudo. E ela morava tão perto da igreja que, da janela do quarto dela, até podia ver o altar.Ela ia à Missa todos os dias, e, depois, passava as outras horas do dia andando pela paróquia e falando dos outros.Um dia ela ficou doente e ligou para o padre para dizer: ‘Padre, estou de cama, com uma gripe muito forte. Por favor, o senhor pode trazer a comunhão para mim?’. Então o sacerdote respondeu: ‘Não se preocupe. Com a língua grande que você tem, você consegue chegar da sua janela até o tabernáculo’”.

Depois de relatar esse caso, que poderia parece uma grosseria de parte do sacerdote, Francisco explicou o quanto o vício da fofoca é incomparavelmente mais feio, mais grave, mais destruidor e mais pecaminoso que o humor ferino utilizado pelo padre naquele momento:

“Menciono o tema da fofoca porque, para mim, é uma das coisas mais feias nas comunidades cristãs. Sabiam que a fofoca é terrorismo? A fofoca é um terrorismo? Sim, porque um fofoqueiro faz a mesma coisa que um terrorista: ele chega, fala com uma pessoa, joga a bomba da fofoca, destrói e vai embora”.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Vaticano, 21 Mar. 18 / 09:35 am (ACI).- O Papa Francisco ofereceu uma nova Catequese sobre a Missa na Audiência geral desta quarta-feira e falou da Oração Eucarística IV e da comunhão e recordou que ao recebê-la também se deixam para trás os egoísmos.

O Bispo de Roma lembrou que, “enquanto nos une a Cristo, separando-nos de nossos egoísmos, a Comunhão nos abre e une a todos aqueles que são um só nele. Eis o prodígio da Comunhão: tornamo-nos aquilo que recebemos!”.

“Celebramos a Eucaristia para nos nutrirmos de Cristo, que doa a si mesmo quer na Palavra como no Sacramento do altar”, assinalou.

O Papa assegurou que se trata de um convite “a experimentar a íntima união com Cristo, fonte de alegria e de santidade”. “É um convite que alegra e ao mesmo tempo impele a um exame de consciência iluminado pela fé”.

Depois da Fração do Pão, o sacerdote nos convida a olhar “o Cordeiro que tira o pecado do mundo”, reconhecendo a distância que nos separa da santidade de Deus e de sua bondade ao nos dar como remédio seu precioso Sangue, derramada para o perdão dos pecados. Somos, portanto, convocados “ao banquete nupcial do Cordeiro”, reconhecendo-nos indignos de que entre em nossa morada, mas confiantes na força de sua Palavra salvadora.

Francisco explicou que, embora sejamos nós que “vamos em direção ao altar em procissão para fazer a comunhão, na realidade é Cristo que vem em nosso encontro para assemelharmo-nos a Ele”.

“Nutrir-se da Eucaristia, significa deixar-se transformar enquanto recebemos”, acrescentou. Nesse sentido, “como o pão e o vinho são convertidos no Corpo e Sangue do Senhor, assim aqueles que os recebem com fé são transformados em Eucaristia viva”.

Por outro lado, disse que “a Igreja deseja vivamente que também os fiéis recebam o Corpo do Senhor com hóstias consagradas na mesma Missa; e o sinal do banquete eucarístico se expressa com maior plenitude se a santa Comunhão é feita sob duas espécies, ainda que a doutrina católica ensine que sob uma só espécie se recebe o Cristo inteiro”.

O Papa também mencionou que a comunhão se recebe na boca ou, onde é permitido, na mão, e depois se convida a “custodiar no coração o dom recebido” e para isso ajuda “a oração silenciosa, um salmo ou um hino de louvor”.

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Vaticano, 20 Mar. 18 / 04:00 pm (ACI).- Na segunda-feira, 19 de março, o Papa Francisco respondeu uma pergunta de um jovem sobre as tatuagens.

Yulien é o nome do jovem do Seminário do Espírito Santo, na Ucrânia, que perguntou para o Papa sobre a preparação que um pároco deve ter diante dos desafios do mundo contemporâneo, que tem como característica a ampla divulgação das tatuagens, “que para algumas pessoas são uma beleza” e outras consideram algo “difícil de compreender”.

Esta foi uma das perguntas que Francisco respondeu durante a reunião pré-sinodal que começou ontem no Vaticano, tendo em vista o Sínodo dos Bispossobre os jovens que acontecerá em outubro deste ano.

Em sua resposta, o Pontífice disse: “Não se assustem com as tatuagens. Os eritreus, há muitos anos, faziam a cruz aqui (na testa). Ainda hoje os vemos. Tatuavam-se com a cruz. Sim, são exageros, hoje vejo alguns”.

“Acho que as pessoas que têm muitas tatuagens não podem doar sangue, alguma coisa assim… porque há perigo de intoxicação. Quando se exagera, há um problema de exagero, mas não da tatuagem”, continuou.

O Papa explicou ainda que, quando uma pessoa se encontra com um jovem que tem uma tatuagem, pode iniciar um diálogo a partir disso e conhecê-lo melhor.

“A tatuagem indica pertença. Você, jovem, que está tatuado ou tatuada assim, o que está buscando? Através desta tatuagem, a qual pertença você se refere? E começar a dialogar com isso e, a partir disso, pode-se chegar à cultura do jovem”, disse o Pontífice.

Ao concluir a sua resposta, o Papa Francisco destacou que “é importante não se assustar. Com os jovens, nunca devemos nos assustar! Nunca! Porque sempre, inclusive por trás das coisas que não são tão boas, há algo que nos ajudará a chegar a alguma verdade”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Vaticano, 20 Mar. 18 / 10:30 am (ACI).- A partir da primeira leitura desta terça-feira, 20 de março, na qual são narradas as penúrias do povo de Israel após a fuga do Egito, o Papa Francisco explicou na Missa celebrada na Casa Santa Marta como olhar para Cristo ensanguentado na cruz pode ajudar a superar os momentos de desilusão no caminho de conversão que, inclusive, podem incitar na lama sentimentos de rejeição a Deus.

O povo de Israel, apesar de tudo o que tinham recebido de Deus, o maná quando lhes faltava o que comer, a água quando lhes faltava o que beber, mostrou sua rejeição a Moisés e a Deus quando chegaram à fronteira com a terra de Caná e comprovaram que estava habitada por um povo poderoso fortemente armado.

O Santo Padre explicou que “o povo não suportou a viagem”, assim como as pessoas “iniciam uma vida para seguir o Senhor, para estar perto do Senhor, mas chegam a certo ponto em que as provações parecem superá-las”.

Chega-se, então, a um momento em que a pessoa diz “chega! Eu paro e volto para trás”. E pensa no passado com remorso: “Quanta carne, quantas cebolas, quantas coisas boas comiam ali”, em referência à nostalgia que, em um momento concreto, alguns israelitas sentiram da escravidão no Egito.

“Essas são as ilusões que o diabo traz: mostra o lado bom de algo que você deixou, do qual você se converteu no momento da desolação do caminho, quando você ainda não chegou à promessa do Senhor”.

O Bispo de Roma comparou esta situação com o caminho da Quaresma. “Sim, podemos pensar assim; conceber a vida como uma Quaresma: sempre existem as provações e as consolações do Senhor, tem o maná, a água, existem os pássaros que nos dão de comer… mas aquela comida era melhor. Mas não se esqueça de que comia à mesa da escravidão”.

Essa tentação que os israelitas experimentaram no deserto é a mesma que afeta qualquer pessoa quando se quer seguir o Senhor, mas fica preso. O erro, quando isso acontece, é “criticar Deus e envenenar a alma” porque acha que Deus não quer ajudar.

O Papa seguiu explicando o significado da primeira leitura e, especificamente, da cena em que Deus envia serpentes que começam a morder os israelitas que tinham murmurado contra Ele. Então, Moisés intercede por eles e o Senhor ordena que faça uma serpente de bronze e que a coloque no alto de uma haste. Todo aquele que tivesse sido mordido e olhasse para a serpente de bronze, ficaria curado.

Longe de ser um elemento de idolatria, o Santo Padre assinalou que a serpente de bronze sobre a haste é um elemento profético: “É a figura de Cristo sobre a cruz”.

“Está aqui a chave da nossa salvação, a chave da nossa paciência no caminho da vida, a chave para superar os nossos desertos: olhar o crucifixo. Olhar Cristo crucificado”.

Por isso, o Pontífice convidou a, nos momentos de dificuldade no caminho, “olhar o crucifixo”, “olhar as chagas”. Em concreto, convidou a olhar os crucifixos “feios”, mas “realistas”. “Porque os artistas fizeram crucifixos bonitos, artísticos”, ao que “nem sempre é mundanidade”, porque assim o artista pretende mostrar “a glória da cruz, a glória da ressurreição”.

Mas, para os momentos em que se sente desfalecer no caminho, o Papa recomendou olhar os crucifixos que mostram Cristo coberto de sangue, em vez daqueles em que se mostra a glória. E, depois, contemplar a glória da ressurreição.

O Bispo de Roma finalizou a homilia fazendo uma recomendação: “Ensinem seus filhos a olhar para o crucifixo e para a glória de Cristo. Mas nós, nos maus momentos, em momentos difíceis, envenenados um pouco por ter dito em nossos corações qualquer desilusão contra Deus, olhemos para as feridas”.

Leitura comentada pelo Papa Francisco:

Nm 21,4-9

Naqueles dias, 4os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom.

Durante a viagem, o povo começou a impacientar-se, 5e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”.

6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”.

Moisés intercedeu pelo povo, 8e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente abrasadora e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze, ficava curado.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Cerca de 300 jovens dos 5 continentes, de várias religiões e também ateus, participam a partir de hoje até sábado, dia 24, da reunião pré-sinodal convocada por Francisco.

“Queridos jovens, o coração da Igreja é jovem precisamente porque o Evangelho é como uma linfa vital que a regenera continuamente”: foi o que disse o Papa Francisco nesta manhã de segunda-feira (19/3) na abertura da reunião pré-sinodal em Roma que se realiza no Pontifício Colégio Internacional “Maria Mater Ecclesiae”.

300 jovens

São cerca de 300 os jovens dos 5 continentes, de várias religiões e também ateus,  que participam a partir de hoje até sábado da reunião pré-sinodal. Neste encontro, eles serão ouvidos e suas colaborações utilizadas para preparar o Sínodo, cujo tema será “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.

Quem não pôde vir a Roma pôde participar ‘on line’ em seus grupos linguísticos (português, inglês, espanhol, francês, italiano e alemão), que foram moderados por outros jovens. No dia de hoje são mais 15 mil os jovens colegados via internet em todas as partes do mundo.

O Sínodo de outubro se ocupará dos problemas dos jovens e buscará adequar sua linguagem ao uso das novas tecnologias para aproximar-se a eles, segundo o documento preparatório divulgado em 2017.

Falar com coragem

Falem com coragem, digam o que vocês gostariam de dizer. Se alguém se sentir ofendido, peçam perdão e continuem…” Foi a exortação do Papa Francisco dirigida aos jovens, no início do seu discurso na reunião pré-sinodal aberta nesta manhã no Pontifício Colégio Internacional ‘Maria Mater Ecclesia’ de Roma, depois da saudação do cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário geral do
Sínodo dos Bispos.

Depois de dar as boas-vindas o Papa agradeceu aos jovens por terem aceitado o convite para participar do encontro; “alguns de vocês tiveram que fazer uma longa viagem, disse. “Vocês vieram de muitas partes do mundo e trazem com vocês uma grande variedade de povos, culturas e até mesmo religiões: vocês não são todos católicos e cristãos, nem todos são crentes, mas vocês certamente estão animado pelo desejo de dar o melhor de vocês”.

Precisamos de vocês

O Papa recordou que eles foram convidados como representante dos jovens de todo o mundo porque a contribuição deles é indispensável. “Precisamos de vocês para preparar o Sínodo que em outubro reunirá os Bispos sobre o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Em muitos momentos da história da Igreja, bem como em inúmeros episódios bíblicos, Deus quis falar através do mais jovens: penso, por exemplo, em Samuel, Davi e Daniel. Tenho confiança, disse o Papa, acredito que nestes dias também falará através de vocês.

O Papa Francisco no seu discurso aos jovens afirmou que frequentemente se fala sobre os jovens sem questioná-los. Mesmo as melhores análises sobre o mundo juvenil, embora sejam úteis, não substituem a necessidade do encontro face a face. Alguém pensa que seria mais fácil manter vocês “a uma distância segura” para que sejam provocados por vocês.

Os jovens devem ser levados a sério, disse o Papa! Parece-me que estamos rodeados por uma cultura que, por um lado, idolatra a juventude, tentando não deixá-la passar jamais, de outro, exclui tantos jovens de serem protagonistas. Muitas vezes vocês são marginalizados da vida pública e se encontram a mendigar ocupações que não lhes garantem um futuro. Frequentemente vezes são deixados sozinhos.

A vontade da Igreja de ouvir todos os jovens

“Na Igreja, não deve ser assim, afirmou Francisco. O Evangelho nos pede: a sua mensagem de proximidade convida a nos encontrarmos e nos confrontarmos, a nos acolhermos e nos amarmos seriamente, a caminhar juntos e a partilhar sem medo. Esta reunião pré-sinodal quer ser um sinal de algo muito grande: a vontade da Igreja de ouvir todos os jovens, ninguém excluído”.

O próximo Sínodo se propõe, em particular, desenvolver as condições para que os jovens sejam acompanhados com paixão e competência no discernimento vocacional, isto é, no “reconhecer e acolher o chamado ao amor e à vida em plenitude”. “Esta é a certeza básica: Deus ama cada um e a cada um faz pessoalmente um chamado. É um presente que, quando é descoberto, enche de alegria. Estejam certos: Deus tem confiança em vocês, ele os ama e os chama”.

Deus nunca abandona disse o Papa, porque Ele é fiel e crê realmente em vocês. Ele faz a vocês a pergunta que um dia Ele fez aos primeiros discípulos: “O que vocês estão procurando?”. Ele convida vocês0 a partilhar a busca da vida com Ele, a caminhar juntos. E nós, como Igreja, desejamos fazer o mesmo, porque não podemos deixar de partilhar com entusiasmo a busca pela verdadeira alegria de cada um; e não podemos conservar apenas para nós Quem mudou nossas vidas: Jesus. Seus coetâneos e seus amigos, mesmo sem saber disso, esperem por Ele e pelo seu anúncio de salvação.

Renovado dinamismo juvenil

O próximo Sínodo – disse Francisco – será também um apelo à Igreja, para que redescubra “um renovado dinamismo juvenil”. O Papa confidenciou que leu alguns e-mails do questionário colocado na internet pela Secretaria do Sínodo e disse que ficou impressionado com o apelo lançado por vários jovens, que pedem aos adultos que estejam próximos a eles e de ajudá-los a fazer escolhas importantes. Uma jovem observou que aos jovens faltam pontos de referência e que ninguém os encoraja a ativar os recursos que possuem. Então, ao lado dos aspectos positivos do mundo juvenil, ela destacou os perigos, entre os quais o álcool, as drogas, uma sexualidade vivida de modo consumista. E concluiu quase com um grito: “Ajudem o nosso mundo juvenil que se desmorona cada vez mais”. Não sei se o mundo juvenil se desmorona cada vez mais. Mas eu sinto que o grito dessa jovem é sincero e requer atenção. Também na Igreja devemos aprender novas formas de presença e proximidade. A este respeito, um jovem relatou com entusiasmo a sua participação em alguns encontros com essas palavras: “O mais importante foi a presença de religiosos entre nós jovens como amigos que nos ouvem, nos conhecem e nos aconselham”.

O Papa recordou então a Mensagem aos jovens do Concílio Vaticano II. É também hoje um incentivo para lutar contra todo egoísmo e a construir com coragem um mundo melhor. É um convite a buscar novos caminhos e a percorrê-los com coragem e confiança, mantendo o olhar fixo em Jesus e abrindo-se ao Espírito Santo, para rejuvenescer o próprio rosto da Igreja. Porque é em Jesus e no Espírito que a Igreja encontra a força para sempre se renovar, fazendo uma revisão da vida em seu modo de ser, pedindo perdão por suas fragilidades e inadequações, não poupando as energias para se colocar a serviço de todos, com a única intenção de ser fiel à missão que o Senhor lhe confiou: viver e proclamar o Evangelho.

Jovens, o coração da Igreja

“Queridos jovens, o coração da Igreja é jovem precisamente porque o Evangelho é como uma linfa vital que a regenera continuamente. Cabe a nós ser dóceis e cooperar nesta fecundidade. Nós o fazemos também neste caminho sinodal, pensando na realidade dos jovens em todo o mundo. Temos necessidade de recuperarmos o entusiasmo da fé e o gosto da busca. Precisamos encontrar novamente no Senhor a força para nos levantarmos das falências, de avançar, de fortalecer a confiança no futuro. Precisamos ousar novos caminhos, mesmo que isso envolva riscos. Devemos arriscar, porque o amor sabe arriscar; sem arriscar, um jovem envelhece, e a Igreja também envelhece. Portanto, precisamos de vocês, pedras vivas de uma Igreja com um rosto jovem, mas não maquiado: não artificialmente rejuvenescido, mas reavivado de dentro. E vocês nos provocam a sair da lógica do “sempre se fez assim” para permanecer de forma criativa nas pegadas da autêntica tradição.

O Papa concluiu suas palavras convidando os jovens, nesta semana, a se exprimirem com franqueza e em toda liberdade. Vocês são protagonistas e é importante que vocês falem abertamente. Garanto que sua contribuição será levada a sério.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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