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O rancor é um veneno – mas quem decide se vai tomá-lo ou não é você

Quando nos machucam, nossa reação imediata é não querer perdoar quem fez isso conosco. Nós nos sentimos ofendidos, decepcionados e, em alguns casos, com profundas dores. Mas essa reação tão comum e natural também tem suas dificuldades.

É verdade que, a curto prazo, manter o rancor pode impedir que o dano continue; e é por isso que geralmente não perdoamos de primeira a pessoa que nos causou dor. Mas se continuarmos a guardar rancor de uma pessoa por muito tempo, é como se estivéssemos mentalmente presos em uma situação que não existe mais. Isso nos causará todos os tipos de sentimentos intensos, que podem chegar a nos provocar um sofrimento desnecessário.

Dois dos estados mais negativos que a mente pode manter, e que ocorrem por não saber perdoar a tempo, são o ódio e a raiva. Sêneca descreveu o ódio e a raiva como as mais terríveis e frenéticas de todas as emoções. Em muitas ocasiões, os danos que nos causam são muito maiores do que os possíveis benefícios que podem nos trazer ao continuarmos guardando o rancor.

No entanto, perdoar aquele que nos prejudicou não é tão simples quanto desejar fazer isso. Uma vez que aceitamos os efeitos prejudiciais de manter o ódio, e queremos aprender a perdoar as pessoas que no passado nos causaram dor, a seguinte pergunta é evidente: como podemos conseguir isso?

Silhueta de mulher com paisagem ao fundo

Se alguém encontra uma pessoa ferida por uma flecha, não dedica tempo para se perguntar de onde veio ou para analisar de que tipo de madeira é feita; pelo contrário, irá se concentrar em tentar extraí-la imediatamente para minimizar as lesões. Deveríamos fazer o mesmo com o sofrimento, eliminando-o o quanto antes, sem dar mais espaço para que continue nos prejudicando. A seguir, descreveremos algumas das razões mais poderosas para começar a praticar o perdão.

Perdoar é um sinal de força

Na mentalidade ocidental, a paciência e a tolerância são considerados valores importantes até certo ponto. No entanto, quando alguém nos fere, responder com paciência e tolerância parece transmitir fraqueza e passividade. Esta é uma das principais razões pelas quais é tão difícil para nós perdoar os outros.

Como essas duas virtudes são componentes indispensáveis ​​das emoções, como perdão ou amor, não deveríamos vê-las como sinal de fraqueza. Pelo contrário, poderíamos começar a entendê-las mais como um sinal de força, que vem de uma profunda capacidade de nos manter firmes em nossos valores.

Responder a uma situação dolorosa com paciência e tolerância é um sinal de força emocional e nos ajudará a chegar mais perto do perdão do que uma reação de raiva e ódio. Além disso, enfrentar uma situação difícil com essa atitude envolve exercer um controle significativo sobre nossos sentimentos, o que significa ter uma boa autoestima e inteligência emocional.

“Perdoar só se aprende na vida quando, por sua vez, precisamos que nos perdoem muito”.

Pessoa dando flor a outra

O perdão é a água que extermina os incêndios da alma

A teoria U nos ensina que não podemos viver o futuro com o fardo do passado em nossas costas. Despedir-se amistosamente do que já aconteceu, perdoando os erros dos outros e os seus próprios, abre um espaço para novas oportunidades.

Como aponta Otto Scharmer, criador da Teoria U, “A energia segue a atenção. Por isso não devemos focar nossa atenção no que tentamos evitar, mas no que pretendemos que aconteça”.Por exemplo, uma pessoa que está ressentida pelas decepções do passado irá procurar, sem perceber, esses mesmos resultados em todas as suas ações e relacionamentos, porque está ancorada ao ciclo do que aconteceu, e não ao novo que pode ocorrer.

A teoria U diz, entre outras coisas, que enquanto não nos desprendemos dos velhos medos e preconceitos (para o qual utiliza a expressão do inglês let it go), não vamos deixar espaço para que nada realmente novo aconteça em nossa vida (let it come). Se não abandonarmos o lastro do passado, não haverá espaço para que a vida para nos surpreenda com novas experiências.

Como vemos, perdoar alguém quando este nos machucou pode ser muito difícil. Precisamente por essa razão, é fundamental que entendamos as razões pelas quais vale a pena aprender a fazer isso. Lembre-se de que está em suas mãos deixar ir o passado, se libertando assim de uma pesada carga emocional que não lhe permite avançar.

“O perdão nos permite ser felizes e aproveitar a vida, já que errar é humano.”
Fonte: https://pt.aleteia.org/

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O remédio pode até ser amargo, mas precisa ser usado sem moderação

O perdão é uma graça que Deus nos dá para prosseguirmos no caminho após um ferimento profundo. O perdão age como uma cauterização, curando de dentro para fora. Sim, a cicatriz permanece, pois as lembranças são a garantia de que temos uma história. E a palavra “cura” aplica-se perfeitamente neste caso, visto que, por algum motivo, houve uma ferida, e o perdão sobre essa ferida evita, metaforicamente, infecção e até necrose.

A falta de perdão pode virar uma doença real e levar à morte, não a física, à morte espiritual, psíquica e moral. A falta de perdão mata sonhos, projetos, perspectivas etc. Além disso, muitas são as doenças psicossomáticas causadas pela falta de perdão: depressão, ansiedade, pânico, câncer e doenças cardíacas, estão relacionados à falta de perdão (1). (2).

Jesus nos deixa um antídoto: “Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento” (Ef 4,26). Aqui, aplica-se tanto no externo (perdão para com o outro) como internamente (perdão para consigo mesmo).

Às vezes, a falta de perdão é de nós para nós mesmos. Culpamo-nos por tantas coisas, guardamos mágoa, tristeza, ressentimento, revoltas, medos de nós mesmos, mas nos esquecemos de nos perdoar.

Fora isso, protelamos as conversas de reconciliação, os pedidos de perdão aos que amamos ou vivem mais próximos de nós. Esse protelar, essa demora, vai azedando as relações, abrindo espaço para a mente criar e projetar situações irreais. Por isso, ter pressa para reconciliar-se é importante. Claro que não se deve atropelar nada, é preciso dar tempo para si mesmo, entender os sentimentos e até as reações diante de uma situação que exija reconciliação. Contudo, não mais que tempo suficiente para rezar e buscar o momento da reconciliação, caso contrário, corremos o risco de desistir da reconciliação e optar por um “deixa pra lá”, e acabar por não resolver a situação.

O perdão é chave, remédio e dom

Pensando no perdão ainda, podemos dizer:

Perdão é chave que abre e fecha as portas das relações, dos sentimentos, a porta da confiança e da esperança.

Perdão é remédio. Na hora pode ser amargo, mas faz bem, alivia o mal-estar interior, traz alívio para alma.

Perdão é degrau que nos eleva, aproxima-nos do Cristo que tomou sobre si nossas culpas, mas também nos perdoou dos nossos pecados.

Perdão é dom, é presente que vem com recomendação: não reter. Jesus explica com clareza: “70 vezes 7” é o número das vezes que devemos perdoar a cada dia (cf. Mt 18,22). Eu bem creio que essa seja a média de vezes que Ele nos perdoa a cada dia, e por isso nos orienta.

Perdão é medida, revela o quão raso ou o quão profundo podemos ser, e aqui nos lembramos também do Evangelho de Mt 7,2b: “Com a mesma medida que medirdes vós sereis medidos.”

Aqui se vai a lista com que podemos comparar o perdão. Mas quero dar espaço para que, neste momento de oração, o Senhor mesmo vá trazendo ao seu coração as comparações que lhe sejam mais úteis.

Peçamos ao Senhor, que é rico em misericórdia e quis Ele primeiro nos dar o seu perdão, que nos ensine a perdoar, a sermos como Ele: “Lentos para a cólera e rápidos para a misericórdia” (Sl 103,8-9).

Oração

Senhor, nós Te pedimos que, à medida que formos percebendo em nós a necessidade de perdão, que se dilate também o desejo e a decisão de perdoar. Que, diante das situações mal resolvidas, a Tua luz tenha o poder de afugentar as trevas e nos conceder a força de buscar as resoluções necessárias: dar e receber perdão, rever a situação e rever-se diante dela, reconciliar, retomar, recomeçar. Senhor, que o “degrau” do perdão nos faça, de forma concreta, abraçar a Tua cruz.

Senhor, eu Te peço que, nesta oportunidade que agora se revela, eu possa fazer essa experiência profunda de perdoar a mim mesmo, de recordando-me dos que me causaram alguma dor, ofensa ou mal, e eu os possa perdoar e amar. Também Te peço, Senhor, perdoa-me! Dá-me a coragem de buscar e dar o perdão. Que eu não o retenha. Amém.

 

Por Carla Picolotto, via Canção Nova

 

Referências bibliográficas:
1-Arilson Barbosa Amaral: Bacharel em administração, professor, escritor, teólogo, terapeuta na prevenção do uso de drogas, pesquisador, psicanalista clínico, palestrante e conferencista.
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/psicologia/doencas-psicossomaticas/19962
2-Sandra Assis Maia, teóloga, terapeuta familiar especializada em psicanálise, terapia ortomolecular e aconselhamento, tricologista
https://www.dm.com.br/opiniao/2015/07/as-consequencias-da-falta-de-perdao.html

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Ele não só pregava, como praticava o que pregava

De todos os ensinamentos de Jesus, aqueles sobre o perdão estão entre os de mais revolucionário impacto na história do pensamento humano. E Ele não só pregava o perdão como ainda o demonstrava, inclusive para com aqueles que o crucificavam. “Perdoai-os, Pai, porque eles não sabem o que fazem”.

O perdão pode ser extremamente difícil de viver, mas é essencial para a vida cristã. É uma das características intrínsecas do cristianismo e, estranhíssimas ao antigo mundo pautado pela vingança e pelo dente por dente. Aliás, foi justamente esta uma das parte da Boa Nova de Cristo que mais atraíram pessoas para a fé cristã.

Repassemos as palavras de Jesus sobre o perdão. Respondamos ao seu chamado a ir além dos nossos rancores e durezas de coração para acolher e transmitir o amor misericordioso de Deus por toda a humanidade – inclusive por aqueles que crucificam Jesus (e, se tivermos vergonha na cara suficiente para admitir, nós estamos entre eles).

Aqui vão cinco das mais poderosas palavras de Jesus sobre o perdão.

Mt 18, 21-22:

“Então Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.

Mt 6, 13-15:

“Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará”.

Mc 11, 25-26:

“E quando vos puserdes de pé para orar, perdoai, se tiverdes algum ressentimento contra alguém, para que também vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe os vossos pecados. Mas se não perdoardes, tampouco vosso Pai que está nos céus vos perdoará os vossos pecados”.

Lc 17, 3-4:

“Se teu irmão pecar, repreende-o; se se arrepender, perdoa-lhe. Se pecar sete vezes no dia contra ti e sete vezes no dia vier procurar-te, dizendo: Estou arrependido, perdoar-lhe-ás”.

Lc 23, 34:
“E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem. Eles dividiram as suas vestes e as sortearam”.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Não é a lei que perdoa ou condena mas o CORAÇÃO

Perdoar quer dizer dar um presente grande a uma pessoa….dar a si mesmo um presente. Eu te dou um presente e você me dá um presente.
Você me pede um presente…o presente do perdão. Não se espera que o outro o peça, se dá antes que seja pedido.

O presente que não nasce do coração é TEATRO de conveniência, é da “boca pra fora”, não convence.

Quem recebe um presente deve ser capaz de dar a si mesmo o presente que recebeu do outro.
Se Deus me deu o seu perdão, eu devo dar este presente a todos.
A parábola do Evangelho nos apresenta a grandeza do coração do patrão que perdoa uma grande dívida, e quem recebe este presente não é capaz de dar um pequeno presente ao outro.

PARA DAR DE CORAÇÃO devemos ter CORAÇÃO capaz de DAR.

Se Deus me dá eu devo dar.

Não é a lei que perdoa ou condena mas o CORAÇÃO.
O perdão não custa nada.
Não se compra no supermercado
Não se vende
É presente de amor.

O presente não empobrece nem quem o dá e nem quem o recebe.
Enriquece quem o dá e quem o recebe.
A alegria de se dar presentes é GRANDE..a alegria de perdoar é plenitude de AMOR.
Quem perdoa não é um herói é somente alguém que ama porque foi amado.
Do alto da cruz Jesus doou o presente do AMOR a todos e pediu ao Pai por nós.
PAI, PERDOA-OS PORQUE NÃO SABEM O QUE FAZEM
Quem não PERDOA ofende a si mesmo…perdoar é encher o coração de AMOR e sair pelas estradas do mundo DANDO a todos gratuitamente o presente do AMOR.

MARIA, MÃE do presente JESUS ensina-nos a perdoar a todos como fez Jesus e como você o fez…continuar JUNTOS o caminho rumo ao céu do AMOR.
Amém

Fonte: https://www.comshalom.org/

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VATICANO, 06 Mar. 18 / 09:50 am (ACI).- Durante a homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta na manhã de hoje, o Papa Francisco recordou que Deus sempre perdoa os pecados quando se procura o sacramento da penitência, entretanto, assinalou essa condição para que o perdão seja efetivo: “Para ser perdoado, você deve perdoar os outros”.

Na homilia, o Santo Padre refletiu sobre o perdão. Para isso, mencionou a primeira leitura do dia, extraída do Livro de Daniel, na qual é narrado o episódio de Azarias que, lançado ao fogo por não ter renegado o Senhor, professa a grandeza de Deus: “Tu sempre nos salvastes, mas infelizmente pecamos”.

Francisco destacou que Azarias acusa o seu povo dos males que sofre: “A acusação de nós mesmos é o primeiro passo rumo ao perdão”.

“Acusar a si mesmos é parte da sabedoria cristã; não acusar os outros, não… A si mesmos. Eu pequei. E quando nós nos aproximamos do sacramento da penitência, ter isto em mente: Deus é grande e nos deu tantas coisas e infelizmente eu pequei, eu ofendi o Senhor e peço salvação”.

Em seguida, o Pontífice citou a história de uma senhora que no confessionário contava os pecados da sogra, tentando se justificar, até que o sacerdote lhe disse: “Tudo bem, agora confesse os próprios pecados”.

Confessar os pecados “agrada o Senhor, porque o Senhor recebe o coração contrito porque é como de Azarias, ‘não se sentirá frustrado quem põe em ti sua confiança’, o coração contrito que diz a verdade ao Senhor: ‘Eu fiz isso, Senhor. Pequei contra Ti’. O Senhor lhe tapa a boca, como o pai ao filho pródigo; não o deixa falar. O seu amor o cobre. Perdoa tudo”.

Por isso, o Papa Francisco convidou a não ter vergonha de dizer os próprios pecados porque é o Senhor que nos perdoa sempre, embora haja uma condição: “O perdão de Deus vem forte em nós desde que nós perdoemos os outros”.

“E isso não é fácil – sublinhou –, porque o rancor se aninha em nosso coração e sempre existe aquela amargura. Muitas vezes, carregamos conosco a lista das coisas que me fizeram: ‘Esta pessoa me fez isto, fez aquilo, fez aquilo outro…’”.

Ao concluir, o Papa advertiu para não se deixar escravizar pelo ódio: “Essas são as duas coisas que nos ajudarão a entender o caminho do perdão: ‘O Senhor é grande, mas infelizmente eu pequei’ e ‘Sim, eu o perdoo setenta vezes sete desde que você perdoe os outros’”.

Leitura comentada pelo Papa Francisco:

Dn 3,25.34-43

Naqueles dias, 25Azarias parou e, de pé, começou a rezar; abrindo a boca no meio do fogo, disse: 34“Oh! não nos desampares nunca, nós te pedimos, por teu nome, não desfaças tua aliança 35nem retires de nós tua benevolência, por Abraão, teu amigo, por Isaac, teu servo, e por Israel, teu Santo, 36aos quais prometeste multiplicar a descendência como estrelas do céu e como areia que está na beira do mar.

37Senhor, estamos hoje reduzidos ao menor de todos os povos, somos hoje o mais humilde em toda a terra, por causa de nossos pecados; 38neste tempo estamos sem chefes, sem profetas, sem guia, não há holocausto nem sacrifício, não há oblação nem incenso, não há um lugar para oferecermos em tua presença as primícias, e encontrarmos benevolência; 39mas, de alma contrita e em espírito de humildade, sejamos acolhidos, e como nos holocaustos de carneiros e touros 40e como nos sacrifícios de milhares de cordeiros gordos, assim se efetue hoje nosso sacrifício em tua presença, e tu faças com que te sigamos até o fim; não se sentirá frustrado quem põe em ti sua confiança.

41De agora em diante, queremos, de todo o coração, seguir-te, temer-te, buscar tua face; 42não nos deixes confundidos, mas trata-nos segundo a tua clemência e segundo a tua imensa misericórdia; 43liberta-nos com o poder de tuas maravilhas e torna teu nome glorificado, Senhor”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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O Senhor não se cansa de chamar cada um a mudar de vida, a dar um passo em direção a Ele, a converter-nos, e faz isto com a doçura e a confiança de um pai.

Quaresma é um tempo que ajuda à conversão, à reaproximação a Deus, à mudança de nossa vida e esta é uma graça a ser pedida ao Senhor. Este foi o tema da homilia do Papa Francisco na Missa celebrada na manhã desta terça-feira na capela da Casa Santa Marta.

Jesus Chama com doçura e confiança de pai

Inspirando-se no primeiro livro do Profeta Isaías – um verdadeiro “chamado à conversão” – o Papa Francisco mostra qual é a atitude “especial” de Jesus diante de nossos pecados: “não ameaça, mas chama com doçura, dando confiança”.

“Venha, conversemos” são as palavras do Senhor aos chefes de Sodoma e ao povo de Gomorra, a quem – explica o Papa – já indicou “o mal” a ser evitado e o “bem” a ser seguido. Assim faz conosco:

“O Senhor diz: “Venha, Venha e debatamos. Falemos um pouco”. Não nos assusta. É como o pai do filho adolescente que fez uma bobagem e deve repreendê-lo. E sabe que se vai com o bastão a coisa não acabará bem, deve então agir com confiança. O Senhor, nesta passagem, nos chama assim: “Venha. Tomemos um café juntos. Debatamos, discutamos. Não tenha medo, não quero agredi-lo”. E como sabe que o filho pensa: “Mas eu fiz coisas…” – Imediatamente: “Ainda que os seus pecados fossem como escarlate, tornar-se-ão brancos como a neve. Se fossem vermelhos como púrpura, tornar-se-ão como lã”.

Também na confissão nada de ameaças

Como o pai em relação ao filho adolescente, Jesus então, com “um gesto de confiança, aproxima ao perdão e muda o coração”.

Assim fez – recorda Francisco – chamando Zaqueu ou Mateus, e assim faz em nossa vida, nos faz ver “como dar um passo em frente no caminho da conversão”:

“Agradeçamos ao Senhor pela sua bondade. Ele não quer nos agredir e nos condenar. Deu a sua vida por nós e esta é a sua bondade. E sempre busca o modo de chegar ao coração. E quando nós sacerdotes, no lugar do Senhor, devemos ouvir as confissões, também nós devemos ter esta atitude de bondade, como diz o Senhor: “Venham, debatamos, não há problema, o perdão existe”, e não a ameaça, desde o início”.

Ir ao Senhor de coração aberto: é o pai que espera

O Papa conta a este propósito a experiência de um cardeal confessor, que justamente diante do pecado que intui ser “grande”, não se detém muito e segue em frente, continua o diálogo: “E isto abre o coração” – sublinhou o Papa – “e a outra pessoa se sente em paz”.

Assim faz o Senhor conosco. Diz: “venham, debatamos, falemos. Pegue o recibo do perdão, perdão existe”:

“Ajuda-me ver esta atitude do Senhor: o pai com o filho que se acha grande, que se acha crescido e ainda está no meio do caminho. E o Senhor sabe que todos nós estamos na metade do caminho e tantas vezes temos necessidade disto, de ouvir esta palavra: “Mas venha, não se assustes, vem. O perdão existe”. E isto nos encoraja. Ir ao Senhor com o coração aberto: é o pai que nos espera”.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Vaticano, 03 Jan. 18 / 09:00 am (ACI).- Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco falou em sua catequese sobre o ato penitencial da Missa e afirmou que, para ser perdoado, é preciso humilhar-se e reconhecer verdadeiramente seus erros.

Assim, o ato penitencial, “na sua sobriedade, favorece a atitude que deve ser assumida para celebrar dignamente os santos mistérios, ou seja, reconhecendo diante de Deus e dos irmãos os nossos pecados”, explicou.

Francisco recordou que “todos somos pecadores” e que quem é “presunçoso” é “incapaz de receber o perdão”. “Quem tem consciência de suas misérias e abaixa os olhos com humildade, sente sobre si o olhar misericordioso de Deus”.

“Sabemos por experiência que somente quem sabe reconhecer os erros e pede perdão recebe a compreensão e o perdão dos outros”. Por isso, “escutar em silêncio a voz da consciência permite reconhecer que os nossos pensamentos são distantes dos pensamentos divinos, que as nossas palavras e as nossas ações são muitas vezes mundanas, guiadas, isto é, por escolhas contrárias ao Evangelho”.

“Por isso, no início da Missa, cumprimos comunitariamente o ato penitencial mediante uma fórmula de confissão geral, pronunciada na primeira pessoa do singular. Cada um confessa a Deus e aos irmãos que ‘pequei muitas vezes, em pensamentos e palavras, atos e omissões’”.

O Papa se deteve sobre este último e disse que, às vezes, “nos sentimos bons porque ‘não fizemos nenhum mal’”. “Na realidade, não basta não fazer mal ao próximo, é preciso escolher fazer o bem, aproveitando as ocasiões para dar um bom testemunho de que somos discípulos de Jesus”.

“As palavras que dizemos com a boca são acompanhadas pelo gesto de bater no peito, reconhecendo que pequei por minha culpa e não dos outros. Acontece muitas vezes que, por medo ou vergonha, apontamos o dedo para acusar os outros”, indicou.

O Santo Padre concluiu explicando que, “após a confissão dos pecados, suplicamos à Bem-aventurada Virgem Maria, aos Anjos e Santos que roguem ao Senhor por nós. Também aqui é preciosa a comunhão dos Santos, a intercessão destes amigos e modelos de vida que nos sustenta no caminho em direção à plena comunhão com Deus”.

“O ato penitencial se conclui com a absolvição do sacerdote, na qual se pede a Deus que derrame sua misericórdia sobre nós. Esta absolvição não tem o mesmo valor que a do sacramento da penitência, pois há pecados graves, os quais chamamos mortais, que só podem ser perdoados com a confissão sacramental”, disse na catequese.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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O perdão é essencial para uma vida mais leve

“…perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aqueles que nos tem ofendido…”

Fazemos essa oração todos os dias, mas será que a estamos praticando? Jesus nos deixou a receita para as doenças da alma, mas nós nem nos damos conta disso! O perdão é uma palavra tão conhecida, mas difícil de ser vivida na prática! Será que você sabe perdoar? Será que você consegue perdoar?

Acredito ser desnecessário falar sobre o que é o perdão; porém, falar sobre o que a falta dele é capaz de fazer seria melhor, apesar de ser comum também. No entanto, vale a pena. Perdão é uma ação, uma decisão, uma escolha, um verdadeiro remédio para a alma. Um sentimento provocado pelo relacionamento interpessoal, com o nome de mágoa, desgosto, amargura e ressentimento.

Relacionar-se é exigente! Exige um sair de si mesmo, constantemente, pois, quando entramos em conflito com o outro e até com nós mesmos, podemos sair da “discussão” feridos, traumatizados. Tais traumas podem produzir sentimentos desagradáveis, que ficam escondidos; e quando surgem, controlam o ser humano, tornando-o irritado, com raiva e amargo com a vida e com as pessoas que estão a sua volta.

Esses sentimentos têm poder de destruição. São capazes de desenvolver doenças psicossomáticas que nem imaginamos. Problemas cardíacos, úlcera, depressão, nódulos e até mesmo tumor. São doenças físicas, que podem ter como origem a dificuldade de perdoar. É como se a pessoa implodisse, ou seja, explodisse para dentro dela mesma, por não conseguir liberar o perdão.

Pedir e conceder o perdão

É tão interessante, que podemos falar da necessidade de pedir perdão e também da necessidade de dar perdão. Muitas vezes, temos dificuldade de receber o perdão. A pessoa se humilha, arrepende-se do que fez, pede perdão, mas o outro, tão preso em suas emoções, amarguras, feridas e mágoas, não consegue perdoar. Isso também é destrutivo, porque a questão está no conseguir superar o sentimento produzido. Se eu ferir o outro e conseguir fazer o movimento de pedir perdão, posso estar superando meus sentimentos nocivos. O mesmo acontece com aquele que consegue dar o perdão para aquele que lhe pede.

Quem nos destrói são os sentimentos de mágoa e ressentimento, não o ato de perdoar. E perdoar é o nosso remédio, é a via de libertação, pois a mágoa e o ressentimento são sentimentos tão nocivos, que possuem capacidade de destruição, paralisação e retrocesso. Façamos o seguinte caminho:

– Reconhecimento: olhar para seus sentimentos e reconhecer que se sente ferido, e isso tem paralisado, adoecido você;
– Decisão: diante da minha paralisação e adoecimento, decido sair desse lugar;
– Ação: ter a iniciativa de pedir ou receber o perdão.

Não há como viver essas três etapas ao mesmo tempo. No entanto, é preciso esforçar-se para vencer uma de cada vez, olhando para a situação atual e focando no lugar que deseja chegar, a libertação dos sentimentos que acorrentam e adoecem.

Por que é tão importante perdoar?

O perdão tem poder de libertação. Faz-nos sair de nós mesmos, do nosso orgulho, vaidade e autossuficiência; conduz-nos a um caminho que nos faz reconhecer que somos imperfeitos e humanos, mas que podemos sempre recomeçar. Você está disposto a pedir e dar perdão ou vai ficar cultivando sentimentos capazes de gerar a morte? A escolha sempre será nossa, pois perdoar é ter a capacidade de libertar-se do seu pior sentimento!

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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REDAÇÃO CENTRAL, 19 Set. 17 / 03:00 pm (ACI).- Em rede nacional, durante transmissão de seu culto no último domingo, 17 de setembro, o pastor Agenor Duque pediu perdão aos católicos pelo episódio em que comparou a imagem de Nossa Senhora Aparecida a uma garrafa de coca-cola e incentivou a quebrá-la.

A retratação do líder protestante aconteceu após um encontro com o Deputado federal católico Flavinho no dia 15 de setembro, quando conversaram sobre o fato que gerou rechaço de muitos católicos.

Em agosto, circulou nas redes sociais o vídeo de um culto no qual o pastor Agenor aparece com uma garrafa de coca-cola na mão, a qual compara com a imagem da Padroeira do Brasil e profere insultos contra ela, incentivando as pessoas a jogar fora suas imagens de santos.

Após a divulgação deste vídeo, o Deputado Flavinho chegou a acionar o Ministério Público de São Paulo, pois, conforme explicou na ocasião, o ato do pastor configurava “dois crimes: vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso e de racismo”, uma vez que fez referência à cor escura da coca-cola para se referir à cor da imagem da Padroeira do Brasil.

Entretanto, no dia 15 de setembro, Flavinho fez uma transmissão ao vivo por meio de sua página no Facebook na qual apareceu ao lado do pastor Agenor Duque, que o convidou a ir à Igreja Plenitude do Poder de Deus para conversarem sobre o fato e para que pudesse se desculpar com os católicos.

Neste vídeo, o líder protestante admite que também se sentiria “revoltado se algum dos senhores fizesse uma exemplificação que machucasse a minha fé”.

“Se em algum momento eu foi ofensivo, hostil ao falar, peço perdão. Peço também que vocês orem por mim”, manifesta, adiantando ainda que faria o mesmo pedido de perdão ao vivo em seu culto de domingo.

O pastor cumpriu sua promessa e pediu perdão no dia 17 de setembro. Exibiu ainda o vídeo gravado ao lado do Deputado Flavinho, no qual afirma que “estamos em um país laico, mas devemos respeitar todas as religiões”.

“Estou aqui publicamente mais uma vez para dizer a você, católico, se você se sentiu ofendido, magoado pelo vídeo que fiz exemplificando com a coca-cola, humildemente, diante dos céus, peço perdão”, expressou.

Por sua fez, Flavinho se disse feliz por poder promover “esse momento de pacificação”. “Acho que nosso país de uma forma geral está precisando ser pacificado. Não somos nós, cristãos, que vamos jogar gasolina na fogueira. Ao contrário, temos o Deus da paz ao nosso lado, no nosso coração”.

Além disso, o parlamentar também publicou em sua rede social este mesmo vídeo do culto em que o pastor se desculpa e afirmou que “no Evangelho da liturgia deste domingo, Jesus nos coloca na dinâmica do perdão sem limites, por isso, acolho o pedido de perdão e a retratação pública feita pelo pastor Agenor”.

“Não aceitamos ofensas, não ofendemos, mas não podemos negar o perdão àqueles que nos pedem. Houve uma ação de ofensa à nossa fé católica e houve uma ação de pedido de retratação e de pedido de perdão pela ação equivocada”, completou o deputado.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Um caminho psicológico e espiritual para se livrar de um fardo muito pesado

Perdoa o teu irmão!”: muitos pais repetem esta ordem quando os filhos brigam, achando que o perdão é uma espécie de consequência automática de apenas pedir e pronto. No entanto, o verdadeiro perdão depende da nossa real vontade de perdoar. Aliás, depende só dela: podemos inclusive perdoar um agressor que nem está arrependido (assim como também poderíamos nos recusar a perdoar alguém que sinceramente se arrependeu). Perdoar é um ato da pessoa que foi ferida. E, mesmo que não apague o mal que o agressor cometeu contra nós, ele supera esse mal, em nossa alma, com um bem maior, que é precisamente o gesto de perdoar.

Nem sempre é fácil – nem sequer em família. Pense em casos como traição conjugal, desavença entre irmãos, brigas por dinheiro…

O psicólogo canadense Jean Monbourquette nos sugere um caminho interior de 12 etapas em seu livro “Comment pardonner?” (“Como perdoar?”, em tradução livre do título; o original em francês é de 1992, pela Novalis/Bayard, Ottawa/Paris). Trata-se de um caminho espiritual e psicológico que nos pede buscar na alma aberta a Deus o que somos incapazes de realizar apenas com as nossas forças humanas.

A condição prévia ao perdão é:

1 – Decida não vingar-se, dando fim à ofensa. Não há necessidade de continuar sofrendo. Você é responsável por restaurar a sua própria dignidade e rejeitar a condição de vítima. Vingar-se, tanto por meio de pequenas alusões quanto mediante um contra-ataque direto, só serviria para alimentar o rancor e atrasar a paz, evitando voluntariamente cicatrizar a própria ferida.

A fase emocional do caminho do perdão é a cura psicológica:

2 – Reconheça a sua ferida. Seu sofrimento pode ser uma mistura de vergonha e humilhação, e aceitar este fato evita que eles se disfarcem de ira ou negação.

3 – Compartilhe a sua ferida com alguém. Verbalize a suas emoções, coloque-as em perspectiva mediante o desabafo com alguém de confiança. Sinta-se compreendido.

4 – Identifique bem a perda que você sofreu. Não rebaixe a sua importância! As feridas não são comparáveis; o sofrimento de cada um é único; e identificar a ferida permite entendê-la melhor, sem negá-la (nem exagerá-la). Qual é a fibra sensível do seu interior que foi afetada por essa ofensa?

5 – Reconheça a sua ira e desejo de vingança. É um sentimento normal – mas deve ser controlado. Reconheça essa raiva para não deixá-la projetar-se contra outra pessoa ou contra você mesmo: encontra válvulas de escape saudáveis, como o esporte.

6 – Perdoe a si mesmo. Isto surpreende você? Acontece que você corre o risco de não querer parecer vulnerável. Mas todos somos. Peça a graça de encontrar a reta compaixão por si mesmo, que não é complexo de vitimismo. Isto é importante para superar a ofensa sofrida.

7 – Compreenda o ofensor. Isto pode ser possível depois de certo tempo de trabalho de cura da sua ferida. É muito importante aprender a diferenciar entre o ato e a pessoa.

8 – Encontre um sentido para a ofensa, por mais difícil que isto pareça. Cada feridas curada é uma oportunidade para crescer. Pergunte-se, por exemplo, o que ela ajudou você a descobrir sobre si mesmo, seus limites, suas fragilidades, seus recursos, sua mudança nas relações com os outros.

Por último vem a etapa do perdão integral, que convoca todos os seus recursos espirituais.

9 – Sinta-se digno de perdão. Sinta-se você mesmo perdoado. Faça a experiência de deixar-se amar de maneira incondicional, por uma fonte de Amor que vai muito além de você. Você pode chamá-la de Deus, se for crente. Na certeza de ser amado, com toda a grande força interior que ela proporciona, você poderá continuar o caminho do perdão.

10 – Não fique se forçando a querer perdoar. O seu perdão é maior que você e precisa de um tipo de generosidade maior que a meramente humana. Peça esta força a Deus.

11 – Abra-se à graça de perdoar. Permita que Deus aja no seu interior!

12 – Decida entre terminar a relação ou renová-la. O perdão permite que você reencontre a liberdade na relação. Pondere se é possível recuperar a relação; sim, às vezes é necessário encerrá-la. Como quer que seja, a sua perspectiva sobre si mesmo e sobre o seu ofensor terá mudado profundamente, mesmo que não haja reconciliação ou que o ofensor tenha falecido.

Embora seja espiritual, o perdão não é uma questão de religião. O seu valor curativo é comprovado: ele diminui a ansiedade, alivia a depressão, acalma os arrebatamentos de ira e aumenta a autoestima. A mulher abandonada pelo marido com dois filhos pequenos pode ter caído em depressão, mas o perdão que ela conseguiu dar a si mesma e ao marido lhe permitiu redescobrir a própria força vital e tirar das costas um fardo pesado; ela parou de se menosprezar, superou a ferida e se tornou livre. Seja livre você também: perdoe!

Fonte: Aleteia Brasil

“O nome de Deus é misericórdia… Amor a Deus e amor ao próximo são dois amores inseparáveis… A Igreja não é um time de futebol que busca torcedores”

A jornalista Stefania Falasca, do jornal italiano Avvenire, entrevistou o Papa Francisco a respeito do encerramento do Jubileu da Misericórdia e da busca da união entre os cristãos.

Confira alguns trechos, com destaque para 6 reflexões inspiradoras:

“O Onipotente tem péssima memória. Quando Ele perdoa você, Ele se esquece do seu pecado”

Quem descobre que é muito amado começa a sair daquela solidão ruim, daquela separação que leva a odiar os outros e a si mesmo. Eu espero que muitas pessoas tenham descoberto que são muito amadas por Jesus e tenham se deixado abraçar por Ele. A misericórdia é o nome de Deus e é também a “fraqueza” dele, o ponto fraco dele. A misericórdia de Deus o leva sempre ao perdão, a esquecer os nossos pecados. Eu gosto de pensar que o Onipotente tem uma péssima memória. Quando Ele perdoa você, Ele se esquece [do seu pecado]. Porque Ele é feliz em perdoar. Para mim, isso basta. Assim como para a mulher adúltera do Evangelho, “que muito amou”. “Porque Ele muito amou”. Todo o cristianismo está aqui.

“Amor a Deus e amor ao próximo são dois amores inseparáveis”

Jesus não pede grandes gestos, apenas o abandono e o reconhecimento. Santa Teresa de Lisieux, que é doutora da Igreja, na sua “pequena via” para Deus, indica o abandono da criança, que adormece sem reservas nos braços do seu pai, e lembra que a caridade não pode permanecer fechada no fundo. Amor a Deus e amor ao próximo são dois amores inseparáveis.

“O nome de Deus é misericórdia (Bento XVI)”

[O Jubileu] Foi um processo que amadureceu no tempo, por obra do Espírito Santo. Antes de mim, houve São João XXIII que, com a Gaudet mater Ecclesia, no “remédio da misericórdia”, indicou o caminho a seguir na abertura do Concílio; depois, o Bem-aventurado Paulo VI, que, na história do Samaritano, viu o seu paradigma. Depois, houve o ensinamento de São João Paulo II, com a sua segunda encíclica, Dives in misericordia, e a instituição da Festa da Divina Misericórdia. Bento XVI disse que “o nome de Deus é misericórdia”. São todos pilares. Assim, o Espírito leva adiante os processos na Igreja, até o cumprimento.

“A Igreja existe somente como instrumento para comunicar às pessoas o desígnio misericordioso de Deus”

Fazer a experiência vivida do perdão que abarca a família humana inteira é a graça que o ministério apostólico anuncia. A Igreja existe somente como instrumento para comunicar às pessoas o desígnio misericordioso de Deus. No Concílio, a Igreja sentiu a responsabilidade de estar no mundo como sinal vivo do amor do Pai. Com a Lumen gentium, ela voltou para as fontes da sua natureza, ao Evangelho. Ele desloca o eixo da concepção cristã de um certo legalismo, que pode ser ideológico, à Pessoa de Deus que se fez misericórdia na encarnação do Filho. Alguns continuam não compreendendo, ou branco ou preto, mesmo que seja no fluxo da vida que se deve discernir. O Concílio nos disse isso. Os historiadores, porém, dizem que um Concílio, para ser bem absorvido pelo corpo da Igreja, precisa de um século… Nós estamos na metade.

“Quanto às opiniões, sempre é preciso distinguir o espírito com o qual são ditas. Quando não há um mau espírito, elas também ajudam a caminhar”

O próprio Jesus reza ao Pai para pedir que os seus sejam uma coisa só, para que assim o mundo creia. É a Sua oração ao Pai. Desde sempre, o bispo de Roma é chamado a conservar, a buscar e servir essa unidade. Sabemos também que não podemos curar por nós mesmos as feridas das nossas divisões, que dilaceram o corpo de Cristo. Portanto, não podem ser impostos projetos ou sistemas para voltarmos a estar unidos. Para pedir a unidade entre nós, cristãos, só podemos olhar para Jesus e pedir que o Espírito Santo atue entre nós. Que seja Ele que faça a unidade. No encontro de Lund com os luteranos, eu repeti as palavras de Jesus, quando diz aos seus discípulos: “Sem mim, vocês não podem fazer nada”. O encontro com a Igreja Luterana em Lund foi um passo a mais no caminho ecumênico que iniciou há 50 anos e em um diálogo teológico luterano-católico que deu os seus frutos com a Declaração Comum, assinada em 1999, sobre a doutrina da Justificação, isto é, sobre como Cristo nos torna justos salvando-nos com a Sua Graça necessária, ou seja, o ponto a partir do qual tinham partido as reflexões de Lutero. Portanto, voltar ao essencial da fé para redescobrir a natureza daquilo que nos une. Antes de mim, Bento XVI tinha ido para Erfurt e ele tinha falado cuidadosamente sobre isso, com muita clareza. Ele tinha repetido que a pergunta sobre “como eu posso ter um Deus misericordioso?” tinha penetrado no coração de Lutero e estava por trás de toda a sua busca teológica e interior. Houve uma purificação da memória. Lutero queria fazer uma reforma que devia ser como um remédio. Depois, as coisas se cristalizaram, se misturaram aos interesses políticos da época, e acabou-se no cuius regio eius religio, pelo qual era preciso seguir a confissão religiosa de quem tinha o poder. Eu sigo o Concílio. Quanto às opiniões, sempre é preciso distinguir o espírito com o qual são ditas. Quando não há um mau espírito, elas também ajudam a caminhar. Outras vezes, logo se vê que as críticas são feitas aqui e ali para justificar uma posição já assumida, não são honestas, são feitas com mau espírito para fomentar divisão. Logo se vê que certos rigorismos nascem de uma falta, de querer esconder dentro de uma armadura a própria triste insatisfação. Se você assistir ao filme “A festa de Babette”, há esse comportamento rígido.

“Todo proselitismo entre cristãos é pecaminoso. A Igreja não é um time de futebol que busca torcedores”

Servir aos pobres significa servir a Cristo, porque os pobres são a carne de Cristo. E, se servimos aos pobres juntos, isso significa que nós, cristãos, nos reencontramos unidos ao tocar as chagas de Cristo. Eu penso no trabalho que, depois do encontro de Lund, a Cáritas e as organizações de caridade luteranas podem fazer juntas. Não é uma instituição, é um caminho. Certos modos de contrapor as “coisas da doutrina” às “coisas da caridade pastoral”, ao contrário, não estão de acordo com o Evangelho e criam confusão. A Declaração Conjunta sobre a Justificação é a base para poder continuar o trabalho teológico. O estudo teológico deve seguir em frente. Há o trabalho que está sendo feito pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O caminho teológico é importante, mas sempre junto com o caminho de oração, fazendo, juntos, obras de caridade. Obras que são visíveis. A unidade não se faz porque nos colocamos de acordo entre nós, mas porque caminhamos seguindo Jesus. E caminhando por obra daquele que seguimos, podemos nos descobrir unidos. É o caminhar atrás de Jesus que une. Converter-se significa deixar que o Senhor viva e opere em nós. Assim, descobrimos que nos encontramos unidos também na nossa missão comum de anunciar o Evangelho. Caminhando e trabalhando juntos, percebemos que já estamos unidos no nome do Senhor, e que, portanto, não somos nós que criamos a unidade. Percebemos que é o Espírito que nos impele e nos leva para a frente. Se você é dócil ao Espírito, será Ele que irá lhe dizer o passo que pode dar. O resto é Ele quem faz. Não podemos ir atrás de Cristo se Ele não nos leva, se o Espírito não nos impulsiona com a Sua força. Por isso, é o Espírito o artífice da unidade entre os cristãos. É por isso que eu digo que a unidade se faz caminhando, porque a unidade é uma graça que se deve pedir, e também porque eu repito que todo proselitismo entre cristãos é pecaminoso. A Igreja nunca cresce por proselitismo, mas “por atração”, como escreveu Bento XVI. O proselitismo entre os cristãos, portanto, é em si mesmo um pecado grave. Porque contradiz a própria dinâmica de como nos tornamos e permanecemos cristãos. A Igreja não é um time de futebol que busca torcedores. O encontro de Lund, assim como todos os outros passos ecumênicos, também foi um passo à frente para levar a compreender o escândalo da divisão, que fere o corpo de Cristo e que, também diante do mundo, não podemos nos permitir. Como podemos dar testemunho da verdade do amor se brigamos, se nos separarmos entre nós? Quando eu era criança, não se falava com os protestantes. Havia um sacerdote em Buenos Aires que, quando os evangélicos vinham rezar com as barracas, ele mandava o grupo de jovens queimá-las. Agora, os tempos mudaram. O escândalo deve ser superado simplesmente fazendo as coisas juntos, com gestos de unidade e de fraternidade.

Fonte: ALETEIA BRASIL

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Pedir desculpas é um ato de quem falhou, desculpar é uma opção do outro que precisa ser respeitada

Todos erramos e, mesmo sem querer, acabamos em algum momento magoando outras pessoas. Pedir desculpas é um ato de humildade, pois demonstra que a pessoa assume seu erro e sente muito por isso. O pedido de perdão é sempre enobrecedor e denota caráter, sentimento de justiça e boa vontade.

O orgulho é um grande obstáculo no caminho da harmonização, um grave empecilho para os relacionamentos saudáveis. Algumas pessoas guardam remorsos intensos que provocam grande dor, mas não são capazes de externá-los e preferem se afastar. Outros optam por fazer que nada aconteceu, agindo com normalidade perante a pessoa que ofendeu, desrespeitando os sentimentos dela. Enfim, a dificuldade de assumir um erro é um elemento destruidor das relações e, por consequência sempre provoca dor.

Para que um pedido de desculpas tenha o resultado esperado é necessário primeiro que seja uma manifestação autêntica, ou seja, que represente os mais puros sentimentos. Depois é preciso que não se espere nada em troca, nem mesmo ser desculpado, importante ter em mente que pedir desculpas é um ato de quem falhou, desculpar é uma opção do outro que precisa ser respeitada. A maneira de se expressar também é essencial, melhor falar pouco, alongar a conversa pode fazer com que se perca o objetivo. E muito cuidado para não inventar justificativas ou tentar destorcer as coisas do tipo: “Eu errei, mas você também não agiu certo comigo”. Afinal, isso é um pedido de desculpas ou uma cobrança?

Um estudo feito na Universidade de Ohio, nos Estados Unidos aponta como ações fundamentais para que o pedido de desculpas tenha maior chance de surtir efeito: admitir o erro, oferecer-se para reparar o problema, expressar arrependimento sincero e, sempre que possível, pedir desculpas cara a cara. Ou seja, para um pedido genuíno de desculpas é primordial que a pessoa tenha consciência que errou, deseje sinceramente reparar seu erro e manifeste sentimento de arrependimento para a pessoa ofendida ou, de alguma forma, prejudicada.

Os benefícios desse comportamento vão desde a saúde mental até a física, tanto para quem pede perdão, como para quem perdoa. Solicitar o perdão nos livra da culpa e perdoar nos isenta da mágoa, ambas emoções de grande poder destrutivo. Isso já foi tão amplamente comprovado que, há muito tempo, o perdão deixou de ser apenas religioso e passou a ser terapêutico.

Vale a pena pedir e dar o perdão!

Perdoar da boca para fora é muito fácil. Difícil é perdoar do peito para dentro.

Não há como escapar. Em determinado momento da vida, alguém vai dizer coisas que você não queria/deveria ouvir ou fazer algo que você jamais esperava. Palavras duras, pesadas, que magoarão e farão sangrar. Atitudes marcantes, que atormentarão o sono e desencadearão noites de insônia. Mais do que isso. Essas palavras serão ditas por pessoas queridas por você e das quais você jamais imaginava. Sendo assim, como proceder?

Falando a verdade, a maioria de nós sente enorme dificuldade em lidar com situações desse tipo. Guardamos mágoa, ficamos ressentidos, deixamos o coração penar. Perdoar da boca para fora é muito fácil. Difícil é perdoar do peito para dentro. Entretanto, que tipo de benefício guardar rancor traz?

Ficamos pesados, tristes, perturbados com um pesadelo que sempre se repete. Escutando, sempre que o silêncio se instala, o eco do sofrimento percorrendo a mente e o coração. Passamos a alimentar um monstro dentro de nós, o qual nos sufoca, porque se nutre do ódio que carregamos. Um fardo incômodo que nos impede de seguir em frente.

Dessa forma, o ódio acaba se tornando uma espécie de grilhão que nos prende ao passado, retirando de nós a capacidade de viver o presente e perceber o que acontece de positivo na nossa vida. Há, inclusive, a criação de uma visão totalmente negativa do ser humano, em que se realçam tão somente os aspectos negativos presentes nas pessoas, impedindo, por conseguinte, a capacidade de ver as belezas que também permeiam estas.

Em outras palavras, o ódio nos torna cegos e, ainda que este tenha se desencadeado por um mal causado por outrem, não devemos alimentá-lo, porque, no fim das contas, nós nos tornamos os principais prejudicados, já que ele rouba completamente a nossa energia e como é dito no filme “A Outra História Americana” – “A vida é muito curta para se estar o tempo todo com raiva”.

Sei que muitas coisas que nos acontecem são difíceis de serem perdoadas, porque a verdade é que toda vez que confiamos em alguém, nunca esperamos que aquela pessoa quebre o sentimento que depositamos nela. Não importa se você nunca quebrou a cara ou já se arrebentou mil vezes. Toda relação que se cria, toda conexão que se estabelece, é uma nova comunicação de almas, bem como, é a renovação da humanidade que havíamos desacreditado.

Por isso, dói tanto quando uma pessoa nos machuca, porque esperávamos que dessa vez fosse diferente. Entretanto, isso sempre vai acontecer. Seja com pessoas novas em nossas vidas, seja, como disse, com as pessoas que mais amamos, de maneira que o ódio sempre estará à espreita, pronto para retornar, como a seca que atormenta o sertanejo.

No entanto, guardar mágoa, rancor, ódio, nunca será a melhor opção, uma vez que depois que o alimentamos, torna-se difícil fugir das suas amarras e, assim, tudo se torna inferno e nós queremos apenas que ele queime e queime, sem expurgar a nossa dor, uma autoflagelação ininterrupta, a qual renova o sangue das marcas deixadas.

Eu acho que por mais que as pessoas nos machuquem, se soubermos olhar, sempre haverá alguém nos abraçando, procurando curar cada ferida no nosso corpo. Às vezes, as coisas dependem de um olhar em perspectiva, para que possamos perceber que o perdão não é uma forma de ser trouxa ou de livrar a barra de quem nos fez mal, e sim, de que perdoar é dizer que mesmo estando machucado, ainda somos capazes de ser luz no meio da escuridão e que não vamos desperdiçar a nossa energia com ódio, até porque de ódio o mundo já está cheio, o que ele anda precisando mesmo é de amor.

Fonte: Contioutra

“A porta da misericórdia de Deus é sempre aberta para todos. Deus não tem preferências”

“Nossa vida não é um videogame e nem uma novela. Nossa vida é uma coisa séria e o objetivo a alcançar é importante: a salvação eterna”. Assim disse o Papa em sua reflexão neste domingo (21/08). Aos milhares de fiéis que neste domingo ensolarado tomaram a Praça São Pedro, o Papa falou sobre a salvação representada pela porta de Jesus, que conduz ao perdão do Pai.

Porta de Jesus é sempre aberta para todos

“A porta da misericórdia de Deus – prosseguiu – é sempre aberta para todos. Deus não tem preferências, pois acolhe sempre todos, sem distinção. E a salvação que Ele nos dá é um fluxo incessante de misericórdia que derruba qualquer barreira e abre para surpreendentes perspectivas de luz e de paz”.

No Evangelho de Lucas, Jesus adverte: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. Pois eu vos digo que muitos ten­tarão entrar e não conseguirão”. “Esta porta não é estreita porque é oprimente – explicou o Papa – mas porque assim, nós limitamos e contemos nosso orgulho e nosso medo; e nos abrimos com coração humilde e confiante a Ele, reconhecendo-nos como pecadores e necessitados de seu perdão”.

Em silêncio para meditar com os fiéis

Improvisando, o Papa propôs aos presentes que pensassem em silêncio alguns instantes nas coisas que cada um têm dentro e que impedem que se atravesse esta porta: o orgulho, a soberba, os pecados…

“Depois, pensemos na outra porta, aquela que está escancarada… a da misericórdia de Deus que nos espera do outro lado, para nos perdoar. Esta porta é a ocasião”.

Referindo-se ainda à narração de Lucas, Francisco lembrou que “a um certo ponto, o dono da casa se levanta e fecha a porta. “Mas se Deus é bom e nos ama, por que fecha a porta? Porque nossa vida não é um videogame e nem uma novela. Nossa vida é uma coisa séria e o objetivo a alcançar é importante: a salvação eterna. Ao entrar pela porta de Jesus, a porta da fé e do Evangelho, deixamos para trás atitudes mundanas, maus hábitos, egoísmos e fechamentos”.

Maria nos ajude a compreender

A exortação final do Pontífice foi a Maria: “a ela, peçamos que nos ajude a entender as ocasiões que o Senhor nos oferece para atravessar a porta da fé e percorrer uma estrada maior: o caminho da salvação, capaz de acolher todos os que se deixam envolver pelo amor. É o amor que salva; é o amor que na terra é fonte de bem-aventuranças para aqueles que na mansidão, na plenitude e na justiça, se esquecem de si e se doam aos outros, especialmente aos mais frágeis”.

Fonte: Rádio Vaticano

“Eu te perdoo”: estas podem ser as três palavras mais difíceis de serem ditas

“Eu te perdoo”: estas podem ser as três palavras mais difíceis de serem ditas. Apesar de simples, carregam um peso enorme. Perdoar pode ser extremamente difícil, principalmente quando você está se sentindo triste, desapontado e ferido pelo que aconteceu. Mas o perdão é libertador, ele consegue te livrar da dor, do sofrimento e da culpa que podem te acompanhar durante uma vida inteira. Faz bem tanto para a “vítima” quanto para o “culpado”, é fruto de um trabalho pessoal e interno que sempre começa com o desejo de perdoar.

Mais do que tudo, perdoar é um ato de coragem. Para perdoar você vai ter que passar por várias etapas que, apesar de dolorosas, são necessárias para liberar o melhor presente que você pode dar ou receber de alguém: o perdão.

Por que é tão difícil perdoar?

O perdão é um fardo pesado. Você está ferido, está machucado, e isso não parece nem um pouco justo para você. Você quer descarregar a sua dor mas não sabe onde descontá-la, então continua carregando esse fardo com você.

Para você, perdoar não faz sentido. Você acha que é ilógico perdoar alguém que te causou tanto mal e lhe trouxe tanta dor. Você provavelmente diz para si mesmo: “Ele é quem deve me pedir perdão. Foi ele quem me machucou. Por que então eu deveria perdoá-lo?”.

É preciso ter muita coragem para perdoar alguém. Você precisa se tornar vulnerável quando tudo o que mais quer é se proteger. Perdoar é difícil porque você se expõe ao medo de ser ferido novamente.

A seguir estão os sete passos a serem seguidos para perdoar alguém:

1. Identifique a sua mágoa

Localize a verdadeira fonte de sua dor, se necessário vá até as profundezas do seu ser para achá-la. Às vezes, já estamos há tanto tempo machucados que já nem nos lembramos mais do real motivo do nosso ressentimento. É importante lembrar que às vezes também precisamos de perdão, nem sempre o outro foi a causa de nossa mágoa. Às vezes cometemos erros e nos culpamos demais, por isso é importante identificar a causa da sua mágoa. Então tente descobrir qual é a causa desse sentimento conflitante: você pode ter fracassado, perdido uma oportunidade por causa de alguém, ou alguém pode ter sido cruel com você, te ofendido ou até mesmo te agredido, etc.. Independentemente da razão, tente identificar a raiz de sua dor.

2. Reconheça que você tem emoções dolorosas

O que você está sentindo? Tristeza, culpa, raiva, solidão? Pode ser até mesmo algo mais profundo que isso, como ódio, aversão, ciúmes ou depressão? Isso tudo faz parte de um mecanismo de defesa que está bem enterrado em algum lugar do seu inconsciente, é necessário deixar que essas emoções fluam e que você reconheça e expresse o que estiver sentindo. Escreva em uma folha todas as emoções negativas que você está sentindo, se acha que não consegue fazer isso sozinho, procure um psicoterapeuta. Não julgue a si mesmo, lembre-se que isso tudo faz parte do processo e mesmo que seja doloroso, é necessário que sinta essas emoções para que se livre do fardo pesado que está carregando.

3. Perdoe a si mesmo

O perdão começa de dentro para fora. Lembre-se de que a culpa não é sua, não se sinta culpado por alguém ter te machucado. Só porque você estava envolvido não implica que você tenha sido o culpado por tudo o que aconteceu, perdoar a si mesmo é essencial para conseguir liberar o perdão. Apenas se perdoando você será capaz de se livrar das emoções negativas que estão associadas à dor causada pela outra pessoa.

4. Tenha empatia

Deixe o fluxo da empatia entrar em sua vida. Em primeiro lugar seja empático consigo mesmo, em seguida, tente aos poucos ter empatia pela pessoa que o magoou. Tente entender suas motivações, emoções, circunstâncias, tente entender o porquê dela ter agido de tal forma. Você precisa desafiar a si mesmo e se colocar no lugar dessa pessoa para conseguir ver a situação a partir da perspectiva dela.

5. Perdoe

Compaixão e empatia se materializam em ações quando você esquece o problema e parte para a solução. Sinta-se livre para perdoar essa pessoa. Você é capaz de perdoá-la agora que já se perdoou e viu as coisas por outra perspectiva. Não vale a pena continuar carregando esse peso. Lembre-se de que o perdão é a melhor coisa que alguém pode receber, então perdoe e se livre desse fardo!

6. Tenha gratidão

O perdão é uma das formas mais poderosas de crescimento pessoal, tanto para quem perdoa quanto para quem é perdoado. Muitas pessoas que foram perdoadas concordam que esse gesto as libertou e mudou as suas vidas de forma positiva. Quando você se livra do fardo da mágoa e de todos os sentimentos negativos que estão associadas a ela, você adquire a paz e a liberdade necessária para viver uma versão melhor de si mesmo. Você também passa a transmitir essa paz e liberdade às pessoas ao seu redor.

7. Permita-se amar novamente

O perdão permite que possamos amar novamente. Agora que você finalmente conseguiu liberar o perdão, seu coração poderá se encher de amor. Você está mais forte, porque sabe que é capaz de amar a si mesmo e aos outros, não importa qual foi a magnitude das transgressões sofridas no passado, agora você tem uma das melhores habilidades que um ser humano pode desenvolver: o perdão.

(Raquel Lopes, via Psiconlinews)

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