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Pope Francis attends his general audience in Saint Peter's Square at the Vatican, on November 16, 2016. Photo courtesy of Reuters/Alessandro Bianchi *Editors: This photo may only be republished with RNS-POPE-CARDINALS, originally transmitted on November 17, 2016.

“A liberdade é a condição para poder caminhar olhando a luz à frente”

Nos momentos de provação não voltar aos esquemas do mundo, que tiram a liberdade. É preciso, pelo contrário, permanecer no caminho para a santidade. Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa celebrada na manhã desta terça-feira (29/05) na Casa Santa Marta, inspirando-se na primeira leitura (1Pd 1,10-16) do dia, na qual Pedro exorta a caminhar para a santidade.

E o chamado à santidade, que é o chamado normal, é o chamado a viver como cristão, isto é, viver como cristão é o mesmo que dizer “viver como santo”. Tantas vezes nós pensamos na santidade como algo extraordinário, como ter visões ou orações elevadíssimas… ou alguns pensam que ser santo significa ter uma cara de santinho. Não! Ser santos é outra coisa. É caminhar no que o Senhor nos diz sobre a santidade. E, o que é caminhar na santidade? E Pedro diz: “ponde toda a vossa esperança na graça que vos será oferecida na revelação de Jesus Cristo”.

“Caminhar para a santidade” consiste portanto no caminhar para aquela graça que vem ao encontro, caminhar para a esperança, estar em tensão rumo ao encontro com Jesus Cristo.

É como quando se caminha em direção à luz: tantas vezes não se vê bem o caminho porque a luz nos ofusca. “Mas não erramos – observa o Papa – porque vemos a luz e conhecemos o caminho”.

Quando, ao invés disso, se caminha com a luz nas costas, se vê bem a estrada, mas na realidade, porém, diante de nós existe a sombra, não luz.

Para caminhar para a santidade, depois, é necessário “ser livres e sentir-se livres”. O Papa adverte porém que existem tantas coisas que escravizam. Por isso Pedro exorta a não conformar-se aos desejos “do tempo da vossa ignorância.” Também Paulo na Primeira leitura aos Romanos diz: “não conformai-vos”, que significa “não entrem nos esquemas”:

Esta é a tradução correta destes conselhos – não entrem nos esquemas do mundo, não entrem nos esquemas, no modo de pensar mundano, no modo de pensar e de julgar que o mundo oferece a você, porque isso tira sua liberdade”. E para andar na santidade, devemos ser livres: a liberdade de andar olhando a luz, de seguir em frente. E quando voltamos, como diz aqui, ao modo de viver que tínhamos antes do encontro com Jesus Cristo ou quando nós voltamos aos padrões do mundo, perdemos a liberdade.

No livro do Êxodo vemos, de fato, como tantas vezes o povo de Deus não quis olhar para frente, para a salvação, mas voltar atrás. Lamentavam-se e “imaginavam a bela vida que passavam no Egito”, onde comiam cebolas e carne, destaca Francisco.

“Nos momentos de dificuldade, o povo volta atrás”, “perde a liberdade”: é verdade que comiam coisas boas, mas na “mesa da escravidão”.

Nos momentos de provação, sempre temos a tentação de olhar para trás, de olhar para os esquemas do mundo, para os padrões que tínhamos antes de iniciar o caminho da salvação: sem liberdade. E sem liberdade não se pode ser santos. A liberdade é a condição para poder caminhar olhando a luz à frente. Não entrar nos esquemas da mundanidade: caminhar em frente, olhando para a luz que é a promessa, na esperança; essa é a promessa como o povo de Deus no deserto: quando olhavam para frente, iam bem; quando vinha a nostalgia porque não podiam comer as coisas boas que lhes davam lá, erravam e esqueciam que lá não tinham liberdade.

O Senhor, portanto, chama à santidade de todos os dias. E há dois parâmetros para saber se estamos no caminho para a santidade: antes de tudo, se olhamos para a luz do Senhor na esperança de encontrá-lo e, depois se, quando chegam as provações, olhamos em frente e não perdemos a liberdade, refugiando-nos nos esquemas mundanos que “prometem tudo e não te dão nada”.

“Sejam santos porque eu sou santo”, é o mandamento do Senhor. Francisco recorda isso ao concluir, exortando a pedir a graça de entender bem o que é o caminho da santidade: “um caminho de liberdade, mas em tensão de esperança rumo ao encontro com Jesus”. E entender bem também o que é ir em direção aos “esquemas mundanos que todos nós tínhamos antes do encontro com Jesus”.

(Vatican News)

fonte: https://pt.aleteia.org/

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As provações são fontes do fortalecimento e do combate espiritual

As provações nos fortalecem para o combate espiritual, por isso os apóstolos sempre estimularam os fiéis a enfrentá-las com coragem. São Pedro diz: ““Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo”” (1 Pe 4,12). Ensinando-nos que essas dificuldades nos levarão à perfeição: ““O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vós fortificará”” (1 Pe 5,10).

O mesmo apóstolo nos ensina que a provação nos “aperfeiçoarᔠe nos tornará “inabaláveis”. É importante não se deixarmos perturbar no fogo da provação. Não nos exasperar, não perder a paz e a calma, pois é exatamente isso que o tentador deseja.

Agindo diante da provação

Uma alma agitada fica a seu bel-prazer, não consegue rezar, fica irritada, mal-humorada, triste, indelicada com os outros e acaba deprimida.

O antídoto contra tudo isso é a humilde aceitação da vontade de Deus no exato momento em que algo desagradável nos ocorre, dando, de imediato, glória a Deus, como São Paulo ensina:

“Em todas as circunstâncias dai graças, pois esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus” (1Tes 5,16).

É preciso fazer esse grande e difícil exercício de dar glória a Deus na adversidade. Nesses momentos, gosto de glorificar a Deus, rezar muitas vezes o “”Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”,  até que minha alma se acalme e se abandone aos cuidados do Senhor.

Essa atitude muito agrada ao Senhor, pois é a expressão da fé pura de quem se abandona aos Seus cuidados. É como a fé de Maria e de Abraão, que “esperaram contra toda esperança” (cf. Hb11,17-19), e assim agradaram a Deus sobremaneira.

Da mesma forma, Jó agradou muito ao Todo-poderoso, porque no meio de todas as provações, tendo perdido todos os seus bens e todos os seus filhos, ainda assim soube dizer com fé:

“Nu saí do ventre da minha mãe, nu voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jo 1,21).

Afirmam os santos que vale mais um ““Bendito seja Deus!” pronunciado com o coração, no meio do fogo da provação, do que mil atos de ação de graças quando tudo vai bem.

Limpe seu coração

O Jardineiro Divino da nossa alma sabe os métodos que deve empregar para limpar cada alma. Não se assuste com as podas que Ele fizer no jardim de sua alma.

Santa Teresa diz que ouviu Jesus dizer-lhe: “”Fica sabendo que as pessoas mais queridas de meu Pai são as que são mais afligidas com os maiores sofrimentos””. Por isso afirmava que não trocaria os seus sofrimentos por todos os tesouros do mundo. Tinha a certeza de que Deus a santificava pelas provações. A grande santa da Igreja chegou a dizer que “quando alguém faz algum bem a Deus, o Senhor lhe paga com alguma cruz”.

Para nós, essas palavras parecem um absurdo, mas não para os santos, que conheceram todo o poder salvífico e santificador do sofrimento.

“As nossas tribulações de momento são leves e nos preparam um peso de glória eterna” (II Cor 4,17).

Quando São Francisco de Assis passava um dia sem nada sofrer por Deus, temia que o Senhor tivesse se esquecido dele. São João Crisóstomo, doutor da Igreja, diz que “é melhor sofrer do que fazer milagres, já que aquele que faz milagres se torna devedor de Deus, mas no sofrimento Deus se torna devedor do homem”.

Lute contra suas misérias

As ofensas, as injúrias, os desprezos, os cinismos irritantes, as doenças, as dores, as lágrimas, as tentações, a humilhação do pecado próprio nos são necessários, pois nos dão a oportunidade de lutar contra as nossas misérias.

Isso tudo, repito mais uma vez, não quer dizer que Deus seja o Autor do mal ou se alegre com o nosso sofrimento. Não! O que o Senhor faz, de maneira até amável, é transformar o sofrimento, que é o salário do próprio pecado do homem, em matéria-prima de nossa própria salvação, dando assim, um sentido à nossa dor.

A partir daí, sob a luz da fé, podemos sofrer com esperança. É o enorme abismo que nos separa dos ateus, para quem a dor e a morte continuam a ser o mais terrível dos absurdos da vida humana.

A provação produz a perseverança, e por ela, passo a passo, chegaremos à perfeição, como nos ensina São Tiago.

“Sofrer com paciência é sabedoria, pois assim se vive com paz. Quem sofre sem paciência e sem fé revolta-se, desespera-se, sofre em dobro, além de fazer os outros sofrerem também.

Santo Afonso disse que ,“neste vale de lágrimas, não pode ter a paz interior senão quem recebe e abraça com amor os sofrimentos, tendo em vista agradar a Deus”. Segundo ele, “essa é a condição a que estamos reduzidos em consequência da corrupção do pecado”.

Fonte: Comunidade Shalom – via Canção Nova

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