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RELACIONAMENTO

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Nada substitui um pai na vida de uma criança – eis como cultivar esse vínculo importante

Antes de ter filhos, uma mulher me disse que achava que seu trabalho como mãe era ajudar seu filho a se tornar um homem bom, capaz de ser futuramente um pai e marido amoroso. Eu sempre me lembrei disso, especialmente porque todos os meus três filhos são meninos. Eu rezo por minhas possíveis futuras noras. Na verdade, eu sempre me lembro delas, especialmente quando estou tentando quebrar um hábito irritante de um dos meus filhos (por exemplo, deixar toalhas molhadas no chão do banheiro) e os provoco que suas esposas me agradecerão por consertar o “problema” agora.

Mas esse trabalho não é só meu. Criar uma casa e um estilo de vida em que meus filhos possam ver o comportamento de seu pai como modelo para eles é a melhor maneira de criá-los para serem bons homens. Aqui estão algumas maneiras de facilitar esse relacionamento especial entre pai e filho.

Compartilhar prazeres simples

Encontre algo que pai e filho possam desfrutar juntos, e aproveite a oportunidade para tirar um tempo para você.

Meu marido, por exemplo, usa algumas atividades como uma oportunidade para ensinar aos rapazes a responsabilidade pelo natureza.

Mostrar humildade

Admitir que você cometeu um erro ou agiu de forma errada é difícil. Meu marido faz questão de pedir desculpas aos meninos quando ele é impaciente com eles. Ele vai adiante e pede ajuda para ser melhor no futuro. Mostrar vulnerabilidade e humildade, e assumir a responsabilidade, ensina os meninos a reconhecer suas ações, mesmo as más ações e os erros. Também deixa claro que todo mundo erra às vezes, e que não há problema em pedir desculpas e pedir ajuda para melhorar – e que é especialmente correto fazer isso com seu pai.

Ensinar esse comportamento ajuda nossos filhos a entender que isso é um sinal de força, não de fraqueza. Meu marido também se certifica de rezar diante de nossos rapazes e com eles, ensinando-lhes boas orações para rezar ao enfrentar um dilema específico, pedindo aos anjos e santos que rezem conosco e por nós pela ajuda e orientação de Deus.

E falando de força…

Ser defensor dos indefesos

Há muita conversa entre pai e filho em nossa casa sobre como proteger os fracos, defender os que não têm poder e torcer pelos que estão perdendo. Especialmente em uma situação escolar, é crucial defender e proteger o garoto vulnerável de coisas como provocação e bullying. Nunca é bom conseguir risos à custa dos outros, especialmente se você fizer isso para desviar a atenção negativa de si mesmo. Use sua força para defender os outros ao invés de promover seus próprios interesses. Vá mais longe e ajude aqueles que fazem você se sentir um pouco desconfortável.

Tirar um momento de meninos

Às vezes, desejamos a companhia de pessoas do nosso próprio sexo. Acredite em mim, como a única dama da casa, eu entendo. Nem sempre (papai também precisa de uma pausa), mas muitas vezes meu marido incluirá nossos filhos em uma atividade que ele está fazendo com seus amigos do sexo masculino. Isso dá aos nossos garotos uma visão de como a amizade de um adulto pode parecer e permite que eles passem tempo com outros homens além do pai e dos professores.

Sou especialmente grata pelos padres do círculo de amigos do meu marido. É muito fácil para uma criança pensar no padre como uma pessoa “diferente”. Especialmente quando você só o vê apenas uma vez por semana na Missa. Gastar tempo brincando, jogando futebol, comendo ou limpando a garagem com os amigos padres do papai humaniza a vocação e mantém a cabeça e o coração dos meus filhos abertos a possibilidade de que eles possam ter uma vocação religiosa própria.

Amor e carinho

Meu marido adora abraçar. Eu? Não muito. Mas é claro que, como mãe, eu tenho garotos presos em mim praticamente o tempo todo e eu amo isso. Meu marido expressa seu amor e carinho pelos meninos tanto com abraços e beijos quanto com palavras amorosas. A coisa especial sobre o elogio dele é que, em vez de se concentrar apenas em conquistas, ele reconhece os esforços feitos na busca de metas. Eles podem se sentir orgulhosos mesmo quando eles não ganham, pois o elogio do pai mostrou que o esforço valeu a pena, e não apenas aparecer ou participar, eles aprendem que não há valor em tentar coisas em que eles não podem facilmente ter sucesso, que há valor naquelas buscas, e papai estará esperando por eles com um grande abraço.

Meu marido também se certifica de mostrar seu amor por mim perto dos meninos e demonstra as maneiras certas de tratar as mulheres. Ele se certifica de que os meninos me vejam como uma pessoa inteira e não apenas alguém que serve copos de leite e os ajuda a encontrar seus brinquedos perdidos. Ver nós dois felizes e apaixonados dá a eles uma profunda sensação de segurança de que seus pais se amam e de que podem confiar neles. Eles veem que o trabalho de um homem é ser um bom homem e que devem amar sua esposa e filhos com tudo o que ele tem.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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‘DEIXEM’ OS HOMENS SEREM HOMENS! Não se julguem não amadas por causa do que eles não falam ou não partilham.

SOMOS DIFERENTES!

As mulheres possuem uma habilidade maior para fazer amizade e para ser amiga. Pode-se dizer, falando melhor, que elas, por natureza, são inclinadas ao cuidar. As mulheres cuidam, especificamente, de pessoas. Elas são capazes, intuitivamente, de entrar na realidade interior dos seres humanos. E isso as torna mais capazes de ser e ter amigos.

Não é surpresa para ninguém que a mulher faz amizade com outras mulheres com muita facilidade. Elas mostram interesse uma nas outras. Elas gostam de trocar informações pessoais. Perseguem com sinceridade o conhecimento da outra pessoa para além da apresentação externa.

Os homens, por outro lado, são primariamente interessados no mundo exterior. Por natureza, os homens focam mais no “que” ao invés do “quem” na vida. É claro, eu não estou dizendo que os homens não possuem habilidade de “cuidar”. Estou apenas ressaltando que as mulheres têm mais facilidade do que os homens na amizade. Os homens se conhecem uns aos outros mais pelas ações do que pela conversa. Eles não se sentam e ficam trocando idéias sobre o que sentem por dentro, ou seus gostos e desgostos. Eles apenas agem, e falam dentro de situações, e o conhecimento sobre o homem se revela durante o processo. É por isso que os homens são muito mais transparentes que as mulheres.

Por que é tão importante considerar isso? Porque em namoros e no casamento pode haver uma preocupação excessiva por parte das mulheres, por elas desejarem que o homem seja o “melhor amigo” em um nível tal que é provavelmente fora da realidade. Sou totalmente a favor da amizade no namoro e no casamento, mas a amizade necessária para o casamento precisa ser definida e compreendida. Não pode ser entendida como se a mulher fosse conseguir uma pessoa com quem pudesse conversar todo tempo que quisesse, e sobre qualquer coisa.

Para conhecer qualquer pessoa de verdade, inevitavelmente terá que haver conversação falada. A razão é que nunca se pode conhecer “realmente” o que uma pessoa está falando ou experimentando no nível pessoal, ou porque fez algo, se a pessoa não falar. As ações podem sim revelar verdades sobre a pessoa, mas as ações sozinha não bastam para trazer todas as informações sobre a pessoa inteira. Então, os homens têm que falar e ser capazes de manter conversas com as mulheres. Ele não pode simplesmente ser muito tímido e não falar nada.

Por definição, uma pessoa é um ser que age. Então, o que uma pessoa faz transmite muito do que ela é. Entretanto, como seres humanos, temos uma natureza humana decaída, que nos inclina ao pecado. E, de fato, pecamos todos os dias. Agora, os nossos atos pecaminosos devem definir quem somos como pessoas? Seria injusto se fosse assim, porque todos têm a liberdade, caso abandone a graça, de ser perdoado e ter uma nova chance. A maneira com que se recupera dessas quedas diz muito mais sobre a pessoa. Obviamente, alguém que continue fazendo as mesmas coisas repetidamente provavelmente não vai parar de fazê-las. Portanto, as ações devem ser julgadas periodicamente, ao invés de apenas em momentos.

Essa é a cortesia que os homens precisam desesperadamente receber das mulheres hoje em dia porque os homens são mais orientados para a ação do que as mulheres. Portanto, os homens estão mais propensos a fazer coisas estúpidas do que as mulheres. Os homens precisam de uma paciência extra das mulheres, se ele for tentar atingir o nível de amizade que as mulheres desejam.

As mulheres têm que entender, entretanto, que os homens, tipicamente, não “precisam” do tipo de amizade profunda que as mulheres desejam. É por isso que é importante para as mulheres ter amigas mulheres próximas. Há necessidades que as mulheres têm, a nível de amizade, que não se pode esperar ser preenchida por um homem. Eu compreendo que há um ideal no casamento moderno que o homem e a mulher sejam algo como “melhores amigos”, mas isso não deve nos distrair dos aspectos práticos da vocação matrimonial aos olhos de Deus. Os dois se tornam uma só carne, mas não uma só pessoa. Sempre haverá dois indivíduos únicos no casamento, o que significa que a pessoalidade de ambos sempre vai estar se desenvolvendo e se formando. A ligação de amizade no matrimônio traz amor, segurança, sacrifício, e interesse no bem do outro. Nessa amizade só se cresce juntos.

Mas é impossível a um homem preencher completamente uma mulher, assim como é impossível a um mulher preencher completamente um homem. Acima de tudo, só Deus pode preencher completamente uma pessoa. Isso é dado. Mas também, as pessoas precisam de outras pessoas para fazê-las sempre continuar sendo pessoas inteiras. Alguns casais têm grandes problemas em lidar com o que o outro faz fora da relação dos dois. Há uma possessividade que faz as pessoas acharem horrível quando o(a) namorado(a) ou cônjuge faz algo sem elas ou não falam para elas tudo que esperam ouvir. Essas pessoas que são assim se sentem traídas, pois acreditam que o verdadeiro amor significa fazer toda e qualquer coisa sempre junto, e só compartilhar as coisas com aquela única pessoa. E não gostam também se uma coisa que falaram entre si é compartilhada com qualquer outra pessoa.

A amizade no casamento não é isso. A amizade não significa possuir cada pequeno pedaço de informação sobre o outro, nem fazer todas as coisas juntos, senão o amor não seria verdadeiro ou real. Há casais que realmente parecem ser assim. Porém, muitos bons casais terminaram seus relacionamentos por não serem assim. E isso é errado. As mulheres vão ter dificuldades em encontrar um homem que deseje contar tudo e queira fazer tudo com ela.

Alguns homens podem gostar de ser assim, mas não a maioria. Os homens definitivamente têm que se abrir mais para as mulheres, mas as mulheres definitivamente precisam de uma amiga para ter com quem abrir o coração, e falar sobre tudo. Tipicamente as mulheres encontram isso em uma outra mulher. É por isso que, quando cada cônjuge tem seus amigos (a mulher amigas mulheres; o homem amigos homens) nesse caso há muitos casamentos felizes. Essas amizades fora do casal dão força para a pessoa e os fazem ser melhor cônjuge um para o outro.

As mulheres não deveriam cobrar demais dos homens para serem os amigos que precisam para conversar. Mas os homens precisam, sim falar mais com as mulheres. As mulheres precisam de conversa. Elas precisam saber o que está se passando por dentro. Muitas vezes o homem sequer sabe muito bem o que se passa em seu interior para compartilhar com alguém. As mulheres precisam ter paciência com isso.

Não desista de um homem que define sua pessoa pelas próprias ações. Só porque ele não fala tanto quanto você deseja não quer dizer que ele não vai ser um bom esposo e bom pai. Assegure-se de ter amigos(as) que fazem de você uma pessoa melhor, e então pegue essa melhoria e traga para o namoro ou a amizade conjugal.

 Steve Pokorny

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Confira 5 dicas para não deixar seu casamento cair na rotina

Quem busca construir um casamento feliz, provavelmente, já percebeu que o amor é a base de tudo. Por sua própria natureza, ele é forte, dinâmico, criativo e, por isso, coloca-nos sempre em movimento. No entanto, para manter acesa a centelha do amor entre o casal, é preciso estar atento a alguns aspectos importantes, e um deles é fugir da rotina. O relacionamento passa naturalmente por fases, quando acontece, por exemplo, o enamoramento, um tempo cheio de descobertas, geralmente marcado pela jovialidade do casal com inúmeras opções de atividades, sobrando pouquíssimo tempo até mesmo para pensar em rotina. Depois, vem o noivado com as realidades próprias dessa fase, onde o conhecimento se aprofunda e já surgem as ideias para a construção do novo lar, o envolvimento com a família, a preparação da festa de bodas etc.; é também muito raro o casal ser atingido pela rotina nessa época.

Até mesmo nos primeiros meses ou anos de casados o clima de descobertas e entusiasmos mantêm o relacionamento em estilo “lua de mel”. Depois, vem a gravidez, os filhos, e as ocupações mudam de foco. Aí, se não estivermos atentos,  a rotina se instala e pode abalar as estruturas que o amor levou tanto tempo para firmar. Então, surge a pergunta: como fugir da rotina no casamento? Existem muitos passos que podem serem dados. Indico cinco, os quais considero mais importantes, e fico na torcida para que, colocando-os em prática, seu casamento seja fecundo, feliz e renovado pelo amor a cada dia!

1. Partilhar antes de tudo

Cada pessoa é única e seu jeito de amar e demonstrar amor também são exclusivos, por isso a partilha é fundamental. Quer fugir da rotina? Comece por uma boa conversa com seu cônjuge a respeito do relacionamento.

Tenha a coragem de perguntar o que ele pensa, o que sente e o que gostaria de fazer para avivar a chama do amor que os uniu. Muitas vezes, temos ideais maravilhosas quando o assunto é demonstrar amor, mas será que a pessoa amada concorda com nosso jeito de amar? É muito importante partilhar o que se pensa e sente para conhecer mais e crescer no amor.

2. Cuide bem do que é seu

[…] Penso que cuidar do casamento é como cultivar uma planta: você a recebe linda e cheia de vida, e, se continuar cuidando dela de maneira adequada, certamente vai viver bem e florescer diante dos seus olhos. Se não cuidar, ela vai gradativamente murchar e morrer. Então, se você quiser saber como sair da rotina no casamento, primeiro reveja suas atitudes. Pense como você tem cuidado da pessoa que Deus lhe deu.

3. Priorize o relacionamento

À medida que os compromissos próprios de uma vida a dois vão se tornando rotina, a tendência é o casamento entrar no pacote. Há sempre uma conta para pagar, uma casa para arrumar, um trabalho extra para fazer; e quando você finalmente tiver terminado tudo, o que mais deseja é simplesmente dormir.

Nessas situações, a tendência é ir deixando para amanhã o tempo exclusivo que dedicaria ao seu cônjuge. Porém, no dia seguinte, surgirão novas atividades e você provavelmente não vai ter um tempo livre. Então, a dica é: caia na real e coloque seu amor no topo da lista de prioridades. Se for preciso, até marque na agenda, mas não abra mão de um tempo dedicado só a ele. Converse, ouça, olhe nos olhos e fique juntos sem dividir o tempo com ninguém, inclusive com o celular, que, aliás, tem roubado o tempo de qualidade que o amor merece.

4. Passeiem juntos

Lembra do início do relacionamento quando só em pensar em sair juntos era motivo para ser feliz? Pois é, no casamento isso pode e deve continuar acontecendo. Mesmo que já tenham filhos e o dinheiro seja pouco, sair junto, nem que seja para tomar um suco na esquina, é uma das melhores dicas de como fugir da rotina.

Para isso, programe-se: vista-se bem, use um bom perfume e vá com boa vontade, de coração aberto, pensando na felicidade que é amar e ser amado. No encontro, evite conversar sobre os filhos e tarefas de casa. Se possível, pode até voltar no tempo e relembrar o que os uniu. Se foi o amor pelos livros, por exemplo, que tal visitar uma livraria? Se gostam de praia, que tal caminhar na areia do mar de mãos dadas? Agindo assim, vão manter o foco em uma atividade prazerosa e, além do mais, sair da rotina.

5. Demonstre amor com gestos

Dom Bosco tem uma frase famosa que diz: “Não basta que os jovens saibam que são amados, eles precisam sentir o amor”. Acredito que no relacionamento também é assim. Por mais que o outro saiba que você o ama, é preciso manifestar o amor; nessa hora, os pequenos gestos fazem toda diferença! Um telefone fora de hora só para dizer “eu te amo”, uma flor, um bilhetinho apaixonado, um presente fora de datas comemorativas, elogios espontâneos e tantas outras coisas simples que, oferecidas com amor, fazem toda diferença. Na verdade, o casal não precisa de grandes coisas para ser feliz, precisa é dar e receber atenção, dedicar-se e cuidar do outro, rompendo com a rotina no relacionamento todos os dias.

Todas essas dicas, apesar de importantes, não podem tirar a espontaneidade do casal. De vez em quando, deixe espaço para o improviso e dê liberdade para as coisas acontecerem naturalmente. Traçar a rotina de todos os fins de semana, por exemplo, faz com que pareça que todos são iguais e assim por diante. Então, fique atento, priorize realmente o amor em sua vida e verá que não é tão difícil assim fugir da rotina e ter um casamento feliz!

Fonte: Aleteia – via Canção Nova

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O enamoramento é… etapa de sonhos, sorrisos, ilusões e sensações agradáveis. Etapa necessária para começar uma relação a dois, mas o que é, na verdade, o enamoramento?

Acontece pela projeção de si mesmos, dada pelas duas pessoas envolvidas, tanto consciente como inconscientemente. É ver no outro o que eu gostaria de ter, ou não vejo em mim e o outro tem; assim como o que eu não gosto de mim e o outro tem.

Na verdade, no princípio do enamoramento, não posso ver no outro alguma coisa que eu mesmo não tenha, mas é a pura projeção de minha pessoa, da qual formo uma imagem psicoafetiva do outro. Esta imagem que eu formo do outro se focaliza somente na parte positiva, introduzindo um mecanismo de defesa chamado “negação”, que evita os aspectos que não me agradam de mim mesmo e, portanto, não vejo no outro, considerando-o como o alvo de minha felicidade, pelo que me dá, pelas sensações que produz em mim ao tê-lo perto, assim como ao receber detalhes de atenção e afeto.

Depois de um tempo, o enamoramento acaba e baixa o nível de sensações produzidas na pessoa por estar perto do outro ou, inclusive, simplesmente por pensar nele ou nela. Passa-se a ver o outro tal como é, com suas qualidades (antes, superdimensionadas) e seus defeitos (antes não vistos). Rompe-se esta imagem que tinha sido criada do outro e chega a dúvida: “Fiz uma boa escolha?”; ou chegam as mágoas porque “o outro me enganou”, ao mostrar algo que, na verdade, não era. Com certeza, esta primeira imagem era tão somente UMA imagem, a projeção positiva de mim mesmo, mas não era a outra pessoa.

A maturidade no amor se reconhece quando uma pessoa é capaz de se relacionar de maneira completa, aceitando os sentimentos positivos e negativos gerados pela pessoa real do outro, com sua personalidade específica, sendo maior a satisfação de se relacionar por este lado positivo que o outro tem e que agora eu também vejo. Implica, da mesma maneira, a aceitação de minhas próprias qualidades e defeitos que agora também o meu parceiro(a) pode ver e, até mesmo, faz com que eu as veja com mais claridade, permanecendo a satisfação de se relacionar pelos aspectos positivos.

Laing menciona que é preciso ter um sentimento sólido da realidade de nossa identidade para poder estabelecer uma verdadeira relação com o outro e não se sentir ameaçado de ficar perdido. Se não houver essa base de maturidade na própria pessoa, a relação será superficial e será escolhido alguém que não exija tampouco um amor profundo, pulando muitas vezes de uma relação à outra, na procura constante desse momento que conhecemos como enamoramento.

O amor, ao contrário do enamoramento, que procura me fazer sentir bem, tem outro objetivo: conseguir que o outro seja como é e seja o melhor que possa ser; produzindo em mim um sentimento de plenitude ao ir crescendo com o outro, apesar das dificuldades que vamos encontrando.

Enamorar-se é lindo; mas amar e ser amado é ainda mais.

Fonte: Comunidade Shalom – via RIIAL

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“O amor é quando minha mãe faz café para o meu pai e bebe um golinho antes de lhe dar para saber se está realmente bom.” (Danny, 7 anos)

Saber amar é a maior conquista da vida. Quando aprendemos a amar – mas amar de verdade – obtemos um novo grau de compreensão acerca das relações da vida. Amar é emoção e também razão. Amar não pode ser definido por dicionário algum.

Eu acho trágica a forma como funcionam as relações hoje em dia. Claro, todos somos imperfeitos, mas a maioria tem uma visão romantizada demais do que é amor. Amar não é encontrar sua alma gêmea; amar não é dividir a vida com alguém – isso é apenas uma expressão do amor. Mas amar deveria ser tão natural como respirar, deveria ser automático.

O nosso mundo anda tão egoísta e tão desumano que fomos nos afastando e removendo de nós essa magnífica capacidade que temos. Somos chamados de trouxas, de babacas, de iludidos, de idiotas… e por aí vai: a lista é longa. Hoje em dia amar é banal, é ridículo. Pois que seja. Eu ainda acho que amar é a maior cura que você pode realizar na sua vida. Mas uma coisa é fato: ninguém ama ninguém sem antes se amar.

Amar é perdão, é admiração, é contemplação. E nossa, como é difícil perdoar, admirar e contemplar! Guardamos tanto rancor, tantas mágoas, tanto veneno e nem sequer percebemos que os danos são nossos. Sabe aquela frase “o que você pensa de mim é problema seu?”. Pois bem. Nós dizemos muito isso, mas não sabemos pensar no contrário – “o que eu penso de ciclano é problema meu”. As pessoas não têm nada a ver com isso, não mesmo. Amar é saber olhar o mundo com os olhos dos outros, é fazer-se menos egoísta, é fazer REALMENTE o bem, o que deve ser feito.

Todo dia eu escuto alguma fofoca, basicamente. E as pessoas costumam falar dos outros como se tivessem a vida perfeita. “Você viu o que aconteceu com ela? O marido a traiu. Também, baranga desse jeito, não era pra menos”; “Nossa, ele é tão quieto, o que tem de errado com ele?”. O único que posso pensar é: DEIXEM AS PESSOAS EM PAZ. Fiquem em paz. Se você é tão crítico, aproveite e faça as mudanças necessárias na sua vida; mas, por favor, deixem as pessoas em paz.

Cada um se veste como quer, cada um se relaciona com quem quiser, cada um frequenta os lugares que quer. Se não tá influenciando a sua vida, pra quê se meter? Deixa a pessoa se tatuar, ou deixe ela não gostar disso; deixe ela pintar o cabelo de arco-íris, ou deixe ela não gostar disso; deixe-a ser religiosa, ou deixe ela protestar contra isso. Tanta gente tira a vida dos outros por não concordar com a escolha do outro. Mas não adianta: a felicidade se chama amor.

A gente tem que saber conviver com o diferente, isso também é uma expressão do amor. Nós não somos deuses para julgarmos os outros pelos atos. Aceitar o diferente é um dom e uma forma de crítica. Sempre que você se pegar julgando, pense: ele está no seu direito.

Mas claro, para isso, há de se estar no direito. Não podemos ser levianos a ponto de acharmos que um ladrão ou um assassino ou um mentiroso está no seu direito. Não. O que eu digo tem a ver com tolerância. Vejo tantas correntes que, para lutar por seus ideais, precisam destruir outros. Isso é manifestação de ódio. Para exigir amor, você primeiro precisa dar. Para exigir respeito, você precisa dar. A gente só dá o que tem – lembre-se disso antes de julgar. Se você não está recebendo amor, reveja suas ações: provavelmente você não o está dando.

Fonte: Obvious

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Tentar resolver as coisas através do silêncio não vai adiantar nada

Ao longo dos anos que venho me dedicando à terapia de casais, descobri que o modo como os casais brigam em seus relacionamentos, muitas vezes resulta em silêncio. Às vezes apenas uma das partes adia o que precisa ser conversado, mas na maioria das vezes parte de ambas as partes.

De qualquer maneira, tentar resolver as coisas através do silêncio não vai adiantar nada. Essa solução não é saudável, principalmente pela ausência de intimidade verbal e emocional que ocorre durante a pausa. A não ser que sejamos capazes de nos comunicarmos em um nível extra sensorial ou através da linguagem corporal, as palavras são as únicas ferramentas disponíveis para resolver um conflito.

Não faz muito sentido quando se está em um relacionamento recorrer ao silêncio. Além de sabotar a vida do casal, o silêncio também sufoca a necessidade de se expressar dos dois. Quando você pode expressar seus sentimentos livremente, as chances de se expressar de forma incorreta são bem menores. Sentimentos ruins quando reprimidos podem causar problemas, porque durante o tempo em que o casal não conversa, o sentimento ruim pode crescer e, no final, o motivo da briga não importará mais tanto quanto aquilo que estão sentido no momento.

Contar para alguém que você está com raiva e explicar o porquê disso, geralmente, cortará o efeito da raiva. Além disso, a falta de verbalização e a repressão de sentimentos, ao longo do tempo faz com que você crie um ressentimento substancial com o seu parceiro. Se você não compartilhar de maneira apropriada os seus sentimentos, eles vão se externalizar de uma forma ou de outra, e você vai entrar em uma espiral de negatividade e silêncio.

Silêncio é controle

Quando pensamos sobre como controlar as outras pessoas, logo vem à nossa mente imagens de indivíduos altos ou agressivos, pois achamos que eles conseguem exercer uma certa forma de controle sob os outros. No entanto, sabemos que essa não é a única forma de manter o controle sobre alguém. Há uma forma de controle bem mais insidiosa que pode ser feita através do silêncio. Quando não compartilhamos nossos pensamentos com os outros é porque estamos, mesmo que inconscientemente, tentando obter um certo controle sob a situação. Através do silêncio podemos controlar o comportamento e as reações do outro. As pessoas geralmente ficam um pouco mais receosas em se manifestarem quando o outro está em silêncio, devido ao fato de não saber como reagir frente à situação, a tendência é também escolher o silêncio.

Quando recorremos ao silêncio criamos um monólogo interno no qual inventamos suposições sobre como o outro iria reagir se compartilhássemos o que queremos dizer, em outras palavras, fazemos um script inteiro em nossa mente presumindo como o outro reagiria. Quando fazemos isso ficamos estagnados, mesmo que imaginemos estar fazendo algum progresso, não estamos, pois na verdade estamos apenas em silêncio. Nesses casos devemos partir para a ação, do contrário, o script nunca sairá de nossa mente e a conversa nunca irá se desenvolver.

Em certas ocasiões, o silêncio é usado como forma de punição. Quando o silêncio está impregnado na relação, é difícil achar uma oportunidade para resolver o problema, pois ele obstrui todas as oportunidades. Nesses casos, o silêncio está sendo usado para controlar o comportamento do outro, agindo como um bloqueador de pensamentos e sentimentos que nos priva da possibilidade de ter um diálogo autêntico.

Além de criar um obstáculo gigante entre o casal, essa situação é péssima para a saúde da relação. O silêncio, em alguns casos, pode até levar ao desespero e à depressão. Ele sufoca o relacionamento, é altamente destrutivo, pois a expressão da voz é uma afirmação da vida. As pessoas que geralmente preferem o silêncio podem tentar se defender, dizendo que “não adiantaria nada falar, pois o outro não escutaria”, ou que “tudo o que eu falar será usado contra mim”, embora essa atitude seja compreensível, ela é altamente prejudicial.

Mas felizmente não precisamos ficar atolados na areia movediça que é o silêncio, podemos aprender a habilidade que é ouvir e ser ouvido pelo outro, dessa forma não teremos mais problemas como o silêncio. Aprender a ouvir e ser ouvido pode parecer difícil, mas como todas as outras habilidades, essa também pode ser aprendida.

(Raquel Lopes, via Psiconlinews)

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Um casamento alegre e forte exige desapegar-se de certas atitudes e ideias preconcebidas

Por Malini Bhatia*

O casamento é como uma dança – requer que ambos pratiquem e trabalhem em conjunto. Às vezes, um ou o outro irá tropeçar ao longo do caminho. É importante deixar os erros pelo caminho, de forma que a dança final possa ser um belo reflexo do amor de um pelo outro.

No meu papel como fundadora da marriage.com, eu tive a oportunidade de trabalhar com conselheiros que se especializaram em ajudar os casais a construir casamentos fortes. Mary Kay Cocharo, uma terapeuta que tem trabalhado com casais e famílias há mais de 25 anos, disse-me que, às vezes, construir um vínculo mais forte significa esquecer algumas noções preconcebidas sobre o casamento.

Curiosa, eu pedi para ela compartilhar sete dicas para os casais… Siga-as, e o seu casamento será mais forte:

1) A ideia de um par perfeito

Você realmente acha que o companheiro(a) perfeito existe? E se ele ou ela existe, o que faz pensar que eles gostariam de estar com você? É aqui que você desiste da ideia de que seu marido ou sua esposa deva se esforçar para ser uma versão “perfeita”.

“Parece-me que, muitas vezes, as mulheres, em particular, casam-se com o ‘homem dos seus sonhos’, e em seguida, colocam-no imediatamente em um programa de ‘reabilitação’ para fazê-lo mudar para o homem que projetaram! Isso, como você pode imaginar, confunde e irrita os homens”, diz Mary Cocharo.

Então, como é o marido ou esposa “perfeito”? Pergunte a 10 pessoas, e você obterá 10 respostas diferentes. Trish, de Los Angeles, disse que seu companheiro ideal seria alguém que fizesse pequenas coisas para ela. Seu marido, Carl, com quem ela é casada há cinco anos, disse que o par perfeito seria alguém que fosse muito amorosa. Ambos precisavam ser amados de suas próprias maneiras. Nenhum dos dois estava certo ou errado.

Ao invés de colocar a sua energia em tentar “consertar” ou “mudar” o seu cônjuge, esqueça essa ideia. Gaste sua energia celebrando o que você ama na pessoa que está com você, e fazendo de você mesma o melhor que possa ser.

2) Comparando o seu relacionamento com outros

Olhando ao redor em Nova Iorque, Mike não poderia deixar de notar outros casais. Este casal sempre está abraçado ou de mãos dadas. Outro casal foi simpático e extrovertido, sempre convidando outras pessoas para um jantar. Ainda outro casal parecia ter tudo – bons empregos, tempo para fazer exercícios etc. Às vezes ele volta para sua esposa, Nina, e pergunta por que eles não são mais como qualquer um desses casais.

É difícil não comparar seu relacionamento com outros. Mas se você quer um casamento feliz, você precisa abandonar as comparações. O que Mike não sabia era que o casal de mãos dadas estava trabalhando sua falta de intimidade; o casal que convida para a noite de diversão tem problemas para se comunicar, e ter outras pessoas por perto serve como uma boa distração; e o casal que parecia “ter tudo” estava, na verdade, cheio de dívidas e estresse.

Lembre-se que a grama do vizinho não é sempre mais verde. Você e sua esposa são pessoas únicas, e seu relacionamento é especial. Deixe de olhar para fora de seu relacionamento e foque apenas em vocês dois, assim você não terá a necessidade de comparar.

3) Necessidade de estar certo

Jacob e Sarah são casados há mais de 12 anos e vivem na Flórida. Eles lutaram com unhas e dentes por anos contra um problema em seu casamento – se deveriam ou não ter uma TV em seu quarto. Ele queria, porque gosta de relaxar e assistir a um show antes de adormecer em sua cama. Ela odeia a ideia, porque acha que o quarto deve ser uma zona livre de distração. Quem está certo?

A resposta curta é: os dois e nenhum dos dois. Esta é mais uma daquelas questões que não têm uma resposta certa ou errada (você descobrirá que o casamento está cheio desse tipo de resposta). Ainda assim, Sarah mostrou a Jacob estudos sobre como uma TV no quarto afeta o relacionamento tentando provar que ela estava certa. Mas o que ela realmente precisava fazer era tentar compreender as razões do marido, assim como ele às dela.

Existem alguns valores não negociáveis que devemos apoiar, mas, em um casamento, você deve considerar sempre a outra pessoa. Pergunte a si mesmo, é mais importante estar “certa” ou ter um casamento feliz? Será que esta coisa particular significa tanto para mim? Será que o que você está discutindo realmente importa, afinal?

4) Deixe as mágoas passadas

Casamentos simplesmente não podem seguir adiante se um dos parceiros se prende em mágoas passadas. Isso foi um grande problema com o casamento de oito anos de May e Alex. Ela simplesmente não deixava de lado um grande mal que ele tinha feito no passado, e isso estava prejudicando sua capacidade de seguir em frente.

Talvez tenham acontecido brigas ou incidentes no passado que você esteja guardando. Se você estiver preso a isso, é importante procurar um aconselhamento para descobrir como superar a situação.

Mary Cocharo observa: “Se você está vivendo um conflito, não significa que você escolheu a pessoa errada para se casar. Isto simplesmente não é verdade. Conflitos nos relacionamentos são o crescimento tentando brotar. É o seu convite para ser um parceiro melhor para sua amada”.

5) Pensando que vocês se parecem

Hillary adora sair e praticar exercícios, mas seu marido Paul, com quem se casou há seis anos, prefere ficar em casa, lendo ou assistindo à televisão. Nos primeiros anos de seu casamento, ela implorou para Paul ir com ela em caminhadas ou praticar esportes – ele concordou porque a amava e queria passar mais tempo com ela. Depois de um tempo, no entanto, ela percebeu que ele não estava gostando muito de seus passeios.

Então ela encontrou uma amiga que também gosta de caminhar e passou a ir com ela, como alternativa; Hillary também entrou em uma academia. Paul a encoraja a praticar exercícios, ele fica muito feliz e a cumprimenta quando ela chega em casa. Atualmente, eles passam tempo juntos indo ao cinema ou saindo para jantar.

Só porque você é casado não significa que você tem que fazer tudo junto. Na verdade, um pouco de tempo separados pode ajudá-los no desenvolvimento individual, o que contribui para uma experiência mais rica quando se reúnem.

6) Acreditando que o sexo sempre será fantástico

Cocharo aconselha: “Você precisa deixar de lado a ideia de que o sexo sempre será fantástico como era no início. O sexo pode ser realmente incrível no começo… mas tenha em mente que você ainda pode ter um sexo quente, conectado, emocionalmente ligado e mais tarde adicionar novas experiências em seu relacionamento também”.

7) A ideia de que ter filhos irá melhorar automaticamente o seu relacionamento

Cocharo sugere: “Esqueça a ideia de que as crianças vão melhorar o seu relacionamento. Não me interpretem mal, mas vocês com certeza ficarão ligados em torno do amor e do compromisso com o bebê. Mas vocês vão, muito provavelmente, também ficar privados do sono, irritados e sem muito tempo para o seu casamento como antes da chegada do bebê”.

Então, o que os novos pais devem fazer? “Este é um bom momento para simplificar o seu calendário social e se voltar para dentro, em direção ao relacionamento. Separar algum tempo apenas para vocês dois, mesmo que seja uma caminhada de 20 minutos ou um chamego de 10 minutos. As crianças ocupam e merecem um grande compromisso de tempo e energia de seus pais, mas não se esqueça que o fundamento da família é o relacionamento entre marido e mulher”.

*Malini Bhatia é fundadora da Marriage.com, um site que oferece recursos, informações e uma comunidade que apoia casamentos felizes e saudáveis. Malini tem experiência global em gestão e comunicação internacional. Casada há 11 anos, vive em Los Angeles com seu marido e suas duas filhas.

Fonte: ALETEIA TEAM

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Segredos do dia a dia para renovar o amor

São Paulo, ao falar do amor entre os esposos, sempre destaca a importância de 3 ações: servir, cuidar e respeitar. Estes são gestos de doação e entrega, e refletem a entrega da Igreja a Jesus Cristo.

Mas para que esse amor se consolide e dure, é preciso cultivá-lo a cada dia, e demonstrá-lo em gestos concretos. Por isso, apresentamos, a seguir, algumas dicas para demonstrar seu amor na vida cotidiana:

1. Jamais critique o outro na frente de amigos ou familiares: a lealdade e o cuidado mútuo são essenciais para proteger o relacionamento.

2. Evite fazer o outro se sentir mal quando você realiza as tarefas domésticas: nada de fazer as coisas de cara fechada ou acusando o outro de não colaborar. Dialoguem, dividam as tarefas e realizem-nas com alegria.

3. Veja filmes do gosto do outro: pode ser uma comédia romântica ou um filme de ação e guerra; o que importa é interessar-se pelo outro e demonstrar isso com atos concretos.

4. Busque complementar ao invés de criticar: ao identificar diferenças de opinião, gostos etc., procure encontrar a maneira de melhorar e solucionar as coisas, ao invés de ficar apenas criticando o que está ruim.

5. Permita que o outro tenha tempo para si mesmo: mesmo que os hobbies do outro pareçam sem sentido ou inúteis, dê-lhe esse espaço para seus passatempos.

6. Faça o possível para manter-se atraente para ele(a): pequenos gestos, como vestir-se de maneira especial, maquiar-se, mesmo que em compromissos do dia a dia, podem fazer uma grande diferença.

7. Diga que você tem orgulho dele(a): não espere grandes ocasiões para prestar atenção nas coisas que seu cônjuge faz bem, nem para dizer-lhe o quanto você se orgulha dele; que isso faça parte do cotidiano de vocês.

8. Beije com paixão: um beijo apaixonado, dado com amor e ternura, não só desconcerta, mas renova o relacionamento e recorda esse sentimento que a vida às vezes nos faz deixar de lado.

9. Não vá dormir sem perdoar: seja sincero(a) ao expressar o que lhe ofendeu e ofereça seu perdão como gesto de amor e compreensão.

10. Demonstre seu amor especialmente quando ele(a) tiver um dia ruim: mesmo que o outro esteja de mau humor e pareça chato, aproveite a oportunidade para apoiá-lo e mostrar sua alegria em tê-lo ao seu lado.

11. Mostre sua gratidão: seja sempre agradecido(a), especialmente quando o outro ajudar em pequenas tarefas, mesmo que se trate de coisas simples.

12. Seja honesto(a): o outro precisa que você lhe diga o que sente e pensa, especialmente quando lhe perguntar. Nunca diga “Não é nada”; saiba conjugar amor e franqueza, sem medo de expressar o que você traz em seu interior.

13. Reze por ele(a) diariamente: esta é uma das expressões mais profundas do amor, e consiste em ser fiel na oração diária por quem você ama. É o melhor presente que você pode dar a Deus também. Vocês são uma só carne: seja realmente um suporte espiritual para o seu cônjuge.

(Gifs: http://giphy.com/)

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Um casamento feliz dá trabalho, mas especialistas dizem que há pequenas coisas que podemos fazer todos os dias para manter a chama do amor viva pelos próximos anos.

Depois de postar uma foto do casamento de seus avós, de 60 anos atrás, uma amiga minha escreveu: “Depois de todos esses anos, eles ainda só têm olhos um para o outro”.

Houve um tempo em que eu descreveria um sentimento tão doce como clichê, não dando muito crédito. Nós dizemos que os casais só têm “olhos um para o outro”, mas a maioria de nós usa isso como uma frase bonita, ao invés de pensar sobre o que realmente significa. Ver a legenda da foto da minha amiga me fez pensar: poderia o ato de ficar focado um no outro, realmente olhando a outra pessoa, ser a chave para 60 anos de felicidade conjugal?

Casamentos felizes vêm sendo tema para pesquisas científicas. O que torna o relacionamento de um casal mais cheio de felicidade do que outro? Essa pergunta vem de muitas formas. Um estudo recente da Rutgers e New York University focou na biologia do amor. Constatou-se que “os casais tendem a menosprezar a aparência das pessoas que eles percebem como uma ameaça para seus relacionamentos”. Essencialmente, os casais felizes, em um relacionamento comprometido, que encontram boa aparência em pessoas solteiras do sexo oposto, as acham menos atraentes do que realmente são. Isso seria um mecanismo de defesa biológico, mas também mostra a importância da forma como olhamos para o nosso cônjuge, e como nós escolhemos não olhar para os outros como parte de permanecer feliz casado.

Em reportagem de capa da revista Time, How to Stay Married (Como permanecer casado), Belinda Luscombe apresenta várias dicas para ser feliz no casamento: fazer o outro se sentir amado, desculpar-se, perder a ideia de uma “alma gêmea” e ser íntimo uma vez por semana. Mas os especialistas tendem a concordar que existem outras coisas – muitas coisas! – que os casais mais felizes têm em comum, coisas que todos nós podemos fazer agora, hoje, para certificar de manter a chama do amor viva e nossos olhos colados um para o outro.

Eles dizem obrigado

Pesquisadores da Universidade da Geórgia descobriram que “a‘mais consistente significativa dica’ de casamentos felizes é saber se o cônjuge expressa gratidão”.  Enquanto nós estamos mostrando gratidão em tempos bons, devemos mostrar gratidão em tempos ruins também – assim como falamos nos votos no altar!

Porque, como USA Today relata: “quando os casais experimentam o stress e a sua comunicação se transforma no que os pesquisadores chamam de exigência (ou seja, um dos parceiros exige ou critica, o outro tenta evitar um confronto), a gratidão pode perturbar o parceiro, atuando como um bloqueio para a discussão”.

Eles não exigem mudança

Você já ouviu o ditado: “você não pode mudar a outra pessoa; você só pode mudar a si mesmo?” É fácil dizer, mas difícil de interiorizar. Na verdade, é tentador acreditar na mudança, especialmente em termos positivos de melhoria. Queremos que nossos parceiros se tornem melhores.

Mas de acordo com a especialista da vida real Rosie Eberle, que com 80 anos foi bem casada por 56, esperar que o parceiro irá mudar é “simplesmente estúpido”.

“Pelo amor de Deus”, Eberle disse ao Huffington Post, “não diga, ‘Oh, ele é assim agora, mas ele não será sempre assim’. Porque eles geralmente serão, e você tem que ter cuidado, isso é tudo. Portanto, não se case com alguém e depois pense: ‘Oh, ele vai mudar’. Ou: ‘eu vou mudá-lo’. Acredite em mim, isso não acontece. Mas as pessoas são teimosas e acreditam que mais tarde podem mudar uma pessoa, o que nunca funciona”.

Incentivar sempre um ao outro

Não importa o quanto você está feliz como um casal, você terá tempos difíceis. Todo mundo terá. Vocês vão se irritar um com o outro, vão se decepcionar um com o outro, não amarão um ao outro como deve ser. Você vai chorar e se sentir sozinho, ou você vai se cansar e irá discutir. O casamento tem altos e baixos, mas a beleza do casamento é que um casal pode enfrentar esses altos e baixos juntos.

“Quando as coisas ficam difíceis e os casais não sabem o que fazer, eles precisam estar lá, um para o outro”, escreve Mitch Temple. “O tempo tem uma maneira de ajudar os casais a resolver as coisas, fornecendo oportunidades para reduzir o stress e superar desafios”.

A recompensa vale a pena.

“Casais que viveram toda uma vida juntos, no entardecer da vida depararam com uma experiência magnífica, a experiência sublime de estar juntos”, diz Karl Pillemer, geriatra da Universidade de Cornell e autor de Lessons for Loving (30 Lições para Amar). “Todo mundo, 100% deles, disse que, a certa altura, o longo casamento foi a melhor coisa em suas vidas. Mas todos eles também reconhecem que o casamento é difícil, ou que é muito, muito difícil”.

Mas “as pessoas mais velhas estão juntas”, diz John Gottman, um dos principais pesquisadores sobre matrimônio, “quanto mais o sentimento de bondade retorna… o seu relacionamento torna-se muito como era durante o namoro”.

Voltar, claro, para quando nós só tínhamos olhos um para o outro.

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