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RELIGIAO

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Pertencer a grupos como a maçonaria implica excomunhão?

O que diz a Doutrina da Igreja sobre a adesão de batizados às sociedades secretas?

O tema é abordado pelo seguinte artigo de Jorge Ferraz, publicado em 8 de janeiro de 2016 no site Deus lo vult

* * *

I. O Código Pio-Beneditino previa, no seu cânon 2335, explicitamente, excomunhão automática, reservada à Sé Apostólica, para quem aderisse à maçonaria:

Can. 2335. Nomen dantes sectae massonicae aliisve eiusdem generis associationibus quae contra Ecclesiam vel legitimas civiles potestates machinantur, contrahunt ipso facto excommunicationem Sedi Apostolicae simpliciter reservatam. [“Quem inscrever seu nome na seita maçônica ou em outras associações, do mesmo gênero, que conspiram contra a Igreja ou contra as legítimas autoridades civis, incorre ipso facto em excomunhão reservada à Sé Apostólica” — tradução livre de Jorge Ferraz].

II. Em 1981, antes da entrada em vigor do novo Código, a Congregação para a Doutrina da Fé emitiu uma declaração onde dizia que «não foi modificada de algum modo a atual disciplina canônica» e, portanto, que não foi tampouco «ab-rogada a excomunhão nem as outras penas previstas». O antigo cânon, então, «veta[va] aos católicos, sob pena de excomunhão, inscreverem-se nas associações maçônicas e outras semelhantes».

Ou seja: nesta época, embora houvesse um cuidado (que se pode dizer pastoral) para distinguir as responsabilidades individuais em cada caso concreto, a Igreja absolutamente não mudara nem estava em vias de mudar o seu «juízo de carácter geral sobre a natureza das associações maçônicas», que permanecia negativo.

III. No final de 1983, no ano em que foi publicado o novo Código de Direito Canônico, a mesma Congregação para a Doutrina da Fé emitiu uma segunda declaração onde dizia que continuava «imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas». Ainda, acrescentou que os «fiéis que pertencem às associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão».

Há aqui uma mudança de direito eclesiástico: ab-rogado o antigo cânon 2335 sem que se lhe tenha colocado no novo Codex dispositivo correspondente, permanecia contudo a proibição aos católicos de ingressarem na maçonaria, sob pena não mais de excomunhão, mas de pecado grave.

Continuava e ainda continua vigente, não obstante, o cânon que prevê excomunhão automática para «o apóstata da Fé, o herege e o cismático» (CIC 1364). Portanto, se a adesão a uma loja maçônica ou a qualquer outra associação análoga importar em um pecado contra a Fé, o sujeito queda excomungado automaticamente: não mais pela inscrição na maçonaria (pena do antigo cânon 2335), mas pelo pecado contra a Fé Católica (pena do atual cânon 1364). É o mesmo raciocínio aplicável à questão da excomunhão dos comunistas.

IV. Pouco depois de um ano, em 1985, foi emitida pela CDF uma terceira declaração, mais longa que as anteriores. Esta é muito interessante e vale uma leitura na íntegra, porque distingue bem as questões morais (aquilo que é pecado) das penais (o subconjunto dos pecados ao qual são impostas determinadas penas pelo Direito Canônico). Além disso, explica detalhadamente os princípios que norteiam o parecer negativo da Igreja sobre a maçonaria:

Mesmo quando, como já se disse, não houvesse uma obrigação explícita de professar o relativismo como doutrina, todavia a força “relativizante” de uma tal fraternidade, pela sua mesma lógica intrínseca[,] tem em si a capacidade de transformar a estrutura do ato de fé de modo tão radical que não é aceitável por parte de um cristão, “ao qual é cara a sua fé” (Leão XIII).

Esta solução canônica, conclua-se, é a que está atualmente vigente: participar da maçonaria ou de outras sociedades secretas é pecado grave e, na medida em que esta participação leve a um pecado contra a Fé, conduz à excomunhão por heresia, apostasia ou cisma do cânon 1364.

V. Para fins informativos — pois os aspectos normativos vigentes são os que foram acima expostos — é interessante anotar o seguinte: um recente “questionário sobre a descrença” coloca a maçonaria (cf. q. 3.4) entre os «fenômenos ou movimentos para-religiosos»; e o Papa Francisco, quando esteve em Turim no ano passado, fez uma referência bem pouco positiva aos maçons:

[E]m finais do século XIX a juventude crescia nas piores condições: a maçonaria estava no auge, até a Igreja nada podia fazer, havia o anticlericalismo, o satanismo… Era um dos momentos mais obscuros e um dos lugares mais tristes da história da Itália.

VI. Em resumo, é possível sintetizar o que segue:

  • A mera inscrição na maçonaria ou em outras sociedades secretas não implica mais em uma pena de excomunhão automática.
  • Todavia, mesmo a mera inscrição é matéria de pecado grave, conforme reiteradas manifestações da Congregação para a Doutrina da Fé o afirmam (naturalmente, aplicam-se aqui os critérios morais genéricos dos pecados mortais, para cuja concretização exige-se conhecimento e livre consentimento).
  • Os princípios da maçonaria são irreconciliáveis com os da Fé Católica, de tal sorte que a adesão àqueles «tem em si a capacidade de transformar a estrutura do ato de fé» católico.
  • Na medida em que o católico inscrito na maçonaria tenha a sua fé deturpada, aplica-se-lhe a pena de excomunhão do cânon 1364 — não mais pelo mero ingresso na loja maçônica, mas sim pela deturpação da sua fé provocada por ela.

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Por Jorge Ferraz, em Deus lo vult

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Vaticano, 09 Jan. 18 / 10:00 am (ACI).- Em seu discurso ao Corpo Diplomático acredito junto à Santa Sé, o Papa Francisco refletiu sobre o direito à liberdade religiosa, especificamente sobre a possibilidade de mudança de religião.

NO Palácio Apostólico do Vaticano, o Santo Padre  fez na segunda-feira, 8 de janeiro, uma extensa reflexão sobre os direitos humanos, recordando que neste ano de 2018 se completará 100 anos do final da Primeira Guerra Mundial.

O Pontífice ressaltou em seu discurso que “entre os direitos humanos que gostaria de lembrar hoje, está também o direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião, que inclui a liberdade de mudar de religião”.

Francisco comentou que, infelizmente, “o direito à liberdade religiosa seja muitas vezes menosprezado não sendo raro que a religião se torne quer ocasião para justificar ideologicamente novas formas de extremismo quer pretexto para a marginalização social, senão mesmo perseguição, dos crentes”.

Em seguida, o Santo Padre sublinhou que “a construção de sociedades inclusivas requer como condição uma compreensão integral da pessoa humana, que pode sentir-se verdadeiramente acolhida quando é reconhecida e aceite em todas as dimensões que constituem a sua identidade, incluindo a dimensão religiosa”.

Falando, logo após, sobre a Síria, o Pontífice ressaltou a importância de “trabalhar para promover as condições jurídicas, políticas e de segurança, em ordem a uma retomada da vida social, onde cada cidadão, independentemente da sua pertença étnica e religiosa, possa participar no desenvolvimento do país”.

“Neste sentido, é vital tutelar as minorias religiosas, entre as quais se contam os cristãos, que há séculos contribuem ativamente para a história da Síria”, acrescentou.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Diversas pesquisas médicas têm reforçado o efeito poderoso da oração e da meditação na saúde humana

O Dr. Andrew Newberg, da Universidade norte-americana Thomas Jefferson, é um dos muitos pesquisadores que reafirmam o efeito poderoso da oração e da meditação na cura de doenças. Ele realizou estudos com 40.000 pacientes, baseados em ressonância magnética, e apresentou suas considerações no livro “How God changes the brain” (“Como Deus muda o cérebro”), lançado em 2009. Desde então, diversas outras pesquisas reforçaram esta conclusão.

Em suas experiências, o Dr. Andrew selecionou pessoas idosas com problemas de memória para observá-las antes, durante e depois de fazerem meditações e orações. Os estudos foram realizados durante 12 minutos diários ao longo de 8 semanas e mostraram que a oração e a meditação podem oferecer resultados muito positivos à nossa saúde.

Quando feitas regularmente, a oração e a meditação aumentam a atividade do cérebro de forma semelhante ao que acontece com a comunicação, funcionando como um “treino físico” para a mente e resultando no desenvolvimento cerebral e mesmo na cura de várias doenças.

Outros estudos, anteriores e posteriores ao do Dr. Andrew Newberg, apontaram o mesmo fenômeno. Uma experiência publicada na revista Cancer, da Sociedade Americana do Câncer, por exemplo, atesta que os pacientes com sólidas crenças espirituais reagem melhor ao tratamento. Os pesquisadores do Moffitt Cancer Center, na Flórida, observaram que as pessoas que acreditam numa “força superior” têm melhor convivência social e mais saúde física e mental do que aquelas que afirmam não acreditar.

Fonte: ALETEIA TEAM

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Após o funeral do marido, a cantora canadense defendeu a instituição do matrimônio e afirmou que sua união sempre foi para a vida toda

No início deste ano, a cantora Céline Dion perdeu o seu marido, René Angélil. Ele morreu depois de lutar por três anos contra um severo câncer de garganta. Alguns dias depois, faleceu o irmão da cantora, Daniel Dion, aos 59 anos. Uma semana depois, uma multidão encheu a basílica de Notre-Dame, em Montreal, no Canadá, para a despedida dos familiares de Céline, presidida pelo arcebispo Christian Lépine.

Foto: Youtube

Meses depois das tristes perdas, a cantora concedeu uma entrevista à QuebecTVA. A apresentadora, Marie Claude Barrete, lhe perguntou sobre como viveu aqueles momentos tão intensos do funeral, justamente na mesma igreja onde se casou. Céline aproveitou para manifestar quais são os seus valores. “Os funerais foram minha grande força, porque naquela basílica me comprometi para sempre com meu marido, para a vida e para a morte”, respondeu.

Segundo ela, o casamento “não é apenas os presentes, as viagens e as festas, mas também pensar em quem vai empurrar a cadeira de rodas ou saber o que fazer com um familiar que fica deficiente”. “Esse funeral foi a continuação do nosso matrimônio e serviu para demonstrar aos nossos filhos que seu pai continua a estar com eles”, afirmou a cantora, famosa por interpretar a música-tema do filme Titanic.

celine dion

Foto: Featureflash Photo Agency

Segundo o site espanhol Alfa y Omega, Céline passou sete horas em pé, sem descansar, recebendo os pêsames das centenas de admiradores que vieram à despedida de Angélil. A cantora não tinha previsto ficar muito tempo, mas, segundo explica, “vendo René senti que me dizia: ‘Por que você vai cumprimentar os duzentos primeiros e não os cem seguintes?’ Então, decidi aceitar em seu nome as orações, desejos e a força de todas essas pessoas”.

Céline Dion sempre foi muito discreta com a sua espiritualidade, sem confirmar nem desmentir, por exemplo, se vai à missa aos domingos, mas seus valores não deixam lugar para dúvidas – como prova a sua fé no matrimônio e na sua estabilidade. A inspiração da cantora para esse modelo de vida e de família sempre foi a sua mãe Thérèse, que afirmou no programa La Victoire de l’Amourque não se sentia contrariada com Deus pela perda do filho e do genro.

 Céline Dion quase foi abortada

A cantora contou diversas vezes que deve a sua vida a um padre católico que convenceu a sua mãe a não abortar. Thérèse se sentiu arrasada quando descobriu que esperava o décimo-quarto filho e decidiu recorrer a um centro de abortos para se desfazer do bebê.

Porém, o padre que acompanhava a família disse à mãe de Céline que ela não podia acabar com uma vida que não lhe pertencia. “O sacerdote disse à minha mãe que ela não tinha o direito de ir contra a natureza”, contou certa vez a cantora, “razão pela qual tenho que admitir que devo a vida àquele sacerdote, em certo sentido”.

Fonte: SEMPRE FAMÍLIA

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