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Roma

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Ao visitar o local, o fiel pode até alcançar a indulgência plenária

A escadaria por onde Jesus subiu para ser julgado é o lugar mais venerado de Roma. E uma placa de mármore sobre o altar da capela que fica depois da escadaria é testemunha. Nela, está escrito: “NON EST IN TOTO SANCTIOR ORBE LOCUS” (Não existe lugar mais santo em todo mundo).

Estamos falando da Scala Sancta ou Scala Pilati, localizada no complexo dos Palácios Lateranos, que fica perto da Basílica de São João de Latrão (a catedral do Papa). São 28 degraus de mármore que pertenciam ao palácio de Pôncio Pilatos e, como muitas das relíquias sagradas de Jesus, foram levadas de Jerusalém a Roma por Santa Helena no ano 326. O Papa Sixto V, em 1589, pediu para que a escadaria fosse construída na entrada da capela papal, a Sancta Santorum, onde está até hoje.

O acesso é livre e os peregrinos só podem subir a Escada Santa de joelhos. Há outra escadaria de uso normal para quem deseja acessar o piso superior e visitar a capela Sancta Sanctorum. Para isso, é preciso pagar 3,50 euros).

Ao longo dos anos, a escadaria foi modificada várias vezes. Em 1753, foi coberta com madeira, deixando algumas aberturas para que o mármore ficasse exposto e pudesse ser tocado pelos fiéis. As paredes das laterais têm afrescos com cenas da Paixão de Jesus.

A capela funcionou como oratório particular dos papas até o período do Renascimento e é testemunha de um milênio de história do pontificado romano.

O nome de Sancta Santorum foi dado devido às inúmeras relíquias de santos que ela abriga. As relíquias se encontram embaixo do altar e estão protegidas por uma enorme estrutura de ferro. Em 1905, conseguiram abrir a estrutura para examinar a coleção de relicários de ouro, prata, marfil e madeira preciosa. Cofres, cruzes, tecidos bordados e pergaminhos de valores inestimáveis foram transferidos para os Museus Vaticanos.

Enfim, o fiel pode receber a indulgência parcial ou plenária se subir a Escada Santa. Os requisitos habituais para isso devem ser seguidos.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Pope Francis attends his general audience in Saint Peter's Square at the Vatican, on November 16, 2016. Photo courtesy of Reuters/Alessandro Bianchi *Editors: This photo may only be republished with RNS-POPE-CARDINALS, originally transmitted on November 17, 2016.

VATICANO, 13 Jan. 18 / 05:00 am (ACI).- No próximo domingo 28 de janeiro pela tarde, o Papa Francisco visitará a Basílica da Santa Sofia em Roma para encontrar a comunidade grego-católica ucraniana.

Assim anunciou o Diretor do Escritório de Imprensa do Vaticano, Greg Burke, ao assinalar que o Pontífice aceitou o convite de Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, Arcebispo Mor de Kyiv-Haly dos ucranianos.

Na Basílica se encontra a tumba do bispo Stephan Chmil, quem ensinou há anos ao Papa o rito oriental, informa a agência de notícias em italiano do grupo ACI, ACI Stampa.

O templo foi construído graças à coleta de recursos organizada pelo Arquieparca Josip Slipyi em 1963, pouco depois de sair da prisão em um gulag.

O edifício está apoiado no projeto da que devia ser a catedral grego-católica de Kiev e a ela acodem 14 mil ucranianos que vivem em Roma, e 200 mil em toda a Itália.

Durante muitos anos foi considerada casa e ponto de referência para todos os ucranianos na diáspora sob o regime soviético.

Foi consagrada pelo Papa Paulo VI em 28 de setembro de 1969, durante o Concílio Vaticano II.

Esta visita, uma vez mais, sublinha o empenho do Papa Francisco pela unidade dos cristãos desde sua chegada ao ministério petrino.

Fonte: http://www.acidigital.com/

E por que Roma é a sua “capital”?

Católico” significa “universal”, em grego. E a universalidade da Igreja não é meramente geográfica, ligada à sua expansão pelos recantos do mundo inteiro. A sua universalidade vem da vocação divina ao acolhimento de todos os homens, porque o chamado de Deus não exclui pessoa nenhuma.

Para que a mensagem da Igreja fosse universal historicamente, Deus se valeu dos elementos históricos que contextualizavam o nascimento da Igreja e que permitiriam a sua universalidade – muito relevantes, neste sentido, foram a língua e a estrutura do império romano, a realidade humana mais universal da época. A língua desse império era o latim, que, a partir de Roma, se estendeu pelos territórios conquistados – territórios que abrangiam, inclusive, a Palestina dos tempos de Jesus.

Jesus falava latim?

Jesus falava aramaico, a língua do seu povo, mas é provável que tivesse conhecimento também de outros idiomas importantes da época, como o grego e o latim. É o que nos sugere, por exemplo, a conversa entre Jesus e o centurião romano, mencionada por Mateus e Lucas. Só aparecem como testemunhas dessa conversa os discípulos e outras pessoas de nível cultural semelhante ao deles; não teria havido intérprete. É possível que ao menos parte da conversa tenha sido em latim. Também é provável que Jesus tenha usado esta língua para falar com Pôncio Pilatos. Mas não poderia ser o contrário, ou seja, que o centurião e Pilatos falassem aramaico? Certamente é possível, embora seja muito mais comum que aos territórios conquistados seja imposta a língua do império do que os conquistadores falarem a língua de seus dominados. Aliás, o despótico procurador romano Pilatos, alto funcionário de transição do governo de ocupação, tinha a missão, justamente, de consolidar o império naquele território – o que incluiria a expansão do uso do idioma imperial, além da cultura romana e das suas leis e costumes.

Como quer que fosse, se alguns do povo falavam latim, por que não Jesus?

Veículo de expansão

Não parece despropositado que a Divina Providência tenha disposto que Jesus nascesse em um território dominado por um império que viria a se tornar instrumento da rápida expansão do cristianismo, principalmente a partir do século IV, quando, após as muitas e brutais perseguições dos primeiros tempos, o cristianismo finalmente venceu as duríssimas resistências e foi declarado religião oficial de Roma.

Depois de Pentecostes, os apóstolos de Jesus partiram para “conquistar” o mundo. E que mundo eles encontraram? Encontraram um império compacto e organizado, graças, entre outros fatores, à língua franca latina, usada junto com a língua culta de então, o grego.

Foi nesse contexto histórico e conjuntural que o cristianismo se estabeleceu, e foi dele que a Igreja adotou a “forma terrena”: organização, estrutura, direito… E língua.

Roma, “caput mundi”

Roma, então a capital do planeta, foi fecundada pelo sangue de incontáveis mártires cristãos, incluindo o de São Pedro e São Paulo, colunas da Igreja, que ali foram mortos precisamente por testemunharem o Ressuscitado. Foi espontâneo que Roma também se tornasse, terrenamente, a “capital” da Igreja que se formava.

Uma língua capaz de unir e preservar

A Bíblia, os documentos eclesiais e patrísticos e os concílios foram sendo escritos ou traduzidos para o latim a fim de chegarem aos confins geográficos do mundo conhecido.

Ao abraçar todas as nações, e sendo destinada por vocação divina a permanecer até a consumação dos séculos, a Igreja, por sua própria natureza, exigiu uma língua universal, que lhe permitisse a comunicação oficial não só entre os membros de um determinado contexto histórico, mas que também vinculasse os cristãos de todas as épocas.

E o latim é, providencialmente, a língua apropriada: trata-se de uma língua muito – mas muito – precisa e propícia para o aprofundamento nas verdades teológicas e para não desvirtuar o sentido dos textos. Sua condição de língua “morta”, no sentido de não estar sujeita a evolução, lhe confere particular valor para os usos teológicos e litúrgicos, já que é necessário que os significados das palavras se mantenham estáveis, conservando o sentido preciso para leitores de todas as épocas.

(ALETEIA TEAM)

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