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Santa Missa

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Pequenos detalhes que fazem a diferença e unem a Igreja

  1. Não chegar atrasado. Lembre-se de que Deus está esperando você para enchê-lo com o seu amor, dar o seu perdão e um abraço, falar ao seu ouvido, e dizer o que o você precisa ouvir. Ele separou um lugar na mesa para você. Não o deixe esperando;
  2. Não usar roupas provocantes. Não use vestuário que possa chamar a atenção ou provocar (decote, minissaia e shorts);
  3. Não entre na igreja sem saudar o Senhor. Ao chegar, faça o sinal da cruz. Ele está lá, feliz por ver você. Agradeça-o, pois ele o convidou;
  4. Não tenha preguiça de fazer a reverência ou a genuflexão. Se você passar em frente ao altar, que representa Cristo, faça a reverência. Se passar pelo Sacrário, onde está Cristo, faça a genuflexão (tocar o chão com o joelho);
  5. Não masque chiclete nem coma ou beba. Só é permitida água e em caso de necessidade e por questão de saúde;
  6. Não cruze as pernas. O ato de cruzar as pernas é considerado pouco respeitoso. O seu corpo deve expressar a sua devoção;
  7. A mesma pessoa não deve fazer a Leitura e o Salmo. Se você vir um só leitor ou leitora, ofereça-se para ler, pois as Leituras e o Salmo devem ser proclamados por leitores diferentes (dois no meio da semana e três aos domingos ou dias festivos, quando há a Segunda Leitura);
  8. Não adicione frases quando for fazer as Leituras e o Salmo. Não leia as letrinhas vermelhas nem diga: “Primeira Leitura” ou “Salmo Responsorial”;
  9. Nunca recite o Aleluia antecipadamente. Não se adiante para dizer “Aleluia, Aleluia”. Espere alguns segundos, pois, certamente, alguém o cantará. Se nem o padre nem ninguém cantar, omita-o, mas nunca o recite;
  10. Não faça o sinal da cruz na proclamação do Evangelho. Você só deve fazer três cruzes pequenas: uma na fronte, outra nos lábios e a última no peito;
  11. Não responda no plural quando Credo é feito em forma de perguntas. Quem preside a Missa pode perguntar: “Creem em Deus Pai Todo Poderoso?” Neste caso, não responda “sim, cremos”, pois a fé é pessoal. Responda: “sim, creio”.
  12. Não recolha a oferta durante a Oração Universal. A oferta deve ser recolhida durante a apresentação dos dons, quando todos estão sentados e o padre agradece a Deus pelo pão e o vinho e purifica as mãos;
  13. Não se levante durante a apresentação dos dons. Às vezes, alguém se levanta e, por impulso, outros também ficam de pé. Talvez, ao ver o padre levantar o cálice e a hóstia, as pessoas pensam que já é a Consagração. Mas não é;
  14. Não se ajoelhe logo depois do “Santo”. É preciso esperar que o padre peça que o Espírito Santo transforme o pão e o vinho em Corpo e Sangue de Cristo. É neste momento que se deve ajoelhar-se (se houver sino, ajoelhe-se quando ele soar);
  15. Não ficar sentado durante a Consagração. Se você não consegue se ajoelhar, fique de pé, mas nunca se sente, a menos que seja por alguma doença. É falta de respeito com Cristo, que se faz presente no altar;
  16. Não dizer nada em voz alta durante a Consagração. Tem gente que, durante a Consagração, diz em voz alta: “Meu Senhor, Meu Deus”. Mas isso distrai quem está fazendo uma oração pessoal em silêncio;
  17. Não diga em voz alta: “Por Cristo, com Cristo, em Cristo…”. Só quem deve dizer isso é quem preside a Missa;
  18. Não saia do seu lugar para ir dar a Paz. Você só deve cumprimentar quem está perto de você, não outras pessoas, em outros bancos. Tampouco deve aproveitar para ir felicitar alguém ou dar pêsames;
  19. Se você não estiver preparado, não comungue. Você deve ter guardado o jejum eucarístico (não ter comido nem bebido nada uma hora antes de comungar) e não ter pecado grave;
  20. Não fazer somente uma fila de Comunhão (a do padre). Jesus está presente na Hóstia Consagrada, não importa se é a hóstia segurada pelo padre ou por um Ministro Extraordinário da Eucaristia, que é uma pessoa preparada e autorizada pela Igreja para distribuir a Comunhão na Missa e levá-la aos idosos e enfermos;
  21. Depois de comungar, não converse com os outros. Volte ao seu lugar e fale com o Senhor. Se você não comungou, faça uma comunhão espiritual e converse com Ele;
  22. Quando terminar a distribuição da Comunhão, não continuar cantando. O canto da Comunhão deve terminar quando a última pessoa receber a hóstia, para que haja um silêncio sagrado, em que cada pessoa entra em diálogo com Deus;
  23. Desligue o celular. Não fique mandando mensagens ou falando ao celular durante a Missa, pois isso distrai você e os outros. Dedique sua atenção ao Senhor, que está dedicando a atenção Dele a você;
  24. Não perca as crianças de vista. Ensine-as a aproveitar a casa do Pai e a se comportar na Missa;
  25. Não saia antes que a Missa termine. Não perca a bênção fina, através da qual o padre o envia ao mundo para dar testemunho em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Saia da Igreja com um propósito novo, que tenha sido inspirado no Senhor, para edificar o mundo, seu Reino de amor.

 

Artigo originalmente publicado por Desde la fe, traduzido e adaptado ao português por Aleteia.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Leia isso antes da sua próxima Missa

1 – Na hora da morte, teu maior consolo serão as Missas que durante tua vida ouviste.
2 – Cada Missa que ouviste te acompanhará ao Tribunal Divino e advogará para que alcances o perdão.
3 – Com cada Missa podes diminuir o castigo temporal que devas pelos teus pecados, em proporção com o FERVOR com que a ouças.
4 – Com a participação devota a Santa Missa rendes a maior homenagem a Humanidade Santíssima de Nosso Senhor. A Santa Missa bem ouvida supre tuas maiores negligências e omissões .
5 – Pela Santa Missa bem ouvida se perdoam todos os teus pecados veniais que estás decidido a evitar, e muitos outros de que nem sequer te lembras. Por ela também o demônio perde o domínio sobre ti.
6 – Ainda ofereces maior consolo para as almas benditas do Purgatório.
7 – Uma Missa ouvida enquanto vives te trará muito mais proveito do que muitas que ofereçam por ti depois de tua morte .
8 – Te libertas de muitos perigos e desgraças nos quais possivelmente cairias se não fosse pela Santa Missa.
9 – Lembra-te também de que com ela reduzes teu purgatório.
10 – Com cada Missa aumentas teu grau de gloria no Céu. Nela recebes a bênção do Sacerdote, que Deus ratifica no céu.
11 – Durante a Missa te ajoelhas em meio a uma multidão de anjos que assistem invisivelmente ao Santo Sacrifício com suma reverência .
12 – Consegues bênçãos em teus negócios e assuntos temporais.
13 – Quando ouvimos Missa em honra de algum Santo Particular, dando graças a Deus pelos favores pedidos a este santo, ganhamos a sua proteção e especial amor, pela alegria e felicidade de que suas obras seguem.
14 – Todos os dias que ouvimos Missa, além das outras intenções, devemos honrar ao Santo do dia.
IMPRIMATUR:
JUAN J. CLENNON
Arcebispo de St. Louis
Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Um trecho valioso de “Assim falou o Padre Pio”, confira!

Senhor Padre, ama o Sacrifício da Missa?

Sim, porque Ela regenera o mundo.
 
Que glória dá a Deus a Missa?
Uma glória infinita.
 
Que devemos fazer durante a Missa?
Compadecer-nos e amar.
 
Senhor Padre, como devemos assistir à Santa Missa?
Como assistiram a Santíssima Virgem e as piedosas mulheres. Como assistiu S. João Evangelista ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício cruento da Cruz.
 
Senhor Padre, que benefícios recebemos ao assistir à Santa Missa?
Não se podem contar. Vê-los-ás no céu. Quando assistires à Santa Missa, renova a tua fé e medita na Vítima que se imola por ti à Divina Justiça. Não te afastes do altar sem derramar lágrimas de dor e de amor a Jesus, Crucificado por tua salvação. A Virgem Dolorosa acompanhar-te-á e será a tua doce inspiração.
 
Senhor Padre, o que é a sua Missa?
Uma união sagrada com a Paixão de Jesus. Minha responsabilidade é única no mundo. (Dizia isto a chorar.)
O que é que devo procurar na sua Santa Missa?
Todo o Calvário.
 
Senhor Padre, diga-me tudo o que sofre durante a Santa Missa.
Sofro tudo o que Jesus sofreu na sua Paixão, embora sem proporção, só o que pode fazê-lo uma criatura humana. E isto apesar de cada uma de minhas faltas e só por Sua bondade.
 
Senhor Padre, durante o Sacrifício divino o senhor padre carrega os nossos pecados?
Não posso deixar de fazê-lo, já que é uma parte do Santo Sacrifício.
 
Considera-se a si mesmo um pecador?
Não o sei, mas temo que assim seja.
 
Eu já o vi a tremer ao subir aos degraus do altar. Por quê? Pelo que tem de sofrer?
Não pelo que tenho de sofrer, mas pelo que tenho de oferecer.
Em que momento da Missa é que sofre mais?
Na Consagração e na Comunhão.
 
Senhor Padre, esta manhã na Missa, ao ler a história de Esaú, que vendeu os direitos de sua primogenitura, os seus olhos encheram-se de lágrimas.
Parece-te pouco desprezar o dom de Deus!?
 
Ao ler o Evangelho, porque é que chorou quando leu estas palavras: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue…”
Chora comigo de ternura!
 
Senhor Padre, porque é que chora quase sempre que lê o Evangelho na Missa?
A nós parece-nos que não tem importância que um Deus fale às suas criaturas e elas O contradigam e O ofendam continuamente com a sua ingratidão e incredulidade.
 
A Sua Missa, senhor Padre, é um sacrifício cruento?
Herege!
 
Perdão, senhor Padre, queria dizer que na Missa o Sacrifício de Jesus não é cruento, mas a sua participação em toda a Paixão o é. Engano-me?
Não, nisso não te enganas. Creio que tens toda a razão.
 
Quem é que lhe limpa o sangue durante a Missa?
Ninguém.
 
Senhor Padre, porque é que chora no Ofertório?
Queres saber o segredo? Pois bem: porque é o momento em que a alma se separa das coisas profanas.
 
Durante a sua Missa, senhor Padre, o povo faz um pouco de barulho…
Se estivesses no Calvário, não ouvirias gritos, blasfêmias, ruídos e ameaças? Havia um alvoroço enorme.
 
Não o distraem os ruídos?
Em nada.
 
Senhor Padre, por que é que sofre tanto na Consagração?
Não sejas maldoso… (Não quero que me perguntes isso…)
 
Senhor Padre, diga-me: por que é que sofre tanto na Consagração?
Porque nesse momento se produz realmente uma nova e admirável destruição e criação.
 
Senhor Padre, por que é que chora no altar e o que é que significam as palavras que pronuncia na Elevação? Pergunto por curiosidade, mas também porque quero repeti-las consigo.
Os segredos do Rei Supremo não se podem revelar nem profanar-se. Perguntas-me por que choro, mas eu não queria derramar essas pobres lagrimazinhas, mas sim torrentes de lágrimas. Não meditas neste grandioso mistério?
 
Senhor Padre, o senhor sofre, durante a Missa, a amargura do fel?
Sim, muito frequentemente…
 
Senhor Padre, como é que se pode estar de pé no Altar?
Como estava Jesus na Cruz.
 
No altar, o senhor Padre está pregado na Cruz, como Jesus no Calvário?
E ainda me perguntas?
 
Como é que o senhor Padre se acha?
Como Jesus no Calvário.
 
Senhor Padre, os carrascos deitaram a Cruz no chão para pregar os pregos em Jesus?
Evidentemente.
 
A si também lhos pregam?
E de que maneira!
Também deitam a Cruz no chão para si?
Sim, mas não devemos ter medo.
 
Senhor Padre, durante a Missa pronuncia as Sete Palavras que Jesus disse na Cruz?
Sim, indignamente, mas também as pronuncio.
 
E a quem é que diz: “Mulher, aí tens o teu filho”?
Digo assim para Ela: “Aqui tens os filhos do Teu Filho”.
 
Sofre a sede e o abandono de Jesus?
Sim.
 
Em que momento?
Depois da Consagração.
 
Até que momento?
Costuma ser até a Comunhão.
 
Diz que tem vergonha de dizer: “Procurei quem me consolasse e não encontrei”. Por quê?
Porque os nossos sofrimentos de verdadeiros culpados não são nada em comparação com os de Jesus.
 
Diante de quem sente vergonha?
Diante de Deus e da minha consciência.
 
Os Anjos do Senhor reconfortam-no no Altar em que se imola?
Pois… não o sinto.
 
Se não lhe vem o consolo até à alma durante o Santo Sacrifício, e o senhor Padre sofre, como Jesus, o abandono total, a nossa presença não serve para nada.
A utilidade é para vós. Por acaso foi inútil a presença da Virgem Dolorosa, de São João e das piedosas mulheres aos pés de Jesus agonizante?
 
O que é a Sagrada Comunhão?
É toda uma misericórdia interior e exterior, todo um abraço. Pede a Jesus que se deixe sentir sensivelmente.
 
Quando Jesus vem, visita só a alma?
O ser inteiro.
 
O que é que Jesus faz na Comunhão?
Deleita-se na sua criatura.
 
Quando Jesus se une a si na Santa Comunhão, o que é que quer que peçamos a Deus por si?
Que eu seja outro Jesus, todo Jesus e sempre Jesus.
 
Também sofre na Comunhão?
É o ponto culminante.
 
Depois da Comunhão, os seus sofrimentos continuam?
Sim, mas são sofrimentos de amor.
 
A quem se dirigiu o último olhar de Jesus agonizante?
À sua Mãe.
E o senhor Padre para quem olha?
Para os meus irmãos de exílio.
 
Morre na Santa Missa?
Misticamente, na Sagrada Comunhão.
 
É por excesso de amor ou de dor?
Por ambas as coisas, porém mais por amor.
 
Se morre na Comunhão, continua a ficar no Altar? Porquê?
Jesus morto permanecia pendente da Cruz no Calvário.
 
Senhor Padre, disse que a vítima morre na Comunhão. A colocam-no  nos braços de Nossa Senhora?
Nos de São Francisco.
 
Senhor Padre, Jesus desprega os braços da Cruz para o descansar?
Sou eu quem descansa n’Ele!
 
Quanto ama a Jesus?
O meu desejo é infinito, mas a verdade é que, infelizmente, tenho de dizer nada e causa-me pena.
 
Senhor Padre, porque é que o senhor chora ao pronunciar a última palavra do Evangelho de São João: “E vimos a sua glória como de Filho Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”?
Parece-te pouco? Se os Apóstolos, com os seus olhos de carne, viram essa glória, como será a que veremos no Filho de Deus, em Jesus, quando se manifestar no céu?
 
Que união vamos então ter com Jesus?
Eucaristia dá-nos uma idéia.
 
A Santíssima Virgem assiste à sua Missa?
Julgas que a Mãe não se interessa pelo seu Filho?
 
E os Anjos?
Em multidões.
 
Senhor Padre, quem é que está mais perto do Altar?
Todo o Paraíso.
 
Gostaria de celebrar mais de uma Missa por dia?
Se eu pudesse, não quereria descer do Altar.
 
Disseram-me que traz consigo o seu próprio Altar…
Sim, porque se realizam estas palavras do Apóstolo: “Eu trago no meu corpo os estigmas de Jesus”. “Estou cravado com Cristo na Cruz.” “Castigo o meu corpo, e o reduzo à escravidão…”
Nesse caso, não me engano quando digo que estou a ver Jesus Crucificado!
(Nenhuma resposta)
Senhor Padre, lembra-se de mim na Santa Missa?
Durante toda a Missa, desde o princípio até o fim, lembro-me de ti.
 
A Missa do Padre Pio, nos seus primeiros anos, durava mais de duas horas. Foi sempre um êxtase de amor e de dor. O seu rosto estava inteiramente concentrado em Deus e cheio de lágrimas. Um dia, ao confessar-me, perguntei-lhe sobre este grande mistério:
Senhor Padre, quero fazer-lhe uma pergunta.
Diz-me, filho.
 
Queria perguntar-lhe o que é a Missa?
Por que me perguntas isto?
 
Para ouvi-la melhor, senhor Padre.
Filho, posso dizer-te o que é a minha Missa.
 
Pois é isso o que eu quero saber, senhor Padre.
Meu filho, estamos na Cruz, e a Missa é uma contínua agonia.
 
 
in Tradition Catolica, nº 141, nov. 98 citando “Assim Falou o Padre Pio” (S. Giovanni Rotondo, Foggia, Itália, 1974) com o Imprimatur de D. Fanton, Bispo Auxiliar de Vicenza.
Fonte: https://pt.aleteia.org/

Conheça a história e a importância de participarmos da celebração da Santa Missa

Dizia o famoso orador romano, Cícero, que “a história é mestra da vida” (na obra De oratore, II, 9,36). Trata-se de uma sábia indicação que podemos aplicar também na questão relativa à Missa, celebrada no domingo ou nos dias da semana. Vamos, pois, à história da Missa, a partir dos dados do Novo Testamento e da primitiva história da Igreja.

O ponto de partida da nossa fé, como proclamamos no “Credo”, é Jesus, que nos salva por meio de Sua morte-ressurreição. A fé dos discípulos, que tinha entrado em crise com a morte de Jesus, renasce e se fortalece com a Sua Ressurreição. E a Ressurreição de Jesus aconteceu no domingo. Desde o início, os cristãos celebraram sua fé na ressurreição por meio da Eucaristia, da Missa, exatamente no domingo, que os cristãos de origem judaica indicavam como “o primeiro dia da semana”.

Quando foi a primeira Missa?

O primeiro nome da Missa foi “a fração do pão”. Lemos, por exemplo, no livro dos Atos dos Apóstolos, escrito por São Lucas, que é testemunha desse fato, o seguinte: “No primeiro dia da semana, estávamos reunidos para a fração do pão” (Atos 20,7). Atenção: isso acontece durante a terceira viagem apostólica de São Paulo, no ano 58 depois de Cristo. Passaram-se apenas 28 anos da morte-ressurreição de Jesus: e os cristãos já tinham o hábito de celebrar a Eucaristia, a Missa, no domingo, que era “o primeiro dia da semana”. Tal celebração, relatada no citado texto dos Atos, mostra que, substancialmente, os apóstolos seguiam o mesmo “esquema” da Missa de hoje: celebrada no domingo e dividida em duas partes, a saber, a liturgia da palavra (20,7) e a liturgia eucarística, com o “pão partido” (20,11).

Aliás, essa ligação entre Ressurreição e “primeiro dia da semana” se encontra, de maneira significativa, no capítulo 20 do Evangelho de João. “No primeiro dia da semana” (João 20,1) Jesus ressuscita e aparece a Maria Madalena. E “ao anoitecer desse dia” (João 20,19), Jesus aparece a dez discípulos: não doze, pois Judas havia se enforcado e Tomé estava ausente. Mas, “oito dias depois” (João 20,26), quer dizer, no domingo seguinte, Jesus Ressuscitado apareceu novamente, estando presente também Tomé.

Uma ligação entre Missa e domingo é encontrada também, no fim da primeira carta aos Coríntios, dentro da iniciativa do apóstolo Paulo, que estava organizando uma coleta em favor dos pobres de Jerusalém. Ele, pois, escreve: “Todo primeiro dia da semana, cada um coloque de lado aquilo que consegue economizar” (1Coríntios, 16,2). Era o dia da Missa, na qual, desde então, já aparece a participação dos fiéis até com espórtulas em dinheiro para ajudar os pobres.

“Senhor” é o título de Jesus Ressuscitado, como lemos, por exemplo, na Carta aos Filipenses: “Para que toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor” (2,11). Mas, na língua latina, o termo “senhor” se traduz com a palavra “Dominus”, de onde vem o termo português “domingo”, quer dizer, dia do Senhor ressuscitado.

Essa palavra, “domingo”, torna-se comum já na época apostólica, pois foi num dia de “domingo”, dia do Senhor, que o apóstolo João recebeu as revelações relatadas no livro do Apocalipse (1,10).

A Eucaristia

Essa ligação entre domingo e Eucaristia é confirmada pelos testemunhos dos cristãos dos primeiros séculos. Santo Ignácio de Antioquia, que foi martirizado no começo do 2º século, assim escrevia na sua epístola aos Magnésios (9): “Não precisamos mais manter o sábado, como fazem os judeus. Deve, todo amigo de Cristo, observar o Dia do Senhor como festa, o dia da ressurreição, a rainha e comandante de todos os dias da semana. Foi nesse dia que a nossa vida renasceu e a vitória sobre a morte foi obtida em Cristo”. E o mártir S. Justino (metade do 2º século), na sua “Apologia” (I,67), fala da celebração eucarística que os primeiros cristãos comemoravam “no dia do sol”, como era chamado o domingo no ambiente do Império Romano. Eis o que ele escreveu:

“No dia que se chama do sol [domingo], celebra-se uma reunião de todos os que moram nas cidades e nos campos, e ali é lido, enquanto o tempo o permite, as recordações dos apóstolos ou os escritos dos profetas”. E continua falando da homilia, da oração dos fiéis e da liturgia eucarística (consagração e comunhão).

Certamente, toda eucaristia é importante, também aquela que não é celebrada no domingo, pois, como diz o apóstolo Paulo, “todas as vezes que vocês comem deste pão e bebem deste cálice, estão anunciando a morte do Senhor até que Ele venha”. (1Coríntios 11,26).

Não podemos, no entanto, esquecer que, no começo, a Missa era celebrada exatamente no domingo, para os cristãos manifestarem, juntos, sua fé na Ressurreição de Jesus. Esse é o ponto de partida da nossa fé cristã. Naturalmente, quem puder participar, também nos dias da semana, vai fortalecer sua comunhão com Jesus. Papa Francisco nos traz essa bela novidade: é o primeiro Papa que partilha, pelos meios de comunicação, a homilia que ele profere durante a Missa celebrada nos dias da semana.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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Uma explicação simples e completa para pais e educadores

Qual é o significado da Santa Missa?

Santa Missa é o ponto central da nossa fé, é a celebração da Paixão, Morte, Ressurreição e Ascensão de Cristo, que se presentifica sobre o altar. É importante relembrar que não é uma “lembrança” apenas do que se passou com Jesus, mas sim a “presentificação” do mesmo e único Calvário, que se faz presente pela ação do próprio Cristo, uma vez que Ele atua por meio do sacerdote celebrante.

Não é um ato de “multiplicação” do Calvário, mas o mesmo e único sacrifício do Senhor que se renova. As ações de Cristo são “teândrica”, isto é, divinas e humanas, por isso não podem ser destruídas pelo tempo, como acontece com nossas ações meramente humanas. Nós criaturas estamos sujeitas ao tempo, Deus não, pois Ele é o Senhor do tempo.

A finalidade da Santa Missa é oferecer a Deus Pai o sacrifício de Cristo, único e perfeito para:

1-Honrar e glorificar a Majestade Divina;
2-Agradecer os dons e graças que recebemos de Deus a cada instante;
3- Pedir perdão dos nossos pecados;
4- Pedir as graças para chegarmos à vida eterna com Deus.

Os pais precisam ser exemplo

Outras intenções podem ser colocadas. Por Cristo, no Espírito Santo, oferecemos a Deus toda honra e glória devidas. Pela importância fundamental da Santa Missa, a Igreja obriga que a criança, após a Primeira Comunhão, participe da Missa ao menos no domingo; e os pais devem cuidar disso com esmero. Nessa idade, a criança já tem o uso da razão e pode entender as explicações sobre a celebração. Evidentemente, não é fácil fazer uma criança entender isso com profundidade e, consequentemente, participar da Santa Missa com a devida atenção e devoção. Isso deve ser atingido em processo lento de catequese, que deve se iniciar com os pais e se completar na preparação para a Primeira Comunhão.

Em primeiro lugar, os pais precisam conhecer bem o que é a Santa Missa, suas partes (entrada do sacerdote, ato penitencial, oração da coleta, liturgia da Palavra, homilia, o Credo, oração da comunidade, oração eucarística e consagração, transubstanciação do pão e do vinho, ação de graças, conclusão). Há bons livros que explicam, detalhadamente, a Missa para os pais e catequistas; o melhor que eu conheço é o do Bispo italiano Dom Raffaello Martinelli, “Eucaristia, pão da vida eterna” (Editora Cultor, SP). Posso também indicar um livro para explicar a Missa para as crianças: “A História da Missa”, de Filipe Santos (Ed. Cléofas, Lorena, SP).

As crianças só participarão da Santa Missa com a devida atenção e devoção se entenderem o seu profundo significado para a nossa salvação, se lhes explicarmos, detalhadamente, o significado de cada gesto, ato e palavra da liturgia da celebração da Missa. Os livros citados acima dão uma boa explicação de cada parte da Missa. É fundamental que a criança entenda cada parte da liturgia e seu significado, e isso exige dos pais um zelo carinhoso e paciente para com ela.

Ajuda dos santos

Os santos nos ensinam o valor fundamental da Santa Missa, e isso pode e deve ser ensinado às crianças, numa linguagem adequada à idade delas. Coloco aqui alguns pensamentos importantes que os pais podem usar neste trabalho:

“Pelo martírio, o homem oferece a Deus sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens.” (Santo Tomás de Aquino)

“Uma só Missa, a que houveres assistido em vida, será mais salutar que muitas a que os outros assistirão por ti depois da morte.” (Santo Agostinho)

“Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa.” (São Lourenço de Bríndise)

“Cada Santa Missa a que assistires, alcançar-te-á, no Céu, maior grau de glória.” (São Jerônimo)

“A Santa Missa é a obra na qual Deus coloca sob os nossos olhos todo o amor que Ele nos tem; é, de certo modo, a síntese de todos os benefícios que Ele nos faz.” (São Boaventura)

“A Missa é o sol da Igreja.” (São Francisco de Sales)

“Após a consagração, eu tenho visto esses milhares de anjos formando a corte real de Jesus, em volta do tabernáculo, eu os tenho visto com meus próprios olhos.” (São João Crisóstomo)

“Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos, para se conservarem perfeitos, e os imperfeitos para chegarem à perfeição”. (São Francisco de Sales)

“Como nós devemos ouvir a Santa Missa? Como a assistiam a Santa Virgem Maria e as Santas mulheres. Como São João assistiu ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício sangrento da cruz.” (São Pio de Pietrelcina)

“Eis o meio mais adequado para assistir com fruto à Santa Missa: consiste em irdes à igreja como se fôsseis ao Calvário, e de vos comportardes diante do altar como o faríeis diante do Trono de Deus, em companhia dos santos anjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito, que recolhimento são necessários para receber o fruto e as graças que Deus costuma conceder àqueles que honram, com sua piedosa atitude, mistérios tão santos.” (São Leonardo de Porto Maurício)

“Você diz que a Missa é longa, mas eu acrescento: porque seu amor é curto.” (São Josemaría Escrivá)

No que consiste a comunhão espiritual?

Santo Afonso Maria de Ligório nos explica muito claramente: “consiste no desejo de receber a Jesus Sacramentado e em dar-lhe um amoroso abraço, como se já o tivéssemos recebido”. Essa devoção é muito mais proveitosa do que se pensa e muito fácil de realizar. Há fórmulas que nos ajudam a fazê-la como, por exemplo, esta, que é da lavra do mesmo santo:

“O Jesus meu, creio que estais presente no Santíssimo Sacramento, te amo sobre todas as coisas e desejo receber-te em minha alma. Já que, agora, não posso fazê-lo sacramentalmente, venha, ao menos, espiritualmente a meu coração. Como se já tivesse recebido, abraço-Te e me uno todo a Ti. Não permitais, Senhor, que volte jamais a abandonar-Te. Amém”.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Qual é o significado da Santa Missa?

A Santa Missa é o ponto central da nossa fé, é a celebração da Paixão, Morte, Ressurreição e Ascensão de Cristo, que se presentifica sobre o altar. É importante relembrar que não é uma “lembrança” apenas do que se passou com Jesus, mas sim a “presentificação” do mesmo e único Calvário, que se faz presente pela ação do próprio Cristo, uma vez que Ele atua por meio do sacerdote celebrante.

Não é um ato de “multiplicação” do Calvário, mas o mesmo e único sacrifício do Senhor que se renova. As ações de Cristo são “teândrica”, isto é, divinas e humanas, por isso não podem ser destruídas pelo tempo, como acontece com nossas ações meramente humanas. Nós criaturas estamos sujeitas ao tempo, Deus não, pois Ele é o Senhor do tempo.

A finalidade da Santa Missa é oferecer a Deus Pai o sacrifício de Cristo, único e perfeito para:

1-Honrar e glorificar a Majestade Divina;
2-Agradecer os dons e graças que recebemos de Deus a cada instante;
3- Pedir perdão dos nossos pecados;
4- Pedir as graças para chegarmos à vida eterna com Deus.

Os pais precisam ser exemplo

Outras intenções podem ser colocadas. Por Cristo, no Espírito Santo, oferecemos a Deus toda honra e glória devidas. Pela importância fundamental da Santa Missa, a Igreja obriga que a criança, após a Primeira Comunhão, participe da Missa ao menos no domingo; e os pais devem cuidar disso com esmero. Nessa idade, a criança já tem o uso da razão e pode entender as explicações sobre a celebração. Evidentemente, não é fácil fazer uma criança entender isso com profundidade e, consequentemente, participar da Santa Missa com a devida atenção e devoção. Isso deve ser atingido em processo lento de catequese, que deve se iniciar com os pais e se completar na preparação para a Primeira Comunhão.

Em primeiro lugar, os pais precisam conhecer bem o que é a Santa Missa, suas partes (entrada do sacerdote, ato penitencial, oração da coleta, liturgia da Palavra, homilia, o Credo, oração da comunidade, oração eucarística e consagração, transubstanciação do pão e do vinho, ação de graças, conclusão). Há bons livros que explicam, detalhadamente, a Missa para os pais e catequistas; o melhor que eu conheço é o do Bispo italiano Dom Raffaello Martinelli, “Eucaristia, pão da vida eterna” (Editora Cultor, SP). Posso também indicar um livro para explicar a Missa para as crianças: “A História da Missa”, de Filipe Santos (Ed. Cléofas, Lorena, SP).

As crianças só participarão da Santa Missa com a devida atenção e devoção se entenderem o seu profundo significado para a nossa salvação, se lhes explicarmos, detalhadamente, o significado de cada gesto, ato e palavra da liturgia da celebração da Missa. Os livros citados acima dão uma boa explicação de cada parte da Missa. É fundamental que a criança entenda cada parte da liturgia e seu significado, e isso exige dos pais um zelo carinhoso e paciente para com ela.

Ajuda dos santos

Os santos nos ensinam o valor fundamental da Santa Missa, e isso pode e deve ser ensinado às crianças, numa linguagem adequada à idade delas. Coloco aqui alguns pensamentos importantes que os pais podem usar neste trabalho:

“Pelo martírio, o homem oferece a Deus sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens.” (Santo Tomás de Aquino)

“Uma só Missa, a que houveres assistido em vida, será mais salutar que muitas a que os outros assistirão por ti depois da morte.” (Santo Agostinho)

“Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa.” (São Lourenço de Bríndise)

“Cada Santa Missa a que assistires, alcançar-te-á, no Céu, maior grau de glória.” (São Jerônimo)

“A Santa Missa é a obra na qual Deus coloca sob os nossos olhos todo o amor que Ele nos tem; é, de certo modo, a síntese de todos os benefícios que Ele nos faz.” (São Boaventura)

“A Missa é o sol da Igreja.” (São Francisco de Sales)

“Após a consagração, eu tenho visto esses milhares de anjos formando a corte real de Jesus, em volta do tabernáculo, eu os tenho visto com meus próprios olhos.” (São João Crisóstomo)

“Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos, para se conservarem perfeitos, e os imperfeitos para chegarem à perfeição”. (São Francisco de Sales)

“Como nós devemos ouvir a Santa Missa? Como a assistiam a Santa Virgem Maria e as Santas mulheres. Como São João assistiu ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício sangrento da cruz.” (São Pio de Pietrelcina)

“Eis o meio mais adequado para assistir com fruto à Santa Missa: consiste em irdes à igreja como se fôsseis ao Calvário, e de vos comportardes diante do altar como o faríeis diante do Trono de Deus, em companhia dos santos anjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito, que recolhimento são necessários para receber o fruto e as graças que Deus costuma conceder àqueles que honram, com sua piedosa atitude, mistérios tão santos.” (São Leonardo de Porto Maurício)

“Você diz que a Missa é longa, mas eu acrescento: porque seu amor é curto.” (São Josemaría Escrivá)

No que consiste a comunhão espiritual?

Santo Afonso Maria de Ligório nos explica muito claramente: “consiste no desejo de receber a Jesus Sacramentado e em dar-lhe um amoroso abraço, como se já o tivéssemos recebido”. Essa devoção é muito mais proveitosa do que se pensa e muito fácil de realizar. Há fórmulas que nos ajudam a fazê-la como, por exemplo, esta, que é da lavra do mesmo santo:

“O Jesus meu, creio que estais presente no Santíssimo Sacramento, te amo sobre todas as coisas e desejo receber-te em minha alma. Já que, agora, não posso fazê-lo sacramentalmente, venha, ao menos, espiritualmente a meu coração. Como se já tivesse recebido, abraço-Te e me uno todo a Ti. Não permitais, Senhor, que volte jamais a abandonar-Te. Amém”.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

O mês de julho a Igreja dedica ao preciosíssimo Sangue de Cristo, derramado pelo perdão dos nossos pecados.

O Sangue de Cristo representa a Sua Vida humana e divina, de valor infinito, oferecida à Justiça divina para o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. Quem for batizado e crer, como disse Jesus, será salvo (Mc 16,16) pelo Sangue de Cristo.

Em cada Santa Missa a Igreja renova, presentifica, atualiza e eterniza este Sacrifício de Cristo pela Redenção da humanidade. Em média, a cada quatro segundos essa oferta divina sobe ao Céu em todo o mundo.

O Catecismo da Igreja ensina que mesmo que o mais santo dos homens tivesse morrido na cruz, seria o seu sacrifício insuficiente para resgatar a humanidade das garras do demônio; era preciso um sacrifício humano, mas de valor infinito. Só Deus poderia oferecer este sacrifício; então, o Verbo divino, dignou-se assumir a nossa natureza humana, para oferecer a Deus um sacrifício de valor infinito. A majestade de Deus é infinita; e foi ofendida pelos pecados dos homens. Logo, só um sacrifício de valor infinito poderia restabelecer a paz entre a humanidade e Deus.

“Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.  Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5,8-9).

São Pedro ensina que fomos resgatados pelo Sangue do Cordeiro de Deus, mediante “a aspersão do seu sangue” (1Pd 1, 2).

“Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo.” (1Pe1,19)

Ao despedir dos bispos de Éfeso, em lágrimas, S.Paulo pede que cuidem do rebanho de Deus contra os hereges que já surgiam naquele tempo, porque este rebanho foi “adquirido com o seu Sangue” (At 20,28).

Para os judeus a vida estava no sangue (cf. Lv 11,17), e por isso eles não comiam o sangue dos animais; na verdade, a vida está na alma e não  no sangue; mas para eles o sangue tinha este significado. É muito interessante notar que no dia da Páscoa, a saída do povo judeu do Egito, naquela noite da morte dos primogênitos, Deus, segundo o entendimento do povo, mandou que este passasse o sangue do cordeiro imolado nos umbrais das portas para que o Anjo exterminador não causasse a morte do primogênito naquela casa.

Este sangue do cordeiro simbolizava e prefigurava o Sangue de Cristo, da Nova e Eterna Aliança que um dia seria celebrada no Calvário. É por isso que S.João Batista, o Precursor de Jesus, ao anunciá-lo aos judeus vai dizer: “Este é o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo” (Jo 1, 19).  É a missão de Cristo, ser o Cordeiro de Deus imolado por amor dos homens.

É este Sangue de Cristo que nos purifica de todo pecado:

“Se, porém, andamos na luz como ele mesmo está na luz, temos comunhão recíproca uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1Jo 1,7).

“Jesus Cristo, testemunha fiel, primogênito dentre os mortos e soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, que nos lavou de nossos pecados no seu Sangue  e que fez de nós um reino de sacerdotes para Deus e seu Pai, glória e poder pelos séculos dos séculos! Amém.” (Ap 1, 5)

“Cantavam um cântico novo, dizendo: Tu és digno de receber o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste imolado e resgataste para Deus, ao preço de teu Sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça; e deles fizeste para nosso Deus um reino de sacerdotes, que reinam sobre a terra” (Ap 5, 9-10).

Os mártires derramaram o seu sangue por Cristo, na força do seu Sangue:

“Mas estes venceram-no por causa do Sangue do Cordeiro e de seu eloquente testemunho. Desprezaram a vida até aceitar a morte” (Ap 12, 11).

O Apocalipse ainda nos mostra que os santos lavaram as suas vestes (as almas) no Sangue de Cristo:

“Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no Sangue do Cordeiro” (Ap 7, 14).

Hoje esse Sangue redentor de Cristo está à nossa disposição de muitas maneiras. Em primeiro lugar pela fé; somos justificados por esse Sangue ensina S. Paulo:

“Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu Sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5, 8-9).

Ele está à nossa disposição também no Sacramento da Confissão; pelo ministério da Igreja e dos sacerdotes o Cristo nos perdoa dos pecados e lava a nossa alma com o seu precioso Sangue. Infelizmente muitos católicos ainda não entenderam a profundidade deste Sacramento e fogem dele por falta de fé ou de humildade. O Sangue de Cristo perdoa os nossos pecados na Confissão e cura as nossas enfermidades espirituais e psicológicas.

Este Sangue está presente na Eucaristia: Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus. Na Comunhão podemos ser lavados e inebriados pelo Sangue redentor do Cordeiro sem mancha que veio tirar o pecado de nossa alma. Mas é preciso parar para adorá-lo no Seu Corpo dado a nós. Infelizmente muitos ainda comungam mal, com pressa, sem Ação de Graças, sem permitir que o Sangue Real e divino lave a alma pecadora e doente.

Prof. Felipe Aquino

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Ali estão eles, de todos os coros angélicos, desde os mais altos serafins até os anjos custódios, para adorar a Deus

A parte mais importante da Santa Missa é a Consagração, quando a Hóstia e o Vinho se transformam no Verdadeiro Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

E vocês acham que o Santíssimo Sacramento está ali sozinho, nas mãos do sacerdote?

Claro que não.

O Sacrifício da Santa Missa é assistido pelo Espírito Santo e, no momento da consagração, miríades de anjos estão presentes para adorar a Deus! Ali estão eles, de todos os coros angélicos, desde os mais altos serafins até os anjos custódios. Onde está Deus, estão os santos anjos também.

Consideremos isto ao ir à Santa Missa: estamos diante do próprio Deus, em Presença Real, e O adoramos junto com todos os Seus santos anjos!

Nós somos a Igreja, a assembleia dos filhos de Deus, o Reino de Deus!

Bendito seja Deus no Santíssimo Sacramento do Altar!

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A partir do blog Almas Castelos

Fonte: ALETEIA TEAM

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Há exatos 516 anos, em pleno domingo da oitava de Páscoa

26 de abril de 1500, domingo da oitava de Páscoa: essa foi a data da primeira Santa Missa celebrada em solo brasileiro!

O sacerdote que a presidiu foi o frei Henrique de Coimbra, acompanhado pelos seus irmãos franciscanos de um grupo de oito missionários, além de alguns sacerdotes seculares – entre eles, um vigário destinado à Índia.

Foram 47 dias de viagem pelo Atlântico até que todos os preparativos para a primeira Missa no Brasil fossem terminados.

A Eucaristia foi celebrada em Santa Cruz Cabrália, litoral sul da Bahia, sobre o ilhéu da Coroa Vermelha, que hoje não existe mais: devido ao movimento das marés, a ilhota que serviu de base para o nosso primeiro Altar Eucarístico acabou se unindo à terra e formando uma praia ampla, de areias brancas.

O altar, “mui bem corregido“, foi erguido sob a proteção de um dossel. Na praia do continente, em frente à ilhazinha ali bem próxima, cerca de duzentos índios acompanhavam atentamente a cerimônia. Segundo Pero Vaz de Caminha, a missa “foi ouvida por todos com muito prazer e devoção“.

Terminada a celebração, o sacerdote subiu a uma cadeira e fez “uma solene e proveitosa pregação” à assembleia sentada na praia. O sermão, ainda de acordo com o relato de Caminha, “tratou da nossa vinda e do achamento desta terra, conformando-se com o sinal da Cruz, sob cuja obediência viemos, o que foi muito a propósito e fez muita devoção“.

A representação mais famosa da celebração é o quadro “A Primeira Missa no Brasil“, feito em 1861 pelo pintor catarinense Victor Meirelles de Lima (1832-1903). A obra, a primeira de um artista brasileiro a ser aceita com louvores no badalado Salão de Paris, mostra, porém, a cerimônia acontecendo na própria praia onde estava a assembleia.

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