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SANTOS

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O exemplo de cada um deles pode te ajudar a manter o sorriso até nos dias mais difíceis

Se há uma qualidade que não pode faltar na “bagagem” do cristão é a alegria, que tem o bom humor como espelho. As histórias de vida dos santos dizem isso e os textos de reflexão espiritual – não muitos, na realidade – confirmam e repetem exaustivamente aos párocos: “Um cristão não pode estar triste” (Avvenire, 28 de maio).

O santo – escreve o Papa Francisco na exortação apostólica Gaudete et exsultate – “é capaz de viver com alegria e bom humor. Sem perder o realismo, ilumina os outros com um espírito positivo e esperançoso”.

Alguns santos são exemplos de alegria e bom humor:

  1. São Josemaría Escrivá

Instagram | St. Josemaria Institute

Disse Josemaría Escrivá de Balaguer, o fundador do Opus Dei: “O otimismo cristão não é um otimismo doce nem tampouco uma confiança humana de que tudo dará certo. É um otimismo que finca suas raízes na consciência da liberdade e na segurança em relação ao poder da graça; um otimismo que nos leva a exigir de nós mesmos, a nos esforçarmos a corresponder, a cada instante, ao chamamento de Deus”.

  1. São João Bosco

© it.donbosco-torino.org/

Dizem que São João Bosco era especialmente alegre nos momentos das provas mais difíceis. Em O Jovem Instruído, Dom Bosco escreve: “Dois são os truques principais de que se vale o demônio para afastar os jovens da virtude. O primeiro consiste em persuadi-los que o serviço do Senhor exige uma vida melancólica e excluída de toda diversão e prazer. Não é assim, queridos jovens. Vou indicar um plano de vida cristã que possa mantê-los alegres e contentes, fazendo-os conhecer, ao mesmo tempo, quais são as verdadeiras diversões e os verdadeiros prazeres (…) Tal é o objeto deste devocionário, isto é, dizer como devem servir ao Senhor sem perder a alegria”.

A sociedade da alegria

Dom Bosco fundou a “Sociedade da Alegria”, que visava organizar jogos, promover debates e leituras de livros que proporcionassem alegria a todos. Tudo o que trouxesse melancolia era proibido, inclusive a desobediência à lei do Senhor. Quem blasfemava, pronunciava o nome de Deus sem respeito ou falava mal dos outros tinha que ir à Sociedade.

  1. São Domingos Sávio
DOMINIK SAVIO

Wikipedia | Domena publiczna

Para São Domingos Sávio, santo jovem, aluno de Dom Bosco, “nós fazemos consentir a santidade quando estamos alegres e cumprimos exatamente nossos deveres”.

Nos tempos livres, Domingo era animador de jogos. A maneira dele se comportar e de falar fazia bem a todos. Ele era alegre, amável e educado. Se alguém estava falando, jamais interrompia. Mas quando podia, tomava a palavra. Sabia contar milhares de histórias alegres, assim como discutir sobre História e Matemática. Se a conversa decaísse, com murmúrios ou fofocas, Domingos sabia como retomá-la.

A vontade de fazer o bem sempre o acompanhava. Sua alegria serena e sua mansa graça o tornaram querido, inclusive pelos jovens que pensavam diferentemente dele em relação à oração e à Igreja. Todo mundo gostava de estar com ele.

  1. São Tomás Moro

San Tommaso Moro, avvocatoL’avvocato e statista inglese protestò perché il suo “capo” Enrico VIII aveva autoproclamato l’annullamento del proprio matrimonio con Caterina d’Aragona, e per questo motivo perse la testa (letteralmente).

Tomás Moro, apóstolo do bom humor, alegre até no andaime em que foi decapitado, explicava: “Tudo o que Ele quer, por pior que pareça, é, na realidade, o melhor”.

A lição é clara: não existe nada que impeça um sorriso, que justifique o pessimismo ou o mau humor.

  1. São Felipe Néri

San Filippo Neri – per rimanere gioiosiQuesto amato apostolo di Roma è stato sacerdote, missionario e fondatore della Congregazione dell’Oratorio. Era solito chiedere: “Quando inizieremo a diventare migliori?”

O objetivo central da espiritualidade de São Felipe Néri baseava-se no trinômio: alegria, oração e atividade. Essas três palavras continha todo o segredo da santidade que ele exigia dos jovens.

São Felipe encarava a fé e a religião não como uma série de obrigações e deveres a respeitar, mas como uma roupa para ser vestida. E essa roupa era sempre de festa e alegria. Ele queria que os jovens fossem alegres e passassem o tempo, além das orações, em atividades lúdicas e recreações.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Quem nunca caiu nas mãos arrebatadoras da “preguiça”?

Hoje em dia, está muito fácil cair na preguiça, no ócio e até na negligência. São tantas as distrações desnecessárias que temos ao alcance das mãos! Nosso smartphone está sempre por perto e disposto a nos distrair, sempre com uma notificação, uma mensagem de WhatsApp, um e-mail, um joguinho etc.

É só ouvir o barulhinho da notificação e a gente, sem perceber, dá mais atenção a isso do que deveria, perdendo, assim, um instante precioso de nossa vida.

São João Bosco lembra o que alguns pais da Igreja já disseram: “A preguiça é a mãe de todos os vícios”, pois enfraquece a nossa atenção e abre a porta a outros vícios que nos oprimem.

O contrário da preguiça são a diligência, a presteza, a constância, a atividade, o trabalho, a responsabilidade. E, embora não pareça, vencer a preguiça é muito fácil. Só é preciso tomar a decisão e colocar em prática estes simples conselhos que os santos nos dão:

1

Estabelecer metas e prioridades

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“Cuida da ordem para que a ordem não cuide de ti” – Agostinho de Hipona.
Estabeleça metas diárias, semanais e anuais para tudo, inclusive (por que não?) para a vida. Trate de cumpri-las. Seja organizado e, se vir que não consegue, reavalie as metas e estabeleça outras (talvez mais realizáveis). Uma boa organização com metas pode ajudar a erradicar a preguiça.

2

Minimizar grandes tarefas

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“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”  – São Francisco de Assis.
Às vezes, nos deparamos com coisas tão difíceis de fazer que passamos a evitá-las, dizendo: “eu nunca vou conseguir”. A estratégia, neste ponto, consiste em dividir uma grande tarefa em várias partes, empregando ciclos para realizá-las. Siga o conselho de São Francisco: comece aos poucos.

3

Ter disciplina

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“Para manter uma lâmpada acesa temos que continuar a colocar azeite nela” – Madre Teresa de Calcutá.
Estabeleça horários para tudo e trate de segui-los. Isso ajuda a melhorar a disciplina e a não cair na preguiça.

4

Treinar

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“Tem paciência com todas as coisas, principalmente contigo mesmo” – São Francisco de Sales.
Imite os grandes atletas. Se você falhar, tente novamente. Não desista até conseguir.

5

Eliminar distrações

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“As distrações na vida podem ser internas ou externas. Se alguém está distraído em seu interior, é mais provável e possível que fique em condições de maior fragilidade exterior” – São João Paulo II.
As distrações devem ser combatidas desde o seu interior para evitar que elas sejam exteriorizadas.

6

Ser entusiasta com os outros

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“O amor perfeito tem esta força: fazer-nos esquecer de nossa própria alegria para alegramos a quem amamos” – Santa Teresa de Ávila.
O fato de deixarmos o egoísmo e nos aproximarmos de quem está ao nosso lado também nos ajuda a evitar a preguiça.

7

Viver o presente

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“Faça tudo por amor e para o amor, fazendo bom uso do tempo presente. E não estará ansioso com o futuro” – São Francisco de Sales.
Deixe de lado a procrastinação e não postergue as obrigações. “Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”.

8

Não se sobrecarregar de responsabilidades

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Procure o suficiente, procure o que basta. E não queira mais. O que passar disso é opressão, não alívio. Isso derruba, em vez de levantar” – Santo Agostinho.
Não tente fazer milhares de coisas ao mesmo tempo. O “multitasking” está cientificamente comprovado que não funciona. É melhor fazer uma coisa bem feita do que dez capengas. Assim, você não cairá no esgotamento.

9

Descanso não é preguiça

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“…porque o descanso não é fazer nada: é se distrair nas atividades que exigem menos esforços”- São Josemaria Escrivá.
Não confunda com preguiça o descanso depois de uma árdua tarefa, de uma meta alcançada. Precisamos e merecemos descansar para recarregar as energias e continuar produzindo.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

 

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Espíritos inquietos em busca da Verdade, eles finalmente a encontraram em Cristo

Uma das conversões ao cristianismo mais famosas e influentes de todos os tempos foi a do Apóstolo São Paulo, que, de implacável e brutal perseguidor dos cristãos, se tornou um de nós. Seu encontro pessoal com Cristo ressuscitado mudou radicalmente não apenas a vida dele, mas a de boa parte do mundo. O impulso missionário que ele intensificou no cristianismo espalhou a fé em Cristo para todos os cantos do globo.

Assim como ele, inúmeras pessoas descobriram Jesus já adultas. Muitas delas acabaram sendo proclamadas santas de modo oficial pela Igreja, ou estão nesse processo. Mesmo entre os católicos, porém, nem todas são conhecidas o suficiente.

Aqui vão quatro casos pouco famosos de pessoas que não nasceram católicas, mas se converteram e trilharam o caminho dos altares.

Venerável Satoko Kitahara

Public Domain

Filha de um aristocrata japonês, Kitahara foi criada na religião xintoísta. Após a Segunda Guerra Mundial, o profundo vazio que sentia dentro de si a levou a uma busca pela verdade que redundou no seu batismo católico aos 20 anos de idade. Depois da conversão, ela se dedicou ao serviço dos pobres e a ensinar o catecismo a crianças.

Venerável Marcello Labor

Fair Use

Nascido de pais judeus na Itália, formou-se médico na Universidade de Viena, onde conheceu a mulher com quem se casou numa cerimônia judaica. Sua vida mudou drasticamente na Primeira Guerra Mundial, da qual participou como oficial médico no exército italiano. Em plena guerra, foi batizado junto com a esposa graças a uma promessa que tinha feito à Santíssima Virgem Maria. Depois da guerra, passou a oferecer seus serviços médicos aos pobres. Sua esposa faleceu e, como viúvo, Marcello se ordenou sacerdote. Ainda teve de enfrentar uma vida de grandes sofrimentos antes de finalmente partir deste mundo.

Santa Kateri Tekakwitha

Wikipedia CC

Era filha de um chefe indígena da tribo Mohawk, da América do Norte. Após um surto de varíola, seus pais morreram e ela passou a ser criada por familiares. Nesse ínterim, os padres jesuítas foram autorizados a visitar as aldeias locais. Foi graças a um deles que Tekakwitha conheceu a fé cristã. Depois de ser batizada, ela adotou o nome de “Kateri” (Catarina) e se consagrou a Jesus.

São Carlos Lwanga

Public Domain

Nascido na tribo Baganda, em Uganda, ele ouviu falar do cristianismo pela primeira vez graças a membros da corte do rei Mawulugungu. Depois da morte deste, tornou-se pajem na corte do novo rei, Mwanga II, que começou a perseguir ferozmente os cristãos. Lwanga viu o chefe dos pajens ser martirizado e, fortalecido pelo seu exemplo, pediu o batismo. Logo depois, ele próprio foi preso e morto por causa da fé em Cristo.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Exemplos em que devemos nos espelhar

A família é, antes de tudo, uma grande escola de virtudes. Também é na Sagrada Família que devemos nos espelhar. Falando em modelo, exemplo e família, veja abaixo uma lista de casais que tiveram grande modelo de Santidade. Confira quantas histórias legais.

José e Maria

O mais famoso casal da Igreja, José e Maria viveram unidos no mesmo ideal de servir a Deus. Embora José seja pai adotivo de Jesus, porque Jesus nasceu por obra e graça do Espírito Santo, não deixou de cumprir com responsabilidade os seus deveres de pai. Assistiu-o desde o nascimento em Belém e até mesmo ensinou a Ele o ofício de carpinteiro. Um dos aspectos marcantes é que de início, a gravidez da noiva Maria o deixara abismado.

Ciente da absoluta honestidade dela, não a quis repudiar expondo-a à suspeita pública. Resolveu abandoná-la, sair de cena correndo o risco de ser ele julgado o infiel pelos conhecidos. Nisso, uma revelação particular o levou a assumir imediatamente a Virgem como sua esposa.

Santa Ana e São Joaquim (Os avós de Jesus)

A santidade de Maria atesta a santidade de seus pais. Maria, ao nascer, não só tirou dos ombros dos pais o peso de uma vida estéril, mas ainda recompensou-os pela fé, ao ser escolhida no futuro para ser a Mãe do Filho de Deus.

Ana e seu marido Joaquim já estavam com idade avançada e ainda não tinham filhos. O que, para os judeus de sua época, era quase um desgosto e uma vergonha também. Mas Ana e Joaquim não desistiram. Rezaram por muito e muito tempo até que, quando já estavam quase perdendo a esperança, Ana engravidou. Não se sabe muito sobre a vida deles, pois passaram a ser citados a partir do século II.

Luigi e Maria Beltrame

O Casal se conheceu em Roma quando eram adolescentes e se casaram na basílica Santa Maria Maior em 25 de novembro de 1905.

Em 1913, a jovem família atravessou um momento doloroso e bastante incerto quando a gravidez de Maria teve sérias complicações e os médicos diagnosticaram que nem mãe e nem filho sobreviveriam a um parto. Ainda que os doutores manifestassem que o um aborto poderia salvar a vida de Maria, o casal preferiu confiar na proteção divina. E embora a gravidez tenha sido dura, tanto mãe como filho milagrosamente sobreviveram.

Mas, segundo fontes da Congregação para a Causa dos Santos, existe outro casal de esposos que poderia ser elevado aos altares: Louis e Zelie Martin, os pais de Santa Teresa de Lisieux.

Louis e Zelie Martin (Pais de Santa Teresinha)

Os Santos esposos Luís Martin e Maria Zélia Guérin viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações de três das filhas, entre elas, Santa Teresinha. Eles tiveram nove filhos, sete meninas e dois meninos.

Zelie faleceu de um câncer de mama, quando Santa Teresinha ainda era uma criança de quatro anos, Louis faleceu no após perder as faculdades mentais e esteve internado no sanatório de Caen. O Papa Francisco canonizou o casal em 18 de outubro de 2015, meio ao Sínodo Ordinário dos bispos que tratou do tema da família.

São Zacarias e Santa Isabel

Conta-nos o evangelista São Lucas que eram anciãos e não tinham filhos. Sendo assim recorreram à força da oração, por isso conseguiram a graça que superou as expectativas. Anunciado pelo Anjo Gabriel e assistido por Nossa Senhora, nasceu João Batista; um menino com papel singular na História da Salvação da humanidade: “pois ele será grande perante o Senhor e será repleto do Espírito Santo desde o seio de sua mãe (Santa Isabel). Ele reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus” (Lc1, 15s).

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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De onde veio o costume de escolher um santo que interceda por determinadas profissões?

Não é novidade que cada profissão tem um santo padroeiro, para quem pedimos proteção. E são tantas as profissões, que hoje escolhemos somente algumas para falar um pouco de seus intercessores.

Mas o que vem a ser um padroeiro ou patrono?

Trata-se de um santo intercessor que advoga por nós junto a Deus e que em afinidade especial por um país, comunidade, lugar, congregação ou atividade profissional.

O termo “patrono” vem do latim patronus, que significa “protetor, defensor, advogado”.

O costume de invocar um santo patrono é muito antigo. No Antigo Testamento, encontrarmos São Miguel e São Gabriel como protetores de alguns países. Mais tarde, os primeiros cristãos passaram a encomendar aos santos, principalmente aos mártires, a alma dos mortos. Depois, os bispos missionários começaram a confiar o lugar de missão ou a congregação que eles fundavam a santos específicos.

Quanto aos santos padroeiros, o Concílio Vaticano II afirma: É conveniente que amemos aos amigos e co-herdeiros de Cristo, nossos irmãos e exímios benfeitores; que rendamos graças a Deus pelo que devemos a eles; que os invoquemos humildemente e, para pedir a Deus as bênçãos por meio de seu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que é o único Redentor e Salvador, recorramos às suas orações, proteção e socorro. Todos os genuínos testemunhos de amor que oferecemos aos bem-aventurados se dirigem, por sua própria natureza, a Cristo e termina em Deus, que é a coroa de todos os santos.

Os santos, além de intercederem por nós e concederem-nos favores, servem de modelos de virtudes e valores para seguirmos. São pessoas que entregaram suas vidas a Deus.

Abaixo, algumas profissões e seus respectivos padroeiros.

Profissão: Ator 

Padroeiros: São Genésio, que foi um ator romano do século II, e São João Bosco, que, para divertir e educar os jovens, passava-se por mágico e malabarista.

 

Profissão: Doméstica

Padroeira: Santa Zita , que foi empregada doméstica desde os 12 anos de idade.

 

Profissão: Tradutor

Padroeiro: São Jerônimo, que traduziu a bíblia do hebraico e grego para o latim.

 

Profissão: Dentista

Padroeira: Santa Apolônia, que foi martirizada com a extração violenta de todos os seus dentes.

 

Profissão: Dona de casa

Padroeira: Santa Marta, por seu papel nas histórias bíblicas, em que se mostra como uma mulher atenta às atividades do lar e acolhedora.

 

Profissão: Eletricista

Padroeira: Virgem da Candelária. Seu nome se refere à luz santa que leva ao bom caminho, à redenção e à fé em Deus.

 

Profissão: Fotógrafo

Padroeira: Santa Verônica, pois, na via Sacra, ela limpou o suor de Jesus com um pano, onde ficou impressa a imagem do rosto de Cristo, como em uma fotografia.

 

Profissão: Aviador

Padroeira: Virgem de Loreto, já que a casa onde ela nasceu foi trasladada pelos anjos através do ar.

 

Você pode encontrar outras profissões e seus respectivos santos padroeiros clicando aqui.

Agora, se você ainda não tem uma profissão e está em busca de um emprego, reze para São Judas Tadeu ou São Caetano.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Como um sacerdote perseguido mantinha incrível presença de espírito para driblar os seus perseguidores implacáveis

Na segunda metade da década de 1920, sob o presidente Plutarco Elías Calles, o governo ateu do México promoveu uma brutal perseguição contra os católicos, proibindo toda forma de culto público, fechando igrejas e seminários, assediando e prendendo sacerdotes e martirizando pelo menos 160 padres no paredão de fuzilamento.

Este foi o cenário aterrador encontrado em julho de 1926 pelo jesuíta e futuro mártir pe. Miguel Agustín Pro, recém-retornado à sua terra natal mexicana.

O pe. Pro era abordado e interrogado pela polícia o tempo todo, mas, com coragem heroica e enorme presença de espírito, mantinha com resultados extraordinários o seu apostolado clandestino, celebrando às escondidas os sacramentos e arriscando a vida entre peripécias dignas de filmes de ação.

Certa vez, ao chegar a determinado edifício e perceber que estava sendo seguido por policiais, deu rapidamente um jeito de não demonstrar medo nem expor ao perigo as pessoas que o esperavam: foi fazendo, já de longe, um movimento como de quem apresenta um distintivo e passou pela polícia afirmando com determinação e autoridade: “Um padre estará escondido ali dentro. Esperem aqui”.

Pensando que se tratasse de um agente à paisana, os policiais o deixaram passar. Ao entrar no edifício, cumpriu a missão que o trouxera até ali: oferecer os sacramentos a um grupo de católicos que, tão clandestinamente quanto ele, se arriscavam por amor a Cristo. E depois saiu, saudando os policiais e informando que o tal padre não estava mais lá dentro!

Em outra ocasião, quando também notou que dois agentes o vigiavam, encontrou na rua uma senhora católica, já conhecida sua por frequentar as Missas; aproximou-se dela e ordenou em voz baixa que agisse como se fosse sua esposa. Vestido de civil conforme a lei o obrigava, ele se pôs de braços dados com a repentina “esposa” e seguiu andando tranquilamente, deixando os agentes mais uma vez confusos diante da sua incrível rapidez de raciocínio – que ele conseguia manter apesar do nervosismo que aquele contexto de perigo constante provocaria em qualquer um.

Firme até o martírio

Com essas “afrontas” e o sucesso do seu apostolado, o pe. Miguel Pro se tornou um dos maiores inimigos do governo callista. Ele não esmoreceu nem sequer quando foi finalmente preso e condenado ao fuzilamento. Seu testemunho na hora do martírio pode ser conferido neste outro artigo arrepiante, inclusive com fotos que o governo fez para humilhá-lo e que, no entanto, só serviram para encorajar o povo mexicano a perseverar na fé:

O governo fotografou o martírio deste padre para humilhá-lo; mas o efeito foi o contrário!

Fonte: Aleteia Brasil

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“Espero que você encontre aquela pessoa que lhe faça sorrir”

O amor chega a quem espera, ainda que o tenham decepcionado; a quem ainda acredita, mesmo que antes tenha sido traído; a quem ainda precisa amar, mesmo que tenha sido ferido; e a quem tem coragem e fé para construir a confiança novamente.

O princípio do amor é deixar que aqueles que conhecemos sejam eles mesmos, e não tentar mudá-los segundo nossa própria imagem, porque então só amaremos o reflexo de nós mesmos.

Não se deixe levar pelo exterior, porque ele pode enganar. Não se deixe levar pelas riquezas, porque ela pode ser perdida. Procure alguém que faça você sorrir, porque um sorriso é capaz de fazer um dia escuro brilhar.

Espero que você encontre aquela pessoa que lhe faça sorrir! Há momentos nos quais você sente tanta saudade da pessoa em seus sonhos, que tem vontade de tirá-la dos seus sonhos e abraçá-la com todas as suas forças.

Espero que você sonhe com esse alguém especial e que essa pessoa sonhe o que você quer sonhar. Veja por onde você quer caminhar e seja o que você quer ser, porque você só tem uma vida e uma oportunidade de fazer tudo o que você quer fazer.

Espero que você tenha felicidade suficiente para tornar-se doce; provas suficientes para tornar-se forte; dores suficientes para ser um humano autêntico; esperança suficiente para ser feliz, recordando que as pessoas mais felizes nem sempre são as que têm o melhor de tudo.

(Madre Teresa de Calcutá)

Fonte: ALETEIA TEAM

O cardeal Angelo Comastri, amigo da religiosa que será canonizada no dia 4, explica o seu segredo

“Na realização da sua obra, a Madre Teresa de Calcutá não hesitou em recusar importantes doações, porque sabia que elas não iriam respeitar a dignidade dos pobres”.

Quem o conta é o cardeal italiano Angelo Comastri, vigário geral do Papa para a Cidade do Vaticano e grande amigo da futura Santa Teresa de Calcutá, a ser canonizada neste dia 4 de setembro.

ORAÇÃO

“Ela me olhou com dois olhos límpidos e penetrantes. E em seguida me perguntou: ‘Quantas horas você reza por dia?’. Eu fiquei surpreso com essa pergunta e tentei me defender dizendo: ‘Madre, da senhora eu esperava um chamado à caridade, um convite a amar mais os pobres. Por que me pergunta quantas horas eu rezo?’. A Madre Teresa pegou as minhas mãos e as apertou entre as dela, como que para transmitir a mim o que ela tinha no coração. E me confiou: ‘Meu filho, sem Deus nós somos pobres demais para ajudar os pobres! Lembre-se: eu sou apenas uma pobre mulher que reza. Rezando, Deus coloca o Seu amor no meu coração e assim eu posso amar os pobres. Rezando!’“.

“Eu nunca mais esqueci aquele encontro”, disse o cardeal Comastri, em um depoimento escrito. “O segredo da Madre Teresa está todo aqui. Nós nos reencontramos tantas outras vezes, e cada ação e cada decisão da Madre Teresa eu notei que era maravilhosamente coerente com essa convicção de fé: ‘Rezando, Deus coloca o Seu amor no meu coração e assim eu posso amar os pobres’”.

NOBEL DA PAZ

Comastri prossegue: “Em 1979, ela recebeu o Prêmio Nobel da Paz: aceitou espantada e permanecendo tranquilamente pequena nas mãos de Deus. Foi receber o prêmio com a coroa do Santo Rosário apertada nas mãos grandes, acostumadas à fadiga do trabalho e à doçura das carícias: ninguém ousou censurar o seu carinho por Nossa Senhora; nem mesmo em uma terra estritamente luterana!”.

Retornando de Oslo, a Madre Teresa passou por Roma. Vários jornalistas lotaram o pátio exterior da casa humilde das Missionárias da Caridade no Monte Celio. A Madre Teresa não evitou os repórteres: acolheu-os como filhos, colocando na mão de cada um deles uma pequena medalha da Imaculada.

UMA PEQUENA PROVOCAÇÃO – E UMA RESPOSTA EXTRAORDINÁRIA

Os jornalistas, lembre-se o cardeal, foram generosos em fotos e perguntas. E uma pergunta foi um tanto provocadora: “Madre, a senhora tem setenta anos! Quando morrer, o mundo será como antes. O que mudou depois de tanto esforço?”.

“A Madre Teresa poderia ter reagido com um pouco de santa indignação, mas, em vez disto, sorriu luminosamente, como se tivessem lhe dado um beijo carinhoso. E disse: ‘Veja, eu nunca pensei que poderia mudar o mundo! Eu só tentei ser uma gota de água limpa em que pudesse brilhar o amor de Deus. Você acha pouco?’”.

O repórter não conseguiu responder. Ao redor da madre, tinha-se criado o silêncio da escuta e da emoção. A Madre Teresa retomou a palavra e pediu ao repórter: “Tente ser você também uma gota limpa e, assim, seremos dois. Você é casado?”. “Sim, madre”. “Peça também à sua esposa, e assim seremos três. Tem filhos?”. “Três filhos, madre”. “Peça também aos seus filhos e assim seremos seis…”.

UMA VILLA ITALIANA DE PRESENTE… RECUSADA!

Em 1988, a Madre Teresa visitou a localidade italiana de Porto Santo Stefano, onde Comastri era pároco na época. Em razão da visita, um rico industrial tinha manifestado a intenção de presentear à Madre Teresa a sua villa para acolher doentes de aids. Ele até tinha as chaves na mão para entregá-las à madre.

O sacerdote transmitiu a proposta à Madre Teresa, que prontamente respondeu: “Eu preciso rezar, tenho que pensar sobre isso. Não sei se é bom trazer os doentes de aids a um lugar de grande turismo. E se eles fossem rejeitados? Sofreriam duas vezes!”.

“Mas para todos nós, homens de pouca fé, parecia que a Madre Teresa estava prestes a perder uma ótima e rara oportunidade. Um distinto cavalheiro, que tinha assistido ao diálogo, sentiu-se compelido a aconselhar: ‘Madre, aceite a chave enquanto isso, e depois veremos’”, lembra Comastri.

Sem qualquer hesitação, porém, e talvez sentindo-se ferida no que lhe era mais querido e mais precioso, a Madre Teresa fechou a questão dizendo com firmeza: “Não, caro senhor. Porque aquilo que não me é necessário me pesa”.

Depois de conhecer esta história, você nunca mais vai duvidar da conversão de ninguém, acredite

Na história da Igreja há um só precedente de um condenado à morte por delitos comuns e elevado à honra dos altares. Trata-se do “bom ladrão”, São Dimas, há 2.000 anos.

Depois do processo diocesano celebrado a Paris, chegaram a Roma os atos da causa de beatificação de Jacques Fesch, um jovem francês guilhotinado pelo homicídio de um policial, durante um assalto.

Sua história é um exemplo maravilhoso de que é possível uma conversão sincera, um arrependimento verdadeiro e de que, mesmo tendo-se cometido pecados graves, uma pessoa pode vir a se santificar pela confiança em Deus, pelo reconhecimento da infinita misericórdia divina, pela humildade, pela oração, pela contrição perfeita de seus pecados e pelo oferecimento a Deus de todas as suas penas e sofrimentos como forma de expiá-los. Sua história é muito edificante.

“Santo assassino”

Estamos acostumados a ouvir histórias de santos que desde a infância tiveram uma adesão humilde e forte à fé recebida em seu santo Batismo. Santos que se tornaram notáveis pelo amor incondicional à Igreja e ao próximo. Santos que gozavam de tamanha fé que lhes permitia operarem grandes milagres. Isto fez com que alguns encarassem a santidade como algo extraordinário, impossível de ser alcançado. Eis a razão pela qual muitos se escandalizaram quando foi encerrada a fase de informação diocesana e aberto o processo de beatificação de Jacques Fesch, jovem francês, condenado à prisão e finalmente executado na guilhotina, por ter matado um policial e ferido um funcionário de uma casa de câmbio numa tentativa de roubo.

Nascido em família rica, filho de um poderoso banqueiro belga, ateu e adúltero, indiferente quanto à formação religiosa de seus filhos. Não possuía gosto pelos estudos. Foi enviado à Alemanha para combater pelo exército francês. Depois de ter prestado serviço militar, foi-lhe arranjado um emprego com alto salário em um banco, sendo demitido após três meses. Levava uma vida mundana. Com fama de playboy, era dado às bebedeiras e frequentemente se envolvia com prostitutas. Casou-se aos 21 anos numa cerimônia civil com Pierrette Polack, filha da vizinha, que estava esperando um filho seu. Seus pais, antissemitas, não aceitaram o fato de sua nora ser filha de pai judeu. Não obstante o nascimento da filha, o jovem Fesch continuou a se encontrar com outras mulheres. Desses encontros nasceu Gérard, filho bastardo que foi entregue aos cuidados de um orfanato. Logo após, o casal se divorciou.

Inquieto e deprimido, pretendendo fugir das responsabilidades da família que, muito jovem, havia formado, decidiu empreender uma navegação solitária em redor do mundo. Pediu a seus pais a ajuda financeira necessária para comprar um barco e realizar tal viagem. Eles, não compreendendo a delicada situação emocional de seu filho, tendo-o por desequilibrado e ilusionista, negaram todo o apoio. A fim de conseguir recursos para o seu plano, acertou com o famoso cambista Alexander Silberstein a troca de dois milhões de francos por barras de ouro.

No entardecer do dia 25 de fevereiro de 1954, dirige-se à casa de câmbio. Lá, apontou um revólver e exigiu a entrega do dinheiro que estava guardado na registradora. O cambista reagiu, sendo atingido com duas coronhadas na cabeça. Enquanto fugia com a quantia roubada, por meio de uma rua movimentada, deparou-se com um policial, Jean Vergne, de 35 anos, viúvo e pai de uma filha pequena. O policial, que havia sido alertado por alguém que estava a passar, de que aquele jovem havia assaltado uma casa de câmbio, ordenou que ele parasse e se entregasse. Hesitante, o jovem atirou três vezes, o que custou a vida do policial. Revoltada, a multidão começou a perseguir o assassino, que continuava a atirar, ferindo uma moça no pescoço. Finalmente, ele se rendeu e foi preso.

O crime ganhou repercussão na França. O homicida não era um homem comum, mas filho de um rico banqueiro. Levado a julgamento, não demonstrava arrependimento. Com seu característico humor sarcástico, limitou-se a dizer: “Arrependo-me de não ter usado uma metralhadora”. O tribunal marcou uma audiência futura, na qual seria decidida a condenação à guilhotina. Já na prisão de La Santé, foi levado ao capelão, a quem falou: “Não tenho fé. Não se preocupe comigo”.

No entanto seu advogado, Paul Baudet, católico fervoroso, decidiu lutar não apenas para salvar a vida de seu cliente, mas, sobretudo para salvar sua alma. Jacques Fesch contava também com o apoio espiritual do velho capelão dominicano. Com o passar do tempo, começou a sentir uma angústia que penetrava no mais profundo de seu ser. Uma angústia pela vergonha que havia causado à sua família. Crescia o temor da morte, ao passo que os dias para sua possível execução se aproximavam. Entretanto, ele continuava cético e descrente. Chegou por vezes a ter desejos de atentar contra sua própria vida.

Foi na noite de 28 de fevereiro de 1955 que sofreu uma conversão repentina após ter passado por uma experiência mística. Assim descreve: “Estava deitado, olhos abertos, realmente sofrendo pela primeira vez na vida. Repentinamente, um grito saiu de meu peito, uma súplica por ajuda – Meu Deus – e, como um vento impetuoso que passa sem que soubesse de onde vem, o Espírito do Senhor me agarrou pela garganta. Tive a impressão de um infinito poder e de uma infinita bondade que, daquele momento me fez crer com convicção que nunca estive abandonado”.

Enquanto a justiça dos homens faz o seu curso com os processos, os interrogatórios, as acusações do ministério público e os planos da defesa, o jovem na solidão da sua cela lê as revistas, clássicos e romances que lhe passam. Também o Capelão e o seu advogado, Baudet, um convertido que se tornou carmelita secular lhe incentivam leituras espirituais. Jacques é fulminado pelas figuras de Francisco de Assis, Teresa de Ávila e Teresinha do Menino Jesus a quem chamava de “minha pequena Teresa”, bem como da Divina Comédia. Depois de um ano de detenção tem uma experiência mística em que, conforme relato seu em uma carta, “como um vento impetuoso que passa, sem que se saiba de onde vem, o Espírito do Senhor me agarrou”.

A um amigo seu confiou certa vez: “agora tenho verdadeiramente a certeza de começar a viver pela primeira vez. Estou em paz e dei um sentido à minha vida, enquanto antes não era mais que um morto vivo”. Isolado em uma pequena cela comunica a sua fé com cartas que depois se tornaram objeto de reflexão por parte dos jovens católicos franceses.

Fesch ainda passaria dois anos e meio na prisão. Durante este tempo, levou uma vida ascética. Evitava qualquer regalia. Dizia sempre que na cadeia existem duas formas de viver, ou se rebelar contra sua própria situação, ou adotar um estilo de vida monástico. Tendo verdadeiramente a certeza de que começara a viver pela primeira vez, recluso em sua cela, transmitia a sua fé por meio de cartas que se tornaram objetos de reflexão por parte de jovens católicos franceses. Mesmo passando por períodos depressivos, o temor da morte desapareceu face ao temor de morrer em pecado.

Jacques Fesch under arrest

Finalmente, após quase três anos de espera, Jacques foi levado ao julgamento definitivo. Lá, demonstrou sincero arrependimento pelo que havia causado ao policial e à sua família. Todavia, não obstante a eloquência do advogado e as lágrimas de remorso do réu, a corte foi unânime em declará-lo condenado à morte. Agendada a data da decapitação, procurou aguardar a execução em paz e em oração, enxergando-a como uma forma de santificação. Resistiu à tentação de odiar aqueles que o haviam sentenciado ao cruel destino. Escreveu em seu diário: “Que cada gota do meu sangue apague um pecado mortal.”. Jacques espera a execução em oração, aceitando-a como ocasião de graça.

As notícias de sua conversão comoveram milhares de pessoas. Sua última esperança seria a absolvição dada pelo presidente René Coty. Este, por pressão da polícia, não demonstrou misericórdia. Nas vésperas da execução, o jovem escreveu: “Último dia de luta. Amanhã, nesta hora, estarei no Paraíso. Que eu morra, se essa for a vontade do bom Deus. A noite avança e eu fico cada vez mais apreensivo. Meditarei na agonia do Senhor no Horto das Oliveiras. Oh, bom Jesus, ajudai-me, não me abandoneis. Mais cinco horas, e estarei na verdadeira Vida. Mais cinco horas, e eu verei Jesus!”.

Às 05h e 30min do dia 1° de outubro de 1957 (festa de Santa Teresinha), os guardas carcerários que vão buscá-lo o encontram de joelhos e em oração ao lado da cama bem arrumada. “Senhor, não me abandone, eu confio em Ti” – foram suas últimas palavras.
Sua experiência mística, sua espiritualidade fervorosa, sua vitória na batalha contra si mesmo e contra os demônios da amargura e do desespero, inspiraram a abertura de seu processo de beatificação. Porém, não faltaram objeções. Uns alegaram que era um absurdo se beatificar um criminoso. Outros argumentavam que a beatificação poderia levar outros assassinos a usarem a desculpa de conversão como meio de evitar qualquer punição.

É salutar ressaltar que na história da Igreja há um só condenado à morte por crimes que foi elevado à glória dos altares: o Bom Ladrão, a quem a Tradição atribuiu o nome de Dimas, morto com o Senhor no Calvário. Essa é a prova de que ninguém está perdido aos olhos de Deus, mesmo que a sociedade o tenha condenado e desprezado. Ele conhece nossas fraquezas, nossos limites e, com a ternura de um Pai, está sempre disposto a nos perdoar, mesmo que nos arrependamos nos últimos momentos.

Por se tratar de um precedente único, o processo de beatificação de Jacques Fesch foi tratado com a maior cautela. Foram analisados todos os seus escritos. Quando estava para ser aberto o processo, o Emmo. Sr. Cardeal Jean-Marie Lustiger, então arcebispo de Paris, declarou que para a Igreja declarar alguém santo, não significa propor à admiração seus erros ou crimes; pelo contrário, significa apontar o exemplo de conversão de alguém que, apesar de uma vida pregressa condenável, soube ouvir a voz de Deus e retornar a Ele. Não existem pecados, por mais graves que sejam, que impeçam a Deus de ir ao encontro do ser humano e de lhe propor a salvação, concluiu o cardeal.

Hoje, concluído o processo de beatificação, resta aguardar a comprovação de um milagre alcançado por sua intercessão. É provável que o Santo Padre tenha a honra de elevar aos altares em um futuro não muito longínquo, um jovem desorientado pertencente à alta burguesia, homicida e condenado à morte, que, no cárcere, logrou em pouco tempo altos cumes de espiritualidade com sua fulgurante conversão. Penso que se ele foi capaz de entregar-se totalmente a Deus, também nós, apesar de nossa fraqueza e miséria, não devemos nos desesperar, por pouco que perseveremos em sair de nossos pecados. Basta que ponhamos nossa confiança no nosso Salvador, sempre vivo a interceder por nós e disposto a nos perdoar.

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Jacques e Teresinha do Menino Jesus

“Que bela esta pequena santa, pois como está tão perto de nós! Pela pequena via, sei que posso levantar-me. Dê as pequenas coisas que não são muito difíceis. Darei o meu cigarro”. Jacques se coloca no lugar de Pranzini: ela salvou a alma de um homem condenado à morte e seu caso é muito semelhante. Teresa de Lisieux era comemorada, naquela época, no dia 3 de outubro, Jacques espera morrer naquele dia: “sinto que a quinta-feira se aproxima com a minha pequena Santa Teresinha do Menino Jesus”. Ele faleceu em 1º de outubro, dia que, depois do Vaticano II, passou a ser o dia da festa de Teresinha (na década de 50 sua memória era celebrada no dia 03 de outubro).

Fonte: Santos e Beatos Católicos

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