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SAO JOSE

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Faça diferente, faça como São José, suplique sua ajuda, ele é o provedor, o intercessor das famílias, dos pais e esposos que anseiam por viver a vontade de Deus como ele

Ao meditar sobre São José, o meu coração se enche de amor sem nenhum esforço de minha parte, porque deste homem emana somente amor. O seu coração só sabe fazer uma coisa: amar. Do coração de São José jorra amor como uma cachoeira que jorra água em abundância. Este amor acontece tão suavemente em seu coração, como suavemente nasce o sol. Dentro do seu coração existem sentimentos tão nobres que chego a pensar que o coração de São José não é igual ao dos outros homens.

É difícil não entrar em contemplação ao Pai diante de São José, pois ele verdadeiramente é um dos filhos mais nobres de Deus Pai. Posso concluir inclusive que não poderia ser outra pessoa aquele a quem o Pai confiou os seus dois maiores tesouros: Maria e Jesus.

O Pai, que só é amor, dá a seus filhos infinitas e maravilhosas graças. Dele só emana o que é belo, santo, bom… riquezas incalculáveis! Por isso, São José é mais uma prova do amor divino para com os homens. Ele foi escolhido pelo Pai para ser instrumento importante na salvação da humanidade. Foi preciso para isto que São José abdicasse de seus planos pessoais, de seus sonhos, de sua vida. E ele soube fazer isso com tanta honra e dedicação! Ao tomar conhecimento do plano do Pai, ele esquece de si mesmo, e embora vivendo uma situação desconcertante, vai até o fim, sem medo, sem vacilar.

São José, homem temente a Deus, e por isso mesmo homem que perscruta o coração de Deus, que sabe qual é a Sua vontade, homem que sabe exatamente o que não agrada ao seu Pai de amor. Esse temor o leva a afastar-se das ocasiões de pecado, porque o temor a Deus o leva a ter horror de ofendê-lo.

Esse temor não é um temor servil, pelo contrário, é um dom infuso que capacita aquele que o tem a amar a Deus com amor profundo e comprometido, incondicional, sem divisão, esponsal. Olhando para o homem contemporâneo, será que encontramos nele o temor do Senhor? Em poucos! Por isso mesmo não conseguem ser aquilo para que Deus o criou: Filho de Deus.

Ao colocar Jesus em seus braços, São José compreendeu que a paternidade humana tem sua fonte na paternidade divina. Nenhum homem pode ser pai se não for um chamado divino e essa paternidade só é verdadeira se for vivida aos moldes da paternidade de Deus. São José compreendeu que havia sido escolhido por Deus para ser o pai adotivo de Jesus. Então, como São José viveu a paternidade?

Totalmente como o Pai do céu a viveria: sem egoísmo, sem dominação, com muita compreensão, esquecendo-se de si, sem violência… da forma que vive alguém que se reconhece pequeno, silencioso, sem nenhuma atitude que chame a atenção sobre si. Fiel a Deus e à sua família. Agradecido a Deus Pai pela paternidade que lhe confiara, por ter sido escolhido por Ele para ser o provedor de sua família, pelo pão de cada dia, por ter sido chamado a amar incondicionalmente, além de seus limites.

E que modelo de pai encontramos hoje, dois mil anos depois? Será que encontraremos facilmente outros Josés? Talvez! Esta é uma resposta difícil de ser dada, porque sabemos que a maioria dos pais hoje não possuem um coração como o de São José, antes, possuem um coração fechado para a doação de vida, capaz de levá-los à ruína, e assim, também a sua família. Hoje encontramos, na maioria das vezes, uma paternidade completamente distorcida, distante daquela que o Pai ao criar o homem o chamou a viver, distante como é distante o nascer do pôr-do-sol.

Hoje os pais perderam o respeito pelos seus filhos, os pais traem os seus filhos, em muitos casos não se sentem responsáveis pelo sustento de suas famílias ou se acham com o direito de tirar o pão de cada dia de seus filhos para satisfazer as suas paixões desordenadas. Ou ainda, pais que vivem para trabalhar, apegados ao dinheiro, sem tempo para os filhos, para os momentos de lazer e diálogo.

Encontramos também pais que se voltam inteiramente para a sua vida conjugal, para a sua esposa, como se no mundo só existissem os dois e não deixam o espaço que é necessário para darem a atenção aos filhos. Pais violentos, carrascos, com o coração cheio de maldade, completamente obstinados pela sua crueldade. Esses são tão distantes de São José, modelo para os que querem ser pais segundo o coração de Deus, direção para os que querem confiar somente em Deus, ânimo para os que ainda não crêem que o Pai dá o pão de cada dia.

São José, esposo terno, compreensível, amoroso, que não pensa em si, que só sabe amar Maria, sua esposa, filha predileta de seu Deus. José, esposo de Maria, fiel e presente sempre, dom permanente de amor para os seus dois queridos que, livres das fraquezas e do pecado, acolhiam com caridade generosa suas imperfeições e fraquezas.

São José, esposo de Maria, que em toda prova foi fiel; ele, o mais fraco dos três, o único imperfeito, foi perfeito pai e esposo. Olhando para o homem de dois mil anos depois, encontramos facilmente esposos como São José? Capazes de amar suas esposas como Cristo amou a Igreja? De apresentá-las sem manchas nem rugas?…

São José, homem fiel ao ofício de carpinteiro, exercido para contribuir com o sustento de sua família, mas ao mesmo tempo consciente de que quem os sustentava era seu Pai de amor, que sustenta os pássaros do céu, que veste os lírios dos campos com vestes mais bonitas do que as do rei Salomão. São José, homem que confiava inteiramente na providência divina. Desapegado de tudo, apegado apenas em fazer a vontade de Deus e em fazer sua esposa e seu filho felizes.

São José, que nada possuía, abriu espaço para a visita da divina providência. Quem não se lançar nas mãos de Deus, quem não reconhece que tudo o que tem é providenciado por Deus, é incapaz de abrir espaço para esta nobre visita. Como se relacionam os homens de dois mil anos depois em relação ao dinheiro, ao trabalho?… Conheço muitos que são escravos do trabalho, do dinheiro, avarentos, apegados, não conseguem partilhar a vida com os que nada possuem, completamente fechados em si mesmos, preocupados com o futuro.

Visando apenas lucro, lucro, lucro… escravizam seus empregados ou se deixam escravizar por seus patrões, não têm tempo para as suas esposas, não percebem o crescimento de seus filhos, pois a luta em conquistar a riqueza os cega. Os homens vivem em suas selvas de pedras, cada vez mais competindo uns com os outros, invejosos, fraudulentos, desonestos, corrompidos…

Se você, ao ler este artigo, escrito sem nenhuma pretensão de minha parte, percebe que se enquadra em algum aspecto descrito, tenha certeza de que Deus, através de São José, quer falar-lhe ao coração. Você nasceu com direito à felicidade. Você nasceu com direito à paz. Você pode até dizer em seu coração: “Ela assim escreve porque não vive a vida que eu vivo”… “Se eu não trabalhar a minha família e eu morremos de fome”… “Ela não conhece a minha esposa”… “Ela não conhece os meus filhos”… “Ela não sabe de minha vida”.

É verdade, mas uma coisa posso dizer: Não existe vida mais feliz do que a daquele que esquece-se de si para doar-se ao outro; que tudo faz para que o outro seja feliz; que sabe partilhar dores, bens, alegria, presença; que percebe dia após dia o crescimento dos filhos; que está atento às suas necessidades; que ama sem cobrança ou condições sua esposa ou esposo; que não cobiça os bens dos outros; que não entra nesse jogo sujo que a sociedade moderna chama de progresso.

Olhando para a vida do homem de hoje que vive na era do progresso, podemos afirmar que este progresso corresponde à sua felicidade e realização? Com certeza não! Podemos chamar de progresso o crescimento tecnológico, o desenvolvimento da ciência e de tantas outras coisas que você pode até saber mais do que eu? Sim! Mas paralelo a este progresso, infelizmente, humanamente o homem está regredindo, o homem não é feliz, existe dentro do seu coração um grande vazio e, digo isto porque, como consagrada na Comunidade de Aliança Shalom há mais de 20 anos, atendendo a casais, jovens, adultos, pobres, doentes… que nos procuram para uma oração, uma palavra amiga… constato que os homens assim se encontram.

Faça diferente, faça como São José, suplique sua ajuda, ele é o provedor, o intercessor das famílias, dos pais e esposos que anseiam por viver a vontade de Deus como ele: abandonando todo plano pessoal, obedecendo sempre ao Pai, amando sempre, servindo sempre. São José, pai de Jesus, casto esposo de Maria, rogai por nós!

Germana Perdigão

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Com o tem “Os rostos sofredores que doem em nós”, a Comunidade Paroquial São José realizará de 10 a 19 de março de 2018 a 21ª Novena e Festa do Padroeiro da Comunidade São José.

PROGRAMAÇÃO

CELEBRAÇÃO DA SANTA MISSA, ÀS 19 HORAS, TODOS OS DIAS

10/03 (sábado) – 1º dia: Com Jesus, Maria e José, vamos às periferias existenciais.

11/03 (domingo) – 2º dia: Com Jesus, Maria e José, vamos ao encontro dos solitários.

12/03 (segunda-feira) – 3º dia: Com Jesus, Maria e José, vamos ao encontro dos que passam fome.

13/03 (terça-feira) – 4º dia: Com Jesus, Maria e José, vamos ao encontro dos pobres.

14/03 (quarta-feira) – 5º dia: Com Jesus, Maria e José, vamos ao encontro dos enfermos.

15/03 (quinta-feira) – 6º dia: Com Jesus, Maria e José, vamos ao encontro dos dependentes.

16/03 (sexta-feira) – 7º dia: Com Jesus, Maria e José, vamos ao encontro dos desempregados.

17/03 (sábado) – 8º dia: Com Jesus, Maria e José, vamos ao encontro dos afastados.

18/03 (domingo) – 9º dia: Com Jesus, Maria e José, vamos ao encontro das crianças.

19/03 (segunda) – MISSA DO GLORIOSO SÃO JOSÉ

06h – Alvorada

07h – Missa dos Enfermos (Unção)

18h30min – Procissão (saindo do Santuário do Bom Jesus para a Capela São José)

19h30min – Solene Missa de encerramento

BARRAQUINHAS COM COMIDAS TÍPICAS TODOS OS DIAS NO CENTRO COMUNITÁRIO

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Francisco começou a semana celebrando a missa na Capela da Casa Santa Marta. O Papa inspirou sua homilia no trecho do Evangelho de Mateus para ressaltar que José assumiu para si a responsabilidade da paternidade de Jesus.

Nos problemas, nas angústias, nas obscuridades, aprendamos com São José, que sabe “como caminhar na escuridão”, que sabe “como se ouve a voz de Deus”, “como se vai avante em silêncio.

Palavras do Papa Francisco na missa desta manhã na Casa Santa Marta, comentando o Evangelho do dia, extraído do Evangelho de Mateus, em que se explica que Jesus nascerá de Maria, esposa de José, filho de Davi.

José acreditou e obedeceu

 O Pontífice falou da emoção de José, quando começaram as ser visíveis os sinais da gravidez de Maria: fala das dúvidas daquele homem, da sua dor, do seu sofrimento, enquanto todos a sua volta começavam a murmurar, “os fofoqueiros da cidade”.

Ele “não sabia”, mas sabia que Maria era “uma mulher de Deus”: decidiu assim “deixá-la em silêncio”, não acusando-a “publicamente”, até que que o Senhor interviesse, com um anjo no sonho, que lhe explicou que a criança “nela gerada” vinha do Espírito Santo. E assim “acreditou e obedeceu”.

José lutava dentro; naquela luta, a voz de Deus: “Mas levante-te – aquele levante-te’, muitas vezes, no início de uma missão, na Bíblia: ‘Levanta-te!’ – pegue Maria, leve para a sua casa. Assuma a situação: pegue pela mão e vai em frente”. José não foi ter com os amigos para se confortar, não foi ao psiquiatra para que interpretasse o sonho… não: acreditou. Foi avante. Assumiu a situação. Mas o que José tinha que assumir? Qual era a situação? De duas coisas. Da paternidade e do mistério.

Assumiu a paternidade

José, acrescentou o Papa, teve então que assumir a paternidade. E isso já se intuía na “genealogia de Jesus”, em que se explica como “se pensava que fosse o filho de José”:

Ele assumiu uma paternidade que não era sua: era [vinha] do Pai. E levou avante a paternidade com aquilo que significa: não só apoiar Maria e a criança, mas também fazê-lo crescer, ensinar-lhe a profissão, acompanha-lo à maturidade de homem. “Assuma a paternidade que não è tua, è de Deus”. E isso sem dizer uma palavra. No Evangelho, não tem uma só palavra dita sobre José. O homem do silêncio, da obediência silenciosa.

Assumiu o mistério de reconduzir o povo a Deus

É também o homem que “assumiu” o mistério: como explicado na primeira Leitura, é o mistério de “reconduzir o povo a Deus”, o mistério “da re-Criação” que, como diz a Liturgia, é “mais maravilhosa do que a Criação”.

José assume este mistério e ajuda: com o seu silêncio, com o seu trabalho até o momento que Deus o chama para si. Deste homem que assumiu a paternidade e do mistério, se diz que [é] sombra do Pai: a sombra de Deus Pai. E se Jesus homem aprendeu a dizer “papai”, “pai”, ao seu Pai que conhecia como Deus, aprendeu isso da vida, do testemunho de José: o homem que custodia, o homem que faz crescer, o homem que leva avante toda paternidade e todo mistério, mas não pega nada para si.

Este, concluiu Francisco, é o “grande José”, do qual Deus precisava para levar avante “o mistério de re-conduzir o povo rumo à nova Criação”.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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São José é um poderoso intercessor para quem está em busca de moradia

São José é um poderoso intercessor para quem está em busca de uma moradia. Foi a ele que Deus confiou o cuidado de Jesus e Maria; foi ele quem buscou hospedagem para Maria na noite em que Ela ia dar à luz, e depois ainda se encarregou de proteger o Menino Jesus e sua Mãe enquanto Herodes queria matar as crianças; foi José quem providenciou um teto para a Sagrada Família viver em paz.

Oração a São José

Glorioso e bom São José,

tu que conheceste todo tipo de tribulação

para encontrar hospedagem para Jesus e Maria,

recorda tua preocupação por eles,

tuas diligências e as portas fechadas

que encontraste enquanto acompanhavas

o Menino Jesus a caminho do censo,

depois ao exílio, e finalmente

de volta ao seu país.

Mesmo na precariedade,

sempre te encarregaste das condições materiais,

expressando assim teu amor e preocupação,

tua presença fiel e tua proteção

a Jesus e Maria.

Vela pela minha busca da casa própria,

que a busca seja fácil e clara;

cuida especialmente da minha relação

com os proprietários da casa e das

condições do aluguel (ou compra).

Que esta nova moradia seja um lugar

acolhedor, tranquilo, com bons vizinhos

e um bom relacionamento entre todos.

Que todos os que nos visitem

sejam recebidos pela tua presença.

Introduz em nosso lar

o amor de Jesus e de Maria.

Amém.

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“A partir desse momento, José e Maria pertenciam definitivamente um ao outro. Estavam unidos diante de Deus e diante dos homens”

Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo (Mt 1, 16)

O evangelho de São Mateus nos diz que José, depois da aparição do Anjo, fez o que lhe tinha sido prescrito: recebeu Maria em sua casa. O que provavelmente quer dizer que, enquanto estiveram unidos apenas pelos esponsais, o costume ainda não lhe concedia o direito de admiti-la em sua casa; e que, portanto, ambos se apressaram  a ratificar pela cerimônia do casamento a união que tinham contraído.

Conhecemos com bastante precisão como se desenrolavam as cerimônias nupciais nessa época entre os judeus. É evidente que Maria e José, respeitosos como eram dos menores detalhes da lei, tiveram o cuidado de observar exatamente o que os ritos e os costumes tradicionais prescreviam quanto à cerimônia. Maria certamente usou as vestes tradicionais: uma túnica de cores variadas, sobre a qual caía um amplo manto que a cobria da cabeça aos pés; debaixo do véu, sobre o cabelo cuidadosamente penteado, uma coroa de flores e folhas douradas.

Ao cair da noite, deixou-se conduzir à casa de José. Os convidados à boda, vestidos de branco e com um anel de ouro no dedo, escoltavam a liteira; um grupo de donzelas precedia a noiva, cada uma segurando uma lâmpada acesa, enquanto outras balançavam ramos de murta sobre a sua cabeça. Os habitantes de Nazaré, alertados pelo som das flautas e dos tambores, acotovelavam-se curiosamente nos terraços e nos dois lados da rua a fim de verem passar o cortejo e aplaudirem a desposada. Ainda não suspeitavam que era a eleita de Deus, que no seu seio se formava o Messias, objeto de todos os desejos e esperanças da nação.

José esperava Maria à porta de casa, também vestido de branco e coroado de brocado de ouro. Depois de terem sido conduzidos um à presença do outro e terem trocado o anel, ambos se sentaram debaixo de um dossel voltado para Jerusalém, espécie de nicho ricamente preparado com ornamentos dourados e estofos pintados. Maria tomou o lugar à direita de José. Voltaram a ouvir o contrato que se tinha estabelecido por ocasião dos esponsais. Depois, beberam do mesmo copo que, a seguir, foi despedaçado diante deles: o gesto significava que eles deviam estar dispostos a partilhar tanto as alegrias quanto as penas.

O banquete de núpcias deve ter tido lugar na hospedaria de Nazaré; as alegres e festivas comemorações se prolongaram, segundo o costume, durante vários dias.

A partir desse momento, José e Maria pertenciam definitivamente um ao outro. Estavam unidos diante de Deus e diante dos homens. É verdade que Maria tinha sido reservada por Deus para Si, mas fora Vontade desse mesmo Deus dar a um homem mortal, José, o direito de esposo sobre essa criatura privilegiada, bendita entre todas as mulheres. A partir desse momento, Deus lhe colocava entre as mãos aquela que Ele tinha criado com tanto amor, em quem tinha pensado desde toda a eternidade, a quem tinha feito Sua com tanto zelo.

Entre os dois esposos não se estabeleceu nenhum clima de “casamento por conveniência” ou desacordo; era uma união perfeita. É verdade que Maria estava em um grau de santidade mais alto que São José; ele, porém, tinha ouvido do Anjo palavras muito tranquilizadoras: “Não temas receber em tua casa Maria como tua esposa“.

Ao significado dessas palavras podemos acrescentar este outro: “Anima-te. Tu és o homem escolhido por Deus para esposo daquela que acaba de conceber por obra do Espírito Santo. Estarás à altura da tua missão. Ser esposo da Mãe de Deus seria uma função esmagadora para as forças humanas, mas o que é impossível para o homem é possível para Deus: e tu hás de receber as graças necessárias“.

José e Maria são, pois, marido e mulher, sem que esses títulos nada tenham de fictício. Pelo contrário, nunca a terra viu um par de almas, chamadas a viver em comum, unidas num amor tão autêntico. Amam-se em Deus em primeiro lugar e antes de mais nada; é sob a inspiração do Espírito Santo que os seus corações palpitam, com ternura recíproca. A única preocupação que têm é a de fazerem sempre e em tudo a Vontade do Deus três vezes Santo. Esta é a inspiração fundamental que os anima: as suas almas se unem na mútua adoração do seu Mestre divino, e o amor pelo Altíssimo é o alicerce da sua aliança.

E é precisamente nisto que reside a força e a beleza do seu matrimônio. Diz São Paulo, na Epístola aos Romanos (8,38): “Porque eu estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as virtudes, nem as coisas presentes, nem as futuras, nem a força, nem a altura, nem a profundidade, nem nenhuma outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Jesus Cristo, nosso Senhor“. É um clamor semelhante a este o que a cada instante faz vibrar o coração de Maria e de José. Assim como o Amor divino é incorruptível, dizem eles um ao outro, assim também o nosso amor é invencível, pois sua força se alimenta de Deus. Eles se dedicam a fazer a vontade um do outro, tanto mais que a sua mútua complacência, longe de os distrair de Deus, não faz outra coisa senão ajudá-los a unir-se ainda mais a Ele.

Desde a primeira troca de promessas fora assim. A partir daquele momento, José não tinha imaginado que o seu amor por Maria pudesse crescer ainda mais. Depois da revelação do Anjo, porém, ela se tornou ainda mais querida para ele e a força do seu amor redobrou, a ponto de agora sentir-se um homem novo. As perfeições de Maria aumentaram pelo fato de a Criança que trazia no seio ser o Deus das promessas, para o qual tinha dirigido todas as suas aspirações. José a olhava e venerava como a uma nova Arca da Aliança, o tabernáculo do Santo dos Santos.

Maria, por sua vez, sentia-se diante de José como diante do representante da autoridade de Deus sobre ela e sobre seu Filho; diante daquele que fora escolhido para ser o coadjutor de Deus no mistério da Encarnação. Por isso, consagrava-lhe uma afeição feita de deferência e de terna e afetuosa submissão. É verdade que tanto um como o outro tinham feito uma promessa de virgindade, mas era justamente isso o que tornava mais estreita a sua união. Foi precisamente porque o amor entre os dois era virginal e a carne não tinha qualquer parte nele que estiveram ao abrigo dos caprichos, das inquietações, das amarguras e das decepções. Exatamente porque são virgens, seus corações ignoram aquilo que São Paulo designa por tribulações da carne (1 Cor 7, 28); e, santos de corpo e de espírito, amam-se com amor sempre capaz de crescer e enriquecer-se: “Ó santa virgindade“, escreve Bossuet, “as vossas chamas são tanto mais fortes quanto mais puras e desprendidas, e o fogo da concupiscência que arde no nosso corpo nunca pode igualar o ardor dos castos abraços entre os espíritos unidos pelo amor à pureza“.

Por outro lado, seria errado imaginar que a união entre Maria e José fosse de ordem estritamente espiritual, que não houvesse nada de sensível no seu afeto mútuo. Não temos nenhum motivo para pensar que não manifestassem um ao outro essa terna afeição que faz palpitar o coração, essa doçura de amor que ilumina o coração dos esposos.

Pressentiria José que Maria, em virtude da sua missão, seria um dia chamada pelo mundo “causa de nossa alegria”? Seja como for, a partir do momento em que a instala em sua casa, para viver junto dela uma vida comum que só a morte poderá interromper, Maria passa a ser para ele uma fonte permanente de transbordante alegria. Enquanto a rodeia desses cuidados e dessas delicadezas que constituirão para ela um verdadeiro tesouro de pensamentos e de recordações, cuidadosamente guardado no seu coração, Maria, por seu lado, comporta-se como uma esposa amorosa e terna, de dedicação pronta e alegre. Há entre eles maravilhosas disputas para ver qual dos dois deve servir mais ao outro: “Eu sou tua serva“, diz Maria; e José responde: “Não, eu é que fui designado por Deus para te servir“.

E, no dia-a-dia do jovem casal, Maria cose e borda as roupas e José aparelha e trabalha o berço onde, em breve, repousará o Filho do Altíssimo, o Rei do Universo, o Salvador do mundo.

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Michel Gasnier, em extrato do livro “José, o Silencioso”

Fonte: ALETEIA TEAM

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