Tags Posts tagged with "saúde"

saúde

0 48

A autossatisfação não é a mesma coisa que o autocuidado, a verdadeira chave da felicidade e da saúde

 

Às vezes, quando a vida é realmente esmagadora, eu decido que preciso de uma noite de folga. Ao invés de limpar a cozinha, tomar banho e ir para a cama depois que as crianças estão dormindo, eu pego um pouco de vinho e chocolate e assisto meus programas de TV favoritos.

Eu fiz isso ontem à noite. Foi glorioso… ontem à noite. Esta manhã, estou cansada por ficar acordada até mais tarde e estou preguiçosa por causa do vinho e do açúcar. Não me sinto terrível, mas não me sinto bem. Na verdade, eu sinto que preciso de uma noite de folga.

Irônico, certo? Mas muitos de nós fazemos isso. Nós tendemos a equiparar a satisfação com o autocuidado, mas, como este artigo no Thought Catalogexplica com eloquência, os dois são muito diferentes.

Se você tiver que se preocupar regularmente com consumir autocuidado, é porque você está desconectado do autocuidado real, o que tem muito pouco a ver com “tratar a si mesmo” e fazer escolhas para seu bem-estar em longo prazo.

Já não usa sua vida agitada e irracional como justificativa para autossabotagem sob a forma de procrastinação. Está aprendendo a parar de tentar “consertar você mesmo” e começar a tentar cuidar de si mesmo… e talvez descobrir que cuidar amorosamente lida com muitos dos problemas que você estava tentando corrigir em primeiro lugar.

Eu sou mãe, então eu sei que o que meus filhos precisam para serem saudáveis e felizes é uma rotina confiável, boa comida e expectativas claras. Eles precisam estar na cama até às 20 horas para se levantarem às 06 horas para a escola. Eles precisam de refeições saudáveis ​​e equilibradas para manter seus corpos saudáveis. Eles precisam saber que quando eles chegam em casa, eles precisam mudar suas roupas, almoçar e fazer a lição de casa antes de ir brincar.

Às vezes, nos fins de semana, eu permito que eles fiquem acordados até tarde para assistir a um filme e comer sorvete. É divertido, mas demora um dia inteiro para se recuperarem disso. Eles ficam inevitavelmente mal-humorados no dia seguinte, e as pequenas coisas se transformam em grandes argumentos com lágrimas. Então, embora a autossatisfação pareça legal naquele momento, eles realmente gostam mais da vida quando estão sendo cuidados de forma adequada e consistente.

Eu sei disso sobre meus filhos. Eu sabia disso desde que eram bebês. Mas levou anos para eu perceber o mesmo sobre mim. Os períodos mais miseráveis ​​da minha vida também foram os períodos de maior satisfação. Assistir Netflix por um longo período de tempo me faz sentir descansada e atualizada, mas me exercitar e ir dormir cedo também faz eu me sentir bem. Comer pizza congelada para não precisar cozinhar pode me deixar com menos louça suja e mais tempo, mas também me deixa com indigestão.

É muito ruim que o autocuidado se torne sinônimo de satisfação, mas é importante reconhecer que realmente cuidar de si mesmo raramente inclui satisfação. Isso inclui dar a você mesmo o que você precisa para que você possa viver a vida do jeito que você quiser – feliz e saudável.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

0 341

Pérolas de sabedoria para a vida

Annabelle Black, centenária, viveu a gripe espanhola, a Grande Depressão, a Segunda Guerra Mundial e as grandes mudanças desencadeadas durante os anos 1960 e 1970. Sua família foi a primeira na vizinhança a possuir um carro e ela viu a evolução da tecnologia do rádio para o smartphone. Annabelle foi uma entre dez filhos e criou seis crianças. Ela se encanta com os doze netos e quatro bisnetos. Juntamente com a criação de uma família cheia de fé e feliz, ela teve uma carreira próspera. Ela foi uma inovadora da força de trabalho na década de 1960 quando se tornou a primeira assistente do Huntington, NY Town Attorney, cargo criado para ela, devido ao seu brilho e tenacidade.

Ela é paroquiana ativa em sua igreja, onde atuou como presidente da Sociedade do Rosário e Ministério Eucarístico. Ela continua a servir como leitora e é conhecida e amada por sua mistura singular de graça e de bom senso e seu espírito inabalável de esperança e bom humor. Ela também é um modelo de classe e bondade. Seu senso de estilo é ousado e impecável.

Annabelle Black é minha avó. Eu tenho seu nome e tenho orgulho de dizer que ela (juntamente com minha mãe que também tem o mesmo nome) é meu modelo de feminilidade. Penso nela todos os dias. Seu exemplo me inspira quando estou comprando uma roupa, lutando com dores da gravidez, decorando minha casa, dando aula, fazendo uma refeição, ou decidindo como quero criar meus filhos. Eu sempre fui até ela durante as tempestades da minha vida e ela sempre foi um guarda-chuva de força e sabedoria.

Já que vamos celebrar seu 100º ano, com a mente e os olhos tão brilhantes como sempre, eu senti que era um bom momento para entrevistá-la, e compartilhar a sabedoria incrível que eu tive o privilégio de aprender com ela ao longo de minha vida com o resto do mundo. Como consequência da recente conversa e as muitas conversas que tivemos juntas ao longo dos anos (eu admirava sua filosofia e abordagem de vida desde que eu era velha o suficiente para conversar) aqui estão: 100 maneiras de viver plenamente com 100.

  1. Redescubra sua criança interior.

Tome um sorvete ou coma um cachorro-quente na estrada.

  1. Assim como sua própria empresa:

“Você tem que ser capaz de resistir a si mesmo”, diz Annabelle. Existem muitas conversas sobre aprender a “amar a si mesmo”, mas não sobre gostar de estar sozinho e não deixar os sentimentos de culpa, insegurança, tédio ou autodúvida estragar a sua alegria.

  1. Tenha senso de humor.
  2. Perceba que o humor pode ser desenvolvido e construído ao longo do tempo, como um músculo.

Pode mantê-lo humilde, também!

  1. Desenvolva um talento especial para fazer a sua própria diversão.

Um pouco de travessura é sempre bom.

  1. Cultive seus próprios interesses.

Tenha passatempos além da maternidade e carreira… ou, em suas palavras, “você vai enlouquecer!”

  1. Saiba quais são suas coisas favoritas:

Doces, música, cor, professor, refeição etc. Isso ajuda a explicar quem você é: para você mesmo e para os outros.

  1. Tenha sua própria palavra favorita:

“Esperança” é uma boa palavra… ou qualquer palavra que sua alma diga.

  1. Localize o que faz você se sentir bonita e torne-o parte de seus rituais diários:

Pode ser brincos, um estilo de cabelo, um pouco de blush. Vista o que faz você se sentir melhor.

  1. Esteja mais interessado no amor do que em ser amado.

Junto com isso, pense nas outras pessoas mais do que em si mesmo.

  1. Tenha hora do chá como um ritual diário. Bule é necessário!

A família real sabe disso… por que não a sua família? Mesmo se você beber café diariamente (como Annabelle também faz), há algo inexplicavelmente calmante sobre o ato de despejar a água quente sobre as folhas de chá em uma panela brilhante. Derramar e saborear, sozinho ou com outros, um chá da tarde cura o corpo e a alma.

  1. A música deve ser parte ativa de sua vida, ainda mais se você fizer isso sozinho.

Tirar o pó do instrumento que você tocou na escola ou cantar no chuveiro! Quando Annabelle era jovem, ela costumava voltar para casa e ver seu pai tocando piano e sua mãe cantando junto. Eles não eram músicos profissionais, mas eles animavam a família, compartilhando suas melodias.

  1. Faça diariamente algo para manter o seu cérebro afiado:

Annabelle lê muito, faz palavras cruzadas diariamente e toca piano.

  1. Memorize poesia.

Descubra poemas que mais significam para você e cite-os quando houver necessidade de encontrar significado ou compartilhar a sabedoria com alguém.

  1. Caminhe para se exercitar. Quando possível, suba escadas.

Caminhe e suba escadas o suficiente e você não vai mais precisar de academia. Annabelle recomenda: se possível, vá a pé até a padaria para comprar bolo de chocolate e, em seguida, quando chegar em casa, coma um pedaço, sem culpa.

  1. Procure comédia e drama como um equilíbrio em entretenimento.

Procure dois programas de TV favoritos: o drama para fazer você pensar e comédia para fazer você rir.

  1. Uma extravagância ocasional pode substituir um ano de terapia.
  2. A moda não é frívola.

É uma forma de auto-expressão. Annabelle diz: “Às vezes é uma razão para viver!” Mesmo aos 100, ela se expressa através do que ela usa.

  1. Não tenha medo de seguir seu próprio estilo.
  2. Brilho e brilho.

Colocar belos pingentes e brincos, especialmente “uma jóia mais antiga”.

  1. Não tenha medo de usar cores.

Fugir dos habituais marrons, beges e pretos.

  1. Não se vanglorie.
  2. Tenha cuidado com os elogios:

Faça sempre elogios, mas não leve muito a sério quando se referem a você. Todo mundo tem inseguranças.

  1. Vá a lojas de antiguidades.

É divertido e você pode encontrar uma raridade para sua casa.

  1. Envie cartões de aniversário por correio.

Neste tempo de e-mails, ainda há algo atemporal e especial sobre esse ato de escrever uma carta à mão. Annabelle gosta de incluir santinhos ou inserções de inspiração dentro dos cartões. Ela envia para todos os seus amigos e familiares, jovens e velhos… e todos adoram recebê-los.

  1. Aprecie cada faixa etária:

Todos têm algo para celebrar e algo a ensinar.

  1. Seja grato.

Annabelle acredita no poder da graça antes das refeições, e ela sempre reza assim: “Nós rezamos por aqueles que não são tão afortunados como nós somos. E que possamos ter sempre o máximo!”

  1. Seja caridoso.

Ajude os necessitados. Ensine os jovens. Proteja os inocentes.

  1. Moderação em todas as coisas é um elixir da juventude.

Não beba muito álcool ou abuse de qualquer coisa.

  1. Procure as alegrias simples.

Um bom livro, um passeio de bicicleta, um banho de espuma.

  1. Aprenda a falar de si mesmo.

Como Annabelle diria: “Deus deu-lhe uma boca; use-a”.

  1. As mulheres devem exercer mais o seu poder.

Não permita que seus filhos tenham a última palavra. Não dobre quando eles têm um acesso de raiva. Fale quando seu marido estiver errado. Fale quando o chefe não perceber o bom trabalho que você fez. Deixe sua voz ser ouvida!

  1. Tenha coragem de ser anti-cultural.

É importante estar “na moda”, mas deixe as tendências quando violarem seus valores.

  1. Não coloque o dinheiro em primeiro lugar na sua vida, ou você vai perder a sua alma.
  2. Mas tenha uma reserva:

Um pouco de dinheiro reservado para uma emergência ou diversão, ou para ajudar alguém.

  1. Esteja bem preparado.
  2. Pense além do profissionalismo.
  3. Se você é chefe, seja o tipo de chefe que você gostaria de ter.
  4. Uma mulher tem o direito de manter uma aura saudável; um homem deve ser um livro aberto.

Procure o tipo de homem que é honesto e franco.

  1. “Uma mulher que diz sua idade irá dizer qualquer coisa”,

diz Annabelle. Especialmente se você tiver sorte o suficiente para parecer mais jovem do que você é, não diga! Até que esteja com mais de oitenta…

  1. Saia para dançar com seu marido, mesmo que ele não dance.

É romântico. E sempre que você for a um casamento, não se esqueça de dançar juntos. Ele renova suas próprias promessas de casamento.

  1. Tenha coragem.
  2. Ria todos os dias:

A propósito, não há problema em rir sobre algo bobo, mesmo nos tempos mais sombrios. Risos nos mantém jovem.

  1. Ame o seu país:

Você lembra que você é parte de algo maior.

  1. Encontre alguma maneira de adicionar capricho em sua vida e na decoração de sua casa.

Annabelle pendura chocalhos na porta para receber os hóspedes com um ruído brilhante e alegre.

  1. Casas devem ter cantos e recantos…

Abrir conceitos é bom, mas são poucos os lugares que conseguimos para desfrutar de serenidade.

  1. Cada quarto deve ter uma colcha.
  2. Cada casa uma decoração especial.
  3. Sua casa deve indicar sua fé.

As pessoas que entram devem saber quem ou o que você adora. Annabelle sempre teve a arte religiosa na parede como um lembrete que sua fé era uma parte importante da sua vida.

  1. Arrumar a casa pode ser uma oportunidade.

É tanto um exercício físico e emocional, como uma chance de ser orgulhoso e humilde ao mesmo tempo: orgulho do que você criou e humilde o suficiente para cuidar de você mesmo.

  1. Sua casa é seu lugar.

É uma maneira de se expressar. É também um refúgio, um lugar onde a família e amigos devem querer ir. Deve refletir alegria.

  1. Coloque uma boa mesa: mesmo se você estiver sozinho.

Não tenha medo de usar suas melhores toalhas de mesa, talheres, copos e louças no dia a dia. Nós, muitas vezes, guardamos as coisas para os dias “especiais”, que são raros, em vez de tornar cada dia especial. Annabelle pratica essa sabedoria até mesmo depois de viúva. Era uma maneira de lembrar-se de sua própria dignidade, manter uma rotina e ritual de autocuidado.

  1. Torne as tarefas não tão agradáveis, agradáveis.

Quando sair para jogar o lixo ou fazer alguma outra tarefa servil, olhe ao redor, para as flores ou para as estrelas.

  1. Dedique uma área inteira de sua casa para estragar seus netos ou crianças.

Annabelle tinha um armário de canto com vidro cheio de doces e chocolates. Seus netos têm boas recordações desse canto.

  1. Ter uma família é um ato bonito e heróico!

Annabelle diz: “não tenha medo de ter filhos. Eu tive seis. Às vezes foi difícil, eu às vezes ficava sobrecarregada, mas eu nunca me arrependi. Cada um deles melhorou a minha vida”. Annabelle diz que ela entende que pode ser intimidante imaginar cuidar de um ser completamente dependente ou ter mais uma boca para alimentar. Mas ela diz que cuidar de seus filhos foi o melhor momento de sua vida e ela conheceu as alegrias de cada etapa. Ela faria tudo de novo, num piscar de olhos.

  1. Você fica mais próximo de Deus quando está em trabalho de parto.

O irmão mais velho de Annabelle, um padre jesuíta, sempre a lembrava antes de ela entrar em trabalho de parto, “Lembre-se: você é o elo para o seu filho entre o céu e a terra, e está ajudando no ato da criação”. Annabelle acredita que, embora você esteja em trabalho de parto, é uma oportunidade especial para orar pelas pessoas que mais precisam de suas orações.

  1. As mulheres devem sempre ter a palavra final na escolha do primeiro nome do seu bebê.

Afinal, elas fazem todo o trabalho recebendo o bebê ao mundo! Maridos podem dar ideias, mas devem apoiar a escolha da mulher para o nome do bebê.

  1. Quando você voltar para casa com um novo bebê, a(s) mais velha(s) deve(m) receber muita atenção.
  2. Seus filhos podem ser seus professores.

A mãe de Annabelle ensinou sua avó a ler e escrever.

  1. Às vezes você precisa dar atenção extra para uma criança da família.

Enquanto nenhum pai deveria ter um filho favorito, pode haver momentos em que eles se preocupam mais com um do que com o outro, e eles não devem ter medo de dar mais atenção durante o tempo que a criança necessitar.

  1. As famílias devem experimentar humor, oração e música diariamente.

Você pode cantar ou assobiar enquanto você lava ou limpa sua casa e as crianças vão admirar a sua alegria e aprender que o trabalho não é uma coisa ruim.

  1. Desencoraje a concorrência entre irmãos.

Eles precisam ser solidários entre si e torcer um pelo outro. Afinal de contas, há um mundo cruel lá fora.

  1. Vista seus filhos muito bem.
  2. Envolva as crianças em manter a ordem em sua casa.

Desta forma, eles podem compartilhar algum orgulho de um trabalho bem feito.

  1. Todos na família devem ajudar.
  2. Não espere a felicidade para os seus filhos…

A felicidade é uma consequência de uma vida boa, não uma meta. Criá-los para serem pessoas de bom caráter e integridade e fé, e o resto vem com o tempo.

  1. Ensine seus filhos.

Ensine-os a dizer “Por favor” e “Obrigado”, mesmo se eles odiarem o presente ou a comida. Além disso, as crianças não devem saber todas as conversas de adultos. A infância deve ser um momento inocente e relativamente despreocupado da vida.

  1. Não seja individualista.

Cada membro da família é responsável pela boa reputação do outro.

  1. Não tenha medo de dizer a seus filhos crescidos o que devem fazer.

Em longo prazo, eles vão apreciar a sua preocupação e orientação.

  1. Aproveite o tempo para falar com os seus filhos.

Discuta as suas alegrias e preocupações, e partilhe as suas histórias.

  1. Não valorize excessivamente seus filhos.

É desagradável, desconcertante e, pior de tudo, pode voltar contra eles. Também pode colocar demasiada pressão sobre as crianças.

  1. Discuta as coisas na mesa.

Tente manter o costume de ter um jantar especial juntos, como uma família.

  1. Envolva-se em divulgação ou trabalhos de caridade.

Há tantos ministérios que precisam de ajuda, e você ficaria surpreso com a satisfação que você colherá a partir do seu envolvimento, além de fazer novos amigos e ajudar os outros.

  1. Tenha sua própria oração favorita.
  2. Tente ir à igreja ao menos todos os domingos.

É muito gratificante quando seus amigos paroquiais conhecem sua família e veem os seus filhos crescerem.

  1. O melhor presente que você pode dar aos seus filhos é garantir que conheçam a Deus.
  2. Os maridos/pais devem ir à igreja junto com a família.
  3. Tenha uma herança relacionada a eventos significativos na vida da família.

Annabelle começou uma tradição familiar de bordar o nome de cada novo bebê em uma peça que a criança iria usar no batismo. Essa tradição foi criada nos anos quarenta e permanece até hoje.

  1. Todos os bons pais devem fazer sacrifícios quando é para o melhor interesse de seus filhos.

Isto é especialmente verdadeiro quando se trata de educação e moralidade. Annabelle é orgulhosa dela e do sacrifício do seu marido para dar a todos os seus seis filhos uma educação católica.

  1. Tenha tradições familiares.
  2. Todos os dias, fique um tempo sem tecnologia.
  3. Visitantes são bem-vindos.

Família e amigos devem sentir calor e hospitalidade quando entram em sua casa.

  1. Sempre tenha comida extra: você nunca sabe quando alguém vai estar com fome.

Annabelle recorda vividamente a Grande Depressão. Quando um homem veio até sua casa à procura de trabalho e, ao invés de mandá-lo embora de mãos vazias, sua mãe deu-lhe um prato de comida.

  1. Aprenda uma receita nativa da sua nacionalidade.

Ele aumenta a sensação de identidade de sua família.

  1. Comida realmente pode confortar.
  2. Continue fazendo amigos.
  3. Não sofra sozinho.

Convide seus familiares e amigos, e reze quando as coisas ficarem difíceis.

  1. Não tenha inveja.

Ela destrói a partir do interior. Da mesma forma, não guarde rancores ou qualquer coisa que corrói sua alma. Não vale a pena!

  1. Shakespeare estava certo.

Especialmente quando se trata de dormir: “o sono que desata a emaranhada teia dos cuidados”.

  1. Viaje! Viajar é bom demais.
  2. Examine a sua consciência.

Toda noite, quando você se deitar, se pergunte: “Onde foi que eu errei hoje?” E tente fazer melhor amanhã.

  1. Ascensão e brilho.

Tente encontrar maneiras de ser feliz e grato por um novo dia… todos os dias.

  1. Tenha opiniões e crenças.

Mantenha-se vibrantemente interessado em eventos mundiais, política e religião (é algo para ler, pensar e falar!), Mas cuidado: não odeie qualquer pessoa com uma crença diferente da sua.

  1. Admire o avanço da idade.

Não tenha medo de incorporar as melhores qualidades de uma matriarca ou patriarca, sendo um exemplo forte, sábio e amoroso para toda a família.

  1. Cultive a curiosidade e admiração.

Seja ansioso para saber como as histórias continuam na vida de todos aqueles que você ama.

  1. Onde quer que vá na vida: floresça onde você for plantado!

Quando você está velho e sua vida muda, lembre-se de procurar novos amigos (nunca é tarde demais) e encontrar uma maneira de ser útil para as pessoas.

  1. Lembre-se sempre de que somos parte de uma “comunhão de santos”.

Há uma ponte que liga entes queridos na terra aos entes queridos no céu.

  1. Seja autêntico.

Quando todo o resto desaparece – juventude, beleza, dinheiro, poder, carreira – o que resta é a autêntica vida que você construiu e promoveu: esse é o seu verdadeiro legado.

  1. Lembre-se de continuar amando a si mesmo, com todas as suas imperfeições.
  2. Nunca se esqueça de que Deus te ama.

Veja Deus em todas as coisas.

0 328

A vida, tantas vezes, só pede um pouco mais de esperança!

Mike e Kerry Askin tiveram que tomar a decisão mais difícil de toda a sua vida: os órgãos de seu filhinho de 3 anos, Dylan, doente de câncer no pulmão, estavam começando a falhar gravemente quando os médicos propuseram algo que os deixou em estado de choque.

A decisão que estava nas mãos e no coração daqueles jovens pais era brutal: manter o pequeno Dylan vivo e sofrendo sem chances de cura ou dar adeus antecipadamente ao filho e autorizar o desligamento dos aparelhos.

Era muito claro que ele estava sofrendo. O nível de oxigênio tinha caído muito quando eles nos pediram para tomar a decisão de desligar os aparelhos”, conta Kerry.

Sem esperança, ela e o marido aceitaram aquela que parecia ser a única opção viável para o seu filhinho que tanto sofria: deixá-lo partir; deixá-lo, finalmente, descansar em paz.

Mas então aconteceu o inexplicável.

Minutos antes que os aparelhos fossem desligados, para completa surpresa dos médicos, o que tinha sido totalmente descartado se concretizou: de modo repentino, Dylan recobrou os sentidos e os movimentos, enquanto um médico retornava com os resultados de um exame de sangue do menino. Os seus órgãos não estavam mais falhando.

A saúde do pequeno começou a se estabilizar e melhorar progressivamente a ponto de Dylan ser hoje uma criança tão cheia de vida quanto qualquer outra, amada e sempre cercada pelos pais – pais amorosos e esforçados, que, num momento de desespero diante do sofrimento do filho, tinham estado a ponto de perdê-lo por causa da pressão de uma cultura cada vez mais incapaz de lutar pela vida com toda a força da esperança.

E a vida, tantas vezes, só pede um pouco mais de esperança!

_________

A partir de Best of Web

0 282

Diversas pesquisas médicas têm reforçado o efeito poderoso da oração e da meditação na saúde humana

O Dr. Andrew Newberg, da Universidade norte-americana Thomas Jefferson, é um dos muitos pesquisadores que reafirmam o efeito poderoso da oração e da meditação na cura de doenças. Ele realizou estudos com 40.000 pacientes, baseados em ressonância magnética, e apresentou suas considerações no livro “How God changes the brain” (“Como Deus muda o cérebro”), lançado em 2009. Desde então, diversas outras pesquisas reforçaram esta conclusão.

Em suas experiências, o Dr. Andrew selecionou pessoas idosas com problemas de memória para observá-las antes, durante e depois de fazerem meditações e orações. Os estudos foram realizados durante 12 minutos diários ao longo de 8 semanas e mostraram que a oração e a meditação podem oferecer resultados muito positivos à nossa saúde.

Quando feitas regularmente, a oração e a meditação aumentam a atividade do cérebro de forma semelhante ao que acontece com a comunicação, funcionando como um “treino físico” para a mente e resultando no desenvolvimento cerebral e mesmo na cura de várias doenças.

Outros estudos, anteriores e posteriores ao do Dr. Andrew Newberg, apontaram o mesmo fenômeno. Uma experiência publicada na revista Cancer, da Sociedade Americana do Câncer, por exemplo, atesta que os pacientes com sólidas crenças espirituais reagem melhor ao tratamento. Os pesquisadores do Moffitt Cancer Center, na Flórida, observaram que as pessoas que acreditam numa “força superior” têm melhor convivência social e mais saúde física e mental do que aquelas que afirmam não acreditar.

Fonte: ALETEIA TEAM

Jamaica's Usain Bolt celebrates after he won the Men's 100m Final during the athletics event at the Rio 2016 Olympic Games at the Olympic Stadium in Rio de Janeiro on August 14, 2016. / AFP PHOTO / FRANCK FIFE

Pio XII: “Que coisa é o esporte senão uma das formas de educação do corpo? Esta educação está em estreita relação com a moral. Como poderia a Igreja desinteressar-se dela?”

– I –

Tudo o que fala de exercícios físicos, de jogos, de competições, de esporte, interessa e atrai a juventude de hoje. Os jovens cristãos sabem, porém, que os movimentos do espírito, especialmente a corrida para a luz intelectual, o avançar sobre o terreno misterioso e por vezes árduo da revelação, o impulso para a bondade e a santidade, são ainda mais belos e mais nobres e apaixonantes, porque o saber e a virtude de ânimo sobrepujam e superam a forma dos músculos e a perecível desenvoltura e agilidade dos membros.

O vigor do corpo, que acompanha e embeleza o florescer da juventude, não permanece diminuído, nem rebaixado, mas, pelo contrário, exaltado e nobilitado pelo estudo da cultura religiosa e da virtude que domina as paixões. Na juventude brilha tanta força de energia no corpo como de virtude no ânimo quando, no fundo do coração, germina aquela vontade que no temor de Deus encontra o princípio da sabedoria iluminadora do caminho da vida.

A juventude, embora inclinada sempre a nada temer, muitas vezes teme e se apavora por não se achar suficientemente moderna, à altura do seu tempo. Mas o verdadeiro cristão está sempre à altura do tempo (Discurso aos Jovens de Ação Católica, 10 de novembro de 1940).

***

– II –

Tão longe da verdade está quem repreende a Igreja por não cuidar dos corpos e da cultura física quanto quem pretenda restringir a sua competência e ação às coisas “puramente religiosas”, “exclusivamente espirituais”.

Como se o corpo, criatura de Deus, do mesmo modo que a alma, à qual está unido, não devesse ter sua parte na homenagem a ser prestada ao Criador!

“Seja comendo”, escrevia o Apóstolo das Nações aos Coríntios, “seja bebendo, seja que façais qualquer outra coisa, tudo fazei para a glória de Deus”. São Paulo fala aqui da atividade física: o cuidado do corpo, o esporte, bem se encaixa nas palavras “seja que façais qualquer outra coisa”. Antes, Paulo discorre muitas vezes explicitamente: fala de corridas, de lutas, não com expressões de crítica ou de repreensão, mas como conhecedor que eleva e nobilita o conceito cristão das mesmas.

Afinal, que coisa é o esporte senão uma das formas de educação do corpo? Ora, esta educação está em estreita relação com a moral. Como poderia, portanto, a Igreja desinteressar-se dela?

Em realidade, a Igreja sempre teve para com o corpo humano uma solicitude e uma atenção que o materialismo, no seu culto idolátrico, não manifestou jamais. E é muito natural, pois este não vê e não conhece do corpo senão a carne material, cujo vigor e cuja beleza nascem e florescem para depois conhecerem a podridão e a morte, como a erva do campo que termina nas cinzas e no lodo. É bem diverso disto o conceito cristão. O corpo humano é, em si mesmo, a obra-prima de Deus na ordem da criação visível. O Senhor o destinou a florescer, aqui embaixo, para que, imortal, desabroche nas glórias do céu. Ele o uniu ao espírito na unidade da natureza humana, para que a alma saboreasse o encanto das obras de Deus, para ajudá-la a remirar neste espelho o seu Criador comum! Não foi Deus que fez mortal o corpo humano, mas sim o pecado; só por causa do pecado, o corpo, tirado do pó, deve um dia ao pó retornar. Deste pó, entretanto, o Senhor irá tirá-lo novamente para chamá-lo à vida. Ainda que reduzidos a pó, a Igreja respeita e honra os corpos, mortos para depois ressurgirem.

Mas a uma visão ainda mais alta nos conduz o Apóstolo São Paulo: “Não sabeis”, diz ele, “que o vosso corpo é templo do Espírito Santo que está em vós, que vos foi dado por Deus e que não pertence a vós mesmos? Pois fostes resgatados por alto preço! Glorificai, portanto, a Deus no vosso corpo”.

Ora, qual é, em primeiro lugar, o ofício e o fim do esporte, sã e cristãmente entendido, senão exatamente o de cultivar a dignidade e harmonia do corpo humano, de desenvolver a sua saúde, vigor, agilidade e graça?

Nem se reprove a São Paulo a sua enérgica expressão “Trato duramente o meu corpo e o reduzo à servidão”, pois ele, no mesmo trecho, se apoia no exemplo dos fervorosos cultores do esporte. O esporte moderno, conscienciosamente exercitado, fortifica o corpo, torna-o são, forte e cheio de vida para executar esta função educativa; o esporte submete o corpo a uma disciplina rigorosa e por vezes dura, que o domina e o retém verdadeiramente em servidão: treino para a fadiga, resistência à dor, hábitos de continência e de temperança severa, condições todas indispensáveis para quem quer conseguir a vitória. O esporte é eficaz antídoto contra a moleza e a vida cômoda, acorda o sentido de ordem e educa ao exame e ao domínio de si, ao desprezo do perigo sem jactância nem pusilanimidade. Assim, ele ultrapassa a robustez física para conduzir à força e à grandeza moral. Do país natal de muitos esportes teve origem o proverbial “fair play”, aquela emulação cavalheiresca e cortês que eleva os espíritos acima das mesquinhezes das fraudes, dos ardis de uma vaidade obscura e vingativa, e os preserva dos excessos de um fechado e intransigente nacionalismo. O esporte é uma escola de lealdade, de coragem, de resistência, de resolução, de fraternidade universal, todas estas virtudes naturais, mas que fornecem à virtude sobrenatural um fundamento sólido e preparam para sustentar sem debilidades o peso das mais graves responsabilidades.

Fatigar sadiamente o corpo para repousar a mente e dispô-la para novos trabalhos, afinar os sentidos para adquirir uma intensidade maior de penetração das faculdades intelectuais, exercitar os músculos e habituar-se ao esforço para temperar o caráter e formar-se uma vontade forte e elástica como o aço: tal era a ideia que o sacerdote alpinista havia feito do esporte.

Como esta ideia é distante do grosseiro materialismo, para o qual o corpo é todo o homem! Mas como é distante, também, daquela loucura do orgulho, que não se contenta em arruinar com um desprezo malsão as forças e a saúde do esportista a fim de conquistar a palma da vitória, em uma luta ou competição de velocidade, e o expõe, por vezes, temerariamente, até à morte! O esporte digno deste nome torna o homem corajoso diante do perigo presente, mas não o autoriza a desafiar um risco sério sem uma razão proporcionadamente grave. Isto seria moralmente ilícito.

Assim entendido, o esporte não é um fim, mas um meio; como tal, deve ser e permanecer ordenado ao fim, que consiste na formação e educação perfeita e equilibrada do homem por inteiro, para o qual o esporte é um auxílio no cumprimento pronto e alegre do dever, quer na vida de trabalho, quer na vida familiar.

Com uma mudança lamentável da ordem natural, alguns jovens se dedicam apaixonadamente, com todo o seu interesse e toda a sua atividade, às reuniões e manifestações esportivas, aos exercícios de treinamento e às disputas, colocando todo o seu ideal na conquista de um campeonato, mas às inadiáveis e importantes exigências do estudo e da profissão dão apenas consideração distraída e abúlica. O lar nada mais é, para eles, que um hotel, onde param de passagem, quase como estranhos.

A serviço da vida sã, robusta, ardente, a serviço de uma atividade mais fecunda no cumprimento dos deveres do próprio estado, o esporte pode e deve estar também a serviço de Deus. Para este fim ele inclina os ânimos a dirigirem as forças físicas e as virtudes morais, que desenvolve; mas, enquanto o pagão se submetia ao severo regime esportivo a fim de obter somente uma coroa perecível, o cristão se submete a ele por um escopo mais alto, para um prêmio imortal.

De que serviria a coragem física e a energia do caráter se o cristão as usasse apenas para fins terrenos, para ganhar uma “copa” ou para dar-se ares de super-homem? Se não soubesse, quando necessário, reduzir em meia hora o tempo do sono ou retardar um encontro no estádio para não deixar de assistir à Santa Missa no domingo? Se não conseguisse vencer a preocupação com a opinião alheia para praticar a religião e defendê-la? Se não fosse capaz de prontidão e de autoridade para reprimir com o olhar, com a voz, com o gesto, uma blasfêmia, um turpilóquio, uma desonestidade, para proteger os mais jovens e os mais débeis contra as provocações, as assiduidades suspeitas? Se não se acostumasse a concluir os seus felizes sucessos esportivos com um louvor a Deus, Criador e Senhor da natureza e de todas as suas forças? Não vos esqueçais que o mais alto destino do corpo, e sua mais elevada honra, é ser habitação de uma alma, que refulge de pureza moral se for santificada pela graça divina (Discurso aos Jovens da Ação Católica, 20 de maio de 1945).

***

– III –

Prestai em primeiro lugar a Deus a honra que lhe é devida e, sobretudo, santificai o dia do Senhor, pois o desporto não dispensa dos deveres religiosos. “Eu sou o Senhor teu Deus”, diz o Altíssimo no Decálogo; “não tenhas outro Deus fora de mim”, isto é, nem sequer o próprio corpo nos exercícios físicos e no desporto: seria quase um regresso ao paganismo. De igual modo, o quarto mandamento, expressão e tutela da harmonia que o Criador quis no seio da família, recorda a fidelidade às obrigações familiares, que se devem preferir às supostas exigências do desporto e das associações desportivas.

Pelos mandamentos divinos é também protegida a vida própria e a alheia, a saúde própria e a alheia, as quais não é lícito expor imprudentemente a sério perigo com a ginástica e o desporto.

Deles recebem força também aquelas leis, já conhecidas dos atletas do paganismo, que os desportistas verdadeiros observam justamente como leis invioláveis no jogo e nos desafios e são outros tantos pontos de honra: franqueza, lealdade, espírito cavalheiresco, pelas quais detestam, como mancha desonrosa, o emprego da astúcia e do engano; estimam e respeitam o bom nome e a honra do adversário tanto como o próprio.

O exercício físico se torna, assim, como que uma ascese de virtudes humanas e cristãs, ou melhor, deve tornar-se e ser tal, por mais duro que seja o esforço exigido, para que o exercício do desporto se supere a si mesmo, atinja um dos seus objetivos morais e seja preservado de desvios materialistas, que lhe diminuiriam o valor e a nobreza.

Eis, em poucas palavras, o que significa a fórmula “Quereis agir retamente na ginástica, no jogo e no desporto? Observai os mandamentos”, os mandamentos no seu sentido objetivo, simples e claro.

CONCLUSÃO

Quando se respeita com cuidado o teor religioso e moral do desporto, ele deve entrar na vida do homem como elemento de equilíbrio, de harmonia e de perfeição, e como ajuda eficaz para o cumprimento dos outros deveres. Baseai, portanto, a vossa alegria na prática correta da ginástica e do desporto. Levai para o meio do povo a sua benéfica corrente para que prospere cada vez mais a saúde física e psíquica e se fortifiquem os corpos ao serviço do espírito; acima de tudo, enfim, não esqueçais, no meio da agitada e inebriante atividade gímnico-esportiva, aquilo que na vida vale mais que todo o resto: a alma, a consciência e, no vértice supremo, Deus (Discurso ao Congresso Científico Italiano de Desporto e Educação Física, 8 de novembro de 1952).

___________

A partir de “Pio XII e os problemas do mundo moderno”, em tradução e adaptação do Pe. José Marins

fonte: ALETEIA TEAM

0 449

Nunca, nunca se esqueça disso: a depressão é uma visitante, não uma moradora

De uma hora para a outra ela volta.

Como uma visita indesejada, desarruma tudo de lugar, desorganiza os móveis e levanta a poeira. Você então perde o interesse em fazer coisas que antes eram divertidas, mas não faz ideia de por que isso está acontecendo. A depressão desestabiliza a mente, cega a visão e remove a perspectiva de novamente enxergar luz.

Tudo é tão escuro!

A esperança vai embora e desta vez (posso jurar) jamais voltará. A mente, novamente em reclusão, passa a criar histórias em uma tentativa de sobrevivência, cria roteiros e ensaia cenas de um futuro que na verdade jamais acontecerá. É a demissão, é a solteirice como ponto final, a inexistência de amigos e a baixa autoestima. Uma voz – que na verdade é o seu próprio pensamento – repete vez após vez: você não vale nada, ninguém te ama.

As emoções se tornam maiores que os fatos. Para o depressivo, aquela é a verdade. Ele acredita estar vivendo na maior completa realidade, mas são apenas percepções ilusórias.

Nada de bom cresce na escuridão. Nada! Mas tem algo que precisa desse tipo de ambiente: o pensamento de morte.

A imaginação – leia novamente, a imaginação – de que apenas um final definitivo pode te remover daquela areia movediça que te suga para baixo. Nada é pior do que se ver preso apenas com essa opção e que o seu único desejo é acabar com essa dor dilacerante.

Mas ainda que a vontade de viver escorra pelas mãos, nossos amores e amados são motivos suficientes para caminhar mais um passo.

Ela tomou o seu tempo, exigiu de seu pensamento muito mais do que um músculo é exercitado em uma ginástica, sugou a sua energia e tempo e então, subitamente, vai embora. Tudo isso, luz-escuridão-luz, durou cerca de cinco minutos.

A pior parte de ter depressão é que você sabe o quão ridícula é a sua situação.

Você sabe que aquilo já aconteceu uma vez. Você pode tentar utilizar de artifícios para distrair a mente e espairecer um pouco mas, de alguma forma, você não enxerga uma saída. Feito um pequeno monstro de estimação ela vem frequentemente para se alimentar e quando está saciada volta a brincar.

Em momentos depressivos o monstro quer atenção integral e, como consequência, você se isola. Uma ideia se instala em sua mente de que não há ninguém com quem buscar ajuda; que você é o responsável por lidar com aquele monstrinho. A vergonha de – mais uma vez – estar naquele lugar te impede de gritar socorro. O telefone está ali, parado, e ainda assim não há forças para selecionar um contato e pedir ajuda.

Porém, feito uma bola de neve, cada vez que ela volta parece pior, o animal precisa de mais alimento e sua alma vai se deteriorando. E então uma contestação: o silêncio piorou a situação.

Entenda, o humor do ser humano muda de acordo com a fase em que está vivendo. Em um mesmo dia é possível sentir um espectro de emoções que varia de alegria à dor, do medo ao fracasso. Mas, na depressão, não importa o que está acontecendo do lado de fora, por dentro é que está desregulado.

Depressão não é a dor que sentimos quando um parente morre, quando um amor se desfaz ou quando seus planos falham. A depressão é a tristeza sem razão para tal. É muita tristeza por tudo que acontece (e às vezes sem motivo).

Todos temos as nossas lutas e precisamos aprender a lidar com elas. O que um depressivo precisa aprender é a tratar aquilo como uma visitante, não como uma hóspede. Ela não faz e não deve fazer parte de seu cotidiano. Não é algo para se domesticar, portanto, “não alimente os animais”. Deixe-o morrer de fome.

Será preciso intervenção química, psicológica e espiritual.

Para matar o monstrinho de fome, você é que precisa se alimentar. Você precisa consumir cultura, entretenimento, alegria e muito, muito autoconhecimento. A depressão fez com que eu conhecesse o ser que habitava dentro de mim.

Você vai precisar cultivar amizades, aprender que outras pessoas podem caminhar ao seu lado e que o monstrinho não deve possuir toda a sua atenção. Cultive fé. Deixe crescer perseverança e bom ânimo.

Pode parecer piegas, mas é exatamente uma atitude positiva com a vida que pode te tirar desse poço aparentemente sem fim. E é claro, para começar esse processo uma coisa é essencial: assumir a depressão.

Afastá-la e fingir que nada está acontecendo só a fortalecerá.

Não sinta vergonha de encarar isso. Não há problema algum em assumir a depressão. Não foi culpa sua, ela é uma invasora e entenda que sim, é uma doença – que já foi diagnosticada, que atinge muitas outra pessoas e que já possui tratamento. Você provavelmente precisará de ajuda e alguém com quem conversar – que te entenda, que seja solidário, que abra o coração sem preconceito para te ouvir e que abrace sua mão para buscar um tratamento adequado. E está tudo bem. De verdade.

E quanto aos remédios, o que é que tem? Não é um tratamento que visa trazer a felicidade mas sim tornar a tristeza suportável para que você possa então perceber os pontos positivos de sua vida. E acredite em mim quando eu digo que eles existem. Faça uma forcinha para percebê-los.

Mas lembre-se: ela é uma visitante, não uma moradora. Por mais bagunça que possa fazer, por mais que atrapalhe a sua intimidade e te prive de fazer algumas coisas, ela um dia irá embora e você novamente irá sorrir e, quando voltar, pare e reflita com bravura: o que eu posso aprender com essa crise? É uma honra aprender, crescer e amadurecer dessa forma.

(Estêvão Reis, via Obvious)

0 412

Confira o que a ciência diz sobre isso

Segundo um estudo publicado na edição online da revista ‘Jama Internal Medicine’, assistir a ofícios religiosos reduz o risco de morte.

Conforme informações do jornal espanhol ‘ABC’, um grupo de investigadores da Harvard Chan School of Public utilizou os dados estatísticos de 74.534 mulheres que participaram entre 1992 e 2012 em um relatório sobre a saúde das enfermeiras.

Elas responderam a cada dois anos os questionários sobre sua dieta, estilo de vida e estado de saúde, e a cada quatro anos sobre sua participação nos serviços religiosos.

De todas as mulheres analisadas, 14.158 declararam que vão à Missa mais de uma vez por semana, 30.401 participavam pelo menos uma vez por semana e 17.872 nunca foram.

As mulheres que assistiam regularmente às celebrações religiosas – a maioria eram católicas ou protestantes – sofriam menos sintomas de depressão e menos crises de ansiedade.

Além disso, entre as enfermeiras que participavam da Missa mais de uma vez por semana tinham 33 por cento menos risco de morrer comparado com o resto das mulheres que nunca participavam dos ofícios religiosos.

Um dado interessante também se refere às mulheres que vão à igreja uma vez por semana. Elas tinham 27 por cento menos de risco de morrer por doenças cardiovasculares e 21 por cento menos riscos de sofrer de câncer em relação às outras.

Um dos autores do estudo e professor de epidemiologia, Tyler J. VanderWeele, apotnou que “os benefícios de participar dos serviços religiosos parecem estar relacionados com um maior apoio social, menos consumo de tabaco e um menor risco de sofrer depressão, pois estas pessoas têm uma perspectiva mais otimista e esperança de vida”

Os autores precisam que dentro do número de pessoas pesquisadas incluía mulheres de raça branca, de nível socioeconômico semelhante e todas enfermeiras por profissão.

Fonte: ACIdigital