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Ei, a vida de Jesus não terminou na cruz. E a sua também não pode se limitar ao sofrimento. Permita que o Senhor ressuscite sua dor!

Às vezes pode parecer que não há ressurreição das nossas crucificações pessoais.

Ao entrarmos bravamente em uma vida com Cristo, o sofrimento, a dor e a humilhação são esperados. Aceitamos o desafio – embora nem sempre a princípio -, sabemos que essas estações da vida nos levarão a uma união mais próxima com o Coração de Nosso Senhor.

Mas então a estação pode se transformar em um estado perpétuo e se torna muito fácil aceitar o peso da nossa cruz como uma medida de quem somos. Passamos a acreditar que somos o nosso sofrimento, angústia, dúvidas, anseios, incertezas, medos.

Mas a vida de Jesus não terminou na cruz. Ele não nos convida para a morte, mas para a vida! Depois da cruz vêm a ressurreição. E a vida de um cristão é exatamente isso: de cruz em cruz, de conversão em conversão, de ressurreição em ressurreição.

Por isso celebramos a Paixão, Morte e Páscoa do Nosso Senhor Jesus, anualmente, pois a vivemos diariamente. Por esse motivo, meditamos os Mistérios do Nascimento, Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus aos olhos da Santa Virgem no Santo Rosário, pois fazemos também parte da História Sagrada. Somos herdeiros do Pai e Co-herdeiros de Cristo.

Os salmos nos desafiam vez após vez a cantar uma nova canção! Nossa música é de alegria! Jesus sopra em nós alegria crônica, não tristeza! Sim, nosso Deus abraçou o sofrimento da cruz para que pudesse estar conosco e que sigamos unidos a Ele cada vez mais intimamente em nossa angústia humana.

Ele nos mostrou o poder e a imensidão de Seu grande amor através desse sofrimento. No entanto, muitas vezes ficamos neste lugar de tristeza; nós nos convencemos de que foi para isso que o Senhor nos chamou. Nosso Deus não descansou em mágoa. Nosso Deus transfigura a frustração e a raiva para amar e se deleitar.

Nós temos uma ideia muito errada sobre alegria e sofrimento. Acreditamos que alegria é euforia e que sofrimento é castigo. Não vemos que nossa situação humana nos condiciona a uma alegria na angústia, uma alegria que supera os medos, uma alegria firme, um alegria forte. Que pouco tem a ver com pulos e gritos.

É um estado interior daquele que sabe estar no lugar certo, fazendo a coisa certa, com a pessoa certa. Mesmo que isso signifique estar em uma situação que aparentemente não mostra nenhum sinal de alegria.

Aceitamos o sofrimento, mas os nossos corações estão ardendo de alegria, quer saibamos disso ou não. Deus está esperando dentro de nossas almas para incendiar nossas vidas não com dor e tristeza perpétuas, mas com luz e vida!

Justificamos em demasia a nossa miséria, o que nos impede de ver que cada fibra do nosso ser anseia por liberdade. Deus espera um convite para nos libertar. Nos libertar da forma errada de vivermos as diversas situações da vida, nos libertar para nos unirmos a Ele com coração alegre mesmo em situações difíceis.

Todos os dias somos convidados a mudar o tom da música que entoamos, a cantar a alegria e o louvor ao nosso Senhor e Salvador, com nossas atitudes, gestos, sorriso e olhar. Nós sabemos que nunca nos foi prometido que a dor irá embora pra sempre ou que nosso sofrimento não retornará.

O que nos é prometido é que: no cotidiano, na glória de cada dia, podemos continuamente retornar à imensa alegria do nosso Criador:

“Eis que estarei contigo todos os dias.”

O sofrimento e a dor não são o nosso lugar, mas uma oportunidade de transfiguração e purificação, de conversão. Você foi feito para ALEGRIA que excede todo entendimento.

 

(via Salus in caritate)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Cedo ou tarde nos deparamos com situações em que, como Jesus no alto da cruz, gritamos: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”

Da dor, das doenças, das preocupações ninguém escapa. Mais cedo ou mais tarde nos deparamos com situações em que, como Jesus no alto da cruz, gritamos: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”. E, por mais que a medicina se esforce, existem ainda doenças para as quais não se descobriu a cura. Além disso, quando pensamos ter encontrado o remédio para uma enfermidade, aparecem imediatamente outras que, à luz da ciência, são inexplicáveis.

Jamais devemos pensar que a doença seja castigo ou vingança de Deus contra o homem pecador. Este pensamento seria uma blasfêmia, uma visão distorcida do amor infinito de Deus para com o ser humano.

As doenças são frutos de imprudência, de situações que poderiam ser evitadas, de descuidos do poder público, de “violências” ambientais e humanas contra a natureza que exige respeito e amor. Todo transtorno humano, biológico ou da natureza nos questiona profundamente e nos obriga a recorrer a Deus para encontrar uma resposta aos nossos dramas interiores. Aliás, os santuários de onde sobem a Deus as preces mais fortes e fervorosas são os hospitais e prontos-socorros. Quantas pessoas, não encontrando soluções para seus problemas, recorrem a Deus… Porém, algumas vezes, não sendo atendidas nos seus pedidos, desanimam e se consideram abandonadas por Ele. Entretanto, quando não sentimos Deus ao nosso lado, é certo que Ele está perto de nós. O seu amor é eterno, fiel e jamais nos abandona.

Precisamos nos convencer de uma só coisa: nada pode nos dispensar da oração. Nem as enfermidades, nem os trabalhos, nem as mil ocupações que preenchem nossas agendas. A oração, como já vimos em outro momento, é uma questão de fidelidade e de amor. Sem o amor nos sentimos perdidos, inseguros, sem saber para onde vamos. O amor humano às vezes nos falha; nem sempre podemos contar com a presença dos que consideramos amigos, muitos se afastam de nós e nos encontramos sozinhos no deserto da vida. Nesses momentos devemos reforçar nossa oração e permanecermos bem unidos a Deus.

Muitos santos aprenderam a rezar na doença

É interessante notar que muitos santos se converteram e aprenderam os segredos da oração na doença. Enquanto estavam com saúde viviam como se Deus não existisse, dedicados a todo tipo de prazeres e diversões. Parecia que nada seria capaz de perturbar sua tranquilidade; buscavam com ânsia realizar tudo que lhes vinha à mente.

A saúde nos dá um sentido de terrível auto-suficiência, independência de Deus e dos outros. Essa visão utilitarista e individualista é comum em todas as idades, mas especialmente na juventude, quando os problemas, a doença e a morte parecem fantasmas muito distantes.

Quem não se lembra da história de Francisco de Assis? Era jovem, rico e amigo de todos, mas a dura experiência de preso político na cidade de Perúgia, onde adoece, faz-lhe sentir toda a sua fragilidade e pobreza. Nesses momentos de dor física e moral, de profunda solidão humana, o coração de Francisco vai mudando e escutando a voz do Senhor que lhe chama para ajudá-lo a reconstruir a igreja através de seu testemunho e pregação. O exemplo de Francisco é para todos nós um convite; ele soube aproveitar a doença para se aproximar mais e mais do Cristo crucificado.

Outro exemplo é Inácio de Loyola. Forte e corajoso, desejava ser lembrado na história pelos seus feitos a serviço dos reis da Espanha; porém, ao ser ferido na guerra, pede livros de cavalarias para ajudar a passar o tempo, mas, na falta destes, lê a vida dos santos e os Evangelhos… Esses livros tocam em profundidade o seu coração e ele se converte. A enfermidade torna-se para ele “um sacramento de amor”; através dela percebe que tudo é vaidade e que a única coisa que importa é servir a Deus e à Igreja.

Teresa de Ávila não foge também a esta regra. Jamais teve boa saúde, chegou ao ponto de ser considerada morta e ter sua cova aberta, mas soube enfrentar tudo por amor ao Senhor e percorrer as terras da Espanha fundando Carmelos onde “o Rei, sua Majestade fosse bem servido”. Na sua autobiografia, Teresa revela que o caminho do sofrimento não deve nos afastar da oração em momento algum da vida: “Na doença e em situações difíceis, a alma que ama tem como verdadeira oração fazer a dádiva dos seus sofrimentos, lembrar-se daquele por quem os padece, conformar-se com as suas dores, havendo muitas outras coisas possíveis. Trata-se do exercício do amor… com um pouquinho de boa vontade, obtêm-se muitos lucros nos momentos em que o Senhor nos tira o tempo da oração com sofrimentos” (Santa Teresa de Jesus – Vida 7,12).

Talvez o exemplo mais evidente de que na doença é possível rezar seja o de Santa Teresinha do Menino Jesus, que morreu de tuberculose aos 24 anos. Ela sentiu a dor, o medo e, quem sabe, a tristeza de morrer na juventude. No livro “História de uma alma”, vez por outra ela nos abre um pouco das cortinas do seu coração e nos faz entrever o seu sofrimento: “O Senhor me dá coragem em proporção ao padecimento. Sinto que, para o momento, não poderia suportar mais, mas não tenho medo porque a coragem aumentará, se a dor redobrar” (Santa Teresinha do Menino Jesus).

Mesmo que o corpo seja esmagado pela dor, a alma sempre pode elevar-se acima de tudo e permanecer em íntima contemplação dos mistérios de Jesus: paixão, morte e sobretudo ressurreição. O cristão não pára na paixão nem na morte, ele sempre contempla Cristo glorioso que, tendo vencido todas as dores, nos chama à plena alegria na eternidade.

Não desperdiçar os sofrimentos

Não se pode dizer que a dor, os sofrimentos e a doença são coisas boas… Isto negaria que Deus é Pai e quer todos os seus filhos com saúde de alma e corpo, mental e psíquica. Ele quer que sejamos perfeitos em todos os sentidos. Mas a cruz se faz necessária, e quando não é possível evitá-la, devemos abraçá-la com dignidade e amor a Jesus, que assim o fez. São João da Cruz nos convida a não desperdiçar os sofrimentos, mas a acolhê-los e guardá-los com amor, porque um dia, na eternidade, serão pérolas preciosas.

Como devemos agir diante dos sofrimentos e doenças?

Ousaria dar alguns conselhos práticos que podem nos ajudar a superar o medo e a revolta, e acolher com docilidade a vontade do Senhor:

Primeiramente, ter sempre uma atitude preventiva e evitar, com todos os esforços, as doenças, porque muitas delas são provocadas por nossos exageros, não cuidando devidamente da higiene, exagerando na comida ou na bebida, colocando-nos imprudentemente em situações de risco que não são queridas por Deus, que é amor. Esta atitude é sumamente importante. Também, em nossa oração, devemos pedir ao Senhor que nos livre de toda enfermidade para que possamos viver com alegria.

Quando a doença chegar, não devemos desesperar, mas ter uma atitude de humildade, de auto-recolhimento, mergulhando no mais íntimo do nosso ser, para entrar em diálogo íntimo e profundo com Deus, e perguntando-nos para que tudo isso. E ainda procurar os meios necessários que a ciência nos oferece para sermos curados e pedir, com fortes orações e súplicas, a Jesus, Senhor da vida, que Ele nos cure e nos dê a saúde necessária para cumprirmos as nossas responsabilidades. Esses são momentos de fé, de amor e especialmente de esperança para entregar-nos totalmente aos “cuidados do Senhor” e pedirmos que outros rezem por nós e sobre nós, como diz a Escritura.

Quando a doença avançar e se fizer maior o nosso sofrimento, devemos entrar ainda mais no nosso coração e pedir ao Senhor o dom da fé. Jamais devemos esquecer as palavras do apóstolo Paulo: “Completo na minha carne o que falta à paixão do Senhor Jesus”. Esta participação na cruz de Jesus, nas suas dores e paixão não é simples resignação nem entrega desanimada a um fatalismo sem sentido ou masoquismo espiritual, mas é uma atitude de pura fé, sabendo que somos chamados a imitar Jesus em todos os momentos de nossa vida.

Rezar nos sofrimentos, na doença, não quer dizer de forma alguma pular de alegria, não sentir dor; é ter consciência de que a dor não é castigo de Deus, mas um acontecimento que poderá ser para mim caminho de libertação. Nesse momento é claro que as palavras não vêm, elas morrem na garganta antes de serem geradas. São momentos de profundo silêncio, em que só sabemos dizer o quanto é grande o amor que temos por Deus, através de um beijo no crucifixo, uma jaculatória, uma palavra do Evangelho que alguém nos sussurra aos ouvidos, uma imagem que gostamos de contemplar…

Por isso é importante, quando temos saúde, rezar para que saibamos aceitar a doença e até a morte que Deus nos queira permitir por puro amor, e dizermos na fé: “Seja feita a vossa vontade e não a minha”.

Oferecer tudo ao Senhor quando estamos lúcidos e conscientes é, sem dúvida, um ato de amor e de pura fé. É o que faço todos os dias ao me levantar: “Senhor, nas tuas mãos coloco toda a minha vida, pensamentos, desejos, saúde, e hoje, ainda sendo lúcido e consciente, quero te dizer que aceito com fé, amor e esperança tudo o que me enviares. E, se um dia me queixar, me revoltar contra as doenças, não me leves a sério, saibas que não quero isso, não é esta a minha vontade. É só o instinto que se revolta. Não me leves a sério, Senhor, e me dês a coragem para aceitar tudo. Senhor, peço esta graça não somente para mim, mas para toda a humanidade e para isso peço a ajuda e proteção da Virgem Maria, minha mãe e de todos os santos a quem tanto amo, os do Carmelo e os outros santos meus amigos. Que eu saiba contemplar silenciosamente o Cristo na cruz e dele possa haurir força e coragem. Assim seja”.

Rezemos para que a dor, os sofrimentos e doenças nunca cheguem. Mas, se um dia eles baterem à nossa porta, saibamos acolhê-los como irmãos que nos visitam e fazer desses momentos oportunidades de muita oração. Não devemos deixar-nos convencer de que a dor é boa, somente pela fé ela se torna caminho de amizade e de amor que nos abre a porta do paraíso.

(Frei Patrício Sciadini, via Shalom)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Entenda por que amar dói

Um dia, alguém me disse que o amor, para ser amor, tinha de doer. Não acreditei muito nisso, mas hoje percebo que é verdade, pois amar é morrer a cada dia para as nossas vontades, é buscar sempre o último lugar, é querer antes a felicidade do outro que a nossa. Tudo isso é muito doloroso, pois dentro de nós, há um desejo de sermos reconhecidos pelo que fazemos, um desejo de sermos retribuídos da mesma forma.

O verdadeiro amor é gratuito, não pede nada em troca, é silencioso, discreto e exigente. Alguns dizem que o amor é um verbo; outros, que é um sentimento; uns, que é uma decisão, mas o que mais me chamou à atenção foi ouvir que ele é um comportamento, pois se alguém me magoa ou me decepciona, vou continuar amando-o, pois o amor dentro de mim é maior que essa frustração. Isso não é ser falso, é ser verdadeiro, pois se fosse um sentimento, na primeira decepção deixaríamos de amar.

Por que o amor dói?

amor dói, porque exige esse comportamento de sempre esperar, sempre acreditar e descobrir jardins em meio a desertos de tantos corações. Corações feridos por causa de um mundo que prega o amor fútil, de conveniência, de prazer e que vai formando, hoje, pessoas cada vez mais insensíveis, com medo de amar, pois já sofreram muito com esse “tal de amor”, vivido de forma incoerente, que escraviza e oprime, ilude e até mata.

Jesus soube viver de forma tão humana quanto divina esse ”amor-comportamento”, na verdade, foi Ele quem nos deixou o caminho livre para vivê-lo. Ele sim amou verdadeiramente até doer, sofreu, porque nos amou incondicionalmente.

Aliás, o amar e o sofrer andam lado a lado, pois o amor não nos impede de sofrer, assim como o sofrimento também não nos impede de amar. Mesmo que doa, você deve continuar amando. Interessante que o amor “doa”, visto que essa palavra tem um duplo sentido: doa de “doer” e de “doar”. Faça de sua forma de amar, a alegria para os outros, e você verá que essa dor de amor é algo sublime e simples.

Bom, a decisão é sua para levar essa novidade tão antiga, a esse mundo tão carente do amor verdadeiro. Se até hoje não amamos, talvez seja porque não tenhamos sido amados. Dê o primeiro passo e ame, pois o amor que cura é o amor que damos aos demais. Então, você perceberá que vale a pena amar, mesmo doendo.

Deus abençoe você!

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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Pare de pedir às pessoas que estão de luto que “apenas rezem”… há algo mais útil que você pode fazer

Meu professor do primário disse uma vez: “A vida é difícil, mas é justa”. Sempre senti que sua afirmação era imprecisa. Quem diria ao menino de 7 anos que está morrendo de fome: “É justo que outras pessoas tenham comida, mas você não?”. Não entendia como a vida era justa. Mas, de certa forma, é. Todos experimentamos dificuldades. Embora não seja a fome ou paralisia, a maioria de nós sofrerá um evento que irá alterar a vida – e todos nós acabaremos experimentando a morte.

Depois de perder minha mãe em abril passado e meu trabalho uma semana depois, estou aprendendo que a justiça da vida não me ignorou. Enquanto eu vejo como Cristo é amável, colocando-me em uma igreja solidária e me proporcionando oportunidades, eu ainda devo aguentar provações e tribulações assim como o resto do mundo. E, às vezes, isso é muito ruim. No entanto, não importa quão comum sejam as queixas da vida, todos nós nos esforçamos para encontrar as palavras certas para dizer a alguém que está passando por alguma dificuldade ou crise.

Ao lidar com a morte de minha mãe e a perda do emprego, eu ouvi declarações aparentemente bem-intencionadas querendo dizer: “As coisas vão melhorar”. Embora eu não seja uma especialista em tristeza, exponho aqui três afirmações que devemos considerar evitar ao falar com alguém que está sofrendo…

  1. “Você vai superar isso”

Esta é a pior declaração que eu ouvi durante o meu tempo de luto. Realmente superamos a perda de uma mãe? Ou talvez a questão seja, devemos superar essa perda? A morte é inevitável neste mundo, mas isso justifica o sentimento de desprezo?

A morte, mesmo quando esperada, representa a perda de um relacionamento. Essa perda muda você. A morte de um pai é esmagadoramente permanente. Quando crianças, muitos de nós ouvimos o ditado: “Se você não tem nada de bom para dizer, não diga nada”. Esta frase resume como devemos nos aproximar de uma pessoa que está sofrendo. Quando alguém experimenta a perda, dói e queremos oferecer conforto, mas, às vezes, o silêncio é a resposta, especialmente quando o que dizemos não transmite o sentimento que desejamos expressar.

  1. “Apenas reze”

Não lembro quantas vezes eu ouvi essa frase. Toda vez que ouço isso, penso em duas coisas. Primeiro, o consolador está sugerindo que, se eu rezar, tudo ficará bem instantaneamente. A oração é poderosa. É o ato mais poderoso da caminhada cristã, mas nem sempre é instantânea, e exige resistência e paciência na espera de uma resposta. Às vezes, nossas orações não são respondidas na Terra. Aprender a lidar com essa realidade é algo que nós, que estamos sofrendo, entendemos muito bem. A oração não é uma solução rápida para um grande problema, mas a resposta para todos os problemas e nunca deve ser emparelhada com a palavra “apenas”.

Em segundo lugar, quando as pessoas dizem “apenas reze”, eu me pergunto se eles rezaram por mim, porque se é “apenas” a oração, quão importante pode ser realmente?

Qualquer um que tenha perdido alguém entende que as orações dos cristãos são muito úteis. O mais doce sentimento que ouvi de meus irmãos e irmãs em Cristo enquanto passava pelo processo de luto é: “Rezei por você hoje”. Não é uma declaração clichê, porque significa que alguém pediu ao Pai por mim e, talvez, através de suas orações, eu consiga passar por um dia difícil. Não há nada como ter alguém intercedendo por você, sendo que toda a história da Bíblia é Jesus intercedendo por nós junto ao Pai. Mas quando dizemos “apenas reze”, depreciamos a importância da oração privada e corporativa. A oração é a sombra da caminhada cristã e não deve ser algo que “apenas” fazemos durante o trauma ou a dificuldade. A oração é valiosa em todas as etapas de nossas vidas.

  1. “O tempo cura toda a dor”

O problema com esta afirmação é que não é verdade. Há muitas pessoas que perderam seus pais 10, 20, 30 e muitos anos atrás, e ainda sentem a dor que sentiram no dia em que aconteceu. O tempo não cura todos, especialmente se a cicatrização saudável não faz parte do processo. Muitos de nós passamos a vida com um evento trágico após o outro sem qualquer reconhecimento real da bagagem emocional, mental e física que carregamos como resultado. Já faz cinco meses que minha mãe faleceu e tem dias que estou bem e outros não.

Implementar formas saudáveis ​​para suportar o sofrimento é a única maneira de conseguir efetivamente um lugar de aceitação. Perguntar a uma pessoa aflita como ela está usando seu tempo de luto seria uma maneira compassiva de reconhecer que o tempo desempenha um papel, e sugere que o tempo sozinho não pode curar feridas profundas.

Então, o que você deve dizer…?

O sofrimento é difícil e complicado. Se não for tratado com carinho, a morte pode nos fazer pensar que não há esperança. Ao tentar consolar amados que perderam alguém, é importante entender que nem sempre temos as palavras corretas. E está tudo bem. O sofrimento é um exemplo perfeito de por que temos dois ouvidos e apenas uma boca. É o momento perfeito para ter ouvidos para ouvir e um coração empático, porque às vezes as perdas na vida não podem ser consertadas, não podemos superá-la rápida ou perfeitamente, que “apenas” rezar não ajudará, e o tempo não pode curar todas as feridas. Algumas perdas significam carregar e, às vezes, as palavras não ajudarão. Mas um abraço e um ouvido atento podem ajudar muito.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Era dela a foto devastadora em que o pai queria mostrar ao mundo a “verdadeira face do câncer”. Agora, “a minha princesinha tem asas de anjo e olha por nós e pelo seu irmãozinho caçula até o dia em que nos reuniremos de novo”

A comovente história da garotinha norte-americana Jessica Whelan conquistou recentemente as redes sociais graças a uma foto devastadora compartilhada por seu pai: a imagem, que pretendia chamar a atenção do mundo para a urgência de lutar contra a “verdadeira face do câncer”, retratava todo o sofrimento da menininha de apenas 4 anos, vítima de um agressivo neuroblastoma em quarto estágio.

A pequena lutadora que emocionou o mundo voltou agora a comovê-lo com uma notícia ao mesmo tempo dolorosa e, para quem tem fé, iluminadora: apesar de ter brigado bravamente pela vida, com toda a grandeza de que uma criança consegue ser capaz, Jessica foi chamada por Deus ao seu abraço eterno de Pai, após uma passagem breve e intensa por esta terra.

Na página do Facebook em que a família informava aos amigos sobre o tratamento da filha, Andy Whelan, seu pai, postou o tocante anúncio:

Sinto tristeza e alívio ao informá-los de que Jessica finalmente encontrou a paz, às 7 horas da manhã de hoje. Ela não vai mais sofrer, não vai mais sentir a dor das limitações físicas do seu corpinho. Agora, a minha princesinha tem asas de anjo e voou para brincar com seus amigos e entes queridos lá em cima. É de lá que ela vai olhar por nós e pelo seu irmãozinho caçula, até o dia em que nos reuniremos de novo“.

Emocionado, o pai também relata que teve o privilégio de se despedir abraçando-a, beijando-a e lhe dizendo, pela última vez nesta terra, o quanto a amava. Era este o conforto, considera Andy, de que Jessica precisava para partir em paz.

E ela partiu em paz: serena, tranquila, sem dor. O pai fez questão de agradecer a todos os que ofereceram apoio e solidariedade à menina e à família nessa dolorosa jornada e assinou com um desabafo emocionante: “De um papai de coração partido, da mais incrível e linda menininha”.

Milhares de amigos e desconhecidos manifestaram apoio a Andy e à sua família, agradecendo-lhes por terem compartilhado a sua história de amor, união e coragem.

Descanse em paz, pequena grande Jessica! E obrigado pela sua presença iluminadora neste mundo que passa!

Fonte: BEST OF WEB / ALETEIA BRASIL

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O passado é como uma bússola: lembrar não é se aprisionar, é ter um parâmetro, uma noção de quais caminhos trilhar (ou não)

Quando nos lembramos de algo que nos passou, temos então um parâmetro. Uma noção do que já foi. Daquilo que fez parte da nossas história, nos compôs. Entretanto, muitas vezes lembrar é doloroso e evitamos o fazer.

Em casos de desespero se nos fosse dado o poder, o apagaríamos num piscar de olhos. Contudo, apagar o passado vai muito além de esquecer o que foi conturbado, doloroso e nos afetou, apagar o passado é perder o referencial de quem fomos e do que somos, é perder uma das bases da vida.

Olhar para trás é necessário quando se precisa entender algo atual,compreender momento, analisar e constatar fatos, entender melhor nossas próprias verdades, aquilo que faz parte da essência de quem se é. Como quando olhamos para trás e percebemos que a aquela realidade de outrora atualmente seria totalmente incabível e até mesmo inimaginável. Ver que nos sujeitamos quando poderíamos ter dito não, perceber que nos contentamos com pouco, com migalhas de um todo.

Se o presente hoje soa diferente é por algo no passado se ressignificou, não se encaixou mais. O amanhã também se faz com base não somente no que queremos, mas no que não queremos mais. Saber para aonde não mais voltar.

Para viver o hoje de forma plena é preciso usar o passado como bússola, apontando os erros cometidos, as falhas, as verdades omitidas, o receio que falou mais alto que a razão, os sonhos engavetados, os sentimentos trancafiados. Usar com bussola direcionando aonde não mais voltar, as falhas a não executar novamente.

Porque é tão mais fácil o tornar uma ancora que nos sobrecarrega e nos arrasta até o abismo oceânico nos culpabilizando outra vez pelos erros cometidos, quando na verdade ele pode ser um grande agente auxiliador no processo de mudança e evolução, de ressignificação.

Olhar para meu ontem para saber o que não me cabe mais, para integrar entre mente e coração aquilo que não faz mais parte da minha mais genuína verdade. Ver o que não tem mais lugar no hoje. Lembrar é necessário,mais que isso, é fundamental. Sem nossas lembranças seriamos partitura incompleta, livro inacabado, incoeso. Lembrar não é se aprisionar, é ter um parâmetro, uma noção de quais caminhos não mais trilhar, é saber o que é de fato bom.

Usar o passado como um bússola em alto mar, a saber em quais cais não mais nos firmar, em quais ventos errôneos, quais direções não tomar. Lembrar não é viver, é instrução. Que o passado não nos aprisione, e sim nos oriente.

Fonte: Obvious

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Se fomos criados para a felicidade, por que Deus permite que soframos?

A pessoa humana foi criada para a felicidade. Ninguém gosta de tristeza,  sofrimento ou dor. Porém, tais movimentos nos levam a pensar sobre nossa atitude diante do sofrimento e da dor. É possível tomar consciência de que o sofrimento está presente no mundo em múltiplas formas e manifestações e, que não podemos fugir dele de forma alguma. Sendo assim, resta-nos três caminhos: a revolta, a indiferença ou a aceitação. A revolta leva a pessoa ao desespero; a indiferença nos torna estáticos, deterministas, estoicos; a aceitação comunica-nos a paz e alegria profundas próprias do cristãos: seguidores e imitadores de Jesus Cristo.

O sofrimento na Biblia

O homem bíblico, desde o Gênesis ao Apocalipse, pergunta-se por que o sofrimento e como libertar-se dele. Antes da vinda de Jesus o sofrimento aparece como uma estrada sem saída, fruto do pecado e como castigo de Deus pelo bem não realizado. O grito que perpassa toda a Sagrada Escritura é o pedido a Deus que nos liberte da dor e que nos dê a força necessária para suportá-la. Os salmos são o livro do homem sofredor que, na sua breve existência, depara-se com todo tipo de dor: física, moral, espiritual, a solidão, o abandono dos amigos, a lepra que devasta, a perseguição dos inimigos…O livro de Jó, que podemos considerar como o grande tratado antropológico da dor, faz-nos ainda mais críticos diante do sofrimento.

O sentido de impotência que nos advém quando nos deparamos com a dor deixa-nos ainda mais angustiados. O que fazer diante das pessoas que sofrem, e como reagir diante do nosso próprio sofrimento? Se Deus-amor não quer que o homem sofra, por que permite o sofrimento? São perguntas que, provavelmente, nunca terão uma resposta que nos deixe totalmente satisfeitos.
A repugnância à dor está inscrita no nosso coração e todos somos chamados a lutar contra ela. Superar a dor é caminho promissor para se chegar à felicidade plena.

Jesus nos ensina a amar a cruz

O encontro com Jesus de Nazaré, o amor que tenho para com Ele, a leitura do Evangelho e o desejo de imitar sua vida têm-me feito compreender melhor o caminho da dor. Aliás, fora de Jesus, não creio que encontremos resposta para coisa alguma. A vida tende para Jesus e por Ele somos atraídos e seduzidos. Contemplando-o nos vários momentos de sua existência terrena sabemos descobrir o caminho novo. A novidade trazida por Jesus é que Ele encerra o tempo das promessas e abre o tempo da realidade. Ele nos ensina como viver, amar, sofrer, morrer e ressuscitar.

A grandeza de Jesus é que Ele, encarnando-se, assumiu a nossa natureza humana plena, total, com todas as limitações, menos o pecado. De fato, o pecado não faz parte da natureza humana, ele entrou no mundo pela desobediência. Alguém como Jesus, que nunca desobedeceu ao projeto do Pai, não poderia ter o pecado na sua humanidade. Ele “se fez pecado” por nós e nos redimiu de todos os nossos pecados.

O projeto trazido por Jesus é libertar o homem do pecado, e para que isso possa acontecer Ele iniciou a sua história entre nós através do caminho da cruz e do sofrimento.

“Jesus tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Mas esvaziou-se a si mesmo, e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. E, achado em figura de homem, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso Deus o sobre exaltou grandemente e o agraciou com o Nome que é sobre todo o nome, para que, ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho dos seres celestes, dos terrestres e dos que vivem sob a terra, e, para glória de Deus, o Pai, toda língua confesse: Jesus é o Senhor.” (Fil 2,6-12).

O nascimento, a fuga ao Egito, o trabalho em Nazaré, as incompreensões por parte do povo, dos seus seguidores e do poder constituído em Israel, formam a história de dor de Jesus, que tem o cume na morte de cruz. O caminho apresentado por Jesus aos seus seguidores é: renúncia de si mesmo, carregar a cruz e seguí-lo no seu nomadismo, onde não tem nem uma pedra para reclinar a cabeça… O amor à paixão de Jesus não é opcional na vida cristã, mas necessário para poder compreender o sentido da vida de Jesus.

Através da leitura do Evangelho, compreendemos que Jesus não queria sofrer e que em momento algum provocou o sofrimento, seu ou dos outros, e que fez o possível para aliviar a dor dos outros. Ele mesmo “gemeu e suplicou” ao Pai que o libertasse da cruz, do beber o cálice e da morte. Mas, consciente que era possível salvar a humanidade por este caminho, Ele assume a dor com a alegria interior de quem realiza na fidelidade a vontade do Pai.

Tenho encontrado muitas pessoas esmagadas pela dor e interiormente felizes. Uma das frases que ajudam-me a compreender o sentido da dor é de Santa Teresinha: “Cheguei a um ponto em que o sofrimento me dá alegria”. A alegria de participar ativamente da paixão de Jesus. É o amor que leva a dar toda a vida pelo outro. É o amor do Pai que envia seu Filho Jesus. É o amor do Espírito Santo que consagra Jesus na sua missão e o amor de Jesus que dá toda a sua vida para nossa libertação e salvação. A força do amor é sempre maior do que qualquer sofrimento e, no amor, o sofrimento se faz alegria e vida.

O amor por Jesus gera os mártires da Igreja em todos os tempos e em todos os lugares do mundo. O sofrimento é possível entender na dimensão do amor: “Não há maior amor do que dar a vida por aquele que se ama”. O servo sofredor de Javé, o Cordeiro manso levado ao matadouro apresentado por Isaías se faz realidade na pessoa do Verbo encarnado que, por amor, não volta atrás, mas oferece o seu rosto para que lhe arranquem a barba. Quando o peso das minhas “cruzinhas” se faz pesado aos meus frágeis ombros, o que mais gosto é de contemplar o crucifixo e saber que Ele, o Cristo, por amor morreu por mim. É nesse momento que a dor se faz leve e fonte de uma alegria imensa e incompreensível.

“O sofrimento não me é desconhecido. Nele encontro a minha alegria, porque na cruz se encontra Jesus e Ele é amor. E que importa sofrer quando se ama?” (Santa Teresa de los Andes)

À luz de Jesus se entende a dor como fruto de amor e presente de Deus. Todos os santos, os grandes místicos nascidos do encontro com Jesus, pedem a dor como participação do sofrimento. A purificação é consequência do amor. Deus nos purifica porque nos ama, e existe em nós o desejo de nos purificar para “vermos desde já a Deus”. O concílio Vaticano II, na constituição Gaudium et Spes, coloca em destaque como não é possível resolver os problemas existenciais, como o sofrimento, sem Jesus.

“Na verdade, os desequilíbrios que atormentam o mundo moderno se vinculam com aquele desequilíbrio mais fundamental radicado no coração do homem. Com efeito, no próprio homem muitos elementos lutam entre si. Enquanto, de uma parte, porque criatura, experimenta-se limitado de muitas maneiras, por outra parte, porém, sente-se ilimitado nos seus desejos e chamado a uma vida superior. Atraído por muitas solicitações, é ao mesmo tempo obrigado a escolher entre elas renunciando a algumas. Pior ainda: enfermo e pecador, não raro faz o que não quer, não fazendo o que desejaria. Em suma, sofre a divisão em si mesmo, da qual se originam tantas e tamanhas discórdias na sociedade. Certamente muitíssimos, cuja vida se impregnou de materialismo prático, afastam-se da percepção clara deste estado dramático, ou, oprimidos pela miséria, são impedidos de considerá-lo. Muitos pensam encontrar tranquilidade nas diversas explicações do mundo que lhes são propostas. Outros porém esperam uma verdadeira e plena libertação da humanidade somente pelo esforço humano. Estão persuadidos de que o futuro reino do homem sobre a terra haverá de satisfazer todos os desejos de seu coração. Não faltam os que, desesperados do sentido da vida, louvam a audácia daqueles que, julgando a existência humana desprovida de qualquer significado peculiar, esforçam-se por lhe atribuir toda significação só do próprio engenho. Contudo, diante da evolução atual do mundo, cada dia são mais numerosos os que formulam perguntas primordialmente fundamentais ou as percebem com nova acuidade. O que é o homem? Qual é o significado da dor, do mal, da morte que, apesar de tanto progresso conseguido, continuam a subsistir? Para que aquelas vitórias adquiridas a tanto custo? O que pode o homem trazer para a sociedade e dela esperar? O que se seguirá depois desta vida terrestre?” (Gaudim et Spes, 10).

Fonte: COMUNIDADE SHALOM

O Papa Francisco continua a acompanhar de perto a situação das vítimas dos terremotos no centro da Itália com a oração e com sinais concretos de solidariedade.

“Consolando os que sofrem, poderemos construir um mundo melhor”, escreveu o Pontífice no tweet publicado esta tarde.

Depois dos bombeiros do Vaticano enviados à Amatrice logo após o sisma, o Papa enviou ontem, quinta-feira, também um grupo de Gendarmes, para participar das operações de socorro às vítimas, junto com a Proteção Civil.

Ainda na quinta-feira, o Pontífice celebrou a Missa na Casa Santa Marta com as Clarissas de Santa Maria de Vallegloria, uma comunidade de Spello, na Ùmbria, duramente atingida pelo terremoto de 1997, e que viram-se obrigadas a viver por 14 anos em um contêiner.

Rezou-se por todos aqueles que estão sofrendo em consequência do sisma. O Papa convidou as religiosas a semear esperança, a dar Cristo aos outros com a oração e com a vida. Jesus – disse – é a verdadeira riqueza, mesmo quando não temos nada.

A Guarda Suiça Pontíficia, por sua vez, organizou uma coleta de sangue. Também médicos e enfermeiros do Vaticano estão prontos a partir para as áreas atingidas.

Já o Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, em visita a Canale d’Agordo, Província de Belluno, declarou aos jornalistas que considera fundamental a existência de “um compromisso sério” na reconstrução, que leve a fazer “aquilo que as pessoas desejam que seja feito”.

Os bombeiros vaticanos – que levaram várias bênçãos do Papa e terços, conseguiram retirar com vida dos escombros em Amatrice, uma criança de três anos. A mesma sorte não teve a irmã, de dez anos, que dormia no mesmo quarto, e os pais.

(Rádio Vaticano)

Fonte: RÁDIO VATICANO

“Não devemos classificar os outros e ver quem é próximo e quem não o é”

Nesta quarta-feira, 27/04/2016,  o Papa concedeu audiência a cerca de 25 mi fiéis, romanos e turistas presentes na Praça São Pedro, e fez uma catequese baseada na parábola do Bom Samaritano.

A parábola tem origem na pergunta de um Doutor da lei que queria testar Jesus: “Quem é o meu próximo?”. Ele queria uma resposta clara para distinguir os ‘próximos’ dos ‘não-próximos’, tentava entender se eram seus parentes, compatriotas ou pessoas da mesma religião. Jesus responde com uma parábola.

O sacerdote, o levita e o samaritano

Um homem, viajando no caminho entre Jerusalém e Jericó, foi interceptado por bandidos que, depois de o roubarem, ainda o deixaram gravemente ferido. Um sacerdote, um levita e um samaritano passam por ali. O sacerdote e o levita eram religiosos. Esperava-se deles que fossem praticantes da palavra de Deus, pois a conheciam, sabiam o que tinham que fazer. Já o samaritano era um judeu cismático, visto como estrangeiro, pagão e impuro. O sacerdote e o levita ignoram o homem que acabara de ser assaltado e agredido.

Conhecer a Bíblia não significa saber amar

“O primeiro ensinamento na parábola é este: não é automático que quem frequenta a casa de Deus e conhece a sua misericórdia sabe amar o próximo. Você pode conhecer toda a Bíblia, toda a teologia, mas o amor… vai por outro caminho! Diante do sofrimento de tanta gente que sofre fome, violência e injustiças, não podemos ser meros espectadores. Ignorar o sofrimento do homem significa ignorar Deus!”, frisou o Papa.

Francisco prosseguiu destacando o centro da parábola: o samaritano, o desprezado, aquele que também tinha seus afazeres, faz de tudo para salvar esse homem, ‘moveu-se de compaixão’. “Esta é a diferença”, disse, “os outros dois viram, mas seus corações ficaram impassíveis enquanto o coração do bom samaritano estava ‘sintonizado’ com o coração de Deus. Em seus gestos e ações, identificamos o agir misericordioso de Deus: é a mesma compaixão com que o Senhor vem ao encontro de cada um de nós.

Aproximar-se de quem sofre é aproximar-se de Deus

“Ele não nos ignora, conhece nossas dores, sabe que precisamos de ajuda e consolação. Ele vem perto de nós e nunca nos abandona”.

O samaritano doou-se completamente ao homem que necessitava, empregando cuidado, tempo e até dinheiro. “E isto nos ensina que a compaixão, o amor, não é um sentimento vago, mas significa cuidar do outro, comprometer-se, identificar-se com ele: “Amarás o próximo como a ti mesmo”, é o mandamento do Senhor.

Compaixão: sofrer ‘com’

Concluindo a parábola, Jesus perguntou Jesus “Qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?”. E a resposta é indiscutível: “Aquele que teve compaixão dele”.

Francisco explicou que o ‘próximo’ foi o samaritano, porque se aproximou do moribundo. “Não devemos classificar os outros e ver quem é próximo e quem não o é. Podemos nos tornar próximos de quem quer que esteja em necessidade, e o seremos se tivermos compaixão em nosso coração”.

Amar como Ele nos amou

“Esta parábola – concluiu – é um lindo presente, e um compromisso, para todos nós.  “Vai e faze tu a mesma coisa”, disse Jesus ao Doutor da lei. Somos todos chamados a percorrer o mesmo caminho do samaritano, que retrata Cristo: “Jesus se inclinou sobre nós, se fez nosso servo, e assim nos salvou, para que nós possamos nos amar, como Ele nos amou”.

Fonte: Rádio Vaticano

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Sei que alguma coisa dentro de você dói neste momento. E é por isso que lhe farei uma pergunta especial neste artigo.

Sei que alguma coisa dentro de você dói neste momento!

Doença física ou mental, relacionamentos, família, dinheiro, desesperança, medo…a dor nossa de cada dia…cada um tem a sua!

Cada um sabe da sua dor e mais que isso, o tamanho dela!

Ninguém consegue medir a dor alheia, pois o que para você pode ser pequeno, para aquela pessoa que sente, a dor pode ser aterrorizante!

O tamanho da dor depende de como é nossa vida, nossas crenças e nossa aceitação do momento que se vive.

Engana-se quem acha que ir em busca e conquistar a vida que se quer, o priva das dores.

A dor é uma condição humana e nos acompanha até o final de nossos dias, isso é uma verdade! Pequena ou grande, aparecerá mais ou menos vezes em nossas vidas, indubitavelmente.

Mas não se assuste! A dor tem seu lado positivo!

Ela nos torna fortes (embora muitas vezes nos sentimos extremamente fracos) faz procurarmos por novas possibilidades e modela nossa capacidade de empatia, nos tornando seres mais humanos.

Se sua dor está insuportável, vai aqui minha pergunta de hoje para você: como anda sua vida espiritual?

Porque, às vezes, a dor nasce quando não estamos querendo viver a vida que Deus nos propõe e de nada valem sonhos, metas, mudança de mindset, foco ou qualquer outra técnica, se você não está no caminho de seu propósito mais profundo.

A dor nossa de cada dia existe. E existe para todos. Você não está sozinho nesta!

Portanto, Avante!

(via A vida que você quer)

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Ninguém quer sofrer. Isso vai contra nossa natureza, que busca a felicidade, a paz, o descanso, a alegria. Não há nada mais contrário ao nosso querer. Sofrer nos parece desnecessário, duro demais.

É nessas horas, quando nos faltam forças, que Deus nos sustenta. Isso vale especialmente quando Deus nos leva à escola do sofrimento. Para Paulo, é natural que nós, em nossa qualidade de membros de Cristo, sejamos associados à sua Paixão, e que o padecimento não só signifique colapso de forças humanas, senão também surgimento de forças divinas e abundante fecundidade da nossa vida e das nossas obras.

A escola do sofrimento. Deus o permite em nossa vida. Deus nos ama e, em seu amor, tolera que soframos.

O coração se rebela contra todo sofrimento. Não queremos padecer, não queremos sofrer a perda nem a dor. Queremos uma vida plena. Uma pessoa rezava assim a Jesus em sua dor:

“Conheço muito bem as perdas. Desde pequena tive de sofrê-las. As mais abruptas, as que me deixaram sem ar. Deus saberá explicar-me tudo no final do caminho. O tempo fará o resto, acalmará um pouco a ausência, curará um pedaço do meu coração ferido.

Enquanto isso, Tu me guias por este mundo com a tua luz, Senhor, que, da estrela mais brilhante, do mar mais profundo e dos cumes mais altos, me mostra que só se chega a Ti pela tua cruz.”

O caminho do sofrimento é o caminho da cruz. Não acho que Deus nos mande as cruzes. Mas a cruz vem ao nosso encontro sempre, porque somos limitados, porque o tempo desgasta tudo, porque a natureza nos fere.

Então chega a dor e o sofrimento. E Jesus está aí, na minha cruz. Muitas vezes não encontraremos o sentido. Na verdade, isso nem sempre será necessário. Só pedimos a Jesus que não solte nossa mão, que não nos deixe sozinhos na vida, sem sua companhia, sem sua força e estímulo. É disso que precisamos.

Falando da sua doença, a Dra. África Sendino comentou: “Se Deus me desse a oportunidade de voltar no tempo e me oferecesse a possibilidade de escolher entre as duas opções possíveis – saúde ou doença –, eu não poderia dizer ‘não’ ao que me aconteceu.

Porque Deus não nos oferece a doença como castigo, mas como caminho. Porque neste caminho estou aprendendo intensas lições.

Compreendo que a Providência divina não é uma simples abordagem, mas uma realidade cotidiana que me aguarda no rosto dos meus amigos. E presencio, como um espetáculo grandioso, até onde pode chegar a bondade dos que me cercam.”

Na dor, não somente nos encontramos com o rosto amigável e próximo de Deus, com sua mão que nos sustenta, mas também com o rosto de todos os que cuidam de nós, que velam por nós, que nos acompanham.

Por isso, queremos pedir a Deus essa liberdade interior diante da vida. Entregamos a Deus nossos medos confusos diante do futuro, o temor que nos invade ao pensar em tudo o que pode nos acontecer. Entregamos a Deus.

Trata-se de viver inscritos no coração de Jesus. Lá, pouco importa o que possa acontecer. Quando Ele segura nossa mão, todo medo desaparece.

Fonte: Aleteia.org

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