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Reflexão do Papa Francisco em sua homilia da missa em Santa Marta

A certeza da morte guiou a reflexão do Papa Francisco na missa celebrada esta manhã (01/02) na capela da Casa Santa.

A primeira leitura fala da morte do Rei Davi. Ele – o grande Rei – o homem que consolidou o próprio Reino também ele deve morrer, não é o dono do tempo.

“Nós não somos nem eternos nem efêmeros: somos homens e mulheres em caminho no tempo, tempo que começa e tempo que acaba”, disse o Papa. Diante desta constatação, Francisco propôs três ideias: a morte é um fato, uma herança e uma memória.

Fato

A morte é um fato. Nós podemos pensar tantas coisas, inclusive imaginar que somos eternos, mas o fato acontece. Cedo ou tarde, chega. É um fato que toca todos nós. Nós estamos em caminho e não ao léu ou homens e mulheres num labirinto.

Mas existe a tentação do momento que toma conta da vida e o leva a girar no momento deste labirinto egoísta do momento sem futuro, sempre ida e volta, ida e volta, não? E o caminho acaba na morte, todos sabemos disso. E por isso a Igreja sempre buscou refletir sobre este nosso fim: a morte.

Herança

“Eu não sou o dono do tempo”, “repetir isso ajuda”, aconselhou o Papa, “porque nos salva daquela ilusão do momento, de tomar a vida como um cadeia de aneis de momenos, que não tem sentido”. “Estou em caminho e devo olhar avante.” Segundo: a herança. Eu vou embora e deixo uma herança. Não a do dinheiro, das propriedades, das posses, mas a herança do testemunho. Davi, por exemplo, deixou a herança da conversão, de adorar Deus antes de si mesmo depois de uma vida de pecados.

Quando pensamos num morto, disse ainda o Papa, sempre pensamos numa pessoa santa. “Existem duas maneiras de canonizar as pessoas: na Praça S. Pedro e nos funerais, porque se torna sempre um santo e porque não representa mais uma ameaça para nós. Mas, ao invés, devemos nos perguntar:

Que herança eu deixarei como testemunho de vida? É uma bela pregunta a nos fazer. E assim nos preparar porque todos nós, nenhum de nós permanecerá “de relíquia”. Não, todos percorreremos este caminho.

Memória

Terceiro: a memória. A morte é memória, uma memória antecipada para refletir:

Mas quando eu morrer, o que eu gostaria de ter feito hoje nesta decisão que eu tenho que tomar hoje, no modo de viver de hoje? É uma memória antecipada que ilumina o momento do hoje. Iluminar com o fato da morte as decisões que eu tenho que tomar todos os dias.

Francisco concluiu convidando os fiéis a lerem o capítulo II do Primeiro Livro dos Reis. Ler e pensar: “eu estou em caminho, o fato – eu morrerei -, qual será a herança que deixarei e como é importante para mim a luz, a memória antecipada da morte, sobre as decisões que devo tomar hoje. Nos fará bem a todos”.

(Rádio Vaticano)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

O ator de ‘A Paixão de Cristo’ emocionou milhares de estudantes ao dar o testemunho de sua fé

Durante a divulgação de seu mais novo filme (sobre São Paulo), Jim Caviezel falou para milhares de estudantes em um evento em Chicago. Com um discurso sobre fé, ele deu seu testemunho de vida e emocionou os jovens.

Caviezel abriu o discurso falando do significado da expressão “Saulo grande, Paulo pequeno”. E mencionou o quanto é importante ser pequeno primeiro para depois se tornar grande. “Este é o caminho dos santos, esta foi a forma como Saulo virou São Paulo”.

O ator também compartilhou sua experiência de vida e disse que adotou a profissão depois de um chamado que recebeu do Senhor.

Mas nem tudo foram rosas. Ele lembrou que sua interpretação de Edmond, em O Conde de Monte Cristo – personagem que o lançou a Hollywood – não foi nada fácil. Com Edmond, Caviezel aprendeu que “Deus ama cada um de nós, até nos momentos mais difíceis”, mesmo que a gente não acredite nele.

Depois das filmagens de O Conde de Monte Cristo, Mel Gibson convidou Caviezel para fazer o papel de Jesus em seu filme A Paixão de Cristo. No encontro com os estudantes, o ator disse que, quando estava filmando na Cruz, percebeu que nossa redenção está no sofrimento e que cada um deve carregar sua própria cruz: “meninos, houve muito sofrimento antes da ressurreição, seus caminhos não serão diferentes. Por isso, abracem a cruz e elevem-se até suas metas… O mundo precisa de guerreiros como São Paulo e São Lucas, que arriscaram seus nomes e suas reputações para divulgar a fé e o amor por Jesus ao mundo”.

No fim da apresentação, ele citou o poderoso discurso sobre a liberdade, que aparece no premiado filme Coração Valente. Na fala, Caviezel convidou a todos para seguir a luta, tendo Jesus e o Espírito Santo como escudos contra o mal e o diabo.

O ator pediu bênçãos a todos e desejou reencontrar a plateia no céu.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Nossas brigas não acabaram, mas nossa casa se transformou em um lugar muito mais calmo

Imagine a cena: é tarde da noite e eu estou escrevendo um artigo, fazendo algumas compras online ou talvez cozinhando uma sopa para o outro dia. É muito tarde! Estou cansada e com raiva por não ter tido tempo de fazer todas as coisas que planejei durante o dia. Estou chateada e à procura de um culpado. E quem poderia ser mais culpado do que meu marido?

Ele está atrasado de novo

Afinal, se ele voltasse do trabalho em um horário decente, eu teria feito tudo. Mas, em vez do som da chave na porta, ouvi o alerta de uma mensagem de texto: “Chegarei em casa tarde esta noite, não me espere”. Como dono de sua própria empresa, ele não está vinculado ao horário padrão do escritório ou a um limite de horas por semana. Em vez de oito horas por dia, ele trabalha tanto quanto for necessário.

Então, quando eu ouço os passos dele no corredor e vejo a hora, eu começo uma briga feia ou pelo menos faço questão de recebê-lo com cara de ofendida. De cara, já vou soltando uma lista de queixas sobre ele, dizendo que ele não se importa com a própria saúde, que nunca tem tempo para a família nem pra mim. Na verdade, isso é exatamente o que eu costumava fazer. Até o dia em que as coisas mudaram.

A mudança

Um belo dia, num frenesi criativo, eu estava trabalhando numa surpresa fantástica (na minha opinião) para as crianças. Eu estava tão envolvida naquilo, que nem percebi o tempo passar. Por volta da uma hora da manhã, eu recebi com prazer o meu marido, estampando um sorriso radiante, tirando os olhos do meu trabalho.

Um olhar para ele foi o suficiente para chamar minha atenção, e até mesmo para abrandar ligeiramente meu humor incrível. Eu vi meu marido mudar completamente, e isso me chocou. Enquanto eu o observava, seus músculos relaxavam e sua expressão sombria foi substituída por um suspiro de alívio e palavras de gratidão.

Uma nova regra

Uau, o que tinha acontecido?

Meu marido estava me agradecendo por eu não cumprimentá-lo com comentários irritados – um sinal claro de que algo deveria mudar.

Aí eu decidi: a partir de hoje, nós nos cumprimentamos na porta e sempre com um sorriso. Eu já estava com vontade de mudar, já que era o início do Advento (do ano passado). Nós fizemos disso uma regra de casa: quando alguém volta para casa, é recebido por todos com abraços e beijos.

Pura diversão

O momento da volta para casa deve ser de pura alegria: a alegria de se ver e se juntar novamente. Quem volta recebe uma rápida explosão de informações – que você é amado, você é desejado e estamos felizes por você estar aqui. Para as crianças, não é nada novo. Se eles não estão dormindo, eles sempre correm com gritos entusiastas de “Papaaaai” e, dependendo da idade deles, eles saltam no pescoço ou se agarram às pernas do pai.

E meu marido e eu? Faz um ano que estabelecemos esta regra e eu admito que, às vezes, o sorriso acolhedor parece mais um sorriso forçado, mas continuamos fazendo isso. Estamos aderindo à nossa decisão, pois sabemos o quanto é boa.

Parece uma mudança tão pequena, mas é, realmente, uma grande coisa. Nós não paramos completamente de brigar, mas nossa casa se tornou um lugar diferente, mais calmo e protetor. Simplesmente, agora é um lugar para onde gostamos de voltar, porque sabemos que sempre somos bem-vindos. Consequentemente, voltamos mais felizes e, às vezes, até mais do que quando saímos.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Separar sua vida espiritual da sua vida profissional pode fazer você sentir como duas pessoas diferentes

Era Quarta-feira de Cinzas quando enfrentei o dilema. Eu queria receber as cinzas para marcar o início da Quaresma, mas simplesmente não poderia fazê-lo. Estava muito envergonhada.

O pensamento de aparecer para trabalhar com uma grande mancha preta na minha testa me fez suar frio. O que os colegas de trabalho achariam? Será que eles me perguntariam sobre isso? Será que as pessoas olhariam para mim nas reuniões? Será que elas pensariam que eu era muito devota?

Não me interpretem mal: não tenho vergonha da minha fé. Mas não quero ser o centro das atenções. Estou com medo de ofender alguém, ou deixar os colegas de trabalho desconfortáveis mostrando minha fé.

Então, eu não fiz. Não fui à igreja e não ouvi o padre dizer “pois tu és pó e ao pó tornarás” (Gn 3,19), enquanto passava cinzas na minha testa. Perdi um importante ritual da minha fé porque estava com medo.

Frequentemente luto com o quanto deixo minha fé aparecer no trabalho – ou se deveria deixá-la aparecer em tudo.

Tenho lidado com diferentes formas desta luta desde a infância – na escola ou em outros ambientes sociais. Cresci em uma Igreja Batista fundamentalista onde tinha que testemunhar e participar de visitas porta a porta. Parecia frio chamar os vizinhos para tentar convertê-los ao cristianismo – o pior pesadelo para um introvertido. Isso me traumatizou. Na escola eu pensava que era pecadora se não tentasse abertamente convencer meus amigos agnósticos a mudarem para a equipe cristã. Lembro-me desajeitadamente convidando uma amiga para ir à igreja comigo. Poderia dizer que ela não queria ir – mas se sentiu obrigada. Essas experiências me deixaram com uma forma de TEPT (transtorno de estresse pós-traumático) de evangelismo. Eu tremo ao pensar em forçar minha fé sobre alguém. Não admira que hesite em expor muito de minhas crenças no trabalho.

Ao mesmo tempo, também não quero sentir como se estivesse vivendo duas vidas: minha vida “profissional” e minha “outra” vida. Quero integrar minha vida. Então, qual é a resposta? Como posso ter a integridade – não ter que esconder partes de mim – quando se trata de fé e trabalho? E o que dizer de ser luz e sal? Sabendo que este estado de conflito do ser afeta muitas pessoas, decidi procurar respostas de estudiosos espirituais.

“Alguns dos antigos métodos de compartilhamento evangélico são imprudentes, se não forem abruptamente antiético”, diz Bill Peel, diretor do Center for Faith at Work at LeTourneau University, e autor do Workplace Grace: Becoming a Spiritual Influence at Work. Ele escreve que um bom modelo de evangelização no trabalho deve respeitar a integridade e a vulnerabilidade do descrente, ao mesmo que respeita o profissionalismo do local.

Na verdade, se um empregado tenta demasiadamente converter os colegas de trabalho, pode ir contra a lei. A mesma lei federal americana que proíbe os empregadores de discriminação contra funcionários com base em sexo, cor, nacionalidade e religião, exige que o empregador mantenha um ambiente de trabalho livre de assédio.

Assim, os gestores de RH têm que encontrar um equilíbrio delicado quando se trata de lidar com a evangelização no trabalho. Eles têm de permitir que os funcionários tenham liberdade religiosa, mas também têm de proteger os trabalhadores contra pressões.

Courtney Leyes escreve em HR Professionals Magazine que “é obrigação do empregador tomar medidas razoáveis para manter um ambiente de trabalho livre de assédio. Se houver queixa de conduta, o proselitismo é indesejável”, o profissional de RH não necessariamente deve permitir o proselitismo à custa de outros colaboradores.

Em seu artigo 10 Reasons it’s Wrong to Evangelize in the Workplace, John Shore diz: “a menos que parte da descrição do seu trabalho diga, ‘evangelizar seus colegas de trabalho’, você está efetivamente roubando de seu empregador quando gasta o tempo na empresa fazendo isso. Pior, você está deixando o seu empregador vulnerável a todos os tipos de problemas que ele não quer. Como um especialista em Recursos Humanos sucintamente coloca: ‘a religião, como a política, é um tema no ambiente de trabalho que gera tempestade’”.


Atração, não promoção

Então, ao invés de forçar a minha fé sobre meus colegas de trabalho, ou ir para o outro extremo e trancar minha fé por completo, no trabalho costumo aderir à ideia da “atração, não promoção”. Eu gosto do que São Francisco dizia: “pregue o Evangelho o tempo todo. Se necessário, use palavras”.

O escritor Bill Peel escreve: “devemos, primeiramente, fazer bem o nosso trabalho. Temos de fazer o nosso trabalho com integridade. E devemos mostrar às pessoas que nós nos importamos”.

Isso soa como um bom conselho para mim.

Ao contrário da visitação de porta em porta, que fui forçada a fazer quando criança, agora expresso minha fé mais silenciosamente. Eu tento fazer bem o meu trabalho e cuido daqueles com quem trabalho. Uso um crucifixo que me faz lembrar que sou filha amada de Deus. Posto coisas na minha página do Facebook sobre ir à missa, ou adiciono um link para um artigo ou livro que tem temas espirituais. Escrevi um livro sobre a grandiosidade de Deus e convidei alguns dos meus colegas de trabalho à minha festa de lançamento do livro. Ficaria surpresa se alguém no trabalho não soubesse que minha fé era importante para mim.

Tento encontrar “Deus” nos momentos ao longo do dia. Os exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola lembram-me de encontrar Deus em todas as coisas. Como o momento em que um amigo no trabalho me procurou para tomar um café e falar sobre o significado da vida. Ou quando um colega de trabalho me procurou para confessar sua depressão – e me perguntou como a minha fé me dava esperança. E ainda outra vez que uma amiga estava chorando no banheiro porque o namorado tinha acabado de terminar com ela. Espero que tenha sido capaz de mostrar o amor de Cristo a todos esses colegas de trabalho.

Vamos encarar – o local de trabalho pode ser brutal. É muitas vezes um mundo cão, e os valores daqueles que o cercam podem não corresponder aos seus. Somos chamados a ser luz e a brilhar intensamente. Mas há muitas maneiras de fazer isso. E quando não sei como, recordo do crucifixo ao redor do meu pescoço e rezo para que Deus me mostre o caminho.

Karen Beattie é autora do Rock-Bottom Blessings: Discovering God’s Abundance When All Seems Lost. Seus artigos de revistas e ensaios foram publicados em America, Christianity Today e Power of Moms. Ela vive no lado norte de Chicago com o marido, a filha de 5 anos e um gato idoso.

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“Honraremos aqueles que foram morar com Deus”, completa o jogador que sobreviveu à tragédia da Chapecoense

O jogador Alan Ruschel, da Chapecoense, sobrevivente da tragédia com o voo da LaMia na Colômbia, deu mostras da sua fé e gratidão pelo milagre da vida e da recuperação ao postar a seguinte mensagem na rede social Instagram:

Os planos de Deus são maiores que os meus, tão grande que eu não posso imaginar?? Obrigado a todos pelo carinho,pela força, pelas orações e pensamentos positivos. Seguimos na luta e honraremos aqueles que foram morar com Deus. Pai, peço que ampare seus familiares e que os conforte!! Deus, obrigado pela misericórdia deste milagre, o Senhor é maravilhoso. OBRIGADO! ????

ALIANÇA

O lateral esquerdo da Chapecoense comoveu o mundo quando chegou em estado de choque ao hospital, na Colômbia, mas não parou de perguntar por sua família. Ele fez um pedido arrepiante à equipe médica:Guardem a minha aliança“!

SALVO POR UMA CRIANÇA

O resgate de Alan Ruschel também chamou a atenção do planeta por causa da surpreendente ajuda de um adolescente desconhecido, que, no caos daquela noite chuvosa, guiou os bombeiros até o local da tragédia.

FONTE: ALETEIA BRASIL

A fé que professamos faz parte de quem somos e não pode ficar escondida

Será que alguma vez nós paramos para pensar em quantas vezes por dia o nosso pensamento e as nossas ações como católicos são influenciados pela preocupação equivocada com o que os outros acham de nós?

Durante o dia, quantas vezes perdemos oportunidades de defender a Cristo ou de partilhar a nossa fé? Por exemplo, na conversa que evitamos com um colega de trabalho que está perturbado… Na nossa recusa a fazer publicamente o sinal da cruz e a rezar antes das nossas refeições… Na nossa relutância em contestar alguém que está atacando a Igreja…

E quanto àquela pessoa que guarda uma silenciosa curiosidade sobre a fé católica e só está esperando um convite para assistir à missa conosco? Será que paramos para pensar que o empurrãozinho que falta para ela se aproximar de Deus poderia depender apenas do nosso exemplo de fé praticada?

Muitas vezes, uma preocupação inoportuna com as possíveis opiniões negativas dos outros nos impede de abraçar as nossas responsabilidades de fé. No entanto, é claro como a luz do dia que Jesus espera que nós compartilhemos abertamente a nossa fé e o reconheçamos diante dos outros: “Todo aquele que me confessar diante dos outros, eu o confessarei diante do meu Pai que está no céu. Mas todo aquele que me negar diante dos homens, eu o negarei diante do meu Pai que está no céu” (Mt 10, 32-33).

De Jesus, aprendemos que ser católicos corajosos e fiéis no ambiente de trabalho e em público não é algo a esconder ou de que se envergonhar. Cristo é o nosso maior exemplo de pessoa que não se deixa levar pela opinião dos outros. Ele sempre ensinou a verdade, independentemente de quem o ouvia ou de onde Ele estava.

Seus próprios inimigos reconheceram este aspecto do testemunho de Cristo: “Mestre, sabemos que és um homem sincero e que ensinas o caminho de Deus de acordo com a verdade. E não te preocupas com a opinião de ninguém, porque não levas em consideração a condição das pessoas” (Mt 22,16).

O escritor de espiritualidade Francis Fernandez, em seu livro “Conversando com Deus”, faz a seguinte observação sobre a corajosa partilha da verdade: “Cristo pede que os Seus discípulos o imitem nesta prática. Os cristãos devem promover e defender o seu bem merecido prestígio profissional, moral e social, uma vez que ele pertence à essência da dignidade humana. Esse prestígio também é um componente importante do nosso apostolado pessoal. No entanto, não devemos nos esquecer de que a nossa conduta enfrentará a barreira daqueles que se opõem abertamente à moral cristã e daqueles que praticam uma versão diluída de sua fé. É possível que o Senhor nos peça o sacrifício do nosso bom nome e até mesmo da nossa vida. Com a ajuda de Sua graça, lutaremos para fazer a Sua vontade. Tudo o que temos pertence ao Senhor”.

Fernandez prossegue dizendo que, em situações difíceis, não devemos ceder à tentação do caminho mais fácil, pois ele pode nos levar para longe de Deus. O que devemos fazer é tomar a decisão que fortalece a nossa fé. O nosso jeito de agir nas situações difíceis (assim como em qualquer momento ao longo de cada dia) reflete o tipo de cristãos que somos de verdade. Não tomar partido por Cristo, não partilhar abertamente as nossas crenças verdadeiras, pode ser um dos maiores obstáculos para crescermos na fé (e também para o crescimento de quem está ao nosso redor e vê o nosso exemplo).

É bem provável que você se preocupe com o que os outros pensam, já que esta parece ser uma tendência natural do ser humano. Todos nós queremos ser amados, respeitados e incluídos. O fato é que não podemos separar o nosso ser espiritual do nosso ser físico.

A fé que professamos faz parte de quem somos e não pode ser escondida. Um dos erros mais graves do nosso tempo é a dicotomia entre a fé que muitos professam e a prática da sua vida diária. O cristão que dribla os seus deveres para com o próximo negligencia o próprio Deus e põe em perigo a sua salvação eterna (cf. Gaudium et Spes).

Quanto mais formos capazes de professar a nossa fé, mais fácil será praticar as ações da fé. Por isso, proponho cinco pensamentos sobre como superar o medo do que os outros pensam de nós, a fim de sermos mais corajosos e transmitirmos um bom exemplo da nossa fé católica:

1. Atrava-se a pedir: “Mostre-me o manual”.
Já ouvi muitas pessoas dizerem que a manifestação da nossa fé católica no local de trabalho pode ir “contra as políticas da empresa”. Você realmente chegou a ver alguma regra escrita proibindo fazer o sinal da cruz, rezar antes das refeições em silêncio e no seu próprio lugar ou ir à missa no horário de almoço? Será que grande parte dos nossos medos não se baseia na falsa impressão de uma possível perseguição, em vez de se basear na realidade? Por que não exercemos o nosso direito de viver a nossa vida de acordo com a nossa fé? Se fizermos isso, de maneira respeitosa e sensata, não vamos apenas achar o trabalho mais agradável, como também podemos inspirar os outros a fazer o mesmo.

2. Dê testemunho com o seu exemplo pessoal e transmita a luz de Cristo aos outros.
Pense na sua própria jornada de fé, no caminho que você trilhou até chegar aqui, em como você vive a fé no dia-a-dia, na importância que a fé tem na sua vida quando você se dirige ao trabalho. Pense no exemplo que podemos dar aos outros e na alegria inspirada por Cristo que podemos irradiar ao nosso redor. Deixe os outros verem Jesus agindo em você: este é um testemunho poderoso, que vai atrair aqueles que desejam a mesma graça que nós recebemos em nossa vida. Estamos sempre sendo observados por alguém. Será que as nossas ações vão inspirá-los ou decepcioná-los? “Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo. Uma cidade situada sobre uma montanha não pode ficar escondida. Brilhe assim, igualmente, a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai celeste” (Mt 5, 13-14;16). Vamos pensar sobre as nossas ações e em como elas podem inspirar os outros a viver com tanta fé quanto nós tentamos viver. Mas com cuidado: não queremos que as nossas ações sejam egoístas. Amemos do jeito que Jesus nos ensina; assim, os outros vão seguir este exemplo.

3. Compartilhe um pouco de você mesmo.
A transparência convida à transparência. Não podemos esperar que alguém se abra para nós se não estivermos dispostos a fazer o mesmo. A nossa jornada de fé é uma bênção para ser compartilhada. O testemunho que damos pode ter uma profunda influência nas pessoas. “Estai sempre prontos a responder a todo aquele que vos pedir a razão da vossa esperança, mas fazei-o com mansidão e respeito, mantendo a vossa consciência limpa, de modo que, quando fordes difamados, aqueles que difamam a vossa boa conduta em Cristo possam envergonhar-se” (cf. 1 Pd 3, 15-16). Podemos ficar ansiosos para partilhar a nossa fé com os outros, mas devemos fazê-lo com suavidade e com amor gentil.

4. Decida: ou a eternidade com Deus ou o aplauso fugaz dos outros agora.
O céu é o nosso destino final, e não a terra. Será que aqueles que nos criticam vão nos ajudar a chegar ao céu? Será que eles vão nos estender a mão nas horas difíceis? Ou é mais provável que eles nos puxem para uma vida laica sem muito espaço para Deus e na qual o materialismo e a “popularidade” são os deuses de todos os dias? Francis Fernandez escreveu que superar o “medo do que vão dizer” faz parte da virtude da fortaleza. Entre os desafios do cristão, ele cita os de suportar fofocas e calúnias, zombaria, discriminação no trabalho, perda de oportunidades econômicas e de amizades superficiais. Nestas circunstâncias desconfortáveis, pode ser tentador tomar o caminho mais fácil e ceder. Assim, evitaríamos a rejeição, a incompreensão e o ridículo. Podemos ficar preocupados com a ideia de perder os amigos, de que as pessoas nos “fechem as portas”. Essa tentação nos leva a esconder a nossa verdadeira identidade e a abandonar o nosso compromisso de viver como discípulos de Cristo. Fazer o que é certo nem sempre é fácil, mas, no longo prazo, é com certeza o mais benéfico. Por que não escolher o céu?

5. Seja coerente e viva uma vida católica coesa.
A nossa fé vai conosco para o trabalho, para os encontros com os amigos, para os jogos de futebol? Ou será que só praticamos a fé católica na missa de domingo? É fácil se sujeitar às expectativas laicas, mas é difícil demonstrar em público o nosso amor por Jesus, viver as bem-aventuranças, evangelizar e levar uma vida plenamente integrada, coesa.

Eu sempre achei inspiração sobre este assunto na sabedoria da exortação apostólica “Christifideles Laici”, do papa João Paulo II: “O objetivo fundamental da formação dos fiéis leigos é a descoberta cada vez mais clara da própria vocação e a disponibilidade cada vez maior para vivê-la de forma a cumprir a sua missão. Os fiéis leigos são chamados por Deus para que, liderados pelo espírito do Evangelho, possam contribuir a fim de santificar o mundo a partir de dentro, como o fermento, no cumprimento das suas próprias tarefas específicas. Assim, em particular neste modo de vida resplandecente de fé, esperança e caridade, eles podem manifestar Cristo aos outros”.

Nós não vamos conseguir fazer isto sozinhos e, portanto, precisamos pedir a orientação do Espírito Santo. Vai ser difícil muitas vezes e vai exigir sacrifício, mas viver no amor de Deus todos os minutos de cada dia é muito mais gratificante do que receber a instável aprovação dos outros.

E se é difícil, quer dizer que é necessário sacrifício da nossa parte. O sacrifício consiste simplesmente em amar a Cristo mais do que amamos as opiniões das pessoas que nos rodeiam.

Rezemos uns pelos outros e continuemos pedindo que Jesus nos dê a força e o discernimento para conhecermos e seguirmos a Sua vontade.

Será que amanhã vamos ter a coragem de ser luz de Cristo para as pessoas que vivem ao nosso redor?

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…E a resposta dela a esse jornalista iluminou milhões de vidas

Em 1979, a Madre Teresa de Calcutá foi a Oslo, Noruega, para receber o Prêmio Nobel da Paz. Recebeu-o com a coroa do Santo Rosário apertada nas mãos – e ninguém, nem mesmo em uma terra estritamente luterana, ousou censurar o seu carinho por Nossa Senhora.

Na volta de Oslo, a Madre Teresa passou por Roma, onde vários jornalistas lotaram o pátio exterior da casa humilde das Missionárias da Caridade e foram acolhidos por ela como filhos. A madre, aliás, colocou na mão de cada um deles uma pequena medalha da Imaculada Conceição.

Foi aí que um dos jornalistas fez uma pergunta um tanto provocadora:

– Madre, a senhora tem setenta anos. Quando morrer, o mundo será como antes. O que mudou depois de tanto esforço?

A Madre Teresa poderia ter reagido com um pouco de santa indignação, mas, em vez disto, sorriu luminosamente como se lhe tivessem dado um beijo carinhoso. E respondeu:

– Veja, eu nunca pensei que poderia mudar o mundo! Eu só tentei ser uma gota de água limpa em que pudesse brilhar o amor de Deus. Você acha pouco?.

O repórter não conseguiu responder. Ao redor da madre, tinha-se criado o silêncio da escuta e da emoção. A Madre Teresa retomou a palavra e pediu ao repórter:

– Tente ser você também uma gota limpa e, assim, seremos dois. Você é casado?

– Sim, madre.

– Peça também à sua esposa, e assim seremos três. Tem filhos?

– Três filhos, madre.

– Peça também aos seus filhos e assim seremos seis.

Fonte: ALETEIA TEAM

Deus é a bússola da vida de Fernando Santos, o comandante da maior vitória do futebol português

Ele é o homem concreto, dedicado, acostumado a não ganhar nada de ninguém, nem no campo, nem na vida. Ele é o católico da missa de domingo, e de todo domingo, de manhã. Ele é o marido que ama Guilhermina, sua única esposa. Ele é o pai carinhoso de Cátia e Pedro. Ele é o amigo que gosta de pescar e de jogar futebol, uma paixão que, no entanto, “não conta nada quando comparada aos verdadeiros valores da vida, como a paternidade e a amizade. Nada, zero” (cf. Il Fatto Quotidiano, 9 de julho de 2016).

O FUTEBOL NUNCA VEM EM PRIMEIRO LUGAR

Dizem dele que é um homem tranquilo, que considera o futebol um jogo simples – como todas as pessoas práticas. Para ele, é algo natural, talvez porque nunca tenha colocado a bola em primeiro lugar – nem mesmo quando jogava: foi um fiel defensor do Benfica, mas sempre compartilhando esse papel com a dedicação à faculdade de engenharia. Não por acaso, as suas primeiras palavras depois da final histórica deste domingo foram para a esposa, para os filhos e para Deus (cf. La Repubblica, 11 de julho de 2016).

CATÓLICO DE MISSA E BÍBLIA

Fernando Santos não podia deixar de dedicar a histórica vitória à família – especialmente a seu pai, “que está festejando com Deus” (cf. tsf.pt, 8 de julho de 2016).

Para ele, “ser católico é um compromisso sério”. Como explicou na série de encontros sobre Deus organizados pela comunidade Capela do Rato, em Lisboa, a oração é a primeira coisa que faz quando acorda. Logo em seguida vem a leitura de alguns trechos da Bíblia, proclamados na missa do dia; missa da qual ele tenta participar tanto em Portugal quanto no exterior: aos domingos, não falta nunca.

Sua juventude, diz ele, não foi “muito de acordo” com Nosso Senhor: sua relação com a fé era superficial, de ouvir e depois afastar-se, embora nunca negligenciasse a oração que fazia antes de dormir.

Veio depois o casamento na igreja, o batismo dos filhos, mas ele ainda não se sentia muito próximo de Deus.

A mudança veio quando acompanhou de perto a preparação da filha para o sacramento da confirmação.
Naquele período, conta Santos, “compreendi que Cristo está vivo em cada um de nós”. Foi quando ele começou a ler a Bíblia. Foi quando a sua vida chegou ao ponto da virada.

O “ALGO MAIS” DO PAPA FRANCISCO

Fernando Santos conta que tem um grande apreço pelos papas São João Paulo II e Bento XVI, mas considera que Francisco “traz algo de grandioso” ao mundo atual: para ele, muitos católicos “precisavam de uma pessoa com a experiência de Francisco” (cf.snpcultura.org, 5 de dezembro de 2015).

Esta é uma faceta pouco midiática, mas muito genuína e profunda, do homem que, neste domingo, fez história ao levar a seleção portuguesa de futebol ao seu maior título em todos os tempos. Uma vitória que ele faz questão de dedicar, acima de tudo, a Deus e à família.

“É bom pedir ao Espírito Santo que venha ao nosso coração para dar testemunho de Jesus”

O Papa Francisco começou a semana celebrando a Missa na capela de sua residência, a Casa Santa Marta. Próximos da celebração de Pentecostes, as leituras falam sempre mais do Espírito Santo. De fato, os Atos dos Apóstolos referem que o Senhor abriu o coração de uma mulher de nome Lídia, uma comerciante de púrpura que na cidade de Tiatira ouvia as palavras de Paulo.

“Esta mulher sentiu algo dentro de si, que a levou a dizer: ‘Isso é verdade! Eu estou de acordo com aquilo que este homem diz, este homem que testemunha Jesus Cristo. O que ele diz é verdade!’. Mas quem tocou o coração desta mulher? Quem lhe disse: ‘Ouça, porque é verdade’? Foi precisamente o Espírito Santo que fez com que esta mulher sentisse que Jesus era o Senhor; fez com que sentisse que a salvação estava nas palavras de Paulo; fez com que esta mulher ouvisse um testemunho. O Espírito dá testemunho de Jesus. E todas as vezes que nós sentimos no coração algo que nos aproxima de Jesus, é o Espírito que trabalha dentro de nós”, refletiu Francisco.

Perseguição

O Evangelho fala de um testemunho duplo: o Espírito que testemunha Jesus e o nosso testemunho. Nós somos testemunhas do Senhor com a força do Espírito. Jesus convida os discípulos a não se escandalizarem, porque o testemunho carrega consigo as perseguições. Das “pequenas perseguições das fofocas”, das críticas, àquelas grandes perseguições, de que “a história da Igreja está repleta, que leva os cristãos à prisão e os leva até mesmo a dar a vida”:

“É o preço do testemunho cristão, disse Jesus. ‘Expulsarão vocês das sinagogas e chegará a hora em que alguém, ao matar vocês, pensará que está oferecendo um sacrifício a Deus’. O cristão, com a força do Espírito, testemunha que o Senhor vive, que o Senhor ressuscitou, que o Senhor está entre nós, que o Senhor celebra conosco sua morte e ressurreição, toda vez que nos dirigimos ao altar. O cristão dá também testemunho, ajudado pelo Espírito, em sua vida cotidiana, com o seu modo de agir, mas muitas vezes este testemunho provoca ataques, provoca perseguições.”

“O Espírito Santo que nos fez conhecer Jesus”, concluiu o Papa, “é o mesmo que nos impele a torná-lo conhecido, não tanto com palavras, mas com o testemunho de vida”:

“É bom pedir ao Espírito Santo que venha ao nosso coração para dar testemunho de Jesus; dizer-lhe: Senhor, que eu não me distancie de Jesus. Ensina-me o que Jesus ensinou. Faz-me lembrar o que Jesus disse e fez, e ajuda-me a testemunhar estas coisas. Que a mundanidade, as coisas fáceis, as coisas que vem do pai da mentira, do príncipe deste mundo, o pecado, não me distanciem do testemunho”.

Fonte: Rádio Vaticano

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