Tags Posts tagged with "valores"

valores

0 48

A autossatisfação não é a mesma coisa que o autocuidado, a verdadeira chave da felicidade e da saúde

 

Às vezes, quando a vida é realmente esmagadora, eu decido que preciso de uma noite de folga. Ao invés de limpar a cozinha, tomar banho e ir para a cama depois que as crianças estão dormindo, eu pego um pouco de vinho e chocolate e assisto meus programas de TV favoritos.

Eu fiz isso ontem à noite. Foi glorioso… ontem à noite. Esta manhã, estou cansada por ficar acordada até mais tarde e estou preguiçosa por causa do vinho e do açúcar. Não me sinto terrível, mas não me sinto bem. Na verdade, eu sinto que preciso de uma noite de folga.

Irônico, certo? Mas muitos de nós fazemos isso. Nós tendemos a equiparar a satisfação com o autocuidado, mas, como este artigo no Thought Catalogexplica com eloquência, os dois são muito diferentes.

Se você tiver que se preocupar regularmente com consumir autocuidado, é porque você está desconectado do autocuidado real, o que tem muito pouco a ver com “tratar a si mesmo” e fazer escolhas para seu bem-estar em longo prazo.

Já não usa sua vida agitada e irracional como justificativa para autossabotagem sob a forma de procrastinação. Está aprendendo a parar de tentar “consertar você mesmo” e começar a tentar cuidar de si mesmo… e talvez descobrir que cuidar amorosamente lida com muitos dos problemas que você estava tentando corrigir em primeiro lugar.

Eu sou mãe, então eu sei que o que meus filhos precisam para serem saudáveis e felizes é uma rotina confiável, boa comida e expectativas claras. Eles precisam estar na cama até às 20 horas para se levantarem às 06 horas para a escola. Eles precisam de refeições saudáveis ​​e equilibradas para manter seus corpos saudáveis. Eles precisam saber que quando eles chegam em casa, eles precisam mudar suas roupas, almoçar e fazer a lição de casa antes de ir brincar.

Às vezes, nos fins de semana, eu permito que eles fiquem acordados até tarde para assistir a um filme e comer sorvete. É divertido, mas demora um dia inteiro para se recuperarem disso. Eles ficam inevitavelmente mal-humorados no dia seguinte, e as pequenas coisas se transformam em grandes argumentos com lágrimas. Então, embora a autossatisfação pareça legal naquele momento, eles realmente gostam mais da vida quando estão sendo cuidados de forma adequada e consistente.

Eu sei disso sobre meus filhos. Eu sabia disso desde que eram bebês. Mas levou anos para eu perceber o mesmo sobre mim. Os períodos mais miseráveis ​​da minha vida também foram os períodos de maior satisfação. Assistir Netflix por um longo período de tempo me faz sentir descansada e atualizada, mas me exercitar e ir dormir cedo também faz eu me sentir bem. Comer pizza congelada para não precisar cozinhar pode me deixar com menos louça suja e mais tempo, mas também me deixa com indigestão.

É muito ruim que o autocuidado se torne sinônimo de satisfação, mas é importante reconhecer que realmente cuidar de si mesmo raramente inclui satisfação. Isso inclui dar a você mesmo o que você precisa para que você possa viver a vida do jeito que você quiser – feliz e saudável.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Um companheiro ideal, importante ou essencial?

Antes de me casar, eu idealizava muito sobre como me preparar para encontrar um namorado, companheiro. O tempo passou, casei-me há mais de cinco anos e, hoje, sugiro que falemos sobre como escolher seu marido. (Ou sua esposa, ou seja, meninos, podem continuar a leitura).

“Quem muito escolhe é escolhido.” Quem nunca ouviu essa frase?

É um tal de as pessoas apontarem quem está solteiro e ficarem fofocando sobre a vida afetiva, maldizerem com frases como essa acima ou o famoso: “Ficou pra titia”. Não é por isso, no entanto, que vamos nos jogar num relacionamento sem futuro, com uma pessoa que não corresponda às nossas expectativas. “Antes só do que mal acompanhado é um ditado muito verdadeiro!”

Precisamos equilibrar o que consideramos ideal, necessário, importante e essencial, pois há coisas das quais não podemos abrir mão, outras são supérfluas e podem ser contornadas e toleradas em um relacionamento. Exemplifico:

O ideal

Depende daquilo que você sonha, e tem relação com o mundo das ideias e com o que é construído socialmente. Aspectos físicos, como olhos claros, amendoados, nariz empinado, cabelos negros, barriga tanque. Isso pode ser o seu ideal de esposo (a), mas eu o desafio a perguntar para quem é casado se isso, realmente, é fundamental. Na prática, o aspecto físico da pessoa que você escolherá para a vida pode ser completamente diferente, pois isso não é a base do casamento, então, não tem problema se não acontecer. Se vier é lucro, caso contrário, não fará falta.

O importante

Finanças em dia. Não dá para se comprometer, para toda a vida, com uma pessoa que está sempre cheia de dívidas por ser consumista demais, que se descontrola nas compras, vive mantendo um padrão de vida que aperta demais as contas.

Isso não significa que você deve se casar com uma pessoa rica, com herança, nada disso! Mas buscar alguém que goste de trabalhar, que não tenha preguiça de acordar, diariamente, e buscar o seu melhor, alguém que tenha planos de crescimento, que espere crescer com você, que não fique só dependendo dos pais ou do cheque especial.

Vocês vão constituir uma casa, com suas próprias contas, e precisam entrar juntos nessa empreitada. Esse conselho aprendi com a minha mãe, e hoje dou graças a Deus por ter ao meu lado um homem que trabalha muito, assim como eu, e, consequentemente, nos permitimos ter uma vida confortável, sem dívidas impagáveis, pois sabemos exatamente onde e como podemos gastar.

O essencial

Case-se com alguém que você gosta de conversar. Tudo passa, mas o diálogo é a base de qualquer relacionamento. Pessoas com as quais se consegue desenvolver conversas inteligentes estão mesmo escassas, mas, sim, elas existem. Gente que fale mais do que um post nas redes sociais, que possibilite desenvolver um raciocínio acima de 140 caracteres, coerente, e que, além de ser bom de papo, escute você.

Uma pessoa que esteja disposto a compartilhar a vida com você, que vai saber construir, juntos, as empreitadas, por mais desafiadoras que elas pareçam. Ele não vai limitar você; ao contrário, vai ampliar seus horizontes de carreira e estudos, e no lar, se ambos assim o quiserem. Ele respeita suas opiniões e entende que não terá a última palavra em tudo, bem como vocês não precisarão concordar em tudo. Na tomada de decisão, alguém terá que ceder, às vezes ele, às vezes você.

O cara é maduro para perceber que se você precisa estar longe dele após o casamento, por um dia, uma semana, um mês ou semanas ou meses (sim, isso infelizmente pode acontecer e ser bem administrável por um tempo), o mundo não acaba por isso, o afeto diminui nem o casamento é menos válido, ou vocês são menos família que quem acorda e vai dormir todo dia junto. Digo isso, pois, não raro, existem viagens de trabalho, problemas a serem resolvidos fora da cidade, e isso não significa que o casamento acabou – não para um homem maduro, que entende que a esposa é tão livre quanto ele.

Ele entende que você, agora, é a nova família dele, sem se esquecer de reservar espaço na agenda para os pais e por quem foi responsável pela criação dele. Esse cara tem outra característica essencial: não disputa a sua atenção. Sabe que, algumas vezes, o seu foco estará em outra situação, mas está certo de que o coração sempre está no lar do casal.

Reflita

Eu testemunho que já namorei muitos caras ideias, padrão-novela (como uma amiga baiana costumava dizer), mas em nenhum deles encontrava o importante e o essencial, só o ideal. Quando amadureci afetivamente, percebi que os padrões ideias divulgados pela modinha não trariam uma base sólida para o relacionamento, apenas algo momentâneo.

Você já refletiu sobre o que é ideal, importante e essencial na sua busca por alguém para amar?

No próximo texto, vamos continuar falando sobre os valores importante e essenciais para um relacionamento.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

Não se trata de ensinar-lhes a apreciar coisas, mas a compreender a conexão entre felicidade e amor

A gratidão é expressa através de um simples gesto ou palavra. Mostra nossa apreciação e amor pelos outros. Sem gratidão somos incapazes de reconhecer quão ricamente abençoados somos e, portanto, nos tornamos terrivelmente insatisfeitos e infelizes. Essencialmente, a gratidão é uma forma de amor. O filósofo romano Cícero disse: “A gratidão não é somente a maior das virtudes; é também mãe de todas as outras”.

Como mãe, o que mais desejo para os meus filhos é a felicidade. No entanto, rezo pelo tipo de felicidade que não vem apenas do sucesso ou das riquezas mundanas. Rezo por uma felicidade que vem de saber que eles são amados e que são abençoados por isso. Com este desejo, vem a tarefa de ensinar-lhes como alcançar essa felicidade, e isso só é alcançado através da gratidão. Aqui estão seis dicas simples que você pode começar a usar hoje para garantir aos seus filhos uma vida de felicidade enquanto contam suas bênçãos:

  1. Nunca desista de lembrar seus filhos de dizer por favor e obrigado

Isso pode ser simples. Não sei quantas vezes por dia lembro aos meus pequeninos: “Como você pede algo? O que você diz quando você recebe alguma coisa?”. Pode certamente ser tedioso. Mas a gratidão é como um músculo. Você deve exercitar para que ele possa se tornar mais forte. Lembre-os de dizer “por favor” e “obrigado” nos cenários não tão óbvios e logo se tornará uma disposição que eles trarão à vida todos os dias. Não se trata apenas de ser educado, é realmente apreciar os outros e quem eles são. Eu lembro os meus filhos de agradecer a sua professora quando eles saem da escola, o carteiro, homem que retira o lixo. Se você lembrá-los pelas pequenas coisas, eles vão se lembrar de coisas maiores.

  1. Ajude-os a selecionar seus brinquedos e peça-lhes que escolham alguns para doar aos necessitados

No começo, estava um pouco relutante com essa ideia. Tinha medo de que não cooperassem; afinal, estamos falando sobre dois meninos pequenos e seus brinquedos! É desnecessário dizer que eu fiquei agradavelmente surpreendida. Meus dois filhos fizeram com entusiasmo. Houve algumas discussões sobre este carro de brinquedo e este dinossauro, mas, no final, eles escolheram livremente alguns bons brinquedos para serem distribuídos.

Aproveitei esta oportunidade para explicar o quão abençoado foram e como os outros não são tão afortunados. Se você quiser dar um passo adiante, se possível, leve-os com você para o lugar onde irá doar os brinquedos. Permitir que as crianças sigam uma tarefa do começo ao fim não só lhes dá satisfação, mas a torna memorável. Eles podem muito bem pedir para fazê-lo novamente.

  1. Reze em voz alta e agradeça a Deus por suas bênçãos e depois peça-lhes que façam o mesmo

Esteja preparado para ouvir seus pequenos recitarem todos os tipos coisas para as quais eles são gratos, como seu brinquedo tigre de borracha, a girafa e assim por diante. Isso requer muita paciência e perseverança. No entanto, é uma ótima maneira de ensinar as crianças a agradecer por tudo.Rezar alto tem um grande impacto em toda a família. Cada membro pode ouvir que eles são uma benção para os outros. À medida que envelhecem, eles esquecerão sua zebra de brinquedo e nomearão todos e cada um dos membros da família e amigos. Sim, a gratidão também pode ajudá-lo a desenvolver a virtude da paciência.

  1. Deixe-os ficar entediados!

Eu sei. Este é, de longe, o mais assustador. Vivemos numa época em que tudo está agendado e cronometrado. Quem tem tempo para o tédio? O tédio é mal visto; se você está entediado, você não está sendo produtivo. Mas as crianças precisam de tédio. Elas precisam experimentar a frustração desse sentimento para que elas possam apreciar o momento presente. É nesses momentos de absoluto tédio que a criatividade das crianças é desencadeada; a sua imaginação ganha vida. Qual a melhor forma de agradecer as pequenas coisas da vida, como os insetos nas pedras, os girinos, tortas de lama e fingir ser animais selvagens em uma selva? O tédio leva à beleza do agora e a todos os graus variados de gratidão.

  1. Atrase as gratificações

Só podemos agradecer o que temos agora. Não há melhor maneira de ajudar as crianças a descobrir o que elas têm agora do que atrasar a gratificação. Atualmente, temos acesso fácil a praticamente qualquer coisa. Nós sabemos disso, nossos filhos sabem disso, e nossa cultura garante que saibamos disso. Ser apreciativo pelo que mantem a tentação do egoísmo e da ganância. Não permitir que nossos filhos sempre tenham o que querem, quando quiserem, pode ser o ímpeto para que descubram como eles já são ricos de muitas maneiras. Com um pouco de gentileza e um pouco de retenção, isso pode se transformar em outra lição de vida que é tão boa quanto o ouro.

  1. Finalmente, leve-os para servir os pobres ou visitar os doentes

Há uma razão pela qual Jesus enfatizou essas duas ações. O contato com os menos afortunados do que nós nos leva ao contato com o próprio Jesus. Quando nos encontramos com aqueles que têm menos, nos lembramos do tanto que temos. Essa é uma ótima maneira de mostrar de forma prática e poderosa a gratidão dos nossos filhos. Seja voluntário em uma cozinha que fornece alimentos para os necessitados ou visite crianças doentes em um hospital e leve seus filhos junto com você. Não fique pensando que eles ficarão traumatizados. Deixe-os ver que em seu simples gesto de serviço, eles podem ser uma benção para os outros. Os corações gratos daqueles que são pobres, por sua vez, darão aos nossos filhos corações gratos.

Fonte: aleteia.org

0 401

Um caminho psicológico e espiritual para se livrar de um fardo muito pesado

Perdoa o teu irmão!”: muitos pais repetem esta ordem quando os filhos brigam, achando que o perdão é uma espécie de consequência automática de apenas pedir e pronto. No entanto, o verdadeiro perdão depende da nossa real vontade de perdoar. Aliás, depende só dela: podemos inclusive perdoar um agressor que nem está arrependido (assim como também poderíamos nos recusar a perdoar alguém que sinceramente se arrependeu). Perdoar é um ato da pessoa que foi ferida. E, mesmo que não apague o mal que o agressor cometeu contra nós, ele supera esse mal, em nossa alma, com um bem maior, que é precisamente o gesto de perdoar.

Nem sempre é fácil – nem sequer em família. Pense em casos como traição conjugal, desavença entre irmãos, brigas por dinheiro…

O psicólogo canadense Jean Monbourquette nos sugere um caminho interior de 12 etapas em seu livro “Comment pardonner?” (“Como perdoar?”, em tradução livre do título; o original em francês é de 1992, pela Novalis/Bayard, Ottawa/Paris). Trata-se de um caminho espiritual e psicológico que nos pede buscar na alma aberta a Deus o que somos incapazes de realizar apenas com as nossas forças humanas.

A condição prévia ao perdão é:

1 – Decida não vingar-se, dando fim à ofensa. Não há necessidade de continuar sofrendo. Você é responsável por restaurar a sua própria dignidade e rejeitar a condição de vítima. Vingar-se, tanto por meio de pequenas alusões quanto mediante um contra-ataque direto, só serviria para alimentar o rancor e atrasar a paz, evitando voluntariamente cicatrizar a própria ferida.

A fase emocional do caminho do perdão é a cura psicológica:

2 – Reconheça a sua ferida. Seu sofrimento pode ser uma mistura de vergonha e humilhação, e aceitar este fato evita que eles se disfarcem de ira ou negação.

3 – Compartilhe a sua ferida com alguém. Verbalize a suas emoções, coloque-as em perspectiva mediante o desabafo com alguém de confiança. Sinta-se compreendido.

4 – Identifique bem a perda que você sofreu. Não rebaixe a sua importância! As feridas não são comparáveis; o sofrimento de cada um é único; e identificar a ferida permite entendê-la melhor, sem negá-la (nem exagerá-la). Qual é a fibra sensível do seu interior que foi afetada por essa ofensa?

5 – Reconheça a sua ira e desejo de vingança. É um sentimento normal – mas deve ser controlado. Reconheça essa raiva para não deixá-la projetar-se contra outra pessoa ou contra você mesmo: encontra válvulas de escape saudáveis, como o esporte.

6 – Perdoe a si mesmo. Isto surpreende você? Acontece que você corre o risco de não querer parecer vulnerável. Mas todos somos. Peça a graça de encontrar a reta compaixão por si mesmo, que não é complexo de vitimismo. Isto é importante para superar a ofensa sofrida.

7 – Compreenda o ofensor. Isto pode ser possível depois de certo tempo de trabalho de cura da sua ferida. É muito importante aprender a diferenciar entre o ato e a pessoa.

8 – Encontre um sentido para a ofensa, por mais difícil que isto pareça. Cada feridas curada é uma oportunidade para crescer. Pergunte-se, por exemplo, o que ela ajudou você a descobrir sobre si mesmo, seus limites, suas fragilidades, seus recursos, sua mudança nas relações com os outros.

Por último vem a etapa do perdão integral, que convoca todos os seus recursos espirituais.

9 – Sinta-se digno de perdão. Sinta-se você mesmo perdoado. Faça a experiência de deixar-se amar de maneira incondicional, por uma fonte de Amor que vai muito além de você. Você pode chamá-la de Deus, se for crente. Na certeza de ser amado, com toda a grande força interior que ela proporciona, você poderá continuar o caminho do perdão.

10 – Não fique se forçando a querer perdoar. O seu perdão é maior que você e precisa de um tipo de generosidade maior que a meramente humana. Peça esta força a Deus.

11 – Abra-se à graça de perdoar. Permita que Deus aja no seu interior!

12 – Decida entre terminar a relação ou renová-la. O perdão permite que você reencontre a liberdade na relação. Pondere se é possível recuperar a relação; sim, às vezes é necessário encerrá-la. Como quer que seja, a sua perspectiva sobre si mesmo e sobre o seu ofensor terá mudado profundamente, mesmo que não haja reconciliação ou que o ofensor tenha falecido.

Embora seja espiritual, o perdão não é uma questão de religião. O seu valor curativo é comprovado: ele diminui a ansiedade, alivia a depressão, acalma os arrebatamentos de ira e aumenta a autoestima. A mulher abandonada pelo marido com dois filhos pequenos pode ter caído em depressão, mas o perdão que ela conseguiu dar a si mesma e ao marido lhe permitiu redescobrir a própria força vital e tirar das costas um fardo pesado; ela parou de se menosprezar, superou a ferida e se tornou livre. Seja livre você também: perdoe!

Fonte: Aleteia Brasil

0 304

Temos tanto medo de sofrer, que somos capazes de fazer tudo contra uma possível dor, na crença de que somos fortes o bastante para eliminar os sofrimentos de nossas vidas

Acredito que uma das maiores lições que aprendi nos meus últimos anos foi a tal da resiliência. A palavra pode estar na moda, mas nem de longe, é algo que se pratique com facilidade. É preciso maturidade e força de espírito para vivenciá-la na prática.

Gosto de pensar num exemplo assim: se uma criança morre de medo de injeção, pode ser que no momento da aplicação, de medo e revolta, ela comece a chorar, gritar e a debater-se. Como o medicamento deve ser tomado, alguém irá segurar a criança até que ela esteja então medicada. Mas é claro que o choro, os gritos e o “ser segurado à força” acabam sendo muito mais traumáticos do que apenas a dor de uma agulhada.

Temos tanto medo de sofrer, que somos capazes de fazer tudo contra uma possível dor, na crença de que somos fortes o bastante para eliminar os sofrimentos de nossas vidas.

Somos tão inocentes e imaturos, que durante a maior parte da vida choramos, gritamos e nos debatemos exatamente como aquela criança. E quem nos segura é a própria vida, que nos imobiliza ainda mais, quando tentamos fugir de uma determinada situação.

Se eu me revolto em relação a minha família, a minha raiva me faz sofrer ainda mais aquilo que já me machuca. E quanto mais eu alimento este sentimento, maior ele fica. O sofrimento cresce à mesma medida em que eu vou me tornando mais dependente deste rancor.

Se no trabalho eu não aceito como as coisas funcionam, mais elas continuarão a funcionar da maneira que me incomoda.

Se a pessoa que eu amo me irrita de uma determinada maneira e eu não aceito esta determinada característica, cada vez mais visível este ponto se torna para mim. Quanto mais eu não gosto de uma pessoa, mais eu terei que conviver com a mesma.

É incrível o poder da atração que a raiva e a revolta possuem. Quanto mais eu não quero uma coisa, mais esta coisa gruda em mim.

Não é fácil aceitar todos os familiares exatamente como eles são. Nem as situações no trabalho, quando elas parecem injustas ou ruins. Ou ainda a pessoa que eu espero ter o resto da vida ao meu lado, com um defeito irritante. Ou então conviver com alguém que eu detesto. Nada disso é fácil.

E então, como funciona a tal da resiliência nisso tudo? Aceitando tudo e a todos exatamente como eles são. Este é o primeiro e maior passo. Quando eu paro de brigar internamente, mentalmente, com aquilo que me incomoda, eu dou início a um “acalmar” dos ânimos.

Quando eu paro de julgar os meus familiares e entendo que eles têm o direito de ser como são e me lembro de que eu também tenho defeitos, toda a raiva e revolta dá lugar a uma paz de espírito antes nunca sentida. O aceitar as diferenças inclui aquilo que me incomoda. O que difere daquilo que eu sou ou penso, visto com respeito, me torna humilde e livre, uma vez que compreendo também as minhas imperfeições.

Somos todos iguais, seres errantes, aprendendo uma lição por dia, na dor que a vida nos impõe. E nas poucas alegrias que ela verdadeiramente oferece. Se no trabalho alguém me incomoda ou algo me perturba, entendo que de alguma maneira irei crescer com aquilo. Seja no dom da paciência e da tolerância, ou no me sobressair com calma e autocontrole. É mais do que talento o ser que se autodomina. É a liderança de si mesmo num mundo onde tantos ainda acreditam que ser forte é questão de autoridade em relação aos outros.

Aceitação é a palavra chave para uma vida menos sofrida. Porque quando um sofrimento chega, o me debater apenas prolonga e intensifica a dor. Quando eu aceito, permito que a dor chegue, observo, analiso e aprendo algo com ela. Desta forma, assim como a injeção da pequena criança pode se tornar um drama ou uma leve picada, nossas vidas podem se tornar mais fáceis, se eu aceito o que a vida me impõe.

Nada vem sem alguma lição. E quanto mais eu aceito o que chega, mas rápido também se vai. Resiliência não é um ato e nem um momento. Resiliência é prática, e constante. Aprendizado que nos ilumina por dentro. E depois por fora.

Fonte: Obvious

0 342

Pequenos segredos para ser feliz e fazer os outros felizes também

Vamos espalhar a caridade!

1. Sorrir

Um cristão sempre é alegre. Às vezes podemos nem perceber, mas, ao sorri, aliviamos a carga dos que estão ao nosso redor: na rua, no trabalho, em casa, na faculdade. A felicidade do cristão é uma bênção para os outros e para si mesmo.

2. Agradecer

Nunca se acostume a receber as coisas, mesmo “porque você precisa” ou “porque tem direito” a elas. Receba tudo como um presente, mesmo se estiver pagando por isso. Agradeça sempre. A pessoa agradecida é mais feliz.

3. Recordar às pessoas o quanto você as ama

Você sabe que os ama. Mas… e eles? Carinho, abraços e palavras nunca são demais. Se Jesus não tivesse se feito carne, nós jamais teríamos entendido que Deus é amor.

4. Cumprimentar essas essoas que você vê diariamente

O porteiro, a faxineira, a recepcionista, o vizinho. Ao cumprimentá-los, você lhes recorda o quanto são importantes e o quanto você os valoriza.

5. Escutar a história das pessoas sem preconceito

O que pode nos tornar mais humanos que saber escutar? Cada história que lhe contam o unem mais aos outros: seus filhos, seu cônjuge, seu chefe, o professor, suas preocupações e alegrias. Você sabe que não são só palavras, mas partes da sua vida que precisam ser compartilhadas.

6. Parar para ajudar

Não interessa se é um problema de matemática, uma simples pergunta ou alguém com fome na rua. Ajuda nunca é demais. Todos nós precisamos uns dos outros.

7. Motivar as pessoas

Sabe aquele amigo que não anda muito bem? Tente arrancar um sorriso dele, para aliviar seu desânimo e ver que nem tudo na vida é ruim. É sempre bom saber que existe alguém que nos ama e que está ao nosso lado.

8. Comemorar as qualidades e conquistas dos outros

Nunca deixe de celebrar as alegrias das pessoas que convivem com você, suas qualidades, conquistas, boas ações. Simples frases como “Parabéns!”, “Fico feliz por você”, “Você fica bem com essa cor”, podem alegrar o dia de uma pessoa.

9. Doar as coisas que você não usa

Vale a pena fazer uma faxina no armário e separar algumas coisas para a doação. Isso ajuda a valorizar o que temos, engrandece nosso coração e pode fazer outras pessoas felizes.

10. Ajudar para que outra pessoa descanse

Isso pode ser vivido especialmente nas famílias. Você pode começar a fazer a tarefa de outra pessoa para que ela possa descansar, ou antes de que ela lhe peça ajuda. A vida fica mais leve quando nos ajudamos mutuamente nas responsabilidades cotidianas.

11. Corrigir com amor

Corrigir é uma arte. Muitas vezes nos encontramos em situações com as quais não sabemos lidar. O melhor método é o amor. O amor não somente sabe corrigir, mas também perdoar, aceitar e seguir em frente. Não tenha medo de corrigir e ser corrigido, isso é uma demonstração de que os outros gostam de você e querem que você seja melhor.

12. Ser detalhista com os que estão perto de você

Se você sabe do que aquela pessoa gosta, por que não aproveitar isso para fazê-la feliz? Tudo o que é dado com amor é melhor. Sair de si mesmo e pensar nos outros é maravilhoso e alegra o coração.

13. Limpar o que você usa em casa

Na vida familiar, isso é essencial para não sobrecarregar ninguém. Faça a sua parte, e faça com carinho. Você se sentirá alegre e em paz com isso.

14. Ajudar os outros em suas dificuldades

Carregar uma sacola, ajudar uma pessoa a atravessar a rua, pagar o almoço para alguém… São muitos detalhes ao seu alcance, e as pessoas não vão se esquecer do bem que você fez a elas. Demonstre que você ainda acredita na humanidade.

15. Ligar para os seus pais

Talvez você more sozinho ou inclusive já tenha sua própria família. No entanto, seus pais ainda se emocionam ao ver que você se lembra deles. Estar atento ao que eles precisam ou simplesmente ligar para saber como estão é algo que não custa muito e é um gesto de gratidão enorme.

Fonte: CATHOLIC LINK

O cardeal Angelo Comastri, amigo da religiosa que será canonizada no dia 4, explica o seu segredo

“Na realização da sua obra, a Madre Teresa de Calcutá não hesitou em recusar importantes doações, porque sabia que elas não iriam respeitar a dignidade dos pobres”.

Quem o conta é o cardeal italiano Angelo Comastri, vigário geral do Papa para a Cidade do Vaticano e grande amigo da futura Santa Teresa de Calcutá, a ser canonizada neste dia 4 de setembro.

ORAÇÃO

“Ela me olhou com dois olhos límpidos e penetrantes. E em seguida me perguntou: ‘Quantas horas você reza por dia?’. Eu fiquei surpreso com essa pergunta e tentei me defender dizendo: ‘Madre, da senhora eu esperava um chamado à caridade, um convite a amar mais os pobres. Por que me pergunta quantas horas eu rezo?’. A Madre Teresa pegou as minhas mãos e as apertou entre as dela, como que para transmitir a mim o que ela tinha no coração. E me confiou: ‘Meu filho, sem Deus nós somos pobres demais para ajudar os pobres! Lembre-se: eu sou apenas uma pobre mulher que reza. Rezando, Deus coloca o Seu amor no meu coração e assim eu posso amar os pobres. Rezando!’“.

“Eu nunca mais esqueci aquele encontro”, disse o cardeal Comastri, em um depoimento escrito. “O segredo da Madre Teresa está todo aqui. Nós nos reencontramos tantas outras vezes, e cada ação e cada decisão da Madre Teresa eu notei que era maravilhosamente coerente com essa convicção de fé: ‘Rezando, Deus coloca o Seu amor no meu coração e assim eu posso amar os pobres’”.

NOBEL DA PAZ

Comastri prossegue: “Em 1979, ela recebeu o Prêmio Nobel da Paz: aceitou espantada e permanecendo tranquilamente pequena nas mãos de Deus. Foi receber o prêmio com a coroa do Santo Rosário apertada nas mãos grandes, acostumadas à fadiga do trabalho e à doçura das carícias: ninguém ousou censurar o seu carinho por Nossa Senhora; nem mesmo em uma terra estritamente luterana!”.

Retornando de Oslo, a Madre Teresa passou por Roma. Vários jornalistas lotaram o pátio exterior da casa humilde das Missionárias da Caridade no Monte Celio. A Madre Teresa não evitou os repórteres: acolheu-os como filhos, colocando na mão de cada um deles uma pequena medalha da Imaculada.

UMA PEQUENA PROVOCAÇÃO – E UMA RESPOSTA EXTRAORDINÁRIA

Os jornalistas, lembre-se o cardeal, foram generosos em fotos e perguntas. E uma pergunta foi um tanto provocadora: “Madre, a senhora tem setenta anos! Quando morrer, o mundo será como antes. O que mudou depois de tanto esforço?”.

“A Madre Teresa poderia ter reagido com um pouco de santa indignação, mas, em vez disto, sorriu luminosamente, como se tivessem lhe dado um beijo carinhoso. E disse: ‘Veja, eu nunca pensei que poderia mudar o mundo! Eu só tentei ser uma gota de água limpa em que pudesse brilhar o amor de Deus. Você acha pouco?’”.

O repórter não conseguiu responder. Ao redor da madre, tinha-se criado o silêncio da escuta e da emoção. A Madre Teresa retomou a palavra e pediu ao repórter: “Tente ser você também uma gota limpa e, assim, seremos dois. Você é casado?”. “Sim, madre”. “Peça também à sua esposa, e assim seremos três. Tem filhos?”. “Três filhos, madre”. “Peça também aos seus filhos e assim seremos seis…”.

UMA VILLA ITALIANA DE PRESENTE… RECUSADA!

Em 1988, a Madre Teresa visitou a localidade italiana de Porto Santo Stefano, onde Comastri era pároco na época. Em razão da visita, um rico industrial tinha manifestado a intenção de presentear à Madre Teresa a sua villa para acolher doentes de aids. Ele até tinha as chaves na mão para entregá-las à madre.

O sacerdote transmitiu a proposta à Madre Teresa, que prontamente respondeu: “Eu preciso rezar, tenho que pensar sobre isso. Não sei se é bom trazer os doentes de aids a um lugar de grande turismo. E se eles fossem rejeitados? Sofreriam duas vezes!”.

“Mas para todos nós, homens de pouca fé, parecia que a Madre Teresa estava prestes a perder uma ótima e rara oportunidade. Um distinto cavalheiro, que tinha assistido ao diálogo, sentiu-se compelido a aconselhar: ‘Madre, aceite a chave enquanto isso, e depois veremos’”, lembra Comastri.

Sem qualquer hesitação, porém, e talvez sentindo-se ferida no que lhe era mais querido e mais precioso, a Madre Teresa fechou a questão dizendo com firmeza: “Não, caro senhor. Porque aquilo que não me é necessário me pesa”.

0 285
Young beautiful woman holds beloved on back and laughs.

Decálogo sobre situações que podem machucar o casal (e como evitá-las)

Na relação conjugal, existem várias situações que, ao invés de ajudar o casal, acabam criando feridas, que no começo podem parecer insignificantes, mas, com o tempo, chegam a se tornar muito nocivas.

Apresentamos, a seguir, a recopilação de 10 situações que precisam ser evitadas no casamento:

1. Nunca fale mal do seu cônjuge com ninguém

Roupa suja se lava em casa, diz a sabedoria popular. É melhor que os problemas sejam dialogados e resolvidos entre os esposos. Envolver terceiros pode complicar as coisas, pois, ainda que a tempestade passe, os membros da família sempre lembrarão dela ou, pior ainda, tomarão partido de forma pouco objetiva.

A comunicação sincera e oportuna é a melhor solução. Se o que você busca é um conselho, é melhor procurar alguém neutro, de fora da família, preferencialmente um assessor espiritual, terapeuta familiar ou algum casal com mais experiência e capacidade de orientação.

2. Nunca fale nem pense no singular

A partir do momento em que ambos disseram “aceito”, tornaram-se uma só carne e uma só alma. Isso implica em compartilhar os bens materiais, razão pela qual é preciso pensar sempre no plural ao tomar decisões, especialmente as que envolvam dinheiro.

Da mesma forma, a linguagem deve ser coerente com este compromisso, ou seja, falar no plural quando se referem a projetos ou atividades comuns: nossa casa, nosso carro, fomos passear, decidimos deixar isso para depois etc.

3. Nunca grite

Os gritos são uma falta de respeito que deteriora as relações, não são próprios da linguagem do amor. Existem outras formas de expressar os desacordos e as diferenças. Além disso, não é este o exemplo que querem dar aos seus filhos. Com que autoridade lhes pedirão que não gritem com seus irmãos, colegas ou inclusive pais?

4. Nunca durma sem terminar uma discussão

Às vezes, a indiferença e o silêncio parecem resolver os problemas, mas isso não é verdade. A melhor ferramenta é a comunicação oportuna, quando ambos têm seus pensamentos claros e frios.

Ainda que seja preciso dedicar um tempo a refletir antes de falar, não se pode deixar que a discussão continue no dia seguinte, pois pode piorar as coisas.

Os esposos são uma equipe e precisam trabalhar juntos para resolver seus problemas: sem culpar e agredir um ao outro, mas aprendendo a ceder muitas vezes.

5. Nunca deixe de dar seu feedback ao outro

Em alguns casos, os grandes conflitos são consequência da repressão de pequenos incômodos vividos no dia a dia. Quando algo do seu cônjuge lhe incomodar (um gesto, palavra, comportamento etc.), comunique isso a ele de imediato e, juntos, busquem uma saída. Solucionar as coisas a tempo impede que alimentemos rancores e que os problemas se tornem maiores do que são na realidade.

6. Nunca coloque seus filhos antes que seu cônjuge

Ainda que os filhos exijam atenções e cuidados por parte dos pais, é preciso ter claro que a prioridade é o casal. Se o casal esta bem, os filhos também estarão. A harmonia entre os esposos gera um ambiente estável e feliz para os filhos.

7. Nunca discuta na frente dos seus filhos

Os filhos devem ser um fator de união no casamento. Uma briga na frente deles pode gerar insegurança nos pequenos, além de ter efeitos a longo prazo, como agressividade, ansiedade e depressão. Se for preciso discutir alguma coisa, é importante guardar as palavras para depois, buscar o momento e lugar adequados.

8. Nunca perca o romantismo

O romantismo é um dos maiores aliados do casal para manter o amor vivo ao longo dos anos. É por isso que os cônjuges precisam buscar tempos para estar sozinhos, sem os filhos. Cada dia deve estar repleto de detalhes para voltar a conquistar o cônjuge, ressaltando suas virtudes, e não seus defeitos.

9. Nunca entre em conflito com a família do cônjuge

A relação com a família do cônjuge é a pedra no sapato de muita gente. Mas, mesmo nos casos nos quais, por diversas razões, não é possível uma fraternidade com a família do cônjuge, é preciso conservar um mínimo de cordialidade e respeito, pelo bem de todos.

10. Nunca se esqueça de Deus

Finalmente, o mais importante: colocar Deus no centro da vida matrimonial e familiar. Quando Deus está presente na vida cotidiana e em todas as decisões, certamente o amor reina no lar.

Fonte: LAFAMILIA.INFO

0 358

Sim, aquele mesmo, da maratona de Atenas

Um dos momentos mais significativos dos Jogos Olímpicos de 2016 foi testemunhado por 3 bilhões de pessoas do planeta inteiro no final da cerimônia de abertura, no estádio do Maracanã: a pira olímpica, uma surpresa esteticamente preciosa, foi acesa de modo ainda mais surpreendente por Vanderlei Cordeiro de Lima, o atleta que liderava a maratona dos Jogos de Atenas, em 2004, quando foi agarrado pelo ex-padre irlandês Neil Horan. Vanderlei, que contava com uma vantagem de 150 metros à frente do segundo colocado, perdeu o ritmo após o ataque e terminou a prova com medalha de bronze. Meses depois, o Comitê Olímpico lhe concedeu a honrosa Medalha Pierre de Coubertin pelo espírito esportivo exemplar com que encarou o lamentável incidente.

Quanto ao ex-padre Neil Horan, afastado pela Igreja desde o final da década de 1990 por problemas psicológicos, sabe-se que passou dois meses preso em decorrência do episódio e ainda respondeu, algum tempo depois, a acusações de abusos contra crianças. Hoje com 69 anos de idade, Neil Horan continua tentando usar eventos públicos a fim de chamar as atenções do mundo para os seus alardes fanáticos sobre a volta de Jesus Cristo à Terra, evento do qual se considera profeta.

No dia seguinte à abertura das Olimpíadas no Rio de Janeiro, Neil Horan deu uma entrevista ao jornal The New York Times dizendo que ficou “irritado” ao ver Vanderlei Cordeiro de Lima acendendo a pira olímpica. De quebra, acrescentou que é ele o responsável pela fama do atleta: “Eu olho para Vanderlei e penso ‘Você não estaria nem perto de ser uma estrela se não fosse por mim’”.

Quando li esta declaração, tive sentimentos involuntários nada cristãos a respeito de Neil Horan e os vi tomar forma nos adjetivos impublicáveis que mentalmente lhe dediquei. Depois, procurando controlar os instintos, concluí que, a bem da verdade, o ex-padre tem uma considerável dose de razão na sua avaliação sobre a atual “celebridade” de Vanderlei.

Eu, de fato, não me lembro do nome do maratonista que acabou levando a medalha de ouro em Atenas. Nem do nome do vencedor em Pequim, nem do ganhador em Londres. Acredito, aliás, que a grande maioria das pessoas não se lembrará do nome de um décimo dos medalhistas da atual Olimpíada no dia seguinte ao seu encerramento.

Em sua carta aos atletas, publicada às vésperas dos atuais Jogos Olímpicos, o Papa Francisco disse esperar que as Olimpíadas no Rio de Janeiro inspirem atletas e espectadores a “combaterem o bom combate“, conforme a expressão de São Paulo, e a buscarem como prêmio “não uma medalha“, mas sim “algo mais precioso: uma civilização na qual reine a solidariedade, fundada sobre o reconhecimento de que todos somos membros de uma única família“. Afinal de contas, a esmagadora maioria das pessoas se esquece da esmagadora maioria dos ganhadores de medalhas, mas o seu coração preserva, em algum lugar, ainda que inconscientemente, o impacto dos valores muito mais profundos que coroam os verdadeiros vencedores na vida.

É por isso, Neil Horan, que, para mim, você tem uma considerável dose de razão ao declarar que Vanderlei Cordeiro de Lima “não estaria nem perto de ser uma estrela” se não fosse por você.

Se não fosse por você, Neil Horan, o Vanderlei muito provavelmente teria conquistado aquela medalha de ouro, mas muitos de nós, hoje, não nos lembraríamos do nome dele, assim como não nos lembramos do seu.

Se não fosse por você, Neil Horan, o Vanderlei muito provavelmente não teria tido a oportunidade, naquela maratona, de mostrar ao mundo uma nobreza de caráter e um espírito olímpico raramente vistos no coliseu midiático e mercadológico a que se reduziu em nossos tempos a grandeza do esporte.

Se não fosse por você, Neil Horan, muito provavelmente não teríamos recebido um lembrete tão marcante de que, na vida de um verdadeiro vencedor, a recompensa genuína jamais virá na forma de um objeto material pendurado ao pescoço.

Que a sua pobreza de espírito, Neil Horan, encontre riqueza em Vanderlei Cordeiro de Lima. Que a sua “irritação”, Neil Horan, ao vê-lo reconhecido como muito mais que um mero ganhador de medalha de ouro, dê lugar a uma avaliação dos seus próprios valores. Que você, Neil Horan, possa um dia ser lembrado pelo seu nome e por algo belo que tenha feito, e não por algo que você um dia foi e hoje não é mais: o “ex-padre irlandês”, de nome esquecido, que atrapalhou Vanderlei Cordeiro de Lima na maratona olímpica de 2004. E que a sua mente, Neil Horan, encontre finalmente apaz.

Que Deus o abençoe.

_______

Nota do Autor – “Ex-padre” é, bem sabemos, um termo questionável e, em sentido estrito, incorreto: o sacramento da ordem sacerdotal é indelével e todo padre será “sacerdos in aeternum”. O sentido da expressão, aqui, é o mesmo do uso popular: Neil Horan, embora nunca vá deixar de ser sacerdote pelo caráter do sacramento, é chamado, analogamente, de “ex-padre” por não mais exercer o ministério desde o seu afastamento formal pela Igreja.

Mother Teresa (L) gives her blessing to a child at the Gift of Love Home on October 20, 1993, in Singapore. The 1979 Nobel Peace Prize winner is on a stop-over while enroute to China where she will set up a fist home for Chinese handicapped children in Shanghai. AFP PHOTO ROSLAN RAHMAN / AFP / ROSLAN RAHMAN

Maneiras práticas de cultivar um espírito leve e humilde

Madre Teresa de Calcutá tinha uma maneira muito prática de falar e ensinar o que ela sabia. Aqui estão os seus conselhos para cultivar a humildade em nossas vidas.

“Estas são poucas maneiras que nós podemos praticar a humildade:

Falar o mínimo possível de si mesmo.

Mentalizar os seus próprios afazeres.

Não querer gerir a vida das outras pessoas.

Evitar curiosidade.

Aceitar contradições e correções alegremente.

Passar por cima dos erros dos outros.

Aceitar insultos e ferimentos.

Aceitar ser desprezado, esquecido e antipatizado.

Ser amável e gentil, mesmo sob provocação.

Nunca pisar na dignidade de alguém.

Escolher sempre o mais difícil”.

– Madre Teresa, The Joy in Loving: A Guide to Daily Living

Fonte: ALETEIA TEAM

Deus é a bússola da vida de Fernando Santos, o comandante da maior vitória do futebol português

Ele é o homem concreto, dedicado, acostumado a não ganhar nada de ninguém, nem no campo, nem na vida. Ele é o católico da missa de domingo, e de todo domingo, de manhã. Ele é o marido que ama Guilhermina, sua única esposa. Ele é o pai carinhoso de Cátia e Pedro. Ele é o amigo que gosta de pescar e de jogar futebol, uma paixão que, no entanto, “não conta nada quando comparada aos verdadeiros valores da vida, como a paternidade e a amizade. Nada, zero” (cf. Il Fatto Quotidiano, 9 de julho de 2016).

O FUTEBOL NUNCA VEM EM PRIMEIRO LUGAR

Dizem dele que é um homem tranquilo, que considera o futebol um jogo simples – como todas as pessoas práticas. Para ele, é algo natural, talvez porque nunca tenha colocado a bola em primeiro lugar – nem mesmo quando jogava: foi um fiel defensor do Benfica, mas sempre compartilhando esse papel com a dedicação à faculdade de engenharia. Não por acaso, as suas primeiras palavras depois da final histórica deste domingo foram para a esposa, para os filhos e para Deus (cf. La Repubblica, 11 de julho de 2016).

CATÓLICO DE MISSA E BÍBLIA

Fernando Santos não podia deixar de dedicar a histórica vitória à família – especialmente a seu pai, “que está festejando com Deus” (cf. tsf.pt, 8 de julho de 2016).

Para ele, “ser católico é um compromisso sério”. Como explicou na série de encontros sobre Deus organizados pela comunidade Capela do Rato, em Lisboa, a oração é a primeira coisa que faz quando acorda. Logo em seguida vem a leitura de alguns trechos da Bíblia, proclamados na missa do dia; missa da qual ele tenta participar tanto em Portugal quanto no exterior: aos domingos, não falta nunca.

Sua juventude, diz ele, não foi “muito de acordo” com Nosso Senhor: sua relação com a fé era superficial, de ouvir e depois afastar-se, embora nunca negligenciasse a oração que fazia antes de dormir.

Veio depois o casamento na igreja, o batismo dos filhos, mas ele ainda não se sentia muito próximo de Deus.

A mudança veio quando acompanhou de perto a preparação da filha para o sacramento da confirmação.
Naquele período, conta Santos, “compreendi que Cristo está vivo em cada um de nós”. Foi quando ele começou a ler a Bíblia. Foi quando a sua vida chegou ao ponto da virada.

O “ALGO MAIS” DO PAPA FRANCISCO

Fernando Santos conta que tem um grande apreço pelos papas São João Paulo II e Bento XVI, mas considera que Francisco “traz algo de grandioso” ao mundo atual: para ele, muitos católicos “precisavam de uma pessoa com a experiência de Francisco” (cf.snpcultura.org, 5 de dezembro de 2015).

Esta é uma faceta pouco midiática, mas muito genuína e profunda, do homem que, neste domingo, fez história ao levar a seleção portuguesa de futebol ao seu maior título em todos os tempos. Uma vitória que ele faz questão de dedicar, acima de tudo, a Deus e à família.

0 379

Você já percebeu que o mundo está dominado pelo consumismo, pela vaidade do corpo, pelo amor à vanglória  e pela busca do prazer (hedonismo).

O importante hoje é a “cultura do corpo”, não mais a do espírito; e esta inversão pôs o homem  de cabeça para baixo. Por isto ele está desnorteado, sem norte.

As academias de ginástica, os salões de beleza, os consultórios dos cirurgiões plásticos, se multiplicam a cada dia, mas os homens e as mulheres continuam infelizes. Falta-lhes algo invisível…

A indústria de cosméticos é uma das que mais fatura em todo o mundo…

O valor maior da pessoa humana é o espírito, a alma criada à imagem do Criador; depois vem o corpo, a bela morada da alma.

Se o corpo pesa sobre o espirito, este agoniza, e o homem fica  aniquilado, frustrado, vazio.

Se você bater num tambor cheio de água, ele não fará barulho; mas se você bater num tambor vazio, vai fazer um barulhão.

Os homens também são assim, fazem muito barulho quando estão vazios…

Se a  hierarquia de valores for invertida, a grandeza do homem fica comprometida.

Quando você permite que as paixões do corpo sufoquem o espírito, não há mais homem ou uma mulher em você, mas uma “caricatura” de homem ou de mulher.

O homem do século XX dominou a matéria e a tecnologia, mas lamentavelmente está de cabeça para baixo. É por isso que vimos a matança de dez milhões de irmãos na primeira guerra mundial, cinqüenta milhões na Segunda, e mais de cem milhões de vítimas do comunismo na União Soviética e na China.

Além disso jovem, saiba de uma realidade muito triste: neste século das maravilhas da  tecnologia, não houve um dia sequer sem que houvesse, em algum lugar do planeta, uma guerra.

Em nenhum dia deste século XX que a pouco terminou, a humanidade conheceu cem por cento o gosto da paz!

Não é à toa caro jovem que a nossa geração é a que mais consome anti-depressivos e remédios para dormir, e necessita cada vez mais de psicólogos e psiquiatras.

Não é mais o corpo que está doente; é a alma.

E quando o espírito adoece, toda a pessoa fica enferma.

A cultura do corpo, da glória e do prazer deixa um vazio; porque o homem só pode se satisfazer com aquilo que está acima dele, e não com o que está abaixo.

O prazer, sobretudo se é imoral, passa e deixa sabor de morte; a alegria, que é a satisfação do espírito, deixa gosto de vida.

Se você se frustar no nível biológico, porque tem algum defeito físico, pode sublimar esta frustração e ser feliz se realizando num nível mais alto, o da cultura, o do saber.

Se você não pode se realizar no nível racional, pode se realizar no nível espiritual, que é o mais elevado, numa relação íntima com Deus.

Mas se você desprezar o nível espiritual, não poderá se realizar porque acima deste não há outro onde possa buscar a compensação.

O grande poeta francês Exupèry dizia que “o essencial é invisível aos olhos”.

A razão é simples: tudo que é visível e material passa e acaba; o invisível, o espiritual, fica para sempre.

Você sabe que os todos os seres criados voltam ao seu nada, voltam ao pó da terra. Por quê?

Porque a força que os mantém vivos está em cada um, mas não lhes pertence.

O poder de ser uma rosa está na rosa, mas não é da rosa.

Quando você vê uma bela flor murchar, é como se ela estivesse lhe dizendo: “a beleza estava em mim, mas não me pertencia; Deus a tinha me emprestado”.

O poder de ser um cavalo está no cavalo, mas não é dele. Se fosse dele, jamais ele morreria. Ele foi criado por Alguém, que o mantém vivo.

Quando uma bela artista envelhece, e surgem as rugas, ela está dizendo que a beleza estava nela, mas não era propriedade sua.

Deus disse a Moisés: “Eu Sou Aquele que Sou! Yahweh!

Isto quer dizer: Somente EU sou a fonte da vida, e todos os seres dependem de Mim para existir.

Se você ficar cultivando apenas o seu belo corpo e esquecer da sua alma, amanhã estará amargurado, pois, do mesmo jeito que a rosa murchou, o seu corpo também envelhecerá; e isto é para todos, de maneira inexorável.

Por outro lado, quanto mais você viver, mais a alma pode se tornar  bela e jovem, mais o espírito pode se renovar.

São Paulo expressou muito bem esta mensagem cristã:

“É por isso que não desfalecemos. Ainda que exteriormente se desconjunte nosso homem exterior, nosso interior renova-se de dia para dia… Porque não miramos as coisas que se vêem, mas sim as que não se vêem . Pois as coisas que se vêem são temporais e as que não se vêem são eternas.”(2Cor 4, 16-17)

Jovem, você não foi criado apenas para esta vida transitória e passageira, onde tudo fica velho e se acaba. Você foi feito para a eternidade; para uma vida que nunca acaba.

O jovem fogoso que foi santo Agostinho, um dia chegou a esta conclusão: “De que vale viver bem, se não posso viver sempre?

Para você viver sempre, vai precisar cultivar a sua alma, muito mais do que o seu corpo.

Uma pergunta intrigante

Se você conhecesse uma mulher que está grávida, e já tem 8 filhos, dos quais 3 são surdos, 2 são cegos,  um é retardado mental, e ela tem sífilis, recomendaria que ela fizesse um aborto?…

Se sua resposta foi sim, você teria impedido de nascer e viver o grande gênio da música, o compositor alemão Ludwig van BEETHOVEN
(1770-1824).