Uma história de liberdade, responsabilidade e amor

Uma história de liberdade, responsabilidade e amor

“Eu sou livre”. Antes de afirmarmos essa realidade, precisamos declarar a seguinte: “Eu sou amado”.

Conheci um jovem que pediu sua parte da herança ao pai ainda vivo. Com o dinheiro, ele viajou e financiou os seus prazeres. Depois que a verba acabou, arrependeu-se e decidiu voltar. O pai amoroso o acolheu com muita alegria (Lucas 15, 11-32). Essa história nos ajudará a refletir sobre liberdade, responsabilidade e amor.

“Eu sou livre”. Antes de afirmarmos essa realidade, precisamos declarar a seguinte: “Eu sou amado”. De fato, somos livres porque somos amados. O amor precede a liberdade. Segundo o Catecismo da Igreja Católica (CIC), a liberdade torna o homem responsável pelos seus atos, na medida em que são voluntários. Quando usamos nossa liberdade conscientes das consequências, nós somos responsáveis por aquilo que fazemos – não há como negar nem fugir disso. E, quando não impregnamos as nossas escolhas e as nossas atitudes de amor, estamos sujeitos a posturas violentas.

A partir dessa compreensão, podemos olhar para a atitude do jovem que citamos no início como um ato de violência, guardada as devidas proporções. Visto que ele, ao pedir a sua parte da herança, agiu contra seu pai. Mesmo que tenha assumido a responsabilidade da sua escolha, o ato do filho foi uma forma de antecipar aquilo que só receberia depois da morte do pai. Outro exemplo dessa postura é a difícil situação a que ele chegou. Sem dinheiro, o jovem não tinha nem o que comer. As consequências do uso voluntário da sua liberdade o levaram a cometer violência contra a sua própria dignidade.

A questão não é só ser responsável pelos atos cometidos livremente, mas é avaliar se as consequências são, de fato, frutos de amor ou desamor a Deus, a si mesmo ou aos outros. Tudo nos é permitido, mas nem tudo nos convém (cf. I Cor 6, 12). Essa advertência de São Paulo é para nós um convite a termos o amor como principal critério em nossas escolhas de vida. Nesse sentido, vale destacar que o jovem da história, ao decidir voltar para a casa do pai, fez uma feliz escolha baseada no amor. E o fruto dessa atitude foi o acolhimento do pai que muito o amou.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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