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Quando um Papa também chora

As “Sextas-Feiras da Misericórdia” são uma iniciativa criada e praticada pelo Papa Francisco para viver na vida real as 14 obras de misericórdia. Para saber mais sobre essa bela iniciativa, acesse este artigo.

E a seguir você descobre duas experiências que o Papa Francisco viveu em suas Sextas-Feiras da Misericórdia e que o emocionaram de modo muito particular, conforme depoimentos dados por ele próprio:

1 – A vítima de prostituição que era torturada pelos seus exploradores

“Visitei as mulheres que estão sendo resgatadas do sofrimento da prostituição. Lembro-me de uma africana: muito bonita, muito jovem… e explorada. Ela estava grávida. Não apenas tinha sofrido a exploração como ainda tinha sido forçada a sofrer agressões e torturas. ‘Tem que ir trabalhar’…

Quando ela me contou a sua história, havia outras 15 moças me contando as delas. Uma dizia: ‘Padre, eu dei à luz na rua, no inverno. Sozinha. A minha menina morreu’. Eles a obrigaram a trabalhar até aquele dia, porque, se ela não levasse um bom dinheiro aos exploradores, era espancada e até torturada. De outra moça eles cortaram a orelha…

Eu pensei não só nos exploradores, mas naqueles que pagavam as moças: será que eles não sabem que, com aquele dinheiro, para obter uma satisfação sexual, estavam ajudando os exploradores?”

2 – A mãe de três bebês, desesperada com a morte de um deles

“Um dia eu fui acompanhar dois pontos extremos da vida: o início e o fim. Fui ao hospital próximo à clínica Gemelli, um hospital que tem relação com o Gemelli, mas que é para doentes terminais.No mesmo dia, fui também ao hospital San Giovanni. Visitei a maternidade e havia lá uma mulher chorando, chorando, chorando, diante dos seus filhos gêmeos… pequeninos, mas muito lindos. Seu terceiro filhinho tinha morrido. Eram três, mas um deles estava morto. Ela chorava pelo filho morto, enquanto acariciava os outros dois. O dom da vida.Então pensei no hábito de descartar os bebês antes mesmo do nascimento, esse crime horrendo: eles são descartados ‘porque é melhor assim’, ‘porque é mais cômodo’… É um pecado gravíssimo, é uma responsabilidade muito grande.Aquela mãe que teve três filhos chorava pelo filho que tinha morrido e não conseguia se consolar com os dois que estavam vivos. O amor à vida em qualquer situação… é algo muito grande…”.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Porque “o mal pode continuar presente em um recinto muito tempo depois do que quer que tenha acontecido lá dentro…”

Ope. Edward Looney é um sacerdote norte-americano que, ao viajar, sempre leva consigo uma garrafinha de água benta. Ele explica o motivo com uma única frase:

“Porque o mal é real”.

O pe. Edward comenta que o mal pode continuar presente em um recinto muito tempo depois das práticas perversas que possam ter acontecido lá dentro.

Ele cita o exemplo concreto dos quartos de hotel:

“Você não sabe quem foi a pessoa que ocupou aquele quarto antes de você, nem que tipo de bagagem ela trouxe consigo. Você não sabe o que ocorreu no quarto que, ao menos por uma noite, é ‘seu’. A água benta é uma poderosa proteção contra o mal e ajuda a dissipar os seus resquícios”.

É por isso que ele tem o hábito de aspergir água benta pelo quarto – e dá uma dica aos interessados em fazer o mesmo: se você não tiver água benta em casa, a sua paróquia pode lhe fornecer. Converse com o seu pároco.

O pe. Edward também compôs a seguinte oração, que ele reza enquanto asperge a água benta pelo recinto:

Oração pedindo proteção contra o mal

Deus Todo-Poderoso, eu Vos peço:enviai os Vossos anjos para estarem comigo neste locale protegei-me de todo assalto do maligno.Perdoai todo mal que tenha sido cometido neste quartoe concedei a graça da conversão àqueles que Vos ofenderam.Dissipai os poderes das trevas que possam estar neste quartoe protegei-me nesta noite,bem como a todos os que vierem a dormir neste localde hoje em diante.Jesus, eu confio em Vós!

Fonte: https://pt.aleteia.org/

A castidade é tudo amar sem nada possuir, eliminando o risco de trair o amor no que ele tem de mais belo: ser um sinal eterno de pertença filial a Deus.

22 de Janeiro de 2018

A grande mentira contada milhões de vezes no seio da sociedade é que as criaturas tem valor absoluto e trazem felicidade em si mesmas e que o prazer vivido na relação entre as criaturas é suficiente para realizar plenamente o homem! Porém, isso é apenas mais uma miragem vendida nos comerciais, rotulada nas garrafas, estampada nas vitrines e que pouco a pouco vai instigando os desejos e manobrando a moral humana na direção desta terra de ninguém chamada idolatria.Bismarck, famoso ditador alemão, dizia que uma mentira dita um milhão de vezes, torna-se verdade. A técnica de massificar o engano e diluir a verdade é uma das estratégias adotadas pelos formadores de opinião para induzir a sociedade ao consumo dos apelos hedonistas e introduzir o coração do homem nas sendas dos seus próprios impulsos cegos e egoístas, em propostas lisonjeiras mas interesseiras, enganadoras e volúveis, que atrás de si deixam o vazio e a frustração1.

Perdida nesta realidade onde se pretende excluir Deus e na qual os principais critérios por que se rege a existência são o poder, o ter ou o prazer2a sociedade vai naufragando de paixão em paixão e encontra-se tão envolvida que passou a odiar a verdade por amor àquilo que toma como verdadeiro3.

Sabemos que a felicidade é a alegria que provém da verdade e, por isso, nenhuma proposta de vida construída sobre a mentira pode realizar o homem. Na busca pela verdade, gerações e gerações fortemente influenciadas pelas promessas de encontrar felicidade no amor estilo “self-service” e “fast-food” olham frustradas para suas vidas e se interrogam: o que deu errado na minha busca pela felicidade? Será que é verdadeiro este amor que me apresentaram? Se é verdadeiro, porque permanece o vazio, a depressão, a desilusão, os vícios, as feridas, a escravidão, as insatisfações, a falta de sentido e a tristeza? Porque parece que algo está errado? Porque não consigo me satisfazer com coisas e pessoas? Será que o amor é uma mentira ou mentiram para mim a respeito do amor?

Estas perguntas sempre surgem no coração de homens e mulheres que procuram encontrar a felicidade somente no amor pelas coisas e pessoas. Assim, vivem à espera de uma retribuição do amor que as sacie mas que nenhuma criatura pode dar e que só encontra resposta eficaz no lugar onde o amor foi total, a Cruz de Cristo.

Ali, revela-se aos homens a verdade essencial do amor, ou seja, que ele cresce e realiza-se na medida que é dado. Na cruz, Deus assume o lugar do homem e ensina o homem a amar a Deus e ao próprio homem.

Mas o que a cruz tem a ver com a castidade? Muito simples. A castidade supõe o amor ordenado, educado, integral, vivido segundo os planos de Deus, então, a única e verdadeira escola capaz de educar o amor do homem para a castidade é a Cruz, ou seja, a oferta total de si mesmo a Deus em favor dos outros.

Se o homem geme e anseia por realizar-se no amar, somente na vivência da castidade ele pode lançar-se todo no amor de Deus sem reservas, cálculos, posses, reservas, misturas, rasuras e ponderações. É o casto amor que, vivido segundo os planos de Deus, sempre encontra resposta proporcional à sua busca e protege o amor do homem de possuir ou entregar-se ao que não lhe sacia plenamente.

Por isso, a castidade é bandeira a ser erguida diante de um mundo que aprisiona o amor nas grades do prazer, tratando-o como mercadoria barata que se pode comprar e vender, desvinculando-o daquilo que o faz verdadeiramente amor, ou seja, ser entrega total. A castidade é tudo amar sem nada possuir, eliminando o risco de trair o amor no que ele tem de mais belo: ser um sinal eterno de pertença filial a Deus.

Portanto, a castidade ultrapassa os atos e revela a liberdade interior daqueles que são incapazes de permitir que haja qualquer elemento de divisão entre o seu coração e o coração de Deus. A castidade, portanto, é um antídoto eficaz que anula o efeito do veneno da idolatria, colocando o homem frente a frente com o verdadeiro sentido amor, ou seja, a cruz.

Ser casto é amar tanto a Deus que, sabendo que num determinado ambiente vou ofendê-lo, vou amar mais aos outros do que a Ele, dou meia volta e vou pra casa! Ser casto é não criar substitutos para Deus. É fazer como São Francisco que se jogava numa roseira para não pecar, é fazer como São Thomas de Aquino que pegou um lenha em brasa na lareira para espantar a mulher que tentava seduzí-lo, ou como Santa Teresinha que aos três anos de idade rezava um mistério do terço quando sentia vontade de pecar.

Quando nos expomos deliberadamente a situações de pecado, quando dialogamos com ele, pesamos os prós e contras e temos justificativas para cometê-lo e soluções para suas consequências, estamos nos dividindo! Estamos abrindo para o pecado um espaço que deve ser ocupado por Deus. Estamos renunciando a cruz e abrindo mão da castidade.

Portanto, a castidade é uma batalha para manter-se no caminho do amor integral, na via que faz os verdadeiros homens, no Calvário, lugar de colher os alegres frutos da cruz, que não dependem de estações, são eternos, jamais apodrecem e sempre saciam os que deles se deliciam.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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É viável utilizar celular dentro da igreja?

Atualmente, é perceptível o grande número de pessoas que usam o celular. Nem é preciso buscar as pesquisas para comprovar isso, basta ver que muitos na rua, no trabalho, nas escolas, nas casas etc., estão com o aparelho nas mãos. Mas, além desses lugares citados, existe um local que nos faz pensar no seu uso: a igreja.

Sabe-se que Igreja, em grego, diz-se ekklesia e significa “os convocados”. Todos nós que somos batizados e cremos em Deus somos convocados pelo Senhor. Juntos, somos a Igreja, onde Cristo é a cabeça e nós o Seu corpo (cf. Catecismo Jovem da Igreja Católica, 121). Porém, refiro-me no texto ao templo físico, por isso escrevo -igreja- com a letra inicial minúscula.

Numa conversa, espera-se que a outra pessoa, esteja com toda a atenção dela voltada para quem “fala”. Na igreja, espera-se que todos estejam voltados para dialogar com Deus, ou seja, que estejam por inteiro nas orações e celebrações.

Alguns pensam que é possível fazer duas coisas ao mesmo tempo, com a mesma atenção, mas essa teoria é questionável. O neurocientista Russell Alan Poldrack, professor da Universidade de Stanford, afirma que o homem não é feito para realizar várias atividades ao mesmo tempo. Assim, cabe a pergunta: consigo usar o celular na igreja e estar por inteiro no diálogo com Deus?

O uso do celular na Missa

Muitos utilizam o celular na Missa. O assunto é complexo, pois há os pontos positivos, que são: auxiliar no canto litúrgico; colaborar na atenção do que está sendo falado pelo leitor; responder as orações eucarísticas corretamente; fazer anotações a respeito da homilia, etc.. Todavia, também possui pontos negativos, sendo eles: a distração com outros aplicativos e mídias sociais; o incômodo causado à pessoa ao lado com fotos e sons; desatenção na Missa entre outros.

O Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil da CNBB diz: “Com a evolução das tecnologias de amplificação de imagem e som, as igrejas são beneficiadas com os aparatos técnicos que contribuem para maior visibilidade, compreensão e participação da Celebração Eucarística. Cuide-se, no entanto, que eles não ocupem o centro da relevância e da atenção em relação à Palavra e ao rito sacramental, e não criem ambiente de dispersão e de distração. Antes, colaborem para que os fiéis participem de forma ativa e reflexiva das celebrações eucarísticas”.

É difícil quem nunca ouviu o celular tocar na Missa ou encontraram pessoas usando-o dentro da igreja. Ora, o celular deve ajudar na participação do fiel e não atrapalhá-lo. Uma catequese, com a finalidade de orientar o fiel a usar o celular de modo adequado e levá-lo a contemplar o mistério, pode ser o início da formação para uma nova evangelização.

O celular para oração pessoal

Num ambiente em que se está fora da Missa, o celular pode contribuir na oração pessoal com seus vários aplicativos. Porém, não estamos privados de receber notificações que vão nos desconcentrar no momento de intimidade com Deus. Assim, o celular no modo avião pode ser útil. Se for o caso, é mais recomendável usar o livro impresso para não dispersar a comunicação com Deus.

O Papa Francisco, na Mensagem para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais, disse: “Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor”.

Discernir para usar

Ressalta-se que, a Igreja é lugar de comunhão com Deus e com os irmãos. Nada substitui a presença física da pessoa, sendo que os meios de comunicação devem nos aproximar e não nos distanciar. “O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos. O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós”. (Mensagem do Santo Padre Francisco para 48º Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2014).

Portanto, sobre ser viável ou não o uso do celular na Igreja, é o homem que deve ter o discernimento necessário para avaliar os momentos adequados em que ele pode ser usado ou não. Seja como for, o cristão deve dispor das tecnologias para dar a conhecer o amor de Deus, uma vez experimentado por ele.

O Papa Bento XVI, no 47º Dia Mundial das Comunicações Sociais, disse: “Não deveria haver falta de coerência ou unidade entre a expressão da nossa fé e o nosso testemunho do Evangelho na realidade onde somos chamados a viver, seja ela física ou digital. Sempre e de qualquer modo que nos encontremos com os outros, somos chamados a dar a conhecer o amor de Deus até os confins da terra.”

Fonte: https://formacao.cancaonova.com

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“Provavelmente os povos amazônicos originários nunca estiveram tão ameaçados em seus territórios como estão agora”

O Papa Francisco se reuniu nesta sexta-feira com mais de 200 crianças do abrigo El Principito, lugar de acolhida de menores vulneráveis na Amazônia peruana, na fronteira com Brasil e Bolívia.

O abrigo, situado em uma rua de terra próxima ao rio Madre de Dios, foi criado pelo padre Xavier Arbex de Morsier em 1997 para receber crianças vítimas de violência física, sexual ou psicológica.

Atualmente, 40 crianças vivem no abrigo, utilizado por Francisco para se encontrar com outros menores da região em situação de vulnerabilidade.

“Não renunciem ao legado de seus avós, não renunciem a sua vida nem a seus sonhos. Estudem, preparem-se, aproveitem a oportunidade que têm para se formar”, disse o Papa às crianças.

Nascido na Suíça há 75 anos, o padre Xavier chegou ao Peru em 1975 e após percorrer várias regiões do sul do país decidiu permanecer em Puerto Maldonado, capital da região de Madre de Dios, onde havia dezenas de crianças vítimas da violência familiar, de abusos sexuais, de abandono ou de trabalho ilegal, principalmente em garimpos.

O padre passou a recolher menores que perambulavam pelas ruas da cidade em situação de risco, alguns ameaçados pelos pais, outros abandonados a própria sorte e até filhos de pessoas presas.

Após um começo difícil, hoje o abrigo se sustenta financeiramente com a estância Bello Horizonte (hotel turístico) e a cafeteria Gustitos del Cura.

Visita à Amazônia

Em visita pela primeira vez à Amazônia, o papa Francisco pediu nesta sexta-feira (19) ao Peru para defender o pulmão do planeta, respondendo ao pedido de ajuda dos índios com os quais se reuniu em Puerto Maldonado.

“Provavelmente os povos amazônicos originários nunca estiveram tão ameaçados em seus territórios como estão agora”, disse o pontífice, que lamentou as “profundas feridas que a Amazônia e seus povos levam consigo”.

Chegado de manhã a Puerto Maldonado, no sudeste do país e rodeado de florestas, o Papa argentino foi diretamente ao Coliseu, um edifício onde era ansiosamente esperado por 3.500 índios peruanos, brasileiros e bolivianos.

O Papa foi recebido com cantos e danças de diferentes tribos, com suas vestimentas tradicionais, alguns deles coroados com penas e colares de dentes de animais.

Após ouvir os índios lhe contarem as ameaças que pairam sobre suas terras ancestrais, o Papa denunciou “a forte pressão dos grandes interesses econômicos que dirigem sua voracidade sobre petróleo, gás, madeira, ouro e monoculturas agroindustriais”.

Também criticou as políticas que, em nome da conservação da floresta, “acumulam grandes extensões de florestas e negociam com elas”, “oprimindo os povos originários” e expulsando-os de suas terras.

“Temos que quebrar o paradigma histórico que considera a Amazônia como uma fonte inesgotável dos Estados sem levar em conta seus habitantes”, disse o Papa argentino.

Os povos originários esperam que o Papa se torne seu advogado de defesa.

“Pedimos a ele que nos defenda”, pois “os nativos são sobreviventes de muitas injustiças”, disse Yésica Patiachi, do povo Harakbut.

– ‘Não deixar que as mulheres sejam pisoteadas’ –

O Papa também lançou contra o tráfico de pessoas, que não é outra coisa além de “escravidão”, e a violência das quais são vítimas.

“Nos acostumamos a usar o termo ‘tráfico de pessoas’ (…), mas, na realidade, deveríamos falar de escravidão: escravidão para o trabalho, escravidão sexual, escravidão para o lucro”, disse.

Assim como as florestas e os rios são “usados até o último recurso e depois deixados vazios e sem função”, as pessoas “também são tratadas sob essa lógica”, acrescentou, antes de criticar os programas de esterilização, como os que o Estado peruano usou durante o governo de Alberto Fujimori, nos anos 1990.

“Não se pode ‘naturalizar’ a violência com as mulheres (…). Não é certo olhar para o outro lado e deixar que tantas mulheres, especialmente adolescentes, sejam ‘pisoteadas’ em sua dignidade”, continuou, na presença do presidente Pedro Pablo Kuczynski, para quem esta visita é um respiro para que esqueçam por um momento sua delicada situação política.

Após um encontro emocionado com cerca de 200 crianças do lar El Principito, fundado por um religioso suíço para acolher vítimas do abandono, do trabalho infantil, ou da violência, o Papa argentino almoçou com nove nativos de diferentes etnias antes de retornar a Lima, onde se reunirá com o presidente e terá um encontro particular com membros da Companhia de Jesus, sua congregação.

Puerto Maldonado foi a única cidade de sua viagem, iniciada na segunda-feira no Chile, na qual o pontífice não presidiu uma missa.

– Mineração, fator ‘crítico’ –

Puerto Maldonado é a capital da mineração ilegal do Peru, que gera lucros de um bilhão de dólares por ano, mas não deixa benefícios aos povos originários nem à Receita, que perde a arrecadação de cerca de 350 milhões de dólares por ano em impostos, segundo cifras oficiais.

“No sul do Peru, a atividade mineradora é o fator mais crítico” do desmatamento, assegura Matt Finer, diretor do projeto Maap (controle dos Andes amazônicos), formado por duas associações ecologistas, uma local e outra americana.

A destruição da Amazônia se acelerou em 2017 com um recorde de 20 mil hectares devastados, o equivalente a 28.500 campos de futebol, segundo o Maap.

Além disso, os mineiros usam mercúrio para amalgamar o ouro, o que contamina os rios.

A Amazônia, que cobre um terço do território peruano, é tão extensa e remota que não há presença do Estado, o que facilita o crime. Muitas aldeias apenas são acessíveis pela via aérea ou fluvial.

No primeiro semestre de 2017 foram relatados na zona de Puerto Maldonado mais de 100 casos de prostituição infantil e esta lidera o ranking do tráfico de pessoas no Peru, segundo o Ministério Público.

No sábado, Francisco prosseguirá sua visita a Trujillo (norte), e no domingo a concluirá com uma missa multitudinária em Lima, onde algumas pessoas vendem ingressos para ver o Papa, apesar da entrada ser gratuita.

(AFP)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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“Não se preocupe em ser mais econômico ou simples, mas sim em dividir o que você tem com os outros”

“Viver com simplicidade não para sermos melhores, mas para vivermos com maior liberdade”. Essa é a premissa da professora Pilar Queralt, doutora em Física e professora da Universidade de Barcelona. Nesta entrevista, Queralt recorda que “divertir-me com os outros, fazer festa e celebrar são, para mim, valores tão importantes como a austeridade em si”.

(Nota: entenda austeridade como estilo de vida simples, econômico, longe do supérfluo).

Porque você fez da austeridade um modo de vida?

Não fiz da austeridade um modo de vida, mas optei por adotar um estilo de vida que supõe uma certa austeridade.

Procuro fazer com que meu modo de vida seja simples, de maneira que eu me conforme com o necessário. Claro, isso exige discernimento para que os critérios não sejam simplesmente os de seu meio social ou profissional, mas que você valorize as pessoas mais simples.

O consumismo nos desumaniza?

Não sei se austeridade é o contrário de consumismo, mas evidentemente que não são compatíveis.

Tudo o que tira a liberdade e te escraviza desumaniza. Na nossa sociedade, temos que consumir para podermos viver. Mas o consumismo supõe que se viva para comprar, para consumir. E isso acaba condicionando a vida, as opções… E as pessoas se tornam insensíveis ao que estão em situações de dificuldade. E cresce o abismo entre os que têm tudo e aqueles aos quais falta o essencial…

Assim, na parábola do rico e do pobre Lázaro, o que se reprova do rico não são apenas seus banquetes, mas, principalmente, sua insensibilidade e falta de solidariedade. Ele viveu preso em sua riqueza e se tornou incapaz de ver ou ouvir o pobre – até mesmo para receber a interpelação da Lei, os profetas e o Evangelho.

Em que medida ser austero é uma maneira de ser uma pessoa melhor?

Ter capacidade de decidir e procurar focar só no que é necessário (não só para economizar dinheiro, mas para poder levar em conta as necessidades dos que não têm nada e ser solidário com eles) são, acredito, uma humilde contribuição para a humanidade.

Para mim, não se trata de ser austero para “ser melhor”, porque isso pode levar a um orgulho ou pretensão. Todos temos nossos erros, carências e pecados. Recordemos como Jesus enaltece os que se rebaixam e confunde os que queriam ser melhores que os outros… (cf. Lc 14,7-11). Trata-se de viver com mais liberdade e simplicidade para poder dar prioridade ao que merece. (cf. Lc 12,29-31)

A opulência natalina te chateia?

A opulência natalina me chateia se você considerar opulência como luxo. Se for abundância, não me irrita, já que também é preciso compartilhar as festas com a família e os amigos. Divertir-me com os outros, fazer festa, celebrar são, para mim, valores tão importantes quanto a austeridade em si. No entanto, pode-se celebrar uma festa sem opulência, sem desperdício.

Além disso, o Natal, por sua essência, deveria ser uma festa grande, mas simples. No presépio, celebramos a vinda de Deus para dividir sua vida conosco, mas a partir da pequenez e da pobreza para que todos – dos pastores aos Magos – possam recebê-lo e acolhê-lo como uma Boa Nova. Por isso, podemos dizer que Jesus nos enriquece com sua pobreza (cf .2Co 8,9).

Jesus em Nazaré viveu uma vida simples, austera. Mas participou de festas e celebrações. Tanto foi que o censuraram porque não era austero como João Batista, mas sim um ‘fanfarrão” (cf. Lc 7, 34).

Não acho que devemos ser preocupados em sermos austeros, mas em compartilhar o que temos com os outros. Isso nos ajuda a sermos essenciais, resolvermos o que é necessário e nos esquecermos do superficial ou do opulento.

Podemos tentar dividir o que temos: dinheiro, comida ou tempo. Também temos que nos dedicar ao essencial: nos comunicar, ouvir, ajudar e sermos ajudados, rezar, contemplar e agradecer pela obra de Deus em nossas vidas. Logo comprovaremos que não nos faltará tempo e não teremos vontade de nos dedicarmos ao consumismo.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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A devoção verdadeira à Virgem Santíssima inserida na vida carismática nos orienta que devemos conversar com Maria, orar com ela utilizando também nossas próprias palavras e expressando a Ela, que é Mãe, tudo que se passa conosco, o que sentimos e pensamos

Ela esteve presente quando a Unção do Pai, o Espírito Santo, veio sobre os apóstolos e as mulheres reunidos em oração . Esteve também presente diante do Cristo Crucificado, marcado e humilhado por nossas dores. Se fez presente no primeiro milagre público de Jesus, nas bodas de Caná. Foi a protagonista da anunciação da Encarnação do Verbo. Seu nome é Maria. A Mulher que esteve presente em acontecimentos marcantes da Nova Aliança, anunciada pelo Pai no Gênesis como Mãe da geração que vencerá o maligno.

Todos sabemos que Ela foi uma mulher de profunda oração e contemplação, marcada pela força e sutileza do Espírito Santo. Sendo alguém que vivia profundamente o silêncio, porém nunca deixando de tomar atitudes e ações. Maria pôs-se a caminho, para servir, diversas vezes, como quando foi ajudar sua prima Isabel, a estéril que engravidara do profeta João Batista, por obra e graça do Espírito Santo.

Reflitamos juntos sobre a Virgem Santíssima e a vida carismática. Em diversas pregações e partilhas contam-nos que Maria foi um “para-raio” para atrair o Espírito Santo à Igreja reunida ali no Cenáculo, clamando por Aquele que fecundou seu seio e renovara seu ser, mas que a partir daquele momento seria derramado sobre todos aqueles que aderissem ao Evangelho de Cristo e à Igreja, sendo os apóstolos e as mulheres mais próximas deles os primeiros a receberem. Há, então, uma grande explosão de dons do Espírito Santo, que eram manifestados quando os apóstolos e discípulos pregavam a Palavra de Jesus e oravam junto ao novo povo de Deus.

Desejamos e incentivamos que rezemos todos os dias o santo terço, contemplando os mistérios da vida de Cristo através da vida de Maria. Porém uma verdadeira devoção à Nossa Senhora não é vivida apenas com o terço rezado e meditado diariamente, nem somente imitando as características dela. A devoção verdadeira à Virgem Santíssima inserida na vida carismática nos orienta que devemos conversar com Maria, orar com ela utilizando também nossas próprias palavras e expressando a Ela, que é Mãe, tudo que se passa conosco, o que sentimos e pensamos, o que agradecemos a Deus, o que pedimos e precisamos. Ao exercitar essa oração espontânea mais livre com Maria, percebemos que dentro de poucos minutos já estaremos orando com Jesus. Sutilmente Maria (o caminho mais rápido, fácil e curto) nos encaminha a Ele, que é o Caminho.

São João Bosco nos afirma que Maria jamais abandona quem lhe pede auxílio. E mais ainda não negará o Espírito Santo se pedirmos através dela, a Esposa do Espírito. Peçamos a graça do Espírito Santo e seus dons pelas mãos da Virgem Maria. Quando Ele encontra Maria numa alma, Ele não resiste.

Não houve nesta terra quem tivesse mais intimidade com o Espírito Santo. Maria Santíssima é plena em dons e graças diante do Espírito, assim como o Anjo Gabriel afirmou na anunciação. Nenhuma outra pessoa na história da Bíblia de “a cheia de graça”. Os dons que precisamos para nossa vida de oração e para ajudar os irmãos e à Igreja virão a nós através de Maria. Quando nos dispomos espiritualmente a nos esvaziar de nós mesmos e damos liberdade ao Espírito Santo e a Maria, eles realizam em nós o que desejam, ou seja, o melhor para nós. Os grandes sinais e prodígios se farão presentes quando forem necessários para nossa salvação, mas a graça que nos conduz a Cristo sempre virá do Espírito Santo e Maria juntos. Rezemos com um coração aberto como de uma criança que confia na sua mãe e se entrega livremente em seus braços, confiando que ela cuidará de mim, de você, de nós.

Há pessoas entre nós que afirmam não ter dons, mas isto não é verdade. No Batismo e na Crisma recebemos os dons do Espírito, e vivenciamos a prática desses dons através da nossa vida de oração pessoal e comunitária. Que as pessoas que se consideram sem dons, peçam hoje a graça de experimentarem a potência do Espírito Santo através da Virgem Maria e se ponham a caminho. Peçam a Deus a coragem de serem ousados e corajosos espiritualmente, pois o mundo de hoje padece pelo fato dos cristãos  não agirem como filhos da Luz. Nosso problema é espiritual e de falta de informação.

Que as pessoas tentadas pelo inimigo saibam hoje que têm uma Mãe por eles no Céu. Clamem pela proteção da Virgem Maria, aquela que esmagou a cabeça de Satanás através do seu fiat. Peçam à Virgem Maria a graça de lembrar todos os seus pecados para realizarem uma boa confissão. O sacramento da confissão é indispensável para a nossa cura espiritual e para nos livrarmos da opressão do inimigo.

Um coração confiante jamais temerá a Noite Escura, pois sua Mãe estará para sempre caminhando ao seu lado.

Rodrigo César Neves

Obra Shalom Nova Parnamirim – Missão Natal/RN

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Faça silêncio e ouça a orientação que vem de Deus!

Este é o ponto mais importante da vida espiritual. Deus habita em nós desde o batismo (1Cor 3,15), desde que estejamos na graça de Deus; mas, infelizmente, nos esquecemos disso com muita facilidade. São Paulo disse aos filósofos gregos em Atenas, no areópago, que “em Deus nós existimos, nos movemos e somos” (At 17,28). Mas esquecemos.

Assim como o pássaro vive no ar, e nele voa e se desloca, assim nós fomos feitos para “viver mergulhados em Deus”. Sem o ar que o envolve o pássaro não consegue voar; no vácuo não teria a sustentação da resistência do ar e cairia; de nada lhe valeriam as asas.

Nós também, sem Deus não temos sustentação para viver em equilíbrio e paz, caímos. O mesmo vale para o peixe; ele vive na água; fora dela ele não pode se mover, respirar, e morre. É isso que acontece conosco quando nos afastamos da Presença de Deus. Como disse São Tomás, nos “aproximamos do nada”.

Deus está em todo lugar a todo tempo, pois é Onipresente. Então, esteja você onde estiver, fazendo qualquer atividade, boa ou má, Deus ai está. Não há como viver longe Dele. Precisamos meditar profundamente, o que diz o salmista:

“Senhor, Vós me perscrutais e me conheceis, sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos. Quando ando e quando repouso, Vós me vedes, observais todos os meus passos. A palavra ainda me não chegou à língua, e já, Senhor, a conheceis toda. Vós me cercais por trás e pela frente, e estendeis sobre mim a vossa mão. Conhecimento assim maravilhoso me ultrapassa, ele é tão sublime que não posso atingi-lo. Para onde irei, longe de Vosso Espírito? Para onde fugir, apartado de Vosso olhar? Se subir até os céus, ali estareis; se descer à região dos mortos, lá vos encontrareis também. Se tomar as asas da aurora, se me fixar nos confins do mar, é ainda Vossa mão que lá me levará, e Vossa destra que me sustentará. Se eu dissesse: Pelo menos as trevas me ocultarão, e a noite, como se fora luz, me há de envolver. As próprias trevas não são escuras para vós, a noite Vos é transparente como o dia e a escuridão, clara como a luz.” (Sl 138)

Deus está em nós, e junto de nós, mas às vezes somos cegos a esta realidade. Se um cego estiver na presença do rei, mas não souber disso, pode se comportar-se mal, distraído; mas se sabe que o rei está presente, então muda sua atitude. Nós agimos muitas vezes assim como cegos na presença do Rei divino, sem saber que Ele está ali; então, nos comportamos mal, agimos mal, rezamos mal; somos distraídos na Presença do Rei.

Quando vamos rezar, então, a primeira necessidade é “se colocar na presença de Deus”; tomar consciência que Ele está ali, me vendo, me ouvindo. Então podemos ter uma devoção profunda, falando com Ele no silencio da alma, familiarmente, como um filho fala com seu querido pai.

Quando Deus chamou Abraão para uma Aliança especial, da qual nasceria o povo de Deus, e dele o Salvador, fez duas exigências fundamentais a Abraão: “Anda em minha presença e sê perfeito” (Gen 17,1). “Anda na minha presença”: Abraão saiu do paganismo da Babilônia, para dele nascer o povo de Deus; precisava ser guiado pela mão por Deus. Então, Deus exige, “anda na minha presença”; “sem isso você não vai ouvir minha voz, não vai saber o caminho da Terra Prometida que Eu quero lhe dar, não vai ter luz em seu caminho, e nem força para caminhar”. Então, por favor, “anda na minha presença”. E Abraão soube obedecer esta ordem; por isso levou a sua família até a Palestina e fez Aliança com Deus. Tinha familiaridade com Deus, conversava com Deus como um Amigo.

E Deus exigiu também, “se perfeito”. Deus é santo, três vezes santo, disse Paulo VI. E não convive com o pecado. Para que Abraão andasse sempre em sua presença, precisava ser integro; não se deixar corromper pelos idolos e fascinações do pecado. E Abraão foi integro; foi obediente a Deus a tal ponto de estar disposto a imolar Isaac, se Deus de fato quisesse.

Nós também temos de viver assim: na presença de Deus, lutando para ser íntegro. Então, permaneceremos em Deus; e Ele será nossa luz na caminhada, nossa força, nossa esperança. Na sua luz teremos resposta a nossas dúvidas, paz no meio dos conflitos, tentações, tribulações. Teremos harmonia e verdade, porque a luz eterna vai conosco. Dele vêm nossas inspirações, com Ele todo medo e insegurança serão banidos.

Por isso, cultivar essa amizade e intimidade com Deus na oração, na meditação e na contemplação, será sempre a melhor garantia de colher bons frutos na ação familiar, profissional e, especialmente, pastoral e missionária. Aqueles que se atiram a um ativismo frenético na pastoral, sem essa vida interiror com Deus, se cansam, se desiludem, desanimam e largam tudo. Porque agem com as próprias forças e não com as de Deus. A Igreja perdeu muitos por causa disso.

Se você está perdido, se já não sabe o que fazer na vida, é porque perdeu essa Luz divina que reside no teu ser. Faça silêncio e ouça a orientação que vem de lá. Não deixe que ela se apague em você por causa do pecado. O pecado fere a Majestade divina e sua justiça. A força para não ofender a Deus está na própria consciência de Sua Presença. Certos dela, teremos constrangimento de pecar.

Sem essa Presença divina, você estará excluindo-se de si mesmo; pois não conhecerás mais a sua identidade. O querido papa São João Paulo II, disse um dia numa enciclica (Redemptor hominis), que “sem Jesus Cristo, o homem permanece para si mesmo um desconhecido, um enigma indecifrável, um mistério insondável”. Está perdido!

Deus se esconde em nossa alma, porque quer ser procurado, amado; quer que tenhamos sede Dele. O autor das Crônicas disse: “O Senhor está convosco assim como vós estais com Ele. Se vós o procurais, Ele se manifestará a vós, mas se vós o abandonais, ele vos abandonará” (2 Cr 15,2). Jesus mandou: “Permanecei em Mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em Mim… sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15,5).

Todos os nossos pensamentos, palavras, atos e decisões, precisam ser realizados na Presença de Deus, para que sejam acertados. Não vemos Deus, mas Ele nos vê. A Esposa do Cântico dos Cânticos, disse: “Ele está escondido, não o posso ver, mas Ele me vê, Ele está me olhando…” De modo muito especial isso se aplica quando estamos diante de Jesus Sacramentado. Não o vemos no Sacrário, mas
Ele nos vê e nos ouve.

Na Presença de Deus temos então, um respeito profundo com Sua divina Majestade. E precisamos pedir como o Salmista: “Nunca me lance longe de Tua Presença, ó meu Deus, não tires de mim o Vosso Santo Espírito” (Sl 50,13).

(via Prof. Felipe Aquino)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Defensor das periferias aonde quer que vá, o incansável pontífice argentino, de 81 anos, visitou Iquique

Indígenas explorados, imigração ilegal, escândalos de pedofila na Igreja. O papa Francisco concluiu nesta quinta-feira (18) uma visita ao Chile, marcada por polêmicas, e seguiu viagem para o Peru.

Em sua última missa, em uma praia do Pacífico, no norte do Chile, na presença de 50.000 pessoas, o papa tratou de um dos assuntos mais emblemáticos de seu pontificado: a defesa dos imigrantes.

Defensor das periferias aonde quer que vá, o incansável pontífice argentino, de 81 anos, escolheu a praia de Lobito, a 20 km de Iquique (1.800 km ao norte de Santiago) para proclamar a defesa dos migrantes, um dia depois de defender em Temuco (sul), em meio à tensão pelo conflito mapuche, a unidade e o reconhecimento dos povos originários e condenar a violência.

Mas durante sua visita ao país, destinada em grande parte a restaurar as feridas de uma igreja chilena desacreditada por seu silêncio diante dos escândalos de abusos sexuais do clero, o papa multiplicou as declarações de contrição, ainda que finalmente tenha defendido um bispo acusado de encobrir casos.

“Não há uma só prova contra, tudo é calúnia. Está claro?”, indagou o papa Francisco ao defender o bispo chileno Juan Barros.

Nomeado em janeiro de 2015 pelo papa como bispo de Osorno, Barros, de 61 anos, é acusado por vítimas do sacerdote Fernando Karadima, condenado pelo Vaticano em 2011 por abuso sexual contra menores de idade, de encobrir suas ações.

“No dia que me trouxerem uma prova contra o bispo Barros, aí vou falar”, garantiu Francisco.

 

Apesar da polêmica, o bispo Juan Barros acompanhou o pontífice em sua visita ao país. Em Santiago e Temuco, co-celebrou as missas multitudinárias e também esteve presente em Iquique, onde um abraço do papa inflamou as redes sociais.

 

Na terça-feira, o papa recebeu um pequeno grupo de vítimas de abusos, para os quais manifestou sua “dor” e “vergonha”.

Em uma reunião com religiosos, disse-lhes que tivessem “a coragem de pedir perdão”, consciente da imagem devastadora que estes escândalos tiveram para a Igreja chilena, em baixa em um país cada vez mais secular.

Cerca de uma dezena de igrejas foram alvo de ataques incendiários nos últimos dias por grupos de indivíduos não identificados, em protesto contra a visita do papa argentino.

– Migração e mapuches –

Desde a meia-noite, entre o mar e as montanhas, os fiéis – muitos menos do que o previsto – aguardavam na areia para assistir à última missa de Francisco en Chile.

Nesta região, vizinha ao Peru e à Bolívia, onde um em cada dez cidadãos é estrangeiro, o papa alertou sobre a exploração e a discriminação que os imigrantes sofrem. “Estejamos atentos a todas as situações de injustiça e às novas formas de exploração”, à “precarização do trabalho”, a que se “aproveitem da irregularidade de muitos imigrantes” e à “falta de teto”, disse o papa.

“São necessárias as palavras de Francisco a favor dos estrangeiros que vivem aqui, é necessário que se respeitem as diferenças”, disse à AFP Monserrat Caballero, de 22 anos, proveniente do Equador.

É que o Chile se tornou nos últimos anos destino de imigrantes, principalmente pela fronteira norte, por onde se registra um intenso ingresso irregular de estrangeiros, procedentes principalmente de Colômbia, Haiti, República Dominicana e Equador.

Mais de meio milhão de estrangeiros vivem hoje em situação legal no país, segundo dados oficiais – 3% da população de 17,5 milhões de habitantes. Mas, segundo dados recentes da imprensa, só no ano passado chegaram cerca de 105.000 haitianos e mais de 100.000 venezuelanos.

O papa agradeceu “a presença de tantos peregrinos dos povos irmãos da Bolívia e do Peru – e não fiquem com ciúmes – especialmente dos argentinos, que são a minha pátria”.

Francisco entronizou a imagem de Maria, que tem sua morada na localidade de La Tirana, a 70 km de Iquique, como ‘rainha e mãe’ do Chile.

Antes de seguir para o Peru, onde fará uma visita de três dias, o pontífice se reuniu com um representante das vítimas da ditadura (1973-1990), Héctor Marín Rossel, irmão de Jorge Marín, desaparecido aos 19 anos em 28 de setembro de 1973, poucas semanas após o golpe da ditadura de Pinochet.

“Disse-lhe: ‘papa Francisco, em suas mãos deixo a esperança de encontrar nossos detidos-desaparecidos’”, contou à imprensa Marín, que entregou ao pontífice uma carta durante a reunião celebrada no interior do Regimento de Telecomunicações de Iquique.

No aeroporto, Francisco foi despedido pela presidente chilena, Michelle Bachelet, que o acompanhou em várias etapas de sua visita.

(AFP)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Ao invejoso importa que o outro não tenha o que ele deseja. Ridículo, não?

“Quando um homem está envolvido em si mesmo, ele se torna um pacote muito pequeno.” (John Ruskin)

Trago uma pequena reflexão sobre um dos sete pecados capitais: a inveja, esse terrível mal que nos cerca e chega a corroer nossas almas, distanciando-nos dos irmãos e do próprio Deus.

Insta dizer que a inveja é um sentimento tão medíocre, que se torna difícil de ser “digerido”. Esse sentimento, que é desencadeado pela desigualdade, é capaz de corroer a alma do invejoso, e o pior é que este ser humano fica tão envolvido com tal sentimento, que se sente incapaz de perceber tamanha destruição em sua própria vida.

Percebe-se de forma bem nítida que a inveja advém do apego às coisas materiais, ao desejo de obter o que o outro possui, tanto em se tratando de posses quanto de virtudes, dons.

Observa-se que a inveja é um sentimento tão perverso que é como se fosse uma sede insaciável, o que faz obscurecer por completo a vida do invejoso, impedindo-o de se desenvolver e/ou crescer. E isso se deve ao fato de que simplesmente o invejoso vive em prol da vida alheia, esquecendo-se de cuidar de sua própria vida, de combater o bom combate da Fé.

Mas de fato, é triste perceber que há pessoas que funcionam como verdadeiros “guardas”, de “olho vivo” na vida alheia. Mais triste ainda é lembrar que enquanto estivermos nos preocupando com a vida do outro, nossa própria vida ficará estagnada, com tendência em um curto prazo a ser conduzida a um verdadeiro caos.

Já é sabido por todos que o invejoso passa mal, chegando até a adoecer, quando alguém de seu convívio começa a brilhar; assim, utiliza de estratégias mesquinhas, “tecendo” fofocas, tentando minar, derrubar e até destruir o outro. Percebe-se, no entanto, que a pessoa “derrubada” e destruída é o próprio invejoso, uma vez que a inveja tem a tendência de corroer e de autodestruir, levando o indivíduo ao extermínio de si.

Contudo, a inveja deveria ser repugnante, pois, carrega consigo a tristeza, a melancolia, o egoísmo, a dor e o ódio.

Mesmo ciente desses fatos, é triste e lamentável saber que convivemos com o invejoso, que ele está bem pertinho da gente, mas nós não o percebemos. Desconhecemos tal pessoa, talvez por não comungarmos deste mesmo sentimento destruidor, ou por não querer acreditar que este ou aquele ser humano seja tão pernicioso a ponto de se tornar “jagunço” de nossas próprias vidas. Um dia a máscara cai nitidamente, e de forma inesperada tal sentimento “aflora” com mais força, deixando-se transparecer de forma clara através do sentimento de ira, mágoa e de outros que nem precisamos citar.

Somado a isso, interessante notar que, antes deste fato ser consumado, convivemos e comungamos muito de nossa vida com o invejoso, confidenciando fatos, dialogando sobre nossa vida pessoal e profissional, partilhando de tudo um pouco. Mas eis que, em um dado momento, vem a decepção, quando a “máscara” cai e tudo vem à tona. Assim, doi mais o fato de conceber tal pessoa como invejosa do que tal reação de inveja, uma vez que aquela pessoa era estimada e querida.

Assim sendo, torna-se importante salientar que ao invejoso importa que o outro não tenha o que ele deseja. Ridículo, não?

Vê-se, portanto, que o invejoso não luta para melhorar, para desenvolver e ou crescer, pois a ele interessa ficar de “plantão” naquilo que o outro tem. Seu objetivo é a destruição, uma vez que ele deseja e não os tem. A atitude do invejoso exige que o mesmo assista a sua própria vida de “camarote” sendo um mero “espectador”; dessa forma, não faz acontecer, não age em prol de sua própria vida, mas em prol da destruição da vida alheia.

É de se observar que o invejoso é tão ganancioso no que o outro tem e/ou possui que fica “cego” diante dos valores, virtudes e princípios que deveria ter. Preocupa-se em demasia em assumir seu papel de perversidade diante do outro, esquivando-se a todo custo da amizade e consideração para com o outro.

É importante ressaltar que o invejoso aparece carregado de desgostos, altamente descontente com a sua própria vida, cheio de angústias e totalmente revoltado, inalando egoísmo. Deixa de viver, tornando-se intragável em meio ao seu convívio, uma vez que não conspira o bem para ninguém. Não sabe compartilhar nem se alegrar com os demais.

Finalmente, o invejoso, essa triste figura, necessita se enxergar antes de tudo, reconhecendo a mediocridade que é ou foi sua vida com atos e sentimentos estéreis, como se estivesse em um palco representando uma peça vazia de conteúdo, sem qualquer brilho. É imperativo tal autocrítica, pois só a partir de então, se assim o quiser, deverá “arregaçar as mangas” e lutar em prol de uma vida melhor, conscientizando-se de que se continuar tendo inveja do outro, ficará estagnado, correndo o risco de não se desenvolver ou crescer, morrendo do próprio veneno.

Recorramos à intercessão de Nossa Senhora, a humilde serva do Senhor para que ela nos livre desse terrível veneno da inveja.

Vanilton Lima

Missionário da Comunidade Católica Shalom

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Ele nos olha e ao mesmo tempo nos ama

16 de Janeiro de 2018

Sob o olhar de Deus encontramos a liberdade de sermos pecadores mas, também de nos tornarmos santos unicamente por sermos amados e não por sermos pressionados. As nossas fraquezas não têm o poder de impedir a ação do amor de Deus em nós.

Jo Croissant destaca a necessidade de mudarmos o nosso olhar: “Vemos o quanto o olhar que trazemos sobre os outros e sobre o mundo talvez nos tenha influenciado sem que tivéssemos consciência e, é através de um acontecimento que vai nos ultrapassar que vamos tomar consciência de que não era correto o nosso olhar, que não era o olhar de Deus. Na realidade, a maneira como nos vemos nos afeta muito mais profundamente que imaginamos. (…) O olhar que nós trazemos sobre os outros pode enquadrá-los num personagem do qual não permitimos que se liberte; basta que o olhemos de uma maneira diferente para que as situações se desbloqueiem”[1]

Jesus hoje faz o mesmo que fez com o jovem rico. Ele nos olha e ao mesmo tempo nos ama (cf. Mc 10,21).

Diante dessa liberdade que o olhar de Deus realiza em nossas vidas poderíamos citar diversos testemunhos, como Santa Teresinha, mas para concluir cito aqui o exemplo de Etty Hillesum, uma jovem judia de Amsterdã que foi deportada para Auchwitz e lá desapareceu em 30 de novembro de 1943. Esta mulher incrível, espontânea, viva, apaixonada e com sede do absoluto soube ter um olhar “diferente” diante da vida e das situações que lhe aconteciam, porque tinha certeza de que a sua liberdade não era definida pelo local, proibições ou pessoas, mas que poderia ser livre diante disto tudo. E esta postura é fruto do diálogo livre que ela mantinha com Deus, de forma simples, pois percebia a presença dEle em seu interior.

“Das tuas mãos, meu Deus, aceito tudo, como me ocorre.Aprendi que suportando todas as provas, podemos transformá-las em bem (…) Sempre que decidi enfrentá-las, as provas foram transformadas em bondade. Os piores sofrimentos dos homens são aqueles que eles rejeitam. Quando me encontro em um canto do campo de concentração, os pés firmados sobre a terra, os olhos elevados para o céu, às vezes tenho a face banhada de lágrimas e é esta a minha oração” (Etty Hillesum). [2]

Que Deus o abençoe e conduza sempre mais nesse caminho de amor, verdade e liberdade, sem desanimar, pois Deus tem pressa em nos amar e realizar, em nós, a obra desejada de maturidade para nossa santidade e felicidade. Afinal, ser santo é ser feliz. Coragem!

Fonte: https://www.comshalom.org/

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A lista pode ser extensa, mas, existem sete características que a maioria das mulheres procuram em um homem

A mulher, quando procura um homem para relacionar-se, seja amizade, namoro ou casamento, ela traz consigo alguns valores essenciais nessa escolha. É semelhante à experiência de escolher uma roupa para o baile de formatura ou uma festa esperada. Gastam-se horas pesquisando modelos, cores e tipos de tecido, até encontrar o vestido ideal. Se fazemos essa seleção com vestuários, muito mais deveríamos fazer com as pessoas que entrarão em nossa intimidade e deixarão suas marcas, sejam elas positivas ou negativas. Agora, quando o assunto é namoro, essa lista de prioridades fica ainda mais extensa. Muitas vezes, por não encontrar esse “homem”, as mulheres vão diminuindo os itens prioritários que são essenciais num relacionamento saudável. Portanto, atenção homens, vou elencar sete características que a maioria das mulheres procuram em vocês.

1. Íntimo de Deus

O homem temente a Deus, relaciona-se de maneira íntima com Ele e vive lutando para viver Seus mandamentos. É um homem de oração, que coloca o Senhor no centro de sua vida e, como consequência, de suas escolhas. É o líder espiritual que nada contra a correnteza das ideologias anticristãs. “Eu não me envergonho do evangelho, pois ele é a força salvadora de Deus para todo aquele que crê (…)” (Rm 1,16).

2. Esteriótipo físico

A mulher não se detém necessariamente ao estético, a questão é o quando ela se sente “mexida” por algum rapaz. É a famosa frase: “Ele mexe comigo”, é algo químico, biológico, que não tem muita explicação. É aquele “Q”, do tipo: “Hum, ele é diferente, eu me sinto atraída por ele!”. A atração física é um dos ingredientes que a mulher procura, mas não o único, como nos recorda o Papa emérito Bento XVI: “(…) a partir da atração inicial e do ‘sentir-se’ bem com o outro, educai-vos a ‘amar’ o outro, a ‘querer o bem’ do outro”.

3. Trabalhador

Essa é uma característica fundamental, pois, a mulher sente-se protegida ao lado de um homem que corre atrás do sustento do lar. “O trabalhador merece o seu salário” (1 Tm 5,18). Se, quando solteiro, o rapaz já busca a sua independência financeira e compra as suas coisas pessoais, é sinal de que, quando se casar terá condições de permanecer sustentando a família. O homem, que é passivo, não luta por um emprego, não quer se estabelecer na vida, é preguiçoso.

4. Fiel

“Aquele que é fiel será muito louvado” (Pr 28,20a). A fidelidade é uma característica primordial, porque a confiança é algo que se conquista com o tempo e, uma vez perdida, é muito difícil ser reconquistada. A Teologia do Corpo, de São João Paulo II, diz que um dos maiores medos da mulher é ser abandonada ou trocada por outra. Portanto, namorados, sejam fiéis às suas namoradas, e caso vocês queiram romper com o relacionamento, façam isso antes de se envolverem com outras mulheres. Para os casados, a fidelidade é um compromisso assumido diante de Deus e dos homens. É mais sério ainda!

5. Honesto

O homem honesto é aquele que conquista tudo que pode, sem o peso na consciência de ter passado as pessoas para trás. A honestidade no relacionamento é essencial para a construção de uma família cristã. O homem que mente para a mulher não é digno de confiança. É preciso honestidade no sentir, no falar e no agir.

6. Cavalheiro/Romântico

A maioria das mulheres traz em si a fantasia do príncipe encantado ou do Don Juan. Na vida real, há homens normais, que podem ser cavalheiros e românticos. Alguns exemplos para ilustrar o que quero dizer: abrir a porta do carro, puxar a cadeira para a mulher se sentar, surpreendê-la com uma rosa e uma carta de amor, levá-la para passear, carregar as malas pesadas em seu lugar e usar, com frequência, as palavras “perdão”, “obrigada” e “com licença”. O bom humor acrescenta muito ao relacionamento e ajuda a surpreender a amada. O amor alimenta-se de admiração e gestos concretos de amor.

7. Autoconfiante

O homem autoconfiante é aquele que passa segurança, pois sabe usar a razão na hora de agir. Não é um cara “viajado”, que vive no mundo da lua e não tem metas na vida. É o cara proativo, que tem iniciativas e não se deixa levar por qualquer ideologia e comentários. O homem autoconfiante é emocionalmente maduro e não tem crises de ciúmes exagerados. É seguro de si, pois sabe que quem o conduz é o próprio Deus!

Espero que essas sete características ajudem a você, homem de Deus, a encontrar a sua Maria. Lembrando que, para encontrá-la, você deve ser um José. É como o cara que procura uma princesa para namorar e se casar;  a pergunta que lhe faço é: “Você tem sido um príncipe?”.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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Francisco pediu um momento de silêncio por tanta “dor e tanta injustiça”

O papa Francisco dedicou nesta quarta-feira (17) a missa no aeródromo de Maquehue de Temuco (sul), que serviu de local de detenção e violações dos direitos humanos durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), às vítimas do regime militar.

“Essa celebração a oferecemos a todos os que sofreram e morreram e a todos que carregam todos os dias nos ombros o peso de tantas injustiças”, disse o pontífice em sua homilia da “Missa pela integração dos povos”.

Logo depois, Francisco pediu um momento de silêncio por tanta “dor e tanta injustiça”.

Vinte e sete anos após o fim da ditadura, seu legado ainda perdura em vários setores da sociedade chilena. Mais de 3.200 pessoas foram vítimas do regime de Pinochet, entre mortos e desaparecidos.

Francisco também atacou nesta terça o recurso à violência na luta pelo reconhecimento dos povo, numa região, Araucanía, em plena tensão devido ao conflito mapuche.

“É essencial reconhecer que uma cultura de reconhecimento mútuo não pode ser construída com base na violência e destruição que acaba por levar vidas humanas”, disse o pontífice antes de acrescentar que “você não pode pedir reconhecimento aniquilando o outro, porque isso só desperta mais violência e divisão”.

(AFP)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Se você acha que outra pessoa é capaz de preencher seu vazio, precisa ver isso

Alguns estão à procura de outra pessoa para se sentirem preenchidos, realizados etc., mas isso é extremamente perigoso. Fazem do namoro ou casamento um deus, o que acaba se tornando algo demoníaco e idólatra. E isso lhe fará sofrer, já que criará expectativas perfeitas, em que a pessoa terá que preencher todo o seu vazio e corresponder às expectativas que você criou. De acordo com Lewis, “a amorosidade, como a tristeza, pode trazer lágrimas aos olhos”, e, de fato, trará.

Temos que ter em mente que nós, cristãos, não namoramos ou casamos para que a pessoa corresponda aos nossos caprichos pessoais ou para nos preencher, mas para honrar a Deus; ou seja, devemos viver “coram Deo” (diante de Deus, perante Deus). Devemos namorar e casar diante de Deus, isto é, tudo para Ele.

O motivo do nosso preenchimento tem de ser Jesus. O nosso coração está “inquieto enquanto não repousa em Ti”, disse Agostinho. Lewis, por sua vez, disse que “se encontramos em nós um desejo que nada neste mundo é capaz de nos satisfazer, a explicação mais provável é que fomos criados para um outro mundo”.

Dostoiévski, por seu turno, disse que “há, no coração do homem, um abismo do tamanho de Deus”. A Bíblia, em Eclesiastes 3,11, diz que Deus criou o ser humano com o anseio pela eternidade. Portanto, somente Deus pode preencher o vazio que há em você.

Por outro lado, é claro que, ao estarmos com a pessoa que amamos, aquilo nos tratará uma felicidade enorme, uma sensação de preenchimento e realização. Não há problema em se sentir realizado e preenchido, mas o trabalho, o namoro e casamento, ou qualquer outra coisa que não Deus, jamais pode ser o motivo principal disso.

(via Alma com flores)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Sobre a  ideologia de gênero nas escolas, Francisco diz que “é terrível”. Para Bento XVI, “esta é a época do pecado contra Deus Criador”

Esse assunto, mais uma vez, passou despercebido por muitos! Por que os jornais, as grandes TVs não falam sobre esse assunto? Será que seus patrocinadores são os mesmos das cartilhas de ideologização? O tema da ideologia de gênero nas escolas foi abordado em uma reunião com bispos poloneses, durante a viagem do Papa Francisco, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia, na Polônia.

Muitos problemas escondem ideologias. São verdadeiras colonizações ideológicas presentes na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina, na África, na Ásia. “E uma delas – digo-a claramente por ‘nome e apelido’ – é o gênero! Hoje, às crianças – às crianças! –, nas escolas, ensina-se isto: o sexo, cada um pode escolhê-lo”, denunciou. O Pontífice acrescentou que, essa forma organizada de ideologização, está presente em cartilhas bancadas por pessoas e instituições, apoiadas por países muito influentes, “e isso é terrível”, afirmou.

Ideologia de gênero

Francisco citou uma conversa que teve com o Papa Emérito, Bento XVI. “Ele está bem e tem um pensamento claro”, acrescentou. “Dizia-me ele: ‘Santidade, esta é a época do pecado contra Deus Criador’, contou. Tal afirmação é inteligente, seguindo a lógica de que Deus criou o homem e a mulher; Deus criou o mundo assim, assim e assim; e nós estamos a fazer o contrário. Deus deu-nos um estado ‘inculto’ para que o fizéssemos tornar-se cultura; depois, com esta cultura, fazemos as coisas que nos levam ao estado ‘inculto’! Devemos pensar naquilo que disse o Papa Bento: ‘É a época do pecado contra Deus Criador’! E isto ajudar-nos-á”, explicou o Papa Francisco.

Esse assunto quase não aparece nas principais manchetes e não é comentado por personalidades, no entanto, em meu livro “Papa Francisco às Famílias”, resgatei o assunto que pode ser consultado facilmente no site do Vaticano. O tema é tão sério, que Papa Francisco o comparou a uma ação nazista. A partir de uma necessidade da população, tais ideologias encontram oportunidades de entrar e fortalecer-se por meio das crianças. Ditaduras do século passado, como a Juventude Hitleriana, fizeram o mesmo, causando sofrimentos e tirando a liberdade de muitas pessoas. Impérios colonizadores buscam tirar a identidade das pessoas e impor uma igualdade.

Educação

Em 1995, uma Ministra da Educação pediu um grande empréstimo para construir escolas para os pobres. “Deram-lhe o empréstimo com a condição de que, nas escolas, houvesse um livro para as crianças de certo grau de escolaridade. Era um livro escolar, um livro didaticamente bem preparado, onde se ensinava a teoria do gênero. Essa senhora precisava do dinheiro do empréstimo, mas havia aquela condição. Sagaz, disse que sim, e fez preparar outro livro, tendo dado os dois, e assim resolveu o problema”, contou o Pontífice.

O Papa explicou o motivo da colonização ideológica ser perigosa: “invadem um povo com uma ideia que não tem nada a ver com o povo; com grupos do povo, sim; mas não com o povo. E colonizam o povo com uma ideia que altera ou quer alterar uma mentalidade ou uma estrutura”. Nosso papel de pais é termos uma postura ativa na educação de nossos filhos, acompanhando o que estão recebendo nas escolas, ajudando nas tarefas, transmitindo os ensinamentos de nossa fé. É preciso também que nos responsabilizemos em cooperar na educação dos amiguinhos de nossos filhos. A Igreja espera que sejamos promotores do que é bom e defendamos a família de tudo o que atenta à sua identidade e missão.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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