Doutrina

A passagem de um ano para o outro no Brasil é marcada pelas confraternizações em famílias, as festas em praias e a queima de fogos de artifício, celebrando a chegada do novo ano civil. Mas outra marca deste momento são as diversas superstições que cercam o imaginário popular brasileiro visando realizações e conquistas. O sucesso será alcançado, de acordo com esses costumes, caso sejam ingeridos determinados alimentos, dependendo da cor da roupa ou de gestos que devem ser repetidos após a meia noite. Para os cristãos, o que significa esta prática?

O Catecismo da Igreja Católica alerta para as superstições e a idolatria. O parágrafo 2111 afirma ser a superstição “um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe”. Elas podem afetar o culto prestado ao verdadeiro Deus: “por exemplo, quando atribuímos uma importância de algum modo mágico a certas práticas”.

O arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer, em artigo publicado no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), chama atenção para “o ser cristão”: “Pode haver cristãos, que vivem como se o Batismo nada tivesse modificado em suas vidas: vivem como se não fossem cristãos. Ou pode haver aqueles que procuram praticar a religião apenas de forma exterior e ritual, sem que a orientação de sua vida e seu comportamento sejam impregnados por Cristo e pelo seu Evangelho”.

Segundo o cardeal, o ser cristão manifesta-se na vida “conforme Cristo” ou “segundo o Espírito de Cristo”, citando expressões de São Paulo. O apóstolo, na carta aos Gálatas, exortou os fiéis que eram tentados a tornar novamente às práticas da Lei Mosaica, como se nelas, em vez de Cristo, estivessem a sua segurança e salvação.

Dom Odilo continuou destacando que a liberdade dos cristãos está em viver livres do temor, “confiantes em Deus”. Também recordando os livros paulinos, salienta: “Paulo vai logo às consequências: ‘não se deixem escravizar novamente!’.

E o diz em dois sentidos: não abandonar a graça imensa da fé em Cristo, para submeter-se de novo a práticas que escravizam e tiram a soberana liberdade de filhos de Deus, mediante uma religião do temor, ou uma religião feita apenas de práticas humanas, sem contar com a graça de Deus e a ação do Espírito de Cristo; ou então, deixar-se escravizar pelas paixões humanas desordenadas e pelos vícios.

As práticas e paixões humanas que escravizam um considerável número de católicos que recorrem a tais costumes, às vezes até com sincretismo religioso, dão força de solução e de poder, a energias desconhecidas, poderes misteriosos e, no caso a maus acontecimentos, a espíritos malfazejos.

“O ser cristão, portanto, aparece numa forma nova de viver que, de um lado, é graça de Deus e, de outro, fruto do esforço coerente para orientar a vida para Deus, conforme o exemplo e o ensinamento de Cristo”, ensina dom Odilo. O viver cristão, conclui, é “uma proposta de ‘vida nova’, orientada pelo Espírito de Cristo”. Segundo o cardeal, isso requer a superação dos vícios e das práticas contrárias a Deus e ao próximo, ou contra a própria dignidade; ao mesmo tempo, a vida cristã floresce em todo tipo de belas virtudes, que tornam o viver nobre e santo.

Fonte: http://cnbb.net.br/

O batismo no Espírito Santo

O batismo no Espírito Santo, Efusão do Espírito Santo e Derramamento do Espírito Santo são expressões usadas para exprimir a realidade de pessoas que experimentam o Paráclito de forma abundante. É a experiência concreta de reacender o entusiasmo e o ardor no relacionamento com Deus, que transforma profundamente a vida da pessoa.

O evento de Pentecostes, narrado em Atos dos Apóstolos, capítulo 2, em que os discípulos estavam reunidos e, de repente, soprou como que um vento impetuoso e ficaram todos cheios do Espírito Santo, é um fato bíblico sobre o batismo no Espírito. Padre Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia, aponta que “o Pentecostes foi o primeiro batismo do Espírito. Quando anunciou o Pentecostes, Jesus disse: João batizou com água, vós, porém, dentro de poucos dias, sereis batizados em Espírito Santo (At 1,5)”. (Livro: ‘Vem, Espírito Criador’).

Ainda, Padre Raniero, nessa mesma obra, diz que, no “batismo do Espírito, vivencia-se o Espírito Santo, a Sua unção na oração, o Seu poder no ministério apostólico, a sua consolação na provação, a sua luz nas decisões. Ele é percebido como Espírito que transforma interiormente, que concede o gosto de louvar a Deus, que leva à descoberta de uma alegria nova, que abre a mente à compreensão das Escrituras e que, acima de tudo, ensina a proclamar que Jesus é o Senhor”.

Especificações sobre o batismo no Espírito Santo

O batismo no Espírito Santo “não” é um novo sacramento da Igreja nem substitui o sacramento do batismo e os outros sacramentos da iniciação cristã. Ele é uma graça e fruto da ação do próprio sacramento na vida do cristão. Portanto, não é uma melhoria, modernização ou acréscimo no sacramento, mas sim, um reinflamar do Espírito na pessoa, que o conduz à experiência diária de Deus.

Com isso, afirma-se que “o batismo no Espírito Santo não é um substituto para os sacramentos, mas a fonte para reacender o fervor na celebração dos sacramentos.” (Doctrinal Commission ICCRS. Baptism in the Holy Spirit. Vaticano: ICCRS, 2012). Sendo que, nessa perspectiva, bem se sabe, que existe “um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4,5).

Assim, a expressão “batismo no Espírito Santo” é um termo para designar “o momento ou processo de crescimento pelo qual a presença ativa do Espírito, recebido na iniciação, torna-se sensível à consciência pessoal” (Revista Teológica Veni Creator da RCC – janeiro/junho 2013).

Frutos do batismo no Espírito Santo

O batismo no Espírito Santo gera conversão, leva à recusa do pecado, dá perseverança na caminhada, vontade pela oração, fortalece o testemunho em Cristo e confere firmeza na vida assídua nos Sacramentos da Igreja. Também reaviva o amor, provoca hábito pelo estudo da Bíblia e concede “coragem para aceitar tarefas novas e difíceis, ao serviço de Deus e do próximo”, segundo Padre Raniero.

É uma experiência que desperta a pessoa na busca intensa das “coisas do alto” (Col 3,1) e motiva uma nova forma de relacionar-se com Deus a partir de uma mudança radical e transformadora no amor verdadeiro.

Vida no Espírito

A vida no Espírito é estar na presença de Deus e agir conforme a Sua ação, pois “se vivermos pelo Espírito, andaremos de acordo com o Espírito” (cf. GL 5,25). Com isso, a graça do batismo precisa ser pedida sempre, já que o Espírito continua sendo derramado.

Por fim, Papa Francisco, à Renovação Carismática, em junho de 2017, disse que é preciso “compartilhar com todos na Igreja o batismo no Espírito Santo, louvar o Senhor sem cessar (…). Servir os mais pobres e os enfermos”, isto, porque uma vida no Espírito suscita partilha, serviço ao próximo e intimidade com Deus.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

O Sacramento da Unção dos Enfermos confere ao cristão uma graça especial para enfrentar as dificuldades próprias de uma doença grave ou velhice. É conhecido também como o “sagra viático”, porque é o recurso, o “alívio” que leva o cristão para poder suportar com fortaleza e em estado de graça um momento de trânsito, especialmente o trânsito à Casa do Pai através da morte.

O essencial do sacramento consiste em ungir a frente e as mãos do enfermo acompanhada de uma oração litúrgica realizada pelo sacerdote ou o bispo, únicos ministros que podem administrar este sacramento.

A Unção dos enfermos antes era conhecida como “Extrema Unção”, pois só era administrada “in articulo mortis” (a ponto de morrer). Atualmente o sacramento pode ser administrado mais de uma vez, sempre que for em caso de doença grave.

O que é a Unção dos Enfermos?

É o sacramento que a Igreja dá ao cristão em estado de enfermidade grave ou velhice para atrair a saúde da alma, espírito e corpo.

Quantas vezes um cristão pode receber o sacramento?

Quantas forem necessárias, sempre que estiver em estado grave. Pode recebê-lo inclusive quando o estado grave se produz com recaída de um estado anterior pelo qual havia recebido o sacramento.

Que efeitos tem a Unção dos enfermos?

A unção une o enfermo à Paixão de Cristo para seu bem e o de toda a Igreja; obtém consolo, paz e ânimo; obtém o perdão dos pecados (se o enfermo não pôde obtê-lo pelo sacramento da reconciliação), restabelece a saúde corporal (se convém à saúde espiritual) e prepara para a passagem para a vida eterna.

Fonte: http://www.comshalom.org/

O Papa Francisco convidou os fiéis que participaram da Missa de manhã na Casa Santa Marta, a “contemplar a Mãe de Jesus” e observar a sua atitude ao ver Cristo na cruz.

“Contemplar este sinal de contradição, porque Jesus é o vencedor, mas sobre a Cruz, sobre a Cruz. É uma contradição, não se compreende… É preciso fé para entender, pelo menos para se aproximar deste mistério”.

O Papa disse que Maria “viveu toda a sua vida com a alma traspassada”, pois seguia Jesus e ouvia os comentários das pessoas. “Por isso dizemos que é a primeira discípula”.

O presbítero salesiano indicou que ainda precisa se recuperar das suas fraquezas físicas e afirmou que não sofre de “nenhuma doença além da diabetes. Fui visitado por médicos que estão me ajudando”.

O sacerdote também tem certeza de que “Deus me trouxe de volta à missão que quer que eu realize até quando Ele quiser”.

Em seguida, manifestou que, “ultimamente, desejo que todos vocês junto comigo louvemos a Deus em seu Reino celeste quando Ele nos chamar. Que Deus abençoe a cada um de nós”.

Pe. Tom concluiu a sua mensagem agradecendo “novamente a todos pelas suas orações, seu amor e sua preocupação”.

Este sacerdote salesiano foi libertado em 12 de setembro depois de permanecer durante 18 meses nas mãos do Estado Islâmico. Foi sequestrado pelos terroristas quando invadiram um asilo de idosos e pessoas com deficiências que era administrado por religiosas das Missionárias da Caridade em Áden, no Iêmen. Durante o ataque assassinaram quatro religiosas e doze idosos.

Em uma carta divulgada pelo Reitor Mor dos salesianos, Pe. Angel Fernández Artime, indicou que a Congregação Salesiana “não pediu o pagamento de nenhum resgate e não sabe se foi realizado nenhum tipo de pagamento”.

Além disso, agradeceu “à Sua Majestade, o Sultão de Omã e às autoridades competentes do Sultanato pelo trabalho humanitário que realizaram”.

A Santa Sé assinalou em um comunicado que o Pe. Tom “ficará hospedado por alguns dias em uma comunidade salesiana em Roma antes de voltar para a Índia”.

Na quarta-feira, 13 de setembro, o sacerdote indiano encontrou com o Papa Francisco no Vaticano. Ambos se abraçaram e o Pontífice disse que continuará rezando por ele, como fez durante o seu cativeiro.

Pe. Tom explicou que sua maior tristeza durante o cativeiro foi não poder celebrar a Eucaristia, “embora todos os dias repetisse dentro de mim, no meu coração, todas as palavras da celebração”.

Também indicou que lembra-se das religiosas e dos idosos que morreram nas mãos dos jihadistas.

Por sua parte, em uma reunião em Roma, Pe. Fernández Artime entregou ao sacerdote a sua própria cruz como “sinal de que todos os salesianos estão contigo agora e para sempre”.

Além disso, disse que a Virgem Maria e São João Bosco “fizeram tudo” para que ele fosse libertado. Quando disse-lhe “não duvido que a Mãe te acompanhou todos os dias”, Pe. Tom disse que sim.

“Meus últimos pensamentos vão para a tua família de sangue porque sofreram tanto, não duvido que viverão momentos bonitos onde estarão muito felizes pela tua presença”, manifestou o Reitor Mor dos Salesianos.

Neste dia 12 de setembro é celebrado o Santíssimo Nome de Maria. “O nome de Maria, que significa Senhora da luz, indica que Deus me encheu de sabedoria e luz, como astros brilhantes, para iluminar os céus e a terra”, disse a Virgem à Santa Matilde.

Este fato, no qual a Mãe de Deus revela o significado de seu nome para a santa, foi recolhido por São Luís Maria Grignion de Montfort, grande propagador da devoção mariana, no livro “O Segredo do Rosário”.

No Novo Testamento, foi o Evangelista Lucas quem deu o nome da donzela que seria a Mãe do Salvador: “… O nome da virgem era Maria” (Lc 1, 27).

É por isso que, desde os primeiros cristãos até nossos dias, foi honrada com toda classe de títulos, porque o “nome” representa a “pessoa”, assim como nos diz o Catecismo da Igreja Católica (2158):

“O nome de todo homem é sagrado. O nome é a imagem da pessoa. Exige respeito em sinal da dignidade do que o leva”.

Eis, então, uma das tantas razões desta importante festa, que foi instituída com o propósito de que os fiéis encomendem a Deus, através da intercessão da Santa Mãe, as necessidades da Igreja, agradeçam por seu amparo e seus inumeráveis benefícios, em especial os que recebem pelas graças e a mediação da Virgem Maria.

A celebração desta festa foi autorizada pela primeira vez em 1513, na cidade espanhola de Cuenca, de onde se estendeu por toda a Espanha. Em 1683, o Papa Inocêncio XI a admitiu na Igreja do Ocidente como ação de graças pela vitória sobre os turcos na Batalha de Viena.

Para este dia, selecionamos uma oração extraído do livro Glórias de Maria, de Santo Afonso Maria de Ligório.

Oração para invocar sempre o nome de Maria Santíssima

Grande Mãe de Deus e minha Mãe, ó Maria, é verdade que eu não sou digno de proferir o vosso nome; mas vós, que me tendes amor e desejais minha salvação, concedei-me, apesar de minha indignidade, a graça de invocar sempre em meu socorro vosso amantíssimo e poderosíssimo nome. Pois é ele o auxílio de quem vive e salvação de quem morre.

Puríssima e dulcíssima Virgem Maria, fazei que seja vosso nome de hoje em diante o alento de minha vida. Senhora, não tardeis a socorrer-me quando vos invocar. Pois, em todas as tentações que me assaltarem, em todas as necessidades que me ocorrerem, não quero deixar de chamar-vos em meu socorro, repetindo sempre:

Maria! Maria! Assim espero fazer durante a vida, assim espero fazer particularmente na hora da morte, para ir depois louvar eternamente no céu vosso querido nome, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria.

 

Fonte: ACI Digital

No nosso espaço Memória Histórica – 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos continuar a tratar no programa de hoje sobre a “Atualização do Mistério Pascal em cada Liturgia”.

Dando prosseguimento ao tema iniciado na edição anterior, ou seja, a renovação litúrgica trazida pela Constituição conciliar Sacrosanctum Concilium, a constituição pilar de toda a valorização e renovação dos sacramentos e, no centro disto, a Páscoa, a vigília pascal por excelência e a Eucarista, como Mistério Pascal.

No programa passado, comentamos a primeira das três palavras retiradas do número 03 da Lumen Gentium para explicar a atualização do Mistério Pascal na Liturgia: sacrifício. O Padre Gerson Schmidt enfatizou  em sua reflexão o sentido da celebração Eucarística, que é muito mais um “sacrificiumlaudis“, um louvor e uma rica ação de graças pela vitória de Cristo sobre a morte.

O sacerdote incardinado na Arquidiocese de Porto Alegre, nos apresenta as outras duas palavras-chaves para compreendermos a atualização do Mistério Pascal em cada liturgia:

“A Constituição Dogmática Lumen Gentium, no número 03, diz com clareza essa atualização da liturgia em nossa história e vida pessoal e comunitária: “todas as vezes que se celebra no altar o sacrifício da cruz, pela qual Cristo, nossa páscoa, foi imolado, atualiza-se a obra da nossa redenção”(LG  03). Comentamos anteriormente o termo sacrifício, que deve ser entendido como o grande e único sacrifício de Cristo, feito uma vez por todas no altar da cruz. Não somos nós que nos sacrificamos. É Jesus Cristo unicamente que se doa inteiramente por nós. Segundo comentário desse texto que lemos de Lumen Gentium.

O texto afirma que Cristo é nossa Páscoa. Essa expressão da LG 03 é belíssima, tirado da primeira carta de São Paulo aos Coríntios (1Cor 5,7-8). Vamos a fonte pela bíblia de Jerusalém. O texto da Primeira Carta de são Paulo aos Coríntios diz assim: “Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Celebremos, pois, a festa, não com o fermento velho nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os pães não fermentados de pureza e de verdade”.

Nesse texto vemos claro que Cristo não foi imolado para si mesmo, mas para ser nossa Páscoa. Por isso, num terceiro aspecto a comentar desse texto da Lumen Gentium, que é o caráter da atualização do Mistério Pascal em nossas vidas. Cristo se torna a Páscoa de nossas mortes constantes. Repetimos o texto de LG: “todas as vezes que se celebra no altar o sacrifício da cruz, pela qual Cristo, nossa páscoa, foi imolado, atualiza-se a obra da nossa redenção” (LG  03). Atualiza-se o mistério da cruz, imolado uma vez por todas, agora para nossa salvação e redenção hoje de nossa história.

Na Missa, atualiza-se o mistério agora para nós, que celebramos o Mistério Pascal em nossas vidas, em nossa história, em nossa realidade concreta. O mistério de amor de Cristo assim se perpetua pelos séculos, em todas e em cada celebração eucarística que se realiza no decorrer da história”. (Fonte: Rádio Vaticano)

VATICANO, 20 Mar. 17 / 11:00 am (ACI).- Durante a Missa celebrada na manhã desta segunda-feira na Casa Santa Marta, o Papa Francisco destacou a importante, mas discreta, função realizada por São José no plano salvífico de Deus. O Pontífice destacou a capacidade de São José de sonhar e assumir desafios difíceis e pediu que essa capacidade seja transmitida aos jovens de hoje.

Francisco focou sua homilia na figura de São José, cuja solenidade foi transferida de ontem para hoje para não coincidir com o terceiro domingo da Quarema.

São Jose foi um homem que carregou sobre seus ombros as promessas de “descendência, de herança, de paternidade, de filiação e de estabilidade”, explicou. Obedeceu ao anjo que apareceu em seu sonho e tomou consigo Maria, grávida por obra do Espírito Santo, recordou o Papa.

“E este homem, este sonhador, é capaz de aceitar esta tarefa, esta tarefa difícil e que muito tem a nos dizer neste período de uma grande sensação de orfandade. E assim este homem toma a promessa de Deus e a leva avante em silêncio com fortaleza, a leva avante para aquilo que Deus quer que seja realizado”.

O Bispo de Roma insistiu sobre a capacidade de sonhar de São Jose: “É um homem capaz de sonhar e é guardião do sonho de Deus, o sonho de Deus de nos salvar”.

Além disso, colocou São Jose como um modelo a ser seguido pelos jovens de hoje e pediu ao santo “que dê a todos nós a capacidade de sonhar, porque quando sonhamos coisas grandes, coisas bonitas, nos aproximamos do sonho de Deus, das coisas que Deus sonha para nós”.

“Que aos jovens dê, porque ele era jovem, a capacidade de sonhar, de arriscar e assumir as tarefas difíceis que viram nos sonhos. E dê a todos nós a fidelidade que geralmente cresce num comportamento justo, e ele era justo, cresce no silêncio, poucas palavras, e cresce na ternura que é capaz de proteger as próprias fraquezas e as dos outros”.

Por outro lado, o Pontífice destacou o valor do silêncio de São José, um homem que “pode nos dizer muito, mas não fala. O homem escondido, que tem a maior autoridade naquele momento, sem a demonstrar”.

“É o homem que não fala, mas obedece. O homem da ternura, o homem capaz de levar adiante as promessas para que se tornem firmes, seguras. O homem que garante a estabilidade do Reino de Deus, a paternidade de Deus, a nossa filiação como filho de Deus. Gosto de pensar José como guardião das fraquezas, de nossas fraquezas: é capaz de fazer nascer muitas coisas bonitas de nossas fraquezas, de nossos pecados”.

Fonte: ACI Digital

Todos os católicos precisam saber

“É a cruz que fecunda a Igreja, ilumina os povos, guarda o deserto, abre o paraíso.”
(Proclo de Constantinopla, bispo)

A primeira coisa que nossos pais católicos nos ensinam a fazer é o sinal da Cruz. É uma das mais belas marcas de nossa religião; é o ato que inicia e termina nossas orações particulares ou coletivas. É um sinal externo que “nos volta para Deus”.

Sua referência é bíblica. Uma delas está no livro de Ezequiel (9,3-4): “O Senhor disse: Percorre a cidade, atravessa Jerusalém e marca na fronte os que se lamentaram afligidos pelas abominações que nela se cometem.”

A marca é um tau (T), última letra do alfabeto hebraico, que tinha a forma de uma cruz. Os marcados são propriedade do Senhor, uma porção sagrada e intocável. Em Apocalipse 7,3 temos outra cena semelhante: “Não causeis danos à terra nem ao mar nem às árvores, até que selemos a fronte dos servos do nosso Deus.” Em ambos os textos, a marca na fronte significava a salvação e sem ele o homem não seria poupado.

Tertuliano (†220) escrevia no ano 211 d. C.: “Nós marcamos nossa fronte com o sinal da cruz. Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições, quando nos vamos deitar, quando nos sentamos, nessas ocasiões e em todas as nossas demais atividades, persignamo-nos a testa com o sinal da Cruz” (De corona militis 3).

Fazer o sinal da cruz já era um hábito antigo quando escreveu isso.

Há muitos textos bíblicos, que louvam e exaltam a Cruz de Cristo:

Mt 10,38: “Aquele que não toma a sua cruz e me segue, não é digno de mim” (Cf.Mc 8,34; Lc 9,23; 14,27).

Mt 16,24: “Disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.

Gl 2,19: “Pela Lei morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Fui crucificado com Cristo.”

Gl 6,14: “Quanto a mim, não aconteça gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.”

Diz ainda Santo Hipólito de Roma (†235), descrevendo as práticas dos cristãos do século II: “Marcai com respeito as vossas cabeças com o sinal da Cruz. Este sinal da Paixão opõe-se ao diabo e protege contra o diabo, se á feito com fé, não por ostentação, mas em virtude da convicção de que á um escudo protetor. É um sinal como outrora foi o Cordeiro verdadeiro; ao fazer o sinal da Cruz na fronte e sobre os olhos, rechaçamos aquele que nos espreite para nos condenar” (Tradição dos Apóstolos 42).

São Paulo exalta a santa cruz: “A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas para os que se salvam, isto é para nós, é uma força divina.” (1 Cor 1,18)

Podemos e devemos fazer o sinal da cruz sempre que vamos rezar, conversar com Deus, pedir a sua proteção. Ao passar por uma igreja, ou outro lugar sagrado, podemos fazer o sinal da cruz, com respeito, e bem feito, para pedir a Deus a sua proteção. O importante é a intenção de rezar, “voltar-se para Deus”. O próprio Sinal da Cruz é uma oração. Importa que seja feito com devoção, e não como superstição.

Diante do Santíssimo Sacramento, pode-se fazer o sinal da cruz, mas não é obrigatório; e sim a genuflexão. Também não é necessário fazer o sinal da cruz ao receber a sagrada Comunhão, pois já o fizemos no início da celebração.

Nota: vale a pena lembrar que no dia 14 de setembro a Igreja celebra a festa da exaltação da santa cruz.

“… Até hoje a cruz é glorificada; com efeito, é a cruz que ainda hoje consagra os reis, adorna os padres,protege as virgens, dá força aos ascetas, reforça os elos dos esposos, dá ânimo às viúvas.É a cruz que fecunda a Igreja, ilumina os povos, guarda o deserto, abre o paraíso.”Proclo de Constantinopla, bispo (c. 390-446) – Sermão para o Domingo de Ramos

(via Felipe Aquino)

Haverá algum critério seguro para se distinguir na Bíblia o que é real e o que é poesia? E o que é dogma de fé e o que não é?

1. Em primeiro lugar, removamos dois conceitos errôneos neste setor.

Os critérios que nos levam a interpretar certas passagens da Bíblia em sentido literal e outras em sentido alegórico, não são:

a) O caráter maravilhoso ou milagroso como tal dos trechos bíblicos. As intervenções do sobrenatural na natureza não assustam o cristão; este reconhece que são sinais muito lógicos da Onipotência Divina, que ele professa. Note-se, porém, que nem por isto o cristão há de admitir milagres a esmo na História Sagrada. Por serem expressões da Sabedoria Divina, o Senhor realiza sempre os seus portentos — derrogações às leis que o próprio Criador incutiu à natureza — em vista de um fim proporcionalmente grande, e não para ostentar sua Onipotência. Tendo Deus comunicado aos elementos sua maneira própria de agir, o Senhor costuma respeitar o curso ordinário das coisas e utilizá-lo ou encaminhá-lo para obter os efeitos intencionados pela Providência (serve-se habitualmente das chamadas «causas segundas»). Por isto, ensina a exegese que, embora o milagre seja uma realidade na História, a realização de um milagre deve ser provada ou deduzida das expressões mesmas do texto sagrado; não pode ser simplesmente pressuposta; o fato de ser Deus todo-poderoso não implica que tenha realmente manifestado sua Onipotência todas as vezes que a piedade ou a fantasia do leitor da Bíblia o julgue,

b) Também não são as descobertas da Ciência moderna, como tais, que levam o exegeta a dar sentido figurado a muitas expressões da Bíblia. Em outras palavras: não é para estar de acordo com os últimos resultados das pesquisas da astronomia, da geologia, da antropologia etc. (norteando-se diretamente pelas teorias das Ciências Naturais) que o cristão «arranja» suas conclusões exegéticas. Esta atitude, de todo errônea, tem o nome de «Concordismo» (isto é, procura de concórdia, às vezes alheia ao texto bíblico, entre a Ciência e a Escritura).

E por que é errônea? Haverá então discórdia ou apenas semiconcórdia?

É errônea simplesmente porque pressupõe que a Bíblia tenha a mesma finalidade que a Ciência, isto é, que vise ensinar aos homens qual a natureza intrínseca dos fenômenos biológicos, astronômicos, geológicos. Se as Escrituras tivessem em mira ensinar isto, então é claro que haveria justificativa para procurarmos ler as teorias da Ciência Moderna, clara ou veladamente formuladas, na Bíblia. — Acontece, porém, que a Sagrada Escritura visa apenas expor aos leitores o sentido religioso que cabe às criaturas e aos seus fenômenos no plano de Deus; não quer senão dizer de onde vêm os seres, para onde vão, qual o seu valor e a sua função aos olhos de Deus e do cristão, sem se preocupar com a estrutura físico-química das criaturas.

Em consequência, a Bíblia, tendo que aludir aos diversos elementos deste mundo, menciona-os na linguagem simples de seus primeiros leitores, que eram judeus rudes (esta linguagem é suficiente à finalidade da Sagrada Escritura), e começa seu ensinamento propriamente dito onde o cientista termina suas afirmações. Este analisa o que lhe cai sob os olhos e vai retrocedendo no curso dos fenômenos até chegar aos mínimos componentes da matéria; depois disto, nada mais sabe dizer. Pois bem, é justamente neste ponto que as Escrituras começam a ensinar; expõem a metafísica ou o sentido transcendente da matéria, do homem e das suas atividades neste mundo. Não há, pois, coincidência entre o ponto de vista das Ciências Naturais e o da Bíblia. De onde se vê quão absurdo seria interpretar tal ou tal passagem escriturística em sentido alegórico a fim de a acomodar às últimas teorias científicas.

2. Qual seria então, em termos positivos, o critério que leva a distinguir sentido literal e sentido figurado na Sagrada Escritura?

Foi o conhecimento mais exato da filologia e da literatura, tanto de Israel como do Oriente Próximo, que deu a ver aos exegetas que tais e tais expressões não costumavam ser entendidas ao pé da letra pelos escritores antigos, mas tinham sentido convencionalmente metafórico ou hiperbólico. Com outras palavras: as ciências modernas trouxeram à luz não apenas novos dados de astronomia, biologia, geologia, mas também abriram novos horizontes aos estudiosos da linguística do Oriente Antigo. Os novos instrumentos de trabalho filológico (instrumentos dos quais não dispunham os intérpretes medievais) foram consequentemente aplicados ao texto da Bíblia (já que esta foi escrita segundo os moldes da cultura de outrora), o que levou naturalmente os estudiosos a entender em sentido figurado certos trechos que outrora se interpretavam ao pé da letra.

O que está acima dito, se resume brevemente no seguinte: os exegetas modernos reformaram proposições de seus antecessores, porque se lhes tornou evidente que na Bíblia há gêneros literários diversos, ou seja, um estilo próprio para tratar de cada assunto importante (história, leis, profecia, liturgia…). Cada um desses gêneros literários obedece às suas regras de redação convencionais, que o leitor moderno, por mais estranhas que lhe pareçam, tem que levar em conta, a fim de não dar às expressões de um poema (texto livremente concebido e ornamentado) o significado rigoroso que dá aos termos de uma lei (texto geralmente breve e preciso).

3. Uma vez averiguadas as regras de estilo que presidiram à redação de certo livro ou trecho, pode-se proceder à interpretação filológica do mesmo, isto é, verificar o que o texto, aos olhos de um leitor judaico antigo, queria dizer.

Não basta, porém, a interpretação filológica. Requer-se, outrossim, o que se chama a “interpretação dogmática” ou “teológica”, já que a Bíblia não é simplesmente palavra humana, mas palavra do homem que reveste e transmite a Palavra de Deus.

Qual então o critério para se apurar o sentido teológico ou dogmático de uma passagem escriturística?

a) Em vista de tal fim, pode-se recorrer à analogia da fé, isto é, à consonância que tal ou tal possível interpretação do texto possa ter com proposições que indubitavelmente pertencem ao depósito da fé. Caso haja discrepância entre uma interpretação filologicamente possível e algum dogma de fé, dever-se-á reconhecer que tal interpretação é errônea. Exemplo muito expressivo encontra-se na exegese de Gênesis 1-3: houve autores (mesmo católicos) que, baseados em critérios meramente filológicos, quiseram entender o nome “Adão” (que em hebraico significa “homem”) no sentido coletivo, e não individual (cf. A. M. Dubarle, “Les sages d’Israel”, Paris, 1946, pp.21-22): Deus então, ao criar Adão, teria criado a coletividade humana, um agrupamento provavelmente composto de vários casais, e não de um indivíduo e sua esposa apenas; insinuavam desta forma o poligenismo em lugar do tradicional monogenismo (criação de um só casal, Adão e Eva, do qual procedem todos os homens).

Filologicamente a interpretação era plausível e sorria a não poucos exegetas que queriam estar em dia com hipóteses de cientistas recentes. Contudo, o Santo Padre Pio XII, em sua encíclica «Humani generis», de agosto de 1950, lembrou aos exegetas que a mencionada interpretação cai em contradição com uma proposição de fé seguramente atestada pela Bíblia e a Tradição, ou seja, com o dogma do pecado original, que é o pecado do primeiro homem, Adão, comunicado a todos os indivíduos humanos por descenderem todos de Adão. Assim, a «analogia da fé» leva a excluir a interpretação poligenista de Gênesis 1-3, interpretação que o mero exame literário do texto não excluiria.

b) Disto já se depreende que o critério supremo e inevitável para se precisar o sentido de alguma passagem da Sagrada Escritura é a Tradição oral, que hoje se faz ouvir no ensinamento ou Magistério da Igreja. É a esta que, em última análise, toca dirimir as questões de interpretação da Bíblia.

E por que isto? Não será a Igreja erroneamente intransigente ao se arrogar tal direito?

Não! É a natureza mesma da Bíblia que assinala tal incumbência à Igreja. Com efeito, os livros da Sagrada Escritura não foram escritos com o fito de abranger todo o depósito da Revelação Divina, mas se devem a problemas ocasionais (necessidades contingentes deste ou daquele grupo de fiéis), aos quais os hagiógrafos queriam atender. Estes, por conseguinte, apenas redigiram o necessário para resolver os casos que se propunham esporadicamente, confiando em que seus escritos seriam sempre interpretados e complementados pela Tradição oral existente na Igreja. O ensinamento oral constitui um grande corpo doutrinário, do qual os livros do Antigo e do Novo Testamento consignam apenas uma parte (cf. João 21,25). É note-se que a Igreja viveu exclusivamente do ensinamento oral de Cristo desde a Ascensão do Senhor (cerca do ano de 33) até a redação da primeira página do Novo Testamento (Tiago ou 1Tessalonicenses, por volta de 50/51).

Por isto, é que os escritos bíblicos não podem ser desmembrados da Tradição oral nem ser interpretados sem recurso a esta, que é anterior a eles e mais ampla do que eles. E a Tradição oral como pode ser auscultada? Ela se acha hoje viva no Magistério da Igreja. Este se prende ininterruptamente, passando por mais de 55 gerações, através dos séculos, àquilo que Cristo e os Apóstolos ensinaram, mas não escreveram.

É, portanto, a Igreja, à qual Cristo prometeu sua assistência infalível (cf. Mateus 28,20), que em última instância está sempre habilitada a dizer qual o sentido exato de tal e tal passagem da Sagrada Escritura.

(Fonte: Revista Pergunte e Responderemos nº 5 – mai/1958. Via Veritatis)

Transforme seu coração vivendo estas 3 dimensões fundamentais da Quaresma e permita que Deus te cumule com suas graças

O sacerdote, escritor e funcionário da Secretaria de Estado do Vaticano, Mons. Florian Kolfhaus, compartilhou alguns conselhos para viver as 3 dimensões fundamentais da Quaresma que são jejuar, rezar e dar esmola.

Em sua coluna publicada em CNA Deutsh – agência alemã do Grupo ACI –, o presbítero indicou que os cristãos “não somos mestres de ioga que devem realizar práticas ascéticas muito exigentes” nos 40 dias de preparação para a Páscoa.

Mas, pelo contrário, “somos discípulos de Jesus que devemos experimentar a pobreza espiritual e às vezes material, para deixar assim que o Senhor nos gratifique”.

A seguir, apresentamos vários conselhos de Mons. Kolfhaus para que o Senhor nos cumule com sua graça, enquanto vivemos o jejum, a esmola e o oferecimento de obras.

1. Jejum

Mons. Florian Kolfhaus explica que quando se fala de jejum “não se trata apenas do que se refere à comida”, mas também da “renúncia da televisão, do celular e do rádio, deixar de usar o carro particular para usarmos transporte público”.

No entanto, o sacerdote assegurou que abster-se de alimentos tem um “significado especial” na Sagrada Escritura.

“Jesus mesmo jejuou 40 dias no deserto até sentir fome. Nós também não deveríamos nos assustarmos com a Quaresma, com o sentir fome, pois, através desse oferecimento, tal como promete o Senhor, podemos fazer com que nossa oração produza mais frutos”, detalhou.

Além disso, assegurou que o jejum “pode tomar diversas formas”, como uma só refeição forte e dois reforços pequenos (é a prescrição quaresmal da Igreja que a Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa), comer apenas pão e água (ou talvez frutas e verduras) ou esperar até à noite para fazer uma refeição forte.

“É claro que a renúncia das guloseimas e doces, do café e do álcool são oferecimentos que fazem bem à saúde corporal e que, às vezes, podem nos representar maior dor do que o jejum propriamente dito”, acrescentou.

2. Oração

O presbítero indicou que a oração é “ponto central” deste tempo de preparação para a Páscoa, entendendo a oração como “encontro pessoal com Deus”.

Por esse motivo, recomendou levantar-se 10 minutos antes para começar o dia com Deus em oração; visitar a cada dia, ao menos de forma breve, uma Igreja e adorar o Santíssimo; rezar o Terço diariamente ou a Via sacra nas sextas-feiras; e agradecer a Deus a cada dia, inclusive nos momentos difíceis.

Do mesmo modo, para estar mais bem preparados para rezar, convidou a colocar sobre a escrivaninha uma imagem de Jesus ou um crucifixo para ter o Senhor sempre presente; ler diariamente as Sagradas Escrituras memorizando versículos; e ler um bom livro espiritual antes de ir dormir.

3. Esmola

“Quanto à ideia de esmola, entendemos as boas obras que fazemos pelos demais. A Quaresma é uma escola de amor ao próximo”, explica Mons. Kolfhaus.

Nesse sentido, exortou a fazer uma boa obra a cada dia. Por exemplo, rezando pelas vítimas das guerras e catástrofes naturais; dando esmola ao mendigo ou doando objetos que sejam importantes e valiosos.

Mons. Kolfhaus também se referiu à doação de tempo, ou seja, separar tempo no dia para conversar com algum vizinho, telefonar para antigos conhecidos, escrever cartas ou ser paciente com colegas de trabalho.

Oferecimentos ou mortificações

Segundo Mons. Kolfhaus, Nosso Senhor Jesus, “que esteve sedento na Cruz, pode ser consolado por nós, quando lhe oferecemos nosso amor, manifestando ao carregar nossa própria Cruz”.

“Não se trata de grandes sofrimentos ou dores, mas de grandes manifestações de amor. Mais importante do que a oferta em si são o amor e a confiança”, destacou.

O presbítero sustentou que durante esta Quaresma, os fiéis podem “carregar sua cruz” suportando pacientemente as doenças ou os problemas.

Indicou também que é possível ser criativo com os oferecimentos, por exemplo, não falar mal dos demais, tomar banho com água fria, renunciar a comidas ou bebidas de que gosta, subir as escadas em vez de usar o elevador.

Na vida religiosa, Mons. Kolfhaus destacou algumas opções, como fazer longos percursos rezando o Terço, rezar de joelhos, rezar abrindo os braços ou fazer peregrinações curtas a pé.

(via ACIdigital)

No próximo dia 1º de março, a Igreja celebra a Quarta-feira de Cinzas, dando início à Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Recordamos algumas coisas essenciais que todo católico precisa saber para poder viver intensamente este tempo.

1. O que é a Quarta-feira de Cinzas?

É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a se converterem e a se prepararem verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.

A Quarta-feira de Cinzas é uma celebração que está no Missal Romano, o qual explica que no final da Missa, abençoa-se e impõe-se as cinzas obtidas da queima dos ramos usados no Domingo de Ramos do ano anterior.

2. Como nasceu a tradição de impor as cinzas?

A tradição de impor a cinza é da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e se apresentavam ante a comunidade com um “hábito penitencial” para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.

A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos por volta do ano 400 d.C. e, a partir do século XI, a Igreja de Roma passou a impor as cinzas no início deste tempo.

3. Por que se impõe as cinzas?

A cinza é um símbolo. Sua função está descrita em um importante documento da Igreja, mais precisamente no artigo 125 do Diretório sobre a piedade popular e a liturgia:

“O começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas, que caracteriza a Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. Este não era um gesto puramente exterior, a Igreja o conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Deve-se ajudar os fiéis, que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto tem, que abre a cada pessoa a conversão e ao esforço da renovação pascal”.

4. O que simbolizam e o que recordam as cinzas?

A palavra cinza, que provém do latim “cinis”, representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Esta adotou desde muito cedo um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.

A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gn 2,7); “até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3,19).

5. Onde podemos conseguir as cinzas?

Para a cerimônia devem ser queimados os restos dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estes recebem água benta e logo são aromatizados com incenso.

6. Como se impõe as cinzas?

Este ato acontece durante a Missa, depois da homilia e está permitido que os leigos ajudem o sacerdote. As cinzas são impostas na fronte, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: “Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

7. O que devem fazer quando não há sacerdote?

Quando não há sacerdote, a imposição das cinzas pode ser realizada sem Missa, de forma extraordinária. Entretanto, é recomendável que antes do ato participem da liturgia da palavra.

É importante recordar que a bênção das cinzas, como todo sacramental, somente pode ser feita por um sacerdote ou um diácono.

8. Quem pode receber as cinzas?

Qualquer pessoa pode receber este sacramental, inclusive os não católicos. Como explica o Catecismo (1670 ss.), “sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela”.

9. A imposição das cinzas é obrigatória?

A Quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, nesse dia muitas pessoas costumam participar da Santa Missa, algo que sempre é recomendável.

10. Quanto tempo é necessário permanecer com a cinza na fronte?

Quanto tempo a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.

11. O jejum e a abstinência são necessários?

O jejum e a abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Nesse dia, os fiéis podem ter uma refeição “principal” uma vez durante o dia.

A abstinência de comer carne é obrigatória a partir dos 14 anos. Todas as sextas-feiras da Quaresma também são de abstinência obrigatória. As sextas-feiras do ano também são dias de abstinência. O gesto, dependendo da determinação da Conferência Episcopal de cada país, pode ser substituído por outro tipo de mortificação ou oferecimento como a oração do terço.

Amanhã, a Igreja celebra a Quarta-feira de Cinzas, quando se impõe um sacramental, isto é, as cinzas que são colocadas na cabeça como sinal de penitência. Saiba o que são os sacramentais e o seu sentido na nossa vida cristã.

A blogueira católica Jenny Uebbing escreveu um recente artigo no qual explica o sentido e o uso dos sacramentais na vida cotidiana do cristão.

No blog “Mama needs coffee” de CNA – agência em inglês do grupo ACI – Uebbing explica que a palavra “sacramental” é “utilizada pela teologia para designar aqueles artigos aparentemente normais, aos quais temos acesso durante nossa batalha contra o mal ao longo de nossa vida”.

Segundo o Catecismo, os sacramentais “são sinais sagrados por meio dos quais, imitando de algum modo os sacramentos, se significam e se obtêm, pela oração da Igreja, efeitos principalmente de ordem espiritual”.

“Por meio deles, dispõem-se os homens para a recepção do principal efeito dos sacramentos e são santificadas as várias circunstâncias da vida”.

Uebbing explicou que, “embora a fé da Igreja impregnada nesses elementos comuns (água, sal, ícones, medalhas etc.) é uma bênção eficaz em si mesma, esta só se concretiza plenamente quando combinada com a fé pessoal e uma vida reta e ordenada”.

Fazendo referência ao Evangelho de São João sobre a passagem de Jesus na qual aplica barro nos olhos de um homem para que recuperasse a visão, Uebbing indicou que este milagre “não ocorreu por uma superstição ou por qualidades inerentes da matéria, mas pela reação primordial entre a graça de Cristo e a fé do homem”.

A seguir, alguns exemplos de sacramentais propostos pela blogueira católica:

1. Crucifixos

Uebbing assegurou que, “com um crucifixo em cada lar, tem-se um poderoso recordatório para todos os que vivem, trabalham e dormem sob o mesmo teto, de que o lar pertence a Cristo”.

“Não, o crucifixo não é Jesus, mas é sua imagem, representada com amor e destacada proeminentemente”, precisou.

2. Água benta

A blogueira detalhou que “cada paróquia deve ter (a maioria tem) uma pia de água benta em cada porta e uma pia principal para o batismo”.

“Mantenhamos água benta em nossa casa todos os momentos e usemo-la todos os dias para abençoar nosso filhos, seus quartos e nossa casa, sobretudo se alguém está doente ou teve um sonho ruim, ou depois de uma grande festa ou quando muitas pessoas entraram e saíram”.

Jenny assegurou que “vivemos em uma falsa dicotomia entre o espiritual e o mundo material neste século, entretanto, o Deus que vem a nós em um pedaço de pão, sem dúvida, confere a graça sacramental através da água”.

3. Sal bento

A autora manifestou que o sal é bom “para abençoar as portas e lançar ao longo do perímetro da casa como uma barreira entre a família e o mundo”.

Assinalou que isso também é “um ato de fé que reclama a terra, o lar e todo o espaço” para Cristo.

4. Medalhas

“Tanto a Medalha Milagrosa como o escapulário são poderosas devoções à Virgem e a Igreja ensina que, usados com fé e em concordância com uma vida de virtude, levará promessas poderosas unidas a eles”.

Finalmente, Jenny Uebbing assegurou que “Maria intercederá por nós particularmente no momento da morte, uma vez que Jesus não negará à sua querida mãe tudo o que ela pede”.

Fonte: ACI Digital

Saber trabalhar para dominar o desejo de vingança é saber domar nossos instintos para nosso próprio benefício e também do semelhante. Até para usar bem da inteligência a pessoa que deseja tirar a vida do outro vai pensar bem nas consequências para si mesmo: a prisão, o “carimbo” ou a marca de criminoso para toda a vida, a consciência pesada, a discriminação… além do grande pecado diante de Deus e dos homens.

O desarmamento pessoal do impulso de querer fazer justiça com as próprias mãos exige um rito, uma ascese ou exercitação, para não se deixar levar por um impulso emotivo momentâneo. No dito popular encontramos o dado de sabedoria que ensina a pessoa a contar até dez antes de tomar decisão precipitada. Na ascese cristã encontramos muitos meios para nos conter e, ao invés de retaliarmos ou nos vingarmos, vamos nos lembrar do ensinamento de Jesus: “perdoar… até aos inimigos… fazer o bem a quem nos odeia…”(Mateus 5,43.44). Já entre os antigos judeus havia o ensinamento: “Não tenhas no coração ódio contra teu irmão” (Levítico 19,17). A oração é outra fonte de paz e de força para o entendimento, a misericórdia e o perdão.

Quando há a sublimação dos impulsos instintivos, a pessoa promove mais o entendimento, o diálogo na família, na comunidade e em toda a convivência humana. Promove-se o armistício entre facções, comunidades e nações. As guerras não terão mais cabimento. Até se diz no ditado popular: “Mais vale um mau acordo do que uma boa demanda”. O desgaste é menor, com menos prejuízo tensional e vivencial.

Por outro lado, a ascese para o desarmamento de ânimo é vista na atitude da humildade. Ela leva a pessoa a perceber que não é melhor dos que os outros. Se esses erraram e erram, também nós erramos ou estamos sujeitos ao erro, talvez de modo pior do que os outros. O próprio Jesus adverte aos que queriam apedrejar a mulher adúltera: “Quem não tiver pecado atire a primeira pedra”. Nessa perspectiva o apóstolo Paulo lembra: “Ninguém se iluda: se algum de vós pensa que é sábio nas coisas deste mundo, reconheça sua insensatez, para se tornar sábio de verdade; pois a sabedoria deste mundo é insensatez diante de Deus” (1 Coríntios 3,18).

Jesus é o maior exemplo de vida e de ensinamento sobre o desarmamento de ânimo para o trato com o semelhante. Ele podia ter usado o poder que tinha para aniquilar seus opositores. Ao invés de condenar os inimigos ele ensina: “Vós ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’. Eu, porém, vos digo, não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda!’” (Mateus 5, 38-39). Até do alto da cruz Ele pede perdão ao Pai pelos algozes dizendo que eles não sabem o que fazem (Cf. Lucas 23,34).

É evidente que precisamos trabalhar e ajudar a tirar as causas dos ódios e dos entendimentos. Precisamos, porém, começar a fazê-lo com a nossa própria exercitação nesta prática. Se todos colaborarem para isso, teremos um mundo de menos agressões e desentendimentos!

“Na tentação não há diálogo, reza-se”, afirmou o Papa Francisco na homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta, no Vaticano.

Nesse sentido, o Santo Padre propôs esta breve jaculatória para fazer frente às tentações: “Ajuda-me Senhor, sou fraco. Não quero me esconder de você”. Rezar dessa maneira, assinalou, supõe um ato de “coragem” que permitirá “vencer o diabo”.

A partir da leitura do Livro do Gênesis, o Papa comparou as tentações de Adão e Eva com as sofridas por Jesus no deserto. O Santo Padre explicou que o diabo, na forma de serpente, fez-se atrativo a Adão e Eva e, com sua astúcia, conseguiu os enganar. O diabo “é o pai da mentira. É um traidor”, assegurou.

Francisco detalhou os perigos de dialogar com o diabo, que fez Eva se sentir bem para começar a falar com ela. Depois, passo a passo, levou-a ao seu terreno.

Pelo contrário, com Jesus essa estratégia não funcionou. O demônio também tentou falar com Jesus, “porque quando o diabo engana uma pessoa o faz com o diálogo”. Assim, tentou enganar o Senhor, mas Ele não cedeu.

O Santo Padre contrapôs a nudez de Adão e Eva, fruto do pecado, com a nudez de Cristo na cruz, fruto da obediência a Deus: “Também Jesus acabou nu mas na cruz, por obediência ao Pai, outra estrada”.

O Papa lamentou a corrupção que há no mundo por culpa do pecado, por culpa do diálogo dos homens com o diabo.

“Muitos corruptos, existem muitas pessoas importantes corruptas no mundo, que conhecemos suas vidas através dos jornais. Talvez começaram com uma pequena coisa, não sei, não ajustando bem o balanço e o que era um quilo façamos novecentos gramas, mas era um quilo! A corrupção começa de pequenas coisas como esta, com o diálogo: Não, não é verdade que esta fruta vai fazer mal a você! Coma! É boa! É pouca coisa, ninguém vai perceber!”, disse em referência à tentação do diabo à Eva.

“E pouco a pouco cai-se no pecado, na corrupção”, lamentou.

“O diabo é um mau pagador, não paga bem! É um trapaceiro! Ele promete tudo e deixa você nu. A serpente, o diabo é inteligente: você não pode dialogar com o diabo. Todos nós sabemos o que são as tentações, todos nós sabemos, porque todos nós temos. Muitas tentações de vaidade, de orgulho, cobiça, avareza”.

“Com o Diabo não se dialoga”, foi a conclusão do Pontífice.

Fonte: ACI Digital  

No íntimo do ser humano há tendências para a prática do bem ou do mal. A noção do bem, solidificada com a vontade de se pautar por um caminho de busca de um ideal pautado por valores éticos, morais e religiosos, leva a pessoa a alcançar sua realização humana na busca e conquista deste ideal elevado. Ao contrário, se ela se deixar levar por saciar os desejos instintivos desenfreados e opostos àqueles da boa consciência, sua realização e felicidade se tornam efêmeras e de um vazio existencial. A felicidade do ser humano não tem consistência duradoura se não se basear no fundamento da justiça, que traz o equilíbrio da vontade humana pautada pela divina.

Deus não nos criou para a infelicidade, mas nos deixa a liberdade para optarmos ou não em realizar seu projeto de vida para nós. A consciência reta, formada na valorização da ética natural e na vivência dos valores apresentados pelo Criador, já inerentes à natureza e plenificado pela revelação do seu Filho vindo até nós de modo humano, leva-nos a praticar a justiça do Reino. Esta nos impulsiona a vivermos na retribuição do amor de Deus, que nos dá gratuitamente o dom da vida. Se desfizermos dessa justiça, desfazemos nossa realização humana. Pervertemos a consciência da retidão moral. Erramos,  injustiçamos  a nós mesmos, o semelhante, a família, o desenvolvimento de toda a ordem e não usamos nossos recursos para a promoção da vida, da dignidade humana e da justiça social. A Bíblia nos ensina: “Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir… (Deus) não mandou a ninguém agir como ímpio e a ninguém deu licença de pecar” (Eclesiástico 15, 18.21).

Se todos ouvissem a proposta divina, já percebida na consciência bem formada e na revelação de Cristo, seríamos mais solidários, justos, compassivos e altruístas. Superaríamos a concentração de recursos exagerados nas mãos de poucos para promovermos mais justiça na terra. Seriam banidas a fome, as armas e as guerras. A formação com famílias melhor estruturadas e assistidas, a educação de melhor qualidade, a saúde melhor encaminhada e a segurança mais estruturada, todo tipo de benefício social seria mais democratizado. Aconteceria, de fato, a inclusão social mais justa e a cidadania haveria de modo extensivo a todos. Deus quer o bem de todos, mas respeita nossa vontade e ação para usarmos a inteligência e todos os recursos que Ele nos dá para fazermos nossa parte. Assim, faríamos deste planeta um lugar de verdadeira justiça em que reinem o amor e a fraternidade. Para isso, precisamos da sabedoria que não provém simplesmente de nossas capacidades humanas e sim da sabedoria de Deus, como lembra o apóstolo Paulo (Cf. 1 Coríntios 2,6-10).

A sabedoria divina nos é dada para sabermos obedecer ao Criador, na prática da justiça e da caridade. Quem as praticar e assim ensinar aos outros “será considerado grande no reino dos céus” (Mateus 5,19). Não se trata simplesmente de um ensinamento religioso, mas também autenticamente humano. Hoje precisamos demais de promover o que realmente nos humaniza, com o exercício das virtudes do altruísmo e da promoção do respeito à dignidade humana. Assim colaboramos com o bem comum e nos tornamos felizes porque damos de nós pelo bem do semelhante e de toda a sociedade. Afinal, marcamos presença de qualidade aqui na terra e nos realizamos porque usamos dos dons de Deus para amar e servir, mesmo à custa de nos sacrificarmos pela promoção da justiça humana permeada com a divina.

Fonte: CNBB

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