Papas

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Quando um Papa também chora

As “Sextas-Feiras da Misericórdia” são uma iniciativa criada e praticada pelo Papa Francisco para viver na vida real as 14 obras de misericórdia. Para saber mais sobre essa bela iniciativa, acesse este artigo.

E a seguir você descobre duas experiências que o Papa Francisco viveu em suas Sextas-Feiras da Misericórdia e que o emocionaram de modo muito particular, conforme depoimentos dados por ele próprio:

1 – A vítima de prostituição que era torturada pelos seus exploradores

“Visitei as mulheres que estão sendo resgatadas do sofrimento da prostituição. Lembro-me de uma africana: muito bonita, muito jovem… e explorada. Ela estava grávida. Não apenas tinha sofrido a exploração como ainda tinha sido forçada a sofrer agressões e torturas. ‘Tem que ir trabalhar’…

Quando ela me contou a sua história, havia outras 15 moças me contando as delas. Uma dizia: ‘Padre, eu dei à luz na rua, no inverno. Sozinha. A minha menina morreu’. Eles a obrigaram a trabalhar até aquele dia, porque, se ela não levasse um bom dinheiro aos exploradores, era espancada e até torturada. De outra moça eles cortaram a orelha…

Eu pensei não só nos exploradores, mas naqueles que pagavam as moças: será que eles não sabem que, com aquele dinheiro, para obter uma satisfação sexual, estavam ajudando os exploradores?”

2 – A mãe de três bebês, desesperada com a morte de um deles

“Um dia eu fui acompanhar dois pontos extremos da vida: o início e o fim. Fui ao hospital próximo à clínica Gemelli, um hospital que tem relação com o Gemelli, mas que é para doentes terminais.No mesmo dia, fui também ao hospital San Giovanni. Visitei a maternidade e havia lá uma mulher chorando, chorando, chorando, diante dos seus filhos gêmeos… pequeninos, mas muito lindos. Seu terceiro filhinho tinha morrido. Eram três, mas um deles estava morto. Ela chorava pelo filho morto, enquanto acariciava os outros dois. O dom da vida.Então pensei no hábito de descartar os bebês antes mesmo do nascimento, esse crime horrendo: eles são descartados ‘porque é melhor assim’, ‘porque é mais cômodo’… É um pecado gravíssimo, é uma responsabilidade muito grande.Aquela mãe que teve três filhos chorava pelo filho que tinha morrido e não conseguia se consolar com os dois que estavam vivos. O amor à vida em qualquer situação… é algo muito grande…”.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Defensor das periferias aonde quer que vá, o incansável pontífice argentino, de 81 anos, visitou Iquique

Indígenas explorados, imigração ilegal, escândalos de pedofila na Igreja. O papa Francisco concluiu nesta quinta-feira (18) uma visita ao Chile, marcada por polêmicas, e seguiu viagem para o Peru.

Em sua última missa, em uma praia do Pacífico, no norte do Chile, na presença de 50.000 pessoas, o papa tratou de um dos assuntos mais emblemáticos de seu pontificado: a defesa dos imigrantes.

Defensor das periferias aonde quer que vá, o incansável pontífice argentino, de 81 anos, escolheu a praia de Lobito, a 20 km de Iquique (1.800 km ao norte de Santiago) para proclamar a defesa dos migrantes, um dia depois de defender em Temuco (sul), em meio à tensão pelo conflito mapuche, a unidade e o reconhecimento dos povos originários e condenar a violência.

Mas durante sua visita ao país, destinada em grande parte a restaurar as feridas de uma igreja chilena desacreditada por seu silêncio diante dos escândalos de abusos sexuais do clero, o papa multiplicou as declarações de contrição, ainda que finalmente tenha defendido um bispo acusado de encobrir casos.

“Não há uma só prova contra, tudo é calúnia. Está claro?”, indagou o papa Francisco ao defender o bispo chileno Juan Barros.

Nomeado em janeiro de 2015 pelo papa como bispo de Osorno, Barros, de 61 anos, é acusado por vítimas do sacerdote Fernando Karadima, condenado pelo Vaticano em 2011 por abuso sexual contra menores de idade, de encobrir suas ações.

“No dia que me trouxerem uma prova contra o bispo Barros, aí vou falar”, garantiu Francisco.

 

Apesar da polêmica, o bispo Juan Barros acompanhou o pontífice em sua visita ao país. Em Santiago e Temuco, co-celebrou as missas multitudinárias e também esteve presente em Iquique, onde um abraço do papa inflamou as redes sociais.

 

Na terça-feira, o papa recebeu um pequeno grupo de vítimas de abusos, para os quais manifestou sua “dor” e “vergonha”.

Em uma reunião com religiosos, disse-lhes que tivessem “a coragem de pedir perdão”, consciente da imagem devastadora que estes escândalos tiveram para a Igreja chilena, em baixa em um país cada vez mais secular.

Cerca de uma dezena de igrejas foram alvo de ataques incendiários nos últimos dias por grupos de indivíduos não identificados, em protesto contra a visita do papa argentino.

– Migração e mapuches –

Desde a meia-noite, entre o mar e as montanhas, os fiéis – muitos menos do que o previsto – aguardavam na areia para assistir à última missa de Francisco en Chile.

Nesta região, vizinha ao Peru e à Bolívia, onde um em cada dez cidadãos é estrangeiro, o papa alertou sobre a exploração e a discriminação que os imigrantes sofrem. “Estejamos atentos a todas as situações de injustiça e às novas formas de exploração”, à “precarização do trabalho”, a que se “aproveitem da irregularidade de muitos imigrantes” e à “falta de teto”, disse o papa.

“São necessárias as palavras de Francisco a favor dos estrangeiros que vivem aqui, é necessário que se respeitem as diferenças”, disse à AFP Monserrat Caballero, de 22 anos, proveniente do Equador.

É que o Chile se tornou nos últimos anos destino de imigrantes, principalmente pela fronteira norte, por onde se registra um intenso ingresso irregular de estrangeiros, procedentes principalmente de Colômbia, Haiti, República Dominicana e Equador.

Mais de meio milhão de estrangeiros vivem hoje em situação legal no país, segundo dados oficiais – 3% da população de 17,5 milhões de habitantes. Mas, segundo dados recentes da imprensa, só no ano passado chegaram cerca de 105.000 haitianos e mais de 100.000 venezuelanos.

O papa agradeceu “a presença de tantos peregrinos dos povos irmãos da Bolívia e do Peru – e não fiquem com ciúmes – especialmente dos argentinos, que são a minha pátria”.

Francisco entronizou a imagem de Maria, que tem sua morada na localidade de La Tirana, a 70 km de Iquique, como ‘rainha e mãe’ do Chile.

Antes de seguir para o Peru, onde fará uma visita de três dias, o pontífice se reuniu com um representante das vítimas da ditadura (1973-1990), Héctor Marín Rossel, irmão de Jorge Marín, desaparecido aos 19 anos em 28 de setembro de 1973, poucas semanas após o golpe da ditadura de Pinochet.

“Disse-lhe: ‘papa Francisco, em suas mãos deixo a esperança de encontrar nossos detidos-desaparecidos’”, contou à imprensa Marín, que entregou ao pontífice uma carta durante a reunião celebrada no interior do Regimento de Telecomunicações de Iquique.

No aeroporto, Francisco foi despedido pela presidente chilena, Michelle Bachelet, que o acompanhou em várias etapas de sua visita.

(AFP)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Francisco pediu um momento de silêncio por tanta “dor e tanta injustiça”

O papa Francisco dedicou nesta quarta-feira (17) a missa no aeródromo de Maquehue de Temuco (sul), que serviu de local de detenção e violações dos direitos humanos durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), às vítimas do regime militar.

“Essa celebração a oferecemos a todos os que sofreram e morreram e a todos que carregam todos os dias nos ombros o peso de tantas injustiças”, disse o pontífice em sua homilia da “Missa pela integração dos povos”.

Logo depois, Francisco pediu um momento de silêncio por tanta “dor e tanta injustiça”.

Vinte e sete anos após o fim da ditadura, seu legado ainda perdura em vários setores da sociedade chilena. Mais de 3.200 pessoas foram vítimas do regime de Pinochet, entre mortos e desaparecidos.

Francisco também atacou nesta terça o recurso à violência na luta pelo reconhecimento dos povo, numa região, Araucanía, em plena tensão devido ao conflito mapuche.

“É essencial reconhecer que uma cultura de reconhecimento mútuo não pode ser construída com base na violência e destruição que acaba por levar vidas humanas”, disse o pontífice antes de acrescentar que “você não pode pedir reconhecimento aniquilando o outro, porque isso só desperta mais violência e divisão”.

(AFP)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Sobre a  ideologia de gênero nas escolas, Francisco diz que “é terrível”. Para Bento XVI, “esta é a época do pecado contra Deus Criador”

Esse assunto, mais uma vez, passou despercebido por muitos! Por que os jornais, as grandes TVs não falam sobre esse assunto? Será que seus patrocinadores são os mesmos das cartilhas de ideologização? O tema da ideologia de gênero nas escolas foi abordado em uma reunião com bispos poloneses, durante a viagem do Papa Francisco, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia, na Polônia.

Muitos problemas escondem ideologias. São verdadeiras colonizações ideológicas presentes na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina, na África, na Ásia. “E uma delas – digo-a claramente por ‘nome e apelido’ – é o gênero! Hoje, às crianças – às crianças! –, nas escolas, ensina-se isto: o sexo, cada um pode escolhê-lo”, denunciou. O Pontífice acrescentou que, essa forma organizada de ideologização, está presente em cartilhas bancadas por pessoas e instituições, apoiadas por países muito influentes, “e isso é terrível”, afirmou.

Ideologia de gênero

Francisco citou uma conversa que teve com o Papa Emérito, Bento XVI. “Ele está bem e tem um pensamento claro”, acrescentou. “Dizia-me ele: ‘Santidade, esta é a época do pecado contra Deus Criador’, contou. Tal afirmação é inteligente, seguindo a lógica de que Deus criou o homem e a mulher; Deus criou o mundo assim, assim e assim; e nós estamos a fazer o contrário. Deus deu-nos um estado ‘inculto’ para que o fizéssemos tornar-se cultura; depois, com esta cultura, fazemos as coisas que nos levam ao estado ‘inculto’! Devemos pensar naquilo que disse o Papa Bento: ‘É a época do pecado contra Deus Criador’! E isto ajudar-nos-á”, explicou o Papa Francisco.

Esse assunto quase não aparece nas principais manchetes e não é comentado por personalidades, no entanto, em meu livro “Papa Francisco às Famílias”, resgatei o assunto que pode ser consultado facilmente no site do Vaticano. O tema é tão sério, que Papa Francisco o comparou a uma ação nazista. A partir de uma necessidade da população, tais ideologias encontram oportunidades de entrar e fortalecer-se por meio das crianças. Ditaduras do século passado, como a Juventude Hitleriana, fizeram o mesmo, causando sofrimentos e tirando a liberdade de muitas pessoas. Impérios colonizadores buscam tirar a identidade das pessoas e impor uma igualdade.

Educação

Em 1995, uma Ministra da Educação pediu um grande empréstimo para construir escolas para os pobres. “Deram-lhe o empréstimo com a condição de que, nas escolas, houvesse um livro para as crianças de certo grau de escolaridade. Era um livro escolar, um livro didaticamente bem preparado, onde se ensinava a teoria do gênero. Essa senhora precisava do dinheiro do empréstimo, mas havia aquela condição. Sagaz, disse que sim, e fez preparar outro livro, tendo dado os dois, e assim resolveu o problema”, contou o Pontífice.

O Papa explicou o motivo da colonização ideológica ser perigosa: “invadem um povo com uma ideia que não tem nada a ver com o povo; com grupos do povo, sim; mas não com o povo. E colonizam o povo com uma ideia que altera ou quer alterar uma mentalidade ou uma estrutura”. Nosso papel de pais é termos uma postura ativa na educação de nossos filhos, acompanhando o que estão recebendo nas escolas, ajudando nas tarefas, transmitindo os ensinamentos de nossa fé. É preciso também que nos responsabilizemos em cooperar na educação dos amiguinhos de nossos filhos. A Igreja espera que sejamos promotores do que é bom e defendamos a família de tudo o que atenta à sua identidade e missão.

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/

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SANTIAGO, 15 Jan. 18 / 08:21 pm (ACI).- O Santo Padre foi recebido pela presidenta lhe Michelle Bachellet, pelo Arcebispo de Santiago, Cardeal Ricardo Ezzati; e pelo Presidente da Conferência Episcopal Chilena, Dom Santiago Silva Retamales.

Ao descer das escalinatas, dois menores em trajes típicos lhe entregaram um buquê de flores. Mais adiante Constanza, uma menina, dedicou-lhe a canção de Natal chilena “boa noite Joaninha”.

Entre os presentes, além de autoridades locais, encontravam-se o Núncio Apostólico no Chile, Dom Ivo Scapolo; e o responsável pela comissão da visita papal, Mons. Fernando Ramos.

Esta é a viagem internacional número 22 do Papa Francisco, que se converte no segundo Pontífice em visitar o Chile depois de São João Paulo II, que viajou ao país sul-americano em 1987.

Logo depois de deixar o aeroporto internacional Arturo Merino Benítez, o Papa Francisco realizou sua primeira atividade na capital do Chile ao visitar a paróquia São Luis Beltrán, onde rezou uns minutos frente à tumba do bispo Enrique Alvear Urrutia, o chamado “Bispo dos pobres”, cuja causa de canonização está aberta.

Dom Alvear se destacou por seu notável trabalho com os mais necessitados e sua notável defesa dos direitos humanos.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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VATICANO, 15 Jan. 18 / 02:00 pm (ACI).- Em resposta à pergunta de um jornalista que o acompanha durante o voo que o leva ao Chile e ao Peru, o Papa Francisco expressou seu temor de uma guerra nuclear que poderia ocorrer de maneira inesperada e renovou seu compromisso com o desarmamento nuclear.

Logo depois de decolar rumo ao Chile e ao Peru, em sua 22ª viagem apostólica, o Santo Padre distribuiu entre os 70 jornalistas que o acompanham a fotografia de um menino que sobreviveu à explosão da bomba atômica em Nagasaki, no Japão, em 1945, mas que em suas costas carrega o corpo de seu irmãozinho morto.

A foto é acompanhada da frase “… o fruto da guerra” e a assinatura do Pontífice. O texto que descreve a foto indica: “Um menino que espera sua vez no crematório para seu irmão morto, em suas costas. É a foto feita por um fotógrafo norte-americano, Joseph Roger O’Donnell, depois do bombardeio atômico em Nagasaki. A tristeza do menino só é manifestada pelo morder dos lábios, que escorrem sangue”.

O Santo Padre explicou que, depois de descobrir essa foto, sentiu-se profundamente afetado e, por isso, quis compartilhá-la. Na verdade, em 30 de dezembro, a Sala de Imprensa do Vaticano distribuiu esta mesma fotografia a pedido do Pontífice.

Francisco pretendia que, dessa maneira, pudesse gerar consciência sobre a guerra e suas lamentáveis consequências.

Segundo explicou Vatican News, o fotógrafo O’Donnell assinalou que quando encontrou com aquele menino de 10 anos, “notei que carregava uma criança em suas costas. Naqueles dias, era uma cena muito comum no Japão. Com frequência, cruzávamos com crianças que brincavam com seus irmãozinhos ou irmãzinhas nas costas, mas esse menino tinha algo diferente”.

Em várias ocasiões, o Papa Francisco denunciou que, atualmente, no mundo existe uma “terceira guerra mundial em pedaços” e incentivou todos os esforços para alcançar a paz.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Pope Francis attends his general audience in Saint Peter's Square at the Vatican, on November 16, 2016. Photo courtesy of Reuters/Alessandro Bianchi *Editors: This photo may only be republished with RNS-POPE-CARDINALS, originally transmitted on November 17, 2016.

VATICANO, 13 Jan. 18 / 05:00 am (ACI).- No próximo domingo 28 de janeiro pela tarde, o Papa Francisco visitará a Basílica da Santa Sofia em Roma para encontrar a comunidade grego-católica ucraniana.

Assim anunciou o Diretor do Escritório de Imprensa do Vaticano, Greg Burke, ao assinalar que o Pontífice aceitou o convite de Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, Arcebispo Mor de Kyiv-Haly dos ucranianos.

Na Basílica se encontra a tumba do bispo Stephan Chmil, quem ensinou há anos ao Papa o rito oriental, informa a agência de notícias em italiano do grupo ACI, ACI Stampa.

O templo foi construído graças à coleta de recursos organizada pelo Arquieparca Josip Slipyi em 1963, pouco depois de sair da prisão em um gulag.

O edifício está apoiado no projeto da que devia ser a catedral grego-católica de Kiev e a ela acodem 14 mil ucranianos que vivem em Roma, e 200 mil em toda a Itália.

Durante muitos anos foi considerada casa e ponto de referência para todos os ucranianos na diáspora sob o regime soviético.

Foi consagrada pelo Papa Paulo VI em 28 de setembro de 1969, durante o Concílio Vaticano II.

Esta visita, uma vez mais, sublinha o empenho do Papa Francisco pela unidade dos cristãos desde sua chegada ao ministério petrino.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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VATICANO, 11 Jan. 18 / 05:00 pm (ACI).- O Papa Francisco realizará entre os dias 15 e 21 de janeiro a sua visita pastoral ao Chile e ao Peru, a sua 22ª viagem internacional, com 33 países no total.

Em uma coletiva com os meios de comunicação, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke, analisou a agenda do Papa em ambos os países e ofereceu alguns detalhes.

O Papa Francisco visitará o Chile de 15 a 18 de janeiro e logo depois seguirá para o Peru, onde permanecerá até o dia 21 de janeiro.

Burke assinalou que são “dois países que o Papa conhece bem”, pois “viveu no Chile um ano e meio durante o seu noviciado na comunidade jesuíta”. “E visitou o Peru várias vezes e no ano passado recebeu em visita ad limina os dois episcopados”, recordou.

Por outro lado, destacou que São João Paulo II visitou o Chile em 1987 e esteve no Peru em 1985 e 1988.

Afirmou que a visita tem, sobretudo, um “objetivo pastoral” e serão importantes os temas sobre a “paz, a unidade, a esperança e a alegria do Evangelho”.

Em sua opinião, há dois encontros em ambos os países que centrarão a atenção na comunidade indígena.

No Chile, visitará a cidade de Temuco, na região de La Araucanía, onde encontrará os Mapuches, e no Peru visitará a Amazônia, algo que tem uma grande importância, depois do anúncio do Vaticano de que realizará um Sínodo dos Bispos para a Amazônia em outubro de 2019.

Em Temuco, também celebrará uma “Missa muito animada com música e língua indígena”.

Por outro lado, durante a sua visita ao país, Francisco saudará brevemente em algum momento o novo presidente do Chile, Sebastián Piñera.

Em Santiago, em 16 de janeiro, celebrará a Santa Missa no Parque O’Higgins e depois saudará brevemente os bispos. Entre eles, um Prelado que tem 102 anos.

Também estará com 12 doentes e 2 vítimas da ditadura chilena das décadas de 1970 e 1980.

Como já é tradição em cada viagem, o Papa também terá um encontro privado com os jesuítas de cada país.

Sobre a possibilidade de que o Pontífice encontre com vítimas de abusos sexuais, o porta-voz do Vaticano também assinalou que “não está no programa, mas não é impossível. É um tema importante. Os melhores encontros nessas viagens são os privados”.

No Peru, o Santo Padre visitará Puerto Maldonado no dia 19, onde terá um encontro com os povos indígenas, “por isso, esta visita será muito importante”. É “como um primeiro encontro do Sínodo” e, de fato, “estará presente o Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário Geral do Sínodo dos Bispos, que permanecerá mais alguns dias para preparar o encontro de outubro. Também participará o Cardeal Cláudio Hummes, Presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM)”.

“Ao visitar Puerto Maldonado, será a primeira vez que o Papa viajará ao coração da Amazônia e será acolhido por uma família indígena”, assinalou Greg Burke.

Neste local, o Papa participará de um encontro “com danças, canções e testemunhos das pessoas” e “entregará a Laudato Si (encíclica sobre o cuidado da criação) em diversas línguas locais”.

No mesmo dia, visitará o “Lar Principito”, um centro da Igreja para ajudar as crianças desta região que foram exploradas. Destacarão as “canções, danças e o testemunho de uma menina que foi ajudada por este centro”.

O Santo Padre também almoçará com alguns representantes da Amazônia e estará acompanhado pelo Vigário Apostólico da região.

“A ideia era visitar um bairro pobre de Lima, mas não será possível, mas algumas crianças de um dos bairros mais pobres estarão no Palácio Presidencial, ao lado da Orquestra Infantil de Manchay”, acrescentou Burke.

No dia seguinte, o Pontífice viajará a Trujillo, cidade peruana visitada por São João Paulo II. “Esta cidade sofreu inundações nos últimos meses, causando numerosas mortes”. Neste local, será celebrada uma Missa da qual participarão cerca de 500 mil pessoas.

Precisamente, o Santo Padre percorrerá em papamóvel o bairro de Buenos Aires, “uma zona da periferia muito atingida pelas inundações” e será acompanhado pelos “cavalos de raça peruana”.

“No último dia, o Papa visitará o Santuário do Senhor dos Milagres e rezará com 500 religiosos de vida contemplativa. Em seguida, rezará dia das relíquias de vários santos peruanos”.

No Chile, pronunciará 4 discursos e 3 homilias e, no Peru, 5 discursos e também 3 homilias.

Além disso, no Chile, usará 3 papamóveis: 2 foram utilizados durante a visita do Papa aos Estados Unidos em setembro de 2015 e o outro, durante a sua visita à Bolívia em julho do mesmo ano.

No Peru, também usará 3 papamóveis utilizados durante sua visita apostólica à Colômbia em setembro de 2017.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Pope Francis leads the weekly audience at the Vatican on August 31, 2016. Photo courtesty of REUTERS/Stefano Rellandini

VATICANO, 10 Jan. 18 / 08:30 am (ACI).- Em sua catequese nesta quarta-feira, 10 de janeiro, durante a Audiência Geral celebrada na Sala Paulo VI do Vaticano, o Papa Francisco refletiu sobre a importância do silêncio na liturgia da celebração eucarística e convidou os sacerdotes a cuidar desses momentos.

“Recomendo vivamente aos sacerdotes que observem o momento de silêncio e não terem pressa. Oremos para que se faça silêncio; sem ele, corremos o risco de subestimar o recolhimento da alma”.

O Santo Padre meditou sobre o canto do Glória e a oração da coleta na celebração da Missa e centrou-se no significado dos momentos de silêncio.

“Na liturgia, a natureza do silêncio depende do momento específico”, afirmou. Explicou que, durante o ato penitencial, esse silencia ajuda ao recolhimento, enquanto após a leitura ou depois da homilia, o silêncio convida a meditar brevemente sobre aquilo que se escutou. Do mesmo modo, após a comunhão, o silêncio favorece a oração interior de agradecimento.

Por outra parte, “antes da oração inicial, o silêncio nos ajuda no recolhimento, a pensarmos no porquê estamos ali”.

O Santo Padre destacou a importância de escutar nossa alma e de abri-la depois ao Senhor: “Talvez tenhamos tido dias de cansaço, de alegria, de dor e queremos compartilhar com o Senhor e pedir sua ajuda, ou pedir-lhe que permaneça perto de nós”.

Pode ser que “queiramos pedir por familiares ou amigos doentes, ou que estejamos atravessando provações difíceis”, ou simplesmente “pedir-lhe pela Igreja e pelo mundo. Para isto serve o breve silêncio antes que o sacerdote, reunindo as preces de cada um, expresse em voz alta em nome de todos a comum oração que conclui os ritos de introdução com a ‘coleta’ das intenções dos fiéis”.

“O silêncio – continuou – não se reduz à ausência de palavras, mas na disposição a escutar outras vozes: a de nosso coração e, sobretudo, a voz do Espírito Santo”.

“Precisamente, do encontro entre a miséria humana e a misericórdia divina ganha vida a gratidão expressa no ‘Glória’, ‘hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro’”, explicou o Pontífice citando o Missal Romano.

“Podemos dizer que o ‘Glória’, cantado ou recitado no domingo, exceto nos tempos do Advento e da Quaresma, e nas solenidades e festas, constitui uma abertura da terra ao céu, em resposta à inclinação do céu à terra”.

Recordou que “após o ‘Glória’, ou, quando não há este, logo após o Ato penitencial, a oração toma a forma particular na oração chamada ‘coleta’, por meio da qual se expressa o caráter próprio da celebração, variável em função do dia ou do tempo do ano”.

Além disso, destacou que “o Ato penitencial nos ajuda a nos despojarmos de nossas presunções e a nos apresentarmos diante de Deus como realmente somos, conscientes de ser pecadores, na esperança de ser perdoados”.

“Com o convite ‘Oremos’, o sacerdote nos exorta o povo a se recolher com ele em um momento de silêncio, a fim de tomar consciência de estar na presença de Deus e fazer emergir, no próprio coração, as intenções pessoais com as quais participa da Missa”.

Finalmente, convidou a que este silêncio reflexivo se estenda para além da Missa. “No rito romano, as oração são concisas, mas ricas de significado”. Por isso, incentivou a “voltar a meditar sobre os textos fora da Missa”, pois “pode nos ajudar a aprender como nos dirigirmos a Deus, o que pedir-lhe e quais palavras usar”.

Fonte: http://www.acidigital.com/

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Vaticano, 09 Jan. 18 / 10:00 am (ACI).- Em seu discurso ao Corpo Diplomático acredito junto à Santa Sé, o Papa Francisco refletiu sobre o direito à liberdade religiosa, especificamente sobre a possibilidade de mudança de religião.

NO Palácio Apostólico do Vaticano, o Santo Padre  fez na segunda-feira, 8 de janeiro, uma extensa reflexão sobre os direitos humanos, recordando que neste ano de 2018 se completará 100 anos do final da Primeira Guerra Mundial.

O Pontífice ressaltou em seu discurso que “entre os direitos humanos que gostaria de lembrar hoje, está também o direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião, que inclui a liberdade de mudar de religião”.

Francisco comentou que, infelizmente, “o direito à liberdade religiosa seja muitas vezes menosprezado não sendo raro que a religião se torne quer ocasião para justificar ideologicamente novas formas de extremismo quer pretexto para a marginalização social, senão mesmo perseguição, dos crentes”.

Em seguida, o Santo Padre sublinhou que “a construção de sociedades inclusivas requer como condição uma compreensão integral da pessoa humana, que pode sentir-se verdadeiramente acolhida quando é reconhecida e aceite em todas as dimensões que constituem a sua identidade, incluindo a dimensão religiosa”.

Falando, logo após, sobre a Síria, o Pontífice ressaltou a importância de “trabalhar para promover as condições jurídicas, políticas e de segurança, em ordem a uma retomada da vida social, onde cada cidadão, independentemente da sua pertença étnica e religiosa, possa participar no desenvolvimento do país”.

“Neste sentido, é vital tutelar as minorias religiosas, entre as quais se contam os cristãos, que há séculos contribuem ativamente para a história da Síria”, acrescentou.

Fonte: http://www.acidigital.com/

Em discurso a embaixadores, Papa Francisco pontua desafios para as relações internacionais em 2018

Na segunda-feira (08/01), o Papa Francisco acolheu na Sala Régia, no Vaticano, os embaixadores acreditados juntos à Santa Sé para as felicitações de Ano Novo. A tradicional audiência é a ocasião para o Pontífice fazer um dos mais importantes discursos do ano, por tratar de temas de interesse global e internacional.

Francisco recordou as viagens realizadas em 2017 (Egito, Portugal, Colômbia, Mianmar e Bangladesh) e a recorrência este ano do centenário do fim da I Guerra Mundial. Segundo o Papa, deste evento podemos tirar duas lições.

A primeira: vencer nunca significa humilhar o adversário derrotado. “Não é a lei do medo que dissuade de futuras agressões”. A segunda: a paz consolida-se quando as nações podem se confrontar num clima de igualdade. “Premissa fundamental desta atitude é a afirmação da dignidade de toda a pessoa humana, cujo desprezo e desrespeito levam a atos de barbárie que ofendem a consciência da humanidade.”

Mas o discurso do Santo Padre foi mesmo dedicado aos 70 anos que a Declaração Universal dos Direitos do Homem completa em 2018.

“Na verdade, para a Santa Sé, falar de direitos humanos significa, antes de mais nada, repropor a centralidade da dignidade da pessoa, enquanto desejada e criada por Deus à sua imagem e semelhança.”

Uma visão redutiva da pessoa humana, recordou, abre o caminho à difusão da injustiça, da desigualdade social e da corrupção.

Todavia, o Papa afirma que a interpretação de alguns direitos foi sendo progressivamente modificada, a ponto de se incluir uma multiplicidade de “novos direitos”, com frequência contrapondo-se entre si.

“Consequentemente pode haver o risco de que, em nome dos próprios direitos humanos, se venham a instaurar formas modernas de colonização ideológica dos mais fortes e dos mais ricos em detrimento dos mais pobres e dos mais fracos.”

Setenta anos depois, o Santo Padre constata com pesar que muitos direitos fundamentais são violados ainda hoje, sendo o primeiro deles o direito à vida, à liberdade e à inviolabilidade de cada pessoa humana. A lesá-los, não são apenas a guerra ou a violência, mas há formas mais sutis: o descarte de crianças ainda antes de nascer e dos idosos; a violência sofrida pelas mulheres e pelas vítimas do tráfico de pessoas; e a falta de acesso à saúde.

Francisco recordou que a busca da paz supõe combater a injustiça e erradicar, de forma não violenta, as causas da discórdia que levam às guerras.

“A proliferação de armas agrava claramente as situações de conflito e implica enormes custos humanos e materiais, deteriorando assim o desenvolvimento e a busca duma paz duradoura”, disse o Papa, que manifestou sua satisfação com o resultado “histórico” alcançado no ano passado com a adoção do Tratado sobre a Proibição das Armas Nucleares.

Neste ponto do seu discurso, Francisco citou os conflitos em diversas partes do mundo: Coreia do Norte, Síria, Iraque, Iêmen, Afeganistão, Jerusalém, Venezuela, Sudão do Sul, República Democrática do Congo, Somália, Nigéria, República Centro-Africana e Ucrânia. E agradeceu aos países que oferecem acolhimento a quem foge desses mesmos conflitos: Jordânia, Líbano, Turquia, Itália, Grécia e Alemanha.

O Papa falou ainda da importância de se proteger a família, mesmo sendo considerada uma instituição superada em muitos países.

“Em vez da estabilidade dum projeto definitivo, preferem-se hoje ligações fugazes. (…) Por isso, considero urgente que se adotem políticas efetivas em apoio da família, da qual aliás depende o futuro e o desenvolvimento dos Estados. Sem ela, de fato, não se podem construir sociedades capazes de enfrentar os desafios do futuro.

Francisco citou o inverno demográfico e a situação de famílias dilaceradas por causa da pobreza, das guerras e das migrações.

Aos fluxos migratórios, aliás, o Pontífice dedicou amplos parágrafos do seu discurso, recordando que a liberdade de movimento pertence aos direitos humanos fundamentais.

“Por isso é necessário sair duma generalizada retórica sobre o assunto e partir da consideração essencial de que se encontram diante de nós, antes de mais nada, pessoas.”

O Papa mencionou sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano dedicada justamente ao migrantes e refugiados.

“Embora reconhecendo que nem todos estão sempre animados pelas melhores intenções, não se pode esquecer que a maior parte dos migrantes preferiria permanecer na sua própria terra, mas é forçada a deixá-la «por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental”, disse Francisco, ressaltando a obrigação dos migrantes de obedeceram às leis dos países que os acolhem.

De modo especial, o Santo Padre mencionou sua última viagem internacional de 2017: “Conservo ainda vivo no coração o encontro que tive em Daca com alguns membros do povo rohingya e quero renovar os sentimentos de gratidão às Autoridades do Bangladesh pela assistência que lhes prestam no seu território”.

Francisco manifestou sua confiança em vista da adoção de dois Pactos Mundiais (Global Compacts) que serão debatidos este ano, respectivamente sobre os refugiados e para uma migração segura, ordenada e regular.

“A Santa Sé não pretende interferir nas decisões que competem aos Estados: a eles cabe – à luz das respectivas situações políticas, sociais e económicas, bem como das próprias capacidades e possibilidades de recepção e integração – a responsabilidade primeira do acolhimento. Mas ela considera que deve desempenhar um papel de «recordação» dos princípios de humanidade e fraternidade, que fundamentam toda a sociedade coesa e harmoniosa.”

O Papa falou ainda do direito à liberdade religiosa e do direito ao trabalho. “Não há paz nem desenvolvimento, se o homem está privado da possibilidade de contribuir pessoalmente para a edificação do bem comum.”

Sobre o aumento do número de crianças empregadas em atividades laborais e das vítimas das novas formas de escravidão, declarou: “Não se pode pensar em projetar um futuro melhor se se continua a manter modelos económicos orientados meramente para o lucro e a exploração dos mais fracos, como as crianças. Eliminar as causas estruturais de tal flagelo deveria ser uma prioridade de Governos e organizações internacionais.”

Depois de falar dos direitos, Francisco concluiu seu discurso com as obrigações de cada indivíduo para edificação do bem comum. Entre elas, destacou o dever de cuidar da natureza.

O Papa recordou as vítimas de terremotos e furacões no México, Caribe, Estados Unidos, Irã e Filipinas.

“As alterações climáticas, com o aumento  global das temperaturas e os efeitos devastadores que isso comporta, são também consequência da ação do homem. Por conseguinte, é preciso enfrentar, com um esforço conjunto, a responsabilidade de deixar às gerações seguintes uma terra mais bela e habitável, esforçando-se, à luz dos compromissos concordados em Paris no ano de 2015, por reduzir as emissões de gás nocivas à atmosfera e prejudiciais para a saúde humana.”

Por fim, Francisco renovou a cada um dos embaixadores presentes, extensivo aos povos dos que representam, “votos de um ano rico de alegria, esperança e paz”.

A Santa Sé mantém relações diplomáticas com 185 países, entre os quais a Ordem Militar Soberana de Malta e a União Europeia. O último países a estabelecer relações foi o Mianmar, em maio de 2017.

Entre os embaixadores, 25 são mulheres. As chancelarias em Roma são 89. Em Roma se encontram também os escritórios de organismos internacionais acreditados junto à Santa Sé, que são a Liga dos Estados Árabes, a Organização Internacional das Migrações e o Acnur. As Chancelarias fora de Roma são 78.

(Rádio Vaticano)

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Pope Francis greets a sick child during a visit to the Federico Gomez Children's Hospital of Mexico in Mexico City Feb. 14. (CNS photo/Paul Haring) See POPE-MEXICO-HOSPITAL Feb. 14, 2016.

O Hospital Pediátrico Bambino Gesù é conhecido como o “hospital do Papa”

OPapa Francisco fez uma visita-surpresa nesta sexta-feira, 5 de janeiro, ao Hospital Pediátrico Bambino Gesù, popularmente conhecido como o “hospital do Papa“, em Torre di Palidoro, a cerca de 30 quilômetros ao norte de Roma.

A Santa Sé informou que esta visita foi uma concretização da iniciativa Sextas-Feiras da Misericórdia, lançada por Francisco durante o recente Jubileu da Misericórdia.

O Papa visitou diversos departamentos do hospital, conversou com crianças internadas, pais, médicos e funcionários.

HO / OSSERVATORE ROMANO / AFP

HO / OSSERVATORE ROMANO / AFP

Sobre o “hospital do Papa”

O Hospital Bambino Gesù existe desde 1869 e tem 4 sedes em Roma e nos seus arredores. Dispõe de 600 leitos e conta com cerca de 2.600 médicos, pesquisadores, enfermeiros, técnicos e funcionários. Mais de 1,5 milhão de crianças passam pelas suas dependências anualmente. Trata-se, nada menos, que do maior hospital e centro de pesquisa pediátrica da Europa.

unidade em Torre di Palidoro, visitada hoje por Francisco, foi criada em 1978 por iniciativa do Papa Paulo VI, visando expandir os atendimentos. O local se situa em Roma, em uma área extraterritorial administrada diretamente pelo Vaticano, a exemplo das outras três unidades.

Tradicionalmente especializado em poliomielite, o hospital também conta com departamentos para ortopedia, diabetes, oftalmologia, otorrinolaringologia e tratamento de doenças cardíacas, doenças endócrinas e obesidade genética, além de diversas especialidades cirúrgicas e atividades de neurorreabilitação.

As instalações da unidade possuem pronto-socorro e 122 leitos para os enfermos. Há leitos especificamente dedicados a reanimação, reabilitação e neurorreabilitação. A estrutura ainda inclui salas de cirurgia, de hemodinâmica e serviços de diagnóstico laboratorial e por imagens.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Migrantes e refugiados: este binômio é um dos pilares do pontificado do Papa Francisco.

O próximo capítulo desta história terá lugar no dia 14 de janeiro, Dia Mundial do Migrante e Refugiado, em que Francisco celebrará a Santa Missa com milhares deles na Basílica Vaticana. O evento será transmitido ao vivo pelo Vatican News, com comentários em português, a partir das 9h55 (hora local).

Acolher, proteger, promover e integrar 

Na mensagem divulgada para a ocasião, o Papa propõe a conjugação de quatro verbos: Acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e os refugiados.

“Cada forasteiro que bate à nossa porta é ocasião de encontro com Jesus Cristo, que Se identifica com o forasteiro acolhido ou rejeitado de cada época (cf. Mt 25, 35.43). O Senhor confia ao amor materno da Igreja cada ser humano forçado a deixar a sua pátria à procura dum futuro melhor. Esta solicitude deve expressar-se, de maneira concreta, nas várias etapas da experiência migratória: desde a partida e a travessia até à chegada e ao regresso. Trata-se de uma grande responsabilidade que a Igreja deseja partilhar com todos os crentes e os homens e mulheres de boa vontade, que são chamados a dar resposta aos numerosos desafios colocados pelas migrações contemporâneas com generosidade, prontidão, sabedoria e clarividência, cada qual segundo as suas possibilidades.”

Migrantes e paz

O mais recente pronunciamento do Papa a respeito da crise migratória foi em 1º de janeiro, Dia Mundial da Paz, cujo tema foi dedicado justamente aos que fogem de guerras e desastres.

Francisco reiterou seu desejo de fazer-se “voz destes nossos irmãos e irmãs que invocam para o seu futuro um horizonte de paz”, uma paz que é direito de todos, e “muitos deles – observou – estão dispostos a arriscar a vida em uma viagem que em grande parte dos casos é longa e perigosa, a enfrentar dificuldades e sofrimentos”.

Pacto global

2018 apresenta um desafio para o panorama mundial. As Nações Unidas vão reunir seus países-membros no último trimestre do ano para a negociação um “acordo global” para a migração segura, ordenada e regular.

O acordo global buscará melhorar a cooperação internacional para a mobilidade entre as fronteiras, maximizando os benefícios a todos os envolvidos. A finalidade é ajudar os vulneráveis, levando em consideração as necessidades de trabalho dos migrantes conforme as suas habilidades, abordando os principais agentes da migração irregular. A Santa Sé está altamente empenhada no processo de consulta para apresentar suas propostas às Nações Unidas, conforme solicitado pelo Papa Francisco.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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Vaticano, 03 Jan. 18 / 09:00 am (ACI).- Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco falou em sua catequese sobre o ato penitencial da Missa e afirmou que, para ser perdoado, é preciso humilhar-se e reconhecer verdadeiramente seus erros.

Assim, o ato penitencial, “na sua sobriedade, favorece a atitude que deve ser assumida para celebrar dignamente os santos mistérios, ou seja, reconhecendo diante de Deus e dos irmãos os nossos pecados”, explicou.

Francisco recordou que “todos somos pecadores” e que quem é “presunçoso” é “incapaz de receber o perdão”. “Quem tem consciência de suas misérias e abaixa os olhos com humildade, sente sobre si o olhar misericordioso de Deus”.

“Sabemos por experiência que somente quem sabe reconhecer os erros e pede perdão recebe a compreensão e o perdão dos outros”. Por isso, “escutar em silêncio a voz da consciência permite reconhecer que os nossos pensamentos são distantes dos pensamentos divinos, que as nossas palavras e as nossas ações são muitas vezes mundanas, guiadas, isto é, por escolhas contrárias ao Evangelho”.

“Por isso, no início da Missa, cumprimos comunitariamente o ato penitencial mediante uma fórmula de confissão geral, pronunciada na primeira pessoa do singular. Cada um confessa a Deus e aos irmãos que ‘pequei muitas vezes, em pensamentos e palavras, atos e omissões’”.

O Papa se deteve sobre este último e disse que, às vezes, “nos sentimos bons porque ‘não fizemos nenhum mal’”. “Na realidade, não basta não fazer mal ao próximo, é preciso escolher fazer o bem, aproveitando as ocasiões para dar um bom testemunho de que somos discípulos de Jesus”.

“As palavras que dizemos com a boca são acompanhadas pelo gesto de bater no peito, reconhecendo que pequei por minha culpa e não dos outros. Acontece muitas vezes que, por medo ou vergonha, apontamos o dedo para acusar os outros”, indicou.

O Santo Padre concluiu explicando que, “após a confissão dos pecados, suplicamos à Bem-aventurada Virgem Maria, aos Anjos e Santos que roguem ao Senhor por nós. Também aqui é preciosa a comunhão dos Santos, a intercessão destes amigos e modelos de vida que nos sustenta no caminho em direção à plena comunhão com Deus”.

“O ato penitencial se conclui com a absolvição do sacerdote, na qual se pede a Deus que derrame sua misericórdia sobre nós. Esta absolvição não tem o mesmo valor que a do sacramento da penitência, pois há pecados graves, os quais chamamos mortais, que só podem ser perdoados com a confissão sacramental”, disse na catequese.

Fonte: http://www.acidigital.com/

Pope Francis closes the Holy Door in St. Peter's Basilica on Sunday in Vatican City, marking the end of the Jubilee Year of Mercy.

Nós, cristãos em caminho, no início do Ano, sentimos a necessidade de recomeçar do centro, deixar para trás os fardos do passado e partir do que é importante

O Papa Francisco presidiu a missa da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, nesta segunda-feira (01/01), primeiro dia do ano,  na Basílica de São Pedro.

“ O Ano tem início sob o nome da Mãe. Mãe de Deus é o título mais importante de Nossa Senhora. ”

“Mas alguém poderia fazer a pergunta: por que dizemos «Mãe de Deus», e não Mãe de Jesus? Alguns, no passado, pediram para nos cingirmos a isto, mas a Igreja afirmou: Maria é Mãe de Deus.

Devemos estar-lhe agradecidos, porque, nestas palavras, se encerra uma verdade esplêndida sobre Deus e sobre nós mesmos, ou seja: desde que o Senhor encarnou-se em Maria – desde então e para sempre –, traz a nossa humanidade agarrada a Ele.

Já não há Deus sem homem: a carne que Jesus tomou de sua Mãe, continua ainda agora a ser d’Ele e sê-lo-á para sempre. Dizer «Mãe de Deus» lembra-nos isto: Deus está perto da humanidade como uma criança da mãe que a traz no ventre.”

Francisco disse ainda que “a palavra mãe (mater) remete também para a palavra matéria. Em sua Mãe, o Deus do céu, o Deus infinito fez-se pequenino, fez-se matéria, não só para estar conosco, mas também para ser como nós. Eis o milagre, a novidade: o homem já não está sozinho; nunca mais será órfão, é para sempre filho”.

“ O Ano tem início com esta novidade. E nós a proclamamos dizendo: Mãe de Deus! É a alegria de saber que a nossa solidão está vencida. ”

É a maravilha de nos sabermos filhos amados, de sabermos que esta nossa infância nunca mais nos poderá ser tirada. É espelharmo-nos em Deus frágil e menino nos braços da Mãe e vermos que a humanidade é querida e sagrada para o Senhor.

“ Por isso, servir a vida humana é servir a Deus, e toda a vida – desde a vida no ventre da mãe, até à vida envelhecida, atribulada e doente, à vida incômoda e até repugnante – deve ser acolhida, amada e ajudada. ”

O Papa nos convidou a deixarmo-nos “guiar pelo Evangelho de hoje. Da Mãe de Deus, se diz apenas uma frase: «guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração». Guardava. Simplesmente… guardava; Maria não fala: d’Ela, o Evangelho não refere uma palavra sequer, em toda a narração do Natal. Também nisto a Mãe associa-se ao Filho: Jesus é infante, ou seja, «sem dizer palavra».

Ele, o Verbo, a Palavra de Deus que «muitas vezes e de muitos modos falara nos tempos antigos» (Heb 1, 1), agora, na «plenitude dos tempos» (Gal 4, 4), está mudo. O Deus, na presença de Quem se guarda silêncio, é um menino que não fala”.

“ A sua majestade é sem palavras, o seu mistério de amor desvenda-se na pequenez. Esta pequenez silenciosa é a linguagem da sua realeza. A Mãe associa-se ao Filho e guarda no silêncio. ”

Segundo Francisco, “o silêncio nos diz que também nós, se quisermos guardar a nós mesmos, precisamos de silêncio. Precisamos permanecer em silêncio, olhando o presépio. Porque, diante do presépio, redescobrimo-nos amados; saboreamos o sentido genuíno da vida.

Olhando em silêncio, deixamos que Jesus fale ao nosso coração: deixamos que a sua pequenez desmantele o nosso orgulho, que a sua pobreza desinquiete as nossas suntuosidades, que a sua ternura revolva o nosso coração insensível”.

“ Reservar cada dia um tempo de silêncio com Deus é guardar a nossa alma; é guardar a nossa liberdade das banalidades corrosivas do consumo e dos aturdimentos da publicidade, da difusão de palavras vazias e das ondas avassaladoras das maledicências e da balbúrdia.

“Maria guardava – continua o Evangelho – todas estas coisas, meditando-as. Quais eram estas coisas? Eram alegrias e aflições: por um lado, o nascimento de Jesus, o amor de José, a visita dos pastores, aquela noite de luz; mas, por outro, um futuro incerto, a falta de uma casa, «porque não havia lugar para eles na hospedaria», o desconsolo de ver fechar-lhes a porta; a desilusão por fazer Jesus nascer num curral.

“ Esperanças e angústias, luz e trevas: todas estas coisas preenchiam o coração de Maria. E o que Ela fez? Meditou-as, isto é, repassou-as com Deus no seu coração. Nada conservou para si, nada encerrou na solidão nem submergiu na amargura; tudo levou a Deus. ”

Foi assim que guardou. Entregando, guarda-se: não deixando a vida à mercê do medo, do desânimo ou da superstição, não se fechando nem procurando esquecer, mas dialogando tudo com Deus. E Deus, que se preocupa conosco, vem habitar em nossas vidas.”

O Pontífice ressaltou “os segredos da Mãe de Deus: guardar no silêncio e levar a Deus. Isto realizava-se – conclui o Evangelho – no seu coração. O coração convida a pôr os olhos no centro da pessoa, dos afetos, da vida”.

“ Também nós, cristãos em caminho, no início do Ano, sentimos a necessidade de recomeçar do centro, deixar para trás os fardos do passado e partir do que é importante. ”

Temos hoje diante de nós o ponto de partida: a Mãe de Deus. Pois Maria é exatamente como Deus nos quer, como quer a sua Igreja: Mãe terna, humilde, pobre de coisas e rica de amor, livre do pecado, unida a Jesus, que guarda Deus no coração e o próximo na vida.

“ Para recomeçar, ponhamos os olhos na Mãe. No seu coração, bate o coração da Igreja. Para ir adiante, nos diz a festa de hoje, é preciso recuar: recomeçar do presépio, da Mãe que tem Deus nos braços. ”

Francisco concluiu a homilia, afirmando que “a devoção a Maria não é galanteria espiritual, mas uma exigência da vida cristã. Olhando para a Mãe, somos encorajados a deixar tantas bagatelas inúteis e reencontrar aquilo que conta. O dom da Mãe, o dom de cada mãe e cada mulher é muito precioso para a Igreja, que é mãe e mulher.

E, enquanto o homem muitas vezes abstrai, afirma e impõe ideias, a mulher, a mãe sabe guardar, fazer a ligação no coração, vivificar. Porque a fé não se pode reduzir apenas a ideia ou doutrina; precisamos, todos, de um coração de mãe que saiba guardar a ternura de Deus e ouvir as palpitações do homem.

Que a Mãe, autógrafo de Deus sobre a humanidade, guarde este Ano e leve a paz de seu Filho aos corações e ao mundo inteiro”.

Fonte: https://www.comshalom.org/

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