Minha filha sofreu bullying. Como eu reagi?





Minha filha é de baixa estatura para a idade dela, mas nada anormal segundo os médicos, pois procuramos saber. No entanto, à medida que ela ia chegando à pré-adolescência, entre 9 a 12 anos, mais se evidenciava a diferença do seu tamanho para o tamanho de outras pessoas da sua idade. Então, ela começou a passar pelo que chamamos de bullying. Começaram os apelidos: Anã de jardim, baixinha e outros. Na cabeça delas e em suas emoções, teve início a angústia, a tristeza e a vergonha. Ela chegava em casa, muitas vezes, chateada. Chorava, queixava-se desse ou daquele; e até mesmo adultos e responsáveis por ela, em alguma atividade extra-casa, brincavam com seu tamanho. Uns faziam de modo carinhoso, mas para ela não soava como carinho. Outros, realmente, zombavam, provocavam e queriam intimidá-la com apelidos inapropriados.

O que fizemos, como pais, nessa situação de bullying?

Começamos a orientar que ela não ouvisse ou que fingisse que não ouvia quando não a chamavam pelo nome, mas por um apelido pejorativo: “Ignore, pois quanto mais brava e nervosa você ficar diante deles, mais eles vão zombar. O que eles querem é irritá-la, então, se não conseguirem, não haverá mais graça para eles. Quando chegar em casa, desabafe conosco. Estamos do seu lado e vamos vencer”.