“Deus é aliado nosso, não do vírus”





“No dia em que descobrirmos isso, vamos nos envergonhar de todas as acusações que fizemos contra Ele na vida. Deus participa da nossa dor para superá-la”

 

 

Na homilia da Celebração da Paixão do Senhor, no Tríduo Sacro deste ano, o pe. Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia, destacou que, mesmo na tragédia de uma pandemia e por mais que Deus pareça ausente, Ele está e continua conosco.

Apesar das muitas transformações positivas e dos muitos progressos que vêm ocorrendo em meio ao desafio mundial atual, é fácil focar na dor e no desânimo e revoltar-se contra Ele. Vale a pena recordar sempre estas palavras sábias:

“Deus é nosso aliado, não do vírus! Se esses flagelos fossem castigos de Deus, não se explicaria por que eles atingem igualmente os bons e os maus, e por que, geralmente, são os pobres os que sofrem as maiores consequências. Por acaso eles seriam mais pecadores que outros? Não! Aquele que um dia chorou pela morte de Lázaro chora hoje pelo flagelo que se abateu sobre a humanidade. Sim, Deus ‘sofre’, como todo pai e toda mãe. No dia em que descobrirmos isso, vamos nos envergonhar de todas as acusações que fizemos contra Ele na vida. Deus participa da nossa dor para superá-la”.

 

Afinal, como escreveu Santo Agostinho, Deus é soberanamente bom e nunca deixaria qualquer mal existir na Sua obra se Ele não fosse poderoso e bom o bastante para fazer o bem resultar do mal.

Fonte: Redação da Aleteia / pt.aleteia.org