“Em nome do ‘amor’, as maiores loucuras são digeridas”





O pe. José Eduardo de Oliveira publicou em seu Facebook:

 

Antes de ser um conjunto de conteúdos, a mentalidade revolucionária é uma psicologia, uma forma de pensar, em que a pessoa assimila todos os conteúdos de maneira revolucionária, mesmo os conteúdos mais cristãos e espirituais, subvertendo-os no seu processo mesmo de assimilação, numa espécie de idealismo doente, em que ideias romantizadas ocupam o lugar da realidade.

Por isso, o seu método de difusão é iminentemente cultural e não racional, pois, desta maneira, ideias são absorvidas através de sentimentos e, sem que o indivíduo perceba, são transferidas para a sua mente; por isso, também, os seus “apóstolos” precisam assassinar o intelecto, justamente para impedir que haja algum alarme racional que funcione como um sistema imunológico contra as suas ideologias. Tudo está bem calculado.

 

Assim, por exemplo, “em nome do amor” as maiores loucuras são digeridas e, sem que o sujeito se dê minimamente conta, ele inverteu completamente sua ordem cognitiva: trata bicho como gente, dissolve a identidade de qualquer pessoa, renuncia à existência mesma da verdade e se torna um vassalo de qualquer maluquice excogitada por qualquer anônimo.

 

Faça o mesmo com a ideia de “liberdade”, “igualdade”, “saúde”, “autodeterminação”, “autenticidade”, “autorrealização”, “curtição”, “profissionalismo” etc e você perceberá o quanto está cheio destes balões ideológicos, sendo dominado por ditadores invisíveis, cujos nomes você nunca conheceu nem nunca conhecerá.

Em outras palavras, o trabalho de reconstrução pedagógica da sociedade moderna não é apenas uma luta por disseminar conteúdos verdadeiros, mas uma verdadeira guerra pela destruição da hegemonia sentimental, imaginária, cultural, uma guerra pela recuperação da autonomia de cada indivíduo em relação o uso mesmo do seu próprio intelecto, uma guerra psicológica, em que a forma da nossa mente precisa libertar-se dos moldes autoritários que, com toda a gentileza e amabilidade, foram instalados em nós.

Fonte: Pe. José Eduardo Oliveira / pt.aleteia.org